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ris Colegio Primei Filosofia da Ciéncia (0 queé Ciéncia Introdugao 0 jogo ¢ suas regras _Catlos Lungarzo Rubem Alves O que é Cultura Tdéias de uma Histécia José Luiz dos Santos Universal de um Ponto de Visea ‘Cosmopoiica © que é Darwinismo Immanuel Kane Nélio Bizzo Mitologicas © que é Ecologia 1, MeV ‘Antonio Lago e José A. Pidca (Claude Lévi-Strauss © que é Exnocentrismo Bverardo P..G. Rocha (0 que € Historia Vavy Pacheco Borges (0 que é Natureza Marcos de Carvalho yo Antonio Roberto Guglielmo A ~\ PRE-HISTORIA <= Uma abordagem ecolégica UNIVERSIDADE FEDER AL DO RIO GRANDE 00 SU 3URLIOTECA SETORIAL DE CIENCIAS SOCIAIS E HUMAN! ©. {, editora brasiliense Copyright © by Antonio Roberto Guglielmo, 1991 reproduce por mos mecinios cu outros uae? som argo pv do edt Prmeira edigdo, 1991 Preimpressio, 1999) Preparaio de origina: Rosemary C. Machado Revitdo. Elana Antomiolt ¢ Ana Maria M Barbosa ‘Capa: Rodrigo Andrade EDITORA BRASILIENSE S/A RUA AIRI, 22 - TATUAPE ICEP 03310-010 - SAO PAULO-SP (P-TELEFONE E FAX: (Oxx11) 218-1488 ‘email: brasilienseedit@uol.com.br home page: www.edi itorabrasiliense.com.br | Introdugio . A evolugao biolégica da espécie A evolugio cultural © mito do progresso Por uma abordagem ecolégica Conclusio IndicagSes para leitura Forte ce Cece gs Se! GS/BC/BSCSH F ee = Empeabor 2515, to oe Aes PCM WAZ roo OY ae - BIZ AE | PERS SUD Dabate.loS | inate 1Oerset &. INTRODUGAO Um estudo abrangente da pré-histéria deve considerar dois momentos distintos no processo de evolugao humana: © longo caminho que possibilitou a espécie adquirir seu tual aparato biolégico (permitindo-the adaptar-se a meios ambientes diversos e difundir-se por todo o planeta) ¢ © fparecimento do Homo sapiens sapiens, hi cerca de 100 000 anos, a partir do que a evolugso do homem se dew tem fungio de mecanismos adaptativos bascados em mode- Jos culturais diferentes e no mais em fungio de modifica ‘ges do seu aparato biolégico, que permanecey inalterado. ‘Considerando esses dois estigios de desenvolvimento, vamos explicar como os homens se equiparam biologi- Camente para a organizagio social e como suas culturas tevoluiram para modelos mais complexos, dando origem 40 Estado e aos primérdios da civilizagao. Antonio Roberto Guglielmo ‘Vamos abordar a evolugio do comportamento social humano, valendo-nos de estudos das formas de organiza- ‘gio de algumas sociedades em estigio pré-industrial ainda, existentes, de moco a poder interpretar os virios modos de produgao e os diferentes mecanismos de adaptagao cul- tural. Finalmente, vamos explicar esses mecanismos adaptati- vos, observando a relagio homem/meio ambiente € 0s padres culturais de extragio da energia em diferentes habitats e culturas. Aqui, compreender a ecologia ¢ funda- ‘mental, seja para entender as mudangas nos modos de produgio, que ocorreram ao mesmo tempo em regides sociedades distintas, ou para perceber 0 motivo de coe: tirem, em momentos histdricos diversos, padrdes culturais e modos de produyio completamente diferentes. AEVOLUCAO BIOLOGICA DA ESPECIE Um resumo das teorias ‘Tentar entender a natureza humana e suas particularida- des no reino animal € tao antigo quanto a propria existéncia ‘do homem. Nao ha povo que nao tenha teorias explicativas sobre a ofigem humana, e as escrit it i jes testemunham isso. Explicar a aparente intencio- dade da natureza em dotar aves COM asas para Voar, peixes com brinquias para respirar sob a agua e homens ‘com cérebro para pensar tornou-se fundamental na elabo- ragio dos sistemas filoséficos de todas as sociedades hu- ‘manas conhecidas e é tema de permanente controvérsia na cigncia moderna. Na Idade Média a civilizagio ocidental encontrou na religido respostas social mente aceitas para questGes como: Antonio Roberto Guild ‘© que éo homem? De onde veio? Por que somos diferentes dos outros animais? Assim, a Igreja catdlica sustentou, com base nas escrituras, que o homem fora criado por Deus sua imagem e semelhanga, bern como o céu, a Terra € 05 demais seres vivos. Esta explicagio criacionista do Universo e do préprio homem sofreu abalos — especialmente apés 0 século XVI “quando as grandes navegagdes puseram os europeus em contato com povos de outras ragas € ‘animais impossiveis de caber numa di ‘Aforga do criacionismo manteve-se, no entanto, até nossos dias, embora questionada, como a Inquisigio nos paises ccatdlicos deixou evidente. Foi sé no século XIX, com o racionalismo cientifico das sociedades industriais modernas, que o homem ampliou ‘seu dominio sobre a natureza © a encarou sob nova pers peetiva. Com a descoberta da utifizago do vapor na gera- G40 de energia, a ciéncia transformou todos os padres Culturais experimentados pelo homem até entio. {As ciéncias naturais ganharam grande impulso ¢ surgi- ram novas explicagées sobre a origem e particularidades ‘do homem. Em 1833, Sir Charles Bell, da Inglaterra, em ‘um trabalho sobre a anatomia dos vertebrados, afirmou: “Existe ums adaptagio, uma relagao estabelecida e univer sal entre os instintos, a organizagio e os aparelhos dos ‘animais, de um lado, € os elementos nos quais eles tém de viver, @ posigio que ocupam e seus meios de obter © ‘alimento, de outro”, No entanto, ainda havia a influéneia ceriacionista nos trabalhos de Bell, que concluiu: “... nada menos do que o Poder, que originariamente criou, € © mesmo que produz esas mudangas nes animais, que tém ide se adaptar as suas condigdes; que a organizagao desses ‘nimais € predeterminada e nio uma conseqiéncia da condigao da terra ou dos elementos do ambiente”. ‘Apesat de reconhecer a existéncia de mecanismos ada tatives nos animais, Bell os atribuiu ao plano divino, rejei- tando as teorias evolucionistas que prevaleceriam, a partir de Lamarck e Darwin. A teoria de Lamarck, exposta em sua Philosophie Zoologique, 'vé nos membros do reifio animal \yna seqincia de complexidade condicionada por alters: “no meio ambiente ao longo do tempo. ‘Sao cinco os seus postulados prineipais: 1. A natureza, ao produzir sucessivamente todas as espécies de animais, comegou pelos mais imperfei- for ow simples e terminou pelos mais complexos, complicando gradualmente a sua organizagao. 2. Se a causa que tende invariavelmente a complicar tessa organizagio fosse tinica, a complicagio seria perfeitamente regular em toda parte. Mas no é esse ‘0 caso. A natureza submete suas ‘obras a influéncia de diversos ambientes, que agem sobre ela. 43, Ofanibientg qualquer que seja, no modifica direta- met forma ou organizagao dos is atteragSes no ambiente, porém, causam mudangas ‘nas necessidades dos animais ¢, pois, nas suas ages. ‘Se as mudangas persistem no tempo, @s_animais adquirem novos hibitos, tio permanentes quanto as =e ey idades que Thes deram origem- 4. Primeira Tet: Em qualquer animal que ainda nio ‘ultrapassou o limite da sta evolugao, ouso freqiente Antonio Roberto Guglielmo Préwiré-histéria B ¢ prolongado de um drgio o desenvolve e aumenta, Gando-Ihe vigor proporcional & duragio do uso, en- {quanto 0 desuso gradualmente o atrofia e deteriora, acabando por fazé-lo desaparecer. 5, Segunda lei: Toda aquisigao ou perda dos animais — pela ago prolongada do ambiente sobre sua rasa ¢, pois, pela influéncia do uso predominante ou desuso fe um Orgio ou parte — a natureza transmite pela heredita jesde que as Suidangar adguie lis ‘sejam comuns ao pai ea Te ‘Com estes postulados, o exemplo da girafa de Lamarck tomou-se clissico: 0 clima, a0 se alterar, difieultou as tirafas obterem alimento proximo ao solo. Seus pescogos foram, entio, esticados, gerasio apés geragio, pelo esforgo para alcancar as folhas mais atas das érvores. Pena que esta fascinante teoria se tenha mostrado posteriormente — com fos avangos da ciéncia, especialmente a genética — com- pletamente falsa. ‘Ateoria de Lamarck supés que 0s efeitos do uso e desuso ¢ outras caracteristicas adquiridas pelos individuos se fi assem hereditariamente nas espécies, fato que no encon- tranenhuma evidéncia experimental/Seu mérito, no entan- to, esta em, primeito, afastar as teorias criacionistas do ‘campo da discussio evolutiva e, segundo, argumentar com pase na capacidade adaptativa das espécies. Faltou-Ihe 0 ‘conhecimento dos mecanismos da hereditariedade, que so viriam um século depois. Em 1859 — meio século depois da Philosophie Zoolo- ‘gique de Lamarck — Darwin expés de forma ampla, ainda {que incompleta, os mecanismos da evolugao. No seu livro ‘A Origem das Espécies por meio da Selegdo Natural ou A Preservasiio das Ragas Favorecidas na Luta pela Existén- cia ou, como é mais conhecido, A Origem das Espécies, fespondeu aos argumentos teoldgicos criacionistas com 0 evolucionismo. Para Darwin, os organismos variam de geragio para geragio, sendo que algumas destas Variagdes sio herediti- aoe. Em determinado grupo, alguns individuos tém mais Gescendentes que outros, e suas variagdes hereditirias, Sendo mais freqiientes nas geragbes seguintes, determinam * dizegio do processo evolutivo. A Origem das Espécies também apresenta uma teoria de adaptagao progress selegdo natural. ‘mecanii ivi os individuos mat ‘¢ mais resistentes as mudangas ‘ambientais, de modo que os organismos. cj modo de vida e ao ambiente particula Tantajosa, tendem a ter mais descendentes. Para a teoria da SStagio natural, os efeitos do uso e desuso, propostos por Lamarck, tgm papel secundirio no processo evolutivo. 0s antievolucionistas, no entanto, criticaram a teoria da selegao natural. Como explica 0 surgimento das variagdes Yantajosas nos individuos, a nio ser pela providéncia divi na? A teoria da selegio natural nio expl do proceso evolutivo. S6 no inicio deste século surgiria uma teoria mais abrangente. Com 0 avango no conhecimento da hereditariedade, os primeiros geneticistas rejeitaram ig ‘gualmente as teorias da MMaptagio e da selegio natural. Para eles, novas caracteris” tices ¢ novos tipos de plantas ¢ animais poderiam surgit repentinamente, por mudangas casuais no interior das ¢é- 4 Antonio Roberto Guglielmo lulas: as mutagdes. E isto era tudo. Nem providéncia divina, nem adaptagao, nem selegao natural. No inicio do século XX, cientistas de diversas dreas sustentavam hipéteses diferentes, muitas vezes absurdas, sem um denominador comum para equacionar corretamen- te o processo de adaptacao evolutiva. Em seus laboratorios, apés um grande niimero de repro- dugdes, os geneticistas’ viam surgir caracteristicas total- mente novas em alguns organismos. Os paleontélogos, estudando fésseis pré-histéricos, observavam em sequén- ‘cias evolutivas de milhares de anos — ocorrendo de forma Tenta, gradual e segura, conforme a teoria da selegao natural — 0 aparecimento repentino de novas formas animais € Vegetais em periodo de tempo extremamente curto. isolamento cientifico de evolucionistas, paleontélogos geneticistas foi sem divida a causa de tantas controvér- sias, como na historia em que um grupo de cegos apalpava ‘as diferentes partes de um elefante: as definigdes sobre 0 animal eram completamente diversas, mas todas estavam parcialmente corretas. A superacio desse isolamento interdisci em 1946, com a fundagio da Sociedade para o Estudo da Evolugio, envolvendo especialistas em Genética, Paleon- tologia e Evolugao, na Universidade de Princeton. Esse trabalho interdisciplinar resultou erm uma sintese de teorias anteriores, na qual estio incorporados os mecanismos da selegio natural, os progressos da genética moderna € as alteragdes do meio ambiente, em que a ecologia contribui de forma consideravel. Sabe-se hoje que a evolugio advém da interagio de processos. A evolugio biolégica ocorre com uma alteragao Md Pré-histéria 15 na freqiiéncia de genes (mutantes ou niio) em dada popula ‘Gio. Qualquer processo que provoque essa alteragio é uma forga evolutiva. Os bidlogos identificam quatro forgas evo- Iutivas principais: 1. Drift (circunstancial). Em cada geragio, a proporgao dos genes pode diferir como resultado das probabilidades de transmissio de genes ou cromossomos. Em populagdes muito reduzidas, genes alelos que ocorrem em baixas fre~ ‘giéncias podem simplesmente desaparecer. Outra forma de drift se da quando parte de uma poplagio migra para outra Grea com uma colegio de genes nio representativa da populagio original. 2. Gene flow. E raro que as populagdes numa espécie fiquem completamente isoladas umas das outras; sempre ‘ocorre algum cruzamento entre elas. Se acontecer um en- trecruzamento em larga escala, pode haver nova distribui- io de freqiiéncias na colegio genética das populagdes. A fopulagdo brasileira, por exemplo, possui hoje uma fre~ Qliencia genética diferente das populagGes africanas, euro- Péias e indigenas que contribuiram para a sua formagao. 3, Mutagdo. Ea alteragio ou “erro” no eédigo genético, mudanga na estrutura ou mimero de cromossomos, que resulta na criacao de novos genes ou cromossomos. Fatores fisicos e quimicos podem influir no processo de reprodu- ‘gio; a radiagio é um exemplo. As mutagdes no sio fre- Gidentes na espécie humana. Qcorrem na proporgao de uma para dez milhies de duplicagées do DNA. Altas taxas de Inutagdes podem alterar a freqiiéncia de distribuigio dos jenes em uma populagio, tomnando-se matéria-prima de Mudangas evolutivas, cas as mutages sejam vantajosas para os individuos. Antonio Roberto Guglielmo 4, Selecdo natural. A capacidade dos genes de reprodu- Zir-se com sucesso & 0 fator mais poderoso para as mudan- | gas evolutivas. A selegao natural se caracteriza por alteragio na freqiiéncia genética decorrente de taxas dife- renciadas de éxito reprodutivo, como jé explicamos ante- | riormente. ‘Uma interpretagio modema da evolugao deve considerar a interagio das forgas evolutivas associada is mudangas no iente. A evolugao biolbgica se ‘ges nas freqiiéncias de genes em determinada populagio; tudo indica que grupos numerosos tendem a pequenas variagdes, enquanto grupos pequenos tendem a difundir || com maior rapidez novos genes introduzidos, ou simples~ ‘mente eliminar outros. Se considerarmos que mudangas ambientais podem reduzit grupos populacionais selecio- nando os mais aptos, isto 6, as variagdes vantajosas, eles transmitirio rapidamente aos descendentes suas caracteris- ticas adaptativas, promovendo grandes saltos evolutivos em tempo relativamenté curto. essa forma, refutando as posiges dos primeiros gene~ ticistas que enxergavam as mutagdes como obras do acaso explicando o surgimento © reprodugio das variagdes vantajosas, a genética moderna completa satisfatoriamente a teoria da selegio natural de Darwin e ganha nova dimen- io no entendimento do processo evolutivo. Classificagio taxonémica do homem moderno Para definir a natureza humana é preciso desctever as caracteristicas fisicas e comportamentais que herdamos de Pre-histdria Giasslficecto, aaeaE Reino ‘Animalia Filo Chordata. Subfilo Vertebrata _ Superclasse Tetrapoda Classe Mammalia Subclasse — Theria Infraclasse Eutheria Ordem Primates Subordem — Anthropoidea Infra-ordem Catarrhini Superfamilia Hominoidea Familia Hominidae nossos distantes parentes do reino animal e identificar as ue sio exclusivamente humanas. A biologia classifica os seres némicas, com o fim de agrupar c ancestral comum. Assim, o homem faz parte da seguinte vivos em categorias tax0- todos os organismos com (animais) (possuem estruturas de feixes nervosos) (vertebrados) (quatro pés) (mamiferos) (mamiferos que, possuem fetos) (mamiferos que ‘possuem titeros) (primatas) (todos os macacos humanos) (macacos sem focinho) macacos sem focinho) (grandes macacos € © homem) (humanos e seus ancestrais remotos) 18 Antonio Roberto Guglielmo | Género Homo (espécies humanas extintas) Espécie Homo sapiens (inclui os Neandertal) ‘Subespécie Homo sapiens sapiens (homem atual) Desta forma, o Homo sapiens sapiens compartilha algu- mas caracteristicas com todos os animais, particularmente ‘0s que se incluem entre os Chordata, Vertebrata, Tetrapoda, Mammatia, Theria, Eutheria, Primates, Anthropoidea, Ca- tarrhini e Hominoidea, em ordem crescente de aproxima- §f0. Os ancestrais de cada um desses grupos taxondmicos io também nossos ancestrais. Nossos “parentes” evoluti- ‘vos mais proximos so os demais membros da ordem dos Primates, especialmente os da familia dos pongideos, re- presentados pelos orangotangos, gorilas e chimpanzés. Algumas caracteristicas que o homem atual compartitha com outros primatas: 1. mios capazes de agarrar; 2. bragos e pernas extremamente méveis com diferentes fungoes; 3. visio colorida e esteroscépica (tridimensional); 4. um ou dois bebés por gestagio; 5. periodos longos de gestagio e dependéncia prolongada dos bebés de suas mies; rene 6. vida social intensa e comportamento social complexo; 7. grandes cérebros em proporgao ao tamanho do corpo. __ Dos pongideos herdamos nossa estrutura dental, idéntica 4 dos macacos do Velho Mundo (0 que exclui a possibili- dade do surgimento dos hominideos no continente ameri- ‘cano), além da estrutura dssea € o alto grau de inteligéncia. (Os antropéides incluem todos os macacos € o proprio homem. O que, no entanto, distingue o homem_ dos maca- Coo A pres voli ctrl bipedlismo €anstoni- ‘camente uma caracteristica hominidead ‘A evolugio do homem foi rpida nos tiltimos 4 milhoes de anos. Uma das razées para isso € que, durante o final do periodo Plioceno e durante 0 Pleistoceno, o clima foi muito instavel. As geleiras articas expandiram-se ra florestas tropicals, intercaladas de fases mais secas, corres- foi alta ¢ o meio selecionou sem riedade, por extingao, as a an ae nsarse fe condigSes a Liantaisbaravels: Houve, portanto, alla compensagio por quaisquer caracteres novos e vantajosos, de ordem estrutu- ral ou de conduta, tais como andar, ereto e usar instrumentos om as mos. ee ‘Ao que tudo indica, devido 4s @llerages ambientais os hominideos deixaram o ambiente arbéreo, que fornecia ‘cada vez menos espago € alimentos, ¢ se adaptaram as savanas, desenvolvendo um modo peculiar de mover-se no solo, deixando as mios livres. Podemos observar que 0s gorilas, chimpanzés e orangotangos, que vive. atualmente gh ambiente florestal, dependem dos bragos para cami- nhar. As pernas dos hor minideos tornaram-se mais longas, com modificagdes na pélvis, coluna vertebral e base do cranio. As alteragées na mandibula inferior, bem como &