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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNA


CURSO DE DIREITO

ANA CAROLINA DUARTE PINTO

O REGIME DIFERENCIADO DE CONTRATAÇÃO – RDC


UMA ANÁLISE DE SEUS ASPECTOS CONSTITUCIONAIS

Belo Horizonte / MG
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2016

ANA CAROLINA DUARTE PINTO

O REGIME DIFERENCIADO DE CONTRATAÇÃO – RDC


UMA ANÁLISE DE SEUS ASPECTOS CONSTITUCIONAIS

Pré-Projeto de pesquisa apresentado como


requisito parcial para a Conclusão do Curso de
Bacharelado em Direito do Centro Universitário
UNA.

Orientadora: Profª. Taciana Nogueira Pierone


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Belo Horizonte / MG
2016
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SUMÁRIO

1 DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO..............................................2


2 TEMA.............................................................................................................2
3 PERGUNTA PROBLEMA.............................................................................2
4 JUSTIFICATIVA............................................................................................2
5 OBJETIVOS..................................................................................................2
5.1 OBJETIVO GERAL................................................................................2
5.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS..................................................................2
6 HIPÓTESES......................................................Erro! Indicador não definido.
7 REFERENCIAL TEÓRICO................................Erro! Indicador não definido.
8 SUMÁRIO PROVISÓRIO..............................................................................2
9 CRONOGRAMA................................................Erro! Indicador não definido.
10 BIBLIOGRAFIA.................................................Erro! Indicador não definido.
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1 DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO

Autora do Projeto: Ana Carolina Duarte Pinto


Orientadora: Profª. Taciana Nogueira Pierone
Área de Pesquisa: Trata-se de pesquisa voltada para a área de Direito
Administrativo, em especial acerca da Constitucionalidade do RDC.

2 TEMA

O Regime Diferenciado de Contratação - RDC – Uma análise de seus


Aspectos Constitucionais.

3 PERGUNTA PROBLEMA

O Regime Diferenciado de Contratação pode ser considerado inconstitucional?

4 JUSTIFICATIVA

O Regime Diferenciado de Contratações Públicas - RDC foi instituído em 05 de


agosto de 2011, através da conversão da Medida Provisória nº 527 na Lei 12.462,
com o objetivo de proporcionar agilidade às contratações públicas para a realização
das obras da Copa das Confederações (2013), da Copa do Mundo (2014) e dos
Jogos Paraolímpicos/Olímpicos (2016)..

Entretanto, após a sua entrada em vigor, surgiram diversas suscitações acerca


de uma possível inconstitucionalidade formal e/ou material do RDC. A discussão
sobre a inconstitucionalidade ocorre em razão da inobservância do devido processo
legislativo, bem como de alguns dispositivos do RDC que, aparentemente, estão em
discordância com o ordenamento jurídico.
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5 OBJETIVOS

5.1 OBJETIVO GERAL

Analisar acerca da existência de inconstitucionalidade formal e/ou material no RDC

frente às regras basilares do Direito Administrativo.

5.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Apresentar as considerações em relação ao Regime Geral de Licitações no


Brasil, disposto na Lei 8.666/93. Posteriormente, abordando a Lei 12.462/11, a qual
instituiu o Regime Diferenciado de Contratações Públicas, inicialmente criado para
contratação das Obras da Copa do Mundo de 2014 e eventos correlatos.

Posteriormente, abordar as situações em que o RDC, vem sendo utilizado,


para realização de contratação de outros serviços, como no caso da pavimentação
da Rodovia que acessa a Usina do Belo Monte no Pará/PA.

6 HIPÓTESES

Já tratada a origem e a motivação para a criação do Regime Diferenciado de


Contratações Públicas, deve ser feito, mesmo que de forma breve, uma análise da
aplicabilidade do novo regime, ou seja, em quais hipóteses em que a Administração
Pública poderá valer-se de suas regras para a realização do processo de licitação
pública.

A licitação é definida no direito como um procedimento administrativo com o qual a


Administração Pública elege a melhor proposta ofertada por interessados
particulares, com o fim de celebrar uma relação contratual entre as partes, ou obter
o melhor trabalho artístico, técnico ou científico (CARVALHO FILHO, 2012, p. 234).

Justen Filho (2010, p. 446) traz o conceito de licitação, nos seguintes termos:
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“A licitação é um procedimento administrativo disciplinado por


lei e por um ato administrativo prévio, que determina critérios
objetivos visando à seleção da proposta de contratação mais
vantajosa e à promoção do desenvolvimento nacional, com
observância do princípio da isonomia, conduzido por um órgão
dotado de competência específica”.

Diante destes importantes conceitos, depreende-se que a adoção do RDC para tão
complexo procedimento, como o é a licitação, tem a mesma finalidade ora descrita,
porém de forma geral, o regime da lei 12.462/11 foi concebido com aplicabilidade e
objetos claramente especificados, os quais se encontram no caput do artigo 1º.

O artigo em comento dispõe que a aplicabilidade do RDC se limita “exclusivamente


às licitações e contratos necessários à realização”:

“I – dos jogos olímpicos e paraolímpicos de 2016;

II – da Copa das Confederações FIFA 2013 e da Copa do


Mundo FIFA 2014;

III - de obras de infra-estrutura e contratação de serviços em


aeroportos distantes até 350 km das cidades sedes destes
eventos;

IV – das ações que fazem parte do Programa de Aceleração


do Crescimento (PAC); e

V – das obras e serviços de engenharia voltados para o


Sistema Único de Saúde – SUS”.

Menciona-se que os incisos IV e V foram incluídos pelas Leis nº 12.688/2012, e nº


12.745/2012, respectivamente, não constando no texto original do RDC. Foram ali
dispostos mediante inclusão legal, que se originou a partir do momento em que se
vislumbrou que o novo regime poderia ser aplicável e benéfico a situações diversas
daquelas em que foi originariamente concebido.

Além das duas novas hipóteses de aplicação, traz-se uma terceira, constante no § 3º
do artigo 1º, incluída pela Lei nº 12.722/2012. Este prevê que a Administração
Pública Federal, Estadual ou Municipal poderá valer-se do RDC para “as licitações e
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contratos necessários à realização de obras e serviços de engenharia no âmbito dos


sistemas públicos de ensino”.

Com estas três novas previsões legais, percebe-se que o legislador


infraconstitucional se voltou para outras aplicações que poderiam ser dadas ao
RDC, de modo a torná-lo optativo também para serviços públicos essenciais à
sociedade, o que de certa forma não deixa de trazer reflexos para a realização dos
objetivos do Governo Federal em relação às próprias olimpíadas e Copas da
Confederação e do Mundo.

É o que se diz, por exemplo, da aplicabilidade em relação ao PAC. Criado no ano de


2007 com o intuito de colocar em execução grandes obras de infra-estrutura no país,
este poderá ser posto em prática pela adoção do RDC, o que reverberará então na
infra-estrutura social, urbana, logística e energética necessária para o país receber
os mencionados eventos esportivos, e logicamente, em médio e longo prazo, como
benefício geral para a população brasileira.

Portanto, como já mencionado no tópico anterior, deve ser compreendido que as


hipóteses se aplicabilidade do RDC estão bem definidas no corpo da lei, e que
demonstram a motivação do Governo Federal ao propor ao legislativo a edição do
novo regime, ou seja, a de criar norma específica que pudesse ser aplicada a uma
situação inédita e transitória no país: a realização de três vultuosos eventos em um
curto espaço de três anos – 2013 a 2016.

7 SUMÁRIO PROVISÓRIO

INTRODUÇÃO.......................................................................................................... X

1 LICITAÇÕES.......................................................................................................... XX

1.1 OBRIGATORIEDADE, CONCEITO E FUNDAMENTOS.................................. XX

1.2 PRINCÍPIOS......................................................................................................... XX

1.3 MODALIDADES DE LICITAÇÕES................................................................... XX

2 O REGIME DIFERENCIADO DE CONTRATAÇÕES......................................... XX

2.1 HISTÓRICO.......................................................................................................... XX
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2.2 TRAMITAÇÃO DA MED. PROVISÓRIA NO CONGRESSO NACIONAL.....XX

2.3ADOÇÃO AO RDC E ANÁLISE DE SUAS PRINCIPAIS INOVAÇÕES........... .XX


2.3.1 O objeto da Licitação............................................................................................ .XX
3 A ANÁLISE DA CONSTITUCIONALIDADE DO RDC......................................... XX
3.1 DA INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL.......................................................XX
3.2 DA INCONSTITUCIONALIDADE MATERIAL...................................................XX
3.2.3.1 Contrariedade à Lei Geral de Licitações.............................................................XX
CONCLUSÃO................................................................................................................XX
REFERÊNCIAS..............................................................................................................XX

8 CRONOGRAMA

ATIVIDADES MAR ABR MAIO JUN AGO SET OUT NOV

Escolha do tema
e do orientador
Encontros com o
orientador

Pesquisa
bibliográfica
preliminar
Leituras e
elaboração de
resumos

Elaboração do
projeto

Entrega do
projeto de
pesquisa
Revisão
bibliográfica
complementar
Coleta de dados
complementares
Redação da
monografia
Revisão e
entrega oficial do
trabalho
Apresentação do
trabalho em
banca
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9 BIBLIOGRAFIA

BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio apud MARINELA, Fernanda. Direito

Administrativo. 5. ed. Niterói: Impetus, 2011.

BANDEIRA DE MELLO, Celso Antonio. Curso de direito administrativo, 12. ed., São Paulo,

Malheiros, 2000.

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da república federativa do Brasil. Vade Mecum. 6

ed. Saraiva: São Paulo, 2011.

BRASIL. Lei de Licitações 8.666 (1993). 6 ed. São Paulo: Saraiva, 2011

BRASIL. Lei Nº 12.463, de 04 de agosto de 2011. Institui o Regime Diferenciado de

Contratações, Brasília DF, 2011. Disponível em . Acesso em: 20 mai. 2011.

BRASIL. Senado Federal. O Regime Diferenciado de Contratações Públicas: comentários à

Lei, n. 12.462, de 2011. Brasília, 2011b. Disponível em: /senado/conleg/ textos_discussao

/TD100-RenatoRezende.pdf > Acesso em: 7 jun. 2012.

CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de direito administrativo. 24. ed. Rio de

Janeiro: Lúmen Júris, 2011.

DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. 25 ed. São Paulo: Atlas, 2012.

FILHO, Marçal Justen. Curso de Direito Administrativo. 2. ed.: Saraiva. São Paulo: 2006.

FIUZA, Eduardo P. S. O Regime Diferenciado de Contratações Públicas e a Agenda Perdida

das Compras Públicas. Brasília (DF): RADAR/IPEA; 2012. N. 19. Abril de 2012. Disponível

em . Acesso em 10 jun. 2012.

RIGOLIN, Ivan Barbosa. Regime Diferenciado de Contratações - RDC. L&C Revista de

Administração Pública e Política. Brasília, n. 159, Set. 2011.