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Livro Eletrônico

Aula 00

Passo Estratégico de Direito Constitucional p/ TRT-RJ (TJAA) - AOCP

Professores: Equipe Túlio Lages, Murilo Soares, Tulio Lages

44554538818 - Gabriella Bueno


Passo EstratŽgico Ð AOCP/TRT RJ
Direito Constitucional p/ TJAA
Analista Tœlio Lages

Princ’pios fundamentais.
Direitos de nacionalidade.
Direitos Pol’ticos.

Apresenta•‹o ............................................................................1
Introdu•‹o ................................................................................2
An‡lise Estat’stica .....................................................................2
An‡lise das Quest›es ................................................................3
Orienta•›es de Estudo (Checklist) e Pontos a Destacar............16
Question‡rio de Revis‹o...........................................................20
Anexo I Ð Lista de Quest›es ....................................................36
Refer•ncias Bibliogr‡ficas .......................................................45

Apresenta•‹o

Ol‡!
Meu nome Ž Tœlio Lages e, com imensa satisfa•‹o, serei o analista de
Direito Constitucional do Passo EstratŽgico!
Para conhecer um pouco sobre mim, segue um resumo da minha
experi•ncia profissional, acad•mica e como concurseiro:

Coordenador e Analista do Passo EstratŽgico - disciplinas: Direito Constitucional e


Administrativo.
Coach do EstratŽgia Concursos.
Auditor do TCU desde 2012, tendo sido aprovado e nomeado para o mesmo cargo nos
concursos de 2011 (14¼ lugar nacional) e 2013 (47¼ lugar nacional).
Ingressei na Administra•‹o Pœblica Federal como tŽcnico do Serpro (38¼ lugar, concurso
de 2005). Em seguida, tomei posse em 2008 como Analista Judici‡rio do Tribunal
Superior do Trabalho (6¼ lugar, concurso de 2007), onde trabalhei atŽ o in’cio de 2012,
quando tomei posse no cargo de Auditor do TCU, que exer•o atualmente.
Aprovado em inœmeros concursos de diversas bancas.
Graduado em Engenharia de Redes de Comunica•‹o (Universidade de Bras’lia).
Graduando em Direito (American College of Brazilian Studies).
P—s-graduado em Auditoria Governamental (Universidade Gama Filho).
P—s-graduando em Direito Pœblico (PUC-Minas).

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Estou extremamente feliz de ter a oportunidade de trabalhar na equipe


do ÒPassoÓ, porque tenho convic•‹o de que nossos relat—rios e
simulados proporcionar‹o uma prepara•‹o DIFERENCIADA aos nossos
alunos!
Nosso curso contar‡, ainda, com a (super!) colabora•‹o do Murilo
Soares, que exerce o cargo de AJAJ no Tribunal Superior do Trabalho e
analista de Direito Processual do Trabalho do Passo EstratŽgico.
...
Ser‡ uma honra ajudar voc•s a alcan•ar a aprova•‹o no concurso para
o cargo de TŽcnico Judici‡rio do TRT RJ, que ser‡ realizado pela
banca AOCP.
Ent‹o, sem mais delongas, vamos ao relat—rio propriamente dito?!

Introdu•‹o

Ol‡!
Este relat—rio aborda o(s) assunto(s) ÒPrinc’pios fundamentais.Ó,
Òdireitos de nacionalidade.Ó e ÒDireitos Pol’ticosÓ.
Com base na an‡lise estat’stica (t—pico a seguir), conclu’mos todos os
assuntos possuem import‰ncia mŽdia.
Boa leitura!

An‡lise Estat’stica

Para identificarmos estatisticamente quais assuntos s‹o os mais


cobrados pela banca, classificamos todas as quest›es cobradas em
provas de n’vel mŽdio realizadas pela AOCP desde 2008.
Infelizmente, a banca AOCP n‹o possui muitas quest›es de provas
anteriores, de modo que os resultados estat’sticos n‹o devem ser
levados em considera•‹o de forma rigorosa, ok?
Com base na an‡lise estat’stica das quest›es colhidas (por volta de 95),
temos o seguinte resultado para o(s) assunto(s) que ser‡(‹o) tratado(s)
neste relat—rio:
% aproximado de cobran•a
em provas de n’vel mŽdio
Assunto
realizadas pela AOCP desde
2008

Princ’pios Fundamentais 6,3%

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Nacionalidade 3,2%
Direitos Pol’ticos 6,3%
Tabela 1

Com base na tabela acima, Ž poss’vel verificar que, no contexto das


provas da AOCP para cargos de n’vel mŽdio, que o assunto:

a) ÒPrinc’pios fundamentais da RFBÓ possui import‰ncia mŽdia, j‡ que


foi cobrado em 6,3% das assertivas.
b) ÒNacionalidadeÓ possui import‰ncia mŽdia, j‡ que foi cobrado em
3,2% das assertivas.
b) ÒDireitos Pol’ticosÓ possui import‰ncia mŽdia, j‡ que foi cobrado em
6,3% das assertivas.
...
ƒ importante destacar que os percentuais de cobran•a, para cada tema,
podem variar bastante. Sendo assim, adotaremos a seguinte
classifica•‹o quanto ˆ import‰ncia dos assuntos:

% de cobran•a Import‰ncia do assunto

AtŽ 2,9% Baixa a MŽdia

De 3% a 6,9% MŽdia

De 7% a 9,9% MŽdia a Alta

10% ou mais Alta

An‡lise das Quest›es

Vejamos como a banca aborda o(s) assunto(s) do presente relat—rios:

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1. (AOCP/2010/BADESUL/Advogado) S‹o fundamentos da


Repœblica Federativa do Brasil:
a) A soberania, a defesa da paz, a cidadania, o pluralismo pol’tico e a
garantia do desenvolvimento nacional.
b) A igualdade entre os Estados, a solu•‹o pac’fica dos conflitos, a
dignidade da pessoa humana e a soberania.
c) O repœdio ao terrorismo e ao racismo, a n‹o interven•‹o, a
cidadania, a soberania e a dignidade da pessoa humana.
d) A soberania, a cidadania, os valores sociais do trabalho e da livre
iniciativa, a dignidade da pessoa humana e o pluralismo pol’tico.
e) A soberania, a independ•ncia nacional, o pluralismo pol’tico, a
dignidade da pessoa humana e a defesa da paz.

GABARITO: ÒDÓ
A assertiva ÒdÓ elenca os fundamentos da Repœblica Federativa do
Brasil previstos nos incisos do caput do art. 1¼ da CF/1988:
Art. 1¼ A Repœblica Federativa do Brasil, formada pela uni‹o
indissolœvel dos Estados e Munic’pios e do Distrito Federal,
constitui-se em Estado Democr‡tico de Direito e tem como
fundamentos:
I - a soberania;
II - a cidadania
III - a dignidade da pessoa humana;
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
V - o pluralismo pol’tico.

A: errada. A defesa da paz e a garantia do desenvolvimento nacional


s‹o, respectivamente, princ’pios pelos quais o Brasil rege-se nas suas
rela•›es internacionais e objetivos da Repœblica, nos termos dos arts.
3¼, inciso II, e 4¼, inciso VI, da CF/1988:
Art. 3¼ Constituem objetivos fundamentais da Repœblica
Federativa do Brasil:
(É)
II - garantir o desenvolvimento nacional;
(É)
Art. 4¼ A Repœblica Federativa do Brasil rege-se nas suas
rela•›es internacionais pelos seguintes princ’pios:
(É)
VI - defesa da paz;

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B: errada. A igualdade entre os Estados e a solu•‹o pac’fica dos


conflitos s‹o princ’pios pelos quais o Brasil rege-se nas suas rela•›es
internacionais e objetivos da Repœblica, de acordo com o art. 4¼,
incisos V e VII, da CF/1988:
Art. 4¼ A Repœblica Federativa do Brasil rege-se nas suas
rela•›es internacionais pelos seguintes princ’pios:
(É)
V - igualdade entre os Estados;
(É)
VII - solu•‹o pac’fica dos conflitos;

C: errada. A n‹o-interven•‹o e o repœdio ao terrorismo e ao racismo


s‹o princ’pios pelos quais o Brasil rege-se nas suas rela•›es
internacionais e objetivos da Repœblica, em conson‰ncia com o art. 4¼,
incisos IV e VIII, da CF/1988:
Art. 4¼ A Repœblica Federativa do Brasil rege-se nas suas
rela•›es internacionais pelos seguintes princ’pios:
(É)
IV - n‹o-interven•‹o;
(É)
VIII - repœdio ao terrorismo e ao racismo;

E: errada. A independ•ncia nacional e a defesa da paz s‹o princ’pios


pelos quais o Brasil rege-se nas suas rela•›es internacionais e objetivos
da Repœblica, nos termos do art. 4¼, incisos I e VI, da CF/1988:
Art. 4¼ A Repœblica Federativa do Brasil rege-se nas suas
rela•›es internacionais pelos seguintes princ’pios:
(É)
I - independ•ncia nacional;
(É)
VI - defesa da paz;

2. (AOCP/2012/BRDE/Analista de Projetos - Jur’dico) S‹o


fundamentos da Repœblica Federativa do Brasil:
a) pluralismo pol’tico e autodetermina•‹o dos povos.
b) n‹o-interven•‹o e soberania.
c) cidadania e dignidade da pessoa humana.
d) igualdade entre os Estados e defesa da paz.
e) valores sociais do trabalho e desenvolvimento nacional.

GABARITO: ÒCÓ

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Os fundamentos da Repœblica Federativa do Brasil est‹o previstos nos


incisos do caput do art. 1¼ da CF/1988:
Art. 1¼ A Repœblica Federativa do Brasil, formada pela uni‹o
indissolœvel dos Estados e Munic’pios e do Distrito Federal,
constitui-se em Estado Democr‡tico de Direito e tem como
fundamentos:
I - a soberania;
II - a cidadania
III - a dignidade da pessoa humana;
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
V - o pluralismo pol’tico.

A assertiva ÒcÓ apresenta fundamentos da Repœblica Federativa do


Brasil previstos nos incisos II e III do caput do art. 1¼ da CF/1988,
supratranscritos.
A: errada. A autodetermina•‹o dos povos Ž um dos princ’pios pelos
quais o Brasil rege-se nas suas rela•›es internacionais, nos termos do
art. 4¼, inciso III, da CF/1988:
Art. 4¼ A Repœblica Federativa do Brasil rege-se nas suas
rela•›es internacionais pelos seguintes princ’pios:
(É)
III - autodetermina•‹o dos povos;

B: errada. A n‹o-interven•‹o Ž um dos princ’pios pelos quais o Brasil


rege-se nas suas rela•›es internacionais e objetivos da Repœblica, de
acordo com o art. 4¼, inciso IV, da CF/1988:
Art. 4¼ A Repœblica Federativa do Brasil rege-se nas suas
rela•›es internacionais pelos seguintes princ’pios:
(É)
IV - n‹o-interven•‹o;

D: errada. A igualdade entre os Estados e defesa da paz s‹o princ’pios


pelos quais o Brasil rege-se nas suas rela•›es internacionais e objetivos
da Repœblica, em conson‰ncia com o art. 4¼, incisos V e VI, da
CF/1988:
Art. 4¼ A Repœblica Federativa do Brasil rege-se nas suas
rela•›es internacionais pelos seguintes princ’pios:
(É)
V - igualdade entre os Estados;
VI - defesa da paz;

E: errada. Os valores sociais do trabalho s‹o fundamentos da


Repœblica, nos termos do art. 1¼, inciso IV, da CF/1988:
Art. 1¼ A Repœblica Federativa do Brasil, formada pela uni‹o

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indissolœvel dos Estados e Munic’pios e do Distrito Federal,


constitui-se em Estado Democr‡tico de Direito e tem como
fundamentos:
(É)
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;

3. (AOCP/2016/CM Valen•a/Fiscal da Constru•‹o Civil) Sobre a


nacionalidade brasileira, Ž correto afirmar que
a) Ž brasileiro nato o nascido no estrangeiro, de pai e m‹e brasileiros.
b) Ž considerado brasileiro nato somente os nascidos em territ—rio
nacional.
c) a naturaliza•‹o pode ser cancelada por senten•a judicial, em virtude
de atividade nociva ao interesse nacional.
d) Ž concedida automaticamente aos estrangeiros de qualquer
nacionalidade, desde que residentes legais no Brasil, quando
completam 5 anos de resid•ncia no pa’s.
e) os origin‡rios de pa’ses de l’ngua portuguesa t•m garantia ˆ
naturaliza•‹o brasileira.

GABARITO: ÒCÓ
A possibilidade de cancelamento da naturaliza•‹o por senten•a judicial,
em virtude de atividade nociva ao interesse nacional, est‡ prevista no
art. 12, ¤ 4¼, inciso I, da CF/1988:
Art. 12. (É)
¤ 4¼ - Ser‡ declarada a perda da nacionalidade do brasileiro
que:
I - tiver cancelada sua naturaliza•‹o, por senten•a judicial,
em virtude de atividade nociva ao interesse nacional;

A: errada. O art. 12, inciso I, al’neas "b" e "c", da CF/1988 estabelece


condi•›es a serem cumpridas para que o brasileiro nascido no
estrangeiro, ainda que de pai ou m‹e brasileira, sejam brasileiros
natos:
Art. 12. S‹o brasileiros:
I - natos:
(É)
b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou m‹e
brasileira, desde que qualquer deles esteja a servi•o da
Repœblica Federativa do Brasil;
c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de m‹e
brasileira, desde que sejam registrados em reparti•‹o
brasileira competente ou venham a residir na Repœblica
Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de

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atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira;

B: errada. O art. 12, inciso I, al’neas "b" e "c", da CF/1988


(supratranscrito) prev• hip—teses em que ser‡ considerado brasileiro
nato o indiv’duo nascido no estrangeiro, ou seja, n‹o h‡ restri•‹o a
essa espŽcie de nacionalidade ao local de nascimento.
D: errada. A concess‹o da nacionalidade brasileira aos estrangeiros de
qualquer nacionalidade depende de resid•ncia legal no pa’s durante 15
anos, n‹o 5 anos, alŽm da aus•ncia de condena•‹o penal e
requerimento da nacionalidade brasileira, conforme o art. 12, inciso II,
al’nea "b", da CF/1988:
Art. 12. S‹o brasileiros:
(É)
==d4bc6==

II - naturalizados:
(É)
b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na
Repœblica Federativa do Brasil h‡ mais de quinze anos
ininterruptos e sem condena•‹o penal, desde que requeiram a
nacionalidade brasileira.

E: errada. Os origin‡rios de pa’ses de l’ngua portuguesa n‹o t•m


garantia ˆ naturaliza•‹o brasileira, pois Ž exigida a resid•ncia por um
ano ininterrupto e idoneidade moral - o art. 12, inciso II, al’nea ÒaÓ, da
CF/1988:
Art. 12. (É)
II - naturalizados:
a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade
brasileira, exigidas aos origin‡rios de pa’ses de l’ngua
portuguesa apenas resid•ncia por um ano ininterrupto e
idoneidade moral;

4. (AOCP/2016/CM Rio Sul/TŽcnico Legislativo) Considerando o


que disp›e a Constitui•‹o Federal, acerca da Nacionalidade,
assinale a alternativa correta.
a) S‹o brasileiros naturalizados os nascidos na Repœblica Federativa do
Brasil, de pais estrangeiros, desde que estes n‹o estejam a servi•o de
seu pa’s.
b) S‹o brasileiros naturalizados os nascidos no estrangeiro, de pai
brasileiro ou m‹e brasileira, desde que qualquer um deles esteja a
servi•o da Repœblica Federativa do Brasil.
c) S‹o brasileiros naturalizados os nascidos no estrangeiro de pai
brasileiro ou de m‹e brasileira, desde que sejam registrados em
reparti•‹o brasileira competente ou venham a residir na Repœblica
Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a

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maioridade, pela nacionalidade brasileira.


d) S‹o brasileiros naturalizados os estrangeiros de qualquer
nacionalidade, residentes na Repœblica Federativa do Brasil h‡ mais de
quinze anos ininterruptos e sem condena•‹o penal, desde que
requeiram a nacionalidade brasileira.
e) S‹o brasileiros naturalizados os estrangeiros, origin‡rios de pa’ses
de L’ngua Portuguesa, com resid•ncia no Brasil h‡ mais de seis meses
ininterruptos e que tenham idoneidade moral.

GABARITO: ÒDÓ
Estrangeiros de qualquer nacionalidade que residirem no Brasil h‡ mais
de 15 anos ininterruptos, sem condena•‹o penal e ap—s requerimento
da nacionalidade brasileira, s‹o brasileiros naturalizados, conforme o
art. 12, inciso II, al’nea "b", da CF/1988:

Art. 12. S‹o brasileiros:


(É)
II - naturalizados:
(É)
b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na
Repœblica Federativa do Brasil h‡ mais de quinze anos
ininterruptos e sem condena•‹o penal, desde que requeiram a
nacionalidade brasileira.

A: errada. Os nascidos na Repœblica Federativa do Brasil, de pais


estrangeiros, desde que estes n‹o estejam a servi•o de seu pa’s, s‹o
brasileiros natos, n‹o naturalizados, nos termos do art. 12, inciso I,
al’nea ÒaÓ, da CF/1988:
Art. 12. S‹o brasileiros:
I - natos:
a) os nascidos na Repœblica Federativa do Brasil, ainda que de
pais estrangeiros, desde que estes n‹o estejam a servi•o de
seu pa’s;

B: errada. Os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou m‹e


brasileira, desde que qualquer um deles esteja a servi•o da Repœblica
Federativa do Brasil, s‹o brasileiros natos, n‹o naturalizados, nos
termos do art. 12, inciso I, al’nea ÒbÓ, da CF/1988:
Art. 12. S‹o brasileiros:
I - natos:
(...)
b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou m‹e

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brasileira, desde que qualquer deles esteja a servi•o da


Repœblica Federativa do Brasil;

C: errada. Os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de m‹e


brasileira, desde que sejam registrados em reparti•‹o brasileira
competente ou venham a residir na Repœblica Federativa do Brasil e
optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela
nacionalidade brasileira, s‹o brasileiros natos, de acordo com o art. 12,
inciso I, al’nea ÒcÓ, da CF/1988:
Art. 12. S‹o brasileiros:
I - natos:
(...)
c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de m‹e
brasileira, desde que sejam registrados em reparti•‹o
brasileira competente ou venham a residir na Repœblica
Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de
atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira;

E: errada. Os estrangeiros origin‡rios de l’ngua portuguesa com


resid•ncia no Brasil h‡ mais de 1 ano (n‹o 6 meses) ininterrupto e que
tenham idoneidade moral s‹o brasileiros naturalizados - art. 12, inciso
II, al’nea ÒaÓ, da CF/1988:
Art. 12. (É)
II - naturalizados:
a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade
brasileira, exigidas aos origin‡rios de pa’ses de l’ngua
portuguesa apenas resid•ncia por um ano ininterrupto e
idoneidade moral;

5. (AOCP/2015/TRE-AC/TJAA) Em rela•‹o aos direitos pol’ticos


do militar, assinale a alternativa INCORRETA,
a) O militar alist‡vel Ž eleg’vel, n‹o sendo necess‡ria a filia•‹o
partid‡ria para a disputa.
b) O militar eleito dever‡ ser afastado da atividade, se contar com mais
de 10 anos de servi•o, ou passar‡ para a inatividade, caso conte com
menos de 10 anos de servi•o.
c) Os conscritos s‹o ineleg’veis.
d) Para concorrer a cargo eletivo, Ž necess‡rio que o militar tenha sido
escolhido previamente em conven•‹o partid‡ria.
e) O militar detentor de cargo eletivo, caso queira se candidatar em
outro pleito, dever‡ efetivar a sua filia•‹o partid‡ria com um ano de
anteced•ncia em rela•‹o ˆ data da disputa.

GABARITO: ÒBÓ e, atualmente, ÒEÓ

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Obs: a presente quest‹o possui alguns coment‡rios embasados em


legisla•‹o infraconstitucional que n‹o necessariamente consta do
conteœdo program‡tico do seu concurso, mas ser‹o expostos mesmo
assim para n‹o prejudicar a plena compreens‹o da quest‹o.
ÒBÓ: Se o militar eleito tiver menos de 10 anos de servi•o, deve afastar-
se da atividade, se ele tiver mais de 10 anos de servi•o, passar‡ para a
inatividade, ou seja, a assertiva trocou essas premissas, que est‹o no
art. 14, ¤ 8¼, da CF/1988:
Art. 14 (É)
¤ 8¼ O militar alist‡vel Ž eleg’vel, atendidas as seguintes
condi•›es:
I - se contar menos de dez anos de servi•o, dever‡ afastar-se
da atividade;
II - se contar mais de dez anos de servi•o, ser‡ agregado pela
autoridade superior e, se eleito, passar‡ automaticamente, no
ato da diploma•‹o, para a inatividade.

ÒEÓ: O militar detentor de cargo eletivo enquadra-se na regra da lei


eleitoral segundo a qual, para se candidatar a outro cargo, sua filia•‹o
partid‡ria deve ocorrer seis meses antes da disputa desse novo cargo,
conforme o art. 9¼, caput, da Lei n¼ 9.504/1997 - reda•‹o dada pela
Lei n¼ 13.488/2017:
Art. 9¼ Para concorrer ˆs elei•›es, o candidato dever‡ possuir
domic’lio eleitoral na respectiva circunscri•‹o pelo prazo de
seis meses e estar com a filia•‹o deferida pelo partido no
mesmo prazo.

A reda•‹o anterior desse dispositivo dizia que a filia•‹o partid‡ria


deveria ocorrer seis meses antes do respectivo pleito:
Art. 9¼ Para concorrer ˆs elei•›es, o candidato dever‡ possuir
domic’lio eleitoral na respectiva circunscri•‹o pelo prazo de,
pelo menos, um ano antes do pleito, e estar com a filia•‹o
deferida pelo partido no m’nimo seis meses antes da data da
elei•‹o.

As demais assertivas - ÒaÓ, ÒcÓ e ÒdÓ - est‹o corretas.


ÒAÓ: O militar alist‡vel Ž eleg’vel (art. 14, ¤ 8¼, da CF/1988), sendo
desnecess‡ria a filia•‹o partid‡ria (art. 142, ¤ 3¼, inciso V, da
CF/1988):
Art. 14 (É)
¤ 8¼ O militar alist‡vel Ž eleg’vel, atendidas as seguintes
condi•›es:
I - se contar menos de dez anos de servi•o, dever‡ afastar-se
da atividade;
II - se contar mais de dez anos de servi•o, ser‡ agregado pela
autoridade superior e, se eleito, passar‡ automaticamente, no

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ato da diploma•‹o, para a inatividade.

Art. 142. (É)


¤ 3¼ S‹o condi•›es de elegibilidade, na forma da lei:
V - o militar, enquanto em servi•o ativo, n‹o pode estar filiado
a partidos pol’ticos;

ÒCÓ: Os conscritos (os que est‹o prestando servi•o militar obrigat—rio)


n‹o podem ser eleitos, vale dizer, s‹o ineleg’veis, pois n‹o podem se
alistar (o alistamento eleitoral Ž condi•‹o de elegibilidade Ð art. 14, ¤
3¼, inciso III, da CF/1988). Essa interpreta•‹o decorre da leitura, em
conjunto, do art. 14, ¤¤ 2¼, 3¼, inciso III, e 4¼, da CF/1988:
Art. 14 (É)
¤ 2¼ N‹o podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e,
durante o per’odo do servi•o militar obrigat—rio, os
conscritos.
¤ 3¼ S‹o condi•›es de elegibilidade, na forma da lei:
(É)
III - o alistamento eleitoral;
(...)
¤ 4¼ S‹o ineleg’veis os inalist‡veis e os analfabetos.

ÒDÓ: O TSE possui o entendimento de que, para concorrer a cargo


eletivo, Ž necess‡rio que o militar tenha sido escolhido previamente em
conven•‹o partid‡ria, conforme, ilustrativamente, o seguinte julgado:
ÒRecurso especial. Registro de candidatura. Condi•‹o de
elegibilidade. Filia•‹o partid‡ria de militar da ativa.
Inexig•ncia. A condi•‹o de elegibilidade relativa ˆ filia•‹o
partid‡ria contida no art. 14, ¤ 3¼, inciso V, da Constitui•‹o
n‹o Ž exig’vel ao militar da ativa que pretenda concorrer a
cargo eletivo, bastando o pedido de registro de candidatura,
ap—s prŽvia escolha em conven•‹o partid‡ria (Res.-TSE n¼
20.993/2002, art. 12, ¤ 2¼). Recurso especial a que se d‡
provimento para deferir o registro.Ó (Ac. n¼ 20.285, de
19.9.2002, rel. Min. Sepœlveda Pertence.)

6. (AOCP/2015/TRE-AC/TJAA) NÌO constitui condi•‹o de


elegibilidade prevista na constitui•‹o
a) a quita•‹o eleitoral
b) o pleno gozo dos direitos pol’ticos.
c) a filia•‹o partid‡ria.
d) a nacionalidade brasileira, nativa ou naturalizada.
e) a idade m’nima para o cargo em disputa.

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GABARITO: ÒAÓ
As condi•›es de elegibilidade previstas na CF/1988 s‹o as seguintes:
Art. 14. (É)
¤ 3¼ S‹o condi•›es de elegibilidade, na forma da
lei:
I - a nacionalidade brasileira;
II - o pleno exerc’cio dos direitos pol’ticos;
III - o alistamento eleitoral;
IV - o domic’lio eleitoral na circunscri•‹o;
V - a filia•‹o partid‡ria;
VI - a idade m’nima de:
a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-
Presidente da Repœblica e Senador;
b) trinta anos para Governador e Vice-Governador
de Estado e do Distrito Federal;
c) vinte e um anos para Deputado Federal,
Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-
Prefeito e juiz de paz;
d) dezoito anos para Vereador.
Ao mencionar Òquita•‹o eleitoralÓ, a banca fez alus‹o ˆ Certid‹o de
Quita•‹o Eleitoral, cuja apresenta•‹o n‹o Ž requisito de elegibilidade,
porquanto n‹o prevista no rol acima.
Os demais requisitos Ð pleno gozo dos direitos pol’ticos, filia•‹o
partid‡ria, nacionalidade brasileira (nativa ou naturalizada) e idade
m’nima para o cargo em disputa Ð est‹o previstos, respectivamente, no
art. 14, ¤ 3¼, incisos II, V, I e VI, da CF/1988.

Em raz‹o da exiguidade de quest›es da AOCP, ser‹o comentadas


tambŽm quest›es cobradas pela FCC:
7. (FCC/2016/TRT 14»/TŽcnico Judici‡rio/çrea Administrativa)
Considere:
I. A soberania.
II. Construir uma sociedade livre, justa e igualit‡ria.
III. Independ•ncia nacional.
IV. Defesa da paz.

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As rela•›es internacionais da Repœblica Federativa do Brasil s‹o regidas


pelos princ’pios constantes em
(A) I, II, III e IV.
(B) I, III e IV, apenas.
(C) I e II, apenas.
(D) III e IV, apenas.
(E) II, III e IV, apenas.

Gabarito: letra ÒDÓ.


A ÒsoberaniaÓ Ž, na verdade, um fundamento da RFB, conforme inciso I
do art. 1¼ da CF.
Por sua vez, Òconstruir uma sociedade livre, justa e igualit‡riaÓ Ž um
ÒpeguinhaÓ da banca, que tentou fazer confus‹o com o objetivo
fundamental da RFB previsto no inciso I do art. 3¼ da CF, qual seja,
Òconstruir uma sociedade livre, justa e solid‡riaÓ (veja que Ž Òsolid‡riaÓ,
n‹o Òigualit‡riaÓ como asseverou a quest‹o). De qualquer modo, n‹o se
trata de princ’pio que rege a RFB em suas rela•›es internacionais.
Os demais itens, de fato, correspondem a princ’pios que regem a RFB
em suas rela•›es internacionais, conforme incisos I e Vi do art. 4¼ da
CF.
8.(FCC/2015/TRT 9»/ TŽcnico Judici‡rio/çrea Administrativa) ƒ
fundamento da Repœblica Federativa do Brasil, disposto de forma
expressa na Constitui•‹o Federal,
(A) o pluralismo pol’tico.
(B) a erradica•‹o da pobreza.
(C) a constru•‹o de uma sociedade igualit‡ria.
(D) a igualdade entre os povos.
(E) a coopera•‹o entre governantes

Gabarito: letra ÒAÓ.


Os fundamentos da RFB s‹o os seguintes (art. 1¼ da CF):
a) a soberania;
b) a cidadania;
c) a dignidade da pessoa humana;

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d) os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;


e) o pluralismo pol’tico.
Logo, as assertivas ÒbÓ, ÒcÓ e ÒdÓ n‹o correspondem aos fundamentos
da RFB previstos na CF.
Perceba que na letra ÒbÓ, a FCC tentou fazer confus‹o com o objetivo
fundamental previsto no inciso III do art. 3¼ da CF: Òerradicar a pobreza
e a marginaliza•‹o e reduzir as desigualdades sociais e regionaisÓ.
J‡ na letra ÒcÓ, a FCC tentou fazer confus‹o com o objetivo fundamental
previsto no inciso I do art. 3¼ da CF: Òconstruir uma sociedade livre,
justa e solid‡riaÓ.
Na letra ÒdÓ, a FCC tentou fazer confus‹o com o princ’pio que rege a
RFB em suas rela•›es internacionais previsto no inciso V do art. 4¼ da
CF: Òigualdade entre os EstadosÓ.
Por fim, veja que na letra ÒeÓ, a FCC tentou fazer confus‹o com o
princ’pio que rege a RFB em suas rela•›es internacionais previsto no
inciso IX do art. 4¼ da CF: Òcoopera•‹o entre os povos para o progresso
da humanidadeÓ.

Para decorar os princ’pios que regem a RFB nas suas rela•›es


internacionais, apresentamos o seguinte mnem™nico: ÒAInDa N‹o
ComPreIReCoSÓ (o ÒaÓ e o ÒmÓ servem somente para melhor formar o
mnem™nico):

¥! A Ð autodetermina•‹o dos povos;


¥! In Ð independ•ncia nacional;
¥! D Ð defesa da paz;
¥! N‹o Ð n‹o interven•‹o;
¥! Co Ð coopera•‹o entres os povos para o
progresso da humanidade;
¥! Pre Ð preval•ncia dos direitos humanos;
¥! I Ð igualdade entre os estados;
¥! Re Ð repœdio ao terrorismo e ao racismo;
¥! Co Ð concess‹o de asilo pol’tico;
¥! S Ð solu•‹o pac’fica dos conflitos.

Por outro lado, para facilitar a memoriza•‹o dos fundamentos da RFB,


apresentamos o (famoso!) mnem™nico: ÒSoCiDiVaPluÓ:

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¥! So Ð soberania;
¥! Ci Ð cidadania;
¥! Di Ð dignidade da pessoa humana;
¥! Va Ð valores sociais do trabalho e da livre
iniciativa;
¥! Plu Ð pluralismo pol’tico.

J‡ para facilitar a memoriza•‹o dos objetivos fundamentais da RFB,


apresentamos o seguinte mnem™nico: ÒConGa Erra ProÓ:

¥! Con Ð construir uma sociedade livre, justa e


solid‡ria;
¥! Ga Ð garantir o desenvolvimento nacional;
¥! Erra - erradicar a pobreza e a marginaliza•‹o e
reduzir as desigualdades sociais e regionais;
¥! Pro Ð promover o bem de todos, sem
preconceitos de origem, ra•a, sexo, cor, idade
e quaisquer outras formas de discrimina•‹o.

9. (FCC/2017/TRE SP/TŽcnico Judici‡rio/çrea Administrativa)


Nos termos da Constitui•‹o Federal, o filho de pai brasileiro e m‹e
estrangeira, nascido no exterior, ser‡
(A) estrangeiro, em qualquer hip—tese.
(B) brasileiro naturalizado, desde que resida no Brasil por dez anos
ininterruptos, sem condena•‹o penal, e requeira a nacionalidade
brasileira.
(C) brasileiro nato, se, quando de seu nascimento, o pai estiver a
servi•o da Repœblica Federativa do Brasil.
(D) brasileiro nato, desde que, quando de seu nascimento, a m‹e n‹o
esteja a servi•o de seu pa’s de origem.
(E) brasileiro naturalizado, desde que registrado em reparti•‹o
brasileira competente ou venha a residir no Brasil e opte, a qualquer
tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira.

Gabarito: letra ÒCÓ.

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Quando um filho de pai brasileiro ou m‹e brasileira nasce no


estrangeiro, ser‡ considerado brasileiro nato:
i) desde que qualquer dos pais esteja a servi•o da Repœblica Federativa
do Brasil (CF, art.12, I, ÒbÓ); ou
ii) desde que seja registrado em reparti•‹o brasileira competente ou
venha a residir na Repœblica Federativa do Brasil e opte, em qualquer
tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira
(CF, art.12, I, ÒcÓ).
Assim, a assertiva ÒaÓ est‡ errada, porque o nascido na circunst‰ncia
exposta pelo enunciado da quest‹o poder‡ ser brasileiro nato ou
naturalizado.
A assertiva ÒbÓ est‡ errada, porque o previsto na al’nea ÒbÓ do inciso II,
do art. 12 da CF exige 15 anos ininterruptos de resid•ncia na RFB Ð e
n‹o 10 como foi asseverado. AlŽm disso, no caso em tela, bastaria que
o nascido venha a residir na RFB e opte, em qualquer tempo, depois de
atingida a maioridade pela nacionalidade brasileira.
A assertiva ÒcÓ est‡ correta: esse caso refelte o estabelecido na CF,
art.12, I, ÒbÓ.
A assertiva ÒdÓ est‡ errada, porque mesmo que a m‹e esteja a servi•o
de seu pa’s de origem, o nascido poder‡ ser considerado brasilerio nato
caso sejam atendidos os critŽrios estabelecidos nas al’nas ÒbÓ e ÒcÓ do
inciso I do art. 12 da CF.
A assertiva ÒdÓ est‡ errada, porque nesse caso o nascido seria
considerado brasileiro nato (CF, art.12, I, ÒcÓ).
10. (FCC/2016/TRT 14»/TŽcnico Judici‡rio/çrea
Administrativa)
As irm‹s Catarina e Gabriela s‹o brasileiras naturalizadas. Ambas
possuem carreira jur’dica brilhante, destacando-se profissionalmente.
Catarina almeja ocupar o cargo de Ministra do Supremo Tribunal
Federal e Gabriela almeja ocupar o cargo de Ministra do Tribunal
Superior do Trabalho. Neste caso, com rela•‹o ao requisito
nacionalidade,

(A) nenhuma das irm‹s poder‡ alcan•ar o cargo almejado.


(B) ambas as irm‹s poder‹o alcan•ar o cargo almejado,
independentemente de qualquer outra exig•ncia legal.
(C) apenas Gabriela poder‡ alcan•ar o cargo almejado.

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(D) apenas Catarina poder‡ alcan•ar o cargo almejado.


(E) ambas as irm‹s s— poder‹o alcan•ar o cargo almejado se tiverem
mais de quinze anos de naturaliza•‹o.

Gabarito: letra ÒCÓ.


O art. 12, ¤ 3¼ da CF estipula que s‹o privativos de brasileiro nato os
cargos:
I - de Presidente e Vice-Presidente da Repœblica;
II - de Presidente da C‰mara dos Deputados;
III - de Presidente do Senado Federal;
IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal;
V - da carreira diplom‡tica;
VI - de oficial das For•as Armadas.
VII - de Ministro de Estado da Defesa.
Assim, por ser brasileira naturalizada, Catarina n‹o poder‡ ocupar o
cargo de Ministra do STF, visto que Ž privativo de brasileiro nato. J‡
Gabriela, em fun•‹o de sua naturaliza•‹o, n‹o ter‡ qualquer
impedimento a alcan•ar o cargo de Ministra do TST, j‡ que tal cargo
n‹o Ž privativo de brasileiro nato.
11. (FCC/2017/TRE SP/TŽcnico Judici‡rio/çrea Administrativa)
Brasileiro naturalizado, com 25 anos de idade, pela segunda vez
consecutiva no exerc’cio do mandato de Vereador, filho do Governador
do Estado em que possui domic’lio eleitoral, poder‡, ˆ luz da
Constitui•‹o Federal, candidatar-se, na esfera
(A) municipal, ˆ reelei•‹o para Vereador, apenas, sem precisar para
tanto renunciar ao respectivo mandato.
(B) municipal, a Prefeito, apenas, desde que renuncie ao respectivo
mandato atŽ seis meses antes do pleito.
(C) municipal, ˆ reelei•‹o para Vereador ou a Prefeito, devendo, neste
œltimo caso, renunciar ao respectivo mandato atŽ seis meses antes do
pleito.
(D) estadual, a Deputado Estadual, mas n‹o a Governador do Estado,
estando ainda impossibilitado de concorrer a mandatos na esfera
municipal.
(E) estadual, a Governador do Estado, mas n‹o a Deputado Estadual,
estando ainda impossibilitado de concorrer a mandatos na esfera

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municipal.

Gabarito: letra ÒAÓ.


Em primeiro lugar, o fato de ser brasileiro naturalizado n‹o impede a
candidatura para os cargos apontados em nenhuma das assertivas,
porque n‹o est‹o contemplados no rol de cargos privativos de
brasileiros natos previsto no ¤ 3¼ do art. 12 da CF.
Com 25 anos de idade, s— Ž poss’vel a candidatura para cargos de
Vereador (que exige a idade m’nima de 18 anos), Deputado Federal,
Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito (que exigem
idade m’nima de 21 anos), em raz‹o do previsto no inciso VI do ¤ 3¼ do
art. 14 da CF. d
AlŽm disso, o ¤ 7¼ do art. 14 da CF estipula que
¤ 7¼ S‹o ineleg’veis, no territ—rio de jurisdi•‹o do titular, o
c™njuge e os parentes consangŸ’neos ou afins, atŽ o segundo
grau ou por ado•‹o, do Presidente da Repœblica, de
Governador de Estado ou Territ—rio, do Distrito Federal, de
Prefeito ou de quem os haja substitu’do dentro dos seis meses
anteriores ao pleito, salvo se j‡ titular de mandato eletivo e
candidato ˆ reelei•‹o.

Logo, por ser filho do Governador do Estado em que possui domic’lio


eleitoral, n‹o poder‡ se candidatar a cargo inserido no territ—rio de
jurisdi•‹o do cargo de seu pais, qual seja, do Estado, a n‹o ser que j‡
seja titular de mandato eletivo e se candidate ˆ reelei•‹o.
Assim, o œnico caso poss’vel seria a candidatura na esfera municipal
para reelei•‹o ao cargo de Vereador. TambŽm n‹o Ž necess‡rio
renunciar ao respectivo mandato, porque tal regra s— abrange os chefes
do Poder Executivo de qualquer esfera de governo, para concorrerem a
outros cargos (¤ 6¼ do art. 14 da CF).
12.(FCC/2015/TRT 9»/TŽcnico Judici‡rio/çrea Administrativa)
Considere:
I. Voto direto e secreto.
II. Plebiscito.
III. Referendo.
IV. Audi•ncia pœblica.
V. Iniciativa popular.
A soberania popular, segundo a Constitui•‹o Federal, ser‡ exercida nos
casos dos itens
(A) I, II, III, IV e V.

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(B) I, II, III e V, apenas.


(C) I, II, IV e V, apenas.
(D) III, IV e V, apenas.
(E) II, III e IV, apenas.

Gabarito: letra ÒBÓ.


De acordo com a CF, art. 14, caput e incisos I a III:
Art. 14. A soberania popular ser‡ exercida pelo sufr‡gio
universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para
todos, e, nos termos da lei, mediante:
4
I - plebiscito;
II - referendo;
III - iniciativa popular

Assim, o item IV Ð ÒAudi•ncia PœblicaÓ Ž o œnico n‹o previsto como


instrumento de exerc’cio da soberania popular segundo a CF.

Orienta•›es de Estudo (Checklist) e Pontos a Destacar

A ideia desta se•‹o Ž apresentar uma espŽcie de checklist para o estudo


da matŽria, de forma que o candidato n‹o deixe nada importante de
fora em sua prepara•‹o.
Assim, se voc• nunca estudou os assuntos ora tratados, recomendamos
que ˆ medida que for lendo seu curso te—rico, concomitantemente
observe se prestou a devida aten•‹o aos pontos elencados aqui no
checklist, de forma que o estudo inicial j‡ seja realizado de maneira
bem completa.
Por outro lado, se voc• j‡ estudou os assuntos, pode utilizar o checklist
para verificar se eventualmente n‹o h‡ nenhum ponto que tenha
passado despercebido no estudo. Se isso acontecer, realize o estudo
complementar do assunto.

Com base nas quest›es coletadas, recomendamos que seja


compreendido e memorizado o conteœdo seguinte, devendo ser dada
•nfase aos pontos destacados:
Princ’pios Fundamentais da RFB

1)! Os conceitos e espŽcies de forma de Estado, forma de governo e

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regime pol’tico. Conceito de Estado de Direito.

2)! A literalidade dos arts. 1¼ a 4¼ da CF, se atentando para os


seguintes fatos:

2.1.! O Brasil ter adotado a repœblica como forma de governo


(caput do art. 1¼);

2.2.! O Brasil ter adotado a federa•‹o como forma de Estado,


sendo entes federados a Uni‹o, os estados-membros, os
munic’pios e o Distrito Federal (caput do art. 1¼);

2.3.! O Brasil ter adotado a democracia como regime de governo


b
(caput e par‡grafo œnico do art. 1¼);

2.4.! O rol dos fundamentos da RFB estabelecidos nos incisos I a


V do art. 1¼. A dignidade da pessoa humana como
fundamento da sœmula vinculante 11. A cl‡usula da reserva
do poss’vel e a garantida do m’nimo existencial e sua
rela•‹o com a dignidade da pessoa humana (STF, ARE
639.337 AgR).
2.5.! A consagra•‹o do princ’pio da separa•‹o dos poderes pelo
art. 2¼, lembrando que n‹o se trata de uma separa•‹o
absoluta, mas flex’vel, em que os poderes devem cooperar
entre si de forma harm™nica, tendo sido previstos pela CF
mecanismos de freios e contrapesos (checks and balances),
em que cada Poder controla e limita o outro (nas hip—teses
previstas na Constitui•‹o) mas jamais invade sua
compet•ncia ou fere sua independ•ncia e autonomia.
2.6.! O rol dos objetivos fundamentais da RFB estabelecidos nos
incisos I a IV do art. 3¼;
2.7.! O rol dos princ’pios que regem a RFB nas suas rela•›es
internacionais estabelecidos nos incisos I a V do art. 4¼.

Nacionalidade.

1)! Diferen•a entre nacionalidade origin‡ria e derivada. Atentar


que, em regra, a CF adota o critŽrio Òjus soliÓ, mas h‡ exce•›es em
que Ž aplicado a regra do Òjus sanguinisÓ.
2)! CF, art. 12: atentar
a) que n‹o h‡ caso de naturaliza•‹o t‡cita na CF, somente

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expressa;
b) que no inciso I, al’nea ÒcÓ, h‡ duas possibilidades para que o
nascido no estrangeiro de pai brasileiro ou de m‹e brasileira
seja considerado brasileiro nato: i. seja registrado em
reparti•‹o brasileira competente; ii. venha a residir no Brasil e
opte, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela
nacionalidade brasileira (esse œltimo caso Ž chamado de
Ònacionalidade potestativaÓ);
c) que no inciso II, al’nea ÒaÓ, o mero cumprimento dos
requisitos exigidos n‹o garante ao estrangeiro a aquisi•‹o da
nacionalidade brasileira, porque a concess‹o da naturaliza•‹o
ordin‡ria Ž ato discricion‡rioc do Chefe do Poder Executivo;
d) que no inciso II, al’nea ÒbÓ, o interessado possui direito
subjetivo ˆ nacionalidade brasileira caso cumpra os requisitos
exigidos;
e) que no caso previsto no ¤ 1¼, n‹o h‡ atribui•‹o de
nacionalidade aos portugueses Ð eles passam a gozar dos
mesmos direitos do brasileiro naturalizado, sem necessidade de
obter a nacionalidade;
f) que no ‰mbito do Senado e da C‰mara dos Deputados,
apenas seus presidentes necessitam ser brasileiros natos, os
demais parlamentares podem ser brasileiros naturalizados;
g) que no ‰mbito do STF, todos os ministros precisam ser
brasileiros natos, n‹o somente o presidente da Corte;
h) que os portugueses equiparados recebem tratamento de
brasileiro naturalizado, n‹o podendo ocupar cargos privativos
de brasileiro nato;
i) para as demais distin•›es constitucionais, alŽm da apontada
no ¤ 3¼, entre brasileiros natos e naturalizados previstas
constitucionalmente: extradi•‹o (inciso LI do art. 5¼), fun•‹o no
Conselho da Repœblica (inciso VII do art. 89) e direito de
propriedade (art. 222).
3)! CF, art. 13: observar que no ¤ 2¼, n‹o h‡ refer•ncia ˆ Uni‹o,
mas t‹o somente aos demais entes federados (atŽ porque os
s’mbolos da Repœblica Federativa do Brasil j‡ est‹o elencados no ¤
1¼).
Direitos Pol’ticos.

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1)! Diferen•a entre democracia direta, indireta e semidireta.


2)! Diferen•a entre direitos pol’ticos positivos e negativos.
3)! Conceito de sufr‡gio e sua diferen•a para o voto.
4)! Diferen•a entre capacidade eleitoral ativa e passiva.
5)! CF, art. 14: atentar
a) para a diferen•a ente plebiscito e referendo;
b) que o voto obrigat—rio (¤ 1¼, I) n‹o Ž cl‡usula pŽtrea (art.
60, ¤ 4¼);
c) para n‹o confundir o Òdomic’lio eleitoralÓ previsto no ¤ 3¼,
IV, com Òdomic’lio civilÓ; 6
d) que n‹o Ž permitida a candidatura avulsa Ð o candidato Ž
obrigado a filiar-se a partido pol’tico (¤ 3¼, V);
e) que outros casos de inelegibilidade, alŽm dos elencados nos
¤¤4¼ a 7¼, podem ser previstos em lei complementar (¤ 9¼);
f) que os analfabetos podem votar, mas n‹o podem ser votados
(¤ 4¼);
g) que Ž poss’vel o exerc’cio de tr•s ou mais mandatos como
Chefe do Poder Executivo, desde que n‹o sejam consecutivos.
Mesmo a renœncia antes do tŽrmino do segundo mandato
eletivo por reelei•‹o n‹o o torna apto ˆ candidatura para um
terceiro mandato consecutivo (¤ 5¼);
h) que os Vices (Vice-Presidente da Repœblica, Vice-Governador
e Vice-Prefeito) s— poder‹o se reeleger, para o mesmo cargo,
por um œnico per’odo subsequente (¤ 5¼);
i) que os Vices, reeleitos ou n‹o, poder‹o se candidatar ao
cargo do titular na elei•‹o seguinte, mesmo que o tenham
substitu’do no curso do mandato (¤ 5¼);
j) que tambŽm n‹o pode se candidatar a Vice, na elei•‹o
seguinte, aquele que j‡ foi Chefe do Poder Executivo por dois
mandatos consecutivos (¤ 5¼);
k) a veda•‹o ao terceiro mandato consecutivo prevista no ¤ 5¼
abrange tambŽm a elei•‹o prevista no art. 81 da CF;
l) que a desincompatibiliza•‹o prevista no ¤ 6¼ n‹o Ž necess‡ria
para concorrer ˆ reelei•‹o (o dispositivo fala em Òoutros
cargosÓ);
m) que o Vice-Presidente, o Vice-Governador e o Vice-Prefeito

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poder‹o concorrer normalmente a outros cargos, preservando


seus mandatos, desde que nos seis meses anteriores ao pleito
n‹o tenham sucedido ou substitu’do o titular (¤ 6¼);
n) que a inelegibilidade prevista no ¤ 7¼ n‹o se aplica caso o
c™njuge, parente ou afim j‡ possua mandato eletivo;
o) que a lista constitucional de inelegibilidades pode ser
ampliada por meio de Lei Complementar (¤ 9¼);
p) para a divis‹o das inexigibilidades em absoluta e relativa
(por motivos funcionais, por motivos de casamento, parentesco
ou afinidade, bem como por condi•‹o de militar).
Precedentes importantes:
5.1.! ÒA dissolu•‹o da sociedade ou do v’nculo conjugal, no curso
do mandato, n‹o afasta a inelegibilidade prevista no ¤ 7¼, do
artigo 14 da Constitui•‹o FederalÓ1.

6)! CF, art. 15: atentar


a) que a CF n‹o explicita quais s‹o os casos de perda e quais
s‹o os casos de suspens‹o dos direitos pol’ticos, mas a doutrina
faz a distin•‹o;
b) que a cassa•‹o de direitos pol’ticos Ž absolutamente vedada;
c) que a incapacidade civil relativa n‹o importa perda ou
suspens‹o dos direitos pol’ticos (a incapacidade precisa ser
absoluta Ð inciso II);
d) que as decis›es judiciais apontadas nos incisos I e III devem
ter transitado em julgado.
7)! CF, art. 16 Ð princ’pio da anterioridade eleitoral: atentar que o
STF considera tal princ’pio cl‡usula pŽtrea2.

Question‡rio de Revis‹o

A seguir, apresentamos um question‡rio por meio do qual Ž poss’vel


realizar uma revis‹o dos principais pontos da matŽria. Faremos isso
para todos os t—picos do edital, um pouquinho a cada relat—rio!
ƒ poss’vel utilizar o question‡rio de revis‹o de diversas maneiras. O
leitor pode, por exemplo:

1
STF Ð Sœmula Vinculante 18.
2
STF Ð ADI 3.685.

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1.! ler cada pergunta e realizar uma autoexplica•‹o mental da resposta;


2.! ler as perguntas e respostas em sequ•ncia, para realizar uma revis‹o
mais r‡pida;
3.! eleger algumas perguntas para respond•-las de maneira discursiva.

***Question‡rio - somente perguntas***


Princ’pios Fundamentais da RFB
1)! O que Ž forma de Estado? Qual a adotada pelo Brasil?
2)! A assertiva ÒUni‹o, estados-membros, munic’pios, DF e
territ—rios possuem soberania e comp›em a Repœblica
Federativa do BrasilÓ est‡ correta? Justifique.
3)! O que Ž forma de governo? Qual a adotada pelo Brasil?
4)! O que Ž regime pol’tico? Qual o adotado pelo Brasil?
5)! O que significa dizer que o Brasil Ž um ÒEstado de
DireitoÓ?
6)! O que Ž a cl‡usula da reserva do poss’vel? O que Ž a
garantida do m’nimo existencial? Qual a rela•‹o desses
institutos com a dignidade da pessoa humana?
7)! O que significa dizer que Òos poderes s‹o independentes e
harm™nicos entre siÓ?
8)! O que Ž o mecanismo de freios e contrapesos (checks and
balances)?
9)! Quais s‹o as fun•›es t’picas e at’picas de cada um dos
poderes?
10)! A cria•‹o do MERCOSUL est‡ alinhada diretamente ˆ qual
dispositivo constitucional previsto no T’tulo I Ð Dos
Princ’pios Fundamentais?
Nacionalidade
1)! Qual a diferen•a entre nacionalidade e cidadania?
2)! Qual a diferen•a entre nacionalidade origin‡ria e derivada?
3)! Maria nasceu no Brasil, filha de Robert, juiz irland•s que se
encontrava em territ—rio brasileiro a servi•o de seu pa’s, e
de Margaret, brasileira nata, casada com o pai de Maria h‡ 1
ano, com quem morava em Dublin desde o casamento. De
acordo com a Constitui•‹o Federal, qual a nacionalidade de
Maria?

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4)! Joana, brasileira, estava na Argentina ˆ passeio com M‡rio,


chileno, quando seu filho Ernesto nasceu. Logo depois do
nascimento, o casal e o beb• v‹o morar em Belo Horizonte.
De acordo com a Constitui•‹o Federal, qual a nacionalidade
de Ernesto?
5)! Manoel, portugu•s, reside no Brasil h‡ dois anos, de forma
ininterrupta. Com base em tais informa•›es, Ž poss’vel
concluir que Manoel possui direito subjetivo ˆ nacionalidade
brasileira.
6)! Michel, presidente do Brasil, deseja nomear Alexandre,
brasileiro naturalizado e advogado de not—rio saber
jur’dico, para ocupar o cargo de Ministro de Estado da
Justi•a. De acordo com as regras constitucionais sobre a
nacionalidade, Ž poss’vel a nomea•‹o de Alexandre para
ocupar a pasta?
7) Ant™nio, brasileiro nato, precisou adquirir a naturaliza•‹o
belga para permanecer em tal pa’s com o fito de realizar
pesquisa biol—gica de interesse da Sociedade Europeia de
Apiterapia. Nesse caso, Ant™nio mantŽm sua nacionalidade
brasileira?
Direitos Pol’ticos
1)! Qual a diferen•a entre democracia direta, indireta e
semidireta?
2)! O que s‹o direitos pol’ticos positivos? E direitos pol’ticos
negativos?
3)! O que s‹o as capacidades eleitorais ativa e passiva?
4)! Qual a diferen•a entre o plebiscito e o referendo?
5)! ƒ poss’vel o alistamento eleitoral dos portugueses
equiparados?
6)! Os estrangeiros e os conscritos s‹o eleg’veis?
7)! ƒ poss’vel a candidatura avulsa no Brasil?
8)! Os analfabetos podem votar? E serem votados?
9)! Cl‡udia, esposa de Eduardo, deputado federal, deseja se
candidatar ao cargo de vereadora de munic’pio integrante
do territ—rio de jurisdi•‹o do cargo do marido. Nesse caso, o
casal avaliou que, para ser poss’vel a candidatura de

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Cl‡udia, basta que Eduardo se desincompatibilize, nos


termos previstos constitucionalmente. A avalia•‹o est‡
correta?
10)!Quais instrumentos normativos podem estabelecer outras
hip—teses de inelegibilidade relativa?
11)! De acordo com a doutrina, quais casos previstos no art. 15
da CF importam a perda dos direitos pol’ticos? E a
suspens‹o?
12)! Uma lei que altere o processo eleitoral das elei•›es
presidenciais e seja publicada em 5 de dezembro de 2016
produzir‡ efeitos nas elei•›es de 2018?

***Question‡rio: perguntas com respostas***


Princ’pios Fundamentais da RFB
1)! O que Ž forma de Estado? Qual a adotada pelo Brasil?
ƒ a maneira como se d‡ a reparti•‹o territorial do poder pol’tico,
de modo que o Estado pode ser unit‡rio (poder territorialmetne
centralizado) ou federal (poder territoriamalmente
descentralizado).
O Brasil adota a forma federativa de Estado: o poder pol’tico foi
repartido constitucionalmente entre os entes federativos (ou
seja, houve uma descentraliza•‹o pol’tica do poder), de forma a
dotar-lhes de autonomia e a permitir sua coexist•ncia em um
mesmo territ—rio, formando um todo œnico, indissolœvel e distinto
dos entes que o comp›em. Esse todo Ž justamente a Repœblica
Federativa do Brasil.
AlŽm disso, aprofundando um pouco o assunto, Ž importante
lembrar que a forma federativa de Estado Ž cl‡usula pŽtrea
prevista no inciso I, ¤4¼ do art. 60 da CF/88, n‹o sendo poss’vel,
assim, que seja deliberada uma PEC tendente a abolir essa forma
de Estado. Relembremos o teor do dispositivo:
¤ 4¼ - N‹o ser‡ objeto de delibera•‹o a proposta de emenda
tendente a abolir:
I - a forma federativa de Estado;

Por fim, destacamos que a express‹o Òuni‹o indissolœvelÓ (caput


do art. 1¼ da CF) corrobora com a ado•‹o da forma federativa
pelo Brasil, a qual pro’be os entes federativos de se desligarem
do Estado, ou seja, n‹o possuem direito de secess‹o Ð esse Ž o

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chamado Òprinc’pio da indissolubilidade do pacto federativoÓ.


Aprofundando um pouco o assunto, a proibi•‹o ˆ secess‹o dos
entes federativos n‹o impede, entretanto, que haja cria•‹o,
fus‹o, incorpora•‹o, subdivis‹o, desmembramento e outras
mudan•as territoriais de estados-membros e munic’pios, nas
condi•›es expostas nos ¤¤3¼ e 4¼ do art. 18, que prescrevem o
seguinte:
¤ 3¼ Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-
se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, ou
formarem novos Estados ou Territ—rios Federais, mediante
aprova•‹o da popula•‹o diretamente interessada, atravŽs
de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei
complementar.
¤ 4¼ A cria•‹o, a incorpora•‹o, a fus‹o e o
desmembramento de Munic’pios, far-se-‹o por lei
estadual, dentro do per’odo determinado por Lei
Complementar Federal, e depender‹o de consulta prŽvia,
mediante plebiscito, ˆs popula•›es dos Munic’pios
envolvidos, ap—s divulga•‹o dos Estudos de Viabilidade
Municipal, apresentados e publicados na forma da lei.

A partir do teor dos ¤¤ 2¡, 3¼ e 4¼, destacamos que n‹o h‡


previs‹o constitucional para altera•‹o territorial do DF, ao
contr‡rio do previsto para os estados-membros e munic’pios.
2)! A assertiva ÒUni‹o, estados-membros, munic’pios, DF e
territ—rios possuem soberania e comp›em a Repœblica
Federativa do BrasilÓ est‡ correta? Justifique.
N‹o, est‡ duplamente incorreta, uma vez que:
a)! A Repœblica Federativa do Brasil Ž composta por Uni‹o,
estados-membros, Distrito Federal e munic’pios, em raz‹o do
caput do art. 1¡ da CF (j‡ transcrito mais acima), refor•ado pelo
disposto no caput do art. 18 da nossa Carta Maior:
Art. 18. A organiza•‹o pol’tico-administrativa da Repœblica
Federativa do Brasil compreende a Uni‹o, os Estados, o
Distrito Federal e os Munic’pios, todos aut™nomos, nos
termos desta Constitui•‹o.

Os Territ—rios n‹o s‹o entes federativos Ð inclusive perceba que


n‹o est‹o inclu’dos nem no caput do art. 1¡, nem no caput do
art. 18 Ð mas t‹o somente parte integrante da Uni‹o, consoante
¤ 2¡ do art. 18 da CF:
¤ 2¼ - Os Territ—rios Federais integram a Uni‹o, e sua
cria•‹o, transforma•‹o em Estado ou reintegra•‹o ao
Estado de origem ser‹o reguladas em lei complementar.

b)! Os entes federativos n‹o possuem soberania, mas sim

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autonomia. Quem possui soberania Ž somente a Repœblica


Federativa do Brasil!
A soberania Ž caracterizada pela supremacia do Estado sobre os
indiv’duos que formam sua popula•‹o e pela independ•ncia em
rela•‹o aos demais Estados (igualdade, no plano internacional,
entre os Estados). J‡ a autonomia, conferida aos entes federados
pelo caput do art. 18 (Òtodos aut™nomosÓ, conforme transcrito
mais acima) Ž caracterizada pela aus•ncia de subordina•‹o
hier‡rquica entre os entes federativos e pela sua tr’plice
capacidade de autogoverno, auto-organiza•‹o e autolegisla•‹o, e
autoadministra•‹o.
Em resumo, a capacidade de auto-organiza•‹o consiste na
prerrogativa de os entes federados elaborarem suas constitui•›es
(ou leis org‰nicas, no caso do DF e dos munic’pios), j‡ a
capacidade de autolegisla•‹o diz respeito ˆ prerrogativa de os
entes editarem suas pr—prias leis. No exerc’cio da auto-
organiza•‹o e da autolegisla•‹o, os entes devem sempre
observar os princ’pios estabelecidos na Constitui•‹o Federal. A
capacidade de autogoverno consiste na compet•ncia dos entes
de organizar seus poderes Executivo, Legislativo e Judici‡rio, que
atuar‹o de forma aut™noma, vale dizer, sem a inger•ncia de
outro ente federado, respeitadas as disposi•›es constantes da
CF/88, que j‡ imp›e diversas regras sobre a atua•‹o dos
governos locais. Por œltimo, a capacidade de autoadministra•‹o
consiste na prerrogativa de os entes exercerem suas
compet•ncias administrativas, legislativas e tribut‡rias
estabelecidas pela pr—pria CF/88.
Aprofundando um pouco mais esse ponto, importa mencionar
que especificamente a autonomia municipal foi gravada na CF
como princ’pio constitucional sens’vel, que deve ser observada
pelo estado-membro, sob pena de sofrer interven•‹o federal, nos
termos do art. 34, inciso VII, al’nea ÒcÓ, sen‹o vejamos:
Art. 34. A Uni‹o n‹o intervir‡ nos Estados nem no Distrito
Federal, exceto para:
(...)
VII - assegurar a observ‰ncia dos seguintes princ’pios
constitucionais:
(...)
c) autonomia municipal;

3)! O que Ž forma de governo? Qual a adotada pelo Brasil?

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ƒ a maneira como se d‡ a institui•‹o do poder na sociedade, bem


como ocorrer‡ a rela•‹o entre governantes e governados. As
principais formas de governo s‹o repœblica e monarquia.
Na repœblica, forma de governo fundada na igualdade jur’dica
das pessoas, o governante possui mandato eletivo,
representativo, tempor‡rio (h‡ altern‰ncia de poder) e com
responsabilidade.
Na monarquia, o chefe de Estado, como regra, assume seu cargo
de maneira heredit‡ria e por prazo vital’cio.
O Brasil adota a repœblica como forma de governo, em raz‹o do
disposto no caput do art. 1¡ da CF.
Aprofundando um pouco mais esse ponto, o voto peri—dico,
que confere transitoriedade aos mandatos dos governantes na
forma republicana de governo, Ž cl‡usula pŽtrea prevista no art.
60, ¤ 4¼ da CF, conforme se segue:
¤ 4¼ N‹o ser‡ objeto de delibera•‹o a proposta de emenda
tendente a abolir:
(...)
II - o voto direto, secreto, universal e peri—dico;

4)! O que Ž regime pol’tico? Qual o adotado pelo Brasil?


Fala-se em regime pol’tico (ou regime de governo) para se referir
ˆ exist•ncia ou n‹o de participa•‹o do povo na escolha dos
governantes, na elabora•‹o e controle da execu•‹o das pol’ticas
pœblicas e na elabora•‹o das normas a que o Estado e o pr—prio
povo estar‹o sujeitos3.
Assim, na autocracia, n‹o h‡ essa participa•‹o do povo, havendo
a imposi•‹o da vontade do governante ao povo Ð um regime
estruturado de cima para baixo. Por outro lado, na democracia,
h‡ a participa•‹o do povo no governo Ð por isso diz-se que Ž o
Ògoverno do povoÓ.
O Brasil adota a democracia como regime de governo, consoante
o caput do art. 1¡ da CF, refor•ado pelo par‡grafo œnico do
mesmo artigo, ao estabelecer que Òtodo o poder emana do
povoÓ, conforme a seguir:
Par‡grafo œnico. Todo o poder emana do povo, que o
exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente,
nos termos desta Constitui•‹o.

A democracia brasileira Ž classificada como semidireta (ou

3
Paulo, Vicente. 2017, p. 281.

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participativa), j‡ que exerce o poder de modo:


a)! Indireto, por meio dos representantes eleitos;
b)! Direto, por meio de plebiscito, referendo, iniciativa
popular das leis, a•‹o popular.
5)! O que significa dizer que o Brasil Ž um ÒEstado de
DireitoÓ?
O fato de o Estado ser de Direito, em s’ntese, significa que a
atua•‹o dos governantes, das institui•›es estatais e de todas as
pessoas (f’sicas, jur’dicas) est‡ pautada pelos limites impostos
pelas normas jur’dicas (leis em sentido amplo Ð Constitui•‹o,
tratados, leis complementares, leis ordin‡rias, decretos,
portarias, resolu•›es etc.).
O Estado de Direito contrap›e-se ˆ ideia de Estado Absolutista,
em que havia confus‹o entre a Lei e o governante.
Aprofundando um pouco esse ponto, como corol‡rio do
Estado de Direito, temos o princ’pio da legalidade insculpido na
CF, art. 5¼, inciso II:
II - ninguŽm ser‡ obrigado a fazer ou deixar de fazer
alguma coisa sen‹o em virtude de lei;

6)! O que Ž a cl‡usula da reserva do poss’vel? O que Ž a


garantida do m’nimo existencial? Qual a rela•‹o desses
institutos com a dignidade da pessoa humana?
A reserva do poss’vel Ž a teoria que limita a concretiza•‹o de
direitos sociais previstos na Constitui•‹o ˆ possibilidade econ™mica
e or•ament‡ria de sua efetiva realiza•‹o, em raz‹o da escassez
dos recursos pœblicos. Por sua vez, o m’nimo existencial Ž o
conjunto de direitos fundamentais que conferem condi•›es
m’nimas de exist•ncia, sem os quais a dignidade da pessoa
humana restaria afrontada.
O STF entende que n‹o Ž poss’vel a opor a reserva do poss’vel
frente ao m’nimo existencial, sob pena de afronta ˆ dignidade da
pessoa humana4.
7)! O que significa dizer que Òos poderes s‹o independentes e
harm™nicos entre siÓ?
O princ’pio da independ•ncia e harmonia entre os poderes
preceitua que, apesar de separados e independentes, os poderes
devem cooperar entre si de forma harm™nica. Assim, por

4
ARE 639.337 AgR, rel. min. Celso de Mello, j. 23 8 2011, 2» T, DJE de 15 9 2011.

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exemplo, a independ•ncia dos Poderes n‹o impede que o Poder


Judici‡rio analise a legalidade e constitucionalidade dos atos dos
tr•s Poderes, e, em vislumbrando m‡cula no ato impugnado,
afaste sua aplica•‹o5.
ƒ importante lembrar que o Poder estatal Ž uno e indivis’vel. O
art. 2¼ da CF apenas consagra a divis‹o desse Poder Pol’tico nas
tr•s fun•›es estatais classicamente distingu’veis: a fun•‹o
legislativa (ou Poder Legislativo, ou Parlamento), a fun•‹o
executiva (ou fun•‹o administrativa, ou Administra•‹o, ou Poder
Executivo) e a fun•‹o judici‡ria (ou Poder Judici‡rio).
Aprofundando um pouco esse ponto, a separa•‹o dos
poderes Ž de tal import‰ncia para o bom funcionamento do
Estado que foi gravada como cl‡usula pŽtrea na CF, art. 60, ¤4¼,
inciso III:
¤ 4¼ N‹o ser‡ objeto de delibera•‹o a proposta de emenda
tendente a abolir:
(...)
III - a separa•‹o dos Poderes;

8)! O que Ž o mecanismo de freios e contrapesos (checks and


balances)?
ƒ um sistema em que cada Poder controla e limita o outro (nas
hip—teses previstas na Constitui•‹o) mas jamais invade sua
compet•ncia ou fere sua independ•ncia e autonomia. ƒ o que se
chama de Òinterfer•ncia leg’timaÓ de um Poder em outro.
O mecanismo de freios e contrapesos visa justamente a garantir
a harmonia dos poderes ao limitar sua independ•ncia. Assim, a
independ•ncia entre os poderes n‹o Ž absoluta, da’ porque pode-
se dizer que o princ’pio de separa•‹o de Poderes previsto na CF
pode ser caracterizado como flex’vel.
9)! Quais s‹o as fun•›es t’picas e at’picas de cada um dos
poderes?
O Poder Legislativo exerce suas fun•›es t’picas (legislar e
fiscalizar) ao elaborar as normas jur’dicas (processo legislativo) e
ao realizar a fiscaliza•‹o sobre a administra•‹o pœblica de todos
os Poderes (controle externo). Exerce sua fun•‹o at’pica
administrativa, por exemplo, ao executar seu or•amento e
nomear seus servidores. Exerce sua fun•‹o at’pica de
julgamento, por exemplo, quando o Senado julga o presidente da

5
STF, AI 640.272-AgR.

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Repœblica nos crimes de responsabilidade; o Poder Executivo


exerce sua fun•‹o t’pica (fun•‹o administrativa), por exemplo,
ao planejar e executar as pol’ticas pœblicas, bem como ao
desempenhar atividades de interven•‹o e fomento. Exerce sua
fun•‹o at’pica legislativa ao editar medidas provis—rias e sua
fun•‹o at’pica de julgamento ao decidir, sem jurisdi•‹o (sem
definitividade, j‡ que tais decis›es n‹o fazem coisa julgada
material nem formal, podendo, assim, serem apreciadas pelo
Poder Judici‡rio), o contencioso administrativo (lit’gios de
natureza administrativa Ð por exemplo, lit’gios de natureza
tribut‡ria entre os contribuintes e o —rg‹os de administra•‹o
fazend‡ria); por fim, o Poder Judici‡rio exerce sua fun•‹o t’pica
(jurisdicional) quando diz, em definitivo, o Direito nos casos que
lhe s‹o submetidos. Exerce sua fun•‹o at’pica administrativa, por
exemplo, ao executar seu or•amento e nomear seus servidores.
Exerce sua fun•‹o at’pica legislativa ao editar resolu•›es e outras
normas aplic‡veis no ‰mbito de seu Poder. Em s’ntese:

Fun•›es T’picas Fun•›es At’picas

Administrar
Poder (governo + mera Legislar e Julgar
Executivo fun•‹o (sem jurisdi•‹o)
administrativa)

Administrar e
Poder Legislar e
Julgar (com
Legislativo Fiscalizar
jurisdi•‹o)

Poder Julgar (com Administrar e


Judici‡rio jurisdi•‹o) Legislar

10)! A cria•‹o do MERCOSUL est‡ alinhada diretamente ˆ qual


dispositivo constitucional previsto no T’tulo I Ð Dos
Princ’pios Fundamentais?

Est‡ alinhado ao par‡grafo œnico do art. 4¡, que disp›e que


A Repœblica Federativa do Brasil buscar‡ a integra•‹o
econ™mica, pol’tica, social e cultural dos povos da AmŽrica
Latina, visando ˆ forma•‹o de uma comunidade latino-
americana de na•›es.

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Nacionalidade
1)! Qual a diferen•a entre nacionalidade e cidadania?
A cidadania diz respeito ao gozo dos direitos pol’ticos, enquanto
que a nacionalidade diz respeito aos indiv’duos que possuem uma
liga•‹o pessoal com o Estado. Assim, o conceito de nacionalidade Ž
mais amplo que o de cidadania, uma vez que todos que possuem
cidadania brasileira tambŽm possuem nacionalidade brasileira, mas
o contr‡rio n‹o necessariamente Ž verdade.
2)! Qual a diferen•a entre nacionalidade origin‡ria e
derivada?
A nacionalidade origin‡ria Ž involunt‡ria, resultando de um fato
natural (nascimento), sendo atribu’da ao indiv’duo em raz‹o de
critŽrios sangu’neos (Òjus sanguinisÓ), territoriais (Òjus soliÓ) ou
mistos.
Por sua vez, a nacionalidade derivada Ž volunt‡ria, dependendo de
ato praticado depois do nascimento.
3)! Maria nasceu no Brasil, filha de Robert, juiz irland•s que
se encontrava em territ—rio brasileiro a servi•o de seu
pa’s, e de Margaret, brasileira nata, casada com o pai de
Maria h‡ 1 ano, com quem morava em Dublin desde o
casamento. De acordo com a Constitui•‹o Federal, qual a
nacionalidade de Maria?
Ser‡ brasileira nata, porque nasceu em territ—rio nacional e sua
m‹e Ž brasileira, conforme CF, art. 12, I, ÒaÓ:
Art. 12. S‹o brasileiros:
I - natos:
a) os nascidos na Repœblica Federativa do Brasil, ainda que
de pais estrangeiros, desde que estes n‹o estejam a
servi•o de seu pa’s;

Veja que Ž necess‡rio que ambos os pais sejam estrangeiros e


pelo menos um deles esteja a servi•o de seu pa’s para que o
nascido no Brasil n‹o seja considerado brasileiro nato.
4)! Joana, brasileira, estava na Argentina ˆ passeio com
M‡rio, chileno, quando seu filho Ernesto nasceu. Logo
depois do nascimento, o casal e o beb• v‹o morar em Belo
Horizonte. De acordo com a Constitui•‹o Federal, qual a
nacionalidade de Ernesto?
Ser‡ brasileiro nato, mas ap—s atingir a maioridade, a aquisi•‹o

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definitiva de sua nacionalidade depender‡ de sua op•‹o pela


nacionalidade brasileira Ð nesse caso, a maioridade Ž condi•‹o
suspensiva da nacionalidade brasileira atŽ a manifesta•‹o da
op•‹o, conforme CF, art. 12, I ÒcÓ:
Art. 12. S‹o brasileiros:
I - natos:
(...)
c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de m‹e
brasileira, desde que sejam registrados em reparti•‹o
brasileira competente ou venham a residir na Repœblica
Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois
de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira;

Esse caso Ž chamado doutrinariamente de Ònacionalidade


potestativaÓ
5)! Manoel, portugu•s, reside no Brasil h‡ dois anos, de forma
ininterrupta. Com base em tais informa•›es, Ž poss’vel
concluir que Manoel possui direito subjetivo ˆ
nacionalidade brasileira.
Errado: a naturaliza•‹o ordin‡ria, no caso de estrangeiros
origin‡rios de pa’ses de l’ngua portuguesa, depende tambŽm de
idoneidade moral, consoante CF, art. 12, II, ÒaÓ:
Art. 12. S‹o brasileiros:
(...)
II - naturalizados:
a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade
brasileira, exigidas aos origin‡rios de pa’ses de l’ngua
portuguesa apenas resid•ncia por um ano ininterrupto e
idoneidade moral;

AlŽm disso, a concess‹o de naturaliza•‹o, nesse caso, Ž ato


discricion‡rio do Chefe do Poder Executivo.
6)! Michel, presidente do Brasil, deseja nomear Alexandre,
brasileiro naturalizado e advogado de not—rio saber
jur’dico, para ocupar o cargo de Ministro de Estado da
Justi•a. De acordo com as regras constitucionais sobre a
nacionalidade, Ž poss’vel a nomea•‹o de Alexandre para
ocupar a pasta?
Sim, a restri•‹o existe unicamente para o MinistŽrio do Estado
de Defesa, que s— pode ser titularizado por brasileiro nato,
consoante art. 12, ¤ 3¼, inciso VII. Vejamos o rol de cargos

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privativos de brasileiros natos:


¤ 3¼ S‹o privativos de brasileiro nato os cargos:
I - de Presidente e Vice-Presidente da Repœblica;
II - de Presidente da C‰mara dos Deputados;
III - de Presidente do Senado Federal;
IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal;
V - da carreira diplom‡tica;
VI - de oficial das For•as Armadas.
VII - de Ministro de Estado da Defesa

7)! Ant™nio, brasileiro nato, precisou adquirir a naturaliza•‹o


belga para permanecer em tal pa’s com o fito de realizar
pesquisa biol—gica de interesse da Sociedade Europeia de
Apiterapia. Nesse caso, Ant™nio mantŽm sua
nacionalidade brasileira?
Sim, conforme art. 12, ¤ 4¼, II, ÒbÓ:
¤ 4¼ - Ser‡ declarada a perda da nacionalidade do
brasileiro que:
(...)
II - adquirir outra nacionalidade, salvo nos casos:
(...)
b) de imposi•‹o de naturaliza•‹o, pela norma estrangeira,
ao brasileiro residente em estado estrangeiro, como
condi•‹o para perman•ncia em seu territ—rio ou para o
exerc’cio de direitos civis;

Direitos Pol’ticos
1)! Qual a diferen•a entre democracia direta, indireta e
semidireta?
Democracia direta: o povo exerce o poder diretamente, sem
intermedi‡rios ou representantes;
Democracia indireta (ou representativa): o povo elege
representantes que, em seu nome, governam o pa’s;
Democracia semidireta (ou participativa): Ž a forma adotada no
Brasil, em que o povo exerce o poder tanto diretamente, quanto
por meio de representantes (sistema h’brido). Utiliza como
instrumentos, tipicamente, o plebiscito, o referendo e a iniciativa

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popular de leis.
2)! O que s‹o direitos pol’ticos positivos? E direitos pol’ticos
negativos?
Os direitos pol’ticos positivos dizem respeito ˆ participa•‹o ativa
dos indiv’duos na vida pol’tica do Estado, estando relacionados ao
exerc’cio do sufr‡gio.
Por sua vez, os direitos pol’ticos negativos s‹o as normas que
impedem a participa•‹o dos indiv’duos na pol’tica estatal,
limitando o exerc’cio da cidadania, como as inelegibilidades e
hip—teses de perda e suspens‹o dos direitos pol’ticos.
3)! O que s‹o as capacidades eleitorais ativa e passiva?
A capacidade eleitoral ativa representa o direito de alistar-se como
eleitor (alistabilidade) e o direito de votar; por sua vez, a
capacidade eleitoral passiva representa o direito de ser votado e
de se eleger para um cargo pœblico (elegibilidade).
4)! Qual a diferen•a entre o plebiscito e o referendo?
Tanto o plebiscito quanto o referendo s‹o formas de consulta ao
povo sobre matŽria de grande relev‰ncia, porŽm, no plebiscito, a
consulta se d‡ previamente ˆ edi•‹o do ato legislativo ou
administrativo, enquanto que no referendo, a consulta popular
ocorre posteriormente ˆ edi•‹o do ato legislativo ou
administrativo, cabendo ao povo ratifica-lo ou rejeit‡-lo.
5)! ƒ poss’vel o alistamento eleitoral dos portugueses
equiparados?
Sim, j‡ que recebem tratamento equivalente ao de brasileiro
naturalizado.
6)! Os estrangeiros e os conscritos s‹o eleg’veis?
N‹o, porque s‹o inalist‡veis (art. 14, ¤ 2¼), sendo que o
alistamento eleitoral Ž condi•‹o de elegibilidade (art. 14, ¤ 3¼, III).
7)! ƒ poss’vel a candidatura avulsa no Brasil?
N‹o, a filia•‹o partid‡ria Ž condi•‹o de elegibilidade (art. 14, ¤ 3¼,
V).
8)! Os analfabetos podem votar? E serem votados?
Os analfabetos podem votar, de modo facultativo (art. 14, ¤ 1¼, II,
ÒaÓ), mas n‹o podem ser votados (art. 14, ¤ 4¼).
9)! Cl‡udia, esposa de Eduardo, deputado federal, deseja se

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candidatar ao cargo de vereadora de munic’pio integrante


do territ—rio de jurisdi•‹o do cargo do marido. Nesse caso,
o casal avaliou que, para ser poss’vel a candidatura de
Cl‡udia, basta que Eduardo se desincompatibilize, nos
termos previstos constitucionalmente. A avalia•‹o est‡
correta?
N‹o, Cl‡udia poderia se candidatar sem qualquer impedimento ou
necessidade de desincompatibiliza•‹o, uma vez que a
inelegibilidade reflexa s— atinge cargos de Chefe do Poder
Executivo, conforme ¤ 7¼ do art. 14 da CF:
¤ 7¼ S‹o ineleg’veis, no territ—rio de jurisdi•‹o do titular, o
c™njuge e os parentes consangŸ’neos ou afins, atŽ o
segundo grau ou por ado•‹o, do Presidente da Repœblica,
de Governador de Estado ou Territ—rio, do Distrito Federal,
de Prefeito ou de quem os haja substitu’do dentro dos seis
meses anteriores ao pleito, salvo se j‡ titular de mandato
eletivo e candidato ˆ reelei•‹o.

10)! Quais instrumentos normativos podem estabelecer outras


hip—teses de inelegibilidade relativa?
Lei complementar nacional (art. 14, ¤ 9¼) e emenda constitucional.
11)! De acordo com a doutrina, quais casos previstos no art. 15
da CF importam a perda dos direitos pol’ticos? E a
suspens‹o?
Primeiramente, vejamos todos os casos previstos no art. 15:
Art. 15. ƒ vedada a cassa•‹o de direitos pol’ticos, cuja
perda ou suspens‹o s— se dar‡ nos casos de:
I - cancelamento da naturaliza•‹o por senten•a transitada
em julgado;
II - incapacidade civil absoluta;
III - condena•‹o criminal transitada em julgado, enquanto
durarem seus efeitos;
IV - recusa de cumprir obriga•‹o a todos imposta ou
presta•‹o alternativa, nos termos do art. 5¼, VIII;
V - improbidade administrativa, nos termos do art. 37, ¤ 4¼

A doutrina entende que os casos dos incisos I e IV importam a


perda dos direitos pol’ticos, sendo, os demais, casos que resultam
na suspens‹o dos direitos pol’ticos.
12)! Uma lei que altere o processo eleitoral das elei•›es
presidenciais e seja publicada em 5 de dezembro de 2016
produzir‡ efeitos nas elei•›es de 2018?

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Sim, j‡ que, nos termos do art. 16 da CF, tal lei Ž aplic‡vel ˆs


elei•›es que ocorram ap—s um ano de sua vig•ncia:
Art. 16. A lei que alterar o processo eleitoral entrar‡ em
vigor na data de sua publica•‹o, n‹o se aplicando ˆ elei•‹o
que ocorra atŽ um ano da data de sua vig•ncia.

...
Grande abra•o e bons estudos!

ÒA satisfa•‹o reside no esfor•o, n‹o no resultado


obtido. O esfor•o total Ž a plena vit—ria.Ó
(Mahatma Gandhi)

Tœlio Lages

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ANEXO I Ð LISTA DE QUESTÍES

1. (AOCP/2010/BADESUL/Advogado) S‹o fundamentos da


Repœblica Federativa do Brasil:
a) A soberania, a defesa da paz, a cidadania, o pluralismo pol’tico e a
garantia do desenvolvimento nacional.
b) A igualdade entre os Estados, a solu•‹o pac’fica dos conflitos, a
dignidade da pessoa humana e a soberania.
c) O repœdio ao terrorismo e ao racismo, a n‹o interven•‹o, a
cidadania, a soberania e a dignidade da pessoa humana.
d) A soberania, a cidadania, os valores sociais do trabalho e da livre
iniciativa, a dignidade da pessoa humana e o pluralismo pol’tico.
e) A soberania, a independ•ncia nacional, o pluralismo pol’tico, a
dignidade da pessoa humana e a defesa da paz.
2. (AOCP/2012/BRDE/Analista de Projetos - Jur’dico) S‹o
fundamentos da Repœblica Federativa do Brasil:
a) pluralismo pol’tico e autodetermina•‹o dos povos.
b) n‹o-interven•‹o e soberania.
c) cidadania e dignidade da pessoa humana.
d) igualdade entre os Estados e defesa da paz.
e) valores sociais do trabalho e desenvolvimento nacional.
3. (AOCP/2017/CM Maring‡/Advogado) Referente ˆ nacionalidade,
considere os cargos a seguir:
1. Presidente e Vice-Presidente da Repœblica.
2. Ministro do Superior Tribunal de Justi•a.
3. Ministro do Supremo Tribunal Federal.
4. Ministro da Justi•a.
5. Ministro de Estado da Defesa.
6. Oficial das For•as Armadas.

Considerando os cargos mencionados, assinale a alternativa que


apresenta apenas cargos privativos destinados a brasileiros natos.

a) Op•›es 1, 2, 3 e 4.
b) Op•›es 2, 3, 5 e 6.

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c) Op•›es 1, 3, 5 e 6.
d) Op•›es 2, 3, 4 e 5.
e) Todas as op•›es.
4. (AOCP/2016/CM Rio Sul/TŽcnico Legislativo) Considerando o
que disp›e a Constitui•‹o Federal, acerca da Nacionalidade,
assinale a alternativa correta.
a) S‹o brasileiros naturalizados os nascidos na Repœblica Federativa do
Brasil, de pais estrangeiros, desde que estes n‹o estejam a servi•o de
seu pa’s.
b) S‹o brasileiros naturalizados os nascidos no estrangeiro, de pai
brasileiro ou m‹e brasileira, desde que qualquer um deles esteja a
servi•o da Repœblica Federativa do Brasil.
c) S‹o brasileiros naturalizados os nascidos no estrangeiro de pai
brasileiro ou de m‹e brasileira, desde que sejam registrados em
reparti•‹o brasileira competente ou venham a residir na Repœblica
Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a
maioridade, pela nacionalidade brasileira.
d) S‹o brasileiros naturalizados os estrangeiros de qualquer
nacionalidade, residentes na Repœblica Federativa do Brasil h‡ mais de
quinze anos ininterruptos e sem condena•‹o penal, desde que
requeiram a nacionalidade brasileira.
e) S‹o brasileiros naturalizados os estrangeiros, origin‡rios de pa’ses
de L’ngua Portuguesa, com resid•ncia no Brasil h‡ mais de seis meses
ininterruptos e que tenham idoneidade moral.
5. (AOCP/2015/TRE-AC/TJAA) Em rela•‹o aos direitos pol’ticos
do militar, assinale a alternativa INCORRETA,
a) O militar alist‡vel Ž eleg’vel, n‹o sendo necess‡ria a filia•‹o
partid‡ria para a disputa.
b) O militar eleito dever‡ ser afastado da atividade, se contar com mais
de 10 anos de servi•o, ou passar‡ para a inatividade, caso conte com
menos de 10 anos de servi•o.
c) Os conscritos s‹o ineleg’veis.
d) Para concorrer a cargo eletivo, Ž necess‡rio que o militar tenha sido
escolhido previamente em conven•‹o partid‡ria.
e) O militar detentor de cargo eletivo, caso queira se candidatar em
outro pleito, dever‡ efetivar a sua filia•‹o partid‡ria com um ano de
anteced•ncia em rela•‹o ˆ data da disputa.
6. (AOCP/2015/TRE-AC/TJAA) NÌO constitui condi•‹o de
elegibilidade prevista na constitui•‹o

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a) a quita•‹o eleitoral
b) o pleno gozo dos direitos pol’ticos.
c) a filia•‹o partid‡ria.
d) a nacionalidade brasileira, nativa ou naturalizada.
e) a idade m’nima para o cargo em disputa.
7. (FCC/2016/TRT 14»/TŽcnico Judici‡rio/çrea Administrativa)
Considere:
I. A soberania.
II. Construir uma sociedade livre, justa e igualit‡ria.
III. Independ•ncia nacional.
IV. Defesa da paz.
As rela•›es internacionais da Repœblica Federativa do Brasil s‹o regidas
pelos princ’pios constantes em
(A) I, II, III e IV.
(B) I, III e IV, apenas.
(C) I e II, apenas.
(D) III e IV, apenas.
(E) II, III e IV, apenas.
8. (FCC/2015/TRT 9»/ TŽcnico Judici‡rio/çrea Administrativa)
ƒ fundamento da Repœblica Federativa do Brasil, disposto de forma
expressa na Constitui•‹o Federal,
(A) o pluralismo pol’tico.
(B) a erradica•‹o da pobreza.
(C) a constru•‹o de uma sociedade igualit‡ria.
(D) a igualdade entre os povos.
(E) a coopera•‹o entre governantes
9. (FCC/2017/TRE SP/TŽcnico Judici‡rio/çrea Administrativa)
Nos termos da Constitui•‹o Federal, o filho de pai brasileiro e m‹e
estrangeira, nascido no exterior, ser‡
(A) estrangeiro, em qualquer hip—tese.
(B) brasileiro naturalizado, desde que resida no Brasil por dez anos
ininterruptos, sem condena•‹o penal, e requeira a nacionalidade
brasileira.
(C) brasileiro nato, se, quando de seu nascimento, o pai estiver a
servi•o da Repœblica Federativa do Brasil.

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(D) brasileiro nato, desde que, quando de seu nascimento, a m‹e n‹o
esteja a servi•o de seu pa’s de origem.
(E) brasileiro naturalizado, desde que registrado em reparti•‹o
brasileira competente ou venha a residir no Brasil e opte, a qualquer
tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira.
10. (FCC/2016/TRT 14»/TŽcnico Judici‡rio/çrea
Administrativa) As irm‹s Catarina e Gabriela s‹o brasileiras
naturalizadas. Ambas possuem carreira jur’dica brilhante, destacando-
se profissionalmente. Catarina almeja ocupar o cargo de Ministra do
Supremo Tribunal Federal e Gabriela almeja ocupar o cargo de Ministra
do Tribunal Superior do Trabalho. Neste caso, com rela•‹o ao requisito
nacionalidade,

(A) nenhuma das irm‹s poder‡ alcan•ar o cargo almejado.


(B) ambas as irm‹s poder‹o alcan•ar o cargo almejado,
independentemente de qualquer outra exig•ncia legal.
(C) apenas Gabriela poder‡ alcan•ar o cargo almejado.
(D) apenas Catarina poder‡ alcan•ar o cargo almejado.
(E) ambas as irm‹s s— poder‹o alcan•ar o cargo almejado se tiverem
mais de quinze anos de naturaliza•‹o.
11. (FCC/2017/TRE SP/TŽcnico Judici‡rio/çrea Administrativa)
Brasileiro naturalizado, com 25 anos de idade, pela segunda vez
consecutiva no exerc’cio do mandato de Vereador, filho do Governador
do Estado em que possui domic’lio eleitoral, poder‡, ˆ luz da
Constitui•‹o Federal, candidatar-se, na esfera
(A) municipal, ˆ reelei•‹o para Vereador, apenas, sem precisar para
tanto renunciar ao respectivo mandato.
(B) municipal, a Prefeito, apenas, desde que renuncie ao respectivo
mandato atŽ seis meses antes do pleito.
(C) municipal, ˆ reelei•‹o para Vereador ou a Prefeito, devendo, neste
œltimo caso, renunciar ao respectivo mandato atŽ seis meses antes do
pleito.
(D) estadual, a Deputado Estadual, mas n‹o a Governador do Estado,
estando ainda impossibilitado de concorrer a mandatos na esfera
municipal.
(E) estadual, a Governador do Estado, mas n‹o a Deputado Estadual,
estando ainda impossibilitado de concorrer a mandatos na esfera
municipal.
12.(FCC/2015/TRT 9»/TŽcnico Judici‡rio/çrea Administrativa)

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Considere:
I. Voto direto e secreto.
II. Plebiscito.
III. Referendo.
IV. Audi•ncia pœblica.
V. Iniciativa popular.
A soberania popular, segundo a Constitui•‹o Federal, ser‡ exercida nos
casos dos itens
(A) I, II, III, IV e V.
(B) I, II, III e V, apenas.
(C) I, II, IV e V, apenas.
(D) III, IV e V, apenas.
(E) II, III e IV, apenas.

GABARITO QUESTÍES OBJETIVAS

1.D 2. C 3. C

4. D 5.B(E) 6.A

7.D 8.A 9.C

10.C 11.A 12.B

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Refer•ncias Bibliogr‡ficas

ALEXANDRINO, Marcelo. DIAS, Frederico. PAULO, Vicente. Aulas de


direito constitucional para concursos. 2. ed. Rio de Janeiro: Forense;
S‹o Paulo: MƒTODO, 2013.
ALVES, Erick. Direito Administrativo p/ AFRFB Ð 2017. EstratŽgia
Concursos.
BRASIL. Supremo Tribunal Federal (STF). A Constitui•‹o e o Supremo.
5. ed. Bras’lia: STF, Secretaria de Documenta•‹o, 2016.
CARVALHO FILHO, JosŽ dos Santos. Manual de Direito Administrativo.
30. ed. S‹o Paulo: Atlas, 2016.
DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. 29. ed. Rio de
Janeiro: Forense, 2016.
FURTADO, Lucas Rocha. Curso de direito administrativo. 5. ed. Belo
Horizonte: F—rum, 2016.
JUSTEN FILHO, Mar•al. Curso de direito administrativo. 10. ed. S‹o
Paulo: Revista dos Tribunais, 2014.
LIMA, Gustavo Augusto F. de. Ag•ncias reguladoras e o poder
normativo. 1. ed. S‹o Paulo: Baraœna, 2013.
LENZA, Pedro. Direito Constitucional Esquematizado. 20. ed. S‹o Paulo:
Saraiva, 2016.
MEIRELLES, Hely Lopes. Direito administrativo brasileiro. 40. ed. S‹o
Paulo: Malheiros, 2014.

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