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ACOMUNIDADE DO REI

Qual éa visão de Deus para a Igreja?


Qual éomeu papel? Este guia oajudaráaentenderos planos de Deus para a
Igreja epara cada um de nós.
Descubraoque significa pertencerao Corpo de Cristo.

HowardSnyderéprofessordo UnitedTheological Seminary,


em Dayton, Ohio, E.U.A. É autor do livro The Community ofthe King
[A Comunidade do Rei].

Série Estudos Bíblicos


Sete cadernos com seis estudos bíblicos cada para ajudá-lo na busca da
maturidade. Os estudos, baseados em alguns livros bem apreciados,
oguiarão através de passagens da Escritura eoajudarão aaplicar
as verdades bíblicas à sua vida.

EDIIOR.. CULTUR.. CIISTÁ


Rua Miguel Teles Júnior, 3821394 - Cambuci
01540-040 - São Paulo - SP - Brasil
C.PostaI15.136 - São Paulo - SP - 01599-970
Fone (0-11) 270-7099 - Fax (0**11) 279-1255
www.cep.org.br-cep@cep.org.br
© A

'y do Rei
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© SNYDER
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6 estudos individuais
ou para grupos

SÉRIE ESTUDOS BíBLICOS


© 1999, Editora Cultura Cristã. Publicado original-
mente por InterVarsity Press como The Community
of the King (CBBS), de Howard Snyder. © 1996,
Howard Snyder. Traduzido e publicado com permis-
são da InterVarsity Press, P.O. Box 1400, Downers
Grove, IL 60515, USA.

Este guia de estudo é baseado no livro The


Community of the King [A Comunidade do Rei],
de Howard Snyder, 1977 da InterVarsity Press,
inédito em português. Usado com permissão.

Todas as citações bíblicas foram tiradas da Bíblia Sa-


grada, edição revista e atualizada, 2" edição, da So-
ciedade Bíblica do Brasil.

Todos os direitos reservados.

la edição 1999 - 3.000 exemplares

Tradução: Liliane Trovati Chaves


Revisão: Claudete Água de Melo
Nilza Água
Formatação: Rissato
Capa: Expressão Exata

impressão e acabamento: assahi gráfica

Publicação aprovada pelo Conselho Editorial:


Cláudio Marra (Presídente) ,
Aproniano Wilson de Macedo,
Augustus Nícodemus Lopes,
Fernando Hamilton Costa,
Sebastião Bueno Olinto

~
EDrrORA CULtURA CRISTÃ
Rua Miguel Teles Júnior, 3821394 . Cambucl
01540-040 - São Paulo - SP - Brasil
C.PostaI15.138 - Cambuci - São Paulo - SP - 01599-970
Fone: (0"11) 270-7099 - Fax. (0"11) 279-1255
www.cep.org.br-cep@ceporg.br
Superintendente: Haveraldo Ferreira Vargas
Editor: Cláudio Antônio Batista Marra
Como aproveitar ao máximo estes estudos............. 4

Introdução: Os agentes do Reino 9

1/ O grande plano de Deus/ Efésios 1.3-14,22,23.. 11

2/ O amor reconciliador de Deus/ Efésias 3.1-13 ... 15

3/ Ministrando juntos/ 1Caríntias 12.4-13,27-31... 19

4/ Testemunhar/ 1Pedro 2.4-12 24

5/ Edificando a igreja/ Mateus 13.24-33.. 29

6/ Organizar a igreja/ Atas 2.42-47 33

Orientações para Líderes 38

Notas de estudo 43
Como aproveitar ao máximo estes estudos
Começamos a ter fé quando conhecemos a Cristo. A partir daí,
crescemos por meio dos fundamentos do discipulado: estudo bí-
blico, oração, adoração, comunidade cristã e muito mais. Apren-
demos a estabelecer prioridades religiosas, a superar obstáculos
espirituais e a testemunhar para outras pessoas. Esses são os
tópicos abordados nesta série de estudos. Trabalhar com eles irá
ajudá-lo a se tornar um cristão mais maduro.

Que tipo de guia é este?


Os estudos não são feitos meramente para lhe dizer o que uma
pessoa pensa. Na verdade, pelo estudo indutivo, eles o ajudarão
a descobrir por si mesmo o que a Escritura está dizendo. Cada
estudo lida com uma passagem da Bíblia em especial - em vez
de falar sobre a Bíblia toda ao mesmo tempo - para que assim
você possa investigar o que o autor quer dizer naquele contexto.
Os estudos fazem três diferentes tipos de perguntas. Ques-
tões de observação ajudarão a entender o conteúdo da passa-
gem bíblica pelo questionamento de fatos básicos: quem, o quê,
quando, onde e como. Questões de ínterpretação investigam o
significado da passagem bíblica. Questões de ap/ícação ajudarão
a descobrir as implicações do crescímento em Cristo. Estas três
chaves abrem os tesouros dos escritos bíblicos e lhe mostrarão
como vivê-los plenamente.
Este guia o faz refletir. Para cada pergunta. pode haver várias
respostas. Muitas delas não têm o tipo de resposta "certa", espe-
cialmente aquelas dirigidas a significados ou aplicações práticas.
Em vez disso, as perguntas fazem com que o leitor explore as
passagens bíblicas mais profundamente.
5

Este guia de estudo é flexível. Você pode usá-lo para estudo


individual, ou com uma variedade de grupos - estudantes, pro-
fissionais, vizinhos ou pessoas da igreja. Cada estudo leva aproxi-
madamente 45 minutos para grupos, ou 35 minutos em um es-
tudo individual.

Como os estudos são montados


Cada estudo é composto de quatro partes: parágrafos e questões
de introdução para ajudá-lo a se famílíarizar com o assunto, o
texto e perguntas baseados na Tradução Almeida Revista e Atua-
lizada, 2 a . ed., que propõem um estudo da passagem bíblica, ques-
tões para ajudá-lo a aplicar aquílo que aprendeu, e uma sugestão
de oração.
O formato de livro de exercício lhe permite escrever as res-
postas para cada pergunta. Este formato é ideal para estudo indi-
vidual, e permite que cada pessoa (no caso de estudo em gru-
pos), possa se preparar antes dos encontros, ou fazer anotações
durante as aulas. Esse espaço pode formar um registro perma-
nente dos seus pensamentos e progresso espiritual.
Na parte final do guia há notas de estudo que podem ser
úteis tanto para os líderes quanto para as pessoas que estiverem
participando do estudo. Tais notas não contêm as "respostas",
mas fornecem informações adicionais sobre certas questões, para
ajudá-lo nas partes mais difíceis.
A seção final de "Orientações para líderes" ensina como
dirigir uma discussão em grupo, dando dicas úteis sobre dinâ-
míca de grupo, bem como sugestões de como lidar com pro-
blemas que possam surgir durante as discussões. Com essa
ajuda, até mesmo alguém com pouca ou nenhuma experiên-
cia poderá liderar um estudo em grupo com eficiência.

Sugestões para estudo individual


1. Se você não leu o livro ou folheto que foi sugerido na seção
final de "leitura adicional", você pode ler a parte sugerida antes
de começar o seu estudo.
6

2. Leia a introdução. Reflita sobre as perguntas introdutórias


e anote suas respostas.
3. Ore, pedindo a Deus que lhe fale por meio de sua Palavra,
sobre cada assunto específico.
4. Leia a passagem bíblica dada a você na Tradução Almeida
Revista e Atualizada, 2 a . ed. da Sociedade Bíblica do Brasil. Anote
frases que considerar importantes. Escreva na margem qualquer
dúvida que possa surgir na sua mente, à medida que for lendo
o texto.
5. Use as perguntas do guia de estudo para examinar mais
inteiramente a passagem bíblica. Faça suas anotações nos espa-
ços exístentes. Depois de fazê-las, leia as notas de estudo corres-
pondentes no final do livro, para maior discernimento.
6. Releia toda a passagem bíblica, fazendo anotações adicio-
nais sobre os princípios geraís e como você pretende usá-los.
7. Vá para a seção final do estudo, chamada "compromisso".
Pela oração, considere o que a passagem tem a dizer para a sua
vida especificamente.
8. Leia a sugestão de oração. Fale com Deus a respeito de
verdades que você apreendeu. Conte-lhe sobre qualquer desejo
que possa ter com relação a seu crescimento específico. Peça a
Deus que o ajude na sua tentativa de viver os princípios descritos
na passagem.

Sugestões para estudo em grupo


Juntar-se a um grupo de estudo bíblico pode ser um excelente
caminho para o crescimento espiritual. Aqui estão algumas ori-
entações que o ajudarão quando da participação nos estudos
deste guia.
1. Estes estudos se concentram profundamente em uma pas-
sagem específica da Bíblia. Somente em raras ocasiões você de-
verá se referir a outras partes da Bíblia, e somente a pedido do
professor ou líder. Logicamente, a Bíblia é internamente consis-
tente. Outras boas formas de estudo surgem dessa consistên-
cia, porém o estudo bíblico indutivo se concentra em uma úni-
ca passagem, a qual será trabalhada a fundo.
2. Estes estudos devem gerar debates. As perguntas neste
7

guia servem para ajudar todo o grupo a discutir uma passagem


da Escritura, no intuito de entender o seu conteúdo, significado e
implicações. A maioria das pessoas é um orador ou um ouvinte
natural. Ainda assim, este tipo de estudo se torna mais efetivo se
as pessoas participarem mais ou menos da mesma maneira. Tente
restringir qualquer tipo de tendência natural tanto com relação
à fala quanto à timidez excessiva. Tanto você quanto o restante
do grupo se beneficiarão.
3. A maioria das perguntas neste guia permite uma variedade de
respostas. Se discordar do comentário de outra pessoa, diga gen-
tilmente a razão. Explique o seu ponto de vista baseado na passa-
gem que tem em mãos.
4. Se lhe for pedido, esteja pronto para liderar uma discus-
são. Muitas das preparações para liderança já foram conseguidas
ao se trabalhar com este guia.
S. Respeite a privacidade das pessoas no seu grupo. Elas po-
derão falar, no contexto do estudo bíblico ou orações em grupo,
sobre assuntos que não desejam ver divulgados publicamente lá
fora. Considere sempre que as informações pessoais dadas no
ambiente de estudo em grupo são todas particulares, a não ser
que alguém lhe diga especificamente o contrário. E não comente
sobre o fato em outro lugar.
6. Recomendamos que todos os grupos sigam algumas
orientações básicas, e que estas sejam lidas na primeira reu-
nião. As orientações, que poderão ser adaptadas à sua situa-
ção, são as seguintes:
a. Tudo o que for dito neste grupo será tido como confi-
dencial e não será discutido fora das reuniões, a não
ser que uma permissão espeáfica seja dada para fazê-lo.
b. Cada pessoa presente terá a possibílídade de falar, se
assim o desejar.
e. Falaremos sobre nós mesmos e nossas próprias situa-
ções, evitando conversas sobre outras pessoas.
d. Ouviremos com atenção cada um que estiver falando.
e. Oraremos uns pelos outros.
8

7. Aproveite o seu estudo. Prepare-se para crescer. Deus o


abençoe.

Sugestões para líderes de grupo


Há sugestões específicas para ajudá-lo a conduzir os estudos nas
orientações para líderes e nas notas de estudo no final deste guia.
Leia as orientações para líderes cuídadosamente, mesmo se esti-
ver trabalhando somente com um grupo. Então você poderá se
dirigir à preparação final da seção específica que irá trabalhar.
Introdução: Os agentes do Reino

A igreja é a comunidade do povo de Deus - pessoas chamadas


para servir ao Senhor e viver juntas em uma verdadeira comuni-
dade cristã, como testemunhas do caráter e dos valores do reino
de Deus. A igreja é o agente da missão de Deus na terra.
Qual é essa missão? Ela consiste em trazer sob o domínio e a
liderança de Jesus Cristo todas as coisas e, acima de tudo, todas
as pessoas da terra: para que ao nome de Jesus se dobre todo
íoelho, nos céus, na terra e debaíxo da terra, e toda língua confes-
se queJesus Crísto é Senhor (Fp 2.10 ,11).
Dizer que a igreja é o agente da missão de Deus na terra é o
mesmo que dizer que a igreja é o agente do Reino de Deus. A
igreja é a comunidade messiânica, ou seja, a comunidade daque-
les que reconhecem o verdadeiro Messias, que proclamam-no
como Senhor, e levam as suas boas novas até os confins da terra.
Portanto, a ígreja é o agente do Reíno de Deus. Quando fala-
mos sobre o papel evangelizador e profético da igreja, devemos
sempre relacioná-lo à própria missão da igreja de representar o
Reino de Deus, para que não percamos a perspectiva bíblica e
não desenvolvamos uma visão truncada do chamado da igreja.
10

Biblicamente falando, nem evangelismo nem ação social possu-


em sentidos completos, se não estiverem relacionados ao fato
de que a comunidade cristã é a expressão terrena visível do
Reino de Deus.
A igreja é o único meio divinamente apontado para espalhar
o evangelho. A chamada do evangelho é uma chamada para algo,
e este algo é mais do que uma simples doutrina, ou experiência,
ou uma transação jurídica celeste, ou o exercício da fé, ou até
mesmo, exclusivamente, Jesus Cristo. O evangelho tem a inten-
ção de chamar pessoas para o corpo de Cristo, ou seja, para a
comunidade daqueles que crêem, tendo Cristo como o líder es-
sencial e soberano.
Olhe para o que Jesus disse e fez. Ele falou sobre o Reino e
reuniu a igreja. Ele não falou muito sobre a igreja e até mesmo se
negou a estabelecer o tipo de reino que as pessoas esperavam.
Em vez disso, ele falou sobre o "mistério" do Reino. Pela sua
vida, morte, ressurreição e visita no dia de Pentecostes, ele não
estabeleceu o Reino, mas sim a igreja, que é a comunidade que
tem a missão de viver e proclamar o mistério do Reino até os
confins da terra.
Jesus fala sobre o "mistério do Reino"; Paulo fala do "mistério
de Cristo". Portanto, Cristo é a chave para o Reino. O Reino de
Deus é a contínua obra reconciliadora de Deus em Cristo, vista da
perspectiva do estabelecimento definitivo e final do domínio de
Deus quando Jesus retornar à terra. Cristo deve voltar para esta-
e
belecer inteiramente o seu Reino. Mas pelo seu Espírito ele opera
agora na terra, por meio do seu corpo, a igreja.
Como a igreja e o Reino devem ser entendidos nestes tem-
pos, entre a primeira e a segunda vinda de Jesus? Este estudo
trará um maior entendimento da relação entre o Reino e a igreja,
e mostrará qual é o seu lugar nela.
Estudo Um
O grande plano de Deus
Efésíos 1.3-14,22,23

.A credito que Deus esteja salvando almas e preparando-as


::::r!!\ para o paraíso, mas eu jamais aceitaria isso como sendo
uma definição adequada da missão da igreja, poís esta definição
é pouco abrangente. Ela não é uma definição bíblica, já que a
Bíblía fala de um grande plano divino para toda a criação. Segun-
do a Bíblía, devemos enxergar a igreja e o evangelho dentro do
contexto do plano cósmico de Deus.
a que significa esse plano cósmico? Ele é descrito objetíva-
mente nos primeiros três capítulos de Efésios. Dois fatos surpre-
endentes emergem desses capítulos. Primeiro, Deus tem um pla-
no e uma meta. Segundo, este plano se estende a todo o uníverso.

Introdução _
O Considerando notícias e histórias recentes, quais problemas
você gostaria que Deus resolvesse agora?
12

o Reflita sobre problemas pessoais ou familiares que você en-


frenta. O que você gostaria de ver Deus resolver agora?

o Que evidências você tem de que Deus está operando no mun-


do atualmente?

E na sua vida pessoal e em sua família?

Estudo _
Leia Efésios 1.3-14, 22,23:
3Bendíto o Deus e Pai de nosso SenhorJesus Cristo, que nos
tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões
celestiais em Cristo, 4assim como nos escolheu, nele, antes da
fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis peran-
te ele; e em amor 5nos predestinou para ele, para a adoção de
filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua
vontade, 6 para louvor da glória de sua graça, que ele nos conce-
deu gratuitamente no Amado, 7 no qual temos a redenção, pelo
seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua
graça, 8 que Deus derramou abundantemente sobre nós e em toda
a sabedoria e prudência, 9desvendando-nos o mistério da sua
vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo,
10de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tem-
pos, todas as cousas, tanto as do céu como as da terra; 11 nele,
digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados se-
gundo o propósito daquele que faz todas as cousas conforme o
conselho da sua vontade, 12a fim de sermos para louvor da sua
13

glória, nós, os que de antemão esperamos em Crísto; 13em que


também vós, depoís que ouvístes a palavra da verdade, o evan-
gelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes sela-
dos com o Santo Espíríto da promessa; 14 0 qual é o penhor da
nossa herança, até ao resgate da sua propriedade, em louvor da
sua glória...
22E pôs todas as cousas debaíxo dos pés e, para ser o cabeça
sobre todas as cousas, o deu à Igreja, 23a qual é o seu corpo, a
plenitude daquele que a tudo enche em todas as cousas.

1. Quando Deus críou o seu grande plano para o uníverso (v. 4)7

2, No versículo 11 a palavra grega muítas vezes traduzída como


"plano" ou "propósíto" deríva da palavra para "casa" ou "família",
Como Deus dirige e gerencía o seu lar, ou seja, a igreja7

3. Que partes do uníverso estão ínc1uídas no grande plano de


Deus da reconcílíação (vv.10, 22, 23)7

4. De que maneíra a salvação das pessoas está relacíonada à re-


concílíação de todo o uníverso críado7

5. O testemunho da Escrítura é consístente: o mesmo Deus que


críou e mantém o uníverso tão perfeíto, restaurará todas as coísas
14

pela obra deJesus Cristo. Como Paulo resume a obra de Cristo?

6. A igreja é o povo do Reino de Deus, que proclama as regras de


Deus e vive sob o domínio delas. Qual o papel da igreja na reden-
ção do universo?

7. Quando Deus alcançará a sua obra total? Um segmento da


igreja diz: "Não agora, mas depois!" E, ao contrário, um outro
grupo diz: "Não depois, mas agora!" Em vista dos fatos globais,
pessoais e famílíares que você presencia, quando você espera
que Deus estabeleça as suas soluções, "depois" ou "agora"?
Por quê?

Compromisso _
O De que maneira você pode se comprometer mais a fundo na
obra de Cristo da reconciliação do universo, por meio de sua par-
ticipação no trabalho e testemunho da igreja?
Estudo Dois
O amor reconciliador de Deus
Efésíos 3.1-13

• m Efésios 3.10 encontramos uma frase notável. O propósito


~ de Deus para o universo, de acordo com Paulo, é que "pela
Ígre}a, a multíforme sabedoria de Deus se torne conhedda, agora,
dos prindpados e potestades nos lugares celestíaÍs".
Esta passagem da Bíblia revela que tanto os gentios como os
judeus poderão compartilhar da redenção prometida por Deus.
Na verdade, os gentios ejudeus são agrupados como sendo "um
só corpo". Por intermédio de Jesus Cristo, Deus" de ambos fez
um; e, tendo derribado aparede da separação que estava no meÍo,
a ÍnÍmÍzade". Portanto, todos os cristãos são um só corpo. Isso foi
feito "por ÍntermédÍo da cruz, destruÍndo por ela a ÍnÍmÍzade" (Ef
2.14,16).
Perceba as duas dimensões aqui. Há uma reconciliação dos
cristãos gentios e judeus tanto com Deus como entre eles pró-
prios. Eles entraram em um relacionamento reconciliador com
Cristo que faz com que a velha hostilidade entre eles seja destruída.
Não são mais inimigos, mas sim irmãos e irmãs.
Qual é, então, o mistério do plano de Deus? O mistério é que
em Cristo, Deus atua com tamanha força redentora que o torna
capaz de vencer ódios e curar hostilidades. O mistério não é sim-
plesmente o fato de que o evangelho é pregado para os gentios,
mas sim o fato de que por essa pregação, os gentios que acredi-
tam são também "herdeiros", e membros de "um só corpo".
16

o milagre do evangelho durou somente até a reconciliação


dos judeus e gentios no primeiro século, D.e.? Logicamente não!
Há muito mais no mistério do plano de Deus. Aquela reconcilia-
ção inicial e histórica nos mostra que Deus reconcilia pessoas e
povos a ele pelo sangue da cruz. Isso se estende a nós, nos dias
de hoje.

Introdução _
O Que "paredes da separação da inimizade" são evidentes na
igreja hoje em dia?

o Quais as provas de que Deus está ainda operando para recon-


ciliar as pessoas com ele e entre si próprias?

o Em que áreas da sua vida pessoal e na igreja você necessita de


uma experiência de reconciliação?

Estudo - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Leia Efésios 3.1-13:
lPor esta causa eu, Paulo, sou o prisioneiro de Cristo Jesus,
por amor de vós, gentios, 2se é que tendes ouvido a respeito da
dispensação da graça de Deus a mim confiada para vós outros;
3 pois, segundo uma revelação, me foi dado conhecer o mistério,

conforme escrevi há pouco, resumidamente; 4 pelo que, quando


ledes, podeis compreender o meu discernimento do mistério de
Cristo, 50 qual, em outras gerações, não foi dado a conhecer aos
filhos dos homens, como, agora, foi revelado aos seus santos
apóstolos e profetas, no Espírito, 6 a saber, que os gentios são co-
herdeiros, membros do mesmo corpo e co-participantes da pro-
messa em Cristo Jesus por meio do evangelho; 7do qual fui cons-
tituído ministro conforme o dom da graça de Deus a mim conce-
dida segundo a força operante do seu poder.
17

8A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça


de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de
Cristo g e manifestar qual seja a dispensação do mistério, desde os
séculos, oculto em Deus, que criou todas as cousas, 10para que,
pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida,
agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais, l1 se-
gundo o eterno propósito que estabeleceu em Cristo]esus, nosso
Senhor, 12pelo qual temos ousadia e acesso com confiança, me-
diante a fé nele.
13Portanto, vos peço que não desfaleçais nas minhas tribula-
ções por vós, pois nisso está a vossa glória.

1. Qual é o "mistério de Cristo" (w. 4-6)7

Como ele foi revelado7

2. Quais são as duas dimensões de reconciliação alcançadas pela


obra de Cristo7

3. Como a igreja está envolvida na revelação da "multiforme sa-


bedoria de Deus" (w. 10,11)7

4. De que maneira a igreja é o agente da vontade de Deus para os


outros no mundo7
18

E para toda a criação?

5. Como o fato da vida comunitária da igreja ser saudável ou não


influencia a maneira pela qual a sua missão é realizada?

6. Já que a igreja é o povo de Deus, ela inclui todos os povos de


Deus em qualquer tempo e em qualquer lugar. De que maneira
esta grande verdade histórica e cultural deve influenciar a sua igreja
local?

7. Como o Espírito Santo toma a igreja agente reconcíliador de Deus?

Compromisso c
O O que você pode fazer espeáficamente para fortalecer a missão
da sua congregação local, para que ela se torne um agente
reconcíliador mais efetivo?

A quem você pode pedírpara ser parte íntegrante desta míssão?


Estudo Três
Ministrando juntos
1 Coríntíos 12.4-13,27-31

. ' á verdades espirituais cristãs que eu jamais entenderei, as-


~IJ sim como certos padrões cristãos que eujamais alcançarei,
a não ser que esteja em comunhão com outros cristãos. Este é o
plano de Deus. O Espírito Santo ministra para nós, em grande
escala, por meio das outras pessoas.
Isso traz implicações adjacentes para o evangelismo. A res-
ponsabilidade individual do cristão é, antes de mais nada. para
com a comunidade cristã e seu líder, Jesus Cristo. A primeira tare-
fa de todo cristão é a edificação da comunidade cristã. Se disser-
mos que a primeira responsabilidade do cristão é ministrar para
os não-crentes, estamos ignorando o que o Novo Testamento
nos ensina a respeito dos dons espirituais, e colocamos nas cos-
tas de muitos cristãos um fardo que não conseguem suportar.
Além do mais, isso ressalta um ponto da conversão, mas subes-
tima a edificação da igreja, que é essencial para um evangelismo
efetivo e o crescimento da igreja.
Isso nos leva a afirmar que a comunidade - o relaciona-
mento entre cristãos - é mais importante que o testemunho. A
amizade e a vida comunitária são necessárias dentro da igreja
para equipar e preparar os cristãos para os vários tipos de servi-
20

ços e testemunhos que darão. De qualquer modo, todos os cris-


tãos são testemunhas no mundo e devem compartilhar de sua
fé. Mas somente poderemos ser testemunhas efetívas de Deus
à medida que experimentarmos a edificante vida em comum
da igreja. E esta vida em comum é verdadeiramente edificante
quando a comunidade se torna, por meio de Cristo e do exercí-
cio dos dons espirituais, a moradia do Espírito Santo.

Introdução _
O Quais são os membros de sua igreja com os quais você mais
gostaria de se parecer, e por quê?

o O que você faz para dar a contribuição mais significativa à igre-


ja local?

o O que você poderia fazer para se sentir mais feliz e mais útil em
seu lugar na igreja de Cristo?

Estudo _
Leia 1 Coríntíos 12.4-13,27-31:
40ra, os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo.
SE também há diversidade nos serviços, mas o Senhor é o
mesmo.
6E há diversidade nas realizações, mas o mesmo Deus é quem
opera tudo em todos.
21

7A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a


um fim proveitoso.
8Porque a um é dada, mediante o Espírito, a palavra da sabe-
doria; e a outro, segundo o mesmo Espírito, a palavra do conhe-
cimento; 9 a outro, no mesmo Espírito, a fé; e a outro, no mesmo
Espírito, dons de curar; 10a outro, operações de milagres; a outro,
profecia; a outro, discernimento de espíritos; a um, variedade de
línguas; e a outro, capacidade para interpretá-Ias.
llMas um só e o mesmo Espírito realiza todas estas cousas,
distribuindo-as, como lhe apraz, a cada um, individualmente.
12Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros,
e todos os membros, sendo muitos, constituem um só corpo,
assim também com respeito a Cristo.
13pois, em um só Espírito, todos nós fomos batízados em um
corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a
todos nós foi dado de beber de um só Espírito...
270ra, vós sois corpo de Cristo; e, individualmente, membros
desse corpo.
28A uns estabeleceu Deus na igreja, primeiramente, apósto-
los; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; de-
pois, operadores de milagres; depois, dons de curar, socorros,
governos, variedades de línguas.
29Porventura, são todos apóstolos? Ou, todos profetas? São
todos mestres? Ou, operadores de milagres?
30Têm todos dons de curar? Falam todos em outras línguas?

,
i
Interpretam-nas todos?
31 Entretanto, procurai, com zelo, os melhores dons.
E eu passo a mostrar-vos ainda um caminho sobremodo ex-
celente.

1. O versículo 3 diz, .. NÍnguém pode dÍzer: SenhorJesus!, senão


pelo Espírito Santo". Como o exercício dos dons do Espírito faz
com que a igreja hoje em dia declare ao mundo que Cristo é
Senhor?
22

2. Os dons devem ser vistos não como vantagens espirituais su-


plementares, mas sim como fundamentais tanto para a experiên-
cia de vida das pessoas quanto para o funcionamento da comuni-
dade cristã. De que maneira cada um dos dons relacionados nos
versículos 8-11 são importantes e centrais para a comunidade, e
não simplesmente meros benefícios adicionais?

3. Como esses dons contribuem tanto para o ministério externo,


no mundo, quanto para o ministério ínterno, dentro da própria
igreja?

4. No Novo Testamento não há hierarquias de valor, ou idéias de


que um dom espiritual seja superior ao outro (vv.4-6, 12,13). De
que maneira os dons de cada um na comunidade podem ser
igualmente valorizados?

5. Como a sua igreja tem demonstrado (ou poderia demonstrar


melhor) que os seus dons são importantes e úteis?
23

6. De que maneira a organização e a ordem da igreja podem in-


tensificar o exercício da fé e do dom espiritual de cada cristão?

Como a organização e a ordem da igreja podem prEjudicaro exer-


cício dos dons espirituais na comunidade?
,
1
I

7. Como você pode encorajar aqueles que ministram ao corpo de


Cristo pelo exercício de seus dons?

Compromisso _
O Já que os dons são dados para atender às necessidades de
uma certa comunidade de fé e da área do mundo na qual esta
comunidade se localiza, que dons espirituais são necessários para
que a sua igreja desenvolva o seu testemunho, sua obra, e a
interação de seus membros?

o Tente conversar com alguém em sua igreja que o conheça bem,


e lhe pergunte quais dos dons do Espírito ele vê em você. Peça a
essa pessoa que o aconselhe de modo piedoso e com responsa-
bilidade, à medida que você exercita esse dom. Fale com um
diácono ou um pastor sobre os resultados dessa avaliação e ex-
periência.
Estudo Quatro
Testemunhar
1 Pedro 2.4-12

f
(

G) papel da igreja é tanto evangelístico como profético, e não


" " exclusivamente um ou outro. Em um sentido, o evangelismo
significa boas novas e a profecia significa más notícias. O
evangelismo proclama a oferta do perdão, uma nova vida em
Cristo e um novo estilo de vida em uma comunidade cristã. A
profecía proclama que, mesmo que esta oferta seja rejeitada, Deus
ainda contínua sendo soberano e estabelecerá o seu reino pela
justiça e pelo julgamento. O evangelismo é a oferta da salvação
agora; a profecia é a certeza do julgamento final. ~.
A tarefa evangelizadora não é simplesmente a tarefa indivi-
dual de cada cristão, mas sim uma função da igreja como a co-
munidade do povo de Deus. A tarefa evangelizadora da igreja é
proclamar ao mundo as boas novas da salvação por meio de
Jesus Cristo, fazendo discípulos e construindo e edificando a igre-
ja. Ela serve para cumprir a Grande Comissão de Mateus 28.19,20,
Marcos 16.15, e Atos 1.8. O papel da igreja no plano de Deus não
termina com a tarefa evangelizadora, mas sim se inicía. Só pode-
mos alcançar o mundo com as boas novas se essa tarefa de
evangelização for desenvolvida.
25

Introdução _
O Que situações na vida de uma outra pessoa lhe fazem ver que
esse indivíduo realmente está necessitando do Evangelho?

o Em que situação você se sente menos à vontade quando tenta


testemunhar para alguém sobre Jesus?

o Você é chamado mais freqüentemente para as tarefas de


evangelismo ou profecia? Em qual dessas duas áreas você se
encontra mais envolvido? Por quê?

Estudo _
Leia 1 Pedro 2.4-12:
4Chegando-vos para ele, a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos
homens, mas para com Deus eleita e preciosa, 5também vós
mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual
para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios es-
pirituais agradáveis a Deus por intermédio deJesus Cristo.
6pois isto está na Escritura:
Eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa;
e quem nela crer não será, de modo algum, envergonhado.
7para vós outros, portanto, os que credes, é a preciosidade;
mas, para os descrentes,
A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a prin-
cipal pedra, angular 8e:
26

Pedra de tropeço e rocha de ofensa. São estes os que tro-


peçam na palavra, sendo desobedientes, para o que também
foram postos.
9VÓS, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa,
povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes
as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua mara-
vilhosa luz; lOvós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora,
sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas,
agora, alcançastes misericórdia.
llArnados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois,
a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra contra a
alma, 12 mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos
gentios, para que, naquilo que falam contra vós outros como de
malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem
a Deus no dia da visitação.

1. Que contrastes são encontrados nesta passagem, entre o


povo de Deus e aqueles que vivem fora da "pedra angular" de
Jesus Cristo7

2. Qual o propósito da obra de Deus na História (vv. 4-8)7

3. O que fez Deus para que esses propósitos se cumprissem7


27

4. De que maneira as descrições da igreja nos versículos 5 e 9


enfatizam a natureza "comunitária" do povo de Deus?

5. Que palavras de "boas novas" nesta passagem deveriam ser


, incluídas na mensagem evangelizadora da igreja?

6. Nos versículos 7-12, quais são as notícias ruins a serem inclu-


ídas na mensagem profética da igreja?

7. Como a igreja deve exercer a sua tarefa evangelizadora e profé-


tica (vv. 9-12)?

8. Como a soberania de Deus é confirmada nesta passagem?


28

Compromisso _
O Se lhe pedissem para planejar uma aula sobre evangelismo
em sua igreja local, quais idéias desta passagem você enfatizaria?
Por quê?

o Que medidas práticas o motivariam e o ajudariam a se prepa-


rar para ser uma testemunha melhor? t
- participar de um treinamento de evangelismo.
- mudar o padrão de relacionamentos, para fazer amizades com
aqueles que não são cristãos.
- orar mais por aqueles que estão perdidos no mundo.
- outros: _

Qual o prímeíro passo que você dará esta semana em relação a


este assunto?
Estudo Cinco
Edificando a igreja
Mateus 13.24-33

I. ivros, vídeos e palestrantes em todos os lugares nos ofere-


~ cem planos para a edificação da igreja. Estes programas de-
vem ser aceitos ou rejeitados pela igreja?
Quando a igreja é fiel ao evangelho, ela promove, pelo seu
crescimento, a edificação do Reino. Mas aquí vaí uma palavra de
precaução! Se confundirmos as estruturas institucionais da igreja
com a autêntica igreja de Jesus Cristo, podemos nos enganar ao
igualarmos o sucesso institucional desta igreja com o crescimento
do Reino de Deus. Isto é uma mentira, uma fraude e leva à idolatria.
Deus chamou sua igreja para fazer discípulos de todos os
povos por todos os lugares, e isso significa crescimento numéri-
co. Discípulos são contáveis. Portanto, temos o impressionante e
aínda assim prático registro deste crescimento numérico no livro
de Atos. Lucas nos dá suficientes estatísticas para mostrar que,
quando o Espírito atua, a igreja cresce numericamente. Porém
não devemos ter o crescimento numérico como a essência da
igreja, ou como a única medida da vida de uma igreja e de sua
eficiência. Nas parábolas que contou, Jesus nos mostra como
manter um equílíbrio bíblíco.
30

Introdução _
O O que você já leu ou ouvíu a respeito do crescimento da ígreja
que atrai você? E o que o desagrada sobre este assunto?

o Se tivesse de escolher uma congregação que você visitou ou


leu a respeito, como sendo um modelo de igreja em crescimento,
qual seria ela? Por quê?

o Em sua opinião, quais são as características mais visíveis de


uma igreja em crescimento?

Estudo _
Leia Mateus 13.24-33:
240utra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é
semelhante a um homem que semeou boa semente no seu cam-
po. 25mas, enquanto os homens dormiam, veio o inimigo dele,
semeou o joio no meio do trigo e retirou-se.
26E, quando a erva cresceu e produziu fruto, apareceu tam-
bém ojoio.
27 Então, vindo os servos do dono da casa, lhe disseram: Se-
nhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem,
pois, o joio?
28E1e, porém, lhes respondeu: Um inimigo fez isso. Mas os
servos lhe perguntaram: Queres que vamos e arranquemos o joio?
29Não! Replicou ele, para que, ao separar ojoio, não arranqueis
também com ele o trigo.
30Deíxai-os crescer juntos até à colheita, e, no tempo da co-
lheita, direi aos ceifeiros: ajuntai primeiro o joio, atai-o em feixes
para ser queimado; mas o trigo, recolhei-o no meu celeiro.
31

310utra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é


semelhante a um grão de mostarda, que um homem tomou e
plantou no seu campo; 32 0 qual é, na verdade, a menor de todas
as sementes, e, cresáda, é maíor do que as hortaliças, e se faz árvo-
re, de modo que as aves do céu vêm aninhar-se nos seus ramos.
33Disse-lhes outra parábola: O reino dos céus é semelhante
ao fermento que uma mulher tomou e escondeu em três medi-
das de farinha, até ficar tudo levedado.

1. O que essas três parábolas ilustram?

2. Que características essas parábolas têm em comum?

3. Há uma idéia de crescimento que pode ser medido, ilustra-


do em cada uma das três parábolas. Qual a importância desse
crescimento?

4. De acordo com a parábola do joio, por que o crescimento


numérico não é uma medida válida para a vida e efetívidade
de uma igreja?

5. De que maneira a parábola do grão de mostarda o incentiva a


ser fiel ao evangelho?
32

6. Como é ressaltada a distinção entre o crescimento institucional


e o espiritual na parábola do fermento (Mt 13.33)?

7. Como aqueles que pertencem a uma igreja que não tem visto
um crescimento numérico podem ser encorajados pela parábola
da semente de mostarda e do fermento?

8. Levando em consideração cada uma destas parábolas, qual


você acredita ser o papel de Deus em fazer discípulos e desenvol-
ver a igreja?

Qual o papel da igreja?

Compromisso _
D A partir dessas parábolas, que conselhos você daria a alguém
que pertence a uma grande igreja em crescimento, ou a alguém
que congrega em uma igreja pequena que não tem visto um cres-
cimento numéríco?

D Pense em algo que você pode fazer ou já está fazendo para


servir sua igreja à medida que interage com as outras pessoas.
Estudo Seis
()rganizar a igreja
Atos 2.42-47

• ra uma vez um homem chamado Bíll que já não suportava


~ mais a igreja institucional. Ele dizia: "A igreja está tão presa à
tradições que não tem nenhum tipo de liberdade espiritual". En-
tão, Bíll decidiu se reunir com um grupo de amigos que pensa-
vam da mesma maneira. "Nós nos livraremos de qualquer tipo
de institucionalismo, e teremos uma igreja do Novo Testamento,
bem simples e não-estruturada", afirmou Bíll.
Todos se reuniram num domingo à noite. Havia onze pesso-
as. Eles passaram mais ou menos duas horas e meia somente
cantando, compartilhando a Palavra, orando e estudando a Bí-
blia. Foi estupendo, e todos ficaram maravilhados! Era a primeira
vez que a maioria deles experimentava uma reunião tão livre e
aberta, e todos se sentiram mais próximos uns dos outros, bem
como espiritualmente fortalecidos.
Naquela noite, no término da reunião, BílI disse: "Bem, foi
maravilhoso! Creio que devemos ter começado algo aqui esta
noite. Poderemos nos reunir novamente na próxima semana 7"
Todos concordaram. No mesmo horário, no mesmo local.
E portanto, uma nova confraternidade, ou seja, uma nova
igreja local, acabava de nascer. O grupo cresceu, diversificou-se
34

de certa forma, e à medída que crescia, deparava com novas ne-


cessídades. Ea "escolínha para as crianças"? Equanto ao horário
e a duração dos cultos? Quem seriam os líderes? E as comemo-
rações de feriados especiais? E quanto ao custo dos materiais?
Em cada situação, planos contínuos e organizados eram coloca-
dos em prática para que o grupo pudesse funcionar da melhor
maneira possível, fazendo com que as mesmas pequenas deci-
sões não tivessem de ser discutidas novamente.
As coisas funcionaram e o grupo prosperou.
Mas, e quanto à falta de estrutura? Inevitavelmente começou
a haver uma forma institucional. Talvez as medidas adotadas te-
nham sido boas, quem sabe até melhores do que aquelas deixa-
das para trás, e tenham servido melhor aos propósitos da igreja.
Provavelmente foi exatamente isso o que ocorreu. Mas as estru-
turas começaram realmente a aparecer, já que a vida precisa de
algum tipo de forma. A vida sem estrutura perece porque não
pode se sustentar. Então, como a igreja deveria ser organizada?
Atos 2.42-47 nos dá uma visão interessante da estrutura do Novo
Testamento.

Introdução _
O Qual é a tradição de sua igreja local que você mais aprecia?

o Qual é a tradição de sua igreja que você mais gostaria de mudar?

o Como você acha que essas mudanças se constituiriam em uma


melhora nas funções, obras e testemunhos da igreja?
35

Estudo _
Leia Atos 2.42-47:
42E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão,
no partir do pão e nas orações.
43Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinaís eram
feitos por intermédio dos apóstolos.
44Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em
comum.
45Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o pro-
duto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade.
46Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam
pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e
singeleza de coração, 4710uvando a Deus e contando com a sim-
patia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor,
dia a dia, os que iam sendo salvos.

1. De quais atividades o culto na igreja era constituído?

Qual a evidêncía dessas atividades no culto da sua igreja?

2. De acordo com esta passagem, como eram definidas as rela-


ções de amizade na igreja?

Como são evidentes, na sua igreja, essas relações?


36

3. O que estava incluído no ministério de compaixão e caridade


da igreja?

Como essas coisas estão incluídas nas atividades e na obra de


evangelização de sua igreja?

4. Quais eram as atívidades responsáveís por manter o


evangelismo da igreja descrita em Atas?

Como essas atividades são evidentes no testemunho de sua igreja?

5. Observe os papéis que a liderança desempenhava na vida da


igreja (vv.42-43). Como eles afetavam a estrutura da igreja?

6. Quais das atividades da igreja eram provavelmente espontâne-


as e quais eram planejadas?
37

Como essas alternativas podem ser um ponto positivo para a vida


e o testemunho da igreja?

Compromisso
O O modo como reagimos a nossa igreja pode depender, até
certo ponto, da nossa personalidade. Alguns de nós somos alta-
mente organizados, e outros já são mais espontâneos. Quais as
partes organizacionais e estruturais das atividades da igreja que
mais o ajudam em sua vida espiritual? Por quê?

Até que ponto você necessita de espontaneidade para se desen-


volver espiritualmente?

o Que mudanças você poderia fazer na vida de sua igreja para


que ela o ajudasse espiritualmente, ou possibilitasse que você fosse
um servo melhor?

Aprender a díscernír o que deve ser mudado e o que deve ser


apredado e valorizado na ígreja pode, muítas vezes, ser uma gran-
de batalha. Agradeça a Deus pelo que você admíra em sua ígreja
e peça ao Senhor que lhe mostre quaís poderiam ser as suas
contribuíções para ísso.
Orientações para Líderes
Liderar uma discussão sobre a Bíblia pode ser uma experiência
agradável e recompensadora. Mas pode ser também intimidante
- especialmente se você nunca fez isso antes. Se você se sente
assím, acalme-se, você está em boa companhía.
Lembra-se de quando Deus pediu a Moisés que levasse os
israelitas para longe do Egíto? Moisés respondeu, "Ah! Senhor!
Envía aquele que hás de envíar, menos a mím" (Êx 4.13). Mas
Deus deu a Moisés a ajuda de que necessítava (humana e divína)
para que ele fosse um líder forte.
Se você seguir certos parâmetros, vai perceber que liderar
uma díscussão bíblica não é díficil. Não é necessário ser um espe-
cialista na Bíblia, nem um professor treínado. As sugestões abaí-
xo poderão ajudá-lo a desenvolver o seu papel de líder efetíva-
mente, e a apreciá-lo ao máximo.

Preparando-se para o estudo


1. À medída que você estuda a passagem bíblica na preparação
de sua aula, peça a Deus que o ajude a entendê-la e a aplicá-la à
sua própria vida. Se ísso não acontecer, você não estará prepara-
do para liderar outras pessoas. Ore também pelos componentes
de seu grupo. Peça a Deus que abra o coração de cada um para
receber a mensagem da sua Palavra, e que lhes dê motivação
para colocá-la em prática.
39

2. Leia a introdução de todo o guia para ter uma visão geral


sobre os assuntos e questões a serem explorados.
3. Prontifique-se a citar exemplos e contar ocorrências pes-
soais nas perguntas de "introdução". A vulnerabílídade ou segu-
rança do grupo dependerá do líder.
4. À medida que você se prepara para cada estudo, leia e
releia a passagem bíblica que irá trabalhar, para ficar famílíarizado
com o assunto. Leia sempre a passagem na Bíblia, para entender
todo o contexto.
5. Este guia de estudo é baseado na Tradução Almeida Revis-
ta e Atualizada, 2 a . ed. Se você usar essa tradução nos estudos e
discussões, será mais fácil para todos.
6. Trabalhe cuidadosamente com cada pergunta do estudo.
Ore e medite quando estiver considerando as respostas que irá dar.
7. Escreva as suas opiniões e respostas nos espaços do guia
de estudo. Isso o ajudará a expressar mais claramente suas idéias
sobre a passagem.
8. Um dicíonário bíblico pode o ser útil. Use-o para procurar
palavras desconhecídas, bem como nomes ou lugares.
9. Leve a sério cada pergunta sobre o texto, e a parte final de
"compromisso". Considere o que isso significa para a sua vida,
que tipos de mudanças você deve fazer no seu dia-a-dia e/ou que
tipo de comportamento apresentar para as pessoas de seu conví-
vio e na sua igreja. Lembre-se de que o grupo seguirá o seu exem-
plo na maneira de responder aos estudos.
Como desenvolver o estudo
1. Certifique-se de que todos em seu grupo tenham o guia de
estudo e a Bíblia. Incentive-os a se prepararem antes de cada
discussão, lendo a introdução e trabalhando cada uma das per-
guntas do estudo.
2. No início da primeira reunião, explique que os estudos
devem ser trabalhados em forma de debates e não palestra. In-
centive todos a participarem. Entretanto, não pressione aqueles
que se sentirem um tanto inseguros em falar nos primeiros en-
contros.
3. Comece sempre o estudo pontualmente, com uma oração
pedindo a Deus que ajude o grupo a entender a passagem, bem
como para que ajude cada participante a aplicá-la em sua vida.
4. Peça a um membro do grupo que leia o parágrafo de intro-
dução no começo de cada discussão. Isso dará ao grupo uma
idéia do assunto de cada estudo.
5. Todo estudo se inicia com uma parte chamada "introdu-
ção". As perguntas de introdução devem ser trabalhadas antes
que a passagem seja lida. Isso é importante por várias razões:
Primeiramente, há sempre uma intranqüílídade a ser quebra-
da antes que as pessoas comecem a falar abertamente. Uma boa
pergunta é sempre ideal para" quebrar o gelo".
Além disso, muitas pessoas terão várias coisas na mente (o
jantar, um exame, um compromisso importante, como consertar
o carro, etc.), coisas essas que não têm nada a ver com o estudo.
Uma pergunta criativa lhes chamará a atenção para o assunto a
ser discutido.
41

Por fim, as perguntas de introdução nos revelam onde os


nossos pensamentos e emoções devem ser transformados pelas
Escrituras. É por isso que não se deve ler a passagem bíblica an-
tes de responder às perguntas de introdução. Se isso for feito, as
pessoas tenderão a dar uma resposta de acordo com a Bíblia,
não sendo, muitas vezes, totalmente honestas.
6. Peça a um membro do grupo que leia a passagem a ser
estudada.
7. À medida que se faz as perguntas, lembre-se de que elas
devem ser trabalhadas da maneira como estão escritas. Você pode
simplesmente ler ou usar suas próprias palavras, mas nunca deve
mudar o significado.
Há momentos em que talvez seja apropriado desviar a dis-
cussão do guia de estudo. Por exemplc, uma pergunta pode já ter
sido respondida antes. Neste caso, vá para a outra pergunta. Ou
alguém talvez faça uma indagação que não se encontra no guia.
Discuta essa pergunta, mas tente não permitir que o grupo saia
muito fora do assunto.
8. Evite dar suas próprias respostas. Se as perguntas não fo-
rem compreendidas, repita-as ou explique-as até que sejam cla-
ramente entendidas. Um grupo ativo ~e tornará passivo e sílenci-
oso se perceber que o líder dará todas as respostas corretas.
9. Não tenha medo do sílêncio. P.s pessoas talvez precisem
de tempo para pensar antes de formular as respostas.
10. Não se contente com uma só resposta. Pergunte, "O que
o restante do grupo pensa?" ou, "O cue mais?", até que várias
pessoas tenham dado suas respostas.
11. Considere todas as respostas c afirmações. Seja positivo
sempre que possível. Nunca rejeite uma resposta. Se ouvir uma
resposta muito incorreta, pergunte, "Qle versículo o levou a esta
conclusão?" ou, "O que o restante do grupo pensa sobre isso?"
12. Não espere que todas as respostas sejam dirigidas a você.
Isso provavelmente se dará no início, mas à medida que as pes-
soas se sentirem mais à vontade, hav~rá uma maior integração
do grupo. Isto é sinal de discussões saudáveis.
42

13. Não tema a controvérsia, pois ela pode ser estimulante!


Não se sínta frustrado se não conseguír resolver uma questão
completamente. Siga em frente e reconsidere-a mais tarde. Um
estudo subseqüente poderá resolver o problema.
14. Resuma periodicamente o que o grupo falar sobre cada
passagem. Isso ajudará a unir as várias idéias mencionadas, e
dará continuidade ao estudo. Mas não pregue sermões!
15. Não pule as perguntas de "compromísso" no final de cada
estudo. É importante que cada um de nós aplique a mensagem
da passagem à nossa vida de uma maneira espeáfica. Prontifique-
se a dar início a essa parte final, descrevendo como o estudo o
afetou pessoalmente.
Dependendo das características do seu grupo e do tempo
que estão juntos, você deve ou não discutir as perguntas de "com-
promisso". Se não forem discutidas, dê tempo ao grupo para que
reflita sobre cada uma delas em sílêncio. Incentive as pessoas a
fazer "compromissos específicos" com Deus, e a escrevê-los em
seus guias de estudo. Na ~emana seguinte pergunte como estão
lidando com seus "compromissos".
16. Encerre a aula com uma oração em grupo. Peça a Deus
que os ajude a cumprir co:n os compromissos que assumiram.
17. Encerre a aula pontualmente.
Notas de estudo

Estudo Um. O grande plano de Deus. (Ef 1.3-14,22,23).


Objetívo: Reconhecer o plano de Deus de redenção para toda a cria-
ção, e o objetivo da igreja como parte dessa redenção.
Introdução: Estas questões foram formuladas para nos ajudar a
ídentificar as nossas expectatívas em relação a Deus, e também como
o seu plano redentor para todo o uníverso é bem maíor e maís
abrangente do que os perímetros de nossa experíêncía pessoal.
Questão 1: A mesma palavra grega para mmlua pode ser encon-
trada em Efésíos 2. 19.
Questão 2: Economia é uma palavra derívada dessa ídéía grega
de famílía. É ímportante reconhecer o pleno íntuíto de tudo o que Deus
íncluí em seu plano de redenção. Deus cuída da casa e da vízínhança,
bem como de cada um dos índívíduos que lá habítam. A Deus ímporta
todo o lago e o ecossístema, e não somente o peíxe!
Questão 4: A ídéía-chave é a de reconcílíação. O plano de Deus
vísa a restauração de sua criação, para superar, em gloríoso desempe-
nho. os danos causados às pessoas e à natureza, pelo pecado. A re-
denção das pessoas está no centro do plano de Deus, mas não é a
circunferência deste plano.
Questão 7: Aqueles que adíam qualquer presença real do Reino
de Deus, para quando Cristo retornar ("Não agora, depoís!"), esperam
no momento uma renovação substancíal somente no plano da experí-
êncía relígíosa índívídual, e não na polítíca, na arte, na educação, ou na
44

cultura em geral, e nem mesmo na igreja. Por outro lado, há aqueles


que enfatizam tanto a importância de uma renovação social no pre-
sente, que acabam negando ou ignorando a conversão pessoal e a
futura volta de Cristo, e a nossa tendência ao pecado e à rebeldia não é
levada a sério. A nossa esperança é que os cristãos ortodoxos por todo
o mundo percebam que o Reino de Deus não está inteiramente no
presente e nem inteiramente no futuro.

Estudo Dois. O amor reconciliador de Deus. (Ef 3.1-13).


Objetívo: Admirar a perfeição do plano de Deus para reconciliar com
ele toda a sua criação, e reconciliar também as pessoas umas com
outras, em Cristo.
Introdução: Considere os efeitos que você já pode ter sofrido pela
falta de união dentro do corpo de Cristo. Existe alguma pessoa com a
qual você não quer se reconciliar? É importante considerarmos a natu-
reza corporativa da igreja na obra reconciliadora de Deus. A autonomia
individual que muitas vezes influencia a igreja em sociedades demo-
cráticas deve ser reconhecida à luz do corpo de Cristo como "um corpo
com muitos membros". Nossa identidade corporativa como um corpo
de pessoas que crêem em Cristo é de suma importância.
Questões 1 e 2: A reconciliação de tudo e de todos em Cristo é a
razão pela qual Paulo diz que "pela ígreja, a muftí[orme sabedoría de
Deus se torne conhedda, agora, dos príndpados e potestades nos lu-
gares celestíaís" (Ef 3.10). Se a igreja é o corpo de Cristo, ou seja, o
meio pelo qual a cabeça (Cristo) opera, então concluímos que ela é
uma parte indispensável do evangelho. Se adotarmos uma postura
"antiígreja", estaremos desfazendo e até mesmo negando o próprio
evangelho.
Para a questão 2, você pode também consultar Efésios 2. 14-16.
Questão 3: A igreja é o fruto do amor reconciliador de Cristo, sen-
do portanto a revelação da sabedoria multiforme de Deus. A igreja,
como corpo de Cristo, compartilha desse trabalho reconciliador de Cristo.
Questão 4: A igreja é mais do que um simples agente evangelizador
de Deus, ou uma mudança social. Ela é, em submissão a Cristo, o
agente de todo o propósito de Deus para o universo. O que Deus está
fazendo por meio de Jesus Cristo e da igreja é parte integrante do plano
de redenção de toda a criação.
Questão 5: A igreja deve sempre ser vista como estando relacio-
nada aos propósitos do Reino de Deus. A Bíblia mostra a igreja em
meio à cultura, lutando sempre para se manter fiel, mas muitas vezes
45

adulterada por alianças não-naturais. Na Escritura, os lados celestiais e


terrenos da igreja se unem em um todo. Leia Efésios 1.3, 2.6 e 3.10,
quando quiser entender o quanto uma comunidade saudável torna o
Reino efetivo.
Questão 7: Veja também Efésios 3.16-19.

Estudo Três. Ministrando juntos. (ICo 12.4-13, 27-31).


Objetívo: Avaliar a edificação da igreja pela contribuição que cada cris-
tão dá a toda a comunidade de fé.
Questão 1: O grito da igreja de hoje deve ser a velha afirmação
cristã "Jesus é Senhor". A igreja como sendo a "noiva" e o "corpo" de
Cristo é uma nova realidade de um mundo chamado a demonstrar o
verdadeiro caráter do Reino que virá.
Questão 2: Em Efésios, os dons espirituais fazem a relação entre a
afirmação de Paulo a respeito do plano cósmico de Deus para a igreja,
e a sua descrição de uma vida normal dessa igreja. Há uma ligação
entre as "boas obras" decretadas (Ef2.10) e os dons espirituais, já que
é principalmente pelo exercício desses dons que cada cristão alcança
as boas obras que fazem parte do plano cósmico de Deus.
Questão 3: Um crescimento espiritual ocorre mais facilmente em
uma comunidade interessada e dedicada. O teólogo Karl Barth chama
a atenção para o fato de que quando o Novo Testamento se refere à
edificação, ele sempre fala sobre "a edificação da comunidade. Posso
me identificar somente à medida que edifico a comunidade". Além do
mais, a eficácia do testemunho e da obra de Cristo no mundo está
presente na vida rotineira da igreja.
Quais dos dons do Espírito exercidos em sua comunidade local
você mais aprecia? De que maneira você pode incentivar aqueles que
ministram para o corpo de Cristo por meio de seus dons?
Questão 6: Seja cauteloso quando da consideração e discussão
desta pergunta, para evitar comentários e atitudes que não contribuem
exatamente para a edificação da comunidade da igreja. O intuito desta
questão não é levá-los a fazer acusações ou reclamações, mas sim
ajudá-los a reconhecer quais as melhores maneiras de tornar a igreja
um local onde se possa ter melhores relações de amizade e
companheirismo, movidas pelo Espírito Santo. Por exemplo, uma co-
munidade que incentiva a participação de diferentes pessoas, com di-
versos talentos (trabalhar com crianças, habílídades musicais, teatro,
dança, oração de intercessão), valorizará muito mais estes dons dados
46

pelo Espírito do que uma comunidade onde somente um ou dois indi-


víduos estão envolvidos na liderança do culto. Como a sua igreja in-
centiva as pessoas a participarem dos cultos de adoração?

Estudo Quatro. Testemunhar. (lPe 2.4-12).


Objetívo: Mostrar que a igreja é a comunidade do povo de Deus, e seus
agentes designados para proclamar ao mundo a salvação e o julgamento.
Questão 4: O evangelismo bíblico deve ser baseado na igreja. Isso
significa que este evangelismo deve causar um crescimento na igreja, e
a vida e o testemunho desta igreja devem produzir evangelismo. Deste
modo, a igreja é tanto o agente quanto o propósíto do evangelismo.
Questão 5: As boas novas proclamadas pela igreja é o fato de que
nós somos escolhidos por Deus, em Cristo. Esta é a resposta para
todos os sentimentos de vazio e desprezo pessoal que tanto afligem a
nossa cultura. A partir do momento em que nos tornamos parte do
povo de Deus, não sentimos mais soIídão. Somos levados à luz que
apaga a confusão e a nossa falta de direção. Pela misericórdia de Deus,
experimentamos o perdão que nos liberta de nossa vergonha e culpa.
Questão 6: As pessoas caem em pecado porque rejeitam a "pedra
angular" preciosa e escolhida por Deus, Jesus Cristo. Estes indivíduos
estão destinados a viver fora da misericórdia e bondade de Deus. Eles
se rendem aos desejos pecadores que tentam contra suas almas, e
ameaçam destruí-Ias. No fim, o dia da visita de Deus chegará, quando
a misericórdia de Deus não estará mais disponível.
Questão 7: Os evangelistas do Novo Testamento eram testemu-
nhas verbais fiéis principalmente porque a comunidade cristã era uma
testemunha fiel, no seu dia-a-dia e nas suas ações no mundo. Testemu-
nho e comunidade andam juntos.

Estudo Cinco. Edificando a igreja. (Mt 13.24-33).


Objetívo: Mostrar que o crescimento numérico da igreja será vísível, mas
que o crescimento espiritual é essencial à genuma edificação da igreja.
Questão 2: Quando pequenos, o joio e o trigo pareciam iguais.
Nos primeiros estágios de crescimento, um não podia ser distinguido
do outro.
Questão 5: Há algo de espontâneo a respeito do verdadeiro cres-
cimento da igreja. Apesar de o planejamento ser necessário, o cresci-
mento espontâneo não depende de grandes técnicas ou programas
especiais. Ele é a conseqüência normal de uma vida espiritual. O que
está vivo sempre cresce.
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Questão 6: A edificação da igreja não significa levar até ela algo


necessário para o seu crescimento. Se Cristo lá habitar, as sementes
deste crescimento já estão presentes. Na verdade, para que isso acon-
teça só é necessário que removamos os obstáculos que não permitiriam
a sua edificação. Se a igreja não estiver limitada por barreiras não-bíblicas,
ela crescerá naturalmente.
Questão 7: O fermento ao qualjesus se refere era o resto de uma
massa de pão que havia fermentado. Esta massa foi misturada a uma
nova, e o seu fermento penetrou nesta nova massa de pão. Ela cres-
ceu em tamanho, não por causa de alguma ação externa, mas sim
devido à ação invisível do fermento. A igreja cresce da mesma manei-
ra. O seu crescimento não se dá por programas ou estratégias. Na
verdade, é a ação do Espírito penetrando na igreja que possibilita o
crescimento do Reino.

Estudo Seis. Organizando a igreja. (At 2.42-47).


Objetívo: Entender o papel da sua estrutura, para que a igreja possa ter
vida e obra efetivas.
Questão 5: A estrutura não é a igreja, da mesma maneira que a
garrafa não é o vinho. Mas ela é necessária para que a igreja viva e
sirva no tempo e no espaço. Todos os cultos de confraternização cristã
devem ter certos parâmetros culturalmente adequados na sua manei-
ra de fazer as coisas em determinadas horas e em determinados locais.
Questão 6: Estruturar a igreja pelo discernimento de tarefas e da
descoberta de dons espirituais é uma maneira de se obter uma estru-
tura mais carismática e orgânica, mais próxima da igreja retratada pelo
Novo Testamento, e mais funcional em uma sociedade tecnológica. Se
bem elaborada, esta organização é uma maneira de se evitar o
institucionalismo, bem como os efeitos arrasadores de programas e
promoções rígidos e impessoais, que não promovem a confraternização.
Compromisso: Algumas pessoas são naturalmente espontâneas,
enquanto outras necessitam de um maior planejamento e organiza-
ção. Na comunidade do Rei, todos podem se beneficiar das contribui-
ções de diferentes personalidades. Pessoas organizadas aprendem a
ser um pouco mais flexíveis, possivelmente mais dependentes do Se-
nhor e das orações, além de humildes. As pessoas espontâneas apren-
dem a ser mais ponderadas, atenciosas e cuidadosas ao se comunicar
com os outros.