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Mecânica dos Solos Não

Saturados

Resistência ao Cisalhamento
dos Solos Não Saturados
Resistência ao Cisalhamento dos
Solos Não Saturados

Francisco Chagas da Silva Filho, DSc


Doutor em Geotecnia
Ruptura por cisalhamento
Os solos geralmente se rompem por cisalhamento

Aterro

sapata

Superfície de Resistência
ruptura mobilizada

Na ruptura, as tensões cisalhantes ao longo da


superfície de ruptura atingem a resistência ao
cisalhamento
Resistência de solo e rocha
• Resistência a compressão não confinada (MPa)

Aço
250 750

Concreto
20 100

0.001 0.01 0.1 1.0 10 100 250


Solo Rocha
Resistência do aço
Fy = 250 to
750 MPa Ft = Fy
Fs = 0.6 Fy

Cisalhaemnto

Compressão
Tração
Resistência do concreto
Fs = 0.5 F’c

F’c = Ft = 0.5 F’c


30 - 70 MPa

cisalhamento

Compressão Tração
Resistência da areia

0 0 0
Compressão Tração Cisalhamento
Resistência confinada

2W
W W
t sn


Compressão

Tração


Cisalhamento
Confinamento do solo
E como determinar a resistência ao
cisalhamento dos solos ?
Ensaios para determinação da resistência ao
cisalhamento
Cisalhamento Direto Triaxial
• Qualquer solo • Melhor para argilas
s ‘1

s’
s’3
t
Ensaio de cisalhamento direto
Ensaio de cisalhamento direto
Ensaio de cisalhamento direto
Deflectômetro para
def. vertical

Força
cisalhante

Anel
dinamométrico

Peso para
tensão normal
Amostra esquemática no cisalhamento
direto
N Força normal

Força cisalhante

T Tensão normal, s =N/A


n

T. cisalhante, t = T / A

Comp interno = L

Largura interna = W

Seção transversal, A = L.W


Resistência x tensão
T, t
t = sn. tg f

f N, s n
Tipo de mineral e o f
• Aço 15o
Estrutural
• Madeira 20o

• Quartzo 30o
Areias • Calcita 38o

• Caolinita 15o
Argilas • Ilita 10o
• Esmectita 5o
Cisalhamento em solos
Forma do grão e o f

Arredondado 30 - 35o Sub-arredondado 32 - 37o

Sub-angular 34-39o Angular 36-41o


RESISTÊNCIA AO CISALHAMENTO
Quais é a critério de Ruptura
usualmente utilizado em Mecânica dos
Solos?
Critério de Ruptura de Morh-Coulomb
(M-C)
= + − tan ′
 Para solos não-coesivos (granulares) c’ = 0
Tensão cisalhante, t

= + − ′
E quando o solo está na condição não-
saturada, o que muda?
Tensão cisalhante, kPa

Tensão normal, s – ua (kPa)


 Os ensaios A, B e C possuem a mesma tensão confinante, s3 = 13,8 kPa
 E os ensaios D, E e F possuem a tensão confinante, s3 = 27,6 kPa
Critério M-C Estendido

= + − tan + − tan

 é a coesão quando a sucção matricial é igual a zero


 − é a tensão normal no plano de ruptura
 é o ângulo de atrito com relação a tensão normal
 − é a sucção na ruptura
 é o ângulo de atito associado com a sucção
Ensaios de Cisalhamento em Solos
Não Saturados
Os parâmetros de resistência c’, f’ e
fb podem ser determinados por
ensaios de cisalhamento direto ou
triaxial
Ensaio de cisalhamento Direto
Problema – Uma série de ensaios de cisalhamento
direto com sucção controlada foram executados
para quatro amostras identicamente preparadas
de um solo siltoso não-saturado. Os estados de
tensões na ruptura para cada ensaio segue:

Ensaio ua – uw (kPa) tr s – ua (kPa)


1 0 65 110
2 0 160 300
3 400 185 110
4 400 285 300
Ensaio de cisalhamento Direto
Ensaio ua – uw (kPa) tr s – ua (kPa)
1 0 65 110
2 0 160 300
3 400 185 110
4 400 285 300

Determine os parâmetros de resistência c’, f’ e fb


a partir dos resultados dos ensaios acima e
construa a superfície de ruptura de M-C estendida
Solução
Substituindo os estados de tensões para os
ensaios 1 e 2 na equação da resistência
teremos:
= 1 + − tan
65 = 1 + 110 tan
160 = 1 + 300 tan

= 26,6º
1 = 10,0 kPa
Solução
Da mesma forma para os ensaios 3 e 4
teremos:

= 1 + − tan
185 = 1 + 110 tan
285 = 1 + 300 tan

= 27,8º
1 = 127,1 kPa
Solução
O valor médio do ângulo de atrito,
f’ = 0,5(26,6 + 27,8) = 27,2º
Agora, substituindo f’ = 27,2º, c’1 = 10,0 kPa
para os valores de sucção 0 e 400 kPa,
teremos:

1′ = + − tan
10,0 = + 0 tan = 16,3º
127,1 = + 400 tan = 10,0 kPa