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MATERIAL DE LEITURA OBRIGATÓRIA – AULA 15

CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO DE FAMÍLIA E SUCESSÕES.

Aula Ministrada pelo Prof. Nelson Sussumu Shikicima

1-) Ação de Investigação de Paternidade:

a) Provas:

Está previsto perante a Lei 8560/92.

Nenhuma prova é absoluta em fazer reconhecimento, salvo em


testamento.

 Prova da posse do estado de filho (deve provar o nomem,


tractatus e fama);

Ex: é o Ferreirinha, por que é filho do Ferreira.

 Prova testemunhal;

 Exame odontológico (verifica-se pela arcada dentária);

 Exame Prosopográfico (consiste em foto ampliadas de


determinadas partes do corpo do suposto pai e do filho,
consiste nas fotos da boca, nariz, olho e orelha);

 Exame de Sangue (HLA, fato RH);

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 Exame de DNA – finger print (acido
desoxidorribonucleico).

ATENÇÃO:

A recusa a perícia enseja presunção de paternidade, nos termos


do art. 231 e art. 232 do C.C.

Art. 231. Aquele que se nega a submeter-se a exame médico


necessário não poderá aproveitar-se de sua recusa.

Art. 232. A recusa à perícia médica ordenada pelo juiz poderá suprir a
prova que se pretendia obter com o exame.

Leia a súmula 301 do STJ.

súmula 301 do STJ: Em ação investigatória, a recusa do suposto pai


a submeter-se ao exame de DNA induz presunção juris tantum de
paternidade.

Se o réu se recursar e não justificar o por que não quer fazer o


exame a presunção é juris tantum.

A Lei 12.004/09 alterou a lei 8.560/92.

Art. 1o Esta Lei estabelece a presunção de paternidade no caso de


recusa do suposto pai em submeter-se ao exame de código genético
- DNA.

Art. 2o A Lei no 8.560, de 29 de dezembro de 1992, passa a vigorar


acrescida do seguinte art. 2o-A:

“Art. 2o-A. Na ação de investigação de paternidade, todos os meios


legais, bem como os moralmente legítimos, serão hábeis para provar
a verdade dos fatos.

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Parágrafo único. A recusa do réu em se submeter ao exame de
código genético - DNA gerará a presunção da paternidade, a ser
apreciada em conjunto com o contexto probatório.”

Art. 3o Revoga-se a Lei no 883, de 21 de outubro de 1949.

Art. 4o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Leia a lei 8.560/92.

Art. 1° O reconhecimento dos filhos havidos fora do casamento é


irrevogável e será feito:

I - no registro de nascimento;

II - por escritura pública ou escrito particular, a ser arquivado em


cartório;

III - por testamento, ainda que incidentalmente manifestado;

IV - por manifestação expressa e direta perante o juiz, ainda que o


reconhecimento não haja sido o objeto único e principal do ato que o
contém.

Art. 2° Em registro de nascimento de menor apenas com a


maternidade estabelecida, o oficial remeterá ao juiz certidão integral
do registro e o nome e prenome, profissão, identidade e residência do
suposto pai, a fim de ser averiguada oficiosamente a procedência da
alegação.

§ 1° O juiz, sempre que possível, ouvirá a mãe sobre a paternidade


alegada e mandará, em qualquer caso, notificar o suposto pai,
independente de seu estado civil, para que se manifeste sobre a
paternidade que lhe é atribuída.

§ 2° O juiz, quando entender necessário, determinará que a diligência


seja realizada em segredo de justiça.

§ 3° No caso do suposto pai confirmar expressamente a paternidade,


será lavrado termo de reconhecimento e remetida certidão ao oficial
do registro, para a devida averbação.

§ 4° Se o suposto pai não atender no prazo de trinta dias, a


notificação judicial, ou negar a alegada paternidade, o juiz remeterá
os autos ao representante do Ministério Público para que intente,
havendo elementos suficientes, a ação de investigação de
paternidade.

§ 5° A iniciativa conferida ao Ministério não impede a quem tenha


legítimo interesse de intentar investigação, visando a obter o
pretendido reconhecimento da paternidade.

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§ 5o Nas hipóteses previstas no § 4o deste artigo, é dispensável o
ajuizamento de ação de investigação de paternidade pelo Ministério
Público se, após o não comparecimento ou a recusa do suposto pai
em assumir a paternidade a ele atribuída, a criança for encaminhada
para adoção. (Redação dada pela Lei nº 12,010, de 2009) Vigência

§ 6o A iniciativa conferida ao Ministério Público não impede a quem


tenha legítimo interesse de intentar investigação, visando a obter o
pretendido reconhecimento da paternidade. (Incluído pela Lei nº
12,010, de 2009) Vigência

Art. 2o-A. Na ação de investigação de paternidade, todos os meios


legais, bem como os moralmente legítimos, serão hábeis para provar
a verdade dos fatos. (Incluído pela Lei nº 12.004, de 2009).

Parágrafo único. A recusa do réu em se submeter ao exame de


código genético - DNA gerará a presunção da paternidade, a ser
apreciada em conjunto com o contexto probatório. (Incluído pela Lei
nº 12.004, de 2009).

Art. 3° E vedado legitimar e reconhecer filho na ata do casamento.

Parágrafo único. É ressalvado o direito de averbar alteração do


patronímico materno, em decorrência do casamento, no termo de
nascimento do filho.

Art. 4° O filho maior não pode ser reconhecido sem o seu


consentimento.

Art. 5° No registro de nascimento não se fará qualquer referência à


natureza da filiação, à sua ordem em relação a outros irmãos do
mesmo prenome, exceto gêmeos, ao lugar e cartório do casamento
dos pais e ao estado civil destes.

Art. 6° Das certidões de nascimento não constarão indícios de a


concepção haver sido decorrente de relação extraconjugal.

§ 1° Não deverá constar, em qualquer caso, o estado civil dos pais e


a natureza da filiação, bem como o lugar e cartório do casamento,
proibida referência à presente lei.

§ 2º São ressalvadas autorizações ou requisições judiciais de


certidões de inteiro teor, mediante decisão fundamentada,
assegurados os direitos, as garantias e interesses relevantes do
registrado .

Art. 7° Sempre que na sentença de primeiro grau se reconhecer a


paternidade, nela se fixarão os alimentos provisionais ou definitivos
do reconhecido que deles necessite.

Art. 8° Os registros de nascimento, anteriores à data da presente lei,


poderão ser retificados por decisão judicial, ouvido o Ministério
Público.

Art. 9° Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

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Art. 10. São revogados os arts. 332, 337 e 347 do Código Civil e
demais disposições em contrário.

b) Efeitos da Investigação de Paternidade:

 Nasce o vínculo de parentesco;


 Alimentos;
 Poder familiar;
 Sucessão.

c) Procedimento:

Segue o art. 693 e o rito ordinário.

Art. 693. As normas deste Capítulo aplicam-se aos processos


contenciosos de divórcio, separação, reconhecimento e extinção de
união estável, guarda, visitação e filiação.

Parágrafo único. A ação de alimentos e a que versar sobre interesse


de criança ou de adolescente observarão o procedimento previsto em
legislação específica, aplicando-se, no que couber, as disposições
deste Capítulo.

Art. 694. Nas ações de família, todos os esforços serão


empreendidos para a solução consensual da controvérsia, devendo o
juiz dispor do auxílio de profissionais de outras áreas de
conhecimento para a mediação e conciliação.

Parágrafo único. A requerimento das partes, o juiz pode determinar a


suspensão do processo enquanto os litigantes se submetem a
mediação extrajudicial ou a atendimento multidisciplinar.

Art. 695. Recebida a petição inicial e, se for o caso, tomadas as


providências referentes à tutela provisória, o juiz ordenará a citação
do réu para comparecer à audiência de mediação e conciliação,
observado o disposto no art. 694.

§ 1o O mandado de citação conterá apenas os dados necessários à


audiência e deverá estar desacompanhado de cópia da petição
inicial, assegurado ao réu o direito de examinar seu conteúdo a
qualquer tempo.

§ 2o A citação ocorrerá com antecedência mínima de 15 (quinze) dias


da data designada para a audiência.

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§ 3o A citação será feita na pessoa do réu.

§ 4o Na audiência, as partes deverão estar acompanhadas de seus


advogados ou de defensores públicos.

Art. 696. A audiência de mediação e conciliação poderá dividir-se em


tantas sessões quantas sejam necessárias para viabilizar a solução
consensual, sem prejuízo de providências jurisdicionais para evitar o
perecimento do direito.

Art. 697. Não realizado o acordo, passarão a incidir, a partir de


então, as normas do procedimento comum, observado o art. 335.

Art. 698. Nas ações de família, o Ministério Público somente intervirá


quando houver interesse de incapaz e deverá ser ouvido previamente
à homologação de acordo.

Art. 699. Quando o processo envolver discussão sobre fato


relacionado a abuso ou a alienação parental, o juiz, ao tomar o
depoimento do incapaz, deverá estar acompanhado por especialista.

Se a audiência de conciliação restar infrutífera, a ação deverá


seguir o rito ordinário.

Para melhor entender segue esquema abaixo:

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CUIDADO:

 Foro competente sempre será do menor de idade;

 Os alimentos concedidos retroagem a data da citação.

BONS ESTUDOS!!!
Profa. Cristina Anita Schumann Lereno