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Desenho Técnico

Aplicado
Material Teórico
Introdução ao Desenho Técnico

Responsável pelo Conteúdo:


Prof. Dr. Denis Garcia Mandarino

Revisão Textual:
Prof. Esp. Claudio Pereira
Introdução ao Desenho Técnico

• Introdução;
• Lista de Materiais;
• Escalas.

OBJETIVO DE APRENDIZADO
· Apresentar ao aluno as principais normas da ABNT relacionadas ao
desenho técnico. Conceituar as construções do desenho geométrico
e os traçados próprios do desenho técnico. Tornar o aluno capaz de
utilizar o instrumental de desenho. Permitir que o aluno interprete as
escalas gráficas de tamanho real, de ampliação e de redução. Apre-
sentar ao aluno as ferramentas do desenho técnico auxiliado por
computador (CAD).
Orientações de estudo
Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem
aproveitado e haja maior aplicabilidade na sua
formação acadêmica e atuação profissional, siga
algumas recomendações básicas:
Conserve seu
material e local de
estudos sempre
organizados.
Aproveite as
Procure manter indicações
contato com seus de Material
colegas e tutores Complementar.
para trocar ideias!
Determine um Isso amplia a
horário fixo aprendizagem.
para estudar.

Mantenha o foco!
Evite se distrair com
as redes sociais.

Seja original!
Nunca plagie
trabalhos.

Não se esqueça
de se alimentar
Assim: e de se manter
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte hidratado.
da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e
horário fixos como seu “momento do estudo”;

Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma


alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo;

No material de cada Unidade, há leituras indicadas e, entre elas, artigos científicos, livros, vídeos
e sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você
também encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão
sua interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados;

Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discus-
são, pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o
contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e
de aprendizagem.
UNIDADE Introdução ao Desenho Técnico

Introdução
O Desenho Técnico é uma importante linguagem gráfica oriunda da Geome-
tria Descritiva, a qual será mais bem abordada na disciplina de Expressão Gráfica
(fig. 1). Em aspectos bidimensionais, o Desenho Técnico se utiliza das constru-
ções do Desenho Geométrico, como nas concordâncias que serão objetos de
estudo na Unidade posterior.

Do ponto de vista mental, o desenho técnico estimula o desenvolvimento da facul-


dade espacial, chamada por muitos autores de inteligência espacial, além da metodo-
logia necessária para a identificação e resolução de problemas. Num projeto, passado
o período de fantasia e de criatividade que são fundamentais para o desenvolvimento
de novos produtos e soluções, o designer se prepara para uma fase de maior objetivi-
dade, a fim de que os recursos financeiros, de pessoal, de tempo, entre outros, sejam
satisfatoriamente geridos de acordo com as necessidades dos clientes ou do mercado.
Destarte, o desenho técnico é uma parte exata do projeto, que permite ao designer
especificar, minuciosamente, tudo aquilo que deverá estar presente no produto final.

Desenho Técnico, Geometria Descritiva, Modelagem 3D, Motion Graphics, en-


tre outras ferramentas, são conteúdos correlatos, interdisciplinares, não importando
a ordem em que ocorram ao longo do curso.

Muitas vezes, no decorrer das aulas, serão citadas as recomendações da Associação


Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que são as mais comumente exigidas no terri-
tório nacional. Empresas multinacionais podem utilizar outros sistemas e parâmetros,
porém uma pessoa bem treinada dentro de um sistema, precisará de pouco tempo
para se adaptar às características diversas de outros núcleos profissionais.

Figura 1 – A Geometria Descritiva como precursora do Desenho Técnico


Fonte: Mandarino, 2016

Por meio das normas e dos processos do Desenho Técnico, é possível o intercâmbio
de informações entre diferentes profissionais envolvidos. Uma embalagem complexa,
por exemplo, poderá ser desenvolvida por um designer de produto e, posteriormente,
ser planificada, para que o designer gráfico possa elaborar a composição visual mais
adequada, de acordo com o briefing (fig. 2).

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Figura 2 - Modelo Planificado para a Criação do Design Gráfico
Fonte: Mandarino, 2018

Lista de Materiais
Para exercitar o desenho técnico, além da folha de papel, são necessários os seguin-
tes materiais: lapiseira 0, 3 ou 0, 5 para as linhas estreitas, lapiseira 0,7 ou 0,9 para
as linhas largas, grafite B, par de esquadros de acrílico, compasso com extensor,
borracha branca de vinil e escalímetro número 1. Mesas com régua T ou régua
paralela são opções confortáveis para os momentos de criação e facilitam o traçado.
Desde o início da década de 1990, com a popularização do computador pessoal, a arte
final do desenho técnico tem sido produzida no meio digital, através de programas CAD
(Desenho Auxiliado por Computador). Os desenhos produzidos podem ser impressos
(plotados) ou intercambiados em arquivos digitais.

Figura 3 - Mesa com régua T (esq.) e mesa com régua paralela


Fonte: Mandarino, 2016

A folha de Desenho
As dimensões das folhas de desenho da série A são padronizadas pela NBR
10068, baseada na ISO 5457. Na norma, recomenda-se que um desenho original
seja feito na menor área possível sem que se prejudique a clareza da interpretação.
As folhas podem ser orientadas no formato retrato (vertical) ou paisagem (horizon-
tal). O formato A0 tem área de 1m², onde x é o lado de um quadrado que mede

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UNIDADE Introdução ao Desenho Técnico

841 mm e y tem a medida da diagonal desse quadrado. A partir de multiplicações


e subdivisões, surgem os demais formatos, a saber (fig. 4):

Figura 4 - Relação de proporção e dimensões da folha de desenho da série A.


Fonte: Mandarino, 2016

Margem e Quadro
O quadro delimita o espaço para o desenho no interior das margens. A margem
esquerda serve para as perfurações e é por onde se faz o arquivamento do projeto. As
demais margens seguem as dimensões da margem direita, com espessuras que variam
segundo a NBR 8403 (Quadro 1). São elas:

Quadro 1 - Tamanho das margens e espessura das linhas do quadro


Formato Esquerda Direita Largura da Linha do Quadrado (NBR 8403)
A0 25 10 1,4
A1 25 10 1,0
A2 25 7 0,7
A3 25 7 0,5
A4 25 7 0,5 Tabela em mm
Fonte: Mandarino, 2016

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Dobraduras
As folhas de desenho devem ser arquivadas no tamanho A4, desse modo, uma
série de dobraduras são recomendadas para se atingir esse tamanho final (fig. 5).

Figura 5 - Dobraduras das folhas de desenho da série A para o arquivamento


Fonte: Mandarino, 2016

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UNIDADE Introdução ao Desenho Técnico

Legendas
Cada empresa ou profissional tem a sua própria legenda, também chamada de
carimbo, mas como norma, elas devem ficar na parte inferior da folha, justapostas
no lado direito, como mostra a figura 6:

Figura 6 - Exemplos de Legendas


Fonte: Mandarino, 2016

Letreiro Técnico
A NBR 8402/1993 recomenda as condições para o uso da tipografia, manual
e impressa, em desenhos técnicos e documentos similares. A legibilidade e a uni-
formidade são as exigências mais importantes. Os caracteres devem ser claramente
distinguíveis a fim de evitar erros de interpretação ou ambiguidades. Com o intuito
de facilitar a escrita, as maiúsculas e minúsculas podem ter a mesma largura de linha.

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Os programas de desenho auxiliado por computador permitem que, praticamen-
te, qualquer fonte seja empregada em um desenho técnico. Cabe salientar, entre-
tanto, que nem todas são próprias para isso. Fontes com sombreamento, formas
rebuscadas e de difícil leitura não são recomendadas, tais como:

a. English:

b. Vivaldi (script):

c. Gothic G:

d. Rosewood Std:

Fontes limpas e sem serifa têm sido as mais adotadas pelos profissionais das áreas
técnicas, nos modos regular, itálico e negrito. Sendo elas:

a. Arial:

b. Swiss: ABCDEGJKLMQRSTUVWXYZ/abcdefghijklmprstuwxyz/1234567890;

c. Technic: 

d. Proxy: ABCDEGJKLMQRSTUVWXYZ/abcdefghijklmprstuwxyz/1234567890;, entre outras.

Antes da popularização do computador, as regras, estabelecidas pela ABNT, eram


bastante rígidas quanto ao estilo dos caracteres. Para facilitar o trabalho dos profissio-
nais, havia normógrafos com diferentes tipos de fontes, que ajudavam na padroniza-
ção e na escrita a nanquim. Embora esses produtos ainda possam ser encontrados,
eles caíram em desuso, pois a “arte final” dos desenhos técnicos pode ser impressa ou
existir exclusivamente no hiperespaço.

Os Tipos
Os tipos são símbolos gráficos (fig. 7) que têm sido desenvolvidas para os mais varia-
dos fins, desde a escrita cuneiforme. O site tipografos.net contém referências de parte
da produção tipográfica brasileira. Para o desenho técnico, entretanto, as fontes têm a
finalidade de oferecer uma leitura fácil, que não deixe margem às dúvidas.
Explor

Tudo sobre Tipografia, Design e Typeface Design - https://goo.gl/JBkFqQ

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UNIDADE Introdução ao Desenho Técnico

Figura 7 - Nomenclatura Tipográfica


Fonte: Mandarino, 2016

Escalas
Segundo a NBR 8196, as escalas do desenho, de redução e de ampliação, devem
ser múltiplas de 2, 5 e 10, podendo variar em relações progressivas de 10 unidades
(Quadro 2). Desse modo, há as seguintes variações:

1. ESCALA 1:1, para a escala natural;


2. ESCALA X:1, para a escala de ampliação (X>1);
3. ESCALA 1:X, para a escala de redução (1<X).

A escala de um desenho deve constar da legenda, mas se algum detalhe precisar


ser feito em outra escala, ela deverá ser indicada ao lado.

A escala escolhida deve ser aquela que permitirá uma leitura fácil do desenho e
somente depois disso será determinado o tamanho da folha.

Importante! Importante!

Na folha de desenho, a escala deverá ser escrita em um dos seguintes formatos:


ESC. ou ESCALA.

Quadro 2 - As Escalas e os seus Múltiplos


Redução Natural Ampliação
1:2 1:1 2:1
1:5 5:1
1:10 10:1
Fonte: Mandarino, 2016

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Escalímetro
Há no escalímetro seis escalas que são baseadas na divisão do metro em partes
iguais. O escalímetro 1 traz as seguintes escalas: 1:20, 1:25, 1:50, 1:75, 1:100 e
1:125. O escalímetro 2 é mais voltado para desenhos de dimensão arquitetônica e
contém as seguintes escalas: 1:100, 1:200, 1:250, 1:300, 1:400 e 1:500 (fig. 8).

Figura 8 - As Escalas exibem em Quantas Partes o metro foi dividido


Fonte: Mandarino, 2016

Ele pode ser um instrumento plano ou vir no formato de um prisma reto triangu-
lar, com duas escalas em cada face (fig. 9). Não se deve usar o escalímetro para o tra-
çado, pois isso poderá danificá-lo. Em cartografia, escalas ainda menores podem ser
necessárias, tais como: 1:1000, 1:5000 etc. Nos programas de CAD, as unidades de
medida chegam a atingir unidades astronômicas, como: Ano-luz e Parsec.

Figura 9 - O Escalímetro no formato Prismático


Fonte: Mandarino, 2016

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UNIDADE Introdução ao Desenho Técnico

Par de Esquadros
O par de esquadros serve para o traçado de linhas verticais, horizontais e segmen-
tos angulados. Ele é um grande facilitador para o traçado de retas paralelas (fig. 10).
Um dos esquadros tem o formato de um triângulo retângulo escaleno e é formado
pelos ângulos 30°, 60° e 90°. O outro esquadro é um triângulo retângulo isósceles
formado por dois ângulos de 45° e pelo ângulo reto (90°).

Figura 10. Traçado de retas paralelas com o par de esquadros


Fonte: Mandarino, 2016

É possível combinar os esquadros em mais de uma posição, para a obtenção de


ângulos incrementais de 15° (quinze graus), a partir de 0°, sendo eles: 15°, 30°,
45°, 60°, 75°, 90°, 105° e assim por diante (fig. 11). Para a obtenção de ângulos
mais precisos no desenho manual é necessário usar um transferidor.

Figura 11 - A ilustração mostra um transferidor e as posições necessárias para


o traçado de ângulos incrementais, de 15°, com os esquadros
Fonte: Mandarino, 2016

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É importante saber que mesmo que um modelo seja desenhado fora da escala
natural (1:1), as suas medidas deverão exibir as dimensões reais do objeto.

Estudo Progressivo
Como esta disciplina não têm pré-requisitos, partimos do zero e, em virtude
disso, algumas definições e construções do desenho geométrico, que aparecerão
ao longo do curso, embora sejam elementares, devem fazer parte do repertório
conceitual de um universitário que pretende avançar pela trilha do desenho técnico.
Cabe salientar que no desenho geométrico, por definição, todas as construções
devem ser feitas apenas com a utilização da régua (sem graduação) e do compasso.
No desenho técnico isso não é necessário. O designer pode se utilizar de todos
os meios disponíveis para a realização de um desenho correto, sem abrir mão da
limpeza e da agilidade. Desenho técnico, como o próprio nome diz, é uma disciplina
que oferece aos alunos o conhecimento de normas, técnicas de representação e
dimensionamento, não sendo, portanto, uma disciplina voltada amplamente às
reflexões.

Exercitar-se com o instrumental de desenho não é perda de tempo, pois esse treinamen-
Explor

to, quando levado para o computador, facilitará a compreensão dos procedimentos a ser
executados. Quanto mais conteúdo específico o profissional dominar, mais ele conseguirá
extrair das máquinas o que elas têm a oferecer.
No Renascimento, não havia o termo design e todos sabem que Leonardo Da Vinci, além
de artista, tinha um lado criativo voltado para o desenvolvimento de produtos. Em suas
palavras, esses processos criativos têm origem na mente, para, somente depois, migrar
para as mãos ou, nos dias atuais, para os dispositivos tecnológicos.
Tudo é desenho quando adotamos a definição mais abrangente do termo. Desse modo,
uma adequada tradução da palavra design não seria desenho, mas, sim, ‘desenho en-
quanto projeto’.

Importante! Importante!

A videoaula desta unidade mostrará como substituir todo o instrumental de desenho


por um programa CAD. As demonstrações serão feitas no software Rhinoceros, que é um
dos mais conceituados dentro da área de design. No site da empresa, você poderá baixar
uma versão demonstrativa, totalmente funcional, por 90 dias, tempo suficiente para
você complete os estudos em desenho técnico. Ao término dos exercícios, você estará
apto a incluir no seu currículo a modalidade de desenho em 2D.

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UNIDADE Introdução ao Desenho Técnico

Principais ferramentas do Rhinoceros 6, em português e inglês, usados


na videoaula:

Para usar os comandos em inglês, basta acrescentar o sublinhado na frente.


• Agrupar (_group): agrupa os objetos sem os unir;
• Apagar (tecla Del): apaga um emento previamente selecionado;
• Aparar (_trim): apara as linhas excedentes;
• Arco (_arc): desenha arcos de circunferência;
• Camada (_Layer): editor de camadas, nelas são escolhidas as características
das linhas;
• Círculo (_circle): na realidade, o comando desenha uma circunferência;
• Círculo, pressione Enter, _tangent: traça uma circunf. por: tangente, tangente
e raio;
• Colar (_paste): cola em cima do original, mantendo o elemento anterior;
• Copiar (_copy): copia seguidamente a partir de um ponto base;
• Desagrupar (_ungroup): desagrupa os objetos;
• Desfasar (_offset): desenha paralelas depois da indicação da distância e da direção;
• Escalar (_scale): amplia ou reduz as figuras mantendo a relação de semelhança;
• Estender (_extend): prolonga elementos até um alvo predeterminado;
• Explodir (_explode): transforma formas complexas em entes primitivos;
• Grelha (_grid): fundo quadriculado auxiliar;
• Mostrar (unhide): exibe o que estiver oculto;
• Mover (_move): move os elementos a partir de um ponto base;
• Novo (_new): inicia um novo arquivo → “objetos pequenos – milímetros”;
• Ocultar (hide): oculta o que estiver selecionado, tecla de atalho: Crtl + H;
• Osnap (_osnap): Ativa ou desativa as ferramentas de precisão;
• Polígono (_polygon): desenhe polígonos regulares de “n” lados;
• Polilinha (_polyline): desenha polígonos abertos ou fechados;
• Ponto (_point): desenha um ponto;
• Tecla F7 (grid): exibe ou esconde a grelha (grid);
• Tecla F8 (ortho): habilita ou desabilita o modo ortogonal (verticais e horizontais);
• Tecla F9 (snap): prende o cursor à grelha ou o liberta;
• Texto (_text): quadro de diálogo para a digitação e características dos caracteres;
• Unir (_join): funde polilinhas e superfícies que se tocam nas extremidades;
• @: continua um polilinha ativa a partir da localização do último ponto traçado;

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• <: o sinal de menor representa ângulo. O comando @10.5<35.17 significa: “a
partir do ponto atual, desenhe um segmento de reta que mede 10,5 unidades
no ângulo de 35,17 graus.

Você Sabia? Importante!

O CAD da empresa Autodesk é o Autocad, que, embora seja o mais conhecido no mercado,
ele é mais voltado para as áreas de arquitetura e engenharia. Os comandos em inglês do
Rhino são muito parecidos com os do Autocad, o que facilita a migração, do usuário, de
um software para o outro.

• ANSI: A American National Standards Institute é a organização norte


americana responsável pelo desenvolvimento de normas e padrões. Nos
programas CAD, um e meio é descrito por 1.5, em vez de 1,5 como
regulamentado no Brasil. Onde usamos ponto, a norma ANSI adota a vírgula
e vice-versa;
• Bissetriz: lugar geométrico dos pontos que equidistam de duas retas
concorrentes. Como consequência, a bissetriz divide um ângulo ao meio;
• Briefing: uma reunião entre duas ou mais pessoas na qual são dadas informações
e instruções necessárias e suficientes sobre o trabalho a ser executado ou
projeto a ser desenvolvido;
• CAD: todo e qualquer programa que auxilie o designer a fazer o seu trabalho
por meio do computador. A diversidade desse tipo de programa é abrangente;
• Circuncêntricos: circunferências ou arcos de circunferência que compartilham
o mesmo ponto central;
• Concordâncias: continuidades G1 que se baseiam no desenho geométrico
para a obtenção de transições suaves nas tangências ocorridas entre os entes
primitivos. Serão estudadas na unidade dois;
• Coordenadas Cartesianas Absolutas: sistema de localização de pontos por
meio dos eixos x e y, no modo bidimensional e x, y e z no modo tridimensional.
Todos os pontos são medidos em relação a origem fixa, o ponto 0, 0, 0. Há
sistemas de cotagem que usam este método;
• Coordenadas Cartesianas Relativas: no sistema relativo, a origem é móvel,
situando-se onde o último ponto foi traçado. É um sistema melhor para quem
está desenhando em tempo real;
• Coordenadas Polares Absolutas: os ângulos traçados partem da origem.
Este sistema não é intuitivo e, em virtude disso, é muito pouco utilizado pelos
desenhistas.;
• Coordenadas Polares Relativas: os ângulos traçados são medidos a partir
do último ponto traçado. É um sistema muito utilizado, pois fomos treinados
a pensar dessa forma;

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UNIDADE Introdução ao Desenho Técnico

• Corda: segmento de reta situado entre dois pontos de uma curva cônica;
• Cotagem: métodos que permitem o dimensionamento de peças gráficas e
produtos.
• Curva Cônica: curvas resultantes das seções de um cone, são elas:
circunferência, elipse, parábola e hipérbole;
• Diâmetro: corda que passa pelo centro da circunferência. O diâmetro mede
o dobro do raio;
• Entes Primitivos: os entes primitivos englobam o ponto, a reta e o plano. O
ponto é um elemento imaterial, sem dimensão, área ou volume. A reta é um
ente infinito unidimensional, composta de pontos alinhados que se afastam em
direções opostas. A semirreta é um ente infinito unidimensional que parte de
um ponto e tem uma direção. O segmento de reta é a distância compreendida
entre dois pontos. O plano é um ente bidimensional formado por infinitos
pontos que pode ter a sua área calculada, mas não contém espessura;
• Escrita Cuneiforme: escrita suméria antiga, grafada na pedra com objetos no
formato de cunha;
• Fugante: na perspectiva, reta que se dirige para o ponto de fuga. Se a
perspectiva é paralela, o ponto de fuga está situado no infinito;
• Hachuras: padrões gráficos que representam os diferentes tipos de materiais;
• Incremental: aumento gradual por etapas regulares;
• ISO (International Organization for Standardization): é uma organização
que desenvolve normas internacionais;
• Lugar Geométrico: é o conjunto de pontos, de um plano, que estão submetidos
a uma determinada propriedade. Todo o conjunto de pontos e somente esse
conjunto encaixa-se inteiramente nela. Por exemplo: a circunferência é o lugar
geométrico dos pontos que equidistam uma medida r do centro (raio). Todos
os pontos da circunferência distam r do centro e somente os pontos dela
distam r do centro;
• Mediatriz: lugar geométrico dos pontos que equidistam de dois pontos distintos.
Como consequência, a mediatriz determina o ponto médio do segmento;
• Motion graphics: composições que organizam variação de elementos visuais e
promovem animações que podem ser interativas;
• Normal: reta perpendicular a um ponto de tangência, a normal também pode
ser perpendicular a uma superfície;
• Paralelas: lugar geométrico dos pontos que equidistam de uma reta. O nome
correto é par de retas paralelas;
• Perímetro: é a linha que contorna um setor planar. A região interna é a área
da figura. A circunferência é o perímetro do círculo;

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• Perspectiva Paralela: são métodos de perspectiva que têm o(s) ponto(s) de
fuga situado(s) no infinito. Ao contrário das perspectivas centrais, elas não
levam em conta a convergência das retas paralelas segundo um observador
pontual fixo. Neste curso estudaremos a perspectiva isométrica simplificada e
a perspectiva cavaleira;
• Planificação: representação bidimensional com as faces de um modelo em
tamanho real (verdadeira grandeza);
• Postulados ou Axiomas: são verdades aceitas sem demonstração ou aceitas
pela obviedade da afirmação. Por exemplo, um dos postulados de Euclides
afirma que: “uma reta divide um plano em dois semiplanos.” Quando um
postulado é refutado, o sistema que foi edificado com base nele poderá ruir
parcial ou integralmente;
• Raio: distância do centro a um ponto da circunferência;
• Tangente: tangenciar um ponto significa contê-lo. Tangenciar uma reta, uma
curva ou uma superfície significa tocá-las em um único ponto sem as trespassar
(interceptar);
• Teoremas: são verdades aceitas que dependem de demonstração.

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UNIDADE Introdução ao Desenho Técnico

Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:

  Sites
Continuity Description
MC NEEL. Continuity Descripions. Disponível em:
https://goo.gl/Ufhz3o
CAD: Exercícios Técnicos e Criativos
MANDARINO, D. CAD: Exercícios Técnicos e Criativos. Versão disponível em:
https://goo.gl/AFXvQS

 Livros
Desenho Técnico e Tecnologia Gráfica
FRENCH, T.; VIERCK, C. Desenho Técnico e Tecnologia Gráfica. Porto Alegre: Ed. Globo, 2002.

Desenho Geométrico
CARVALHO, B. Desenho Geométrico. Rio de Janeiro: Ed. Ao Livro Técnico, 1967.

 Vídeos
Canal do YouTube: Denis Mandarino.
https://goo.gl/GYwjnQ

 Leitura
Documentação do Processo Criativo
MANDARINO, D. Documentação do processo criativo. Disponível em Design 24 Horas:
https://goo.gl/RKXwpQ

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Referências
Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. Coletânea de normas
de desenho técnico e normas de atualização (substituição). São Paulo:
SENAI-DTE-DMD, 1995.

CRUZ, M. D.; MORIOKA, C. A. Desenho Técnico: medidas e representação gráfi-


ca. 1. ed. São Paulo: Érica, 2014.

MANDARINO, D.; ROCHA, A. J. F. Desenho Técnico Aplicado. v. 1 e 2. São Pau-


lo: Plêiade, 2016.

NBR 8402 – Execução de caracteres para escrita em desenho técnico.

NBR 10067 – Princípios gerais de representação em desenho técnico

NBR 10068 – Folha de desenho – Leiaute e dimensões.

NBR 10582 – Apresentação da folha para desenho técnico.

NBR 10647 – Desenho técnico.

NBR 13142 – Desenho técnico – Dobramento de cópia.

SILVA, A.; RIBEIRO, C. T.; DIAS, J.; SOUSA. L. Desenho técnico moderno, 4.
ed. Rio de Janeiro: LTC, 2014.

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