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FIGURAS COMPLEXAS DE REY

Teste de Cópia e de Reprodução de


Memória de Figuras Geométricas
Complexas
UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro
Instituto de Psicologia

Gabriela RenÓ
Juliana Godoy
Laura Lessa
Marta Xavier
Victoria Ornelas

Testes Objetivos IPA


Profª Marina Martorelli
1.
Objetivo
Objetivo

▧ Histórico
Teste “Figuras
Paradigmas Complexas de
Constructo Rey”

▧ Apresentação de Caso Clínico

▧ Articulação entre Teste e Caso Clínico


2.
Histórico
Histórico

O Teste de Figuras Complexas de Rey foi idealizado por


André Rey, em 1942,
Os primeiros dados foram normatizados a partir do estudo
de 230 crianças (de 4 a 15 anos) e 60 adultos (de 16 a 60
anos). Crianças com problemas de aprendizagem e
ajustamento e adultos com distúrbios de comportamento
também fizeram parte dos primeiros estudos
Validade e Fidedignidade
Validade no contexto brasileiro
Em relação à validade de conteúdo, a figura e avaliada
por dois juízes, através do coeficiente de correlação de
Kendall's Tau.
Para analisar a validade convergente, utilizou-se o
método de correlação linear de Pearson (com os s
subtestes Aritmética e Dígitos).
Para o coeficiente de confiabilidade utilizou-se o método
teste-reteste.
Fidedignidade

A versão brasileira do Teste de Figuras Complexas de Rey


apresentou uma boa consistência in-terna, conforme o
coeficiente alfa de Cronbach (estimado em 0,864 no quesito
cópia e em 0,811 no quesito reprodução de memória)
Cortes, Galindo e Salvador afirmam que o instrumento
discrimina adequadamente todas as unidades que se propõe a
discriminar, alcançando índices de confiabilidade de r=0,82
para cópia e de r=0,78 para memória
3.
Procedimento e Avaliação
Procedimento:
▧ Três Etapas:

1. Apresentar a figura e pedir


que o indivíduo copie sem
pressa, atentando para
proporções;
2. Em seguida, o indivíduo deve
reproduzir o desenho sem
olhar a figura (memória
imediata);
3. Após trinta minutos, o
indivíduo deverá reproduzir
mais uma vez a figura, a
partir da sua memória.
Correção do Teste
▧ Tempo

▧ Estratégia

▧ Tipos de Cópia (Osterrietch, 1947):

Do mais racional para o menos racional


I. Construção sobre a armação
II. Detalhes englobados na armação
III. Contorno geral
IV. Justaposição de detalhes
V. Detalhes sobre o fundo confuso
VI. Redução a um esquema familiar
VII. Garatuja
Correção do Teste
▧ Critérios de Pontuação:

PONTOS PRECISÃO LOCALIZAÇÃO

2 Boa Boa

1 Boa Ruim

1 Ruim Boa

0,5 Ruim, reconhecível Ruim

0 Ruim, irreconhecível Ruim


Correção do Teste
▧ Critérios de Pontuação: (são 18 elementos ao total, escore
máximo = 36)
ELEMENTOS CÓPIA MEMÓRIA

1.Cruz exterior, ângulo superior esquerdo

2.Retângulo grande, armação da figura

4. Mediatriz horizontal do retângulo grande 2

5. Mediatriz vertical do retângulo grande 2

6. Retângulo pequeno em retângulo grande...

▧ O manual possui várias tabelas de transformações dos resultados


brutos em resultados percentílicos. São analisados os pontos
brutos e o tempo
4.
Paradigmas
Funções Executivas
▧ O teste avalia a percepção visual e a elaboração dessa
percepção;
▧ Avalia Visuoconstrução e habilidades Visuoespaciais
▧ As funções executivas averiguadas no teste são:

Memória:
Desenvolvimento
Planejamento Imediata
de Estratégias
Longo Prazo

Correção: memória de longo prazo


é função cognitiva
5.
Artigos e variáveis
CRUZ, V; TONI, P; OLIVEIRA, D. As funções executivas na Figura
Complexa de Rey: Relação entre planejamento e memória nas
fases do teste. Bol. psicol. São Paulo, vol. 61, no. 134, junho 2011.

▧ Objetivo: Realizar um estudo de validação da Figura de Rey


para capacidade de planejamento, bem como investigar a
influência do planejamento na memória visual.

149 participantes de ambas idades

Escolas públicas e particulares - Curitiba

9 a 16 anos (M=12,5 anos; DP=2,45 anos)


▧ Conclusões: Os resultados indicaram uma correlação
positiva entre as fases de cópia e reprodução de memória
(r=0,50; p<0,001), sugerindo uma correlação entre o
planejamento da cópia e o desempenho de memória.
BARBOSA, Marina N. M. Análise neuropsicológica para auxílio no
diagnóstico diferencial entre a demência vascular subcortical a
doença de alzheimer em estágio inicial e a depressão. Repositório
UNB. Brasília. Set/2012
▧ Objetivo: Adequar uma bateria predeterminada de
mensuração e comparar desempenho neuropsicológico entre
indivíduos com Doença de Alzheimer, Demência Vascular
Subcortical e Depressão Senil.

Análise Retrospectiva Média=10,42 ± 4,61

40 idosos Média=72,72 ± 5,96


▧ Diferença significativa entre DA e ID e do Grupo Controle
com DA e DVS
▧ Diferença significativa do Grupo Controle com DA e DVS,
entre DA e ID e DVS e ID.

▧ Conclusões: Inexistência de diferenças significativas entre


DA e DVS em funções executivas (FCR). O teste RAVLT foi o
único onde a diferenciação entre todos os grupos apresentou
diferença significativa.
6.
Caso Clínico
Apresentação do Caso
Um menino de 12 anos, a partir das queixas de déficits na aprendizagem,
identificado pela escola e encaminhado a um Serviço de Saúde Pública.
Neste, a neurologista, entre outros encaminhamentos, solicitou uma
avaliação neuropsicológica sob a suspeita de dislexia.
▧ Sexto ano ensino fundamental
▧ Segundo filho entre três irmãos de uma família nuclear
▧ Mãe usava medicação desde o quinto mês de gestação para controlar
contrações e evitar prematuridade, contudo teve um tamanho
normal.
▧ Houve queixa de agressividade contra colegas, dificuldade fala e
escrita e foi considerado agitado
▧ Nasceu de parto cesáreo após oito horas, pois a mãe apresentou
formação de edema
▧ Educado, simpáitco e comunicativo
Resultados e indicações
CÓPIA
Quanto às funções cognitivas avaliadas, se entende que a variável cópia tende
a medir a percepção visual, que envolve habilidades como atenção e
concentração; neste item o menino obteve 34 pontos brutos, atingindo
percentil dentre 60 e 70%, cuja classificação é médio superior, que sugere uma
boa capacidade de percepção visual, realizando uma cópia precisa e bem
estruturada

REPETIÇÃO
Na repetição de memória se explora a memória visual imediata, que reflete a
quantidade de informação que é armazenada e recuperada da memória
obteve 31 pontos brutos, percentil entre 90 e 100, cuja classificação foi
superior . Estudos revelam que as funções executivas estão envolvidas na
realização deste teste, dentre elas, podemos citar resolução de problemas,
planejamento, execução de ação e memória operacional. Com esse resultado é
possível concluir que o menino não apresenta déficits quanto às habilidades
de memória visual, habilidades visuoespaciais e visuoconstrutivas e funções
executivas como planejamento e execução de ações
7.
Conclusão
▧ 193 artigos sobre o teste. 88- EUA, 12- Canada, 10-Espanha,
9-Australia, 8-Japão, 8-Coréia, 6-Itália, 5- Grécia.

▧ Número de artigos sobre o teste aumentou nos últimos anos

▧ Teste utilizado em vários campos da neurociência (neurologia


e psiquiatria)
Considerações finais:

▧ Análise qualitativa fundamentada nos estudos originais


(estratégia de cópia, análise qualitativa da memória)

▧ As análises qualitativas, tanto da cópia como da memória,


podem contribuir para a melhor compreensão do
funcionamento da memória visual ou não verbal.

▧ Para a Neuropsicologia atual, o desenvolvimento de novas


técnicas de avaliação neuropsicológica é tão bem vindo
quanto as análises qualitativas detalhadas de métodos
historicamente consolidados
Obrigada pela atenção!

Questões?
Referências

BARBOSA, Marina N. M. Análise neuropsicológica para auxílio no


diagnóstico diferencial entre a demência vascular subcortical a doença
de alzheimer em estágio inicial e a depressão. Repositório UNB. Brasília.
Set/2012. Disponível em:
http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/11237/1/2012_MarinaNeryMachado
Barbosa.pdf. Acesso: 12/06/2017

CRUZ, V; TONI, P; OLIVEIRA, D. As funções executivas na Figura Complexa


de Rey: Relação entre planejamento e memória nas fases do teste. Bol.
psicol. São Paulo, vol. 61, no. 134, junho 2011 . Disponível em:
http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/11237/1/2012_MarinaNeryMachado
Barbosa.pdf. Acesso: 12/06/2017

JAMUS, D; MADER, M. A Figura Complexa de Rey e seu papel na avaliação


neuropsicológica. J. epilepsy clin. neurophysiol. Porto Alegre, vol.11, no.4
Dec. 2005. Disponível em:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-26492005000400
008. Acesso: 12/06/2017
FIM!