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3. Como surgiu o sistema toyotista?

Vamos fazer uma retomada histórica para tudo ficar mais claro.

Com as grandes indústrias e a alta concorrência do capitalismo industrial, a busca pelo


aumento do lucro estava desenfreada. Desta forma, optou-se pela modernização das
máquinas, as jornadas de trabalho ficaram cada vez maiores, com mão-de-obra barata e
salários menores.

Até então, os trabalhadores executavam o trabalho completo, todos juntos e desorganizados,


participando do início, meio e fim da produção.

Foi quando Frederick Taylor teve uma ideia para deixar o modelo de produção mais
produtivo: com a divisão do trabalho por etapas e trabalhadores especializados em uma
função específica, poderia evitar o “desperdício de movimento”.
Foi assim que surgiu o Taylorismo, nos Estados Unidos. Esse novo formato de produção
tinha como característica a hierarquia e burocratização, já que contava com a supervisão
humana (um trabalhador seria responsável por controlar um grupo de trabalhadores).
Logo em seguida, Henry Ford bebeu da fonte do Taylorismo e adaptou criando um novo
método de produção: em vez de cada trabalhador pegar a mercadoria, fazer o trabalho e
passar para a frente, uma esteira poderia deixar tudo mais rápido na linha de montagem.
Foi então que surgiu o famoso sistema de produção: Fordismo. Com ele, o ritmo era ditado
pelas fábricas e os trabalhadores precisavam se adequar. A consequência foi um aumento
ainda maior de produção, já que os funcionário produziam mais com a mesma jornada de
trabalho.

Economicamente, a produção em massa e larga escala foi muito boa a curto prazo. Porém,
com o tempo, os mercados ficaram abastecidos por produtos iguais, sem giro. O
consumidor já não queria mais aquilo (ele tinha preferências que não foram atendidas) e os
produtos ficaram estocados.

Como você já deve imaginar, para um produto ficar parado no estoque tem um certo custo.
Os gastos cresceram e o lucro não era mais o mesmo. A solução para esse problema foi
encontrada no Japão, por Taiichi Ohno. Assim, Ohno ampliou o conceito do mecanismo
criado por Toyoda e desenvolveu toda uma cultura e práticas que visavam não só eliminar
tudo o que não agregasse valor ao produto, mas também produzi-lo com qualidade,
entendendo a qualidade como uma produção com zero defeito.

O sistema de produção toyotista surgiu para evitar os desperdícios e estoques parados. As


mercadorias passaram a serem feitas de acordo com as preferências e necessidades do
consumidor e com foco na qualidade.