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Loriga

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Loriga (pron.IFA [lo'ɾigɐ]) é uma vila e freguesia portuguesa do concelho de Seia, distrito da Guarda. Tem
Loriga
36,52 km² de área, 1053 habitantes (2011) e densidade populacional de 28,8 hab./km². Tem uma povoação
Portugal
anexa, o Fontão. Faz parte do Parque Natural da Serra da Estrela.
— Freguesia —
Loriga, situada na parte sudoeste da Serra da Estrela, encontra-se a 20 km de Seia, 80 km da Guarda e
320 km de Lisboa. A vila é acessível pela EN 231 e pela EN 338, estrada concluída em 2006, seguindo um
traçado pré-projetado há décadas e pré-existente, com um percurso de 9,2 km de paisagens de montanha,
entre as cotas 960 m (Portela do Arão) e 1650 m, junto à Lagoa Comprida.

É conhecida como a "Suíça Portuguesa" devido à sua


paisagem e extraordinária localização geográfica. Está
situada a cerca de 770 m de altitude, na sua parte urbana
mais baixa, rodeada por montanhas, das quais se destacam
a Penha dos Abutres (1828 m de altitude) e a Penha do Gato
(1771 m), e é abraçada por dois cursos de água: a Ribeira de
Loriga e a Ribeira de São Bento, que se unem depois da Vista geral de Loriga
E.T.A.R.. A Ribeira de Loriga é um dos afluentes do Rio
Alva.
Vista panorâmica de Loriga e do vale
Os socalcos e sua complexa rede de irrigação são um dos
glaciar com o mesmo nome, semelhante
a uma paisagem alpina. grandes ex-libris de Loriga, uma obra construída ao longo
de centenas de anos e que transformou um vale rochoso
num vale fértil. É uma obra que ainda hoje marca a
paisagem, fazendo parte do património histórico da vila e é demonstrativa do génio dos seus habitantes.

Está dotada de uma ampla gama de infraestruturas físicas e sócio-culturais, que abrangem todos os grupos
etários, das quais se destacam, por exemplo, o Grupo Desportivo Loriguense, fundado em 1934, a Sociedade Loriga
Recreativa e Musical Loriguense, fundada em 1906, os Bombeiros Voluntários de Loriga, criados em 1982,
cujos serviços se desenvolvem para lá dos limites da vila, a Casa de Repouso Nª. Srª. da Guia, uma das
últimas obras sociais de relevo, e a Escola Básica EB23 Dr. Reis Leitão. Em Agosto de 2006 iniciaram-se as
obras do novo Quartel dos Bombeiros Voluntários, edifício concluído em 2012 e inaugurado em Setembro do
mesmo ano.[1]

Apesar de ser vila pertence à rede de Aldeias de Montanha do Concelho de Seia.

Índice
População
Toponímia
História
Forais
História até ao final do séc. XVIII
História posterior ao séc. XVIII
Localização de Loriga em Portugal
Património de destaque
Coordenadas 40° 19' 37" N 7° 41' 26" O
Praia fluvial
País Portugal
Festividades
Concelho Seia
Gastronomia
Personagens Administração
Brasão - Tipo Junta de freguesia
Acordos de geminação - Presidente José Pinto, localmente
conhecido por Zeca Maria
Ver também (independente)
Ligações externas Área
Fontes - Total 36,52 km²
Referências População (2011)
- Total 1 053
• Densidade 28,8 hab./km²
População Gentílico: Loriguense ou Loricense
Código postal 6270
Orago Santa Maria Maior
Apelidada de “Suíça Portuguesa”. É uma das vilas
mais altas de Portugal.

População da freguesia de Loriga [2]


1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
1 690 1 888 2 090 2 414 2 652 2 488 2 152 2 548 2 981 2 695 2 204 1 825 1 631 1 270 1 053
Evolução da População Variação da População
1864 / 2011 1864 / 2011

Toponímia
Crê-se que o nome veio da localização estratégica da povoação, do seu protagonismo e dos seus habitantes nos montes Hermínios (actual Serra da Estrela) na
resistência lusitana, o que levou os romanos a porem-lhe o nome de Lorica, designação geral para couraça guerreira romana; deste nome derivou Loriga, derivação
do nome latino iniciada pelos Visigodos, que tem o mesmo significado. Certo é que os romanos lhe puseram o nome de Lorica, origem do nome atual, do gentilico
loricense e da principal peça do brasão da vila.

História

Forais
Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o século XII, tendo recebido forais em 1136 (João Rhânia, senhorio das Terras de Loriga durante cerca de duas
décadas, no reinado de D. Afonso Henriques), 1249 (D. Afonso III), 1474 (D. Afonso V) e 1514 (D. Manuel I). Apoiou os Miguelistas contra os Liberais na guerra
civil portuguesa e esse facto contribuíu para deixar de ser sede de concelho em 1855 após a aplicação do plano de ordenação territorial levada a cabo durante o
século XIX, curiosamente o mesmo plano que deu origem aos Distritos.

História até ao final do séc. XVIII


Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro histórico da vila. O local foi escolhido há mais de dois mil e seiscentos anos
devido à facilidade de defesa (uma colina entre ribeiras), à abundância de água e de pastos, bem como ao facto de a as terras mais baixas providenciarem alguma
caça e condições mínimas para a prática da agricultura. Desta forma estavam garantidas as condições mínimas de sobrevivência para uma população e povoação
com alguma importância.

Quando os romanos chegaram, a povoação estava dividida em dois núcleos. O maior, mais antigo e principal, situava-se na
área onde hoje existem a Igreja Matriz e parte da Rua de Viriato e estava fortificado com muralhas e paliçada. Aliás, parte da
Rua de Viriato, no troço entre as antigas sedes do GDL e da Casa do Povo, coincide exatamente com parte da linha defensiva
da antiga povoação castreja. A propósito de Viriato, sublinha-se uma antiga tradição que aponta Loriga como berço deste herói
lusitano, tendo inclusive havido a intenção de erigir um monumento, projeto que não chegou a concretizar-se. No local do
actual Bairro de São Ginês existiam já algumas habitações encostadas ao promontório rochoso, em cima do qual os Visigodos
construíram mais tarde uma ermida dedicada àquele santo.
Igreja Matriz de Loriga,
Loriga era uma paróquia fundada pelos Visigodos, pertencente à antiga diocese a Egitânia,
dedicada à padroeira da vila -
vista interior. e no início da nacionalidade à Vigararia do Padroado Real e a Igreja Matriz foi mandada
construir em 1233 pelo rei D. Sancho II. Esta igreja, cujo orago era já o de Santa Maria
Maior, padroeira de Loriga, e que se mantém, foi construída no local de outro antigo e
pequeno templo, do qual foi aproveitada uma pedra com inscrições visigóticas, que está colocada na porta lateral virada para o
adro, e onde foi gravada a data da construção. De estilo românico, com três naves, e traça exterior lembrando a Sé Velha de
Coimbra, esta igreja foi destruída pelo sismo de 1755, dela restando apenas partes das paredes laterais e outra alvenaria.

O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado também a residência paroquial e aberto algumas fendas
nas robustas e espessas paredes do edifício da Câmara Municipal construído no século XIII. Um emissário do Marquês de
Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos mas, ao contrário do que aconteceu com a Covilhã (outra localidade serrana Fontanário em Loriga, um
muito afectada), não chegou do governo de Lisboa qualquer auxílio. dos três construídos pela
comunidade loriguense de
Manaus.
História posterior ao séc. XVIII
Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde a primeira metade do século XIX. Chegou a ser uma das localidades mais industrializadas da Beira Interior, e a actual
sede de concelho só conseguiu suplantá-la já em meados do século XX. Tempos houve em que só a Covilhã ultrapassava Loriga no número de empresas. Nomes de
empresas, tais como: Regato, Redondinha, Fonte dos Amores, Tapadas, Fândega, Leitão & Irmãos, Augusto Luis Mendes, Lamas, Nunes Brito, Moura Cabral,
Lorimalhas, etc, fazem parte da rica história industrial desta vila. A principal e maior avenida de Loriga tem o nome de Augusto Luís Mendes, o mais destacado dos
antigos industriais loriguenses. Apesar dos maus acessos, que se resumiam à velhinha estrada romana de Lorica, com dois mil anos, o facto é que os loriguenses
transformaram Loriga numa vila industrial.

A partir de meados do século XIX tornou-se um dos principais pólos industriais da Beira Alta, com desenvolvimento da
indústria dos lanifícios, que entrou em declínio durante as últimas décadas do século passado o que está a levar à
desertificação da Vila, facto que afecta de maneira geral as regiões interiores de Portugal devido às inexistentes politicas locais
e nacionais de coesão territorial. Actualmente a economia loriguense baseia-se nas indústrias metalúrgica e de panificação, no
comércio, restauração, malhas, alguma agricultura e pastorícia.

A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes da Beira, Teixeira, Valezim, Vide, e as mais de
trinta povoações anexas, pertenceu ao município loriguense.
Largo do Pelourinho.
A área que englobava o extinto município loriguense, constitui também a Associação de Freguesias da Serra da Estrela, com sede em Loriga.

Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas e as únicas pistas e estância de esqui existentes em Portugal estão localizadas na Serra da Estrela,
dentro da área da freguesia de Loriga.

Património de destaque
Em termos de património histórico, destacam-se a ponte e a estrada romanas (século I a.C.), uma sepultura antropomórfica
(século VI a.C.) chamada popularmente de "caixão da moura", a Igreja Matriz (século XIII, reconstruída), o Pelourinho (século
XIII, reconstruído), o bairro de São Ginês, a Rua de Viriato e a Rua da Oliveira.

A estrada romana e uma das duas pontes (a outra ruiu no século XVI após uma grande cheia na Ribeira de São Bento), com as
quais os romanos ligaram Lorica, na Lusitânia, ao restante império, merecem destaque. A ponte romana ainda existente está
na Ribeira de Loriga e a ponte romana que ruiu na Ribeira de São Bento foi substituída no século XIX pela que ainda existe,
também construída em pedra.

A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da vila. A sua escadaria tem cerca de 80 degraus em granito, o que lhe
dá características peculiares. Esta rua recorda muitas das características urbanas medievais. O bairro de São Ginês é um bairro Rua da Oliveira, na àrea
do centro histórico de Loriga cujas características o tornam num dos bairros mais típicos da vila. Curioso é o facto de este mais antiga do centro
histórico
bairro dever o nome a São Gens, um santo de origem céltica martirizado em Arles, na Gália, no tempo do imperador
Diocleciano, orago de uma ermida visigótica situada na área, no local onde hoje está a capela de Nossa Senhora do Carmo.
Com o passar dos séculos os loriguenses mudaram o nome do santo para São Ginês (santo que nunca existiu), deixaram arruinar a sua capela e depois
reconstruíram-na com outro orago (Nossa Senhora do Carmo). Este núcleo da povoação, que já esteve separado do principal e mais antigo, situado mais abaixo, é
também anterior à chegada dos romanos.

Praia fluvial
Como desde há alguns anos, em 2014, esta praia foi uma das 298 praias nacionais galardoadas com a bandeira azul[3]; em
Junho de 2012 recebeu a bandeira "Qualidade Ouro", atribuido pela Quercus.[4] Ambas as bandeiras foram hasteadas dia 24
de Junho de 2012.

Dia 5 de Maio de 2012, a praia fluvial de Loriga, ficou apurada entre as 21 finalistas, do total de 70 pré-finalistas, divididas por
7 categorias, para concorrer ao concurso "7 Maravilhas - Praias de Portugal", na categoria de "praias de rios".

Festividades
Ao longo do ano celebram-se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a Amenta das Almas - cantos nocturnos masculinos,
que evocam as almas de entes falecidos por altura da Quaresma), festas em honra de Sto. António (durante o mês Junho) e São
Praia fluvial de Loriga, no
local conhecido há séculos Sebastião (no último Domingo de Julho), com as respectivas mordomias e procissões. Porém, o ponto mais alto das
por Chão da Ribeira. festividades religiosas é a festa dedicada à padroeira dos emigrantes de Loriga, Nª. Srª. da Guia, que se realiza todos os anos,
no primeiro Domingo de Agosto. No segundo Domingo, tem lugar a festa em honra de Nª. Srª. da Ajuda, no Fontão de Loriga.

Gastronomia
A gastronomia loriguense faz parte daquela considerada típica da Beira Alta, onde se salientam os pratos calóricos de alta montanha, os enchidos, a feijoada (com
feijocas, uma espécie de feijão branco, maior que o habitual e conhecido localmente por Calhorras), o cabrito no forno, a broa de milho, queijaria de ovelha e cabra,
nomeadamente o queijo da Serra (com DOP), a aguardente de zimbro. Grande parte dos doces e sobremesas típicas eram elaboradas para celebrar a Páscoa. De
entre os doces, têm relevo as broínhas doces, o arroz doce, o carolo (doce feito com milho), a botelha (sobremesa feito com abóbora), a tapioca (sobremesa parecida
ao arroz doce, feita com tapioca partida em grãos - importada pela comunidade loriguense no Brasil) e o Bolo Negro de Loriga. A importância da gastronomia única
é reflectida na Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga. Loriga faz parte da Rota do Xisto e do Milho.

Personagens
Joaquim Augusto Amorim da Fonseca, (1862 — 1927), médico.
Joaquim Pina Moura, (1952 — ), economista e político.

Brasão
A freguesia de Loriga não tem brasão oficial, apesar de já existir um, amplamente divulgado e aprovado pelas autoridades
competentes, mas que ainda não é usado pela autarquia local. A Junta de Freguesia de Loriga usa formalmente desde o século Busto do, Dr Joaquim A.
passado como símbolo da freguesia um escudo partido, na primeira parte a Cruz de Cristo, e na segunda uma vista da Serra da Amorim da Fonseca,
Estrela sobre um engenho ou moinho com roda hidráulica.[5] Este "brasão" ilegal e não representativo, que durante anos foi Loriga.
erradamente e teimosamente aqui apresentado como sendo oficial (apesar dos muitos alertas), nunca foi nem pode ser aprovado
pela Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses, segundo o disposto na Lei n.º 53/91, de 07 de agosto de 1991, que regula a heráldica
autárquica portuguesa, pelo que não tem carácter oficial.[6] Em 2002, a Junta de Freguesia de Loriga aprovou um outro brasão destinado a substituir o já referido
"brasão" ilegal que teimam em usar e que foi colocado neste artigo, mas também foi chumbado pelas referidas autoridades competentes (Comissão de Heráldica da
AAP) por não ser representativo de Loriga.

Acordos de geminação
Loriga celebrou um acordo de geminação com a vila, actual cidade, de Sacavém, em 1 de Junho de 1996.

Ver também
Geografia romana em Portugal
Ligações externas
Homepage sobre Loriga (http://www.loriga.de)
Analor (http://www.analor.org)
Página sobre a vila de Loriga (http://lorigaportugal.wordpress.com)
7 Maravilhas - Praias de Portugal (http://www.7maravilhas.sapo.pt/#/finalistas/praia-fluvial-de-loriga)
ABAE (http://www.abae.pt/programa/BA/inicio.php)
Geobserver (http://www.geobserver.org)

Fontes
Algumas das fontes usadas na elaboração deste artigo:

Homepage de Loriga (http://lorigaportugal.wordpress.com)


Bacia hidrográfica da Ribeira de Loriga (http://www.conselldemallorca.net/mediambient/terrisc/resultatsp_coimbra3.htm)
Página dos Bombeiros de Loriga (http://www.bvloriga.pt/)
Página da Junta de Freguesia de Loriga (http://www.freguesiadeloriga.com/)
Página da Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga (http://www.loriga.org/confraria/)
Ferreira, N.; Vieira, G. - Guía Geológico e Geomorfológico do PNSE (1999).
de Vasconcelos, J.L. - Etnografia Portuguesa - Vol. II, INCM, 1980
Carta Militar de Portugal – esc. 1: 25000, Folha nº223, Instituto Geográfico do Exército.

Referências
p=awarded&s=list&u=2). Consultado em Junho de 2014 Verifique data em:
1. Diário "As Beiras" online. «Bombeiros de Loriga mudam para novo quartel» |acessodata= (ajuda)
(http://www.asbeiras.pt/2012/09/bombeiros-de-loriga-mudam-para-novo-qua
4. Site da Câmara Municipal de Seia. «Praia de Loriga com qualidade de
rtel/). Consultado em Outubro de 2012 Verifique data em: |acessodata=
ouro» (http://www.cm-seia.pt/index.php/ambiente/item/120-praia-de-loriga-c
(ajuda)
om-qualidade-de-ouro). Consultado em Julho de 2012 Verifique data em:
2. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - |acessodata= (ajuda)
https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
5. Website da Câmara Municipal de Seia (http://web.archive.org/web/2003122
3. ABAE. «Locais Galardoados na Região do Centro com a Bandeira Azul, 3170552/http://www2.cm-seia.pt:80/concelho/freguesia07.asp) em 2003.
2014» (http://www.abae.pt/BandeiraAzul/index.php?
6. Informação disponibilizada pela Junta de Freguesia de Loriga em conversa
telefónica a 26 de Maio de 2017.

Obtida de "https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Loriga&oldid=51071340"

Esta página foi editada pela última vez à(s) 18h33min de 22 de janeiro de 2018.

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condições adicionais. Para mais detalhes, consulte as condições de uso.
Loriga
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Loriga (pron.IFA [lo'ɾigɐ]) é uma vila e freguesia portuguesa do concelho de Seia, distrito da Guarda. Tem
Loriga
36,52 km² de área, 1053 habitantes (2011) e densidade populacional de 28,8 hab./km². Tem uma povoação
Portugal
anexa, o Fontão. Faz parte do Parque Natural da Serra da Estrela.
— Freguesia —
Loriga, situada na parte sudoeste da Serra da Estrela, encontra-se a 20 km de Seia, 80 km da Guarda e
320 km de Lisboa. A vila é acessível pela EN 231 e pela EN 338, estrada concluída em 2006, seguindo um
traçado pré-projetado há décadas e pré-existente, com um percurso de 9,2 km de paisagens de montanha,
entre as cotas 960 m (Portela do Arão) e 1650 m, junto à Lagoa Comprida.

É conhecida como a "Suíça Portuguesa" devido à sua


paisagem e extraordinária localização geográfica. Está
situada a cerca de 770 m de altitude, na sua parte urbana
mais baixa, rodeada por montanhas, das quais se destacam
a Penha dos Abutres (1828 m de altitude) e a Penha do Gato
(1771 m), e é abraçada por dois cursos de água: a Ribeira de
Loriga e a Ribeira de São Bento, que se unem depois da Vista geral de Loriga
E.T.A.R.. A Ribeira de Loriga é um dos afluentes do Rio
Alva.
Vista panorâmica de Loriga e do vale
Os socalcos e sua complexa rede de irrigação são um dos
glaciar com o mesmo nome, semelhante
a uma paisagem alpina. grandes ex-libris de Loriga, uma obra construída ao longo
de centenas de anos e que transformou um vale rochoso
num vale fértil. É uma obra que ainda hoje marca a
paisagem, fazendo parte do património histórico da vila e é demonstrativa do génio dos seus habitantes.

Está dotada de uma ampla gama de infraestruturas físicas e sócio-culturais, que abrangem todos os grupos
etários, das quais se destacam, por exemplo, o Grupo Desportivo Loriguense, fundado em 1934, a Sociedade Loriga
Recreativa e Musical Loriguense, fundada em 1906, os Bombeiros Voluntários de Loriga, criados em 1982,
cujos serviços se desenvolvem para lá dos limites da vila, a Casa de Repouso Nª. Srª. da Guia, uma das
últimas obras sociais de relevo, e a Escola Básica EB23 Dr. Reis Leitão. Em Agosto de 2006 iniciaram-se as
obras do novo Quartel dos Bombeiros Voluntários, edifício concluído em 2012 e inaugurado em Setembro do
mesmo ano.[1]

Apesar de ser vila pertence à rede de Aldeias de Montanha do Concelho de Seia.

Índice
População
Toponímia
História
Forais
História até ao final do séc. XVIII
História posterior ao séc. XVIII
Localização de Loriga em Portugal
Património de destaque
Coordenadas 40° 19' 37" N 7° 41' 26" O
Praia fluvial
País Portugal
Festividades
Concelho Seia
Gastronomia
Personagens Administração
Brasão - Tipo Junta de freguesia
Acordos de geminação - Presidente José Pinto, também
conhecido por Zeca Maria
Ver também (independente)
Ligações externas Área
Fontes - Total 36,52 km²
Referências População (2011)
- Total 1 053
• Densidade 28,8 hab./km²
População Gentílico: Loriguense ou Loricense
Código postal 6270
Orago Santa Maria Maior
Apelidada de “Suíça Portuguesa”. É uma das vilas
mais altas de Portugal.

População da freguesia de Loriga [2]


1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
1 690 1 888 2 090 2 414 2 652 2 488 2 152 2 548 2 981 2 695 2 204 1 825 1 631 1 270 1 053
Evolução da População Variação da População
1864 / 2011 1864 / 2011

Toponímia
Crê-se que o nome veio da localização estratégica da povoação, do seu protagonismo e dos seus habitantes nos montes Hermínios (actual Serra da Estrela) na
resistência lusitana, o que levou os romanos a porem-lhe o nome de Lorica, designação geral para couraça guerreira romana; deste nome derivou Loriga, derivação
do nome latino iniciada pelos Visigodos, que tem o mesmo significado. Certo é que os romanos lhe puseram o nome de Lorica, origem do gentilico loricense e da
principal peça do brasão da vila.

História

Forais
Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o século XII, tendo recebido forais em 1136 (João Rhânia, senhorio das Terras de Loriga durante cerca de duas
décadas, no reinado de D. Afonso Henriques), 1249 (D. Afonso III), 1474 (D. Afonso V) e 1514 (D. Manuel I). Apoiou os Miguelistas contra os Liberais na guerra
civil portuguesa e esse facto contribuíu para deixar de ser sede de concelho em 1855 após a aplicação do plano de ordenação territorial levada a cabo durante o
século XIX, curiosamente o mesmo plano que deu origem aos Distritos.

História até ao final do séc. XVIII


Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro histórico da vila. O local foi escolhido há mais de dois mil e seiscentos anos
devido à facilidade de defesa (uma colina entre ribeiras), à abundância de água e de pastos, bem como ao facto de a as terras mais baixas providenciarem alguma
caça e condições mínimas para a prática da agricultura. Desta forma estavam garantidas as condições mínimas de sobrevivência para uma população e povoação
com alguma importância.

Quando os romanos chegaram, a povoação estava dividida em dois núcleos. O maior, mais antigo e principal, situava-se na
área onde hoje existem a Igreja Matriz e parte da Rua de Viriato e estava fortificado com muralhas e paliçada. Aliás, parte da
Rua de Viriato, no troço entre as antigas sedes do GDL e da Casa do Povo, coincide exatamente com parte da linha defensiva
da antiga povoação castreja. No local do actual Bairro de São Ginês existiam já algumas habitações encostadas ao promontório
rochoso, em cima do qual os Visigodos construíram mais tarde uma ermida dedicada àquele santo.

Loriga era uma paróquia fundada pelos Visigodos, pertencente à antiga diocese a Egitânia
e depois à Vigararia do Padroado Real e a Igreja Matriz foi mandada construir em 1233
Igreja Matriz de Loriga,
pelo rei D. Sancho II. Esta igreja, cujo orago era já o de Santa Maria Maior, padroeira de
dedicada à padroeira da vila -
vista interior. Loriga, e que se mantém, foi construída no local de outro antigo e pequeno templo, do
qual foi aproveitada uma pedra com inscrições visigóticas, que está colocada na porta
lateral virada para o adro, e onde foi gravada a data da construção. De estilo românico,
com três naves, e traça exterior lembrando a Sé Velha de Coimbra, esta igreja foi destruída pelo sismo de 1755, dela restando
apenas partes das paredes laterais e outra alvenaria.

O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado também a residência paroquial e aberto algumas fendas
nas robustas e espessas paredes do edifício da Câmara Municipal construído no século XIII. Um emissário do Marquês de Fontanário em Loriga, um
Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos mas, ao contrário do que aconteceu com a Covilhã (outra localidade serrana dos três construídos pela
comunidade loriguense de
muito afectada), não chegou do governo de Lisboa qualquer auxílio.
Manaus.

História posterior ao séc. XVIII


Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde a primeira metade do século XIX. Chegou a ser uma das localidades mais industrializadas da Beira Interior, e a actual
sede de concelho só conseguiu suplantá-la já quase em meados do século XX. Tempos houve em que só a Covilhã ultrapassava Loriga no número de empresas.
Nomes de empresas, tais como: Regato, Redondinha, Fonte dos Amores, Tapadas, Fândega, Leitão & Irmãos, Augusto Luis Mendes, Lamas, Nunes Brito, Moura
Cabral, Lorimalhas, etc, fazem parte da rica história industrial desta vila. A principal e maior avenida de Loriga tem o nome de Augusto Luís Mendes, o mais
destacado dos antigos industriais loriguenses. Apesar dos maus acessos, que se resumiam à velhinha estrada romana de Loriga, com dois mil anos, o facto é que os
loriguenses transformaram Loriga numa vila industrial.

A partir de meados do século XIX tornou-se um dos principais pólos industriais da Beira Alta, com desenvolvimento da
indústria dos lanifícios, que entrou em declínio durante as últimas décadas do século passado o que está a levar à
desertificação da Vila, facto que afecta de maneira geral as regiões interiores de Portugal devido às inexistentes politicas locais
e nacionais de coesão territorial. Actualmente a economia loriguense baseia-se nas indústrias metalúrgica e de panificação, no
comércio, restauração, malhas, alguma agricultura e pastorícia.

A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes da Beira, Teixeira, Valezim, Vide, e as mais de
trinta povoações anexas, pertenceu ao município loriguense.
Largo do Pelourinho.
A área que englobava o extinto município loriguense, constitui também a Associação de Freguesias da Serra da Estrela, com
sede em Loriga.
Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas e as únicas pistas e estância de esqui existentes em Portugal estão localizadas na Serra da Estrela,
dentro da área da freguesia de Loriga.

Património de destaque
Em termos de património histórico, destacam-se a ponte e a estrada romanas (século I a.C.), uma sepultura antropomórfica
(século VI a.C.) chamada popularmente de "caixão da moura", a Igreja Matriz (século XIII, reconstruída), o Pelourinho (século
XIII, reconstruído), o bairro de São Ginês, a Rua de Viriato e a Rua da Oliveira.

A estrada romana e uma das duas pontes (a outra ruiu no século XVI após uma grande cheia na Ribeira de São Bento), com as
quais os romanos ligaram Lorica, na Lusitânia, ao restante império, merecem destaque.

A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da vila. A sua escadaria tem cerca de 80 degraus em granito, o que lhe
dá características peculiares. Esta rua recorda muitas das características urbanas medievais. O bairro de São Ginês é um bairro
do centro histórico de Loriga cujas características o tornam num dos bairros mais típicos da vila. Curioso é o facto de este
bairro dever o nome a São Gens, um santo de origem céltica martirizado em Arles, na Gália, no tempo do imperador Rua da Oliveira, na àrea
Diocleciano, orago de uma ermida visigótica situada na área, no local onde hoje está a capela de Nossa Senhora do Carmo. mais antiga do centro
histórico
Com o passar dos séculos os loriguenses mudaram o nome do santo para São Ginês, deixaram arruinar a sua capela e depois
reconstruíram-na com outro orago (Nossa Senhora do Carmo). Este núcleo da povoação, que já esteve separado do principal e
mais antigo, situado mais abaixo, é também anterior à chegada dos romanos.

Praia fluvial
Como desde há alguns anos, em 2014, esta praia foi uma das 298 praias nacionais galardoadas com a bandeira azul[3]; em
Junho de 2012 recebeu a bandeira "Qualidade Ouro", atribuido pela Quercus.[4] Ambas as bandeiras foram hasteadas dia 24
de Junho de 2012.

Dia 5 de Maio de 2012, a praia fluvial de Loriga, ficou apurada entre as 21 finalistas, do total de 70 pré-finalistas, divididas por
7 categorias, para concorrer ao concurso "7 Maravilhas - Praias de Portugal", na categoria de "praias de rios".

Festividades
Ao longo do ano celebram-se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a Amenta das Almas - cantos nocturnos masculinos,
que evocam as almas de entes falecidos por altura da Quaresma), festas em honra de Sto. António (durante o mês Junho) e São
Praia fluvial de Loriga, no
local conhecido há séculos Sebastião (no último Domingo de Julho), com as respectivas mordomias e procissões. Porém, o ponto mais alto das
por Chão da Ribeira. festividades religiosas é a festa dedicada à padroeira dos emigrantes de Loriga, Nª. Srª. da Guia, que se realiza todos os anos,
no primeiro Domingo de Agosto. No segundo Domingo, tem lugar a festa em honra de Nª. Srª. da Ajuda, no Fontão de Loriga.

Gastronomia
A gastronomia loriguense faz parte daquela considerada típica da Beira Alta, onde se salientam os pratos calóricos de alta montanha, os enchidos, a feijoada (com
feijocas, uma espécie de feijão branco, maior que o habitual), o cabrito no forno, a broa de milho, queijaria de ovelha e cabra, nomeadamente o queijo da Serra
(com DOP), a aguardente de zimbro. Grande parte dos doces e sobremesas típicas eram elaboradas para celebrar a Páscoa. De entre os doces, têm relevo as
broínhas doces, o arroz doce, o carolo (doce feito com milho), a botelha (sobremesa feito com abóbora), a tapioca (sobremesa parecida ao arroz doce, feita com
tapioca partida em grãos - importada pela comunidade loriguense no Brasil) e o Bolo Negro de Loriga. A importância da gastronomia única é reflectida na
Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga. Loriga faz parte da Rota do Xisto e do Milho.

Personagens
Joaquim Augusto Amorim da Fonseca, (1862 — 1927), médico.
Joaquim Pina Moura, (1952 — ), economista e político.

Brasão
A freguesia de Loriga não tem brasão oficial, apesar de já existir um, amplamente divulgado e aprovado pelas autoridades
competentes, mas que ainda não é usado pela autarquia local. A Junta de Freguesia de Loriga usa formalmente há vários anos como Busto do, Dr Joaquim A.
símbolo da freguesia um escudo partido, na primeira parte a Cruz de Cristo, e na segunda uma vista da Serra da Estrela sobre um Amorim da Fonseca,
engenho ou moinho com roda hidráulica.[5] Este "brasão" ilegal e não representativo, que durante anos foi erradamente e Loriga.
teimosamente aqui apresentado como sendo oficial (apesar dos muitos alertas), nunca foi nem pode ser aprovado pela Comissão de
Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses, segundo o disposto na Lei n.º 53/91, de 07 de agosto de 1991, que regula a heráldica autárquica portuguesa,
pelo que não tem carácter oficial.[6] Em 2002, a Junta de Freguesia de Loriga aprovou um brasão que foi chumbado pelas referidas autoridades competentes
(Comissão de Heráldica da AAP) por não ser representativo de Loriga.

Acordos de geminação
Loriga celebrou um acordo de geminação com a vila, actual cidade, de Sacavém, em 1 de Junho de 1996.

Ver também
Geografia romana em Portugal

Ligações externas
Homepage sobre Loriga (http://www.loriga.de)
Analor (http://www.analor.org)
Página sobre a vila de Loriga (http://lorigaportugal.wordpress.com)
7 Maravilhas - Praias de Portugal (http://www.7maravilhas.sapo.pt/#/finalistas/praia-fluvial-de-loriga)
ABAE (http://www.abae.pt/programa/BA/inicio.php)
Geobserver (http://www.geobserver.org)

Fontes
Algumas das fontes usadas na elaboração deste artigo:

Homepage de Loriga (http://lorigaportugal.wordpress.com)


Bacia hidrográfica da Ribeira de Loriga (http://www.conselldemallorca.net/mediambient/terrisc/resultatsp_coimbra3.htm)
Página dos Bombeiros de Loriga (http://www.bvloriga.pt/)
Página da Junta de Freguesia de Loriga (http://www.freguesiadeloriga.com/)
Página da Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga (http://www.loriga.org/confraria/)
Ferreira, N.; Vieira, G. - Guía Geológico e Geomorfológico do PNSE (1999).
de Vasconcelos, J.L. - Etnografia Portuguesa - Vol. II, INCM, 1980
Carta Militar de Portugal – esc. 1: 25000, Folha nº223, Instituto Geográfico do Exército.

Referências
p=awarded&s=list&u=2). Consultado em Junho de 2014 Verifique data em:
1. Diário "As Beiras" online. «Bombeiros de Loriga mudam para novo quartel» |acessodata= (ajuda)
(http://www.asbeiras.pt/2012/09/bombeiros-de-loriga-mudam-para-novo-qua
4. Site da Câmara Municipal de Seia. «Praia de Loriga com qualidade de
rtel/). Consultado em Outubro de 2012 Verifique data em: |acessodata=
ouro» (http://www.cm-seia.pt/index.php/ambiente/item/120-praia-de-loriga-c
(ajuda)
om-qualidade-de-ouro). Consultado em Julho de 2012 Verifique data em:
2. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - |acessodata= (ajuda)
https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
5. Website da Câmara Municipal de Seia (http://web.archive.org/web/2003122
3. ABAE. «Locais Galardoados na Região do Centro com a Bandeira Azul, 3170552/http://www2.cm-seia.pt:80/concelho/freguesia07.asp) em 2003.
2014» (http://www.abae.pt/BandeiraAzul/index.php?
6. Informação disponibilizada pela Junta de Freguesia de Loriga em conversa
telefónica a 26 de Maio de 2017.

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condições adicionais. Para mais detalhes, consulte as condições de uso.
Loriga
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Loriga (pron.IFA [lo'ɾigɐ]) é uma vila e freguesia portuguesa do concelho de Seia, distrito da Guarda. Tem
Loriga
36,52 km² de área, 1053 habitantes (2011) e densidade populacional de 28,8 hab./km². Tem uma povoação
Portugal
anexa, o Fontão. Faz parte do Parque Natural da Serra da Estrela.
— Freguesia —
Loriga, situada na parte sudoeste da Serra da Estrela, encontra-se a 20 km de Seia, 80 km da Guarda e
320 km de Lisboa. A vila é acessível pela EN 231 e pela EN 338, estrada concluída em 2006, seguindo um
traçado pré-projetado há décadas e pré-existente, com um percurso de 9,2 km de paisagens de montanha,
entre as cotas 960 m (Portela do Arão) e 1650 m, junto à Lagoa Comprida.

É conhecida como a "Suíça Portuguesa" devido à sua


paisagem e extraordinária localização geográfica. Está
situada a cerca de 770 m de altitude, na sua parte urbana
mais baixa, rodeada por montanhas, das quais se destacam
a Penha dos Abutres (1828 m de altitude) e a Penha do Gato
(1771 m), e é abraçada por dois cursos de água: a Ribeira de
Loriga e a Ribeira de São Bento, que se unem depois da Vista geral de Loriga
E.T.A.R.. A Ribeira de Loriga é um dos afluentes do Rio
Alva.
Vista panorâmica de Loriga e do vale
Os socalcos e sua complexa rede de irrigação são um dos
glaciar com o mesmo nome, semelhante
a uma paisagem alpina. grandes ex-libris de Loriga, uma obra construída ao longo
de centenas de anos e que transformou um vale rochoso
num vale fértil. É uma obra que ainda hoje marca a
paisagem, fazendo parte do património histórico da vila e é demonstrativa do génio dos seus habitantes.

Está dotada de uma ampla gama de infraestruturas físicas e sócio-culturais, que abrangem todos os grupos
etários, das quais se destacam, por exemplo, o Grupo Desportivo Loriguense, fundado em 1934, a Sociedade Loriga
Recreativa e Musical Loriguense, fundada em 1906, os Bombeiros Voluntários de Loriga, criados em 1982,
cujos serviços se desenvolvem para lá dos limites da vila, a Casa de Repouso Nª. Srª. da Guia, uma das
últimas obras sociais de relevo, e a Escola Básica EB23 Dr. Reis Leitão. Em Agosto de 2006 iniciaram-se as
obras do novo Quartel dos Bombeiros Voluntários, edifício concluído em 2012 e inaugurado em Setembro do
mesmo ano.[1]

Apesar de ser vila pertence à rede de Aldeias de Montanha do Concelho de Seia.

Índice
População
Toponímia
História
Forais
História até ao final do séc. XVIII
História posterior ao séc. XVIII
Localização de Loriga em Portugal
Património de destaque
Coordenadas 40° 19' 37" N 7° 41' 26" O
Praia fluvial
País Portugal
Festividades
Concelho Seia
Gastronomia
Personagens Administração
Brasão - Tipo Junta de freguesia
Acordos de geminação - Presidente José Pinto, também
conhecido por Zeca Maria
Ver também (independente)
Ligações externas Área
Fontes - Total 36,52 km²
Referências População (2011)
- Total 1 053
• Densidade 28,8 hab./km²
População Gentílico: Loriguense ou Loricense
Código postal 6270
Orago Santa Maria Maior
Apelidada de “Suíça Portuguesa”. É uma das vilas
mais altas de Portugal.

População da freguesia de Loriga [2]


1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
1 690 1 888 2 090 2 414 2 652 2 488 2 152 2 548 2 981 2 695 2 204 1 825 1 631 1 270 1 053
Evolução da População Variação da População
1864 / 2011 1864 / 2011

Toponímia
Crê-se que o nome veio da localização estratégica da povoação, do seu protagonismo e dos seus habitantes nos montes Hermínios (actual Serra da Estrela) na
resistência lusitana, o que levou os romanos a porem-lhe o nome de Lorica, designação geral para couraça guerreira romana; deste nome derivou Loriga, derivação
do nome latino iniciada pelos Visigodos, que tem o mesmo significado. Certo é que os romanos lhe puseram o nome de Lorica, origem do gentilico loricense e da
principal peça do brasão da vila.

História

Forais
Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o século XII, tendo recebido forais em 1136 (João Rhânia, senhorio das Terras de Loriga durante cerca de duas
décadas, no reinado de D. Afonso Henriques), 1249 (D. Afonso III), 1474 (D. Afonso V) e 1514 (D. Manuel I). Apoiou os Miguelistas contra os Liberais na guerra
civil portuguesa e esse facto contribuíu para deixar de ser sede de concelho em 1855 após a aplicação do plano de ordenação territorial levada a cabo durante o
século XIX, curiosamente o mesmo plano que deu origem aos Distritos.

História até ao final do séc. XVIII


Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro histórico da vila. O local foi escolhido há mais de dois mil e seiscentos anos
devido à facilidade de defesa (uma colina entre ribeiras), à abundância de água e de pastos, bem como ao facto de a as terras mais baixas providenciarem alguma
caça e condições mínimas para a prática da agricultura. Desta forma estavam garantidas as condições mínimas de sobrevivência para uma população e povoação
com alguma importância.

Quando os romanos chegaram, a povoação estava dividida em dois núcleos. O maior, mais antigo e principal, situava-se na
área onde hoje existem a Igreja Matriz e parte da Rua de Viriato e estava fortificado com muralhas e paliçada. Aliás, parte da
Rua de Viriato, no troço entre as antigas sedes do GDL e da Casa do Povo, coincide exatamente com parte da linha defensiva
da antiga povoação castreja. No local do actual Bairro de São Ginês existiam já algumas habitações encostadas ao promontório
rochoso, em cima do qual os Visigodos construíram mais tarde uma ermida dedicada àquele santo.

Loriga era uma paróquia fundada pelos Visigodos, pertencente à antiga diocese a Egitânia
e depois à Vigararia do Padroado Real e a Igreja Matriz foi mandada construir em 1233
Igreja Matriz de Loriga,
pelo rei D. Sancho II. Esta igreja, cujo orago era já o de Santa Maria Maior, padroeira de
dedicada à padroeira da vila -
vista interior. Loriga, e que se mantém, foi construída no local de outro antigo e pequeno templo, do
qual foi aproveitada uma pedra com inscrições visigóticas, que está colocada na porta
lateral virada para o adro, e onde foi gravada a data da construção. De estilo românico,
com três naves, e traça exterior lembrando a Sé Velha de Coimbra, esta igreja foi destruída pelo sismo de 1755, dela restando
apenas partes das paredes laterais e outra alvenaria.

O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado também a residência paroquial e aberto algumas fendas
nas robustas e espessas paredes do edifício da Câmara Municipal construído no século XIII. Um emissário do Marquês de Fontanário em Loriga, um
Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos mas, ao contrário do que aconteceu com a Covilhã (outra localidade serrana dos três construídos pela
comunidade loriguense de
muito afectada), não chegou do governo de Lisboa qualquer auxílio.
Manaus.

História posterior ao séc. XVIII


Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde a primeira metade do século XIX. Chegou a ser uma das localidades mais industrializadas da Beira Interior, e a actual
sede de concelho só conseguiu suplantá-la já quase em meados do século XX. Tempos houve em que só a Covilhã ultrapassava Loriga no número de empresas.
Nomes de empresas, tais como: Regato, Redondinha, Fonte dos Amores, Tapadas, Fândega, Leitão & Irmãos, Augusto Luis Mendes, Lamas, Nunes Brito, Moura
Cabral, Lorimalhas, etc, fazem parte da rica história industrial desta vila. A principal e maior avenida de Loriga tem o nome de Augusto Luís Mendes, o mais
destacado dos antigos industriais loriguenses. Apesar dos maus acessos, que se resumiam à velhinha estrada romana de Loriga, com dois mil anos, o facto é que os
loriguenses transformaram Loriga numa vila industrial.

A partir de meados do século XIX tornou-se um dos principais pólos industriais da Beira Alta, com desenvolvimento da
indústria dos lanifícios, que entrou em declínio durante as últimas décadas do século passado o que está a levar à
desertificação da Vila, facto que afecta de maneira geral as regiões interiores de Portugal devido às inexistentes politicas locais
e nacionais de coesão territorial. Actualmente a economia loriguense baseia-se nas indústrias metalúrgica e de panificação, no
comércio, restauração, malhas, alguma agricultura e pastorícia.

A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes da Beira, Teixeira, Valezim, Vide, e as mais de
trinta povoações anexas, pertenceu ao município loriguense.
Largo do Pelourinho.
A área que englobava o extinto município loriguense, constitui também a Associação de Freguesias da Serra da Estrela, com
sede em Loriga.
Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas e as únicas pistas e estância de esqui existentes em Portugal estão localizadas na Serra da Estrela,
dentro da área da freguesia de Loriga.

Património de destaque
Em termos de património histórico, destacam-se a ponte e a estrada romanas (século I a.C.), uma sepultura antropomórfica
(século VI a.C.) chamada popularmente de "caixão da moura", a Igreja Matriz (século XIII, reconstruída), o Pelourinho (século
XIII, reconstruído), o bairro de São Ginês, a Rua de Viriato e a Rua da Oliveira.

A estrada romana e uma das duas pontes (a outra ruiu no século XVI após uma grande cheia na Ribeira de São Bento), com as
quais os romanos ligaram Lorica, na Lusitânia, ao restante império, merecem destaque.

A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da vila. A sua escadaria tem cerca de 80 degraus em granito, o que lhe
dá características peculiares. Esta rua recorda muitas das características urbanas medievais. O bairro de São Ginês é um bairro
do centro histórico de Loriga cujas características o tornam num dos bairros mais típicos da vila. Curioso é o facto de este
bairro dever o nome a São Gens, um santo de origem céltica martirizado em Arles, na Gália, no tempo do imperador Rua da Oliveira, na àrea
Diocleciano, orago de uma ermida visigótica situada na área, no local onde hoje está a capela de Nossa Senhora do Carmo. mais antiga do centro
histórico
Com o passar dos séculos os loriguenses mudaram o nome do santo para São Ginês, deixaram arruinar a sua capela e depois
reconstruíram-na com outro orago (Nossa Senhora do Carmo). Este núcleo da povoação, que já esteve separado do principal e
mais antigo, situado mais abaixo, é também anterior à chegada dos romanos.

Praia fluvial
Como desde há alguns anos, em 2014, esta praia foi uma das 298 praias nacionais galardoadas com a bandeira azul[3]; em
Junho de 2012 recebeu a bandeira "Qualidade Ouro", atribuido pela Quercus.[4] Ambas as bandeiras foram hasteadas dia 24
de Junho de 2012.

Dia 5 de Maio de 2012, a praia fluvial de Loriga, ficou apurada entre as 21 finalistas, do total de 70 pré-finalistas, divididas por
7 categorias, para concorrer ao concurso "7 Maravilhas - Praias de Portugal", na categoria de "praias de rios".

Festividades
Ao longo do ano celebram-se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a Amenta das Almas - cantos nocturnos masculinos,
que evocam as almas de entes falecidos por altura da Quaresma), festas em honra de Sto. António (durante o mês Junho) e São
Praia fluvial de Loriga, no
local conhecido há séculos Sebastião (no último Domingo de Julho), com as respectivas mordomias e procissões. Porém, o ponto mais alto das
por Chão da Ribeira. festividades religiosas é a festa dedicada à padroeira dos emigrantes de Loriga, Nª. Srª. da Guia, que se realiza todos os anos,
no primeiro Domingo de Agosto. No segundo Domingo, tem lugar a festa em honra de Nª. Srª. da Ajuda, no Fontão de Loriga.

Gastronomia
A gastronomia loriguense faz parte daquela considerada típica da Beira Alta, onde se salientam os pratos calóricos de alta montanha, os enchidos, a feijoada (com
feijocas, uma espécie de feijão branco, maior que o habitual), o cabrito no forno, a broa de milho, queijaria de ovelha e cabra, nomeadamente o queijo da Serra
(com DOP), a aguardente de zimbro. Grande parte dos doces e sobremesas típicas eram elaboradas para celebrar a Páscoa. De entre os doces, têm relevo as
broínhas doces, o arroz doce, o carolo (doce feito com milho), a botelha (sobremesa feito com abóbora), a tapioca (sobremesa parecida ao arroz doce, feita com
tapioca partida em grãos - importada pela comunidade loriguense no Brasil) e o Bolo Negro de Loriga. A importância da gastronomia única é reflectida na
Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga. Loriga faz parte da Rota do Xisto e do Milho.

Personagens
Joaquim Augusto Amorim da Fonseca, (1862 — 1927), médico.
Joaquim Pina Moura, (1952 — ), economista e político.

Brasão
A freguesia de Loriga não tem brasão oficial, apesar de já existir um, amplamente divulgado e aprovado pelas autoridades
competentes, mas que ainda não é usado pela autarquia local. A Junta de Freguesia de Loriga usa formalmente há vários anos como Busto do, Dr Joaquim A.
símbolo da freguesia um escudo partido, na primeira parte a Cruz de Cristo, e na segunda uma vista da Serra da Estrela sobre um Amorim da Fonseca,
engenho ou moinho com roda hidráulica.[5] Este "brasão" ilegal e não representativo, que durante anos foi erradamente e Loriga.
teimosamente aqui apresentado como sendo oficial (apesar dos muitos alertas), nunca foi nem pode ser aprovado pela Comissão de
Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses, segundo o disposto na Lei n.º 53/91, de 07 de agosto de 1991, que regula a heráldica autárquica portuguesa,
pelo que não tem carácter oficial.[6] Em 2002, a Junta de Freguesia de Loriga aprovou um brasão que foi chumbado pelas referidas autoridades competentes
(Comissão de Heráldica da AAP) por não ser representativo de Loriga.

Acordos de geminação
Loriga celebrou um acordo de geminação com a vila, actual cidade, de Sacavém, em 1 de Junho de 1996.

Ver também
Geografia romana em Portugal

Ligações externas
Homepage sobre Loriga (http://www.loriga.de)
Analor (http://www.analor.org)
Página sobre a vila de Loriga (http://lorigaportugal.wordpress.com)
7 Maravilhas - Praias de Portugal (http://www.7maravilhas.sapo.pt/#/finalistas/praia-fluvial-de-loriga)
ABAE (http://www.abae.pt/programa/BA/inicio.php)
Geobserver (http://www.geobserver.org)

Fontes
Algumas das fontes usadas na elaboração deste artigo:

Homepage de Loriga (http://lorigaportugal.wordpress.com)


Bacia hidrográfica da Ribeira de Loriga (http://www.conselldemallorca.net/mediambient/terrisc/resultatsp_coimbra3.htm)
Página dos Bombeiros de Loriga (http://www.bvloriga.pt/)
Página da Junta de Freguesia de Loriga (http://www.freguesiadeloriga.com/)
Página da Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga (http://www.loriga.org/confraria/)
Ferreira, N.; Vieira, G. - Guía Geológico e Geomorfológico do PNSE (1999).
de Vasconcelos, J.L. - Etnografia Portuguesa - Vol. II, INCM, 1980
Carta Militar de Portugal – esc. 1: 25000, Folha nº223, Instituto Geográfico do Exército.

Referências
p=awarded&s=list&u=2). Consultado em Junho de 2014 Verifique data em:
1. Diário "As Beiras" online. «Bombeiros de Loriga mudam para novo quartel» |acessodata= (ajuda)
(http://www.asbeiras.pt/2012/09/bombeiros-de-loriga-mudam-para-novo-qua
4. Site da Câmara Municipal de Seia. «Praia de Loriga com qualidade de
rtel/). Consultado em Outubro de 2012 Verifique data em: |acessodata=
ouro» (http://www.cm-seia.pt/index.php/ambiente/item/120-praia-de-loriga-c
(ajuda)
om-qualidade-de-ouro). Consultado em Julho de 2012 Verifique data em:
2. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - |acessodata= (ajuda)
https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
5. Website da Câmara Municipal de Seia (http://web.archive.org/web/2003122
3. ABAE. «Locais Galardoados na Região do Centro com a Bandeira Azul, 3170552/http://www2.cm-seia.pt:80/concelho/freguesia07.asp) em 2003.
2014» (http://www.abae.pt/BandeiraAzul/index.php?
6. Informação disponibilizada pela Junta de Freguesia de Loriga em conversa
telefónica a 26 de Maio de 2017.

Obtida de "https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Loriga&oldid=51020192"

Esta página foi editada pela última vez à(s) 19h14min de 16 de janeiro de 2018.

Este texto é disponibilizado nos termos da licença Creative Commons - Atribuição - Compartilha Igual 3.0 Não Adaptada (CC BY-SA 3.0); pode estar sujeito a
condições adicionais. Para mais detalhes, consulte as condições de uso.
Loriga
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Loriga (pron.IFA [lu'ɾigɐ]) é uma vila e freguesia portuguesa Loriga  
do concelho de Seia, distrito da Guarda. Tem 36,52 km² de
área, 1053 habitantes (2011) e densidade populacional de
 Portugal
28,8 hab./km². Tem uma povoação anexa, o Fontão. Faz parte —  Freguesia  —
do Parque Natural da Serra da Estrela.

Loriga, situada na parte sudoeste da Serra da Estrela,
encontra­se a 20 km de Seia, 80 km da Guarda e 320 km de
Lisboa. A vila é acessível pela EN 231 e pela EN 338, estrada
concluída em 2006, seguindo um traçado pré­existente, com
um percurso de 9,2 km de paisagens de montanha, entre as
cotas 960 m (Portela de Loriga ou do Arão) e 1650 m, junto à
Lagoa Comprida.

É conhecida
como a "Suíça
Portuguesa" Vista geral de Loriga
devido à sua
extraordinária
paisagem e
localização
geográfica. Está
situada entre os
770 m, na sua
Vista panorâmica de Loriga e do vale parte urbana mais
glaciar com o mesmo nome, semelhante a baixa, e os cerca
uma paisagem alpina. de 1100 m de
altitude, rodeada
por montanhas, Loriga
das quais se destacam a Penha dos Abutres (1828 m de
altitude) e a Penha do Gato (1771 m), e é abraçada por dois
cursos de água: a Ribeira de Loriga e a Ribeira de São Bento,
que se unem depois da E.T.A.R. para formarem um dos
afluentes do Rio Alva.

Os socalcos e sua complexa rede de irrigação são um dos
grandes ex­libris de Loriga, uma obra construída ao longo de
centenas de anos e que transformou um belo vale rochoso
num vale fértil. É uma obra que ainda hoje marca a paisagem,
fazendo parte do património histórico da vila e é
demonstrativa do génio dos seus habitantes.

Está dotada de uma ampla gama de infraestruturas físicas e
sócio­culturais, que abrangem todos os grupos etários, das
quais se destacam, por exemplo, o Grupo Desportivo
Loriguense, fundado em 1934, a Sociedade Recreativa e
Musical Loriguense, fundada em 1906, os Bombeiros
Voluntários de Loriga, criados em 1982, cujos serviços se Localização de Loriga em Portugal
desenvolvem para lá dos limites da vila, a Casa de Repouso
Coordenadas 40° 19' 37" N 7° 41' 26" O
Nª. Srª. da Guia, uma das últimas obras sociais de relevo, e a País  Portugal
Escola Básica Dr. Reis Leitão. Em Agosto de 2006 iniciaram­ Concelho  Seia
se as obras do novo Quartel dos Bombeiros Voluntários,
edifício concluído em 2012 e inaugurado em Setembro do Administração
mesmo ano.[1]  ­ Tipo Junta de freguesia
 ­ Presidente António Maurício Moura Mendes
Embora seja vila pertence à rede de Aldeias de Montanha do (PS)
Concelho de Seia. Área
 ­ Total 36,52 km²
População (2011)
Índice  ­ Total 1 053

1 População     • Densidade 28,8 hab./km²


2 Toponímia Gentílico: Loriguense ou Loriguense
3 História Código postal 6270
3.1 Forais
Orago Santa Maria Maior
3.2 História até ao final do séc. XVIII
3.3 História posterior ao séc. XVIII Apelidada de “Suíça Portuguesa”. É uma das vilas mais altas
de Portugal.
4 Património de destaque
5 Praia fluvial
6 Festividades
7 Gastronomia
8 Personagens
9 Brasão
10 Acordos de geminação
11 Ver também
12 Ligações externas
13 Fontes
14 Referências

População

População da freguesia de Loriga [2]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
1 690 1 888 2 090 2 414 2 652 2 488 2 152 2 548 2 981 2 695 2 204 1 825 1 631 1 270 1 053

Evolução da População Variação da População
1864 / 2011 1864 / 2011

Toponímia
Crê­se que o nome veio da localização estratégica da povoação, do seu protagonismo e dos seus habitantes nos
montes Hermínios (actual Serra da Estrela) na resistência lusitana, o que levou os romanos a porem­lhe o nome
de Lorica, designação geral para couraça guerreira romana; deste nome derivou Loriga, derivação iniciada
pelos Visigodos, que tem o mesmo significado. Fosse qual fosse o motivo, certo é que os romanos lhe puseram
o nome de Lorica, origem do gentilico Loricense, sendo que toda a envolvente simbólica e histórica do nome
faz com que a Lorica/Loriga seja considerada, pelos especialistas em heráldica portuguesa, uma peça heráldica
"falante" fundamental no brasão desta vila.

História
Forais

Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o século XII, tendo recebido forais em 1136 (João Rhânia,
senhorio das Terras de Loriga durante cerca de duas décadas, no reinado de D. Afonso Henriques), 1249 (D.
Afonso III), 1474 (D. Afonso V) e 1514 (D. Manuel I). Apoiou os Miguelistas contra os Liberais na guerra civil
portuguesa e tal facto contribuiu para deixar de ser sede de concelho em 1855 após a aplicação do plano de
ordenamento territorial levado a cabo durante o século XIX, curiosamente o mesmo plano que deu origem aos
Distritos.

História até ao final do séc. XVIII

Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro histórico da vila. O local
foi escolhido há mais de dois mil e seiscentos anos devido à facilidade de defesa (uma colina entre ribeiras), à
abundância de água e de pastos, bem como ao facto de a as terras mais baixas providenciarem alguma caça e
condições mínimas para a prática da agricultura. Desta forma estavam garantidas as condições mínimas de
sobrevivência para uma população e povoação com alguma importância.

Quando os romanos chegaram, a povoação estava dividida em dois núcleos. O
maior, mais antigo e principal, situava­se na área onde hoje existem a Igreja
Matriz e parte da Rua de Viriato (que a antiga tradição diz ter nascido nesta
povoação) e estava fortificado com muralhas e paliçada. Aliás, parte da Rua
de Viriato, no troço compreendido entre as antigas sedes do GDL e da Casa do
Povo, corresponde exatamente a parte do traçado dessa linha defensiva da
antiga povoação. No local do actual Bairro de São Ginês (São Gens) existiam
já algumas habitações encostadas ao promontório rochoso, em cima do qual os
Igreja Matriz de Loriga, Visigodos construíram mais tarde uma ermida dedicada àquele santo.
dedicada a Santa Maria Maior
padroeira desta vila (por isso Loriga era uma paróquia, criada pelos
lhe foi dedicado o principal Visigodos na antiga Diocese de Egitânia,
templo) ­ vista interior. pertencente à Vigararia do Padroado Real e a
Igreja Matriz foi mandada construir em 1233
pelo rei D. Sancho II. Esta igreja, cujo orago
era já o de Santa Maria Maior, padroeira de Loriga, e que se mantém, foi
construída no local de outro antigo e pequeno templo, do qual foi aproveitada
uma pedra com inscrições visigóticas, que está colocada na porta lateral virada
para o adro, onde foi gravada a data da construção. De estilo românico, com
três naves, e traça exterior lembrando a Sé Velha de Coimbra, esta igreja foi
destruída pelo sismo de 1755, dela restando apenas partes das paredes laterais.
Um dos monumentais
O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado também fontanários construídos em
a residência paroquial e aberto algumas fendas nas robustas e espessas paredes Loriga pela Colónia
do edifício da Câmara Municipal construído no século XIII. Um emissário do Loriguense de Manaos, Brasil
.
Marquês de Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos mas, ao contrário do que aconteceu com a Covilhã
(outra localidade serrana muito afectada), não chegou do governo de Lisboa qualquer auxílio.

História posterior ao séc. XVIII

Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde a primeira metade do século XIX. Chegou a ser uma das localidades
mais industrializadas da Beira Interior, e a actual sede de concelho só conseguiu suplantá­la quase em meados
do século XX. Tempos houve em que só a Covilhã ultrapassava Loriga no número de empresas. Nomes de
empresas, tais como: Regato, Redondinha, Fonte dos Amores, Tapadas, Fândega, Leitão & Irmãos, Augusto
Luis Mendes, Lamas, Nunes Brito, Moura Cabral, Lorimalhas, etc, fazem parte da rica história industrial desta
vila. A principal e maior avenida de Loriga tem o nome de Augusto Luís Mendes, o mais destacado dos antigos
industriais loriguenses. Apesar dos maus acessos, que se resumiam à velhinha estrada romana de Loriga, com
dois mil anos, o facto é que os loriguenses transformaram Loriga numa vila industrial.

Porém, partir da segunda metade do século XIX, tornou­se um dos principais
pólos industriais da Beira Alta, com o grande desenvolvimento da indústria
dos lanifícios, que entrou em declínio durante as últimas décadas do século
passado o que está a levar à desertificação da Vila, facto que afecta de maneira
geral as regiões interiores de Portugal devido às inexistentes politicas de
coesão territorial. Actualmente a economia loriguense baseia­se nas indústrias
metalúrgica e de panificação, no comércio, restauração, alguma indústria de
malhas, agricultura e pastorícia.
Largo do Pelourinho.
A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes
da Beira, Teixeira, Valezim, Vide, e as mais de trinta povoações anexas,
pertenceu ao município loriguense.

A área que englobava o extinto município loriguense, constitui também a Associação de Freguesias da Serra da
Estrela, com sede em Loriga.

Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas e as únicas pistas e estância de esqui
existentes em Portugal estão localizadas na Serra da Estrela, dentro da área da freguesia de Loriga.

Património de destaque
Em termos de património histórico, destacam­se a ponte e a estrada romanas
(século I a.C.), uma sepultura antropomórfica (século VI a.C.) chamada
popularmente de "caixão da moura", a Igreja Matriz (século XIII,
reconstruída), o Pelourinho (século XIII, reconstruído), o bairro de São Ginês,
a Rua de Viriato e a Rua da Oliveira.

A estrada romana e a ponte sobre a Ribeira de Loriga (a outra ruiu no século
XVI após uma grande cheia na Ribeira de São Bento), com as quais os
romanos ligaram Lorica, na Lusitânia, ao restante império, merecem destaque.

Várias ruas da vila, e partes de outras tiveram origem na estrada romana,
como são os casos da Rua do Porto, da Rua do Vinhô, da Rua de Viriato, da Rua da Oliveira
Rua Gago Coutinho e Sacadura Cabral, da Avenida Augusto Luis Mendes
(Carreira) e da Rua do Teixeiro.

A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da vila. A sua escadaria tem cerca de 80 degraus em
granito, o que lhe dá características peculiares. Esta rua recorda muitas das características urbanas medievais. O
bairro de São Ginês (São Gens) é um bairro do centro histórico de Loriga cujas características o tornam num
dos bairros mais típicos da vila. Curioso é o facto de este bairro dever o nome a São Gens, um santo de origem
céltica martirizado em Arles, na Gália, no tempo do imperador Diocleciano, orago de uma ermida visigótica
situada na área, no local onde hoje está a capela de Nossa Senhora do Carmo. Com o passar dos séculos os
loriguenses mudaram o nome do santo para São Ginês (um santo que nunca existiu), deixaram arruinar a capela
para finalmente a reconstruirem com o atual orago de Nossa Senhora do Carmo. Este núcleo da povoação, que
já esteve separado do principal e mais antigo, situado mais abaixo, é anterior à chegada dos romanos.

Praia fluvial
Como desde há alguns anos, em 2014, esta praia foi uma das 298 praias
nacionais galardoadas com a bandeira azul[3]; em Junho de 2012 recebeu a
bandeira "Qualidade Ouro", atribuido pela Quercus.[4] Ambas as bandeiras
foram hasteadas dia 24 de Junho de 2012.

Dia 5 de Maio de 2012, a praia fluvial de Loriga, ficou apurada entre as 21
finalistas, do total de 70 pré­finalistas, divididas por 7 categorias, para
concorrer ao concurso "7 Maravilhas ­ Praias de Portugal", na categoria de
"praias de rios".

Praia fluvial de Loriga, num Festividades
local conhecido há séculos por
Chão da Ribeira, onde está um Ao longo do ano celebram­se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a
açude conhecido como "Poço Amenta das Almas ­ cantos nocturnos masculinos, que evocam as almas de
do Zé Lages". entes falecidos por altura da Quaresma), festas em honra de Sto. António
(durante o mês Junho) e São Sebastião (no último Domingo de Julho), com as
respectivas mordomias e procissões. Porém, o ponto mais alto das festividades
religiosas é a festa dedicada à padroeira dos emigrantes de Loriga, Nª. Srª. da Guia, que se realiza todos os
anos, no primeiro Domingo de Agosto. No segundo Domingo, tem lugar a festa em honra de Nª. Srª. da Ajuda,
no Fontão de Loriga.

Gastronomia
A gastronomia loriguense faz parte daquela considerada típica da Beira Alta, onde se salientam os pratos
calóricos de alta montanha, os enchidos, a feijoada (com feijocas, uma espécie de feijão branco, maior que o
habitual), o cabrito no forno, a broa de milho, queijaria de ovelha e cabra, nomeadamente o queijo da Serra
(com DOP), a aguardente de zimbro. Grande parte dos doces e sobremesas típicas eram elaboradas para
celebrar a Páscoa. De entre os doces, têm relevo as broínhas doces, o arroz doce, o carolo (doce feito com
milho), a botelha (sobremesa feito com abóbora), a tapioca (sobremesa parecida ao arroz doce, feita com
tapioca partida em grãos ­ importada pela comunidade loriguense no Brasil) e o Bolo Negro de Loriga. A
importância da gastronomia única é reflectida na Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga. Loriga faz
parte da Rota do Xisto e do Milho.

Personagens
Joaquim Augusto Amorim da Fonseca, (1862 — 1927), médico.
Joaquim Pina Moura, (1952 — ), economista e político.
Jorge Garcia, (1960 — )ciclista.

Brasão
Durante muito tempo, e após o vandalismo sofrido por este artigo, foi colocado
Busto do, Dr Joaquim A.
aqui um "brasão" que nunca foi, não é nem jamais poderá ser legal nem oficial,
Amorim da Fonseca,
apesar de aqui ser apresentado como tal. Felizmente o erro foi recentemente
Loriga.
corrigido por um editor que honra esta enciclopédia, terminando assim uma
incompreensível cumplicidade da Wikipédia com uma flagrante ilegalidade criada por "editores"
irresponsáveis, marginais e nada isentos. A freguesia de Loriga não tem brasão oficial, apesar de existir um
brasão amplamente divulgado, desenhado por um conhecido loriguense, que tem a aprovação das autoridades
legalmente competentes (faltando a colaboração da autarquia loriguense para fechar o processo). Um dos
principais motivos da polémica resulta do facto de Junta de Freguesia de Loriga teimar em usar formalmente há
vários anos como símbolo da freguesia um escudo partido, na primeira parte a Cruz de Cristo, e na segunda
uma vista da Serra da Estrela sobre um engenho ou moinho com roda hidráulica.[5] Este brasão nunca foi nem
jamais poderá ser aprovado pela Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses, segundo
o disposto na Lei n.º 53/91, de 07 de agosto de 1991, que regula a heráldica autárquica portuguesa, porque viola
a lei e não é representativo de Loriga, pelo que não tem, nunca teve nem jamais poderá ter carácter oficial.[6]

Acordos de geminação
Loriga celebrou um acordo de geminação com a vila, actual cidade, de Sacavém, em 1 de Junho de 1996.

Ver também
Geografia romana em Portugal

Ligações externas
Homepage sobre Loriga (http://www.loriga.de)
Analor (http://www.analor.org)
Homepage da Vila de Loriga (http://loriguense.wordpress.com/ligacoes­links)
7 Maravilhas ­ Praias de Portugal (http://www.7maravilhas.sapo.pt/#/finalistas/praia­fluvial­de­loriga)
ABAE (http://www.abae.pt/programa/BA/inicio.php)
Geobserver (http://www.geobserver.org)

Fontes
Algumas das fontes usadas na elaboração deste artigo:

Extratos da obra de António Conde sobre a história de Loriga (http://lorigaportugal.wordpres.com/ficheir
os­pdf­files)
Bacia hidrográfica da Ribeira de Loriga (http://www.conselldemallorca.net/mediambient/terrisc/resultats
p_coimbra3.htm)
Página dos Bombeiros de Loriga (http://www.bvloriga.pt/)
Página da Junta de Freguesia de Loriga (http://www.freguesiadeloriga.com/)
Página da Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga (http://www.loriga.org/confraria/)
Ferreira, N.; Vieira, G. ­ Guía Geológico e Geomorfológico do PNSE (1999).
de Vasconcelos, J.L. ­ Etnografia Portuguesa ­ Vol. II, INCM, 1980
Carta Militar de Portugal – esc. 1: 25000, Folha nº223, Instituto Geográfico do Exército.

Referências
https://www.ine.pt/xportal/xmain?
1. Diário "As Beiras" online. «Bombeiros de Loriga xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
mudam para novo quartel» (http://www.asbeiras.pt/20 3. ABAE. «Locais Galardoados na Região do Centro
12/09/bombeiros­de­loriga­mudam­para­novo­quarte com a Bandeira Azul, 2014» (http://www.abae.pt/Ban
l/). Consultado em Outubro de 2012 Verifique data deiraAzul/index.php?p=awarded&s=list&u=2).
em: |acessodata= (ajuda) Consultado em Junho de 2014 Verifique data em:
2. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos |acessodata= (ajuda)
Gerais da População) ­ 4. Site da Câmara Municipal de Seia. «Praia de Loriga
com qualidade de ouro» (http://www.cm­seia.pt/index.
php/ambiente/item/120­praia­de­loriga­com­qualidade t:80/concelho/freguesia07.asp) em 2003.
­de­ouro). Consultado em Julho de 2012 Verifique 6. Informação disponibilizada pela Junta de Freguesia de
data em: |acessodata= (ajuda) Loriga em conversa telefónica a 26 de Maio de 2017.
5. Website da Câmara Municipal de Seia (http://web.arc
hive.org/web/20031223170552/http://www2.cm­seia.p

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Loriga
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Loriga (pron.IFA [lo'ɾigɐ]) é uma vila e freguesia portuguesa Loriga  
do concelho de Seia, distrito da Guarda. Tem 36,52 km² de
área, 1053 habitantes (2011) e densidade populacional de
 Portugal
28,8 hab./km². Tem uma povoação anexa, o Fontão. Faz parte —  Freguesia  —
do Parque Natural da Serra da Estrela.

Loriga, situada na parte sudoeste da Serra da Estrela,
encontra­se a 20 km de Seia, 80 km da Guarda e 320 km de
Lisboa. A vila é acessível pela EN 231 e pela EN 338, estrada
concluída em 2006, seguindo um traçado pré­existente, com
um percurso de 9,2 km de paisagens de montanha, entre as
cotas 960 m (Portela do Arão ou Portela de Loriga) e 1650 m,
junto à Lagoa Comprida.

É conhecida
como a "Suíça
Portuguesa" Vista geral de Loriga
devido à sua
extraordinária
paisagem e
localização
geográfica. Está
situada entre os
770 m de
Vista panorâmica de Loriga e do vale altitude, na sua
glaciar com o mesmo nome, semelhante a parte urbana mais
uma paisagem alpina. baixa, e os cerca
de 1100 m,
rodeada por Loriga
montanhas, das quais se destacam a Penha dos Abutres
(1828 m de altitude) e a Penha do Gato (1771 m), e é
abraçada por dois cursos de água: a Ribeira de Loriga e a
Ribeira de São Bento, que se unem depois da E.T.A.R. A
Ribeira de Loriga, é um dos afluentes do Rio Alva.

Os socalcos e sua complexa rede de irrigação são um dos
grandes ex­libris de Loriga, uma obra construída ao longo de
centenas de anos e que transformou um vale rochoso num
vale fértil. É uma obra que ainda hoje marca a paisagem,
fazendo parte do património histórico da vila e é
demonstrativa do génio dos seus habitantes.

Está dotada de uma ampla gama de infraestruturas físicas e
sócio­culturais, que abrangem todos os grupos etários, das
quais se destacam, por exemplo, o Grupo Desportivo
Loriguense, fundado em 1934, a Sociedade Recreativa e
Musical Loriguense, fundada em 1906, os Bombeiros
Voluntários de Loriga, criados em 1982, cujos serviços se Localização de Loriga em Portugal
desenvolvem para lá dos limites da vila, a Casa de Repouso
Coordenadas 40° 19' 37" N 7° 41' 26" O
Nª. Srª. da Guia, uma das últimas obras sociais de relevo, e a País  Portugal
Escola Básica Dr. Reis Leitão. Em Agosto de 2006 iniciaram­ Concelho  Seia
se as obras do novo Quartel dos Bombeiros Voluntários,
edifício concluído em 2012 e inaugurado em Setembro do Administração
mesmo ano.[1]  ­ Tipo Junta de freguesia
 ­ Presidente António Maurício Moura Mendes
Apesar de ser vila pertence à rede de Aldeias de Montanha do (PS)
Concelho de Seia. Área
 ­ Total 36,52 km²
População (2011)
Índice  ­ Total 1 053

1 População     • Densidade 28,8 hab./km²


2 Toponímia Gentílico: Loriguense ou Loricense
3 História Código postal 6270
3.1 Forais
Orago Santa Maria Maior
3.2 História até ao final do séc. XVIII
3.3 História posterior ao séc. XVIII Apelidada de “Suíça Portuguesa”. É uma das vilas mais altas
de Portugal.
4 Património de destaque
5 Praia fluvial
6 Festividades
7 Gastronomia
8 Personagens
9 Brasão
10 Acordos de geminação
11 Ver também
12 Ligações externas
13 Fontes
14 Referências

População

População da freguesia de Loriga [2]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
1 690 1 888 2 090 2 414 2 652 2 488 2 152 2 548 2 981 2 695 2 204 1 825 1 631 1 270 1 053

Evolução da População Variação da População
1864 / 2011 1864 / 2011

Toponímia
Crê­se que o nome veio da localização estratégica da povoação, do seu protagonismo e dos seus habitantes nos
montes Hermínios (actual Serra da Estrela) na resistência lusitana, o que levou os romanos a porem­lhe o nome
de Lorica, designação geral para couraça guerreira romana; deste nome derivou Loriga, derivação iniciada
pelos Visigodos, que tem o mesmo significado. Independentemente do motivo, certo é que os romanos puseram
o nome de Lorica a esta antiga povoação lusitana, e a antiguidade significado histórico do nome justifica a
Lorica/Loriga no brasão da vila e o gentílico loricense (seria assim ainda que o nome tivesse "apenas" 600 ou
700 anos de existência).

História
Forais

Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o século XII, tendo recebido forais em 1136 (João Rhânia,
senhorio das Terras de Loriga durante cerca de duas décadas, no reinado de D. Afonso Henriques), 1249 (D.
Afonso III), 1474 (D. Afonso V) e 1514 (D. Manuel I). Apoiou os Miguelistas contra os Liberais na guerra civil
portuguesa e tal facto contribuiu para deixar de ser sede de concelho em 1855 após a aplicação do plano de
ordenação territorial levada a cabo durante o século XIX, curiosamente o mesmo plano que deu origem aos
Distritos.

História até ao final do séc. XVIII

Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro histórico da vila. O local
foi escolhido há mais de dois mil e seiscentos anos devido à facilidade de defesa (uma colina entre ribeiras), à
abundância de água e de pastos, bem como ao facto de a as terras mais baixas providenciarem alguma caça e
condições mínimas para a prática da agricultura. Desta forma estavam garantidas as condições mínimas de
sobrevivência para uma população e povoação com alguma importância.

Quando os romanos chegaram, a povoação estava dividida em dois núcleos. O
maior, mais antigo e principal, situava­se na área onde hoje existem a Igreja
Matriz e parte da Rua de Viriato (que a antiga tradição aponta como tendo
nascido nesta antiga povoação) e estava fortificado com muralhas e paliçada.
Aliás, a Rua de Viriato, no troço compreendido entre as antigas sedes do GDL
e da Casa do Povo, corresponde exatamente a parte do traçado dessa antiga
linha de defensiva da povoação. No local do actual Bairro de São Ginês (São
Gens) existiam já algumas habitações encostadas ao promontório rochoso, em
Igreja Matriz de Santa Maria cima do qual os Visigodos construíram mais tarde uma ermida dedicada
Maior, Padroeira de Loriga àquele santo.
(por isso lhe foi dedicado este
templo) ­ vista interior. Loriga era uma paróquia com origem
visigótica pertencente à Vigararia do
Padroado Real e a Igreja Matriz foi mandada
construir em 1233 pelo rei D. Sancho II. Esta igreja, cujo orago era já o de
Santa Maria Maior (Padroeira de Loriga) e que se mantém, foi construída no
local de outro antigo e pequeno templo, do qual foi aproveitada uma pedra
com inscrições visigóticas, que está colocada na porta lateral virada para o
adro, e na qual foi gravada a data da construção. De estilo românico, com três
naves, e traça exterior lembrando a Sé Velha de Coimbra, esta igreja foi
destruída pelo sismo de 1755, dela restando apenas partes das paredes laterais.

O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado também Um dos monumentais
a residência paroquial e aberto algumas fendas nas robustas e espessas paredes fontanários erigidos em Loriga
do edifício da Câmara Municipal construído no século XIII. Um emissário do pela Comunidade Loriguense
de Manaos, Brasil.
Marquês de Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos mas, ao contrário do que aconteceu com a Covilhã
(outra localidade serrana muito afectada), não chegou do governo de Lisboa qualquer auxílio.

História posterior ao séc. XVIII

Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde a primeira metade do século XIX. Chegou a ser uma das localidades
mais industrializadas da Beira Interior, e a actual sede de concelho só conseguiu suplantá­la já quase em
meados do século XX. Tempos houve em que só a Covilhã ultrapassava Loriga no número de empresas. Nomes
de empresas, tais como: Regato, Redondinha, Fonte dos Amores, Tapadas, Fândega, Leitão & Irmãos, Augusto
Luis Mendes, Lamas, Nunes Brito, Moura Cabral, Lorimalhas, etc, fazem parte da rica história industrial desta
vila. A principal e maior avenida de Loriga tem o nome de Augusto Luís Mendes, o mais destacado dos antigos
industriais loriguenses. Apesar dos maus acessos, que se resumiam à velhinha estrada romana de Lorica, com
dois mil anos, o facto é que os loriguenses transformaram Loriga numa progressiva vila industrial.

A partir da segunda metade do século XIX tornou­se um dos principais pólos
industriais da Beira Alta, com o grande desenvolvimento da indústria dos
lanifícios, que entrou em declínio durante as últimas décadas do século
passado o que está a levar à desertificação da Vila, facto que afecta de maneira
geral as regiões interiores de Portugal devido às inexistentes e ou erradas
politicas locais e nacionais de ordenamento do território. Actualmente a
economia loriguense baseia­se nas indústrias metalúrgica e de panificação, no
comércio, restauração, alguma indústria de malhas, agricultura e pastorícia.
Largo do Pelourinho.
A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes
da Beira, Teixeira, Valezim, Vide, e as mais de trinta povoações anexas,
pertenceu ao município loriguense.

A área que englobava o extinto município loriguense, constitui também a Associação de Freguesias da Serra da
Estrela, com sede em Loriga.

Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas e as únicas pistas e estância de esqui
existentes em Portugal estão localizadas na Serra da Estrela, dentro da área da freguesia de Loriga.

Património de destaque
Em termos de património histórico, destacam­se a ponte e a estrada romanas
(século I a.C.), uma sepultura antropomórfica (século VI a.C.) chamada
popularmente de "caixão da moura", a Igreja Matriz (século XIII,
reconstruída), o Pelourinho (século XIII, reconstruído), o bairro de São Ginês
(São Gens), a Rua de Viriato e a Rua da Oliveira.

A estrada romana e a ponte sobre a Ribeira de Loriga, uma das duas pontes (a
outra ruiu no século XVI após uma grande cheia na Ribeira de São Bento),
com as quais os romanos ligaram Lorica, na Lusitânia, ao restante império,
merecem destaque.

A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da vila. A sua Rua da Oliveira
escadaria tem cerca de 80 degraus em granito, o que lhe dá características
peculiares. Esta rua recorda muitas das características urbanas medievais. O bairro de São Ginês (São Gens) é
um bairro do centro histórico de Loriga cujas características o tornam num dos bairros mais típicos da vila.
Curioso é o facto de este bairro dever o nome a São Gens, um santo de origem céltica martirizado em Arles, na
Gália, no tempo do imperador Diocleciano, orago de uma ermida visigótica situada na área, no local onde hoje
está a capela de Nossa Senhora do Carmo. Com o passar dos séculos os loriguenses deixaram aruinar a capela
para depois a reconstruirem com o atual orago, e mudaram o nome do santo para São Ginês (um santo que
nunca existiu). Este núcleo da povoação, que já esteve separado do principal e mais antigo, situado mais
abaixo, é anterior à chegada dos romanos.

Praia fluvial
Como desde há alguns anos, em 2014, esta praia foi uma das 298 praias
nacionais galardoadas com a bandeira azul[3]; em Junho de 2012 recebeu a
bandeira "Qualidade Ouro", atribuido pela Quercus.[4] Ambas as bandeiras
foram hasteadas dia 24 de Junho de 2012.

Dia 5 de Maio de 2012, a praia fluvial de Loriga, ficou apurada entre as 21
finalistas, do total de 70 pré­finalistas, divididas por 7 categorias, para
concorrer ao concurso "7 Maravilhas ­ Praias de Portugal", na categoria de
"praias de rios".

Praia fluvial de Loriga, num Festividades
local conhecido por Chão da
Ribeira onde está o chamado Ao longo do ano celebram­se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a
"Poço do Zé Lages". Amenta das Almas ­ cantos nocturnos masculinos, que evocam as almas de
entes falecidos por altura da Quaresma), festas em honra de Sto. António
(durante o mês Junho) e São Sebastião (no último Domingo de Julho), com as
respectivas mordomias e procissões. Porém, o ponto mais alto das festividades religiosas é a festa dedicada à
padroeira dos emigrantes de Loriga, Nª. Srª. da Guia, que se realiza todos os anos, no primeiro Domingo de
Agosto. No segundo Domingo, tem lugar a festa em honra de Nª. Srª. da Ajuda, no Fontão de Loriga.

Gastronomia
A gastronomia loriguense faz parte daquela considerada típica da Beira Alta, onde se salientam os pratos
calóricos de alta montanha, os enchidos, a feijoada (com feijocas, uma espécie de feijão branco, maior que o
habitual), o cabrito no forno, a broa de milho, queijaria de ovelha e cabra, nomeadamente o queijo da Serra
(com DOP), a aguardente de zimbro. Grande parte dos doces e sobremesas típicas eram elaboradas para
celebrar a Páscoa. De entre os doces, têm relevo as broínhas doces, o arroz doce, o carolo (doce feito com
milho), a botelha (sobremesa feito com abóbora), a tapioca (sobremesa parecida ao arroz doce, feita com
tapioca partida em grãos ­ importada pela comunidade loriguense no Brasil) e o Bolo Negro de Loriga. A
importância da gastronomia única é reflectida na Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga. Loriga faz
parte da Rota do Xisto e do Milho.

Personagens
Joaquim Augusto Amorim da Fonseca, (1862 — 1927), médico.
Joaquim Pina Moura, (1952 — ), economista e político.
Jorge Garcia, (1960 — )ciclista.

Brasão
Durante muito tempo esteve colocado neste artigo um "brasão" erradamente
Busto do, Dr Joaquim A.
apontado como oficial, que nunca foi, não é nem jamais poderá ser. Tal situação foi
Amorim da Fonseca,
recentemente corrigida e informa­se que a freguesia de Loriga não tem brasão
Loriga.
oficial apesar de as entidades oficiais concordarem com um brasão amplamente
divulgado (faltando a colaboração da autarquia local). Um dos motivos da
polémica é o facto de a Junta de Freguesia de Loriga usar formalmente há vários anos como símbolo da
freguesia o tal "brasão" que foi colocado neste artigo, e que é constotuído por um escudo partido, na primeira
parte a Cruz de Cristo, e na segunda uma vista da Serra da Estrela sobre um engenho ou moinho com roda
hidráulica.[5] Este "brasão" nunca foi nem nunca poderá ser aprovado pela Comissão de Heráldica da
Associação dos Arqueólogos Portugueses, segundo o disposto na Lei n.º 53/91, de 07 de agosto de 1991, que
regula a heráldica autárquica portuguesa, pelo que não tem carácter oficial.[6]

Acordos de geminação
Loriga celebrou um acordo de geminação com a vila, actual cidade, de Sacavém, em 1 de Junho de 1996.

Ver também
Geografia romana em Portugal

Ligações externas
Homepage sobre Loriga (http://www.loriga.de)
Analor (http://www.analor.org)
Portal Vila de Loriga (http://lorigaportugal.wordpress.com/ligacoes­links)
7 Maravilhas ­ Praias de Portugal (http://www.7maravilhas.sapo.pt/#/finalistas/praia­fluvial­de­loriga)
ABAE (http://www.abae.pt/programa/BA/inicio.php)
Geobserver (http://www.geobserver.org)

Fontes
Algumas das fontes usadas na elaboração deste artigo:

História de Loriga (http://lorigaportugal.wordpress.com/ficheiros­pdf­files)
Bacia hidrográfica da Ribeira de Loriga (http://www.conselldemallorca.net/mediambient/terrisc/resultats
p_coimbra3.htm)
Página dos Bombeiros de Loriga (http://www.bvloriga.pt/)
Página da Junta de Freguesia de Loriga (http://www.freguesiadeloriga.com/)
Página da Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga (http://www.loriga.org/confraria/)
Ferreira, N.; Vieira, G. ­ Guía Geológico e Geomorfológico do PNSE (1999).
de Vasconcelos, J.L. ­ Etnografia Portuguesa ­ Vol. II, INCM, 1980
Carta Militar de Portugal – esc. 1: 25000, Folha nº223, Instituto Geográfico do Exército.

Referências
Consultado em Junho de 2014 Verifique data em:
1. Diário "As Beiras" online. «Bombeiros de Loriga |acessodata= (ajuda)
mudam para novo quartel» (http://www.asbeiras.pt/20 4. Site da Câmara Municipal de Seia. «Praia de Loriga
12/09/bombeiros­de­loriga­mudam­para­novo­quarte com qualidade de ouro» (http://www.cm­seia.pt/index.
l/). Consultado em Outubro de 2012 Verifique data php/ambiente/item/120­praia­de­loriga­com­qualidade
em: |acessodata= (ajuda) ­de­ouro). Consultado em Julho de 2012 Verifique
2. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos data em: |acessodata= (ajuda)
Gerais da População) ­ 5. Website da Câmara Municipal de Seia (http://web.arc
https://www.ine.pt/xportal/xmain? hive.org/web/20031223170552/http://www2.cm­seia.p
xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes t:80/concelho/freguesia07.asp) em 2003.
3. ABAE. «Locais Galardoados na Região do Centro 6. Informação disponibilizada pela Junta de Freguesia de
com a Bandeira Azul, 2014» (http://www.abae.pt/Ban Loriga em conversa telefónica a 26 de Maio de 2017.
deiraAzul/index.php?p=awarded&s=list&u=2).

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Loriga
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Loriga (pron.IFA [lo'ɾigɐ]) é uma vila e freguesia portuguesa Loriga  
do concelho de Seia, distrito da Guarda. Tem 36,52 km² de
área, 1053 habitantes (2011) e densidade populacional de
 Portugal
28,8 hab./km². Tem uma povoação anexa, o Fontão. Faz parte —  Freguesia  —
do Parque Natural da Serra da Estrela.

Loriga, situada na parte sudoeste da Serra da Estrela,
encontra­se a 20 km de Seia, 80 km da Guarda e 320 km de
Lisboa. A vila é acessível pela EN 231 e pela EN 338, estrada
concluída em 2006, seguindo um traçado pré­existente, com
um percurso de 9,2 km de paisagens de montanha, entre as
cotas 960 m (Portela do Arão ou Portela de Loriga) e 1650 m,
junto à Lagoa Comprida.

É conhecida
como a "Suíça
Portuguesa" Vista geral de Loriga
devido à sua
extraordinária
paisagem e
localização
geográfica. Está
situada entre os
770 m de
Vista panorâmica de Loriga e do vale altitude, na sua
glaciar com o mesmo nome, semelhante a parte urbana mais
uma paisagem alpina. baixa, e os cerca
de 1100 m,
rodeada por Loriga
montanhas, das quais se destacam a Penha dos Abutres
(1828 m de altitude) e a Penha do Gato (1771 m), e é
abraçada por dois cursos de água: a Ribeira de Loriga e a
Ribeira de São Bento, que se unem depois da E.T.A.R. A
Ribeira de Loriga, é um dos afluentes do Rio Alva.

Os socalcos e sua complexa rede de irrigação são um dos
grandes ex­libris de Loriga, uma obra construída ao longo de
centenas de anos e que transformou um vale rochoso num
vale fértil. É uma obra que ainda hoje marca a paisagem,
fazendo parte do património histórico da vila e é
demonstrativa do génio dos seus habitantes.

Está dotada de uma ampla gama de infraestruturas físicas e
sócio­culturais, que abrangem todos os grupos etários, das
quais se destacam, por exemplo, o Grupo Desportivo
Loriguense, fundado em 1934, a Sociedade Recreativa e
Musical Loriguense, fundada em 1906, os Bombeiros
Voluntários de Loriga, criados em 1982, cujos serviços se Localização de Loriga em Portugal
desenvolvem para lá dos limites da vila, a Casa de Repouso
Coordenadas 40° 19' 37" N 7° 41' 26" O
Nª. Srª. da Guia, uma das últimas obras sociais de relevo, e a País  Portugal
Escola Básica Dr. Reis Leitão. Em Agosto de 2006 iniciaram­ Concelho  Seia
se as obras do novo Quartel dos Bombeiros Voluntários,
edifício concluído em 2012 e inaugurado em Setembro do Administração
mesmo ano.[1]  ­ Tipo Junta de freguesia
 ­ Presidente António Maurício Moura Mendes
Apesar de ser vila pertence à rede de Aldeias de Montanha do (PS)
Concelho de Seia. Área
 ­ Total 36,52 km²
População (2011)
Índice  ­ Total 1 053

1 População     • Densidade 28,8 hab./km²


2 Toponímia Gentílico: Loriguense ou Loricense
3 História Código postal 6270
3.1 Forais
Orago Santa Maria Maior
3.2 História até ao final do séc. XVIII
3.3 História posterior ao séc. XVIII Apelidada de “Suíça Portuguesa”. É uma das vilas mais altas
de Portugal.
4 Património de destaque
5 Praia fluvial
6 Festividades
7 Gastronomia
8 Personagens
9 Brasão
10 Acordos de geminação
11 Ver também
12 Ligações externas
13 Fontes
14 Referências

População

População da freguesia de Loriga [2]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
1 690 1 888 2 090 2 414 2 652 2 488 2 152 2 548 2 981 2 695 2 204 1 825 1 631 1 270 1 053

Evolução da População Variação da População
1864 / 2011 1864 / 2011

Toponímia
Crê­se que o nome veio da localização estratégica da povoação, do seu protagonismo e dos seus habitantes nos
montes Hermínios (actual Serra da Estrela) na resistência lusitana, o que levou os romanos a porem­lhe o nome
de Lorica, designação geral para couraça guerreira romana; deste nome derivou Loriga, derivação iniciada
pelos Visigodos, que tem o mesmo significado. Independentemente do motivo, certo é que os romanos puseram
o nome de Lorica a esta antiga povoação lusitana, e a antiguidade significado histórico do nome justifica a
Lorica/Loriga no brasão da vila e o gentílico loricense (seria assim ainda que o nome tivesse "apenas" 600 ou
700 anos de existência).

História
Forais

Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o século XII, tendo recebido forais em 1136 (João Rhânia,
senhorio das Terras de Loriga durante cerca de duas décadas, no reinado de D. Afonso Henriques), 1249 (D.
Afonso III), 1474 (D. Afonso V) e 1514 (D. Manuel I). Apoiou os Miguelistas contra os Liberais na guerra civil
portuguesa e tal facto contribuiu para deixar de ser sede de concelho em 1855 após a aplicação do plano de
ordenação territorial levada a cabo durante o século XIX, curiosamente o mesmo plano que deu origem aos
Distritos.

História até ao final do séc. XVIII

Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro histórico da vila. O local
foi escolhido há mais de dois mil e seiscentos anos devido à facilidade de defesa (uma colina entre ribeiras), à
abundância de água e de pastos, bem como ao facto de a as terras mais baixas providenciarem alguma caça e
condições mínimas para a prática da agricultura. Desta forma estavam garantidas as condições mínimas de
sobrevivência para uma população e povoação com alguma importância.

Quando os romanos chegaram, a povoação estava dividida em dois núcleos. O
maior, mais antigo e principal, situava­se na área onde hoje existem a Igreja
Matriz e parte da Rua de Viriato (que a antiga tradição aponta como tendo
nascido nesta antiga povoação) e estava fortificado com muralhas e paliçada.
Aliás, a Rua de Viriato, no troço compreendido entre as antigas sedes do GDL
e da Casa do Povo, corresponde exatamente a parte do traçado dessa antiga
linha de defensiva da povoação. No local do actual Bairro de São Ginês (São
Gens) existiam já algumas habitações encostadas ao promontório rochoso, em
Igreja Matriz de Santa Maria cima do qual os Visigodos construíram mais tarde uma ermida dedicada
Maior, Padroeira de Loriga àquele santo.
(por isso lhe foi dedicado este
templo) ­ vista interior. Loriga era uma paróquia com origem
visigótica pertencente à Vigararia do
Padroado Real e a Igreja Matriz foi mandada
construir em 1233 pelo rei D. Sancho II. Esta igreja, cujo orago era já o de
Santa Maria Maior (Padroeira de Loriga) e que se mantém, foi construída no
local de outro antigo e pequeno templo, do qual foi aproveitada uma pedra
com inscrições visigóticas, que está colocada na porta lateral virada para o
adro, e na qual foi gravada a data da construção. De estilo românico, com três
naves, e traça exterior lembrando a Sé Velha de Coimbra, esta igreja foi
destruída pelo sismo de 1755, dela restando apenas partes das paredes laterais.

O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado também Um dos monumentais
a residência paroquial e aberto algumas fendas nas robustas e espessas paredes fontanários erigidos em Loriga
do edifício da Câmara Municipal construído no século XIII. Um emissário do pela Comunidade Loriguense
de Manaos, Brasil.
Marquês de Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos mas, ao contrário do que aconteceu com a Covilhã
(outra localidade serrana muito afectada), não chegou do governo de Lisboa qualquer auxílio.

História posterior ao séc. XVIII

Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde a primeira metade do século XIX. Chegou a ser uma das localidades
mais industrializadas da Beira Interior, e a actual sede de concelho só conseguiu suplantá­la já quase em
meados do século XX. Tempos houve em que só a Covilhã ultrapassava Loriga no número de empresas. Nomes
de empresas, tais como: Regato, Redondinha, Fonte dos Amores, Tapadas, Fândega, Leitão & Irmãos, Augusto
Luis Mendes, Lamas, Nunes Brito, Moura Cabral, Lorimalhas, etc, fazem parte da rica história industrial desta
vila. A principal e maior avenida de Loriga tem o nome de Augusto Luís Mendes, o mais destacado dos antigos
industriais loriguenses. Apesar dos maus acessos, que se resumiam à velhinha estrada romana de Lorica, com
dois mil anos, o facto é que os loriguenses transformaram Loriga numa progressiva vila industrial.

A partir da segunda metade do século XIX tornou­se um dos principais pólos
industriais da Beira Alta, com o grande desenvolvimento da indústria dos
lanifícios, que entrou em declínio durante as últimas décadas do século
passado o que está a levar à desertificação da Vila, facto que afecta de maneira
geral as regiões interiores de Portugal devido às inexistentes e ou erradas
politicas locais e nacionais de ordenamento do território. Actualmente a
economia loriguense baseia­se nas indústrias metalúrgica e de panificação, no
comércio, restauração, alguma indústria de malhas, agricultura e pastorícia.
Largo do Pelourinho.
A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes
da Beira, Teixeira, Valezim, Vide, e as mais de trinta povoações anexas,
pertenceu ao município loriguense.

A área que englobava o extinto município loriguense, constitui também a Associação de Freguesias da Serra da
Estrela, com sede em Loriga.

Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas e as únicas pistas e estância de esqui
existentes em Portugal estão localizadas na Serra da Estrela, dentro da área da freguesia de Loriga.

Património de destaque
Em termos de património histórico, destacam­se a ponte e a estrada romanas
(século I a.C.), uma sepultura antropomórfica (século VI a.C.) chamada
popularmente de "caixão da moura", a Igreja Matriz (século XIII,
reconstruída), o Pelourinho (século XIII, reconstruído), o bairro de São Ginês
(São Gens), a Rua de Viriato e a Rua da Oliveira.

A estrada romana e a ponte sobre a Ribeira de Loriga, uma das duas pontes (a
outra ruiu no século XVI após uma grande cheia na Ribeira de São Bento),
com as quais os romanos ligaram Lorica, na Lusitânia, ao restante império,
merecem destaque.

A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da vila. A sua Rua da Oliveira
escadaria tem cerca de 80 degraus em granito, o que lhe dá características
peculiares. Esta rua recorda muitas das características urbanas medievais. O bairro de São Ginês (São Gens) é
um bairro do centro histórico de Loriga cujas características o tornam num dos bairros mais típicos da vila.
Curioso é o facto de este bairro dever o nome a São Gens, um santo de origem céltica martirizado em Arles, na
Gália, no tempo do imperador Diocleciano, orago de uma ermida visigótica situada na área, no local onde hoje
está a capela de Nossa Senhora do Carmo. Com o passar dos séculos os loriguenses deixaram aruinar a capela
para depois a reconstruirem com o atual orago, e mudaram o nome do santo para São Ginês (um santo que
nunca existiu). Este núcleo da povoação, que já esteve separado do principal e mais antigo, situado mais
abaixo, é anterior à chegada dos romanos.

Praia fluvial
Como desde há alguns anos, em 2014, esta praia foi uma das 298 praias
nacionais galardoadas com a bandeira azul[3]; em Junho de 2012 recebeu a
bandeira "Qualidade Ouro", atribuido pela Quercus.[4] Ambas as bandeiras
foram hasteadas dia 24 de Junho de 2012.

Dia 5 de Maio de 2012, a praia fluvial de Loriga, ficou apurada entre as 21
finalistas, do total de 70 pré­finalistas, divididas por 7 categorias, para
concorrer ao concurso "7 Maravilhas ­ Praias de Portugal", na categoria de
"praias de rios".

Praia fluvial de Loriga, num Festividades
local conhecido por Chão da
Ribeira onde está o chamado Ao longo do ano celebram­se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a
"Poço do Zé Lages". Amenta das Almas ­ cantos nocturnos masculinos, que evocam as almas de
entes falecidos por altura da Quaresma), festas em honra de Sto. António
(durante o mês Junho) e São Sebastião (no último Domingo de Julho), com as
respectivas mordomias e procissões. Porém, o ponto mais alto das festividades religiosas é a festa dedicada à
padroeira dos emigrantes de Loriga, Nª. Srª. da Guia, que se realiza todos os anos, no primeiro Domingo de
Agosto. No segundo Domingo, tem lugar a festa em honra de Nª. Srª. da Ajuda, no Fontão de Loriga.

Gastronomia
A gastronomia loriguense faz parte daquela considerada típica da Beira Alta, onde se salientam os pratos
calóricos de alta montanha, os enchidos, a feijoada (com feijocas, uma espécie de feijão branco, maior que o
habitual), o cabrito no forno, a broa de milho, queijaria de ovelha e cabra, nomeadamente o queijo da Serra
(com DOP), a aguardente de zimbro. Grande parte dos doces e sobremesas típicas eram elaboradas para
celebrar a Páscoa. De entre os doces, têm relevo as broínhas doces, o arroz doce, o carolo (doce feito com
milho), a botelha (sobremesa feito com abóbora), a tapioca (sobremesa parecida ao arroz doce, feita com
tapioca partida em grãos ­ importada pela comunidade loriguense no Brasil) e o Bolo Negro de Loriga. A
importância da gastronomia única é reflectida na Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga. Loriga faz
parte da Rota do Xisto e do Milho.

Personagens
Joaquim Augusto Amorim da Fonseca, (1862 — 1927), médico.
Joaquim Pina Moura, (1952 — ), economista e político.
Jorge Garcia, (1960 — )ciclista.

Brasão
Durante muito tempo esteve colocado neste artigo um "brasão" erradamente
Busto do, Dr Joaquim A.
apontado como oficial, que nunca foi, não é nem jamais poderá ser. Tal situação foi
Amorim da Fonseca,
recentemente corrigida e informa­se que a freguesia de Loriga não tem brasão
Loriga.
oficial apesar de as entidades oficiais concordarem com um brasão amplamente
divulgado (faltando a colaboração da autarquia local). Um dos motivos da
polémica é o facto de a Junta de Freguesia de Loriga usar formalmente há vários anos como símbolo da
freguesia o tal "brasão" que foi colocado neste artigo, e que é constotuído por um escudo partido, na primeira
parte a Cruz de Cristo, e na segunda uma vista da Serra da Estrela sobre um engenho ou moinho com roda
hidráulica.[5] Este "brasão" nunca foi nem nunca poderá ser aprovado pela Comissão de Heráldica da
Associação dos Arqueólogos Portugueses, segundo o disposto na Lei n.º 53/91, de 07 de agosto de 1991, que
regula a heráldica autárquica portuguesa, pelo que não tem carácter oficial.[6]

Acordos de geminação
Loriga celebrou um acordo de geminação com a vila, actual cidade, de Sacavém, em 1 de Junho de 1996.

Ver também
Geografia romana em Portugal

Ligações externas
Homepage sobre Loriga (http://www.loriga.de)
Analor (http://www.analor.org)
Portal Vila de Loriga (http://lorigaportugal.wordpress.com/ligacoes­links)
7 Maravilhas ­ Praias de Portugal (http://www.7maravilhas.sapo.pt/#/finalistas/praia­fluvial­de­loriga)
ABAE (http://www.abae.pt/programa/BA/inicio.php)
Geobserver (http://www.geobserver.org)

Fontes
Algumas das fontes usadas na elaboração deste artigo:

História de Loriga (http://lorigaportugal.wordpress.com/ficheiros­pdf­files)
Bacia hidrográfica da Ribeira de Loriga (http://www.conselldemallorca.net/mediambient/terrisc/resultats
p_coimbra3.htm)
Página dos Bombeiros de Loriga (http://www.bvloriga.pt/)
Página da Junta de Freguesia de Loriga (http://www.freguesiadeloriga.com/)
Página da Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga (http://www.loriga.org/confraria/)
Ferreira, N.; Vieira, G. ­ Guía Geológico e Geomorfológico do PNSE (1999).
de Vasconcelos, J.L. ­ Etnografia Portuguesa ­ Vol. II, INCM, 1980
Carta Militar de Portugal – esc. 1: 25000, Folha nº223, Instituto Geográfico do Exército.

Referências
Consultado em Junho de 2014 Verifique data em:
1. Diário "As Beiras" online. «Bombeiros de Loriga |acessodata= (ajuda)
mudam para novo quartel» (http://www.asbeiras.pt/20 4. Site da Câmara Municipal de Seia. «Praia de Loriga
12/09/bombeiros­de­loriga­mudam­para­novo­quarte com qualidade de ouro» (http://www.cm­seia.pt/index.
l/). Consultado em Outubro de 2012 Verifique data php/ambiente/item/120­praia­de­loriga­com­qualidade
em: |acessodata= (ajuda) ­de­ouro). Consultado em Julho de 2012 Verifique
2. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos data em: |acessodata= (ajuda)
Gerais da População) ­ 5. Website da Câmara Municipal de Seia (http://web.arc
https://www.ine.pt/xportal/xmain? hive.org/web/20031223170552/http://www2.cm­seia.p
xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes t:80/concelho/freguesia07.asp) em 2003.
3. ABAE. «Locais Galardoados na Região do Centro 6. Informação disponibilizada pela Junta de Freguesia de
com a Bandeira Azul, 2014» (http://www.abae.pt/Ban Loriga em conversa telefónica a 26 de Maio de 2017.
deiraAzul/index.php?p=awarded&s=list&u=2).

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Loriga
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Loriga (pron.IFA [lu'ɾigɐ]) é uma vila e freguesia portuguesa Loriga  
do concelho de Seia, distrito da Guarda. Tem 36,52 km² de
área, 1053 habitantes (2011) e densidade populacional de
 Portugal
28,8 hab./km². Tem uma povoação anexa, o Fontão. Faz parte —  Freguesia  —
do Parque Natural da Serra da Estrela.

Loriga, situada na parte sudoeste da Serra da Estrela,
encontra­se a 20 km de Seia, 80 km da Guarda e 320 km de
Lisboa. A vila é acessível pela EN 231 e pela EN 338, estrada
concluída em 2006, seguindo um traçado pré­existente, com
um percurso de 9,2 km de paisagens de montanha, entre as
cotas 960 m (Portela de Loriga ou do Arão) e 1650 m, junto à
Lagoa Comprida.

É conhecida
como a "Suíça
Portuguesa" Vista geral de Loriga
devido à sua
extraordinária
paisagem e
localização
geográfica. Está
situada entre os
770 m, na sua
Vista panorâmica de Loriga e do vale parte urbana mais
glaciar com o mesmo nome, semelhante a baixa, e os cerca
uma paisagem alpina. de 1100 m de
altitude, rodeada
por montanhas, Loriga
das quais se destacam a Penha dos Abutres (1828 m de
altitude) e a Penha do Gato (1771 m), e é abraçada por dois
cursos de água: a Ribeira de Loriga e a Ribeira de São Bento,
que se unem depois da E.T.A.R. para formarem um dos
afluentes do Rio Alva.

Os socalcos e sua complexa rede de irrigação são um dos
grandes ex­libris de Loriga, uma obra construída ao longo de
centenas de anos e que transformou um belo vale rochoso
num vale fértil. É uma obra que ainda hoje marca a paisagem,
fazendo parte do património histórico da vila e é
demonstrativa do génio dos seus habitantes.

Está dotada de uma ampla gama de infraestruturas físicas e
sócio­culturais, que abrangem todos os grupos etários, das
quais se destacam, por exemplo, o Grupo Desportivo
Loriguense, fundado em 1934, a Sociedade Recreativa e
Musical Loriguense, fundada em 1906, os Bombeiros
Voluntários de Loriga, criados em 1982, cujos serviços se Localização de Loriga em Portugal
desenvolvem para lá dos limites da vila, a Casa de Repouso
Coordenadas 40° 19' 37" N 7° 41' 26" O
Nª. Srª. da Guia, uma das últimas obras sociais de relevo, e a País  Portugal
Escola Básica Dr. Reis Leitão. Em Agosto de 2006 iniciaram­ Concelho  Seia
se as obras do novo Quartel dos Bombeiros Voluntários,
edifício concluído em 2012 e inaugurado em Setembro do Administração
mesmo ano.[1]  ­ Tipo Junta de freguesia
 ­ Presidente António Maurício Moura Mendes
Embora seja vila pertence à rede de Aldeias de Montanha do (PS)
Concelho de Seia. Área
 ­ Total 36,52 km²
População (2011)
Índice  ­ Total 1 053

1 População     • Densidade 28,8 hab./km²


2 Toponímia Gentílico: Loriguense ou Loriguense
3 História Código postal 6270
3.1 Forais
Orago Santa Maria Maior
3.2 História até ao final do séc. XVIII
3.3 História posterior ao séc. XVIII Apelidada de “Suíça Portuguesa”. É uma das vilas mais altas
de Portugal.
4 Património de destaque
5 Praia fluvial
6 Festividades
7 Gastronomia
8 Personagens
9 Brasão
10 Acordos de geminação
11 Ver também
12 Ligações externas
13 Fontes
14 Referências

População

População da freguesia de Loriga [2]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
1 690 1 888 2 090 2 414 2 652 2 488 2 152 2 548 2 981 2 695 2 204 1 825 1 631 1 270 1 053

Evolução da População Variação da População
1864 / 2011 1864 / 2011

Toponímia
Crê­se que o nome veio da localização estratégica da povoação, do seu protagonismo e dos seus habitantes nos
montes Hermínios (actual Serra da Estrela) na resistência lusitana, o que levou os romanos a porem­lhe o nome
de Lorica, designação geral para couraça guerreira romana; deste nome derivou Loriga, derivação iniciada
pelos Visigodos, que tem o mesmo significado. Fosse qual fosse o motivo, certo é que os romanos lhe puseram
o nome de Lorica, origem do gentilico Loricense, sendo que toda a envolvente simbólica e histórica do nome
faz com que a Lorica/Loriga seja considerada, pelos especialistas em heráldica portuguesa, uma peça heráldica
"falante" fundamental no brasão desta vila.

História
Forais

Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o século XII, tendo recebido forais em 1136 (João Rhânia,
senhorio das Terras de Loriga durante cerca de duas décadas, no reinado de D. Afonso Henriques), 1249 (D.
Afonso III), 1474 (D. Afonso V) e 1514 (D. Manuel I). Apoiou os Miguelistas contra os Liberais na guerra civil
portuguesa e tal facto contribuiu para deixar de ser sede de concelho em 1855 após a aplicação do plano de
ordenamento territorial levado a cabo durante o século XIX, curiosamente o mesmo plano que deu origem aos
Distritos.

História até ao final do séc. XVIII

Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro histórico da vila. O local
foi escolhido há mais de dois mil e seiscentos anos devido à facilidade de defesa (uma colina entre ribeiras), à
abundância de água e de pastos, bem como ao facto de a as terras mais baixas providenciarem alguma caça e
condições mínimas para a prática da agricultura. Desta forma estavam garantidas as condições mínimas de
sobrevivência para uma população e povoação com alguma importância.

Quando os romanos chegaram, a povoação estava dividida em dois núcleos. O
maior, mais antigo e principal, situava­se na área onde hoje existem a Igreja
Matriz e parte da Rua de Viriato (que a antiga tradição diz ter nascido nesta
povoação) e estava fortificado com muralhas e paliçada. Aliás, parte da Rua
de Viriato, no troço compreendido entre as antigas sedes do GDL e da Casa do
Povo, corresponde exatamente a parte do traçado dessa linha defensiva da
antiga povoação. No local do actual Bairro de São Ginês (São Gens) existiam
já algumas habitações encostadas ao promontório rochoso, em cima do qual os
Igreja Matriz de Loriga, Visigodos construíram mais tarde uma ermida dedicada àquele santo.
dedicada a Santa Maria Maior
padroeira desta vila (por isso Loriga era uma paróquia, criada pelos
lhe foi dedicado o principal Visigodos na antiga Diocese de Egitânia,
templo) ­ vista interior. pertencente à Vigararia do Padroado Real e a
Igreja Matriz foi mandada construir em 1233
pelo rei D. Sancho II. Esta igreja, cujo orago
era já o de Santa Maria Maior, padroeira de Loriga, e que se mantém, foi
construída no local de outro antigo e pequeno templo, do qual foi aproveitada
uma pedra com inscrições visigóticas, que está colocada na porta lateral virada
para o adro, onde foi gravada a data da construção. De estilo românico, com
três naves, e traça exterior lembrando a Sé Velha de Coimbra, esta igreja foi
destruída pelo sismo de 1755, dela restando apenas partes das paredes laterais.
Um dos monumentais
O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado também fontanários construídos em
a residência paroquial e aberto algumas fendas nas robustas e espessas paredes Loriga pela Colónia
do edifício da Câmara Municipal construído no século XIII. Um emissário do Loriguense de Manaos, Brasil
.
Marquês de Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos mas, ao contrário do que aconteceu com a Covilhã
(outra localidade serrana muito afectada), não chegou do governo de Lisboa qualquer auxílio.

História posterior ao séc. XVIII

Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde a primeira metade do século XIX. Chegou a ser uma das localidades
mais industrializadas da Beira Interior, e a actual sede de concelho só conseguiu suplantá­la quase em meados
do século XX. Tempos houve em que só a Covilhã ultrapassava Loriga no número de empresas. Nomes de
empresas, tais como: Regato, Redondinha, Fonte dos Amores, Tapadas, Fândega, Leitão & Irmãos, Augusto
Luis Mendes, Lamas, Nunes Brito, Moura Cabral, Lorimalhas, etc, fazem parte da rica história industrial desta
vila. A principal e maior avenida de Loriga tem o nome de Augusto Luís Mendes, o mais destacado dos antigos
industriais loriguenses. Apesar dos maus acessos, que se resumiam à velhinha estrada romana de Loriga, com
dois mil anos, o facto é que os loriguenses transformaram Loriga numa vila industrial.

Porém, partir da segunda metade do século XIX, tornou­se um dos principais
pólos industriais da Beira Alta, com o grande desenvolvimento da indústria
dos lanifícios, que entrou em declínio durante as últimas décadas do século
passado o que está a levar à desertificação da Vila, facto que afecta de maneira
geral as regiões interiores de Portugal devido às inexistentes politicas de
coesão territorial. Actualmente a economia loriguense baseia­se nas indústrias
metalúrgica e de panificação, no comércio, restauração, alguma indústria de
malhas, agricultura e pastorícia.
Largo do Pelourinho.
A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes
da Beira, Teixeira, Valezim, Vide, e as mais de trinta povoações anexas,
pertenceu ao município loriguense.

A área que englobava o extinto município loriguense, constitui também a Associação de Freguesias da Serra da
Estrela, com sede em Loriga.

Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas e as únicas pistas e estância de esqui
existentes em Portugal estão localizadas na Serra da Estrela, dentro da área da freguesia de Loriga.

Património de destaque
Em termos de património histórico, destacam­se a ponte e a estrada romanas
(século I a.C.), uma sepultura antropomórfica (século VI a.C.) chamada
popularmente de "caixão da moura", a Igreja Matriz (século XIII,
reconstruída), o Pelourinho (século XIII, reconstruído), o bairro de São Ginês,
a Rua de Viriato e a Rua da Oliveira.

A estrada romana e a ponte sobre a Ribeira de Loriga (a outra ruiu no século
XVI após uma grande cheia na Ribeira de São Bento), com as quais os
romanos ligaram Lorica, na Lusitânia, ao restante império, merecem destaque.

Várias ruas da vila, e partes de outras tiveram origem na estrada romana,
como são os casos da Rua do Porto, da Rua do Vinhô, da Rua de Viriato, da Rua da Oliveira
Rua Gago Coutinho e Sacadura Cabral, da Avenida Augusto Luis Mendes
(Carreira) e da Rua do Teixeiro.

A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da vila. A sua escadaria tem cerca de 80 degraus em
granito, o que lhe dá características peculiares. Esta rua recorda muitas das características urbanas medievais. O
bairro de São Ginês (São Gens) é um bairro do centro histórico de Loriga cujas características o tornam num
dos bairros mais típicos da vila. Curioso é o facto de este bairro dever o nome a São Gens, um santo de origem
céltica martirizado em Arles, na Gália, no tempo do imperador Diocleciano, orago de uma ermida visigótica
situada na área, no local onde hoje está a capela de Nossa Senhora do Carmo. Com o passar dos séculos os
loriguenses mudaram o nome do santo para São Ginês (um santo que nunca existiu), deixaram arruinar a capela
para finalmente a reconstruirem com o atual orago de Nossa Senhora do Carmo. Este núcleo da povoação, que
já esteve separado do principal e mais antigo, situado mais abaixo, é anterior à chegada dos romanos.

Praia fluvial
Como desde há alguns anos, em 2014, esta praia foi uma das 298 praias
nacionais galardoadas com a bandeira azul[3]; em Junho de 2012 recebeu a
bandeira "Qualidade Ouro", atribuido pela Quercus.[4] Ambas as bandeiras
foram hasteadas dia 24 de Junho de 2012.

Dia 5 de Maio de 2012, a praia fluvial de Loriga, ficou apurada entre as 21
finalistas, do total de 70 pré­finalistas, divididas por 7 categorias, para
concorrer ao concurso "7 Maravilhas ­ Praias de Portugal", na categoria de
"praias de rios".

Praia fluvial de Loriga, num Festividades
local conhecido há séculos por
Chão da Ribeira, onde está um Ao longo do ano celebram­se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a
açude conhecido como "Poço Amenta das Almas ­ cantos nocturnos masculinos, que evocam as almas de
do Zé Lages". entes falecidos por altura da Quaresma), festas em honra de Sto. António
(durante o mês Junho) e São Sebastião (no último Domingo de Julho), com as
respectivas mordomias e procissões. Porém, o ponto mais alto das festividades
religiosas é a festa dedicada à padroeira dos emigrantes de Loriga, Nª. Srª. da Guia, que se realiza todos os
anos, no primeiro Domingo de Agosto. No segundo Domingo, tem lugar a festa em honra de Nª. Srª. da Ajuda,
no Fontão de Loriga.

Gastronomia
A gastronomia loriguense faz parte daquela considerada típica da Beira Alta, onde se salientam os pratos
calóricos de alta montanha, os enchidos, a feijoada (com feijocas, uma espécie de feijão branco, maior que o
habitual), o cabrito no forno, a broa de milho, queijaria de ovelha e cabra, nomeadamente o queijo da Serra
(com DOP), a aguardente de zimbro. Grande parte dos doces e sobremesas típicas eram elaboradas para
celebrar a Páscoa. De entre os doces, têm relevo as broínhas doces, o arroz doce, o carolo (doce feito com
milho), a botelha (sobremesa feito com abóbora), a tapioca (sobremesa parecida ao arroz doce, feita com
tapioca partida em grãos ­ importada pela comunidade loriguense no Brasil) e o Bolo Negro de Loriga. A
importância da gastronomia única é reflectida na Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga. Loriga faz
parte da Rota do Xisto e do Milho.

Personagens
Joaquim Augusto Amorim da Fonseca, (1862 — 1927), médico.
Joaquim Pina Moura, (1952 — ), economista e político.
Jorge Garcia, (1960 — )ciclista.

Brasão
Durante muito tempo, e após o vandalismo sofrido por este artigo, foi colocado
Busto do, Dr Joaquim A.
aqui um "brasão" que nunca foi, não é nem jamais poderá ser legal nem oficial,
Amorim da Fonseca,
apesar de aqui ser apresentado como tal. Felizmente o erro foi recentemente
Loriga.
corrigido por um editor que honra esta enciclopédia, terminando assim uma
incompreensível cumplicidade da Wikipédia com uma flagrante ilegalidade criada por "editores"
irresponsáveis, marginais e nada isentos. A freguesia de Loriga não tem brasão oficial, apesar de existir um
brasão amplamente divulgado, desenhado por um conhecido loriguense, que tem a aprovação das autoridades
legalmente competentes (faltando a colaboração da autarquia loriguense para fechar o processo). Um dos
principais motivos da polémica resulta do facto de Junta de Freguesia de Loriga teimar em usar formalmente há
vários anos como símbolo da freguesia um escudo partido, na primeira parte a Cruz de Cristo, e na segunda
uma vista da Serra da Estrela sobre um engenho ou moinho com roda hidráulica.[5] Este brasão nunca foi nem
jamais poderá ser aprovado pela Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses, segundo
o disposto na Lei n.º 53/91, de 07 de agosto de 1991, que regula a heráldica autárquica portuguesa, porque viola
a lei e não é representativo de Loriga, pelo que não tem, nunca teve nem jamais poderá ter carácter oficial.[6]

Acordos de geminação
Loriga celebrou um acordo de geminação com a vila, actual cidade, de Sacavém, em 1 de Junho de 1996.

Ver também
Geografia romana em Portugal

Ligações externas
Homepage sobre Loriga (http://www.loriga.de)
Analor (http://www.analor.org)
Homepage da Vila de Loriga (http://loriguense.wordpress.com/ligacoes­links)
7 Maravilhas ­ Praias de Portugal (http://www.7maravilhas.sapo.pt/#/finalistas/praia­fluvial­de­loriga)
ABAE (http://www.abae.pt/programa/BA/inicio.php)
Geobserver (http://www.geobserver.org)

Fontes
Algumas das fontes usadas na elaboração deste artigo:

Extratos da obra de António Conde sobre a história de Loriga (http://lorigaportugal.wordpres.com/ficheir
os­pdf­files)
Bacia hidrográfica da Ribeira de Loriga (http://www.conselldemallorca.net/mediambient/terrisc/resultats
p_coimbra3.htm)
Página dos Bombeiros de Loriga (http://www.bvloriga.pt/)
Página da Junta de Freguesia de Loriga (http://www.freguesiadeloriga.com/)
Página da Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga (http://www.loriga.org/confraria/)
Ferreira, N.; Vieira, G. ­ Guía Geológico e Geomorfológico do PNSE (1999).
de Vasconcelos, J.L. ­ Etnografia Portuguesa ­ Vol. II, INCM, 1980
Carta Militar de Portugal – esc. 1: 25000, Folha nº223, Instituto Geográfico do Exército.

Referências
https://www.ine.pt/xportal/xmain?
1. Diário "As Beiras" online. «Bombeiros de Loriga xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
mudam para novo quartel» (http://www.asbeiras.pt/20 3. ABAE. «Locais Galardoados na Região do Centro
12/09/bombeiros­de­loriga­mudam­para­novo­quarte com a Bandeira Azul, 2014» (http://www.abae.pt/Ban
l/). Consultado em Outubro de 2012 Verifique data deiraAzul/index.php?p=awarded&s=list&u=2).
em: |acessodata= (ajuda) Consultado em Junho de 2014 Verifique data em:
2. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos |acessodata= (ajuda)
Gerais da População) ­ 4. Site da Câmara Municipal de Seia. «Praia de Loriga
com qualidade de ouro» (http://www.cm­seia.pt/index.
php/ambiente/item/120­praia­de­loriga­com­qualidade t:80/concelho/freguesia07.asp) em 2003.
­de­ouro). Consultado em Julho de 2012 Verifique 6. Informação disponibilizada pela Junta de Freguesia de
data em: |acessodata= (ajuda) Loriga em conversa telefónica a 26 de Maio de 2017.
5. Website da Câmara Municipal de Seia (http://web.arc
hive.org/web/20031223170552/http://www2.cm­seia.p

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Loriga
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Loriga (pron.IFA [lo'ɾigɐ]) é uma vila e freguesia portuguesa do concelho de Seia, distrito da Guarda. Tem
Loriga
36,52 km² de área, 1053 habitantes (2011) e densidade populacional de 28,8 hab./km². Tem uma povoação
Portugal
anexa, o Fontão. Faz parte do Parque Natural da Serra da Estrela.
— Freguesia —
Loriga, situada na parte sudoeste da Serra da Estrela, encontra-se a 20 km de Seia, 80 km da Guarda e
320 km de Lisboa. A vila é acessível pela EN 231 e pela EN 338, estrada concluída em 2006, seguindo um
traçado pré-projetado há décadas e pré-existente, com um percurso de 9,2 km de paisagens de montanha,
entre as cotas 960 m (Portela do Arão) e 1650 m, junto à Lagoa Comprida.

É conhecida como a "Suíça Portuguesa" devido à sua


paisagem e extraordinária localização geográfica. Está
situada a cerca de 770 m de altitude, na sua parte urbana
mais baixa, rodeada por montanhas, das quais se destacam
a Penha dos Abutres (1828 m de altitude) e a Penha do Gato
(1771 m), e é abraçada por dois cursos de água: a Ribeira de
Loriga e a Ribeira de São Bento, que se unem depois da Vista geral de Loriga
E.T.A.R.. A Ribeira de Loriga é um dos afluentes do Rio
Alva.
Vista panorâmica de Loriga e do vale
Os socalcos e sua complexa rede de irrigação são um dos
glaciar com o mesmo nome, semelhante
a uma paisagem alpina. grandes ex-libris de Loriga, uma obra construída ao longo
de centenas de anos e que transformou um vale rochoso
num vale fértil. É uma obra que ainda hoje marca a
paisagem, fazendo parte do património histórico da vila e é demonstrativa do génio dos seus habitantes.

Está dotada de uma ampla gama de infraestruturas físicas e sócio-culturais, que abrangem todos os grupos
etários, das quais se destacam, por exemplo, o Grupo Desportivo Loriguense, fundado em 1934, a Sociedade Loriga
Recreativa e Musical Loriguense, fundada em 1906, os Bombeiros Voluntários de Loriga, criados em 1982,
cujos serviços se desenvolvem para lá dos limites da vila, a Casa de Repouso Nª. Srª. da Guia, uma das
últimas obras sociais de relevo, e a Escola Básica EB23 Dr. Reis Leitão. Em Agosto de 2006 iniciaram-se as
obras do novo Quartel dos Bombeiros Voluntários, edifício concluído em 2012 e inaugurado em Setembro do
mesmo ano.[1]

Apesar de ser vila pertence à rede de Aldeias de Montanha do Concelho de Seia.

Índice
População
Toponímia
História
Forais
História até ao final do séc. XVIII
História posterior ao séc. XVIII
Localização de Loriga em Portugal
Património de destaque
Coordenadas 40° 19' 37" N 7° 41' 26" O
Praia fluvial
País Portugal
Festividades
Concelho Seia
Gastronomia
Personagens Administração
Brasão - Tipo Junta de freguesia
Acordos de geminação - Presidente José Pinto, também
conhecido por Zeca Maria
Ver também (independente)
Ligações externas Área
Fontes - Total 36,52 km²
Referências População (2011)
- Total 1 053
• Densidade 28,8 hab./km²
População Gentílico: Loriguense ou Loricense
Código postal 6270
Orago Santa Maria Maior
Apelidada de “Suíça Portuguesa”. É uma das vilas
mais altas de Portugal.

População da freguesia de Loriga [2]


1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
1 690 1 888 2 090 2 414 2 652 2 488 2 152 2 548 2 981 2 695 2 204 1 825 1 631 1 270 1 053
Evolução da População Variação da População
1864 / 2011 1864 / 2011

Toponímia
Crê-se que o nome veio da localização estratégica da povoação, do seu protagonismo e dos seus habitantes nos montes Hermínios (actual Serra da Estrela) na
resistência lusitana, o que levou os romanos a porem-lhe o nome de Lorica, designação geral para couraça guerreira romana; deste nome derivou Loriga, derivação
do nome latino iniciada pelos Visigodos, que tem o mesmo significado. Certo é que os romanos lhe puseram o nome de Lorica, origem do gentilico loricense e da
principal peça do brasão da vila.

História

Forais
Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o século XII, tendo recebido forais em 1136 (João Rhânia, senhorio das Terras de Loriga durante cerca de duas
décadas, no reinado de D. Afonso Henriques), 1249 (D. Afonso III), 1474 (D. Afonso V) e 1514 (D. Manuel I). Apoiou os Miguelistas contra os Liberais na guerra
civil portuguesa e esse facto contribuíu para deixar de ser sede de concelho em 1855 após a aplicação do plano de ordenação territorial levada a cabo durante o
século XIX, curiosamente o mesmo plano que deu origem aos Distritos.

História até ao final do séc. XVIII


Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro histórico da vila. O local foi escolhido há mais de dois mil e seiscentos anos
devido à facilidade de defesa (uma colina entre ribeiras), à abundância de água e de pastos, bem como ao facto de a as terras mais baixas providenciarem alguma
caça e condições mínimas para a prática da agricultura. Desta forma estavam garantidas as condições mínimas de sobrevivência para uma população e povoação
com alguma importância.

Quando os romanos chegaram, a povoação estava dividida em dois núcleos. O maior, mais antigo e principal, situava-se na
área onde hoje existem a Igreja Matriz e parte da Rua de Viriato e estava fortificado com muralhas e paliçada. Aliás, parte da
Rua de Viriato, no troço entre as antigas sedes do GDL e da Casa do Povo, coincide exatamente com parte da linha defensiva
da antiga povoação castreja. No local do actual Bairro de São Ginês existiam já algumas habitações encostadas ao promontório
rochoso, em cima do qual os Visigodos construíram mais tarde uma ermida dedicada àquele santo.

Loriga era uma paróquia fundada pelos Visigodos, pertencente à antiga diocese a Egitânia
e depois à Vigararia do Padroado Real e a Igreja Matriz foi mandada construir em 1233
Igreja Matriz de Loriga,
pelo rei D. Sancho II. Esta igreja, cujo orago era já o de Santa Maria Maior, padroeira de
dedicada à padroeira da vila -
vista interior. Loriga, e que se mantém, foi construída no local de outro antigo e pequeno templo, do
qual foi aproveitada uma pedra com inscrições visigóticas, que está colocada na porta
lateral virada para o adro, e onde foi gravada a data da construção. De estilo românico,
com três naves, e traça exterior lembrando a Sé Velha de Coimbra, esta igreja foi destruída pelo sismo de 1755, dela restando
apenas partes das paredes laterais e outra alvenaria.

O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado também a residência paroquial e aberto algumas fendas
nas robustas e espessas paredes do edifício da Câmara Municipal construído no século XIII. Um emissário do Marquês de Fontanário em Loriga, um
Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos mas, ao contrário do que aconteceu com a Covilhã (outra localidade serrana dos três construídos pela
comunidade loriguense de
muito afectada), não chegou do governo de Lisboa qualquer auxílio.
Manaus.

História posterior ao séc. XVIII


Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde a primeira metade do século XIX. Chegou a ser uma das localidades mais industrializadas da Beira Interior, e a actual
sede de concelho só conseguiu suplantá-la já quase em meados do século XX. Tempos houve em que só a Covilhã ultrapassava Loriga no número de empresas.
Nomes de empresas, tais como: Regato, Redondinha, Fonte dos Amores, Tapadas, Fândega, Leitão & Irmãos, Augusto Luis Mendes, Lamas, Nunes Brito, Moura
Cabral, Lorimalhas, etc, fazem parte da rica história industrial desta vila. A principal e maior avenida de Loriga tem o nome de Augusto Luís Mendes, o mais
destacado dos antigos industriais loriguenses. Apesar dos maus acessos, que se resumiam à velhinha estrada romana de Loriga, com dois mil anos, o facto é que os
loriguenses transformaram Loriga numa vila industrial.

A partir de meados do século XIX tornou-se um dos principais pólos industriais da Beira Alta, com desenvolvimento da
indústria dos lanifícios, que entrou em declínio durante as últimas décadas do século passado o que está a levar à
desertificação da Vila, facto que afecta de maneira geral as regiões interiores de Portugal devido às inexistentes politicas locais
e nacionais de coesão territorial. Actualmente a economia loriguense baseia-se nas indústrias metalúrgica e de panificação, no
comércio, restauração, malhas, alguma agricultura e pastorícia.

A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes da Beira, Teixeira, Valezim, Vide, e as mais de
trinta povoações anexas, pertenceu ao município loriguense.
Largo do Pelourinho.
A área que englobava o extinto município loriguense, constitui também a Associação de Freguesias da Serra da Estrela, com
sede em Loriga.
Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas e as únicas pistas e estância de esqui existentes em Portugal estão localizadas na Serra da Estrela,
dentro da área da freguesia de Loriga.

Património de destaque
Em termos de património histórico, destacam-se a ponte e a estrada romanas (século I a.C.), uma sepultura antropomórfica
(século VI a.C.) chamada popularmente de "caixão da moura", a Igreja Matriz (século XIII, reconstruída), o Pelourinho (século
XIII, reconstruído), o bairro de São Ginês, a Rua de Viriato e a Rua da Oliveira.

A estrada romana e uma das duas pontes (a outra ruiu no século XVI após uma grande cheia na Ribeira de São Bento), com as
quais os romanos ligaram Lorica, na Lusitânia, ao restante império, merecem destaque.

A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da vila. A sua escadaria tem cerca de 80 degraus em granito, o que lhe
dá características peculiares. Esta rua recorda muitas das características urbanas medievais. O bairro de São Ginês é um bairro
do centro histórico de Loriga cujas características o tornam num dos bairros mais típicos da vila. Curioso é o facto de este
bairro dever o nome a São Gens, um santo de origem céltica martirizado em Arles, na Gália, no tempo do imperador Rua da Oliveira, na àrea
Diocleciano, orago de uma ermida visigótica situada na área, no local onde hoje está a capela de Nossa Senhora do Carmo. mais antiga do centro
histórico
Com o passar dos séculos os loriguenses mudaram o nome do santo para São Ginês, deixaram arruinar a sua capela e depois
reconstruíram-na com outro orago (Nossa Senhora do Carmo). Este núcleo da povoação, que já esteve separado do principal e
mais antigo, situado mais abaixo, é também anterior à chegada dos romanos.

Praia fluvial
Como desde há alguns anos, em 2014, esta praia foi uma das 298 praias nacionais galardoadas com a bandeira azul[3]; em
Junho de 2012 recebeu a bandeira "Qualidade Ouro", atribuido pela Quercus.[4] Ambas as bandeiras foram hasteadas dia 24
de Junho de 2012.

Dia 5 de Maio de 2012, a praia fluvial de Loriga, ficou apurada entre as 21 finalistas, do total de 70 pré-finalistas, divididas por
7 categorias, para concorrer ao concurso "7 Maravilhas - Praias de Portugal", na categoria de "praias de rios".

Festividades
Ao longo do ano celebram-se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a Amenta das Almas - cantos nocturnos masculinos,
que evocam as almas de entes falecidos por altura da Quaresma), festas em honra de Sto. António (durante o mês Junho) e São
Praia fluvial de Loriga, no
local conhecido há séculos Sebastião (no último Domingo de Julho), com as respectivas mordomias e procissões. Porém, o ponto mais alto das
por Chão da Ribeira. festividades religiosas é a festa dedicada à padroeira dos emigrantes de Loriga, Nª. Srª. da Guia, que se realiza todos os anos,
no primeiro Domingo de Agosto. No segundo Domingo, tem lugar a festa em honra de Nª. Srª. da Ajuda, no Fontão de Loriga.

Gastronomia
A gastronomia loriguense faz parte daquela considerada típica da Beira Alta, onde se salientam os pratos calóricos de alta montanha, os enchidos, a feijoada (com
feijocas, uma espécie de feijão branco, maior que o habitual), o cabrito no forno, a broa de milho, queijaria de ovelha e cabra, nomeadamente o queijo da Serra
(com DOP), a aguardente de zimbro. Grande parte dos doces e sobremesas típicas eram elaboradas para celebrar a Páscoa. De entre os doces, têm relevo as
broínhas doces, o arroz doce, o carolo (doce feito com milho), a botelha (sobremesa feito com abóbora), a tapioca (sobremesa parecida ao arroz doce, feita com
tapioca partida em grãos - importada pela comunidade loriguense no Brasil) e o Bolo Negro de Loriga. A importância da gastronomia única é reflectida na
Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga. Loriga faz parte da Rota do Xisto e do Milho.

Personagens
Joaquim Augusto Amorim da Fonseca, (1862 — 1927), médico.
Joaquim Pina Moura, (1952 — ), economista e político.

Brasão
A freguesia de Loriga não tem brasão oficial, apesar de já existir um, amplamente divulgado e aprovado pelas autoridades
competentes, mas que ainda não é usado pela autarquia local. A Junta de Freguesia de Loriga usa formalmente há vários anos como Busto do, Dr Joaquim A.
símbolo da freguesia um escudo partido, na primeira parte a Cruz de Cristo, e na segunda uma vista da Serra da Estrela sobre um Amorim da Fonseca,
engenho ou moinho com roda hidráulica.[5] Este "brasão" ilegal e não representativo, que durante anos foi erradamente e Loriga.
teimosamente aqui apresentado como sendo oficial (apesar dos muitos alertas), nunca foi nem pode ser aprovado pela Comissão de
Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses, segundo o disposto na Lei n.º 53/91, de 07 de agosto de 1991, que regula a heráldica autárquica portuguesa,
pelo que não tem carácter oficial.[6] Em 2002, a Junta de Freguesia de Loriga aprovou um brasão que foi chumbado pelas referidas autoridades competentes
(Comissão de Heráldica da AAP) por não ser representativo de Loriga.

Acordos de geminação
Loriga celebrou um acordo de geminação com a vila, actual cidade, de Sacavém, em 1 de Junho de 1996.

Ver também
Geografia romana em Portugal

Ligações externas
Homepage sobre Loriga (http://www.loriga.de)
Analor (http://www.analor.org)
Página sobre a vila de Loriga (http://lorigaportugal.wordpress.com)
7 Maravilhas - Praias de Portugal (http://www.7maravilhas.sapo.pt/#/finalistas/praia-fluvial-de-loriga)
ABAE (http://www.abae.pt/programa/BA/inicio.php)
Geobserver (http://www.geobserver.org)

Fontes
Algumas das fontes usadas na elaboração deste artigo:

Homepage de Loriga (http://lorigaportugal.wordpress.com)


Bacia hidrográfica da Ribeira de Loriga (http://www.conselldemallorca.net/mediambient/terrisc/resultatsp_coimbra3.htm)
Página dos Bombeiros de Loriga (http://www.bvloriga.pt/)
Página da Junta de Freguesia de Loriga (http://www.freguesiadeloriga.com/)
Página da Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga (http://www.loriga.org/confraria/)
Ferreira, N.; Vieira, G. - Guía Geológico e Geomorfológico do PNSE (1999).
de Vasconcelos, J.L. - Etnografia Portuguesa - Vol. II, INCM, 1980
Carta Militar de Portugal – esc. 1: 25000, Folha nº223, Instituto Geográfico do Exército.

Referências
p=awarded&s=list&u=2). Consultado em Junho de 2014 Verifique data em:
1. Diário "As Beiras" online. «Bombeiros de Loriga mudam para novo quartel» |acessodata= (ajuda)
(http://www.asbeiras.pt/2012/09/bombeiros-de-loriga-mudam-para-novo-qua
4. Site da Câmara Municipal de Seia. «Praia de Loriga com qualidade de
rtel/). Consultado em Outubro de 2012 Verifique data em: |acessodata=
ouro» (http://www.cm-seia.pt/index.php/ambiente/item/120-praia-de-loriga-c
(ajuda)
om-qualidade-de-ouro). Consultado em Julho de 2012 Verifique data em:
2. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - |acessodata= (ajuda)
https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
5. Website da Câmara Municipal de Seia (http://web.archive.org/web/2003122
3. ABAE. «Locais Galardoados na Região do Centro com a Bandeira Azul, 3170552/http://www2.cm-seia.pt:80/concelho/freguesia07.asp) em 2003.
2014» (http://www.abae.pt/BandeiraAzul/index.php?
6. Informação disponibilizada pela Junta de Freguesia de Loriga em conversa
telefónica a 26 de Maio de 2017.

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Este texto é disponibilizado nos termos da licença Creative Commons - Atribuição - Compartilha Igual 3.0 Não Adaptada (CC BY-SA 3.0); pode estar sujeito a
condições adicionais. Para mais detalhes, consulte as condições de uso.
-1-

Loriga
Origem: Enciclopédia Livre.
40º 19`N 7º 41` O

Loriga

Loriga - Vista parcial do miradouro


Gentílico Loricense ou loriguense
Distrito Guarda
Àrea 36,52 km²
População 1 367 hab. (2005)
Densidade 37,51 hab./km²
Orago Santa Maria Maior
Código postal 6270
Vila
Loriga

Apelidada de “Suíça Portuguesa”


Loriga,vila de Portugal

Loriga é uma vila e freguesia portuguesa do Distrito da Guarda Tem 36,52 km² de área, 1 367 habitantes
(2005) e densidade populacional de 37,51 hab/km².

Loriga encontra-se a 20 km da actual sede de concelho, 80km da Guarda e 300km de Lisboa. A vila é
acessível pela EN 231, e tem acesso directo à Torre, pela N338, estrada concluída em 2006, seguindo um
traçado pré-existente, com um percurso de 9.2 km de paisagens deslumbrantes, entre as cotas 960m
(Portela do Arão) e 1650m, junto à Lagoa Comprida.

É conhecida como a "Suíça Portuguesa" devido à sua extraordinária localização geográfica. Está situada a
cerca de 770m de altitude, rodeada por montanhas, das quais se destacam a Penha dos Abutres (1828m de
altitude) e a Penha do Gato (1771m), e é abraçada por dois cursos de água: a Ribeira de Loriga e a Ribeira
de S.Bento, que se unem depois da E.T.A.R., sendo a Ribeira de Loriga um dos afluentes do Rio Alva.

Está dotada de uma ampla gama de infrastrutras,desde físicas a culturais e sociais, das quais se destacam,
-2-
por exemplo, a Escola C+S Dr. Reis Leitão, a Banda de Música Filarmónica de Loriga, fundada em 1905,
Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Loriga, criado em 1982, cujos serviços se
desenvolvem na àrea do antigo Município Loricense, a Casa de Repouso Nª. Srª. da Guia, uma das últimas
obras sociais de relevo, a Associação Loricense de Apoio à Terceira Idade,e o Grupo Desportivo
Loricense,fundado em 1934.

Ao longo do ano celebram-se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a tradicional Amenta das Almas)
e festas em honra de S. António (durante o mês Junho) e S. Sebastião (durante o mês de Julho), com as
respectivas mordomias e procissões. Porém, o ponto mais alto das festividades religiosas é a festa dedicada
à padroeira da diáspora loricense, Nª. Srª. da Guia, que se realiza todos os anos, no primeiro Domingo de
Agosto.

Índice
• 1 Breve história
• 2 Rua da Oliveira
• 3 Bairro de São Ginês (S.Gens)
• 4 Personagens de Loriga com artigos na Wikipédia
• 5 Acordos de geminação
• 6 Ver também
• 7 Ligações externas
• 8 Fontes

Breve história
Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro histórico da vila. O
local foi escolhido há mais de dois mil e seiscentos anos devido à facilidade de defesa (uma colina entre
ribeiras), à abundância de água e de pastos, bem como ao facto de a as terras mais baixas providenciarem
alguma caça e condições mínimas para a prática da agricultura. Desta forma estavam garantidas as
condições mínimas de sobrevivência para uma população e povoação com alguma importância.

Igreja Matriz de Loriga - vista interior


O nome veio da localização estratégica da povoação, do seu protagonismo e dos seus habitantes nos
Hermínios (actual Serra da Estrela) na resistência lusitana, o que levou os romanos a porem-lhe o nome de
Lorica (antiga couraça guerreira). Os Hermínios eram o coração e a maior fortaleza da Lusitânia. É um facto
que os romanos lhe deram o nome de Lorica, e deste nome derivou Loriga (derivação iniciada pelos
Visigodos) e que tem o mesmo significado. É um caso raro, em Portugal, de um nome bi-milenar,e justifica
que a couraça seja a peça central do brasão histórico de Loriga. É um nome muito antigo e de grande valor
histórico para a vila.

Situada na parte Sudoeste da Serra da Estrela, a sua beleza paisagística é o principal atractivo de
-3-
referência. Os socalcos e sua complexa rede de irrigação são um dos grandes ex-libris de Loriga, uma obra
gigantesca construída pelos loricenses ao longo de muitas centenas de anos, e que transformou um vale belo
mas rochoso num vale fértil. É uma obra que ainda hoje marca a paisagem do belíssimo Vale de Loriga,
fazendo parte do património histórico da vila e é demonstrativa do génio dos seus habitantes.

Ponte romana
Em termos de património histórico, destacam-se também a ponte e a estrada romanas (século I a.C.), uma
sepultura antropomórfica (século VI a.C.), a Igreja Matriz (século XIII, reconstruída), o Pelourinho (século
XIII,reconstruído), o Bairro de São Ginês (São Gens) com origem anterior à chegada dos romanos e a Rua
de Viriato que a tradição local e diversos antigos documentos encontram origem nesta antiquíssima
povoação. A Rua da Oliveira, pela sua peculiaridade, situada na área mais antiga do centro histórico da vila,
recorda algumas das características urbanas da época medieval. A estrada romana e uma das duas pontes (a
outra ruiu no século XVI após uma grande cheia na Ribeira de S. Bento), com as quais os romanos ligaram
Lorica, na Lusitânia, ao restante império, merecem destaque.

Capela de Nª Srª do Carmo


O Bairro de São Ginês é um ex-libris de Loriga e nele destaca-se a capela de Nossa Senhora do Carmo,
construída no local de uma antiga ermida visigótica precisamente dedicada àquele santo. Quando os
romanos chegaram, a povoação estava dividida em dois núcleos. O maior, mais antigo e principal, situava-se
na área onde hoje existem a Igreja Matriz e parte da Rua de Viriato e estava fortificado com muralhas e
paliçada. No local do actual Bairro de S.Ginês existiam já algumas habitações encostadas ao promontório
rochoso, em cima do qual os Visigodos construíram mais tarde uma ermida dedicada àquele santo.
-4-

Fontanário em Loriga
Loriga era uma paróquia pertencente à Vigariaria do Padroado Real e a Igreja Matriz foi mandada construir
em 1233 pelo rei D.Sancho II. Esta igreja, cujo orago era já o de Santa Maria Maior e que se mantém, foi
construída no local de outro antigo e pequeno templo, do qual foi aproveitada uma pedra com inscrições
visigóticas, que está colocada na porta lateral virada para o adro. De estilo românico, com três naves, e
traça exterior lembrando a Sé Velha de Coimbra, esta igreja foi destruída pelo sismo de 1755, dela restando
apenas partes das paredes laterais.

O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado também a residência paroquial e
aberto algumas fendas nas robustas e espessas paredes do edifício da Câmara Municipal construído no
século XIII. Um emissário do Marquês de Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos mas, ao contrário
do que aconteceu com a Covilhã (outra localidade serrana muito afectada), não chegou do governo de
Lisboa qualquer auxílio.

Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde o início do século XIX. Chegou a ser uma das localidades mais
industrializadas da Beira Interior, e a actual sede de concelho só conseguiu suplantá-la quase em meados do
século XX. Tempos houve em que só a Covilhã ultrapassava Loriga no número de empresas. Nomes de
empresas, tais como: Regato, Redondinha, Fonte dos Amores, Tapadas, Fândega, Leitão & Irmãos,
Augusto Luis Mendes, Lamas, Nunes Brito, Moura Cabral, Lorimalhas, etc, fazem parte da rica história
industrial desta vila. A principal e maior avenida de Loriga tem o nome de Augusto Luís Mendes, o mais
destacado dos antigos industriais loricenses. Apesar de, por exemplo, dos maus acessos que se resumiam à
velhinha estrada romana de Lorica com dois mil anos, o facto é que os loricenses transformaram Loriga
numa vila industrial progressiva, o que confirma o seu génio. Mas, Loriga acabou por ser derrotada por um
inimigo político e administrativo, local e nacional, contra o qual teve que lutar desde meados do século XIX.

Largo do Pelourinho
A história da vila de Loriga é, aliás, um exemplo das consequências que os confrontos de uma guerra civil
podem ter no futuro de uma localidade e de uma região. Loriga tinha a categoria de vila e sede de concelho
-5-
desde o século XII, tendo recebido forais em 1136 (João Rhânia, senhorio das Terras de Loriga durante
cerca de duas décadas, no reinado de D.Afonso Henriques), 1249 (D.Afonso III ), 1474 ( D.Afonso V ) e
1514 ( D.Manuel I ), mas, por ter apoiado os chamados Absolutistas contra os Liberais na guerra civil
portuguesa, teve o castigo de deixar de ser sede de concelho em 1855. A conspiração movida por desejos
expansionistas da localidade que beneficiou com o facto, precipitou os acontecimentos. Tratou-se de um
grave erro político e administrativo; foi, no mínimo, um caso de injusta vingança política, numa época em que
não existia democracia e reinavam o compadrio e a corrupção e assim, começou o declínio de toda a região
de Loriga (antigo concelho de Loriga).

Se nada de verdadeiramente eficaz for feito, começando pela vila de Loriga, esta região estará desertificada
dentro de poucas décadas, o que, tal como em relação a outras relevantes terras históricas do interior do
país, será com certeza considerado como uma vergonha nacional. Confirmaria também a óbvia existência de
graves e sucessivos erros nas políticas de coesão, administração e ordenamento do território. Para evitar tal
situação, vergonhosa para o país, é necessário no mínimo por em prática o que já é reconhecido no papel:
desenvolver a vila de Loriga, pólo e centro da região.

A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes da Beira, Teixeira, Valezim,
Vide, e as mais de trinta povoações anexas, pertenceu ao Município Loricense. A vila de Loriga situa-se a
vinte quilómetros da actual sede de concelho (Seia) e algumas freguesias da sua região, situam-se a uma
distância muito maior.

A Região de Loriga, área do antigo Município Loricense, constitui também a Associação de Freguesias da
Serra da Estrela, com sede na vila de Loriga.

Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas e as únicas pistas e estância de esqui
existentes em Portugal estão localizadas na área da freguesia da vila de Loriga.

Rua da Oliveira

Rua da Oliveira
A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da vila. A sua escadaria tem cerca de 100 degraus
em granito, o que lhe dá características peculiares. Esta rua recorda muitas das características urbanas
medievais do centro histórico da vila de Loriga.
-6-
Bairro de São Ginês (S.Gens)
O bairro de São Ginês é um bairro do centro histórico de Loriga cujas caracteristicas o tornam num dos
bairros mais conhecidos e típicos da vila. As melhores festas de São João eram feitas aqui. Curioso é o facto
de este bairro do centro histórico da vila dever o nome a São Gens, um santo de origem céltica matirizado
em Arles, na Gália, no tempo do imperador Diocleciano, orago de uma ermida visigótica situada na área.
Com o passar dos séculos os loricenses mudaram o nome do santo para S.Ginês, talvez por ser mais fácil de
pronunciar. Este núcleo da povoação, que já esteve separado do principal e mais antigo, situado mais
abaixo, é anterior à chegada dos romanos.

Busto do, Dr Joaquim A. Amorim da Fonseca, Loriga

Acordos de geminação

Loriga celebrou acordo de geminação com:

• A vila, actual cidade de Sacavém, no concelho de Loures, em 1 de Junho de 1996.

Ver também
• Geografia romana em Portugal

Ligações externas
• LORIGA - Loriga na internet
• Loriga News
• Homepage sobre Loriga
• Analor

Fontes
Agumas das fontes usadas na elaboração deste artigo:

• Loriga na internet
• Informação Municipal [1]
• Loriga.de [2]
• Bacia hidrográfica da Ribeira de Loriga [3]
• Ferreira, N.; Vieira, G. - Guía Geológico e Geomorfológico do PNSE (1999).
• Carta Militar de Portugal – esc. 1: 25000, Folha nº223, Instituto Geográfico do Exército.
-7-

A Enciclopédia possui multimedia sobre Loriga


Principais dados e documentos históricos sobre Loriga,gentilmente cedidos para consulta pelo webmaster
do site "http://groups.msn.com/Loriga".Os nossos agradecimentos.
Categorias: Freguesias de Portugal | Antigos municípios de Portugal | Vilas de Portugal

10 de Junho de 2007.
-1-

Loriga
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Ir para: navegação, pesquisa

40º 19' N 7º 41' O

Loriga

Brasão

Vista panorâmica de Loriga

Gentílico Loricense ou loriguense

Concelho Seia
-2-

Área 36,52 km²

População 1 367 hab. (2005)

Densidade 37,51 hab./km²

Orago Santa Maria Maior

Código postal 6270

Endereço da Junta de Freguesia de


Junta de Freguesia Loriga

Apelidada de “Suíça Portuguesa”, é a vila mais


alta de Portugal.

Freguesias de Portugal

Loriga (pron.IFA

[lo'?ig?]) é uma vila e freguesia portuguesa do concelho de Seia, distrito da Guarda. Tem 36,52 km² de
área, 1 367 habitantes (2005) e densidade populacional de 37,51 hab/km². Tem uma povoação anexa, o
Fontão.
Loriga encontra-se a 20 km de Seia, 80km da Guarda e 300km de Lisboa. A vila é directamente acessível
pela EN 231, e indirectamente pela EN338, e tem acesso directo à Lagoa Comprida, pela referida EN338,
estrada concluída em 2006, seguindo um traçado pré-existente e pré-projectado há mais de quarenta anos,
com um percurso de 9,2 km de paisagens deslumbrantes, entre as cotas 960m (Portela de Loriga,também
conhecida por Portela do Arão) e 1650m, junto à Lagoa Comprida.

É conhecida há décadas como a "Suíça Portuguesa" devido à sua extraordinária localização geográfica. Está
situada a cerca de 770m de altitude,na sua parte urbana mais baixa, rodeada por montanhas, das quais se
destacam a Penha dos Abutres (1828m de altitude) e a Penha do Gato (1771m), e é abraçada por dois
cursos de água: a Ribeira de Loriga e a Ribeira de S.Bento, que se unem depois da E.T.A.R. para formarem
um dos maiores afluentes do Rio Alva.A montante da vila, a Ribeira de Loriga recebe também o Ribeiro da
Nave, um afluente que tem um curso extraordinário e passa por uma das zonas mais belas do Vale de
Loriga, incluíndo os famosos Bicarões, cascatas a alta altitude junto das quais se encontra uma formosa
quinta.

A vila está dotada de uma ampla gama de infrastrutras físicas e culturais, que abrangem todas as àreas e
todos os grupos etários, das quais se destacam, por exemplo, o Grupo Desportivo Loriguense, fundado em
1934, a Sociedade Recreativa e Musical Loriguense, fundada em 1905, os Bombeiros Voluntários de
Loriga, criados em 1982, cujos serviços se desenvolvem na àrea equivalente ao antigo concelho de Loriga, a
Casa de Repouso Nª. Srª. da Guia, uma das últimas obras sociais de relevo, e a Escola C+S Dr. Reis
Leitão (actual EB23). Em Março de 2007 iniciaram-se as obras do novo Quartel dos Bombeiros
Voluntários, edifício que se prevê concluído durante o primeiro semestre de 2008.

Ao longo do ano celebram-se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a Amenta das Almas) e festas
em honra de Sto. António (durante o mês Junho) e S. Sebastião (durante o mês de Julho), com as
-3-
respectivas mordomias e procissões. Porém, o ponto mais alto das festividades religiosas é a festa dedicada
à padroeira dos emigrantes loriguenses, Nª. Srª. da Guia, que se realiza todos os anos, no primeiro Domingo
de Agosto. No segundo Domingo, tem lugar a festa em honra de Nª. Srª. da Ajuda, no Fontão de Loriga.

Índice

1 Breve história

2 Toponímia

3 Rua da Oliveira

4 Bairro de São Ginês (S.Gens)

5 Personagens de Loriga com artigos na Wikipédia

6 Acordos de geminação

7 Ver também

8 Ligações externas

9 Fontes

Breve história

Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro histórico da vila. O
local foi escolhido há mais de dois mil e seiscentos anos devido à facilidade de defesa (uma colina entre
ribeiras), à abundância de água e de pastos, bem como ao facto de a as terras mais baixas providenciarem
alguma caça e condições mínimas para a prática da agricultura. Desta forma estavam garantidas as
condições mínimas de sobrevivência para uma população e povoação com alguma importância.

Igreja Matriz de Loriga - vista interior

O nome veio da localização estratégica da povoação, do seu protagonismo e dos seus habitantes nos
Hermínios (actual Serra da Estrela) na resistência lusitana, o que levou os romanos a porem-lhe o nome de
Lorica (antiga couraça guerreira), de que derivou Loriga, palavra que tem o mesmo significado. Os
Hermínios eram o coração e a maior fortaleza da Lusitânia. É um facto que os romanos lhe deram o nome
de Lorica, e deste nome derivou Loriga (derivação iniciada pelos Visigodos) e que tem o mesmo significado.
-4-
É um caso raro, em Portugal, de um nome bi-milenar.

Situada na parte Sudoeste da Serra da Estrela, a sua beleza paisagística é o principal atractivo de
referência. Os socalcos e sua complexa rede de irrigação são um dos grandes ex-libris de Loriga, uma obra
gigantesca construída pelos loriguenses ao longo de muitas centenas de anos e que transformou um vale belo
mas rochoso num vale fértil. É uma obra que ainda hoje marca a paisagem do belíssimo Vale de Loriga,
fazendo parte do património histórico da vila e é demonstrativa do génio dos seus habitantes.

Ponte romana

Em termos de património histórico, destacam-se também a ponte e a estrada romanas (século I a.C.), uma
sepultura antropomórfica (século VI a.C.), a Igreja Matriz (século XIII, reconstruída), o Pelourinho (século
XIII,reconstruído), o Bairro de São Ginês (São Gens) com origem anterior à chegada dos romanos e a Rua
de Viriato. A Rua da Oliveira, pela sua peculiaridade, situada na área mais antiga do centro histórico da vila,
recorda algumas das características urbanas da época medieval. A estrada romana e uma das duas pontes (a
outra ruiu no século XVI após uma grande cheia na Ribeira de S. Bento), com as quais os romanos ligaram
Lorica, na Lusitânia, ao restante império, merecem destaque. A tradição local e diversos antigos documentos
apontam Loriga como berço de Viriato, e no início do século XX existiu mesmo um movimento loriguense
para lhe erigir um estátua na vila, o que não chegou a concretizar-se.O documento mais famoso,embora não
seja o mais antigo, que fala de Loriga como sendo terra-natal de Viriato, é o livro manuscrito História da
Lusitânia, escrito pelo Bispo Mor do Reino em 1580.A actual Rua de Viriato, na parte mais antiga do centro
histórico da vila, já tinha esse nome no século XII.

Capela de Nª Srª do Carmo

O Bairro de São Ginês (S.Gens) é um ex-libris de Loriga e nele destaca-se a capela de Nossa Senhora do
Carmo, construída no local de uma antiga ermida visigótica precisamente dedicada àquele santo ao qual os
loriguenses passaram a chamar S.Ginês, talvêz por este nome ser mais fácil de pronunciar (aliás não existe
-5-
nenhum santo com o nome de Ginês). Quando os romanos chegaram, a povoação estava dividida em dois
núcleos. O maior, mais antigo e principal, situava-se na área onde hoje existem a Igreja Matriz e parte da
Rua de Viriato e estava fortificado com muralhas e paliçada. No local do actual Bairro de S.Ginês existiam
já algumas habitações encostadas ao promontório rochoso, em cima do qual os Visigodos construíram mais
tarde uma ermida dedicada àquele santo.

Fontanário em Loriga

Loriga era uma paróquia pertencente à Vigararia do Padroado Real e a Igreja Matriz foi mandada construir
em 1233 pelo rei D. Sancho II. Esta igreja, cujo orago era já o de Santa Maria Maior e que se mantém, foi
construída no local de outro antigo e pequeno templo, do qual foi aproveitada uma pedra com inscrições
visigóticas, que está colocada na porta lateral virada para o adro. De estilo românico, com três naves, e
traça exterior lembrando a Sé Velha de Coimbra, esta igreja foi destruída pelo sismo de 1755, dela restando
apenas partes das paredes laterais.

O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado também a residência paroquial e
aberto algumas fendas nas robustas e espessas paredes do edifício da Câmara Municipal construído no
século XIII. Um emissário do Marquês de Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos mas, ao contrário
do que aconteceu com a Covilhã (outra localidade serrana muito afectada), não chegou do governo de
Lisboa qualquer auxílio.

Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde o início do século XIX. Chegou a ser uma das localidades mais
industrializadas da Beira Interior, e a actual sede de concelho só conseguiu suplantá-la quase em meados do
século XX. Tempos houve em que só a Covilhã ultrapassava Loriga no número de empresas. Nomes de
empresas, tais como: Regato, Redondinha, Fonte dos Amores, Tapadas, Fândega, Leitão & Irmãos,
Augusto Luis Mendes, Lamas, Nunes Brito, Moura Cabral, Lorimalhas, etc, fazem parte da rica história
industrial desta vila. A principal e maior avenida de Loriga tem o nome de Augusto Luís Mendes, o mais
destacado dos antigos industriais loriguenses. Apesar de, por exemplo, dos maus acessos que se resumiam à
velhinha estrada romana de Lorica, com dois mil anos, o facto é que os loriguenses transformaram Loriga
numa vila industrial progressiva, o que confirma o seu génio. Mas, Loriga acabou por ser derrotada por um
inimigo político e administrativo, local e nacional, contra o qual teve que lutar desde o século XIX.
-6-

Largo do Pelourinho

A história da vila de Loriga é, aliás, um exemplo das consequências que os confrontos de uma guerra civil
podem ter no futuro de uma localidade e de uma região. Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde
o século XII, tendo recebido forais em 1136 (João Rhânia, senhorio das Terras de Loriga durante cerca de
duas décadas, no reinado de D.Afonso Henriques), 1249 (D.Afonso III ), 1474 ( D.Afonso V ) e 1514 (
D.Manuel I ), mas, por ter apoiado os chamados Absolutistas contra os Liberais na guerra civil portuguesa,
teve o castigo de deixar de ser sede de concelho em 1855. A conspiração movida por desejos
expansionistas da localidade que beneficiou com o facto, precipitou os acontecimentos. Tratou-se de um
grave erro político e administrativo; foi, no mínimo, um caso de injusta vingança política, numa época em que
não existia democracia e reinavam o compadrio e a corrupção e assim, começou o declínio de toda a região
de Loriga (antigo concelho de Loriga).

A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes da Beira, Teixeira, Valezim,
Vide, e as mais de trinta povoações anexas, pertenceu ao Município Loriguense. A vila de Loriga situa-se a
vinte quilómetros da actual sede de concelho (Seia) e algumas freguesias da sua região, situam-se a uma
distância muito maior.

A Região de Loriga, área do antigo Município Loriguense, constitui também a Associação de Freguesias da
Serra da Estrela, com sede na vila de Loriga.

Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas e as únicas pistas e estância de esqui
existentes em Portugal estão localizadas na área da freguesia da vila de Loriga.

Se nada de verdadeiramente eficaz for feito, começando pela vila de Loriga, esta região estará desertificada
dentro de poucas décadas, o que, tal como em relação a outras relevantes terras históricas do interior do
país, será com certeza considerado como uma vergonha nacional. Confirmaria também a óbvia existência de
graves e sucessivos erros nas políticas de coesão, administração e ordenamento do território. Para evitar tal
situação, vergonhosa para o país, é necessário no mínimo por em prática o que já é reconhecido no papel:
desenvolver a vila de Loriga, pólo e centro da região.
-7-

Rua da Oliveira

A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da vila. A sua escadaria tem cerca de 100 degraus
em granito, o que lhe dá características peculiares. Esta rua recorda muitas das características urbanas
medievais do centro histórico da vila de Loriga.

Bairro de São Ginês (S.Gens)

O bairro de São Ginês é um bairro do centro histórico de Loriga cujas caracteristicas o tornam num dos
bairros mais conhecidos e típicos da vila. As melhores festas de São João eram feitas aqui. Curioso é o facto
de este bairro do centro histórico da vila dever o nome a São Gens, um santo de origem céltica matirizado
em Arles, na Gália, no tempo do imperador Diocleciano, orago de uma ermida visigótica situada na área.
Com o passar dos séculos os loriguenses mudaram o nome do santo para S.Ginês, talvez por ser mais fácil
de pronunciar. Este núcleo da povoação, que já esteve separado do principal e mais antigo, situado mais
abaixo, é anterior à chegada dos romanos.

Busto do, Dr Joaquim A. Amorim da Fonseca, Loriga

Personagens de Loriga com artigos na Wikipédia

Joaquim Augusto Amorim da Fonseca

Joaquim Pina Moura

Acordos de geminação
-8-

Loriga celebrou acordo de geminação com:

A vila, actual cidade de Sacavém, no concelho de Loures, em 1 de Junho de 1996.

Ver também

Geografia romana em Portugal

Ligações externas

Loriga News

O site mais visitado sobre Loriga

Analor

Fotografias de Loriga

Fotografias de Loriga

Fontes

Agumas das fontes usadas na elaboração deste artigo:

Informação Municipal [1]

Loriga [2]

Bacia hidrográfica da Ribeira de Loriga [3]

Ferreira, N.; Vieira, G. - Guía Geológico e Geomorfológico do PNSE (1999).

Carta Militar de Portugal – esc. 1: 25000, Folha nº223, Instituto Geográfico do Exército.

O Wikimedia Commons possui multimídia sobre Loriga

Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga"

Categorias: Antigos municípios de Portugal | Freguesias de Portugal | Vilas de Portugal

Vistas

Artigo
-9-

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Loriga
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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40º 19' N 7º 41' O


Loriga

Loriga - Vista do miradouro


Gentílico Loricense ou loriguense
Concelho Seia
Área 36,52 km²
População 1 367 hab. (2005)
Densidade 37,51 hab./km²
Orago Santa Maria Maior
Código postal 6270
Endereço da Junta de Freguesia de
Junta de Freguesia Loriga
Apelidada de “Suíça Portuguesa”
Freguesias de Portugal

Loriga é uma vila e freguesia portuguesa do concelho de Seia, distrito da Guarda. Tem 36,52 km² de área, 1 367 habitantes (2005) e densidade populacional
de 37,51 hab/km².

Loriga encontra-se a 20 km de Seia, 80km da Guarda e 300km de Lisboa. A vila é acessível pela EN 231, e tem acesso directo à Lagoa Comprida, pela
N338, estrada concluída em 2006, seguindo um traçado pré-existente, com um percurso de 9.2 km de paisagens deslumbrantes, entre as cotas 960m (Portela
do Arão) e 1650m, junto à Lagoa Comprida.

É conhecida como a "Suíça Portuguesa" devido à sua extraordinária localização geográfica. Está situada a cerca de 770m de altitude, rodeada por montanhas,
das quais se destacam a Penha dos Abutres (1828m de altitude) e a Penha do Gato (1771m), e é abraçada por dois cursos de água: a Ribeira de Loriga que
recebe a Ribeira de S.Bento, unindo-se depois da E.T.A.R., e que formam um dos afluentes do Rio Alva.

Está dotada de uma ampla gama de infrastrutras físicas e culturais, que abrangem todos os grupos etários, das quais se destacam, por exemplo, o Grupo
Desportivo Loricense, fundado em 1934, a Banda de Música Filarmónica em Loriga, fundada em 1905, o corpo de Bombeiros Voluntários de Loriga, criado
em 1982, cujos serviços se desenvolvem para lá dos limites da vila, a Casa de Repouso Nª. Srª. da Guia, uma das últimas obras sociais de relevo, e a Escola
C+S Dr. Reis Leitão.

Ao longo do ano celebram-se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a Amenta das Almas) e festas em honra de S. António (durante o mês Junho) e S.
Sebastião (durante o mês de Julho), com as respectivas mordomias e procissões. Porém, o ponto mais alto das festividades religiosas é a festa dedicada à
padroeira da diáspora loricense, Nª. Srª. da Guia, que se realiza todos os anos, no primeiro Domingo de Agosto.

Índice
• 1 Breve história
• 2 Rua da Oliveira
• 3 Bairro de São Ginês (S.Gens)
• 4 Personagens de Loriga com artigos na Wikipédia
• 5 Acordos de geminação
• 6 Ver também
• 7 Ligações externas
• 8 Fontes

Breve história

Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro histórico da vila. O local foi escolhido há mais de dois mil e seiscentos
anos devido à facilidade de defesa (uma colina entre ribeiras), à abundância de água e de pastos, bem como ao facto de a as terras mais baixas providenciarem
alguma caça e condições mínimas para a prática da agricultura. Desta forma estavam garantidas as condições mínimas de sobrevivência para uma população e
povoação com alguma importância.
-2-

Igreja Matriz de Loriga - vista interior

O nome veio da localização estratégica da povoação, do seu protagonismo e dos seus habitantes nos Hermínios (actual Serra da Estrela) na resistência lusitana,
o que levou os romanos a porem-lhe o nome de Lorica (antiga couraça guerreira). Os Hermínios eram o coração e a maior fortaleza da Lusitânia. É um facto
que os romanos lhe deram o nome de Lorica, e deste nome derivou Loriga (derivação iniciada pelos Visigodos) e que tem o mesmo significado. É um caso
raro, em Portugal, de um nome bi-milenar,e justifica que a couraça seja a peça central do brasão histórico de Loriga. É um nome muito antigo e de grande valor
histórico para a vila.

Situada na parte Sudoeste da Serra da Estrela, a sua beleza paisagística é o principal atractivo de referência. Os socalcos e sua complexa rede de irrigação são
um dos grandes ex-libris de Loriga, uma obra gigantesca construída pelos loricenses ao longo de muitas centenas de anos e que transformou um vale belo mas
rochoso num vale fértil. É uma obra que ainda hoje marca a paisagem do belíssimo Vale de Loriga, fazendo parte do património histórico da vila e é
demonstrativa do génio dos seus habitantes.

Ponte romana

Em termos de património histórico, destacam-se também a ponte e a estrada romanas (século I a.C.), uma sepultura antropomórfica (século VI a.C.), a Igreja
Matriz (século XIII, reconstruída), o Pelourinho (século XIII,reconstruído), o Bairro de São Ginês (São Gens) com origem anterior à chegada dos romanos e a
Rua de Viriato que a tradição local e diversos antigos documentos encontram origem nesta antiquíssima povoação. A Rua da Oliveira, pela sua peculiaridade,
situada na área mais antiga do centro histórico da vila, recorda algumas das características urbanas da época medieval. A estrada romana e uma das duas
pontes (a outra ruiu no século XVI após uma grande cheia na Ribeira de S. Bento), com as quais os romanos ligaram Lorica, na Lusitânia, ao restante império,
merecem destaque.

Capela de Nª Srª do Carmo

O Bairro de São Ginês é um ex-libris de Loriga e nele destaca-se a capela de Nossa Senhora do Carmo, construída no local de uma antiga ermida visigótica
precisamente dedicada àquele santo. Quando os romanos chegaram, a povoação estava dividida em dois núcleos. O maior, mais antigo e principal, situava-se
na área onde hoje existem a Igreja Matriz e parte da Rua de Viriato e estava fortificado com muralhas e paliçada. No local do actual Bairro de S.Ginês existiam
já algumas habitações encostadas ao promontório rochoso, em cima do qual os Visigodos construíram mais tarde uma ermida dedicada àquele santo.

Fontanário em Loriga

Loriga era uma paróquia pertencente à Vigararia do Padroado Real e a Igreja Matriz foi mandada construir em 1233 pelo rei D. Sancho II. Esta igreja, cujo
orago era já o de Santa Maria Maior e que se mantém, foi construída no local de outro antigo e pequeno templo, do qual foi aproveitada uma pedra com
inscrições visigóticas, que está colocada na porta lateral virada para o adro. De estilo românico, com três naves, e traça exterior lembrando a Sé Velha de
Coimbra, esta igreja foi destruída pelo sismo de 1755, dela restando apenas partes das paredes laterais.

O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado também a residência paroquial e aberto algumas fendas nas robustas e espessas paredes
do edifício da Câmara Municipal construído no século XIII. Um emissário do Marquês de Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos mas, ao contrário do
que aconteceu com a Covilhã (outra localidade serrana muito afectada), não chegou do governo de Lisboa qualquer auxílio.

Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde o início do século XIX. Chegou a ser uma das localidades mais industrializadas da Beira Interior, e a actual sede de
concelho só conseguiu suplantá-la quase em meados do século XX. Tempos houve em que só a Covilhã ultrapassava Loriga no número de empresas. Nomes
de empresas, tais como: Regato, Redondinha, Fonte dos Amores, Tapadas, Fândega, Leitão & Irmãos, Augusto Luis Mendes, Lamas, Nunes Brito, Moura
Cabral, Lorimalhas, etc, fazem parte da rica história industrial desta vila. A principal e maior avenida de Loriga tem o nome de Augusto Luís Mendes, o mais
destacado dos antigos industriais loricenses. Apesar de, por exemplo, dos maus acessos que se resumiam à velhinha estrada romana de Lorica com dois mil
-3-

anos, o facto é que os loricenses transformaram Loriga numa vila industrial progressiva, o que confirma o seu génio. Mas, Loriga acabou por ser derrotada por
um inimigo político e administrativo, local e nacional, contra o qual teve que lutar desde o século XIX.

Largo do Pelourinho

A história da vila de Loriga é, aliás, um exemplo das consequências que os confrontos de uma guerra civil podem ter no futuro de uma localidade e de uma
região. Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o século XII, tendo recebido forais em 1136 (João Rhânia, senhorio das Terras de Loriga durante
cerca de duas décadas, no reinado de D.Afonso Henriques), 1249 (D.Afonso III ), 1474 ( D.Afonso V ) e 1514 ( D.Manuel I ), mas, por ter apoiado os
chamados Absolutistas contra os Liberais na guerra civil portuguesa, teve o castigo de deixar de ser sede de concelho em 1855. A conspiração movida por
desejos expansionistas da localidade que beneficiou com o facto, precipitou os acontecimentos. Tratou-se de um grave erro político e administrativo; foi, no
mínimo, um caso de injusta vingança política, numa época em que não existia democracia e reinavam o compadrio e a corrupção e assim, começou o declínio
de toda a região de Loriga (antigo concelho de Loriga).

Se nada de verdadeiramente eficaz for feito, começando pela vila de Loriga, esta região estará desertificada dentro de poucas décadas, o que, tal como em
relação a outras relevantes terras históricas do interior do país, será com certeza considerado como uma vergonha nacional. Confirmaria também a óbvia
existência de graves e sucessivos erros nas políticas de coesão, administração e ordenamento do território. Para evitar tal situação, vergonhosa para o país, é
necessário no mínimo por em prática o que já é reconhecido no papel: desenvolver a vila de Loriga, pólo e centro da região.

A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes da Beira, Teixeira, Valezim, Vide, e as mais de trinta povoações anexas,
pertenceu ao Município Loricense. A vila de Loriga situa-se a vinte quilómetros da actual sede de concelho (Seia) e algumas freguesias da sua região, situam-se
a uma distância muito maior.

A Região de Loriga, área do antigo Município Loricense, constitui também a Associação de Freguesias da Serra da Estrela, com sede na vila de Loriga.

Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas e as únicas pistas e estância de esqui existentes em Portugal estão localizadas na área da
freguesia da vila de Loriga.

Rua da Oliveira

Rua da Oliveira

A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da vila. A sua escadaria tem cerca de 100 degraus em granito, o que lhe dá características peculiares.
Esta rua recorda muitas das características urbanas medievais do centro histórico da vila de Loriga.

Bairro de São Ginês (S.Gens)

O bairro de São Ginês é um bairro do centro histórico de Loriga cujas caracteristicas o tornam num dos bairros mais conhecidos e típicos da vila. As
melhores festas de São João eram feitas aqui. Curioso é o facto de este bairro do centro histórico da vila dever o nome a São Gens, um santo de origem céltica
matirizado em Arles, na Gália, no tempo do imperador Diocleciano, orago de uma ermida visigótica situada na área. Com o passar dos séculos os loricenses
mudaram o nome do santo para S.Ginês, talvez por ser mais fácil de pronunciar. Este núcleo da povoação, que já esteve separado do principal e mais antigo,
situado mais abaixo, é anterior à chegada dos romanos.

Busto do, Dr Joaquim A. Amorim da Fonseca, Loriga

Personagens de Loriga com artigos na Wikipédia

Joaquim Augusto Amorim da Fonseca


-4-

Joaquim Pina Moura

Acordos de geminação

Loriga celebrou acordo de geminação com:


• A vila, actual cidade de Sacavém, no concelho de Loures, em 1 de Junho de 1996.

Ver também
• Geografia romana em Portugal

Ligações externas
• LORIGA - Loriga na internet
• Loriga News
• Analor

Fontes

Agumas das fontes usadas na elaboração deste artigo:


• Loriga na internet
• Informação Municipal [1]
• Bacia hidrográfica da Ribeira de Loriga [3]
• Ferreira, N.; Vieira, G. - Guía Geológico e Geomorfológico do PNSE (1999).
• Carta Militar de Portugal – esc. 1: 25000, Folha nº223, Instituto Geográfico do Exército.

O Wikimedia Commons possui multimedia sobre Loriga


Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga"

Categorias: Freguesias de Portugal | Antigos municípios de Portugal | Vilas de Portugal

Outras línguas
• English
• Italiano
• Latina
• Esta página foi modificada pela última vez a 19h22min, 10 de Junho de 2007.
• O texto desta página está sob a GNU Free Documentation License.
• Os direitos autorais de todas as contribuições para a Wikipédia pertencem aos seus respectivos autores (mais informações em direitos autorais).
• Política de privacidade
• Sobre a Wikipédia
• Avisos gerais
-1-

Loriga
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
40º 19' N 7º 41'O

Loriga

Vista panorâmica de Loriga


Gentílico Loricense ou loriguense
Concelho Seia
Área 36,52 km²
População 1 367 hab. (2005)
Densidade 37,51 hab./km²
Orago Santa Maria Maior
Código postal 6270
Endereço da Junta de Freguesia de
Junta de Freguesia Loriga
Apelidada de “Suíça Portuguesa”, é a vila mais
alta de Portugal.
Freguesias de Portugal
Loriga (pron.IFA [lo'?ig?]) é uma vila e freguesia portuguesa do concelho de Seia, distrito da Guarda. Tem
36,52 km² de área, 1 367 habitantes (2005) e densidade populacional de 37,51 hab/km². Tem uma
povoação anexa, o Fontão.

Loriga encontra-se a 20 km de Seia, 80km da Guarda e 300km de Lisboa. A vila é directamente acessível
pela EN 231, e indirectamente pela EN338, e tem acesso directo à Lagoa Comprida, pela referida EN338,
estrada concluída em 2006, seguindo um traçado pré-existente e pré-projectado há mais de quarenta anos,
com um percurso de 9,2 km de paisagens deslumbrantes, entre as cotas 960m (Portela de Loriga,também
conhecida por Portela do Arão) e 1650m, junto à Lagoa Comprida.

É conhecida há décadas como a "Suíça Portuguesa" devido à sua extraordinária localização geográfica. Está
situada a cerca de 770m de altitude,na sua parte urbana mais baixa, rodeada por montanhas, das quais se
-2-
destacam a Penha dos Abutres (1828m de altitude) e a Penha do Gato (1771m), e é abraçada por dois
cursos de água: a Ribeira de Loriga e a Ribeira de S.Bento, que se unem depois da E.T.A.R. para formarem
um dos maiores afluentes do Rio Alva.A montante da vila, a Ribeira de Loriga recebe também o Ribeiro da
Nave, um afluente que tem um curso extraordinário e passa por uma das zonas mais belas do Vale de
Loriga, incluíndo os famosos Bicarões, cascatas a alta altitude junto das quais se encontra uma formosa
quinta.

A vila está dotada de uma ampla gama de infrastrutras físicas e culturais, que abrangem todas as àreas e
todos os grupos etários, das quais se destacam, por exemplo, o Grupo Desportivo Loriguense, fundado em
1934, a Sociedade Recreativa e Musical Loriguense, fundada em 1905, os Bombeiros Voluntários de
Loriga, criados em 1982, cujos serviços se desenvolvem na àrea equivalente ao antigo concelho de Loriga, a
Casa de Repouso Nª. Srª. da Guia, uma das últimas obras sociais de relevo, e a Escola C+S Dr. Reis
Leitão (actual EB23). Em Março de 2007 iniciaram-se as obras do novo Quartel dos Bombeiros
Voluntários, edifício que se prevê concluído durante o primeiro semestre de 2008.

Ao longo do ano celebram-se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a Amenta das Almas) e festas
em honra de Sto. António (durante o mês Junho) e S. Sebastião (durante o mês de Julho), com as
respectivas mordomias e procissões. Porém, o ponto mais alto das festividades religiosas é a festa dedicada
à padroeira dos emigrantes loriguenses, Nª. Srª. da Guia, que se realiza todos os anos, no primeiro Domingo
de Agosto. No segundo Domingo, tem lugar a festa em honra de Nª. Srª. da Ajuda, no Fontão de Loriga.

Índice
• 1 Breve história
• 2 Toponímia
• 3 Rua da Oliveira
• 4 Bairro de São Ginês (S.Gens)
• 5 Personagens de Loriga com artigos na Wikipédia
• 6 Acordos de geminação
• 7 Ver também
• 8 Ligações externas
• 9 Fontes

Breve história
Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro histórico da vila. O
local foi escolhido há mais de dois mil e seiscentos anos devido à facilidade de defesa (uma colina entre
ribeiras), à abundância de água e de pastos, bem como ao facto de a as terras mais baixas providenciarem
alguma caça e condições mínimas para a prática da agricultura. Desta forma estavam garantidas as
condições mínimas de sobrevivência para uma população e povoação com alguma importância.
-3-
Igreja Matriz de Loriga - vista interior
O nome veio da localização estratégica da povoação, do seu protagonismo e dos seus habitantes nos
Hermínios (actual Serra da Estrela) na resistência lusitana, o que levou os romanos a porem-lhe o nome de
Lorica (antiga couraça guerreira), de que derivou Loriga, palavra que tem o mesmo significado. Os
Hermínios eram o coração e a maior fortaleza da Lusitânia. É um facto que os romanos lhe deram o nome
de Lorica, e deste nome derivou Loriga (derivação iniciada pelos Visigodos) e que tem o mesmo significado.
É um caso raro, em Portugal, de um nome bi-milenar.

Situada na parte Sudoeste da Serra da Estrela, a sua beleza paisagística é o principal atractivo de
referência. Os socalcos e sua complexa rede de irrigação são um dos grandes ex-libris de Loriga, uma obra
gigantesca construída pelos loriguenses ao longo de muitas centenas de anos e que transformou um vale belo
mas rochoso num vale fértil. É uma obra que ainda hoje marca a paisagem do belíssimo Vale de Loriga,
fazendo parte do património histórico da vila e é demonstrativa do génio dos seus habitantes.

Ponte romana
Em termos de património histórico, destacam-se também a ponte e a estrada romanas (século I a.C.), uma
sepultura antropomórfica (século VI a.C.), a Igreja Matriz (século XIII, reconstruída), o Pelourinho (século
XIII,reconstruído), o Bairro de São Ginês (São Gens) com origem anterior à chegada dos romanos e a Rua
de Viriato. A Rua da Oliveira, pela sua peculiaridade, situada na área mais antiga do centro histórico da vila,
recorda algumas das características urbanas da época medieval. A estrada romana e uma das duas pontes (a
outra ruiu no século XVI após uma grande cheia na Ribeira de S. Bento), com as quais os romanos ligaram
Lorica, na Lusitânia, ao restante império, merecem destaque. A tradição local e diversos antigos documentos
apontam Loriga como berço de Viriato, e no início do século XX existiu mesmo um movimento loriguense
para lhe erigir um estátua na vila, o que não chegou a concretizar-se.O documento mais famoso,embora não
seja o mais antigo, que fala de Loriga como sendo terra-natal de Viriato, é o livro manuscrito História da
Lusitânia, escrito pelo Bispo Mor do Reino em 1580.A actual Rua de Viriato, na parte mais antiga do centro
histórico da vila, já tinha esse nome no século XII.

Capela de Nª Srª do Carmo


O Bairro de São Ginês (S.Gens) é um ex-libris de Loriga e nele destaca-se a capela de Nossa Senhora do
Carmo, construída no local de uma antiga ermida visigótica precisamente dedicada àquele santo ao qual os
loriguenses passaram a chamar S.Ginês, talvêz por este nome ser mais fácil de pronunciar (aliás não existe
-4-
nenhum santo com o nome de Ginês). Quando os romanos chegaram, a povoação estava dividida em dois
núcleos. O maior, mais antigo e principal, situava-se na área onde hoje existem a Igreja Matriz e parte da
Rua de Viriato e estava fortificado com muralhas e paliçada. No local do actual Bairro de S.Ginês existiam
já algumas habitações encostadas ao promontório rochoso, em cima do qual os Visigodos construíram mais
tarde uma ermida dedicada àquele santo.

Fontanário em Loriga
Loriga era uma paróquia pertencente à Vigararia do Padroado Real e a Igreja Matriz foi mandada construir
em 1233 pelo rei D. Sancho II. Esta igreja, cujo orago era já o de Santa Maria Maior e que se mantém, foi
construída no local de outro antigo e pequeno templo, do qual foi aproveitada uma pedra com inscrições
visigóticas, que está colocada na porta lateral virada para o adro. De estilo românico, com três naves, e
traça exterior lembrando a Sé Velha de Coimbra, esta igreja foi destruída pelo sismo de 1755, dela restando
apenas partes das paredes laterais.

O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado também a residência paroquial e
aberto algumas fendas nas robustas e espessas paredes do edifício da Câmara Municipal construído no
século XIII. Um emissário do Marquês de Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos mas, ao contrário
do que aconteceu com a Covilhã (outra localidade serrana muito afectada), não chegou do governo de
Lisboa qualquer auxílio.

Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde o início do século XIX. Chegou a ser uma das localidades mais
industrializadas da Beira Interior, e a actual sede de concelho só conseguiu suplantá-la quase em meados do
século XX. Tempos houve em que só a Covilhã ultrapassava Loriga no número de empresas. Nomes de
empresas, tais como: Regato, Redondinha, Fonte dos Amores, Tapadas, Fândega, Leitão & Irmãos,
Augusto Luis Mendes, Lamas, Nunes Brito, Moura Cabral, Lorimalhas, etc, fazem parte da rica história
industrial desta vila. A principal e maior avenida de Loriga tem o nome de Augusto Luís Mendes, o mais
destacado dos antigos industriais loriguenses. Apesar de, por exemplo, dos maus acessos que se resumiam à
velhinha estrada romana de Lorica, com dois mil anos, o facto é que os loriguenses transformaram Loriga
numa vila industrial progressiva, o que confirma o seu génio. Mas, Loriga acabou por ser derrotada por um
inimigo político e administrativo, local e nacional, contra o qual teve que lutar desde o século XIX.
-5-

Largo do Pelourinho
A história da vila de Loriga é, aliás, um exemplo das consequências que os confrontos de uma guerra civil
podem ter no futuro de uma localidade e de uma região. Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde
o século XII, tendo recebido forais em 1136 (João Rhânia, senhorio das Terras de Loriga durante cerca de
duas décadas, no reinado de D.Afonso Henriques), 1249 (D.Afonso III ), 1474 ( D.Afonso V ) e 1514 (
D.Manuel I ), mas, por ter apoiado os chamados Absolutistas contra os Liberais na guerra civil portuguesa,
teve o castigo de deixar de ser sede de concelho em 1855. A conspiração movida por desejos
expansionistas da localidade que beneficiou com o facto, precipitou os acontecimentos. Tratou-se de um
grave erro político e administrativo; foi, no mínimo, um caso de injusta vingança política, numa época em que
não existia democracia e reinavam o compadrio e a corrupção e assim, começou o declínio de toda a região
de Loriga (antigo concelho de Loriga).

A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes da Beira, Teixeira, Valezim,
Vide, e as mais de trinta povoações anexas, pertenceu ao Município Loricense. A vila de Loriga situa-se a
vinte quilómetros da actual sede de concelho (Seia) e algumas freguesias da sua região, situam-se a uma
distância muito maior.

A Região de Loriga, área do antigo Município Loricense, constitui também a Associação de Freguesias da
Serra da Estrela, com sede na vila de Loriga.

Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas e as únicas pistas e estância de esqui
existentes em Portugal estão localizadas na área da freguesia da vila de Loriga.

Se nada de verdadeiramente eficaz for feito, começando pela vila de Loriga, esta região estará desertificada
dentro de poucas décadas, o que, tal como em relação a outras relevantes terras históricas do interior do
país, será com certeza considerado como uma vergonha nacional. Confirmaria também a óbvia existência de
graves e sucessivos erros nas políticas de coesão, administração e ordenamento do território. Para evitar tal
situação, vergonhosa para o país, é necessário no mínimo por em prática o que já é reconhecido no papel:
desenvolver a vila de Loriga, pólo e centro da região.
-6-

Rua da Oliveira
A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da vila. A sua escadaria tem cerca de 100 degraus
em granito, o que lhe dá características peculiares. Esta rua recorda muitas das características urbanas
medievais do centro histórico da vila de Loriga.

Bairro de São Ginês (S.Gens)


O bairro de São Ginês é um bairro do centro histórico de Loriga cujas caracteristicas o tornam num dos
bairros mais conhecidos e típicos da vila. As melhores festas de São João eram feitas aqui. Curioso é o facto
de este bairro do centro histórico da vila dever o nome a São Gens, um santo de origem céltica matirizado
em Arles, na Gália, no tempo do imperador Diocleciano, orago de uma ermida visigótica situada na área.
Com o passar dos séculos os loriguenses mudaram o nome do santo para S.Ginês, talvez por ser mais fácil
de pronunciar. Este núcleo da povoação, que já esteve separado do principal e mais antigo, situado mais
abaixo, é anterior à chegada dos romanos.

Busto do, Dr Joaquim A. Amorim da Fonseca, Loriga

Acordos de geminação
Loriga celebrou acordo de geminação com:

• A vila, actual cidade de Sacavém, no concelho de Loures, em 1 de Junho de 1996.

Ver também
• Geografia romana em Portugal
-7-
Ligações externas
• Loriga News
• O mais visitado site sobre Loriga
• Analor
• Fotografias de Loriga
• Fotografias de Loriga

Fontes
Agumas das fontes usadas na elaboração deste artigo:

• Informação Municipal [1]


• Loriga [2]
• Bacia hidrográfica da Ribeira de Loriga [3]
• Ferreira, N.; Vieira, G. - Guía Geológico e Geomorfológico do PNSE (1999).
• Carta Militar de Portugal – esc. 1: 25000, Folha nº223, Instituto Geográfico do Exército.

O Wikimedia Commons possui multimídia sobre Loriga


Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga"
Categorias: Antigos municípios de Portugal | Freguesias de Portugal | Vilas de Portugal

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Loriga
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Loriga
Loriga é uma vila e freguesia portuguesa do
concelho de Seia, distrito da Guarda. Tem 36,52
km² de área, 1 367 habitantes (2005) e densidade
populacional de 37,51 hab/km².

Loriga encontra-se a 20 km da actual sede de


concelho, 80km da Guarda e 300km de Lisboa. A
vila tem acesso directo à Torre pela
N338,concluída em 2006, percurso de 9.2 km de
paisagens deslumbrantes, entre as cotas 960m
(Portela de Loriga) e 1650m, junto à Lagoa
Loriga - Vista do miradouro
Comprida.
Gentílico Loricense ou loriguense
O gentílico Loricense deriva do seu nome mais Concelho Seia
antigo,Lorica,nome esse que foi dado pelos Área 36,52 km²
romanos logo após a conquista da região. População 1 367 hab. (2005)
Densidade 37,51 hab./km²
A àrea urbana de Loriga está situada entre os 770m
e os 900m de altitude, rodeada por montanhas, das Orago Santa Maria Maior
quais se destacam a Penha dos Abutres e a Penha Código postal 6270
do Gato, é conhecida como "a Suíça portuguesa" Endereço da
Junta de Freguesia de
devido à sua extraordinária paisagem e localização Junta de
Loriga
geográfica. É atravessada por dois cursos de água: a Freguesia
Ribeira de Loriga e a Ribeira de S.Bento. Acesso pelas estradas nacionais 231 e 338.
Freguesias de Portugal
Está dotada de uma ampla gama de infrastrutras,
desde físicas a culturais, das quais se destacam, por exemplo, o Grupo Desportivo de Loriga,
fundado em 1934, a Banda de Música Filarmónica de Loriga, fundada em 1905, o corpo de
Bombeiros Voluntários de Loriga, criado em 1982, cujos serviços abrangem a àrea equivalente à
parte mais antiga do antigo concelho de Loriga, a Casa de Repouso Nª. Srª. da Guia, uma das últimas
obras sociais de relevo, e a Escola C+S Dr. Reis Leitão.

Ao longo do ano celebram-se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a Amenta das Almas) e
festas em honra de S. António (durante o mês de Junho) e S. Sebastião (durante o mês de Julho),
com as respectivas mordomias e procissões. Porém, o ponto mais alto das festividades religiosas é a
festa dedicada à padroeira da diáspora loricense, Nª. Srª. da Guia, que se realiza todos os anos, no
primeiro Domingo de Agosto.

Índice
1 Breve história
2 Rua da Oliveira
3 Bairro de São Ginês (S.Gens)
4 Personagens de Loriga com artigos na Wikipédia
5 Acordos de geminação
6 Ver também
7 Ligações externas

http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga 09-06-2007
Página Web 2 de 5

8 Referências

Breve história
Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro histórico da
vila. O local foi escolhido há mais de dois mil e seiscentos anos devido à facilidade de defesa (uma
colina entre ribeiras), à abundância de água e de pastos, bem como ao facto de a as terras mais baixas
providenciarem alguma caça e condições mínimas para a prática da agricultura. Desta forma estavam
garantidas as condições mínimas de sobrevivência para uma população e povoação com alguma
importância.

O nome veio da localização estratégica da povoação, do seu


protagonismo e dos seus habitantes nos Hermínios (actual Serra da
Estrela) na resistência lusitana, o que levou os romanos a porem-
lhe o nome de Lorica (antiga couraça guerreira). Os Hermínios
eram o coração e a maior fortaleza da Lusitânia. É um facto que os
romanos lhe deram o nome de Lorica, e deste nome derivou
Loriga (designação iniciada pelos Visigodos) e que tem o mesmo
Igreja Matriz de Loriga - vista significado. É um caso raro, em Portugal, de um nome bi-milenar.
interior É um nome muito antigo e de grande valor histórico para a vila.

Situada na parte Sudoeste da Serra da Estrela, a sua beleza


paisagística é o principal atractivo de referência. Os socalcos e sua complexa rede de irrigação são
um dos grandes ex-libris de Loriga, uma obra gigantesca construída pelos loricenses ao longo de
muitas centenas de anos e que transformou um vale belo mas rochoso num vale fértil. É uma obra
que ainda hoje marca a paisagem do belíssimo Vale de Loriga, fazendo parte do património histórico
da vila e é demonstrativa do génio dos loricences.

Em termos de património histórico, destacam-se também a ponte e


a estrada romanas (século I a.C.), uma sepultura antropomórfica
(século VI a.C.), a Igreja Matriz (século XIII, reconstruída), o
Pelourinho (século XIII,reconstruído), o Bairro de São Ginês (São
Gens) com origem anterior à chegada dos romanos e a Rua de
Viriato,nome do herói lusitano, que a tradição local e diversos
antigos documentos apontam como sendo natural desta
antiquíssima povoação. A Rua da Oliveira, pela sua peculiaridade,
Ponte romana situada na área mais antiga do centro histórico da vila, recorda
algumas das características urbanas da época medieval. A estrada
romana e uma das duas pontes (a outra ruiu no século XVI após
uma grande cheia na Ribeira de S. Bento), com as quais os romanos ligaram Lorica, na Lusitânia, ao
restante império, merecem destaque.

O Bairro de São Ginês é um ex-libris de Loriga e nele destaca-se


a capela de Nossa Senhora do Carmo, construída no local de
uma antiga ermida visigótica precisamente dedicada àquele santo. Quando os romanos chegaram, a
povoação estava dividida em dois núcleos. O maior, mais antigo e principal, situava-se na área onde
hoje existem a Igreja Matriz e parte da Rua de Viriato e estava fortificado com muralhas e paliçada.
No local do actual Bairro de S.Ginês existiam já algumas habitações encostadas ao promontório
rochoso, em cima do qual os Visigodos construíram mais tarde uma ermida dedicada àquele santo.

Loriga era uma paróquia pertencente à Vigariaria do Padroado

http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga 09-06-2007
Página Web 3 de 5

Real e a Igreja Matriz foi mandada construir em 1233 pelo rei D.


Sancho II. Esta igreja, cujo orago era já o de Santa Maria Maior
e que se mantém, foi construída no local de outro antigo e
pequeno templo, do qual foi aproveitada uma pedra com
inscrições visigóticas, que está colocada na porta lateral virada
para o adro. De estilo românico, com três naves, e traça exterior
lembrando a Sé Velha de Coimbra, esta igreja foi destruída pelo
sismo de 1755, dela restando apenas partes das paredes laterais.

O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo Capela de Nª Srª do Carmo
arruinado também a residência paroquial e aberto algumas
fendas nas robustas e espessas paredes do edifício da Câmara
Municipal construído no século XIII. Um emissário do Marquês
de Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos mas, ao
contrário do que aconteceu com a Covilhã (outra localidade
serrana muito afectada), não chegou do governo de Lisboa
qualquer auxílio.

Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde o início do século


XIX. Chegou a ser uma das localidades mais industrializadas da
Beira Interior, e a actual sede de concelho só conseguiu
suplantá-la quase em meados do século XX. Tempos houve em
que só a Covilhã ultrapassava Loriga no número de empresas.
Nomes de empresas, tais como: Regato, Redondinha, Fonte dos Fontanário em Loriga
Amores, Tapadas, Fândega, Leitão & Irmãos, Augusto Luis
Mendes, Lamas, Nunes Brito, Moura Cabral, Lorimalhas, etc,
fazem parte da rica história industrial desta vila. A principal e maior avenida de Loriga tem o nome
de Augusto Luís Mendes, o mais destacado dos antigos industriais loricenses. Apesar de, por
exemplo, dos maus acessos que se resumiam à velhinha estrada romana de Lorica com dois mil anos,
o facto é que os loricenses transformaram Loriga numa vila industrial progressiva, o que confirma o
seu génio. Mas, Loriga acabou por ser derrotada por um inimigo político e administrativo, local e
nacional, contra o qual teve que lutar desde o século XIX.

A história da vila de Loriga é, aliás, um exemplo das


consequências que os confrontos de uma guerra civil podem ter
no futuro de uma localidade e de uma região. Loriga tinha a
categoria de sede de concelho desde o século XII, tendo
recebido forais em 1136 (João Rhânia, senhorio das Terras de
Loriga durante cerca de duas décadas, no reinado de D.Afonso
Henriques), 1249 (D.Afonso III ), 1474 ( D.Afonso V ) e 1514
( D.Manuel I ), mas, por ter apoiado os chamados Absolutistas
contra os Liberais na guerra civil portuguesa, teve o castigo de
deixar de ser sede de concelho em 1855. A conspiração movida Largo do Pelourinho
por desejos expansionistas da localidade que beneficiou com o
facto, precipitou os acontecimentos. Tratou-se de um grave erro
político e administrativo; foi, no mínimo, um caso de injusta vingança política, numa época em que
não existia democracia e reinavam o compadrio e a corrupção e assim, começou o declínio de toda a
região de Loriga (antigo concelho de Loriga).

Se nada de verdadeiramente eficaz for feito, começando pela vila de Loriga, esta região estará
desertificada dentro de poucas décadas, o que, tal como em relação a outras relevantes terras
históricas do interior do país, será com certeza considerado como uma vergonha nacional.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga 09-06-2007
Página Web 4 de 5

Confirmaria também a óbvia existência de graves e sucessivos erros nas políticas de coesão,
administração e ordenamento do território. Para evitar tal situação, vergonhosa para o país, é
necessário no mínimo por em prática o que já é reconhecido no papel: desenvolver a vila de Loriga,
pólo e centro da região.

A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes da Beira, Teixeira,
Valezim, Vide, e as mais de trinta povoações anexas, pertenceu ao Município Loricense. A vila de
Loriga situa-se a vinte quilómetros da actual sede de concelho e algumas freguesias da sua região,
situam-se a uma distância muito maior.

A Região de Loriga, área do antigo Município Loricense, constitui também a Associação de


Freguesias da Serra da Estrela, com sede na vila de Loriga.

Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas e as únicas pistas e estância de
esqui existentes em Portugal estão localizadas na área da freguesia da vila de Loriga.

Rua da Oliveira
A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da vila.
A sua escadaria tem cerca de 100 degraus em granito, o que lhe
dá características peculiares. Esta rua recorda muitas das
características urbanas medievais do centro histórico da vila de
Loriga.

Bairro de São Ginês (S.Gens)


O bairro de São Ginês é um bairro do centro histórico de Loriga
cujas caracteristicas o tornam num dos bairros mais conhecidos
e típicos da vila. As melhores festas de São João eram feitas
aqui. Curioso é o facto de este bairro do centro histórico da vila Rua da Oliveira
dever o nome a São Gens, um santo de origem céltica matirizado
em Arles, na Gália, no tempo do imperador Diocleciano, orago
de uma ermida visigótica situada na área. Com o passar dos séculos os loricenses mudaram o nome
do santo para S.Ginês, talvez por ser mais fácil de pronunciar. Este núcleo da povoação, que já
esteve separado do principal e mais antigo, situado mais abaixo, é anterior à chegada dos romanos.

Personagens de Loriga com artigos na Imagem:Busto do, Dr. Joaquim


A.Amorim da Fonseca -
Wikipédia Loriga.jpg
Busto do, Dr Joaquim A. Amorim
Joaquim Augusto Amorim da Fonseca da Fonseca, Loriga

Joaquim Pina Moura

Acordos de geminação
Loriga celebrou acordo de geminação com:

A vila, actual cidade de Sacavém, no concelho de Loures, em 1 de Junho de 1996.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga 09-06-2007
Página Web 5 de 5

Ver também
Geografia romana em Portugal

Ligações externas
Loriga News
Site Loriga
Uma homepage de Loriga
Analor

Referências
Informação Municipal [1]

Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga"

Categorias: Freguesias de Portugal | Antigos municípios de Portugal | Vilas de Portugal

Esta página foi modificada pela última vez a 15h37min, 9 de Junho de 2007.
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Os direitos autorais de todas as contribuições para a Wikipédia pertencem aos seus respectivos
autores (mais informações em direitos autorais).

http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga 09-06-2007
Loriga
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Nota: Este artigo é sobre a uma vila portuguesa. Para o escritor e cineasta Ray
Loriga, veja Ray Loriga.

Portugal Loriga
— Freguesia —

Vista geral de Loriga


Loriga
Localização de Loriga em Portugal

40° 19' 37" N 7° 41' 26" O


País Portugal
Concelho Seia
- Tipo Junta de freguesia
Brasão de Loriga

Área
- Total 36,52 km²
População (2005)
- Total 1 367
- Densidade 37,51/km2
Gentílico: Loriguense ou Loricense

Código postal 6270


Orago Santa Maria Maior
Correio electrónico jfloriga@sapo.pt
Sítio Freguesiadeloriga.com
Apelidada de “Suíça Portuguesa”. É uma das vilas mais altas de Portugal.

Loriga (pron.IFA [lo'ɾigɐ]) é uma vila e freguesia portuguesa do concelho de Seia,


distrito da Guarda. Tem 36,52 km² de área, 1 367 habitantes (2005) e densidade
populacional de 37,51 hab/km². Tem uma povoação anexa, o Fontão. Faz parte do
Parque Natural da Serra da Estrela.

Loriga, situada na parte sudoeste da Serra da Estrela, encontra-se a 20 km de Seia,


80 km da Guarda e 320 km de Lisboa. A vila é acessível pela EN 231 e pela EN338,
estrada concluída em 2006, seguindo um traçado e um projecto pré-existentes há mais
de 40 anos, com um percurso de 9,2 km de paisagens de montanha, entre as cotas 960m
(Portela do Arão ou Portela de Loriga) e 1650m, perto da Lagoa Comprida.
Vista panorâmica de Loriga e do vale glaciar com o mesmo nome, semelhante a uma
paisagem alpina.

É conhecida como a "Suíça Portuguesa" devido à sua extraordinária paisagem e


localização geográfica. Está situada entre os 770m de altitude, na sua parte urb
urbana mais
baixa, e os 1100m, rodeada por montanhas, das quais se destacam a Penha dos Abutres
(1828m de altitude) e a Penha do Gato (1771m), e é abraçada por dois cursos de água: a
Ribeira de Loriga e a Ribeira de S.Bento, sendo que esta desagua na primeira depois da
E.T.A.R... A Ribeira de Loriga,
Loriga um dos maiores afluentes do Rio Alva,, recebe também
junto da vila as àguas do chamado Ribeiro do Cortiçor.
Cortiçor

ex libris de Loriga,
Os socalcos e sua complexa rede de irrigação são um dos grandes ex-libris
transformou um vale
uma obra construída ao longo de muitas centenas de anos e que transformou
belo mas rochoso num vale fértil. É uma obra que ainda hoje marca a paisagem, fazendo
parte do património histórico da vila e é demonstrativa do génio dos seus habitantes.

stá dotada de uma ampla gama de infraestruturas físicas e sócio-


A vila está sóc -culturais, que
abrangem todos os grupos etários, das quais se destacam, por exemplo, o Grupo
Desportivo Loriguense, fundado em 1934,, a Sociedade Recreativa e Musical
Loriguense, fundada em 1905,
1905 os Bombeiros Voluntários de Loriga,, criados em 1982,
cujos serviços se desenvolvem
esenvolvem na àrea aproximadamente equivalente ao antigo concelho
de Loriga, a Casa de Repouso Nª. Srª. da Guia, uma das últimas obras sociais de relevo,
e a Escola Básica 1,2,3 Dr. Reis Leitão. Em Agosto de 2006 iniciaram-se
iniciaram se as obras do
ombeiros Voluntários, edifício que se prevê estar concluído em 20
novo Quartel dos Bombeiros 2008
e inaugurado noo mesmo ano.1

Índice
[esconder]

 1 Toponímia
 2 História
o 2.1 Forais
o 2.2 História até ao final do séc. XVIII
o 2.3 História posterior ao séc. XVIII
 3 Património de destaque
 4 Praia fluvial
 5 Festividades
 6 Gastronomia
 7 Personagens
 8 Acordos de geminação
 9 Ver também
 10 Ligações externas
 11 Fontes
 12 Referências

Toponímia[editar]
Sabe-se que o nome veio da localização estratégica da povoação, do seu protagonismo e
dos seus habitantes nos montes Hermínios (actual Serra da Estrela) na resistência
lusitana, o que levou os romanos a porem-lhe o nome de Lorica, designação geral para
couraça guerreira romana; deste nome derivou Loriga, derivação iniciada pelos
Visigodos, e que tem exatamente o mesmo significado. Ainda que não existissem
origens antigas e históricas a filologia diz-nos que a palavra Loriga deriva de Lorica, do
latim, facto suficiente para a existência do gentílico Loricense, para designar os naturais
da vila de Loriga. Pela antiguidade e importância histórica e filológica do nome, a
couraça é a peça principal do brasão da vila, considerada pelos especialistas em
heráldica portuguesa como imprescindível no brasão de Loriga.

História[editar]
Forais[editar]

Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o século XII, tendo recebido forais
em 1136 (João Rhânia, senhorio das Terras de Loriga durante cerca de duas décadas, no
reinado de D.Afonso Henriques), 1249 (D.Afonso III), 1474 (D.Afonso V) e 1514
(D.Manuel I). Apoiou os Absolutistas ou Miguelistas contra os Liberais na guerra civil
portuguesa e esse facto contribuíu para que lhe fosse retirada a sede de município.
Deixou de ser sede de concelho em 1855 após a aplicação do plano de ordenação
territorial levada a cabo durante o século XIX, curiosamente o mesmo plano que deu
origem aos Distritos.

História até ao final do séc. XVIII[editar]

Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro
histórico da vila. O local foi escolhido há mais de dois mil e seiscentos anos devido à
facilidade de defesa (uma colina entre ribeiras), à abundância de água e de pastos, bem
como ao facto de a as terras mais baixas providenciarem alguma caça e condições
mínimas para a prática da agricultura. Desta forma estavam garantidas as condições
mínimas de sobrevivência para uma população e povoação com alguma importância.
Uma antiga tradição local e diversos antigos documentos apontam Loriga como terra
natal de Viriato, sendo que a rua principal da àrea mais antiga do centro histórico da vila
tem há séculos o nome deste heroi lusitano. Chegou a haver um projecto e uma
subscrição para erigir uma estátua e que não chegou a concretizar-se. O documento mais
curioso,, embora não o mais antigo, que refere Loriga como berço de Viriato é o livro
manuscrito História da Lusitânia, datado de 1580 e da autoria
autor do Bispo-Mor
Mor do Reino.

Igreja Matriz dedicada a Santa Maria Maior,


Maior padroeira de Loriga - vista interior.

Quando os romanos chegaram, a povoação estava dividida em dois núcleos. O maior,


situava se na área onde hoje existem a Igreja Matriz e parte da
mais antigo e principal, situava-se
Rua de Viriato e estava fortificado com muralhas e paliçada. Aliás, a atual Rua de
Viriato, na parte existente entre o centro de dia da ALATI e a antiga Casa do Povo,
coincide exatamente com parte do traçado da antiga muralha que defendia a povoação.
No local do actual Bairro de S.Ginês ( S.Gens ) existiam já algumas habitações
encostadas ao promontório rochoso, em cima do qual os Visigodos construíram mais
tarde uma ermida dedicada a S. Gens, atual capela de Nossa Senhora do Carmo. Com o
tempo os loricenses mudaram o nomenome do santo para S.Ginês ( santo inexistente ) talvez
por ser mais fácil de pronunciar.
pronunciar

Um dos três monumentais fontanários


f erigidos em Loriga pela Colónia Loriguenses de
Manaus, Brasil.

Loriga era uma paróquia criada pelos visogodos, pertencente à antiga diocese da
Egitânia, pertenceu à Vigararia do Padroado Real e a Igreja Matriz foi mandada
II. Esta igreja, cujo orago era já o de Santa Maria
construir em 1233 pelo rei D. Sancho II.
Maior e que se mantém, foi construída no local de um outro antigoo e pequeno templo
visogótico,, do qual foi aproveitada uma pedra com inscrições visigóticas, na qual foi
adro. De
gravada a data da construção, e que está colocada na porta lateral virada para o adro
estilo românico, com três naves, e traça exterior lembrando a Sé Velha de Coimbra, esta
1755, dela restando apenas partes das paredes laterais
igreja foi destruída pelo sismo de 1755,
e alguma alvenaria.

O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado também a


oquial e aberto algumas fendas nas robustas e espessas paredes do edifício
residência paroquial
da Câmara Municipal construído no século XIII e que ainda existe, embora
descaraterizado porque entretanto foi adaptado a residência particular.
particular. Um emissário do
Marquês de Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos mas, ao contrário do que
aconteceu com a Covilhã (outra localidade serrana muito afectada), não chegou do
governo de Lisboa qualquerer auxílio.

História posterior ao séc. XVIII[editar]


XVIII

Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde a primeira metade do século XIXXIX, embora os
investimentos industriais se tenham intensificado a partir de meados do mesmo século.
Chegou a ser uma das localidades mais industrializadas da Beira Interior
Interior, e a actual sede
de concelho só conseguiu suplantá-la
suplantá já quase em meados do século XX XX. Tempos houve
em que só a Covilhã ultrapassava Loriga no número de empresas. Nomes de empresas,
tais como: Regato, Redondinha, Fonte dos Amores, Tapadas, Fândega, Leitão &
Irmãos, Augusto Luis Mendes, Lamas, Nunes Brito, Moura Cabral, Lorimalhas, etc,
fazem parte da rica históriaa industrial desta vila. A principal e maior avenida de Loriga
tem o nome de Augusto Luís Mendes, o mais destacado
destacado dos antigos industriais
loricenses.
enses. Apesar dos maus acessos, que se resumiam à velhinha estrada romana de
Lorica,
a, com dois mil anos, o facto é que os loriguenses transformaram Loriga numa
progressiva vila industrial.

Largo do Pelourinho.

Porém, partir de meados do século XIX, como já foi mencionado, tornoutornou-se um dos
principais pólos industriais da Beira Alta, com o desenvolvimento da indústria dos
lanifícios,
fícios, que entrou em declínio durante as últimas décadas do século passado o que
está a levar à desertificação da Vila, facto que afecta de maneira geral as regiões
interiores de Portugal devido às inexistentes políticas locais e nacionais de coesão e
administração do território.. Actualmente a economia loriguense basea-se
basea se nas indústrias
metalúrgica e de panificação, alguma indústria de malhas, no comércio, restauração,
alguma agricultura e pastorícia.

A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes da Beira
Beira,
Teixeira, Valezim, Vide,, e as mais de trinta povoações anexas, pertenceu
pertenceu ao município
loriguense.

A área que englobava o extinto município loriguense, constitui também a Associação de


Freguesias da Serra da Estrela, com sede em Loriga.
Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas e as únicas pistas e
estância de esqui existentes em Portugal estão localizadas dentro da área da freguesia de
Loriga.

Património de destaque[editar]
destaque
destacam se a ponte e a estrada romanas ((século I
Em termos de património histórico, destacam-se
), uma sepultura antropomórfica (século
a.C.), ( VI a.C.)) chamada popularmente de "caixão
da moura", a Igreja Matriz (século
( XIII,, reconstruída), o Pelourinho (século
XIII,reconstruído), a capela
pela de Nossa Senhora do Carmo, antiga ermida visigótica de S.
Gens, atual capela
apela de Nossa Senhora do Carmo no bairro de São Ginês, a Rua de
Viriato e a Rua da Oliveira que recorda as características urbanas medievais desta vila.

A estrada romana
mana e uma das duas pontes (a outra ruiu no século XVI após uma grande
cheia na Ribeira de S. Bento), com as quais os romanos ligaram Lorica, na Lusitânia, ao
cem destaque.
restante império, merecem

A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da vila. A sua escadaria tem
cerca de 80 degraus em granito,
granito, o que lhe dá características peculiares. Esta rua recorda
muitas das características urbanas medievais de Loriga. O bairro de São Gin Ginês é um
bairro do centro histórico de Loriga cujas características o tornam num dos bairros mais
típicos da vila. Curioso é o facto de este bairro dever o nome a São Gens
Gens, um santo de
origem céltica matirizado em Arles, na Gália, no tempo do imperador Diocleciano,
orago de uma ermida visigótica situada na área, no local onde hoje está a capela de
Nossa Senhora do Carmo. Com o passar dos séculos os loriguenses mudaram o nome do
santo para S. Ginês,, deixaram arruinar a sua ermida e depois reconstruiram
reconstruiram-na com o
orago de Nossa Senhora do Carmo
Carmo.. Este núcleo da povoação, que já esteve sepa
separado do
principal e mais antigo, situado mais abaixo, é anterior à chegada dos romanos.

Praia fluvial de Loriga, no local conhecido há séculos por Chão da Ribeira.


Festividades[editar
editar]
Ao longo do ano celebram--se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a Amenta das
Almas - cantos nocturnos masculinos, que evocam as almas de entes falecidos por altura
da Quaresma),), festas em honra de Sto. António (durante o mês Junho) e S. Sebastião
(no último Domingo de Julho), com as respectivas mordomias e procissões. Porém, o
ponto mais alto das festividades religiosas é a festa dedicada à padroeira dos emigrantes
de Loriga, Nª. Srª. da Guia, que se realiza todos os anos, no primeiro Doming
Domingo de
Agosto. No segundo Domingo, tem lugar a festa em honra de Nª. Srª. da Ajuda, no
Fontão de Loriga.

Gastronomia[editar
editar]
A gastronomia loriguense
iguense faz parte daquela considerada típica da Beira Alta, onde se
salientam os pratos calóricos de alta montanha, os enchidos, a feijoada (com feijocas,
uma espécie de feijão branco, maior que o habitual), o cabrito no forno, a broa de milho,
queijaria de ovelha e cabra, nomeadamente o queijo da Serra (com DOPDOP), a aguardente
de zimbro.. Grande parte dos doces e sobremesas típicas eram elaboradas para celebrar a
Páscoa. De entre os doces, têm relevo as broínhas doces, o arroz doce, o carolo (doce
feito com milho), a botelha (sobremesa feito com abóbora), a tapioca (sobremesa
parecida ao arroz doce, feita com tapioca partida em grãos - importada pela comunidade
loriguense no Brasil) e o Bolo Negro
Negro de Loriga. A importância da gastronomia única é
reflectida na Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga. Loriga faz parte da Rota do
Xisto e do Milho.

Busto do, Dr Joaquim A. Amorim da Fonseca, Loriga.

Personagens[editar
editar]
 Joaquim Augusto Amorim da Fonseca,
Fonseca médico
 Joaquim Pina Moura,
Moura economista e político

Acordos de geminação[editar]
geminação
Loriga celebrou um acordo de geminação com a vila, actual cidade, de Sacavém
Sacavém, em 1
de Junho de 1996.
Ver também[editar
editar]
 Geografia romana em Portugal

Ligações externas[editar]
externas

O Commons possui multimídias sobre Loriga

 Homepage sobre Loriga


 Analor
 Portal Vila de Loriga
 ABAE
 Geobserver

Fontes[editar]
Algumas das fontes usadas na elaboração deste artigo:

 História concisa de Loriga por António Conde


 Bacia hidrográfica
rográfica da Ribeira de Loriga
 Página dos Bombeiros de Loriga
 Página da Junta de Freguesia de Loriga
 Página da Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga
 Ferreira, N.; Vieira, G. - Guía Geológico e Geomorfológico do PNSE (1999).
 de Vasconcelos, J.L. - Etnografia Portuguesa - Vol. II, INCM,
CM, 1980
 Carta Militar de Portugal – esc. 1: 25000, Folha nº223, Instituto Geográfico do
Exército.

[Esconder]
v•e

Freguesias de Seia
Alvoco da Serra • Cabeça • Carragosela • Folhadosa • Girabolhos •
Lajes • Lapa dos Dinheiros • Loriga • Paranhos da Beira • Pinhanços •
Sabugueiro • Sameice • Sandomil • Santa Comba • Santa Eulália • Santa
Marinha • Santiago • São Martinho • São Romão • Sazes da Beira • Seia
• Teixeira • Torrozelo • Tourais • Travancinha • Valezim • Várzea de
Meruge • Vide • Vila Cova à Coelheira

Obtida de "http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Loriga&oldid=37313081
http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Loriga&oldid=37313081
http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Loriga&oldid=37313081"
Categorias:

 Freguesias de Seia
 Antigos municípios de Portugal
 Vilas de Portugal
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 !Artigos que carecem de notas de


d rodapé desde Setembro de 2006
06
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2007.
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condições adicionais. Consulte as condições de uso para mais detalhes.

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 Sobre a Wikipédia
 Avisos gerais
 Desenvolvedores
 Versão móvel


-1-

Loriga
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Nota: Este artigo é sobre a uma vila portuguesa. Para o escritor e cineasta Ray Loriga, veja
Ray Loriga.

Este artigo ou secção contém uma lista de fontes ou uma única fonte no fim do
texto, mas estas não são citadas no corpo do artigo, o que compromete a
verificabilidade. (desde setembro de 2010)
Por favor, melhore este artigo introduzindo notas de rodapé citando as fontes,
inserindo-as no corpo do texto quando necessário.

Coordenadas: 40º 19' N 7º 41' O

Portugal Loriga
— Freguesia —

Vista geral de Loriga

Brasão da vila de Loriga


-2-

Loriga

Loriga
Localização de Loriga em Portugal
40° 19' 37" N 7° 41' 26" O
País Portugal
Concelho Seia
Administração
- Tipo Junta de freguesia
Área
- Total 36 52 km2
População (2005)
- Total 1 367
- Densidade 37,51/km2
Gentílico: Loriguense ou Loricense
Código postal 6270
Orago Santa Maria Maior
Correio electrónico jfloriga@sapo.pt
Sítio Freguesiadeloriga.com
Apelidada de “Suíça Portuguesa”. É uma das vilas mais altas de Portugal.
-3-

Loriga (pron.IFA [lo'?ig?]) é uma vila e freguesia portuguesa do concelho de Seia, distrito da Guarda.
Tem 36,52 km² de área, 1 367 habitantes (2005) e densidade populacional de 37,51 hab/km². Tem uma
povoação anexa, o Fontão. Faz parte do Parque Natural da Serra da Estrela.

Loriga, situada na parte sudoeste da Serra da Estrela, encontra-se a 20 km de Seia, 80 km da Guarda e


320 km de Lisboa. A vila é acessível pela EN 231 e pela EN338, estrada concluída em 2006, seguindo
um traçado e um projecto pré-existentes há décadas, com um percurso de 9,2 km de paisagens de
montanha, entre as cotas 960m (Portela de Loriga ou Portela do Arão) e 1650m, três quilómetros acima
da Lagoa Comprida.

Vista panorâmica de Loriga e do vale glaciar com o mesmo nome, semelhante a uma paisagem alpina

É conhecida como a "Suíça Portuguesa" devido à sua extraordinária localização geográfica. Está situada
a cerca de 770m de altitude, na sua parte urbana mais baixa, rodeada por montanhas, das quais se
destacam a Penha dos Abutres (1828m de altitude) e a Penha do Gato (1771m), e é abraçada por dois
cursos de água: a Ribeira de Loriga e Ribeira de S.Bento, que se unem depois da E.T.A.R. sendo que a
Ribeira de Loriga é um dos afluentes do Rio Alva.

Os socalcos e sua complexa rede de irrigação são um dos grandes ex-libris de Loriga, uma obra
construída ao longo de muitas centenas de anos e que transformou um vale rochoso num vale fértil. É
uma obra que ainda hoje marca a paisagem, fazendo parte do património histórico da vila e é
demonstrativa do génio dos seus habitantes.

Está dotada de uma ampla gama de infraestrutras físicas e sócio-culturais, que abrangem todos os
grupos etários, das quais se destacam, por exemplo, o Grupo Desportivo Loriguense, fundado em 1934,
a Sociedade Recreativa e Musical Loriguense, fundada em 1905, os Bombeiros Voluntários de Loriga,
criados em 1982, cujos serviços se desenvolvem na àrea aproximadamente equivalente ao antigo
município loriguense, a Casa de Repouso Nª. Srª. da Guia, uma das últimas obras sociais de relevo, e a
Escola Básica Dr. Reis Leitão. Em Março de 2007 iniciaram-se as obras do novo Quartel dos
Bombeiros Voluntários, edifício que se prevê concluído durante o ano de 2011.
-4-

Índice
• 1 História
• 2 Toponímia
• 3 Festividades
• 4 Gastronomia
• 5 Personagens
• 6 Acordos de geminação
• 7 Ver também
• 8 Ligações externas
• 9 Fontes

[editar] História

Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro histórico da vila. O
local foi escolhido há mais de dois mil e seiscentos anos devido à facilidade de defesa (uma colina entre
ribeiras), à abundância de água e de pastos, bem como ao facto de as terras mais baixas providenciarem
alguma caça e condições mínimas para a prática da agricultura. Desta forma estavam garantidas as
condições mínimas de sobrevivência para uma população e povoação com alguma importância.

Igreja Matriz de Loriga - vista interior

Sabe-se que o nome veio da localização estratégica da povoação, do seu protagonismo e dos seus
habitantes nos montes Hermínios (actual Serra da Estrela) na resistência lusitana, o que levou os romanos
a porem-lhe o nome de Lorica, designação geral para couraça guerreira romana; deste nome derivou
Loriga (derivação iniciada pelos Visigodos), que tem o mesmo significado.

Ponte romana

Em termos de património histórico, destacam-se a ponte e a estrada romanas (século I a.C.), uma
sepultura antropomórfica (século VI a.C.) chamada popularmente de "Caixão da Moura", a Igreja
Matriz (século XIII, reconstruída), o Pelourinho (século XIII,reconstruído), o Bairro de São Ginês (São
Gens) com origem anterior à chegada dos romanos e a Rua de Viriato. A Rua da Oliveira, pela sua
peculiaridade, situada na área mais antiga do centro histórico da vila, recorda algumas das características
-5-

urbanas da época medieval.

A estrada romana e uma das duas pontes (a outra ruiu no século XVI após uma grande cheia na Ribeira
de S. Bento), com as quais os romanos ligaram Lorica, na Lusitânia, ao restante império, merecem
destaque.

Capela de Nossa Senhora do Carmo

O Bairro de São Ginês (S.Gens) é um ex-libris de Loriga e nele destaca-se a capela de Nossa Senhora
do Carmo, a antiga ermida visigótica precisamente dedicada àquele santo.

Quando os romanos chegaram, a povoação estava dividida em dois núcleos. O maior, mais antigo e
principal, situava-se na área onde hoje existem a Igreja Matriz e parte da Rua de Viriato e estava
fortificado com muralhas e paliçada. No local do actual Bairro de S.Ginês existiam já algumas habitações
encostadas ao promontório rochoso, em cima do qual os Visigodos construíram mais tarde uma ermida
dedicada àquele santo.

Fontanário em Loriga

Loriga era uma paróquia pertencente à Vigararia do Padroado Real e a Igreja Matriz foi mandada
construir em 1233 pelo rei D. Sancho II. Esta igreja, cujo orago era já o de Santa Maria Maior e que se
mantém, foi construída no local de outro antigo e pequeno templo, do qual foi aproveitada uma pedra
com inscrições visigóticas, que está colocada na porta lateral virada para o adro. De estilo românico,
com três naves, e traça exterior lembrando a Sé Velha de Coimbra, esta igreja foi destruída pelo sismo
de 1755, dela restando apenas partes das paredes laterais.

O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado também a residência paroquial e
aberto algumas fendas nas robustas e espessas paredes do edifício da Câmara Municipal construído no
século XIII. Um emissário do Marquês de Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos mas, ao
contrário do que aconteceu com a Covilhã (outra localidade serrana muito afectada), não chegou do
governo de Lisboa qualquer auxílio.
-6-

Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde a primeira metade do século XIX. Chegou a ser uma das
localidades mais industrializadas da Beira Interior, e a actual sede de concelho só conseguiu suplantá-la
quase em meados do século XX. Tempos houve em que só a Covilhã ultrapassava Loriga no número de
empresas. Nomes de empresas, tais como: Regato, Redondinha, Fonte dos Amores, Tapadas, Fândega,
Leitão & Irmãos, Augusto Luis Mendes, Lamas, Nunes Brito, Moura Cabral, Lorimalhas, etc, fazem
parte da rica história industrial desta vila. A principal e maior avenida de Loriga tem o nome de Augusto
Luís Mendes, o mais destacado dos antigos industriais loriguenses. Apesar dos maus acessos, que se
resumiam à velhinha estrada romana de Lorica, com dois mil anos, o facto é que os loriguenses
transformaram Loriga numa vila industrial.

Largo do Pelourinho

Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o século XII, tendo recebido forais em 1136 (João
Rhânia, senhorio das Terras de Loriga durante cerca de duas décadas, no reinado de D.Afonso
Henriques), 1249 (D.Afonso III), 1474 (D.Afonso V) e 1514 (D.Manuel I). Apoiou os Absolutistas
contra os Liberais na guerra civil portuguesa e esse facto contribuíu para deixar de ser sede de concelho
em 1855 após a aplicação do plano de ordenação territorial levada a cabo durante o século XIX,
curiosamente o mesmo plano que deu origem aos Distritos. Porém, partir da primeira metade do século
XIX, como já foi mencionado, tornou-se um dos principais pólos industriais da Beira Interior, com a
implantação da indústria dos lanifícios, que entrou em declínio durante as últimas décadas do século
passado o que está a acelerar a desertificação da Vila, facto que afecta de maneira geral as regiões
interiores de Portugal devido às inexistentes políticas de coesão do território. Actualmente a economia
loriguense basea-se nas indústrias metalúrgica e de panificação, no comércio, restauração, alguma
agricultura e pastorícia.

A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes da Beira, Teixeira,
Valezim, Vide, e as mais de trinta povoações anexas, pertenceu ao Município Loriguense.

A área que englobava o extinto município loriguense, constitui também a Associação de Freguesias da
Serra da Estrela, com sede em Loriga.

Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas e as únicas pistas e estância de esqui
existentes em Portugal estão localizadas na Serra da Estrela, dentro da área da freguesia de Loriga.

[editar] Toponímia
-7-

Rua da Oliveira

A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da vila. A sua escadaria tem cerca de 80 degraus
em granito, o que lhe dá características peculiares. Esta rua recorda muitas das características urbanas
medievais.

O bairro de São Ginês é um bairro do centro histórico de Loriga cujas caracteristicas o tornam num dos
bairros mais típicos da vila. As melhores festas de São João eram feitas aqui. Curioso é o facto de este
bairro dever o nome a São Gens, um santo de origem céltica matirizado em Arles, na Gália, no tempo do
imperador Diocleciano, orago de uma ermida visigótica situada na área. Com o passar dos séculos os
loriguenses mudaram o nome do santo para S. Ginês, talvez por ser mais fácil de pronunciar, e
substituíram o orago da sua capela pelo de Nossa Senhora do Carmo. Este núcleo da povoação, que já
esteve separado do principal e mais antigo, situado mais abaixo, é anterior à chegada dos romanos.

[editar] Festividades

Ao longo do ano celebram-se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a Amenta das Almas -
cantos nocturnos masculinos, que evocam as almas de entes falecidos por altura da Quaresma), festas
em honra de Sto. António (durante o mês Junho) e S. Sebastião (no último Domingo de Julho), com as
respectivas mordomias e procissões. Porém, o ponto mais alto das festividades religiosas é a festa
dedicada à padroeira dos emigrantes de Loriga, Nª. Srª. da Guia, que se realiza todos os anos, no
primeiro Domingo de Agosto. No segundo Domingo, tem lugar a festa em honra de Nª. Srª. da Ajuda,
no Fontão de Loriga.

[editar] Gastronomia

A gastronomia loriguense faz parte daquela considerada típica da Beira Alta, onde se salientam os
pratos calóricos de alta montanha, os enchidos, a feijoada (com feijocas, uma espécie de feijão branco,
maior que o habitual), o cabrito no forno, a broa de milho, queijaria de ovelha e cabra, nomeadamente o
queijo da Serra (com DOP), a aguardente de zimbro. Grande parte dos doces e sobremesas típicas
eram elaboradas para celebrar a Páscoa. De entre os doces, têm relevo as broínhas doces, o arroz
doce, o carolo (doce feito com milho), a botelha (sobremesa feito com abóbora), a tapioca (sobremesa
parecida ao arroz doce, feita com tapioca partida em grãos - importada pela comunidade loriguense no
Brasil) e o Bolo Negro de Loriga. A importância da gastronomia única é reflectida na Confraria da Broa
e do Bolo Negro de Loriga. Loriga faz parte da Rota do Xisto e do Milho.
-8-

Busto do, Dr Joaquim A. Amorim da Fonseca, Loriga

[editar] Personagens
• Joaquim Augusto Amorim da Fonseca, médico
• Joaquim Pina Moura, economista e político

[editar] Acordos de geminação

Loriga celebrou acordo de geminação com a vila ,actual cidade, de Sacavém, em 1 de Junho de 1996.

[editar] Ver também


• Geografia romana em Portugal

[editar] Ligações externas


• Homepage sobre Loriga
• Analor
• Portal Vila de Loriga

[editar] Fontes

Algumas das fontes usadas na elaboração deste artigo:


• História concisa de Loriga
• Bacia hidrográfica da Ribeira de Loriga
• Página dos Bombeiros de Loriga
• Página da Junta de Freguesia de Loriga
• Página da Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga
• Ferreira, N.; Vieira, G. - Guía Geológico e Geomorfológico do PNSE (1999).
• de Vasconcelos, J.L. - Etnografia Portuguesa - Vol. II, INCM, 1980
• Carta Militar de Portugal – esc. 1: 25000, Folha nº223, Instituto Geográfico do Exército.

O Wikimedia Commons possui multimedia sobre Loriga

Freguesias de Seia

Alvoco da Serra • Cabeça • Carragosela • Folhadosa • Girabolhos • Lajes • Lapa dos Dinheiros •
Loriga • Paranhos da Beira • Pinhanços • Sabugueiro • Sameice • Sandomil • Santa Comba • Santa
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Categorias: Freguesias de Seia | Antigos municípios de Portugal | Vilas de Portugal
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Loriga
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Loriga (pron.IFA [lo'ɾigɐ]) é uma vila e Portugal Loriga


freguesia portuguesa do concelho de Seia,
— Freguesia —
distrito da Guarda. Tem 36,52 km² de área, 1
367 habitantes (2005) e densidade
populacional de 37,51 hab/km². Tem uma
povoação anexa, o Fontão. Faz parte do Parque
Natural da Serra da Estrela.

Loriga, situada na parte sudoeste da Serra da


Estrela, encontra-se a 20 km de Seia, 80 km da
Guarda e 320 km de Lisboa. A vila é acessível
pela EN 231 e pela EN338, estrada concluída
em 2006, seguindo um traçado e um projecto
pré-existentes há décadas, com um percurso de
Vista geral de Loriga
9,2 km de paisagens de montanha, entre as
cotas 960m (Portela do Arão) e 1650m, dois
quilómetros acima da Lagoa Comprida.

Vista panorâmica de Loriga e do vale


glaciar com o mesmo nome, semelhante
a uma paisagem alpina

conhecida como a "Suíça Portuguesa" devido à


sua extraordinária localização geográfica. Está
situada a cerca de 770m de altitude, na sua
parte urbana mais baixa, rodeada por
montanhas, das quais se destacam a Penha dos
Abutres (1828m de altitude) e a Penha do Gato
(1771m), e é abraçada por dois cursos de água: Brasão da vila de Loriga
a Ribeira de Loriga e Ribeira de S.Bento, que

http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga 17-11-2010
Página Web 2 de 6

se unem depois da E.T.A.R. para formarem um


dos maiores afluentes do Rio Alva.

Os socalcos e sua complexa rede de irrigação


são um dos grandes ex-libris de Loriga, uma
obra construída ao longo de muitas centenas de
anos e que transformou um vale rochoso num
vale fértil. É uma obra que ainda hoje marca a
paisagem, fazendo parte do património
histórico da vila e é demonstrativa do génio Loriga
dos seus habitantes.

Está dotada de uma ampla gama de


infraestrutras físicas e sócio-culturais, que
abrangem todos os grupos etários, das quais se
destacam, por exemplo, o Grupo Desportivo
Loriguense, fundado em 1934, a Sociedade
Recreativa e Musical Loriguense, fundada em
1905, os Bombeiros Voluntários de Loriga,
criados em 1982, cujos serviços se
desenvolvem na àrea aproximadamente
equivalente ao antigo município, a Casa de
Repouso Nª. Srª. da Guia, uma das últimas
obras sociais de relevo, e a Escola Básica Dr.
Reis Leitão. Em Março de 2007 iniciaram-se
as obras do novo Quartel dos Bombeiros Localização de Loriga em Portugal
Voluntários, edifício que se prevê concluído
40° 19' 37" N 7° 41' 26" O
durante o ano de 2011.
País Portugal
Concelho
Seia
Índice Administração
- Tipo Junta de freguesia
■ 1 História
■ 2 Toponímia Área
■ 3 Festividades - Total 36 52 km2
■ 4 Gastronomia População (2005)
■ 5 Personagens
■ 6 Acordos de geminação - Total 1 367
■ 7 Ver também - Densidade 37,51/km2
■ 8 Ligações externas
Gentílico: Loriguense ou Loricense
■ 9 Fontes
Código 6270
postal
Orago Santa Maria Maior
História Correio jfloriga@sapo.pt
electrónico
Fundada originalmente no alto de uma colina
Sítio Freguesiadeloriga.com
entre ribeiras onde hoje existe o centro (http://www.freguesiadeloriga.com)
histórico da vila. O local foi escolhido há mais
Apelidada de “Suíça Portuguesa”. É uma das vilas mais altas de
de dois mil e seiscentos anos devido à Portugal.
facilidade de defesa (uma colina entre

http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga 17-11-2010
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ribeiras), à abundância de água e de pastos, bem como ao facto de a as terras mais baixas
providenciarem alguma caça e condições mínimas para a prática da agricultura. Desta forma estavam
garantidas as condições mínimas de sobrevivência para uma população e povoação com alguma
importância.

O nome veio da localização estratégica da povoação, do seu


protagonismo e dos seus habitantes nos montes Hermínios
(actual Serra da Estrela) na resistência lusitana, o que levou
os romanos a porem-lhe o nome de Lorica, designação geral
para couraça guerreira romana; deste nome derivou Loriga
(derivação iniciada pelos Visigodos), que tem o mesmo
significado.

Em termos de
património histórico,
Igreja Matriz de Loriga - vista destacam-se a ponte e
interior
a estrada romanas
(século I a.C.), uma
sepultura antropomórfica (século VI a.C.) chamada
popularmente de "caixão da moura", a Igreja Matriz (século
XIII, reconstruída), o Pelourinho (século XIII,reconstruído),
o Bairro de São Ginês (São Gens) com origem anterior à
chegada dos romanos e a Rua de Viriato. A Rua da Oliveira,
Ponte romana
pela sua peculiaridade, situada na área mais antiga do centro
histórico da vila, recorda algumas das características urbanas
da época medieval.

A estrada romana e uma das duas pontes (a outra ruiu no século XVI após uma grande cheia na
Ribeira de S. Bento), com as quais os romanos ligaram Lorica, na Lusitânia, ao restante império,
merecem destaque.

O Bairro de São Ginês é um ex-libris de Loriga e nele destaca


-se a capela de Nossa Senhora do Carmo, antiga ermida
visigótica dedicada a S.Gens, e entretanto remodelada.

Quando os romanos chegaram, a povoação estava dividida


em dois núcleos. O maior, mais antigo e principal, situava-se
na área onde hoje existem a Igreja Matriz e parte da Rua de
Viriato e estava fortificado com muralhas e paliçada. No
local do actual Bairro de S.Ginês existiam já algumas
habitações encostadas ao promontório rochoso, em cima do
Capela de Nossa Senhora do Carmo qual os Visigodos construíram mais tarde a ermida dedicada
àquele santo.

Loriga era uma paróquia pertencente à Vigararia do Padroado Real e a Igreja Matriz foi mandada
construir em 1233 pelo rei D. Sancho II. Esta igreja, cujo orago era já o de Santa Maria Maior e que
se mantém, foi construída no local de outro antigo e pequeno templo, do qual foi aproveitada uma
pedra com inscrições visigóticas, que está colocada na porta lateral virada para o adro. De estilo
românico, com três naves, e traça exterior lembrando a Sé Velha de Coimbra, esta igreja foi
destruída pelo sismo de 1755, dela restando apenas partes das paredes laterais.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga 17-11-2010
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O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo


arruinado também a residência paroquial e aberto algumas
fendas nas robustas e espessas paredes do edifício da Câmara
Municipal construído no século XIII. Um emissário do
Marquês de Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos
mas, ao contrário do que aconteceu com a Covilhã (outra
localidade serrana muito afectada), não chegou do governo
de Lisboa qualquer auxílio.

Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde a primeira metade


do século XIX. Chegou a ser uma das localidades mais
industrializadas da Beira Interior, e a actual sede de concelho
só conseguiu suplantá-la quase em meados do século XX.
Tempos houve em que só a Covilhã ultrapassava Loriga no Fontanário em Loriga
número de empresas. Nomes de empresas, tais como: Regato,
Redondinha, Fonte dos Amores, Tapadas, Fândega, Leitão & Irmãos, Augusto Luis Mendes, Lamas,
Nunes Brito, Moura Cabral, Lorimalhas, etc, fazem parte da rica história industrial desta vila. A
principal e maior avenida de Loriga tem o nome de Augusto Luís Mendes, o mais destacado dos
antigos industriais loriguenses. Apesar dos maus acessos, que se resumiam à velhinha estrada
romana de Loriga, com dois mil anos, o facto é que os loriguenses transformaram Loriga numa vila
industrial.

Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o século


XII, tendo recebido forais em 1136 (João Rhânia, senhorio
das Terras de Loriga durante cerca de duas décadas, no
reinado de D.Afonso Henriques), 1249 (D.Afonso III), 1474
(D.Afonso V) e 1514 (D.Manuel I). Apoiou os Absolutistas
contra os Liberais na guerra civil portuguesa. Deixou de ser
sede de concelho em 1855 após a aplicação do plano de
ordenação territorial levada a cabo durante o século XIX,
curiosamente o mesmo plano que deu origem aos Distritos.
Porém, partir da primeira metade do século XIX, tornou-se
Largo do Pelourinho um dos principais pólos industriais da Beira Alta, com a
implantação da indústria dos lanifícios, que entrou em
declínio durante as últimas décadas do século passado o que está a acelerar a desertificação da Vila,
facto que afecta de maneira geral as regiões interiores de Portugal. Actualmente a economia
loriguense basea-se nas indústrias metalúrgica e de panificação, no comércio, restauração, alguma
agricultura e pastorícia.

A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes da Beira, Teixeira,
Valezim, Vide, e as mais de trinta povoações anexas, pertenceu ao Município Loriguense.

A área que englobava o extinto município loriguense, constitui também a Associação de Freguesias
da Serra da Estrela, com sede em Loriga.

Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas e as únicas pistas e estância de
esqui existentes em Portugal estão localizadas na Serra da Estrela, dentro da área da freguesia de
Loriga.

Toponímia

http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga 17-11-2010
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A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da


vila. A sua escadaria tem cerca de 80 degraus em granito, o
que lhe dá características peculiares. Esta rua recorda muitas
das características urbanas medievais.

O bairro de São Ginês é um bairro do centro histórico de


Loriga cujas caracteristicas o tornam num dos bairros mais
típicos da vila. As melhores festas de São João eram feitas
aqui. Curioso é o facto de este bairro dever o nome a São
Gens, um santo de origem céltica matirizado em Arles, na
Gália, no tempo do imperador Diocleciano, orago de uma
ermida visigótica situada na área. Com o passar dos séculos
os loriguenses mudaram o nome do santo para S. Ginês,
Rua da Oliveira
talvez por ser mais fácil de pronunciar. Este núcleo da
povoação, que já esteve separado do principal e mais antigo,
situado mais abaixo, é anterior à chegada dos romanos.

Festividades
Ao longo do ano celebram-se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a Amenta das Almas -
cantos nocturnos masculinos, que evocam as almas de entes falecidos por altura da Quaresma), festas
em honra de Sto. António (durante o mês Junho) e S. Sebastião (no último Domingo de Julho), com
as respectivas mordomias e procissões. Porém, o ponto mais alto das festividades religiosas é a festa
dedicada à padroeira de Loriga, Nª. Srª. da Guia, que se realiza todos os anos, no primeiro Domingo
de Agosto. No segundo Domingo, tem lugar a festa em honra de Nª. Srª. da Ajuda, no Fontão de
Loriga.

Gastronomia
A gastronomia loriguense faz parte daquela considerada típica da Beira Alta, onde se salientam os
pratos calóricos de alta montanha, os enchidos, a feijoada (com feijocas, uma espécie de feijão
branco, maior que o habitual), o cabrito no forno, a broa de milho, queijaria de ovelha e cabra,
nomeadamente o queijo da Serra (com DOP), a aguardente de zimbro. Grande parte dos doces e
sobremesas típicas eram elaboradas para celebrar a Páscoa. De entre os doces, têm relevo as broínhas
doces, o arroz doce, o carolo (doce feito com milho), a botelha (sobremesa feito com abóbora), a
tapioca (sobremesa parecida ao arroz doce, feita com tapioca partida em grãos - importada pela
comunidade loriguense no Brasil) e o Bolo Negro de Loriga. A importância da gastronomia única é
reflectida na Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga. Loriga faz parte da Rota do Xisto e do
Milho.

Personagens
■ Joaquim Augusto Amorim da Fonseca, médico
■ Joaquim Pina Moura, economista e político

http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga 17-11-2010
Página Web 6 de 6

Busto do, Dr Joaquim A. Amorim Acordos de geminação


da Fonseca, Loriga
Loriga celebrou acordo de geminação com a vila ,actual
cidade, de Sacavém, em 1 de Junho de 1996.

Ver também
■ Geografia romana em Portugal

Ligações externas
■ Homepage sobre Loriga (http://www.loriga.de)
■ Analor (http://www.analor.org)
■ Portal Vila de Loriga (http://www.viladeloriga.com)

Fontes
Algumas das fontes usadas na elaboração deste artigo:

■ História concisa de Loriga (http://www.lorica.no.sapo.pt)


■ Bacia hidrográfica da Ribeira de Loriga
(http://www.conselldemallorca.net/mediambient/terrisc/resultatsp_coimbra3.htm)
■ Página dos Bombeiros de Loriga (http://http://www.bvloriga.pt/)
■ Página da Junta de Freguesia de Loriga (http://www.freguesiadeloriga.com/)
■ Página da Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga (http://www.loriga.org/confraria/)
■ Ferreira, N.; Vieira, G. - Guía Geológico e Geomorfológico do PNSE (1999).
■ de Vasconcelos, J.L. - Etnografia Portuguesa - Vol. II, INCM, 1980
■ Carta Militar de Portugal – esc. 1: 25000, Folha nº223, Instituto Geográfico do Exército.

Obtida de "http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga"
Categorias: Freguesias de Seia | Antigos municípios de Portugal | Vilas de Portugal

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Loriga
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Nota: Este artigo é sobre a uma vila portuguesa. Para o escritor e cineasta Ray
Loriga, veja Ray Loriga.
Este artigo ou secção contém uma ou mais fontes no fim do
texto,, mas nenhuma é citada no corpo do artigo,, o que
compromete a confiabilidade das informações. (desde setembro de
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inserindo no corpo do texto quando necessário.

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Portugal Loriga
— Freguesia —

Vista geral de Loriga


Loriga
Localização de Loriga em Portugal

40° 19' 37" N 7° 41' 26" O


País Portugal
Concelho Seia
- Tipo Junta de freguesia
Brasão de Loriga

Área
- Total 36,52 km²
População (2011)
- Total 1 053
- Densidade 28,8/km2
Gentílico: Loriguense ou Loricense

Código postal 6270


Orago Santa Maria Maior
Correio electrónico jfloriga@sapo.pt
Sítio Freguesiadeloriga.com
Apelidada de “Suíça Portuguesa”. É uma das vilas mais altas de Portugal.

Loriga (pron.IFA [lo'ɾigɐ]) é uma vila e freguesia portuguesa do concelho de Seia,


distrito da Guarda. Tem 36,52 km² de área, 1 053 habitantes (2011) e densidade
populacional de 28,8 hab/km². Tem uma povoação anexa, o Fontão. Faz parte do Parque
Natural da Serra da Estrela.

Loriga, situada na parte sudoeste da Serra da Estrela, encontra-se a 20 km de Seia,


80 km da Guarda e 320 km de Lisboa. A vila é acessível pela EN 231 e pela EN338,
estrada concluída em 2006, seguindo um traçado e um projecto pré-existentes há mais
de 40 anos, com um percurso de 9,2 km de paisagens de montanha, entre as cotas 960m
(Portela do Arão ou Portela de Loriga) e 1650m, junto à Lagoa Comprida.
Vista panorâmica de Loriga e do vale glaciar com o mesmo nome, semelhante a uma
paisagem alpina.

É conhecida como a "Suíça Portuguesa" devido à sua extraordinária localização


geográfica. Está situada a cerca de 770m de altitude, na sua parte urbana mais baixa,
rodeada por montanhas, das quais se destacam a Penha dos Abutres (1828m de altitude)
e a Penha
nha do Gato (1771m), e é abraçada por dois cursos de água: a Ribeira de Loriga e
a Ribeira de S.Bento, sendo que esta desagua na primeira depois da E.T.A.R.
E.T.A.R.. A Ribeira
de Loriga, um dos maiores afluentes do Rio Alva,, recebe também junto da vila as àguas
do chamado Ribeiro do Cortiçor.
Cortiçor

Os socalcos e sua complexa rede de irrigação são um dos grandes ex-libris


libris de Loriga,
uma obra construída ao longo de muitas centenas de anos e que transformou um vale
belo mas rochoso num vale fértil. É uma obra que ainda hoje marca a paisagem, fazendo
habitantes.
parte do património histórico da vila e é demonstrativa do génio dos seus ha

stá dotada de uma ampla gama de infraestruturas físicas e sócio-


A vila está sócio-culturais, que
abrangem todos os grupos etários, das quais se destacam, por exemplo, o Grupo
Desportivo Loriguense, fundado em 1934,, a Sociedade Recreativa e Musical
Loriguense, fundada em 1905,
1905 os Bombeiros Voluntários de Loriga,, criados em 1982,
cujos serviços se desenvolvem na àrea aproximadamente equivalente ao antigo concelho
de Loriga, a Casa de Repouso Nª. Srª. da Guia, uma das últimas obras sociais de relevo,
e a Escola Básica 1,2,33 Dr. Reis Leitão. Em Agosto de 2006 iniciaram
iniciaram-se
se as obras do
novo Quartel dos Bombeiros Voluntários, edifício concluído em 2012 e inaugurado em
Setembro do mesmo ano.1

Índice
[esconder]

 1 Toponímia
 2 História
o 2.1 Forais
o 2.2 História até ao final do séc. XVIII
o 2.3 História posterior ao séc. XVIII
 3 Património de destaque
 4 Praia fluvial
 5 Festividades
 6 Gastronomia
 7 Personagens
 8 Acordos de geminação
 9 Ver também
 10 Ligações externas
 11 Fontes
 12 Referências

Toponímia[editar]
Sabe-se que o nome veio da localização estratégica da povoação, do seu protagonismo e
dos seus habitantes nos montes Hermínios (actual Serra da Estrela) na resistência
lusitana, o que levou os romanos a porem-lhe o nome de Lorica, designação geral para
couraça guerreira romana; deste nome derivou Loriga, derivação iniciada pelos
Visigodos, e que tem exatamente o mesmo significado. Ainda que não existissem
origens antigas e históricas a filologia diz-nos que a palavra Loriga deriva de Lorica, do
latim, facto suficiente para a existência do gentílico Loricense, para designar os naturais
da vila de Loriga. Pela antiguidade e importância histórica e filológica do nome, a
couraça é a peça principal do brasão da vila, considerada pelos especialistas como
imprescindível na heráldica de Loriga.

História[editar]
Forais[editar]

Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o século XII, tendo recebido forais
em 1136 (João Rhânia, senhorio das Terras de Loriga durante cerca de duas décadas, no
reinado de D.Afonso Henriques), 1249 (D.Afonso III), 1474 (D.Afonso V) e 1514
(D.Manuel I). Apoiou os Absolutistas ou Miguelistas contra os Liberais na guerra civil
portuguesa e esse facto contribuíu para que lhe fosse retirada a sede de município.
Deixou de ser sede de concelho em 1855 após a aplicação do plano de ordenação
territorial levada a cabo durante o século XIX, curiosamente o mesmo plano que deu
origem aos Distritos.

História até ao final do séc. XVIII[editar]

Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro
histórico da vila. O local foi escolhido há mais de dois mil e seiscentos anos devido à
facilidade de defesa (uma colina entre ribeiras), à abundância de água e de pastos, bem
como ao facto de a as terras mais baixas providenciarem alguma caça e condições
mínimas para a prática da agricultura. Desta forma estavam garantidas as condições
mínimas de sobrevivência para uma população e povoação com alguma importância.
Uma antiga tradição local e diversos antigos documentos apontam Loriga como terra
natal de Viriato, sendo que a rua principal da àrea mais antiga do centro histórico da vila
tem há séculos o nome deste heroi lusitano. Chegou a haver um projecto e uma
subscrição para erigir uma estátua e que não chegou a concretizar-se. O documento mais
curioso, embora não o mais antigo, que refere Loriga como berço de Viriato é o livro
manuscrito História da Lusitânia, datado de 1580 e da autoria do Bispo-Mor
Mor do Reino.

Igreja Matriz de Loriga - vista interior.

Quando os romanos chegaram, a povoação estava dividida em dois núcleos. O maior,


situava-se
mais antigo e principal, situava se na área onde hoje existem a Igreja Matriz e parte da
Rua de Viriato e estava fortificado com muralhas e paliçada. Aliás, a atual
tual Rua de
Viriato, na parte existente entre o centro
c de dia da ALATI e a antiga Casa do Povo,
coincide exatamente com parte do traçado da antiga muralha que defendia a povoação.
No local do actual Bairro de S.Ginês ( S.Gens ) existiam já algumas habitações
encostadas ao promontório rochoso, em cima do qual os Visigodos construíram mais
tarde uma ermida dedicada a S. Gens, atual capela de Nossa Senhora do Carmo. Com o
tempo oss loricenses mudaram o nome do santo para S.Ginês ( santo inexistente ) talvez
por ser mais fácil de pronunciar
pronunciar.

Fontanário em Loriga.

Loriga era uma paróquia pertencente à Vigararia do Padroado Real e a Igreja Matriz foi
mandada construir em 1233 pelo rei D. Sancho II.. Esta igreja, cujo orago era já o de
Santa Maria Maior e que se mantém, foi construída no local de um outro antigo e
pequeno templo, do qual foi aproveitada uma pedra com inscrições visigóticas, que está
colocada na porta lateral virada para o adro. De estilo românico, com três naves, e traça
exterior lembrando a Sé Velha de Coimbra, esta igreja foi destruída pelo sismo de 1755,
dela restando apenas partes das paredes laterais e alguma alvenaria.
O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado também a
residência paroquial e aberto algumas fendas nas robustas e espessas paredes do edifício
da Câmara Municipal construído no século XIII e que ainda existe, embora
particular.. Um emissário do
descaraterizado porque entretanto foi adaptado a residência particular
Marquês de Pombal estevee em Loriga a avaliar os estragos mas, ao contrário do que
aconteceu com a Covilhã (outra localidade serrana muito afectada), não chegou do
governo de Lisboa qualquer auxílio.

História posterior ao séc. XVII


XVIII[editar]

Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde a primeira metade do século XIX
XIX, embora os
investimentos industriais se tenham intensificado a partir de meados do mesmo século.
Chegou a ser uma das localidades mais industrializadas da Beira Interior
Interior, e a actual sede
suplantá-la quase em meados do século XX.. Tempos houve
de concelho só conseguiu suplantá
em que só a Covilhã ultrapassava Loriga no número de empresas. Nomes de empresas,
tais como: Regato, Redondinha, Fonte dos Amores, Tapadas, Fândega, Leitão &
Irmãos, Augusto Luis Mendes, Lamas, Nunes Brito, Moura Cabral, Lorimalhas, etc,
fazem parte da rica história industrial desta vila. A principal e maior avenida de Loriga
tem o nome de Augusto Luís Mendes, o mais destacado
destacado dos antigos indus
industriais
enses. Apesar dos maus acessos, que se resumiam à velhinha estrada romana de
loricenses.
Lorica,
a, com dois mil anos, o facto é que os loriguenses transformaram Loriga numa vila
industrial.

Largo do Pelourinho.

Porém, partir de meados do século XIX, como já foi mencionado, tornoutornou-se um dos
principais pólos industriais da Beira Alta, com o desenvolvimento da indústria dos
lanifícios, que entrou em declínio durante durante as últimas décadas do século passado
facto que afecta de maneira geral as regiões
o que está a levar à desertificação da Vila, facto
interiores de Portugal devido a sucessivas políticas erradas de coesão e administração do
território.. Actualmente a economia loriguense basea-se
basea se nas indústrias metalúrgica e de
panificação, no comércio, restauração, alguma agricultura e pastorícia.

A áreaa onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes da Beira
Beira,
Teixeira, Valezim, Vide,, e as mais de trinta povoações anexas, pertenceu ao município
loriguense.

A área que englobava o extinto município loriguense, constitui também a Associação de


e Loriga.
Freguesias da Serra da Estrela, com sede em

Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas e as únicas pistas e


estância de esqui existentes em Portugal estão localizadas dentro da área da freguesia de
Loriga.

destaque[editar]
Património de destaqu
Em termos de património histórico, destacam-se
destacam se a ponte e a estrada romanas ((século I
), uma sepultura antropomórfica (século
a.C.), ( VI a.C.)) chamada popularmente de "caixão
da moura", a Igreja Matriz (século
( XIII,, reconstruída), o Pelourinho (século
XIII,reconstruído), a capela de Nossa Senhora do Carmo, antiga ermida visigótica de S.
Gens, no bairro de São Ginês, a Rua de Viriato e a Rua da Oliveira que recorda as
características urbanas medievais.
medievais

A estrada romana e uma das duas pontes (a outra ruiu no século XVI após uma grande
romanos ligaram Lorica, na Lusitânia, ao
cheia na Ribeira de S. Bento), com as quais os romanos
restante império, merecem destaque.

A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da vila. A sua escadaria tem
cerca de 80 degraus em granito,
granito, o que lhe dá características peculiares. Esta rua recorda
as características urbanas medievais de Loriga. O bairro de São Ginês é um
muitas das
bairro do centro histórico de Loriga cujas características o tornam num dos bairros mais
típicos da vila. Curioso é o facto de este bairro dever o nome a São Gens
Gens, um santo de
origem céltica matirizado em Arles, na Gália, no tempo do imperador Diocleciano,
orago de uma ermida visigótica situada na área, no local onde hoje está a capela de
Nossa Senhora do Carmo. Com o passar dos séculos os loriguenses mudaram o nome do
santo para S. Ginês. Este núcleo da povoação, que já esteve separado do principal e
mais antigo, situado mais abaixo, é anterior à chegada dos romanos.

Praia fluvial de Loriga, conhecida


conheci também como Chão da Ribeira.

Praia fluvial[editar
editar]
Como desde há alguns anos, em 2012, esta praia foi uma
uma das 275 praias nacionais
galardoadas com a bandeira azul2 ; em Junho recebeu a bandeira "Qualidade Ouro",
atribuido pela Quercus.3 Ambas as bandeiras foram hasteadas dia 24 de Junho de 2012.
Dia 5 de Maio de 2012, a praia fluvial de Loriga, ficou apurada entre as 21 finalistas, do
finalistas, divididas por 7 categorias, para concorrer ao concurso "7
total de 70 pré-finalistas,
Maravilhas - Praias de Portugal", na categoria de "praias de rios".

Festividades[editar
editar]
Ao longo do ano celebram--se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a Amenta das
Almas - cantos nocturnos masculinos, que evocam as almas de entes falecidos por altura
da Quaresma),), festas em honra de Sto. António (durante o mês Junho) e S. Sebastião
(no último Domingongo de Julho), com as respectivas mordomias e procissões. Porém, o
ponto mais alto das festividades religiosas é a festa dedicada à padroeira dos emigrantes
de Loriga, Nª. Srª. da Guia, que se realiza todos os anos, no primeiro Domingo de
Agosto. No segundoo Domingo, tem lugar a festa em honra de Nª. Srª. da Ajuda, no
Fontão de Loriga.

editar]
Gastronomia[editar
daquela considerada típica da Beira Alta, onde se
A gastronomia loriguense faz parte daquela
salientam os pratos calóricos de alta montanha, os enchidos, a feijoada (com feijocas,
uma espécie de feijão branco, maior que o habitual), o cabrito no forno, a broa de milho,
queijaria de ovelha e cabra, nomeadamente o queijo da Serra (com DOPDOP), a aguardente
de zimbro.. Grande parte dos doces e sobremesas típicas eram elaboradas para celebrar a
Páscoa. De entre os doces, têm relevo as broínhas doces, o arroz doce, o carolo (doce
feito com milho), a botelha
telha (sobremesa feito com abóbora), a tapioca (sobremesa
parecida ao arroz doce, feita com tapioca partida em grãos - importada pela comunidade
Loriga. A importância da gastronomia única é
loriguense no Brasil) e o Bolo Negro de Loriga.
reflectida na Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga. Loriga faz parte da Rota do
Xisto e do Milho.

Busto do, Dr Joaquim A. Amorim da Fonseca, Loriga.

Personagens[editar
editar]
 Joaquim Augusto Amorim da Fonseca,
Fonseca médico
 Joaquim Pina Moura,
Moura economista e político

Acordos de geminação[editar]
geminaçã
Loriga celebrou um acordo de geminação com a vila, actual cidade, de Sacavém
Sacavém, em 1
de Junho de 1996.

Ver também[editar
editar]
 Geografia romana em Portugal

Ligações externass[editar]

O Commons possui multimídias sobre Loriga

 Homepage sobre Loriga


 Analor
 Portal Vila de Loriga
 7 Maravilhas - Praias de Portugal
 ABAE
 Geobserver

Fontes[editar]
Algumas das fontes usadas na elaboração deste artigo:

 História concisa de Loriga por António Conde


Cond
 Bacia hidrográfica da Ribeira de Loriga
 Página dos Bombeiros de Loriga
 Página da Junta de Freguesia de Loriga
 Página da Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga
 Ferreira, N.; Vieira, G. - Guía Geológico e Geomorfológico do PNSE (1999).
 de Vasconcelos, J.L. - Etnografia Portuguesa - Vol. II, INCM, 1980
 Carta Militar de Portugal – esc. 1: 25000, Folha nº223, Instituto Geográfico do
Exército.

Referências
1. Ir para cima ↑ Diário "As Beiras" online. Bombeiros de Loriga mudam para
novo quartel.. Página visitada em Outubro de 2012.
2. Ir para cima ↑ ABAE. Locais Galardoados na Região do Centro com a
Bandeira Azul, 2012.
2012 Página visitada em Julho de 2012.
3. Ir para cima ↑ Site da Câmara Municipal de Seia. Praia de Loriga com
qualidade de ouro.. Página visitada em Julho de 2012.

[Esconder]
v•e

Freguesias de Seia
Alvoco da Serra • Cabeça • Carragosela • Folhadosa • Girabolhos •
Lajes • Lapa dos Dinheiros • Loriga • Paranhos da Beira • Pinhanços •
Sabugueiro • Sameice • Sandomil • Santa Comba • Santa Eulália • Santa
Marinha • Santiago • São Martinho • São Romão • Sazes da Beira • Seia
• Teixeira • Torrozelo • Tourais • Travancinha • Valezim • Várzea de
Me
Meruge • Vide • Vila Cova à Coelheira

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http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Loriga&oldid=37313081
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Loriga
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isa
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obre a uma vila portuguesa. Para o escritor e cin
cineasta Ray
Loriga, veja Ray Loriga.
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go ou secção contém uma ou mais fontes noo fim f do
texto, mass n
nenhuma é citada no corpo do artigo, o que ue
compromete
ete a confiabilidade das informações. (desde sete
tembro de
2010)
Por favor, mel
elhore este artigo introduzindo notas de rodapé citandoo as
fontes, inserin
rindo-as no corpo do texto quando necessário.

tes: Google — notícias, livros, acadêmico — Scirus — Bing.


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Veja como referenciar
ref e citar as fontes.

Portugal Loriga
— Freguesia —

Vista geral de Loriga


Loriga
Localização de Loriga em Portugal

40° 19' 37" N 7° 41' 26" O


País Portugal
Concelho Seia
- Tipo Junta de freguesia
Brasão de Loriga

Área
- Total 36,52 km²
População (2011)
- Total 1 053
- Densidade 28,8/km2
Gentílico: Loriguense ou Loricense

Código postal 6270


Orago Santa Maria Maior
Correio electrónico jfloriga@sapo.pt
Sítio Freguesiadeloriga.com
Apelidada de “Suíça Portuguesa”. É uma das vilas mais altas de Portugal.

Loriga (pron.IFA [lo' ig ]) é uma vila e freguesia portuguesa do concelho de Seia,


distrito da Guarda. Tem 36,52 km² de área, 1 053 habitantes (2011) e densidade
populacional de 28,8 hab/km². Tem uma povoação anexa, o Fontão. Faz parte do Parque
Natural da Serra da Estrela.

Loriga, situada na parte sudoeste da Serra da Estrela, encontra-se a 20 km de Seia,


80 km da Guarda e 320 km de Lisboa. A vila é acessível pela EN 231 e pela EN338,
estrada concluída em 2006, seguindo um traçado e um projecto pré-existentes há mais
de 40 anos, com um percurso de 9,2 km de paisagens de montanha, entre as cotas 960m
(Portela do Arão ou Portela de Loriga) e 1650m, junto à Lagoa Comprida.
Vista panorâmica de Loriga
iga e do vale glaciar com o mesmo nome, semeelhante a uma
paisagem alpina.

É conhecida como a "Suíça ça Portuguesa" devido à sua extraordinária loca


calização
geográfica. Está situada a ce
cerca de 770m de altitude, na sua parte urbana
na mais baixa,
rodeada por montanhas, das as quais se destacam a Penha dos Abutres (182828m de altitude)
e a Penha do Gato (1771m)m), e é abraçada por dois cursos de água: a Ribe
ibeira de Loriga e
a Ribeira de S.Bento, sendo
do que esta desagua na primeira depois da E.T.
.T.A.R.. A Ribeira
de Loriga, um dos maioreses afluentes do Rio Alva, recebe também juntoto da
d vila as àguas
do chamado Ribeiro do Cor ortiçor.

Os socalcos e sua complexaxa rede de irrigação são um dos grandes ex-libr


libris de Loriga,
uma obra construída ao long
ongo de muitas centenas de anos e que transform
ormou um vale
belo mas rochoso num vale le fértil. É uma obra que ainda hoje marca a paisagem,
pa fazendo
parte do património históric
rico da vila e é demonstrativa do génio dos seus
eus habitantes.

A vila está dotada de umaa aampla gama de infraestruturas físicas e sócio--culturais, que
abrangem todos os gruposs etários,
e das quais se destacam, por exemplo,, o Grupo
Desportivo Loriguense, fun
undado em 1934, a Sociedade Recreativa e Muusical
Loriguense, fundada em 1905,
19 os Bombeiros Voluntários de Loriga, criariados em 1982,
cujos serviços se desenvolv
lvem na àrea aproximadamente equivalente ao antigo concelho
de Loriga, a Casa de Repou
ouso Nª. Srª. da Guia, uma das últimas obras sociais
so de relevo,
e a Escola Básica 1,2,3 Dr.
r. Reis Leitão. Em Agosto de 2006 iniciaram-se se as obras do
novo Quartel dos Bombeiroiros Voluntários, edifício concluído em 2012 e inaugurado em
Setembro do mesmo ano.1

Índice
[esconder]

1 Toponímia
2 História
o 2.1 Forais
o 2.2 Históriaia até ao final do séc. XVIII
o 2.3 Históriaia posterior ao séc. XVIII
3 Património de des
estaque
4 Praia fluvial
5 Festividades
6 Gastronomia
7 Personagens
8 Acordos de geminação
9 Ver também
10 Ligações externas
11 Fontes
12 Referências

Toponímia[editar]
Sabe-se que o nome veio da localização estratégica da povoação, do seu protagonismo e
dos seus habitantes nos montes Hermínios (actual Serra da Estrela) na resistência
lusitana, o que levou os romanos a porem-lhe o nome de Lorica, designação geral para
couraça guerreira romana; deste nome derivou Loriga, derivação iniciada pelos
Visigodos, e que tem exatamente o mesmo significado. Ainda que não existissem
origens antigas e históricas a filologia diz-nos que a palavra Loriga deriva de Lorica, do
latim, facto suficiente para a existência do gentílico Loricense, para designar os naturais
da vila de Loriga. Pela antiguidade e importância histórica e filológica do nome, a
couraça é a peça principal do brasão da vila, considerada pelos especialistas como
imprescindível na heráldica de Loriga.

História[editar]
Forais[editar]

Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o século XII, tendo recebido forais
em 1136 (João Rhânia, senhorio das Terras de Loriga durante cerca de duas décadas, no
reinado de D.Afonso Henriques), 1249 (D.Afonso III), 1474 (D.Afonso V) e 1514
(D.Manuel I). Apoiou os Absolutistas ou Miguelistas contra os Liberais na guerra civil
portuguesa e esse facto contribuíu para que lhe fosse retirada a sede de município.
Deixou de ser sede de concelho em 1855 após a aplicação do plano de ordenação
territorial levada a cabo durante o século XIX, curiosamente o mesmo plano que deu
origem aos Distritos.

História até ao final do séc. XVIII[editar]

Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro
histórico da vila. O local foi escolhido há mais de dois mil e seiscentos anos devido à
facilidade de defesa (uma colina entre ribeiras), à abundância de água e de pastos, bem
como ao facto de a as terras mais baixas providenciarem alguma caça e condições
mínimas para a prática da agricultura. Desta forma estavam garantidas as condições
mínimas de sobrevivência para uma população e povoação com alguma importância.
Uma antiga tradição local e diversos antigos documentos apontam Loriga como terra
natal de Viriato, sendo que a rua principal da àrea mais antiga do centro histórico da vila
tem há séculos o nome deste heroi lusitano. Chegou a haver um projecto e uma
subscrição para erigir uma estátua e que não chegou a concretizar-se. O documento mais
curioso, embora não o mais
ais antigo, que refere Loriga como berço de Vir
iriato é o livro
manuscrito História da Lusi
usitânia, datado de 1580 e da autoria do Bispo-MMor do Reino.

Igreja Matriz de Loriga - vista


vi interior.

Quando os romanos chegara aram, a povoação estava dividida em dois núcle


cleos. O maior,
mais antigo e principal, situ
ituava-se na área onde hoje existem a Igreja Ma
Matriz e parte da
Rua de Viriato e estava fort
ortificado com muralhas e paliçada. Aliás, a atu
tual Rua de
Viriato, na parte existente entre
e o centro de dia da ALATI e a antiga Cas
asa do Povo,
coincide exatamente com pa parte do traçado da antiga muralha que defend
ndia a povoação.
No local do actual Bairro de S.Ginês ( S.Gens ) existiam já algumas habi
abitações
encostadas ao promontório io rochoso, em cima do qual os Visigodos consnstruíram mais
tarde uma ermida dedicada da a S. Gens, atual capela de Nossa Senhora doo Carmo. Com o
tempo os loricenses mudaraaram o nome do santo para S.Ginês ( santo inexexistente ) talvez
por ser mais fácil de pronun
unciar.

Fontanário em Loriga.

Loriga era uma paróquia pertencente


pe à Vigararia do Padroado Real e a Igreja
Ig Matriz foi
mandada construir em 1233 33 pelo rei D. Sancho II. Esta igreja, cujo orago
ago era já o de
Santa Maria Maior e que se mantém, foi construída no local de um outro tro antigo e
pequeno templo, do qual foi
fo aproveitada uma pedra com inscrições visig sigóticas, que está
colocada na porta lateral vir
virada para o adro. De estilo românico, com três
trê naves, e traça
exterior lembrando a Sé Veelha de Coimbra, esta igreja foi destruída pelolo sismo de 1755,
dela restando apenas partes
es das paredes laterais e alguma alvenaria.
O sismo de 1755 provocouu enormes estragos na vila, tendo arruinado também
tam a
residência paroquial e abert
erto algumas fendas nas robustas e espessas par aredes do edifício
da Câmara Municipal constnstruído no século XIII e que ainda existe, embo bora
descaraterizado porque entr
ntretanto foi adaptado a residência particular.. Um
U emissário do
Marquês de Pombal estevee em Loriga a avaliar os estragos mas, ao contr ntrário do que
aconteceu com a Covilhã (outra
(o localidade serrana muito afectada), nãoo chegou do
governo de Lisboa qualquer
uer auxílio.

História posterior ao sé
séc. XVIII[editar]

Loriga é uma vila industrial


ial (têxtil) desde a primeira metade do século XIX,
X embora os
investimentos industriais se tenham intensificado a partir de meados doo mesmo
m século.
Chegou a ser uma das local alidades mais industrializadas da Beira Interior
ior, e a actual sede
de concelho só conseguiu suplantá-la
su quase em meados do século XX.. Tempos
T houve
em que só a Covilhã ultrapapassava Loriga no número de empresas. Nomees de empresas,
tais como: Regato, Redondi dinha, Fonte dos Amores, Tapadas, Fândega,, Leitão
L &
Irmãos, Augusto Luis Mend ndes, Lamas, Nunes Brito, Moura Cabral, Lori orimalhas, etc,
fazem parte da rica história
ia industrial desta vila. A principal e maior ave
venida de Loriga
tem o nome de Augusto Luí uís Mendes, o mais destacado dos antigos indu dustriais
loricenses. Apesar dos mauaus acessos, que se resumiam à velhinha estradaada romana de
Lorica, com dois mil anos,s, o facto é que os loriguenses transformaram Loriga
L numa vila
industrial.

Largo do Pelourinho.

Porém, partir de meados do século XIX, como já foi mencionado, tornou ou-se um dos
principais pólos industriais
is da Beira Alta, com o desenvolvimento da indústria
ind dos
lanifícios, que entrou em declínio
de durante durante as últimas décadas do século passado
o que está a levar à desertifi
tificação da Vila, facto que afecta de maneira geral
g as regiões
interiores de Portugal devid
ido a sucessivas políticas erradas de coesão e administração
a do
território. Actualmente a ec
economia loriguense basea-se nas indústrias metalúrgica
me e de
panificação, no comércio,, re
restauração, alguma agricultura e pastorícia.

A área onde existem as actu


ctuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes
S da Beira,
Teixeira, Valezim, Vide, e as
a mais de trinta povoações anexas, pertenceu
ceu ao município
loriguense.

A área que englobava o ext


xtinto município loriguense, constitui também
m a Associação de
Freguesias da Serra da Estre
strela, com sede em Loriga.

Loriga e a sua região possue


suem enormes potencialidades turísticas e as ún
únicas pistas e
estância de esqui existentes
tes em Portugal estão localizadas dentro da área
ea da freguesia de
Loriga.

Património de de
destaque[editar]
Em termos de património hhistórico, destacam-se a ponte e a estrada romamanas (século I
a.C.), uma sepultura antropo
opomórfica (século VI a.C.) chamada popularm rmente de "caixão
da moura", a Igreja Matriz
iz (século
( XIII, reconstruída), o Pelourinho (séc
éculo
XIII,reconstruído), a capela
ela de Nossa Senhora do Carmo, antiga ermidaa visigótica de S.
Gens, no bairro de São Ginê
inês, a Rua de Viriato e a Rua da Oliveira quee rrecorda as
características urbanas med
edievais.

A estrada romana e uma das duas pontes (a outra ruiu no século XVI apó
pós uma grande
cheia na Ribeira de S. Bento
nto), com as quais os romanos ligaram Lorica,
a, na Lusitânia, ao
restante império, merecem
m destaque.
d

A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da vila. A sua escadaria
esc tem
cerca de 80 degraus em granranito, o que lhe dá características peculiares.. E
Esta rua recorda
muitas das características ur
urbanas medievais de Loriga. O bairro de São ão Ginês é um
bairro do centro histórico de Loriga cujas características o tornam num dos d bairros mais
típicos da vila. Curioso é o facto de este bairro dever o nome a São Gens ns, um santo de
origem céltica matirizado em Arles, na Gália, no tempo do imperador Di Diocleciano,
orago de uma ermida visigóigótica situada na área, no local onde hoje estáá a capela de
Nossa Senhora do Carmo.. C Com o passar dos séculos os loriguenses mud udaram o nome do
santo para S. Ginês. Este núcleo
nú da povoação, que já esteve separado do principal e
mais antigo, situado mais abaixo,
ab é anterior à chegada dos romanos.

Praia fluvial de Loriga, con


onhecida também como Chão da Ribeira.

Praia fluvial[edit
itar]
Como desde há alguns anosos, em 2012, esta praia foi uma das 275 praias
as nacionais
ira azul2 ; em Junho recebeu a bandeira "Qualid
galardoadas com a bandeira lidade Ouro",
3
atribuido pela Quercus. Ambas
Am as bandeiras foram hasteadas dia 24 dee Junho
J de 2012.
Dia 5 de Maio de 2012, a pr praia fluvial de Loriga, ficou apurada entre as 21 finalistas, do
total de 70 pré-finalistas, divididas
di por 7 categorias, para concorrer ao concurso
co "7
Maravilhas - Praias de Porturtugal", na categoria de "praias de rios".

Festividades[edita
itar]
Ao longo do ano celebram--se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com om a Amenta das
Almas - cantos nocturnos m masculinos, que evocam as almas de entes falealecidos por altura
da Quaresma), festas em hohonra de Sto. António (durante o mês Junho) e S. Sebastião
(no último Domingo de Julhulho), com as respectivas mordomias e procissõssões. Porém, o
ponto mais alto das festivid
idades religiosas é a festa dedicada à padroeira
ira dos emigrantes
de Loriga, Nª. Srª. da Guia,
ia, que se realiza todos os anos, no primeiro Doomingo de
Agosto. No segundo Domin ingo, tem lugar a festa em honra de Nª. Srª. da Ajuda, no
Fontão de Loriga.

Gastronomia[edit
ditar]
A gastronomia loriguensee fafaz parte daquela considerada típica da Beiraa Alta,
A onde se
salientam os pratos calórico
icos de alta montanha, os enchidos, a feijoada (com
(c feijocas,
uma espécie de feijão branc
nco, maior que o habitual), o cabrito no forno,o, a broa de milho,
queijaria de ovelha e cabra,
ra, nomeadamente o queijo da Serra (com DOP P), a aguardente
de zimbro. Grande parte dos
do doces e sobremesas típicas eram elaboradas as para celebrar a
Páscoa. De entre os doces,s, ttêm relevo as broínhas doces, o arroz doce,, o carolo (doce
feito com milho), a botelha
ha (sobremesa feito com abóbora), a tapioca (so (sobremesa
parecida ao arroz doce, feita
eita com tapioca partida em grãos - importadaa pelap comunidade
loriguense no Brasil) e o Bo
Bolo Negro de Loriga. A importância da gastro tronomia única é
reflectida na Confraria da BBroa e do Bolo Negro de Loriga. Loriga faz parte
pa da Rota do
Xisto e do Milho.

Busto do, Dr Joaquim A. A


Amorim da Fonseca, Loriga.

Personagens[edit
itar]
Joaquim Augusto A
Amorim da Fonseca, médico
Joaquim Pina Moura
ura, economista e político

Acordos de gemin
inação[editar]
Loriga celebrou um acordo
do de geminação com a vila, actual cidade, de Sacavém,
S em 1
de Junho de 1996.

Ver também[edit
itar]
Geografia romana eem Portugal

Ligações externass[editar]

O Commons possui multimídias sobre Loriga

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Lo
Analor
Portal Vila de Lorig
riga
7 Maravilhas - Praia
aias de Portugal
ABAE
Geobserver

Fontes[editar]
Algumas das fontes usadas
as na elaboração deste artigo:

História concisa dee Loriga por António Conde


Bacia hidrográficaa da
d Ribeira de Loriga
Página dos Bombeir eiros de Loriga
Página da Junta dee FFreguesia de Loriga
Página da Confraria
ria da Broa e do Bolo Negro de Loriga
Ferreira, N.; Vieira,
ra, G. - Guía Geológico e Geomorfológico do PNSE P (1999).
de Vasconcelos, J.L.L. - Etnografia Portuguesa - Vol. II, INCM, 191980
Carta Militar de Por
ortugal – esc. 1: 25000, Folha nº223, Institutoo Geográfico
G do
Exército.

Referências
1. Ir para cima Diário
rio "As Beiras" online. Bombeiros de Loriga mudam
m para
novo quartel. Página
ina visitada em Outubro de 2012.
2. Ir para cima ABA AE. Locais Galardoados na Região do Centroo com a
12. Página visitada em Julho de 2012.
Bandeira Azul, 2012
3. Ir para cima Sitee da
d Câmara Municipal de Seia. Praia de Loriga
iga com
qualidade de ouro.. Página
P visitada em Julho de 2012.

[Esconder]
v•e

Freguesias de Seia
Alvoco da Serra
rra • Cabeça • Carragosela • Folhadosa • Girabolh
olhos •
Lajes • Lapa doss DDinheiros • Loriga • Paranhos da Beira • Pinha
hanços •
Sabugueiro • Samemeice • Sandomil • Santa Comba • Santa Eulália • Santa
Marinha • Santiago
ago • São Martinho • São Romão • Sazes da Beiraira • Seia
• Teixeira • Torro
rrozelo • Tourais • Travancinha • Valezim • Várz
rzea de
M
Meruge • Vide • Vila Cova à Coelheira

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Antigos municípiosos de Portugal
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-1-

Loriga
Origem: Enciclopédia.
(Lorica / Loriga)

Loricense ou
Gentílico
Loriguense

Área 36,52 km²


População 1 670 hab.
Densidade 34,8 hab./km²
Orago Santa Maria Maior
Código postal 6270
Portugal

Loriga é uma vila portuguesa, com 36,52 km² de área e 1 670 habitantes. Densidade: 34,8 hab/km².

Breve história
Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro histórico da vila, o seu nome primitivo,anterior à chegada dos
romanos,era Lobriga. O local foi escolhido há mais de dois mil e seiscentos anos, devido à facilidade de defesa (uma colina entre ribeiras),à abundância de
àgua e de pastos, bem como ao facto de a as terras mais baixas providenciarem alguma caça,e condições mínimas para a prática da agricultura. Desta forma
estava garantido o sustento a uma comunidade constituída fundamentalmente por pastores e agricultores, que fizeram parte de uma das tribos mais aguerridas
da Lusitânia.

Àrea mais antiga do centro histórico da vila de Loriga

O nome veio,da localização estratégica da povoação,do seu protagonismo e dos seus habitantes,nos Hermínios (actual Serra da Estrela) na resistência lusitana,
o que levou os romanos a porem-lhe o nome de Lorica (antiga couraça guerreira).Os Hermínius eram o coração e a maior fortaleza da Lusitânia. É um facto
que os romanos lhe deram o nome de Lorica,nome de couraça guerreira, e deste nome derivou Loriga (designação iniciada pelos Visigodos), e que tem o
mesmo significado. É um caso raro, em Portugal, de um nome bimilenar, facto que justifica que a couraça seja a peça central e principal do brasão histórico da
vila.

Situada na parte Sudoeste da Serra da Estrela, a sua beleza paisagística é o principal atractivo de referência. Os socalcos e sua complexa rede de irrigação são
um dos grandes ex-libris de Loriga, uma obra gigantesca construída pelos Loricenses ao longo de muitas centenas de anos e que transformou um vale belo, mas
rochoso, num vale fértil.

Em termos de património, destacam-se a ponte e a estrada romanas (século I a.C.), uma sepultura antropomórfica (século VI a.C.), a Igreja Matriz (século
XIII, reconstruída), o Pelourinho (século XIII,reconstruído), o Bairro de São Ginês (São Gens) com origem anterior à chegada dos romanos, a Rua de
Viriato,o heroi lusitano que a tradição local,e diversos antigos documentos,encontram origens nesta antiquíssima povoação.A Rua da Oliveira, pela sua
peculiaridade,situada na àrea mais antiga do centro histórico da vila,recorda algumas das características da época medieval. A estrada romana e uma das duas
pontes (a outra ruíu no século XVI após uma grande cheia na Ribeira de S. Bento), com as quais os romanos ligaram Lorica ao restante império, merecem
destaque. A estrada romana ligava Lorica a Egitânia (Idanha-a-Velha),Talabara (Alpedrinha),Sellium (Tomar),Scallabis (Santarém),Olisipo (Lisboa) e a
Longóbriga (Longroiva),Verurium (Viseu),Balatucellum (Bobadela),Conímbriga (Condeixa-a-Velha) e Aemínium (Coimbra).

Também o Bairro de São Ginês ( S. Gens )é um ex-libris de Loriga, e nele destaca-se a capela de Nossa Senhora do Carmo construída no local de uma
antiga ermida visigótica precisamente dedicada àquele santo. Quando os romanos chegaram, a povoação estava dividida em dois núcleos: O maior, mais antigo
e principal, situava-se na àrea onde hoje existem a Igreja Matriz e parte da Rua de Viriato, e estava fortificado com muralhas e paliçada. No local do actual
Bairro de S.Ginês (S.Gens), existiam já algumas habitações encostadas ao promontório rochoso, em cima do qual os Visigodos construíram mais tarde uma
-2-

ermida dedicada àquele santo.

Loriga era uma paróquia pertencente à Vigariaria do Padroado Real e a Igreja Matriz foi mandada construir em 1233 pelo rei D.Sancho II. Esta igreja, cujo
orago era já o de Santa Maria Maior,e que se mantém, foi construída no local de um outro antigo e pequeno templo, do qual foi aproveitada uma pedra com
inscrições visigóticas, que está colocada na porta lateral virada para o adro. De estilo românico, com três naves, e traça exterior lembrando a Sé Velha de
Coimbra, esta igreja foi destruída pelo sismo de 1755, dela restando apenas partes das paredes laterais.

O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado também a residência paroquial e aberto algumas fendas nas robustas e espessas paredes
do edifício da Câmara Municipal construído no século XIII. Um emissário do Marquês de Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos mas, ao contrário do
que aconteceu com a Covilhã (outra localidade serrana muito afectada), não chegou de Lisboa qualquer auxílio.

Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde o início do século XIX, chegou a ser uma das localidades mais industrializadas da Beira Interior, e a actual sede de
concelho só conseguiu suplantá-la quase em meados do século XX.Tempos houve em que,só Covilhã ultrapassava Loriga em número de empresas.Nomes de
empresas,tais como;Regato,Redondinha,Fonte dos Amores,Tapadas,Fândega,Leitão & Irmãos,Augusto Luis Mendes,Lamas,Nunes Brito,Moura
Cabral,Lorimalhas,etc,fazem parte da rica história industrial desta vila.A principal e maior avenida de Loriga tem o nome de Augusto Luís Mendes,o mais
destacado dos antigos industriais loricenses.

A história da vila de Loriga é, aliás, um exemplo das consequências que os confrontos de uma guerra civil podem ter no futuro de uma localidade e de uma
região. Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o século XII, tendo recebido forais em 1136 (João Rhânia, senhorio das Terras de Loriga durante
cerca de duas décadas, no reinado de D.Afonso Henriques), 1249 (D.Afonso III ), 1474 ( D.Afonso V ) e 1514 ( D.Manuel I ), mas, por ter apoiado os
chamados Absolutistas contra os Liberais na guerra civil portuguesa, teve o castigo de deixar de ser sede de concelho em 1855.A conspiração movida por
desejos expansionistas da localidade que beneficiou com o facto,precipitou os acontecimentos.

Foi no mínimo um caso de injusta vingança política,numa época em que não existia democracia e reinavam o compadrio e a corrupção,e assim começou o
declínio de toda a Região de Loriga (antigo concelho de Loriga).Se nada de verdadeiramente eficaz for feito, começando pela vila de Loriga, esta região estará
desertificada dentro de poucas décadas,o que,tal como em relação a outras relevantes terras históricas do interior do país,será concerteza considerado como
uma vergonha nacional.Confirmaria também a existência de graves e sucessivos erros nas políticas de coesão,administração e ordenamento do território.

A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes da Beira, Teixeira, Valezim, Vide, e as mais de trinta povoações anexas,
pertenceu ao Município Loricense.A vila de Loriga,situa-se a vinte quilómetros da actual sede de concelho, e algumas freguesias da sua região situam-se a uma
distância muito maior.

A Região de Loriga, área do antigo Município Loricense,constitui também a Associação de Freguesias da Serra da Estrela,com sede na vila de Loriga.

Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas,e as únicas pistas e estância de esqui existentes em Portugal,estão localizadas na àrea da
freguesia da vila de Loriga.

A rua da Oliveira é uma rua situada na àrea mais antiga do centro histórico da vila. A sua escadaria tem cerca de 100 degraus em granito, o que lhe dá
características peculiares.

O bairro de São Ginês (S.Gens) é um bairro de Loriga com cerca de 50 habitantes. As suas caracteristicas tornam-no no bairro mais conhecido e mais tipico
da vila. As melhores festas de S.João eram feitas aqui. Curioso é o facto de este bairro do centro histórico da vila dever o nome a São Gens, um santo de
origem céltica matirizado em Arles, na Gália, no tempo do imperador Diocleciano, orago de uma ermida visigótica situada na área. Com o tempo, os
Loricenses mudaram o nome do santo para São Ginês, talvez por ser mais fácil de pronunciar. Este núcleo da povoação, que já esteve separado do principal e
mais antigo, situado mais abaixo, é anterior à chegada dos romanos.

Acordos de geminação
A vila de Loriga celebrou acordo de geminação com:
• A vila,actual cidade de Sacavém, no concelho de Loures, em 1 de Julho de 1996.

Ver também
• Links de todos os sites interessantes sobre Loriga
• Rotas turísticas
• História concisa de Loriga
• Loriga (Loriga na internet) - Site sobre a vila de Loriga
• Portal Loriga News
• Imagens e links de Loriga
• Loriga bela e histórica
• Loriga capital da neve
• Fontão de Loriga
• Loriga terra de Viriato
• Loriga histórica
• Loriga terra de Viriato
• História concisa da vila
• Homenagem a um Loricense
-1-

Loriga
Origem: Enciclopédia Livre.
40º 19`N 7º 41` O

Loriga

Loriga - Vista parcial do miradouro


Gentílico Loricense ou loriguense
Distrito Guarda
Àrea 36,52 km²
População 1 367 hab. (2005)
Densidade 37,51 hab./km²
Orago Santa Maria Maior
Código postal 6270
Vila
Loriga

Apelidada de “Suíça Portuguesa”


Loriga,vila de Portugal

Loriga é uma vila e freguesia portuguesa do Distrito da Guarda Tem 36,52 km² de área, 1 367 habitantes
(2005) e densidade populacional de 37,51 hab/km².

Loriga encontra-se a 20 km da actual sede de concelho, 80km da Guarda e 300km de Lisboa. A vila é
acessível pela EN 231, e tem acesso directo à Torre, pela N338, estrada concluída em 2006, seguindo um
traçado pré-existente, com um percurso de 9.2 km de paisagens deslumbrantes, entre as cotas 960m
(Portela do Arão) e 1650m, junto à Lagoa Comprida.

É conhecida como a "Suíça Portuguesa" devido à sua extraordinária localização geográfica. Está situada a
cerca de 770m de altitude, rodeada por montanhas, das quais se destacam a Penha dos Abutres (1828m de
altitude) e a Penha do Gato (1771m), e é abraçada por dois cursos de água: a Ribeira de Loriga e a Ribeira
de S.Bento, que se unem depois da E.T.A.R., sendo a Ribeira de Loriga um dos afluentes do Rio Alva.

Está dotada de uma ampla gama de infrastrutras,desde físicas a culturais e sociais, das quais se destacam,
-2-
por exemplo, a Escola C+S Dr. Reis Leitão, a Banda de Música Filarmónica de Loriga, fundada em 1905,
Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Loriga, criado em 1982, cujos serviços se
desenvolvem na àrea do antigo Município Loricense, a Casa de Repouso Nª. Srª. da Guia, uma das últimas
obras sociais de relevo, a Associação Loricense de Apoio à Terceira Idade,e o Grupo Desportivo
Loricense,fundado em 1934.

Ao longo do ano celebram-se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a tradicional Amenta das Almas)
e festas em honra de S. António (durante o mês Junho) e S. Sebastião (durante o mês de Julho), com as
respectivas mordomias e procissões. Porém, o ponto mais alto das festividades religiosas é a festa dedicada
à padroeira da diáspora loricense, Nª. Srª. da Guia, que se realiza todos os anos, no primeiro Domingo de
Agosto.

Índice
• 1 Breve história
• 2 Rua da Oliveira
• 3 Bairro de São Ginês (S.Gens)
• 4 Personagens de Loriga com artigos na Wikipédia
• 5 Acordos de geminação
• 6 Ver também
• 7 Ligações externas
• 8 Fontes

Breve história
Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro histórico da vila. O
local foi escolhido há mais de dois mil e seiscentos anos devido à facilidade de defesa (uma colina entre
ribeiras), à abundância de água e de pastos, bem como ao facto de a as terras mais baixas providenciarem
alguma caça e condições mínimas para a prática da agricultura. Desta forma estavam garantidas as
condições mínimas de sobrevivência para uma população e povoação com alguma importância.

Igreja Matriz de Loriga - vista interior


O nome veio da localização estratégica da povoação, do seu protagonismo e dos seus habitantes nos
Hermínios (actual Serra da Estrela) na resistência lusitana, o que levou os romanos a porem-lhe o nome de
Lorica (antiga couraça guerreira). Os Hermínios eram o coração e a maior fortaleza da Lusitânia. É um facto
que os romanos lhe deram o nome de Lorica, e deste nome derivou Loriga (derivação iniciada pelos
Visigodos) e que tem o mesmo significado. É um caso raro, em Portugal, de um nome bi-milenar,e justifica
que a couraça seja a peça central do brasão histórico de Loriga. É um nome muito antigo e de grande valor
histórico para a vila.

Situada na parte Sudoeste da Serra da Estrela, a sua beleza paisagística é o principal atractivo de
-3-
referência. Os socalcos e sua complexa rede de irrigação são um dos grandes ex-libris de Loriga, uma obra
gigantesca construída pelos loricenses ao longo de muitas centenas de anos, e que transformou um vale belo
mas rochoso num vale fértil. É uma obra que ainda hoje marca a paisagem do belíssimo Vale de Loriga,
fazendo parte do património histórico da vila e é demonstrativa do génio dos seus habitantes.

Ponte romana
Em termos de património histórico, destacam-se também a ponte e a estrada romanas (século I a.C.), uma
sepultura antropomórfica (século VI a.C.), a Igreja Matriz (século XIII, reconstruída), o Pelourinho (século
XIII,reconstruído), o Bairro de São Ginês (São Gens) com origem anterior à chegada dos romanos e a Rua
de Viriato que a tradição local e diversos antigos documentos encontram origem nesta antiquíssima
povoação. A Rua da Oliveira, pela sua peculiaridade, situada na área mais antiga do centro histórico da vila,
recorda algumas das características urbanas da época medieval. A estrada romana e uma das duas pontes (a
outra ruiu no século XVI após uma grande cheia na Ribeira de S. Bento), com as quais os romanos ligaram
Lorica, na Lusitânia, ao restante império, merecem destaque.

Capela de Nª Srª do Carmo


O Bairro de São Ginês é um ex-libris de Loriga e nele destaca-se a capela de Nossa Senhora do Carmo,
construída no local de uma antiga ermida visigótica precisamente dedicada àquele santo. Quando os
romanos chegaram, a povoação estava dividida em dois núcleos. O maior, mais antigo e principal, situava-se
na área onde hoje existem a Igreja Matriz e parte da Rua de Viriato e estava fortificado com muralhas e
paliçada. No local do actual Bairro de S.Ginês existiam já algumas habitações encostadas ao promontório
rochoso, em cima do qual os Visigodos construíram mais tarde uma ermida dedicada àquele santo.
-4-

Fontanário em Loriga
Loriga era uma paróquia pertencente à Vigariaria do Padroado Real e a Igreja Matriz foi mandada construir
em 1233 pelo rei D.Sancho II. Esta igreja, cujo orago era já o de Santa Maria Maior e que se mantém, foi
construída no local de outro antigo e pequeno templo, do qual foi aproveitada uma pedra com inscrições
visigóticas, que está colocada na porta lateral virada para o adro. De estilo românico, com três naves, e
traça exterior lembrando a Sé Velha de Coimbra, esta igreja foi destruída pelo sismo de 1755, dela restando
apenas partes das paredes laterais.

O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado também a residência paroquial e
aberto algumas fendas nas robustas e espessas paredes do edifício da Câmara Municipal construído no
século XIII. Um emissário do Marquês de Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos mas, ao contrário
do que aconteceu com a Covilhã (outra localidade serrana muito afectada), não chegou do governo de
Lisboa qualquer auxílio.

Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde o início do século XIX. Chegou a ser uma das localidades mais
industrializadas da Beira Interior, e a actual sede de concelho só conseguiu suplantá-la quase em meados do
século XX. Tempos houve em que só a Covilhã ultrapassava Loriga no número de empresas. Nomes de
empresas, tais como: Regato, Redondinha, Fonte dos Amores, Tapadas, Fândega, Leitão & Irmãos,
Augusto Luis Mendes, Lamas, Nunes Brito, Moura Cabral, Lorimalhas, etc, fazem parte da rica história
industrial desta vila. A principal e maior avenida de Loriga tem o nome de Augusto Luís Mendes, o mais
destacado dos antigos industriais loricenses. Apesar de, por exemplo, dos maus acessos que se resumiam à
velhinha estrada romana de Lorica com dois mil anos, o facto é que os loricenses transformaram Loriga
numa vila industrial progressiva, o que confirma o seu génio. Mas, Loriga acabou por ser derrotada por um
inimigo político e administrativo, local e nacional, contra o qual teve que lutar desde meados do século XIX.

Largo do Pelourinho
A história da vila de Loriga é, aliás, um exemplo das consequências que os confrontos de uma guerra civil
podem ter no futuro de uma localidade e de uma região. Loriga tinha a categoria de vila e sede de concelho
-5-
desde o século XII, tendo recebido forais em 1136 (João Rhânia, senhorio das Terras de Loriga durante
cerca de duas décadas, no reinado de D.Afonso Henriques), 1249 (D.Afonso III ), 1474 ( D.Afonso V ) e
1514 ( D.Manuel I ), mas, por ter apoiado os chamados Absolutistas contra os Liberais na guerra civil
portuguesa, teve o castigo de deixar de ser sede de concelho em 1855. A conspiração movida por desejos
expansionistas da localidade que beneficiou com o facto, precipitou os acontecimentos. Tratou-se de um
grave erro político e administrativo; foi, no mínimo, um caso de injusta vingança política, numa época em que
não existia democracia e reinavam o compadrio e a corrupção e assim, começou o declínio de toda a região
de Loriga (antigo concelho de Loriga).

Se nada de verdadeiramente eficaz for feito, começando pela vila de Loriga, esta região estará desertificada
dentro de poucas décadas, o que, tal como em relação a outras relevantes terras históricas do interior do
país, será com certeza considerado como uma vergonha nacional. Confirmaria também a óbvia existência de
graves e sucessivos erros nas políticas de coesão, administração e ordenamento do território. Para evitar tal
situação, vergonhosa para o país, é necessário no mínimo por em prática o que já é reconhecido no papel:
desenvolver a vila de Loriga, pólo e centro da região.

A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes da Beira, Teixeira, Valezim,
Vide, e as mais de trinta povoações anexas, pertenceu ao Município Loricense. A vila de Loriga situa-se a
vinte quilómetros da actual sede de concelho (Seia) e algumas freguesias da sua região, situam-se a uma
distância muito maior.

A Região de Loriga, área do antigo Município Loricense, constitui também a Associação de Freguesias da
Serra da Estrela, com sede na vila de Loriga.

Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas e as únicas pistas e estância de esqui
existentes em Portugal estão localizadas na área da freguesia da vila de Loriga.

Rua da Oliveira

Rua da Oliveira
A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da vila. A sua escadaria tem cerca de 100 degraus
em granito, o que lhe dá características peculiares. Esta rua recorda muitas das características urbanas
medievais do centro histórico da vila de Loriga.
-6-
Bairro de São Ginês (S.Gens)
O bairro de São Ginês é um bairro do centro histórico de Loriga cujas caracteristicas o tornam num dos
bairros mais conhecidos e típicos da vila. As melhores festas de São João eram feitas aqui. Curioso é o facto
de este bairro do centro histórico da vila dever o nome a São Gens, um santo de origem céltica matirizado
em Arles, na Gália, no tempo do imperador Diocleciano, orago de uma ermida visigótica situada na área.
Com o passar dos séculos os loricenses mudaram o nome do santo para S.Ginês, talvez por ser mais fácil de
pronunciar. Este núcleo da povoação, que já esteve separado do principal e mais antigo, situado mais
abaixo, é anterior à chegada dos romanos.

Busto do, Dr Joaquim A. Amorim da Fonseca, Loriga

Acordos de geminação

Loriga celebrou acordo de geminação com:

• A vila, actual cidade de Sacavém, no concelho de Loures, em 1 de Junho de 1996.

Ver também
• Geografia romana em Portugal

Ligações externas
• LORIGA - Loriga na internet
• Loriga News
• Homepage sobre Loriga
• Analor

Fontes
Agumas das fontes usadas na elaboração deste artigo:

• Loriga na internet
• Informação Municipal [1]
• Loriga.de [2]
• Bacia hidrográfica da Ribeira de Loriga [3]
• Ferreira, N.; Vieira, G. - Guía Geológico e Geomorfológico do PNSE (1999).
• Carta Militar de Portugal – esc. 1: 25000, Folha nº223, Instituto Geográfico do Exército.
-7-

A Enciclopédia possui multimedia sobre Loriga


Principais dados e documentos históricos sobre Loriga,gentilmente cedidos para consulta pelo webmaster
do site "http://groups.msn.com/Loriga".Os nossos agradecimentos.
Categorias: Freguesias de Portugal | Antigos municípios de Portugal | Vilas de Portugal

10 de Junho de 2007.
-1-

LORIGA
Origem do texto:Enciclopédia Universal.
Gentílico:LORICENSE ou Loriguense
LORIGA é uma vila e freguesia portuguesa, com 36,52 km² de área.

Breve história

Fundada originalmente no alto de uma colina entre duas ribeiras onde hoje existe o centro histórico da vila, o seu nome primitivo,anterior à chegada dos romanos,era
Lobriga. O local foi escolhido há mais de dois mil e seiscentos anos, devido à facilidade de defesa (uma colina entre ribeiras),à abundância de àgua e de pastos,
bem como ao facto de as terras mais baixas providenciarem alguma caça,e condições mínimas para a prática da agricultura. Desta forma estavam garantidas as
condições mínimas de sobrevivência para uma população e povoação com alguma importância.

O nome veio,da localização estratégica da povoação,nos Hermínius (actual Serra da Estrela),do seu protagonismo e dos seus habitantes na resistência Lusitana, o
que levou os romanos a porem-lhe o nome de LORICA (antiga couraça guerreira).
Os Hermínius eram o coração e a maior fortaleza da Lusitânia. É um facto que os romanos lhe deram o nome de LORICA,nome de couraça guerreira, e deste
nome derivou LORIGA (designação iniciada pelos Visigodos), e que tem o mesmo significado.
É um caso raro, em Portugal, de um nome bimilenar,um dos factos que justificam que a couraça seja a peça central e principal do brasão histórico da vila.É um
nome muito antigo e com grande valor histórico para a vila.

Situada na parte Sudoeste da Serra da Estrela, a sua beleza paisagística é o principal atractivo de referência. Os socalcos e sua complexa rede de irrigação são um
dos grandes ex-libris de Loriga, uma obra gigantesca construída pelos Loricenses ao longo de muitas centenas de anos e que transformou um vale belo, mas
rochoso, num vale fértil.É uma obra que ainda hoje marca a belíssima paisagem do Vale de Loriga e faz parte do património histórico da vila.
O génio dos
Loricenses manifestou-se também no facto de,apesar dos maus acessos viários,constituídos apenas pela velhinha estrada romana de Lorica,construída no século
primeiro antes de Cristo,transformarem a sua terra numa progressiva vila industrial.

Em termos de património, destacam-se entre outros,a ponte e a estrada romanas (século I a.C.), uma sepultura antropomórfica (século VI a.C.), a Igreja Matriz
(século XIII, reconstruída), o Pelourinho (século XIII,reconstruído), o Bairro de São Ginês (São Gens) com origem anterior à chegada dos romanos, a Rua de Viriato
,o heroi lusitano que a tradição local,e diversos antigos documentos,encontram origens nesta antiquíssima povoação.
A Rua da Oliveira, pela sua peculiaridade,situada na àrea mais antiga do centro histórico da vila,recorda algumas das características da época medieval. A estrada
romana e uma das duas pontes (a outra ruíu no século XVI após uma grande cheia na Ribeira de S. Bento), com as quais os romanos ligaram Lorica, na Lusitânia,
ao restante império, merecem destaque.

O Bairro de São Ginês ( S. Gens )é um dos ex-libris de Loriga, e nele destaca-se a capela de Nossa Senhora do Carmo construída no local de uma antiga ermida
visigótica precisamente dedicada àquele santo. Quando os romanos chegaram, a povoação estava dividida em dois núcleos: O maior, mais antigo e principal,
situava-se na àrea onde hoje existem a Igreja Matriz e parte da Rua de Viriato, e estava fortificado com muralhas e paliçada. No local do actual Bairro de S.Ginês
(S.Gens), existiam já algumas habitações encostadas ao promontório rochoso, em cima do qual os Visigodos construíram mais tarde uma ermida dedicada àquele
santo.Com o passar dos séculos os Loricenses mudaram o nome do santo,de S.Gens para S.Ginês,talvês por ser mais fácil de pronunciar.
S.Gens era um santo de origem céltica,martirizado em Arles,na Gália,no tempo do imperador Diocleciano.A antiga ermida visigótica dedicada àquele santo é hoje
uma capela com orago de Nossa Senhora do Carmo.

Loriga era uma paróquia pertencente à Vigariaria do Padroado Real e a Igreja Matriz foi mandada construir em 1233 pelo rei D. Sancho II. Esta igreja, cujo orago
era já o de Santa Maria Maior,e que se mantém, foi construída no local de um outro antigo e pequeno templo, do qual foi aproveitada uma pedra com inscrições
visigóticas, que está colocada na porta lateral virada para o adro. De estilo românico, com três naves, e traça exterior lembrando a Sé Velha de Coimbra, esta igreja
foi destruída pelo sismo de 1755, dela restando apenas partes das paredes laterais.
O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado também a residência paroquial e aberto algumas fendas nas robustas e espessas paredes do
edifício da Câmara Municipal construído no século XIII. Um emissário do Marquês de Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos mas, ao contrário do que
aconteceu com a Covilhã (outra localidade serrana muito afectada), não chegou de Lisboa qualquer auxílio.

Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde o início do século XIX, chegou a ser uma das localidades mais industrializadas da Beira Interior, e a actual sede de
concelho só conseguiu suplantá-la em meados do século XX.
Tempos houve em que,só Covilhã ultrapassava Loriga em número de empresas.Nomes de empresas,tais como;Regato,Redondinha,Fonte dos Amores,Tapadas,
Fândega,Leitão & Irmãos,Augusto Luis Mendes,Lamas,Nunes Brito,Moura Cabral,Lorimalhas,etc,fazem parte da rica história industrial desta vila.A principal e
maior avenida de Loriga tem o nome de Augusto Luís Mendes, o mais destacado dos antigos industriais Loricenses.

A história da vila de Loriga é, aliás, um exemplo das consequências que os confrontos de uma guerra civil podem ter no futuro de uma localidade e de uma região.
Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o século XII, tendo recebido forais em 1136 (João Rhânia, senhorio das Terras de Loriga durante cerca de duas
décadas, no reinado de D.Afonso Henriques),em 1249 (D.Afonso III ),em 1474 ( D.Afonso V ) e em 1514 ( D.Manuel I ), mas, por ter apoiado os chamados
Absolutistas contra os Liberais na guerra civil portuguesa, teve o castigo de deixar de ser sede de concelho em 1855.A conspiração movida por desejos
expansionistas da localidade que beneficiou com o facto,precipitou os acontecimentos.Um grave erro político e administrativo,como infelizmente tem vindo a
confirmar-se!
Foi no mínimo um caso de injusta vingança política,numa época em que não existia democracia e reinavam o compadrio e a corrupção,e assim começou o declínio
de toda a Região de Loriga (antigo Concelho de Loriga).Se nada de verdadeiramente eficaz for feito, começando pela vila de Loriga, esta região estará
desertificada dentro de poucas décadas,o que,tal como em relação a outras relevantes terras históricas do interior do país,será concerteza considerado como uma
vergonha nacional.Confirmaria também a óbvia existência de graves e sucessivos erros nas políticas de coesão,administração e ordenamento do território.Para evitar
tal situação vergonhosa para o país,é necessário,no mínimo por em prática o que já é reconhecido no papel:Desenvolver a vila de Loriga,pólo e centro da região.

A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes da Beira, Teixeira, Valezim, Vide, e as mais de trinta povoações anexas,
pertenceu ao Município Loricense.A vila de Loriga,situa-se a vinte quilómetros da actual sede de concelho, e algumas freguesias da sua região situam-se a uma
distância muito maior.
A Região de Loriga, área do antigo Município Loricense,constitui também a Associação de Freguesias da Serra da Estrela,com sede na vila de Loriga.

Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas,e as únicas pistas e estância de esqui existentes em Portugal,estão localizadas na àrea da
freguesia da vila de Loriga.

Acordos de geminação
Loriga celebrou acordo de geminação com:
• A vila,actual cidade de Sacavém, no concelho de Loures, em 1 de Junho de 1996.
-1-

LORIGA
Origem do texto:Enciclopédia Universal.
Gentílico:LORICENSE ou Loriguense
LORIGA é uma vila e freguesia portuguesa, com 36,52 km² de área.

Breve história

Fundada originalmente no alto de uma colina entre duas ribeiras onde hoje existe o centro histórico da vila, o seu nome primitivo,anterior à chegada dos romanos,era
Lobriga. O local foi escolhido há mais de dois mil e seiscentos anos, devido à facilidade de defesa (uma colina entre ribeiras),à abundância de àgua e de pastos,
bem como ao facto de as terras mais baixas providenciarem alguma caça,e condições mínimas para a prática da agricultura. Desta forma estavam garantidas as
condições mínimas de sobrevivência para uma população e povoação com alguma importância.

O nome veio,da localização estratégica da povoação,nos Hermínius (actual Serra da Estrela),do seu protagonismo e dos seus habitantes na resistência Lusitana, o
que levou os romanos a porem-lhe o nome de LORICA (antiga couraça guerreira).
Os Hermínius eram o coração e a maior fortaleza da Lusitânia. É um facto que os romanos lhe deram o nome de LORICA,nome de couraça guerreira, e deste
nome derivou LORIGA (designação iniciada pelos Visigodos), e que tem o mesmo significado.
É um caso raro, em Portugal, de um nome bimilenar,um dos factos que justificam que a couraça seja a peça central e principal do brasão histórico da vila.É um
nome muito antigo e com grande valor histórico para a vila.

Situada na parte Sudoeste da Serra da Estrela, a sua beleza paisagística é o principal atractivo de referência. Os socalcos e sua complexa rede de irrigação são um
dos grandes ex-libris de Loriga, uma obra gigantesca construída pelos Loricenses ao longo de muitas centenas de anos e que transformou um vale belo, mas
rochoso, num vale fértil.É uma obra que ainda hoje marca a belíssima paisagem do Vale de Loriga e faz parte do património histórico da vila.
O génio dos
Loricenses manifestou-se também no facto de,apesar dos maus acessos viários,constituídos apenas pela velhinha estrada romana de Lorica,construída no século
primeiro antes de Cristo,transformarem a sua terra numa progressiva vila industrial.

Em termos de património, destacam-se entre outros,a ponte e a estrada romanas (século I a.C.), uma sepultura antropomórfica (século VI a.C.), a Igreja Matriz
(século XIII, reconstruída), o Pelourinho (século XIII,reconstruído), o Bairro de São Ginês (São Gens) com origem anterior à chegada dos romanos, a Rua de Viriato
,o heroi lusitano que a tradição local,e diversos antigos documentos,encontram origens nesta antiquíssima povoação.
A Rua da Oliveira, pela sua peculiaridade,situada na àrea mais antiga do centro histórico da vila,recorda algumas das características da época medieval. A estrada
romana e uma das duas pontes (a outra ruíu no século XVI após uma grande cheia na Ribeira de S. Bento), com as quais os romanos ligaram Lorica, na Lusitânia,
ao restante império, merecem destaque.

O Bairro de São Ginês ( S. Gens )é um dos ex-libris de Loriga, e nele destaca-se a capela de Nossa Senhora do Carmo construída no local de uma antiga ermida
visigótica precisamente dedicada àquele santo. Quando os romanos chegaram, a povoação estava dividida em dois núcleos: O maior, mais antigo e principal,
situava-se na àrea onde hoje existem a Igreja Matriz e parte da Rua de Viriato, e estava fortificado com muralhas e paliçada. No local do actual Bairro de S.Ginês
(S.Gens), existiam já algumas habitações encostadas ao promontório rochoso, em cima do qual os Visigodos construíram mais tarde uma ermida dedicada àquele
santo.Com o passar dos séculos os Loricenses mudaram o nome do santo,de S.Gens para S.Ginês,talvês por ser mais fácil de pronunciar.
S.Gens era um santo de origem céltica,martirizado em Arles,na Gália,no tempo do imperador Diocleciano.A antiga ermida visigótica dedicada àquele santo é hoje
uma capela com orago de Nossa Senhora do Carmo.

Loriga era uma paróquia pertencente à Vigariaria do Padroado Real e a Igreja Matriz foi mandada construir em 1233 pelo rei D. Sancho II. Esta igreja, cujo orago
era já o de Santa Maria Maior,e que se mantém, foi construída no local de um outro antigo e pequeno templo, do qual foi aproveitada uma pedra com inscrições
visigóticas, que está colocada na porta lateral virada para o adro. De estilo românico, com três naves, e traça exterior lembrando a Sé Velha de Coimbra, esta igreja
foi destruída pelo sismo de 1755, dela restando apenas partes das paredes laterais.
O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado também a residência paroquial e aberto algumas fendas nas robustas e espessas paredes do
edifício da Câmara Municipal construído no século XIII. Um emissário do Marquês de Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos mas, ao contrário do que
aconteceu com a Covilhã (outra localidade serrana muito afectada), não chegou de Lisboa qualquer auxílio.

Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde o início do século XIX, chegou a ser uma das localidades mais industrializadas da Beira Interior, e a actual sede de
concelho só conseguiu suplantá-la em meados do século XX.
Tempos houve em que,só Covilhã ultrapassava Loriga em número de empresas.Nomes de empresas,tais como;Regato,Redondinha,Fonte dos Amores,Tapadas,
Fândega,Leitão & Irmãos,Augusto Luis Mendes,Lamas,Nunes Brito,Moura Cabral,Lorimalhas,etc,fazem parte da rica história industrial desta vila.A principal e
maior avenida de Loriga tem o nome de Augusto Luís Mendes, o mais destacado dos antigos industriais Loricenses.

A história da vila de Loriga é, aliás, um exemplo das consequências que os confrontos de uma guerra civil podem ter no futuro de uma localidade e de uma região.
Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o século XII, tendo recebido forais em 1136 (João Rhânia, senhorio das Terras de Loriga durante cerca de duas
décadas, no reinado de D.Afonso Henriques),em 1249 (D.Afonso III ),em 1474 ( D.Afonso V ) e em 1514 ( D.Manuel I ), mas, por ter apoiado os chamados
Absolutistas contra os Liberais na guerra civil portuguesa, teve o castigo de deixar de ser sede de concelho em 1855.A conspiração movida por desejos
expansionistas da localidade que beneficiou com o facto,precipitou os acontecimentos.Um grave erro político e administrativo,como infelizmente tem vindo a
confirmar-se!
Foi no mínimo um caso de injusta vingança política,numa época em que não existia democracia e reinavam o compadrio e a corrupção,e assim começou o declínio
de toda a Região de Loriga (antigo Concelho de Loriga).Se nada de verdadeiramente eficaz for feito, começando pela vila de Loriga, esta região estará
desertificada dentro de poucas décadas,o que,tal como em relação a outras relevantes terras históricas do interior do país,será concerteza considerado como uma
vergonha nacional.Confirmaria também a óbvia existência de graves e sucessivos erros nas políticas de coesão,administração e ordenamento do território.Para evitar
tal situação vergonhosa para o país,é necessário,no mínimo por em prática o que já é reconhecido no papel:Desenvolver a vila de Loriga,pólo e centro da região.

A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes da Beira, Teixeira, Valezim, Vide, e as mais de trinta povoações anexas,
pertenceu ao Município Loricense.A vila de Loriga,situa-se a vinte quilómetros da actual sede de concelho, e algumas freguesias da sua região situam-se a uma
distância muito maior.
A Região de Loriga, área do antigo Município Loricense,constitui também a Associação de Freguesias da Serra da Estrela,com sede na vila de Loriga.

Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas,e as únicas pistas e estância de esqui existentes em Portugal,estão localizadas na àrea da
freguesia da vila de Loriga.

Acordos de geminação
Loriga celebrou acordo de geminação com:
• A vila,actual cidade de Sacavém, no concelho de Loures, em 1 de Junho de 1996.
-1-

Página Inicial da Enciclopédia

Loriga
Loriga

Gentílico:
Loricense ou Loriguense

Área:
36,52 km²

População:
1 370 hab. (2001)

Densidade:
37,51 hab./km²

Orago:
Santa Maria Maior

Código postal:
6270

Loriga é uma vila e freguesia portuguesa, com 36,52 km² de área e 1 370 habitantes (2001). Densidade: 37,51 hab/km².

Breve história

Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro histórico da vila, o seu nome primitivo,anterior à chegada dos romanos,era
Lobriga. O local foi escolhido há mais de dois mil e seiscentos anos, devido à facilidade de defesa (uma colina entre ribeiras),à abundância de àgua e de pastos, bem
como ao facto de a as terras mais baixas providenciarem alguma caça,e condições mínimas para a prática da agricultura. Desta forma estavam garantidas as
condições mínimas de sobrevivência para uma população e povoação com alguma importância.

O nome veio,da localização estratégica da povoação,do seu protagonismo e dos seus habitantes,nos Hermínios (actual Serra da Estrela) na resistência lusitana, o
que levou os romanos a porem-lhe o nome de Lorica (antiga couraça guerreira).Os Hermínius eram o coração e a maior fortaleza da Lusitânia. É um facto que os
romanos lhe deram o nome de Lorica,nome de couraça guerreira, e deste nome derivou Loriga (designação iniciada pelos Visigodos), e que tem o mesmo significado.
É um caso raro, em Portugal, de um nome bimilenar,um dos factos que justificam que a couraça seja a peça central e principal do brasão histórico da vila.É um nome
muito antigo e de grande valor histórico para a vila.
Situada na parte Sudoeste da Serra da Estrela, a sua beleza paisagística é o principal atractivo de referência. Os socalcos e sua complexa rede de irrigação são um
dos grandes ex-libris de Loriga, uma obra gigantesca construída pelos Loricenses ao longo de muitas centenas de anos e que transformou um vale belo, mas
rochoso, num vale fértil.É uma obra que ainda hoje marca a paisagem do belíssimo Vale de Loriga,faz parte do património histórico da vila,e é demonstrativa do génio
dos Loricenses.
Em termos de património histórico, destacam-se também a ponte e a estrada romanas (século I a.C.), uma sepultura antropomórfica (século VI a.C.), a Igreja Matriz
(século XIII, reconstruída), o Pelourinho (século XIII,reconstruído), o Bairro de São Ginês (São Gens) com origem anterior à chegada dos romanos, a Rua de Viriato,o
heroi lusitano que a tradição local,e diversos antigos documentos,encontram origens nesta antiquíssima povoação.A Rua da Oliveira, pela sua peculiaridade,situada
na àrea mais antiga do centro histórico da vila,recorda algumas das características urbanas da época medieval. A estrada romana e uma das duas pontes (a outra
ruíu no século XVI após uma grande cheia na Ribeira de S. Bento), com as quais os romanos ligaram Lorica, na Lusitânia, ao restante império, merecem destaque.

Também o Bairro de São Ginês ( S. Gens )é um ex-libris de Loriga, e nele destaca-se a capela de Nossa Senhora do Carmo construída no local de uma antiga
ermida visigótica precisamente dedicada àquele santo. Quando os romanos chegaram, a povoação estava dividida em dois núcleos: O maior, mais antigo e principal,
situava-se na àrea onde hoje existem a Igreja Matriz e parte da Rua de Viriato, e estava fortificado com muralhas e paliçada. No local do actual Bairro de S.Ginês
(S.Gens), existiam já algumas habitações encostadas ao promontório rochoso, em cima do qual os Visigodos construíram mais tarde uma ermida dedicada àquele
santo.
Loriga era uma paróquia pertencente à Vigariaria do Padroado Real e a Igreja Matriz foi mandada construir em 1233 pelo rei D. Sancho II. Esta igreja, cujo orago era já
o de Santa Maria Maior,e que se mantém, foi construída no local de um outro antigo e pequeno templo, do qual foi aproveitada uma pedra com inscrições visigóticas,
que está colocada na porta lateral virada para o adro. De estilo românico, com três naves, e traça exterior lembrando a Sé Velha de Coimbra, esta igreja foi destruída
pelo sismo de 1755, dela restando apenas partes das paredes laterais.
O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado também a residência paroquial e aberto algumas fendas nas robustas e espessas paredes do
edifício da Câmara Municipal construído no século XIII. Um emissário do Marquês de Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos mas, ao contrário do que
aconteceu com a Covilhã (outra localidade serrana muito afectada), não chegou do governo de Lisboa qualquer auxílio.
Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde o início do século XIX, chegou a ser uma das localidades mais industrializadas da Beira Interior, e a actual sede de concelho
só conseguiu suplantá-la quase em meados do século XX.Tempos houve em que,só Covilhã ultrapassava Loriga em número de empresas.Nomes de empresas,tais
como;Regato,Redondinha,Fonte dos Amores,Tapadas,Fândega,Leitão & Irmãos,Augusto Luis Mendes,Lamas,Nunes Brito,Moura Cabral,Lorimalhas,etc,fazem parte
da rica história industrial desta vila.A principal e maior avenida de Loriga tem o nome de Augusto Luís Mendes, o mais destacado dos antigos industriais
Loricenses.Apesar,por exemplo,dos maus acessos,que se resumiam à velhinha estrada romana de Lorica com dois mil anos,o facto é que os Loricenses
transformaram Loriga numa vila industrial progressiva,o que confirma o seu génio.Mas,Loriga acabou por ser derrotada por um inimigo político e administrativo,local e
nacional,contra o qual teve que lutar desde o século XIX.
A história da vila de Loriga é, aliás, um exemplo das consequências que os confrontos de uma guerra civil podem ter no futuro de uma localidade e de uma região.
Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o século XII, tendo recebido forais em 1136 (João Rhânia, senhorio das Terras de Loriga durante cerca de duas
décadas, no reinado de D.Afonso Henriques), 1249 (D.Afonso III ), 1474 ( D.Afonso V ) e 1514 ( D.Manuel I ), mas, por ter apoiado os chamados Absolutistas contra
os Liberais na guerra civil portuguesa, teve o castigo de deixar de ser sede de concelho em 1855.A conspiração movida por desejos expansionistas da localidade que
beneficiou com o facto,precipitou os acontecimentos.Tratou-se de um grave erro político e administrativo,como aliás tem vindo a confirmar-se.
Foi no mínimo um caso de injusta vingança política,numa época em que não existia democracia e reinavam o compadrio e a corrupção,e assim começou o declínio
de toda a Região de Loriga (antigo concelho de Loriga).Se nada de verdadeiramente eficaz for feito, começando pela vila de Loriga, esta região estará desertificada
dentro de poucas décadas,o que,tal como em relação a outras relevantes terras históricas do interior do país,será concerteza considerado como uma vergonha
nacional.Confirmaria também a óbvia existência de graves e sucessivos erros nas políticas de coesão,administração e ordenamento do território.Para evitar tal
situação,vergonhosa para o país,é necessário no mínimo por em prática o que já é reconhecido no papel;Desenvolver a vila de Loriga,polo e centro da região.
A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes da Beira, Teixeira, Valezim, Vide, e as mais de trinta povoações anexas, pertenceu ao
Município Loricense.A vila de Loriga,situa-se a vinte quilómetros da actual sede de concelho, e algumas freguesias da sua região situam-se a uma distância muito
maior.
A Região de Loriga, área do antigo Município Loricense,constitui também a Associação de Freguesias da Serra da Estrela,com sede na vila de Loriga.
Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas,e as únicas pistas e estância de esqui existentes em Portugal,estão localizadas na àrea da
freguesia da vila de Loriga.

Rua da Oliveira
A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da vila. A sua escadaria tem cerca de 100 degraus em granito, o que lhe dá características peculiares.

Bairro de São Ginês (S.Gens)


O bairro de São Ginês é um bairro do centro histórico de Loriga cujas caracteristicas o tornam num dos bairros mais conhecidos e tipicos da vila. As melhores festas
-2-

de São João eram feitas aqui. Curioso é o facto de este bairro do centro histórico da vila dever o nome a São Gens, um santo de origem céltica matirizado em Arles,
na Gália, no tempo do imperador Diocleciano, orago de uma ermida visigótica situada na área. Com o passar dos séculos os loricenses mudaram o nome do santo
para S.Ginês, talvêz por ser mais fácil de pronunciar. Este núcleo da povoação, que já esteve separado do principal e mais antigo, situado mais abaixo, é anterior à
chegada dos romanos.

Acordos de geminação
Loriga celebrou acordo de geminação com:
* A vila,actual cidade de Sacavém, no concelho de Loures, em 1 de Junho de 1996.

Ver também

* Imagens da vila de Loriga


* LORIGA NA INTERNET
* Portal Loriga News
* Uma homepage de Loriga
-1-

Loriga
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Nota: Este artigo é sobre a uma vila portuguesa. Para o escritor e cineasta Ray Loriga, veja
Ray Loriga.

Este artigo ou secção contém uma lista de fontes ou uma única fonte no fim do
texto, mas estas não são citadas no corpo do artigo, o que compromete a
verificabilidade. (desde setembro de 2010)
Por favor, melhore este artigo introduzindo notas de rodapé citando as fontes,
inserindo-as no corpo do texto quando necessário.

Coordenadas: 40º 19' N 7º 41' O

Portugal Loriga
— Freguesia —

Vista geral de Loriga

Brasão da vila de Loriga


-2-

Loriga

Loriga
Localização de Loriga em Portugal
40° 19' 37" N 7° 41' 26" O
País Portugal
Concelho Seia
Administração
- Tipo Junta de freguesia
Área
- Total 36 52 km2
População (2005)
- Total 1 367
- Densidade 37,51/km2
Gentílico: Loriguense ou Loricense
Código postal 6270
Orago Santa Maria Maior
Correio electrónico jfloriga@sapo.pt
Sítio Freguesiadeloriga.com
Apelidada de “Suíça Portuguesa”. É uma das vilas mais altas de Portugal.
-3-

Loriga (pron.IFA [lo'?ig?]) é uma vila e freguesia portuguesa do concelho de Seia, distrito da Guarda.
Tem 36,52 km² de área, 1 367 habitantes (2005) e densidade populacional de 37,51 hab/km². Tem uma
povoação anexa, o Fontão. Faz parte do Parque Natural da Serra da Estrela.

Loriga, situada na parte sudoeste da Serra da Estrela, encontra-se a 20 km de Seia, 80 km da Guarda e


320 km de Lisboa. A vila é acessível pela EN 231 e pela EN338, estrada concluída em 2006, seguindo
um traçado e um projecto pré-existentes há décadas, com um percurso de 9,2 km de paisagens de
montanha, entre as cotas 960m (Portela de Loriga ou Portela do Arão) e 1650m, três quilómetros acima
da Lagoa Comprida.

Vista panorâmica de Loriga e do vale glaciar com o mesmo nome, semelhante a uma paisagem alpina

É conhecida como a "Suíça Portuguesa" devido à sua extraordinária localização geográfica. Está situada
a cerca de 770m de altitude, na sua parte urbana mais baixa, rodeada por montanhas, das quais se
destacam a Penha dos Abutres (1828m de altitude) e a Penha do Gato (1771m), e é abraçada por dois
cursos de água: a Ribeira de Loriga e Ribeira de S.Bento, que se unem depois da E.T.A.R. sendo que a
Ribeira de Loriga é um dos afluentes do Rio Alva.

Os socalcos e sua complexa rede de irrigação são um dos grandes ex-libris de Loriga, uma obra
construída ao longo de muitas centenas de anos e que transformou um vale rochoso num vale fértil. É
uma obra que ainda hoje marca a paisagem, fazendo parte do património histórico da vila e é
demonstrativa do génio dos seus habitantes.

Está dotada de uma ampla gama de infraestrutras físicas e sócio-culturais, que abrangem todos os
grupos etários, das quais se destacam, por exemplo, o Grupo Desportivo Loriguense, fundado em 1934,
a Sociedade Recreativa e Musical Loriguense, fundada em 1905, os Bombeiros Voluntários de Loriga,
criados em 1982, cujos serviços se desenvolvem na àrea aproximadamente equivalente ao antigo
município loriguense, a Casa de Repouso Nª. Srª. da Guia, uma das últimas obras sociais de relevo, e a
Escola Básica Dr. Reis Leitão. Em Março de 2007 iniciaram-se as obras do novo Quartel dos
Bombeiros Voluntários, edifício que se prevê concluído durante o ano de 2011.
-4-

Índice
• 1 História
• 2 Toponímia
• 3 Festividades
• 4 Gastronomia
• 5 Personagens
• 6 Acordos de geminação
• 7 Ver também
• 8 Ligações externas
• 9 Fontes

[editar] História

Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro histórico da vila. O
local foi escolhido há mais de dois mil e seiscentos anos devido à facilidade de defesa (uma colina entre
ribeiras), à abundância de água e de pastos, bem como ao facto de as terras mais baixas providenciarem
alguma caça e condições mínimas para a prática da agricultura. Desta forma estavam garantidas as
condições mínimas de sobrevivência para uma população e povoação com alguma importância.

Igreja Matriz de Loriga - vista interior

Sabe-se que o nome veio da localização estratégica da povoação, do seu protagonismo e dos seus
habitantes nos montes Hermínios (actual Serra da Estrela) na resistência lusitana, o que levou os romanos
a porem-lhe o nome de Lorica, designação geral para couraça guerreira romana; deste nome derivou
Loriga (derivação iniciada pelos Visigodos), que tem o mesmo significado.

Ponte romana

Em termos de património histórico, destacam-se a ponte e a estrada romanas (século I a.C.), uma
sepultura antropomórfica (século VI a.C.) chamada popularmente de "Caixão da Moura", a Igreja
Matriz (século XIII, reconstruída), o Pelourinho (século XIII,reconstruído), o Bairro de São Ginês (São
Gens) com origem anterior à chegada dos romanos e a Rua de Viriato. A Rua da Oliveira, pela sua
peculiaridade, situada na área mais antiga do centro histórico da vila, recorda algumas das características
-5-

urbanas da época medieval.

A estrada romana e uma das duas pontes (a outra ruiu no século XVI após uma grande cheia na Ribeira
de S. Bento), com as quais os romanos ligaram Lorica, na Lusitânia, ao restante império, merecem
destaque.

Capela de Nossa Senhora do Carmo

O Bairro de São Ginês (S.Gens) é um ex-libris de Loriga e nele destaca-se a capela de Nossa Senhora
do Carmo, a antiga ermida visigótica precisamente dedicada àquele santo.

Quando os romanos chegaram, a povoação estava dividida em dois núcleos. O maior, mais antigo e
principal, situava-se na área onde hoje existem a Igreja Matriz e parte da Rua de Viriato e estava
fortificado com muralhas e paliçada. No local do actual Bairro de S.Ginês existiam já algumas habitações
encostadas ao promontório rochoso, em cima do qual os Visigodos construíram mais tarde uma ermida
dedicada àquele santo.

Fontanário em Loriga

Loriga era uma paróquia pertencente à Vigararia do Padroado Real e a Igreja Matriz foi mandada
construir em 1233 pelo rei D. Sancho II. Esta igreja, cujo orago era já o de Santa Maria Maior e que se
mantém, foi construída no local de outro antigo e pequeno templo, do qual foi aproveitada uma pedra
com inscrições visigóticas, que está colocada na porta lateral virada para o adro. De estilo românico,
com três naves, e traça exterior lembrando a Sé Velha de Coimbra, esta igreja foi destruída pelo sismo
de 1755, dela restando apenas partes das paredes laterais.

O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado também a residência paroquial e
aberto algumas fendas nas robustas e espessas paredes do edifício da Câmara Municipal construído no
século XIII. Um emissário do Marquês de Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos mas, ao
contrário do que aconteceu com a Covilhã (outra localidade serrana muito afectada), não chegou do
governo de Lisboa qualquer auxílio.
-6-

Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde a primeira metade do século XIX. Chegou a ser uma das
localidades mais industrializadas da Beira Interior, e a actual sede de concelho só conseguiu suplantá-la
quase em meados do século XX. Tempos houve em que só a Covilhã ultrapassava Loriga no número de
empresas. Nomes de empresas, tais como: Regato, Redondinha, Fonte dos Amores, Tapadas, Fândega,
Leitão & Irmãos, Augusto Luis Mendes, Lamas, Nunes Brito, Moura Cabral, Lorimalhas, etc, fazem
parte da rica história industrial desta vila. A principal e maior avenida de Loriga tem o nome de Augusto
Luís Mendes, o mais destacado dos antigos industriais loriguenses. Apesar dos maus acessos, que se
resumiam à velhinha estrada romana de Lorica, com dois mil anos, o facto é que os loriguenses
transformaram Loriga numa vila industrial.

Largo do Pelourinho

Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o século XII, tendo recebido forais em 1136 (João
Rhânia, senhorio das Terras de Loriga durante cerca de duas décadas, no reinado de D.Afonso
Henriques), 1249 (D.Afonso III), 1474 (D.Afonso V) e 1514 (D.Manuel I). Apoiou os Absolutistas
contra os Liberais na guerra civil portuguesa e esse facto contribuíu para deixar de ser sede de concelho
em 1855 após a aplicação do plano de ordenação territorial levada a cabo durante o século XIX,
curiosamente o mesmo plano que deu origem aos Distritos. Porém, partir da primeira metade do século
XIX, como já foi mencionado, tornou-se um dos principais pólos industriais da Beira Interior, com a
implantação da indústria dos lanifícios, que entrou em declínio durante as últimas décadas do século
passado o que está a acelerar a desertificação da Vila, facto que afecta de maneira geral as regiões
interiores de Portugal devido às inexistentes políticas de coesão do território. Actualmente a economia
loriguense basea-se nas indústrias metalúrgica e de panificação, no comércio, restauração, alguma
agricultura e pastorícia.

A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes da Beira, Teixeira,
Valezim, Vide, e as mais de trinta povoações anexas, pertenceu ao Município Loriguense.

A área que englobava o extinto município loriguense, constitui também a Associação de Freguesias da
Serra da Estrela, com sede em Loriga.

Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas e as únicas pistas e estância de esqui
existentes em Portugal estão localizadas na Serra da Estrela, dentro da área da freguesia de Loriga.

[editar] Toponímia
-7-

Rua da Oliveira

A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da vila. A sua escadaria tem cerca de 80 degraus
em granito, o que lhe dá características peculiares. Esta rua recorda muitas das características urbanas
medievais.

O bairro de São Ginês é um bairro do centro histórico de Loriga cujas caracteristicas o tornam num dos
bairros mais típicos da vila. As melhores festas de São João eram feitas aqui. Curioso é o facto de este
bairro dever o nome a São Gens, um santo de origem céltica matirizado em Arles, na Gália, no tempo do
imperador Diocleciano, orago de uma ermida visigótica situada na área. Com o passar dos séculos os
loriguenses mudaram o nome do santo para S. Ginês, talvez por ser mais fácil de pronunciar, e
substituíram o orago da sua capela pelo de Nossa Senhora do Carmo. Este núcleo da povoação, que já
esteve separado do principal e mais antigo, situado mais abaixo, é anterior à chegada dos romanos.

[editar] Festividades

Ao longo do ano celebram-se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a Amenta das Almas -
cantos nocturnos masculinos, que evocam as almas de entes falecidos por altura da Quaresma), festas
em honra de Sto. António (durante o mês Junho) e S. Sebastião (no último Domingo de Julho), com as
respectivas mordomias e procissões. Porém, o ponto mais alto das festividades religiosas é a festa
dedicada à padroeira dos emigrantes de Loriga, Nª. Srª. da Guia, que se realiza todos os anos, no
primeiro Domingo de Agosto. No segundo Domingo, tem lugar a festa em honra de Nª. Srª. da Ajuda,
no Fontão de Loriga.

[editar] Gastronomia

A gastronomia loriguense faz parte daquela considerada típica da Beira Alta, onde se salientam os
pratos calóricos de alta montanha, os enchidos, a feijoada (com feijocas, uma espécie de feijão branco,
maior que o habitual), o cabrito no forno, a broa de milho, queijaria de ovelha e cabra, nomeadamente o
queijo da Serra (com DOP), a aguardente de zimbro. Grande parte dos doces e sobremesas típicas
eram elaboradas para celebrar a Páscoa. De entre os doces, têm relevo as broínhas doces, o arroz
doce, o carolo (doce feito com milho), a botelha (sobremesa feito com abóbora), a tapioca (sobremesa
parecida ao arroz doce, feita com tapioca partida em grãos - importada pela comunidade loriguense no
Brasil) e o Bolo Negro de Loriga. A importância da gastronomia única é reflectida na Confraria da Broa
e do Bolo Negro de Loriga. Loriga faz parte da Rota do Xisto e do Milho.
-8-

Busto do, Dr Joaquim A. Amorim da Fonseca, Loriga

[editar] Personagens
• Joaquim Augusto Amorim da Fonseca, médico
• Joaquim Pina Moura, economista e político

[editar] Acordos de geminação

Loriga celebrou acordo de geminação com a vila ,actual cidade, de Sacavém, em 1 de Junho de 1996.

[editar] Ver também


• Geografia romana em Portugal

[editar] Ligações externas


• Homepage sobre Loriga
• Analor
• Portal Vila de Loriga

[editar] Fontes

Algumas das fontes usadas na elaboração deste artigo:


• História concisa de Loriga
• Bacia hidrográfica da Ribeira de Loriga
• Página dos Bombeiros de Loriga
• Página da Junta de Freguesia de Loriga
• Página da Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga
• Ferreira, N.; Vieira, G. - Guía Geológico e Geomorfológico do PNSE (1999).
• de Vasconcelos, J.L. - Etnografia Portuguesa - Vol. II, INCM, 1980
• Carta Militar de Portugal – esc. 1: 25000, Folha nº223, Instituto Geográfico do Exército.

O Wikimedia Commons possui multimedia sobre Loriga

Freguesias de Seia

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Eulália • Santa Marinha • Santiago • São Martinho • São Romão • Sazes da Beira • Seia • Teixeira •
Torrozelo • Tourais • Travancinha • Valezim • Várzea de Meruge • Vide • Vila Cova à Coelheira
Obtida de "http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga"
Categorias: Freguesias de Seia | Antigos municípios de Portugal | Vilas de Portugal
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-9-

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-1-

Loriga
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
40º 19' N 7º 41' O

Loriga

Vista geral de Loriga


Loriguense
Gentílico
ou Loricense
Concelho Seia
Área 36,52 km²
1 367 hab. (
População
2005)
37,51
Densidade
hab./km²
Santa Maria
Orago
Maior

Código postal 6270


Apelidada de “Suíça Portuguesa”, é a vila
mais alta de Portugal.
Freguesias de Portugal
-2-
Loriga (pron.IFA [lo'?ig?]) é uma vila e freguesia portuguesa do concelho de Seia, distrito da
Guarda. Tem 36,52 km² de área, 1 367 habitantes (2005) e densidade populacional de 37,51
hab/km². Tem uma povoação anexa, o Fontão.

Loriga encontra-se a 20 km de Seia, 80km da Guarda e 300km de Lisboa. A vila é acessível pela
EN 231, e tem acesso directo ao ponto mais alto da Serra da Estrela pela EN338, estrada
concluída em 2006, seguindo um traçado pré-existente, com um percurso de 9,2 km de paisagens
deslumbrantes, entre as cotas 960m (Portela do Arão ou Portela de Loriga) e 1650m, junto à
Lagoa Comprida, onde se liga com a EN339.

Vista panorâmica de Loriga e do vale glaciar com o mesmo nome, semelhante a uma paisagem
alpina

É conhecida como a "Suíça Portuguesa" devido à sua extraordinária paisagem e localização


geográfica. Está situada a cerca de 770m de altitude, na sua parte urbana mais baixa, rodeada por
montanhas, das quais se destacam a Penha dos Abutres (1828m de altitude) e a Penha do Gato
(1771m), e é abraçada por dois cursos de água: a Ribeira de Loriga e a Ribeira de S.Bento, que
desagua naquela depois da E.T.A.R.. A Ribeira de Loriga, é um dos maiores afluentes do Rio Alva
.

Está dotada de uma ampla gama de infrastrutras físicas e socio-culturais, que abrangem todos os
grupos etários, das quais se destacam, por exemplo, o Grupo Desportivo Loriguense, fundado em
1934, a Sociedade Recreativa e Musical Loriguense, fundada em 1905, os Bombeiros Voluntários
de Loriga, criados em 1982, cujos serviços abrangem a àrea aproximadamente equivalentese aos
limites do antigo Concelho de Loriga, a Casa de Repouso Nª. Srª. da Guia, uma das últimas obras
sociais de relevo, e a Escola Dr. Reis Leitão. Em Março de 2007 iniciaram-se as obras do novo
Quartel dos Bombeiros Voluntários, edifício essencial para completar as infraestruturas
necessárias à vila, ficando a faltar outras, como por exemplo o pavilhão multiusos e o museu dos
lanifícios.

Ao longo do ano celebram-se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a Amenta das Almas -
cantos nocturnos masculinos, que evocam as almas de entes falecidos por altura da Quaresma),
festas em honra de Sto. António (durante o mês Junho) e S. Sebastião (no último Domingo de
Julho), com as respectivas mordomias e procissões. Porém, o ponto mais alto das festividades
religiosas é a festa dedicada à padroeira dos emigrantes de Loriga, Nª. Srª. da Guia, que se realiza
todos os anos, no primeiro Domingo de Agosto. No segundo Domingo, tem lugar a festa em honra
de Nª. Srª. da Ajuda, no Fontão de Loriga.
-3-

História
Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro histórico da
vila. O local foi escolhido há mais de dois mil e seiscentos anos devido à facilidade de defesa (uma
colina entre ribeiras), à abundância de água e de pastos, bem como ao facto de a as terras mais
baixas providenciarem alguma caça e condições mínimas para a prática da agricultura. Desta
forma estavam garantidas as condições mínimas de sobrevivência para uma população e povoação
com alguma importância.

Igreja Matriz de Loriga - vista interior

O nome veio da localização estratégica da povoação, do seu protagonismo e dos seus habitantes
nos Hermínios (actual Serra da Estrela) na resistência lusitana, o que levou os romanos a
porem-lhe o nome de Lorica (antiga couraça guerreira). Os Hermínios eram o coração e a maior
fortaleza da Lusitânia. É um facto que os romanos lhe deram o nome de Lorica, e deste nome
derivou Loriga (derivação iniciada pelos Visigodos) e que tem o mesmo significado. É um caso
raro, em Portugal, de um nome bi-milenar, sendo de grande importância histórica, e justifica que a
Lorica seja a peça central e principal do brasão da vila.

Situada na parte Sudoeste da Serra da Estrela, a sua beleza paisagística é o principal atractivo de
referência. Os socalcos e sua complexa rede de irrigação são um dos grandes ex-libris de Loriga,
uma obra gigantesca construída pelos loriguenses ao longo de muitas centenas de anos e que
transformou um vale belo mas rochoso num vale fértil. É uma obra que ainda hoje marca a
paisagem do belíssimo Vale de Loriga, fazendo parte do património histórico da vila e é
demonstrativa do génio dos seus habitantes.

Ponte romana

Em termos de património histórico, destacam-se também a ponte e a estrada romanas (século I


a.C.), uma sepultura antropomórfica (século VI a.C.), a Igreja Matriz (século XIII, reconstruída), o
-4-
Pelourinho (século XIII,reconstruído), o Bairro de São Ginês (São Gens) com origem anterior à
chegada dos romanos e a Rua de Viriato, heroi lusitano que a tradição local e alguns documentos
apontam como sendo natural desta antiquíssima povoação. A Rua da Oliveira, pela sua
peculiaridade, situada na área mais antiga do centro histórico da vila, recorda algumas das
características urbanas da época medieval.

A estrada romana e uma das duas pontes (a outra ruiu no século XVI após uma grande cheia na
Ribeira de S. Bento), com as quais os romanos ligaram Lorica, na Lusitânia, ao restante império,
merecem destaque.

Capela de Nossa Senhora do Carmo

O Bairro de São Ginês (S.Gens) é um ex-libris de Loriga e nele destaca-se a capela de Nossa
Senhora do Carmo, construída no local de uma antiga ermida visigótica precisamente dedicada
àquele santo.

Quando os romanos chegaram, a povoação estava dividida em dois núcleos. O maior, mais antigo
e principal, situava-se na área onde hoje existem a Igreja Matriz e parte da Rua de Viriato e
estava fortificado com muralhas e paliçada. No local do actual Bairro de S.Ginês (S.Gens)
existiam já algumas habitações encostadas ao promontório rochoso, em cima do qual os Visigodos
construíram mais tarde uma ermida dedicada àquele santo.

Fontanário em Loriga

Loriga era uma paróquia pertencente à Vigararia do Padroado Real e a Igreja Matriz foi mandada
construir em 1233 pelo rei D. Sancho II. Esta igreja, cujo orago era já o de Santa Maria Maior e
que se mantém, foi construída no local de outro antigo e pequeno templo, do qual foi aproveitada
uma pedra com inscrições visigóticas, que está colocada na porta lateral virada para o adro. De
estilo românico, com três naves, e traça exterior lembrando a Sé Velha de Coimbra, esta igreja foi
destruída pelo sismo de 1755, dela restando apenas partes das paredes laterais.
-5-

O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado também a residência
paroquial e aberto algumas fendas nas robustas e espessas paredes do edifício da Câmara
Municipal construído no século XIII. Um emissário do Marquês de Pombal esteve em Loriga a
avaliar os estragos mas, ao contrário do que aconteceu com a Covilhã (outra localidade serrana
muito afectada), não chegou do governo de Lisboa qualquer auxílio.

Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde a primeira metade do século XIX, em termos de
indústria moderna, sendo também influenciada pela chamada revolução industrial.No entanto, já
no século XV os loriguenses se dedicavam aos lanifícios, embora de forma artesanal. Chegou a ser
uma das localidades mais industrializadas da Beira Interior, e a actual sede de concelho só
conseguiu suplantá-la quase em meados do século XX. Tempos houve em que só a Covilhã
ultrapassava Loriga no número de empresas. Nomes de empresas, tais como: Regato,
Redondinha, Fonte dos Amores, Tapadas, Fândega, Leitão & Irmãos, Augusto Luis Mendes,
Lamas, Nunes Brito, Moura Cabral, Lorimalhas, etc, fazem parte da rica história industrial desta
vila. A principal e maior avenida de Loriga tem o nome de Augusto Luís Mendes, o mais
destacado dos antigos industriais loriguenses. Apesar de, por exemplo, dos maus acessos que se
resumiam à velhinha estrada romana de Lorica, com dois mil anos, o facto é que os loriguenses
transformaram Loriga numa vila industrial progressiva, o que confirma o seu génio.

Largo do Pelourinho

Loriga é um exemplo das consequências que uma guerra civil podem ter numa localidade e numa
região.Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o século XII, tendo recebido forais em
1136 (João Rhânia, senhorio das Terras de Loriga durante cerca de duas décadas, no reinado de
D.Afonso Henriques), 1249 (D.Afonso III), 1474 (D.Afonso V) e 1514 (D.Manuel I). Apoiou os
Absolutistas contra os Liberais na guerra civil portuguesa e isso custou-lhe deixar de ser sede de
concelho em 1855 após a aplicação do plano de ordenação territorial levada a cabo durante o
século XIX, curiosamente o mesmo plano que deu origem aos Distritos. A partir da segunda
metade do século XIX, como já foi mencionado, tornou-se um dos principais pólos industriais da
Beira Alta, com a implantação da indústria dos lanifícios, que entrou em declínio durante durante a
última década do século passado o que está a levar à desertificação da Vila, facto que afecta de
maneira geral as regiões interiores de Portugal devido às inexistentes, insuficentes e erradas
políticas de coesão nacional.

A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes da Beira, Teixeira,
Valezim, Vide, e as mais de trinta povoações anexas, pertenceu ao Município Loriguense.

A Região de Loriga, área do antigo Município Loriguense, constitui também a Associação de


Freguesias da Serra da Estrela, com sede na vila de Loriga.
-6-

Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas e as únicas pistas e estância de
esqui existentes em Portugal estão localizadas na área da freguesia da vila de Loriga.

Rua da Oliveira

A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da vila. A sua escadaria tem cerca de 100
degraus em granito, o que lhe dá características peculiares. Esta rua recorda muitas das
características urbanas medievais do centro histórico da vila de Loriga.

O bairro de São Ginês (S.gens) é um bairro do centro histórico de Loriga cujas caracteristicas o
tornam num dos bairros mais conhecidos e típicos da vila. As melhores festas de São João eram
feitas aqui. Curioso é o facto de este bairro do centro histórico da vila dever o nome a São Gens,
um santo de origem céltica matirizado em Arles, na Gália, no tempo do imperador Diocleciano,
orago de uma ermida visigótica situada na área. Com o passar dos séculos os loriguenses
mudaram o nome do santo para S. Ginês, talvez por ser mais fácil de pronunciar. Este núcleo da
povoação, que já esteve separado do principal e mais antigo, situado mais abaixo, é anterior à
chegada dos romanos.

Busto do, Dr Joaquim A. Amorim da Fonseca, Loriga

Acordos de geminação
Loriga celebrou acordo de geminação com:

• A vila, actual cidade de Sacavém, no concelho de Loures, em 1 de Junho de 1996.

Ver também
• Geografia romana em Portugal
-7-

• O texto desta página está sob a GNU Free Documentation License e ao seu autor, um
conhecido historiador e divulgador loriguense.
• Os direitos autorais de todas as contribuições para a Wikipédia pertencem aos seus
respectivos autores.
Loriga
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Loriga (pron.IFA [lo'ɾigɐ]) é uma vila e freguesia portuguesa Loriga  
do concelho de Seia, distrito da Guarda. Tem 36,52 km² de
área, 1053 habitantes (2011) e densidade populacional de
 Portugal
28,8 hab./km². Tem uma povoação anexa, o Fontão. Faz parte —  Freguesia  —
do Parque Natural da Serra da Estrela.

Loriga, situada na parte sudoeste da Serra da Estrela,
encontra­se a 20 km de Seia, 80 km da Guarda e 320 km de
Lisboa. A vila é acessível pela EN 231 e pela EN 338, estrada
concluída em 2006, seguindo um traçado e um projeto pré­
existentes, com um percurso de 9,2 km de paisagens de
montanha, entre as cotas 960 m (Portela de Loriga ou Portela
do Arão) e 1650 m, acima da Lagoa Comprida.

É conhecida
como a "Suíça
Portuguesa" Vista geral de Loriga
devido à sua
extraordinária
paisagem e
localização
geográfica. Está
situada entre os
770 m de
Vista panorâmica de Loriga e do vale altitude, na sua
glaciar com o mesmo nome, semelhante a parte urbana mais
uma paisagem alpina. baixa, e os 1100
m, rodeada por
montanhas, das Loriga
quais se destacam a Penha dos Abutres (1828 m de altitude) e
a Penha do Gato (1771 m), e é abraçada por dois cursos de
água: a Ribeira de Loriga e Ribeira de São Bento, que se
unem depois da E.T.A.R. . A Ribeira de Loriga é um dos
maiores afluentes do Rio Alva.

Os socalcos e a sua complexa rede de irrigação são um dos
grandes ex­libris de Loriga, uma obra construída ao longo de
centenas de anos e que transformou um vale belo mas
rochoso num vale fértil. É uma obra que ainda hoje marca a
paisagem, fazendo parte do património histórico da vila e é
demonstrativa do génio dos seus habitantes.

Está dotada de uma ampla gama de infraestruturas físicas e
sócio­culturais, que abrangem todos os grupos etários, das
quais se destacam, por exemplo, o Grupo Desportivo
Loriguense, fundado em 1934, a Sociedade Recreativa e
Musical Loriguense, fundada em 1905, os Bombeiros
Voluntários de Loriga, criados em 1982, cujos serviços se Localização de Loriga em Portugal
desenvolvem numa àrea aproximadamente equivalente ao
Coordenadas 40° 19' 37" N 7° 41' 26" O
primitivo concelho de Loriga, a Casa de Repouso Nª. Srª. da País  Portugal
Guia, uma das últimas obras sociais de relevo, e a Escola Concelho  Seia
Básica EB23 Dr. Reis Leitão. Em Agosto de 2006 iniciaram­
se as obras do novo Quartel dos Bombeiros Voluntários, Administração
edifício concluído em 2012 e inaugurado em Setembro do  ­ Tipo Junta de freguesia
mesmo ano.[1]  ­ Presidente António Maurício Moura Mendes
(PS)
Pertence à rede de Aldeias de Montanha do Concelho de Área
Seia.
 ­ Total 36,52 km²
População (2011)
 ­ Total 1 053
Índice     • Densidade 28,8 hab./km²

1 População Gentílico: Loriguense ou Loricense

2 Toponímia Código postal 6270


3 História Orago Santa Maria Maior, padroeira da
3.1 Forais vila
3.2 História até ao final do séc. XVIII Sítio www.freguesiadeloriga.com (htt
3.3 História posterior ao séc. XVIII p://www.freguesiadeloriga.com)
4 Património de destaque
Apelidada de “Suíça Portuguesa”. É uma das vilas mais altas
5 Praia fluvial de Portugal.
6 Festividades
7 Gastronomia
8 Personagens
9 Acordos de geminação
10 Ver também
11 Ligações externas
12 Fontes
13 Referências

População

População da freguesia de Loriga [2]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
1 690 1 888 2 090 2 414 2 652 2 488 2 152 2 548 2 981 2 695 2 204 1 825 1 631 1 270 1 053

Evolução da População Variação da População
1864 / 2011 1864 / 2011

Toponímia
Crê­se que o nome veio da localização estratégica da povoação, do seu protagonismo e dos seus habitantes nos
montes Hermínios (actual Serra da Estrela) na resistência lusitana, o que levou os romanos a porem­lhe o nome
de Lorica, designação geral para couraça guerreira romana; deste nome derivou Loriga, derivação iniciada
pelos Visigodos, que tem o mesmo significado. Fosse qual fosse o motivo é certo que foram os romanos lhe
puseram o nome de Lorica, sendo um caso raro em Portugal de um topónimo de uma localidade que se mantem
praticamente inalterado há mais de 2000 anos. A Lorica/Loriga é a peça central e principal do brasão da vila,
considerada como insubstituível pelos especialistas em heráldica portuguesa.

História
Forais

Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o século XII, tendo recebido forais em 1136 (João Rhânia,
senhorio das Terras de Loriga durante cerca de duas décadas, no reinado de D. Afonso Henriques), 1249 (D.
Afonso III), 1474 (D. Afonso V) e 1514 (D. Manuel I). Apoiou os Miguelistas contra os Liberais na guerra civil
portuguesa, e esse facto contribuíu para deixar de ser sede de concelho em 1855 após a aplicação do plano de
ordenamento territorial levada a cabo durante o século XIX, curiosamente o mesmo plano que deu origem aos
Distritos.

História até ao final do séc. XVIII

Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro histórico da vila. O local
foi escolhido há mais de dois mil e seiscentos anos devido à facilidade de defesa (uma colina entre ribeiras), à
abundância de água e de pastos, bem como ao facto de as terras mais baixas providenciarem alguma caça e
condições mínimas para a prática da agricultura. Desta forma estavam garantidas as condições mínimas de
sobrevivência para uma população e povoação com alguma importância.

Quando os romanos chegaram, a povoação estava dividida em dois núcleos. O
maior, mais antigo e principal, situava­se na área onde hoje existem a Igreja
Matriz e parte da Rua de Viriato e estava fortificado com muralhas e paliçada.
A Rua de Viriato (que a antiga tradição aponta como tendo nascido em
Loriga), no troço entre as antigas sedes do Grupo Desportivo e da Casa do
Povo, coincide com parte dessa antiga linha defensiva da povoação. No local
do actual Bairro de São Ginês (S.Gens) existiam já algumas habitações
encostadas ao promontório rochoso, em cima do qual os Visigodos
Igreja Matriz de Loriga ­ vista construíram mais tarde uma ermida dedicada àquele santo.
interior.
Loriga era uma paróquia pertencente à
Vigararia do Padroado Real e a Igreja Matriz
foi mandada construir em 1233 pelo rei D. Sancho II. Esta igreja, cujo orago
era já o de Santa Maria Maior padroeira de Loriga, e que se mantém, foi
construída no local de outro antigo e pequeno templo visigótico, do qual foi
aproveitada uma pedra com inscrições visigóticas, que está colocada na porta
lateral virada para o adro. Aliás, a paróquia de Loriga foi criada na época
visigótica, e pertencia então à diocese de Egitânia (atual Idanha a Velha). De
estilo românico, com três naves, e traça exterior lembrando a Sé Velha de
Coimbra, esta igreja foi destruída pelo sismo de 1755, dela restando apenas
partes de alvenaria e das paredes laterais.
Um dos três monumentais
O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado também fontanários construídos em
a residência paroquial e aberto algumas fendas nas robustas e espessas paredes Loriga pela comunidade
do edifício da Câmara Municipal construído no século XIII. Um emissário do loriguense de Manaus.
Marquês de Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos mas, ao contrário do que aconteceu com a Covilhã
(outra localidade serrana muito afectada), não chegou do governo de Lisboa qualquer auxílio.

História posterior ao séc. XVIII

Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde a primeira metade do século XIX. Chegou a ser uma das localidades
mais industrializadas da Beira Interior, e a actual sede de concelho só conseguiu suplantá­la quase em meados
do século XX. Tempos houve em que só a Covilhã ultrapassava Loriga no número de empresas. Nomes de
empresas, tais como: Regato, Redondinha, Fonte dos Amores, Tapadas, Fândega, Leitão & Irmãos, Augusto
Luis Mendes, Lamas, Nunes Brito, Moura Cabral, Lorimalhas, etc, fazem parte da rica história industrial desta
vila. A principal e maior avenida de Loriga tem o nome de Augusto Luís Mendes, o mais destacado dos antigos
industriais loriguenses. Apesar dos maus acessos, que se resumiam à velhinha estrada romana de Lorica, com
dois mil anos, o facto é que os loriguenses transformaram Loriga numa vila industrial.

Porém, partir da segunda metade do século XIX, tornou­se um dos principais
pólos industriais da Beira Alta, com o desenvolvimento e expanção da
indústria dos lanifícios, que entrou em declínio durante as últimas década do
século passado o que está a levar à desertificação total da Vila, facto que
afecta de maneira geral as regiões interiores de Portugal devido às inexistentes
politicas locais e nacionais de coesão territorial. Desde 1989 até 2015 esta vila
perdeu mais de metade da população, sendo portanto um caso gravíssimo de
desertificação. Actualmente a economia loriguense baseia­se nas indústrias
Largo do Pelourinho, junto do metalúrgica e de panificação, no comércio, restauração, alguma indústria de
antigo edifício da Câmara malhas, agricultura e pastorícia.
Municipal, entretanto adaptado
A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes
a residência particular.
da Beira, Teixeira, Valezim, Vide, e as mais de trinta povoações anexas,
pertenceu ao município loriguense.

A área que englobava o extinto município loriguense, constitui também a Associação de Freguesias da Serra da
Estrela, com sede em Loriga.

Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas e as únicas pistas e estância de esqui
existentes em Portugal estão localizadas na Serra da Estrela, dentro da área da freguesia de Loriga.

Património de destaque
Em termos de património histórico, destacam­se a ponte e a estrada romanas
(século I a.C.), uma sepultura antropomórfica (século VI a.C.) chamada
popularmente de "caixão da moura", a Igreja Matriz (século XIII,
reconstruída), o Pelourinho (século XIII, reconstruído), o bairro de São Ginês,
a Rua de Viriato e a Rua da Oliveira.

A estrada romana e uma das duas pontes (a outra ruiu no século XVI após
uma grande cheia na Ribeira de São Bento), com as quais os romanos ligaram
Lorica, na Lusitânia, ao restante império, merecem destaque.

A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da vila. A sua
escadaria tem cerca de 80 degraus em granito, o que lhe dá características Rua da Oliveira
peculiares. Esta rua recorda muitas das características urbanas medievais da
vila. O bairro de São Ginês (S.Gens) é um bairro do centro histórico de Loriga cujas características o tornam
num dos bairros mais típicos da vila. Curioso é o facto de este bairro dever o nome a São Gens, um santo de
origem céltica martirizado em Arles, na Gália, no tempo do imperador Diocleciano, orago de uma ermida
visigótica situada na área, no local onde hoje está a capela de Nossa Senhora do Carmo. Com o passar dos
séculos os loriguenses mudaram o nome do santo para São Ginês, deixaram arruinar a sua capela e depois
reconstruíram­na com outro orago (Nossa Senhora do Carmo). Este núcleo da povoação, que já esteve separado
do principal e mais antigo, situado mais abaixo, é anterior à chegada dos romanos.

Praia fluvial
Como desde há alguns anos, em 2014, esta praia foi uma das 298 praias
nacionais galardoadas com a bandeira azul[3]; em Junho de 2012 recebeu a
bandeira "Qualidade Ouro", atribuido pela Quercus.[4] Ambas as bandeiras
foram hasteadas dia 24 de Junho de 2012.

Dia 5 de Maio de 2012, a praia fluvial de Loriga, ficou apurada entre as 21
finalistas, do total de 70 pré­finalistas, divididas por 7 categorias, para
concorrer ao concurso "7 Maravilhas ­ Praias de Portugal", na categoria de
"praias de rios".

Praia fluvial de Loriga, no Festividades
local há muito conhecido por
Chão da Ribeira, eonde está o Ao longo do ano celebram­se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a
chamado "Poço do Zé Lages". Amenta das Almas ­ cantos nocturnos masculinos, que evocam as almas de
entes falecidos por altura da Quaresma), festas em honra de Sto. António
(durante o mês Junho) e São Sebastião (no último Domingo de Julho), com as
respectivas mordomias e procissões. Porém, o ponto mais alto das festividades religiosas é a festa dedicada à
padroeira dos emigrantes de Loriga, Nª. Srª. da Guia, que se realiza todos os anos, no primeiro Domingo de
Agosto. No segundo Domingo, tem lugar a festa em honra de Nª. Srª. da Ajuda, no Fontão de Loriga.

Gastronomia
A gastronomia loriguense faz parte daquela considerada típica da Beira Alta, onde se salientam os pratos
calóricos de alta montanha, os enchidos, a feijoada (com feijocas, uma espécie de feijão branco, maior que o
habitual), o cabrito no forno, a broa de milho, queijaria de ovelha e cabra, nomeadamente o queijo da Serra
(com DOP), a aguardente de zimbro. Grande parte dos doces e sobremesas típicas eram elaboradas para
celebrar a Páscoa. De entre os doces, têm relevo as broínhas doces, o arroz doce, o carolo (doce feito com
milho), a botelha (sobremesa feito com abóbora), a tapioca (sobremesa parecida ao arroz doce, feita com
tapioca partida em grãos ­ importada pela comunidade loriguense no Brasil) e o Bolo Negro de Loriga. A
importância da gastronomia única é reflectida na Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga. Loriga faz
parte da Rota do Xisto e do Milho.

Personagens
Joaquim Augusto Amorim da Fonseca, (1862 — 1927), médico.
Joaquim Pina Moura, (1952 — ), economista e político.
Jorge Garcia, (1960 — )ciclista.

Acordos de geminação
Busto do, Dr Joaquim A.
Amorim da Fonseca, Loriga. Loriga celebrou um acordo de geminação com a vila, actual cidade, de
Sacavém, em 1 de Junho de 1996.

Ver também
Geografia romana em Portugal

Ligações externas
Homepage sobre Loriga (http://www.loriga.de)
Analor (http://www.analor.org)
Portal Vila de Loriga (http://loriga.wordpress.com)
7 Maravilhas ­ Praias de Portugal (http://www.7maravilhas.sapo.pt/#/finalistas/praia­fluvial­de­loriga)
ABAE (http://www.abae.pt/programa/BA/inicio.php)
Geobserver (http://www.geobserver.org)

Fontes
Algumas das fontes usadas na elaboração deste artigo:

Homepage de Loriga (http://loriga.wordpress.com/ficheiros­pdf­files)
Bacia hidrográfica da Ribeira de Loriga (http://www.conselldemallorca.net/mediambient/terrisc/resultats
p_coimbra3.htm)
Página dos Bombeiros de Loriga (http://www.bvloriga.pt/)
Página da Junta de Freguesia de Loriga (http://www.freguesiadeloriga.com/)
Página da Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga (http://www.loriga.org/confraria/)
Ferreira, N.; Vieira, G. ­ Guía Geológico e Geomorfológico do PNSE (1999).
de Vasconcelos, J.L. ­ Etnografia Portuguesa ­ Vol. II, INCM, 1980
Carta Militar de Portugal – esc. 1: 25000, Folha nº223, Instituto Geográfico do Exército.

Referências
1. Diário "As Beiras" online. «Bombeiros de Loriga mudam para novo quartel» (http://www.asbeiras.pt/2012/09/bombei
ros­de­loriga­mudam­para­novo­quartel/). Consultado em Outubro de 2012 Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
2. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) ­ https://www.ine.pt/xportal/xmain?
xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
3. ABAE. «Locais Galardoados na Região do Centro com a Bandeira Azul, 2014» (http://www.abae.pt/BandeiraAzul/ind
ex.php?p=awarded&s=list&u=2). Consultado em Junho de 2014 Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
4. Site da Câmara Municipal de Seia. «Praia de Loriga com qualidade de ouro» (http://www.cm­seia.pt/index.php/ambie
nte/item/120­praia­de­loriga­com­qualidade­de­ouro). Consultado em Julho de 2012 Verifique data em: |acessodata=
(ajuda)

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-1-

Loriga
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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40º 19' N 7º 41' O


Loriga

Loriga - Vista do miradouro


Gentílico Loricense ou loriguense
Concelho Seia
Área 36,52 km²
População 1 367 hab. (2005)
Densidade 37,51 hab./km²
Orago Santa Maria Maior
Código postal 6270
Endereço da Junta de Freguesia de
Junta de Freguesia Loriga
Apelidada de “Suíça Portuguesa”
Freguesias de Portugal

Loriga é uma vila e freguesia portuguesa do concelho de Seia, distrito da Guarda. Tem 36,52 km² de área, 1 367 habitantes (2005) e densidade populacional
de 37,51 hab/km².

Loriga encontra-se a 20 km de Seia, 80km da Guarda e 300km de Lisboa. A vila é acessível pela EN 231, e tem acesso directo à Lagoa Comprida, pela
N338, estrada concluída em 2006, seguindo um traçado pré-existente, com um percurso de 9.2 km de paisagens deslumbrantes, entre as cotas 960m (Portela
do Arão) e 1650m, junto à Lagoa Comprida.

É conhecida como a "Suíça Portuguesa" devido à sua extraordinária localização geográfica. Está situada a cerca de 770m de altitude, rodeada por montanhas,
das quais se destacam a Penha dos Abutres (1828m de altitude) e a Penha do Gato (1771m), e é abraçada por dois cursos de água: a Ribeira de Loriga que
recebe a Ribeira de S.Bento, unindo-se depois da E.T.A.R., e que formam um dos afluentes do Rio Alva.

Está dotada de uma ampla gama de infrastrutras físicas e culturais, que abrangem todos os grupos etários, das quais se destacam, por exemplo, o Grupo
Desportivo Loricense, fundado em 1934, a Banda de Música Filarmónica em Loriga, fundada em 1905, o corpo de Bombeiros Voluntários de Loriga, criado
em 1982, cujos serviços se desenvolvem para lá dos limites da vila, a Casa de Repouso Nª. Srª. da Guia, uma das últimas obras sociais de relevo, e a Escola
C+S Dr. Reis Leitão.

Ao longo do ano celebram-se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a Amenta das Almas) e festas em honra de S. António (durante o mês Junho) e S.
Sebastião (durante o mês de Julho), com as respectivas mordomias e procissões. Porém, o ponto mais alto das festividades religiosas é a festa dedicada à
padroeira da diáspora loricense, Nª. Srª. da Guia, que se realiza todos os anos, no primeiro Domingo de Agosto.

Índice
• 1 Breve história
• 2 Rua da Oliveira
• 3 Bairro de São Ginês (S.Gens)
• 4 Personagens de Loriga com artigos na Wikipédia
• 5 Acordos de geminação
• 6 Ver também
• 7 Ligações externas
• 8 Fontes

Breve história

Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro histórico da vila. O local foi escolhido há mais de dois mil e seiscentos
anos devido à facilidade de defesa (uma colina entre ribeiras), à abundância de água e de pastos, bem como ao facto de a as terras mais baixas providenciarem
alguma caça e condições mínimas para a prática da agricultura. Desta forma estavam garantidas as condições mínimas de sobrevivência para uma população e
povoação com alguma importância.
-2-

Igreja Matriz de Loriga - vista interior

O nome veio da localização estratégica da povoação, do seu protagonismo e dos seus habitantes nos Hermínios (actual Serra da Estrela) na resistência lusitana,
o que levou os romanos a porem-lhe o nome de Lorica (antiga couraça guerreira). Os Hermínios eram o coração e a maior fortaleza da Lusitânia. É um facto
que os romanos lhe deram o nome de Lorica, e deste nome derivou Loriga (derivação iniciada pelos Visigodos) e que tem o mesmo significado. É um caso
raro, em Portugal, de um nome bi-milenar,e justifica que a couraça seja a peça central do brasão histórico de Loriga. É um nome muito antigo e de grande valor
histórico para a vila.

Situada na parte Sudoeste da Serra da Estrela, a sua beleza paisagística é o principal atractivo de referência. Os socalcos e sua complexa rede de irrigação são
um dos grandes ex-libris de Loriga, uma obra gigantesca construída pelos loricenses ao longo de muitas centenas de anos e que transformou um vale belo mas
rochoso num vale fértil. É uma obra que ainda hoje marca a paisagem do belíssimo Vale de Loriga, fazendo parte do património histórico da vila e é
demonstrativa do génio dos seus habitantes.

Ponte romana

Em termos de património histórico, destacam-se também a ponte e a estrada romanas (século I a.C.), uma sepultura antropomórfica (século VI a.C.), a Igreja
Matriz (século XIII, reconstruída), o Pelourinho (século XIII,reconstruído), o Bairro de São Ginês (São Gens) com origem anterior à chegada dos romanos e a
Rua de Viriato que a tradição local e diversos antigos documentos encontram origem nesta antiquíssima povoação. A Rua da Oliveira, pela sua peculiaridade,
situada na área mais antiga do centro histórico da vila, recorda algumas das características urbanas da época medieval. A estrada romana e uma das duas
pontes (a outra ruiu no século XVI após uma grande cheia na Ribeira de S. Bento), com as quais os romanos ligaram Lorica, na Lusitânia, ao restante império,
merecem destaque.

Capela de Nª Srª do Carmo

O Bairro de São Ginês é um ex-libris de Loriga e nele destaca-se a capela de Nossa Senhora do Carmo, construída no local de uma antiga ermida visigótica
precisamente dedicada àquele santo. Quando os romanos chegaram, a povoação estava dividida em dois núcleos. O maior, mais antigo e principal, situava-se
na área onde hoje existem a Igreja Matriz e parte da Rua de Viriato e estava fortificado com muralhas e paliçada. No local do actual Bairro de S.Ginês existiam
já algumas habitações encostadas ao promontório rochoso, em cima do qual os Visigodos construíram mais tarde uma ermida dedicada àquele santo.

Fontanário em Loriga

Loriga era uma paróquia pertencente à Vigararia do Padroado Real e a Igreja Matriz foi mandada construir em 1233 pelo rei D. Sancho II. Esta igreja, cujo
orago era já o de Santa Maria Maior e que se mantém, foi construída no local de outro antigo e pequeno templo, do qual foi aproveitada uma pedra com
inscrições visigóticas, que está colocada na porta lateral virada para o adro. De estilo românico, com três naves, e traça exterior lembrando a Sé Velha de
Coimbra, esta igreja foi destruída pelo sismo de 1755, dela restando apenas partes das paredes laterais.

O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado também a residência paroquial e aberto algumas fendas nas robustas e espessas paredes
do edifício da Câmara Municipal construído no século XIII. Um emissário do Marquês de Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos mas, ao contrário do
que aconteceu com a Covilhã (outra localidade serrana muito afectada), não chegou do governo de Lisboa qualquer auxílio.

Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde o início do século XIX. Chegou a ser uma das localidades mais industrializadas da Beira Interior, e a actual sede de
concelho só conseguiu suplantá-la quase em meados do século XX. Tempos houve em que só a Covilhã ultrapassava Loriga no número de empresas. Nomes
de empresas, tais como: Regato, Redondinha, Fonte dos Amores, Tapadas, Fândega, Leitão & Irmãos, Augusto Luis Mendes, Lamas, Nunes Brito, Moura
Cabral, Lorimalhas, etc, fazem parte da rica história industrial desta vila. A principal e maior avenida de Loriga tem o nome de Augusto Luís Mendes, o mais
destacado dos antigos industriais loricenses. Apesar de, por exemplo, dos maus acessos que se resumiam à velhinha estrada romana de Lorica com dois mil
-3-

anos, o facto é que os loricenses transformaram Loriga numa vila industrial progressiva, o que confirma o seu génio. Mas, Loriga acabou por ser derrotada por
um inimigo político e administrativo, local e nacional, contra o qual teve que lutar desde o século XIX.

Largo do Pelourinho

A história da vila de Loriga é, aliás, um exemplo das consequências que os confrontos de uma guerra civil podem ter no futuro de uma localidade e de uma
região. Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o século XII, tendo recebido forais em 1136 (João Rhânia, senhorio das Terras de Loriga durante
cerca de duas décadas, no reinado de D.Afonso Henriques), 1249 (D.Afonso III ), 1474 ( D.Afonso V ) e 1514 ( D.Manuel I ), mas, por ter apoiado os
chamados Absolutistas contra os Liberais na guerra civil portuguesa, teve o castigo de deixar de ser sede de concelho em 1855. A conspiração movida por
desejos expansionistas da localidade que beneficiou com o facto, precipitou os acontecimentos. Tratou-se de um grave erro político e administrativo; foi, no
mínimo, um caso de injusta vingança política, numa época em que não existia democracia e reinavam o compadrio e a corrupção e assim, começou o declínio
de toda a região de Loriga (antigo concelho de Loriga).

Se nada de verdadeiramente eficaz for feito, começando pela vila de Loriga, esta região estará desertificada dentro de poucas décadas, o que, tal como em
relação a outras relevantes terras históricas do interior do país, será com certeza considerado como uma vergonha nacional. Confirmaria também a óbvia
existência de graves e sucessivos erros nas políticas de coesão, administração e ordenamento do território. Para evitar tal situação, vergonhosa para o país, é
necessário no mínimo por em prática o que já é reconhecido no papel: desenvolver a vila de Loriga, pólo e centro da região.

A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes da Beira, Teixeira, Valezim, Vide, e as mais de trinta povoações anexas,
pertenceu ao Município Loricense. A vila de Loriga situa-se a vinte quilómetros da actual sede de concelho (Seia) e algumas freguesias da sua região, situam-se
a uma distância muito maior.

A Região de Loriga, área do antigo Município Loricense, constitui também a Associação de Freguesias da Serra da Estrela, com sede na vila de Loriga.

Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas e as únicas pistas e estância de esqui existentes em Portugal estão localizadas na área da
freguesia da vila de Loriga.

Rua da Oliveira

Rua da Oliveira

A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da vila. A sua escadaria tem cerca de 100 degraus em granito, o que lhe dá características peculiares.
Esta rua recorda muitas das características urbanas medievais do centro histórico da vila de Loriga.

Bairro de São Ginês (S.Gens)

O bairro de São Ginês é um bairro do centro histórico de Loriga cujas caracteristicas o tornam num dos bairros mais conhecidos e típicos da vila. As
melhores festas de São João eram feitas aqui. Curioso é o facto de este bairro do centro histórico da vila dever o nome a São Gens, um santo de origem céltica
matirizado em Arles, na Gália, no tempo do imperador Diocleciano, orago de uma ermida visigótica situada na área. Com o passar dos séculos os loricenses
mudaram o nome do santo para S.Ginês, talvez por ser mais fácil de pronunciar. Este núcleo da povoação, que já esteve separado do principal e mais antigo,
situado mais abaixo, é anterior à chegada dos romanos.

Busto do, Dr Joaquim A. Amorim da Fonseca, Loriga

Personagens de Loriga com artigos na Wikipédia

Joaquim Augusto Amorim da Fonseca


-4-

Joaquim Pina Moura

Acordos de geminação

Loriga celebrou acordo de geminação com:


• A vila, actual cidade de Sacavém, no concelho de Loures, em 1 de Junho de 1996.

Ver também
• Geografia romana em Portugal

Ligações externas
• LORIGA - Loriga na internet
• Loriga News
• Analor

Fontes

Agumas das fontes usadas na elaboração deste artigo:


• Loriga na internet
• Informação Municipal [1]
• Bacia hidrográfica da Ribeira de Loriga [3]
• Ferreira, N.; Vieira, G. - Guía Geológico e Geomorfológico do PNSE (1999).
• Carta Militar de Portugal – esc. 1: 25000, Folha nº223, Instituto Geográfico do Exército.

O Wikimedia Commons possui multimedia sobre Loriga


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• Avisos gerais
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Loriga
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
40º 19' N 7º 41'O

Loriga

Vista panorâmica de Loriga


Gentílico Loricense ou loriguense
Concelho Seia
Área 36,52 km²
População 1 367 hab. (2005)
Densidade 37,51 hab./km²
Orago Santa Maria Maior
Código postal 6270
Endereço da Junta de Freguesia de
Junta de Freguesia Loriga
Apelidada de “Suíça Portuguesa”, é a vila mais
alta de Portugal.
Freguesias de Portugal
Loriga (pron.IFA [lo'?ig?]) é uma vila e freguesia portuguesa do concelho de Seia, distrito da Guarda. Tem
36,52 km² de área, 1 367 habitantes (2005) e densidade populacional de 37,51 hab/km². Tem uma
povoação anexa, o Fontão.

Loriga encontra-se a 20 km de Seia, 80km da Guarda e 300km de Lisboa. A vila é directamente acessível
pela EN 231, e indirectamente pela EN338, e tem acesso directo à Lagoa Comprida, pela referida EN338,
estrada concluída em 2006, seguindo um traçado pré-existente e pré-projectado há mais de quarenta anos,
com um percurso de 9,2 km de paisagens deslumbrantes, entre as cotas 960m (Portela de Loriga,também
conhecida por Portela do Arão) e 1650m, junto à Lagoa Comprida.

É conhecida há décadas como a "Suíça Portuguesa" devido à sua extraordinária localização geográfica. Está
situada a cerca de 770m de altitude,na sua parte urbana mais baixa, rodeada por montanhas, das quais se
-2-
destacam a Penha dos Abutres (1828m de altitude) e a Penha do Gato (1771m), e é abraçada por dois
cursos de água: a Ribeira de Loriga e a Ribeira de S.Bento, que se unem depois da E.T.A.R. para formarem
um dos maiores afluentes do Rio Alva.A montante da vila, a Ribeira de Loriga recebe também o Ribeiro da
Nave, um afluente que tem um curso extraordinário e passa por uma das zonas mais belas do Vale de
Loriga, incluíndo os famosos Bicarões, cascatas a alta altitude junto das quais se encontra uma formosa
quinta.

A vila está dotada de uma ampla gama de infrastrutras físicas e culturais, que abrangem todas as àreas e
todos os grupos etários, das quais se destacam, por exemplo, o Grupo Desportivo Loriguense, fundado em
1934, a Sociedade Recreativa e Musical Loriguense, fundada em 1905, os Bombeiros Voluntários de
Loriga, criados em 1982, cujos serviços se desenvolvem na àrea equivalente ao antigo concelho de Loriga, a
Casa de Repouso Nª. Srª. da Guia, uma das últimas obras sociais de relevo, e a Escola C+S Dr. Reis
Leitão (actual EB23). Em Março de 2007 iniciaram-se as obras do novo Quartel dos Bombeiros
Voluntários, edifício que se prevê concluído durante o primeiro semestre de 2008.

Ao longo do ano celebram-se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a Amenta das Almas) e festas
em honra de Sto. António (durante o mês Junho) e S. Sebastião (durante o mês de Julho), com as
respectivas mordomias e procissões. Porém, o ponto mais alto das festividades religiosas é a festa dedicada
à padroeira dos emigrantes loriguenses, Nª. Srª. da Guia, que se realiza todos os anos, no primeiro Domingo
de Agosto. No segundo Domingo, tem lugar a festa em honra de Nª. Srª. da Ajuda, no Fontão de Loriga.

Índice
• 1 Breve história
• 2 Toponímia
• 3 Rua da Oliveira
• 4 Bairro de São Ginês (S.Gens)
• 5 Personagens de Loriga com artigos na Wikipédia
• 6 Acordos de geminação
• 7 Ver também
• 8 Ligações externas
• 9 Fontes

Breve história
Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro histórico da vila. O
local foi escolhido há mais de dois mil e seiscentos anos devido à facilidade de defesa (uma colina entre
ribeiras), à abundância de água e de pastos, bem como ao facto de a as terras mais baixas providenciarem
alguma caça e condições mínimas para a prática da agricultura. Desta forma estavam garantidas as
condições mínimas de sobrevivência para uma população e povoação com alguma importância.
-3-
Igreja Matriz de Loriga - vista interior
O nome veio da localização estratégica da povoação, do seu protagonismo e dos seus habitantes nos
Hermínios (actual Serra da Estrela) na resistência lusitana, o que levou os romanos a porem-lhe o nome de
Lorica (antiga couraça guerreira), de que derivou Loriga, palavra que tem o mesmo significado. Os
Hermínios eram o coração e a maior fortaleza da Lusitânia. É um facto que os romanos lhe deram o nome
de Lorica, e deste nome derivou Loriga (derivação iniciada pelos Visigodos) e que tem o mesmo significado.
É um caso raro, em Portugal, de um nome bi-milenar.

Situada na parte Sudoeste da Serra da Estrela, a sua beleza paisagística é o principal atractivo de
referência. Os socalcos e sua complexa rede de irrigação são um dos grandes ex-libris de Loriga, uma obra
gigantesca construída pelos loriguenses ao longo de muitas centenas de anos e que transformou um vale belo
mas rochoso num vale fértil. É uma obra que ainda hoje marca a paisagem do belíssimo Vale de Loriga,
fazendo parte do património histórico da vila e é demonstrativa do génio dos seus habitantes.

Ponte romana
Em termos de património histórico, destacam-se também a ponte e a estrada romanas (século I a.C.), uma
sepultura antropomórfica (século VI a.C.), a Igreja Matriz (século XIII, reconstruída), o Pelourinho (século
XIII,reconstruído), o Bairro de São Ginês (São Gens) com origem anterior à chegada dos romanos e a Rua
de Viriato. A Rua da Oliveira, pela sua peculiaridade, situada na área mais antiga do centro histórico da vila,
recorda algumas das características urbanas da época medieval. A estrada romana e uma das duas pontes (a
outra ruiu no século XVI após uma grande cheia na Ribeira de S. Bento), com as quais os romanos ligaram
Lorica, na Lusitânia, ao restante império, merecem destaque. A tradição local e diversos antigos documentos
apontam Loriga como berço de Viriato, e no início do século XX existiu mesmo um movimento loriguense
para lhe erigir um estátua na vila, o que não chegou a concretizar-se.O documento mais famoso,embora não
seja o mais antigo, que fala de Loriga como sendo terra-natal de Viriato, é o livro manuscrito História da
Lusitânia, escrito pelo Bispo Mor do Reino em 1580.A actual Rua de Viriato, na parte mais antiga do centro
histórico da vila, já tinha esse nome no século XII.

Capela de Nª Srª do Carmo


O Bairro de São Ginês (S.Gens) é um ex-libris de Loriga e nele destaca-se a capela de Nossa Senhora do
Carmo, construída no local de uma antiga ermida visigótica precisamente dedicada àquele santo ao qual os
loriguenses passaram a chamar S.Ginês, talvêz por este nome ser mais fácil de pronunciar (aliás não existe
-4-
nenhum santo com o nome de Ginês). Quando os romanos chegaram, a povoação estava dividida em dois
núcleos. O maior, mais antigo e principal, situava-se na área onde hoje existem a Igreja Matriz e parte da
Rua de Viriato e estava fortificado com muralhas e paliçada. No local do actual Bairro de S.Ginês existiam
já algumas habitações encostadas ao promontório rochoso, em cima do qual os Visigodos construíram mais
tarde uma ermida dedicada àquele santo.

Fontanário em Loriga
Loriga era uma paróquia pertencente à Vigararia do Padroado Real e a Igreja Matriz foi mandada construir
em 1233 pelo rei D. Sancho II. Esta igreja, cujo orago era já o de Santa Maria Maior e que se mantém, foi
construída no local de outro antigo e pequeno templo, do qual foi aproveitada uma pedra com inscrições
visigóticas, que está colocada na porta lateral virada para o adro. De estilo românico, com três naves, e
traça exterior lembrando a Sé Velha de Coimbra, esta igreja foi destruída pelo sismo de 1755, dela restando
apenas partes das paredes laterais.

O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado também a residência paroquial e
aberto algumas fendas nas robustas e espessas paredes do edifício da Câmara Municipal construído no
século XIII. Um emissário do Marquês de Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos mas, ao contrário
do que aconteceu com a Covilhã (outra localidade serrana muito afectada), não chegou do governo de
Lisboa qualquer auxílio.

Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde o início do século XIX. Chegou a ser uma das localidades mais
industrializadas da Beira Interior, e a actual sede de concelho só conseguiu suplantá-la quase em meados do
século XX. Tempos houve em que só a Covilhã ultrapassava Loriga no número de empresas. Nomes de
empresas, tais como: Regato, Redondinha, Fonte dos Amores, Tapadas, Fândega, Leitão & Irmãos,
Augusto Luis Mendes, Lamas, Nunes Brito, Moura Cabral, Lorimalhas, etc, fazem parte da rica história
industrial desta vila. A principal e maior avenida de Loriga tem o nome de Augusto Luís Mendes, o mais
destacado dos antigos industriais loriguenses. Apesar de, por exemplo, dos maus acessos que se resumiam à
velhinha estrada romana de Lorica, com dois mil anos, o facto é que os loriguenses transformaram Loriga
numa vila industrial progressiva, o que confirma o seu génio. Mas, Loriga acabou por ser derrotada por um
inimigo político e administrativo, local e nacional, contra o qual teve que lutar desde o século XIX.
-5-

Largo do Pelourinho
A história da vila de Loriga é, aliás, um exemplo das consequências que os confrontos de uma guerra civil
podem ter no futuro de uma localidade e de uma região. Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde
o século XII, tendo recebido forais em 1136 (João Rhânia, senhorio das Terras de Loriga durante cerca de
duas décadas, no reinado de D.Afonso Henriques), 1249 (D.Afonso III ), 1474 ( D.Afonso V ) e 1514 (
D.Manuel I ), mas, por ter apoiado os chamados Absolutistas contra os Liberais na guerra civil portuguesa,
teve o castigo de deixar de ser sede de concelho em 1855. A conspiração movida por desejos
expansionistas da localidade que beneficiou com o facto, precipitou os acontecimentos. Tratou-se de um
grave erro político e administrativo; foi, no mínimo, um caso de injusta vingança política, numa época em que
não existia democracia e reinavam o compadrio e a corrupção e assim, começou o declínio de toda a região
de Loriga (antigo concelho de Loriga).

A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes da Beira, Teixeira, Valezim,
Vide, e as mais de trinta povoações anexas, pertenceu ao Município Loricense. A vila de Loriga situa-se a
vinte quilómetros da actual sede de concelho (Seia) e algumas freguesias da sua região, situam-se a uma
distância muito maior.

A Região de Loriga, área do antigo Município Loricense, constitui também a Associação de Freguesias da
Serra da Estrela, com sede na vila de Loriga.

Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas e as únicas pistas e estância de esqui
existentes em Portugal estão localizadas na área da freguesia da vila de Loriga.

Se nada de verdadeiramente eficaz for feito, começando pela vila de Loriga, esta região estará desertificada
dentro de poucas décadas, o que, tal como em relação a outras relevantes terras históricas do interior do
país, será com certeza considerado como uma vergonha nacional. Confirmaria também a óbvia existência de
graves e sucessivos erros nas políticas de coesão, administração e ordenamento do território. Para evitar tal
situação, vergonhosa para o país, é necessário no mínimo por em prática o que já é reconhecido no papel:
desenvolver a vila de Loriga, pólo e centro da região.
-6-

Rua da Oliveira
A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da vila. A sua escadaria tem cerca de 100 degraus
em granito, o que lhe dá características peculiares. Esta rua recorda muitas das características urbanas
medievais do centro histórico da vila de Loriga.

Bairro de São Ginês (S.Gens)


O bairro de São Ginês é um bairro do centro histórico de Loriga cujas caracteristicas o tornam num dos
bairros mais conhecidos e típicos da vila. As melhores festas de São João eram feitas aqui. Curioso é o facto
de este bairro do centro histórico da vila dever o nome a São Gens, um santo de origem céltica matirizado
em Arles, na Gália, no tempo do imperador Diocleciano, orago de uma ermida visigótica situada na área.
Com o passar dos séculos os loriguenses mudaram o nome do santo para S.Ginês, talvez por ser mais fácil
de pronunciar. Este núcleo da povoação, que já esteve separado do principal e mais antigo, situado mais
abaixo, é anterior à chegada dos romanos.

Busto do, Dr Joaquim A. Amorim da Fonseca, Loriga

Acordos de geminação
Loriga celebrou acordo de geminação com:

• A vila, actual cidade de Sacavém, no concelho de Loures, em 1 de Junho de 1996.

Ver também
• Geografia romana em Portugal
-7-
Ligações externas
• Loriga News
• O mais visitado site sobre Loriga
• Analor
• Fotografias de Loriga
• Fotografias de Loriga

Fontes
Agumas das fontes usadas na elaboração deste artigo:

• Informação Municipal [1]


• Loriga [2]
• Bacia hidrográfica da Ribeira de Loriga [3]
• Ferreira, N.; Vieira, G. - Guía Geológico e Geomorfológico do PNSE (1999).
• Carta Militar de Portugal – esc. 1: 25000, Folha nº223, Instituto Geográfico do Exército.

O Wikimedia Commons possui multimídia sobre Loriga


Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga"
Categorias: Antigos municípios de Portugal | Freguesias de Portugal | Vilas de Portugal

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Loriga
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Loriga (pron.IFA [lo'ɾigɐ]) é uma vila e


freguesia portuguesa do concelho de Seia, Portugal Loriga
distrito da Guarda. Tem 36,52 km² de área, 1
367 habitantes (2005) e densidade — Freguesia —
populacional de 37,51 hab/km². Tem uma
povoação anexa, o Fontão. Faz parte do Parque
Natural da Serra da Estrela.

Loriga, situada na parte sudoeste da Serra da


Estrela, encontra-se a 20 km de Seia, 80 km da
Guarda e 320 km de Lisboa. A vila é acessível
pela EN 231 e pela EN338, estrada concluída
em 2006 com mais de quarenta anos de atraso,
seguindo um traçado pré-existente, com um
percurso de 9,2 km de paisagens de montanha,
entre as cotas 960m (Portela do Arão) e
1650m, junto à Lagoa Comprida. Vista geral de Loriga

Loriga

Vista panorâmica de Loriga e do vale


glaciar com o mesmo nome, semelhante a
uma paisagem alpina.

conhecida como a "Suíça Portuguesa" devido à


sua extraordinária localização geográfica. Está
situada a cerca de 770m de altitude, na sua
parte urbana mais baixa, rodeada por
montanhas, das quais se destacam a Penha dos
Abutres (1828m de altitude) e a Penha do Gato
(1771m), e é abraçada por dois cursos de água:
a Ribeira de Loriga que recebe Ribeira de
S.Bento, as quais se unem depois da E.T.A.R.
para formarem a um dos afluentes do Rio
Alva.
Localização de Loriga em Portugal

40° 19' 37" N 7° 41' 26" O

http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga#Fontes 04-08-2011
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Os socalcos e sua complexa rede de irrigação País Portugal


são um dos grandes ex-libris de Loriga, uma
obra construída ao longo de centenas de anos e Concelho Seia
que transformou um vale rochoso num vale Administração
fértil. É uma obra que ainda hoje marca a
- Tipo Junta de freguesia
paisagem, fazendo parte do património
histórico da vila e é demonstrativa do génio Área
dos seus habitantes. - Total 36,52 km2

Está dotada de uma ampla gama de População (2005)


infraestrutras físicas e sócio-culturais, que - Total 1 367
abrangem todos os grupos etários, das quais se - Densidade 37,4/km2
destacam, por exemplo, o Grupo Desportivo
Loriguense, fundado em 1934, a Sociedade Gentílico: Loriguense ou Loricense
Recreativa e Musical Loriguense, fundada em Código 6270
1905, os Bombeiros Voluntários de Loriga, postal
criados em 1982, cujos serviços se Orago Santa Maria Maior
desenvolvem na àrea aproximadamente
equivalente ao antigo concelho, a Casa de Correio jfloriga@sapo.pt
electrónico
Repouso Nª. Srª. da Guia, uma das últimas
obras sociais de relevo, e a Escola Básica 23 Sítio Freguesiadeloriga.com
Dr. Reis Leitão. Em Março de 2007 iniciaram- (http://www.freguesiadeloriga.com)
se as obras do novo Quartel dos Bombeiros Apelidada de “Suíça Portuguesa”. É uma das vilas mais altas de
Voluntários, edifício que se prevê concluído Portugal.
durante o ano de 2011. Ficam a faltar obras
essenciais, tais como um pavilhão multiusos e um museu dos lanifícios.

Índice
■ 1 História
■ 2 Toponímia
■ 3 Festividades
■ 4 Gastronomia
■ 5 Personagens
■ 6 Acordos de geminação
■ 7 Ver também
■ 8 Ligações externas
■ 9 Fontes

História
Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro histórico da
vila. O local foi escolhido há mais de dois mil e seiscentos anos devido à facilidade de defesa (uma
colina entre ribeiras), à abundância de água e de pastos, bem como ao facto de a as terras mais baixas
providenciarem alguma caça e condições mínimas para a prática da agricultura. Desta forma estavam
garantidas as condições mínimas de sobrevivência para uma população e povoação com alguma
importância.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga#Fontes 04-08-2011
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O nome veio da localização estratégica da povoação, do seu


protagonismo e dos seus habitantes nos montes Hermínios (actual
Serra da Estrela) na resistência lusitana, o que levou os romanos a
porem-lhe o nome de Lorica, designação geral para couraça
guerreira romana; deste nome derivou Loriga (derivação iniciada
pelos Visigodos), que tem o mesmo significado.

Em termos de património
histórico, destacam-se a ponte e a
Igreja Matriz de Loriga - vista estrada romanas (século I a.C.),
interior. uma sepultura antropomórfica
(século VI a.C.) chamada
popularmente de "caixão da
moura", a Igreja Matriz (século XIII, reconstruída), o Pelourinho
(século XIII,reconstruído), o Bairro de São Ginês (São Gens) com
origem anterior à chegada dos romanos e a Rua de Viriato em
memória do heroi lusitano que a tradição local aponta como tendo Ponte romana.
nascido aqui. A Rua da Oliveira, pela sua peculiaridade, situada na
área mais antiga do centro histórico da vila, recorda algumas das características urbanas da época
medieval.

A estrada romana e uma das duas pontes (a outra ruiu no século XVI após uma grande cheia na
Ribeira de S. Bento), com as quais os romanos ligaram Lorica, na Lusitânia, ao restante império,
merecem destaque.

O Bairro de São Ginês ( S. Gens ) é um ex-libris de Loriga e nele


destaca-se a capela de Nossa Senhora do Carmo, construída no
local de uma antiga ermida visigótica precisamente dedicada àquele
santo.

Quando os romanos chegaram, a povoação estava dividida em dois


núcleos. O maior, mais antigo e principal, situava-se na área onde
hoje existem a Igreja Matriz e parte da Rua de Viriato e estava
fortificado com muralhas e paliçada. No local do actual Bairro de
Capela de Nossa Senhora do S.Ginês existiam já algumas habitações encostadas ao promontório
Carmo. rochoso, em cima do qual os Visigodos construíram mais tarde uma
ermida dedicada àquele santo.

Loriga era uma paróquia pertencente à Vigararia do Padroado Real


e a Igreja Matriz foi mandada construir em 1233 pelo rei D. Sancho
II. Esta igreja, cujo orago era já o de Santa Maria Maior e que se
mantém, foi construída no local de outro antigo e pequeno templo,
do qual foi aproveitada uma pedra com inscrições visigóticas, que
está colocada na porta lateral virada para o adro. De estilo
românico, com três naves, e traça exterior lembrando a Sé Velha de
Coimbra, esta igreja foi destruída pelo sismo de 1755, dela restando
apenas partes das paredes laterais.

O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo


arruinado também a residência paroquial e aberto algumas fendas
Fontanário em Loriga.
nas robustas e espessas paredes do edifício da Câmara Municipal
construído no século XIII. Um emissário do Marquês de Pombal
esteve em Loriga a avaliar os estragos mas, ao contrário do que aconteceu com a Covilhã (outra
localidade serrana muito afectada), não chegou do governo de Lisboa qualquer auxílio.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga#Fontes 04-08-2011
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Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde a primeira metade do século XIX. Chegou a ser uma das
localidades mais industrializadas da Beira Interior, e a actual sede de concelho só conseguiu suplantá
-la quase em meados do século XX. Tempos houve em que só a Covilhã ultrapassava Loriga no
número de empresas. Nomes de empresas, tais como: Regato, Redondinha, Fonte dos Amores,
Tapadas, Fândega, Leitão & Irmãos, Augusto Luis Mendes, Lamas, Nunes Brito, Moura Cabral,
Lorimalhas, etc, fazem parte da rica história industrial desta vila. A principal e maior avenida de
Loriga tem o nome de Augusto Luís Mendes, o mais destacado dos antigos industriais loriguenses.
Apesar dos maus acessos, que se resumiam à velhinha estrada romana de Loriga, com dois mil anos,
o facto é que os loriguenses transformaram Loriga numa vila industrial.

Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o século XII,


tendo recebido forais em 1136 (João Rhânia, senhorio das Terras de
Loriga durante cerca de duas décadas, no reinado de D.Afonso
Henriques), 1249 (D.Afonso III), 1474 (D.Afonso V) e 1514
(D.Manuel I). Apoiou os Absolutistas contra os Liberais na guerra
civil portuguesa. Esse facto contribuíu para deixar de ser sede de
concelho em 1855 após a aplicação do plano de ordenação
territorial levada a cabo durante o século XIX, curiosamente o
mesmo plano que deu origem aos Distritos.
Largo do Pelourinho.
Porém, partir da segunda metade do século XIX, tornou-se um dos
principais pólos industriais da Beira Alta, com a implantação da
indústria dos lanifícios, que entrou em declínio durante as últimas décadas do século passado o que
está a levar à desertificação da Vila, facto que afecta de maneira geral as regiões interiores de
Portugal. Actualmente a economia loriguense basea-se nas indústrias metalúrgica e de panificação,
no comércio, restauração, alguma agricultura e pastorícia.

A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes da Beira, Teixeira,
Valezim, Vide, e as mais de trinta povoações anexas, pertenceu ao Município Loriguense.

A área que englobava o extinto município loriguense, constitui também a Associação de Freguesias
da Serra da Estrela, com sede em Loriga.

Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas e as únicas pistas e estância de
esqui existentes em Portugal estão localizadas na Serra da Estrela, dentro da área da freguesia de
Loriga.

Toponímia
A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da vila. A
sua escadaria tem cerca de 80 degraus em granito, o que lhe dá
características peculiares. Esta rua recorda muitas das
características urbanas medievais.

O bairro de São Ginês é um bairro do centro histórico de Loriga


cujas características o tornam num dos bairros mais típicos da vila.
As melhores festas de São João eram feitas aqui. Curioso é o facto
de este bairro dever o nome a São Gens, um santo de origem céltica
matirizado em Arles, na Gália, no tempo do imperador Diocleciano,
orago de uma ermida visigótica situada na área. Com o passar dos
séculos os loriguenses mudaram o nome do santo para S. Ginês, Rua da Oliveira.
talvez por ser mais fácil de pronunciar, e finalmente abandonaram o
culto e mudaram o orago da sua ermida para Nossa Senhora do

http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga#Fontes 04-08-2011
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Carmo. Actualmente essa ermida tem um aspecto mais moderno e exibe a data da sua última
reconstrução factos que induzem os visitantes em erro. Este núcleo da povoação, que já esteve
separado do principal e mais antigo, situado mais abaixo, é anterior à chegada dos romanos.

Festividades
Ao longo do ano celebram-se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a Amenta das Almas -
cantos nocturnos masculinos, que evocam as almas de entes falecidos por altura da Quaresma), festas
em honra de Sto. António (durante o mês Junho) e S. Sebastião (no último Domingo de Julho), com
as respectivas mordomias e procissões. Porém, o ponto mais alto das festividades religiosas é a festa
dedicada à padroeira de Loriga, Nª. Srª. da Guia, que se realiza todos os anos, no primeiro Domingo
de Agosto. No segundo Domingo, tem lugar a festa em honra de Nª. Srª. da Ajuda, no Fontão de
Loriga.

Gastronomia
A gastronomia loriguense faz parte daquela considerada típica da Beira Alta, onde se salientam os
pratos calóricos de alta montanha, os enchidos, a feijoada (com feijocas, uma espécie de feijão
branco, maior que o habitual), o cabrito no forno, a broa de milho, queijaria de ovelha e cabra,
nomeadamente o queijo da Serra (com DOP), a aguardente de zimbro. Grande parte dos doces e
sobremesas típicas eram elaboradas para celebrar a Páscoa. De entre os doces, têm relevo as broínhas
doces, o arroz doce, o carolo (doce feito com milho), a botelha (sobremesa feito com abóbora), a
tapioca (sobremesa parecida ao arroz doce, feita com tapioca partida em grãos - importada pela
comunidade loriguense no Brasil) e o Bolo Negro de Loriga. A importância da gastronomia única é
reflectida na Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga. Loriga faz parte da Rota do Xisto e do
Milho.

Personagens
■ Joaquim Augusto Amorim da Fonseca, médico
■ Joaquim Pina Moura, economista e político

Acordos de geminação
Busto do, Dr Joaquim A. Loriga celebrou um acordo de geminação com a vila, actual cidade,
Amorim da Fonseca, Loriga. de Sacavém, em 1 de Junho de 1996.

Ver também
■ Geografia romana em Portugal

Ligações externas
■ Homepage sobre Loriga (http://www.loriga.do)
■ Analor (http://www.analor.org)
■ Portal Vila de Loriga (http://www.viladeloriga.com)

http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga#Fontes 04-08-2011
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Fontes
Algumas das fontes usadas na elaboração deste artigo:

■ História concisa de Loriga (http://www.lorica.no.sapo.pt)


■ Bacia hidrográfica da Ribeira de Loriga
(http://www.conselldemallorca.net/mediambient/terrisc/resultatsp_coimbra3.htm)
■ Página dos Bombeiros de Loriga (http://www.bvloriga.pt/)
■ Página da Junta de Freguesia de Loriga (http://www.freguesiadeloriga.com/)
■ Página da Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga (http://www.loriga.org/confraria/)
■ Ferreira, N.; Vieira, G. - Guía Geológico e Geomorfológico do PNSE (1999).
■ de Vasconcelos, J.L. - Etnografia Portuguesa - Vol. II, INCM, 1980
■ Carta Militar de Portugal – esc. 1: 25000, Folha nº223, Instituto Geográfico do Exército.

Obtida de "http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga"
Categorias: Freguesias de Seia | Antigos municípios de Portugal | Vilas de Portugal

■ Esta página foi modificada pela última vez à(s) 00h08min de 4 de agosto de 2011.
■ Este texto é disponibilizado nos termos da licença Atribuição - Partilha nos Mesmos Termos
3.0 Não Adaptada (CC BY-SA 3.0); pode estar sujeito a condições adicionais. Consulte as
condições de uso para mais detalhes.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga#Fontes 04-08-2011
-1-

Loriga

Gentílico - Loricense ou Loriguense


Concelho - Seia
Área - 36,52 km²
População - 1 370 hab. (2005)
Densidade - 37,51 hab./km²
Orago - Santa Maria Maior
Código postal - 6270

Loriga é uma vila e freguesia portuguesa do concelho de Seia, distrito da


Guarda. Tem 36,52 km² de área, 1 370 habitantes (2005) e densidade
populacional
de 37,51 hab/km².

Loriga (pron.IFA [lo' riga ]) é uma vila e freguesia portuguesa do concelho de


Seia, distrito da
Guarda. Tem 36,52 km² de área, 1 367 habitantes (2005) e densidade
populacional de 37,51 hab/km².
tem uma povoação anexa, o Fontão.

Loriga encontra-se a 20 km de Seia, 80km da Guarda e 300km de Lisboa. A vila


é acessível pelas estradas EN
231 e EN 338, e tem acesso directo à Lagoa Comprida, pela EN338, estrada
concluída em 2006, com mais de quatro décadas de atraso, seguindo um
traçado pré-existente, com um percurso de 9,2 km de paisagens deslumbrantes,
entre as cotas 960m
(Portela de Loriga) e 1650m, junto à Lagoa Comprida.

É conhecida como a "Suíça Portuguesa" devido à sua extraordinária localização


geográfica. Está
situada a cerca de 770m de altitude, na sua parte urbana mais baixa, rodeada
por montanhas, das
quais se destacam a Penha dos Abutres (1828m de altitude) e a Penha do Gato
(1771m), e é abraçada
por dois cursos de água: a Ribeira de Loriga e a Ribeira de S.Bento, que
desagua na primeira depois da E.T.A.R.
para formarem um dos afluentes do Rio Alva.

Está dotada de uma ampla gama de infrastrutras físicas e culturais, que


abrangem vários campos e todos os grupos
etários, das quais se destacam, por exemplo, o Grupo Desportivo Loriguense,
fundado em 1934, a
Sociedade Recreativa e Musical Loriguense, fundada em 1905, os Bombeiros
Voluntários de Loriga,
criados em 1982, cujos serviços se desenvolvem para lá dos limites da
freguesia, numa àrea praticamente equivalente ao antigo concelho de Loriga, a
-2-
Casa de Repouso Nª.
Srª. da Guia, uma das últimas obras sociais de relevo, e a Escola C+S Dr. Reis
Leitão.

Ao longo do ano celebram-se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a


Amenta das Almas -
cantos nocturnos masculinos, que evocam as almas de entes falecidos por altura
da Quaresma), festas
em honra de Sto. António (durante o mês Junho) e S. Sebastião (no último
Domingo de Julho), com
as respectivas mordomias e procissões. Porém, o ponto mais alto das
festividades religiosas é a festa
dedicada à padroeira dos emigrantes de Loriga, Nª. Srª. da Guia, que se realiza
todos os anos, no primeiro Domingo
de Agosto. No segundo Domingo, tem lugar a festa em honra de Nª. Srª. da
Ajuda, no Fontão de Loriga.

Breve história

Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o
centro histórico da vila, o seu nome primitivo,anterior à chegada dos
romanos,era Lobriga. O local foi escolhido há mais de dois mil e seiscentos
anos, devido à facilidade de defesa (uma colina entre ribeiras),à abundância de
àgua e de pastos, bem como ao facto de a as terras mais baixas
providenciarem
alguma caça,e condições mínimas para a prática da agricultura. Desta forma
estavam garantidas as condições mínimas de sobrevivência para uma população
e
povoação com alguma importância.

O nome veio,da localização estratégica da povoação,do seu protagonismo e dos


seus habitantes,nos Hermínios (actual Serra da Estrela) na resistência lusitana,
o que levou os romanos a porem-lhe o nome de Lorica (antiga couraça
guerreira).Os Hermínius eram o coração e a maior fortaleza da Lusitânia. É um
facto que os romanos lhe deram o nome de Lorica,nome de couraça guerreira, e
deste nome derivou Loriga (derivação iniciada pelos Visigodos), e que tem o
mesmo significado. É um caso raro, em Portugal, de um nome bimilenar,um dos
factos que justificam que a couraça seja a peça central e principal do brasão
histórico da vila.É um nome muito antigo e de grande valor histórico para a
vila.

Situada na parte Sudoeste da Serra da Estrela, a sua beleza paisagística é o


principal atractivo de referência. Os socalcos e sua complexa rede de irrigação
são um dos grandes ex-libris de Loriga, uma obra gigantesca construída pelos
Loricenses ao longo de muitas centenas de anos e que transformou um vale
belo,
mas rochoso, num vale fértil.É uma obra que ainda hoje marca a paisagem do
belíssimo Vale de Loriga,faz parte do património histórico da vila,e é
demonstrativa do génio dos Loricenses.
-3-

Em termos de património histórico, destacam-se também a ponte e a estrada


romanas (século I a.C.), uma sepultura antropomórfica (século VI a.C.), a Igreja
Matriz (século XIII, reconstruída), o Pelourinho (século XIII,reconstruído), o
Bairro de São Ginês (São Gens) com origem anterior à chegada dos romanos, a
Rua
de Viriato,o heroi lusitano que a tradição local,e diversos antigos
documentos,encontram origens nesta antiquíssima povoação.A Rua da Oliveira,
pela
sua peculiaridade,situada na àrea mais antiga do centro histórico da
vila,recorda algumas das características urbanas da época medieval. A estrada
romana e uma das duas pontes (a outra ruíu no século XVI após uma grande
cheia
na Ribeira de S. Bento), com as quais os romanos ligaram Lorica, na Lusitânia,
ao restante império, merecem destaque.

Também o Bairro de São Ginês ( S. Gens )é um ex-libris de Loriga, e nele


destaca-se a capela de Nossa Senhora do Carmo construída no local de uma
antiga
ermida visigótica precisamente dedicada àquele santo. Quando os romanos
chegaram, a povoação estava dividida em dois núcleos: O maior, mais antigo e
principal, situava-se na àrea onde hoje existem a Igreja Matriz e parte da Rua
de Viriato, e estava fortificado com muralhas e paliçada. No local do actual
Bairro de S.Ginês (S.Gens), existiam já algumas habitações encostadas ao
promontório rochoso, em cima do qual os Visigodos construíram mais tarde
uma
ermida dedicada àquele santo.
Loriga era uma paróquia pertencente à Vigariaria do Padroado Real e a Igreja
Matriz foi mandada construir em 1233 pelo rei D. Sancho II. Esta igreja, cujo
orago era já o de Santa Maria Maior,e que se mantém, foi construída no local
de
um outro antigo e pequeno templo, do qual foi aproveitada uma pedra com
inscrições visigóticas, que está colocada na porta lateral virada para o adro.
De estilo românico, com três naves, e traça exterior lembrando a Sé Velha de
Coimbra, esta igreja foi destruída pelo sismo de 1755, dela restando apenas
partes das paredes laterais.

O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado também a


residência paroquial e aberto algumas fendas nas robustas e espessas paredes
do
edifício da Câmara Municipal construído no século XIII. Um emissário do
Marquês
de Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos mas, ao contrário do que
aconteceu com a Covilhã (outra localidade serrana muito afectada), não chegou
do
governo de Lisboa qualquer auxílio.
Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde o início do século XIX, chegou a ser
uma das localidades mais industrializadas da Beira Interior, e a actual sede de
concelho só conseguiu suplantá-la quase em meados do século XX.Tempos
-4-
houve em
que,só Covilhã ultrapassava Loriga em número de empresas.Nomes de
empresas,tais
como;Regato,Redondinha,Fonte dos Amores,Tapadas,Fândega,Leitão &
Irmãos,Augusto
Luis Mendes,Lamas,Nunes Brito,Moura Cabral,Lorimalhas,etc,fazem parte da
rica
história industrial desta vila.A principal e maior avenida de Loriga tem o nome
de Augusto Luís Mendes, o mais destacado dos antigos industriais
Loricenses.Apesar,por exemplo,dos maus acessos,que se resumiam à velhinha
estrada romana de Lorica com dois mil anos,o facto é que os Loricenses
transformaram Loriga numa vila industrial progressiva,o que confirma o seu
génio.Mas,Loriga acabou por ser derrotada por um inimigo político e
administrativo,local e nacional,contra o qual teve que lutar desde o século XIX.

A história da vila de Loriga é, aliás, um exemplo das consequências que os


confrontos de uma guerra civil podem ter no futuro de uma localidade e de uma
região. Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o século XII, tendo
recebido forais em 1136 (João Rhânia, senhorio das Terras de Loriga durante
cerca de duas décadas, no reinado de D.Afonso Henriques), 1249 (D.Afonso III
),
1474 ( D.Afonso V ) e 1514 ( D.Manuel I ), mas, por ter apoiado os chamados
Absolutistas contra os Liberais na guerra civil portuguesa, teve o castigo de
deixar de ser sede de concelho em 1855.A conspiração movida por desejos
expansionistas da localidade que beneficiou com o facto,precipitou os
acontecimentos.Tratou-se de um grave erro político e administrativo,como
aliás
tem vindo a confirmar-se.
Foi no mínimo um caso de injusta vingança política,numa época em que não
existia
democracia e reinavam o compadrio e a corrupção,e assim começou o declínio
de
toda a Região de Loriga (antigo concelho de Loriga).Se nada de
verdadeiramente
eficaz for feito, começando pela vila de Loriga, esta região estará
desertificada dentro de poucas décadas,o que,tal como em relação a outras
relevantes terras históricas do interior do país,será concerteza considerado
como uma vergonha nacional.Confirmaria também a óbvia existência de graves
e
sucessivos erros nas políticas de coesão,administração e ordenamento do
território.Para evitar tal situação,vergonhosa para o país,é necessário no
mínimo por em prática o que já é reconhecido no papel;Desenvolver a vila de
Loriga,polo e centro da região.
A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes
da
Beira, Teixeira, Valezim, Vide, e as mais de trinta povoações anexas, pertenceu
ao Município Loricense.A vila de Loriga,situa-se a vinte quilómetros da actual
sede de concelho, e algumas freguesias da sua região situam-se a uma
distância
-5-
muito maior.

A Região de Loriga, área do antigo Município Loricense,constitui também a


Associação de Freguesias da Serra da Estrela,com sede na vila de Loriga.
Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas,e as únicas
pistas e estância de esqui existentes em Portugal,estão localizadas na àrea da
freguesia da vila de Loriga.

Rua da Oliveira

A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da vila. A sua escadaria
tem cerca de 100 degraus em granito, o que lhe dá características
peculiares.Esta rua recorda muitas das características urbanas medievais do
centro histórico da vila de Loriga.

Bairro de São Ginês (S.Gens)

O bairro de São Ginês é um bairro do centro histórico de Loriga cujas


caracteristicas o tornam num dos bairros mais conhecidos e tipicos da vila. As
melhores festas de São João eram feitas aqui. Curioso é o facto de este bairro
do centro histórico da vila dever o nome a São Gens, um santo de origem
céltica
matirizado em Arles, na Gália, no tempo do imperador Diocleciano, orago de
uma
ermida visigótica situada na área. Com o passar dos séculos os Loricenses
mudaram o nome do santo para S.Ginês, talvêz por ser mais fácil de
pronunciar.
Este núcleo da povoação, que já esteve separado do principal e mais antigo,
situado mais abaixo, é anterior à chegada dos romanos.

Acordos de geminação

Loriga celebrou acordo de geminação com:


A vila,actual cidade de Sacavém, no concelho de Loures, em 1 de Junho de
1996.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga .
O conteúdo desta página está sob a GNU Free Documentation License 1.2., ao
seu autor (o conhecido historiador e divulgador Loriguense).

[ Nota:Esta página da Wikipedia foi vandalizada em 2007,tendo sido apagados


conteúdos e introduzidos outros,alguns dos quais errados,incluindo um brasão
ilegal e não oficial ]
-6-

Fontes usadas para este artigo:

. História concisa de Loriga

Outros sites sobre Loriga:

. Site popular sobre a vila de Loriga


. Loriga Portugal
. Loriga com a Comunidade Lusófona
. Loriga Vila de Portugal
. História de Loriga
. Loriga e Sacavém Localidades geminadas
. História resumida de Loriga
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Loriga – Wikipédia, a enciclopédia livre https://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga

Loriga
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Loriga (pron.IFA [lo'ɾigɐ]) é uma vila e freguesia


Loriga
portuguesa do concelho de Seia, distrito da Guarda. Tem
36,52 km² de área, 1053 habitantes (2011) e densidade Portugal
populacional de 28,8 hab./km². Tem uma povoação anexa, — Freguesia —
o Fontão. Faz parte do Parque Natural da Serra da Estrela.

Loriga, situada na parte sudoeste da Serra da Estrela,


encontra-se a 20 km de Seia, 80 km da Guarda e 320 km
de Lisboa. A vila é acessível pela EN 231 e pela EN 338,
estrada concluída em 2006, seguindo um traçado e um
projeto pré-existentes, com um percurso de 9,2 km de
paisagens de montanha, entre as cotas 960 m (Portela de
Loriga ou Portela do Arão) e 1650 m, acima da Lagoa
Comprida.

É conhecida
como a "Suíça Vista geral de Loriga
Portuguesa"
devido à sua
extraordinária
paisagem e
localização
geográfica.
Está situada
entre os
Vista panorâmica de Loriga e do vale 770 m de
glaciar com o mesmo nome, semelhante a altitude, na
uma paisagem alpina. sua parte
urbana mais
baixa, e os
1100 m, rodeada por montanhas, das quais se destacam a
Penha dos Abutres (1828 m de altitude) e a Penha do Gato
(1771 m), e é abraçada por dois cursos de água: a Ribeira
de Loriga e a Ribeira de São Bento, que se unem depois da
E.T.A.R. . A Ribeira de Loriga é um dos maiores afluentes
do Rio Alva.

Os socalcos e a sua complexa rede de irrigação são um


dos grandes ex-libris de Loriga, uma obra construída ao
longo de centenas de anos e que transformou um vale belo
mas rochoso num vale fértil. É uma obra que ainda hoje
marca a paisagem, fazendo parte do património histórico
da vila e é demonstrativa do génio dos seus habitantes.

Está dotada de uma ampla gama de infraestruturas físicas


e sócio-culturais, que abrangem todos os grupos etários,
das quais se destacam, por exemplo, o Grupo Desportivo
Loriguense, fundado em 1934, a Sociedade Recreativa e

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Loriga – Wikipédia, a enciclopédia livre https://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga

Musical Loriguense, fundada em 1905, os Bombeiros Localização de Loriga em Portugal


Voluntários de Loriga, criados em 1982, cujos serviços se
Coordenadas 40° 19' 37" N 7° 41' 26" O
desenvolvem numa àrea aproximadamente equivalente ao
primitivo concelho de Loriga, a Casa de Repouso Nª. Srª. País Portugal
da Guia, uma das últimas obras sociais de relevo, e a Concelho Seia
Escola Básica EB23 Dr. Reis Leitão. Em Agosto de 2006
iniciaram-se as obras do novo Quartel dos Bombeiros Administração
Voluntários, edifício concluído em 2012 e inaugurado em - Tipo Junta de freguesia
Setembro do mesmo ano. [1] - Presidente António Maurício Moura Mendes
(PS)
Pertence à rede de Aldeias de Montanha do Concelho de Área
Seia.
- Total 36,52 km²
População (2011)
- Total 1 053
Índice • Densidade 28,8 hab./km²
Gentílico: Loriguense ou Loricense
1 População
2 Toponímia Código postal 6270
3 História Orago Santa Maria Maior, padroeira da
3.1 Forais vila
3.2 História até ao final do séc. XVIII Sítio www.freguesiadeloriga.com
3.3 História posterior ao séc. XVIII (http://www.freguesiadeloriga.com)
4 Património de destaque Apelidada de “Suíça Portuguesa”. É uma das vilas mais altas de
Portugal.
5 Praia fluvial
6 Festividades
7 Gastronomia
8 Personagens
9 Acordos de geminação
10 Ver também
11 Ligações externas
12 Fontes
13 Referências

População

População da freguesia de Loriga [2]

1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
1 690 1 888 2 090 2 414 2 652 2 488 2 152 2 548 2 981 2 695 2 204 1 825 1 631 1 270 1 053

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Loriga – Wikipédia, a enciclopédia livre https://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga

Evolução da População Variação da População


1864 / 2011 1864 / 2011

Toponímia
Crê-se que o nome veio da localização estratégica da povoação, do seu protagonismo e dos seus habitantes
nos montes Hermínios (actual Serra da Estrela) na resistência lusitana, o que levou os romanos a porem-lhe o
nome de Lorica, designação geral para couraça guerreira romana; deste nome derivou Loriga, derivação
iniciada pelos Visigodos, que tem o mesmo significado. Fosse qual fosse o motivo é certo que foram os
romanos que lhe puseram o nome de Lorica, sendo um caso raro em Portugal de um topónimo de uma localidade
que se mantem praticamente inalterado há mais de 2000 anos. A Lorica/Loriga é a peça central e principal do
brasão desta vila, considerada como insubstituível pelos especialistas em heráldica portuguesa.

História
Forais

Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o século XII, tendo recebido forais em 1136 (João
Rhânia, senhorio das Terras de Loriga durante cerca de duas décadas, no reinado de D. Afonso Henriques),
1249 (D. Afonso III), 1474 (D. Afonso V) e 1514 (D. Manuel I). Apoiou os Miguelistas contra os Liberais na
guerra civil portuguesa, e esse facto contribuíu para deixar de ser sede de concelho em 1855 após a aplicação
do plano de ordenamento territorial levada a cabo durante o século XIX, curiosamente o mesmo plano que
deu origem aos Distritos.

História até ao final do séc. XVIII

Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro histórico da vila. O
local foi escolhido há mais de dois mil e seiscentos anos devido à facilidade de defesa (uma colina entre
ribeiras), à abundância de água e de pastos, bem como ao facto de as terras mais baixas providenciarem
alguma caça e condições mínimas para a prática da agricultura. Desta forma estavam garantidas as condições
mínimas de sobrevivência para uma população e povoação com alguma importância.

Quando os romanos chegaram, a povoação estava dividida em dois núcleos. O maior, mais antigo e principal,
situava-se na área onde hoje existem a Igreja Matriz e parte da Rua de Viriato e estava fortificado com
muralhas e paliçada. A Rua de Viriato (que a antiga tradição aponta como tendo nascido em Loriga), no
troço entre as antigas sedes do Grupo Desportivo e da Casa do Povo, coincide com parte dessa antiga linha
defensiva da povoação. No local do actual Bairro de São Ginês (São Gens) existiam já algumas habitações
encostadas ao promontório rochoso, em cima do qual os Visigodos construíram mais tarde uma ermida
dedicada àquele santo.

Loriga era uma paróquia pertencente à Vigararia do Padroado Real e a Igreja Matriz foi mandada construir
em 1233 pelo rei D. Sancho II. Esta igreja, cujo orago era já o de Santa Maria Maior padroeira de Loriga, e

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Loriga – Wikipédia, a enciclopédia livre https://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga

que se mantém, foi construída no local de


outro antigo e pequeno templo visigótico,
do qual foi aproveitada uma pedra com
inscrições visigóticas, que está colocada
na porta lateral virada para o adro. Aliás, a
paróquia de Loriga foi criada na época
visigótica, e pertencia então à diocese de
Egitânia (atual Idanha a Velha). De estilo
Igreja Matriz de Loriga - vista românico, com três naves, e traça exterior
interior. lembrando a Sé Velha de Coimbra, esta
igreja foi destruída pelo sismo de 1755,
dela restando apenas partes de alvenaria e Um dos três monumentais
das paredes laterais. fontanários construídos em
Loriga pela comunidade
O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado loriguense de Manaus.
também a residência paroquial e aberto algumas fendas nas robustas e
espessas paredes do edifício da Câmara Municipal construído no século XIII. Um emissário do Marquês de
Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos mas, ao contrário do que aconteceu com a Covilhã (outra
localidade serrana muito afectada), não chegou do governo de Lisboa qualquer auxílio.

História posterior ao séc. XVIII

Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde a primeira metade do século XIX. Chegou a ser uma das
localidades mais industrializadas da Beira Interior, e a actual sede de concelho só conseguiu suplantá-la
quase em meados do século XX. Tempos houve em que só a Covilhã ultrapassava Loriga no número de
empresas. Nomes de empresas, tais como: Regato, Redondinha, Fonte dos Amores, Tapadas, Fândega,
Leitão & Irmãos, Augusto Luis Mendes, Lamas, Nunes Brito, Moura Cabral, Lorimalhas, etc, fazem parte da
rica história industrial desta vila. A principal e maior avenida de Loriga tem o nome de Augusto Luís
Mendes, o mais destacado dos antigos industriais loriguenses. Apesar dos maus acessos, que se resumiam à
velhinha estrada romana de Lorica, com dois mil anos, o facto é que os loriguenses transformaram Loriga
numa vila industrial.

Porém, partir da segunda metade do século XIX, tornou-se um dos


principais pólos industriais da Beira Alta, com o desenvolvimento e
expanção da indústria dos lanifícios, que entrou em declínio durante as
últimas década do século passado o que está a levar à desertificação total
da
Vila, facto que afecta de maneira geral as regiões interiores de Portugal
devido às inexistentes politicas locais e nacionais de coesão territorial.

Largo do Pelourinho, junto do


loriguense baseia-se nas indústrias metalúrgica e de panificação, no
comércio, restauração, alguma indústria de malhas, agricultura e pastorícia.
antigo edifício da Câmara
Municipal, entretanto
A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça,
adaptado a residência Sazes da Beira, Teixeira, Valezim, Vide, e as mais de trinta povoações
particular. anexas, pertenceu ao município loriguense.

A área que englobava o extinto município loriguense, constitui também a Associação de Freguesias da Serra
da Estrela, com sede em Loriga.

Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas e as únicas pistas e estância de esqui
existentes em Portugal estão localizadas na Serra da Estrela, dentro da área da freguesia de Loriga.

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Loriga – Wikipédia, a enciclopédia livre https://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga

Património de destaque
Em termos de património histórico, destacam-se a ponte e a estrada
romanas (século I a.C.), uma sepultura antropomórfica (século VI a.C.)
chamada popularmente de "caixão da moura", a Igreja Matriz (século XIII,
reconstruída), o Pelourinho (século XIII, reconstruído), o bairro de São
Ginês, a Rua de Viriato e a Rua da Oliveira.

A estrada romana e uma das duas pontes (a outra ruiu no século XVI após
uma grande cheia na Ribeira de São Bento), com as quais os romanos
ligaram Lorica, na Lusitânia, ao restante império, merecem destaque.

A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da vila. A sua


escadaria tem cerca de 80 degraus em granito, o que lhe dá características Rua da Oliveira
peculiares. Esta rua recorda muitas das características urbanas medievais da
vila. O bairro de São Ginês (S.Gens) é um bairro do centro histórico de Loriga cujas características o tornam
num dos bairros mais típicos da vila. Curioso é o facto de este bairro dever o nome a São Gens, um santo de
origem céltica martirizado em Arles, na Gália, no tempo do imperador Diocleciano, orago de uma ermida
visigótica situada na área, no local onde hoje está a capela de Nossa Senhora do Carmo. Com o passar dos
séculos os loriguenses mudaram o nome do santo para São Ginês, deixaram arruinar a sua capela e depois
reconstruíram-na com outro orago (Nossa Senhora do Carmo). Este núcleo da povoação, que já esteve
separado do principal e mais antigo, situado mais abaixo, é anterior à chegada dos romanos.

Praia fluvial
Como desde há alguns anos, em 2014, esta praia foi uma das 298 praias
nacionais galardoadas com a bandeira azul[3]; em Junho de 2012 recebeu a
bandeira "Qualidade Ouro", atribuido pela Quercus.[4] Ambas as bandeiras
foram hasteadas dia 24 de Junho de 2012.

Dia 5 de Maio de 2012, a praia fluvial de Loriga, ficou apurada entre as 21


finalistas, do total de 70 pré-finalistas, divididas por 7 categorias, para
concorrer ao concurso "7 Maravilhas - Praias de Portugal", na categoria de
"praias de rios".

Praia fluvial de Loriga, no Festividades


local há muito conhecido por
Chão da Ribeira, onde está o Ao longo do ano celebram-se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a
chamado "Poço do Zé Lages". Amenta das Almas - cantos nocturnos masculinos, que evocam as almas de
entes falecidos por altura da Quaresma), festas em honra de Sto. António
(durante o mês Junho) e São Sebastião (no último Domingo de Julho), com
as respectivas mordomias e procissões. Porém, o ponto mais alto das festividades religiosas é a festa
dedicada à padroeira dos emigrantes de Loriga, Nª. Srª. da Guia, que se realiza todos os anos, no primeiro
Domingo de Agosto. No segundo Domingo, tem lugar a festa em honra de Nª. Srª. da Ajuda, no Fontão de
Loriga.

Gastronomia
A gastronomia loriguense faz parte daquela considerada típica da Beira Alta, onde se salientam os pratos
calóricos de alta montanha, os enchidos, a feijoada (com feijocas, uma espécie de feijão branco, maior que o
habitual), o cabrito no forno, a broa de milho, queijaria de ovelha e cabra, nomeadamente o queijo da Serra

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Loriga – Wikipédia, a enciclopédia livre https://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga

(com DOP), a aguardente de zimbro. Grande parte dos doces e sobremesas típicas eram elaboradas para
celebrar a Páscoa. De entre os doces, têm relevo as broínhas doces, o arroz doce, o carolo (doce feito com
milho), a botelha (sobremesa feito com abóbora), a tapioca (sobremesa parecida ao arroz doce, feita com
tapioca partida em grãos - importada pela comunidade loriguense no Brasil) e o Bolo Negro de Loriga. A
importância da gastronomia única é reflectida na Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga. Loriga faz
parte da Rota do Xisto e do Milho.

Personagens
Joaquim Augusto Amorim da Fonseca, (1862 — 1927), médico.
Joaquim Pina Moura, (1952 — ), economista e político.
Jorge Garcia, (1960 — )ciclista.

Acordos de geminação
Busto do, Dr Joaquim A.
Amorim da Fonseca, Loriga.
Loriga celebrou um acordo de geminação com a vila, actual cidade, de
Sacavém, em 1 de Junho de 1996.

Ver também
Geografia romana em Portugal

Ligações externas
Homepage sobre Loriga (http://www.loriga.de)
Analor (http://www.analor.org)
Portal Vila de Loriga (http://lorigaportugal.wordpress.com)
7 Maravilhas - Praias de Portugal (http://www.7maravilhas.sapo.pt/#/finalistas/praia-fluvial-de-loriga)
ABAE (http://www.abae.pt/programa/BA/inicio.php)
Geobserver (http://www.geobserver.org)

Fontes
Algumas das fontes usadas na elaboração deste artigo:
Homepage de Loriga (http://lorigaportugal.wordpress.com/ficheiros-pdf-files)
Bacia hidrográfica da Ribeira de Loriga (http://www.conselldemallorca.net/mediambient/terrisc
/resultatsp_coimbra3.htm)
Página dos Bombeiros de Loriga (http://www.bvloriga.pt/)
Página da Junta de Freguesia de Loriga (http://www.freguesiadeloriga.com/)
Página da Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga (http://www.loriga.org/confraria/)
Ferreira, N.; Vieira, G. - Guía Geológico e Geomorfológico do PNSE (1999).
de Vasconcelos, J.L. - Etnografia Portuguesa - Vol. II, INCM, 1980
Carta Militar de Portugal – esc. 1: 25000, Folha nº223, Instituto Geográfico do Exército.

Referências

1. Diário "As Beiras" online. «Bombeiros de Loriga mudam para novo quartel» (http://www.asbeiras.pt/2012/09
/bombeiros-de-loriga-mudam-para-novo-quartel/). Consultado em Outubro de 2012 Verifique data em:

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Loriga – Wikipédia, a enciclopédia livre https://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga

|acessodata= (ajuda)
2. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal
/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
3. ABAE. «Locais Galardoados na Região do Centro com a Bandeira Azul, 2014» (http://www.abae.pt
/BandeiraAzul/index.php?p=awarded&s=list&u=2). Consultado em Junho de 2014 Verifique data em:
|acessodata= (ajuda)
4. Site da Câmara Municipal de Seia. «Praia de Loriga com qualidade de ouro» (http://www.cm-seia.pt/index.php
/ambiente/item/120-praia-de-loriga-com-qualidade-de-ouro). Consultado em Julho de 2012 Verifique data em:
|acessodata= (ajuda)

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Categorias: Freguesias de Seia Antigos municípios de Portugal Vilas de Portugal

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consulte as condições de uso.

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Loriga
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Loriga (pron.IFA [lo'ɾigɐ]) é uma vila e freguesia portuguesa Loriga  
do concelho de Seia, distrito da Guarda. Tem 36,52 km² de
área, 1053 habitantes (2011) e densidade populacional de
 Portugal
28,8 hab./km². Tem uma povoação anexa, o Fontão. Faz parte —  Freguesia  —
do Parque Natural da Serra da Estrela.

Loriga, situada na parte sudoeste da Serra da Estrela,
encontra­se a 20 km de Seia, 80 km da Guarda e 320 km de
Lisboa. A vila é acessível pela EN 231 e pela EN 338, estrada
concluída em 2006, seguindo um projeto e um traçado pré­
existentes, com um percurso de 9,2 km de paisagens de
montanha, entre as cotas 960 m (Portela do Arão) e 1650 m,
junto à Lagoa Comprida.

É conhecida
como a "Suíça
Portuguesa" Vista geral de Loriga
devido à sua
extraordinária
paisagem e
localização
geográfica. Está
situada os 770 m,
na sua parte
Vista panorâmica de Loriga e do vale urbana mais
glaciar com o mesmo nome, semelhante a baixa, e os 1100
uma paisagem alpina. de altitude,
rodeada por
montanhas, das Loriga
quais se destacam a Penha dos Abutres (1828 m de altitude) e
a Penha do Gato (1771 m), e é abraçada por dois cursos de
água: a Ribeira de Loriga e a Ribeira de São Bento, que se
unem depois da E.T.A.R. . A Ribeira de Loriga, é um dos
maiores afluentes do Rio Alva.

Os socalcos e sua complexa rede de irrigação são um dos
grandes ex­libris de Loriga, uma obra construída ao longo de
centenas de anos e que transformou um vale belo mas
rochoso num vale fértil. É uma obra que ainda hoje marca a
paisagem, fazendo parte do património histórico da vila e é
demonstrativa do génio dos seus habitantes.

Está dotada de uma ampla gama de infraestruturas físicas e
sócio­culturais, que abrangem todos os grupos etários, das
quais se destacam, por exemplo, o Grupo Desportivo
Loriguense, fundado em 1934, a Sociedade Recreativa e
Musical Loriguense, fundada em 1906, os Bombeiros
Voluntários de Loriga, criados em 1982, cujos serviços se Localização de Loriga em Portugal
desenvolvem numa àrea aproximadamente equivalente ao
Coordenadas 40° 19' 37" N 7° 41' 26" O
antigo concelho de Loriga na sua fase maior, a Casa de País  Portugal
Repouso Nª. Srª. da Guia, uma das últimas obras sociais de Concelho  Seia
relevo, e a Escola Básica Dr. Reis Leitão. Em Agosto de 2006
iniciaram­se as obras do novo Quartel dos Bombeiros Administração
Voluntários, edifício concluído em 2012 e inaugurado em  ­ Tipo Junta de freguesia
Setembro do mesmo ano.[1]  ­ Presidente António Maurício Moura Mendes
(PS)
Pertence à rede de Aldeias de Montanha do Concelho de Área
Seia.
 ­ Total 36,52 km²
População (2011)

Índice  ­ Total 1 053


    • Densidade 28,8 hab./km²
1 População Gentílico: Loriguense ou Loricense
2 Toponímia Código postal 6270
3 História Orago Santa Maria Maior
3.1 Forais
3.2 História até ao final do séc. XVIII Sítio www.freguesiadeloriga.com (htt
p://www.freguesiadeloriga.com)
3.3 História posterior ao séc. XVIII
4 Património de destaque Apelidada de “Suíça Portuguesa”. É uma das vilas mais altas
5 Praia fluvial de Portugal.
6 Festividades
7 Gastronomia
8 Personagens
9 Acordos de geminação
10 Ver também
11 Ligações externas
12 Fontes
13 Referências

População

População da freguesia de Loriga [2]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
1 690 1 888 2 090 2 414 2 652 2 488 2 152 2 548 2 981 2 695 2 204 1 825 1 631 1 270 1 053

Evolução da População Variação da População
1864 / 2011 1864 / 2011

Toponímia
Crê­se que o nome veio da localização estratégica da povoação, do seu protagonismo e dos seus habitantes nos
montes Hermínios (actual Serra da Estrela) na resistência lusitana, o que levou os romanos a porem­lhe o nome
de Lorica, designação geral para couraça guerreira romana; deste nome derivou Loriga, derivação iniciada
pelos Visigodos, que tem o mesmo significado. Trata­se de uma caso raro em Portugal de um nome que se
mantém praticamente inalterado há mais de dois mil anos, por tudo isso, pelo grande significado e simbolismo
e pela heráldica histórica, a Lorica/Loriga é considerada uma peça heráldica "falante" pelos especialistas em
heráldica portuguesa e a peça essencial e insubstituível no brasão desta vila.

História
Forais

Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o século XII, tendo recebido forais em 1136 (João Rhânia,
senhorio das Terras de Loriga durante cerca de duas décadas, no reinado de D. Afonso Henriques), 1249 (D.
Afonso III), 1474 (D. Afonso V) e 1514 (D. Manuel I). Apoiou os Miguelistas contra os Liberais na guerra civil
portuguesa e tal facto contribuiu para deixar de ser sede de concelho em 1855 após a aplicação do plano de
ordenação territorial levada a cabo durante o século XIX, curiosamente o mesmo plano que deu origem aos
Distritos.

História até ao final do séc. XVIII

Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro histórico da vila. O local
foi escolhido há mais de dois mil anos devido à facilidade de defesa (uma colina entre ribeiras), à abundância
de água e de pastos, bem como ao facto de as terras mais baixas providenciarem alguma caça e condições
mínimas para a prática da agricultura. Desta forma estavam garantidas as condições mínimas de sobrevivência
para uma população e povoação com alguma importância.

Quando os romanos chegaram, a povoação estava dividida em dois núcleos. O
maior, mais antigo e principal, situava­se na área onde hoje existem a Igreja
Matriz e parte da Rua de Viriato e estava fortificado com muralhas e paliçada.
A Rua de Viriato (que a antiga tradição aponta como sendo natural desta
milenar povoação), no troço compreendido entre as antigas sedes do GDL e da
Casa do Povo), corresponde ao traçado da antiga linha defensiva da povoação.
No local do actual Bairro de São Ginês (São Gens) existiam já algumas
habitações encostadas ao promontório rochoso, em cima do qual os Visigodos
Igreja Matriz da vila dedicada construíram mais tarde uma ermida dedicada àquele santo.
a Santa Maria Maior,
padroeira de Loriga ­ vista A paróquia de Loriga foi criada pelos
interior. Visigodos e pertencia à antiga diocese da
Egitânia (atual Idanha a Velha), cuja sede foi
depois transferida para a Guarda,
pertencendo depois à Vigararia do Padroado Real e a Igreja Matriz foi
mandada construir em 1233 pelo rei D. Sancho II. Esta igreja, cujo orago era
já o de Santa Maria Maior padroeira de Loriga e que se mantém, foi
construída no local de um outro antigo e pequeno templo visigótico, do qual
foi aproveitada uma pedra com inscrições visigóticas, que está colocada na
porta lateral virada para o adro, e onde foi gravada a data da construção. De
estilo românico, com três naves, e traça exterior lembrando a Sé Velha de
Coimbra, embora sem a mesma monumentalidade, esta igreja foi destruída Um dos três monumentais
pelo sismo de 1755, dela restando apenas partes das paredes laterais. fontanários construídos em
Loriga pela Comunidade
O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado também Loriguense de Manaus, Brasil.
muitas residências, incluíndo a paroquial e aberto algumas fendas nas robustas
e espessas paredes do edifício da Câmara Municipal construído no século XIII. Um emissário do Marquês de
Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos mas, ao contrário do que aconteceu com a Covilhã (outra
localidade serrana muito afectada), não chegou do governo de Lisboa qualquer auxílio.

História posterior ao séc. XVIII

Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde a primeira metade do século XIX. Chegou a ser uma das localidades
mais industrializadas da Beira Interior, e a actual sede de concelho só conseguiu suplantá­la já quase em
meados do século XX. Tempos houve em que só a Covilhã ultrapassava Loriga no número de empresas. Nomes
de empresas, tais como: Regato, Redondinha, Fonte dos Amores, Tapadas, Fândega, Leitão & Irmãos, Augusto
Luis Mendes, Lamas, Nunes Brito, Moura Cabral, Lorimalhas, etc, fazem parte da rica história industrial desta
vila. A principal e maior avenida de Loriga tem o nome de Augusto Luís Mendes, o mais destacado dos antigos
industriais loriguenses. Apesar dos maus acessos, que se resumiam à velhinha estrada romana de Lorica, com
dois mil anos, o facto é que os loriguenses transformaram Loriga numa progressiva vila industrial.

Porém, partir da segunda metade do século XIX, com com o grande
desenvolvimento da indústri têxtil , tornou­se um dos principais pólos
industriais da Beira Interior, que entrou em declínio durante a últimas décadas
do século passado o que está a levar à desertificação da Vila, facto que afecta
de maneira geral as regiões interiores de Portugal devido às inexistentes
politicas locais e nacionais de coesão territorial. Actualmente a economia
loriguense baseia­se nas indústrias metalúrgica e de panificação, alguma
indústria de malhas, no comércio, restauração, alguma agricultura e pastorícia.
Largo do Pelourinho, vendo­se
A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes
o edificio da antiga Câmara
da Beira, Teixeira, Valezim, Vide, e as mais de trinta povoações anexas,
Municipal entretanto adaptado
pertenceu ao município loriguense.
a residência particular.
A área que englobava o extinto município loriguense, constitui também a
Associação de Freguesias da Serra da Estrela, com sede em Loriga.

Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas e as únicas pistas e estância de esqui
existentes em Portugal estão localizadas na Serra da Estrela, dentro da área da freguesia de Loriga.

Património de destaque
Em termos de património histórico, destacam­se a ponte e a estrada romanas
(século I a.C.), uma sepultura antropomórfica (século VI a.C.) chamada
popularmente de "caixão da moura", a Igreja Matriz (século XIII,
reconstruída), o Pelourinho (século XIII, reconstruído), o bairro de São Ginês
(São Gens), a Rua de Viriato e a Rua da Oliveira.

A estrada romana sobre a Ribeira de Loriga (a outra sobre a Ribeira de São
Bento ruiu no século XVI após uma grande cheia, tendo sido construída outra
também em pedra nos finais do século XIX), com as quais os romanos ligaram
Lorica, na Lusitânia, ao restante império, merecem destaque.

A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da vila. A sua Rua da Oliveira
escadaria tem cerca de 80 degraus em granito, o que lhe dá características
peculiares. Esta rua recorda muitas das características urbanas medievais desta vila histórica. O bairro de São
Ginês é um bairro do centro histórico de Loriga cujas características o tornam num dos bairros mais típicos da
vila. Curioso é o facto de este bairro dever o nome a São Gens, um santo de origem céltica martirizado em
Arles, na Gália, no tempo do imperador Diocleciano, orago de uma ermida visigótica situada na área, no local
onde hoje está a capela de Nossa Senhora do Carmo. Com o passar dos séculos os loriguenses deixaram
arruinar a capela, reconstruiram­na depois com outro orago (Nossa Senhora do Carmo), e mudaram o nome do
santo para São Ginês, um santo que nunca existiu. Este núcleo da povoação, que já esteve separado do principal
e mais antigo, situado mais abaixo, é anterior à chegada dos romanos.

Praia fluvial
Como desde há alguns anos, em 2014, esta praia foi uma das 298 praias
nacionais galardoadas com a bandeira azul[3]; em Junho de 2012 recebeu a
bandeira "Qualidade Ouro", atribuido pela Quercus.[4] Ambas as bandeiras
foram hasteadas dia 24 de Junho de 2012.

Dia 5 de Maio de 2012, a praia fluvial de Loriga, ficou apurada entre as 21
finalistas, do total de 70 pré­finalistas, divididas por 7 categorias, para
concorrer ao concurso "7 Maravilhas ­ Praias de Portugal", na categoria de
"praias de rios".

Praia fluvial de Loriga, num Festividades
local conhecido por Chão da
Ribeira onde está o chamado Ao longo do ano celebram­se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a
"Poço do Zé Lages". Amenta das Almas ­ cantos nocturnos masculinos, que evocam as almas de
entes falecidos por altura da Quaresma), festas em honra de Sto. António
(durante o mês Junho) e São Sebastião (no último Domingo de Julho), com as
respectivas mordomias e procissões. Porém, o ponto mais alto das festividades religiosas é a festa dedicada à
padroeira dos emigrantes de Loriga, Nª. Srª. da Guia, que se realiza todos os anos, no primeiro Domingo de
Agosto. No segundo Domingo, tem lugar a festa em honra de Nª. Srª. da Ajuda, no Fontão de Loriga.

Gastronomia
A gastronomia loriguense faz parte daquela considerada típica da Beira Alta, onde se salientam os pratos
calóricos de alta montanha, os enchidos, a feijoada (com feijocas, uma espécie de feijão branco, maior que o
habitual), o cabrito no forno, a broa de milho, queijaria de ovelha e cabra, nomeadamente o queijo da Serra
(com DOP), a aguardente de zimbro. Grande parte dos doces e sobremesas típicas eram elaboradas para
celebrar a Páscoa. De entre os doces, têm relevo as broínhas doces, o arroz doce, o carolo (doce feito com
milho), a botelha (sobremesa feito com abóbora), a tapioca (sobremesa parecida ao arroz doce, feita com
tapioca partida em grãos ­ importada pela comunidade loriguense no Brasil) e o Bolo Negro de Loriga. A
importância da gastronomia única é reflectida na Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga. Loriga faz
parte da Rota do Xisto e do Milho.

Personagens
Joaquim Augusto Amorim da Fonseca, (1862 — 1927), médico.
Joaquim Pina Moura, (1952 — ), economista e político.
Jorge Garcia, (1960 — )ciclista.

Acordos de geminação
Busto do, Dr Joaquim A.
Amorim da Fonseca, Loriga. Loriga celebrou um acordo de geminação com a vila, actual cidade, de
Sacavém, em 1 de Junho de 1996.

Ver também
Geografia romana em Portugal
Ligações externas
Homepage sobre Loriga (http://www.loriga.de)
Analor (http://www.analor.org)
Portal Vila de Loriga (http://lorigaportugal.wordpress.com)
7 Maravilhas ­ Praias de Portugal (http://www.7maravilhas.sapo.pt/#/finalistas/praia­fluvial­de­loriga)
ABAE (http://www.abae.pt/programa/BA/inicio.php)
Geobserver (http://www.geobserver.org)

Fontes
Algumas das fontes usadas na elaboração deste artigo:

Homepage de Loriga (http://lorigaportugal.wordpress.com/ficheiros­pdf­files)
Bacia hidrográfica da Ribeira de Loriga (http://www.conselldemallorca.net/mediambient/terrisc/resultats
p_coimbra3.htm)
Página dos Bombeiros de Loriga (http://www.bvloriga.pt/)
Página da Junta de Freguesia de Loriga (http://www.freguesiadeloriga.com/)
Página da Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga (http://www.loriga.org/confraria/)
Ferreira, N.; Vieira, G. ­ Guía Geológico e Geomorfológico do PNSE (1999).
de Vasconcelos, J.L. ­ Etnografia Portuguesa ­ Vol. II, INCM, 1980
Carta Militar de Portugal – esc. 1: 25000, Folha nº223, Instituto Geográfico do Exército.

Referências
1. Diário "As Beiras" online. «Bombeiros de Loriga mudam para novo quartel» (http://www.asbeiras.pt/2012/09/bombei
ros­de­loriga­mudam­para­novo­quartel/). Consultado em Outubro de 2012 Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
2. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) ­ https://www.ine.pt/xportal/xmain?
xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
3. ABAE. «Locais Galardoados na Região do Centro com a Bandeira Azul, 2014» (http://www.abae.pt/BandeiraAzul/ind
ex.php?p=awarded&s=list&u=2). Consultado em Junho de 2014 Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
4. Site da Câmara Municipal de Seia. «Praia de Loriga com qualidade de ouro» (http://www.cm­seia.pt/index.php/ambie
nte/item/120­praia­de­loriga­com­qualidade­de­ouro). Consultado em Julho de 2012 Verifique data em: |acessodata=
(ajuda)

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Categorias:  Freguesias de Seia Antigos municípios de Portugal Vilas de Portugal

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Loriga
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Loriga (pron.IFA [lo'ɾigɐ]) é uma vila e Portugal Loriga


freguesia portuguesa do concelho de Seia,
— Freguesia —
distrito da Guarda. Tem 36,52 km² de área, 1
367 habitantes (2005) e densidade
populacional de 37,51 hab/km². Tem uma
povoação anexa, o Fontão. Faz parte do Parque
Natural da Serra da Estrela.

Loriga, situada na parte sudoeste da Serra da


Estrela, encontra-se a 20 km de Seia, 80 km da
Guarda e 320 km de Lisboa. A vila é acessível
pela EN 231 e pela EN338, estrada concluída
em 2006, seguindo um traçado e um projecto
pré-existentes há décadas, com um percurso de
Vista geral de Loriga
9,2 km de paisagens de montanha, entre as
cotas 960m (Portela do Arão ou Portela de
Loriga) e 1650m, junto à Lagoa Comprida.

Loriga

Vista panorâmica de Loriga e do vale


glaciar com o mesmo nome, semelhante
a uma paisagem alpina

conhecida como a "Suíça Portuguesa" devido à


sua extraordinária localização geográfica. Está
situada a cerca de 770m de altitude, na sua
parte urbana mais baixa, rodeada por
montanhas, das quais se destacam a Penha dos
Abutres (1828m de altitude) e a Penha do Gato
(1771m), e é abraçada por dois cursos de água:
a Ribeira de Loriga e a Ribeira de S.Bento, que
desagua naquela depois da E.T.A.R. para
Localização de Loriga em Portugal

http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga 22-09-2010
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formarem um dos maiores afluentes do Rio 40° 19' 37" N 7° 41' 26" O
Alva. País Portugal
Os socalcos e sua complexa rede de irrigação Concelho
Seia
são um dos grandes ex-libris de Loriga, uma
Administração
obra construída ao longo de centenas de anos e
que transformou um vale rochoso num vale - Tipo Junta de freguesia
fértil. É uma obra que ainda hoje marca a Área
paisagem, fazendo parte do património - Total 36 52 km2
histórico da vila e é demonstrativa do génio
População (2005)
dos seus habitantes.
- Total 1 367
Está dotada de uma ampla gama de - Densidade 37,51/km2
infraestrutras físicas e sócio-culturais, que
Gentílico: Loriguense
abrangem todos os grupos etários, das quais se
destacam, por exemplo, o Grupo Desportivo Código 6270
postal
Loriguense, fundado em 1934, a Sociedade
Recreativa e Musical Loriguense, fundada em Orago Santa Maria Maior
1905, os Bombeiros Voluntários de Loriga, Correio jfloriga@sapo.pt
criados em 1982, cujos serviços se electrónico
desenvolvem na àrea aproximadamente Sítio Freguesiadeloriga.com
equivalente ao antigo concelho, a Casa de (http://www.freguesiadeloriga.com)
Repouso Nª. Srª. da Guia, uma das últimas Apelidada de “Suíça Portuguesa”. É uma das vilas mais altas de
obras sociais de relevo, e a Escola EB 23 Dr. Portugal.
Reis Leitão. Em Março de 2007 iniciaram-se
as obras do novo Quartel dos Bombeiros Voluntários, edifício que se prevê concluído durante o ano
de 2011.

Índice
■ 1 História
■ 2 Toponímia
■ 3 Festividades
■ 4 Gastronomia
■ 5 Personagens
■ 6 Acordos de geminação
■ 7 Ver também
■ 8 Ligações externas
■ 9 Fontes

História
Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro histórico da
vila. O local foi escolhido há mais de dois mil e seiscentos anos devido à facilidade de defesa (uma
colina entre ribeiras), à abundância de água e de pastos, bem como ao facto de a as terras mais baixas
providenciarem alguma caça e condições mínimas para a prática da agricultura. Desta forma estavam
garantidas as condições mínimas de sobrevivência para uma população e povoação com alguma
importância.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga 22-09-2010
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O nome veio da localização estratégica da povoação, do seu


protagonismo e dos seus habitantes nos montes Hermínios
(actual Serra da Estrela) na resistência lusitana, o que levou
os romanos a porem-lhe o nome de Lorica, designação geral
para couraça guerreira romana; deste nome derivou Loriga
(derivação iniciada pelos Visigodos), e que tem o mesmo
significado.

Em termos de
património histórico,
Igreja Matriz de Loriga - vista destacam-se a ponte e
interior
a estrada romanas
(século I a.C.), uma
sepultura antropomórfica (século VI a.C.) chamada
popularmente de "caixão da moura", a Igreja Matriz (século
XIII, reconstruída), o Pelourinho (século XIII,reconstruído),
o Bairro de São Ginês (São Gens) com origem anterior à
chegada dos romanos e a Rua de Viriato. A Rua da Oliveira,
Ponte romana
pela sua peculiaridade, situada na área mais antiga do centro
histórico da vila, recorda algumas das características urbanas
da época medieval.

A estrada romana e uma das duas pontes (a outra ruiu no século XVI após uma grande cheia na
Ribeira de S. Bento), com as quais os romanos ligaram Lorica, na Lusitânia, ao restante império,
merecem destaque.

O Bairro de São Ginês (S.Gens) é um ex-libris de Loriga e


nele destaca-se a capela de Nossa Senhora do Carmo,
construída no local de uma antiga ermida visigótica
precisamente dedicada àquele santo. A capela foi
reconstruída e o seu orago foi substituído pelo de Nossa
Senhora do Carmo.

Quando os romanos chegaram, a povoação estava dividida


em dois núcleos. O maior, mais antigo e principal, situava-se
na área onde hoje existem a Igreja Matriz e parte da Rua de
Capela de Nossa Senhora do Carmo Viriato e estava fortificado com muralhas e paliçada. No
local do actual Bairro de S.Ginês existiam já algumas
habitações encostadas ao promontório rochoso, em cima do qual os Visigodos construíram mais
tarde uma ermida dedicada àquele santo.

Loriga era uma paróquia pertencente à Vigararia do Padroado Real e a Igreja Matriz foi mandada
construir em 1233 pelo rei D. Sancho II. Esta igreja, cujo orago era já o de Santa Maria Maior e que
se mantém, foi construída no local de outro antigo e pequeno templo, do qual foi aproveitada uma
pedra com inscrições visigóticas, que está colocada na porta lateral virada para o adro. De estilo
românico, com três naves, e traça exterior lembrando a Sé Velha de Coimbra, esta igreja foi
destruída pelo sismo de 1755, dela restando apenas partes das paredes laterais.

O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado também a residência paroquial
e aberto algumas fendas nas robustas e espessas paredes do edifício da Câmara Municipal construído
no século XIII. Um emissário do Marquês de Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos mas, ao

http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga 22-09-2010
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contrário do que aconteceu com a Covilhã (outra localidade


serrana muito afectada), não chegou do governo de Lisboa
qualquer auxílio.

Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde a primeira metade


do século XIX. Chegou a ser uma das localidades mais
industrializadas da Beira Interior, e a actual sede de concelho
só conseguiu suplantá-la quase em meados do século XX.
Tempos houve em que só a Covilhã ultrapassava Loriga no
número de empresas. Nomes de empresas, tais como: Regato,
Redondinha, Fonte dos Amores, Tapadas, Fândega, Leitão &
Irmãos, Augusto Luis Mendes, Lamas, Nunes Brito, Moura
Cabral, Lorimalhas, etc, fazem parte da rica história
industrial desta vila. A principal e maior avenida de Loriga Fontanário em Loriga
tem o nome de Augusto Luís Mendes, o mais destacado dos
antigos industriais loriguenses. Apesar dos maus acessos, que se resumiam à velhinha estrada
romana de Lorica, com dois mil anos, o facto é que os loriguenses transformaram Loriga numa vila
industrial.

Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o século


XII, tendo recebido forais em 1136 (João Rhânia, senhorio
das Terras de Loriga durante cerca de duas décadas, no
reinado de D.Afonso Henriques), 1249 (D.Afonso III), 1474
(D.Afonso V) e 1514 (D.Manuel I). Apoiou os Absolutistas
contra os Liberais na guerra civil portuguesa. Deixou de ser
sede de concelho em 1855 após a aplicação do plano de
ordenação territorial levada a cabo durante o século XIX,
curiosamente o mesmo plano que deu origem aos Distritos.
Porém, partir da segunda metade do século XIX tornou-se um
Largo do Pelourinho dos principais pólos industriais da Beira Interior, com a
implantação da indústria dos lanifícios, que entrou em
declínio durante as últimas décadas do século passado o que está a levar à desertificação da Vila,
facto que afecta de maneira geral as regiões interiores de Portugal. Actualmente a economia
loriguense basea-se nas indústrias metalúrgica e de panificação, no comércio, restauração, alguma
agricultura e pastorícia.

A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes da Beira, Teixeira,
Valezim, Vide, e as mais de trinta povoações anexas, pertenceu ao Município Loriguense.

A área que englobava o extinto município loriguense, constitui também a Associação de Freguesias
da Serra da Estrela, com sede em Loriga.

Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas e as únicas pistas e estância de
esqui existentes em Portugal estão localizadas na Serra da Estrela, dentro da área da freguesia de
Loriga.

Toponímia
A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da vila. A sua escadaria tem cerca de 80
degraus em granito, o que lhe dá características peculiares. Esta rua recorda muitas das
características urbanas medievais.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga 22-09-2010
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O bairro de São Ginês é um bairro do centro histórico de


Loriga cujas caracteristicas o tornam num dos bairros mais
típicos da vila. As melhores festas de São João eram feitas
aqui. Curioso é o facto de este bairro dever o nome a São
Gens, um santo de origem céltica matirizado em Arles, na
Gália, no tempo do imperador Diocleciano, orago de uma
ermida visigótica situada na área, hoje dedicada a Nossa
Senhora do Carmo. Com o passar dos séculos os loriguenses
mudaram o nome do santo para S. Ginês, talvez por ser mais
fácil de pronunciar. Este núcleo da povoação, que já esteve
separado do principal e mais antigo, situado mais abaixo, é
anterior à chegada dos romanos.
Rua da Oliveira
Festividades
Ao longo do ano celebram-se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a Amenta das Almas -
cantos nocturnos masculinos, que evocam as almas de entes falecidos por altura da Quaresma), festas
em honra de Sto. António (durante o mês Junho) e S. Sebastião (no último Domingo de Julho), com
as respectivas mordomias e procissões. Porém, o ponto mais alto das festividades religiosas é a festa
dedicada à padroeira dos emigrantes de Loriga, Nª. Srª. da Guia, que se realiza todos os anos, no
primeiro Domingo de Agosto. No segundo Domingo, tem lugar a festa em honra de Nª. Srª. da
Ajuda, no Fontão de Loriga.

Gastronomia
A gastronomia loriguense faz parte daquela considerada típica da Beira Alta, onde se salientam os
pratos calóricos de alta montanha, os enchidos, a feijoada (com feijocas, uma espécie de feijão
branco, maior que o habitual conhecido localmente pos Calhorras), o cabrito no forno, a broa de
milho, queijaria de ovelha e cabra, nomeadamente o queijo da Serra (com DOP), a aguardente de
zimbro. Grande parte dos doces e sobremesas típicas eram elaboradas para celebrar a Páscoa.
Destacam-se o Bolo Negro e as Broínhas de Centeio, iguarias típicas e exclusivas de Loriga. De
entre os doces, têm relevo as broínhas doces, o arroz doce, o carolo (doce feito com milho), a botelha
(sobremesa feito com abóbora), a tapioca (sobremesa parecida ao arroz doce, feita com tapioca
partida em grãos - importada pela comunidade loriguense no Brasil) e o Bolo Negro de Loriga. A
importância da gastronomia única é reflectida na Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga.
Loriga faz parte da Rota do Xisto e do Milho.

Personagens
■ Joaquim Augusto Amorim da Fonseca, médico
■ Joaquim Pina Moura, economista e político

Acordos de geminação
Loriga celebrou acordo de geminação com a vila ,actual
cidade, de Sacavém, em 1 de Junho de 1996.
Busto do, Dr Joaquim A. Amorim
da Fonseca, Loriga

http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga 22-09-2010
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Ver também
■ Geografia romana em Portugal

Ligações externas
■ Homepage sobre Loriga (http://www.loriga.de)
■ Analor (http://www.analor.org)
■ Portal Vila de Loriga (http://www.viladeloriga.com)

Fontes
Algumas das fontes usadas na elaboração deste artigo:

■ História concisa de Loriga (http://www.lorica.no.sapo.pt)


■ Bacia hidrográfica da Ribeira de Loriga
(http://www.conselldemallorca.net/mediambient/terrisc/resultatsp_coimbra3.htm)
■ Página dos Bombeiros de Loriga (http://http://www.bvloriga.pt/)
■ Página da Junta de Freguesia de Loriga (http://www.freguesiadeloriga.com/)
■ Página da Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga (http://www.loriga.org/confraria/)
■ Ferreira, N.; Vieira, G. - Guía Geológico e Geomorfológico do PNSE (1999).
■ de Vasconcelos, J.L. - Etnografia Portuguesa - Vol. II, INCM, 1980
■ Carta Militar de Portugal – esc. 1: 25000, Folha nº223, Instituto Geográfico do Exército.

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Categorias: Freguesias de Seia | Antigos municípios de Portugal | Vilas de Portugal

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■ Sobre a Wikipédia
■ Avisos gerais

http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga 22-09-2010
Loriga – Wikipédia, a enciclopédia livre https://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga

Loriga
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Loriga (pron.IFA [lo'ɾigɐ]) é uma vila e freguesia


Loriga
portuguesa do concelho de Seia, distrito da Guarda. Tem
36,52 km² de área, 1053 habitantes (2011) e densidade Portugal
populacional de 28,8 hab./km². Tem uma povoação anexa, — Freguesia —
o Fontão. Faz parte do Parque Natural da Serra da Estrela.

Loriga, situada na parte sudoeste da Serra da Estrela,


encontra-se a 20 km de Seia, 80 km da Guarda e 320 km
de Lisboa. A vila é acessível pela EN 231 e pela EN 338,
estrada concluída em 2006, seguindo um traçado e um
projeto pré-existentes, com um percurso de 9,2 km de
paisagens de montanha, entre as cotas 960 m (Portela de
Loriga ou Portela do Arão) e 1650 m, acima da Lagoa
Comprida.

É conhecida
como a "Suíça Vista geral de Loriga
Portuguesa"
devido à sua
extraordinária
paisagem e
localização
geográfica.
Está situada
entre os
Vista panorâmica de Loriga e do vale 770 m de
glaciar com o mesmo nome, semelhante a altitude, na
uma paisagem alpina. sua parte
urbana mais
baixa, e os
1100 m, rodeada por montanhas, das quais se destacam a
Penha dos Abutres (1828 m de altitude) e a Penha do Gato
(1771 m), e é abraçada por dois cursos de água: a Ribeira
de Loriga e a Ribeira de São Bento, que se unem depois da
E.T.A.R. . A Ribeira de Loriga é um dos maiores afluentes
do Rio Alva.

Os socalcos e a sua complexa rede de irrigação são um


dos grandes ex-libris de Loriga, uma obra construída ao
longo de centenas de anos e que transformou um vale belo
mas rochoso num vale fértil. É uma obra que ainda hoje
marca a paisagem, fazendo parte do património histórico
da vila e é demonstrativa do génio dos seus habitantes.

Está dotada de uma ampla gama de infraestruturas físicas


e sócio-culturais, que abrangem todos os grupos etários,
das quais se destacam, por exemplo, o Grupo Desportivo
Loriguense, fundado em 1934, a Sociedade Recreativa e

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Loriga – Wikipédia, a enciclopédia livre https://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga

Musical Loriguense, fundada em 1905, os Bombeiros Localização de Loriga em Portugal


Voluntários de Loriga, criados em 1982, cujos serviços se
Coordenadas 40° 19' 37" N 7° 41' 26" O
desenvolvem numa àrea aproximadamente equivalente ao
primitivo concelho de Loriga, a Casa de Repouso Nª. Srª. País Portugal
da Guia, uma das últimas obras sociais de relevo, e a Concelho Seia
Escola Básica EB23 Dr. Reis Leitão. Em Agosto de 2006
iniciaram-se as obras do novo Quartel dos Bombeiros Administração
Voluntários, edifício concluído em 2012 e inaugurado em - Tipo Junta de freguesia
Setembro do mesmo ano. [1] - Presidente António Maurício Moura Mendes
(PS)
Pertence à rede de Aldeias de Montanha do Concelho de Área
Seia.
- Total 36,52 km²
População (2011)
- Total 1 053
Índice • Densidade 28,8 hab./km²
Gentílico: Loriguense ou Loricense
1 População
2 Toponímia Código postal 6270
3 História Orago Santa Maria Maior, padroeira da
3.1 Forais vila
3.2 História até ao final do séc. XVIII Sítio www.freguesiadeloriga.com
3.3 História posterior ao séc. XVIII (http://www.freguesiadeloriga.com)
4 Património de destaque Apelidada de “Suíça Portuguesa”. É uma das vilas mais altas de
Portugal.
5 Praia fluvial
6 Festividades
7 Gastronomia
8 Personagens
9 Acordos de geminação
10 Ver também
11 Ligações externas
12 Fontes
13 Referências

População

População da freguesia de Loriga [2]

1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
1 690 1 888 2 090 2 414 2 652 2 488 2 152 2 548 2 981 2 695 2 204 1 825 1 631 1 270 1 053

2 of 7 21/05/17, 11:21
Loriga – Wikipédia, a enciclopédia livre https://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga

Evolução da População Variação da População


1864 / 2011 1864 / 2011

Toponímia
Crê-se que o nome veio da localização estratégica da povoação, do seu protagonismo e dos seus habitantes
nos montes Hermínios (actual Serra da Estrela) na resistência lusitana, o que levou os romanos a porem-lhe o
nome de Lorica, designação geral para couraça guerreira romana; deste nome derivou Loriga, derivação
iniciada pelos Visigodos, que tem o mesmo significado. Fosse qual fosse o motivo é certo que foram os
romanos que lhe puseram o nome de Lorica, sendo um caso raro em Portugal de um topónimo de uma localidade
que se mantem praticamente inalterado há mais de 2000 anos. A Lorica/Loriga é a peça central e principal do
brasão desta vila, considerada como insubstituível pelos especialistas em heráldica portuguesa.

História
Forais

Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o século XII, tendo recebido forais em 1136 (João
Rhânia, senhorio das Terras de Loriga durante cerca de duas décadas, no reinado de D. Afonso Henriques),
1249 (D. Afonso III), 1474 (D. Afonso V) e 1514 (D. Manuel I). Apoiou os Miguelistas contra os Liberais na
guerra civil portuguesa, e esse facto contribuíu para deixar de ser sede de concelho em 1855 após a aplicação
do plano de ordenamento territorial levada a cabo durante o século XIX, curiosamente o mesmo plano que
deu origem aos Distritos.

História até ao final do séc. XVIII

Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro histórico da vila. O
local foi escolhido há mais de dois mil e seiscentos anos devido à facilidade de defesa (uma colina entre
ribeiras), à abundância de água e de pastos, bem como ao facto de as terras mais baixas providenciarem
alguma caça e condições mínimas para a prática da agricultura. Desta forma estavam garantidas as condições
mínimas de sobrevivência para uma população e povoação com alguma importância.

Quando os romanos chegaram, a povoação estava dividida em dois núcleos. O maior, mais antigo e principal,
situava-se na área onde hoje existem a Igreja Matriz e parte da Rua de Viriato e estava fortificado com
muralhas e paliçada. A Rua de Viriato (que a antiga tradição aponta como tendo nascido em Loriga), no
troço entre as antigas sedes do Grupo Desportivo e da Casa do Povo, coincide com parte dessa antiga linha
defensiva da povoação. No local do actual Bairro de São Ginês (São Gens) existiam já algumas habitações
encostadas ao promontório rochoso, em cima do qual os Visigodos construíram mais tarde uma ermida
dedicada àquele santo.

Loriga era uma paróquia pertencente à Vigararia do Padroado Real e a Igreja Matriz foi mandada construir
em 1233 pelo rei D. Sancho II. Esta igreja, cujo orago era já o de Santa Maria Maior padroeira de Loriga, e

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que se mantém, foi construída no local de


outro antigo e pequeno templo visigótico,
do qual foi aproveitada uma pedra com
inscrições visigóticas, que está colocada
na porta lateral virada para o adro. Aliás, a
paróquia de Loriga foi criada na época
visigótica, e pertencia então à diocese de
Egitânia (atual Idanha a Velha). De estilo
Igreja Matriz de Loriga - vista românico, com três naves, e traça exterior
interior. lembrando a Sé Velha de Coimbra, esta
igreja foi destruída pelo sismo de 1755,
dela restando apenas partes de alvenaria e Um dos três monumentais
das paredes laterais. fontanários construídos em
Loriga pela comunidade
O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado loriguense de Manaus.
também a residência paroquial e aberto algumas fendas nas robustas e
espessas paredes do edifício da Câmara Municipal construído no século XIII. Um emissário do Marquês de
Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos mas, ao contrário do que aconteceu com a Covilhã (outra
localidade serrana muito afectada), não chegou do governo de Lisboa qualquer auxílio.

História posterior ao séc. XVIII

Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde a primeira metade do século XIX. Chegou a ser uma das
localidades mais industrializadas da Beira Interior, e a actual sede de concelho só conseguiu suplantá-la
quase em meados do século XX. Tempos houve em que só a Covilhã ultrapassava Loriga no número de
empresas. Nomes de empresas, tais como: Regato, Redondinha, Fonte dos Amores, Tapadas, Fândega,
Leitão & Irmãos, Augusto Luis Mendes, Lamas, Nunes Brito, Moura Cabral, Lorimalhas, etc, fazem parte da
rica história industrial desta vila. A principal e maior avenida de Loriga tem o nome de Augusto Luís
Mendes, o mais destacado dos antigos industriais loriguenses. Apesar dos maus acessos, que se resumiam à
velhinha estrada romana de Lorica, com dois mil anos, o facto é que os loriguenses transformaram Loriga
numa vila industrial.

Porém, partir da segunda metade do século XIX, tornou-se um dos


principais pólos industriais da Beira Alta, com o desenvolvimento e
expanção da indústria dos lanifícios, que entrou em declínio durante as
últimas década do século passado o que está a levar à desertificação total
da
Vila, facto que afecta de maneira geral as regiões interiores de Portugal
devido às inexistentes politicas locais e nacionais de coesão territorial.

Largo do Pelourinho, junto do


loriguense baseia-se nas indústrias metalúrgica e de panificação, no
comércio, restauração, alguma indústria de malhas, agricultura e pastorícia.
antigo edifício da Câmara
Municipal, entretanto
A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça,
adaptado a residência Sazes da Beira, Teixeira, Valezim, Vide, e as mais de trinta povoações
particular. anexas, pertenceu ao município loriguense.

A área que englobava o extinto município loriguense, constitui também a Associação de Freguesias da Serra
da Estrela, com sede em Loriga.

Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas e as únicas pistas e estância de esqui
existentes em Portugal estão localizadas na Serra da Estrela, dentro da área da freguesia de Loriga.

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Património de destaque
Em termos de património histórico, destacam-se a ponte e a estrada
romanas (século I a.C.), uma sepultura antropomórfica (século VI a.C.)
chamada popularmente de "caixão da moura", a Igreja Matriz (século XIII,
reconstruída), o Pelourinho (século XIII, reconstruído), o bairro de São
Ginês, a Rua de Viriato e a Rua da Oliveira.

A estrada romana e uma das duas pontes (a outra ruiu no século XVI após
uma grande cheia na Ribeira de São Bento), com as quais os romanos
ligaram Lorica, na Lusitânia, ao restante império, merecem destaque.

A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da vila. A sua


escadaria tem cerca de 80 degraus em granito, o que lhe dá características Rua da Oliveira
peculiares. Esta rua recorda muitas das características urbanas medievais da
vila. O bairro de São Ginês (S.Gens) é um bairro do centro histórico de Loriga cujas características o tornam
num dos bairros mais típicos da vila. Curioso é o facto de este bairro dever o nome a São Gens, um santo de
origem céltica martirizado em Arles, na Gália, no tempo do imperador Diocleciano, orago de uma ermida
visigótica situada na área, no local onde hoje está a capela de Nossa Senhora do Carmo. Com o passar dos
séculos os loriguenses mudaram o nome do santo para São Ginês, deixaram arruinar a sua capela e depois
reconstruíram-na com outro orago (Nossa Senhora do Carmo). Este núcleo da povoação, que já esteve
separado do principal e mais antigo, situado mais abaixo, é anterior à chegada dos romanos.

Praia fluvial
Como desde há alguns anos, em 2014, esta praia foi uma das 298 praias
nacionais galardoadas com a bandeira azul[3]; em Junho de 2012 recebeu a
bandeira "Qualidade Ouro", atribuido pela Quercus.[4] Ambas as bandeiras
foram hasteadas dia 24 de Junho de 2012.

Dia 5 de Maio de 2012, a praia fluvial de Loriga, ficou apurada entre as 21


finalistas, do total de 70 pré-finalistas, divididas por 7 categorias, para
concorrer ao concurso "7 Maravilhas - Praias de Portugal", na categoria de
"praias de rios".

Praia fluvial de Loriga, no Festividades


local há muito conhecido por
Chão da Ribeira, onde está o Ao longo do ano celebram-se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a
chamado "Poço do Zé Lages". Amenta das Almas - cantos nocturnos masculinos, que evocam as almas de
entes falecidos por altura da Quaresma), festas em honra de Sto. António
(durante o mês Junho) e São Sebastião (no último Domingo de Julho), com
as respectivas mordomias e procissões. Porém, o ponto mais alto das festividades religiosas é a festa
dedicada à padroeira dos emigrantes de Loriga, Nª. Srª. da Guia, que se realiza todos os anos, no primeiro
Domingo de Agosto. No segundo Domingo, tem lugar a festa em honra de Nª. Srª. da Ajuda, no Fontão de
Loriga.

Gastronomia
A gastronomia loriguense faz parte daquela considerada típica da Beira Alta, onde se salientam os pratos
calóricos de alta montanha, os enchidos, a feijoada (com feijocas, uma espécie de feijão branco, maior que o
habitual), o cabrito no forno, a broa de milho, queijaria de ovelha e cabra, nomeadamente o queijo da Serra

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(com DOP), a aguardente de zimbro. Grande parte dos doces e sobremesas típicas eram elaboradas para
celebrar a Páscoa. De entre os doces, têm relevo as broínhas doces, o arroz doce, o carolo (doce feito com
milho), a botelha (sobremesa feito com abóbora), a tapioca (sobremesa parecida ao arroz doce, feita com
tapioca partida em grãos - importada pela comunidade loriguense no Brasil) e o Bolo Negro de Loriga. A
importância da gastronomia única é reflectida na Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga. Loriga faz
parte da Rota do Xisto e do Milho.

Personagens
Joaquim Augusto Amorim da Fonseca, (1862 — 1927), médico.
Joaquim Pina Moura, (1952 — ), economista e político.
Jorge Garcia, (1960 — )ciclista.

Acordos de geminação
Busto do, Dr Joaquim A.
Amorim da Fonseca, Loriga.
Loriga celebrou um acordo de geminação com a vila, actual cidade, de
Sacavém, em 1 de Junho de 1996.

Ver também
Geografia romana em Portugal

Ligações externas
Homepage sobre Loriga (http://www.loriga.de)
Analor (http://www.analor.org)
Portal Vila de Loriga (http://lorigaportugal.wordpress.com)
7 Maravilhas - Praias de Portugal (http://www.7maravilhas.sapo.pt/#/finalistas/praia-fluvial-de-loriga)
ABAE (http://www.abae.pt/programa/BA/inicio.php)
Geobserver (http://www.geobserver.org)

Fontes
Algumas das fontes usadas na elaboração deste artigo:
Homepage de Loriga (http://lorigaportugal.wordpress.com/ficheiros-pdf-files)
Bacia hidrográfica da Ribeira de Loriga (http://www.conselldemallorca.net/mediambient/terrisc
/resultatsp_coimbra3.htm)
Página dos Bombeiros de Loriga (http://www.bvloriga.pt/)
Página da Junta de Freguesia de Loriga (http://www.freguesiadeloriga.com/)
Página da Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga (http://www.loriga.org/confraria/)
Ferreira, N.; Vieira, G. - Guía Geológico e Geomorfológico do PNSE (1999).
de Vasconcelos, J.L. - Etnografia Portuguesa - Vol. II, INCM, 1980
Carta Militar de Portugal – esc. 1: 25000, Folha nº223, Instituto Geográfico do Exército.

Referências

1. Diário "As Beiras" online. «Bombeiros de Loriga mudam para novo quartel» (http://www.asbeiras.pt/2012/09
/bombeiros-de-loriga-mudam-para-novo-quartel/). Consultado em Outubro de 2012 Verifique data em:

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|acessodata= (ajuda)
2. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal
/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
3. ABAE. «Locais Galardoados na Região do Centro com a Bandeira Azul, 2014» (http://www.abae.pt
/BandeiraAzul/index.php?p=awarded&s=list&u=2). Consultado em Junho de 2014 Verifique data em:
|acessodata= (ajuda)
4. Site da Câmara Municipal de Seia. «Praia de Loriga com qualidade de ouro» (http://www.cm-seia.pt/index.php
/ambiente/item/120-praia-de-loriga-com-qualidade-de-ouro). Consultado em Julho de 2012 Verifique data em:
|acessodata= (ajuda)

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Categorias: Freguesias de Seia Antigos municípios de Portugal Vilas de Portugal

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consulte as condições de uso.

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Loriga
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Loriga (pron.IFA [lo'ɾigɐ]) é uma vila e freguesia portuguesa Loriga  
do concelho de Seia, distrito da Guarda. Tem 36,52 km² de
área, 1053 habitantes (2011) e densidade populacional de
 Portugal
28,8 hab./km². Tem uma povoação anexa, o Fontão. Faz parte —  Freguesia  —
do Parque Natural da Serra da Estrela.

Loriga, situada na parte sudoeste da Serra da Estrela,
encontra­se a 20 km de Seia, 80 km da Guarda e 320 km de
Lisboa. A vila é acessível pela EN 231 e pela EN 338, estrada
concluída em 2006, seguindo um projeto e um traçado pré­
existentes, com um percurso de 9,2 km de paisagens de
montanha, entre as cotas 960 m (Portela do Arão) e 1650 m,
junto à Lagoa Comprida.

É conhecida
como a "Suíça
Portuguesa" Vista geral de Loriga
devido à sua
extraordinária
paisagem e
localização
geográfica. Está
situada os 770 m,
na sua parte
Vista panorâmica de Loriga e do vale urbana mais
glaciar com o mesmo nome, semelhante a baixa, e os 1100
uma paisagem alpina. de altitude,
rodeada por
montanhas, das Loriga
quais se destacam a Penha dos Abutres (1828 m de altitude) e
a Penha do Gato (1771 m), e é abraçada por dois cursos de
água: a Ribeira de Loriga e a Ribeira de São Bento, que se
unem depois da E.T.A.R. . A Ribeira de Loriga, é um dos
maiores afluentes do Rio Alva.

Os socalcos e sua complexa rede de irrigação são um dos
grandes ex­libris de Loriga, uma obra construída ao longo de
centenas de anos e que transformou um vale belo mas
rochoso num vale fértil. É uma obra que ainda hoje marca a
paisagem, fazendo parte do património histórico da vila e é
demonstrativa do génio dos seus habitantes.

Está dotada de uma ampla gama de infraestruturas físicas e
sócio­culturais, que abrangem todos os grupos etários, das
quais se destacam, por exemplo, o Grupo Desportivo
Loriguense, fundado em 1934, a Sociedade Recreativa e
Musical Loriguense, fundada em 1906, os Bombeiros
Voluntários de Loriga, criados em 1982, cujos serviços se Localização de Loriga em Portugal
desenvolvem numa àrea aproximadamente equivalente ao
Coordenadas 40° 19' 37" N 7° 41' 26" O
antigo concelho de Loriga na sua fase maior, a Casa de País  Portugal
Repouso Nª. Srª. da Guia, uma das últimas obras sociais de Concelho  Seia
relevo, e a Escola Básica Dr. Reis Leitão. Em Agosto de 2006
iniciaram­se as obras do novo Quartel dos Bombeiros Administração
Voluntários, edifício concluído em 2012 e inaugurado em  ­ Tipo Junta de freguesia
Setembro do mesmo ano.[1]  ­ Presidente António Maurício Moura Mendes
(PS)
Pertence à rede de Aldeias de Montanha do Concelho de Área
Seia.
 ­ Total 36,52 km²
População (2011)
 ­ Total 1 053
Índice     • Densidade 28,8 hab./km²

1 População Gentílico: Loriguense ou Loricense

2 Toponímia Código postal 6270


3 História Orago Santa Maria Maior
3.1 Forais
Sítio www.freguesiadeloriga.com (htt
3.2 História até ao final do séc. XVIII p://www.freguesiadeloriga.com)
3.3 História posterior ao séc. XVIII
Apelidada de “Suíça Portuguesa”. É uma das vilas mais altas
4 Património de destaque
de Portugal.
5 Praia fluvial
6 Festividades
7 Gastronomia
8 Personagens
9 Acordos de geminação
10 Ver também
11 Ligações externas
12 Fontes
13 Referências

População

População da freguesia de Loriga [2]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
1 690 1 888 2 090 2 414 2 652 2 488 2 152 2 548 2 981 2 695 2 204 1 825 1 631 1 270 1 053

Evolução da População Variação da População
1864 / 2011 1864 / 2011

Toponímia
Crê­se que o nome veio da localização estratégica da povoação, do seu protagonismo e dos seus habitantes nos
montes Hermínios (actual Serra da Estrela) na resistência lusitana, o que levou os romanos a porem­lhe o nome
de Lorica, designação geral para couraça guerreira romana; deste nome derivou Loriga, derivação iniciada
pelos Visigodos, que tem o mesmo significado. Trata­se de uma caso raro em Portugal de um nome que se
mantém praticamente inalterado há mais de dois mil anos, por tudo isso, pelo grande significado e simbolismo
e pela heráldica histórica, a Lorica/Loriga é considerada uma peça heráldica "falante" pelos especialistas em
heráldica portuguesa e a peça essencial e insubstituível no brasão desta vila.

História
Forais

Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o século XII, tendo recebido forais em 1136 (João Rhânia,
senhorio das Terras de Loriga durante cerca de duas décadas, no reinado de D. Afonso Henriques), 1249 (D.
Afonso III), 1474 (D. Afonso V) e 1514 (D. Manuel I). Apoiou os Miguelistas contra os Liberais na guerra civil
portuguesa e tal facto contribuiu para deixar de ser sede de concelho em 1855 após a aplicação do plano de
ordenação territorial levada a cabo durante o século XIX, curiosamente o mesmo plano que deu origem aos
Distritos.

História até ao final do séc. XVIII

Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro histórico da vila. O local
foi escolhido há mais de dois mil anos devido à facilidade de defesa (uma colina entre ribeiras), à abundância
de água e de pastos, bem como ao facto de as terras mais baixas providenciarem alguma caça e condições
mínimas para a prática da agricultura. Desta forma estavam garantidas as condições mínimas de sobrevivência
para uma população e povoação com alguma importância.

Quando os romanos chegaram, a povoação estava dividida em dois núcleos. O
maior, mais antigo e principal, situava­se na área onde hoje existem a Igreja
Matriz e parte da Rua de Viriato e estava fortificado com muralhas e paliçada.
A Rua de Viriato (que a antiga tradição aponta como sendo natural desta
milenar povoação), no troço compreendido entre as antigas sedes do GDL e da
Casa do Povo), corresponde ao traçado da antiga linha defensiva da povoação.
No local do actual Bairro de São Ginês (São Gens) existiam já algumas
habitações encostadas ao promontório rochoso, em cima do qual os Visigodos
Igreja Matriz da vila dedicada construíram mais tarde uma ermida dedicada àquele santo.
a Santa Maria Maior,
padroeira de Loriga ­ vista A paróquia de Loriga foi criada pelos
interior. Visigodos e pertencia à antiga diocese da
Egitânia (atual Idanha a Velha), cuja sede foi
depois transferida para a Guarda,
pertencendo depois à Vigararia do Padroado Real e a Igreja Matriz foi
mandada construir em 1233 pelo rei D. Sancho II. Esta igreja, cujo orago era
já o de Santa Maria Maior padroeira de Loriga e que se mantém, foi
construída no local de um outro antigo e pequeno templo visigótico, do qual
foi aproveitada uma pedra com inscrições visigóticas, que está colocada na
porta lateral virada para o adro, e onde foi gravada a data da construção. De
estilo românico, com três naves, e traça exterior lembrando a Sé Velha de
Coimbra, embora sem a mesma monumentalidade, esta igreja foi destruída Um dos três monumentais
pelo sismo de 1755, dela restando apenas partes das paredes laterais. fontanários construídos em
Loriga pela Comunidade
O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado também Loriguense de Manaus, Brasil.
muitas residências, incluíndo a paroquial e aberto algumas fendas nas robustas
e espessas paredes do edifício da Câmara Municipal construído no século XIII. Um emissário do Marquês de
Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos mas, ao contrário do que aconteceu com a Covilhã (outra
localidade serrana muito afectada), não chegou do governo de Lisboa qualquer auxílio.

História posterior ao séc. XVIII

Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde a primeira metade do século XIX. Chegou a ser uma das localidades
mais industrializadas da Beira Interior, e a actual sede de concelho só conseguiu suplantá­la já quase em
meados do século XX. Tempos houve em que só a Covilhã ultrapassava Loriga no número de empresas. Nomes
de empresas, tais como: Regato, Redondinha, Fonte dos Amores, Tapadas, Fândega, Leitão & Irmãos, Augusto
Luis Mendes, Lamas, Nunes Brito, Moura Cabral, Lorimalhas, etc, fazem parte da rica história industrial desta
vila. A principal e maior avenida de Loriga tem o nome de Augusto Luís Mendes, o mais destacado dos antigos
industriais loriguenses. Apesar dos maus acessos, que se resumiam à velhinha estrada romana de Lorica, com
dois mil anos, o facto é que os loriguenses transformaram Loriga numa progressiva vila industrial.

Porém, partir da segunda metade do século XIX, com com o grande
desenvolvimento da indústri têxtil , tornou­se um dos principais pólos
industriais da Beira Interior, que entrou em declínio durante a últimas décadas
do século passado o que está a levar à desertificação da Vila, facto que afecta
de maneira geral as regiões interiores de Portugal devido às inexistentes
politicas locais e nacionais de coesão territorial. Actualmente a economia
loriguense baseia­se nas indústrias metalúrgica e de panificação, alguma
indústria de malhas, no comércio, restauração, alguma agricultura e pastorícia.
Largo do Pelourinho, vendo­se
A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes
o edificio da antiga Câmara
da Beira, Teixeira, Valezim, Vide, e as mais de trinta povoações anexas,
Municipal entretanto adaptado
pertenceu ao município loriguense.
a residência particular.
A área que englobava o extinto município loriguense, constitui também a
Associação de Freguesias da Serra da Estrela, com sede em Loriga.

Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas e as únicas pistas e estância de esqui
existentes em Portugal estão localizadas na Serra da Estrela, dentro da área da freguesia de Loriga.

Património de destaque
Em termos de património histórico, destacam­se a ponte e a estrada romanas
(século I a.C.), uma sepultura antropomórfica (século VI a.C.) chamada
popularmente de "caixão da moura", a Igreja Matriz (século XIII,
reconstruída), o Pelourinho (século XIII, reconstruído), o bairro de São Ginês
(São Gens), a Rua de Viriato e a Rua da Oliveira.

A estrada romana sobre a Ribeira de Loriga (a outra sobre a Ribeira de São
Bento ruiu no século XVI após uma grande cheia, tendo sido construída outra
também em pedra nos finais do século XIX), com as quais os romanos ligaram
Lorica, na Lusitânia, ao restante império, merecem destaque.

A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da vila. A sua Rua da Oliveira
escadaria tem cerca de 80 degraus em granito, o que lhe dá características
peculiares. Esta rua recorda muitas das características urbanas medievais desta vila histórica. O bairro de São
Ginês é um bairro do centro histórico de Loriga cujas características o tornam num dos bairros mais típicos da
vila. Curioso é o facto de este bairro dever o nome a São Gens, um santo de origem céltica martirizado em
Arles, na Gália, no tempo do imperador Diocleciano, orago de uma ermida visigótica situada na área, no local
onde hoje está a capela de Nossa Senhora do Carmo. Com o passar dos séculos os loriguenses deixaram
arruinar a capela, reconstruiram­na depois com outro orago (Nossa Senhora do Carmo), e mudaram o nome do
santo para São Ginês, um santo que nunca existiu. Este núcleo da povoação, que já esteve separado do principal
e mais antigo, situado mais abaixo, é anterior à chegada dos romanos.

Praia fluvial
Como desde há alguns anos, em 2014, esta praia foi uma das 298 praias
nacionais galardoadas com a bandeira azul[3]; em Junho de 2012 recebeu a
bandeira "Qualidade Ouro", atribuido pela Quercus.[4] Ambas as bandeiras
foram hasteadas dia 24 de Junho de 2012.

Dia 5 de Maio de 2012, a praia fluvial de Loriga, ficou apurada entre as 21
finalistas, do total de 70 pré­finalistas, divididas por 7 categorias, para
concorrer ao concurso "7 Maravilhas ­ Praias de Portugal", na categoria de
"praias de rios".

Praia fluvial de Loriga, num Festividades
local conhecido por Chão da
Ribeira onde está o chamado Ao longo do ano celebram­se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a
"Poço do Zé Lages". Amenta das Almas ­ cantos nocturnos masculinos, que evocam as almas de
entes falecidos por altura da Quaresma), festas em honra de Sto. António
(durante o mês Junho) e São Sebastião (no último Domingo de Julho), com as
respectivas mordomias e procissões. Porém, o ponto mais alto das festividades religiosas é a festa dedicada à
padroeira dos emigrantes de Loriga, Nª. Srª. da Guia, que se realiza todos os anos, no primeiro Domingo de
Agosto. No segundo Domingo, tem lugar a festa em honra de Nª. Srª. da Ajuda, no Fontão de Loriga.

Gastronomia
A gastronomia loriguense faz parte daquela considerada típica da Beira Alta, onde se salientam os pratos
calóricos de alta montanha, os enchidos, a feijoada (com feijocas, uma espécie de feijão branco, maior que o
habitual), o cabrito no forno, a broa de milho, queijaria de ovelha e cabra, nomeadamente o queijo da Serra
(com DOP), a aguardente de zimbro. Grande parte dos doces e sobremesas típicas eram elaboradas para
celebrar a Páscoa. De entre os doces, têm relevo as broínhas doces, o arroz doce, o carolo (doce feito com
milho), a botelha (sobremesa feito com abóbora), a tapioca (sobremesa parecida ao arroz doce, feita com
tapioca partida em grãos ­ importada pela comunidade loriguense no Brasil) e o Bolo Negro de Loriga. A
importância da gastronomia única é reflectida na Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga. Loriga faz
parte da Rota do Xisto e do Milho.

Personagens
Joaquim Augusto Amorim da Fonseca, (1862 — 1927), médico.
Joaquim Pina Moura, (1952 — ), economista e político.
Jorge Garcia, (1960 — )ciclista.

Acordos de geminação
Busto do, Dr Joaquim A.
Amorim da Fonseca, Loriga. Loriga celebrou um acordo de geminação com a vila, actual cidade, de
Sacavém, em 1 de Junho de 1996.

Ver também
Geografia romana em Portugal

Ligações externas
Homepage sobre Loriga (http://www.loriga.de)
Analor (http://www.analor.org)
Portal Vila de Loriga (http://lorigaportugal.wordpress.com)
7 Maravilhas ­ Praias de Portugal (http://www.7maravilhas.sapo.pt/#/finalistas/praia­fluvial­de­loriga)
ABAE (http://www.abae.pt/programa/BA/inicio.php)
Geobserver (http://www.geobserver.org)

Fontes
Algumas das fontes usadas na elaboração deste artigo:

Homepage de Loriga (http://lorigaportugal.wordpress.com/ficheiros­pdf­files)
Bacia hidrográfica da Ribeira de Loriga (http://www.conselldemallorca.net/mediambient/terrisc/resultats
p_coimbra3.htm)
Página dos Bombeiros de Loriga (http://www.bvloriga.pt/)
Página da Junta de Freguesia de Loriga (http://www.freguesiadeloriga.com/)
Página da Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga (http://www.loriga.org/confraria/)
Ferreira, N.; Vieira, G. ­ Guía Geológico e Geomorfológico do PNSE (1999).
de Vasconcelos, J.L. ­ Etnografia Portuguesa ­ Vol. II, INCM, 1980
Carta Militar de Portugal – esc. 1: 25000, Folha nº223, Instituto Geográfico do Exército.

Referências
1. Diário "As Beiras" online. «Bombeiros de Loriga mudam para novo quartel» (http://www.asbeiras.pt/2012/09/bombei
ros­de­loriga­mudam­para­novo­quartel/). Consultado em Outubro de 2012 Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
2. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) ­ https://www.ine.pt/xportal/xmain?
xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
3. ABAE. «Locais Galardoados na Região do Centro com a Bandeira Azul, 2014» (http://www.abae.pt/BandeiraAzul/ind
ex.php?p=awarded&s=list&u=2). Consultado em Junho de 2014 Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
4. Site da Câmara Municipal de Seia. «Praia de Loriga com qualidade de ouro» (http://www.cm­seia.pt/index.php/ambie
nte/item/120­praia­de­loriga­com­qualidade­de­ouro). Consultado em Julho de 2012 Verifique data em: |acessodata=
(ajuda)

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Categorias:  Freguesias de Seia Antigos municípios de Portugal Vilas de Portugal

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Loriga
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Loriga (pron.IFA [lo'ɾigɐ]) é uma vila e freguesia portuguesa Loriga  
do concelho de Seia, distrito da Guarda. Tem 36,52 km² de
área, 1053 habitantes (2011) e densidade populacional de
 Portugal
28,8 hab./km². Tem uma povoação anexa, o Fontão. Faz parte —  Freguesia  —
do Parque Natural da Serra da Estrela.

Loriga, situada na parte sudoeste da Serra da Estrela,
encontra­se a 20 km de Seia, 80 km da Guarda e 320 km de
Lisboa. A vila é acessível pela EN 231 e pela EN 338, estrada
concluída em 2006, seguindo um projeto e um traçado pré­
existentes, com um percurso de 9,2 km de paisagens de
montanha, entre as cotas 960 m (Portela do Arão) e 1650 m,
junto à Lagoa Comprida.

É conhecida
como a "Suíça
Portuguesa" Vista geral de Loriga
devido à sua
extraordinária
paisagem e
localização
geográfica. Está
situada os 770 m,
na sua parte
Vista panorâmica de Loriga e do vale urbana mais
glaciar com o mesmo nome, semelhante a baixa, e os 1100
uma paisagem alpina. de altitude,
rodeada por
montanhas, das Loriga
quais se destacam a Penha dos Abutres (1828 m de altitude) e
a Penha do Gato (1771 m), e é abraçada por dois cursos de
água: a Ribeira de Loriga e a Ribeira de São Bento, que se
unem depois da E.T.A.R. . A Ribeira de Loriga, é um dos
maiores afluentes do Rio Alva.

Os socalcos e sua complexa rede de irrigação são um dos
grandes ex­libris de Loriga, uma obra construída ao longo de
centenas de anos e que transformou um vale belo mas
rochoso num vale fértil. É uma obra que ainda hoje marca a
paisagem, fazendo parte do património histórico da vila e é
demonstrativa do génio dos seus habitantes.

Está dotada de uma ampla gama de infraestruturas físicas e
sócio­culturais, que abrangem todos os grupos etários, das
quais se destacam, por exemplo, o Grupo Desportivo
Loriguense, fundado em 1934, a Sociedade Recreativa e
Musical Loriguense, fundada em 1906, os Bombeiros
Voluntários de Loriga, criados em 1982, cujos serviços se Localização de Loriga em Portugal
desenvolvem numa àrea aproximadamente equivalente ao
Coordenadas 40° 19' 37" N 7° 41' 26" O
antigo concelho de Loriga na sua fase maior, a Casa de País  Portugal
Repouso Nª. Srª. da Guia, uma das últimas obras sociais de Concelho  Seia
relevo, e a Escola Básica Dr. Reis Leitão. Em Agosto de 2006
iniciaram­se as obras do novo Quartel dos Bombeiros Administração
Voluntários, edifício concluído em 2012 e inaugurado em  ­ Tipo Junta de freguesia
Setembro do mesmo ano.[1]  ­ Presidente António Maurício Moura Mendes
(PS)
Pertence à rede de Aldeias de Montanha do Concelho de Área
Seia.
 ­ Total 36,52 km²
População (2011)

Índice  ­ Total 1 053


    • Densidade 28,8 hab./km²
1 População Gentílico: Loriguense ou Loricense
2 Toponímia Código postal 6270
3 História Orago Santa Maria Maior
3.1 Forais
3.2 História até ao final do séc. XVIII Sítio www.freguesiadeloriga.com (htt
p://www.freguesiadeloriga.com)
3.3 História posterior ao séc. XVIII
4 Património de destaque Apelidada de “Suíça Portuguesa”. É uma das vilas mais altas
5 Praia fluvial de Portugal.
6 Festividades
7 Gastronomia
8 Personagens
9 Acordos de geminação
10 Ver também
11 Ligações externas
12 Fontes
13 Referências

População

População da freguesia de Loriga [2]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
1 690 1 888 2 090 2 414 2 652 2 488 2 152 2 548 2 981 2 695 2 204 1 825 1 631 1 270 1 053

Evolução da População Variação da População
1864 / 2011 1864 / 2011

Toponímia
Crê­se que o nome veio da localização estratégica da povoação, do seu protagonismo e dos seus habitantes nos
montes Hermínios (actual Serra da Estrela) na resistência lusitana, o que levou os romanos a porem­lhe o nome
de Lorica, designação geral para couraça guerreira romana; deste nome derivou Loriga, derivação iniciada
pelos Visigodos, que tem o mesmo significado. Trata­se de uma caso raro em Portugal de um nome que se
mantém praticamente inalterado há mais de dois mil anos, por tudo isso, pelo grande significado e simbolismo
e pela heráldica histórica, a Lorica/Loriga é considerada uma peça heráldica "falante" pelos especialistas em
heráldica portuguesa e a peça essencial e insubstituível no brasão desta vila.

História
Forais

Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o século XII, tendo recebido forais em 1136 (João Rhânia,
senhorio das Terras de Loriga durante cerca de duas décadas, no reinado de D. Afonso Henriques), 1249 (D.
Afonso III), 1474 (D. Afonso V) e 1514 (D. Manuel I). Apoiou os Miguelistas contra os Liberais na guerra civil
portuguesa e tal facto contribuiu para deixar de ser sede de concelho em 1855 após a aplicação do plano de
ordenação territorial levada a cabo durante o século XIX, curiosamente o mesmo plano que deu origem aos
Distritos.

História até ao final do séc. XVIII

Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro histórico da vila. O local
foi escolhido há mais de dois mil anos devido à facilidade de defesa (uma colina entre ribeiras), à abundância
de água e de pastos, bem como ao facto de as terras mais baixas providenciarem alguma caça e condições
mínimas para a prática da agricultura. Desta forma estavam garantidas as condições mínimas de sobrevivência
para uma população e povoação com alguma importância.

Quando os romanos chegaram, a povoação estava dividida em dois núcleos. O
maior, mais antigo e principal, situava­se na área onde hoje existem a Igreja
Matriz e parte da Rua de Viriato e estava fortificado com muralhas e paliçada.
A Rua de Viriato (que a antiga tradição aponta como sendo natural desta
milenar povoação), no troço compreendido entre as antigas sedes do GDL e da
Casa do Povo), corresponde ao traçado da antiga linha defensiva da povoação.
No local do actual Bairro de São Ginês (São Gens) existiam já algumas
habitações encostadas ao promontório rochoso, em cima do qual os Visigodos
Igreja Matriz da vila dedicada construíram mais tarde uma ermida dedicada àquele santo.
a Santa Maria Maior,
padroeira de Loriga ­ vista A paróquia de Loriga foi criada pelos
interior. Visigodos e pertencia à antiga diocese da
Egitânia (atual Idanha a Velha), cuja sede foi
depois transferida para a Guarda,
pertencendo depois à Vigararia do Padroado Real e a Igreja Matriz foi
mandada construir em 1233 pelo rei D. Sancho II. Esta igreja, cujo orago era
já o de Santa Maria Maior padroeira de Loriga e que se mantém, foi
construída no local de um outro antigo e pequeno templo visigótico, do qual
foi aproveitada uma pedra com inscrições visigóticas, que está colocada na
porta lateral virada para o adro, e onde foi gravada a data da construção. De
estilo românico, com três naves, e traça exterior lembrando a Sé Velha de
Coimbra, embora sem a mesma monumentalidade, esta igreja foi destruída Um dos três monumentais
pelo sismo de 1755, dela restando apenas partes das paredes laterais. fontanários construídos em
Loriga pela Comunidade
O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado também Loriguense de Manaus, Brasil.
muitas residências, incluíndo a paroquial e aberto algumas fendas nas robustas
e espessas paredes do edifício da Câmara Municipal construído no século XIII. Um emissário do Marquês de
Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos mas, ao contrário do que aconteceu com a Covilhã (outra
localidade serrana muito afectada), não chegou do governo de Lisboa qualquer auxílio.

História posterior ao séc. XVIII

Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde a primeira metade do século XIX. Chegou a ser uma das localidades
mais industrializadas da Beira Interior, e a actual sede de concelho só conseguiu suplantá­la já quase em
meados do século XX. Tempos houve em que só a Covilhã ultrapassava Loriga no número de empresas. Nomes
de empresas, tais como: Regato, Redondinha, Fonte dos Amores, Tapadas, Fândega, Leitão & Irmãos, Augusto
Luis Mendes, Lamas, Nunes Brito, Moura Cabral, Lorimalhas, etc, fazem parte da rica história industrial desta
vila. A principal e maior avenida de Loriga tem o nome de Augusto Luís Mendes, o mais destacado dos antigos
industriais loriguenses. Apesar dos maus acessos, que se resumiam à velhinha estrada romana de Lorica, com
dois mil anos, o facto é que os loriguenses transformaram Loriga numa progressiva vila industrial.

Porém, partir da segunda metade do século XIX, com com o grande
desenvolvimento da indústri têxtil , tornou­se um dos principais pólos
industriais da Beira Interior, que entrou em declínio durante a últimas décadas
do século passado o que está a levar à desertificação da Vila, facto que afecta
de maneira geral as regiões interiores de Portugal devido às inexistentes
politicas locais e nacionais de coesão territorial. Actualmente a economia
loriguense baseia­se nas indústrias metalúrgica e de panificação, alguma
indústria de malhas, no comércio, restauração, alguma agricultura e pastorícia.
Largo do Pelourinho, vendo­se
A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes
o edificio da antiga Câmara
da Beira, Teixeira, Valezim, Vide, e as mais de trinta povoações anexas,
Municipal entretanto adaptado
pertenceu ao município loriguense.
a residência particular.
A área que englobava o extinto município loriguense, constitui também a
Associação de Freguesias da Serra da Estrela, com sede em Loriga.

Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas e as únicas pistas e estância de esqui
existentes em Portugal estão localizadas na Serra da Estrela, dentro da área da freguesia de Loriga.

Património de destaque
Em termos de património histórico, destacam­se a ponte e a estrada romanas
(século I a.C.), uma sepultura antropomórfica (século VI a.C.) chamada
popularmente de "caixão da moura", a Igreja Matriz (século XIII,
reconstruída), o Pelourinho (século XIII, reconstruído), o bairro de São Ginês
(São Gens), a Rua de Viriato e a Rua da Oliveira.

A estrada romana sobre a Ribeira de Loriga (a outra sobre a Ribeira de São
Bento ruiu no século XVI após uma grande cheia, tendo sido construída outra
também em pedra nos finais do século XIX), com as quais os romanos ligaram
Lorica, na Lusitânia, ao restante império, merecem destaque.

A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da vila. A sua Rua da Oliveira
escadaria tem cerca de 80 degraus em granito, o que lhe dá características
peculiares. Esta rua recorda muitas das características urbanas medievais desta vila histórica. O bairro de São
Ginês é um bairro do centro histórico de Loriga cujas características o tornam num dos bairros mais típicos da
vila. Curioso é o facto de este bairro dever o nome a São Gens, um santo de origem céltica martirizado em
Arles, na Gália, no tempo do imperador Diocleciano, orago de uma ermida visigótica situada na área, no local
onde hoje está a capela de Nossa Senhora do Carmo. Com o passar dos séculos os loriguenses deixaram
arruinar a capela, reconstruiram­na depois com outro orago (Nossa Senhora do Carmo), e mudaram o nome do
santo para São Ginês, um santo que nunca existiu. Este núcleo da povoação, que já esteve separado do principal
e mais antigo, situado mais abaixo, é anterior à chegada dos romanos.

Praia fluvial
Como desde há alguns anos, em 2014, esta praia foi uma das 298 praias
nacionais galardoadas com a bandeira azul[3]; em Junho de 2012 recebeu a
bandeira "Qualidade Ouro", atribuido pela Quercus.[4] Ambas as bandeiras
foram hasteadas dia 24 de Junho de 2012.

Dia 5 de Maio de 2012, a praia fluvial de Loriga, ficou apurada entre as 21
finalistas, do total de 70 pré­finalistas, divididas por 7 categorias, para
concorrer ao concurso "7 Maravilhas ­ Praias de Portugal", na categoria de
"praias de rios".

Praia fluvial de Loriga, num Festividades
local conhecido por Chão da
Ribeira onde está o chamado Ao longo do ano celebram­se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a
"Poço do Zé Lages". Amenta das Almas ­ cantos nocturnos masculinos, que evocam as almas de
entes falecidos por altura da Quaresma), festas em honra de Sto. António
(durante o mês Junho) e São Sebastião (no último Domingo de Julho), com as
respectivas mordomias e procissões. Porém, o ponto mais alto das festividades religiosas é a festa dedicada à
padroeira dos emigrantes de Loriga, Nª. Srª. da Guia, que se realiza todos os anos, no primeiro Domingo de
Agosto. No segundo Domingo, tem lugar a festa em honra de Nª. Srª. da Ajuda, no Fontão de Loriga.

Gastronomia
A gastronomia loriguense faz parte daquela considerada típica da Beira Alta, onde se salientam os pratos
calóricos de alta montanha, os enchidos, a feijoada (com feijocas, uma espécie de feijão branco, maior que o
habitual), o cabrito no forno, a broa de milho, queijaria de ovelha e cabra, nomeadamente o queijo da Serra
(com DOP), a aguardente de zimbro. Grande parte dos doces e sobremesas típicas eram elaboradas para
celebrar a Páscoa. De entre os doces, têm relevo as broínhas doces, o arroz doce, o carolo (doce feito com
milho), a botelha (sobremesa feito com abóbora), a tapioca (sobremesa parecida ao arroz doce, feita com
tapioca partida em grãos ­ importada pela comunidade loriguense no Brasil) e o Bolo Negro de Loriga. A
importância da gastronomia única é reflectida na Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga. Loriga faz
parte da Rota do Xisto e do Milho.

Personagens
Joaquim Augusto Amorim da Fonseca, (1862 — 1927), médico.
Joaquim Pina Moura, (1952 — ), economista e político.
Jorge Garcia, (1960 — )ciclista.

Acordos de geminação
Busto do, Dr Joaquim A.
Amorim da Fonseca, Loriga. Loriga celebrou um acordo de geminação com a vila, actual cidade, de
Sacavém, em 1 de Junho de 1996.

Ver também
Geografia romana em Portugal
Ligações externas
Homepage sobre Loriga (http://www.loriga.de)
Analor (http://www.analor.org)
Portal Vila de Loriga (http://lorigaportugal.wordpress.com)
7 Maravilhas ­ Praias de Portugal (http://www.7maravilhas.sapo.pt/#/finalistas/praia­fluvial­de­loriga)
ABAE (http://www.abae.pt/programa/BA/inicio.php)
Geobserver (http://www.geobserver.org)

Fontes
Algumas das fontes usadas na elaboração deste artigo:

Homepage de Loriga (http://lorigaportugal.wordpress.com/ficheiros­pdf­files)
Bacia hidrográfica da Ribeira de Loriga (http://www.conselldemallorca.net/mediambient/terrisc/resultats
p_coimbra3.htm)
Página dos Bombeiros de Loriga (http://www.bvloriga.pt/)
Página da Junta de Freguesia de Loriga (http://www.freguesiadeloriga.com/)
Página da Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga (http://www.loriga.org/confraria/)
Ferreira, N.; Vieira, G. ­ Guía Geológico e Geomorfológico do PNSE (1999).
de Vasconcelos, J.L. ­ Etnografia Portuguesa ­ Vol. II, INCM, 1980
Carta Militar de Portugal – esc. 1: 25000, Folha nº223, Instituto Geográfico do Exército.

Referências
1. Diário "As Beiras" online. «Bombeiros de Loriga mudam para novo quartel» (http://www.asbeiras.pt/2012/09/bombei
ros­de­loriga­mudam­para­novo­quartel/). Consultado em Outubro de 2012 Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
2. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) ­ https://www.ine.pt/xportal/xmain?
xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
3. ABAE. «Locais Galardoados na Região do Centro com a Bandeira Azul, 2014» (http://www.abae.pt/BandeiraAzul/ind
ex.php?p=awarded&s=list&u=2). Consultado em Junho de 2014 Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
4. Site da Câmara Municipal de Seia. «Praia de Loriga com qualidade de ouro» (http://www.cm­seia.pt/index.php/ambie
nte/item/120­praia­de­loriga­com­qualidade­de­ouro). Consultado em Julho de 2012 Verifique data em: |acessodata=
(ajuda)

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Loriga – Wikipédia, a enciclopédia livre https://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga

Loriga
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Loriga (pron.IFA [lo'ɾigɐ]) é uma vila e freguesia


Loriga
portuguesa do concelho de Seia, distrito da Guarda. Tem
36,52 km² de área, 1053 habitantes (2011) e densidade Portugal
populacional de 28,8 hab./km². Tem uma povoação anexa, — Freguesia —
o Fontão. Faz parte do Parque Natural da Serra da Estrela.

Loriga, situada na parte sudoeste da Serra da Estrela,


encontra-se a 20 km de Seia, 80 km da Guarda e 320 km
de Lisboa. A vila é acessível pela EN 231 e pela EN 338,
estrada concluída em 2006, seguindo um traçado e um
projeto pré-existentes, com um percurso de 9,2 km de
paisagens de montanha, entre as cotas 960 m (Portela de
Loriga ou Portela do Arão) e 1650 m, acima da Lagoa
Comprida.

É conhecida
como a "Suíça Vista geral de Loriga
Portuguesa"
devido à sua
extraordinária
paisagem e
localização
geográfica.
Está situada
entre os
Vista panorâmica de Loriga e do vale 770 m de
glaciar com o mesmo nome, semelhante a altitude, na
uma paisagem alpina. sua parte
urbana mais
baixa, e os
1100 m, rodeada por montanhas, das quais se destacam a
Penha dos Abutres (1828 m de altitude) e a Penha do Gato
(1771 m), e é abraçada por dois cursos de água: a Ribeira
de Loriga e a Ribeira de São Bento, que se unem depois da
E.T.A.R. . A Ribeira de Loriga é um dos maiores afluentes
do Rio Alva.

Os socalcos e a sua complexa rede de irrigação são um


dos grandes ex-libris de Loriga, uma obra construída ao
longo de centenas de anos e que transformou um vale belo
mas rochoso num vale fértil. É uma obra que ainda hoje
marca a paisagem, fazendo parte do património histórico
da vila e é demonstrativa do génio dos seus habitantes.

Está dotada de uma ampla gama de infraestruturas físicas


e sócio-culturais, que abrangem todos os grupos etários,
das quais se destacam, por exemplo, o Grupo Desportivo
Loriguense, fundado em 1934, a Sociedade Recreativa e

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Musical Loriguense, fundada em 1905, os Bombeiros Localização de Loriga em Portugal


Voluntários de Loriga, criados em 1982, cujos serviços se
Coordenadas 40° 19' 37" N 7° 41' 26" O
desenvolvem numa àrea aproximadamente equivalente ao
primitivo concelho de Loriga, a Casa de Repouso Nª. Srª. País Portugal
da Guia, uma das últimas obras sociais de relevo, e a Concelho Seia
Escola Básica EB23 Dr. Reis Leitão. Em Agosto de 2006
iniciaram-se as obras do novo Quartel dos Bombeiros Administração
Voluntários, edifício concluído em 2012 e inaugurado em - Tipo Junta de freguesia
Setembro do mesmo ano. [1] - Presidente António Maurício Moura Mendes
(PS)
Pertence à rede de Aldeias de Montanha do Concelho de Área
Seia.
- Total 36,52 km²
População (2011)
- Total 1 053
Índice • Densidade 28,8 hab./km²
Gentílico: Loriguense ou Loricense
1 População
2 Toponímia Código postal 6270
3 História Orago Santa Maria Maior, padroeira da
3.1 Forais vila
3.2 História até ao final do séc. XVIII Sítio www.freguesiadeloriga.com
3.3 História posterior ao séc. XVIII (http://www.freguesiadeloriga.com)
4 Património de destaque Apelidada de “Suíça Portuguesa”. É uma das vilas mais altas de
Portugal.
5 Praia fluvial
6 Festividades
7 Gastronomia
8 Personagens
9 Acordos de geminação
10 Ver também
11 Ligações externas
12 Fontes
13 Referências

População

População da freguesia de Loriga [2]

1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
1 690 1 888 2 090 2 414 2 652 2 488 2 152 2 548 2 981 2 695 2 204 1 825 1 631 1 270 1 053

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Evolução da População Variação da População


1864 / 2011 1864 / 2011

Toponímia
Crê-se que o nome veio da localização estratégica da povoação, do seu protagonismo e dos seus habitantes
nos montes Hermínios (actual Serra da Estrela) na resistência lusitana, o que levou os romanos a porem-lhe o
nome de Lorica, designação geral para couraça guerreira romana; deste nome derivou Loriga, derivação
iniciada pelos Visigodos, que tem o mesmo significado. Fosse qual fosse o motivo é certo que foram os
romanos que lhe puseram o nome de Lorica, sendo um caso raro em Portugal de um topónimo de uma localidade
que se mantem praticamente inalterado há mais de 2000 anos. A Lorica/Loriga é a peça central e principal do
brasão desta vila, considerada como insubstituível pelos especialistas em heráldica portuguesa.

História
Forais

Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o século XII, tendo recebido forais em 1136 (João
Rhânia, senhorio das Terras de Loriga durante cerca de duas décadas, no reinado de D. Afonso Henriques),
1249 (D. Afonso III), 1474 (D. Afonso V) e 1514 (D. Manuel I). Apoiou os Miguelistas contra os Liberais na
guerra civil portuguesa, e esse facto contribuíu para deixar de ser sede de concelho em 1855 após a aplicação
do plano de ordenamento territorial levada a cabo durante o século XIX, curiosamente o mesmo plano que
deu origem aos Distritos.

História até ao final do séc. XVIII

Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro histórico da vila. O
local foi escolhido há mais de dois mil e seiscentos anos devido à facilidade de defesa (uma colina entre
ribeiras), à abundância de água e de pastos, bem como ao facto de as terras mais baixas providenciarem
alguma caça e condições mínimas para a prática da agricultura. Desta forma estavam garantidas as condições
mínimas de sobrevivência para uma população e povoação com alguma importância.

Quando os romanos chegaram, a povoação estava dividida em dois núcleos. O maior, mais antigo e principal,
situava-se na área onde hoje existem a Igreja Matriz e parte da Rua de Viriato e estava fortificado com
muralhas e paliçada. A Rua de Viriato (que a antiga tradição aponta como tendo nascido em Loriga), no
troço entre as antigas sedes do Grupo Desportivo e da Casa do Povo, coincide com parte dessa antiga linha
defensiva da povoação. No local do actual Bairro de São Ginês (São Gens) existiam já algumas habitações
encostadas ao promontório rochoso, em cima do qual os Visigodos construíram mais tarde uma ermida
dedicada àquele santo.

Loriga era uma paróquia pertencente à Vigararia do Padroado Real e a Igreja Matriz foi mandada construir
em 1233 pelo rei D. Sancho II. Esta igreja, cujo orago era já o de Santa Maria Maior padroeira de Loriga, e

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que se mantém, foi construída no local de


outro antigo e pequeno templo visigótico,
do qual foi aproveitada uma pedra com
inscrições visigóticas, que está colocada
na porta lateral virada para o adro. Aliás, a
paróquia de Loriga foi criada na época
visigótica, e pertencia então à diocese de
Egitânia (atual Idanha a Velha). De estilo
Igreja Matriz de Loriga - vista românico, com três naves, e traça exterior
interior. lembrando a Sé Velha de Coimbra, esta
igreja foi destruída pelo sismo de 1755,
dela restando apenas partes de alvenaria e Um dos três monumentais
das paredes laterais. fontanários construídos em
Loriga pela comunidade
O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado loriguense de Manaus.
também a residência paroquial e aberto algumas fendas nas robustas e
espessas paredes do edifício da Câmara Municipal construído no século XIII. Um emissário do Marquês de
Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos mas, ao contrário do que aconteceu com a Covilhã (outra
localidade serrana muito afectada), não chegou do governo de Lisboa qualquer auxílio.

História posterior ao séc. XVIII

Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde a primeira metade do século XIX. Chegou a ser uma das
localidades mais industrializadas da Beira Interior, e a actual sede de concelho só conseguiu suplantá-la
quase em meados do século XX. Tempos houve em que só a Covilhã ultrapassava Loriga no número de
empresas. Nomes de empresas, tais como: Regato, Redondinha, Fonte dos Amores, Tapadas, Fândega,
Leitão & Irmãos, Augusto Luis Mendes, Lamas, Nunes Brito, Moura Cabral, Lorimalhas, etc, fazem parte da
rica história industrial desta vila. A principal e maior avenida de Loriga tem o nome de Augusto Luís
Mendes, o mais destacado dos antigos industriais loriguenses. Apesar dos maus acessos, que se resumiam à
velhinha estrada romana de Lorica, com dois mil anos, o facto é que os loriguenses transformaram Loriga
numa vila industrial.

Porém, partir da segunda metade do século XIX, tornou-se um dos


principais pólos industriais da Beira Alta, com o desenvolvimento e
expanção da indústria dos lanifícios, que entrou em declínio durante as
últimas década do século passado o que está a levar à desertificação total
da
Vila, facto que afecta de maneira geral as regiões interiores de Portugal
devido às inexistentes politicas locais e nacionais de coesão territorial.

Largo do Pelourinho, junto do


loriguense baseia-se nas indústrias metalúrgica e de panificação, no
comércio, restauração, alguma indústria de malhas, agricultura e pastorícia.
antigo edifício da Câmara
Municipal, entretanto
A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça,
adaptado a residência Sazes da Beira, Teixeira, Valezim, Vide, e as mais de trinta povoações
particular. anexas, pertenceu ao município loriguense.

A área que englobava o extinto município loriguense, constitui também a Associação de Freguesias da Serra
da Estrela, com sede em Loriga.

Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas e as únicas pistas e estância de esqui
existentes em Portugal estão localizadas na Serra da Estrela, dentro da área da freguesia de Loriga.

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Património de destaque
Em termos de património histórico, destacam-se a ponte e a estrada
romanas (século I a.C.), uma sepultura antropomórfica (século VI a.C.)
chamada popularmente de "caixão da moura", a Igreja Matriz (século XIII,
reconstruída), o Pelourinho (século XIII, reconstruído), o bairro de São
Ginês, a Rua de Viriato e a Rua da Oliveira.

A estrada romana e uma das duas pontes (a outra ruiu no século XVI após
uma grande cheia na Ribeira de São Bento), com as quais os romanos
ligaram Lorica, na Lusitânia, ao restante império, merecem destaque.

A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da vila. A sua


escadaria tem cerca de 80 degraus em granito, o que lhe dá características Rua da Oliveira
peculiares. Esta rua recorda muitas das características urbanas medievais da
vila. O bairro de São Ginês (S.Gens) é um bairro do centro histórico de Loriga cujas características o tornam
num dos bairros mais típicos da vila. Curioso é o facto de este bairro dever o nome a São Gens, um santo de
origem céltica martirizado em Arles, na Gália, no tempo do imperador Diocleciano, orago de uma ermida
visigótica situada na área, no local onde hoje está a capela de Nossa Senhora do Carmo. Com o passar dos
séculos os loriguenses mudaram o nome do santo para São Ginês, deixaram arruinar a sua capela e depois
reconstruíram-na com outro orago (Nossa Senhora do Carmo). Este núcleo da povoação, que já esteve
separado do principal e mais antigo, situado mais abaixo, é anterior à chegada dos romanos.

Praia fluvial
Como desde há alguns anos, em 2014, esta praia foi uma das 298 praias
nacionais galardoadas com a bandeira azul[3]; em Junho de 2012 recebeu a
bandeira "Qualidade Ouro", atribuido pela Quercus.[4] Ambas as bandeiras
foram hasteadas dia 24 de Junho de 2012.

Dia 5 de Maio de 2012, a praia fluvial de Loriga, ficou apurada entre as 21


finalistas, do total de 70 pré-finalistas, divididas por 7 categorias, para
concorrer ao concurso "7 Maravilhas - Praias de Portugal", na categoria de
"praias de rios".

Praia fluvial de Loriga, no Festividades


local há muito conhecido por
Chão da Ribeira, onde está o Ao longo do ano celebram-se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a
chamado "Poço do Zé Lages". Amenta das Almas - cantos nocturnos masculinos, que evocam as almas de
entes falecidos por altura da Quaresma), festas em honra de Sto. António
(durante o mês Junho) e São Sebastião (no último Domingo de Julho), com
as respectivas mordomias e procissões. Porém, o ponto mais alto das festividades religiosas é a festa
dedicada à padroeira dos emigrantes de Loriga, Nª. Srª. da Guia, que se realiza todos os anos, no primeiro
Domingo de Agosto. No segundo Domingo, tem lugar a festa em honra de Nª. Srª. da Ajuda, no Fontão de
Loriga.

Gastronomia
A gastronomia loriguense faz parte daquela considerada típica da Beira Alta, onde se salientam os pratos
calóricos de alta montanha, os enchidos, a feijoada (com feijocas, uma espécie de feijão branco, maior que o
habitual), o cabrito no forno, a broa de milho, queijaria de ovelha e cabra, nomeadamente o queijo da Serra

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(com DOP), a aguardente de zimbro. Grande parte dos doces e sobremesas típicas eram elaboradas para
celebrar a Páscoa. De entre os doces, têm relevo as broínhas doces, o arroz doce, o carolo (doce feito com
milho), a botelha (sobremesa feito com abóbora), a tapioca (sobremesa parecida ao arroz doce, feita com
tapioca partida em grãos - importada pela comunidade loriguense no Brasil) e o Bolo Negro de Loriga. A
importância da gastronomia única é reflectida na Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga. Loriga faz
parte da Rota do Xisto e do Milho.

Personagens
Joaquim Augusto Amorim da Fonseca, (1862 — 1927), médico.
Joaquim Pina Moura, (1952 — ), economista e político.
Jorge Garcia, (1960 — )ciclista.

Acordos de geminação
Busto do, Dr Joaquim A.
Amorim da Fonseca, Loriga.
Loriga celebrou um acordo de geminação com a vila, actual cidade, de
Sacavém, em 1 de Junho de 1996.

Ver também
Geografia romana em Portugal

Ligações externas
Homepage sobre Loriga (http://www.loriga.de)
Analor (http://www.analor.org)
Portal Vila de Loriga (http://lorigaportugal.wordpress.com)
7 Maravilhas - Praias de Portugal (http://www.7maravilhas.sapo.pt/#/finalistas/praia-fluvial-de-loriga)
ABAE (http://www.abae.pt/programa/BA/inicio.php)
Geobserver (http://www.geobserver.org)

Fontes
Algumas das fontes usadas na elaboração deste artigo:
Homepage de Loriga (http://lorigaportugal.wordpress.com/ficheiros-pdf-files)
Bacia hidrográfica da Ribeira de Loriga (http://www.conselldemallorca.net/mediambient/terrisc
/resultatsp_coimbra3.htm)
Página dos Bombeiros de Loriga (http://www.bvloriga.pt/)
Página da Junta de Freguesia de Loriga (http://www.freguesiadeloriga.com/)
Página da Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga (http://www.loriga.org/confraria/)
Ferreira, N.; Vieira, G. - Guía Geológico e Geomorfológico do PNSE (1999).
de Vasconcelos, J.L. - Etnografia Portuguesa - Vol. II, INCM, 1980
Carta Militar de Portugal – esc. 1: 25000, Folha nº223, Instituto Geográfico do Exército.

Referências

1. Diário "As Beiras" online. «Bombeiros de Loriga mudam para novo quartel» (http://www.asbeiras.pt/2012/09
/bombeiros-de-loriga-mudam-para-novo-quartel/). Consultado em Outubro de 2012 Verifique data em:

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Loriga – Wikipédia, a enciclopédia livre https://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga

|acessodata= (ajuda)
2. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal
/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
3. ABAE. «Locais Galardoados na Região do Centro com a Bandeira Azul, 2014» (http://www.abae.pt
/BandeiraAzul/index.php?p=awarded&s=list&u=2). Consultado em Junho de 2014 Verifique data em:
|acessodata= (ajuda)
4. Site da Câmara Municipal de Seia. «Praia de Loriga com qualidade de ouro» (http://www.cm-seia.pt/index.php
/ambiente/item/120-praia-de-loriga-com-qualidade-de-ouro). Consultado em Julho de 2012 Verifique data em:
|acessodata= (ajuda)

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Loriga
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Loriga (pron.IFA [lo'ɾigɐ]) é uma vila e freguesia portuguesa Loriga  
do concelho de Seia, distrito da Guarda. Tem 36,52 km² de
área, 1053 habitantes (2011) e densidade populacional de
 Portugal
28,8 hab./km². Tem uma povoação anexa, o Fontão. Faz parte —  Freguesia  —
do Parque Natural da Serra da Estrela.

Loriga, situada na parte sudoeste da Serra da Estrela,
encontra­se a 20 km de Seia, 80 km da Guarda e 320 km de
Lisboa. A vila é acessível pela EN 231 e pela EN 338, estrada
concluída em 2006, seguindo um projeto e um traçado pré­
existentes, com um percurso de 9,2 km de paisagens de
montanha, entre as cotas 960 m (Portela do Arão) e 1650 m,
junto à Lagoa Comprida.

É conhecida
como a "Suíça
Portuguesa" Vista geral de Loriga
devido à sua
extraordinária
paisagem e
localização
geográfica. Está
situada os 770 m,
na sua parte
Vista panorâmica de Loriga e do vale urbana mais
glaciar com o mesmo nome, semelhante a baixa, e os 1100
uma paisagem alpina. de altitude,
rodeada por
montanhas, das Loriga
quais se destacam a Penha dos Abutres (1828 m de altitude) e
a Penha do Gato (1771 m), e é abraçada por dois cursos de
água: a Ribeira de Loriga e a Ribeira de São Bento, que se
unem depois da E.T.A.R. . A Ribeira de Loriga, é um dos
maiores afluentes do Rio Alva.

Os socalcos e sua complexa rede de irrigação são um dos
grandes ex­libris de Loriga, uma obra construída ao longo de
centenas de anos e que transformou um vale belo mas
rochoso num vale fértil. É uma obra que ainda hoje marca a
paisagem, fazendo parte do património histórico da vila e é
demonstrativa do génio dos seus habitantes.

Está dotada de uma ampla gama de infraestruturas físicas e
sócio­culturais, que abrangem todos os grupos etários, das
quais se destacam, por exemplo, o Grupo Desportivo
Loriguense, fundado em 1934, a Sociedade Recreativa e
Musical Loriguense, fundada em 1906, os Bombeiros
Voluntários de Loriga, criados em 1982, cujos serviços se Localização de Loriga em Portugal
desenvolvem numa àrea aproximadamente equivalente ao
Coordenadas 40° 19' 37" N 7° 41' 26" O
antigo concelho de Loriga na sua fase maior, a Casa de País  Portugal
Repouso Nª. Srª. da Guia, uma das últimas obras sociais de Concelho  Seia
relevo, e a Escola Básica Dr. Reis Leitão. Em Agosto de 2006
iniciaram­se as obras do novo Quartel dos Bombeiros Administração
Voluntários, edifício concluído em 2012 e inaugurado em  ­ Tipo Junta de freguesia
Setembro do mesmo ano.[1]  ­ Presidente António Maurício Moura Mendes
(PS)
Pertence à rede de Aldeias de Montanha do Concelho de Área
Seia.
 ­ Total 36,52 km²
População (2011)

Índice  ­ Total 1 053


    • Densidade 28,8 hab./km²
1 População Gentílico: Loriguense ou Loricense
2 Toponímia Código postal 6270
3 História Orago Santa Maria Maior
3.1 Forais
3.2 História até ao final do séc. XVIII Sítio www.freguesiadeloriga.com (htt
p://www.freguesiadeloriga.com)
3.3 História posterior ao séc. XVIII
4 Património de destaque Apelidada de “Suíça Portuguesa”. É uma das vilas mais altas
5 Praia fluvial de Portugal.
6 Festividades
7 Gastronomia
8 Personagens
9 Acordos de geminação
10 Ver também
11 Ligações externas
12 Fontes
13 Referências

População

População da freguesia de Loriga [2]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
1 690 1 888 2 090 2 414 2 652 2 488 2 152 2 548 2 981 2 695 2 204 1 825 1 631 1 270 1 053

Evolução da População Variação da População
1864 / 2011 1864 / 2011

Toponímia
Crê­se que o nome veio da localização estratégica da povoação, do seu protagonismo e dos seus habitantes nos
montes Hermínios (actual Serra da Estrela) na resistência lusitana, o que levou os romanos a porem­lhe o nome
de Lorica, designação geral para couraça guerreira romana; deste nome derivou Loriga, derivação iniciada
pelos Visigodos, que tem o mesmo significado. Trata­se de uma caso raro em Portugal de um nome que se
mantém praticamente inalterado há mais de dois mil anos, por tudo isso, pelo grande significado e simbolismo
e pela heráldica histórica, a Lorica/Loriga é considerada uma peça heráldica "falante" pelos especialistas em
heráldica portuguesa e a peça essencial e insubstituível no brasão desta vila.

História
Forais

Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o século XII, tendo recebido forais em 1136 (João Rhânia,
senhorio das Terras de Loriga durante cerca de duas décadas, no reinado de D. Afonso Henriques), 1249 (D.
Afonso III), 1474 (D. Afonso V) e 1514 (D. Manuel I). Apoiou os Miguelistas contra os Liberais na guerra civil
portuguesa e tal facto contribuiu para deixar de ser sede de concelho em 1855 após a aplicação do plano de
ordenação territorial levada a cabo durante o século XIX, curiosamente o mesmo plano que deu origem aos
Distritos.

História até ao final do séc. XVIII

Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro histórico da vila. O local
foi escolhido há mais de dois mil anos devido à facilidade de defesa (uma colina entre ribeiras), à abundância
de água e de pastos, bem como ao facto de as terras mais baixas providenciarem alguma caça e condições
mínimas para a prática da agricultura. Desta forma estavam garantidas as condições mínimas de sobrevivência
para uma população e povoação com alguma importância.

Quando os romanos chegaram, a povoação estava dividida em dois núcleos. O
maior, mais antigo e principal, situava­se na área onde hoje existem a Igreja
Matriz e parte da Rua de Viriato e estava fortificado com muralhas e paliçada.
A Rua de Viriato (que a antiga tradição aponta como sendo natural desta
milenar povoação), no troço compreendido entre as antigas sedes do GDL e da
Casa do Povo), corresponde ao traçado da antiga linha defensiva da povoação.
No local do actual Bairro de São Ginês (São Gens) existiam já algumas
habitações encostadas ao promontório rochoso, em cima do qual os Visigodos
Igreja Matriz da vila dedicada construíram mais tarde uma ermida dedicada àquele santo.
a Santa Maria Maior,
padroeira de Loriga ­ vista A paróquia de Loriga foi criada pelos
interior. Visigodos e pertencia à antiga diocese da
Egitânia (atual Idanha a Velha), cuja sede foi
depois transferida para a Guarda,
pertencendo depois à Vigararia do Padroado Real e a Igreja Matriz foi
mandada construir em 1233 pelo rei D. Sancho II. Esta igreja, cujo orago era
já o de Santa Maria Maior padroeira de Loriga e que se mantém, foi
construída no local de um outro antigo e pequeno templo visigótico, do qual
foi aproveitada uma pedra com inscrições visigóticas, que está colocada na
porta lateral virada para o adro, e onde foi gravada a data da construção. De
estilo românico, com três naves, e traça exterior lembrando a Sé Velha de
Coimbra, embora sem a mesma monumentalidade, esta igreja foi destruída Um dos três monumentais
pelo sismo de 1755, dela restando apenas partes das paredes laterais. fontanários construídos em
Loriga pela Comunidade
O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado também Loriguense de Manaus, Brasil.
muitas residências, incluíndo a paroquial e aberto algumas fendas nas robustas
e espessas paredes do edifício da Câmara Municipal construído no século XIII. Um emissário do Marquês de
Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos mas, ao contrário do que aconteceu com a Covilhã (outra
localidade serrana muito afectada), não chegou do governo de Lisboa qualquer auxílio.

História posterior ao séc. XVIII

Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde a primeira metade do século XIX. Chegou a ser uma das localidades
mais industrializadas da Beira Interior, e a actual sede de concelho só conseguiu suplantá­la já quase em
meados do século XX. Tempos houve em que só a Covilhã ultrapassava Loriga no número de empresas. Nomes
de empresas, tais como: Regato, Redondinha, Fonte dos Amores, Tapadas, Fândega, Leitão & Irmãos, Augusto
Luis Mendes, Lamas, Nunes Brito, Moura Cabral, Lorimalhas, etc, fazem parte da rica história industrial desta
vila. A principal e maior avenida de Loriga tem o nome de Augusto Luís Mendes, o mais destacado dos antigos
industriais loriguenses. Apesar dos maus acessos, que se resumiam à velhinha estrada romana de Lorica, com
dois mil anos, o facto é que os loriguenses transformaram Loriga numa progressiva vila industrial.

Porém, partir da segunda metade do século XIX, com com o grande
desenvolvimento da indústri têxtil , tornou­se um dos principais pólos
industriais da Beira Interior, que entrou em declínio durante a últimas décadas
do século passado o que está a levar à desertificação da Vila, facto que afecta
de maneira geral as regiões interiores de Portugal devido às inexistentes
politicas locais e nacionais de coesão territorial. Actualmente a economia
loriguense baseia­se nas indústrias metalúrgica e de panificação, alguma
indústria de malhas, no comércio, restauração, alguma agricultura e pastorícia.
Largo do Pelourinho, vendo­se
A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes
o edificio da antiga Câmara
da Beira, Teixeira, Valezim, Vide, e as mais de trinta povoações anexas,
Municipal entretanto adaptado
pertenceu ao município loriguense.
a residência particular.
A área que englobava o extinto município loriguense, constitui também a
Associação de Freguesias da Serra da Estrela, com sede em Loriga.

Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas e as únicas pistas e estância de esqui
existentes em Portugal estão localizadas na Serra da Estrela, dentro da área da freguesia de Loriga.

Património de destaque
Em termos de património histórico, destacam­se a ponte e a estrada romanas
(século I a.C.), uma sepultura antropomórfica (século VI a.C.) chamada
popularmente de "caixão da moura", a Igreja Matriz (século XIII,
reconstruída), o Pelourinho (século XIII, reconstruído), o bairro de São Ginês
(São Gens), a Rua de Viriato e a Rua da Oliveira.

A estrada romana sobre a Ribeira de Loriga (a outra sobre a Ribeira de São
Bento ruiu no século XVI após uma grande cheia, tendo sido construída outra
também em pedra nos finais do século XIX), com as quais os romanos ligaram
Lorica, na Lusitânia, ao restante império, merecem destaque.

A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da vila. A sua Rua da Oliveira
escadaria tem cerca de 80 degraus em granito, o que lhe dá características
peculiares. Esta rua recorda muitas das características urbanas medievais desta vila histórica. O bairro de São
Ginês é um bairro do centro histórico de Loriga cujas características o tornam num dos bairros mais típicos da
vila. Curioso é o facto de este bairro dever o nome a São Gens, um santo de origem céltica martirizado em
Arles, na Gália, no tempo do imperador Diocleciano, orago de uma ermida visigótica situada na área, no local
onde hoje está a capela de Nossa Senhora do Carmo. Com o passar dos séculos os loriguenses deixaram
arruinar a capela, reconstruiram­na depois com outro orago (Nossa Senhora do Carmo), e mudaram o nome do
santo para São Ginês, um santo que nunca existiu. Este núcleo da povoação, que já esteve separado do principal
e mais antigo, situado mais abaixo, é anterior à chegada dos romanos.

Praia fluvial
Como desde há alguns anos, em 2014, esta praia foi uma das 298 praias
nacionais galardoadas com a bandeira azul[3]; em Junho de 2012 recebeu a
bandeira "Qualidade Ouro", atribuido pela Quercus.[4] Ambas as bandeiras
foram hasteadas dia 24 de Junho de 2012.

Dia 5 de Maio de 2012, a praia fluvial de Loriga, ficou apurada entre as 21
finalistas, do total de 70 pré­finalistas, divididas por 7 categorias, para
concorrer ao concurso "7 Maravilhas ­ Praias de Portugal", na categoria de
"praias de rios".

Praia fluvial de Loriga, num Festividades
local conhecido por Chão da
Ribeira onde está o chamado Ao longo do ano celebram­se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a
"Poço do Zé Lages". Amenta das Almas ­ cantos nocturnos masculinos, que evocam as almas de
entes falecidos por altura da Quaresma), festas em honra de Sto. António
(durante o mês Junho) e São Sebastião (no último Domingo de Julho), com as
respectivas mordomias e procissões. Porém, o ponto mais alto das festividades religiosas é a festa dedicada à
padroeira dos emigrantes de Loriga, Nª. Srª. da Guia, que se realiza todos os anos, no primeiro Domingo de
Agosto. No segundo Domingo, tem lugar a festa em honra de Nª. Srª. da Ajuda, no Fontão de Loriga.

Gastronomia
A gastronomia loriguense faz parte daquela considerada típica da Beira Alta, onde se salientam os pratos
calóricos de alta montanha, os enchidos, a feijoada (com feijocas, uma espécie de feijão branco, maior que o
habitual), o cabrito no forno, a broa de milho, queijaria de ovelha e cabra, nomeadamente o queijo da Serra
(com DOP), a aguardente de zimbro. Grande parte dos doces e sobremesas típicas eram elaboradas para
celebrar a Páscoa. De entre os doces, têm relevo as broínhas doces, o arroz doce, o carolo (doce feito com
milho), a botelha (sobremesa feito com abóbora), a tapioca (sobremesa parecida ao arroz doce, feita com
tapioca partida em grãos ­ importada pela comunidade loriguense no Brasil) e o Bolo Negro de Loriga. A
importância da gastronomia única é reflectida na Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga. Loriga faz
parte da Rota do Xisto e do Milho.

Personagens
Joaquim Augusto Amorim da Fonseca, (1862 — 1927), médico.
Joaquim Pina Moura, (1952 — ), economista e político.
Jorge Garcia, (1960 — )ciclista.

Acordos de geminação
Busto do, Dr Joaquim A.
Amorim da Fonseca, Loriga. Loriga celebrou um acordo de geminação com a vila, actual cidade, de
Sacavém, em 1 de Junho de 1996.

Ver também
Geografia romana em Portugal
Ligações externas
Homepage sobre Loriga (http://www.loriga.de)
Analor (http://www.analor.org)
Portal Vila de Loriga (http://lorigaportugal.wordpress.com)
7 Maravilhas ­ Praias de Portugal (http://www.7maravilhas.sapo.pt/#/finalistas/praia­fluvial­de­loriga)
ABAE (http://www.abae.pt/programa/BA/inicio.php)
Geobserver (http://www.geobserver.org)

Fontes
Algumas das fontes usadas na elaboração deste artigo:

Homepage de Loriga (http://lorigaportugal.wordpress.com/ficheiros­pdf­files)
Bacia hidrográfica da Ribeira de Loriga (http://www.conselldemallorca.net/mediambient/terrisc/resultats
p_coimbra3.htm)
Página dos Bombeiros de Loriga (http://www.bvloriga.pt/)
Página da Junta de Freguesia de Loriga (http://www.freguesiadeloriga.com/)
Página da Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga (http://www.loriga.org/confraria/)
Ferreira, N.; Vieira, G. ­ Guía Geológico e Geomorfológico do PNSE (1999).
de Vasconcelos, J.L. ­ Etnografia Portuguesa ­ Vol. II, INCM, 1980
Carta Militar de Portugal – esc. 1: 25000, Folha nº223, Instituto Geográfico do Exército.

Referências
1. Diário "As Beiras" online. «Bombeiros de Loriga mudam para novo quartel» (http://www.asbeiras.pt/2012/09/bombei
ros­de­loriga­mudam­para­novo­quartel/). Consultado em Outubro de 2012 Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
2. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) ­ https://www.ine.pt/xportal/xmain?
xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
3. ABAE. «Locais Galardoados na Região do Centro com a Bandeira Azul, 2014» (http://www.abae.pt/BandeiraAzul/ind
ex.php?p=awarded&s=list&u=2). Consultado em Junho de 2014 Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
4. Site da Câmara Municipal de Seia. «Praia de Loriga com qualidade de ouro» (http://www.cm­seia.pt/index.php/ambie
nte/item/120­praia­de­loriga­com­qualidade­de­ouro). Consultado em Julho de 2012 Verifique data em: |acessodata=
(ajuda)

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Categorias:  Freguesias de Seia Antigos municípios de Portugal Vilas de Portugal

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-1-

Loriga

20 de Maio de 2007 - 23:54 @ http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga

Gentílico: Loricense ou Loriguense

Concelho: Seia

Área: 36,52 km²

População: 1 370 hab. (2005)

Densidade: 37,51 hab./km²

Orago: Santa Maria Maior

Código postal: 6270

Freguesias de Portugal

Loriga é uma vila e freguesia portuguesa do concelho de Seia, distrito da

Guarda. Tem 36,52 km² de área, 1 370 habitantes (2005) e densidade


populacional

de 37,51 hab/km².

Índice

1 Breve história

2 Rua da Oliveira

3 Bairro de São Ginês (S.Gens)

4 Acordos de geminação

5 Ver também

6 Ligações externas
-2-

Breve história

Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe
o

centro histórico da vila, o seu nome primitivo,anterior à chegada dos

romanos,era Lobriga. O local foi escolhido há mais de dois mil e seiscentos

anos, devido à facilidade de defesa (uma colina entre ribeiras),à abundância de

àgua e de pastos, bem como ao facto de a as terras mais baixas


providenciarem

alguma caça,e condições mínimas para a prática da agricultura. Desta forma

estavam garantidas as condições mínimas de sobrevivência para uma população


e

povoação com alguma importância.

O nome veio,da localização estratégica da povoação,do seu protagonismo e


dos

seus habitantes,nos Hermínios (actual Serra da Estrela) na resistência lusitana,

o que levou os romanos a porem-lhe o nome de Lorica (antiga couraça

guerreira).Os Hermínius eram o coração e a maior fortaleza da Lusitânia. É um

facto que os romanos lhe deram o nome de Lorica,nome de couraça guerreira, e

deste nome derivou Loriga (designação iniciada pelos Visigodos), e que tem o

mesmo significado. É um caso raro, em Portugal, de um nome bimilenar,um dos

factos que justificam que a couraça seja a peça central e principal do brasão

histórico da vila.É um nome muito antigo e de grande valor histórico para a

vila.
-3-
Situada na parte Sudoeste da Serra da Estrela, a sua beleza paisagística é o

principal atractivo de referência. Os socalcos e sua complexa rede de irrigação

são um dos grandes ex-libris de Loriga, uma obra gigantesca construída pelos

Loricenses ao longo de muitas centenas de anos e que transformou um vale


belo,

mas rochoso, num vale fértil.É uma obra que ainda hoje marca a paisagem do

belíssimo Vale de Loriga,faz parte do património histórico da vila,e é

demonstrativa do génio dos Loricenses.

Em termos de património histórico, destacam-se também a ponte e a estrada

romanas (século I a.C.), uma sepultura antropomórfica (século VI a.C.), a Igreja

Matriz (século XIII, reconstruída), o Pelourinho (século XIII,reconstruído), o

Bairro de São Ginês (São Gens) com origem anterior à chegada dos romanos, a
Rua

de Viriato,o heroi lusitano que a tradição local,e diversos antigos

documentos,encontram origens nesta antiquíssima povoação.A Rua da Oliveira,


pela

sua peculiaridade,situada na àrea mais antiga do centro histórico da

vila,recorda algumas das características urbanas da época medieval. A estrada

romana e uma das duas pontes (a outra ruíu no século XVI após uma grande
cheia

na Ribeira de S. Bento), com as quais os romanos ligaram Lorica, na Lusitânia,

ao restante império, merecem destaque.

Também o Bairro de São Ginês ( S. Gens )é um ex-libris de Loriga, e nele

destaca-se a capela de Nossa Senhora do Carmo construída no local de uma


antiga

ermida visigótica precisamente dedicada àquele santo. Quando os romanos


-4-
chegaram, a povoação estava dividida em dois núcleos: O maior, mais antigo e

principal, situava-se na àrea onde hoje existem a Igreja Matriz e parte da Rua

de Viriato, e estava fortificado com muralhas e paliçada. No local do actual

Bairro de S.Ginês (S.Gens), existiam já algumas habitações encostadas ao

promontório rochoso, em cima do qual os Visigodos construíram mais tarde


uma

ermida dedicada àquele santo.

Loriga era uma paróquia pertencente à Vigariaria do Padroado Real e a Igreja

Matriz foi mandada construir em 1233 pelo rei D. Sancho II. Esta igreja, cujo

orago era já o de Santa Maria Maior,e que se mantém, foi construída no local
de

um outro antigo e pequeno templo, do qual foi aproveitada uma pedra com

inscrições visigóticas, que está colocada na porta lateral virada para o adro.

De estilo românico, com três naves, e traça exterior lembrando a Sé Velha de

Coimbra, esta igreja foi destruída pelo sismo de 1755, dela restando apenas

partes das paredes laterais.

O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado também


a

residência paroquial e aberto algumas fendas nas robustas e espessas paredes


do

edifício da Câmara Municipal construído no século XIII. Um emissário do


Marquês

de Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos mas, ao contrário do que

aconteceu com a Covilhã (outra localidade serrana muito afectada), não chegou
do

governo de Lisboa qualquer auxílio.

Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde o início do século XIX, chegou a ser
-5-

uma das localidades mais industrializadas da Beira Interior, e a actual sede de

concelho só conseguiu suplantá-la quase em meados do século XX.Tempos


houve em

que,só Covilhã ultrapassava Loriga em número de empresas.Nomes de


empresas,tais

como;Regato,Redondinha,Fonte dos Amores,Tapadas,Fândega,Leitão &


Irmãos,Augusto

Luis Mendes,Lamas,Nunes Brito,Moura Cabral,Lorimalhas,etc,fazem parte da


rica

história industrial desta vila.A principal e maior avenida de Loriga tem o nome

de Augusto Luís Mendes, o mais destacado dos antigos industriais

Loricenses.Apesar,por exemplo,dos maus acessos,que se resumiam à velhinha

estrada romana de Lorica com dois mil anos,o facto é que os Loricenses

transformaram Loriga numa vila industrial progressiva,o que confirma o seu

génio.Mas,Loriga acabou por ser derrotada por um inimigo político e

administrativo,local e nacional,contra o qual teve que lutar desde o século XIX.

A história da vila de Loriga é, aliás, um exemplo das consequências que os

confrontos de uma guerra civil podem ter no futuro de uma localidade e de uma

região. Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o século XII, tendo

recebido forais em 1136 (João Rhânia, senhorio das Terras de Loriga durante

cerca de duas décadas, no reinado de D.Afonso Henriques), 1249 (D.Afonso III


),

1474 ( D.Afonso V ) e 1514 ( D.Manuel I ), mas, por ter apoiado os chamados

Absolutistas contra os Liberais na guerra civil portuguesa, teve o castigo de

deixar de ser sede de concelho em 1855.A conspiração movida por desejos

expansionistas da localidade que beneficiou com o facto,precipitou os

acontecimentos.Tratou-se de um grave erro político e administrativo,como


-6-
aliás

tem vindo a confirmar-se.

Foi no mínimo um caso de injusta vingança política,numa época em que não


existia

democracia e reinavam o compadrio e a corrupção,e assim começou o declínio


de

toda a Região de Loriga (antigo concelho de Loriga).Se nada de


verdadeiramente

eficaz for feito, começando pela vila de Loriga, esta região estará

desertificada dentro de poucas décadas,o que,tal como em relação a outras

relevantes terras históricas do interior do país,será concerteza considerado

como uma vergonha nacional.Confirmaria também a óbvia existência de graves


e

sucessivos erros nas políticas de coesão,administração e ordenamento do

território.Para evitar tal situação,vergonhosa para o país,é necessário no

mínimo por em prática o que já é reconhecido no papel;Desenvolver a vila de

Loriga,polo e centro da região.

A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes


da

Beira, Teixeira, Valezim, Vide, e as mais de trinta povoações anexas, pertenceu

ao Município Loricense.A vila de Loriga,situa-se a vinte quilómetros da actual

sede de concelho, e algumas freguesias da sua região situam-se a uma


distância

muito maior.

A Região de Loriga, área do antigo Município Loricense,constitui também a

Associação de Freguesias da Serra da Estrela,com sede na vila de Loriga.

Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas,e as únicas


-7-
pistas e estância de esqui existentes em Portugal,estão localizadas na àrea da

freguesia da vila de Loriga.

Rua da Oliveira

A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da vila. A sua


escadaria

tem cerca de 100 degraus em granito, o que lhe dá características

peculiares.Esta rua recorda muitas das características urbanas medievais do

centro histórico da vila de Loriga.

Bairro de São Ginês (S.Gens)

O bairro de São Ginês é um bairro do centro histórico de Loriga cujas

caracteristicas o tornam num dos bairros mais conhecidos e tipicos da vila. As

melhores festas de São João eram feitas aqui. Curioso é o facto de este bairro

do centro histórico da vila dever o nome a São Gens, um santo de origem


céltica

matirizado em Arles, na Gália, no tempo do imperador Diocleciano, orago de


uma

ermida visigótica situada na área. Com o passar dos séculos os loricenses

mudaram o nome do santo para S.Ginês, talvêz por ser mais fácil de
pronunciar.

Este núcleo da povoação, que já esteve separado do principal e mais antigo,

situado mais abaixo, é anterior à chegada dos romanos.

Acordos de geminação

Loriga celebrou acordo de geminação com:

A vila,actual cidade de Sacavém, no concelho de Loures, em 1 de Junho de


-8-
1996.

Ver também:

Geografia romana em Portugal

Ligações externas:

Portal Loriga News

Principal página de Loriga

Este é o artigo original da Wikipedia,antes de ser vandalizado em Junho de


2007:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga .
Página Web 1 de 6

Loriga
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Loriga (pron.IFA [lo'ɾigɐ]) é uma vila e Portugal Loriga


freguesia portuguesa do concelho de Seia,
— Freguesia —
distrito da Guarda. Tem 36,52 km² de área, 1
367 habitantes (2005) e densidade
populacional de 37,51 hab/km². Tem uma
povoação anexa, o Fontão. Faz parte do Parque
Natural da Serra da Estrela.

Loriga, situada na parte sudoeste da Serra da


Estrela, encontra-se a 20 km de Seia, 80 km da
Guarda e 320 km de Lisboa. A vila é acessível
pela EN 231 e pela EN338, estrada concluída
em 2006, seguindo um traçado e um projecto
pré-existentes há décadas, com um percurso de
Vista geral de Loriga
9,2 km de paisagens de montanha, entre as
cotas 960m (Portela do Arão) e 1650m, dois
quilómetros acima da Lagoa Comprida.

Vista panorâmica de Loriga e do vale


glaciar com o mesmo nome, semelhante
a uma paisagem alpina

conhecida como a "Suíça Portuguesa" devido à


sua extraordinária localização geográfica. Está
situada a cerca de 770m de altitude, na sua
parte urbana mais baixa, rodeada por
montanhas, das quais se destacam a Penha dos
Abutres (1828m de altitude) e a Penha do Gato
(1771m), e é abraçada por dois cursos de água: Brasão da vila de Loriga
a Ribeira de Loriga e Ribeira de S.Bento, que

http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga 17-11-2010
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se unem depois da E.T.A.R. para formarem um


dos maiores afluentes do Rio Alva.

Os socalcos e sua complexa rede de irrigação


são um dos grandes ex-libris de Loriga, uma
obra construída ao longo de muitas centenas de
anos e que transformou um vale rochoso num
vale fértil. É uma obra que ainda hoje marca a
paisagem, fazendo parte do património
histórico da vila e é demonstrativa do génio Loriga
dos seus habitantes.

Está dotada de uma ampla gama de


infraestrutras físicas e sócio-culturais, que
abrangem todos os grupos etários, das quais se
destacam, por exemplo, o Grupo Desportivo
Loriguense, fundado em 1934, a Sociedade
Recreativa e Musical Loriguense, fundada em
1905, os Bombeiros Voluntários de Loriga,
criados em 1982, cujos serviços se
desenvolvem na àrea aproximadamente
equivalente ao antigo município, a Casa de
Repouso Nª. Srª. da Guia, uma das últimas
obras sociais de relevo, e a Escola Básica Dr.
Reis Leitão. Em Março de 2007 iniciaram-se
as obras do novo Quartel dos Bombeiros Localização de Loriga em Portugal
Voluntários, edifício que se prevê concluído
40° 19' 37" N 7° 41' 26" O
durante o ano de 2011.
País Portugal
Concelho
Seia
Índice Administração
- Tipo Junta de freguesia
■ 1 História
■ 2 Toponímia Área
■ 3 Festividades - Total 36 52 km2
■ 4 Gastronomia População (2005)
■ 5 Personagens
■ 6 Acordos de geminação - Total 1 367
■ 7 Ver também - Densidade 37,51/km2
■ 8 Ligações externas
Gentílico: Loriguense ou Loricense
■ 9 Fontes
Código 6270
postal
Orago Santa Maria Maior
História Correio jfloriga@sapo.pt
electrónico
Fundada originalmente no alto de uma colina
Sítio Freguesiadeloriga.com
entre ribeiras onde hoje existe o centro (http://www.freguesiadeloriga.com)
histórico da vila. O local foi escolhido há mais
Apelidada de “Suíça Portuguesa”. É uma das vilas mais altas de
de dois mil e seiscentos anos devido à Portugal.
facilidade de defesa (uma colina entre

http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga 17-11-2010
Página Web 3 de 6

ribeiras), à abundância de água e de pastos, bem como ao facto de a as terras mais baixas
providenciarem alguma caça e condições mínimas para a prática da agricultura. Desta forma estavam
garantidas as condições mínimas de sobrevivência para uma população e povoação com alguma
importância.

O nome veio da localização estratégica da povoação, do seu


protagonismo e dos seus habitantes nos montes Hermínios
(actual Serra da Estrela) na resistência lusitana, o que levou
os romanos a porem-lhe o nome de Lorica, designação geral
para couraça guerreira romana; deste nome derivou Loriga
(derivação iniciada pelos Visigodos), que tem o mesmo
significado.

Em termos de
património histórico,
Igreja Matriz de Loriga - vista destacam-se a ponte e
interior
a estrada romanas
(século I a.C.), uma
sepultura antropomórfica (século VI a.C.) chamada
popularmente de "caixão da moura", a Igreja Matriz (século
XIII, reconstruída), o Pelourinho (século XIII,reconstruído),
o Bairro de São Ginês (São Gens) com origem anterior à
chegada dos romanos e a Rua de Viriato. A Rua da Oliveira,
Ponte romana
pela sua peculiaridade, situada na área mais antiga do centro
histórico da vila, recorda algumas das características urbanas
da época medieval.

A estrada romana e uma das duas pontes (a outra ruiu no século XVI após uma grande cheia na
Ribeira de S. Bento), com as quais os romanos ligaram Lorica, na Lusitânia, ao restante império,
merecem destaque.

O Bairro de São Ginês é um ex-libris de Loriga e nele destaca


-se a capela de Nossa Senhora do Carmo, antiga ermida
visigótica dedicada a S.Gens, e entretanto remodelada.

Quando os romanos chegaram, a povoação estava dividida


em dois núcleos. O maior, mais antigo e principal, situava-se
na área onde hoje existem a Igreja Matriz e parte da Rua de
Viriato e estava fortificado com muralhas e paliçada. No
local do actual Bairro de S.Ginês existiam já algumas
habitações encostadas ao promontório rochoso, em cima do
Capela de Nossa Senhora do Carmo qual os Visigodos construíram mais tarde a ermida dedicada
àquele santo.

Loriga era uma paróquia pertencente à Vigararia do Padroado Real e a Igreja Matriz foi mandada
construir em 1233 pelo rei D. Sancho II. Esta igreja, cujo orago era já o de Santa Maria Maior e que
se mantém, foi construída no local de outro antigo e pequeno templo, do qual foi aproveitada uma
pedra com inscrições visigóticas, que está colocada na porta lateral virada para o adro. De estilo
românico, com três naves, e traça exterior lembrando a Sé Velha de Coimbra, esta igreja foi
destruída pelo sismo de 1755, dela restando apenas partes das paredes laterais.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga 17-11-2010
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O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo


arruinado também a residência paroquial e aberto algumas
fendas nas robustas e espessas paredes do edifício da Câmara
Municipal construído no século XIII. Um emissário do
Marquês de Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos
mas, ao contrário do que aconteceu com a Covilhã (outra
localidade serrana muito afectada), não chegou do governo
de Lisboa qualquer auxílio.

Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde a primeira metade


do século XIX. Chegou a ser uma das localidades mais
industrializadas da Beira Interior, e a actual sede de concelho
só conseguiu suplantá-la quase em meados do século XX.
Tempos houve em que só a Covilhã ultrapassava Loriga no Fontanário em Loriga
número de empresas. Nomes de empresas, tais como: Regato,
Redondinha, Fonte dos Amores, Tapadas, Fândega, Leitão & Irmãos, Augusto Luis Mendes, Lamas,
Nunes Brito, Moura Cabral, Lorimalhas, etc, fazem parte da rica história industrial desta vila. A
principal e maior avenida de Loriga tem o nome de Augusto Luís Mendes, o mais destacado dos
antigos industriais loriguenses. Apesar dos maus acessos, que se resumiam à velhinha estrada
romana de Loriga, com dois mil anos, o facto é que os loriguenses transformaram Loriga numa vila
industrial.

Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o século


XII, tendo recebido forais em 1136 (João Rhânia, senhorio
das Terras de Loriga durante cerca de duas décadas, no
reinado de D.Afonso Henriques), 1249 (D.Afonso III), 1474
(D.Afonso V) e 1514 (D.Manuel I). Apoiou os Absolutistas
contra os Liberais na guerra civil portuguesa. Deixou de ser
sede de concelho em 1855 após a aplicação do plano de
ordenação territorial levada a cabo durante o século XIX,
curiosamente o mesmo plano que deu origem aos Distritos.
Porém, partir da primeira metade do século XIX, tornou-se
Largo do Pelourinho um dos principais pólos industriais da Beira Alta, com a
implantação da indústria dos lanifícios, que entrou em
declínio durante as últimas décadas do século passado o que está a acelerar a desertificação da Vila,
facto que afecta de maneira geral as regiões interiores de Portugal. Actualmente a economia
loriguense basea-se nas indústrias metalúrgica e de panificação, no comércio, restauração, alguma
agricultura e pastorícia.

A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes da Beira, Teixeira,
Valezim, Vide, e as mais de trinta povoações anexas, pertenceu ao Município Loriguense.

A área que englobava o extinto município loriguense, constitui também a Associação de Freguesias
da Serra da Estrela, com sede em Loriga.

Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas e as únicas pistas e estância de
esqui existentes em Portugal estão localizadas na Serra da Estrela, dentro da área da freguesia de
Loriga.

Toponímia

http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga 17-11-2010
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A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da


vila. A sua escadaria tem cerca de 80 degraus em granito, o
que lhe dá características peculiares. Esta rua recorda muitas
das características urbanas medievais.

O bairro de São Ginês é um bairro do centro histórico de


Loriga cujas caracteristicas o tornam num dos bairros mais
típicos da vila. As melhores festas de São João eram feitas
aqui. Curioso é o facto de este bairro dever o nome a São
Gens, um santo de origem céltica matirizado em Arles, na
Gália, no tempo do imperador Diocleciano, orago de uma
ermida visigótica situada na área. Com o passar dos séculos
os loriguenses mudaram o nome do santo para S. Ginês,
Rua da Oliveira
talvez por ser mais fácil de pronunciar. Este núcleo da
povoação, que já esteve separado do principal e mais antigo,
situado mais abaixo, é anterior à chegada dos romanos.

Festividades
Ao longo do ano celebram-se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a Amenta das Almas -
cantos nocturnos masculinos, que evocam as almas de entes falecidos por altura da Quaresma), festas
em honra de Sto. António (durante o mês Junho) e S. Sebastião (no último Domingo de Julho), com
as respectivas mordomias e procissões. Porém, o ponto mais alto das festividades religiosas é a festa
dedicada à padroeira de Loriga, Nª. Srª. da Guia, que se realiza todos os anos, no primeiro Domingo
de Agosto. No segundo Domingo, tem lugar a festa em honra de Nª. Srª. da Ajuda, no Fontão de
Loriga.

Gastronomia
A gastronomia loriguense faz parte daquela considerada típica da Beira Alta, onde se salientam os
pratos calóricos de alta montanha, os enchidos, a feijoada (com feijocas, uma espécie de feijão
branco, maior que o habitual), o cabrito no forno, a broa de milho, queijaria de ovelha e cabra,
nomeadamente o queijo da Serra (com DOP), a aguardente de zimbro. Grande parte dos doces e
sobremesas típicas eram elaboradas para celebrar a Páscoa. De entre os doces, têm relevo as broínhas
doces, o arroz doce, o carolo (doce feito com milho), a botelha (sobremesa feito com abóbora), a
tapioca (sobremesa parecida ao arroz doce, feita com tapioca partida em grãos - importada pela
comunidade loriguense no Brasil) e o Bolo Negro de Loriga. A importância da gastronomia única é
reflectida na Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga. Loriga faz parte da Rota do Xisto e do
Milho.

Personagens
■ Joaquim Augusto Amorim da Fonseca, médico
■ Joaquim Pina Moura, economista e político

http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga 17-11-2010
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Busto do, Dr Joaquim A. Amorim Acordos de geminação


da Fonseca, Loriga
Loriga celebrou acordo de geminação com a vila ,actual
cidade, de Sacavém, em 1 de Junho de 1996.

Ver também
■ Geografia romana em Portugal

Ligações externas
■ Homepage sobre Loriga (http://www.loriga.de)
■ Analor (http://www.analor.org)
■ Portal Vila de Loriga (http://www.viladeloriga.com)

Fontes
Algumas das fontes usadas na elaboração deste artigo:

■ História concisa de Loriga (http://www.lorica.no.sapo.pt)


■ Bacia hidrográfica da Ribeira de Loriga
(http://www.conselldemallorca.net/mediambient/terrisc/resultatsp_coimbra3.htm)
■ Página dos Bombeiros de Loriga (http://http://www.bvloriga.pt/)
■ Página da Junta de Freguesia de Loriga (http://www.freguesiadeloriga.com/)
■ Página da Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga (http://www.loriga.org/confraria/)
■ Ferreira, N.; Vieira, G. - Guía Geológico e Geomorfológico do PNSE (1999).
■ de Vasconcelos, J.L. - Etnografia Portuguesa - Vol. II, INCM, 1980
■ Carta Militar de Portugal – esc. 1: 25000, Folha nº223, Instituto Geográfico do Exército.

Obtida de "http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga"
Categorias: Freguesias de Seia | Antigos municípios de Portugal | Vilas de Portugal

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■ Sobre a Wikipédia
■ Avisos gerais

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Loriga
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Loriga (pron.IFA [lo'ɾigɐ]) é uma vila e Portugal Loriga


freguesia portuguesa do concelho de Seia,
— Freguesia —
distrito da Guarda. Tem 36,52 km² de área, 1
367 habitantes (2005) e densidade
populacional de 37,51 hab/km². Tem uma
povoação anexa, o Fontão. Faz parte do Parque
Natural da Serra da Estrela.

Loriga, situada na parte sudoeste da Serra da


Estrela, encontra-se a 20 km de Seia, 80 km da
Guarda e 320 km de Lisboa. A vila é acessível
pela EN 231 e pela EN338, estrada concluída
em 2006, seguindo um traçado e um projecto
pré-existentes há décadas, com um percurso de
Vista geral de Loriga
9,2 km de paisagens de montanha, entre as
cotas 960m (Portela do Arão ou Portela de
Loriga) e 1650m, três quilómetros acima da
Lagoa Comprida.

Loriga

Vista panorâmica de Loriga e do vale


glaciar com o mesmo nome, semelhante
a uma paisagem alpina

conhecida como a "Suíça Portuguesa" devido à


sua extraordinária localização geográfica. Está
situada a cerca de 770m de altitude, na sua
parte urbana mais baixa, rodeada por
montanhas, das quais se destacam a Penha dos
Abutres (1828m de altitude) e a Penha do Gato
(1771m), e é abraçada por dois cursos de água:
a Ribeira de Loriga e a Ribeira de S.Bento, que
Localização de Loriga em Portugal

http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga 22-09-2010
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se unem depois da E.T.A.R. sendo a Ribeira de 40° 19' 37" N 7° 41' 26" O
Loriga, um dos maiores afluentes do Rio Alva. País Portugal
Os socalcos e sua complexa rede de irrigação Concelho
Seia
são um dos grandes ex-libris de Loriga, uma
Administração
obra construída ao longo de muitas centenas de
anos e que transformou um vale belo mas - Tipo Junta de freguesia
rochoso num vale fértil. É uma obra que ainda Área
hoje marca a paisagem, fazendo parte do - Total 36 52 km2
património histórico da vila e é demonstrativa
População (2005)
do génio dos seus habitantes.
- Total 1 367
Está dotada de uma ampla gama de - Densidade 37,51/km2
infraestrutras físicas e sócio-culturais, que
Gentílico: Loriguense
abrangem todos os grupos etários, das quais se
destacam, por exemplo, o Grupo Desportivo Código 6270
postal
Loriguense, fundado em 1934, a Sociedade
Recreativa e Musical Loriguense, fundada em Orago Santa Maria Maior
1905, os Bombeiros Voluntários de Loriga, Correio jfloriga@sapo.pt
criados em 1982, cujos serviços se electrónico
desenvolvem numa àrea aproximadamente Sítio Freguesiadeloriga.com
equivalente ao antigo concelho, a Casa de (http://www.freguesiadeloriga.com)
Repouso Nª. Srª. da Guia, uma das últimas Apelidada de “Suíça Portuguesa”. É uma das vilas mais altas de
obras sociais de relevo, e a Escola Básica 23 Portugal.
Dr. Reis Leitão. Em Março de 2007 iniciaram-
se as obras do novo Quartel dos Bombeiros Voluntários, edifício que se prevê concluído durante o
ano de 2011.

Índice
■ 1 História
■ 2 Toponímia
■ 3 Festividades
■ 4 Gastronomia
■ 5 Personagens
■ 6 Acordos de geminação
■ 7 Ver também
■ 8 Ligações externas
■ 9 Fontes

História
Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro histórico da
vila. O local foi escolhido há mais de dois mil e seiscentos anos* devido à facilidade de defesa (uma
colina entre ribeiras), à abundância de água e de pastos, bem como ao facto de a as terras mais baixas
providenciarem alguma caça e condições mínimas para a prática da agricultura. Desta forma estavam
garantidas as condições mínimas de sobrevivência para uma população e povoação com alguma
importância.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga 22-09-2010
Página Web 3 de 6

O nome veio da localização estratégica da povoação, do seu


protagonismo e dos seus habitantes nos montes Hermínios
(actual Serra da Estrela) na resistência lusitana, o que levou
os romanos a porem-lhe o nome de Lorica, designação geral
para couraça guerreira romana; deste nome derivou Loriga
(derivação iniciada pelos Visigodos), e que tem o mesmo
significado. É um nome histórico, que pela sua antiguidade e
significado justifica que a couraça seja a peça central do
brasão da vila.
Igreja Matriz de Loriga - vista Em termos de
interior
património histórico,
destacam-se a ponte e
a estrada romanas (século I a.C.), uma sepultura
antropomórfica (século VI a.C.)* chamada popularmente de
"Caixão da Moura", a Igreja Matriz (século XIII,
reconstruída), o Pelourinho (século XIII,reconstruído), o
Bairro de São Ginês (São Gens) com origem anterior à
chegada dos romanos e a Rua de Viriato. A Rua da Oliveira,
pela sua peculiaridade, situada na área mais antiga do centro
Ponte romana
histórico da vila, recorda algumas das características urbanas
da época medieval.

A estrada romana e uma das duas pontes (a outra ruiu no século XVI após uma grande cheia na
Ribeira de S. Bento), com as quais os romanos ligaram Lorica, na Lusitânia, ao restante império,
merecem destaque.

O Bairro de São Ginês (S.Gens) é um ex-libris de Loriga e


nele destaca-se a capela de Nossa Senhora do Carmo, a
antiga ermida visigótica precisamente dedicada àquele santo.

Quando os romanos chegaram, a povoação estava dividida


em dois núcleos. O maior, mais antigo e principal, situava-se
na área onde hoje existem a Igreja Matriz e parte da Rua de
Viriato e estava fortificado com muralhas e paliçada. No
local do actual Bairro de S.Ginês existiam já algumas
habitações encostadas ao promontório rochoso, em cima do
Capela de Nossa Senhora do Carmo qual os Visigodos construíram mais tarde uma ermida
dedicada àquele santo.

Loriga era uma paróquia pertencente à Vigararia do Padroado Real e a Igreja Matriz foi mandada
construir em 1233 pelo rei D. Sancho II. Esta igreja, cujo orago era já o de Santa Maria Maior e que
se mantém, foi construída no local de outro antigo e pequeno templo, do qual foi aproveitada uma
pedra com inscrições visigóticas, que está colocada na porta lateral virada para o adro. De estilo
românico, com três naves, e traça exterior lembrando a Sé Velha de Coimbra, esta igreja foi
destruída pelo sismo de 1755, dela restando apenas partes das paredes laterais.

O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado também a residência paroquial
e aberto algumas fendas nas robustas e espessas paredes do edifício da Câmara Municipal construído
no século XIII. Um emissário do Marquês de Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos mas, ao

http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga 22-09-2010
Página Web 4 de 6

contrário do que aconteceu com a Covilhã (outra localidade


serrana muito afectada), não chegou do governo de Lisboa
qualquer auxílio.

Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde a primeira metade


do século XIX. Chegou a ser uma das localidades mais
industrializadas da Beira Interior, e a actual sede de concelho
só conseguiu suplantá-la quase em meados do século XX.
Tempos houve em que só a Covilhã ultrapassava Loriga no
número de empresas. Nomes de empresas, tais como: Regato,
Redondinha, Fonte dos Amores, Tapadas, Fândega, Leitão &
Irmãos, Augusto Luis Mendes, Lamas, Nunes Brito, Moura
Cabral, Lorimalhas, etc, fazem parte da rica história
industrial desta vila. A principal e maior avenida de Loriga Fontanário em Loriga
tem o nome de Augusto Luís Mendes, o mais destacado dos
antigos industriais loriguenses. Apesar dos maus acessos, que se resumiam à velhinha estrada
romana da antiga Loriga, com dois mil anos, o facto é que os loriguenses transformaram Loriga
numa vila industrial.

Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o século


XII, tendo recebido forais em 1136 (João Rhânia, senhorio
das Terras de Loriga durante cerca de duas décadas, no
reinado de D.Afonso Henriques), 1249 (D.Afonso III), 1474
(D.Afonso V) e 1514 (D.Manuel I). Apoiou os Absolutistas
contra os Liberais na guerra civil portuguesa. Deixou de ser
sede de concelho em 1855 após a aplicação do plano de
ordenação territorial levada a cabo durante o século XIX,
curiosamente o mesmo plano que deu origem aos Distritos.
Porém, partir da segunda metade do século XIX, tornou-se
Largo do Pelourinho um dos principais pólos industriais da Beira Interior, com a
implantação da indústria dos lanifícios, que entrou em
declínio durante as últimas décadas do século passado o que está a levar ao agravamento da
desertificação da Vila, facto que afecta de maneira geral as regiões interiores de Portugal.
Actualmente a economia loriguense basea-se nas indústrias metalúrgica e de panificação, no
comércio, restauração, alguma agricultura e pastorícia.

A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes da Beira, Teixeira,
Valezim, Vide, e as mais de trinta povoações anexas, pertenceu ao Município Loriguense.

A área que englobava o extinto município loriguense, constitui também a Associação de Freguesias
da Serra da Estrela, com sede em Loriga.

Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas e as únicas pistas e estância de
esqui existentes em Portugal estão localizadas na Serra da Estrela, dentro da área da freguesia de
Loriga.

Toponímia
A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da vila. A sua escadaria tem cerca de 80
degraus em granito, o que lhe dá características peculiares. Esta rua recorda muitas das
características urbanas medievais do centro histórico da vila.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga 22-09-2010
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O bairro de São Ginês é um bairro do centro histórico de


Loriga cujas caracteristicas o tornam num dos bairros mais
típicos da vila. As melhores festas de São João eram feitas
aqui. Curioso é o facto de este bairro dever o nome a São
Gens, um santo de origem céltica matirizado em Arles, na
Gália, no tempo do imperador Diocleciano, orago de uma
ermida visigótica situada na área. Com o passar dos séculos
os loriguenses mudaram o nome do santo para S. Ginês,
talvez por ser mais fácil de pronunciar, e mudaram o orago da
sua ermida para Nossa Senhora do Carmo. Este núcleo da
povoação, que já esteve separado do principal e mais antigo,
situado mais abaixo, é anterior à chegada dos romanos.
Rua da Oliveira
Festividades
Ao longo do ano celebram-se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a Amenta das Almas -
cantos nocturnos masculinos, que evocam as almas de entes falecidos por altura da Quaresma), festas
em honra de Sto. António (durante o mês Junho) e S. Sebastião (no último Domingo de Julho), com
as respectivas mordomias e procissões. Porém, o ponto mais alto das festividades religiosas é a festa
dedicada à padroeira dos emigrantes de Loriga, Nª. Srª. da Guia, que se realiza todos os anos, no
primeiro Domingo de Agosto. No segundo Domingo, tem lugar a festa em honra de Nª. Srª. da
Ajuda, no Fontão de Loriga.

Gastronomia
A gastronomia loriguense faz parte daquela considerada típica da Beira Alta, onde se salientam os
pratos calóricos de alta montanha, os enchidos, a feijoada (com feijocas, uma espécie de feijão
branco, maior que o habitual), o cabrito no forno, a broa de milho, queijaria de ovelha e cabra,
nomeadamente o queijo da Serra (com DOP), a aguardente de zimbro. Grande parte dos doces e
sobremesas típicas eram elaboradas para celebrar a Páscoa. De entre os doces, têm relevo as broínhas
doces, o arroz doce, o carolo (doce feito com milho), a botelha (sobremesa feito com abóbora), a
tapioca (sobremesa parecida ao arroz doce, feita com tapioca partida em grãos - importada pela
comunidade loriguense no Brasil) e o Bolo Negro de Loriga. A importância da gastronomia única é
reflectida na Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga. Loriga faz parte da Rota do Xisto e do
Milho.

Personagens
■ Joaquim Augusto Amorim da Fonseca, médico
■ Joaquim Pina Moura, economista e político

Acordos de geminação
Loriga celebrou acordo de geminação com a vila ,actual
cidade, de Sacavém, em 1 de Junho de 1996.
Busto do, Dr Joaquim A. Amorim
da Fonseca, Loriga

http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga 22-09-2010
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Ver também
■ Geografia romana em Portugal

Ligações externas
■ Homepage sobre Loriga (http://www.loriga.be)
■ Analor (http://www.analor.org)
■ Portal Vila de Loriga (http://www.viladeloriga.com)

Fontes
Algumas das fontes usadas na elaboração deste artigo:

■ História concisa de Loriga (http://www.lorica.no.sapo.pt)


■ Bacia hidrográfica da Ribeira de Loriga
(http://www.conselldemallorca.net/mediambient/terrisc/resultatsp_coimbra3.htm)
■ Página dos Bombeiros de Loriga (http://http://www.bvloriga.pt/)
■ Página da Junta de Freguesia de Loriga (http://www.freguesiadeloriga.com/)
■ Página da Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga (http://www.loriga.org/confraria/)
■ Ferreira, N.; Vieira, G. - Guía Geológico e Geomorfológico do PNSE (1999).
■ de Vasconcelos, J.L. - Etnografia Portuguesa - Vol. II, INCM, 1980
■ Carta Militar de Portugal – esc. 1: 25000, Folha nº223, Instituto Geográfico do Exército.

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Categorias: Freguesias de Seia | Antigos municípios de Portugal | Vilas de Portugal

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■ Avisos gerais

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Loriga – Wikipédia, a enciclopédia livre Página 1 de 7

Loriga
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Loriga (pron.IFA [lu'ɾigɐ]) é uma vila e freguesia


Loriga
portuguesa do concelho de Seia, distrito da
Guarda. Tem 36,52 km² de área, 1053 habitantes Portugal
(2011) e densidade populacional de — Freguesia —
28,8 hab./km². Tem uma povoação anexa, o
Fontão. Faz parte do Parque Natural da Serra da
Estrela.

Loriga, situada na parte sudoeste da Serra da


Estrela, encontra-se a 20 km de Seia, 80 km da
Guarda e 320 km de Lisboa. A vila é acessível
pela EN 231 e pela EN 338, estrada concluída em
2006, seguindo um traçado pré-existente, com um
percurso de 9,2 km de paisagens de montanha,
entre as cotas 960 m (Portela de Loriga ou do
Arão) e 1650 m, um pouco acima da Lagoa
Comprida. Vista geral de Loriga

Vista panorâmica de Loriga e do vale


glaciar com o mesmo nome, semelhante a
uma paisagem alpina.

conhecida como a "Suíça Portuguesa" devido à


sua extraordinária localização geográfica. Está
situada a cerca de 770 m de altitude, na sua parte
urbana mais baixa, rodeada por montanhas, das
quais se destacam a Penha dos Abutres (1828 m
de altitude) e a Penha do Gato (1771 m), e é Loriga
abraçada por dois cursos de água: a Ribeira de
Loriga e a Ribeira de São Bento, que se unem
depois da E.T.A.R. para formarem um dos
maiores afluentes do Rio Alva.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga 04-02-2017
Loriga – Wikipédia, a enciclopédia livre Página 2 de 7

Os socalcos e sua complexa rede de irrigação são


um dos grandes ex-libris de Loriga, uma obra
construída ao longo de centenas de anos e que
transformou um vale rochoso num vale fértil. É
uma obra que ainda hoje marca a paisagem,
fazendo parte do património histórico da vila e é
demonstrativa do génio dos seus habitantes.

Está dotada de uma ampla gama de infraestruturas


físicas e sócio-culturais, que abrangem todos os Loriga
grupos etários, das quais se destacam, por
exemplo, o Grupo Desportivo Loriguense,
fundado em 1934, a Sociedade Recreativa e
Musical Loriguense, fundada em 1906, os
Bombeiros Voluntários de Loriga, criados em
1982, cujos serviços se desenvolvem numa área
com limites aproximados aos limites do antigo
concelho de Loriga, a Casa de Repouso Nª. Srª. da
Guia, uma das últimas obras sociais de relevo, e a
Escola EB 123 Dr. Reis Leitão. Em Agosto de
2006 iniciaram-se as obras do novo Quartel dos
Bombeiros Voluntários, edifício concluído em
2012 e inaugurado em Setembro do mesmo ano.[1]

Pertence à rede de Aldeias de Montanha do


Concelho de Seia.

Índice Localização de Loriga em Portugal

Coordenadas 40° 19' 37" N 7° 41' 26" O


◾ 1 População
País Portugal
◾ 2 Toponímia
◾ 3 História Concelho Seia
◾ 3.1 Forais Administração
◾ 3.2 História até ao final do séc.
- Tipo Junta de freguesia
XVIII
◾ 3.3 História posterior ao séc. - Presidente António Maurício Moura Mendes
XVIII (PS)
◾ 4 Património de destaque Área
◾ 5 Praia fluvial - Total 36,52 km²
◾ 6 Festividades População (2011)
◾ 7 Gastronomia - Total 1 053
◾ 8 Personagens
• Densidade 28,8 hab./km²
◾ 9 Acordos de geminação
◾ 10 Ver também Gentílico: Loriguense ou Loricense

◾ 11 Ligações externas Código postal 6270


◾ 12 Fontes Orago Santa Maria Maior
◾ 13 Referências Sítio www.freguesiadeloriga.com
(http://www.freguesiadeloriga.com)

https://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga 04-02-2017
Loriga – Wikipédia, a enciclopédia livre Página 3 de 7

População Apelidada de “Suíça Portuguesa”. É uma das vilas mais altas


de Portugal.

População da freguesia de Loriga [2]


1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
1 1 2 2 2 2 2 2 2 2 2 1 1 1 1
690 888 090 414 652 488 152 548 981 695 204 825 631 270 053

Evolução da População Variação da População


1864 / 2011 1864 / 2011

Toponímia
Crê-se que o nome veio da localização estratégica da povoação, do seu protagonismo e dos seus
habitantes nos montes Hermínios (actual Serra da Estrela) na resistência lusitana, sendo certo que os
romanos lhe puseram o nome de Lorica, designação geral para couraça guerreira romana; deste nome
derivou Loriga, designação iniciada pelos Visigodos, que tem o mesmo significado. Pela antiguidade
e simbolismo do nome, a Lorica/Loriga é considerada uma peça heráldica "falante", considerada
pelos especialistas em heráldica portuguesa como fundamental no brasão da vila.

História
Forais

Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o século XII, tendo recebido forais em 1136
(João Rhânia, senhorio das Terras de Loriga durante cerca de duas décadas, no reinado de D. Afonso
Henriques), 1249 (D. Afonso III), 1474 (D. Afonso V) e 1514 (D. Manuel I). Apoiou os Miguelistas
contra os Liberais na guerra civil portuguesa e tal facto contribuiu para deixar de ser sede de
concelho em 1855 após a aplicação do plano de ordenação territorial levada a cabo durante o século
XIX, curiosamente o mesmo plano que deu origem aos Distritos.

História até ao final do séc. XVIII

Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro histórico da
vila. O local foi escolhido há mais de dois mil e seiscentos anos devido à facilidade de defesa (uma
colina entre ribeiras), à abundância de água e de pastos, bem como ao facto de a as terras mais baixas
providenciarem alguma caça e condições mínimas para a prática da agricultura. Desta forma estavam
garantidas as condições mínimas de sobrevivência para uma população e povoação com alguma
importância.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga 04-02-2017
Loriga – Wikipédia, a enciclopédia livre Página 4 de 7

Quando os romanos chegaram, a povoação estava dividida em dois


núcleos. O maior, mais antigo e principal, situava-se na área onde
hoje existem a Igreja Matriz e parte da Rua de Viriato e estava
fortificado com muralhas e paliçada. Aliás, a Rua de Viriato no
troço compreendido entre a antigas sedes do GDL e da Casa do
Povo, coincide exatamente com parte dessa antiga linha defensiva
da povoação. A antiga tradição e alguns antigos documentos
apontam Loriga como berço de Viriato, tendo inclusive havido um
Igreja Matriz de Loriga - vista projeto para um monumento que nunca chegou a concretizar-se. No
interior. local do actual Bairro de São Ginês (São Gens) existiam já algumas
habitações encostadas ao promontório rochoso, em cima do qual os
Visigodos construíram mais tarde uma ermida dedicada àquele
santo.

Loriga era uma paróquia pertencente à Vigararia do Padroado Real


e a Igreja Matriz foi mandada construir em 1233 pelo rei D. Sancho
II. Esta igreja, cujo orago era já o de Santa Maria Maior padroeira
de Loriga, e que se mantém, foi construída no local de um outro
antigo e pequeno templo visigótico também dedicado a Nossa
Senhora, do qual foi aproveitada uma pedra com inscrições
visigóticas, que está colocada na porta lateral virada para o adro. De
estilo românico, com três naves, traça exterior lembrando a Sé
Velha de Coimbra, e dimensões próximas das atuais, esta igreja foi
destruída pelo sismo de 1755, dela restando apenas partes das
paredes laterais e da torre. A paróquia de Loriga remonta aliás à
Fontanário em Loriga.
época visigótica e pertencia então à diocese de Egitânia, atual
Idanha a Velha.

O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado também a residência paroquial
e aberto algumas fendas nas robustas e espessas paredes do edifício da Câmara Municipal construído
no século XIII cujas paredes do rés do chão onde funcionava a cadeia tinham uma espessura de cerca
de dois metros. Um emissário do Marquês de Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos mas, ao
contrário do que aconteceu com a Covilhã (outra localidade serrana muito afectada), não chegou do
governo de Lisboa qualquer auxílio.

História posterior ao séc. XVIII

Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde a primeira metade do século XIX. Chegou a ser uma das
localidades mais industrializadas da Beira Interior, e a actual sede de concelho só conseguiu
suplantá-la quase em meados do século XX. Tempos houve em que só a Covilhã ultrapassava Loriga
no número de empresas. Nomes de empresas, tais como: Regato, Redondinha, Fonte dos Amores,
Tapadas, Fândega, Leitão & Irmãos, Augusto Luis Mendes, Lamas, Nunes Brito, Moura Cabral,
Lorimalhas, etc, fazem parte da rica história industrial desta vila. A principal e maior avenida de
Loriga tem o nome de Augusto Luís Mendes, o mais destacado dos antigos industriais loriguenses.
Apesar dos maus acessos, que se resumiam à velhinha estrada romana de Lorica, com dois mil anos,
o facto é que os loriguenses transformaram Loriga numa progressiva vila industrial.

A partir da segunda metade do século XIX tornou-se um dos principais pólos industriais da Beira
Alta, com o aumento e desenvolvimento da indústria dos lanifícios, que entrou em declínio durante
durante as últimas duas décadas do século passado o que está a levar à desertificação da Vila, facto

https://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga 04-02-2017
Loriga – Wikipédia, a enciclopédia livre Página 5 de 7

que afecta de maneira geral as regiões interiores de Portugal.


Actualmente a economia loriguense baseia-se nas indústrias
metalúrgica e de panificação, no comércio, restauração, alguma
indústria de malhas que ainda resiste, e alguma agricultura e
pastorícia.

A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra,


Cabeça, Sazes da Beira, Teixeira, Valezim, Vide, e as mais de trinta
povoações anexas, pertenceu ao município loriguense.
Largo do Pelourinho.
A área que englobava o extinto município loriguense, constitui
também a Associação de Freguesias da Serra da Estrela, com sede em Loriga.

Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas e as únicas pistas e estância de
esqui existentes em Portugal estão localizadas na Serra da Estrela, dentro da área da freguesia de
Loriga.

Património de destaque
Em termos de património histórico, destacam-se a ponte e a estrada
romanas (século I a.C.), uma sepultura antropomórfica (século VI
a.C.) chamada popularmente de "caixão da moura", a Igreja Matriz
(século XIII, reconstruída), o Pelourinho (século XIII,
reconstruído), o bairro de São Ginês (São Gens), a Rua de Viriato e
a Rua da Oliveira.

A estrada romana e uma das duas pontes (a outra ruiu no século


XVI após uma grande cheia na Ribeira de São Bento), com as quais
os romanos ligaram Lorica, na Lusitânia, ao restante império,
merecem destaque.
Rua da Oliveira
A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da vila. A
sua escadaria tem cerca de 80 degraus em granito, o que lhe dá características peculiares. Esta rua
recorda muitas das características urbanas medievais. O bairro de São Ginês (São Gens) é um bairro
do centro histórico de Loriga cujas características o tornam num dos bairros mais típicos da vila.
Curioso é o facto de este bairro dever o nome a São Gens, um santo de origem céltica martirizado em
Arles, na Gália, no tempo do imperador Diocleciano, orago de uma ermida visigótica situada na área,
no local onde hoje está a capela de Nossa Senhora do Carmo. Com o passar dos séculos os
loriguenses mudaram o nome do santo para São Ginês, que nunca existiu, deixaram arruinar a capela
que lhe era dedicada e finalmente reconstruíram-na mas mudaram-lhe o orago para Nossa Senhora
do Carmo. Este núcleo da povoação, que já esteve separado do principal e mais antigo, situado mais
abaixo, é anterior à chegada dos romanos.

Praia fluvial
Como desde há alguns anos, em 2014, esta praia foi uma das 298 praias nacionais galardoadas com a
bandeira azul[3]; em Junho de 2012 recebeu a bandeira "Qualidade Ouro", atribuido pela Quercus.[4]
Ambas as bandeiras foram hasteadas dia 24 de Junho de 2012.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga 04-02-2017
Loriga – Wikipédia, a enciclopédia livre Página 6 de 7

Dia 5 de Maio de 2012, a praia fluvial de Loriga, ficou apurada


entre as 21 finalistas, do total de 70 pré-finalistas, divididas por 7
categorias, para concorrer ao concurso "7 Maravilhas - Praias de
Portugal", na categoria de "praias de rios".

Festividades
Ao longo do ano celebram-se de maneira especial o Natal, a Páscoa
(com a Amenta das Almas - cantos nocturnos masculinos, que
evocam as almas de entes falecidos por altura da Quaresma), festas
em honra de Sto. António (durante o mês Junho) e São Sebastião
(no último Domingo de Julho), com as respectivas mordomias e
procissões. Porém, o ponto mais alto das festividades religiosas é a
Praia fluvial de Loriga, festa dedicada à padroeira dos emigrantes de Loriga, Nª. Srª. da
conhecida também como Chão Guia, que se realiza todos os anos, no primeiro Domingo de
da Ribeira onde existe o Agosto. No segundo Domingo, tem lugar a festa em honra de Nª.
chamado "Poço do Z é Lages". Srª. da Ajuda, no Fontão de Loriga.

Gastronomia
A gastronomia loriguense faz parte daquela considerada típica da Beira Alta, onde se salientam os
pratos calóricos de alta montanha, os enchidos, a feijoada (com feijocas, uma espécie de feijão
branco, maior que o habitual), o cabrito no forno, a broa de milho, queijaria de ovelha e cabra,
nomeadamente o queijo da Serra (com DOP), a aguardente de zimbro. Grande parte dos doces e
sobremesas típicas eram elaboradas para celebrar a Páscoa. De entre os doces, têm relevo as broínhas
doces, o arroz doce, o carolo (doce feito com milho), a botelha (sobremesa feito com abóbora), a
tapioca (sobremesa parecida ao arroz doce, feita com tapioca partida em grãos - importada pela
comunidade loriguense no Brasil) e o Bolo Negro de Loriga. A importância da gastronomia única é
reflectida na Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga. Loriga faz parte da Rota do Xisto e do
Milho.

Personagens
◾ Joaquim Augusto Amorim da Fonseca, (1862 — 1927), médico.
◾ Joaquim Pina Moura, (1952 — ), economista e político.
◾ Jorge Garcia, (1960 — )ciclista.

Acordos de geminação
Busto do, Dr Joaquim A.
Amorim da Fonseca, Loriga. Loriga celebrou um acordo de geminação com a vila, actual cidade,
de Sacavém, em 1 de Junho de 1996.

Ver também
◾ Geografia romana em Portugal

https://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga 04-02-2017
Loriga – Wikipédia, a enciclopédia livre Página 7 de 7

Ligações externas
◾ Homepage sobre Loriga (http://www.loriga.de)
◾ Analor (http://www.analor.org)
◾ Portal Vila de Loriga (http://loriguense.wordpress.com)
◾ 7 Maravilhas - Praias de Portugal (http://www.7maravilhas.sapo.pt/# /finalistas/praia-fluvial-
de-loriga)
◾ ABAE (http://www.abae.pt/programa/BA/inicio.php)
◾ Geobserver (http://www.geobserver.org)

Fontes
Algumas das fontes usadas na elaboração deste artigo:

◾ Homepage de Loriga (http://lorigaportugal.wordpress.com/ficheiros-pdf-files)


◾ Bacia hidrográfica da Ribeira de Loriga
(http://www.conselldemallorca.net/mediambient/terrisc/resultatsp_ coimbra3.htm)
◾ Página dos Bombeiros de Loriga (http://www.bvloriga.pt/)
◾ Página da Junta de Freguesia de Loriga (http://www.freguesiadeloriga.com/)
◾ Página da Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga (http://www.loriga.org/confraria/)
◾ Ferreira, N.; Vieira, G. - Guía Geológico e Geomorfológico do PNSE (1999).
◾ de Vasconcelos, J.L. - Etnografia Portuguesa - Vol. II, INCM, 1980
◾ Carta Militar de Portugal – esc. 1: 25000, Folha nº 223, Instituto Geográfico do Exército.

Referências
1. Diário "As Beiras" online. « Bombeiros de Loriga mudam para novo
quartel» (http://www.asbeiras.pt/2012/09/bombeiros-de-loriga-mudam-para-novo-quartel/). Consultado
em Outubro de 2012 Verifique data em: |access-date= (ajuda)
2. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) -
https://www.ine.pt/xportal/xmain? xpid= INE&xpgid= ine_ publicacoes
3. ABAE. « Locais Galardoados na Região do Centro com a Bandeira Azul,
2014» (http://www.abae.pt/BandeiraAzul/index.php? p= awarded&s= list&u= 2). Consultado em Junho de
2014 Verifique data em: |access-date= (ajuda)
4. Site da Câmara Municipal de Seia. « Praia de Loriga com qualidade de ouro» (http://www.cm-
seia.pt/index.php/ambiente/item/120-praia-de-loriga-com-qualidade-de-ouro). Consultado em Julho de
2012 Verifique data em: |access-date= (ajuda)

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https://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga 04-02-2017
Loriga – Wikipédia, a enciclopédia livre https://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga

L or iga
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

L or iga (pron.IFA [lo' ig ]) é uma vila e freguesia L origa


portuguesa do concelho de Seia, distrito da Guarda. Tem
36,52 km² de área, 1053 habitantes (2011) e densidade Por tugal
populacional de 28,8 hab./km². Tem uma povoação anexa, — Freguesia —
o Fontão. Faz parte do Parque Natural da Serra da Estrela.

Loriga, situada na parte sudoeste da Serra da Estrela,


encontra-se a 20 km de Seia, 80 km da Guarda e 320 km
de Lisboa. A vila é acessível pela EN 231 e pela EN 338,
estrada concluída em 2006, seguindo um traçado e um
projeto pré-existentes, com um percurso de 9,2 km de
paisagens de montanha, entre as cotas 960 m (Portela do
Arão) e 1650 m, dois quilómetros acima da Lagoa
Comprida.

É conhecida
como a "Suíça Vista geral de Loriga
Portuguesa"
devido à sua
extraordinária
localização
geográfica.
Está situada a
cerca de
770 m de
Vista panorâmica de Loriga e do vale glaciar altitude, na
com o mesmo nome, semelhante a uma sua parte
paisagem alpina. urbana mais
baixa,
rodeada por
montanhas, das quais se destacam a Penha dos Abutres
(1828 m de altitude) e a Penha do Gato (1771 m), e é
abraçada por dois cursos de água: a Ribeira de Loriga e
Ribeira de São Bento, que desagua na primeira depois da
E.T.A.R. . A a Ribeira de Loriga é um dos afluentes do
Rio Alva.

Os socalcos e sua complexa rede de irrigação são um dos


grandes ex-libris de Loriga, uma obra construída ao longo
de centenas de anos e que transformou um vale belo mas
rochoso num vale fértil. É uma obra que ainda hoje marca
a paisagem, fazendo parte do património histórico da vila
e é demonstrativa do génio dos seus habitantes.

Está dotada de uma ampla gama de infraestruturas físicas


e sócio-culturais, que abrangem todos os grupos etários,
das quais se destacam, por exemplo, o Grupo Desportivo
Loriguense, fundado em 1934, a Sociedade Recreativa e

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Loriga – Wikipédia, a enciclopédia livre https://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga

Musical Loriguense, fundada em 1905, os Bombeiros Localização de Loriga em Portugal


Voluntários de Loriga, criados em 1982, cujos serviços se
Coordenadas 40° 19' 37" N 7° 41' 26" O
desenvolvem para nos limites aproximadamente
equivalentes ao do antigo municipio loriguense, a Casa de País Portugal
Repouso Nª. Srª. da Guia, uma das últimas obras sociais de Concelho Seia
relevo, e a Escola Básica Dr. Reis Leitão. Em Agosto de
2006 iniciaram-se as obras do novo Quartel dos Administração
Bombeiros Voluntários, edifício concluído em 2012 e - Tipo Junta de freguesia
inaugurado em Setembro do mesmo ano.[1] - Presidente António Maurício Moura Mendes
(PS)
Pertence à rede de Aldeias de Montanha do Concelho de Área
Seia.
- Total 36,52 km²
População (2011)
- Total 1 053
Í ndice • Densidade 28,8 hab./km²

1 População Gentílico: Loricense ou Loriguense

2 Toponímia Código postal 6270


3 História Orago Santa Maria Maior
3.1 Forais
Sítio www.freguesiadeloriga.com
3.2 História até ao final do séc. XVIII