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Abzeme

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Abu Maomé Ali ibne Amade ibne Saíde Abzeme, (em árabe: ‫أﺑﻮ ﻣﺤﻤﺪ ﻋﻠﻲ‬
‫ ;ﺑﻦ اﺣﻤﺪ ﺑﻦ ﺳﻌﻴﺪ ﺑﻦ ﺣﺰم‬transl.: Abū Muḥammad ʿAlī ibn Aḥmad ibn Abzeme
Saʿīd ibn Ḥazm; Córdoba, Alandalus, 7 de novembro de 994 – Montíjar,
Huelva, 15 de agosto 1063,[1] 456 AH[2]), também conhecido como Abzeme, Nome ‫أﺑﻮ ﻣﺤﻤﺪ ﻋﻠﻲ ﺑﻦ اﺣﻤﺪ ﺑﻦ‬
nativo ‫ﺳﻌﻴﺪ ﺑﻦ ﺣﺰم‬
ibne Hazem, ibne Házeme, ibne Hazeme e Aldalusi Azairi (al-Andalusī aẓ-
Ẓāhirī)[3] foi um erudito, literato, historiador, jurista e teólogo Nascimento 7 de novembro de 994
Córdova
hispanoárabe.[4] Era um dos principais defensores da escola de pensamento
Morte 15 de agosto de
islâmica zahiri e produziu cerca de 400 obras, das quais apenas sobrevivem 40,
1064 (69 anos)
abrangendo uma variedade de tópicos, tais como jurisprudência islâmica, Huelva
história, ética, religião comparada e teologia, bem como "O Anel da Pomba", Cidadania Califado de Córdova
sobre a arte do amor.[4]
Ocupação filósofo
Religião Islão
Biografia [edite no Wikidata]
Realizou uma intensa atividade política. Foi vizir do califa Abderramão V e,
em conseqüência de intrigas palacianas, esteve na prisão em várias ocasiões, além de ter
sofrido um breve desterro. Abandonou a atividade política para dedicar-se a seus estudos
de teologia e direito. Exilou-se em diferentes taifas de al-Andalus após as crises do
califado, exílio que o levou a recorrer varias taifas: Sevilha, convidado de al-Mutadid ou a
taifa de Maiorca. A célebre queima pública de seus livros em Sevilha inspirou um
conhecido poema que diz:

ٍ ‫إﺣﺮاق َرق وﻛـﺎﻏﺪ‬


ِ ‫دﻋـﻮﻧﻲ ﻣﻦ‬

‫س ﻣﻦ ﻳﺪري‬
ُ ‫وﻗﻮﻟﻮا ﺑﻌﻠﻢ ٍ ﻛﻲ ﻳﺮى اﻟﻨﺎ‬

‫س ﻻ ﺗﺤﺮﻗﻮا اﻟﺬي‬
َ ‫ﻓﺈن ﺗﺤﺮﻗﻮا اﻟﻘﺮﻃﺎ‬

‫ ﺑـﻞ ﻫﻮ ﻓﻲ ﺻﺪري‬،‫س‬
ُ ‫ﻤﻨﻪ اﻟﻘﺮﻃﺎ‬
ّ ‫ﺗﻀ‬
Abzeme
‫ﻳـﺴﻴﺮ ﻣﻌﻲ ﺣﻴﺚ اﺳﺘﻘﻠّﺖ رﻛﺎﺋﺒﻲ‬
ُ

‫ﺪﻓﻦ ﻓـﻲ ﻗﺒﺮي‬


ُ ُ ‫وﻳﻨـﺰل إن أﻧـﺰل وﻳ‬

“ "Deixai de prender fogo a pergaminhos e papéis,


e mostrai vossa ciência para que se veja quem é o que sabe.

E é que ainda que queimeis o papel

nunca queimareis o que contém,

posto que no meu interior o levo,

viaja sempre comigo quando cavalgo,

comigo dorme quando descanso,


e na minha tumba será enterrado logo"

Referências
1. Ibn Hazm. The Ring of the Dove: A Treatise on the Art and Practice of Arab Love(http://www.muslimphilosophy.com/
hazm/dove/index.html). Trans. A. J. Arberry. Luzac Oriental, 1997ISBN 1-898942-02-1
2. «USC-MSA Compendium of Muslim T exts» (https://web.archive.org/web/20081128185832/http://www .usc.edu/dept/
MSA/fundamentals/hadithsunnah/scienceofhadith/asb2.html) . Usc.edu. Consultado em 12 de setembro de 2010..
Arquivado do original (http://www.usc.edu/dept/MSA/fundamentals/hadithsunnah/scienceofhadith/asb2.html)em 28
de novembro de 2008
3. A. R. Nykl. "Ibn Ḥazm's Treatise on Ethics (http://links.jstor.org/sici?sici=1062-0516%28192310%2940%3A1%3C3
0%3AIHTOE%3E2.0.CO%3B2-G)". Também como Ibn Khazem em algumas fontes europeias medievais.The
American Journal of Semitic Languages and Literatures , Vol. 40, No. 1. (Oct., 1923), pp. 30–36.
4. Encyclopædia Britannica.« '''"Ibn Hazm."''' Encyclopædia Britannica. 2006. Encyclopædia Britannica Online. Oct 23.
2006» (http://www.britannica.com/eb/article-9041918). Britannica.com. Consultado em 12 de setembro de 2010.

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