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LUCRO REAL

INTERMEDIÁRIO
24/07/2017

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24/07/2017

Conteúdo programático

1. Compensação de prejuízos fiscais


2. Incentivos Fiscais (Pat, Audiovisual, Estatuto do Idoso, etc.)
3. Planejamento entre Lucro Real Trimestral x Anual
4. Exercícios

NOTA SOBRE A AUTORA

Maria Paula Boyadjian Fernandes é Bacharel em Ciências Contábeis, Pós


Graduada em Planejamento Tributário e Administração Contábil e Financeira,
MBA em Contabilidade e Controladoria e mestranda em Contabilidade
Atua na área contábil há 25 anos. É sócia da Boyadjian & Fernandes Serviços
Contábeis Ltda., onde presta serviços de consultoria contábil, fiscal e trabalhista.
É professora universitária, e atua como docente em diversas cursos de
aperfeiçoamento profissional. Além disso, ministra palestras sobre temas
relacionados as áreas contábil e tributária.

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24/07/2017

CONTATO:

profpaula2017@uol.com.br

Exercícios:
www.gmail.com
profmariapaulafernandes@gmail.com
Senha: PROFMARIAPAULA

Objetivo

O objetivo principal deste curso, é despertar a necessidade de um


planejamento tributário para as empresas de Lucro Real, fazendo
uma análise entre Lucro Real Anual (estimativa) x Lucro Real
Trimestral (definitivo), a fim de analisar os reflexos causados no fluxo
de caixa, com a finalidade de diminuir legalmente a carga tributária.

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RESULTADO # RESULTADO
CONTÁBIL = FISCAL

LIVRO DE APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL


PARTE A - REGISTRO DOS AJUSTES DO LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO - 31/12/2012
HISTÓRICO
1. Prejuízo Líquido antes da CSLL (18.679,36)

2. (+) Ajustes do Regime Tributário de Transição - RTT 1.000,00


( -) Ajustes do Regime Tributário de Transição - RTT 500,00

3. Prejuízo após os ajustes do Regime Tributário de Transição - RTT (18.179,36)

4. Adições

- Doações em 15.04.2012, conf. Livro diário nº 06, pág 50. 9.861,00


- Provisões não dedutíveis em 10.10.2012, conf. Livro diário nº 06, págs. 54 5.600,00
- Provisões não dedutíveis em 15.10.2012, conf. Livro diário nº 06, págs. 58 1.500,00
- Multas de Trânsito em 24.04.2012, conf. Livro diário nº 06, pág. 55 4.000,00
Total das Adições 20.961,00

5. Exclusões
- Resultado Positivo Equiv. Patrimonial em 31.12.2012, conf. Livro diário nº 06, pág. 85, 1.489,70
Total das Exclusões 1.489,70
6. Sub-total 1.291,94

7. (-) Compensação de prejuízo fiscal (30%) (387,58)


8. Lucro Real 904,36

Reconhecemos a exatidão do presente demonstrativo.

São Paulo, 31 de Dezembro de 2.012

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Representante Legal Contador (a)

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LIVRO DE APURAÇÃO DO IRPJ


PARTE A - REGISTRO DOS AJUSTES DO LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO - 31/12/2012
HISTÓRICO
1. Prejuízo Líquido antes do IRPJ (18.760,75)

2. (+) Ajustes do Regime Tributário de Transição - RTT 1.000,00


( -) Ajustes do Regime Tributário de Transição - RTT 500,00

3. Prejuízo após os ajustes do Regime Tributário de Transição - RTT (18.260,75)

4. Adições
- CSLL 81,39
- Doações em 15.04.2012, conf. Livro diário nº 06, pág 50. 9.861,00
- Provisões não dedutíveis em 10.10.2012, conf. Livro diário nº 06, págs. 54 5.600,00
- Provisões não dedutíveis em 15.10.2012, conf. Livro diário nº 06, págs. 58 1.500,00
- Multas de Trânsito em 24.04.2012, conf. Livro diário nº 06, pág. 55 4.000,00
Total das Adições 21.042,39

5. Exclusões
- Resultado Positivo Equiv. Patrimonial em 31.12.2012, conf. Livro diário nº 06, pág. 85, 1.489,70
Total das Exclusões 1.489,70
6. Sub-total 1.291,94

7. (-) Compensação de prejuízo fiscal (30%) (387,58)


8. Lucro Real 904,36

Reconhecemos a exatidão do presente demonstrativo.

São Paulo, 31 de Dezembro de 2.012

--------------------------------- -------------------------------
Representante Legal Contador (a)

PARTE B - CSLL PARTE B - IRPJ

CONTROLE DE VALORES QUE CONSTITUIRÃO AJUSTE DO CONTROLE DE VALORES QUE CONSTITUIRÃO AJUSTE DO
LUCRO LÍQUIDO DE EXERCÍCIOS FUTUROS LUCRO LÍQUIDO DE EXERCÍCIOS FUTUROS

PREJUIZOS FISCAIS PREJUIZOS FISCAIS

DATA HISTÓRICO DÉBITO CRÉDITO SALDO DATA HISTÓRICO DÉBITO CRÉDITO SALDO

31.12.2009 Saldo anterior 150.000,00 31.12.2009 Saldo anterior 150.000,00

31.12.2010 Prejuizo Fiscal compensado 7.628,81 - 31.12.2010 Prejuizo Fiscal compensado 7.628,81 -
no período no período

31.12.2010 Saldo no final do exercício 142.371,19 31.12.2010 Saldo no final do exercício 142.371,19

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Reflexos no LALUR
As receitas são computadas em
função do momento em que nasce o
Regime de Competência direito de recebê-las e as despesas no
momento em que nasce a obrigação
de pagá-las.
1. Contratos de fornecimento à entidades
Regime de Caixa governamentais;
2. Atividade imobiliária;
3. Venda a prazo de permanente;
4. Variação Cambial. (*)

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Compensação de Prejuízos Fiscais

Poderão ser compensados os prejuízos fiscais apurados em períodos de apuração


encerrados a partir de 1995, bem como os saldos ainda não compensados, existentes em
31/12/94, de prejuízos fiscais apurados a partir do ano calendário de 1991.

O prejuízo fiscal compensável é aquele apurado no Livro de Apuração do Lucro


Real – LALUR.

De acordo com RIR/99: Somente poderão compensar prejuízos fiscais as pessoas


jurídicas que mantiverem em perfeita ordem os livros e registros que comprovem tais
prejuízos.

Somente poderão ser compensados os prejuízos fiscais apurados em períodos nos quais
a empresa for tributada pelo lucro real, portanto não poderão ser compensados prejuízos
apurados em empresas optantes pelo lucro presumido.

A pessoa jurídica não poderá compensar seus prejuízos fiscais se entre a data de
apuração da compensação do prejuízo houver ocorrido, cumulativamente mudança do seu
controle societário e do ramo de atividade (art. 513 do RIR 99).

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O limite de 30% não se aplica a empresas rurais e a titulares de Programas Especiais de


Exportação aprovados até 03.06.1993 (arts. 470, I, 510 e 512 do RIR/99).

Em relação aos prejuízos fiscais e às bases negativas da CSSL de anos-calendários


anteriores não há diferença entre o lucro real trimestral e o balanço ou balancete de
suspensão ou redução de pagamento. Ambas as formas de apuração terão que observar o
limite de 30% na compensação. A diferença surge nos prejuízos fiscais do ano em curso.

A pessoa jurídica que paga o imposto de renda com base no lucro real trimestral se
apurou prejuízo fiscal no mês de março, a compensação com lucro real dos trimestres
seguintes não poderá reduzir o lucro em mais de 30%.

A pessoa jurídica que paga mensalmente o IRPJ pelo calculo estimado, no balanço ou
balancete de suspensão ou no balanço anual em 31 de dezembro, poderá compensar
integralmente os prejuízos fiscais e as bases negativas da CSLL de determinados meses
do ano-calendário com os lucros de outros meses do mesmo ano.

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COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS NÃO OPERACIONAIS

Para efeito de compensação dos prejuízos não operacionais em períodos-base futuros,


a pessoa jurídica que apurar prejuízo fiscal em algum período-base iniciado a partir de
1996, deverá verificar se ele provém, no todo ou em parte, de resultados negativos não
operacionais.

Considera-se resultado não operacional a diferença, positiva ou negativa, entre o valor


pelo qual o bem ou direito do ativo permanente houver sido alienado e o seu valor
contábil.

Caso sejam apurados, cumulativamente, resultados não operacionais negativos e prejuízo


fiscal, proceder-se-á à seguinte segregação:
a) se o prejuízo fiscal for maior, todo o resultado não operacional negativo será
considerado prejuízo fiscal não operacional e a parcela excedente será considerada
prejuízo fiscal das atividades operacionais;
b) se todo o resultado não operacional negativo for maior ou igual ao prejuízo fiscal, todo o
prejuízo fiscal será considerado não operacional.

Nota: O disposto no inciso IV do caput do artigo 187 da Lei 6.404/76, com a redação dada
pela Lei 11.638/09, não altera o tratamento dos resultados operacionais e não operacionais
para fins de apuração e compensação de prejuízos fiscais.

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CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO – NÃO APLICABILIDADE DA


SEGREGAÇÃO DE PREJUÍZOS OPERACIONAIS E NÃO OPERACIONAIS

Na apuração da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro (CSLL) não


se aplica a segregação dos prejuízos operacionais e não operacionais.

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As empresas tributadas pelo lucro real poderão deduzir:


a) Do imposto estimado mensal, se houver opção pelo pagamento
mensal, os seguintes incentivos:
Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT);
Operações de Caráter Cultural e Artístico;
Atividades Audiovisuais; e
Doações aos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente.

a) Do imposto calculado com base no lucro real (trimestral ou anual)


todos os incentivos poderão ser aplicados

Limite de Dedução Limite de Dedução


Espécie de Incentivo Cálculo do Incentivo Fundamentação Legal
Isolada Cumulativa

15% das despesas de custeio do


Pat líquidas das parcelas
Programa de
cobradas dos empregados ou Arts. 526, 540, 543 e
Alimentação do 4% do IRPJ normal 4% do IRPJ normal
15% de 1,99 x número de 581 a 588 do RIR/99
Trabalhador - PAT
refeições fornecidas no período,
o que for menor

Projetos aprovados com base no


art. 26 da Lei 8.313/91: até 40%
das doações e 30% dos
patrocínios
Operações de Caráter
Projetos aprovados com base no 4% do IRPJ normal
Cultural e Artístico
art. 18 da Lei 8.313/91, com
alterações da Lei 9.874/99: até
100% do somatório de doações 4% do IRPJ normal, Art. 475 e 489 e 543 do
e patrocínios respeitando o limite RIR/99; Decretos
específico para as 1.493 e 1494/95 e MP
Produção de obras e projetos atividades audiovisuais 2.228/01
audiovisuais, inclusive
operações nos termos do art. 39
da MP 2.228/2001, produzidos 3% do IRPJ normal
Atividade Audiovisual com os recursos de que trata i
inciso X desse mesmo art. 39
Patrocínio a projetos
audiovisuais 4% do IRPJ normal

Doações aos fundos Arts. 543 e 591 do


dos direitos das RIR/99, art. 1º do
crianças e do Doações efetivamente realizadas 1% do IRPJ normal Decreto 794/93, IN SRF
adolescente 86/94 e Lei 12.594/12
1% do IRPJ normal
Incentivos fiscais - Contribuições feitas aos Fundos Lei 9.250/95 art. 12,
Fundo Nacional do Controlados pelos Conselhos 1% do IRPJ normal alterado pela Lei
Idoso Municipais , Federais 12.213/10 e 12.594/12
Patrocinios ou doações
no apoio direto a Lei 11.438/06 e Lei
Patrocinios e doações realizadas 1% do IRPJ normal não tem limite global
projetos desportivos e 11.472/07
paradesportivos
Lei 12.715/2012
Programa Nacional de Apoio à
Pronon 1% do IRPJ normal não tem limite global alterada pela MP
Atenção Oncológica
582/2012

Programa Nacional de Apoio à Lei 12.715/2012


Pronas / PCD Atenção da Saúde da Pessoa 1% do IRPJ normal não tem limite global alterada pela MP
com Deficiência 582/2012

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PAT – PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR

Os gastos com o fornecimento de alimentação, por pessoa jurídica, indistintamente a todos os


empregados são dedutíveis como custo ou despesa operacional para efeito de apuração do lucro real, e
se a pessoa jurídica aderir ao Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) do Ministério do Trabalho
poderá deduzir também, diretamente do Imposto de Renda devido com base no lucro real, o incentivo
fiscal.

Inscrição
A inscrição no PAT está condicionada à efetivação de inscrição junto ao MTE. Tem validade imediata e por
prazo indeterminado, podendo ser inativados por iniciativa do inscrito ou registrado, independentemente
de motivo.

PAT – PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR


Adesão
Para gozar do direito de deduzir esse incentivo diretamente do imposto devido, a empresa
precisa formalizar a adesão ao Programa mediante apresentação do formulário oficial pela
internet. http://portal.mte.gov.br/pat/como-se-cadastrar-no-pat.htm

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PAT – PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR


Adesão
1. Identificação da empresa;
2. Número de refeições;
3. Modalidade de serviços de alimentação e percentuais correspondentes (próprio, cesta
básica, etc.)
4. Número de trabalhadores beneficiados por Unidade da Federação;
5. Número de trabalhadores beneficiados por faixas salariais;
6. Termo de responsabilidade e assinatura do responsável pela empresa.

A adesão da empresa fica automaticamente aprovada mediante apresentação e registro do formulário de


adesão na ECT ou via internet.

PAT – PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR

Dedução = 4% do imposto devido Despesa: É dedutível

O valor do incentivo corresponde ao menor dos seguintes valores (RIR/99, arts. 581 e
582, Instrução Normativa DRF nº 16/1992 e Portaria MF nº 312/1995.
deverá ser calculado pelo menor valor das seguintes opções (Art. 369 do RIR/1999)
A. 15 % do valor total das despesas com gastos de alimentação, já incluído o
desconto dos funcionários;
B. O resultado da multiplicação de R$ 0,2985(*) pelo número de refeições fornecidas
no período.
1,99 por refeição x 15% = R$ 0,2985

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PAT – PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO


DO TRABALHADOR

Exemplo prático:
Calcule o valor do incentivo ao PAT, para uma empresa enquadrada no lucro real e que
recolhe o seu imposto por estimativa, ou seja, pelo lucro real anual, diante dos dados
que segue abaixo:

IR por estimativa devida no mês: R$ 10.000,00 + R$ 4.666,67 (adicional) = R$ 14.666,67


Despesas realizadas no mês com o PAT: R$ 5.000,00
Número de refeições servidas no mês: 2.500

PAT – PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO


DO TRABALHADOR
1ª situação:
R$ 1,99 por refeição x 15% = R$ 0,2985 por refeição
R$ 0,2985 x 2.500 refeições = R$ 746,25
ou
R$ 1,99 x 2.500 refeições = R$ 4.975,00 Parcela dedutível a título de PAT:
R$ 4.975,00 x 15% = R$ 746,25

2ª situação:
Despesas realizadas no mês com o PAT: R$ 5.000,00 x 15% = R$ 750,00

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PAT – PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO


DO TRABALHADOR

O valor que poderá ser deduzido do imposto é o da 1ª situação por se tratar do


menor valor.
Observar o limite permitido pela legislação, ou seja, 4% sobre o lucro sem
considerar o adicional, portanto teremos:

O Limite da dedução do PAT no mês: R$ 10.000,00 (IRPJ) x 4% = R$ 400,00

R$ 746,25 (1ª situação)


R$ 400,00 (valor deduzido no mês)
R$ 346,25 (Excesso a ser utilizado nos meses subsequentes)

PAT – PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO


DO TRABALHADOR

De acordo com Art. 582 do RIR/99 a dedução está limitada a 4% do imposto devido
em cada período de apuração. Eventuais excessos poderão ser aproveitados nos
dois anos-calendário subsequentes, cujos valores deverão ser controlados na parte
B do Lalur.

As despesas ou custos por refeição são dedutíveis na apuração do lucro real e


devem ser contabilizadas em contas destacadas.

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PAT – PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO


DO TRABALHADOR
PARTE B
CONTROLE DE VALORES QUE CONSTITUIRÃO AJUSTE DO
LUCRO LÍQUIDO DE EXERCÍCIOS FUTUROS

CONTA INCENTIVO DO PAT


DATA HISTÓRICO DÉBITO CRÉDITO SALDO

31/12/2012 Benefício do PAT apurado no ano conforme 746,25 746,25


Livro diário, notas fiscais e cartão de ponto
400,00

Saldo 346,25

DOAÇÕES E PATROCÍNIOS CULTURAIS

A dedução está limitada a:


• 40% do somatório das doações efetuadas;
• 30% do somatório dos patrocínios realizados no período de apuração do imposto, em
favor de projetos culturais previamente aprovados pelo Ministério da Cultura (Leis
8313/1991 e 9.784/1999).
• 100% do valor das doações e patrocínios se atenderem aos seguintes seguimentos:
a) arte cênicas;
b) livros de valor artístico, literário ou humanístico;
c) circulação de exposições de artes plásticas;
d) doações de acervos para bibliotecas públicas e para museos

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DOAÇÕES E PATROCÍNIOS CULTURAIS

Limite de dedução

• Deve-se, todavia, observar o limite de 4% do valor do IRPJ devido, sem considerar a


alíquota do adicional.
• Não há permissão para aproveitamento de eventuais excessos em períodos subsequentes.
• Não há controle dos valores na parte B do Lalur.
• Esta operação poderá ser considerada como despesa dedutível ou indedutível.
• Se considerada como indedutível deverá ser adicionada no LALUR.

DOAÇÕES E PATROCÍNIOS CULTURAIS

Importante:

Quanto a Lei Rouanet, se o projeto estiver enquadrado no Art. 18


da Lei 8.313/91, a pessoa jurídica não poderá deduzir o valor da
doação como despesa operacional. Porém se a pessoa jurídica se
enquadrar no Art. 26 da referida Lei, poderá deduzir ainda como
despesa operacional.

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DOAÇÕES E PATROCÍNIOS CULTURAIS

Exemplo prático

A empresa ABC realizou dispêndios em favor de projetos culturais previamente aprovados


pelo Ministério da Cultura conforme segue:
Doação: 40.000,00
Patrocínios: 40.000,00
R:
Determinação da parcela incentivada dos dispêndios pagos:
Doação 40% = 40.000,00 x 40% = 16.000,00
Patrocínios 30% = 40.000,00 x 30% = 12.000,00

DOAÇÕES E PATROCÍNIOS CULTURAIS


Exemplo prático
IRPJ devido 15% = 450.000,00
Adicional 10% = 298.000,00
Total = 748.000,00

Cálculo do incentivo
4% do IR devido = 450.000,00 * 4% = 18.000,00
IRPJ a recolher = 748.000,00 – 18.000,00 = 730.000,00.
Obs: O incentivo aproveitável no mês é o menor valor entre 28.000,00 e 18.000,00 devido ao
limite de 4%)

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AUDIOVISUAL
Com o objetivo de incentivar a atividade audiovisual, o governo estabeleceu mecanismos de
fomento para obras audiovisuais, obras cinematográficas e videofonográficas entre outros
benefícios, por meio do Decreto nº 6.304/2007

Dedução do imposto de renda

Até o exercício fiscal de 2016, as pessoas físicas e jurídicas poderão deduzir do imposto de
renda devido as quantias referentes a investimentos em projetos previamente aprovados
pela ANCINE para:

AUDIOVISUAL
a) A produção de obra audiovisual cinematográfica brasileira de produção independente;
b) Projetos específicos da área audiovisual, cinematográfica de exibição, distribuição e
infraestrutura técnica cujo projeto tenha sido apresentado por empresas brasileiras.

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AUDIOVISUAL
Dedução = 3% do imposto devido

Despesa: É dedutível somente os valores investidos pela pessoa jurídica


tributada pelo lucro real no respectivo período de apuração do imposto de renda

Os investimentos devem ser aprovados pelo Ministério da


Cultura e regulamentados pela CVM.

FUNDO NACIONAL, ESTADUAL OU MUNICIPAL DO IDOSO


A partir de 1º de janeiro de 2011, a pessoa jurídica poderá deduzir do IRPJ devido, em cada período de
apuração, o total das doações feitas ao Fundo Nacional do Idoso. (Lei nº 12.213/2010, art. 3º).
Será adicionado no LALUR
A dedução não poderá exceder em cada período de apuração a 1% (um por cento) do IRPJ devido com
base:
A dedução somada à dedução relativa às doações efetuadas aos Fundos dos Direitos da Criança e do
Adolescente, não poderá exceder em cada período de apuração a 1% (um por cento) do IRPJ devido.
O valor das doações excedente ao limite de dedução de 1% (um por cento) não poderá ser deduzido do
IRPJ devido em períodos de apuração posteriores.
As doações efetuadas em moeda devem ser depositadas em conta específica, aberta em instituição
financeira pública, vinculada ao Fundo Nacional do Idoso.

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FUNDO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

A pessoa jurídica poderá deduzir, até 1% do imposto devido, mas não


são dedutíveis como despesa operacional. Portanto, o valor da doação,
contabilizado como despesa, deve ser adicionado ao lucro líquido, para
fins de determinação do lucro real e da base de cálculo da contribuição
social sobre o lucro, por ser considerada uma despesa indedutível.

Dedução = 1% do imposto devido Despesa: É Indedutível

FUNDO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE


DEMONSTRAÇÃO DO CÁLCULO

Imposto de Renda Devido (15%) R$ 80.000,00

Doações ao Fundo R$ 1.300,00

Limite: 1% x R$ 80.000,00 R$ 800,00

Incentivo dedutível R$ 800,00

Excesso não dedutível em períodos posterior R$ 500,00

= Imposto a Pagar (R$ 80.000,00 - R$ 800,00) R$ 79.200,00

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Planejamento Tributário
Tendo em vista, que a pessoa jurídica tributada com base no Lucro Real pode optar
em apurar Lucro Real Anual ou Lucro Real Trimestral, gera dúvidas na hora da
escolha, ou seja, é necessário analisar e avaliar qual é o melhor enquadramento, em
virtude dessa polêmica, indaga-se: Qual o reflexo da apuração do Lucro Real Anual x
Lucro Real Trimestral no fluxo de caixa?

Essa tomada de decisão pode ser baseada em resultados passados ou estudo de


mercado futuro (pesquisa de mercado).

A seguir as principais vantagens e desvantagens existentes nas formas de apuração


do Lucro Real.

Principais Vantagens e Desvantagens

Apuração do Lucro Real Anual


X
Lucro Real Trimestral

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COMPARATIVO DE APURAÇÃO
DESCRIÇÃO LUCRO REAL ANUAL LUCRO REAL TRIMESTRAL

Adicional Vantagem Desvantagem


do devido o adicional ser de devido o adicional ser de
Imposto de Renda R$ 240.000,00 no ano. apenas R$ 60.000,00
Vantagem Desvantagem
Compensação Permite compensação integral de A compensação de Prejuízos de

de Prejuízos de mensais anteriores trimestres anteriores dentro do

Prejuízos Fiscais dentro do mesmo ano calendário mesmo ano calendário,

fica limitado a 30% do Lucro Real

Desvantagem Vantagem
Pagamento Pagamento mensal Pagamento trimestralmente,
por estimativa forma definitiva

EXERCÍCIOS

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1- EXERCÍCIO - PREJUÍZO FISCAL

Em 31.03.2017, uma empresa apurou o lucro real no trimestre de 210.320,00


Existem prejuízos fiscais compensáveis de exercícios anteriores conforme segue:

PARTE B
Base negativa do IRPJ – 65.000,00
Base negativa da CSLL – 320.500,00

Com base nestas informações apure o IRPJ e a CSLL do mês e demonstre a


compensação dos prejuizos fiscais na parte B do lalur/lacs

RESOLUÇÃO

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24/07/2017

RESOLUÇÃO

EXERCÍCIO 2

Com base nas informações abaixo, escriturar o livro LALUR E LACS:

Lucro antes da contribuiçao social 618.548,00


Gasto com alimentaçao do trabalhador (valor da NF) 42.000,00
Refeiçoes servidas durante o mês 6200
Valor descontado dos funcionários 6.200,00
Doação ao fundo da criança e do adolescente 15.200,00
Multa de trânsito 3.500,00
Refeiçoes da diretoria 10.200,00
Base negativa da CSLL controlada na parte B do Lalur 55.360,00
Base negtiva do IRPJ controlada na parte B do Lalur 410.526,00

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RESOLUÇÃO

RESOLUÇÃO

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24/07/2017

RESOLUÇÃO

EXERCÍCIO 3

Calcule o IRPJ e CSLL considerando que a empresa é tributada pelo lucro real trimestral.
Calcular também o PIS e COFINS cumulativo de acordo com os dados abaixo:
MÊS Vendas Resultado
JAN 500.000,00 120.000,00
FEV 510.250,00 140.528,00
MAR 380.250,00 155.310,00
ABR 100.250,00 130.580,00
MAI 101.850,00 - 450.000,00
JUN 120.500,00 - 52.000,00
JUL 410.548,00 152.352,00
AGO 410.580,00 320.548,00
SET 615.000,00 280.125,00
OUT 300.510,00 300.457,00
NOV 720.520,00 180.458,00
DEZ 865.000,00 310.500,00

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EXERCÍCIO 4

Com base no exercício anterior, considere agora que a empresa é tributada pelo lucro real anual e

o PIS e a COFINS são calculados na modalidade não cumulativa. Utilizar os seguintes


créditos mensalmente:
a) Energia elétrica – 6.500,00 (jan a jun) 8.000,00 (jul a dez)
b) Aluguel – 15.000,00 (jan a mar) 18.000,00 (abr a dez)
c) Insumos – 250.000,00 (jan a jun) e 310.000,00 (jul a dez)
Não esquecer de analisar mensalmente se é melhor a empresa estimar ou
reduzir/suspender o IRPJ e CSLL.

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