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MEDICINA LEGAL

07 Sexologia Forense

07.1 – Sexologia Criminal

Crimes Sexuais
Sexologia Forense:
Sexologia forense é o ramo da Medicina Legal que estuda a atividade sexual humana
relacionada a questões jurídicas cíveis e criminais. A atividade sexual pode ser basicamente
definida como o comportamento fisiológico, que visa atender a finalidades procriativas ou
de satisfação da libido.

Crimes Sexuais:
São crimes relacionados com a conduta sexual, como os crimes contra a liberdade sexual
previstos pelo Código Penal (estupro, violação sexual mediante fraude e assédio sexual).
Tais crimes podem apresentar certos sinais de interesse médico-legal, sendo indicadores de
sua ocorrência:
ƒ lesões corporais;
ƒ ruptura do hímem ou escoriações na parede vaginal;
ƒ presença de esperma (detectável através do Exame de Corin Stokis);
ƒ mudança do nível de fosfatase ácida;
ƒ gravidez.

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Sinais de Conjunção Carnal
Noções Iniciais:
O conceito de conjunção carnal refere-se somente ao ato de penetração do pênis na vagina
(immissio penis in vaginam). Para ser considerada a conjunção carnal, é necessário que o
pênis seja introduzido além do hímen, ou que da relação resulte gravidez. Existem diversas
situações jurídicas onde, por vezes, faz-se necessária a averiguação da ocorrência ou não da
conjunção carnal, como no caso de estupro ou violação sexual. Acidentes envolvendo a
ruptura de hímen também podem apresentar interesse jurídico.

É a cópula normal entre o homem e a mulher, com a penetração


Conjunção carnal
peniana na vagina, total ou parcial, com ejaculação ou não.
São todas aquelas cópulas diversas da conjunção carnal, ainda
entre homem e mulher, em regiões anômalas, como na vulva ou
Cópula ectópica vestibular, inter-fêmora, oral, inter-mamária, axilar, inter-glútea,
anal ou retal, sucção do pênis (felação), masturbação e atrito dos
genitais femininos (tribadismo).

Indícios de Conjunção Carnal:


São indícios, que indicam a possibilidade da ocorrência da conjunção carnal mas não a
caracterizam:
ƒ dor: quando ocorre o rompimento do hímen, é natural o sentimento de dor, que pode
se prolongar por algum tempo.
ƒ hemorragia: o hímen é um tecido, e quando se rompe, é natural o início de uma
hemorragia.
ƒ lesões: além do rompimento do hímen propriamente dito, podem ocorrer ainda
escoriações, equimoses e lesões vulvares ou perigenitais, decorrentes em regra do
emprego de violência para a efetivação da conjunção carnal, que eventualmente podem
ser identificadas pelos peritos.
ƒ contaminação: a contaminação da vítima por doença venérea é um indício de
contato íntimo, mas por si só não caracteriza a conjunção, pois pode resultar de prática
libidinosa diversa da conjunção; a perícia deve avaliar a existência da doença também
no agressor, e ainda verificar se a evolução da doença coincide com a data alegada da
conjunção.

Sinais Característicos de Conjunção Carnal:


ƒ ruptura do hímen: o rompimento do hímen só é um sinal certo da conjunção
quando se trata de mulher virgem.
ƒ esperma na vagina: a existência de esperma no interior da vagina é prova certa da
conjunção carnal e a prova pericial se faz com a coleta do material na vagina, e
identificação (coloração) em lâminas de microscópio buscando identificar células
masculinas.
ƒ gravidez: quando a gravidez resulta do ato criminoso.

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Reações de Florence e Barbério:
Este exame serve para provar, na pesquisa de líquido seminal, se há presença de fosfatase
ácida no conteúdo vaginal, ou seja, provar se há esperma. A dosagem de fosfatase ácida
revela a presença de líquido espermático.

Outros métodos empregados para demonstrar a presença de sêmen na vagina, com


o mesmo significado que o achado de espermatozóides, são os que se baseiam na
detecção, no líquido vaginal, da fosfatase prostática, em altos teores, e do antígeno
prostático-específico (PSA).

Ruptura do Hímen:
O hímen é um diafragma presente no intróito do conduto vaginal formado por uma
membrana perfurada para escoamento do fluxo catamenial. Excepcionalmente pode faltar
(ausência orgânica) ou se apresentar inteiriça, ou seja, imperfurada e exigir intervenção
cirúrgica. A ruptura do hímen tem relevância nos casos de crime de estupro e violação
sexual. Pode ocorrer a ruptura do hímen:
ƒ pela conjunção carnal;
ƒ por masturbação manual;
ƒ por problemas patológicos;
ƒ por traumatismos perineais.

Hímens atípicos:
São hímens considerados atípicos:
ƒ hímens múltiplos: são dois ou mais hímens situados num mesmo plano ou em
diferentes planos anatômicos, um adiante do outro.
ƒ hímen complascente: apresenta elasticidade que pode chegar ao ponto de permitir a
penetração de corpos mais calibrosos sem se romper.

A integridade do hímen não é prova definitiva de não ter havido conjunção carnal, pois o
hímen verdadeiramente complacente pode tolera a conjunção sem se romper. Neste caso,
interferem também a lubrificação dos genitais femininos e a conformação do pênis.

Aborto
Abortamento:
Aborto é a interrupção da gravidez, antes que o feto seja viável, com a expulsão ou não do
feto morto. O aborto pode ser:
ƒ espontâneo: decorrente de causas mórbidas de várias categorias que provocam a
morte fetal e expulsão do produto da concepção;
ƒ acidental: é consequência de circunstâncias eventuais, em que fatores traumáticos,
tóxicos ou infecciosos provocam a morte do feto;
ƒ provocado: interrupção do ciclo gravídico por meio artificial e assume várias
modalidades (o aborto provocado pode ser legal ou criminoso).

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Fases de Vida Intra-Uterina:
São fases da vida intra-uterina:
ƒ ovo: até três semanas;
ƒ embrião: de três semanas a três meses;
ƒ feto: após três meses.

Meios Abortivos:
Os meios abortivos podem ser:
ƒ químicos: produtos inorgânicos (fósforo, arsênico), orgânicos (centeio, sene, quinino)
ou outros (sabão, K2O2, sais de Pb);
ƒ farmacológicos: prostaglandinas, hormônio feminino;
ƒ mecânicos: punção, calor, eletricidade, aspiração, sondas, palitos, agulhas, varetas,
etc.;
ƒ psíquico: choque, susto;
ƒ cirúrgico: microcesariana e curetagem;
ƒ radioativos: raios-X.

Aborto Legal:
O Código Penal admite o chamado aborto necessário (também chamado de aborto
terapêutico), aquele praticado como único meio de salvar a vida da gestante. Também é
permitido o aborto sentimental ou piedoso, quando a gravidez é resultado de um crime
sexual.

• A mãe apresenta perigo vital.


• Este perigo está sob a dependência direta da gravidez.
• A interrupção da gravidez cessará o perigo de vida para a mãe.
Requisitos para o
• O abortamento constitui o único meio capaz de salvar a vida da
Abortamento
gestante.
Terapêutico
• Confirmação ou concordância de pelo menos dois outros
profissionais médicos habilitados, sempre que possível, de que
este procedimento se faz necessário.

Não se permite o aborto quando houver simples risco para a saúde, mas apenas no caso
de risco de vida. A lei também não permite o aborto eugênico, ou seja, aquele realizado
para evitar o nascimento de feto com graves defeitos físicos ou mentais detectados em
exame, como no caso de fetos anencéfalos.

Prazo Legal de Gravidez:


A gravidez deve ter a duração mínima de 180 dias e máxima de 300 dias.

Sinais Extragenitais de Gravidez:


São sinais extragenitais da gravidez:
ƒ flacidez da parede abdominal;
ƒ pigmentação da linha alba;
ƒ pigmentação dos mamilos e outros.

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Docimásias Hidrostáticas de Galeno:
Exame que serve para provar se o feto nasceu vivo ou morto. Funciona tirando-se o pulmão
do feto e o colocando na água; se por acaso houver flutuação, é sinal que o feto respirou ao
nascer. Quando negativo, é prova cabal e inconteste de que aquele feto não respirou fora do
útero, e por conseguinte nasceu morto. Este exame é utilizado em casos de abortamento ou
infanticídio.

Docimácias de Breslau:
Exame que produz prova de que o feto nasceu vivo através da presença de bolhas gasosas
em seu estômago.

Infanticídio
Noções Gerais:
Infanticídio é o crime em que a mãe mata seu filho nascente ou recém-nascido, sob
influência do estado puerperal. Este delito tem como sujeito ativo apenas a mãe e, como
sujeito passivo, o recém-nascido ou o feto viável. Para ser caracterizado, deve ser praticado
durante ou logo após o parto. Antes de iniciado o parto existe aborto e não infanticídio.

Fases do Parto Normal:


São fases do parto normal:
ƒ a dilatação: ocorrência de dores e dilatação do colo do útero;
ƒ a expulsão: o nascente é impelido para a parte externa do útero;
ƒ a dequitação: expulsão da placenta.

Puerpério:
Puerpério é um período normal, na fase de pós-parto, em que a mulher experimenta
modificações físicas e psíquicas, tendendo a voltar ao estado que a caracterizava antes da
gravidez. O puerpério é dividido em três fases:
ƒ puerpério imediato (do primeiro ao décimo dia);
ƒ puerpério tardio (do décimo ao quadragésimo quinto dia);
ƒ puerpério remoto (além do quadragésimo quinto dia, até retornar a função
reprodutiva da mulher).

Chamam-se lóquios o corrimento sanguinolento libertado pelo útero após o parto.


Inicialmente são vermelhos e, por vezes, são tão ou mais abundantes que a menstruação. Com
o passar do tempo tornam-se acastanhados e em quantidade reduzida. Ao fim de 10 a 14 dias
tornam-se brancos ou amarelados, acabando por desaparecer.

Exame da Puérpera:
É considerado indispensável para a confirmação de infanticídio. Deve dizer se houve ou não
gravidez e parto, e se este é recente ou antigo. O parto antigo exclui o infanticídio. O perito
analisará também o estado mental e o comportamento da mulher e a existência e influência
do estado puerperal.

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Estado puerperal:
Conjunto das perturbações psicológicas e físicas sofridas pela mulher em face do
fenômeno do parto. Dificilmente é constatado por perícia médica.

Ultraje Público ao Pudor


É um fato, ato, gesto ou atitude de caráter sexual, realizado a distância, em público e de tal
natureza que ofenda o pudor e cause escândalo público. A conduta exibicionista deve ser
praticada em lugar público, aberto ao público ou exposto ao público. Ao perito cabe verificar
se o agente é ou não portador de distúrbios orgânicos especialmente das esferas sexual e
endócrina. Estudará também as condições psíquicas do agente e a possibilidade de se tratar
de falsa imputação.

07.2 – Disfunções Sexuais

Desvios da Sexualidade
Sexo:
Há muitos fatores envolvidos na definição da sexualidade humana e também vários critérios
para a definição do sexo de um indivíduo:
ƒ sexo jurídico: é o sexo constante dos registros públicos;
ƒ sexo morfológico: leva-se em conta as características corporais;
ƒ sexo psicológico: leva-se em conta as características psicológicas;
ƒ sexo endócrino: leva-se em conta as características hormonais.

Homossexualismo e Transexualismo:
Os homossexuais são aqueles que se sentem atraídos por outros indivíduos do mesmo sexo.
Já os transexuais são pessoas que fenotipicamente pertencem a sexo definido, mas
psicologicamente ao outro e se comportam segundo este, rejeitando aquele. Essas
modalidades de desvio foram historicamente tratadas como doenças, mas a tendência atual
é aceitá-las como uma característica humana socialmente admissível.

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Impotências
Impotência “Coeundi”:
É a incapacidade para realizar a conjunção carnal (impedimento da penetração) É
instrumental para ambos os sexos. Sua constatação pode gerar a anulação do vínculo
matrimonial.

1) Impotências Masculinas:
Na impotência coeundi homem não é estéril, porém não é capaz de realizar a conjunção
carnal. Pode ser:
ƒ psíquica: erigendi (não consegue manter a ereção);
ƒ física: cicatrizes retráteis, defeitos musculares.

Na impotência generandi existe cópula, porém há esterilidade. É um caso específico do


homem, por ausência ou inviabilidade de espermatozóides.

2) Impotências Femininas:
É uma impotência imitendi (vaginismo, estreitamento vestibular, atresia vaginal)

Na impotência concipiendi existe cópula, porém há esterilidade. É um caso específico


feminino por defeito uterino ou ovular.

Distúrbios no Instinto Sexual Quanto à Quantidade


1) Aumento de Erotismo:
ƒ satirismo, no homem e ninfomania, na mulher: é o desejo sexual constante;
ƒ auto-erotismo;
ƒ lubricidade senil: atração sexual do velho por pessoas mais novas.

2) Diminuição do Erotismo:
ƒ anafrodisia (ausência de vontade sexual);
ƒ frigidez;
ƒ erotomania (desejo platônico).

Distúrbios no Instinto Sexual Quanto à Qualidade


Desvios do Instinto Sexual:
Sexualidade normal é a que segue as injunções da natureza e se norteia no sentido da
procriação. Assim, os desvios do instinto sexual são um desequilíbrio do curso normal da
sexualidade, que podem se manifestar sob diferentes graus, até se chegar a perversão. São
formas de desvio da sexualidade estudadas:

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ƒ fetichismo: é a libido por objetos ou roupas de conotação sexual;
ƒ pigmalionismo: é o prazer com estátuas ou manequins;
ƒ travestismo: prazer em usar roupas do sexo oposto;
ƒ necrofilia: é o prazer sexual por cadáveres;
ƒ vampirismo: é o prazer sexual com o sangue do parceiro;
ƒ sadismo: é o prazer sentido ao provocar a dor no parceiro;
ƒ masoquismo: é o prazer sexual ao sentir dor;
ƒ asfixia sexual: forma específica do masoquismo, na qual o indivíduo sente prazer
quando é estrangulado ou esganado, pela menor oxigenação cerebral;
ƒ mixoscopia ou voyerismo: prazer em observar ato sexual de terceiro;
ƒ exibicionismo: prazer sexual em se exibir sexualmente para outras pessoas;
ƒ narcisismo: é prazer sexual consigo mesmo;
ƒ pluralismo: é o prazer sentido com o sexo entre várias pessoas ao mesmo tempo;
ƒ swing: troca de casais com ato sexual;
ƒ swapping: troca de casais sem ato sexual;
ƒ zoofilia ou bestianismo: prazer sexual com animais;
ƒ riparofilia: é o prazer sexual com pessoa suja ou desasseada;
ƒ pedofilia: é o prazer sexual com crianças;
ƒ gerontofilia: é o prazer sexual com velhos;
ƒ epidismo: atração sexual por parentes;
ƒ ectopias: o prazer é obtido através de cópulas anômalas, fora do lugar;
ƒ cropofilia: excitação por utilização de fezes no contato sexual;
ƒ uralognia: excitação por utilização de urina no contato sexual;
ƒ podofilia: atração sexual pelos pés;
ƒ escatofilia: prazer sexual por telefone ou disque-erótico.

O escritor Leopold Von Sacher Masoch, que nasceu em 1836 na região do leste europeu, ganhou
notoriedade por relatar em suas obras, por meio de diversos personagens, como era possível obter
prazer sendo agredido e subjugado. Foi no livro Psyvopathia Sexualis (publicado em 1886) que o
doutor Richard von Krafft-Ebing criou o termo masoquismo, a partir do sobrenome “Masoch”,
para designar o que ele definiu como perversão sexual.
Leopold Von
Sacher Masoch

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Questões de Concursos

Nas questões a seguir, assinale a alternativa que julgue correta.

01 - (Delegado/MG - 2007) Considerando o hímen é correto afirmar:


( ) a) É formado por uma única face de membrana mucosa.
( ) b) Sua implantação não varia com a idade.
( ) c) Pode ser múltiplo em diferentes planos anatômicos.
( ) d) Quanto maior a sua altura maior é o seu óstio.

02 - (Delegado/MG - 2007) O abortamento nos casos de estupro é denominado:


( ) a) social;
( ) b) piedoso;
( ) c) eugênico;
( ) d) terapêutico.

03 - (Delegado/SP – 2000) Certas pessoas sofrem de um desvio de conduta sexual que as pode levar
a furtar compulsivamente e a colecionar peças do vestuário íntimo, como calcinhas
femininas, "soutiens", cuecas etc. Tal desvio recebe o nome de
( ) a) "voyeurismo";
( ) b) mixoscopia;
( ) c) fetichismo;
( ) d) uranismo.

04 - (Delegado/SP – 2000) Pode-se admitir que a ré, ao matar o próprio filho, estava inteiramente
privada da capacidade de entender o caráter criminoso de seu ato, se na ocasião ela
( ) a) era portadora de personalidade psicopática;
( ) b) estava sob estado puerperal;
( ) c) sofria de esquizofrenia;
( ) d) sofria de neurose compulsiva.

05 - No estudo da Sexologia forense, marque a única alternativa incorreta.


( ) a) A presença de sêmen na vagina de mulher com hímen complacente é elemento pericial
suficiente para comprovar a conjunção carnal.
( ) b) Manter conjunção carnal com uma virgem de dezenove anos de idade, mediante a
promessa de casamento, é penalmente irrelevante.
( ) c) Ter relações sexuais com portador de enfermidade ou deficiência mental é considerado
estupro de vulnerável.
( ) d) A dosagem de fosfatase ácida revela o estado de gravidez.

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06 - Alega-se o estado puerperal
( ) a) no caso de aborto consentido;
( ) b) no caso de aborto sem consentimento da gestante;
( ) c) no caso de morte da mãe, em consequência do aborto;
( ) d) no infanticídio.

07 - O médico legista recorre às docimásias de Galeno para


( ) a) comprovar o nascimento com vida de um feto;
( ) b) verificar se houve conjunção carnal;
( ) c) certificar-se se a mulher está grávida;
( ) d) caracterizar o estado puerperal.

08 - Entende-se por pedofilia a


( ) a) identificação de recém-nascido pela impressão plantar do pé;
( ) b) excitação sexual através da visualização ou do contato com o pé;
( ) c) identificação de impressões plantares deixadas num piso;
( ) d) atração sexual por crianças.

09 - Puerpério é
( ) a) um fenômeno anormal, que pode levar a mulher a matar o próprio filho;
( ) b) um período normal, durante o qual a mulher se refaz das alterações ocorridas em seu
organismo devido à gravidez e ao parto;
( ) c) um estado psicótico desencadeado pelo parto;
( ) d) um problema psicossocial, em que a mãe, analfabeta e ignorante, mata o próprio filho,
tentando ocultar uma gravidez indesejada.

10 - Pode-se afirmar que a conjunção carnal ocorre, quando há:


I - gestação.
II - presença de espermatozóide em vagina.
III - presença de antígeno prostático (psa) em vagina.
IV - ruptura de hímen.
Assinale a alternativa correta:
( ) a) Somente as afirmativas I, II e IV são verdadeiras.
( ) b) Somente as afirmativas I, II e III são verdadeiras.
( ) c) Somente as afirmativas III e IV são verdadeiras.
( ) d) Todas as afirmativas são verdadeiras.

11 - Está mais intimamente vinculado ao ultraje público ao pudor o desvio de conduta sexual
denominado
( ) a) bestialismo;
( ) b) travestismo;
( ) c) homossexualismo;
( ) d) exibicionismo.

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12 - O estado puerperal, circunstância elementar do crime de infanticídio
( ) a) costuma perdurar cerca de 40 dias;
( ) b) geralmente não é constatado através de perícia;
( ) c) é um surto de psicose puerperal;
( ) d) suprime inteiramente por algum tempo, a capacidade de entendimento da mãe.

13 - O prazo máximo legal de gravidez é de


( ) a) 270 dias;
( ) b) 294 dias;
( ) c) 300 dias;
( ) d) 310 dias.

14 - No exame pericial, uma examinada apresenta:


I – No exame ginecológico: altura do fundo do útero acima da sínfise pubiana; estado do
óstio: dilatado, pérvio; estado do colo uterino: amolecido, presença de sangramento,
lóquios fétido.
II - No exame especular: vestígios de manobras (ferida no útero, perfuração de útero); colo
do útero: sinais inflamatórios, sinais de pinçamento; óstio: dilatado, retenção de anexos e
partes do concepto.
Esses dados permitem ao perito afirmar em sua conclusão no laudo, que trata-se de aborto:
( ) a) espontâneo;
( ) b) provocado;
( ) c) acidental;
( ) d) múltiplo.

15 - Mulher com gestação de 6 meses descobre ter um feto anencéfalo e pratica o aborto.
Conforme a lei brasileira vigente trata-se de:
( ) a) aborto legal;
( ) b) aborto criminoso;
( ) c) aborto eugênico;
( ) d) aborto social.

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Gabarito
01.C 02.B 03.C 04.B 05.D 06.D 07.A 08.D 09.B 10.D

11.D 12.B 13.C 14.B 15.B

Bibliografia
„ Curso Básico de Medicina Legal „ Medicina Legal
Odon Ramos Maranhão Hélio Gomes
Revista dos Tribunais Freitas Bastos

„ Medicina Legal
William Douglas e outros
Impetus

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Medicina Legal
07 – Sexologia Forense

Atualizada em 10.12.2011

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