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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

CENTRO DE TECNOLOGIA
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QUÍMICA
CURSO DE ENGENHARIA DE ALIMENTOS

HEULYSON ARRUDA ALMINO

RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO


A ENGENHARIA DE ALIMENTOS E O SISTEMA CONFEA / CREA

Orientadora: Profª Drª Márcia Regina da Silva Pedrini


Supervisor: Carlos Roberto Noronha e Souza - Superintendente do CREA/RN

NATAL/RN
2017
HEULYSON ARRUDA ALMINO

RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO


A ENGENHARIA DE ALIMENTOS E O SISTEMA CONFEA / CREA

Relatório de estágio apresentado a


Universidade Federal do Rio Grande do
Norte, como requisito para aprovação da
disciplina Estágio Supervisionado em
Engenharia de Alimentos (ALI0999), para
obtenção do título de Bacharel em
Engenharia de Alimentos.

Orientadora: Profª Drª Márcia Regina da


Silva Pedrini

NATAL/RN
2017
AGRADECIMENTOS

Primeiro meu agradecimento é a Deus, sem ele nada disso seria possível, graças a sua imensa
misericórdia e amor. Por ter me guiado sempre por todas as veredas da vida.
Aos meus pais e minha irmã por sempre me apoiarem e incentivarem nas horas mais difíceis.
Por todo o amor dedicado. Por toda a educação, conselhos e valores partilhados.
A minha noiva, Romanniny Hévillyn, por me amparar, incentivar, ajudar, compreender, por
se fazer sempre presente e companheira com um lindo sorriso no rosto, leve e reconfortante, que me
passava a paz e a tranquilidade necessária para seguir.
À minha orientadora, Prof.ª Dr.ª Márcia Regina da Silva Pedrini, a quem devo agradecer pelo
apoio е confiança, não só para realização deste trabalho, como durante toda a graduação. Minha
gratidão por todos os ensinamentos que me foram passados e que foram fundamentais para meu
crescimento profissional.
Ao meu supervisor, Engenheiro Eletricista, Superintendente de Integração do Sistema do
CREA/RN, Carlos Roberto Noronha e Souza, minha gratidão por sempre se dispor, pela sua
compreensão, sensibilidade e apoio para a realização deste trabalho.
A todos que direta ou indiretamente fizeram parte da minha formação, о meu muito obrigado.
RESUMO

Apresenta o resultado do estágio supervisionado obrigatório realizado no CREA/RN, perfazendo a


duração de 165 horas, que proporcionou ao discente colocar em prática todo o conhecimento e as
habilidades adquiridas durante a vida acadêmica. Concebe a função do conselho e suas implicações
no processo de fiscalização do exercício profissional do Engenheiro de Alimentos, compreendendo
os procedimentos e os parâmetros aplicados ao universo desses profissionais. Aborda aspectos
práticos e legais da atividade com base nas legislações em vigor. Assim como, percebe quais as
competências, regulamentações, áreas de atuação, atividades e atribuições do profissional Engenheiro
de Alimentos. Aponta a abrangência e os limites do exercício da profissão desse engenheiro.
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ....................................................................................................................................... 6

2. EMPRESA................................................................................................................................................ 7

2.1. Estrutura organizacional do CREA/RN ........................................................................................ 8

2.1.1. Estrutura Básica ......................................................................................................................... 9

2.1.2. Estrutura de Suporte ................................................................................................................ 10

2.1.3. Estrutura Auxiliar .................................................................................................................... 11

3. ATIVIDADES REALIZADAS ............................................................................................................. 11

3.1. Exercício da profissão de Engenharia de Alimentos .................................................................. 11

3.2. A atuação do CREA/RN no exercício da profissão de Engenharia de Alimentos ................... 16

3.3. Panorama atual da Engenharia de Alimentos no RN ................................................................ 19

4. IDENTIFICAÇÃO DOS CONTEÚDOS ESTUDADOS ................................................................... 22

5. AVALIAÇÃO DO RETORNO DO ESTÁGIO .................................................................................. 23

6. CONTRIBUIÇÕES PARA A EMPRESA ........................................................................................... 24

7. CONSIDERAÇÕES GERAIS .............................................................................................................. 25

8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................................ 26


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1. INTRODUÇÃO
O estágio supervisionado obrigatório constitui-se em uma atividade que proporciona ao aluno
colocar em prática todo o conhecimento e as habilidades adquiridas durante a vida acadêmica. Essa
etapa possibilita a vivência com situações reais na área de formação, que levam a um grande
desenvolvimento não só profissional como também pessoal e sociocultural. Assim, com objetivos
que vão de aprimorar hábitos e atitudes profissionais, a ser instrumento de integração entre
universidade, empresas e a comunidade, vemos que o estágio vai muito além de um simples
cumprimento de exigências acadêmicas (MAIA, 2015).
Este presente relatório tem por objetivo descrever as atividades desenvolvidas no estágio
supervisionado do curso de Engenharia de Alimentos, da Universidade Federal do Rio Grande do
Norte – UFRN, durante o período de 165 horas, no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia
do RN – CREA/RN.
Com o propósito de conceber a função do CREA/RN e suas implicações no processo de
fiscalização do exercício profissional do Engenheiro de Alimentos, compreendendo os procedimentos
e os parâmetros aplicados ao universo desses profissionais. Abordando aspectos práticos e legais da
atividade com base nas legislações em vigor.
Depreendendo em torno da função institucional do sistema CONFEA/CREA, quanto ao papel
e a responsabilidade de cada um na regulamentação e fiscalização do exercício da atividade
profissional, dentre as profissões de engenheiros, agrônomos, geólogos, geógrafos e meteorologistas,
onde está inserido o Engenheiro de Alimentos.
Assim como a necessidade de aprofundar-se no conhecimento sobre a atuação desses
profissionais, contribuindo para a discussão acadêmica, ainda incipiente a respeito do seu campo
profissional. Percebendo quais as suas competências, regulamentações, áreas de atuação, atividades
e atribuições. Apontando a abrangência e os limites do exercício da profissão desse engenheiro.
Pois, o não conhecimento por parte de alguns profissionais e por grande parte dos estudantes
pode vir a refletir em grandes percas para a categoria. Tendo em vista que o Conselho é formado por
profissionais da área, logo, quanto mais engajamento e conhecimento sendo trocado, mais vantagens
e direitos serão conquistados. Esse não conhecimento pode ocasionar em desvalorização da categoria,
perda de cargos que somente aquele profissional poderia estar ocupando, divergência de atividades,
assim refletindo em uma má prestação de serviço para toda a sociedade (GONDIM; ADALBERTO,
2015).
Portanto um trabalho de relevante importância teórica para profissionais e estudantes da
Engenharia de Alimentos contribuindo para entender e compreender o contexto da profissão dentro
do sistema CONFEA/CREA.
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2. EMPRESA
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do RN foi criado em 10 de julho 1969,
através da Resolução nº 179/69 do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, que até então era
uma inspetoria do estado da Paraíba, perfazendo 48 anos de fundação. Tem sua sede e foro em Natal,
situado na Av. Senador Salgado Filho, 1840, Lagoa Nova, e está distribuído no Rio Grande do Norte
em 05 (cinco) Inspetorias Regionais: Assú, Caicó, Macau, Mossoró e Pau dos Ferros, sendo
construída mais uma IR em Currais Novos e uma nova sede em Caicó. Atualmente com 89
funcionários, sendo 11 (onze) Profissionais de Fiscalização (PFI), profissionais do sistema, os quais:
02 (dois) Engenheiros Civis, 01 (um) Engenheiro Civil e de Segurança do Trabalho, 01 (um)
Engenheiro de Produção e de Segurança do Trabalho, 01 (um) Técnico em Mecânica, 01 (um)
Técnico em Agropecuária, 01 (um) Técnico em Geologia / Mineração, 01 (um) Técnico em Desenho
da Construção Civil, 01 (um) Técnico em Estradas e 02 (dois) Técnicos em Edificações.

Figura 1- vista da fachada e lateral do CREA/RN.

CREA/RN é entidade autárquica de fiscalização do exercício e das atividades profissionais,


dotada de personalidade jurídica de direito público, constituindo serviço público federal, vinculada
ao Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, com sede e foro na cidade de Natal/RN e jurisdição
no Estado do Rio Grande do Norte instituída na forma estabelecida pelo Decreto Federal nº 23.569,
de 11 de dezembro de 1933, e mantida pela Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966, para exercer
papel institucional de primeira e segunda instâncias no âmbito de sua jurisdição.
Atividades profissionais essas da Engenharia, Geógrafos (bacharéis), Geólogos,
Meteorologistas, Tecnólogos dessas modalidades, Técnicos Industriais e Agrícolas e suas
especializações, em seus níveis médio e superior, no território de sua jurisdição. Com a função de
verificar, controlar, orientar e fiscalizar o exercício dessas profissões com a missão de defender a
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sociedade da prática ilegal das atividades abrangidas pelo Sistema, aplicando as Resoluções e
Decisões Normativas emanadas pelo Conselho Federal.
O CONFEA é a instância superior da fiscalização do exercício profissional da Engenharia e
da Agronomia, instituída pelo Decreto nº 23.569, de 11 de dezembro de 1933, com 83 anos de
existência, atualmente regida pela Lei 5.194/66, com sede em Brasília e 27 Conselhos Regionais
instalados nas capitais, dentre os quais o CREA/RN (Figura 2). Que tem a competência para
normatizar, orientar e disciplinar o exercício e as atividades das profissões ligadas ao sistema em todo
o território nacional.

CONFEA

CREA/AC CREA/BA CREA/MG CREA/RN

Figura 2 - estrutura organizacional do Sistema CONFEA/CREA

2.1. Estrutura organizacional do CREA/RN


Para o desenvolvimento de suas ações, o CREA/RN é organizado, administrativamente, em
estrutura básica, estrutura de suporte e estrutura auxiliar. Conforme o organograma estabelecido no
Ato Normativo nº 66/2015 (Figura 3) e o Regimento do Conselho, homologada pela Decisão PL nº
2611/2012 do CONFEA.
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Figura 3 - Estrutura organizacional do CREA/RN.

2.1.1. Estrutura Básica


A estrutura básica é responsável pela criação de condições para o desempenho integrado e
sistemático das finalidades do Conselho Regional, sendo composta por órgãos de caráter decisório
ou executivo, compreendendo:
 Plenário;
 Câmaras Especializadas;
 Presidência;
 Diretoria;
 Inspetoria.
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O Plenário é o órgão colegiado decisório da estrutura básica que tem por finalidade decidir os
assuntos relacionados às competências do Conselho Regional, constituindo a segunda instância de
julgamento no âmbito de sua jurisdição, ressalvado o caso de foro privilegiado. É constituído por um
presidente e por conselheiros regionais, brasileiros, diplomados nas áreas profissionais do Sistema,
representantes das instituições de ensino superior e representantes das entidades de classe de nível
superior e médio registradas no CREA/RN.
As Câmaras Especializadas é o órgão decisório da estrutura básica do CREA/RN que tem por
finalidade apreciar e decidir os assuntos relacionados à fiscalização do exercício profissional, e
sugerir medidas para o aperfeiçoamento das atividades do Conselho Regional, constituindo a primeira
instância de julgamento no âmbito de sua jurisdição, ressalvado o caso de foro privilegiado.
A Presidência é o órgão executivo máximo da estrutura básica que tem por finalidade dirigir
o CREA/RN e cumprir e fazer cumprir as decisões do Plenário.
A Diretoria é o órgão executivo da estrutura básica do CREA/RN que tem por finalidade
auxiliar a Presidência no desempenho de suas funções e decidir sobre questões administrativas.
A inspetoria é o órgão executivo que representa o CREA/RN no município ou na região onde
for instituída e tem por finalidade fiscalizar o exercício das profissões abrangidas pelo Sistema
CONFEA/CREA.

2.1.2. Estrutura de Suporte


A estrutura de suporte é responsável pelo apoio aos órgãos da estrutura básica, nos limites de
sua competência específica, sendo composta por órgãos de caráter permanente, especial ou
temporário compreendendo:
 Comissão Permanente;
 Comissão Especial;
 Grupo de Trabalho;
 Órgãos Consultivos.
A Comissão Permanente é o órgão deliberativo da estrutura de suporte que tem por finalidade
auxiliar o Plenário do CREA/RN no desenvolvimento de atividades contínuas relacionadas a um tema
específico de caráter legal, técnico ou administrativo. São instituídas as seguintes comissões
permanentes: Comissão de Ética Profissional, Comissão de Orçamento e Tomada de Contas,
Comissão de Renovação do Terço, Comissão de Educação e Atribuição Profissional, Comissão do
CREA/Jr, Comissão de Meio Ambiente e Comissão Permanente de Licitação.
A Comissão Especial é o órgão que tem por finalidade auxiliar os órgãos da estrutura básica
no desenvolvimento de atividades de caráter temporário relacionadas a um tema específico de caráter
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legal, técnico ou administrativo. São instituídas pelo Plenário do Conselho Regional quando
necessário, as seguintes comissões: Comissão do Mérito, Comissão Eleitoral Regional e Comissão
de Sindicância e de Inquérito.
O Grupo de Trabalho é órgão de caráter temporário que tem por finalidade subsidiar os órgãos
da estrutura básica e da estrutura de suporte por intermédio do estudo de tema específico, objetivando
fixar entendimentos e apresentar propostas.
O Órgão Consultivo, que também compõe a estrutura de suporte, tem por finalidade auxiliar
o Plenário ou a Presidência em discussão de temas, no desenvolvimento de atividades ou na
implantação de estratégias do Conselho.

2.1.3. Estrutura Auxiliar


A Estrutura Auxiliar do CREA/RN é responsável pelos serviços administrativos, financeiros,
jurídicos e técnicos e tem por finalidade prover apoio para o funcionamento da estrutura básica e da
estrutura de suporte, para a fiscalização do exercício profissional e para a gestão do Conselho
Regional.

3. ATIVIDADES REALIZADAS
Durante o estágio supervisionado no CREA/RN, percebeu-se como se aplicam as leis e
normas na indústria de alimentos e na atividade profissional do Engenheiro de Alimentos,
identificando quais as suas competências, regulamentações, áreas de atuação, atividades e atribuições.
Assinalando a abrangência e os limites do exercício da profissão desse engenheiro. Além de como o
ele está inserido dentro do sistema CONFEA/CREA.
Bem como a forma de atuação do Conselho Regional em suas ações fiscalizatórias, sob os
diversos aspectos envolvidos de como é desenvolvida para promover a valorização profissional e
garantir a primazia dos exercícios das atividades profissionais.

3.1. Exercício da profissão de Engenharia de Alimentos


A Engenharia de Alimentos é regulamentada pela Lei 5.194/66, assim como de todos os
profissionais engenheiros, a qual dispõe em seu Art. 2º que o exercício, no País, da profissão de
Engenheiro, Arquiteto ou Engenheiro-Agrônomo, observadas as condições de capacidade e demais
exigências legais, é assegurado:
a) Aos que possuam, devidamente registrado, diploma de faculdade ou escola superior
de Engenharia, Arquitetura ou Agronomia, oficiais ou reconhecidas, existentes no
País;
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b) Aos que possuam, devidamente revalidado e registrado no País, diploma de


faculdade ou escola estrangeira de ensino superior de Engenharia, Arquitetura ou
Agronomia, bem como os que tenham esse exercício amparado por convênios
internacionais de intercâmbio;
c) Aos estrangeiros contratados que, a critério dos Conselhos Federal e Regionais de
Engenharia, Arquitetura e Agronomia, considerados a escassez de profissionais de
determinada especialidade e o interesse nacional, tenham seus títulos registrados
temporariamente.
Do mesmo modo em seu Art. 6º, ela caracteriza o exercício ilegalmente da profissão de
Engenheiro, Arquiteto ou Engenheiro-Agrônomo:
a) A pessoa física ou jurídica que realizar atos ou prestar serviços, públicos ou
privados, reservados aos profissionais de que trata esta Lei e que não possua registro
nos Conselhos Regionais;
b) O profissional que se incumbir de atividades estranhas às atribuições discriminadas
em seu registro;
c) O profissional que emprestar seu nome a pessoas, firmas, organizações ou empresas
executoras de obras e serviços sem sua real participação nos trabalhos delas;
d) O profissional que, suspenso de seu exercício, continue em atividade;
e) A firma, organização ou sociedade que, na qualidade de pessoa jurídica, exercer
atribuições reservadas aos profissionais da Engenharia, da Arquitetura e da
Agronomia, com infringência do disposto no parágrafo único do Art. 8º desta Lei.
Segundo a Coordenadoria de Câmaras Especializadas de Engenharia na Modalidade Química
do CONFEA, a qual o Engenheiro de Alimentos está inserido, os principais campos de atuação desse
profissional na indústria são:
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Projetos

Operação e
Processos
superviisão

Áreas

Qualidade
Gestão
e produção

Figura 4 - campos de atuação do Engenheiro de Alimentos.

Na referida Lei 5.194/66 estão caracterizadas as atividades e atribuições profissionais de


Engenharia, de Arquitetura e do Engenheiro-Agrônomo, que consistem em:
a) Desempenho de cargos, funções e comissões em entidades estatais, paraestatais,
autárquicas e de economia mista e privada;
b) Planejamento ou projeto, em geral, de regiões, zonas, cidades, obras, estruturas,
transportes, explorações de recursos naturais e desenvolvimento da produção
industrial e agropecuária;
c) Estudos, projetos, análises, avaliações, vistorias, perícias, pareceres e divulgação
técnica;
d) Ensino, pesquisa, experimentação e ensaios;
e) Fiscalização de obras e serviços técnicos;
f) Direção de obras e serviços técnicos;
g) Execução de obras e serviços técnicos;
h) Produção técnica especializada, industrial ou agropecuária.
Na Resolução nº 1.073/16 do CONFEA, que regulamenta a atribuição de títulos, atividades,
competências e campos de atuação profissionais aos profissionais registrados no Sistema
CONFEA/CREA para efeito de fiscalização do exercício profissional no âmbito da Engenharia e da
Agronomia. Para o Engenheiro de Alimentos, ficam designadas as seguintes atividades:
 Gestão, Supervisão, coordenação e orientação técnica;
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 Coleta de dados, estudo, planejamento, anteprojeto, projeto, detalhamento,


dimensionamento e especificação;
 Estudo de viabilidade técnico-econômica e ambiental;
 Assistência, assessoria, consultoria;
 Direção de obra ou serviço técnico;
 Vistoria, perícia, inspeção, avaliação, monitoramento, laudo, parecer técnico,
auditoria, arbitragem;
 Desempenho de cargo ou função técnica;
 Treinamento, ensino, pesquisa, desenvolvimento, análise, experimentação,
ensaio, divulgação técnica, extensão;
 Elaboração de orçamento;
 Padronização, mensuração, controle de qualidade;
 Execução de obra ou serviço técnico;
 Fiscalização de obra ou serviço técnico;
 Produção técnica e especializada;
 Condução de serviço técnico;
 Condução de equipe de produção, fabricação, instalação, montagem, operação,
reforma, restauração, reparo ou manutenção;
 Execução de produção, fabricação, instalação, montagem, operação, reforma,
restauração, reparo ou manutenção;
 Operação, manutenção de equipamento ou instalação;
 Execução de desenho técnico.
Sendo de competências do Engenheiro de Alimentos referente à indústria de alimentos,
segundo a Resolução nº 218/73 em seu Art. 19: acondicionamento, preservação, distribuição,
transporte e abastecimento de produtos alimentares, seus serviços afins e correlatos.
Essa mesma Resolução, em seu Art. 25, prevê que: “nenhum profissional poderá desempenhar
atividades além daquelas que lhe competem, pelas características de seu currículo escolar,
consideradas em cada caso, apenas, as disciplinas que contribuem para a graduação profissional, salvo
outras que lhe sejam acrescidas em curso de pós-graduação, na mesma modalidade.”.
De acordo com a Câmara Especializada de Engenharia Química – CEEQ – do CREA/RN, na
Cartilha de Procedimentos, descreve as atividades do profissional Engenheiro de Alimentos:
1) Abate de aves e outros pequenos animais e preparação de produtos cárneos;
2) Preparação de carne, banha e produtos de salsicharia não associadas ao abate;
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3) Preparação e preservação do pescado e fabricação de conservas, peixes, crustáceos


e moluscos;
4) Processamento, preservação e produção de conservas de frutas;
5) Processamento, preservação e produção de conservas de legumes e outros vegetais;
6) Produção de sucos de frutas e de legumes;
7) Produção de óleos vegetais em bruto;
8) Refino de óleos vegetais;
9) Preparação de margarina e outras gorduras vegetais e de óleos de origem animal
não comestíveis;
10) Preparação de leite;
11) Fabricação de produtos de laticínios;
12) Fabricação de sorvetes;
13) Moagem de trigo e fabricação de derivados;
14) Fabricação de farinha de mandioca e derivados;
15) Fabricação de fubá e farinha de milho;
16) Fabricação de amidos e fécula de vegetais e fabricação de óleos de milho;
17) Fabricação de rações balanceadas para animais;
18) Beneficiamento, moagem e preparação de outros alimentos de origem vegetal;
19) Usinas de açúcar;
20) Refino e moagem de açúcar;
21) Torrefação e moagem de café;
22) Fabricação de café solúvel;
23) Fabricação de produtos de padaria, confeitaria e pastelaria;
24) Fabricação de biscoitos e bolachas;
25) Produção de derivados de cacau e elaboração de chocolates, balas e gomas de
mascar;
26) Fabricação de massas alimentícias;
27) Preparação de especiarias, molhos, temperos e condimentos;
28) Preparação de produtos dietéticos, alimentos para crianças e outros alimentos
conservados;
29) Fabricação de outros produtos alimentícios;
30) Fabricação, retificação, homogeneização e mistura de aguardentes e outras bebidas
destiladas;
31) Fabricação de vinho;
32) Fabricação de malte, cervejas e chopp;
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33) Engarrafamento e gaseificados de águas minerais;


34) Fabricação de refrigerantes e refrescos;
35) Fabricação de catalisadores;
36) Fabricação de aditivos de uso industrial;
37) Fornecimento de comida preparada;
38) Outros serviços de alimentação;
39) Serviços de Arquitetura e Engenharia de assessoramento técnico especializado;
40) Ensaios de materiais e produtos, análise de qualidade;
41) Atividades de envasamento e empacotamento, por conta de terceiros.
Por conseguinte cabe ao profissional da Engenharia de Alimentos desempenhar suas
atividades em seu campo de atuação, competência e atribuição, não obstante e fundamentado em sua
grade curricular.

3.2. A atuação do CREA/RN no exercício da profissão de Engenharia de Alimentos


O CREA/RN, assim como todos os Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia, tem
como principal finalidade a fiscalização do exercício profissional das profissões abrangidas pelo
sistema CONFEA/CREA, dentre elas os profissionais Engenheiros de Alimentos. O objetivo da
fiscalização é verificar o exercício e atividades das profissões reguladas pela Lei n° 5.194/66, de
forma a assegurar a prestação de serviços técnicos ou execução com participação de profissional
habilitado, em observância aos princípios éticos, econômicos, tecnológicos e ambientais compatíveis
com as necessidades da sociedade, coibindo desta forma o exercício ilegal da profissão.
As ações desenvolvidas e procedimentos adotados pela fiscalização do CREA/RN são
direcionadas e pautadas de acordo com as diretrizes definidas pelas Câmaras Especializadas de cada
modalidade. No CREA/RN, conforme previsto na Resolução nº 335/89 do CONFEA, é constituído
pelas seguintes Câmaras Especializadas:
 Agronomia;
 Engenharia Civil;
 Engenharia Elétrica;
 Engenharia Mecânica e Metalúrgica;
 Geologia, Minas e Agrimensura;
 Engenharia e Segurança do Trabalho;
 Engenharia Química.
A Câmara Especializada de Engenharia Química (CEEQ) compreende as profissões:
Engenheiros Químicos, de Alimentos, de Materiais, de Petróleo, Têxteis bem como os Engenheiros
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Industriais, de Produção, de Operação, os Tecnólogos e Técnicos, conforme previsão na Resolução


do CONFEA nº 273/02. Atualmente a câmara é composta por 07 (sete) profissionais Engenheiros
Químicos e 01 (um) profissional Engenheiro de Materiais.

Engenheiros Químicos
Engenheiros de Alimentos
Engenheiros de Materiais
Engenheiros de Petróleo
CEEQ Engenheiros Têxteis
Engenheiros Industriais
Engenheiros de Produção
Engenheiros de Operação,
Os Tecnólogos e Técnicos

Figura 5 - profissões abrangidas pela CEEQ.

A CEEQ anualmente elabora o Plano de Fiscalização com o objetivo de orientar a atuação do


setor de Fiscalização do CREA/RN na área de Engenharia de Alimentos, bem como das demais
profissões da modalidade, definindo metas e parâmetros que devem ser adotados pelos Profissionais
de Fiscalização em suas ações.
O Plano de Fiscalização da CEEQ para o exercício de 2017 estabeleceu ações de fiscalização
nas seguintes indústrias:
 Indústria de produção e beneficiamento de produtos alimentares de origem vegetal;
 Indústria de fabricação de derivados de beneficiamento do cacau, balas, caramelos,
pastilhas, dropes, e gomas de mascar;
 Indústria de preparação de alimentos e produção de conservas e doces;
 Indústria de preparação de especiarias, de condimentos, de sal, fabricação de
vinagres;
 Indústria de abate de animais em matadouros, frigoríficos, preparação e conservas
de carne;
 Indústria de preparação do pescado e fabricação de conservas do pescado;
 Indústria de resfriamento, preparação e fabricação de produtos do leite;
 Indústria de fabricação de massas, pós alimentícios, pães, bolos, biscoito, tortas;
 Indústria de fabricação e engarrafamento de bebidas alcoólicas e não alcoólicas.
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Essas ações fiscalizatórias são baseadas em levantamento de dados num primeiro instante,
implementadas através de três tipos de procedimentos: diretos, indiretos e conjuntos. Os
procedimentos diretos são executados in loco através da visita dos agentes fiscais aos locais onde
estejam situados empreendimentos que envolvam atividades técnicas de profissionais legalmente
habilitados, bem como em órgãos oficiais. Já os procedimentos indiretos são identificados em
diferentes meios de informações, os serviços técnicos e execuções de atividades relacionadas a
Engenharia de Alimentos, como Receita Federal, Federação das Indústrias, etc. E nos procedimentos
conjuntos são fiscalizações conjuntas com outros órgãos oficiais como Ministério Público,
Ouvidorias, Prefeituras, etc.

Figura 6 - fiscalização conjunta do CREA/RN com Corpo de Bombeiros.

As informações que deverão ser averiguadas são: objetivo social da indústria, o quadro técnico
da empresa (profissionais de nível superior e médio), contratos e/ou notas fiscais de fornecedores de
insumos, contratos de empresas terceirizadas para serviços técnicos afins e correlatas e de outras
áreas, serviços de elaboração de programas (POP, APPCC, BPF, etc), laudos, vistorias, avaliações e
inspeções.
Posteriormente se procedem às verificações dos dados e elementos coletados dos profissionais
e/ou das empresas no sistema de informações do CREA/RN, verificando cada situação
minunciosamente. Quando constatada qualquer irregularidade ou ilegalidade o Profissional de
Fiscalização procede com as devidas orientações e a autuação da empresa ou do profissional, através
da lavratura do Auto de Infração (Figura 7) que é o ato processual que instaura o processo
administrativo, expondo os fatos ilícitos atribuídos ao autuado e indicando a legislação infringida,
conforme a Resolução 1.008/04 do CONFEA, em seu Art. 10.
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Figura 7 - modelo de Auto de Infração.

3.3. Panorama atual da Engenharia de Alimentos no RN


Hoje no Rio Grande do Norte tem-se apenas uma instituição de ensino cadastrada no
CREA/RN, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte, voltada para a formação de profissionais
de Engenharia de Alimentos.
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No sistema CONFEA/CREA, conforme seu site, no Brasil estão registrados, até 01 de outubro
de 2017, um total de 5.682 (cinco mil seiscentos e oitenta e dois) profissionais com formação em
Engenharia de Alimentos. No sistema interno do CREA do estado do RN, o SITAC, estão registrados
atualmente 40 (quarenta) Engenheiros de Alimentos. Desses 40 registrados, 19 (dezenove) são do
sexo masculino e 21 (vinte e um) do sexo feminino. Em plena atividade regular da profissão apenas
17 (dezessete) desses profissionais, 23 se encontram em situação irregular ou cancelados.

Engenheiros de Alimentos registrados


no CREA/RN
Sexo Feminino; 21;
53% Sexo masculino; 19;
47%

Sexo masculino
Sexo Feminino

Gráfico 1 - número de Engenheiros de Alimentos registrados no CREA/RN.

Situação dos Engenheiros de Alimentos


registrados no CREA/RN

Irregulares / Regulares; 17;


Cancelados; 23; 42%
58%

Regulares
Irregulares / Cancelados

Gráfico 2 - situação dos Engenheiros de Alimentos registrados no CREA/RN.

Nenhuma indústria de alimentos está registrada no CREA/RN possuindo como o Responsável


Técnico por suas atividades um profissional da Engenheiro de Alimentos. Percebeu-se muitas
empresas com atividades de indústria de alimentos, como de fabricação: de água de coco, massas
alimentícias, polpas de frutas, peixes em conserva, bebidas alcóolicas, as quais registradas no
21

conselho, contudo possuindo como responsável técnico profissionais com outras formações:
Engenheiros Químicos, Engenheiros de Pesca e Engenheiros Agrônomos. Áreas que são consideradas
como sombreamento de profissões, onde profissionais possuem atribuições semelhantes, que chegam
até a gerarem conflitos.
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4. IDENTIFICAÇÃO DOS CONTEÚDOS ESTUDADOS


A atividade do CREA/RN apesar de não ser complexa, pois visa a fiscalização da atividade
profissional, englobo o conhecimento de diversas disciplinas estudadas durante o curso. Dentre elas:
 Introdução a Engenharia de Alimentos: nessa disciplina que conhecemos as áreas
de atuação, competências e atribuições desses profissionais, assim como o papel
do CREA/RN, base para o estágio;
 Expressão Gráfica: fez-se necessário o conhecimento da disciplina para
entendimento de desenhos técnicos, layout e plantas de indústrias;
 Higiene Industrial e Legislação: noções da legislação voltada para a indústria de
alimentos foi importante para desenvolvimento do estágio;
 Controle de Qualidade na Indústria de Alimentos: reconhecer os programas e
ferramentas de qualidade geralmente aplicados na indústria de alimentos foi
fundamental para ações de fiscalização.
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5. AVALIAÇÃO DO RETORNO DO ESTÁGIO


O conhecimento é sempre melhor assimilado com a prática, e o estágio exercita os
conhecimentos adquiridos na graduação. Após realizar o estágio percebemos quão importante foi nos
aspectos acadêmico e profissional, e sem dúvida foi fundamental para o processo de formação do
discente.
O sistema CONFEA/CREA por se tratar do órgão de regulação e fiscalização da atividade
profissional de Engenharia de Alimentos, teve-se a oportunidade de vivenciar as ações de fiscalização
e aprendizado quanto as legislações que regem a profissão. Compreendendo qual o papel do
profissional e como ele está inserido nesse contexto.
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6. CONTRIBUIÇÕES PARA A EMPRESA


Através das atividades realizadas observou-se algumas contribuições para a empresa. Um
levantamento da profissão de Engenharia de Alimentos no estado do Rio Grande do Norte, algo até
então pioneiro, despertou-se para que as ações voltadas para os profissionais da Engenharia de
Alimentos fomentem a cada dia e se tornem constantes pelo CREA/RN. Através de fiscalizações cada
vez mais intensas, a fim de garantir o exercício legal da profissão e o fortalecimento da importância
desse profissional na indústria de alimentos.
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7. CONSIDERAÇÕES GERAIS
O estágio supervisionado foi de grande valia para o discente. Além do enriquecimento no
conhecimento obtido, possibilitou a aplicação do conteúdo adquirido em sala de aula, tão importante
para a formação profissional de um graduando em Engenharia de Alimentos.
Conclui-se que o estágio é uma etapa no processo de desenvolvimento e aprendizagem do
aluno, por promover a troca de experiências, novas ideias e conceitos. A experiência prática
complementa a teórica nesse processo educacional.
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8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL. Lei n. 5.194, de 27 de dezembro de 1966. Regula o exercício das profissões de Engenheiro,
Arquiteto e Engenheiro Agrônomo, e dá outras providências. Diário Oficial da União em 27 de
dezembro de 1966.

______. Conselho Federal de Engenharia e Agronomia. Resolução n. 179, de 10 de julho de 1969.


Cria o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia da 18ª Região, com sede na
Cidade de Natal e jurisdição no Estado do Rio Grande do Norte. Diário Oficial da União em 10 de
julho de 1969.

______. Conselho Federal de Engenharia e Agronomia. Resolução n. 218, de 29 de junho de 1973.


Descrimina atividades das diferentes modalidades profissionais da Engenharia, Arquitetura e
Agronomia. Diário Oficial da União em 31 de julho de 1973.

______. Conselho Federal de Engenharia e Agronomia. Resolução n. 335, de 27 de outubro de 1989.


Dispõe sobre a Composição dos Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia,
revoga a Resolução nº 318 e dá outras providências. Diário Oficial da União em 16 de novembro de
1989.

______. Conselho Federal de Engenharia e Agronomia. Decisão PL n. 2611, de 04 de dezembro de


2012. Homologação da alteração proposta do Regimento do CREA/RN. Diário Oficial da União em
04 de dezembro de 2012.

GONDIM, L.A.; ADALBERTO, F. P. de C. S. O conhecimento dos estudantes de engenharia sobre


o CONFEA e sua importância. In: CONGRESSO TÉCNICO CIENÍFICO DA ENGENHARIA E DA
AGRONOMIA CONTECC’ 2015, Fortaleza - CE, 2015.

RIO GRANDE DO NORTE. Conselho Regional de Engenharia e Agronomia. Ato Normativo n. 66,
de 01 de abril de 2015. Altera o Normativo de Administração – ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Norte – CREA/RN. Plenário
do CREA/RN em 01 de abril de 2015.