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Livro Eletrônico

Aula 01

Passo Estratégico de Direito Administrativo p/ TRT-RJ (TJAA) - AOCP

Professores: Equipe Túlio Lages, Murilo Soares, Tulio Lages

44554538818 - Gabriella Bueno


Passo EstratŽgico Ð AOCP/TRT RJ
Direito Administrativo p/ TJAA
Analista Tœlio Lages

Agentes Pœblicos. Regime Jur’dico dos


Servidores Pœblicos Federais

Lei n¼ 8.112/90 com altera•›es posteriores.


Provimento. Vac‰ncia. Direitos e Vantagens. Dos
deveres. Das proibi•›es. Da acumula•‹o. Das
responsabilidades. Das penalidades. Do
processo administrativo disciplinar e sua
revis‹o.

Introdu•‹o ................................................................................1
An‡lise Estat’stica .....................................................................2
An‡lise das Quest›es ................................................................3
Orienta•›es de Estudo (Checklist) e Pontos a Destacar.............11
Question‡rio de Revis‹o...........................................................20
Anexo I Ð Lista de Quest›es ....................................................41
Refer•ncias Bibliogr‡ficas .......................................................45

Introdu•‹o

Ol‡!
Este relat—rio aborda o(s) assunto(s) Ò Agentes Pœblicos. Regime
Jur’dico dos Servidores Pœblicos Federais.Ó e ÒLei n¼ 8.112/90
com altera•›es posteriores. Provimento. Vac‰ncia. Direitos e
Vantagens. Dos deveres. Das proibi•›es. Da acumula•‹o. Das
responsabilidades. Das penalidades. Do processo administrativo
disciplinar e sua revis‹o.Ó.
Com base na an‡lise estat’stica (t—pico a seguir), conclu’mos que o
primeiro assunto Ž de import‰ncia mŽdia, enquanto o segundo assunto
possui import‰ncia alta.
Boa leitura!

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An‡lise Estat’stica

Com base na an‡lise estat’stica das quest›es colhidas (por volta de 74),
temos o seguinte resultado para o(s) assunto(s) que ser‡(‹o) tratado(s)
neste relat—rio:

% aproximado de cobran•a
em provas de n’vel mŽdio
Assunto
realizadas pela AOCP desde
2008

Agentes Pœblicos 5,4%


Lei 8.112/90 21,6%
Tabela 1

Com base na tabela acima, Ž poss’vel verificar que, no contexto das


provas da AOCP para cargos de n’vel mŽdio, que o assunto:
a) ÒAgentes PœblicosÓ possui import‰ncia mŽdia, j‡ que foi cobrado em
5,4% das assertivas.
b) ÒLei 8.112Ó possui import‰ncia alta, j‡ que foi cobrado em 21,6% das
assertivas.
...
ƒ importante destacar que os percentuais de cobran•a, para cada tema,
podem variar bastante. Sendo assim, adotaremos a seguinte
classifica•‹o quanto ˆ import‰ncia dos assuntos:

% de cobran•a Import‰ncia do assunto

AtŽ 2,9% Baixa a MŽdia

De 3% a 6,9% MŽdia

De 7% a 9,9% MŽdia a Alta

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10% ou mais Alta

An‡lise das Quest›es

1.(AOCP/2015/TRE AC/TJAA)Em rela•‹o aos servidores pœblicos,


assinale a alternativa INCORRETA.
a) Os Poderes Executivo, Legislativo e Judici‡rio publicar‹o anualmente
os valores do subs’dio e da remunera•‹o dos cargos e empregos
pœblicos.
b) Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor
est‡vel ficar‡ em disponibilidade, com remunera•‹o proporcional ao
tempo de servi•o, atŽ seu adequado aproveitamento em outro cargo.
c) Aos servidores titulares de cargos efetivos da Uni‹o, dos Estados, do
Distrito Federai e dos Munic’pios, inclu’das suas autarquias e funda•›es,
Ž assegurado regime de previd•ncia de car‡ter gratuito, mediante
contribui•‹o exclusiva do respectivo ente pœblico, observados critŽrios
que preservem o equil’brio financeiro e atuarial.
d) O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Ministros de
Estado e os Secret‡rios Estaduais e Municipais ser‹o remunerados
exclusivamente por subs’dio fixado em parcela œnica, vedado o
acrŽscimo de qualquer gratifica•‹o, adicional, abono, pr•mio, verba de
representa•‹o ou outra espŽcie remunerat—ria, obedecido, em qualquer
caso, o disposto no art. 37, X e XI da Constitui•‹o Federal.
e) A Uni‹o, os Estados, o Distrito Federal e os Munic’pios instituir‹o
conselho de pol’tica de administra•‹o e remunera•‹o de pessoal,
integrado por servidores designados pelos respectivos Poderes.

GABARITO: ÒCÓ
O regime de previd•ncia dos servidores titulares de cargos efetivos da
Uni‹o, dos Estados, do DF e dos Munic’pios, inclu’das suas autarquias e
funda•›es, Ž de car‡ter contributivo e solid‡rio, n‹o gratuito, nos
termos do art. 40, caput, da CF/1988:
Art. 40. Aos servidores titulares de cargos efetivos da Uni‹o,
dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic’pios, inclu’das
suas autarquias e funda•›es, Ž assegurado regime de
previd•ncia de car‡ter contributivo e solid‡rio, mediante
contribui•‹o do respectivo ente pœblico, dos servidores ativos
e inativos e dos pensionistas, observados critŽrios que

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preservem o equil’brio financeiro e atuarial e o disposto neste


artigo.

A: errada. Transcri•‹o literal do art. 39, ¤ 6¼, da CF/1988:


Art. 39 (...)
¤ 6¼ Os Poderes Executivo, Legislativo e Judici‡rio publicar‹o
anualmente os valores do subs’dio e da remunera•‹o dos
cargos e empregos pœblicos.

B: errada. Trata-se do disposto no art. 41, ¤ 3¼, da CF/1988:


Art. 41 (...)
¤ 3¼ Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o
servidor est‡vel ficar‡ em disponibilidade, com remunera•‹o
proporcional ao tempo de servi•o, atŽ seu adequado
aproveitamento em outro cargo.

D: errada. Essa assertiva reproduz praticamente a literalidade do art.


39, ¤ 4¼, da CF/1988:
¤ 4¼ O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os
Ministros de Estado e os Secret‡rios Estaduais e Municipais
ser‹o remunerados exclusivamente por subs’dio fixado em
parcela œnica, vedado o acrŽscimo de qualquer gratifica•‹o,
adicional, abono, pr•mio, verba de representa•‹o ou outra
espŽcie remunerat—ria, obedecido, em qualquer caso, o
disposto no art. 37, X e XI.

E: errada. Essa afirma•‹o est‡ em conson‰ncia com o art. 39, caput,


da CF/1988:
Art. 39. A Uni‹o, os Estados, o Distrito Federal e os Munic’pios
instituir‹o conselho de pol’tica de administra•‹o e
remunera•‹o de pessoal, integrado por servidores designados
pelos respectivos Poderes.

2.(AOCP/2009/BM RS/SOLDADO) Assinale a alternativa correta. O


servidor pœblico est‡vel s— perder‡ o cargo
a) em virtude de senten•a judicial, ainda que pendente de recurso.
b) mediante processo administrativo em que seja assegurada a ele
ampla defesa.
c) mediante procedimento de avalia•‹o peri—dica de desempenho, na
forma de portaria disciplinar, tramitado em segredo.
d) em raz‹o de decis‹o judicial absolut—ria.
e) em virtude de afastamento definitivo por invalidez.

GABARITO: ÒBÓ
Vejamos o teor do art. 41, ¤1¼, da CF/1988:
Art. 41. S‹o est‡veis ap—s tr•s anos de efetivo exerc’cio os

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servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em


virtude de concurso pœblico.
¤ 1¼ O servidor pœblico est‡vel s— perder‡ o cargo:
I - em virtude de senten•a judicial transitada em julgado;
II - mediante processo administrativo em que lhe seja
assegurada ampla defesa;
III - mediante procedimento de avalia•‹o peri—dica de
desempenho, na forma de lei complementar, assegurada
ampla defesa.

Nos termos desse artigo, no ¤ 1¼, inciso II, a perda do cargo pelo
servidor pœblico est‡vel pode ocorrer mediante processo administrativo
em que lhe seja assegurada ampla defesa.
A: errada. ƒ necess‡rio o tr‰nsito em julgado da senten•a, para que o
servidor pœblico est‡vel perca o cargo Ð art. 41, ¤ 1¼, inciso I, da
CF/1988.
C: errada. O procedimento de avalia•‹o peri—dica de desempenho que
pode acarretar a perda do cargo ocupado pelo servidor pœblico est‡vel
deve ser regulado por lei complementar, n‹o por portaria disciplinar,
inexistindo previs‹o de que esse procedimento tramite em segredo se
justi•a - art. 41, ¤ 1¼, inciso III, da CF/1988.
D: errada. Se a decis‹o judicial for absolut—ria, o servidor pœblico n‹o
perder‡ o cargo, pois essa hip—tese n‹o est‡ prevista como causa de
perda do cargo no art. 41, ¤ 1¼, da CF/1988.
E: errada. O afastamento definitivo por invalidez n‹o est‡ previsto
como hip—tese de perda do cargo pœblico de servidor est‡vel, conforme
o art. 41, ¤ 1¼, da CF/1988.
3.(AOCP/2015/TRE AC/TJAA) De acordo com a Lei n¡ 8.112/90,
s‹o requisitos b‡sicos para investidura em cargo pœblico, dentre
outros;
a) nacionalidade brasileira e certid‹o negativa de dŽbitos.
b) certid‹o negativa de dŽbitos e gozo dos direitos pol’ticos.
c) idade m’nima de 21 anos e aptid‹o f’sica e mental.
d) idade m’nima de 18 anos e certid‹o negativa de dŽbitos.
e) aptid‹o f’sica e mental e nacionalidade brasileira.

GABARITO: ÒEÓ
Os requisitos b‡sicos para investidura em cargo pœblico est‹o previstos
no art. 5¼ da Lei n¼ 8.112/1990:
Art. 5¡ S‹o requisitos b‡sicos para investidura em cargo

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pœblico:
I - a nacionalidade brasileira;
II - o gozo dos direitos pol’ticos;
III - a quita•‹o com as obriga•›es militares e eleitorais;
IV - o n’vel de escolaridade exigido para o exerc’cio do cargo;
V - a idade m’nima de dezoito anos; VI - aptid‹o f’sica e
mental.

Logo, a aptid‹o f’sica e mental e a nacionalidade brasileira (assertiva


ÒeÓ) fazem parte desse grupo de requisitos.
A, B e D: erradas. A certid‹o negativa de dŽbitos n‹o Ž requisito b‡sico
para investidura em cargo pœblico, pois n‹o consta no rol do art. 5¼ da
Lei n¼ 8.112/1990.
C: errada. A idade m’nima para ocupar pœblico Ž 18 anos, n‹o 21 anos.
4.(AOCP/2015/TRE AC/TJAA) ƒ forma de provimento de cargo
pœblico prevista na Lei n¡ 8.112/90,
a) portaria.
b) despacho.
c) decreto.
d) promo•‹o.
e) resolu•‹o.

GABARITO: ÒDÓ
Entre as alternativas da quest‹o, apenas a assertiva ÒdÓ (promo•‹o)
corresponde a forma de provimento de cargo pœblico prevista na Lei n¼
8.112/1990, conforme se extrai do seguinte dispositivo:
Art. 8¡ S‹o formas de provimento de cargo pœblico:
I - nomea•‹o;
II - promo•‹o;
III - (Revogado pela Lei n¼ 9.527, de 10.12.97)
IV - (Revogado pela Lei n¼ 9.527, de 10.12.97)
V - readapta•‹o;
VI - revers‹o;
VII - aproveitamento;
VIII - reintegra•‹o;
IX - recondu•‹o.

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Em raz‹o da exiguidade de quest›es da AOCP, vejamos algumas


quest›es da FCC de n’vel semelhante:

5. (2017/TRE SP/TŽcnico Judici‡rio Ð Administrativo) O v’nculo


funcional a que se submetem os servidores pœblicos pode variar de
acordo com a estrutura•‹o da Administra•‹o pœblica e a natureza
jur’dica do ente a que est‹o subordinados, por exemplo,

(A) quando vinculados ˆ Administra•‹o direta devem,


obrigatoriamente, se submeter a prŽvio concurso de provas e t’tulos
para provimento de cargos, empregos e fun•›es pœblicas.
(B) os empregados de empresas pœblicas ou de sociedades de
economia mista que explorem atividades econ™micas necessariamente
devem seguir o mesmo regime de obriga•›es trabalhistas das
empresas privadas.
(C) os ocupantes de empregos pœblicos e fun•›es pœblicas devem se
submeter a prŽvio concurso pœblico somente quando o v’nculo
funcional pretendido se der com entes integrantes da Administra•‹o
indireta que tenham natureza jur’dica de direito pœblico.
(D) os entes que integram a Administra•‹o indireta podem preencher
cargos em comiss‹o, de livre provimento, que prescindem de concurso
pœblico, para suprir as necessidades do quadro funcional atŽ que seja
poss’vel o provimento dos respectivos empregos pœblicos.
(E) os entes que integram a Administra•‹o indireta possuem natureza
jur’dica de direito privado e, como tal, seus servidores somente podem
ocupar emprego pœblico.

GABARITO: letra ÒBÓ.


A assertiva ÒaÓ est‡ errada Ð o concurso pode ser somente de provas
(sem t’tulos). AlŽm disso, as nomea•›es para cargo em comiss‹o
declarado em lei de livre nomea•‹o n‹o exigem prŽvia aprova•‹o em
concurso pœblico, tudo conforme inciso II do art. 37 da CF:
II - a investidura em cargo ou emprego pœblico depende de
aprova•‹o prŽvia em concurso pœblico de provas ou de provas e
t’tulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou
emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomea•›es
para cargo em comiss‹o declarado em lei de livre nomea•‹o e
exonera•‹o;
A assertiva ÒbÓ est‡ correta Ð isso Ž o que disp›e o art. 173, ¤ 1¼, II,
da CF:

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¤ 1¼ A lei estabelecer‡ o estatuto jur’dico da empresa pœblica, da


sociedade de economia mista e de suas subsidi‡rias que explorem
atividade econ™mica de produ•‹o ou comercializa•‹o de bens ou
de presta•‹o de servi•os, dispondo sobre: (Reda•‹o dada pela
Emenda Constitucional n¼ 19, de 1998)
(...)
II - a sujei•‹o ao regime jur’dico pr—prio das empresas privadas,
inclusive quanto aos direitos e obriga•›es civis, comerciais,
trabalhistas e tribut‡rios;

A assertiva ÒcÓ est‡ errada Ð o inciso II do art. 37 da CF disp›e que a


investidura em emprego pœblico depende de aprova•‹o prŽvia em
concurso pœblico, sem qualquer ressalva.
A assertiva ÒdÓ est‡ errada Ð conforme inciso V do art. 37 da CF, os
cargos em comiss‹o destinam-se apenas ˆs atribui•›es de dire•‹o,
chefia e assessoramento, n‹o se prestando ˆ finalidade apontada na
assertiva:
V - as fun•›es de confian•a, exercidas exclusivamente por
servidores ocupantes de cargo efetivo, e os cargos em
comiss‹o, a serem preenchidos por servidores de carreira nos
casos, condi•›es e percentuais m’nimos previstos em lei,
destinam-se apenas ˆs atribui•›es de dire•‹o, chefia e
assessoramento;
A assertiva ÒeÓ est‡ errada Ð as autarquias e as funda•›es pœblicas de
direito pœblico integram a Administra•‹o Pœblica indireta, possuem
natureza jur’dica de direito pœblico, e seus servidores ocupam cargos
pœblicos. Vejamos o teor da reda•‹o vigente do caput do art. 39 da CF:
Art. 39. A Uni‹o, os Estados, o Distrito Federal e os Munic’pios
instituir‹o, no ‰mbito de sua compet•ncia, regime jur’dico
œnico e planos de carreira para os servidores da administra•‹o
pœblica direta, das autarquias e das funda•›es pœblicas.

6. (2013/TRF 5»/TŽcnico Judici‡rio Ð çrea Administrativa)


Prefeitura municipal pretende preencher cargo efetivo de Assistente
Social, que foi recentemente criado, por lei, junto aos quadros de sua
Secretaria de Rela•›es do Trabalho e Emprego. Para tanto, o munic’pio

(A) dever‡ abrir concurso pœblico de provas ou de provas e t’tulos a


todos os candidatos que preencherem os requisitos previstos em lei.
(B) dever‡ abrir concurso pœblico de provas ou de provas e t’tulos que,
no entanto, poder‡, havendo justificativa para tanto, ficar restrito aos
servidores que j‡ perten•am ao quadro de pessoal da Administra•‹o
municipal.
(C) poder‡ abrir concurso pœblico a todos os candidatos que

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preencherem os requisitos exigidos por lei ou poder‡ nomear


livremente servidor pœblico comissionado, desde que o fa•a
justificadamente.
(D) poder‡ contratar, desde que por prazo determinado, sem concurso
pœblico, servidor pœblico tempor‡rio, faculdade que independe da
exist•ncia de lei municipal disciplinando esse tipo de contrata•‹o.
(E) poder‡ recrutar, em car‡ter prec‡rio e experimental, empregados
de empresa pœblica municipal para desempenhar a fun•‹o afeta ao
cargo.

GABARITO: letra ÒAÓ.


Vejamos o teor dos incisos I, II e IX do art. 37 da CF:
I - os cargos, empregos e fun•›es pœblicas s‹o acess’veis aos
brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei,
assim como aos estrangeiros, na forma da lei;
II - a investidura em cargo ou emprego pœblico depende de
aprova•‹o prŽvia em concurso pœblico de provas ou de provas e
t’tulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou
emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomea•›es para
cargo em comiss‹o declarado em lei de livre nomea•‹o e
exonera•‹o;
(...)
IX - a lei estabelecer‡ os casos de contrata•‹o por tempo
determinado para atender a necessidade tempor‡ria de
excepcional interesse pœblico;

Assim:
A assertiva ÒaÓ est‡ correta, conforme inciso I.
A assertiva ÒbÓ est‡ errada Ð conforme inciso I, os cargos s‹o
acess’veis a todos os brasileiros que preencham os requisitos
estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da lei.
A assertiva ÒcÓ est‡ errada Ð a nomea•‹o em cargo em comiss‹o
independe de justificativa e, alŽm disso, n‹o resulta em v’nculo efetivo,
que Ž o objetivo da Prefeitura apontado no enunciado da quest‹o.
A assertiva ÒdÓ est‡ errada Ð a contrata•‹o tempor‡ria de servidores
depende da exist•ncia de lei, conforme inciso IX. AlŽm disso, tal
modalidade de contrata•‹o n‹o resulta em v’nculo efetivo, que Ž o
objetivo da Prefeitura apontado no enunciado da quest‹o.
A assertiva ÒeÓ est‡ errada Ð para ocupar cargo pœblico efetivo, Ž
necess‡ria, aprova•‹o em concurso de provas ou de provas e ,
conforme inciso II.
7. (2017/TRE SP/TŽcnico Judici‡rio Ð Administrativo). Joaquim Ž

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servidor pœblico federal e est‡ cursando o terceiro ano da faculdade de


Direito da sua cidade. Ocorre que Joaquim ter‡ que mudar de sede, no
interesse da Administra•‹o pœblica. Nos termos da Lei no 8.112/90,
desde que preenchidos os demais requisitos legais, ser‡ assegurada
matr’cula em institui•‹o de ensino cong•nere,

(A) apenas no in’cio do pr—ximo ano letivo e desde que exista vaga,
arcando a Administra•‹o com eventual preju’zo pelo per’odo em que
eventualmente fique sem estudar.
(B) na localidade da nova resid•ncia ou na mais pr—xima e em qualquer
Žpoca do ano, independentemente de vaga.
(C) exclusivamente na localidade da nova resid•ncia,
independentemente de vaga.
(D) em qualquer Žpoca do ano, mas desde que exista vaga, arcando a
Administra•‹o com eventual preju’zo pelo per’odo em que
eventualmente fique sem estudar.
(E) apenas no in’cio do pr—ximo ano letivo, independentemente de
vaga.

GABARITO: letra ÒBÓ.


Vejamos o teor do caput do art. 99 da Lei 8.112/90:
Art. 99. Ao servidor estudante que mudar de sede no interesse da
administra•‹o Ž assegurada, na localidade da nova resid•ncia ou
na mais pr—xima, matr’cula em institui•‹o de ensino cong•nere,
em qualquer Žpoca, independentemente de vaga.

Assim:
As assertivas ÒaÓ, ÒdÓ e ÒeÓ est‹o erradas Ð a garantia de matr’cula
independe de Žpoca ou da exist•ncia de vaga.
A assertiva ÒbÓ est‡ correta Ð conforme o dispositivo mencionado.
A assertiva ÒcÓ est‡ errada Ð pode ser tambŽm na localidade mais
pr—xima.
8. (2016/TRT 20»/TŽcnico Judici‡rio Ð Administrativo).
Aristides, servidor pœblico do Tribunal Regional do Trabalho da 20a
Regi‹o, usufruiu de afastamento para estudar no exterior, tendo o
mencionado per’odo perdurado por quatro anos, ou seja, atŽ 2014.
Aristides pretende novo afastamento para estudo em Paris. Nos termos
da Lei no 8.112/1990, alŽm da autoriza•‹o do Presidente

(A) do Tribunal Regional do Trabalho da 20a Regi‹o, dever‡ aguardar

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atŽ 2017, ou seja, Ž necess‡rio aguardar o transcurso de tr•s anos


para que tenha direito a nova aus•ncia.
(B) da Repœblica, n‹o necessitar‡ aguardar qualquer lapso temporal,
pois j‡ faz jus ao novo afastamento.
(C) do Supremo Tribunal Federal, dever‡ aguardar atŽ 2018, ou seja, Ž
necess‡rio aguardar o transcurso de quatro anos para que tenha direito
a nova aus•ncia.
(D) do Tribunal Regional do Trabalho da 20a Regi‹o, n‹o necessitar‡
aguardar qualquer lapso temporal, pois j‡ faz jus ao novo afastamento.
(E) do Supremo Tribunal Federal, dever‡ aguardar atŽ 2017, ou seja, Ž
necess‡rio aguardar o transcurso de tr•s anos para que tenha direito a
nova aus•ncia.

GABARITO: letra ÒCÓ.


Vejamos o teor do art. 95, caput e ¤ 1¼ da Lei 8.112/90:
Art. 95. O servidor n‹o poder‡ ausentar-se do Pa’s para estudo ou
miss‹o oficial, sem autoriza•‹o do Presidente da Repœblica,
Presidente dos îrg‹os do Poder Legislativo e Presidente do
Supremo Tribunal Federal.
¤ 1¼ A aus•ncia n‹o exceder‡ a 4 (quatro) anos, e finda a miss‹o
ou estudo, somente decorrido igual per’odo, ser‡ permitida nova
aus•ncia.

Assim, como o servidor Ž do Poder Judici‡rio, necessita de autoriza•‹o


od Presidente do Supremo Tribunal Federal (caput), mas dever‡
esperar igual per’odo, ou seja, 4 anos, para que possa pleitear nova
aus•ncia.

Orienta•›es de Estudo (Checklist) e Pontos a Destacar

Agentes Pœblicos
1.! Agentes pœblicos: conceito e classifica•‹o. Agentes de fato;
2.! Cargo, empregos e fun•›es pœblicas:
2.1.! Conceito e diferen•as entre os institutos.
2.2.! Forma e requisitos de acesso (CF, art. 37, incisos I, V,
VIII).
2.3.! Concurso pœblico: regras constitucionais (CF, art. 37,
incisos II a IV e ¤ 2¼). Exce•›es ˆ regra de exig•ncia de
concurso pœblico (cargos eletivos + CF, art. 37, incisos II e

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IX, art. 198, ¤ 4¼ e ADCT, art. 53, inciso I). Cargos em


que o ingresso deve se dar, necessariamente, mediante
aprova•‹o em concurso pœblico de provas e t’tulos (CF,
arts. 93, inciso I, 129, ¤ 3¼, 131, ¤ 2¼, 132, 134, ¤ 1¼ e
206, inciso V).
2.4.! Cargos privativos de brasileiro nato (CF, art. 12, ¤ 3¼).
2.5.! Sœmulas e precedentes importantes:
2.5.1.! ÒS— por lei se pode sujeitar a exame psicotŽcnico a
habilita•‹o de candidato a cargo pœblicoÓ1.
2.5.2.! ÒA nomea•‹o de c™njuge, companheiro ou parente em linha
reta, colateral ou por afinidade, atŽ o terceiro grau, inclusive,
da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa
jur’dica investido em cargo de dire•‹o, chefia ou
assessoramento, para o exerc’cio de cargo em comiss‹o ou de
confian•a ou, ainda, de fun•‹o gratificada na administra•‹o
pœblica direta e indireta em qualquer dos poderes da Uni‹o,
dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic’pios,
compreendido o ajuste mediante designa•›es rec’procas,
viola a Constitui•‹o FederalÓ2.

3.! Contrata•‹o por tempo determinado para atender a necessidade


tempor‡ria de excepcional interesse pœblico (art. 37, inciso IX) Ð
alŽm da literalidade do dispositivo, atentar para os seguintes
dispositivos da Lei 8.745/93: —rg‹os que podem realizar a
contrata•‹o (art. 1¼), natureza geral das situa•›es que
configuram necessidade tempor‡ria de excepcional interesse
pœblico (art. 2¼), o processo seletivo simplificado para
recrutamento de pessoal (art. 3¼), as situa•›es em que a
contrata•‹o prescinde de processo seletivo (¤ 1¼ do art. 3¼) e o
contrato (regido pela pr—pria Lei 8.745/93, n‹o pela CLT) como
instrumento que formaliza o v’nculo entre o agente e a
Administra•‹o (art. 12).
4.! Direitos do servidor pœblico (CF, art. 37, inciso VI, VII, art. 38 e
art. 39, ¤ 3¼): direito de associa•‹o sindical, direito de greve,
direitos do servidor no exerc’cio de mandato eletivo e direitos dos
trabalhadores urbanos e rurais estendidos aos servidores.
5.! Remunera•‹o dos agentes pœblicos e acumula•‹o de cargos
pœblicos (CF, art. 37, incisos X a XVII e ¤¤ 9¼ a 12; art. 39, ¤¤
1¼, 4¼, 5¼, 6¼ e 8¼; art. 27, ¤ 2¼ e art. 32, ¤ 3¼): espŽcies de
remunera•‹o (remunera•‹o em sentido amplo, remunera•‹o em

1
STF Ð Sœmula Vinculante 44.
2
STF Ð Sœmula vinculante 13

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sentido estrito, vencimento, vencimentos, vantagens pecuni‡rias,


subs’dio, sal‡rio), forma de fixa•‹o, altera•‹o e revis‹o, teto e
subtetos remunerat—rios (aplica•‹o em cada um dos poderes,
dentro de cada esfera de governo. Entidades que n‹o se sujeitam
ao teto. Parcelas remunerat—rias que n‹o s‹o computadas para
efeito de teto), acumula•‹o remunerada de cargos (atentar para
a hip—tese constitucional de acumula•‹o de tr•s cargos: ADCT,
art. 17, ¤ 1¼. Observar outras hip—teses constitucionais de
acumula•‹o alŽm do previsto inciso XVII do art. 37: art. 38, III;
art. 95, par‡grafo œnico, I; art. 128, ¤ 5¼, II, ÒdÓ; e art. 142, ¤
3¼, II, III e VIII), veda•‹o ˆ vincula•‹o e ˆ equipara•‹o de
remunera•›es (atentar para as hip—teses constitucionais de
equipara•‹o e vincula•‹o Ð arts. 73, ¤ 3¼ e 93, V), veda•‹o ˆ
incid•ncia cumulativa de acrŽscimos pecuni‡rios e irredutibilidade
de vencimentos e subs’dios.
5.1.! Sœmulas e precedentes importantes:
5.1.1.! ÒSalvo nos casos previstos na Constitui•‹o, o sal‡rio m’nimo
n‹o pode ser usado como indexador de base de c‡lculo de
vantagem de servidor pœblico ou de empregado, nem ser
substitu’do por decis‹o judicialÓ3.
5.1.2.! Òƒ inconstitucional a vincula•‹o do reajuste de vencimentos
de servidores estaduais ou municipais a ’ndices federais de
.
corre•‹o monet‡riaÓ4

5.1.3.! ÒN‹o cabe ao poder Judici‡rio, que n‹o tem fun•‹o legislativa,
aumentar vencimentos de servidores pœblicos sob o
fundamento de isonomiaÓ5.

6.! Preced•ncia dos servidores fiscais (CF, art. 37, inciso XVIII e
XXII).
7.! Requisitos e restri•›es ao agente pœblico que possibilite o acesso
a informa•›es privilegiadas (CF, art. 37, ¤ 7¼).
8.! Regime Jur’dico ònico: previs‹o na CF, art. 39, caput. Suspens‹o
por parte do STF da efic‡cia da reda•‹o dada pela EC 19/98 ao
caput do art. 39 da CF (ADI 2135) Ð atentar para o efeito ex nunc
da decis‹o.
8.1.! Precedentes importantes:
6
8.1.1.! N‹o h‡ direito adquirido a regime jur’dico .

3
STF Ð Sœmula Vinculante 4.
4
STF Ð Sœmula Vinculante 42.
5
STF Ð Sœmula Vinculante 37.
6
STF Ð AI 598.229 AgR, MS 26.955, RE 599.618 ED, RE 563.965, RE 226.855, dentre outros

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9.! Forma•‹o e aperfei•oamento dos servidores, bem como


desenvolvimento de programas para melhorias no servi•o pœblico
(CF, art. 39, ¤¤ 2¼ e 7¼).
10.! Regime de previd•ncia dos servidores titulares de cargos
efetivos:
10.1.!contribuintes do regime (CF, art. 40, caput e ¤ 18).
10.2.!modalidades de aposentadoria (CF, art. 40, ¤ 1¼, incisos I a
III).
10.3.!aposentadoria: requisitos de idade, tempo de contribui•‹o e
demais regras e critŽrios gerais, abono de perman•ncia (CF,
art. 40, ¤ 1¼, incisos I a III, ¤¤ 4¼, 5¼, 9¼, 10, 12, 19.
ADCT, art. 100. Lei Complementar 152/2015, arts. 1¼ e
2¼).
10.4.!proventos de aposentadoria: forma de c‡lculo, regras de
acumula•‹o com proventos, pens›es e remunera•›es (CF,
art. 40 ¤¤ 2¼, 3¼, 6¼, 8¼, 11, 17, 18, 21).
10.5.!pens‹o por morte: critŽrios para concess‹o e forma de
c‡lculo (CF, art. 40, ¤¤ 7¼, 8¼, 18, 21).
10.6.!unidade de regime pr—prio (CF, art. 40, ¤ 20).
10.7.!Sœmulas e precedentes importantes:
10.7.1.! ÒAplicam-se ao servidor pœblico, no que couber, as regras do
Regime Geral de Previd•ncia Social sobre aposentadoria
especial de que trata o artigo 40, ¤ 4¼, inciso III, da
Constitui•‹o Federal, atŽ edi•‹o de lei complementar
espec’ficaÓ7.

11.! Regime de previd•ncia dos ocupantes, exclusivamente de cargo


em comiss‹o, bem como de outro cargo tempor‡rio ou de
emprego pœblico (CF, art. 40, ¤ 13).
12.! Regime de previd•ncia complementar (CF, art. 40, ¤¤ 14 a 16):
compet•ncia para institui•‹o, valor das aposentadorias e
pens›es, forma de institui•‹o, caracter’sticas da entidade de
previd•ncia complementar, modalidade de contribui•‹o dos
planos de benef’cios ofertados, faculdade de ingresso aos
servidores que ingressaram atŽ a data da publica•‹o do ato de
institui•‹o do regime.
13.! Regime de previd•ncia dos militares (art. 142, ¤ 3¼, X).

7
STF Ð Sœmula Vinculante 33.

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14.! Estabilidade dos servidores efetivos:


14.1.!Requisitos para aquisi•‹o da estabilidade (CF, art. 41, caput
e ¤ 4¼).
14.2.!Hip—teses de perda de cargo do servidor est‡vel (CF, art.
41, ¤ 1¼ e art. 169, ¤¤ 3¼ a 7¼).
14.3.!Invalida•‹o da demiss‹o do servidor por senten•a judicial Ð
efeitos para o servidor est‡vel demitido e para o eventual
ocupante da vaga (CF, art. 41, ¤ 2¼).
14.4.!Extin•‹o do cargo ou declara•‹o de sua desnecessidade -
efeitos para o servidor est‡vel (CF, art. 41, ¤ 3¼).

Lei 8.112/90
*Devem ser lidos na ’ntegra todos os dispositivos da Lei, mesmo
os n‹o apontados a seguir:

1)! Aplicabilidade (alcance, abrang•ncia) da Lei 8.112/90 e


disposi•›es preliminares (arts. 1¼ a 4¼): atentar que a Lei em
quest‹o n‹o Ž aplic‡vel aos empregados pœblicos.
2)! Provimento: conceito, compet•ncia (art. 6¼) e modalidades (art.
8¼).
3)! Provimento origin‡rio: conceito. Atentar que a nomea•‹o (arts.
9¼ e 10¼) Ž a œnica forma de provimento atualmente compat’vel
com a CF. Diferen•a entre nomea•‹o em car‡ter efetivo ou para o
exerc’cio de cargo em comiss‹o.
4)! Provimento derivado: conceito. Provimento derivado vertical,
horizontal e por reingresso, bem como suas espŽcies. Atentar que
a Lei 8.112/93 previa outras formas de provimento derivado, que
foram declaradas inconstitucionais pelo STF por afronta ao
princ’pio do concurso pœblico: a ascens‹o e a transfer•ncia.
Precedentes importantes:
4.1)! Òƒ inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie
ao servidor investir-se, sem prŽvia aprova•‹o em concurso
pœblico destinado ao seu provimento, em cargo que n‹o integra
a carreira na qual anteriormente investidoÓ8.

5)! Promo•‹o, readapta•‹o, revers‹o, reintegra•‹o, recondu•‹o,


disponibilidade e aproveitamento (arts. 24 a 32): atentar a) para

8
STF Ð Sœmula Vinculante 43.

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quais desses institutos exigem ou n‹o a estabilidade do servidor;


b) que na readapta•‹o, as atribui•›es do novo cargo devem ser
compat’veis com as limita•›es sofridas pelo servidor; c) para as
diferen•as entre a revers‹o compuls—ria e a volunt‡ria; d) para as
consequ•ncias decorrentes da reintegra•‹o nas hip—teses de o
cargo ter sido extinto ou ter sido provido (arts. 28, ¤¤ 1¼ e 2¼);
e) que a reintegra•‹o Ž direito do servidor est‡vel, mas o servidor
n‹o est‡vel cuja demiss‹o irregular tenha sido invalidada tambŽm
possui direito ao retorno ao cargo (em raz‹o da efic‡cia retroativa
da invalida•‹o do ato), embora tal retorno n‹o possa ser
denominado Òreintegra•‹oÓ; e) que a reintegra•‹o Ž prevista
originalmente na CF (art. 41, ¤ 2¼) e fala somente em invalida•‹o
Òpor senten•a judicialÓ, enquanto que no caput do art. 28 da Lei
8.112/93, h‡ previs‹o de reintegra•‹o n‹o somente por
invalida•‹o da demiss‹o por decis‹o judicial, mas tambŽm
administrativa; f) para as hip—teses em que se d‡ a recondu•‹o
(art. 29); g) que a recondu•‹o em raz‹o de reintegra•‹o do
anterior ocupante Ž tambŽm prevista na CF, art. 41, ¤ 2¼; h) a
disponibilidade ocorre nas hip—teses de extin•‹o do cargo que
ocupa o servidor ou de declara•‹o da sua desnecessidade,
conforme CF, art. 41, ¤ 3¼; e i) que a cassa•‹o de disponibilidade
prevista no art. 32 Ž uma penalidade disciplinar, conforme inciso
IV do art. 127.
6)! Posse (arts. 5¼, 7¼, 13 e 14): atentar a) que s— h‡ posse em
decorr•ncia de nomea•‹o (art. 13, ¤ 4¼); b) que Ž improrrog‡vel
o prazo de 30 dias para a posse, a contar da publica•‹o do ato de
provimento (art. 13, ¤ 1¼); c) que se a posse n‹o ocorre no prazo
previsto, o ato de provimento Ž tornado sem efeito, n‹o se
confundindo com hip—tese de exonera•‹o (art. 13, ¤ 6¼); d) que
Ž poss’vel posse por procura•‹o (art. 13, ¤ 3¼); e) que para ser
empossado h‡ prŽvia necessidade de ser considerado apto f’sica e
mentalmente para o exerc’cio do cargo, em inspe•‹o mŽdica
oficial (art. 14, caput e par‡grafo œnico); f) para os requisitos da
investidura em cargo pœblico (art. 5¼), observando que Ž poss’vel
o provimento de determinados cargos a estrangeiros,
conformidade ¤ 3¼ do art. 5¼.
7)! Exerc’cio (arts. 15 a 18): atentar a) para o prazo de 15 dias,
improrrog‡veis, para que o servidor empossado em cargo pœblico
entre em exerc’cio (art. 15, ¤ 1¼); b) que se o exerc’cio n‹o
ocorrer no prazo previsto, o servidor ser‡ exonerado do cargo ou
ser‡ tornado sem efeito o ato de sua designa•‹o para fun•‹o de

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confian•a (art. 15, ¤ 2¼) Ð n‹o confundir com o caso de a posse


n‹o ocorrer no prazo previsto (art. 13, ¤ 6¼).
8)! Jornada de trabalho (art. 19): atentar a) para os limites di‡rio e
semanal de jornada (art. 19, caput); b) para a jornada do
ocupante de cargo em comiss‹o ou fun•‹o de confian•a (art. 19,
¤ 1¼).
9)! Est‡gio probat—rio (art. 20): atentar a) que o per’odo de 24
meses previsto no caput n‹o Ž aplic‡vel, mas sim o de 3 anos
previsto na CF, art. 41, caput, em raz‹o do advento da EC
19/1998; b) para os fatores de avalia•‹o (incisos I a V); c) que a
aprova•‹o em est‡gio probat—rio n‹o Ž sin™nimo de aquisi•‹o de
estabilidade; d) para as licen•as e afastamentos que podem ser
concedidas ao servidor em est‡gio probat—rio (¤ 4¼) Ð DICA PARA
ACERTAR QUESTÍES OBJETIVAS: memorizar as licen•as e
afastamentos que NÌO podem ser concedidas ao servidor em
est‡gio probat—rio (licen•a capacita•‹o, licen•a para tratar
assuntos particulares, licen•a para o desempenho de mandato
classista e afastamento para participa•‹o em programa de p—s-
gradua•‹o), assim saber‡ que as demais podem ser concedidas;
e) que n‹o constitui san•‹o disciplinar a exonera•‹o de servidor
n‹o reprovado em est‡gio probat—rio (¤ 2¼); e f) para as
situa•›es que suspendem o est‡gio probat—rio (¤ 5¼).
10)! Estabilidade (arts. 21 e 22): observar que a) o prazo de 2 anos
previstos no art. 21 para aquisi•‹o da estabilidade n‹o Ž
aplic‡vel: o prazo que vigora Ž o de 3 anos previsto no caput, do
art. 41 da CF; b) as situa•›es de perda de cargo por parte do
servidor est‡vel n‹o se esgotam nas elencadas no art. 22: a CF
apresenta, alŽm dessas, mais duas situa•›es Ð insufici•ncia de
desempenho (art. 41, ¤ 1¼, III) e excesso de despesa com
pessoal (art. 169, ¤ 4¼).
11)! Vac‰ncia (arts. 33 a 35): atentar a) para o rol do art. 33; b) para
as hip—teses de exonera•‹o e de dispensa de fun•‹o de confian•a
(arts. 34 e 35); c) que a demiss‹o, ao contr‡rio da exonera•‹o, Ž
uma penalidade disciplinar (art. 127, III); d) para as hip—teses de
vac‰ncia de cargo que implicam provimento de outro.
12)! Remo•‹o e redistribui•‹o (arts. 36 e 37): observar a) que tais
institutos n‹o s‹o formas de provimento ou vac‰ncia de cargo
pœblico; b) que a remo•‹o pode se dar de of’cio ou a pedido,
enquanto que a redistribui•‹o ocorre somente de of’cio; c) que a
remo•‹o Ž um deslocamento de servidor, enquanto que a

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redistribui•‹o Ž um deslocamento de cargo; d) que n‹o Ž


necess‡ria a mudan•a de sede para que ocorra a remo•‹o.
13)! Substitui•‹o (arts. 38 e 39): atentar a) que o substituto acumula
o exerc’cio de seu cargo e o do substitu’do por atŽ 30 dias
consecutivos, optando pela remunera•‹o de um dos cargos. Ap—s
esse per’odo, passa a exercer exclusivamente o cargo do
substitu’do, recebendo a retribui•‹o correspondente; b) que n‹o
h‡ substitui•‹o para cargo de provimento efetivo (s— para cargo
em comiss‹o ou de Natureza Especial), nem para fun•‹o de
assessoramento (s— de dire•‹o ou chefia).
14)! Direitos e vantagens (arts. 40 a 115): atentar a) para o piso
remunerat—rio do servidor (art. 41, ¤ 5¼); b) para o valor m‡ximo
do total de consigna•›es facultativas, bem como para o valor de
reserva exclusiva (art 45, ¤ 2¼); c) para o valor m’nimo das
parcelas de reposi•‹o e indeniza•‹o ao er‡rio (art. 46, ¤ 1¼); d)
para as vantagens que se incorporam ou n‹o ao vencimento ou
provento do servidor (art. 49, ¤¤ 1¼ e 2¼); e) para a proibi•‹o do
chamado Òefeito cascataÓ (art. 50); f) que as parcelas de car‡ter
indenizat—rio n‹o se submetem ao teto remunerat—rio (CF, art.
37, ¤ 11); g) que o deslocamento dentro da mesma regi‹o
metropolitana, aglomera•‹o urbana ou microrregi‹o n‹o gera
di‡ria ao servidor, a n‹o ser que haja pernoite fora da sede (art.
58, ¤ 3¼); h) para a diferen•a entre as situa•›es que ensejam
adicional de insalubridade e adicional de periculosidade; i) para o
limite da jornada extraordin‡ria e para o valor do adicional por
servi•o extraordin‡rio (arts. 73 e 74); j) para o hor‡rio de
presta•‹o de servi•o que gera adicional noturno, para o valor
desse adicional e para a possiblidade de sua acumula•‹o com o
adicional por servi•o extraordin‡rio (art 75); k) para o valor do
adicional de fŽrias (art. 76); l) para as situa•›es que geram
gratifica•‹o por encargo de curso ou concurso, bem como para
seus limites (art. 76-A); m) que a banca procura confundir os
candidatos trocando as espŽcies de vantagem (por exemplo,
dizendo que a ajuda de custo Ž um adicional, quando na verdade
Ž uma indeniza•‹o); n) para as situa•›es que podem ensejar a
interrup•‹o das fŽrias (art. 80, caput); o) para as licen•as e
afastamentos que s‹o (ou n‹o) vinculados; p) para a quest‹o
remunerat—ria do servidor em cada uma das licen•as e
afastamentos; q) para as aus•ncias que s‹o contabilizadas como
efetivo exerc’cio (art. 102), ou apenas como tempo de servi•o
para efeito de aposentadoria e disponibilidade (art. 103) ou,

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ainda, que n‹o s‹o contabilizadas para nenhum efeito; r) que as


concess›es n‹o geram qualquer preju’zo ao servidor (art. 97,
caput), inclusive tais aus•ncias s‹o consideradas como efetivo
exerc’cio (art. 102, caput); s) para os afastamentos que s‹o
considerados como de efetivo exerc’cio (art. 102).
15)! Direito de peti•‹o (arts. 104 a 115): observar a diferen•a entre o
pedido de reconsidera•‹o e o recurso, o prazo para a interposi•‹o
de tais expedientes, a possibilidade de efeito suspensivo do
recurso, bem como os prazos prescricionais do direito de
requerer. Cuidado para n‹o confundir pedido de reconsidera•‹o
ou recurso (arts. 106 a 115) com a revis‹o do processo
disciplinar (arts. 174 a 182).
d
16)! Regime disciplinar (arts. 116 a 142): atentar a) que a
inobserv‰ncia dos deveres previstos no art. 116 Ž punida, via de
regra, com advert•ncia, a n‹o ser que a infra•‹o justifique
penaliza•‹o mais grave (art. 129); b) que a responsabiliza•‹o
civil do servidor Ž subjetiva (art. 122), enquanto que a do Estado
Ž objetiva ; c) que o servidor responder‡ perante a Fazenda
Pœblica em a•‹o regressiva, no caso de dano causado a terceiros
(art. 122, ¤ 2¼); d) que as a•›es de ressarcimento ao er‡rio
contra o servidor s‹o imprescrit’veis (CF, art. 37, ¤ 5¼); e) que Ž
poss’vel o ressarcimento mediante desconto no contracheque do
servidor, desde que previamente comunicado (art. 46; f) para a
regra da independ•ncia das inst‰ncias civil, penal e administrativa
(art. 125), mas para o afastamento da responsabilidade
administrativa no caso de absolvi•‹o criminal que negue a
exist•ncia do fato ou sua autoria (art. 126); f) que a penalidade
de advert•ncia Ž aplicada por escrito (art. 129); g) que caso reste
comprovado o cometimento de infra•‹o funcional, a
Administra•‹o Ž obrigada a punir o servidor infrator, embora a Lei
8.112/90 confira certa margem de discricionariedade quanto ˆ
grada•‹o da penalidade a ser aplicada; h) para a diferen•a entre
abando no de cargo (art. 138) e inassiduidade habitual (art.
139); i) para a rela•‹o entre demiss‹o, cassa•‹o de
aposentadoria e cassa•‹o de disponibilidade (art. 134); j) as
situa•›es em que Ž cab’vel a penalidade de destitui•‹o de cargo
em comiss‹o (art. 135); k) que quanto mais grave a penalidade,
maior a hierarquia da autoridade competente para sua aplica•‹o
(art. 141), e maior o prazo de prescri•‹o da a•‹o disciplinar (art.
142).
17)! Sindic‰ncia e processo administrativo disciplinar (arts. 143 a

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182): atentar a) para a diferen•a entre a sindic‰ncia e o PAD


quanto ˆs penalidades a serem aplicadas, ao rito procedimental e
fases; b) que a sindic‰ncia n‹o Ž etapa obrigat—ria do PAD; c)
para a composi•‹o da comiss‹o condutora do PAD (art. 149); d)
para a possibilidade de afastamento preventivo do servidor como
medida acautelat—ria no PAD (art. 147); e) que o servidor n‹o
poder‡ ÒescaparÓ do PAD e das penalidades dele eventualmente
advindas por meio de exonera•‹o a pedido ou aposentadoria
volunt‡ria (art. 172); f) que a revelia no PAD n‹o importa
confiss‹o do revel e, nesse caso, a autoridade instauradora
dever‡ designar um servidor como defensor dativo (art. 164); g)
que, como regra, o julgamento acatar‡ o relat—rio da comiss‹o,
4
mas poder‡ adotar outra decis‹o, no caso de a conclus‹o do
relat—rio ser contr‡ria ˆ prova dos autos. Nesse caso, a
autoridade julgadora poder‡, motivadamente, agravar a
penalidade proposta, abrand‡-la ou, atŽ mesmo, isentar o
servidor de responsabilidade (art. 168); h) que n‹o h‡ prazo para
que ocorra a revis‹o do processo disciplinar, mas s‹o requeridos
elementos novos (arts. 174, caput e 176); i) que n‹o Ž poss’vel o
agravamento da penalidade (arts. 182, par‡grafo œnico); j) para
a ado•‹o do rito sum‡rio no caso de acumula•‹o il’cita de cargos
pœblicos, abandono de cargo e inassiduidade habitual (art. 133).
Precedentes importantes:
17.1)! ÒA falta de defesa tŽcnica por advogado no processo
administrativo disciplinar n‹o ofende a Constitui•‹oÓ9.

Question‡rio de Revis‹o

***Question‡rio - somente perguntas***


Agentes Pœblicos

1)! O que s‹o agentes pœblicos?


2)! Como podem ser classificados os agentes pœblicos?
3)! O que s‹o agentes de fato?
4)! Qual a diferen•a entre cargo pœblico e emprego pœblico?
5)! Considerando que o empregado pœblico possui v’nculo
contratual com a entidade, regido pela CLT, pode-se dizer
9
STF Ð Sœmula vinculante 5.

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que o regime jur’dico dos empregados pœblicos Ž


integralmente privado?
6)! O que s‹o fun•›es pœblicas?
7)! O que s‹o cargos em comiss‹o?
8)! A veda•‹o ao nepotismo, nos termos da sœmula vinculante
13 do STF, alcan•a a nomea•‹o para cargos pol’ticos?
9)! Qual o instrumento por meio do qual s‹o criados (e
extintos) os cargos, empregos e fun•›es pœblicas?

Lei 8.112/1990
1)! A Lei 8.112/1990 Ž aplic‡vel a todos os funcion‡rios
b
pœblicos federais?
2)! Qual a œnica forma de provimento origin‡rio atualmente
compat’vel com a CF?
3)! A investidura em cargo em cargo em comiss‹o resulta em
estabilidade?
4)! Quais as categorias de provimento derivado?
5)! Quais as condi•›es que possibilitam a revers‹o a pedido?
6)! Segundo a Lei 8.112/90, para que seja poss’vel a
reintegra•‹o, a decis‹o que invalida a demiss‹o do servidor
deve ser administrativa ou judicial?
7)! Segundo a Lei 8.112/90, quais as situa•›es que ensejam a
recondu•‹o?
8)! Qual o prazo para que o nomeado tome posse? Esse prazo Ž
prorrog‡vel?
9)! Quais os requisitos para investidura em cargo pœblico?
10)! O que acontece se o servidor n‹o entrar em exerc’cio no
prazo previsto?
11)! Quais os limites da jornada de trabalho dos servidores
federais?
12)! Quais os fatores de avalia•‹o do servidor em est‡gio
probat—rio?
13)! Qual o prazo de dura•‹o do est‡gio probat—rio?
14)! A aprova•‹o em est‡gio probat—rio se confunde com
aquisi•‹o de estabilidade?
15)! Quais licen•as e afastamentos n‹o podem ser gozadas pelo
servidor em est‡gio probat—rio?

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16)! Quais casos em que a vac‰ncia de um cargo implica o


provimento de outro?
17)! Quais hip—teses de vac‰ncia constituem san•‹o disciplinar?
18)! Qual a diferen•a da remo•‹o para a redistribui•‹o?
19)! Em quais hip—teses o substituto deve assumir o exerc’cio do
cargo ou fun•‹o de dire•‹o ou chefia e os cargos de
Natureza Especial?
20)! Na substitui•‹o, o substituto deixa de exercer as atribui•›es
de seu cargo e passa a exercer as atribui•›es do
substitu’do?
21)! Qual o piso remunerat—rio do servidor pœblico federal?
c
22)! Em quais casos de deslocamento o servidor n‹o far‡ jus a
di‡rias?
23)! O servidor pode receber cumulativamente os adicionais de
insalubridade e de periculosidade?
24)! Quais servidores fazem jus ao recebimento de adicional de
atividade penosa?
25)! As fŽrias podem ser interrompidas em quais situa•›es?
26)! Quais licen•as se d‹o sem preju’zo da remunera•‹o do
servidor?
27)! Qual o prazo m‡ximo que o servidor pode ficar em licen•a
para tratamento de saœde?
28)! Qual a penaliza•‹o aplic‡vel em caso de inobserv‰ncia do
dever funcional previsto em lei?
29)! Qual a diferen•a da responsabiliza•‹o civil, penal e
administrativa do servidor?
30)! Em quais casos as conclus›es do processo de
responsabiliza•‹o penal repercutem na responsabiliza•‹o
administrativa?
31)! Quais as penalidades disciplinares podem ser aplicadas aos
servidores pœblicos federais?
32)! A aplica•‹o da penalidade, em caso de infra•‹o, Ž ato
vinculado ou discricion‡rio?
33)! Qual o prazo de dura•‹o da penalidade de suspens‹o? O
servidor suspenso recebe remunera•‹o?
34)! Qual a diferen•a entre abandono de cargo e inassiduidade
habitual?
35)! Quais os efeitos acess—rios resultantes das infra•›es

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pun’veis com demiss‹o em que houver preju’zo aos cofres


pœblicos?
36)! O que Ž cassa•‹o de aposentadoria?
37)! O que Ž cassa•‹o de disponibilidade?
38)! Em que hip—tese se aplica a pena de destitui•‹o de cargo
em comiss‹o?
39)! Quais os prazos prescricionais da a•‹o disciplinar?
40)! Quais os mecanismos de apura•‹o de responsabilidades
previstos na Lei 8.112/90?
41)! ƒ poss’vel o in’cio de um processo administrativo disciplinar
sem prŽvia sindic‰ncia? 6
42)! Quais os poss’veis resultados da sindic‰ncia?
43)! Quem Ž o respons‡vel por conduzir o processo disciplinar?
44)! H‡ previs‹o de medida cautelar para evitar a interfer•ncia
na apura•‹o da irregularidade por parte do servidor que
esteja respondendo ao processo disciplinar?
45)! O servidor pode ser exonerado a pedido enquanto estiver
respondendo a processo disciplinar?
46)! Quais as fases do processo disciplinar?
47)! O que acontece caso o indiciado regularmente citado n‹o
apresente defesa no prazo legal?
48)! A autoridade julgadora pode n‹o acatar a conclus‹o do
relat—rio?
49)! ƒ poss’vel admitir a simples alega•‹o de injusti•a como
fundamento suficiente para que ocorra a revis‹o do
processo disciplinar?
50)! ƒ poss’vel o agravamento da penalidade em raz‹o da
revis‹o do processo disciplinar?
51)! Qual prazo m‡ximo para que seja requeria a revis‹o do
processo disciplinar?
52)! A quem cabe o ™nus da prova, na revis‹o do processo
disciplinar?
53)! Em que situa•›es se aplica o rito sum‡rio de apura•‹o e
julgamento?
54)! Na hip—tese de acumula•‹o ilegal de cargos, empregos ou
fun•›es pœblicas, qual a medida a ser adotada pela
autoridade competente previamente ˆ instaura•‹o do

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procedimento sum‡rio de apura•‹o e regulariza•‹o?


55)! Quais as fases do procedimento sum‡rio?

***Question‡rio: perguntas com respostas***


Agentes Pœblicos

1)!O que s‹o agentes pœblicos?


Tomando emprestado o conceito de agente pœblico previsto no art.
2¼ da Lei 8.429/1992 e considerando os conceitos apresentados
pela doutrina, pode-se dizer que Ž Òtodo aquele que exerce, ainda
que transitoriamente ou sem remunera•‹o, por elei•‹o, nomea•‹o,
designa•‹o, contrata•‹o ou qualquer outra forma de investidura ou
v’nculo, mandato, cargo, emprego ou fun•‹oÓ em —rg‹o ou
entidade integrante da Administra•‹o Pœblica de qualquer dos
Poderes da Uni‹o, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Munic’pios.
2)! Como podem ser classificados os agentes pœblicos?
A classifica•‹o mais tradicional Ž a de Hely Lopes Meireles, que
classifica os agentes pœblicos em agentes pol’ticos,
administrativos, honor’ficos, delegados e credenciados.
Agentes pol’ticos: s‹o aqueles que ocupam os primeiros escal›es
do Poder Pœblico, incumbidos da elabora•‹o de normas legais e de
diretrizes de atua•‹o governamental, assim como as fun•›es de
dire•‹o, orienta•‹o e supervis‹o geral da Administra•‹o Pœblica.
Atuam com liberdade funcional e, em regra, n‹o s‹o
hierarquizados (chefes do Executivo, auxiliares imediatos dos
chefes do Executivo, membros do Poder Legislativo, membros da
magistratura, membros dos Tribunais de Contas e representantes
diplom‡ticos.
Agentes administrativos: s‹o aqueles que se vinculam aos —rg‹os
e entidades da Administra•‹o Pœblica por rela•›es profissionais e
remuneradas, sujeitos ˆ hierarquia funcional e ao regime jur’dico
determinado pela entidade estatal a que servem, desempenhando
atividades administrativas (servidores pœblicos, empregados
pœblicos e tempor‡rios).
Agentes honor’ficos: s‹o cidad‹os que, em raz‹o de sua condi•‹o
c’vica, de sua honorabilidade ou de sua not—ria capacidade
profissional, s‹o convocados, designados ou nomeados para
prestar, de forma transit—ria, sem v’nculo empregat’cio ou
estatut‡rio e, geralmente, sem remunera•‹o, determinados

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servi•os relevantes ao Estado Ð desempenham fun•‹o pœblica (ex:


jurados, mes‡rios eleitorais, membros dos Conselhos Tutelares
etc.). S‹o equiparados a Òfuncion‡rios pœblicosÓ para fins penais
no que diz respeito aos crimes atinentes ao exerc’cio da fun•‹o.
Agentes delegados: s‹o particulares que recebem a incumb•ncia
para realizar em nome pr—prio, por sua conta e risco, a execu•‹o
de determinada atividade, obra ou servi•o pœblico segundo as
normas do Estado e sob sua permanente fiscaliza•‹o. S‹o
remunerados pelos usu‡rios do servi•o (e n‹o pelos cofres
pœblicos), est‹o sujeitos ˆ responsabilidade civil objetiva e ao
mandado de seguran•a ao lesarem interesses de terceiros no
exerc’cio da atividade delegada e s‹o tambŽm equiparados a
Òfuncion‡rios pœblicosÓ para fins penais no que diz respeito aos
crimes atinentes ao exerc’cio da fun•‹o delegada. Ex: funcion‡rios
das concession‡rias de servi•os pœblicos, os leiloeiros, os que
exercem servi•os notarias etc.
Agentes credenciados: s‹o os que recebem a incumb•ncia da
Administra•‹o para represent‡-la em determinado ato ou praticar
certa atividade espec’fica, mediante remunera•‹o do Poder Pœblico
credenciante. Ex: designa•‹o de pessoa renomada para
representar o Brasil em um evento internacional.
3)! O que s‹o agentes de fato?
S‹o aqueles investidos de forma emergencial ou irregular na
fun•‹o pœblica. Em regra, os atos praticados por tais agentes s‹o
v‡lidos, em raz‹o da apar•ncia de conformidade com a lei e
visando a garantir a seguran•a jur’dica e prestigiar a boa-fŽ dos
administrados.
4)! Qual a diferen•a entre cargo pœblico e emprego pœblico?
A rela•‹o entre o agente investido em cargo pœblico e o Estado Ž
regida por um regime jur’dico estatut‡rio definido em lei. J‡ no
caso do agente ocupante de emprego pœblico, tal rela•‹o Ž
estabelecida em contrato e regida pela CLT.
AlŽm disso, cargos pœblicos integram a estrutura de —rg‹os e
entidades de direito pœblico, enquanto os empregos pœblicos s‹o
mais comuns nas entidades administrativas de direito privado.
5)! Considerando que o empregado pœblico possui v’nculo
contratual com a entidade, regido pela CLT, pode-se dizer
que o regime jur’dico dos empregados pœblicos Ž
integralmente privado?
N‹o, o regime jur’dico dos empregados pœblicos Ž h’brido, em
raz‹o de se submeterem a certas normas de direito pœblico, como,
por exemplo, a exig•ncia de aprova•‹o prŽvia em concurso pœblico

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para que ocorra a investidura no emprego pœblico, nos termos do


inciso II do art. 37 da CF/88:
II - a investidura em cargo ou emprego pœblico depende de
aprova•‹o prŽvia em concurso pœblico de provas ou de provas
e t’tulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo
ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as
nomea•›es para cargo em comiss‹o declarado em lei de livre
nomea•‹o e exonera•‹o;

6)! O que s‹o fun•›es pœblicas?


S‹o as atribui•›es que n‹o correspondem necessariamente a um
cargo ou emprego pœblico, podendo ter natureza permanente ou
tempor‡ria.
Em regra, as fun•›es de natureza permanente s‹o as chamadas
Òfun•›es de confian•aÓ, que s‹o destinadas ao desempenho de
atribui•›es de dire•‹o, chefia e assessoramento, a serem exercidas
exclusivamente a servidores ocupantes de cargos de cargo efetivo,
nos termos do inciso V do art. 37 da CF/88:
V - as fun•›es de confian•a, exercidas exclusivamente por
servidores ocupantes de cargo efetivo, e os cargos em
comiss‹o, a serem preenchidos por servidores de carreira nos
casos, condi•›es e percentuais m’nimos previstos em lei,
destinam-se apenas ˆs atribui•›es de dire•‹o, chefia e
assessoramento;

Por sua vez, as fun•›es tempor‡rias s‹o aquelas exercidas por


servidores contratados por tempo determinado para atender a
necessidade tempor‡ria de excepcional interesse pœblico,
consoante inciso IX do art. 37 da CF:
IX - a lei estabelecer‡ os casos de contrata•‹o por tempo
determinado para atender a necessidade tempor‡ria de
excepcional interesse pœblico;

7)! O que s‹o cargos em comiss‹o?


S‹o cargos pœblicos cujo ingresso/sa’da do agente se d‡ pela livre
nomea•‹o/exonera•‹o por parte do superior (ato discricion‡rio),
n‹o sendo necess‡rio que haja prŽvia aprova•‹o em concurso
pœblico para que ocorra o ingresso, ou que sejam observados o
contradit—rio e a ampla defesa para a sa’da.
Assim como nas fun•›es de confian•a, os cargos em comiss‹o s‹o
destinados ao desempenho de atribui•›es de dire•‹o, chefia e
assessoramento, nos termos do inciso V do art. 37 da CF/88 (j‡
transcrito na resposta da quest‹o anterior).
Por outro lado, em contraposi•‹o ˆs fun•›es de confian•a, que s—
podem ser exercidas por servidores ocupantes de cargo efetivo, os

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cargos em comiss‹o podem ser exercidos por qualquer pessoa,


embora o pr—prio inciso V do art. 37 da CF/88 estabele•a que tais
cargos dever‹o ser exercidos por servidores de carreira em casos,
condi•›es e percentuais m’nimos estabelecidos em lei.
Por fim, convŽm destacar que o exerc’cio de cargo em comiss‹o,
unicamente, n‹o confere estabilidade ou regime especial de
previd•ncia ao seu ocupante, ao contr‡rio dos agentes que
exercem cargos de provimento efetivo, nos termos da CF, arts. 40,
caput e 41, caput:
Art. 40. Aos servidores titulares de cargos efetivos da Uni‹o,
dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic’pios, inclu’das
suas autarquias e funda•›es, Ž assegurado regime de
previd•ncia de car‡ter contributivo e solid‡rio, mediante
contribui•‹o do respectivo ente pœblico, dos servidores ativos
e inativos e dos pensionistas, observados critŽrios que
preservem o equil’brio financeiro e atuarial e o disposto neste
artigo.
(...)
Art. 41. S‹o est‡veis ap—s tr•s anos de efetivo exerc’cio os
servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em
virtude de concurso pœblico.

8)! A veda•‹o ao nepotismo, nos termos da sœmula vinculante


13 do STF, alcan•a a nomea•‹o para cargos pol’ticos?
Como regra, n‹o, a n‹o ser que reste demonstrado que a
nomea•‹o ocorreu exclusivamente em raz‹o do parentesco, n‹o
possuindo, o nomeado, a devida qualifica•‹o para o exerc’cio do
cargo.
Para fins de memoriza•‹o, vejamos o teor da sœmula:
A nomea•‹o de c™njuge, companheiro ou parente em linha
reta, colateral ou por afinidade, atŽ o terceiro grau, inclusive,
da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa
jur’dica investido em cargo de dire•‹o, chefia ou
assessoramento, para o exerc’cio de cargo em comiss‹o ou de
confian•a ou, ainda, de fun•‹o gratificada na administra•‹o
pœblica direta e indireta em qualquer dos poderes da Uni‹o,
dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic’pios,
compreendido o ajuste mediante designa•›es rec’procas,
viola a Constitui•‹o Federal.

9)! Qual o instrumento por meio do qual s‹o criados (e


extintos) os cargos, empregos e fun•›es pœblicas?
Regra geral, por meio de lei, n‹o valendo tal regra para os
seguintes casos:
a) cria•‹o de fun•›es tempor‡rias;

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b) cargos pertencentes aos servi•os da C‰mara dos Deputados ou


do Senado Federal Ð nesses casos, a cria•‹o/extin•‹o de cargos Ž
realizada por resolu•‹o do respectivo —rg‹o (CF, arts. 51, inciso IV
e 52, inciso XIII), conforme a seguir:
Art. 51. Compete privativamente ˆ C‰mara dos Deputados:
(...)
IV Ð dispor sobre sua organiza•‹o, funcionamento, pol’cia,
cria•‹o, transforma•‹o ou extin•‹o dos cargos, empregos e
fun•›es de seus servi•os, e a iniciativa de lei para fixa•‹o da
respectiva remunera•‹o, observados os par‰metros
estabelecidos na lei de diretrizes or•ament‡rias;
(...) ==d4bc6==

Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal:


(...)
XIII - dispor sobre sua organiza•‹o, funcionamento, pol’cia,
cria•‹o, transforma•‹o ou extin•‹o dos cargos, empregos e
fun•›es de seus servi•os, e a iniciativa de lei para fixa•‹o da
respectiva remunera•‹o, observados os par‰metros
estabelecidos na lei de diretrizes or•ament‡rias;

c) extin•‹o de fun•›es ou cargos pœblicos, quando vagos Ð nesse


caso, a extin•‹o pode ocorrer mediante decreto, de compet•ncia
do Presidente da Repœblica, deleg‡vel aos Ministros de Estado e ao
Advogado-Geral da Uni‹o (CF, art. 84, inciso VI, ÒbÓ e par‡grafo
œnico):
Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da Repœblica:
(...)
VI Ð dispor, mediante decreto, sobre:
(...)
b) extin•‹o de fun•›es ou cargos pœblicos, quando vagos;
(...)
Par‡grafo œnico. O Presidente da Repœblica poder‡ delegar as
atribui•›es mencionadas nos incisos VI, XII e XXV, primeira
parte, aos Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da
Repœblica ou ao Advogado-Geral da Uni‹o, que observar‹o os
limites tra•ados nas respectivas delega•›es.

Cumpre destacar que a iniciativa de lei para a cria•‹o/extin•‹o de


cargos Ž privativa:
a)! do Presidente da Repœblica, no ‰mbito do Poder Executivo,
conforme al’nea ÒaÓ do inciso II, ¤ 1¼, art. 61 da CF:
¤ 1¼ S‹o de iniciativa privativa do Presidente da Repœblica as

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leis que:
(...)
II - disponham sobre:
a) cria•‹o de cargos, fun•›es ou empregos pœblicos na
administra•‹o direta e aut‡rquica ou aumento de sua
remunera•‹o;

b)! do Supremo Tribunal Federal, dos Tribunais Superiores e dos


Tribunais de Justi•a, conforme al’nea ÒbÓ do inciso II do art. 96
da CF:
Art. 96. Compete privativamente:
(...)
II - ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores e
aos Tribunais de Justi•a propor ao Poder Legislativo
respectivo, observado o disposto no art. 169:
(...)
b) a cria•‹o e a extin•‹o de cargos e a remunera•‹o dos seus
servi•os auxiliares e dos ju’zos que lhes forem vinculados,
bem como a fixa•‹o do subs’dio de seus membros e dos
ju’zes, inclusive dos tribunais inferiores, onde houver;

c)! do Tribunal de Contas da Uni‹o, consoante art. 73, caput, da


CF:
Art. 73. O Tribunal de Contas da Uni‹o, integrado por nove
Ministros, tem sede no Distrito Federal, quadro pr—prio de
pessoal e jurisdi•‹o em todo o territ—rio nacional, exercendo,
no que couber, as atribui•›es previstas no art. 96.

d)! do MinistŽrio Pœblico, consoante ¤ 2¼ do art. 127 da CF:


¤ 2¼ Ao MinistŽrio Pœblico Ž assegurada autonomia funcional
e administrativa, podendo, observado o disposto no art. 169,
propor ao Poder Legislativo a cria•‹o e extin•‹o de seus
cargos e servi•os auxiliares, provendo-os por concurso
pœblico de provas ou de provas e t’tulos, a pol’tica
remunerat—ria e os planos de carreira; a lei dispor‡ sobre sua
organiza•‹o e funcionamento.

e)! da Defensoria Pœblica, consoante ¤ 4¼ do art. 133 da CF:


¤ 4¼ S‹o princ’pios institucionais da Defensoria Pœblica a unidade, a
indivisibilidade e a independ•ncia funcional, aplicando-se tambŽm, no que
couber, o disposto no art. 93 e no inciso II do art. 96 desta Constitui•‹o
Federal.

Lei 8.112/1990

1)! A Lei 8.112/1990 Ž aplic‡vel a todos os funcion‡rios

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pœblicos federais?
N‹o, a Lei 8.112/1990 Ž aplic‡vel aos servidores pœblicos da
administra•‹o direta da Uni‹o, das autarquias e das funda•›es
pœblicas federais, e n‹o se aplica aos empregados pœblicos, os
quais s‹o regidos pela Consolida•‹o das Leis do Trabalho (CLT).
2)! Qual a œnica forma de provimento origin‡rio atualmente
compat’vel com a CF?
A nomea•‹o.
3)! A investidura em cargo em cargo em comiss‹o resulta em
estabilidade?
N‹o, a investidura em cargo em comiss‹o possui natureza prec‡ria
e tempor‡ria, j‡ que o comissionado Ž pass’vel de ser exonerado a
qualquer tempo, por ato discricion‡rio da autoridade competente,
independente de motiva•‹o.
4)! Quais as categorias de provimento derivado?
De acordo com Celso Ant™nio Bandeira de Melo, s‹o tr•s
categorias:
Provimento derivado vertical: caso em que o servidor sai do seu
cargo e passa a ocupar um cargo melhor. Exemplo: promo•‹o.
Provimento derivado horizontal: caso em que servidor muda para
outro cargo com atribui•›es, responsabilidades e remunera•‹o
semelhantes. Exemplo: readapta•‹o.
Provimento derivado por reingresso: caso em que o servidor
desligado do servi•o pœblico retorna em virtude do v’nculo
anterior. Ex: revers‹o, reintegra•‹o etc.
5)! Quais as condi•›es que possibilitam a revers‹o a pedido?
A revers‹o a pedido exige, alŽm da solicita•‹o do servidor, que
(art. 25, inciso II):
a) haja cargo vago;
b) a aposentadoria tenha sido volunt‡ria;
c) aposentadoria tenha ocorrido nos cinco anos anteriores ˆ
solicita•‹o;
d) o servidor fosse est‡vel quando na atividade.
6)! Segundo a Lei 8.112/90, para que seja poss’vel a
reintegra•‹o, a decis‹o que invalida a demiss‹o do servidor
deve ser administrativa ou judicial?
Tanto faz, a decis‹o que invalida pode ser tanto administrativa
quanto judicial (art. 28).

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7)! Segundo a Lei 8.112/90, quais as situa•›es que ensejam a


recondu•‹o?
A recondu•‹o pode se dar em virtude de (art. 29):
a) inabilita•‹o em est‡gio probat—rio relativo a outro cargo;
b) reintegra•‹o do anterior ocupante.
8)! Qual o prazo para que o nomeado tome posse? Esse prazo Ž
prorrog‡vel?
30 dias, improrrog‡veis, contados da publica•‹o do ato de
provimento (art. 13, ¤1¼).
9)! Quais os requisitos para investidura em cargo pœblico?
Os requisitos s‹o (art. 5¼):
a) nacionalidade brasileira;
b) o gozo dos direitos pol’ticos;
c) quita•‹o com as obriga•›es militares e eleitorais;
d) n’vel de escolaridade exigido para o exerc’cio do cargo;
e) idade m’nima de dezoito anos;
f) aptid‹o f’sica e mental.
10)! O que acontece se o servidor n‹o entrar em exerc’cio no
prazo previsto?
De acordo com o art. 15, ¤2¼, o servidor ser‡ exonerado do cargo.
Caso se trate de designa•‹o para o exerc’cio de fun•‹o de
confian•a, ser‡ tornado sem efeito o ato de designa•‹o.
11)! Quais os limites da jornada de trabalho dos servidores
federais?
O limite m’nimo Ž de seis e o m‡ximo Ž de oito horas di‡rias,
sendo a dura•‹o m‡xima do trabalho semanal de quarenta horas
(art. 19).
12)! Quais os fatores de avalia•‹o do servidor em est‡gio
probat—rio?
De acordo com o art. 20:
a) assiduidade;
b) disciplina;
c) capacidade de iniciativa;
d) produtividade; e
e) responsabilidade.

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13)! Qual o prazo de dura•‹o do est‡gio probat—rio?


Apesar de o art. 20 da Lei 8.112/1990 estabelecer que o prazo do
est‡gio probat—rio ser‡ de 24 meses, com o advento da EC
19/1998, a jurisprud•ncia entende que o prazo do est‡gio
probat—rio passou a ser de tr•s anos, que Ž o prazo de efetivo
exerc’cio fixado pela referida emenda como necess‡rio para o
servidor efetivo adquirir estabilidade no servi•o pœblico (CF, art.
41, caput).
14)! A aprova•‹o em est‡gio probat—rio se confunde com
aquisi•‹o de estabilidade?
N‹o, a estabilidade se d‡ no servi•o pœblico e a aprova•‹o em
est‡gio probat—rio se d‡ no cargo, de modo que se o servidor
tomar posse em outro cargo efetivo, ter‡ que se submeter a novo
est‡gio probat—rio referente ao novo cargo, embora j‡ seja
est‡vel.
15)! Quais licen•as e afastamentos n‹o podem ser gozadas pelo
servidor em est‡gio probat—rio?
a) Licen•a capacita•‹o (art. 87);
b) Licen•a para tratar assuntos particulares (art. 91);
c) Licen•a para o desempenho de mandato classista (art. 92 c/c
art. 20, ¤ 4¼);
d) Afastamento para participa•‹o em programa de p—s-gradua•‹o
(art. 96-A).
16)! Quais casos em que a vac‰ncia de um cargo implica o
provimento de outro?
Nos casos de promo•‹o, readapta•‹o e na posse em outro cargo
inacumul‡vel.
17)! Quais hip—teses de vac‰ncia constituem san•‹o disciplinar?
Apenas a demiss‹o (art. 117, IX a XVI e art. 132).
18)! Qual a diferen•a da remo•‹o para a redistribui•‹o?
A remo•‹o Ž o deslocamento do servidor para outra unidade,
podendo ser de of’cio ou a pedido. J‡ a redistribui•‹o Ž o
deslocamento de cargo de provimento efetivo, ocupado ou vago,
para outro —rg‹o ou entidade do mesmo Poder, sendo sempre de
of’cio.
19)! Em quais hip—teses o substituto deve assumir o exerc’cio do
cargo ou fun•‹o de dire•‹o ou chefia e os cargos de
Natureza Especial?
Nos afastamentos, nos impedimentos legais ou regulamentares do

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titular e na vac‰ncia do cargo (art. 38, ¤ 1¼).

20)! Na substitui•‹o, o substituto deixa de exercer as atribui•›es


de seu cargo e passa a exercer as atribui•›es do
substitu’do?
N‹o, o substituto exerce, sem preju’zo do cargo que ocupa, o
cargo ou fun•‹o do substitu’do (art. 38, ¤ 1¼). PorŽm, caso o
afastamento ou impedimento do titular se estenda por mais de 30
dias consecutivos, o substituto passa a exercer exclusivamente o
cargo ou fun•‹o do substitu’do, deixando de acumular os cargos.
21)! Qual o piso remunerat—rio do servidor pœblico federal?
ƒ o sal‡rio m’nimo (art. 41, ¤5¼).
22)! Em quais casos de deslocamento o servidor n‹o far‡ jus a
di‡rias?
N‹o far‡ jus a di‡rias o servidor cujo deslocamento
a) da sede constituir exig•ncia permanente do cargo (art. 58, ¤
2¼);
b) se der dentro da mesma regi‹o metropolitana, aglomera•‹o
urbana ou microrregi‹o, constitu’das por munic’pios lim’trofes e
regularmente institu’das, salvo se houver pernoite fora da sede
(art. 58, ¤ 3¼).
23)! O servidor pode receber cumulativamente os adicionais de
insalubridade e de periculosidade?
N‹o, o servidor que fizer jus aos adicionais de insalubridade e de
periculosidade dever‡ optar por um deles (art. 68, ¤ 1¼).
24)! Quais servidores fazem jus ao recebimento de adicional de
atividade penosa?
Os servidores em exerc’cio em zonas de fronteira ou em
localidades cujas condi•›es de vida o justifiquem, nos termos,
condi•›es e limites fixados em regulamento (art. 71).
25)! As fŽrias podem ser interrompidas em quais situa•›es?
Somente por motivo de (art. 80):
a) calamidade pœblica;
b) como•‹o interna;
c) convoca•‹o para jœri, servi•o militar ou eleitoral;
d) necessidade do servi•o declarada pela autoridade m‡xima do
—rg‹o ou entidade

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26)! Quais licen•as se d‹o sem preju’zo da remunera•‹o do


servidor?
a) Licen•a por motivo de doen•a em pessoa da fam’lia por atŽ 60
dias, consecutivos ou n‹o Ð por atŽ 90 dias, consecutivos ou n‹o,
Ž sem remunera•‹o (art. 83);
b) Licen•a para atividade pol’tica, mas somente no per’odo
compreendido entre o registro da candidatura e o 10¼ dia seguinte
ao da elei•‹o, sendo paga a remunera•‹o apenas pelo per’odo de
tr•s meses, mesmo que a licen•a se prolongue por mais tempo.
Antes do registro da candidatura, o servidor licenciado tambŽm
n‹o recebe a remunera•‹o do cargo efetivo (art. 86);
c) Licen•a para capacita•‹o (art. 87);
d) Licen•a para tratamento de saœde (arts. 202 a 206-A);
e) Licen•a ˆ gestante, ˆ adotante e licen•a paternidade (arts. 207
a 210);
f) Licen•a por acidente em servi•o (arts. 211 a 214).
27)! Qual o prazo m‡ximo que o servidor pode ficar em licen•a
para tratamento de saœde?
24 meses. Findo este prazo, n‹o estando o servidor em condi•›es
de reassumir o cargo ou de ser readaptado em outro cargo, ser‡
aposentado por invalidez (art. 188).
28)! Qual a penaliza•‹o aplic‡vel em caso de inobserv‰ncia do
dever funcional previsto em lei?
Em regra, advert•ncia, a menos que a infra•‹o justifique
imposi•‹o de penalidade mais grave (art. 129).
29)! Qual a diferen•a da responsabiliza•‹o civil, penal e
administrativa do servidor?
A responsabilidade civil do servidor Ž subjetiva (depende de dolo
ou culpa) e decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso ou
culposo, que resulte em preju’zo ao er‡rio ou a terceiros (art.
122), pressupondo apura•‹o em processo judicial e san•‹o a ser
aplicada por autoridade judicial.
Por outro lado, a responsabilidade penal abrange os crimes e
contraven•›es imputadas ao servidor, nessa qualidade (art. 123),
tambŽm pressupondo apura•‹o em processo judicial e san•‹o a
ser aplicada por autoridade judicial.
Por fim, a responsabilidade administrativa do servidor est‡
relacionada ˆ viola•‹o de norma de Direito Administrativo,
pressupondo apura•‹o em processo administrativo e san•‹o a ser

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aplicada por autoridade administrativa.


Embora n‹o se confundam e sejam independentes, as san•›es as
san•›es civis, penais e administrativas poder‹o cumular-se (art.
125).
30)! Em quais casos as conclus›es do processo de
responsabiliza•‹o penal repercutem na responsabiliza•‹o
administrativa?
No caso de absolvi•‹o criminal que negue a exist•ncia do fato ou
sua autoria, h‡ o afastamento autom‡tico da responsabilidade
administrativa do servidor (art. 126). ƒ importante destacar que
essa regra n‹o vale para casos de absolvi•‹o criminal sob outros
fundamentos.
31)! Quais as penalidades disciplinares podem ser aplicadas aos
servidores pœblicos federais?
Podem ser aplicadas as seguintes penalidades disciplinares (art.
127):
a) Advert•ncia;
b) Suspens‹o;
c) Demiss‹o;
d) Cassa•‹o de aposentadoria ou disponibilidade;
e) Destitui•‹o de cargo em comiss‹o;
f) Destitui•‹o de fun•‹o comissionada.
32)! A aplica•‹o da penalidade, em caso de infra•‹o, Ž ato
vinculado ou discricion‡rio?
ƒ ato vinculado, embora possa existir certa discricionariedade
quanto ˆ grada•‹o da pena, em determinados casos admitidos
pela pr—pria lei. Inclusive, nesse sentido, o art. 128 assevera que
Art. 128. Na aplica•‹o das penalidades ser‹o consideradas a
natureza e a gravidade da infra•‹o cometida, os danos que
dela provierem para o servi•o pœblico, as circunst‰ncias
agravantes ou atenuantes e os antecedentes funcionais.

33)! Qual o prazo de dura•‹o da penalidade de suspens‹o? O


servidor suspenso recebe remunera•‹o?
AtŽ 90 dias, em regra (art. 130, caput). No caso do servidor que,
injustificadamente, se recuse a ser submetido a inspe•‹o mŽdica
determinada pela autoridade competente, a pena de suspens‹o
ser‡ aplicada por atŽ 15 dias, cessando os efeitos da penalidade
uma vez cumprida a determina•‹o (art. 130, ¤ 1¼).
Durante o per’odo em que estiver cumprindo a pena, o servidor

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suspenso n‹o recebe remunera•‹o; alŽm disso, o per’odo de


suspens‹o n‹o Ž computado como tempo de servi•o para qualquer
efeito.
34)! Qual a diferen•a entre abandono de cargo e inassiduidade
habitual?
O abandono de cargo Ž a aus•ncia intencional do servidor ao
servi•o por mais de 30 dias consecutivos (art. 138). J‡ a
inassiduidade habitual Ž a falta ao servi•o, sem causa justificada,
por 60 dias, interpoladamente, durante o per’odo de 12 meses
(art. 139).
35)! Quais os efeitos acess—rios resultantes das infra•›es
pun’veis com demiss‹o em que houver preju’zo aos cofres
pœblicos?
Ocorrer‡ a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao er‡rio,
sem preju’zo da a•‹o penal cab’vel (art. 136).
36)! O que Ž cassa•‹o de aposentadoria?
ƒ a penalidade aplic‡vel ao servidor inativo que, quando na
atividade, tenha praticado infra•‹o pun’vel com demiss‹o (art.
134).
37)! O que Ž cassa•‹o de disponibilidade?
ƒ a penalidade aplic‡vel ao servidor em disponibilidade que tenha
praticado, antes ou ap—s ser posto em disponibilidade, infra•‹o
pun’vel com demiss‹o (art. 134).
38)! Em que hip—tese se aplica a pena de destitui•‹o de cargo
em comiss‹o?
Na hip—tese de infra•‹o pun’vel com pena de demiss‹o ou de
suspens‹o cometida por servidor ocupante de cargo em comiss‹o,
mas n‹o ocupante de cargo efetivo (art. 135).
39)! Quais os prazos prescricionais da a•‹o disciplinar?
Os prazos prescricionais das san•›es disciplinares come•am a
correr da data em que o fato se tornou conhecido, sendo de (art.
142):
a) 5 anos, quanto ˆs infra•›es pun’veis com demiss‹o, cassa•‹o
de aposentadoria ou disponibilidade e destitui•‹o de cargo em
comiss‹o;
b) 2 anos, quanto ˆ suspens‹o;
c) 180 dias, quanto ˆ advert•ncia.
40)! Quais os mecanismos de apura•‹o de responsabilidades
previstos na Lei 8.112/90?

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a) Sindic‰ncia, indicada para a aplica•‹o de san•›es menos


severas: advert•ncia ou de suspens‹o por atŽ 30 dias.
b) Processo administrativo disciplinar, indicada para a aplica•‹o de
san•›es mais severas: suspens‹o superior a 30 dias, demiss‹o,
cassa•‹o de aposentadoria ou disponibilidade, ou destitui•‹o de
cargo em comiss‹o.

41)! ƒ poss’vel o in’cio de um processo administrativo disciplinar


sem prŽvia sindic‰ncia?
Sim, s‹o mecanismos independentes, de modo que a sindic‰ncia
n‹o Ž uma etapa necess‡ria do processo administrativo disciplinar.
42)! Quais os poss’veis resultados da sindic‰ncia?
Os resultados poss’veis da sindic‰ncia s‹o (art. 145):
a) Arquivamento do processo;
b) Aplica•‹o de penalidade de advert•ncia ou suspens‹o de atŽ 30
dias;
c) Instaura•‹o de processo disciplinar.
43)! Quem Ž o respons‡vel por conduzir o processo disciplinar?
ƒ uma comiss‹o composta de tr•s servidores est‡veis, sendo que
seu presidente dever‡ ser ocupante de cargo efetivo superior ou
de mesmo n’vel, ou ter n’vel de escolaridade igual ou superior ao
do indiciado (art. 149).
44)! H‡ previs‹o de medida cautelar para evitar a interfer•ncia
na apura•‹o da irregularidade por parte do servidor que
esteja respondendo ao processo disciplinar?
Sim, h‡ a possibilidade de afastamento preventivo do servidor,
pelo prazo de atŽ 60 dias, prorrog‡vel uma vez por igual per’odo,
ainda que n‹o conclu’do o processo, sem preju’zo da remunera•‹o
(art. 147).
45)! O servidor pode ser exonerado a pedido enquanto estiver
respondendo a processo disciplinar?
N‹o, s— poder‡ ser exonerado a pedido ou aposentado
voluntariamente ap—s a conclus‹o do processo e o cumprimento da
penalidade, acaso aplicada (art. 172).
46)! Quais as fases do processo disciplinar?
As fases s‹o as seguintes (art. 151):
a) Instaura•‹o;
b) InquŽrito; que compreende as etapas de instru•‹o, defesa e

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relat—rio (art. 151, II); e


c) Julgamento.
47)! O que acontece caso o indiciado regularmente citado n‹o
apresente defesa no prazo legal?
O indiciado ser‡ considerado revel, devendo a autoridade
instauradora designar um defensor dativo para defender o revel
(art. 164).
Cumpre destacar que, ao contr‡rio do que ocorre nos processos
judiciais, a revelia no PAD n‹o implica a presun•‹o de que as
alega•›es aduzidas contra o revel s‹o verdadeiras: a revelia n‹o
implica confiss‹o do revel.
48)! A autoridade julgadora pode n‹o acatar a conclus‹o do
relat—rio?
Pode, mas somente no caso de a conclus‹o do relat—rio ser
contr‡ria ˆ prova dos autos. Nesse caso, a autoridade julgadora
poder‡, motivadamente, agravar a penalidade proposta, abrand‡-
la ou, atŽ mesmo, isentar o servidor de responsabilidade (art.
168).
Entretanto cumpre destacar que, como regra, o julgamento
acatar‡ o relat—rio da comiss‹o (art. 168, caput).
49)! ƒ poss’vel admitir a simples alega•‹o de injusti•a como
fundamento suficiente para que ocorra a revis‹o do
processo disciplinar?
N‹o, Ž necess‡rio o surgimento de elementos novos, ainda n‹o
apreciados no processo origin‡rio (art. 176), ou ainda fatos novos
ou circunst‰ncias suscet’veis de justificar a inoc•ncia do punido ou
a inadequa•‹o da penalidade aplicada (art. 174).
50)! ƒ poss’vel o agravamento da penalidade em raz‹o da
revis‹o do processo disciplinar?
N‹o! (art. 182, par‡grafo œnico).
51)! Qual prazo m‡ximo para que seja requeria a revis‹o do
processo disciplinar?
N‹o h‡ prazo m‡ximo: a revis‹o pode ocorrer a qualquer tempo, a
pedido (do servidor ou de qualquer pessoa de sua fam’lia, no caso
do falecimento, aus•ncia ou desaparecimento daquele. No caso de
incapacidade mental do servidor, a revis‹o deve ser requerida por
seu curador) ou de of’cio (art. 174).
52)! A quem cabe o ™nus da prova, na revis‹o do processo
disciplinar?

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No processo de revis‹o, o ™nus da prova Ž do requerente (art.


175), enquanto que no processo disciplinar esse ™nus Ž da
Administra•‹o.
53)! Em que situa•›es se aplica o rito sum‡rio de apura•‹o e
julgamento?
No caso de algumas infra•›es mais f‡ceis de serem comprovadas e
sujeitas ˆ penalidade de demiss‹o, quais sejam:
a) Acumula•‹o il’cita de cargos pœblicos (arts. 132, XII e 133);
b) Abandono de cargo (arts. 132, II e 140);
c) Inassiduidade habitual (arts. 132, III e 140)
54)! Na hip—tese de acumula•‹o ilegal de cargos, empregos ou
fun•›es pœblicas, qual a medida a ser adotada pela
autoridade competente previamente ˆ instaura•‹o do
procedimento sum‡rio de apura•‹o e regulariza•‹o?
A autoridade competente dever‡ notificar o servidor para
apresentar op•‹o no prazo improrrog‡vel de dez dias e adotar‡ o
procedimento sum‡rio no caso de omiss‹o (art. 133, caput).
Cumpre destacar que, ap—s instaurado o procedimento sum‡rio,
caso o servidor manifeste sua op•‹o atŽ o œltimo dia de defesa,
restar‡ configurada sua boa-fŽ, hip—tese em que se converter‡
automaticamente em pedido de exonera•‹o do outro cargo (art.
133, ¤ 5¼).
55)! Quais as fases do procedimento sum‡rio?
As fases do rito sum‡rio s‹o (art. 133, incisos I a III):
a) Instaura•‹o;
b) Instru•‹o sum‡ria, que compreende indicia•‹o, defesa e
relat—rio; e
c) Julgamento.
...
Grande abra•o e bons estudos!

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ÒSe algo n‹o te desafia, provavelmente n‹o te torna


melhor.Ó
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ANEXO I Ð LISTA DE QUESTÍES

1.(AOCP/2015/TRE AC/TJAA)Em rela•‹o aos servidores pœblicos,


assinale a alternativa INCORRETA.
a) Os Poderes Executivo, Legislativo e Judici‡rio publicar‹o anualmente
os valores do subs’dio e da remunera•‹o dos cargos e empregos
pœblicos.
b) Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor
est‡vel ficar‡ em disponibilidade, com remunera•‹o proporcional ao
tempo de servi•o, atŽ seu adequado aproveitamento em outro cargo.
c) Aos servidores titulares de cargos efetivos da Uni‹o, dos Estados, do
Distrito Federai e dos Munic’pios, inclu’das suas autarquias e funda•›es,
Ž assegurado regime de previd•ncia de car‡ter gratuito, mediante
contribui•‹o exclusiva do respectivo ente pœblico, observados critŽrios
que preservem o equil’brio financeiro e atuarial.
d) O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Ministros de
Estado e os Secret‡rios Estaduais e Municipais ser‹o remunerados
exclusivamente por subs’dio fixado em parcela œnica, vedado o
acrŽscimo de qualquer gratifica•‹o, adicional, abono, pr•mio, verba de
representa•‹o ou outra espŽcie remunerat—ria, obedecido, em qualquer
caso, o disposto no art. 37, X e XI da Constitui•‹o Federal.
e) A Uni‹o, os Estados, o Distrito Federal e os Munic’pios instituir‹o
conselho de pol’tica de administra•‹o e remunera•‹o de pessoal,
integrado por servidores designados pelos respectivos Poderes.
2.(AOCP/2009/BM RS/SOLDADO) Assinale a alternativa correta. O
servidor pœblico est‡vel s— perder‡ o cargo
a) em virtude de senten•a judicial, ainda que pendente de recurso.
b) mediante processo administrativo em que seja assegurada a ele
ampla defesa.
c) mediante procedimento de avalia•‹o peri—dica de desempenho, na
forma de portaria disciplinar, tramitado em segredo.
d) em raz‹o de decis‹o judicial absolut—ria.
e) em virtude de afastamento definitivo por invalidez.
3.(AOCP/2015/TRE AC/TJAA) De acordo com a Lei n¡ 8.112/90,
s‹o requisitos b‡sicos para investidura em cargo pœblico, dentre
outros;
a) nacionalidade brasileira e certid‹o negativa de dŽbitos.
b) certid‹o negativa de dŽbitos e gozo dos direitos pol’ticos.
c) idade m’nima de 21 anos e aptid‹o f’sica e mental.

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d) idade m’nima de 18 anos e certid‹o negativa de dŽbitos.


e) aptid‹o f’sica e mental e nacionalidade brasileira.
4.(AOCP/2015/TRE AC/TJAA) ƒ forma de provimento de cargo
pœblico prevista na Lei n¡ 8.112/90,
a) portaria.
b) despacho.
c) decreto.
d) promo•‹o.
e) resolu•‹o.
5. (2017/TRE SP/TŽcnico Judici‡rio Ð Administrativo) O v’nculo
funcional a que se submetem os servidores pœblicos pode variar de
acordo com a estrutura•‹o da Administra•‹o pœblica e a natureza
jur’dica do ente a que est‹o subordinados, por exemplo,
(A) quando vinculados ˆ Administra•‹o direta devem,
obrigatoriamente, se submeter a prŽvio concurso de provas e t’tulos
para provimento de cargos, empregos e fun•›es pœblicas.
(B) os empregados de empresas pœblicas ou de sociedades de
economia mista que explorem atividades econ™micas necessariamente
devem seguir o mesmo regime de obriga•›es trabalhistas das
empresas privadas.
(C) os ocupantes de empregos pœblicos e fun•›es pœblicas devem se
submeter a prŽvio concurso pœblico somente quando o v’nculo funcional
pretendido se der com entes integrantes da Administra•‹o indireta que
tenham natureza jur’dica de direito pœblico.
(D) os entes que integram a Administra•‹o indireta podem preencher
cargos em comiss‹o, de livre provimento, que prescindem de concurso
pœblico, para suprir as necessidades do quadro funcional atŽ que seja
poss’vel o provimento dos respectivos empregos pœblicos.
(E) os entes que integram a Administra•‹o indireta possuem natureza
jur’dica de direito privado e, como tal, seus servidores somente podem
ocupar emprego pœblico.
6. (2013/TRF 5»/TŽcnico Judici‡rio Ð çrea Administrativa)
Prefeitura municipal pretende preencher cargo efetivo de Assistente
Social, que foi recentemente criado, por lei, junto aos quadros de sua
Secretaria de Rela•›es do Trabalho e Emprego. Para tanto, o munic’pio
(A) dever‡ abrir concurso pœblico de provas ou de provas e t’tulos a
todos os candidatos que preencherem os requisitos previstos em lei.
(B) dever‡ abrir concurso pœblico de provas ou de provas e t’tulos que,
no entanto, poder‡, havendo justificativa para tanto, ficar restrito aos

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servidores que j‡ perten•am ao quadro de pessoal da Administra•‹o


municipal.
(C) poder‡ abrir concurso pœblico a todos os candidatos que
preencherem os requisitos exigidos por lei ou poder‡ nomear
livremente servidor pœblico comissionado, desde que o fa•a
justificadamente.
(D) poder‡ contratar, desde que por prazo determinado, sem concurso
pœblico, servidor pœblico tempor‡rio, faculdade que independe da
exist•ncia de lei municipal disciplinando esse tipo de contrata•‹o.
(E) poder‡ recrutar, em car‡ter prec‡rio e experimental, empregados
de empresa pœblica municipal para desempenhar a fun•‹o afeta ao
cargo.
7. (2017/TRE SP/TŽcnico Judici‡rio Ð Administrativo). Joaquim Ž
servidor pœblico federal e est‡ cursando o terceiro ano da faculdade de
Direito da sua cidade. Ocorre que Joaquim ter‡ que mudar de sede, no
interesse da Administra•‹o pœblica. Nos termos da Lei no 8.112/90,
desde que preenchidos os demais requisitos legais, ser‡ assegurada
matr’cula em institui•‹o de ensino cong•nere,
(A) apenas no in’cio do pr—ximo ano letivo e desde que exista vaga,
arcando a Administra•‹o com eventual preju’zo pelo per’odo em que
eventualmente fique sem estudar.
(B) na localidade da nova resid•ncia ou na mais pr—xima e em qualquer
Žpoca do ano, independentemente de vaga.
(C) exclusivamente na localidade da nova resid•ncia,
independentemente de vaga.
(D) em qualquer Žpoca do ano, mas desde que exista vaga, arcando a
Administra•‹o com eventual preju’zo pelo per’odo em que
eventualmente fique sem estudar.
(E) apenas no in’cio do pr—ximo ano letivo, independentemente de
vaga.
8. (2016/TRT 20»/TŽcnico Judici‡rio Ð Administrativo).
Aristides, servidor pœblico do Tribunal Regional do Trabalho da 20a
Regi‹o, usufruiu de afastamento para estudar no exterior, tendo o
mencionado per’odo perdurado por quatro anos, ou seja, atŽ 2014.
Aristides pretende novo afastamento para estudo em Paris. Nos termos
da Lei no 8.112/1990, alŽm da autoriza•‹o do Presidente
(A) do Tribunal Regional do Trabalho da 20a Regi‹o, dever‡ aguardar
atŽ 2017, ou seja, Ž necess‡rio aguardar o transcurso de tr•s anos
para que tenha direito a nova aus•ncia.
(B) da Repœblica, n‹o necessitar‡ aguardar qualquer lapso temporal,

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pois j‡ faz jus ao novo afastamento.


(C) do Supremo Tribunal Federal, dever‡ aguardar atŽ 2018, ou seja, Ž
necess‡rio aguardar o transcurso de quatro anos para que tenha direito
a nova aus•ncia.
(D) do Tribunal Regional do Trabalho da 20a Regi‹o, n‹o necessitar‡
aguardar qualquer lapso temporal, pois j‡ faz jus ao novo afastamento.
(E) do Supremo Tribunal Federal, dever‡ aguardar atŽ 2017, ou seja, Ž
necess‡rio aguardar o transcurso de tr•s anos para que tenha direito a
nova aus•ncia.

GABARITO QUESTÍES OBJETIVAS

1.C 2. B 3. E

4. D 5. E 6.A

7.B 8.C

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Refer•ncias Bibliogr‡ficas

ALEXANDRINO, Marcelo. DIAS, Frederico. PAULO, Vicente. Aulas de


direito constitucional para concursos. 2. ed. Rio de Janeiro: Forense;
S‹o Paulo: MƒTODO, 2013.
ALVES, Erick. Direito Administrativo p/ AFRFB Ð 2017. EstratŽgia
Concursos.
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Analista Túlio Lages www.estratégiaconcursos.com.br Página 45

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