Você está na página 1de 3

A LUDICIDADE NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO

Solange Ribeiro da Silva1

Resumo: A alfabetização e letramento caminham juntos, portanto devem ser


trabalhados em conjunto; o educador que visa o sucesso deste processo, não pode
deixar de utilizar variados recursos para atingir os seus objetivos de forma plena, e
isto inclui o uso de ferramentas e estratégias de aprendizado lúdico. A ludicidade
pode ser utilizada como forma de sondar, introduzir ou reforçar o aprendizado,
levando o aluno a sentir satisfação em aprender as letras.

Palavras-chave: lúdico, alfabetização letramento, aprendizagem.

1. Introdução
Apesar dos grandes avanços tais como: aumento do acesso de crianças à
escola, e a inserção de políticas que visam a avaliação de qualidade do ensino,
ainda se fazem necessárias mudanças e melhorias de resultados no processo de
ensino aprendizagem. A Lei de Diretrizes Básicas (LDB) garante o acesso de
crianças, cada vez mais cedo no ambiente escolar formal, representando um avanço
na garantia de direitos; no entanto é necessário que se reveja as práticas
educativas, que na maioria das vezes limita a criatividade, autoestima, autonomia e
participação dos alunos, para o seu desenvolvimento no processo de alfabetização,
por isso é necessário que seja realizado com prazer, e a melhor forma é a utilização
do lúdico se configurando como uma importante ferramenta para o desenvolvimento
pleno do educando tanto no ambiente escolar como na sociedade.

Por meio de uma aula lúdica, o aluno é estimulado a desenvolver sua


criatividade e não a produtividade, sendo sujeito do processo pedagógico.
Por meio da brincadeira o aluno desperta o desejo do saber, a vontade de
participar e a alegria da conquista. Quando a criança percebe que existe
uma sistematização na proposta de uma atividade dinâmica e lúdica, a
brincadeira passa a ser interessante e a concentração do aluno fica maior,
assimilando os conteúdos com mais facilidades e naturalidade.
(KISHIMOTO, 1994).
No processo de alfabetização; a criança ira se deparar com um mundo cheio
de atrações como: letras, palavras, frases, textos; e ao se deparar neste mundo faz
1
Graduação em Pedagogia na Universidade Ítalo Brasileiro- São Paulo-SP, especialização em Pós-
graduação Lato-Sensu em Alfabetização e Letramento e a Psicopedagogia Institucional, na faculdade
São Luís EAD Jaboticabal. E-mail: [solrib12@gmail.com].
necessário relacionar o lúdico, na forma de jogos e brincadeiras, que irão despertar
o interesse e entusiasmo dos alunos, tornando este processo cheio de significado e
prazer.

2. A Contribuição do Lúdico no Processo de Alfabetização e Letramento


Falando em ludicidade no contexto da alfabetização e letramento como forma
de aprender; ira auxiliar a criança na preparação para a vida; pois desenvolvera as
funções intelectuais e potenciais. Vygotsky (1987) afirma que na brincadeira “a
criança se comporta além do comportamento habitual de sua idade, além de seu
comportamento diário; no brinquedo é como se ela fosse maior do que ela é na
realidade” (p. 117). A ludicidade se apresenta como requisito fundamental tanto ao
desenvolvimento cognitivo e motor da criança, quanto à socialização e a
aprendizagem.
No processo de construção do conhecimento, as crianças utilizam das mais
diferentes linguagens, que as caracterizam como seres que sentem e pensam de
uma maneira muito própria. Nas interações que estabelecem desde cedo com as
pessoas que lhes são próximas e com o meio que as circunda, as crianças revelam
seu esforço para compreender o mundo em que vivem, por meio das brincadeiras,
explicitam as condições de vida a que estão submetidas seus anseios e desejos.
Nessa perspectiva as crianças constroem o conhecimento a partir das interações
que estabelecem com as outras pessoas e com o meio em que vivem. “O
conhecimento não se constitui em cópia da realidade, mas sim, fruto de um intenso
trabalho de criação, significação e ressignificação”. (Brasil, 1998a, p.21-22)

.3. Conclusão

A educação verdadeiramente comprometida com o exercício da cidadania, ira


criar condições para o desenvolvimento da capacidade de maneira eficaz que
satisfaça as necessidades pessoais; por isso é de suma importância que o professor
desenvolva um planejamento diversificado, proporcionando atividades que desafiem
seus alunos para o aperfeiçoamento e avanço da sua aprendizagem. O lúdico vem
ligar de forma divertida a criança a aprendizagem significativa de qualidade.
[...] constitui-se em um conjunto de referências e orientações pedagógicas
que visam a contribuir com a implantação ou implementação de práticas
educativas de qualidade que possam promover e ampliar as condições
necessárias para o exercício da cidadania das crianças brasileiras. (Brasil,
1998a, p.13)

Segundo o RCNEI (Brasil, 1998a, p.13), um dos princípios que devem


sustentar a qualidade das experiências oferecidas às crianças, considerando-se
suas especificidades afetivas, emocionais, sociais e cognitivas, “[...] é o direito das
crianças a brincar, como forma particular de expressão, pensamento, interação e
comunicação social”.

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, Anne. Ludicidade como instrumento pedagógico. Disponível em:


http://www.cdof.com.br/recrea22.htm. Acesso no dia 22 de Abril de 2018.

ALMEIDA, Paulo Nunes. Dinâmica lúdica jogos pedagógicos. São Paulo: Loyola.
1978.

BRASIL, Ministério da Educação. Ensino Fundamental de nove anos: orientações


para a inclusão da criança de seis anos de idade. Brasília, DF: MEC, 2007.

BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Referencial Curricular Nacional


para a Educação Infantil. Brasília: MEC/SEF, 1998a. v.1.

BRASIL. Lei n.9.394/96, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e


bases da educação nacional. Brasília, 1996.

BROUGERE, Guilhermo. Jogo e educação. Porto Alegre: Artmed, 2004.

FRIEDMANN, Adriana. Brincar: crescer e aprender – O regate do jogo infantil.


São Paulo: Moderna, 1996

KISHIMOTO, Tizuko Morchida. O jogo e a educação infantil. São Paulo: Livraria


Pioneira Editora, 1994.

PIAGET, Jean. Psicologia e pedagogia. 4. ed. Rio de Janeiro: Forense


Universitária, 1976.

PINTO, Gerusa Rodrigues; LIMA, Regina Célia Villaça. O desenvolvimento da


criança. 6. ed. Belo Horizonte: FAPI, 2003.

VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1984.

VYGOTSKY, L.S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1987.

Você também pode gostar