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11/09/2018 Zacarias de Góis – Wikipédia, a enciclopédia livre

Zacarias de Góis
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Zacarias de Góis e Vasconcelos[1] (Valença, 5 de
novembro de 1815 — Rio de Janeiro, 29 de dezembro de Zacarias de Góis
1877) foi um advogado e político brasileiro.

Foi presidente das províncias do Piauí, Sergipe e Paraná


(neste último, o seu primeiro presidente[2]), deputado
provincial pela Bahia em 1843, reeleito em 1845 e 1847,
presidente da Câmara dos Deputados pelo Paraná em
1864, deputado geral, senador do Império pela Bahia (de
1864 a 1877), ministro da Marinha, da Justiça, da Fazenda
e presidente do Conselho de Ministros por três vezes.
Participou da fundação da Liga Progressista em 1864.

Como pensador político, legou para a nação brasileira o


livro "Da Natureza e Limite do Poder Moderador". Neste
livro, o conselheiro Zacarias faz uma análise do Poder
Moderador, sugerindo que seu poder deveria ser reduzido.
Publicado durante o período de maior popularidade de D.
Pedro II, este livro causou polêmica pela posição avançada
que tinha para a época, ao defender uma diminuição do
poder do monarca em favor de um governo
parlamentarista mais forte.
Presidente do Conselho de Ministros
Quando presidiu a nova província do Paraná, instalou a
Período 3 de agosto de 1866
Assembléia, inaugurou a sede do governo e ordenou a a 16 de julho de 1868
construção da Estrada da Graciosa, entre outras
Monarca Pedro II
importantes obras de seu governo[3].
Antecessor(a) O Marquês de Olinda
Foi irmão do magistrado João Antônio de Vasconcelos, Sucessor(a) O Visconde de Itaboraí
presidente do Supremo Tribunal de Justiça em 1880. Período 15 de janeiro de 1864
a 31 de agosto de 1864
Monarca Pedro II
Antecessor(a) O Marquês de Olinda
Índice Sucessor(a) Francisco José Furtado
Vida antes da presidência da Província do Paraná Período 24 de maio de 1862
Infância, família e educação a 30 de maio de 1862
A carreira política e seus primeiros passos Monarca Pedro II
Assembleia Geral do Império do Brasil
Antecessor(a) O Marquês de Caxias
Presidência da Província do Paraná
Sucessor(a) O Marquês de Olinda
Gabinete de 24 de maio de 1862
Presidente da Província do Paraná
Gabinete de 15 de janeiro de 1864
Período 29 de dezembro de 1853
Gabinete de 3 de agosto de 1866 a 3 de maio de 1855
Referências Sucessor(a) Teófilo Vitório Ribeiro de Resende

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Bibliografia Presidente da Província do Sergipe


Ligações externas Período 28 de abril de 1848
a 17 de dezembro de 1849
Antecessor(a) Joaquim José Teixeira
Vida antes da presidência Sucessor(a) Amâncio João Pereira de Andrade
Presidente da Província de Pernambuco
da Província do Paraná Período 28 de junho de 1845
a 7 de setembro de 1847
Antecessor(a) Francisco Xavier de Cerqueira
Infância, família e educação
Sucessor(a) Marco Antônio de Macedo
Nasceu em Valença, no litoral da Bahia, em 5 de
Dados pessoais
novembro de 1815. Naquela época, o Reino do Brasil,
Nome Zacarias de Góis e Vasconcelos
pertencente ao Reino Unido de Portugal, Brasil e completo
Algarves, era dividido em capitanias gerais e subalternas, Nascimento 5 de novembro de 1815
não tendo sido, ainda, declarado independente de Valença, Baía de Todos os Santos,
Portugal.[4] Reino Unido de Portugal,
Brasil e Algarves
Era oriundo de uma antiga e bem estabelecida família Morte 29 de dezembro de 1877 (62 anos)
tradicional. O desejo desta família era distinguir-se pelo Rio de Janeiro, Município Neutro,
Brasil
fato de que seus membros eram intelectual e moralmente
brilhantes. Era filho do capitão Antônio Bernado de
Progenitores Mãe: Maria Benedita de Assunção
Pai: Antônio Bernado de
Vasconcelos e de Dona Maria Benedita de Assunção. Vasconcelos
Perdeu o pai quando tinha cinco anos de idade e recebeu Alma mater Faculdade de Direito do Recife
educação do conselheiro João Antônio de Vasconcelos,
Esposa Carolina Vieira de Matos
sendo Zacarias mais novo que o seu próprio irmão.[4]
Partido Conservador
Terminou os seus estudos no curso de liceu na cidade de Profissão Advogado
Salvador. Naquele período de estudo, mostrou-se
sobremaneira distinto. Após terminar o liceu, Zacarias estudou no curso de letras na Faculdade de Direito do Recife,
aliás, Olinda.[4]

Formou-se em leis no dia 22 de novembro de 1837. Desde então, alcançou o doutorado, depois da defesa de sua tese,
em 1840. Na faculdade em que Zacarias foi formado, foi julgado como elemento importante ao próprio fato de ser
brilhante. A faculdade ainda estava à procura de manter Zacarias como membro do seu corpo de alunos. Uma das
cátedras de maior dificuldade do curso de direito foi entregue pela mesma faculdade. Uma das cátedras mais difíceis
estava vazia há pouco tempo.[4]

A carreira política e seus primeiros passos


Após ficar pouco tempo estagiando no magistério, e sendo levado pelos seus pendores, obviamente, para a política, o
cargo de professor foi abandonado por Zacarias, e, embora fosse extremamente jovem, teve ingresso na política como
deputado geral, apenas três anos após se formar. Teve tempo, portanto, de promover intervenção nos temas que
diziam a respeito da maioridade de Dom Pedro II, e nas discussões mostrou-se muito distinto, deixando ser visto pelo
parlamento como um estadista de pulso, fundamentalmente um homem de palavra e talento, mas também de
autoridade e autocracia.[4]

Já nessa oportunidade não atuava somente no parlamento, no direito, na teoria e na honestidade. Participou da
administração pública. Foi ocupante de pastas que deram muito trabalho. Serviu como organizador de gabinetes como
Primeiro-Ministro do Brasil. Governou como presidente das províncias do Paraná, Piauí e Sergipe.[4]

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Na idade de 38 anos, o Partido


Conservador, ao qual era
afiliado, o escolheu para
instalar a Província do Paraná,
em 19 de dezembro de 1853.
Sendo responsável por dar
andamento a essa
administração, deu início à vida
política. Era exigente em pulso,
Liceu Piauiense, instituído no
prudência e sabedoria. Além
governo Zacarias de Góis.
disso, a responsabilidade de
Zacarias era muito sacrificante.
Na época em que Zacarias fixou residência com sua jovem esposa há
Zacarias de Góis, 1850. meses, Curitiba contava com mais de mil habitantes, quando o Paraná
emancipou-se de São Paulo.[4]

Além disso, a decisão cabível seria a escolha da vila ou cidade para ser a capital da província mais nova do Império do
Brasil. Um erro comum, por maior que fosse a leveza, assim na administração como na política, teria bastado para
deixar ofuscado o seu nome brilhante.[4]

Contrariamente ao que era possível de acontecer, porém, por tal forma que se houve, Zacarias condicionou-se à
apresentação de um modelo que servisse de exemplo para administradores locais, tanto no Piauí, onde deliberou a
mudança da capital de Parnaíba para Teresina, como em Sergipe, como em especial no Paraná, onde, na verdade,
atuou extraordinariamente.[4]

Assembleia Geral do Império do Brasil


No parlamento, para a qual participou ativamente e trabalhou durante a mais precoce juventude, ficou famoso como
um homem dotado de severidade, austeridade e escrúpulo, ainda que também entrasse na fila da intransigência.
Referindo-se ao fato de atuar como inspetor de alunos (na época tem surgido a expressão popular "dar a mão em
palmatória", que significa reconhecer os próprios erros) e professor que ensinava direito, era chamado pelos
parlamentares de decurião, demais vezes "Catão, o censor". Foi acusado pelos políticos devido ao tratamento de seus
companheiros como se fosse professor exigindo trabalho de alunos incompetentes, usando da fala com o dedo para
cima.[5]

Talvez sendo criticado por não ser propriamente convicto e zeloso, o fato de ser tradicionalmente honrado pelo seu
triunfo era a perfeição do fato de ser moralmente íntegro, que se aliava à grandeza dos méritos intelectuais e
competência. Era exagerado quanto ao princípio da autoridade, mas foi permanentemente bem sensato e devido à
inegabilidade do seu espírito público, teve, obviamente, capacidade para solucionar os casos de emergência. O Jornal
do Comércio de 30 de dezembro de 1877, que o Dr. Deolindo Amorim citou na publicação de artigo no mesmo
periódico no dia 1º de novembro de 1953, noticiando sobre a morte de Zacarias:[5]

Um futuro historiador do Brasil não poderá, com efeito, narrar os acontecimentos de


“ sua época, sem recordar o nome do Conselheiro Zacarias de Goes e
Vasconcelos.[5]

— Jornal do Comércio.
O seu biógrafo, estudando-lhe o caráter e as ações, poderá mostrar-se severo com
“ o homem político; mas procedendo com justiça, não negará ao Conselheiro
Zacarias de Goes, a homenagem devida a uma inteligência superior, a uma ”
honorabilidade imaculada e a uma rigidez de princípios não muito comuns.[5]
— Jornal do Comércio.
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Nota-se que, já naquela época em que tudo levava ao fato de que os homens de conduta ilibada surtassem com
facilidade, e em que tantos políticos tinham severidade e rigidez, rigidamente sendo conduzido por princípios,
Zacarias era notado como homem excepcionalmente meritoso.[5]

Era difícil (para ele como para a totalidade dos políticos) de conciliar o casamento dos princípios e a política partidária
conveniente e interessada. O destaque no homem público nascido na Bahia quanto ao fato de que era imaculadamente
honorável é constituído em dever de elementar justiça.[5]

Outro jornal, a Gazeta de Notícias, que o Dr. Deolindo Amorim citou na magnificência do seu artigo a que lhe foi
referido. nestes termos foi resumida a biografia do Conselheiro Zacarias:[5]

“ Em tudo quanto fez, revelou quanto era grande.[5] ”


— Gazeta de Notícias.
Grande com efeito, pelo seu caráter espirituoso, cordial e íntegro, ele, obviamente, o foi.[5]

Presidência da Província do Paraná


Desde o início, cada governo necessita de adaptação. Quando ele se inicia, dando começo também para o bem coletivo
de um novo tipo de vida, a tarefa torna-se duplamente difícil: auto-adaptação e adaptação do novo governo como
função, às necessidades coletivas. Para o Conselheiro Zacarias havia uma variedade de problemas nessa posição:
organização com tateamentos e aproximações, experimentação e imposição, na totalidade das esferas de atuação.[6]

A missão, contrariamente, teve dupla dificuldade no sentido político: era necessária a satisfação da província e dando
à mostra de que seria possível a sua vida pós-emancipação e com seus meios apropriados, favorecer o reconhecimento
de sua missão construtiva pelos políticos. Não seria o dever da expectativa da importância de um governo desse tipo,
que daria começo a uma vida administrativa e política com inexistência de meios e tendo tudo a iniciar quanto à
administração. Entretanto, o Conselheiro Zacarias realizou a instalação da província e no governo que inaugurou foi o
responsável pela assinatura dos primeiros modelos que aparecem nos atos oficiais. Realizou a montagem da máquina
administrativa e ainda que não tivesse, no sentido local, nenhuma experiência em tradição na conservação ou na
correção, ou de acordo com a qual pudesse servir de guia, na administração local não foi um presidente que integrou a
burocracia, um político dotado de mediocridade que se encarregava do encaminhamento de papéis.[6]

Havia para ele, como para a totalidade dos políticos que o sucediam, a inadiabilidade do expediente que necessitaria
despacho e a solução dele, do conselheiro, era deixar aos seguidores, urna forma já precedente, espécie de
jurisprudência, de que havia de tomar posse da plenitude e do triunfo da responsabilidade com relação à história local.
A tarefa de organização da administração representa dificuldade e muito trabalho e fazer andar os assuntos
relacionados à república.[6]

Zacarias de Goes e Vasconcelos mostrou-se, como o primeiro administrador dos negócios públicos da província, um
gestor muito capaz. Para ele, era possível dar um empurrão restrito à administração na normalidade de sua rotina, e já
teria cumprido, essencialmente, o seu dever. Mas não foi isso o que fez. Buscando influência para o futuro e dando
diretrizes, deu-as no melhor e no sentido de maior perfeição. Não hesitava em ser talentoso para exceder a rotina, e
ultrapassou tudo a que ele era estritamente obrigado, dando reforço aos créditos competentes que lhe davam sua vida
política anterior.[6]

Durante a chegada do Conselheiro Zacarias chegou ao Paraná, aureolou que seus atos não poderiam ser motivo de
desonra, a não ser contrariamente, de aumento, de fixação e de engrandecimento. Na sua vinda para a província mais
nova do Império do Brasil, deu por abandonado o cargo de ministro da Marinha, que quando tinha 37 anos somente
havia sido o ocupante da pasta no ministério conservador de 1852. Na época do império era do parlamento quase
sempre que tiveram saída os presidentes de província. A regra foi confirmada por Zacarias. Havia feito casamento
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anterior há pouco tempo com Dona Carolina Vieira de Matos Vasconcelos, que nasceu em Paris, e dama de honra, por
muito tempo, da Imperatriz Dona Teresa Cristina de Bourbon. Casou-se no dia 7 de outubro de 1853 com a filha de
Domingos de Matos Vieira e Joana Carolina Leite de Castro, pessoas que pertenciam à mais alta distinção.[6]

Mas a situação política para ele, durante a tomada da investidura (de acordo com a carta imperial de 17 de setembro
de 1853), não era das de maior favorecimento. Estava no governo, já no final do mandato, o ministério conservador de
11 de maio de 1852 e a 6 de setembro de 1853 sendo presidente o admirável Visconde de Itaboraí, sob cujas vistas foi
determinada a criação da Província do Paraná. O Visconde de Itaboraí consultou Zacarias. Foi aceito por Zacarias que
o ministério da Marinha fosse deixado e assim foi. Tratava-se de um posto oferecedor de insegurança. Depois foi
instalada a província sob seu governo extremamente brilhante de 19 de dezembro de 1853 a maio de 1855, época em
que foi passado o cargo ao Dr. Teófilo Vitório Ribeiro de Resende.[6]

Sem se compromissar com os interesses regionais e as ambições políticas que os partidos de campanário tinham,
como foi no caso em que foi escolhida a capital da província, em que foi mantido como juiz de verdade, estranho a
pessoas que influenciassem e interviessem, foi obviamente entusiasmante, esperançosa e fiel a chegada de Conselheiro
Zacarias ao litoral do Paraná em dezembro de 1853. A declaração feita pelo Jornal do Comércio de 24 de dezembro de
1853, responsável pela transmissão de impressões epistolares deixadas por um filho da província, foi esta:[6]

Paranaguá é hoje, teatro de grandes festas pela feliz chegada à cidade, da,primeira
“ autoridade comissionada, pelo governo imperial para pôr em execução a lei que
manda transformar em província a Comarca de Curitiba.

— Jornal do Comércio.
Num outro trecho da notícia as impressões são continuadas:[6]

“ Polido, atencioso, e prazenteiro, S. E. o Sr. Conselheiro Zacarias tem aqui sabido


angariar simpatia de todas as pessoas que têm tido o prazer de lhe falar. ”
Sem perturbação era mantido como o grande estadista no apontamento das condições de acordo com as impressões
que ocorreram no primeiro dia: Tinha polidez e amabilidade até o momento de sua retirada da província. Porém, os
que sentiram-se iludidos com essa atitude polida, pensando que ela fosse fraqueza, foram tremendamente enganados.
Zacarias foi intolerante com os relapsos, ainda que, quando fizessem parte de família ilustre, fossem detentoras de
títulos, posições, relações e padrinhos, enquanto ele mesmo só agradava aos políticos, mesmo sendo muito inteligente
e útil para o povo.[6]

O sectarismo político que o Conselheiro tinha, em exibição no parlamento, não fez com que Zacarias fosse
exteriorizado na presidência da Província do Paraná. Como um político espirituosamente arejado, teve capacidade de
fazer a distinção de conveniências e situações que ocorriam e em Curitiba jamais lhe foi notado sequer nenhum
resquício de paixão partidária.[6]

Contrariamente da indicação feita por seus antecedentes parlamentares e tribunícios, e teriam o direito de dar
previsão, ele foi conservado na beira de competições e de partidarismos como se lhe tivesse competência para a
representação do poder moderador de verdade, ao invés de se encarnar no poder executivo.[6]

No primeiro discurso que Zacarias pronunciou em Curitiba, ao dar resposta à fala do presidente da Câmara Municipal,
o Conselheiro fez a seguinte declaração:[6]

Se o maligno espírito de partido quebrar a sua fúria ante as considerações do bem


“ público que bradam tão alto pela união dos habitantes do Paraná, se ele se abstiver
de manchar a era da instalação da província em escândalo de ambição e egoísmo, ”
terá de ser sem dúvida o seu progresso tão rápido d'ora em diante quanto há sido
até hoje, retardado o desenvolvimento de seus consideráveis recursos.
— Zacarias de Góis e Vasconcelos.
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Foi geralmente agradável ao se dar ouvidos às tais expressões e os seus atos sempre foram confirmadas às suas
palavras. Foi governante do Paraná vendo à sua frente apenas o bem público e não dando muita importância às
tendências partidárias.[6]

Assim que o Conselheiro Zacarias assumiu, as primeiras autoridades que auxiliaram na administração: Augusto
Frederico Collin (secretário); Dr. Antônio Manoel Fernandes Júnior (chefe de polícia); João Caetano da Silva (inspetor
da tesouraria) assumiram com ele.[6]

No dia seguinte, Zacarias nomeou: Manoel José da Cunha Bittencourt (tesoureiro da fazenda geral) e o Dr. Jesuíno
Marcondes de Oliveira e Sá (procurador das causas gerais).[6]

Certos dias após a nomeação, o jornal da corte fazia a transcrição de novas impressões de correspondência
particular:[6]

O Sr. Conselheiro Zacarias vai cautelosamente estudando os homens e as coisas


“ com tino e perspicácia admiráveis. Sabe acudir com tempo ao reclamo das
necessidades públicas. A escolha dos funcionários da província, feita por S. E. tem ”
sabido agradar.
Foi muito bom, de acordo com a possibilidade de ver essas expressões, o ambiente que existiu no início da sua
administração. A impressão que sua administração causou na definição de seus passos também foi muito boa. Os
deputados provinciais que deveriam entram em reunião em 15 de maio de 1854, só foram realizadores da sessão inicial
de 15 de julho daquele ano.[6]

Foi naquela oportunidade que o Conselheiro Zacarias fez a declaração:[6]

Cumpria-me, senhores, ver-nos reunidos o mais cedo possível, para ter nos
“ representantes da província, o apoio de que tanto necessitava; mas correram
razões que impeliram-me a usar da faculdade, concedida pelo artigo 24 do ato ”
adicional, de adiar a Assembleia Provincial.
— Zacarias de Góis e Vasconcelos.

Gabinete de 24 de maio de 1862


Foi Presidente do Conselho de Ministro e simultaneamente ministro do Império

Ministro da Justiça: Francisco José Furtado


Ministro dos Estrangeiros: Carlos Carneiro de Campos
Ministro da Marinha: José Bonifácio de Andrada e Silva
Ministro da Guerra: Manuel Marques de Sousa
Ministro da Agricultura, Comércio e Obras Públicas: Antônio Coelho de Sá e Albuquerque
Ministro da Fazenda: José Pedro Dias de Carvalho

Gabinete de 15 de janeiro de 1864


Zacarias de Góis foi Presidente do Conselho de Ministro e simultaneamente ministro da Justiça

Ministro dos Negócios do Império: José Bonifácio de Andrada e Silva


Ministro dos Estrangeiros: Francisco Xavier Pais Barreto, João Pedro Dias Vieira
Ministro da Marinha: João Pedro Dias Vieira, Francisco Carlos de Araújo Brusque
Ministro da Guerra: José Mariano de Matos, Francisco Carlos de Araújo Brusque
Ministro da Agricultura, Comércio e Obras Públicas: Domiciano Leite Ribeiro, João Pedro Dias Vieira
Ministro da Fazenda: José Pedro Dias de Carvalho

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Gabinete de 3 de agosto de 1866


Foi Presidente do Conselho de Ministro e simultaneamente ministro da Fazenda

Ministro dos Negócios do Império: José Joaquim Fernandes Torres


Ministro da Justiça: João Lustosa da Cunha Paranaguá, Martim Francisco Ribeiro de Andrada
Ministro dos Estrangeiros: Martim Francisco Ribeiro de Andrada, Antônio Coelho de Sá e Albuquerque, João
Lustosa da Cunha Paranaguá, João Silveira de Sousa
Ministro da Marinha: Afonso Celso de Assis Figueiredo
Ministro da Guerra: Ângelo Moniz da Silva Ferraz, João Lustosa da Cunha Paranaguá
Ministro da Agricultura, Comércio e Obras Públicas: Sousa Dantas

Referências
Educação - Unicamp - acessado em 26 de dezembro
1. Pela grafia arcaica, Zacarias de Goes e de 2010
Vasconcellos.
4. Carneiro, David; Vargas, Túlio (1994). História do
2. Paraná, 157 anos! (http://www.gazetadopovo.com.br/ período provincial no Paraná. Curitiba: Banestado.
colunistas/conteudo.phtml?tl=1&id=1079061&tit=Para p. 57-58
na-157-anos) Nostalgia (Gazeta do Povo) - acessado
5. Carneiro, David; Vargas, Túlio (1994). História do
em 19 de dezembro de 2010
período provincial do Paraná. Curitiba: Banestado.
3. Zacarias de Goes Vasconcellos (http://www.histedbr.f p. 58-59
ae.unicamp.br/navegando/glossario/verb_b_zacarias
6. Carneiro, David (1994). História do período provincial
_de_goes_vasconcellos1.htm) Faculdade de
no Paraná. Curitiba: Banestado. p. 60-63

Bibliografia
Cabral, Oswaldo Rodrigues: A História da Política em Santa Catarina Durante o Império. Edição em 4 volumes,
organizada por Sara Regina Poyares dos Reis. Florianópolis : Editora da UFSC, 2004.

Ligações externas
Biografia no sítio do Ministério da Fazenda do Brasil (http://www.fazenda.gov.br/portugues/institucional/ministros/
dom_pedroii029.asp)
O Aniversário do Conselheiro Zacarias - artigo publicado inicialmente no jornal Valença Agora - cidade de
valença/Bahia (http://bardocelta.blogspot.com/2007/11/aniversrio-do-conselheiro-zacarias.html)
Relatório que ao seu sucessor na administração da província de Sergipe, no dia 17 de dezembro de 1849, em
que tomou posse, apresentou o exmo. sr. dr. Zacarias de Góis e Vasconcelos (http://brazil.crl.edu/bsd/bsd/u119
7/index.html)

Precedido por Presidente da província do Piauí Sucedido por


Francisco Xavier de Cerqueira 1845 — 1847 Marco Antônio de Macedo
Presidente da província de Sucedido por
Precedido por
Sergipe Amâncio João Pereira de
Joaquim José Teixeira
1848 — 1849 Andrade
Precedido por Ministro da Marinha do Brasil Sucedido por
Manuel Vieira Tosta 1852 — 1853 Pedro de Alcântara Bellegarde
Presidente da província do Sucedido por
Precedido por
Paraná Teófilo Vitório Ribeiro de

1853 — 1855 Resende
Presidente do Conselho de
Precedido por Ministros Sucedido por
Marquês de Caxias 24 de maio de 1862 — 30 de maio Marquês de Olinda
de 1862
Precedido por Ministro dos Negócios do Sucedido por

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José Ildefonso de Sousa Ramos Império do Brasil Pedro de Araújo Lima


1862
Presidente do Conselho de
Precedido por Ministros Sucedido por
Marquês de Olinda 15 de janeiro de 1864 — 31 de Francisco José Furtado
agosto de 1864
Precedido por
Ministro da Justiça do Brasil Sucedido por
João Lins Vieira Cansansão de
1864 Francisco José Furtado
Sinimbu
Presidente do Conselho de
Precedido por Ministros Sucedido por
Marquês de Olinda 3 de agosto de 1866 — 16 de Visconde de Itaboraí
julho de 1868
Precedido por Ministro da Fazenda do Brasil Sucedido por
João da Silva Carrão 1866 — 1868 Joaquim José Rodrigues Torres

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