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ÍNDICE

INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 1
OBJECTIVO GERAL ............................................................................................... 2
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS ................................................................................. 2
METODOLOGIA ..................................................................................................... 3
CAPITULO I ............................................................................................................. 4
1. ANGLO-SAXÕES............................................................................................. 4
1.1. Visão Geral ..................................................................................................... 4
1.2. História anglo-saxônica .................................................................................. 4
1.3. Cultura e Sociedade Anglo-Saxônica............................................................. 5
CAPITULO II ........................................................................................................... 8
2. INDIANOS E AFRICANOS ............................................................................. 8
2.1. INDIANOS..................................................................................................... 8
2.1.1. Visão Geral ................................................................................................. 8
2.1.2. Religião ....................................................................................................... 8
2.1.3. Hábito e Costumes ...................................................................................... 9
2.1.4. Dança ........................................................................................................ 10
2.2. AFRICANOS ............................................................................................... 10
2.2.1. Visão Geral ............................................................................................... 10
2.2.2. Organização Política ................................................................................. 10
2.2.3. Religiões Africanas................................................................................... 10
2.2.4. Artes Plásticas .......................................................................................... 11
2.2.5. Dança e Culinária ..................................................................................... 11
2.2.6. Principais Povos e Culturas da África ...................................................... 12
CAPITULO III ........................................................................................................ 13
3. CHINESES E MUÇULMANOS ..................................................................... 13
3.1. CHINESES ................................................................................................... 13
3.1.1. Visão geral ................................................................................................ 13
3.1.2. As cidades chinesas .................................................................................. 14
3.1.3. Religião na China ..................................................................................... 14
3.2. Muçulmanos ................................................................................................. 15
3.2.1. Visão Geral ............................................................................................... 15
3.2.2. Características da Cultura Muçulmana ..................................................... 16
3.2.3. Culinária Muçulmana ............................................................................... 17
3.2.4. Religião ..................................................................................................... 17
3.2.5. Casamento ................................................................................................ 18
3.2.6. A Cultura Muçulmana Actualmente ......................................................... 18
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS .......................................................................... 19
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................ 20
INTRODUÇÃO
O presente trabalho, surge no âmbito da avaliação na cadeira Introdução ao Estudo do
Direito II, como forma de responder as exigências da docente da cadeira, o trabalho
aborda assuntos ligados á diferentes povos, com especial foco na cultura dos Anglo
Saxões, Hindus, Africanos, Chineses e Muçulmanos. Este trabalho é composto por três
capítulos.

No primeiro capítulo, procura-se delinear a cultura dos Anglo Saxões, trazendo – se uma
abordagem doutrinária na concepção de vários autores e consequentemente apresentando
também a nossa opinião em relação ao povo em questão.
No segundo capítulo, pretende-se oferecer uma panorâmica da doutrina dos povos hindus
e africanos
O terceiro capítulo visa apreciar a cultura dos Chineses e Muçulmanos.

Entretanto sabe – se que as diversidades culturais são várias formas de culturas que uma
determinada sociedade compõe. Nos dias actuais, mesmo sendo atos criminosos, ainda é
muito presente o preconceito e a discriminação na sociedade moderna para quebrar este
paradigma é fundamental, a interação entre indivíduos com diversas culturas, sendo assim
necessitamos de uma política educacional, cujos princípios sejam: a inclusão de diversas
culturas no ambiente escolar e a igualdade social.

1
OBJECTIVO GERAL
Apresentar uma abordagem sistemática em relação a diversidade cultural dos diferentes
povos

OBJECTIVOS ESPECÍFICOS

 Apresentar os hábitos e costumes de cada civilização

 Trazer uma visão histórica de cada civilização

 Identificar os pontos de convergência e divergência entre as civilizações

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METODOLOGIA
No presente estudo, adotou-se como principais fontes de pesquisa: livros, trabalhos
acadêmicos, artigos científicos e avulsos, bem como consultas à internet, cujo aporte
técnico direcionou a operacionalização do conhecimento.
Conforme a descrição Marconi e Lakatos (2002 p. 58) comentam que:
[…] A pesquisa bibliográfica consiste em pesquisar material
1

acessível, como livros, artigos, redes eletrônicas, jornais, revistas e


materiais bibliográficos em geral. […]

Portanto é o primeiro passo na realização de qualquer trabalho científico, pois tem a


finalidade de colocar o pesquisador em contato direto com o que se encontra disponível
sobre o assunto estudado.

1
Cfr. LAKATOS, Eva Maria. MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia do trabalho científico. 4.ed.
São Paulo: Atlas, 1992.

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CAPITULO I
1. ANGLO-SAXÕES
1.1.Visão Geral
De acordo com BERNADI (1988:25), os anglo-saxões eram um povo que habitava a Grã-
Bretanha a partir do quinto século. Eles compunham pessoas de tribos germânicas que
migraram para a ilha da Europa continental, seus descendentes e grupos indígenas
britânicos que adotaram alguns aspectos da cultura e da língua anglo-saxônicas. O
período anglo-saxão denota o período da história britânica entre cerca de 450 e 1066, após
sua colonização inicial e até a conquista normanda.
O período anglo-saxão inclui a criação de uma nação inglesa, com muitos dos aspectos
que sobrevivem hoje, incluindo o governo regional de condados e centenas. Durante este
período, o cristianismo foi restabelecido e houve um florescimento da literatura e da
linguagem. Cartas e leis também foram instituídas.
A história dos anglo-saxões é a história de uma identidade cultural. Desenvolveu-se a
partir de grupos divergentes em associação com a adoção popular do cristianismo, e foi
essencial para o estabelecimento de vários reinos. Ameaçada pelas extensas invasões
dinamarquesas e pela ocupação do leste da Inglaterra, essa identidade
perseverou; dominou até depois da conquista normanda.
1.2.História anglo-saxônica
O início do período anglo-saxão abrange o período da Grã-Bretanha medieval que começa
a partir do fim do domínio romano. No ano 400, o sul da Grã-Bretanha – a Grã-Bretanha
abaixo do Muro de Adriano – era uma parte periférica do Império Romano do Ocidente,
ocasionalmente perdida por rebelião ou invasão, mas até então sempre se recuperava. Por
volta de 410, a Grã-Bretanha escorregou para além do controle imperial direto em uma
fase que geralmente foi denominada “sub-romana”.
Na segunda metade do século VI, quatro estruturas contribuíram para o desenvolvimento
da sociedade anglo-saxônica: a posição e as liberdades do ceilão (camponeses), as áreas
tribais menores se aglutinando em reinos maiores, a elite evoluindo de guerreiros para
reis e Monasticismo irlandês desenvolvido sob o finlandês.
Em 565, Columba, um monge irlandês que estudou na escola monástica de Moville, em
Saint Finnian, chegou a Iona como um exilado auto-imposto. A influência do monastério
de Iona se transformaria no que Peter Brown descreveu como “um império espiritual
incomumente extenso”, que “se estendia do oeste da Escócia até o sudoeste até o coração
da Irlanda e, a sudeste, descia ao norte. ROCHA (1984:23)

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Grã-Bretanha, através da influência de seu monastério irmão, Lindisfarne. ”Michael
Drout chama esse período de“ Idade de Ouro ”, quando o aprendizado floresceu com um
renascimento do conhecimento clássico.
Por volta de 660, o mapa político da Grã-Bretanha da Baixada havia se desenvolvido,
com territórios menores se unindo em reinos; a partir de então reinos maiores começaram
a dominar os reinos menores. O estabelecimento de reinos, com um rei particular sendo
reconhecido como um soberano, desenvolveu-se a partir de uma estrutura solta
inicial. Simon Keynes sugere que o século VIII-IX foi um período de florescimento
econômico e social que criou estabilidade tanto abaixo do Tâmisa quanto acima do
Humber. No entanto, entre o Humber e o Tâmisa, uma entidade política, o reino de
Mércia, cresceu em influência e poder e atraiu a atenção do Oriente.
O século 9 viu a ascensão de Wessex, desde as fundações estabelecidas pelo rei Egbert
no primeiro quartel do século até as conquistas do rei Alfredo, o Grande, nas últimas
décadas. Alfredo defendeu com sucesso seu reino contra a tentativa de conquista vikings
e se tornou o governante dominante na Inglaterra. Ele foi o primeiro rei dos saxões do
oeste a se intitular “Rei dos anglo-saxões”. Alfred tinha a reputação de ser um homem
instruído e misericordioso com uma natureza graciosa e equilibrada que encorajou a
educação e melhorou o sistema legal e militar de seu reino. estrutura e qualidade de vida
do seu povo.
Durante o decorrer do século X, os reis saxões do oeste estenderam seu poder primeiro
sobre a Mércia, depois sobre o sul de Danelaw e finalmente sobre a Nortúmbria, impondo
assim uma aparência de unidade política aos povos que, mesmo assim, permaneceriam
conscientes de seus respectivos costumes e Passos separados. O prestígio e as pretensões
da monarquia aumentaram, as instituições de governo se fortaleceram e os reis e seus
agentes buscaram de várias maneiras estabelecer a ordem social. Esta era a sociedade que
veria três invasões no século 11, a terceira das quais foi conduzida com sucesso por
Guilherme da Normandia em 1066 e transferiu o domínio político para os normandos.
ROCHA (1984:27)
1.3.Cultura e Sociedade Anglo-Saxônica

Segundo BERNADI (1988:45), a cultura anglo-saxônica visível pode ser vista na cultura
material de edifícios, estilos de vestimenta, textos iluminados e bens de sepultura. Por
trás da natureza simbólica desses emblemas culturais, há fortes elementos de laços tribais
e de senhorio.

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A elite se declarou reis que desenvolveram burhs (fortificações ou assentamentos
fortificados) e identificaram seus papéis e povos em termos bíblicos. Acima de tudo,
como observou Helena Hamerow, “os grupos de parentes locais e ampliados
permaneceram … a unidade essencial de produção em todo o período anglo-saxão”. Os
efeitos persistem no século XXI, segundo um estudo publicado em março de 2015. A
composição das populações britânicas hoje mostra divisões das unidades políticas tribais
do início do período anglo-saxão.
Os laços de lealdade a um senhor eram para sua pessoa, não para sua posição; não havia
um conceito real de patriotismo ou lealdade a uma causa. Isso explica por que as dinastias
cresceram e diminuíram tão rapidamente; um reino era tão forte quanto seu líder-rei. Não
havia administração ou burocracia subjacente para manter qualquer ganho além do tempo
de vida de um líder.
A cultura dos anglo-saxões foi especialmente solidificada e cultivada pelo rei Alfredo. Os
principais reinos haviam crescido absorvendo principados menores, e os meios pelos
quais eles fizeram isso e o caráter que seus reinos adquiriram como resultado representam
um dos principais temas do período saxão médio. Um rei “bom” foi um rei generoso que
ganhou o apoio que garantiria sua supremacia sobre outros reinos através de sua
riqueza. As digressões do Rei Alfredo em sua tradução da Consolação da Filosofia de
Boécio forneceram essas observações sobre os recursos de que todo rei precisava:

No caso do rei, os recursos e ferramentas para governar são que ele


tem sua terra totalmente ocupada: ele deve ter homens de oração,
homens de combate e trabalhadores. Você também sabe que sem essas
ferramentas nenhum rei pode tornar sua habilidade conhecida. Outro
aspecto de seus recursos é que ele deve ter os meios de apoio para suas
ferramentas, as três classes de homens. Esses, então, são seus meios de
apoio: terra para viver, presentes, armas, comida, cerveja, roupas e
tudo o que for necessário para cada uma das três classes de homens.

O primeiro grupo da tríplice sociedade anglo-saxônica do Rei Alfred é o homem que ora
– pessoas que trabalham em oração. Embora o cristianismo domine a história religiosa
dos anglo-saxões, a vida nos séculos V e VI foi dominada por crenças religiosas “pagãs”
com uma herança escandu-germânica. Quase todos os poemas anteriores à conquista
normanda, por mais cristão que seja seu tema, estão impregnados de simbolismo pagão,
mas a integração das crenças pagãs à nova fé vai além das fontes literárias.

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A Inglaterra anglo-saxônica encontrou maneiras de sintetizar a religião da igreja com os
costumes e práticas “do norte” existentes. Assim, a conversão dos anglo-saxões não foi
apenas a mudança de uma prática para outra, mas a produção de algo novo de sua antiga
herança e suas novas crenças e aprendizados. Monasticismo, e não apenas a igreja, estava
no centro da vida cristã anglo-saxônica. O papel dos clérigos era análogo ao dos
guerreiros que travavam a guerra celestial.
O segundo elemento da sociedade de Alfredo é lutar contra homens. O assunto da guerra
e dos anglo-saxões é curiosamente negligenciado; no entanto, é um elemento importante
de sua sociedade.
O terceiro aspecto da sociedade de Alfredo é o trabalho dos homens. Helena Hamerow
sugeriu que o modelo predominante de vida profissional e assentamento, particularmente
no período inicial, era o de mudar de assentamento e construir parentesco tribal. O
período mid-saxão viu a diversificação, o desenvolvimento de cercados, o início do
sistema toft, o manejo mais próximo da pecuária, a expansão gradual do arado de moldes,
as “parcelas informalmente regulares” e uma maior permanência, com maior
consolidação de assentamentos depois disso, prenunciando as aldeias pós-conquista. Os
períodos posteriores viram uma proliferação de “recursos de serviço”, incluindo celeiros,
moinhos e latrinas, mais marcadamente em sites de alto status. Ao longo do período
anglo-saxão, Helena Hamerow sugeriu: “grupos de parentes locais e ampliados
permaneceram … a unidade essencial de produção”.

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CAPITULO II
2. INDIANOS E AFRICANOS
2.1.INDIANOS
2.1.1. Visão Geral
Segundo MELO (1986:23), há cerca de 3000 anos A.C., uma civilização muito adiantada
habitava o vale do Rio Indo. Pouco se sabe ainda sobre essa civilização, mas as ruínas de
duas cidades denominadas Mohenjodaro e Harapa atestam que esse povo possuía uma
arquitetura preciosa, excelente traçado urbano, reservatórios de água e sistema de
saneamento básico, armazenagem de grãos sofisticados, e anfiteatros para reuniões
públicas e espetáculos artísticos. O povo que lá vivia era chamado drávida.

Esculturas e afrescos nas paredes das duas cidades evidenciam que os drávidas eram
muito espiritualizados e que reverenciavam as forças da natureza, e a Mãe Terra.

O culto a Shiva, o Senhor da Natureza, e a Shakti, a deusa, assim como à serpente, ao


touro e ao elefante era uma característica desse povo.

Por volta de 1500 A.C., povos nômades arianos chegaram ao vale do rio Indo, vindos do
nordeste da Ásia. Os drávidas foram dominados pelos invasores, mas sua cultura e
religiosidade se entrelaçaram. Os arianos trouxeram os Vedas, sua filosofia e mitologia,
e os panteões mitológicos assim como sistemas filosóficos se mesclaram. Dessa mistura
nasceram os fundamentos do hinduísmo.

A Cultura Indiana é rica em vários aspectos e fortemente estabelecida em características


marcantes decorrentes da forma como os indianos vivem.
Uma de suas particularidades é a sociedade estratificada. Na organização social através
de castas, a permanência no mesmo grupo social ao longo da vida do indivíduo é
obrigatória.
A música relaciona-se fortemente com a religião desse povo, para o qual essa arte traz o
equilíbrio. Aqui você encontra religiosidade e costumes do rico povo indiano!
2.1.2. Religião
As religiões indianas são: Hinduísmo, Budismo, Jainismo e Sikhismo. O Hinduísmo é
das religiões que compreende o maior número de adeptos no mundo.
As casas indianas costumam ter um santuário onde os atos de adoração envolvem
oferenda de incenso, flores e frutos aos deuses.
Além de orações, os mantras (considerados sons poderosos e divinos) são praticados pelo
povo indiano que têm o costume de fazer peregrinações.

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Uma delas consiste em ir até ao rio Ganges para lá jogar as cinzas dos mortos, o que, de
acordo com a crença da Índia, assegura o descanso eterno das suas almas.
A divindade na Índia é composta por uma série de deuses; o Hinduísmo - principal
religião nesse país - é politeísta. Shiva é o principal deus do Hinduísmo e é conhecido
como o destruidor. Junto com Brahma (o criador) e Vishnu (o conservador) simbolizam
a trindade hindu, a qual, representa a relação cíclica de destruição, criação e conservação.
Estátua do deus Shiva no templo em Karnataka, na ÍndiaBrahmaVishnu
Dentre os deuses venerados pelos indianos, podemos citar:
 Ganesha - Deus da sabedoria.
 Indra - Deus da guerra e do clima.
 Kali ou deusa tripla - Deusa da criação, da destruição e da transformação.
 Lakshmi - Deusa da generosidade, da prosperidade e da pureza.
 Varuna - Deusa do céu, da chuva e do oceano.
 Yama - Deus da morte.

2.1.3. Hábito e Costumes


O casamento indiano é uma festa que dura pelo menos um dia inteiro, em que há muito
colorido na decoração e, especialmente, mesa farta.
Para o casamento, a noiva se prepara durante um semana. As suas mãos, pés e braços são
tatuados com a técnica da henna, cuja tinta permanece na pele apenas alguns dias. A
tatuagem consiste nas letras do nome do seu noivo.
A noiva indiana não se veste de branco, mas sim roupas bastante coloridas, especialmente
em tons avermelhados.
Mulheres vestidas com o tradicional sari. Sari, kurta e dothi são os nomes de algumas
peças do vestuário indiano. O sari, que é uma grande peça de pano, é uma veste feminina
que pode ser amarrada de várias formas. A maneira como é vestida varia não só das
regiões da Índia como do estatuto da mulher que a veste, de modo que esse traje transmite
a sua classe social, bem como o seu estilo de vida.
O kurta e o dothi, por sua vez, são vestes masculinas.
A maior parte dos indianos não comem carne de vaca. Eles são vegetarianos porque na
Índia, esse animal é sagrado.
A gastronomia indiana caracteriza-se por ser bem condimentada, pela diversidade das
especiarias e pelo abundante uso de frutos secos. A bebida de predileção é o chá.

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2.1.4. Dança
Bharatanatyam é considerada uma dança exótica para os brasileiros. Não só em termos
dos movimentos, mas também em virtude das vestes e adereços utilizados pelas
dançarinas (pulseiras e tornozeleiras), os quais ajudam a promover mais musicalidade.
Os mudras ajudam a compor os movimentos que requerem bastante técnica dessa bela
dança. Esses gestos com as mãos evocam os ensinamentos de Buda e são usados durante
a meditação.
2.2.AFRICANOS
2.2.1. Visão Geral

As manifestações culturais africanas sofreram uma intensa destruição pelos regimes


coloniais, o que leva as nações africanas modernas ao embate com o nacionalismo árabe
e ao imperialismo europeu.
Em se tratando de culturas tradicionais, muito se preservou e se difundiu pelo continente
africano, especialmente devido aos fluxos migratórios pela África.
Isso permitiu a preservação e a combinação de vários aspectos culturais entre os povos
do continente. (MELLO, 1986:210).
Ademais, vale ressaltar também que boa parte destas culturas são baseadas em tradições
orais, o que não significa ausência de escrita.
2.2.2. Organização Política
Os povos africanos podem ser nômades e vagarem pelo deserto ou se fixarem em
território para construir grandes impérios.
Também podem ser formados por pequenas tribos ou grandes reinos, onde o chefe
político e o sumo sacerdote podem ser a mesma pessoa.
Seja governado por clãs de linhagem ou por classes sociais específicas, estes povos irão
constituir grandes patrimônios materiais e imateriais presentes até os dias de hoje.
Estes bens refletem a história e o meio ambiente em que se originaram. Por isso,
representam aspectos das florestas tropicais, desertos, montanhas, etc.
2.2.3. Religiões Africanas
Em termos religiosos, vários cultos estão presentes na África, com destaque para
o islamismo e cristianismo. Além deles, destacam-se as religiões tradicionais, muitas
vezes vistas como prática de magia e a feitiçaria.

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Considerados pelos europeus como povos animistas, uma parte dos africanos reverenciam
os espíritos das árvores, pedras, dentre outros, e aceitam a coexistência com forças
desconhecidas.
Cada povo africano tem suas origens mitológicas para explicar suas origens. Estas
religiões tradicionais possuem, via de regra, um panteão e estão voltadas ao culto dos
antepassados e das divindades da natureza.
A forma mais conhecida destas religiões envolve o culto aos Orixás (divindades de
origem Ioruba ou Nagô) e englobam uma ampla variedade de crenças e ritos.
Por outro lado, a vida material e espiritual nas religiões africanas, tendem a indistinção
entre o sagrado e o profano. Estas dimensões são concebidas como indissociáveis e
inseparáveis.
2.2.4. Artes Plásticas
Devemos considerar que grande parte da produção artística tradicional africana era feita
para não ser vista e o material utilizado em sua confecção possuía um valor simbólico
muito grande.
Estas peças podem ser esculpidas, fundidas, pintadas, trançadas, tecidas e utilizadas como
adornos corporais, trajes e itens de uso sagrado ou cotidiano.
Geralmente, os produtos artísticos africanos representam os antepassados fundadores e
apresentam figuras geométricas, antropomórfica, zoomórficas ou antropo-zoomórficas
que ensinam a humanidade a produzir e se reproduzir.
Por sua vez, as famosas máscaras africanas possuem desenhos elaborados e são utilizadas
em cerimônias e rituais.
O renomado artista Pablo Picasso (1881-1973) se inspirou grandemente nestas máscaras,
bem como na iconografia africana, para criar um estilo artístico conhecido como cubismo.
A metalurgia era conhecida e utilizada para fabricar armas, ferramentas e adornos, sendo
mais comum nas regiões de savana.
Outro tipo muito típico de produção artística africana são as esculturas em marfim
(povos Ioruba e Bakongo). (CASTRO, 2004:16).
2.2.5. Dança e Culinária
Também são muito conhecidas as danças e músicas tradicionais africanas, marcadas pelos
batuques e movimentos corporais bem acentuados, como o rebolado.
Por fim, destaca-se a culinária africana, temperada com condimentos de aromas fortes e
picantes, com os quais se preparam pratos a base de carnes, legumes, verduras, e até
insetos.

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É típico da África o leite de coco, o óleo de palmeira, o inhame e o feijão, etc.
2.2.6. Principais Povos e Culturas da África
A principal civilização africana foi sem dúvida a egípcia, que construiu o primeiro
império africano há mais de 5 mil anos.
As cerâmicas de Nok (Nigéria) apontam para uma civilização muito desenvolvida que
viveu do século V a.C. ao século II d.C.
Mais adiante, no século XIII, surge o poderoso Reino do Kongo. Outros povos, como os
Berberes (nômades do deserto do Saara) e os Bantos (região da Nigéria, Mali, Mauritânia
e Camarões) também constituíram grandes grupos populacionais na África.
Por fim, os africanos começaram a ser colonizados pelos europeus a partir do século XV.
Ao atingir o século XIX, já estavam totalmente sob domínio das metrópoles europeias até
a segunda metade do século XX.

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CAPITULO III
3. CHINESES E MUÇULMANOS
3.1.CHINESES
3.1.1. Visão geral
Para a maioria dos chineses, e durante a maior parte da história da China, a família era o
centro da vida social, e a devoção a ela era considerada uma grande virtude. Os pais
sentiam-se responsáveis pela transmissão dos ensinamentos que vinham dos antepassados
para seus filhos, como preservar a propriedade familiar. (STOCKING, 2004:35)

As famílias chinesas eram muito numerosas. Geralmente os parentes viviam na mesma


casa (pai, mãe, filhos, avós, netos, tios), reunindo muitas vezes três ou quatro gerações.

Para uma mulher casada, a maior virtude era a fidelidade, e isso também valia caso ela
enviuvasse. Entretanto não era ilegal que uma mulher se casasse depois da morte do
marido, o que de fato era até comum, por causa das dificuldades econômicas. No entanto,
isso era visto como uma prática moral inferior. De acordo com a crença popular, a mulher
que casasse em segundas núpcias seria considerada, depois de morta, um fantasma na
família dos maridos.

Na China, os meninos recebiam tratamento diferenciado, uma vez que eram considerados
os futuros chefes das famílias. Quando completavam 20 anos de idade, tinham seus
cabelos cuidadosamente presos no alto da cabeça e protegidos por um gorro. Os
casamentos eram normalmente arranjados entre famílias e, depois de casada, a mulher
mudava-se para a casa do marido. Os imperadores chineses costumavam casar suas filhas
com membros das famílias reais dos povos vizinhos e, assim, protegiam suas fronteiras.
Os meninos e meninas podiam frequentar as escolas. A sociedade chinesa sempre deu
muita importância para a educação. Mesmo as crianças mais pobres recebiam instrução,
muitas vezes da própria família.

A educação das meninas tinha o objetivo de prepará-las para as tarefas do lar, como
bordar e costurar. Para os meninos, o objetivo central era prepará-los para concorrer ao
cargo de funcionário real, que era escolhido pelo próprio imperador. Se fossem
escolhidos, os rapazes teriam uma situação privilegiada dentro do Estado.

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3.1.2. As cidades chinesas

Desde os primórdios as cidades chinesas foram densamente povoadas. Chang-an foi uma
das mais famosas cidades da China na Antiguidade. Por volta do século VII a.C., Chang-
an já possuía 1 milhão de habitantes. Os tipos de moradias variavam de acordo com as
condições sociais de cada um. Os nobres e os ricos comerciantes viviam perto dos
palácios e a população empobrecida amontoava-se nas periferias das cidades. As
melhores moradias tinham mais de um andar, eram cobertas com telhas e decoradas com
cuidado e harmonia. Os trabalhadores urbanos e os camponeses habitavam casas
pequenas, com pouca ventilação, cobertas por bambu.

A alimentação das camadas privilegiadas era rica e variada: carnes, ovos, cereais e
vegetais. A comida era servida em belas vasilhas de porcelana, e como talheres utilizavam
pauzinhos, feitos de bambu ou madeira. Para os pobres a comida quase sempre era
insuficiente. Geralmente alimentavam-se de um cozido de vegetais. Nas regiões onde
havia muitos arrozais (vale dos rios Hoang-Ho e Yang Tse-Kiang, no sudeste da China),
a alimentação era acrescida de uma tigela de arroz. Bebida alcoólicas e chás eram
apreciados pela população. Os banquetes organizados pelos nobres eram servidos em
belas jarras decoradas com ornamentos de ouro, bronze ou prata.

3.1.3. Religião na China

Não havia somente uma religião na China, mas várias, e constituídas de filosofias
diferentes. Uma das mais conhecidas filosofias religiosas da China foi criada por
Confúcio (ou Kung Fu-tzu, “Mestre Kung”), que viveu aproximadamente de 551 a 479
a.C. Confúcio era considerado o maior professor do império, sendo adorado em vários
cantos do território. Seus ensinamentos falavam de ética e dos ritos de passagem de uma
etapa da vida a outra, como nascimento, o casamento e a morte.

As ideias de Confúcio valorizavam a busca do equilíbrio e a harmonia para uma vida


melhor. O conjunto de seus ensinamentos recebeu o nome de confucionismo. Essa
filosofia religiosa, que até hoje é muito difundida na China, não pregava a adoração de
um deus, mas o humanismo e as boas relações entre as pessoas. A regra fundamental de
Confúcio dizia: “O que não queres que façam a ti, não faças aos outros”.

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Outra importante manifestação religiosa continua sendo o budismo (linkar para
budismo/religiões), originado na Índia, e que se expandiu na China a partir do século III
d.C.

As religiões populares eram festivas e reuniam muitos seguidores. As famílias cultuavam


os deuses nas festas anuais e nas oferendas aos antepassados. Acreditavam que os
espíritos dos antepassados protegiam o lar e, por isso, reservavam um dos aposentos da
casa para lhes servir de moradia. Em certas datas do ano, como aniversário ou morte do
antepassado, os familiares o homenageavam.

A maior religião popular da China foi o taoísmo (linkar para religiões). Suas teorias foram
criadas pelo pensador Lao-tsé, que viveu por volta do século VI a.C. Segundo Lao-tsé, o
Tao seria criador do mundo e responsável pela ordem de todas as coisas e de todas as
pessoas. O taoísmo ganhou muitos adeptos entre as camadas populares ao pregar que
todos os que levassem uma vida muito miserável e sofrida na Terra poderiam alcançar
uma vida melhor pós a morte, pela fé e pela purificação.

Segundo Lao-tsé, toda a natureza é regida pelo equilíbrio das energias yin (energia
negativa e feminina) e yang (energia positiva e masculina), os opostos que se
complementam. E o corpo humano é parte desse conjunto. A oposição entre as energias
yin e yang pode explicar fenômenos que ocorrem em nosso corpo: se em harmonia, essas
energias promovem a saúde; se em desequilíbrio, a doença.

3.2.Muçulmanos

3.2.1. Visão Geral


Segundo MELO (1986:50), a Cultura Muçulmana ou Islâmica é tão heterogênea quanto
à quantidade de povos que a mantêm, sobretudo em regiões da África e Ásia.
Contudo, ela comunga os aspectos que tangem a religião islâmica. Importante notar que
a própria palavra “muçulmano” deriva do árabe (“aslama”) e significa “submetido a
Deus”.
Homens Muçulmanos Orando
Portanto, todo muçulmano é um sujeito convertido ao Islão (do árabe, “rendição”).
Portanto, os termos “cultura muçulmana” e “cultura islâmica” se confundem, uma vez
que aqueles aspectos influenciam dimensões da vida moral e política da sociedade
muçulmana.
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3.2.2. Características da Cultura Muçulmana
Originalmente, a cultura muçulmana teve lugar entre os pastores semitas das diferentes
tribos que foram reunidas pelo profeta Maomé.
Após sua morte, em 632, a Arábia foi unificada e teve início a expansão do Império
Árabe. Ele esteve totalmente embasado nos preceitos do islamismo sendo liderado por
um califa.
O sistema sociopolítico indicado pelo profeta e escrito nos livros sagrados da religião
muçulmana se espalhou pelos mares Mediterrâneo, Vermelho e pelo Oceano Índico.
Ali, estabeleceram grandes rotas comerciais. Além disso, a cultura maometana em
formação encontrou-se com as culturas bizantina, persa, chinesa e indiana, assimilando-
lhes os aspectos culturais ao mesmo tempo em que preservava os costumes e crenças dos
povos conquistados.
Por outro lado, vale destacar que os muçulmanos são divididos entre Sunitas e Xiitas.
Os Sunitas seguem os ensinamentos do Alcorão (ou Corão) e da Suna. Eles foram
liderados por All-Abbas, tio do profeta Maomé após a sua morte.
Já os Xiitas, são seguidores de Ali, genro de Maomé, e utilizam única e exclusivamente
o Corão como forma de orientação sociopolítica.
Em seguida, podemos apontar a “Sharia”, o conjunto de leis baseadas nas escrituras
sagradas como o “livro do direito muçulmano” e o guia de comportamento.
Neste sistema, os documentos legais são menos importantes que a palavra dita, a qual é
tão importante quanto à posição social.
Originalmente, os muçulmanos se destacaram na agricultura, com suas técnicas de
irrigação para produzirem algodão, cereais e laranja. Além dela, destacam-se as
manufaturas para a produção de tecidos de algodão, artefatos de vidro e fabricação de
aço.
Outro destaque vai para a arquitetura muçulmana, responsável pela criação de magníficos
de palácios, mesquitas e escolas. Destacam-se a influência bizantina e persa, com suas
cúpulas, minaretes e colunas torcidas, decoradas por arabescos.
Do ponto de vista científico e cultural, os muçulmanos foram os responsáveis pela
preservação e difusão da cultura helênica. Permitiram, assim, que o legado grego
beneficiasse a cultura ocidental europeia.
Igualmente, os matemáticos muçulmanos criaram o sistema de numeração indo-arábico.
Contribuíram para a evolução da trigonometria e álgebra, assim como seus físicos fizeram
importantes contribuições nos estudos de refração da luz e da óptica.

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Seus químicos descobriam os ácidos nítrico e sulfúrico, o nitrato de prata, o carbonato de
sódio e os processos de destilação, filtração e sublimação que lhes permitiram produzir o
álcool.
Seus médicos realizaram importantes estudos para desvendar as causas da tuberculose.
Na filosofia, tiveram muita influência os filósofos Aristóteles e Platão. Na literatura, as
obras mais conhecidas no mundo ocidental são “As mil e uma noites”, “As Minas do Rei
Salomão” e “Ali Babá e os quarenta ladrões”.
Outro aspecto muito importante acerca da cultura muçulmana é o “Ramadã” (ou
Ramadão).
Essa lei determina o incitamento espiritual em determinado mês do ano (nono mês do
calendário islâmico) e o jejum que proíbe o consumo de comida ou água antes do pôr-do-
sol.
3.2.3. Culinária Muçulmana
De partida, vale frisar que alguns alimentos e bebidas são proibidos pela cultura
muçulmana. São exemplos as bebidas alcoólicas e a carne de porco, além dos animais
mortos em causas naturais ou por outro animal selvagem.
Portanto, a base da alimentação é composta por carnes de peixes, aves domésticas, cabras,
gado, camelo e carneiro. Eles são servidos assados ou fritos e temperados com especiarias
orientais.
A comida muçulmana é servida com pão (pão árabe), e degustada com grãos, verduras,
legumes e frutas secas.
Os pratos mais conhecidos são o arroz com frango, o tabulem, os quibes crus ou fritos, os
favos e as pasta de grão de bico (homus), de berinjela e coalhada.
Vale destacar que na cultura muçulmana estes alimentos são comidos com as mãos
(sempre com a mão direita).
3.2.4. Religião
A Religião que guia a cultura muçulmana é o Islamismo. Ela é monoteísta e têm como
livro sagrado mais importante o “Alcorão”, escrito por Maomé, considerado pelos
muçulmanos o último profeta de Deus.
Assim, aos maometanos é cobrado a declaração de fé, cinco orações diárias, caridade,
jejuar durante o mês sagrado do Ramadã e peregrinar à cidade sagrada de Meca.

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3.2.5. Casamento
O casamento muçulmano diferencia-se em cada região em que é celebrado. Caracteriza-
se, via de regra, como um contrato no qual está previsto o pagamento de um valor à
família do noivo que procura pela noiva e deve aceitar a oferta do pai da noiva.
Ademais, temos de destacar que as leis muçulmanas permitem que um homem tenha até
quatro mulheres e que somente os homens podem se casar fora da sua religião.
Na cultura muçulmana, a diferenças entre homens e mulheres são nítidas no que diz
respeito aos papéis, direitos e deveres de cada gênero.
Assim, na maioria dos países muçulmanos, as mulheres têm plenos direitos religiosos
para decidirem sobre casamento, divórcio, vestuário e educação.
Contudo, em outros, elas lidam com restrições para determinar seu estado civil, estudar e
trabalhar, uma vez que devem obediência aos homens.
Portanto, é comum que a cultura muçulmana permita que o marido bata nas esposas e as
obriguem a se vestirem com modéstia.
Como exemplo, temos o Irã e a Arábia Saudita, onde as mulheres devem cobrir a cabeça
em público ou utilizar uma burca.
3.2.6. A Cultura Muçulmana Actualmente
Segundo MELO (1986:93), actualmente a maioria dos muçulmanos habitam a Ásia e
África, onde as maiores populações muçulmanas se encontram:
 Indonésia (184 Milhões);
 Bangladesh (119 Milhões);
 Paquistão (116 Milhões);
 Turquia (67 Milhões);
 Irã (56 Milhões);
 Egito (48 Milhões).
Segundo MELO (1986:60), Paralelamente, a religião islâmica que é o pilar da cultura
muçulmana é a que mais cresce no mundo. Já é a segunda religião mais importante do
planeta, com mais de 50 países de maioria maometana e mais de 1,57 bilhões de pessoas
em 2009.

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4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante do exposto no presente trabalho, chega – se ao consenso que as Culturas diferem


quanto aos detalhes, de uma parte do mundo para outra. Por exemplo, comer é uma
necessidade biológica. Mas o que as pessoas comem, quando e quando comem, e como o
alimento é preparado, são coisas que diferem de uma cultura para outra. Chama-se área
cultural a região geográfica na qual os povos apresentam vários traços e padrões culturais
comuns.

As diferenças de meio ambiente estão relacionados com as variações culturais. Fatores


como o clima, o relevo, os recursos minerais, e as plantas e animais nativos influenciam
a cultura. Por exemplo, vários povos das regiões tropicais usam roupas justas, talhadas e
costuradas na medida do corpo. As roupas justas conservam mais calor do que as roupas
largas.

O homem não percebe o quanto a cultura influencia seu comportamento - até que conheça
outras maneiras de fazer as coisas. Só então pode dar-se conta de que sempre fez as coisas
de um modo cultural, e não de um modo "natural". Por exemplo, muitos ocidentais
acreditam ser natural o fato de olhar nos olhos de um pessoa enquanto se fala. Mas os
povos de algumas nações asiáticas achem indelicado fazer tal coisa.

As pessoas se sentem mais à vontade dentro de sua própria cultura e preferem a


companhia de outras que sejam da mesma cultura. Quando é preciso lidar com pessoas
de uma outra cultura, até as pequenas diferenças de comportamento tornam-se
desagradáveis. A dificuldade ou mal-estar que as pessoas enfrentam quando deixam sua
própria cultura e entram numa outra chama-se choque cultural. A atitude de que a própria
cultura seja a melhor e a mais natural é chamada de etnocentrismo.

Em virtude dos fatos mencionados, acredita – se que a escola é a principal fonte de


garantir a harmonia social, através de uma educação inclusiva, onde haja respeito com as
diferenças existentes na sociedade. O principal objetivo da educação inclusiva é: criar
uma sociedade mais justa que respeite a dignidade humana e que leve o aluno a observar
as diferenças existentes na escola criando indivíduos capazes de verem a realidade social
e de conviverem com a diferença.

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5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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BERNADI, Bernardo. Introdução aos Estudos Etno-Antropológicos. Lisboa: Edições


70: 1988.

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Porto Alegre, Nº. 20, suplemento especial, p.81- 91, jan./jun. 2005. 81.

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Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.

______________. (ORG.) Franz Boas – antropologia Cultural. Rio de Janeiro, RJ:

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1883 - 1911. Rio de Janeiro, RJ: contraponto: Editora UFRJ, 2004.

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