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TESTE MICROBIOLOGICOS COM DIFERENTES

DESINFECTANTES
INTRODUÇÃO
A alface (Lactuca sativa) é uma das hortaliças mais consumidas na
alimentação humana, sendo utilizada desde 550 a.C. Originária do leste do
mediterrâneo, é mundialmente cultivada para o consumo em saladas na forma
in natura juntamente com diversas outras hortaliças . Além de possuir sabor
agradável e refrescante, é rica em sais minerais, vitaminas, fibras alimentares e
ainda apresenta efeito calmante, diurético e laxante (Mogharbel & Masson 2005).
As hortaliças folhosas são recomendadas na dieta alimentar de pessoas em
tratamento da obesidade e de doenças crônicodegenerativas (doenças
cardiovasculares, diabetes mellitus e câncer) por apresentarem baixo valor
calórico, ampliando, com isso, seu mercado.
A importância da alface na alimentação e saúde humana se destaca por ser
fonte de vitaminas e sais minerais, constituindo-se na mais popular dentre
aquelas em que as folhas são consumidas. Seu consumo é feito in natura, e
nessas condições apresenta a seguinte composição média, por 100 g: água:
94%; valor calórico: 18 Kcal; proteína: 1,3 g; extrato etéreo: 0,3 g; carboidratos
totais: 3,5 g; fibra: 0,7 g; cálcio: 68 mg; fósforo: 27 mg; ferro: 1,4 mg; potássio:
264 mg; tiamina: 0,05 mg; riboflavina: 0,08 mg; niacina: 0,4 mg; vitamina C: 18,0
mg, segundo Sgarbieri (1987), para alface produzida no solo (OHSE; NETO e
MARFROM, 2001). Existem diversas formas de contaminação das hortaliças,
uma vez que podem ser irrigadas com água contaminada por fezes humanas e
cultivadas/ adubadas com dejetos fecais de animais. Usualmente a população
consome hortaliças cruas e, muitas vezes, em condições precárias de higiene, o
que leva a um aumento do risco de doenças por enteroparasitos (Montanher et
al., 2007)
.As hortaliças in natura, embora agreguem valores nutricionais elevados,
são potenciais veiculadores de microrganismos que podem estar associados a
toxinfecções alimentares. Tendo como um dos possíveis contaminadores, o
gênero Enterococcus, que são causadores de deterioração em alimentos e
toxinfecções em humanos.A distribuição de enterococos na natureza é ampla e
eles fazem parte da microbiota normal do homem e de animais, particularmente,
do trato intestinal. São freqüentemente utilizados como “indicadores
complementares” do grupo coliforme na determinação de contaminação fecal
(HAGLER, MENDONÇA-HAGLER. 1988). Os Enterococos são um grupo de
microorganismos que se vêm destacando nos últimos anos como patógenos
oportunistas (MARTINS, 1999)
Os surtos de toxinfecções alimentares são uma preocupação mundial.
Calcula-se que de 1 a 100 milhões de pessoas no mundo contraem toxinfecções
decorrentes do consumo de alimentos e água anualmente (GERMANO et
al.,2000; MOSSEL; JANSEN e STRUIJK, 1999). Apesar de exaustivos
esclarecimentos sobre higiene dos alimentos visando à prevenção de doenças
de origem alimentar, a incidência de surtos e casos esporádicos de toxinfecções
continua a crescer. Nos Estados Unidos, o CDC (Center of Disease Control)
registrou 103 surtos de toxinfecção entre 1973 e 1991, atingindo cerca de 6082
pessoas (EVERS, 1996). A situação tende a ser mais grave em países em
desenvolvimento como o Brasil, nos quais as condições precárias de infra-
estrutura e educação sanitária facilitam a proliferação desta problemática. Além
do risco à saúde da população, este quadro gera também perdas econômicas
tendo em vista que as toxinfecções alimentares, muitas vezes, ocasionam o
afastamento do individuo de seu trabalho, dentre outras conseqüências.
Por isso este trabalho tem como objetivo demosntrar quais componentes são
mais eficaz na lavagem da alface e assim evitando infecções alimentares

11. Mogharbel ADI, Masson ML. Perigos associados ao consumo da alface, (Lactuca sativa), in
natura. Alim. Nutr.16: 83-88, 2005. 12. Montanher CC, Coradin DC, Silva SEF. Avaliação
parasitológica em alfaces (Lactuca sativa) comercializadas em restaurantes self-service por
quilo, da cidade de Curitiba, Paraná, Brasil. Estud Biol 29: 63-71, 2007.

INTRODUÇÃO: A alface é a hortaliça folhosa de maior valor comercial cultivada no Brasil.As hortaliças in
natura, embora agreguem valores nutricionais elevados, são potenciais veiculadores de microrganismos
que podem estar associados a toxinfecções alimentares. Tendo como um dos possíveis contaminadores, o
gênero Enterococcus, que são causadores de deterioração em alimentos e toxinfecções em humanos.A
distribuição de enterococos na natureza é ampla e eles fazem parte da microbiota normal do homem e de
animais, particularmente, do trato intestinal. São freqüentemente utilizados como “indicadores
complementares” do grupo coliforme na determinação de contaminação fecal (HAGLER, MENDONÇA-
HAGLER. 1988). Os Enterococos são um grupo de microorganismos que se vêm destacando nos últimos
anos como patógenos oportunistas (MARTINS, 1999). O objetivo deste trabalho foi determinar a qualidade
microbiológica de alfaces in natura, produzidas e comercializadas nas feiras da cidade de São Luís-MA

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA:APHA. 2001. American Public Health Association Compendium of


Methods for Methods for Microbiological Examination of Foods. 3th. Ed. Washington, DC: APHA.

HAGLER, A.N.;MENDONÇA-HAGLER, L.C.S. 1988.Microbiologia sanitária.In: ROITMAN, I.;TRAVASSOS,


L.R.;AZEVEDO, J.L.(Ed.).Tratado de microbiologia.São Paulo: Manole.v.1.p.85-102.

MARTINS, L.T. 1999. Streptococcus e Enterococcus. Ln: TRABULSI, L.R.;ALTERTHUM,F.;


GOMPERTZ,O.F.; CANDEIAS,J.A.N. Ed. Microbiologia.3ª ed., São Paulo: Atheneu. p.149-156
As hortaliças folhosas são recomendadas na dieta alimentar de pessoas em tratamento da
obesidade e de doenças crônicodegenerativas (doenças cardiovasculares, diabetes mellitus e
câncer) por apresentarem baixo valor calórico, ampliando, com isso, seu mercado. A
importância da alface na alimentação e saúde humana se destaca por ser fonte de vitaminas e
sais minerais, constituindo-se na mais popular dentre aquelas em que as folhas são consumidas.
Seu consumo é feito in natura, e nessas condições apresenta a seguinte composição média, por
100 g: água: 94%; valor calórico: 18 Kcal; proteína: 1,3 g; extrato etéreo: 0,3 g; carboidratos
totais: 3,5 g; fibra: 0,7 g; cálcio: 68 mg; fósforo: 27 mg; ferro: 1,4 mg; potássio: 264 mg; tiamina:
0,05 mg; riboflavina: 0,08 mg; niacina: 0,4 mg; vitamina C: 18,0 mg, segundo Sgarbieri (1987),
para alface produzida no solo (OHSE; NETO e MARFROM, 2001).

OHSE, S.; NETO, D. D.; MARFROM, P. A.; Qualidade de cultivares de Alface produzidos em
hidroponia. Sci. agri. vol.58 n.1 Piracicaba Jan./Marc., 2001

Os surtos de toxinfecções alimentares são uma preocupação mundial. Calcula-se que de 1 a 100
milhões de pessoas no mundo contraem toxinfecções decorrentes do consumo de alimentos e
água anualmente (GERMANO et al.,2000; MOSSEL; JANSEN e STRUIJK, 1999). Apesar de
exaustivos esclarecimentos sobre higiene dos alimentos visando à prevenção de doenças de
origem alimentar, a incidência de surtos e casos esporádicos de toxinfecções continua a crescer.
Nos Estados Unidos, o CDC (Center of Disease Control) registrou 103 surtos de toxinfecção entre
1973 e 1991, atingindo cerca de 6082 pessoas (EVERS, 1996). A situação tende a ser mais grave
em países em desenvolvimento como o Brasil, nos quais as condições precárias de infra-
estrutura e educação sanitária facilitam a proliferação desta problemática. Além do risco à saúde
da população, este quadro gera também perdas econômicas tendo em vista que as toxinfecções
alimentares, muitas vezes, ocasionam o afastamento do individuo de seu trabalho, dentre
outras conseqüências.

GERMANO, M. I. S.; GERMANO, P. M. L.; KAMEI, C. A. K.; SILVA, K. C.; LAMARDO, L. C. A.; ROCHA,
M. F. G.; VIEIRA, V. K. I.; KAWASAKI, v. m. Manipuladores de Alimentos: Capacitar? E preciso.
Regulamentar? Será preciso? Higiene Alimentar. V.14, n.78/79. Nov./Dez., 2000.

MOSSEL, D. A. A.; JANSEN, J. T.; STRUIJK, C. B. Microbiological safety assurance applied to smaller
catering opretions world-wide. Food Control. V.10, p.195-211, 1999.

EVERS, B. Foodborne safety and infection. Food Chemical News, v.6, n.9, 1996.