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Relatório de Gestão

2011

Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde

Brasília-DF, março de 2012

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SUMÁRIO

1. Identificação..........................................................................................................................3

2. Objetivos e Metas Institucionais e/ou Programáticas

2.1. Responsabilidades Institucionais..........................................................................4

2.2. Estratégia de Atuação...........................................................................................5

2.3. Programas e Ações.............................................................................................224

3. Reconhecimento de passivos por insuficiência de créditos ou recursos.......................238


4. Movimentação e os saldos de restos a pagar de exercícios anteriores..........................239
5. Recursos Humanos da unidade........................................................................................240
6. Transferências efetuadas no exercício.............................................................................252
7. Declaração de inserção e atualização de dados no SIASG e SICONV.........................266
8. Informações sobre o cumprimento das obrigações estabelecidas pela Lei nº 8.730, de
10 de novembro de 1993, relacionadas à entrega e ao tratamento das declarações de bens
e rendas..................................................................................................................................267
9. Estruturas de controles internos da UJ..........................................................................268
10. Gestão ambiental e licitações sustentáveis....................................................................270
11. Gestão de bens imóveis de uso especial.........................................................................271
12. Gestão de Tecnologia da Informação (TI)....................................................................272
13. Informações sobre a utilização de cartões de pagamento do Governo Federa.........273
14. Deliberações do Tribunal de Contas da União e recomendações da CGU................273
15. Declaração do contador responsável pela Unidade Jurisdicionada...........................274
16. Contratação de consultores na modalidade “produto”, no âmbito dos projetos de
cooperação técnica com organismos internacionais..........................................................275

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1. IDENTIFICAÇÃO

A Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) é órgão da


Administração Direta do Poder Executivo, vinculada ao Ministério da Saúde e constituída
pelo Decreto nº 7.336, de 19 de outubro de 2010, publicado no Diário Oficial da União de 20
de outubro de 2010.
CNPJ: 00.394.544/0127-87
Nome e Código no SIAFI: Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde
(SGTES) – 250100
Endereço: Esplanada dos Ministérios, Bloco G, sala 705 – CEP: 70058-900
Fone: 61 – 3315 2224
Endereço na Internet: www.saude.gov.br/sgtes
Situação da Unidade quanto ao funcionamento: em funcionamento
Função de Governo Predominante: SAÚDE
Tipo de Atividade: FIM
Código SIORG: Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde - SGTES -
(23666)
Código na LOA da UJ titular do relatório: 36901 – Fundo Nacional de Saúde / 250100 –
Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde
Principal Atividade e Código CNAE : 8412-4/00 - Promoção de Programas de Saúde;
Federal, Estadual, Municipal.

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2. OBJETIVOS E METAS INSTITUCIONAIS E/OU PROGRAMÁTICA
2.1. Responsabilidades Institucionais
I. promover a ordenação de recursos humanos na área da saúde;
II. elaborar e propor políticas de formação e desenvolvimento profissional para a área
da saúde e acompanhar a sua execução, bem como promover o desenvolvimento da Rede de
Observatórios de Recursos Humanos em Saúde;
III. planejar, coordenar e apoiar as atividades relacionadas ao trabalho e à educação
na área da saúde, bem como a organização da gestão da educação e do trabalho em saúde, a
formulação de critérios para as negociações e o estabelecimento de parcerias entre os gestores
do Sistema Único de Saúde (SUS) e o ordenamento de responsabilidades entre as três esferas
de governo;
IV. promover a articulação com os órgãos educacionais, entidades sindicais e de
fiscalização do exercício profissional e os movimentos sociais, bem assim com entidades
representativas da educação dos profissionais, tendo em vista a formação, o desenvolvimento
e o trabalho no setor da saúde;
V. promover a integração dos setores da saúde e da educação no sentido de fortalecer
as instituições formadoras de profissionais atuantes na área;
VI. planejar e coordenar ações, visando à integração e ao aperfeiçoamento da relação
entre as gestões federal, estaduais e municipais do SUS, no que se refere aos planos de
formação, qualificação e distribuição das ofertas de educação e trabalho na área da saúde;
VII. planejar e coordenar ações, destinadas a promover a participação dos
trabalhadores de saúde do SUS na gestão dos serviços e a regulação das profissões de saúde;
VIII. planejar e coordenar ações, visando à promoção da educação em saúde, ao
fortalecimento das iniciativas próprias do movimento popular no campo da educação em
saúde e da gestão das políticas públicas de saúde, bem como à promoção de informações e
conhecimentos relativos ao direito à saúde e ao acesso às ações e aos serviços de saúde; e
IX. fomentar a cooperação internacional, inclusive mediante a instituição e a
coordenação de fóruns de discussão, visando à solução dos problemas relacionados à
formação, ao desenvolvimento profissional, à gestão e à regulação do trabalho em saúde,
especialmente as questões que envolvam os países vizinhos do continente americano, os
países de língua portuguesa e os países do hemisfério sul.
A Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) é estruturada
em dois departamentos: da Gestão da Educação na Saúde (DEGES) e da Gestão e da
Regulação do Trabalho em Saúde (DEGERTS) e uma Diretoria de Programa.
Esta SGTES vem desenvolvendo ações que buscam assegurar o acesso universal e
igualitário às ações e serviços de saúde, impondo à função da formação e da gestão do
trabalho, a responsabilidade pela qualificação dos trabalhadores e pela organização do
trabalho em saúde, constituindo novos perfis profissionais com condições de responder à
realidade de saúde da população e das necessidades do SUS.

A seguir são apresentadas as principais ações desenvolvidas pela SGTES, no


exercício de 2011.

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2.2 – Estratégias de Atuação

Departamento de Gestão da Educação na Saúde

A - Agenda Estratégica da Gestão da Educação em Saúde


Política Nacional de Educação Permanente
Universidade Aberta do SUS - UNA-SUS

B – Agenda Programática da Gestão da Educação na Saúde


Coordenação Geral de Ações Estratégicas na Saúde: programas, projetos e ações
Ações com foco na reorientação dos cursos de Graduação
► Programa Nacional de Reorientação de da Formação Profissional em Saúde -
PRÓ-SAÚDE
► Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde)
► Pró-Internato
► Abertura e reconhecimento de cursos da área da saúde – Comissão
INTERSETORIAL de Recursos Humanos – CIRH/CNS
► Hospitais de Ensino
► Comissão de Especialistas em Medicina
► Revalidação de Diplomas Médicos
Ações com foco na Pós- Graduação
► PRÓ-RESIDÊNCIA MÉDICA - Programa de Apoio à Formação de Médicos
Especialistas em Áreas Estratégicas
► Programa Nacional de Bolsas de Residência Multiprofissional e em Área
Profissional da Saúde
► Faimer
Programa de Cooperação Internacional
► Reorientação curricular visando à integração ensino-serviço com El
Salvador/Paraguai/ Peru
Outras ações desenvolvidas

Coordenação Geral de Ações Técnicas na Saúde: programas, projetos e ações


► Rede de Escolas Técnicas do Sistema Único de Saúde – RET-SUS
► Programa de Formação de Profissionais de Nível Médio para a Saúde –
PROFAPS
Programa de Qualificação Profissional
► Qualificação de Agentes Comunitários de Saúde
► Qualificação em Vigilância em Saúde para Agentes de Combate de Endemias
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Programa de Cooperação Internacional
► Missão Especial no Haiti
► Cooperação Cone Sul – Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai/TC 41
► Cooperação com a Comunidade de Países de Língua Portuguesa – CPLP
Ações Programadas para 2012.

O Departamento de Gestão da Educação na Saúde (DEGES) é responsável pela


definição e desenvolvimento de políticas de educação na saúde em consonância com os
princípios doutrinários e organizativos do Sistema Único de Saúde (SUS) e com as diretrizes
e os referenciais da política nacional de educação como estabelece o Ministério da Educação.
Sua missão é propor e liderar processos que visem à ordenação da formação de recursos
humanos na área da saúde, identificando periodicamente as demandas quantitativas e
qualitativas de profissionais e os perfis de competências requeridos para garantir a
composição tecnológica das equipes de saúde e sua pertinência no atendimento às
necessidades, demandas e prioridades de saúde locorregionais.
Nos últimos cinco anos, as políticas de educação na saúde foram formuladas
considerando o Pacto pela Saúde (2006) que, em síntese, constitui o conjunto de reformas
institucionais envolvendo as três esferas de gestão do SUS (União, Estados e Município),
objetivando: promover inovações nos processos de atenção e nos instrumentos de gestão,
priorizando os Pactos pela Vida, em Defesa do SUS e o de Gestão, focando a Atenção
Primária em Saúde, Assistência de Média e Alta Complexidade, Vigilância em Saúde,
Assistência Farmacêutica e Gestão do SUS.
No plano da orientação educacional as bases para essa política seguem os princípios
da política de educação e as tendências contemporâneas de educação que tratam os processos
educativos como movimento científico, técnico, ético e crítico-operacional de construção, de
interação e de produção social onde a dinâmica da aprendizagem resulta do conhecimento
multidimensional e interdisciplinar e da articulação com o processo de prestação de serviços.
A partir desses aportes jurídicos, políticos e filosóficos, o DEGES criou bases e
estratégias institucionais buscando reorientar os processos e sistemas de formação em saúde
em todos os níveis educacionais (básico, médio e superior) e os processos de educação
permanente.
Os pressupostos dessa reorientação fundamentam-se na integração ensino e serviço,
no trabalho em equipe multiprofissional e cooperativo, articulado intra e
interinstitucionalmente, no conhecimento interdisciplinar e de abrangência sociocultural.
Desta forma, tem-se como propósito desenvolver projetos e programas que articulem as bases
epistemológicas da saúde e da educação, induzir planos curriculares orientados para as
prioridades expressas nos perfis epidemiológicos, demográficos e nos determinantes sociais
de cada região do país, e, induzir a preparação de ambientes de aprendizagem em cenários de
intersetorialidade. Essa construção, política e técnica da educação na saúde, acontece a partir
da articulação interministerial (MS e MEC) e pelo estabelecimento e cumprimento de agendas
comuns entre: gestores da saúde e da educação, representantes de instituições de saúde e de
educação (Escolas Técnicas do SUS, Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa);
organizações profissionais da saúde e representantes dos movimentos organizados da
sociedade.

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O eixo paradigmático que alinha e organiza a política de educação na saúde como
definida pelo DEGES é a integração do ensino com a rede de prestação de serviços do SUS
instituído como ato pedagógico que aproxima profissionais da rede de serviços de saúde das
práticas pedagógicas e os professores dos processos de atenção em saúde, possibilitando a
inovação e a transformação dos processos de ensino e de prestação de serviços de saúde.
Nesse contexto está definida a agenda programática da política de educação na saúde
com base na qual se desenvolvem processos, programas e projetos com foco na formação e na
qualificação profissional técnica de nível médio, graduação, pós-graduação e pesquisa em
saúde.
O tema recursos humanos vem ocupando a agenda da política de saúde de forma
recorrente como ponto axial na concretização do SUS.
Como sinal comum, esses sistemas enfrentam desafios relativos tanto a aspectos
quantitativos e de distribuição e fixação de profissionais como qualitativos, ambos,
referenciados à formação profissional. As questões que hoje são objeto de debate, e mesmo de
intervenções governamentais, relativas à formação e qualificação profissional, são reflexo da
desarticulação acumulada na implementação de políticas sociais envolvendo o setor
educacional e o de prestação de serviços na área da saúde.
É competência do SUS, constitucionalmente estabelecida, ordenar a formação dos
recursos humanos em saúde e estabelecer políticas de articulação entre o trabalho e a
educação em saúde. Esta atribuição implica: organizar a oferta e a demanda desses recursos
com base nas características do perfil sócio-epidemiológico e na distribuição populacional de
cada região do país e, em consequência, na indicação de perfis profissionais requeridos para
melhor atender às necessidades de saúde da população brasileira.
Quanto ao Ministério da Educação, a Constituição Federal atribui entre outras
competências, definir as políticas de formação na educação de nível médio e superior, regular
as condições de sua oferta, avaliar e supervisionar a sua implementação.
Tendo como base as competências de cada um desses Ministérios o Decreto de 20 de
junho de 2007 institui a Comissão Interministerial de Gestão da Educação na Saúde o que,
entre outros desdobramentos, efetiva a essencialidade dos fundamentos e diretrizes das
políticas de educação e de saúde na ordenação da formação de recursos humanos para a
saúde, como define o Art. 200 da Constituição Federal. É atribuição desta Comissão
Interministerial estabelecer as diretrizes para a formação e o desenvolvimento de recursos
humanos para a saúde no Brasil, garantindo a construção intersetorial da política nacional de
educação na saúde
A sólida aproximação entre os Ministérios da Educação e da Saúde têm resultado
ações setoriais que integram a política de educação e a política de saúde tendo como propósito
a formação de profissionais de saúde preparados para prestar serviços de atenção à saúde de
forma resolutiva e de melhor qualidade.

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ESTRUTURA E ESTRATÉGIA DE ATUAÇÃO DO DEGES

As ações, estratégias e programas da política de educação na saúde estabelecidos


pela SGTES são dirigidos pelo DEGES através da Coordenação Geral de Ações Estratégicas e
da Coordenação Geral de Ações Técnicas na Saúde e se desenvolvem via projetos e
programas efetivados em parcerias e acordos com: instâncias do SUS (Comissão Tripartite,
CONASS, CONASEMS); Conselho Nacional de Saúde; Ministério da Educação (MEC);
organismos, instituições e organizações (nacionais, estaduais, municipais e internacionais) das
áreas da saúde e da educação.
A formulação e implementação de políticas do DEGES, que se desdobram em
projetos e programas de ações estratégicas (com foco no nível superior) e de ações técnicas de
educação na saúde, tem exigido inteligência na construção de consensos e convergências que
mobilizem forças sociais, políticas e técnicas representadas pelos gestores da saúde, gestores
da educação, trabalhadores que compõem a força de trabalho em saúde, estudantes, corpo
docente de universidades, redes de escolas técnicas e de saúde pública, serviços de saúde que
integram a rede de atenção e comunidades. Cabe então à equipe – diretor, coordenadores e
profissionais de apoio técnico e administrativo – sistematizar conhecimentos sobre educação e
pedagogia articulando-os às teorias, práticas e realidades do setor saúde, realizando
movimento transdisciplinar, para então, efetivar políticas de educação na saúde.
Esse processo de construção, em contexto real de grande complexidade e
diversidade, tem sido possível em bases de cooperação.
No plano do Ministério da Saúde as parcerias frutificam-se com distintas áreas da
Secretaria de Atenção á Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Secretaria de Gestão
Participativa, em âmbitos de estados e municípios, destacam-se CONASS, CONASEMS,
Fórum dos Conselhos de Educação, Instituições de Ensino, dentre outras, que permitem
combinar qualidades intelectuais, criatividade, espírito público e senso crítico, revelando-se
em compromissos político e social com os projetos e programas de educação. Como resultado
de sistematização de registro, as duas coordenações apresentam separadamente suas principais
ações, todavia reforçamos, trata-se de construção e implementação coletivas e conjuntas.
Apresentam-se, a seguir, as principais ações, estratégias e programas da política de
educação na saúde desenvolvidos nos últimos cinco anos, sob a direção do DEGES.

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A - Agenda Estratégica da Gestão da Educação na Saúde

A.1. Política Nacional de Educação Permanente


Com a Portaria GM/MS nº 1.996/2007, o Ministério da Saúde institui a Política
Nacional de Educação Permanente em Saúde (PNEPS) como importante estratégia do SUS
em que estão as novas diretrizes que norteiam o desenvolvimento dos trabalhadores do SUS e
o aperfeiçoamento organizacional no âmbito dos serviços deste Sistema. São pilares dessa
Política os princípios da educação permanente em saúde, compreendida como estratégica para
a reorientação dos processos formativos, das práticas pedagógicas e de saúde e para a
organização dos serviços. Implica, portanto, o desenvolvimento de um trabalho articulado
entre o sistema de saúde, em suas esferas de gestão, e as instituições formadoras, na
identificação de problemas cotidianos no processo de trabalho na saúde e na construção de
soluções.
A Política Nacional de Educação Permanente em Saúde reforça o processo de
descentralização e regionalização do Sistema, e alinha-se com as diretrizes do Pacto pela
Saúde. Os recursos financeiros deixam de estar centralizados no Ministério da Saúde e
passam a ser transferidos de forma regular e automática, por meio de repasses do Fundo
Nacional de Saúde aos respectivos Fundos Estaduais e Municipais de Saúde, conforme
pactuação nas instâncias gestoras do SUS (Comissão Intergestores Bipartite – CIB/ Colegiado
de Gestão Regional – CGR).
Destacamos que o desenvolvimento da função de gestão da educação na saúde é uma
responsabilidade tripartite e que avanços e compromissos precisam ser efetivados por todas as
esferas de gestão do SUS, para garantir o financiamento desta área. Destacamos também
como principais avanços na implementação da Política de Educação Permanente em Saúde,
em relação às estratégias anteriores:
■ ênfase na descentralização (nos processos de aprovação, na execução e financiamento dessa
política);
■ desenho de uma gestão participativa para as decisões e ações da educação na saúde;
■ fortalecimento do papel da instância estadual na gestão, coordenação e acompanhamento da
política;
■ fortalecimento do papel dos gestores do SUS nas instâncias de pactuação;
■ foco nas especificidades e necessidades locais e regionais;
■ fortalecimento dos compromissos presentes no Pacto pela Saúde 2006;
■ agregação do planejamento e do plano de Educação Permanente em Saúde aos instrumentos
já existentes de planejamento do SUS (planos de saúde, relatório de gestão etc.), assegurando
a participação do controle social na construção das diretrizes para a política, nas diferentes
esferas de gestão do SUS, até o controle da sua execução.
O montante de recursos financeiros aplicados no período de 2007-2011, repassados
com base nos Planos Regionais de Educação Permanente em Saúde para a implementação
das novas diretrizes da PNEPS e o desenvolvimento de ações de formação e qualificação dos
trabalhadores do SUS é da ordem de R$ 370 milhões, assim distribuídos:

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Quadro 1: Recursos Financeiros da PNEPS, aplicados no período de 2007-2010, Brasil, 2011

ANO Educação Profissional de Nível Médio (R$) Educação Superior (R$)

2007 50.000.000,00 35.000.000,00

2008 50.000.000,00 35.000.000,00

2009 50.000.000,00 35.000.000,00

2010 30.000.000,00 -------

2011 50.000.000,00 35.000,00

TOTAL 230.000.000,00 140.000.000,00

A Portaria GM/MS nº 1.996/2007 introduz alterações no financiamento, nos critérios


de alocação e estabelece mecanismos de transferência de recursos para as ações de educação
permanente. É importante destacar que nas ocorrências relatadas, as dificuldades de
“execução orçamentária” aparecem, de forma expressiva, como obstáculos para a
implementação da PNEPS.
A ampla relação de dificuldades pode ser organizada em três blocos: a legislação dos
estados; a inexperiência de elevado número de secretarias estaduais, incluindo os recursos
humanos; a recusa de municípios ao recebimento de recursos em virtude de receio com a
prestação de contas. Alguns estados e municípios lançaram mão de Fundações ou
Organizações Não Governamentais para ganhar agilidade na execução dos recursos.
A facilidade para transferir recursos financeiros da esfera federal aos fundos
estaduais e municipais de saúde é incontestável. A destinação destes recursos às ações de
educação permanente no ritmo desejável esbarra nas normas e procedimentos legais que
orientam sua execução nos diferentes estados e municípios e na pequena experiência de
servidores públicos das áreas meio. Este componente desempenha papel importante na
explicação de recursos não executados conforme planejado.
O maior percentual dos investimentos da política de educação permanente destinados
à educação profissional de nível médio vem sendo executado pelas Escolas Técnicas do SUS
(ETSUS), na formação de técnicos, conforme definido na legislação do sistema educacional.
Os principais cursos demandados respondem às prioridades da Portaria GM/MS nº
3.189/2009. Tendo em vista a necessidade de acompanhar a implementação da PNEPS, o
DEGES/SGTES, no ano de 2009, iniciou o processo de monitoramento da política
considerando os seguintes aspectos:
 Análise dos Planos Estaduais dos anos anteriores;
 Elaboração dos instrumentos para aplicação nas instituições a serem monitoradas nos
estados;
 Reuniões técnicas nos estados do Ceará e Goiás com o objetivo de testar os
instrumentos;
 Planejamento das reuniões nos estados;
 Realização das reuniões técnicas nos estados; e
 Oficinas Regionais Temáticas para atender às demandas da política estadual.

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Os instrumentos de monitoramento foram elaborados seguindo os princípios e
diretrizes da PNEPS e do Pacto pela Saúde tendo como referência alguns marcadores-chave
importantes para o processo:
 Definição da regionalização para a Educação na Saúde, seguindo os mesmos
princípios da regionalização apresentada no Pacto pela Saúde;
 Instituição dos Colegiados de Gestão Regional e das Comissões de Integração Ensino-
Serviço;
 Elaboração dos Planos Regionais de Educação Permanente em Saúde a partir dos
diagnósticos de saúde das locorregiões;
 Termo de Compromisso de Gestão Estadual e Municipal; e
 Relatórios Estaduais de Gestão.

Nesta primeira fase, foram realizadas reuniões técnicas com a participação dos
diversos atores que conduzem e articulam a PNEPS nos estados: Escolas Técnicas do SUS –
ETSUS, Escolas de Saúde Pública – ESP, Secretaria de Estado da Saúde compreendendo
coordenação estadual da Educação Permanente em Saúde e áreas técnicas, COSEMS e
Instituições de Ensino Superior – IES.

Em cada estado foram previstos quatro momentos:


1. Reunião com a ETSUS e CIES com o objetivo de discutir o fortalecimento da
ETSUS e sua estrutura administrativa;
2. Reunião sobre o Pacto pela Redução da Mortalidade Infantil – PACTO-RMI
com o objetivo de discutir o Eixo II – Educação na Saúde, no contexto da
educação permanente, tendo em vista a elaboração do cronograma das ações a
serem executadas;
3. Reunião de Monitoramento da Educação Permanente em Saúde com o objetivo
de acompanhar e dar apoio técnico ao processo de implementação da PEPS no
estado; e
4. Reunião com as áreas técnicas da Secretaria de Estado da Saúde – SES com o
objetivo de fomentar a articulação da coordenação estadual da política de
educação permanente em saúde com as áreas técnicas da SES.

Vale ressaltar que estas reuniões representaram um avanço na cooperação técnica


entre os entes federados, fortalecendo os espaços de articulação da Política Estadual de
Educação Permanente em Saúde – PEPS (CGR e CIES), valorizando os momentos do
planejamento das ações educativas em saúde, tendo como referência os princípios e diretrizes
da PNEPS.

A.2 – Universidade Aberta do SUS - UNA-SUS

Introdução
O Sistema Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde - UNA-SUS foi criado com a
finalidade de atender às necessidades de capacitação e educação permanente dos
trabalhadores do Sistema Único de Saúde - SUS, por meio do desenvolvimento da
modalidade de educação a distância na área da saúde.

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A Universidade Aberta do SUS – UNA-SUS é uma iniciativa do Ministério da Saúde em
parceria com estados, municípios, instituições públicas de ensino superior e organismos
internacionais para oferta de cursos de pós-graduação e de extensão universitária. Com foco
na qualidade didático-pedagógica, a UNA-SUS tem como finalidade atender às necessidades
de capacitação e educação permanente dos trabalhadores do Sistema Único de Saúde – SUS,
por meio de cursos a distância, utilizando a internet como veículo de atualização profissional
ao longo da vida. Por meio do Sistema UNA-SUS, profissionais da atenção e da gestão a
saúde podem ter acesso a cursos em diversas modalidades de forma prática e acessível – de
casa, do trabalho, da lan-house. A comunicação pode ocorrer pelo correio, televisão,
computador ou celular. A UNA-SUS democratiza o acesso ao conhecimento, promovendo a
educação por meio de cursos desenvolvidos pelas melhores universidades públicas do País.

O Sistema UNA-SUS foi formalmente instituído pelo Decreto 7.385 de oito de dezembro de
2010, tem os seguintes objetivos:
1. Propor ações visando a atender às necessidades de capacitação e educação permanente
dos trabalhadores do SUS;
2. Induzir e orientar a oferta de cursos e programas de especialização, aperfeiçoamento e
outras espécies de qualificação dirigida aos trabalhadores do SUS, pelas instituições
que integram a Rede UNA-SUS;
3. Fomentar e apoiar a disseminação de meios e tecnologias de informação e
comunicação que possibilitem ampliar a escala e o alcance das atividades educativas;
4. Contribuir para a redução das desigualdades entre as diferentes regiões do País, por
meio da equalização da oferta de cursos para capacitação e educação permanente; e
5. Contribuir com a integração ensino-serviço na área da atenção à saúde.
O Sistema Universidade Aberta do SUS é composto pelos seguintes elementos:
Rede UNA-SUS: rede de instituições públicas de educação superior credenciadas pelo
Ministério da Educação para a oferta de educação à distância e conveniadas com o Ministério
da Saúde para atuação articulada.
1. Acervo de Recursos Educacionais em Saúde (Acervo UNA-SUS): acervo público de
materiais, tecnologias e experiências educacionais, construído de forma colaborativa,
de acesso livre pela rede mundial de computadores; e
2. Plataforma Arouca: base de dados nacional, integrada ao sistema nacional de
informação do SUS, contendo o registro histórico dos trabalhadores do SUS, seus
certificados educacionais e experiência profissional.
3. A história de constituição do Sistema UNA-SUS anterior à publicação do Decreto
7.385/2010 foi detalhadamente descrita no relatório de gestão da SGTES para o
período 2008-2010. Esse documento sintetiza os principais pontos do relatório anterior
e o atualiza com as realizações de 2011. Todas informações aqui apresentadas estão
disponíveis detalhadamente no Portal UNA-SUS: http://unasus.gov.br

Justificativa e estratégias
O investimento que o Ministério da Saúde vem fazendo para implantar a Universidade Aberta
do SUS se justifica pelas consolidadas evidências de que a educação a distância tem uma
curva de produtividade notadamente mais acentuada que a educação tradicional. Frente às
recentes evidências, não é exagero dizer que as novas tecnologias educacionais permitem
formar mais pessoas, com mais qualidade, em menos tempo e com menor dispêndio per
capita de recursos.

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Para possibilitar esses avanços, é necessário promover a integração intra-universidades e
inter-universidades. Ou seja, criar mecanismos que permitam a cada Universidade interessada
em participar desse esforço nacional, a integração das diversas equipes disciplinares
necessárias para estabelecer um programa de formação de larga escala para equipes de saúde
da família. Essas equipes devem ser compostas por professores da medicina, enfermagem,
odontologia que precisam do apoio de especialistas em planejamento, produção e oferta de
ações de educação a distância, envolvendo várias áreas de conhecimento: educação de
adultos, artes gráficas, comunicação, engenharia, ciência da informação, computação. Muitas
vezes, pessoas envolvendo grandes grupos de pessoas que nunca trabalharam juntas. Em
segundo lugar, promover a integração entre as universidades, compartilhando: recursos
educacionais e tecnológicos, corpo docente e infraestrutura.
A UNA-SUS possibilita a contribuição de cada instituição de acordo com as suas
potencialidades, sendo estruturada em quatro eixos: produção de conhecimento, cooperação
em tecnologias educacionais, apoio tutorial a aprendizagem e certificação educacional.
A produção de conhecimento se materializa na formulação de materiais instrucionais, que
será feita em espaços virtuais e presenciais colaborativos, unindo esforços das entidades
nacionais, universidades e associações profissionais e científicas, tomando como modelo as
experiências do Banco Internacional de Objetos Educacionais, do MEC; do Campus Virtual
de Saúde Pública (CVSP) da OPAS-OMS e do Medical Educational Portal (MedEdPortal) da
American Association of Medical Colleges (AAMC). Todo material desenvolvido será de
acesso livre às instituições e estudantes interessados, por meio do Acervo de Recursos
Educacionais em Saúde (ARES).
Novas tecnologias educacionais estão sendo disseminadas e, se necessário, desenvolvidas.
Estimula-se o intercâmbio de experiências no uso de tecnologias de informação e
comunicação à educação em saúde, por meio de manuais para elaboração e certificação de
conteúdos e de organização de sistema de tutoria, bem como oficinas de capacitação e outras
atividades. A memória de todas as atividades já realizadas está disponível no Ambiente de
Comunidades do Portal UNA-SUS.
O apoio tutorial à aprendizagem pode ser realizado em parceria com qualquer instituição que
possa oferecer a infraestrutura local, constituindo uma rede extensa de polos e pontos de apoio
à educação à distância. Essa rede pode incluir polos da Universidade Aberta do Brasil, pontos
do Programa Nacional de Telessaúde, escolas e centros formadores de saúde ligados às
gestões estaduais e municipais e a diversas instituições parceiras. A remuneração dos tutores
presenciais é realizada por meio dos projetos com as Universidades da Rede UNA-SUS, dos
recursos descentralizados da Política Nacional de Educação Permanente em Saúde e do
Programa Federal de Bolsas de Educação pelo Trabalho em Saúde.
A certificação educacional se dá por meio da supervisão acadêmica dos estudantes, feita
pelas universidades e demais instituições de educação habilitadas para oferecer especialização
na modalidade à distância – a Rede UNA-SUS, garantindo a certificação dos profissionais ao
final do processo.

Institucionalização
A institucionalização da UNA-SUS pode ser resumida em três etapas. A primeira é a fase
inicial, em que a UNA-SUS é criado como uma ação do Departamento de Gestão da
Educação em Saúde. As atividades desenvolvidas nesse período encontra-se em detalhe no
Relatório de Gestão da UNA-SUS 2008-2010.
A segunda fase é a de transição, iniciada com a publicação da Portaria 1325/2011 do
Ministério da Saúde, que institui a Comissão Interministerial da UNA-SUS e encerra-se em 1º
de março de 2012 com a entrega do relatório final à primeira reunião do Colegiado

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Institucional da UNA-SUS em 2012, ainda como colegiado da comissão interministerial
(Mandelli, Santana e Filho 2011).
A terceira fase – atual – corresponde ao funcionamento institucionalizado do Sistema UNA-
SUS conforme preconizado pelo Decreto 7.385/2010. Pode-se considerar que essa fase se
inicia efetivamente com a publicação da Portaria 1.277/2011, em Junho de 2011, a qual
institui o Colegiado Institucional da UNA-SUS, e da Portaria Interministerial 1.387/2011, que
institui o Conselho Consultivo da UNA-SUS.

Reuniões dos órgãos colegiados da UNA-SUS


A primeira reunião do colegiado institucional aconteceu dia 21/06/2011, onde foi apresentado
o relatório de gestão 2008-2010 com informações atualizadas sobre os cursos. A discussão foi
centrada na avaliação das ações em andamento, início da construção da portaria
interministerial de diretrizes do Sistema UNA-SUS e construção da pauta da reunião do
Conselho Consultivo. Também decidiu-se que nas próximas 3 reuniões seriam apresentados: a
Plataforma Arouca, o Portal UNA-SUS e o Acervo UNA-SUS.
A segunda reunião foi realizada dia 28/07/2011. Nessa reunião foi apresentada e homologada
a Plataforma Arouca. Criou-se um grupo de trabalho responsável pela definição dos fluxos de
aprovação e monitoramento de ações da UNA-SUS. Foi apresentada a primeira minuta da
portaria de diretrizes e aprovou-se a realização de um curso de gestão das condições de
trabalho na saúde.
Na terceira reunião do colegiado, realizada dia 23/08/2011 foi apresentado e homologado o
Portal UNA-SUS e definiu-se o nome de domínio de internet para hospedá-lo: unasus.gov.br.
Definiram-se as orientações para preparação de editais para seleção de instituições da Rede
UNA-SUS e foi finalizada a minuta de portaria interministerial, que seguiu para discussão na
Comissão Intergestores Tripartite.
No dia 05/10/2011, na quarta reunião do colegiado, foi aprovada a compra de um servidor
para hospedar os sistemas gerenciais e serviços do Portal UNA-SUS. Decidiu-se pela
utilização da Plataforma Arouca como mecanismo de recebimento digital de declarações dos
Conselhos Profissionais para informar a Matriz Mínima Informações sobre profissionais de
saúde do Mercosul. Foram apresentadas as demandas de temas específicos pelo Conselho
Nacional de Saúde a UNA-SUS: I- Saúde da População Negra; II- Saúde da População do
Campo e Floresta; III- LGBT; IV- Saúde da População com deficiências (auditiva, física,
intelectual entre outras); V- Saúde da População Indígena. Definiram-se 2 demandas
prioritárias para a UNA-SUS: a produção de um curso sobre Dengue e o apoio a implantação
da plataforma de interação dos apoiadores institucionais.
Na quinta reunião do colegiado foi discutida e aprovada a minuta da portaria de diretrizes da
UNA-SUS, já com as contribuições da CIT e da consultoria jurídica do Ministério da Saúde,
bem como do fluxo para aprovação e monitoramento das ações. A minuta e os fluxo foram
encaminhados ao Conselho Consultivo. Também foi aprovada a política de desenvolvimento
do Acervo UNA-SUS. Em relação a novas ações educacionais, foi aprovada a proposta de
produção de 20 módulos educacionais a serem oferecidos a distância aos profissionais do
Provab como forma de capacitação profissional, em parceria com as instituições supervisoras.
Também aprovou-se uma ação educacional em atenção domiciliar, a pedido do Departamento
de Atenção Básica, visando a atender os profissionais do programa “Melhor em Casa”.

Rede UNA-SUS:
A Rede UNA-SUS é atualmente composta por quinze instituições educacionais. No momento
estão vigentes convênios com o Ministério da Saúde para ações da UNA-SUS: ENSP/Fiocruz,
UERJ, UFC, UFCSPA, UFG, UFMA, UFMG, UFMS, UFPel, UFRJ, UFSC, UnB, UNIFESP,
UNIRIO e UFPE.
14
O Sistema UNA-SUS ofereceu vagas e disciplinas em dezoito cursos de pós-graduação em
2011, sendo 11 em Saúde da Família, 1 em Saúde Materno infantil, 1 em Saúde Mental, 1 em
Saúde Ambiental, 1 em Capacitação de Conselheiros, 1 em Epidemiologia e 2 em gestão.
Um total de 5.208 pessoas concluíram cursos da UNA-SUS em 2011, sendo que ao término
de 2011 havia 16.039 pessoas estão matriculadas em cursos da UNA-SUS.
Em relação a novas adesões em 2011, apenas a UFPE formalizou sua adesão à Rede. Espera-
se um grande crescimento da rede em 2012 com a publicação da Portaria Interministerial de
Diretrizes da UNA-SUS, do edital de adesão à Rede e da incorporação das instituições
supervisoras do Provab que cumpram os pré-requisitos para integrar a Rede.
Informações detalhadas sobre os cursos, quais instituições ofertam, escolaridade exigida,
distribuição por região do país e por temas podem ser consultadas no Anexo 1 – Ofertas
Educacionais da Rede UNA-SUS. A seguir é apresentado o fluxo definido para aprovação e
monitoramento dos projetos.

Fluxo de Apresentação e Aprovação de Novos Projetos, Planejamento, Monitoramento e


Avaliação das Ações do UNA-SUS

Apresenta sinteticamente o fluxo de planejamento, monitoramento e avaliação das ações do


UNA-SUS, visando servir como parâmetro para a compreensão por todas as partes envolvidas
da etapa em que cada ação do Sistema UNA-SUS se encontra.

I. Apresentação e aprovação das novas propostas


A apresentação de novas propostas será feita a SGTES, assim, estas poderão ser
encaminhadas por um membro do Conselho Consultivo, MS, MEC, IES, SMS, SES,
CONASS, CONASEMS e outras instituições. As propostas definidas nos Estados e
Municípios no âmbito de suas secretarias de saúde e Instituições de ensino deverão, antes de
encaminhar a SGTES/MS, serem discutidas na Comissão de Integração Ensino-Serviço
(CIES) e pactuadas nas Comissões Intergestores Bipartite (CIBs) ou nas Comissões
Intergestores Regionais (CIR), respectivamente; ou Colegiado correspondente para as
propostas de abrangência nacional.
O fluxo para essa etapa será:
a. Novas propostas
a. Encaminhada por um membro do Conselho, pelo MS, MEC, IES, SMS, SES,
CONASS, CONASEMS e outras instituições à SGTES, por meio do
formulário on-line no site da UNA-SUS, preferencialmente por meio de edital
de chamamento.
b. A SGTES avaliará o mérito e admissibilidade das propostas, e pautará na
reunião do Conselho Consultivo.

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c. Aprovada a proposta inicial, o Conselho encaminhará para o Colegiado
Institucional para a elaboração de Termo de Referência (TR).
2. Termo de Referência (TR)
a. SE/UNA-SUS apoiará a elaboração do TR junto com a Instituição proponente
e financiadora, bem como a IES da Rede UNA-SUS que ofertará a proposta ou
ação.
b. Aprovação pelo Colegiado
c. Aprovado pelo Colegiado será encaminhado ao Conselho para conhecimento
3. Plano da Ação Educacional
a. Elaboração do plano pela IES, com o apoio da SE/UNA-SUS.
b. Aprovação pela SGTES e/ou outras áreas do MS,se envolvidas, para oferta
pela Rede UNA-SUS.
4. Plano de Trabalho dos Projetos
a. Acordado entre ordenador de despesa e cada instituição operadora, conforme
estabelecido no Plano de Ação Educacional.
5. Cadastro do projeto no sistema convenial acordado, após a aprovação do projeto.

II. Execução do Projeto


Significa a operacionalização do curso e as etapas propostas serão as seguintes:
1. Aprovação do curso
A aprovação do curso consiste nas pactuações nos órgãos da Universidade.
2. Preparação do curso
A preparação do curso engloba a elaboração de editais de seleção de tutores e alunos;
regulamentos internos do curso; realização dos processos seletivos; e elaboração e validação
dos módulos educacionais.
3. Início do curso
O início do curso corresponde ao primeiro momento em que alunos e tutores têm atividades.
4. Curso em andamento
Nessa etapa todos os alunos matriculados estarão cursando fases do curso até a conclusão do
TCC.
5. Término do Curso
Apresentação do TCC, no prazo estabelecido pela IES.

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6. Encerramento do projeto
Entrega do relatório final e prestação de contas, respeitando a vigência do sistema convenial
utilizado.

III. Monitoramento e Avaliação do Projeto


Nesta etapa todos os projetos serão acompanhados pela SGTES e SE/UNA-SUS.

1. Monitoramento
O plano de monitoramento dos projetos foi desenhado a partir dos processos previstos para o
acompanhamento dos projetos no plano de trabalho dos convênios e termos de cooperação,
tendo esses processos sido padronizados em todos os projetos do UNA-SUS. Assim, trata-se
de um processo de avaliação incremental e corretivo, visando o bom andamento das ações do
Sistema UNA-SUS.
Os aspectos em monitoramento são: Recursos Educacionais; Tutoria; Coordenação e
Supervisão de Tutoria; Oferta Programada de Educação Permanente em Larga Escala; e
Pesquisa e Cooperação Técnica.
O processo de monitoramento vigente é realizado pela SGTES e SE/UNA-SUS e executado
da seguinte forma:
a. Acompanhamento: semanalmente pela SGTES e SE/UNA-SUS para acompanhar o
cotidiano dos projetos e, mensalmente, em data prévia à Reunião do Colegiado
Institucional.
b. Periodicidade do monitoramento: semestral, definida pela SGTES e SE/UNA-SUS.
Essa solicitação será feita pela SGTES.
c. Novo instrumento: será definido pela SGTES e SE/UNA-SUS para o monitoramento.
d. Retorno pelas IES será realizado em meio físico, para a SGTES, com os documentos
comprobatórios, de acordo com os termos do sistema convenial, e em meio
eletrônico no Portal UNA-SUS: http://unasus.gov.br.

e. Com base neste relatório, o DEGES, após análise, irá elaborar parecer técnico,
devendo enviar uma cópia à IES, mediante ofício, e outra, por meio eletrônico, ao
Grupo de Monitoramento.
Posteriormente, o DEGES enviará à CGPLAN o parecer, juntamente com a cópia do
ofício, relatório e documentos, a fim de serem anexados ao respectivo processo.

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2. Avaliação
A avaliação final de cada projeto e do conjunto dos projetos acompanhados pela SGTES e
SE/UNA-SUS. A proposta está sendo elaborada pela SGTES, SE/UNA-SUS e fórum de
coordenadores.

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Acervo Colaborativo de Recursos Educacionais em Saúde
O acervo colaborativo da UNA-SUS visa permitir uma maior economicidade e aumento
progressivo de quantidade e qualidade na oferta de oportunidades de aprendizado, sejam
cursos ou capacitações. Dessa forma, todo investimento realizado na produção de cursos na
modalidade educação a distância torna-se patrimônio público, podendo ser utilizado por
iniciativas subsequentes. Assim espera-se uma progressiva redução nos custos dessas ofertas,
pelo menor esforço que precisa ser despendido na produção do material instrucional, e pelo
aumento de qualidade, pois como se trata de um acervo aberto e colaborativo, todos os
usuários dos recursos educacionais disponíveis testam a qualidade do material e contribuem
para o seu aprimoramento (Oliveira 2008).
O planejamento do Acervo levou em conta as experiências nacionais relevantes que ocorriam
no momento: a disseminação do DSpace, pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e
Tecnologia, como solução para implantação de repositórios de acesso aberto; a implantação
em andamento do Portal Telessaúde Brasil; o lançamento do Banco Internacional de Objetos
Educacionais pelo MEC e o lançamento do Portal Agregador do Campus Virtual em Saúde
Pública, da Organização Pan-americana de Saúde.
Seguindo a praxe de descentralização do SUS, o acervo foi criado para funcionar em rede
com as outras instituições parceiras, não se constituindo apenas em um acervo central mantido
pelo MS. Conforme proposto nos Documentos de Referência 6 e 8 da UNA-SUS(Ministério
da Saúde 2009); cada instituição integrante da UNA-SUS deveria ter seu próprio repositório
de material educacional em acesso aberto na Internet e esses recursos seriam cadastrados em
um acervo nacional, permitindo a busca e consulta integrada. Assim, a responsabilidade pela
catalogação, validação e negociação de direitos autorais seria distribuída entre os parceiros.
Isso permite valorizar a autoria institucional pelas universidades, ao mesmo tempo em que se
garante que todos tenham acesso, pelo Portal UNA-SUS, ao material produzido.
Essa abordagem também fez com que fosse possível o acervo da UNA-SUS se desenvolver
incrementalmente mesmo sem o repositório central no ar. Na prática, o Acervo já está
disponível desde 2009, pois os recursos educacionais estão disponíveis no sítio eletrônico de
cada instituição e todos eles apontam para o Portal UNA-SUS, funcionando como um
webring – um conjunto de sítios na Internet que se referenciam de modo circular, permitindo
ao internauta acessar mais facilmente o conteúdo de todos eles.
Hoje o Acervo de Recursos Educacionais em Saúde - Acervo UNA-SUS – encontra-se
disponível em http://acervo.unasus.gov.br , já incorporando alguns recursos educacionais das
Universidades, organizados em coleções de modelos de cursos, objetos de aprendizagem,
objetos simples e itens de avaliação. A política de desenvolvimento do Acervo está disponível
para consulta, permitindo a qualquer instituição interessada submeter material ao acervo ou
planejar seu próprio acervo institucional de recursos educacionais de acordo com essas
diretrizes.
As principais características desse acervo são:
1. Possibilita a visualização de todos os recursos educacionais produzidos na UNA-SUS,
por objetivos de aprendizagem; sujeitos da aprendizagem; tema da sáude a que se
referem; mídia em que foram desenvolvidos, entre outras características;
2. Possibilita a recuperação e reutilização dos recursos garantindo a adequada referência
aos autores, garantindo assim seus direitos autorais morais, e os padrões tecnológicos
indicados para a sua produção;
3. Confere maior visibilidade ao Ministério sobre todos os recursos educacionais
produzidos na rede, o que lhe confere mais poder e velocidade de decisão em tomadas
de decisão durante situações emergenciais de saúde no país (pandemias, etc).

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Está prevista para março de 2012 a alimentação maciça do Acervo com os recursos
educacionais dos projetos da UNA-SUS iniciados em 2008 e 2009, como parte do processo de
acompanhamento pelo Ministério da Saúde dos resultados dessas parcerias com instituições
educacionais públicas.

Plataforma Arouca
A UMA-SUS previa que cada Universidade teria centenas a milhares de estudantes
matriculados. Assim, como poderia o Ministério da Saúde monitorar essa oferta? Conferir os
dados de um a um em papel assinado pelo responsável legal – e rubricado em cada página –
não parecia uma forma eficaz de monitoramento. Da mesma forma, receber planilhas de Excel
por e-mail seria inseguro, sem validade legal e com grande risco de se perder ou confundir
dados. Também seria muito trabalhoso conferir a situação de cada um no Cadastro Nacional
de Estabelecimentos de Saúde (CNES), para averiguar se faziam jus ao benefício.
A experiência da Plataforma de Integração de Dados das Instituições Federais de Educação
Superior (PingIFES) da Secretaria de Educação Superior do MEC apontou um caminho.
Trata-se de um mecanismo de consulta plataforma-independente, segura, certificada as bases
acadêmicas das Universidade Federais – o principal conjunto de parceiros na Rede UnA-SUS.
Essa solução se mostrou como o mecanismo perfeito para acompanhar os cursos de
especialização em larga escala para equipes de saúde da família. Mais do que isso: esse
modelo se encaixava perfeitamente com a concepção de organizar a oferta de cursos
modulares e flexíveis na UNA-SUS, pois se permitindo o registro individual integrado dessas
experiências abrem-se as portas para o reconhecimento interinstitucional dessa titulação
progressiva. Assim foi prevista a implantação, em 2009, do histórico único de educação
permanente como elemento estruturante da UNA-SUS.
A Plataforma Arouca surge efetivamente como proposta feita pela então Diretora de Gestão
da Educação em Saúde, Ana Estela Haddad, de se fazer para a Saúde uma Plataforma
homóloga a Plataforma Freire, que estava sendo implantada no Ministério da Educação. A
Plataforma Freire para oferecer acesso à relação completa dos cursos oferecidos pelo Plano
Nacional de Formação de Professores. A fusão dessa proposta com o histórico educacional da
UNA-SUS deu origem a Plataforma Arouca.
Hoje a Plataforma Arouca encontra-se operante em http://arouca.unasus.gov.br e já vem
sendo utilizada para monitoramento de diversas ações da SGTES e como cadastro único dos
profissionais de saúde para fins das atividades da UNA-SUS.
As principais funcionalidades dessa plataforma são:
1. Possibilita a visualização resumida, detalhada e geográfica de ofertas educacionais;
2. Para trabalhadores de saúde identificados:
a. geração de históricos educacionais e profissionais, agregando itens relatados
pelo próprio usuário e colhidos de fontes oficiais, com opção de mostrar ou
ocultar um a um cada item de histórico.
b. Registrar os cursos e temas de seu interesse para aperfeiçoamento profissional
3. Para gestores do SUS:
a. registro coletivo de interesse em cursos
b. visualização geográfica da distribuição de profissionais de saúde, suas
ocupações e formação
4. Para instituições educacionais:
a. cadastro de ofertas educacionais, com detalhamento do nome do curso,
calendário de oferta, turmas, locais de oferta e módulo educacionais que a
compõem

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b. cadastro de ingressantes e concluintes, o que possibilita a prestação de contas
detalhada aos financiadores
c. webservices para confirmação de dados individuais, possibilitando conferir
cadastro de candidatos e alunos.
5. Para financiadores de ações educacionais, acompanhar a evolução da implantação dos
projetos que apoia;
6. Provedor de identidade para sistemas de autenticação federativa, incluindo a própria
UNA-SUS;

Atividades de Cooperação Técnica


Desde 2008, foram realizadas diversas atividades com a finalidade de promover a cooperação
técnica entre as instituições integrantes da Rede UNA-SUS. Essas atividades visavam,
principalmente: estimular a incorporação de novas tecnologias educacionais e de gestão aos
projetos; o intercâmbio de experiências entre os projetos, a reutilização de material didático
pelos cursos. Essas atividades incluíram visitas técnicas às instituições, vídeo e
webconferências, criação de comunidades virtuais, incluindo grupos de trabalho
interinstitucionais e encontros entre os projetos e o Ministério da Saúde.
Essas últimas atividades se estruturaram como encontros nacionais da UNA-SUS. No quadro
1, temos a realização dos encontros realizados em 2011. Esses encontros foram muito
produtivos e propiciaram o conhecimento mútuo dos projetos e intensificação dos
intercâmbios.

Quadro 1 – Encontros Nacionais da Rede UNA-SUS realizados em 2011


VIII Encontro Nacional: Fortaleza, fevereiro de 2011. Realização: UFC
IX Encontro Nacional: Rio de Janeiro, março de 2011. Realização: UERJ
X Encontro Nacional: Campo Grande, junho de 2011. Realização: Fiocruz Pantanal & UFMS
XI Encontro Nacional: São Paulo, agosto de 2011. Realização: Unifesp
XII Encontro Nacional: Brasília, outubro de 2011. Realização: Secretaria Executiva da UNA-SUS

O processo de institucionalização da Secretaria Executiva da UNA-SUS na estrutura da


Fiocruz em Brasília e o desenvolvimento do Portal UNA-SUS foram financiados pelo Termo
de Cooperação 116/2010, firmado entre o Ministério da Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz.
Um relatório detalhado do progresso foi apresentado em 2011. Os principais resultados desse
projeto estão sintetizados a seguir:
1. Secretaria Executiva implantada na estrutura da Fiocruz, de modo a conferir
materialidade institucional e visibilidade ao processo de cooperação da UNA-SUS – a
primeira etapa foi atingida com a instalação da equipe na sede da Diretoria Regional
de Brasília (DIREB) da Fiocruz.
2. Portal UNA-SUS implantado, como conjunto de serviços integrados de apoio às ações
educacionais via Web. O primeiro marco desse resultado foi atingido em agosto de
2011, com a sua homologação pelo Colegiado Institucional, confirmando a rota
definida. Utilizando tecnologias como Shiboleth, Drupal e Moodle, o Portal se tornou
um acesso integrado a todos serviços da UNA-SUS, com o login e senha do aluno no
seu curso valendo como credencial, e também para acesso aos ambientes das outras
Universidades da rede. Além disso diversos avanços na utilização dessas tecnologias
como ferramentas educacionais foram consolidadas, e tem sido compartilhadas com a
Rede UNA-SUS. O Portal está disponível em http://www.unasus.gov.br. Nos
próximos 2 anos será validada sua utilização e transferida tecnologia para as
instituições integrantes da Rede UNA-SUS.

21
3. Infra-estrutura nacional de tecnologia de informação da UNA-SUS implantada – ação
em andamento, permitirá que os serviços oferecidos pela Internet pela UNA-SUS
tenham alta disponibilidade e desempenho.
4. Alinhamento metodológico dos projetos UNA-SUS assegurado – objetivo está sendo
perseguido pela manutenção do calendário de Encontros Nacionais, realização de
oficinas sobre temas especializados estruturação de Grupos de Trabalho
Interinstitucionais e capacitações para incorporação de novas tecnologias educacionais
5. Estratégia de integração temática entre os projetos da UNA-SUS consolidada – será
garantida mediante modularização dos cursos de especialização em programas de
formação modulares, com oferta de múltiplos cursos de extensão em temas
específicos, com possibilidade reaproveitamento dos créditos educativos em cursos de
pós-graduação. Esses módulos serão elaborados em co-autoria institucional das
Universidades da Rede e Ministério da Saúde. O primeiro módulo produzido foi sobre
Controle da Tuberculose Pulmonar, parceria entre a UNA-SUS e a Secretaria de
Vigilância em saúde e está disponível no Portal UNA-SUS.
6. Política de desenvolvimento do Acervo de Recursos Educacionais em Saúde
implantada – permitirá o desenvolvimento organizado e coerente do Acervo,
permitindo garantira perenidade do Acervo e a facilidade aos usuários em encontrar o
que recurso mais adequado as suas necessidades.
Conclusão
A organização nacional das ações de educação a distância em saúde por meio da articulação
de um sistema de cooperação entre instituições públicas tem se demonstrado uma estratégia
virtuosa. A ampliação do leque, número de vagas e cobertura geográfica das ações
educacionais está claramente demonstrada, e as tecnologias educacionais em saúde que estão
sendo desenvolvidas são muito promissoras. Por esses motivos, o Sistema UNA-SUS está se
consolidando como um potente instrumento para a qualificação dos trabalhadores de saúde do
país e ferramenta valiosa para implantação de políticas de saúde.

Tendências para o futuro e metas para 2012


As ações desenvolvidas permitirão que nos próximos anos:
1. todos trabalhadores do SUS tenham acesso a todas as oportunidades de aprendizado
produzidas com recursos públicos e licenciadas para livre circulação pelos órgãos
responsáveis;
2. trabalhadores-alunos possam interagir com essas oportunidades quando quiserem e
quantas vezes considerar necessário para dominar os conhecimentos que seu trabalho vier
a exigir, e
3. cidadãos que trabalham no setor saúde possam documentar seu aprendizado e comprovar
sua trajetória educacional sem burocracia, pois as ações da UNA-SUS são nativamente
integradas ao seu currículo na Plataforma Arouca.
Assim, espera-se atingir um novo patamar de produtividade nas ações de
qualificação dos trabalhadores de saúde com:
1. redução do desperdício de recursos com materiais e ofertas redundantes, pois todos terão
acesso a tudo que for produzido pela rede, otimizando-se assim o uso dos pólos de EAD;
2. constituição de um acervo público de recursos educacionais, que, a partir de uma cultura
de colaboração, terá ganho incremental de quantidade e qualidade do material disponível;

22
3. possibilidade de que o trabalhador, ao mudar de serviço ou cidade, possa levar consigo o
seu histórico profissional e educacional, evitando retreinamentos desnecessários, e
4. possibilitar maior transparência no uso de recursos para a educação na saúde, com
sistemas de monitoramento que permitam o seguimento individual dos beneficiados e
ações estruturadas de avaliação e acompanhamento.
Este relatório comprova, com base em ampla documentação, que a Universidade
Aberta do SUS é uma ação robusta, relevante e com ótima relação custo-benefício
Sua implantação plena nos próximos anos trará inúmeros benefícios aos cidadãos
brasileiros, que passarão a poder contar com a assistência a saúde prestada por trabalhadores
cada vez mais qualificados, pois terão acesso ao mais amplo, moderno e completo sistema de
apoio a sua educação permanente do mundo contemporâneo.

23
B – Agenda Programática da Gestão da Educação na Saúde
Os projetos, programas e ações que conformam a política de educação na saúde
como estabelecida pela SGTES são conduzidos pela direção do DEGES conjuntamente com a
Coordenação Geral de Ações Estratégicas na Saúde e a Coordenação Geral de Ações Técnicas
na Saúde e se desenvolvem via parcerias e acordos com instâncias do SUS (Comissão
Tripartite, CONASS, CONASEMS); MEC; organismos, instituições e organizações
(nacionais, estaduais, municipais e internacionais) das áreas da saúde e da educação.
B.1 - Coordenação Geral de Ações Estratégicas na Saúde: programas, projetos e
ações
O Governo Federal, sobretudo na última década, tem implementado políticas de
inclusão social com expressões concretas nas áreas sociais do Governo, especialmente na
Saúde e na Educação. Visando ao aprimoramento dessas políticas, na área da saúde o atual
Ministério da Saúde estabeleceu como uma de suas prioridades o Acesso e o acolhimento com
qualidade para todos, em tempo adequado, a partir do aprimoramento da Política Nacional de
Atenção Básica e da atenção especializada, reconhecendo que o SUS promove inclusão e
transformação social.
A implantação das redes de atenção à saúde constitui uma das principais estratégias
definidas pela atual gestão visando à integralidade, continuidade dos cuidados e humanização.
Esse processo irá exigir grandes esforços e articulação de todas as esferas de governo, sendo
essenciais a concretização e o aprimoramento dos mecanismos de regionalização e
descentralização para integrar a atenção básica aos serviços de urgência, à atenção
especializada, às ações de vigilância em saúde, garantindo o acesso a todos os níveis de
atenção à saúde para todos os cidadãos. Nesse contexto, assume importância cada vez maior a
formação e a qualificação dos profissionais e trabalhadores do SUS e o compromisso das
instituições de ensino nesse processo. Assim, o Ministério da Saúde, considerando sua
atribuição estabelecida na Constituição Federal de 1988 (Artigo 200, Inciso III) de ordenar a
formação dos recursos humanos para a saúde definiu como um de seus objetivos estratégicos
Contribuir para a adequada formação, alocação, qualificação, valorização e democratização
das relações do trabalho dos profissionais e trabalhadores de saúde.
Reconhecer a conexão entre a esfera do trabalho e da educação implica na ampliação
do conceito de saúde, reconhecendo suas interfaces com outros temas e com a riqueza de
valores e processos, somados à diversidade de olhares e subjetividades deste complexo
sistema. O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação
na Saúde (SGTES) em parceria com a Secretaria de Educação Superior (SESU) e com o
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), do Ministério
da Educação (MEC), com o apoio da Organização Pan Americana da Saúde (OPAS),
instituíram o Programa Nacional de Reorientação da Formação Profissional em Saúde (Pró-
Saúde). O objetivo do Programa é a integração ensino-serviço, visando à reorientação da
formação profissional, assegurando uma abordagem integral do processo saúde-doença com
ênfase na atenção básica, promovendo transformações nos processos de geração de
conhecimentos, ensino e aprendizagem e de prestação de serviços à população.
No contexto da educação superior, a flexibilização preconizada pela Lei de Diretrizes e
Bases da Educação Nacional nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (BRASIL, 1996), confere
às Instituições de Ensino Superior novos graus de liberdade que possibilitam o desenho de
currículos inovadores, adequados às realidades regionais e às respectivas vocações das
escolas. A substituição do currículo mínimo pelas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs)
representa um avanço, pelo fato de induzir maior articulação das Instituições Ensino Superior
24
(IES) com a sociedade, e concretizar a relevância social da ação acadêmica. As Diretrizes
Curriculares Nacionais (DCN) para o ensino de graduação das profissões de saúde foram
editadas a partir de 2001 pelo Conselho Nacional de Educação. Elas definiram as
competências para cada área e a necessidade de implementação da integração ensino-serviço,
bem como mudanças pedagógicas que favorecessem a integração de conteúdos disciplinares,
integração básico – clínica e as metodologias ativas de ensino – aprendizagem. As DCNs
destacaram, também, a importância da ampliação do desenvolvimento de atividades práticas
junto aos serviços de saúde, além do hospital universitário.
No que se refere à avaliação, também foram definidas mudanças importantes com a
Lei nº 10.861, de 14 de abril de 2004, que institui o Sistema Nacional de Avaliação da
Educação Superior (SINAES). Entre seus objetivos estão a melhoria da qualidade da
educação e, especialmente, a promoção do aprofundamento dos compromissos e
responsabilidades sociais das IES, o respeito à diferença e à diversidade, além da afirmação
da autonomia e da identidade institucional.
No caso da formação na área de Saúde, as avaliações do SINAES tem contribuído
para o atendimento aos princípios já definidos nas DCNs dos cursos desta área, vinculando os
critérios de avaliação do MEC para os processos de autorização de novos cursos, de
reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos às metas das políticas públicas de
saúde. É nesse ponto que se encontra a interface entre as políticas do MEC para a educação
superior e projetos como o Programa Nacional de Reorientação da Formação Profissional em
Saúde - Pró-Saúde, uma vez que ambos preocupam-se com a formação de nível superior em
atendimento às políticas de responsabilidade social. A integração das políticas ministeriais
entre o MEC e MS denota a articulação entre ações e procedimentos que levem em
consideração os objetivos comuns capazes de induzir mudanças previstas nestas políticas,
prestigiando ações e indicando caminhos a serem seguidos pelas Instituições de Ensino
Superior. É importante ressaltar que o INEP/MEC trabalhou de forma integrada ao
Departamento de Gestão da Educação na Saúde - DEGES/SGTES, promovendo oficinas de
capacitação dos avaliadores e coordenadores de curso de graduação na área da saúde.
B.1.1 - Ações com foco na reorientação dos cursos de Graduação
Programa Nacional de Reorientação de da Formação Profissional em Saúde - PRÓ-
SAÚDE
O Programa Nacional de Reorientação da Formação Profissional em Saúde (Pró-
Saúde) foi instituído por meio da Portaria Interministerial MS/MEC nº 2.101, de 03 de
novembro de 2005, em conjunto com a Secretaria de Educação Superior (SESU), do
Ministério da Educação e Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio
Teixeira (INEP).
O objetivo geral do Programa é estimular a aproximação entre as instituições
formadoras e o SUS, apoiando as transformações do processo formativo, geração de
conhecimentos e prestação de serviços à população, para uma abordagem integral do processo
de saúde-doença. A re-orientação do modelo de atenção à saúde baseado na prevenção,
proteção e recuperação da saúde são os impulsionadores do Programa, conferindo
direcionalidade ao processo de mudança curricular, permitindo o alcance progressivo da
situação desejada e estimulando a substituição do currículo mínimo pelas Diretrizes
Curriculares Nacionais.
O Pró-Saúde desenvolve-se na perspectiva de que a reorientação da formação ocorra
simultaneamente em distintos eixos (orientação teórica, cenários de prática e orientação
pedagógica) rumo à integração entre Instituições de Educação Superior (IES) e serviço
25
público de saúde, com reflexos na formação dos trabalhadores de saúde, na produção do
conhecimento e na prestação de serviços, com vistas ao fortalecimento do SUS.
a) Participantes do PRÓ-SAÚDE
Inicialmente, três áreas foram contempladas no Pró-Saúde – Medicina, Enfermagem
e Odontologia, considerando a Estratégia Saúde da Família. Foram selecionados por meio de
edital público, 90 cursos de graduação em saúde, gerando impacto sobre aproximadamente 46
mil estudantes. Posteriormente, o Pró-Saúde foi ampliado para os demais cursos de graduação
da área da saúde, por meio da Portaria Interministerial nº 3.019, de 26 de novembro de 2007,
conforme recomendação da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) e Conselho Nacional de
Saúde (CNS). Em 2008 foram selecionados, por meio de edital público, 68 Projetos, incluindo
265 cursos das diversas áreas da saúde.
Considerando as especificidades das regiões Norte e Nordeste, no segundo semestre de
2010, a Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) trabalhou para
apoiar os projetos de mudança em cursos de graduação para essas regiões. Foram aprovados
projetos para:
1. Universidade Federal do Amazonas
2. Universidade Federal do Amapá
3. Universidade Federal do Acre
4. Universidade Federal de Roraima
5. Universidade Federal de Rondônia
6. Universidade Federal do Pará
7. Universidade Federal de Tocantins
8. Universidade Federal do Ceará
9. Universidade Federal do Maranhão

Conforme gráficos I e II, 379 cursos são apoiados técnica e financeiramente no Pró-
Saúde I, II e Amazônia, com impacto sobre mais de 100 mil estudantes.

26
Gráfico I – Cursos envolvidos no Pró-Saúde I, II e Norte/Nordeste (n=379)

med. nutrição
Veterinária 9%
1% odontologia
medicina 13%
fonoaudiologia
17%
4%
psicologia
6%
s. social
farmácia 3%
9%

biomedicina
fisioterapia 1%
7%
c. biológicas
T. Ocupacional
enfermagem 2%
2%
21% ed. Física
5%

Gráfico II – Cursos por região do Brasil - Pró-Saúde I, II e Norte/Nordeste (n=379)

sudeste
42%

sul
26%

norte
7% nordeste
22%

centro-oeste
3%

27
b) Financiamento/Repasse Financeiro em 2011
Os 89 (oitenta e nove) projetos selecionados para o Pró-Saúde I são financiados por
meio de cartas acordo com a Organização Pan Americana da Saúde (OPAS/OMS). No ano de
2011, a SGTES realizou a análise dos relatórios técnicos e financeiros de prestação de contas
final da 2ª (segunda) fase do Pró-Saúde I. Por meio do Termo de Cooperação no 57 foram
formalizadas, nesse mesmo ano, 23 (vinte e três) cartas acordo, incluindo o Projeto de
Acompanhamento das Ações da SGTES visando à Incorporação da Estratégia de
Aprimoramento das Redes de Atenção à Saúde junto aos Cursos de Graduação em Saúde,
num montante total de R$ 4.544.992,00 (quatro milhões, quinhentos e quarenta e quatro mil e
novecentos e noventa e dois reais). Na planilha abaixo constam os cursos/instituições com
cartas acordos assinadas em dezembro de 2011.

Cursos UF Município IES Beneficiária Carta acordo

Universidade Fundação de Apoio à


1 Enf. GO Goiânia BR/LOA/1100101
Federal de Goiás Pesquisa – FUNAPE

Fundação de Apoio e
Universidade
Desenvolvimento ao
Enf. MG Juiz de Fora Federal de Juiz de BR/LOA/1100084
2 Ensino, Pesquisa e
Fora
Extensão - FADEPE
Universidade do Centro de Estudos e
3 Enf. RJ Rio de Janeiro Estado do Rio de Pesquisa em Saúde BR/LOA/1100090
Janeiro Coletiva - CEPESC
Fundação Educacional
Universidade
4 Enf. RJ Vassouras Severino Sombra – BR/LOA/1100121
Severino Sombra
FUSVE
Universidade
Fundação Universitária
5 Comunitária
Enf. SC Chapecó de Desenvolvimento do BR/LOA/1100083
Regional de
Oeste - FUNDESTE
Chapecó
Universidade Fundação de Amparo à
Enf. SC Florianópolis Federal de Santa Pesquisa e Extensão BR/LOA/1100105
6 Catarina Universitária - FAPEU
Fundação Cearense de
Universidade
7 Med. CE Fortaleza Pesquisa e Cultura - BR/LOA/1100094
Federal do Ceará
FCPC
Fundação de Apoio e
Universidade
Desenvolvimento ao
Med. MG Juiz de Fora Federal de Juiz de BR/LOA/1100109
8 Ensino, Pesquisa e
Fora
Extensão - FADEPE
Universidade Fundação de
9 Med. MG Belo Horizonte Federal de Minas Desenvolvimento da BR/LOA/1100085
Gerais Pesquisa - FUNDEP
Universidade Fundação de Ensino e
10 Med. MG Uberaba Federal do Triângulo Pesquisa de Uberaba - BR/LOA/1100103
Mineiro FUNEPU / UFTM
Fundação de Apoio ao
Desenvolvimento
Universidade
11 Tecnológico do Hospital
Med. PR Londrina Estadual de BR/LOA/1100097
Universitário Regional
Londrina
do Norte do Paraná –
HUTec

28
Centro de Estudos e
Universidade do
12 Pesquisa em Saúde
Med. RJ Rio de Janeiro Estado do Rio de BR/LOA/1100099
Coletiva-CEPESC-
Janeiro
UERJ
Fundação
Fundação de Apoio ao
13 Universidade
Med. RS Rio Grande Hospital de Ensino do BR/LOA/1100104
Federal do Rio
Rio Grande - FAHERG
Grande
Fundação Universidade
Universidade do
14 Med. SC Itajaí do Vale do Itajaí - BR/LOA/1100114
Vale do Itajaí
UNIVALI
Faculdade de
Fundação Arnaldo
15 Ciências Médicas da
Med. SP São Paulo Vieira de Carvalho / BR/LOA/1100089
Santa Casa de São
FCMSCSP
Paulo
Pontifícia
16 Universidade Sociedade Campineira
Med. SP Campinas BR/LOA/1100092
Católica de de Educação e Instrução
Campinas
Universidade
Fundação para o
17 Estadual Paulista
Med. SP Botucatu Desenvolvimento BR/LOA/1100102
Júlio de Mesquita
Médico Hospitalar
Filho
Universidade
Fundação de Apoio
18 Odo. MG Uberlândia Federal de BR/LOA/1100111
Universitário
Uberlândia
Faculdade de Associação Caruaruense
19 Odo. PE Caruaru Odontologia de de Ensino Superior - BR/LOA/1100110
Caruaru ASCES
Associação Pró-Ensino
Santa Cruz do Universidade de
20 Odo. RS em Santa Cruz do Sul – BR/LOA/1100091
Sul Santa Cruz do Sul
APESC
Universidade Fundação de Apoio à
21 Odo. GO Goiânia BR/LOA/1100100
Federal de Goiás Pesquisa
Faculdade de
Fundação de Apoio
22 Odontologia da
Odo. SP São Paulo à Universidade de BR/LOA/1100086
Universidade de São
São Paulo
Paulo

Para a execução dos projetos aprovados em 2007 para participarem do Pró-Saúde II,
os recursos foram repassados através da formalização de convênio com as Instituições de
Ensino Superior – IES e repasse fundo a fundo para as Secretarias de Saúde. Foram
formalizadas, também, 4 (quatro) cartas acordo com IES.
No ano de 2011 foram formalizados 10 (dez) convênios para execução de projetos
Pró-Saúde II e Amazônia com IES que não puderam formalizar os seus convênios em anos
anteriores, num montante total de R$ 4.993.061,79 (quatro milhões, novecentos e noventa e
três mil, sessenta e um reais e setenta e nove centavos).

UF Instituição Município Valor total do Valor empenhado


projeto
1 AP Universidade Federal do Macapá 400.000,00 238.600,00
Amapá
2 BA Universidade Estadual de Feira de Santana 612.333,34 551.100,00
Feira de Santana

29
3 BA Universidade Estadual de Ilhéus 208.767,00 187.890,30
Santa Cruz
4 RS Sociedade Caritiva e Santa Maria 192.201,70 192.201,70
Literária São Francisco de
Assis/UNIFRA
5 SC Fundação Universidade Vale Itajaí 453.472,00 453.472,00
do Itajaí/UNIVALI
6 SC Fundação Educacional da Joinville 149.500,00 149.500,00
Região de Joinville
7 SP Instituto das Apóstalas do Bauru 1.785.162,75 1.785.162,75
Sagrado Coração de Jesus
8 SP Instituto Adventista de São São Paulo 695.520,00 695.520,00
Paulo
9 SP Instituto Adventista de São São Paulo 308.500,00 308.500,00
Paulo - reforma
10 SP Fundação Arnaldo Vieira de São Paulo 187.605,00 187.605,00
Carvalho
TOTAL 4.993.061,79 4.749.551,75

Todas as Secretarias de Saúde participantes do Programa receberam 3 (três) parcelas


dos repasses previstos, em 2008, 2009 e 2010. Em 2011, foram repassados recursos referentes
às despesas de capital, no valor total de R$ 4.568.250,36 (quatro milhões, quinhentos e
sessenta e oito mil, duzentos e cinqüenta reais e trinta e seis centavos).
A tabela abaixo mostra os valores dos repasses financeiros do Pró-Saúde aos
municípios no ano de 2011:

REPASSE FUNDO A FUNDO - 3ª PARCELA - RECURSOS CAPITAL

UF Município/IES Parceira Capital OBs Data de Pagto

MACEIÓ (UNICISAL) 45.000,00 2011OB837797 29-dez-11

MACEIÓ (UFAL) 261.550,00 2011OB837797 29-dez-11


AL

ARAPIRACA (UFAL) 113.476,00 2011OB829388 4-nov-11

FEIRA DE SANTANA (UEFES) 18.309,00 2011OB811659 6-mai-11


VITÓRIA DA CONQUISTA
BA 12.990,00 2011OB828971 1-nov-11
(UFBA)
ILHÉUS (UESC) 61.091,94 2011OB837675 28-dez-11

FORTALEZA (UNIFOR) 133.061,50 2011OB828092 20-out-11


CE
FORTALEZA (FUECE) 10.900,00 2011OB811660 6-mai-11

MG UBERABA (UNIUBE) 97.909,00 2011OB811661 6-mai-11

30
ALFENAS (UFA) 99.361,00 2011OB811661 6-mai-11

UBERLÂNDIA (UFU) 51.466,00 2011OB811661 6-mai-11

UBERABA (UFTM) 25.000,00 2010OB811661 6-mai-11

DIAMANTINA (UFVJM) 39.498,00 2011OB826668 6-out-11

PA ANANINDEUA (UEPA) 352.849,00 2011OB837674 28-dez-11

CAMARAGIBE (UPE) 44.000,00 2011OB828972 1-nov-11

PE RECIFE (UFPE) 238.503,50 2011OB811662 6-mai-11

PETROLINA (UNIVASP) 39.000,00 2011OB811662 6-mai-11

RIO DE JANEIRO (UERJ) 2.700,00 2011OB811663 6-mai-11

RJ RIO DE JANEIRO (UFRJ) 250.000,00 2011OB811663 6-mai-11

NITERÓI (UFF) 70.000,00 2011OB811663 6-mai-11

RN NATAL (UFRN) 119.387,28 2011OB811664 6-mai-11

PORTO ALEGRE (PUCRS) 108.100,00 2011OB826666 6-out-11

PELOTAS (UCPEL) 207.734,00 2011OB811665 6-mai-11

PASSO FUNDO (UPF) 330.000,00 2011OB826664 6-out-11


RS
PELOTAS (UFPEL) 33.942,00 2011OB811665 6-mai-11

SANTA MARIA (UFSM) 52.882,00 2011OB811665 6-mai-11

SANTA MARIA (CEUF) 10.580,00 2011OB811665 6-mai-11

CHAPECÓ (UNOCHAPECÓ) 144.039,02 2011OB826660 6-out-11

TUBARÃO (UNISUL) 35.000,00 2011OB826667 6-out-11

SC
ITAJAÍ (UNIVALI) 126.713,00 2011OB826805 7-out-11

FLORIANOPÓLIS (UFSC) 190.294,00 2011OB812784 24-mai-11

BLUMENAU (FURB) 233.052,12 2011OB811666 6-mai-11

31
SÃO JOSÉ DO RIO PRETO
4.333,00 2011OB811667 6-mai-11
(FAMERP)
SÃO CAETANO DO
57.501,00 2011OB826665 6-out-11
SUL(FMABC)
CAMPINAS (UNICAMP) 59.000,00 2011OB811667 6-mai-11

RIBEIRÃO PRETO (UNAERP) 174.304,00 2011OB811667 6-mai-11

SP BAURU (USP) 49.685,00 2011OB812870 27-mai-11

RIBEIRÃO PRETO (USP) 93.541,00 2011OB811667 6-mai-11

BAURU (USC) 203.616,00 2011OB812870 27-mai-11

BRAGANÇA PAULISTA (USF) 315.000,00 2011OB811667 6-mai-11

TOTAL 4.568.250,36

c) Monitoramento e Avaliação do Programa


A estrutura de acompanhamento e avaliação do programa contempla uma Comissão
Executiva, uma Comissão Assessora e um Conselho Consultivo, os quais são responsáveis
por administrar o programa e criar mecanismos para garantir o adequado apoio técnico e
avaliação do desenvolvimento dos projetos aprovados; selecionar, acompanhar e avaliar o
desenvolvimento dos projetos e, atuar como instância consultiva, respectivamente.
O desenvolvimento de auto-avaliação, por meio de relatórios técnicos desenvolvidos
por docentes, representantes dos gestores do SUS e estudantes pertencentes a cada Instituição
de Ensino Superior vinculada ao programa, e de avaliação externa, por meio de visitas in loco
da Comissão Assessora, são os mecanismos utilizados para o acompanhamento do Programa,
além da realização de seminários nacionais e regionais, permitindo a troca de experiências
entre os diversos atores envolvidos. A auto-avaliação é conduzida pelas respectivas
Comissões Gestoras Locais de cada projeto. Cada uma dessas Comissões conta com a
representação dos diferentes segmentos envolvidos na implementação dos projetos, a saber:
docentes, estudantes de graduação, profissionais do serviço de saúde, gestores e do Conselho
Municipal de Saúde. As pesquisas de avaliação do programa identificam a constituição das
Comissões Gestoras Locais como um dos principais fatores que contribuíram para o sucesso
da implementação e continuidade das ações dos projetos do Pró-Saúde.
Em 2009 iniciou-se o desenvolvimento de uma pesquisa com metodologia quanti-
qualitativa, com o objetivo de avaliar o impacto dos projetos do Pró-Saúde, a partir dos
objetivos do Programa. Os resultados da pesquisa foram divulgados na EXPOSGTES em
julho de 2010.
No ano de 2010, firmou-se parceria com Associação Brasileira de Ensino
Farmacêutico (ABENFAR) para desenvolvimento de uma pesquisa sobre os cursos de
Farmácia participantes do Pró-Saúde II.

32
No dia 11 de maio de 2011 ocorreu o Seminário da Comissão Assessora do Pró-
Saúde que teve como objetivo estabelecer o planejamento das visitas aos projetos
participantes do Pró-Saúde I, II e PET-Saúde. No Seminário foi destacada a necessidade do
alinhamento dos projetos às ações prioritárias do Ministério da Saúde, como Urgência e
Emergência, Saúde Mental – crack e outras drogas e Rede Cegonha. No dia 12 de maio a
comissão assessora, dirigentes da SGTES e equipe técnica da SGTES e OPAS reuniram-se
para planejar o Seminário Pró-Saúde Norte e Nordeste.
O Seminário Regional do Pró-Saúde e PET-Saúde para as regiões Norte e Nordeste foi
realizado em Manaus/AM, em 30 e 31 de maio. Esse Seminário teve como objetivo promover
a integração dos projetos para um trabalho em rede e reorientá-los conforme as políticas e
prioridades do Ministério da Saúde. Além dos atores envolvidos com os projetos da região
(reitores, docentes, profissionais dos serviços e secretários municipais e estaduais de saúde), o
evento contou com a presença do secretário e outros gestores da SGTES, representantes do
Ministério da Educação, CONASS, CONASEMS e OPAS, num total de aproximadamente
120 (cento e vinte) pessoas.
No 2º semestre de 2011, em agosto e setembro, foram realizados 10 (dez) Seminários
Regionais do Pró-Saúde e PET-Saúde nas diversas regiões do Brasil (Rio de Janeiro,
Petrópolis, Campinas, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Curitiba, Fortaleza e
Recife). Cada Seminário contou com a participação de 70 (setenta) a 150 (cento e cinqüenta)
pessoas, entre essas, coordenadores de projetos Pró e PET-Saúde, professores, estudantes,
profissionais de saúde, usuários, gestores de secretarias municipais e estaduais e teve como
objetivos apresentar e discutir as políticas e programas prioritários do Ministério da Saúde,
definir estratégias para consolidação das ações de educação em saúde, bem como estimular a
integração das ações da SGTES/MS. Nos grupos de trabalho foram discutidos: a
institucionalização dos projetos, articulação com as instâncias estabelecidas pelo MS - CIES,
CIR e entre as ações e programas da SGTES (UNASUS, TELESSAÙDE, Pró-Residência e
outras). Foram apontados pontos críticos e as possibilidades de aprimoramento desses
projetos. Esse processo trouxe subsídios importantes para elaboração do novo edital.
Em 31 de agosto ocorreu também a reunião, em Brasília, com os coordenadores e
representantes dos projetos Pró-Saúde Norte e Nordeste para apresentação e discussão de
ações para constituição de rede colaborativa. No dia 18 de outubro, realizou-se a reunião do
conselho consultivo do Pró-Saúde com os objetivos de apresentar e discutir o
desenvolvimento do programa, sua articulação com o PET-Saúde e com outros programas da
SGTES, bem como diretrizes para novo edital, visando ao aprimoramento dessas políticas.
Em continuidade aos Seminários Regionais, em 19 e 20 de outubro aconteceu o
Seminário Nacional do Pró-Saúde e PET-Saúde com a participação de aproximadamente 520
(quinhentos e vinte) pessoas, dentre essas, coordenadores de projetos Pró-Saúde,
representantes dos coordenadores dos projetos PET-Saúde, coordenadores de projetos Pró-
Residência, Telessaúde e Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) além de representantes
discentes, gestores estaduais e municipais de saúde, CONASEMS, CONASS, das Comissões
de Integração Ensino Serviço (CIES), representantes de conselheiros-usuários de Conselhos
Municipais de Saúde. Participaram também, representantes do Ministério da Educação,
OPAS/OMS, outras Secretarias do Ministério da Saúde, membros da CIRH/CNS, comissão
assessora, técnicos e dirigentes da SGTES. No evento foram apresentadas e discutidas as
políticas prioritárias do Ministério da Saúde, como a regulamentação da Lei 8.080, abordando
a regionalização e contratos organizativos de ação pública, as redes de atenção a saúde, além
da conferência “O papel do Pró-Saúde nos processos de mudanças curriculares em países da
América Latina”. Houve intenso debate, permitindo a identificação dos avanços obtidos, bem
33
como as dificuldades e a necessidade de aprimoramento dos mesmos. Foi apontada a
necessidade de mecanismos que estabeleçam maior compromisso das instituições, foi
questionada terceirização/contratação por OSS como elemento dificultador da continuidade
das atividades e vínculo dos profissionais, bem como os critérios de valorização e contratação
de docentes nas IES que não estimulam essas atividades.
O site do Programa (www.prosaude.org) também é um mecanismo utilizado para
acompanhamento das ações desenvolvidas pela SGTES e instituições parceiras e está em
constante atualização.

d) Elaboração e publicação de novo edital:


As diretrizes do novo Edital Pró- e PET-Saúde foram apresentadas e debatidas no
Seminário Nacional, sendo bem aceita a idéia de edital conjunto. A minuta do edital também
foi discutida com SESU/MEC, demais secretarias do MS e no grupo de Trabalho da CIT -
Educação e Trabalho em outubro e, pactuada e aprovada na CIT de 24 novembro. O Edital n.º
24 foi publicado no DOU em 16/12/2011.
Espera-se que os Programas integrados em 2012 possam ampliar as atuação dos
estudantes nos serviços de saúde e contribuir para a construção das redes de atenção à saúde
do Sistema Único de Saúde (SUS), além das políticas e prioridades do Ministério da Saúde
como: Rede Cegonha; Rede de Urgência e Emergência; Rede de Atenção Psicossocial; Ações
de Prevenção e Qualificação do Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo de Útero e
Mama; Plano de Enfrentamento das Doenças Crônicas não Transmissíveis; considerando,
sempre, as necessidades loco-regionais definidas de forma articulada entre instituições de
ensino e secretarias municipais/estaduais de saúde.

e) Avanços e Desafios
Considerando dados da pesquisa avaliativa do Pró-Saúde I, bem como outros documentos
dos projetos participantes, verificamos que há avanços na reorientação da formação
profissional em saúde, mas também há desafios a serem enfrentados. O objetivo da pesquisa
foi avaliar o impacto dos projetos do Pró-Saúde, a partir dos objetivos do Programa.
Considerou-se 4 dimensões para análise:
 Pró-Saúde como articulador ensino-serviço
 Pró-Saúde como indutor da implementação das DCN
 Pró-Saúde como fortalecedor do SUS
 Pró-Saúde como estimulador da assistência multiprofissional
Os resultados da pesquisa apontam como avanços:
 Ação interministerial entre Ministério da Saúde e Ministério da Educação;
 Políticas convergentes: PET Saúde, UNA-SUS, TELESSAÚDE, Pró-residências, Pró-
ensino na saúde;
 Comissão gestora local (CGL);
 Investimento na infra-instrutora da rede de ensino-serviço;
 Expansão do Pró-Saúde para as 14 profissões da área de saúde.
Como fragilidades e desafios foram pontuados:
34
 Infra-estrutura dos serviços para funcionar como cenários de ensino-aprendizagem;
 As dificuldades da gestão financeira do projeto (carência de RH para gestão dos
recursos);
 Resistência de parte dos docentes e parte das disciplinas;
 Dificuldades na comunicação organizacional;
 Marco legal normatizador da integração ensino-serviço(SUS escola);
 Planejamento conjunto do processo assistencial e de ensino-aprendizagem.
 Sustentabilidade das mudanças alcançadas;
 Maior envolvimento do gestor estadual;
 Maior articulação com o SINAES e outros processos de avaliação institucional.
É evidente que após o início de implantação do Programa houve uma melhor integração
entre IES e serviços de saúde. Constata-se, também, que ocorreu um aumento da carga horária
prática nos projetos pedagógicos, incluindo a inserção dos estudantes desde o início dos
cursos e ampliação do número de Unidades de Saúde da Família como campo de estágio dos
estudantes

► Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde)


Como uma das estratégias do PRÓ-SAUDE, em especial referente ao eixo “cenários de
práticas”, foi instituído em 2008, o Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde - PET-
Saúde. A intenção foi contribuir para a estratégia Saúde da Família (PSF), como modelo da
reorganização da atenção primária em saúde e como ordenadora das redes de atenção à saúde
no Sistema Único de Saúde (SUS), visto que uma das principais dificuldades encontradas para
sua consolidação está na formação e qualificação das equipes, cujos profissionais, em geral,
não foram formados para atuar com resolubilidade nesse modelo de atenção, e em
conformidade com os princípios do SUS.
▪ Caracterização da iniciativa
O PET-Saúde tem como base legal as Leis nº 11.129/2005 e nº 11.180/2005 e, como fio
condutor, a integração ensino-serviço-comunidade. Como uma das ações intersetoriais
direcionadas ao fortalecimento da atenção primária em saúde, o Programa tem como
pressuposto a educação pelo trabalho e disponibiliza bolsas para tutores (professores),
preceptores (profissionais dos serviços) e estudantes de graduação da área da saúde,
diretamente em contas beneficiários. O PET-Saúde busca incentivar a interação ativa dos
estudantes e professores dos cursos de graduação em saúde com os profissionais dos serviços
e com a população, ou seja, induzir que a escola integre, durante todo o processo de ensino-
aprendizagem, a orientação teórica com as práticas de atenção nos serviços públicos de saúde,
em sintonia com as reais necessidades da população.
Podem participar do Programa, Instituições de Educação Superior (IES) públicas ou privadas
sem fins lucrativos, em parceria com Secretarias Municipais e/ou Estaduais de Saúde de todas
as regiões do país, selecionadas por meio de Editais publicados pelo Ministério da Saúde. O
objetivo geral do Programa é fomentar a formação de grupos de aprendizagem tutorial em
áreas estratégicas para o SUS.
35
O quadro a seguir mostra a abrangência do Programa PET-Saúde:

Nº de Projetos Nº de grupos Nº cursos


Bolsas/mês
selecionados PET-Saúde participantes

PET-Saúde/SF 2010/2011
111 484 9.267 545
Edital nº 18/2009

PET- Saúde/VS 2010/2011


70 145 1.595 298
Edital nº 7/2010

PET-Saúde/SM 2011
69 80 1.280 338
Edital nº 27/2010

Cursos de uma mesma


IES podem estar
250 709 12.071
envolvidos em
diferentes projetos

▪ Parcerias
As parcerias estabelecidas no processo de formulação, implementação, monitoramento e
avaliação do PET-Saúde envolvem a SGTES/MS; a Secretaria de Atenção à Saúde
(SAS/MS); a Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS/MS); a Secretaria Nacional de Políticas
Sobre Drogas – SENAD/GSI/PR; o Fundo Nacional de Saúde/SE/MS; o DATASUS/SE/MS;
o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS); o Conselho Nacional de Secretarias
Municipais de Saúde (CONASEMS), os Departamentos de Desenvolvimento da Rede de
Instituições Federais de Ensino Superior e de Hospitais Universitários e Residências de
Saúde, da Secretaria de Educação Superior (SESU/MEC); e o Banco do Brasil S.A.

▪ Bolsas
As bolsas PET-Saúde têm como referência valores pagos pelo Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Atualmente, o valor das bolsas de tutores
acadêmicos e de preceptores é R$ 1.045,89 (um mil e quarenta e cinco reais e oitenta e nove
centavos) e o da bolsa incentivo para os estudantes é R$ 360,00 (trezentos e sessenta reais),
correspondendo ao valor da bolsa de iniciação científica. Todos os bolsistas participantes do
Programa recebem um cartão bancário PET-Saúde.

▪ Ações e etapas da implementação


A seguir, quadro descritivo de algumas etapas da implementação, com o planejamento
estratégico das atividades previstas para gerenciamento do Programa em 2011, elaborado
pelos técnicos do DEGES/SGTES/MS:
36
N° Macro Etapa / Atividade Início Término Status
Avaliação dos grupos PET-
Saúde/Vigilância em Saúde - envio de
1 relatórios técnicos semestrais referente Dez/10 Fev/11 Concluído. Recebemos 70 relatórios.
ao período de julho de 2010 a
dezembro de 2010
Cadastramento dos participantes
Concluído. Os participantes foram
dos Projetos PET-Saúde/Saúde
2 Jan/11 Fev/11 cadastrados no sistema para posterior
Mental, selecionados em
autorização de pagamento das bolsas
dezembro de 2010
Avaliação dos grupos PET-
Saúde/Saúde da Família - envio de
3 relatórios técnicos semestrais referente Mar/11 maio/11 Concluído. Recebemos 111 relatórios.
ao período de outubro de 2010 a março
de 201
Início pagamento das bolsas PET-
Saúde/SM 2011 aos preceptores
mar/201 Em andamento. Foram homologadas 12.551
4 (profissionais dos serviços de saúde),
1
fev/12
bolsas de março a dezembro de 2011
tutores acadêmicos e estudantes
monitores
Concluída. Foi realizado no período de 30 a 31
Seminário com as instituições do Pró-
5 Saúde e Pet-Saúde Norte e Nordeste
Maio/11 Maio/11 de maio de 2011 em Manaus contando com a
participação de 120 pessoas.
Avaliação dos grupos PET-
Saúde/Vigilância em Saúde, com base Concluído. A partir dessa avaliação foi
6 no relatório técnico semestral de 2010, Jun/11 Jun/11 realizada ampliação do nº de grupos de alguns
dos projetos em desenvolvimento e projetos PET-Saúde/VS.
indicadores estabelecidos

Avaliação dos grupos PET-


Saúde/Vigilância em Saúde - envio de
7 relatórios técnicos semestrais referente
jun/11 ago/11 Concluído
ao período de janeiro a junho de 2011.

Concluída. Foram realizados 10 seminários


Seminários Regionais Pró-Saúde e regionais Pró-Saúde e PET-Saúde com
8 PET-Saúde
ago/11 Set/11
participação de 70 a 150 pessoas em cada um
deles.
Concluída O Seminário Nacional do Pró e
Seminário Nacional Pró-Saúde e PET-
9 Saúde
Out/11 Out/11 PET-Saúde contou com a participação de 600
pessoas.

Avaliação dos grupos PET-Saúde/SF,


envio dos relatórios técnicos
10 semestrais referente ao período de
Out/11 Nov/11 Concluído. Recebemos 109 relatórios.
março a setembro de 2011.

Concluída. Com base nos relatórios dos 85


seminários locais e 10 seminários regionais
realizados no período de junho a
setembro/2011, definiu-se por um único edital
Discussão e elaboração da minuta de
11 edital para o Pró-Saúde/PET-saúde. Pró e PET-Saúde. A minuta dos projetos
articulados foi discutida com SESu/MEC,
demais secretarias do MS e no GT da CIT -
Educação e Trabalho em outubro e, pactuada e
aprovada na CIT de 24 novembro.

37
Abertura do Edital e Seleção das
12 Propostas Pró-Saúde e PET-Saúde – Dez/11 Março/12 Em andamento
Redes – 2012-2013
Constituição de grupo para avaliação Em andamento. Definido instrumento para
13 do relatório semestral do PET- dez/11 Mar/12 avaliação dos relatórios pelo grupo de técnicos
Saúde/SF de março a outubro de 2011. e assessores.

► PET-Saúde/Saúde da Família
O PET-Saúde/Saúde da Família – PET-Saúde/SF teve inicio em abril de 2009, com 84
projetos participantes. Cada grupo PET-Saúde/SF é formado por 1 (um) tutor acadêmico, 30
estudantes - sendo 12 estudantes monitores, que efetivamente recebem bolsas - e 6 (seis)
preceptores.
O Edital nº 18, de 16 de setembro de 2009, publicado no Diário Oficial da União (DOU), de
17 de setembro de 2009, selecionou projetos PET-Saúde/SF para desenvolvimento no biênio
2010 e 2011. A seleção ocorreu em janeiro de 2010, com publicação de resultados em
fevereiro de 2010.
Sendo assim, para os anos letivos de 2010 e 2011, foram selecionados 111 projetos de 84 IES
e 96 Secretarias de Saúde, os quais envolvem 484 Grupos PET-Saúde/SF, totalizando cerca de
17 mil integrantes.

Número de participantes PET-Saúde/SF, por modalidade – 2011

Fonte: DEGES/SGTES/MS

38
Distribuição dos projetos PET-Saúde/SF selecionados por UF, segundo secretaria
municipal de saúde proponente, Brasil 201/2011 (n=111)

16 15
14
12 11 11
10
10
8
8 7
6 5 5 5
4 4 4
4 3 3
2 2 2 2 2
2 1 1 1 1 1 1
0 0
0
AL AM AP AC BA CE DF ES GO MA MG MS MT PA PB PE PI PR RJ RN RO RR RS SC SE SP TO

Fonte: DEGES/SGTES/MS

Nos projetos PET-Saúde/SF 2010/2011 participaram 545 cursos de graduação da área da saúde,
conforme demonstrado a seguir.

Distribuição dos cursos da saúde nos projetos PET-Saúde/SF 2011


(n=545)

111
96

50 53
43 46
36 39
24
13 14
5 8 7

Fonte: DEGES/SGTES/MS

Pesquisas para Qualificação da Atenção Primária em Saúde


Além de atividades periódicas nos cenários de práticas do SUS, todos os 111 projetos PET-
Saúde/SF desenvolvem Pesquisas para Qualificação da Atenção Primária em Saúde. O
Gráfico abaixo apresenta um levantamento dos temas de pesquisa propostos pelos projetos
selecionados pelo Ministério da Saúde para participação no Programa.

39
Distribuição por temas de pesquisa dos projetos PET-Saúde/SF
2010/2011 (n= 468)

Telessaúde 1
Saúde indígena 1
Atenção especializada em saúde 2
Doenças sexualmente transmissíveis 2
Saúde ambiental 4
Saúde do trabalhador 5
Saúde do homem 5
Humanização 6
Doenças transmissíveis 6
Doenças negligenciadas 6
Saúde bucal 7
Participação e controle social 11
Assistência farmacêutica 13
Alimentação e nutrição 13
Saúde mental 19
Saúde do idoso 20
Saúde do adolescente e jovem 23
Saúde da mulher 32
Promoção da saúde 34
Saúde da criança 38
Educação em saúde 40
Doenças e agravos não transmissíveis 40
Vigilância em saúde 70
Administração de serviços de saúde 70
0 20 40 60 80

Fonte: DEGES/SGTES/MS

► PET-Saúde/Vigilância em Saúde
A partir da revisão da legislação do Programa, foi instituído, no âmbito dos
Ministérios da Saúde e da Educação, PET-Saúde temáticos, destinados a fomentar a formação
de grupos de aprendizagem tutorial em outras áreas estratégicas para o SUS, para além da
atenção primária em saúde. Inicialmente, foi contemplada a área de Vigilância em Saúde, por
meio de parceria entre a SGTES/MS, SESU/MEC e a Secretaria de Vigilância em Saúde –
SVS/MS. Dessa forma, foram publicados: Portaria Interministerial nº 421, de 3 de março de

40
2010; Portaria Conjunta nº 2, de 3 de março de 2010; Portaria Conjunta nº 3, de 3 de março de
2010; Edital nº 07, de 03 de março de 2010; e Portaria Interministerial nº 422, de 3 de março
de 2010.
Em maio de 2010 foram selecionados outros 70 projetos, possibilitando a formação
de mais 145 grupos PET-Saúde/Vigilância em Saúde – PET-Saúde/VS. Cada grupo PET-
Saúde/VS é formado por 1 (um) tutor acadêmico, 08 (oito) estudantes e 02 (dois) preceptores.

Número de participantes PET-Saúde/VS, por modalidade – ano letivo 2011

145 Grupos - 1.619 participantes


Brasil, 2011
1160

290
24 145

nº nº tutores nº preceptores nº estudantes


coordeandores bolsistas

Fonte: DEGES/SGTES/MS

O Gráfico seguinte apresenta os temas de pesquisas desenvolvidos pelos grupos PET-


Saúde/Vigilância em Saúde.

41
Distribuição das linhas pesquisas propostas pelos projetos PET-Saúde/VS 2010/2011
(n=147)

Fonte: DEGES/SGTES/MS

► PET-Saúde/Saúde Mental
Considerando ainda a revisão da legislação do Programa, foi instituído, setembro de 2010, no
âmbito do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde, o PET-Saúde/Saúde
Mental/Crack 2011, com objetivo de fomentar a formação de grupos de aprendizagem tutorial
na área de atenção em Saúde Mental, Crack, Álcool e outras Drogas.
O PET-Saúde/Saúde Mental/Crack foi uma parceria entre a SGTES e Secretaria de Atenção à
Saúde – SAS, do Ministério da Saúde, a Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas –
SENAD/GSI/PR, e a Secretaria de Educação Superior – SESU, do Ministério da Educação.

42
O Edital nº 27, de 17 de setembro de 2010, convidou as Instituições de Ensino, em conjunto
com as Secretarias Municipais e/ou Estaduais de Saúde, a apresentarem propostas com vistas
à participação no Programa, para o ano letivo de 2011.
Foram selecionados 69 projetos, com formação de 80 novos grupos PET-Saúde/Saúde Mental
– PET-Saúde/SM. O gráfico abaixo mostra a distribuição os participantes por modalidade .

Número de participantes PET-Saúde/SM, por modalidade – ano letivo 2011

80 Grupos - 1.280 participantes


Brasil, 2011
1280

240
80

nº tutores nº preceptores nº estudantes


bolsistas

Os projetos do PET-Saúde/SM tem como cenários de prática principalmente CAPS e


Unidades Básicas de Saúde. A tabela abaixo mostra a distribuição nos serviços.

Tabela 1: Número de estabelecimentos de Saúde envolvidos no PET-Saúde/SM - 2011

Estabelecimentos de saúde participantes por tipo de unidade - Nº


PET-Saúde/Saúde Mental 2011 (n= 203)

CAPS 115
CENTRO DE APOIO À SAÚDE DA FAMÍLIA 3
CENTRO DE SAÚDE/UBS 70
CLÍNICA ESPECIALIZADA/AMBULATÓRIO DE
ESPECIALIDADE 4

HOSPITAL ESPECIALIZADO 1
HOSPITAL GERAL 3
POLICLÍNICA 1
SECRETARIA DE SAÚDE 5
UNIDADE DE APOIO DIAGNOSE E TERAPIA (SADT
ISOLADO) 1
TOTAL 203

43
Nos projetos PET-Saúde/SM 2011 participaram 338 cursos de graduação da área da saúde,
conforme demonstrado a seguir.

Distribuição dos cursos da saúde nos projetos PET-Saúde/SM 2011 (n=338)

64
53
49
35
30 28
18 18
14 11
4 5 6 3

Fonte: DEGES/SGTES/MS

▪ Monitoramento e avaliação de resultados e indicadores utilizados


A legislação vigente do Programa prevê diretrizes e indicadores para o monitoramento e a
avaliação dos grupos PET-Saúde, dentre eles, a elaboração de relatório técnico semestral e
final de atividades.
O PET-Saúde estava previsto no Programa MAIS SAÚDE – Direito de Todos – 2008-2011,
Eixo 4 - Força de Trabalho em Saúde, que tinha como diretriz ampliar e qualificar os
profissionais da saúde, como um investimento essencial para a perspectiva de evolução do
SUS. A iniciativa do MAIS SAÚDE permitiu o acompanhamento das ações/medidas
previstas, com fins gerenciais e de informação à sociedade, sendo o indicador dessa ação o
número de bolsas de educação pelo trabalho disponibilizadas aos professores, estudantes de
graduação e profissionais da área da saúde.

Resultados quantitativos e qualitativos mensurados


No que se refere ao financiamento, a opção de pagamento das bolsas aos envolvidos no
processo de reorientação da formação em saúde (professores, estudantes e profissionais dos
serviços) mostrou-se eficaz e ágil com a nova modalidade de repasses financeiros diretamente
nas contas beneficiários.

44
Em relação aos aspectos qualitativos do desenvolvimento do Programa, também foram
observados resultados importantes. Em 2011, recebemos 111 relatórios semestrais de
atividades referentes aos meses de outubro de 2010 a março de 2011 e 109 relatórios
semestrais referentes as atividades dos meses de abril a setembro de 2011. Os relatórios estão
sendo analisados e considera-se que muitos avanços têm sido obtidos. Os pontos que
merecem destaque são: ampliação significativa dos cenários de prática, interdisciplinaridade,
atividades envolvendo estudantes de diferentes cursos de graduação no mesmo projeto,
envolvimento efetivo dos gestores e profissionais dos serviços de saúde.
Além dos relatórios, os seminários locais e regionais e o Seminário Nacional realizados
juntamente com o Pró-Saúde foram importantes momentos de avaliação e troca entre os
projetos PET-Saúde em andamento no país. Nestes eventos foram apontados e discutidos os
nós críticos e os avanços que os projetos têm vivenciado desde 2009.
A partir das discussões a coordenação de Ações Estratégicas desse Departamento propôs a
elaboração de um edital conjunto do Pró-Saúde e PET-Saúde que foi publicado em dezembro
de 2010.
▪ Recursos Financeiros
Os repasses financeiros são operacionalizados pelo Fundo Nacional de Saúde, em parceria
com o Banco do Brasil, por meio de depósitos efetuados diretamente na conta dos
beneficiários. Em 2011 foram pagas 137.507 bolsas PET-Saúde relacionadas às atividades
desenvolvidas nos meses de janeiro a dezembro de 2011, totalizando R$ 82.695.910,11
(oitenta e dois milhões seiscentos e noventa e cinco novecentos e dez reais e onze
centavos). As Tabelas 2, 3 e 4 detalham os pagamentos efetuados ao longo de 2011 para os
PET-Saúde/SF, PET-Saúde/VS e PET-Saúde/SM.

Tabela 2: Número de bolsas PET-Saúde/SF e recursos financeiros repassados – janeiro a


dezembro/2011
Nº BOLSAS NÚMERO ORDEM
MÊS/LOTES VALOR (R$) SIPAR DO PROCESSO
PAGAS BANCÁRIA

jan/11 8.663 5.347.136,61 2011OB805370 25000.017138/2011-30


fev/11 8.613 5.324.335,38 2011OB808002 25000.037713/2011-11
mar/11 8.561 5.298.070,59 2011OB810148 25000.055486/2011-13
abr/11 8.920 5.502.758,49 2011OB812155 25000.074872/2011-04
mai/11 9.096 5.607.271,89 2011OB815010 25000.097183/2011-60
jun/11 9.103 5.616.650,79 2011OB819518 25000.114021/2011-01
jul/11 9.105 5.620.114,35 2011OB822388 25000.132985/2011-23
ago/11 9.071 5.601.701,34 2011OB824496 25000.152630/2011-51
set/11 9.086 5.608.473,12 2011OB828102 25000.173303/2011-32
out/11 9.100 5.614.199,01 2011OB830641 25000.195868/2011-71
nov/11 9.116 5.620.644,90 2011OB835870 25000.215838/2011-98
dez/11 9.089 5.606.809,56 2011OB800990 25000.224667/2011-98
TOTAL 107.523 66.368.166,03
Fonte: DEGES/SGTES/MS

45
Tabela 3: Número de bolsas PET-Saúde/VS e recursos financeiros repassados – janeiro a
dezembro/2011

Nº BOLSAS NÚMERO ORDEM


MÊS/LOTES VALOR (R$) SIPAR DO PROCESSO
PAGAS BANCÁRIA

jan/11 1.340 736.865,19 2011OB805487 25000.019450/2011-68


fev/11 1.335 732.321,63 2011OB808022 25000.037685/2011-31
mar/11 1.334 733.333,41 2011OB810737 25000.056325/2011-39
abr/11 1.338 735.459,30 2011OB812157 25000.074903/2011-19
mai/11 1.333 735.031,08 2011OB815013 25000.097013/2011-85
jun/11 1.327 732.871,08 2011OB819535 25000.114357/2011-66
jul/11 1.515 839.646,81 2011OB822437 25000.132923/2011-11
ago/11 1.554 866.032,83 2011OB824199 25000.152632/2011-40
set/11 1.577 877.056,39 2011OB828101 25000.172634/2011-55
out/11 1.595 885.594,06 2011OB832114 25000.192320/2011-79
nov/11 1.593 884.874,06 2011OB837827 25000.215845/2011-90
dez/11 1.592 883.828,17 2011OB801755 25000.224387/2011-80
TOTAL 17.433 9.642.914,01

Tabela 4: Número de bolsas PET-Saúde/SM e recursos financeiros repassados – março a


dezembro/2011

Nº BOLSAS NÚMERO ORDEM


MÊS/LOTES VALOR (R$) SIPAR DO PROCESSO
PAGAS BANCÁRIA
mar/11 1.159 623.007,00 2011OB810770 25000.058509/2011-33
abr/11 1.252 668.833,02 2011OB812419 25000.074892/2011-77
mai/11 1.268 674.593,02 2011OB815278 25000.097070/2011-64
jun/11 1.270 675.313,02 2011OB819840 25000.114656/2011-09
jul/11 1.275 676.427,13 2011OB822285 25000.133000/2011-87
ago/11 1.266 673.187,13 2011OB824212 25000.152637/2011-72
set/11 1.267 673.547,13 2011OB828182 25000.1726242011-10
out/11 1.265 674.198,91 2011OB834035 25000.195853/2011-11
nov/11 1.269 673324,8 2011OB801653 25000.215847/2011-89
dez/11 1.260 672398,91 2011OB801754 25000.224475/2011-81
TOTAL 12.551 6.684.830,07
Fonte: DEGES/SGTES/MS

No que se refere ao planejamento financeiro, cabe ressaltar que o início do pagamento das
bolsas PET-Saúde, em 2009, representou para o Ministério da Saúde uma inovação. Foi a
primeira vez que este Ministério estabelece um mecanismo para pagamento direto de bolsas.
Até então, os instrumentos disponíveis para repasse de recursos eram restritos aos convênios,
cartas-acordo e repasses “fundo-a-fundo”. A capacidade de induzir políticas, e ao mesmo
tempo, monitorar e avaliar o desempenho das ações implementadas, aperfeiçoa-se a partir

46
dessa nova possibilidade. Abriu perspectivas também com relação a mudanças no processo de
financiamento de outras ações educativas como as Residências em saúde, em regiões do país,
especialidades e áreas temáticas consideradas prioritárias, cujos programas também passaram
a ser apoiados por meio do pagamento de bolsas destinadas aos residentes, a partir de 2010.

▪ Sistema de Informações Gerenciais do PET-Saúde – SIG-PET-Saúde


O gerenciamento do Programa e a operacionalização dos pagamentos ocorrem por meio do
Sistema de Informações Gerenciais do PET-Saúde – SIG-PET-Saúde, desenvolvido por
técnicos do DEGES/SGTES/MS. O Sistema viabiliza a inserção e validação dos dados
cadastrais dos participantes, as autorizações/homologações mensais de pagamento das bolsas
e registros da execução técnica de atividades desenvolvidas.
Atualmente, seu acesso é feito por meio dos endereços: www.saude.gov.br/sigpet; e
www.saude.gov.br/sigpetvs.
O SIG-PET-Saúde mostrou-se eficiente no que se refere ao cadastramento e à
operacionalização dos pagamentos desde 2009, e está sendo aprimorado pela equipe de
informática, de forma a ampliar o número de informações sobre o desenvolvimento dos
projetos e, conseqüentemente, o monitoramento da execução técnica do Programa. Em 2011,
com inicio do PET-Saúde/Saúde Mental, foi desenvolvido mais um ambiente do SIG-PET-
Saúde para posssibilutar a operacionalização dos pagamentos mês a mês para os projetos
participantes.

▪ Página e Correio Eletrônicos PET-Saúde


As dúvidas em relação ao Programa podem ser esclarecidas por meio dos correios eletrônicos
petsaude@saude.gov.br e petsaudevs@saude.gov.br. A página eletrônica governamental PET-
Saúde é acessível a partir do sítio da SGTES ou, para acesso rápido, pelo endereço:
www.saude.gov.br/sgtes/petsaude.

▪ Destaques do desenvolvimento PET-Saúde em 2010


Além das atividades PET-Saúde já descritas anteriormente, ressaltamos, a seguir, algumas
importantes ações desenvolvidas no decorrer de 2011:
 Ao longo de 2011 foram realizados Encontros, Oficinas, Mostras e Fóruns para
discussão e socialização das atividades realizadas pelos projetos PET-Saúde em
desenvolvimento no país, organizados pela coordenação dos projetos locais. Em vários
desse eventos a SGTES foi convidada a participar com objetivo de apresentar o
panorama do PET-Saúde no Brasil.
 O PET-Saúde foi tema de trabalhos apresentados em Seminários e Congressos, como o
XLVII Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, VIII Congresso
Brasileiro de Epidemiologia, Congresso Nacional da Sociedade Brasileira de
Alimentação e Nutrição – SBAN, XXI Congresso Brasileiro da ABEAD - Do Uso à
Dependência: A Integração das Políticas Públicas com a Clínica, 11º Congresso
Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade e 4º Encontro Luso-brasileiro de
Medicina Geral Família e Comunidade, XII Congresso Brasileiro e IX Latino
Americano de Terapia Ocupacional, VIII Congresso da Sociedade Brasileira de DST e
IV Congresso Brasileiro de AIDS, Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva –
ABRASCO 2010, o Congresso Brasileiro de Educação Médica – COBEM 2010, e o,
dentre outros eventos científicos.

47
 A Revista Brasileira de Educação Médica - RBEM selecionou os artigos de revisão,
pesquisa ou relatos de experiência relacionados com o Programa Nacional de
Reorientação da Formação Profissional em Saúde (PRÓ-SAÚDE) e o Programa de
Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde) enviados pelos projetos
participantes. Os técnicos do Pró-saúde e PET-Saúde compuseram o grupo que
analisou os trabalhos e a publicação deve ser lançada em 2012.

O PET-Saúde tem proporcionado movimentos importantes de integração ensino-serviço-


comunidade em todo o país, potencializando e valorizando esses movimentos nos locais onde
já ocorriam. A expectativa é que seu pressuposto de “educação pelo trabalho” seja
naturalmente incorporado às práticas acadêmicas das instituições formadoras.

Com base na análise dos relatórios, bem como em apresentações dos trabalhos desenvolvidos
pelos grupos PET-Saúde em mostras e congressos nacionais e internacionais, fica claro o
papel desta política como transformadora para estudantes e como processo de educação
permanente para os profissionais dos serviços de saúde que cumprem a função de preceptoria.
Entretanto, algumas questões não se apresentam sistematizadas nos relatórios, tais como
descrição detalhada da inserção do estudante nas atividades assistenciais e de pesquisa,
envolvimento dos profissionais no planejamento das ações, acompanhamento, controle social,
institucionalização.

Assim, no 2º semestre de 2011 foi constituído um grupo de trabalho com participação de 12


assessores do Pró-saúde, quatro técnicos do DEGES/SGTES, além do assessor nacional do
Pró-Saúde e da coordenação geral das ações estratégicas em educação na saúde, visando ao
desenvolvimento de um instrumento de acompanhamento dos projetos, o qual estabelece
critérios a serem considerados como sucesso do programa, portanto, utilizados para
elaboração de parecer a ser encaminhado aos coordenadores de projetos PET-saúde. Nesse
parecer serão feitas observações destacando os pontos positivos, as dificuldades, as
necessidades de maior detalhamento de informações e de aprimoramento do relatório. Essas
observações deverão ser apresentadas nos relatórios finais. Simultaneamente um novo roteiro
do Formsus para elaboração do relatório será finalizado para que os relatórios finais sejam
elaborados já neste novo formato, permitindo uma análise do projeto de forma mais
sistematizada e que contenha pontos considerados fundamentais no seu desenvolvimento.
A construção do instrumento ´para orientação na elaboração do parecer priorizou as questões
mais relevantes para o sucesso da Política, organizadas em quatro dimensões; estão indicados
critérios de avaliação em cada dimensão. Estes critérios têm o objetivo de informar, com mais
clareza, qual é a expectativa para o sucesso da Política.
Dimensão 1: Articulação ensino/serviço e sustentabilidade;
Dimensão 2: Vinculação do estudante com o serviço e as prioridades loco-regionais
Dimensão 3: Articulação da pesquisa com a qualificação da formação;
Dimensão 4: Fragilidades e fortalezas; desafios e perspectivas
Dimensão 1: Articulação ensino/serviço e sustentabilidade
1. Articulação com o Pró-Saúde (quando houver Pró-Saúde)
a) Se as atividades são realizadas conjunta e articuladamente entre os dois projetos.
48
2. Articulação ensino/serviço
a) Se há instrumento jurídico legal entre IES e Secretaria de Saúde;
b) Se a agenda de atividades do projeto é construída conjuntamente pela IES e pelos
representantes dos serviços de saúde.

3. Envolvimento de todas as Instituições, incluindo controle social


a) Se existe participação/ trabalho conjunto da IES e Secretaria de Saúde;
b) Se existem mecanismos que garantam o controle social (participação de
reresentantes de conselhos locais, municipais).

4. Articulação com residência médica e multiprofissional e demais políticas da SGTES


(especialmente UNASUS, Telessaúde)
a) Se há atividades comuns junto a outras políticas da SGTES.

5. Sustentabilidade
a) Quais são os mecanismos existentes para garantir a permanência dos resultados
dos programas.
Presença da IES no Conselho Municipal, CIES, CIB, CIR, conselhos locais. Se
sim, que acordos foram celebrados;

b) Se houve influência na matriz curricular e/ou no Projeto Pedagógico do(s)


Curso(s) envolvido(s);
c) Se houve alteração na matriz curricular/conteúdos/organização dos conteúdos e
integração de disciplinas e cursos em decorrência do PET? Se sim, qual foi a
alteração;
d) Se houve institucionalização de bolsas (ou se há um movimento na instituição
buscando valorizar por meio de bolsas ou outros incentivos);
e) Se houve valorização da assistência dentre as atividades desenvolvidas pelos
docentes. Se estas atividades tem resultado em novas práticas;
f) Se houve valorização curricular (para estudantes, tutores e preceptores) das
atividades do PET-Saúde em seleções de residência, ingresso em pós-graduação,
concessão de bolsas, concursos para docente;
g) Se houve fortalecimento da AB nas unidades curriculares (disciplinas
integradoras, ampliação e diversificação de cenários de prática)
h) Se houve desenvolvimento de atividades interprofissionais/multiprofissionais;
i) Se houve ampliação de carga horária de atividades realizadas nos serviços de
saúde (AB) no curso;
j) Como a coordenação do PET-Saúde/Núcleo de Excelência Clínica Aplica a
Atenção Básica (NECAAB)/ Núcleo de Pesquisa se articulam com: Comissão de
Gestão e Acompanhamento Local do Pró-Saúde (quando houver), com Colegiado
dos cursos, com Pró-Reitorias de Graduação, Pesquisa e Extensão. Ou seja, se há
um processo que busca aproximar/ articular essas instâncias formais da instituição
de ensino com o PET-Saúde
49
Dimensão 2: Vinculação do estudante com o serviço e as prioridades loco-regionais
1. Inserção do aluno no serviço: se o aluno efetivamente realiza atividades de pesquisa
em todas as fases de seu desenvolvimento (elaboração, planejamento, coleta de dados,
discussão dos resultados) e de assistência (promoção, prevenção, atendimento clínico,
reabilitação)
2. Como as atividades de assistência (extra-pesquisa) tem sido registradas e podem trazer
contribuições para o serviço de saúde e para a formação do estudante:
a) Quais são os atores envolvidos,
b) Qual é o objetivo destas atividades;
c) Se há como dimensionar a relevância desta atividade,
d) Se existem produtos;
e) Qual é o percentual de alunos que efetivamente participa das atividades;
f) Se o aluno se envolve em outras atividades não previstas inicialmente no projeto a
partir de necessidades apontadas pelo serviço no decorrer do seu desenvolvimento
(campanhas, combate à dengue).
3. Se houve qualificação do serviço, dos processos de trabalho e para a IES como
desdobramento dessas atividades:
a) Se houve qualificação dos recursos humanos, construção conjunta de novos
protocolos ou atividades que puderam ser incorporadas aos serviços;
b) Se os resultados das intervenções e/ou pesquisa contribuem para qualificação dos
serviços de saúde.

Dimensão 3: Articulação da pesquisa com a qualificação da formação


1. Se houve possibilidade de constituição de um Núcleo/ Comissão de Pesquisa ou do
Núcleo de Excelência Clínica Aplicada à Atenção Básica.

a) Existência/ atuação/ presença atuante do Núcleo com fortalecimento da AB;


b) Descrever a composição, atribuição e regularidade com que são realizadas as
reuniões.

2. O que foi publicado (artigos, resumos, livros) e/ou apresentado em eventos tem
relação com o proposto pelo projeto/pesquisa? Quais/quantos foram os produtos
(artigos, livros, apresentações em eventos).

3. Se a atividade de pesquisa é decorrente das atividades assistenciais desenvolvidas pelo


estudante no serviço (pelo menos em parte)

4. Se o tema da pesquisa foi proposto em conjunto, fruto da necessidade do serviço/


comunidade/ demandas locais ou se foi uma proposição da IES.

a) Se há participação dos profissionais na identificação/concepção do problema


da pesquisa.
50
b) Qual é o papel dos preceptores, tutores e alunos no desenvolvimento da
pesquisa.

5. Se há relação com educação permanente no processo de desenvolvimento da pesquisa


(cursos de metodologia e/ou sobre temas relacionados à pesquisa para
aprofundamento, oficinas/ reuniões sistemáticas de acompanhamento da pesquisa,
discussão dos métodos, resultados obtidos)

a) Identificação do tipo de EP que está sendo feita para a pesquisa (cursos de


metodologia de pesquisa, oficinas, disciplinas optativas, cursos de qualificação...);
b) Se esta atividade está sendo acompanhada pelo Núcleo;
c) Se esta atividade está dirigida para os/(atende aos) profissionais do serviço.

Dimensão 4: Fragilidades e fortalezas; desafios e perspectivas


1. Destacar as fragilidades (“nós críticos”).
a) Se há problemas relacionados à infraestutura, preceptoria, matrizes curriculares
e/ou outros (listar as fragilidades/nós críticos);
b) Se há ações desenvolvidas para superação dessas fragilidades (identificar as
ações).
2. Destacar as potencialidades (fortalezas).
a) Se há mecanismos institucionais que garantam os avanços;
b) O que a instituição fez/faz para consolidá-los.
3. Processo de auto-avaliação (identificar se houve avaliação do grupo sobre o processo e
com propostas de superação. Espera-se uma descrição do percurso.).

► Pró-Internato
O Programa de Apoio ao Internato Médico em Universidades Federais - Pró-Internato foi
criado com a finalidade de fomentar a atividade de tutoria e preceptoria em estágios de alunos
do curso de Medicina das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES), visando o
aprimoramento da formação médica para o Sistema Único de Saúde (SUS), com o objetivo
apoiar a adequada supervisão desses alunos por docentes e profissionais dos serviços de
saúde, no processo de educação pelo trabalho. Visa à concessão de bolsas para: tutoria
acadêmica, destinada a professores das IFES integrantes do PRÓ-INTERNATO, que oriente o
treinamento em serviço dos alunos de Medicina; preceptoria, destinada a profissionais
pertencentes aos serviços de saúde que realizem orientação em serviço a alunos de graduação
de Medicina das IFES integrantes e médicos residentes das áreas de Clínica Médica, Cirurgia
Geral, Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria e Medicina de Família e Comunidade de
programas credenciados junto à Comissão Nacional de Residência Médica, que desenvolvem
as suas atividades no mesmo campo de prática. Visa apoiar a iniciação ao trabalho, destinada
a alunos de graduação monitores das IFES integrantes do PRÓ-INTERNATO com o objetivo
de facilitar as atividades teórico-práticas desenvolvidas pela tutoria ou preceptoria do
internato médico.

51
No sentido de contribuir para seu aprimoramento e definir a continuidade do Programa de
Apoio ao Internato Médico em Universidades Federais - PRÓ-INTERNATO, no dia 6 de
julho de 2011 foi realizada uma reunião em Brasília, coordenada pela SGTES com
participação da representante da SESu/MEC com os todos os coordenadores do Pró-Internato
visando a avaliar as ações desenvolvidas no âmbito do programa, tomando como base,
principalmente, os relatórios de atividades desenvolvidas por tutores, preceptores e
alunos/monitores dos projetos em implementação no país. Foi apresentada uma síntese desses
relatórios que incluiu: serviços de saúde onde as atividades estão sendo desenvolvidas,
parcerias estabelecidas e a situação da articulação entre cada instituição de ensino participante
e a gestão de saúde, atividades desenvolvidas pelos preceptores junto aos estudantes e tutores,
processo(s) de avaliação realizado(s) no decorrer de cada projeto e resultado(s) desse(s)
processo(s) avaliativo(s), pontos negativos/dificuldades, pontos positivos/facilidades. Na
sequência, todos os coordenadores PRÓ-INTERNATO falaram de suas experiências locais,
avanços, dificuldades e estratégias de enfrentamento, demonstrando realidades muito
Fatores como as dificuldades de integração das instituições de ensino com a gestão de saúde e
problemas relacionados ao atraso no repasse das bolsas foram apontados. Em relação a esta
última questão, os técnicos DEGES registraram o fato de que a liberação mensal dos
incentivos ao processo de integração ensino-serviço ainda não é automatizada, depende de
processos e tramitação entre áreas com muitos parceiros envolvidos, registrando, ainda,
dificuldades junto à informática e financeiro do Fundo Nacional de Saúde (FNS) que, muitas
vezes, impedem a agilização do pagamento das bolsas.
Todos os coordenadores presentes ressaltaram, no entanto, a importância do apoio financeiro
como um dos fatores indutores para o bom desenvolvimento da supervisão das atividades de
internato médico e das atividades práticas nas demais séries que atuam nos serviços de saúde,
bem como, da preceptoria junto aos médicos residentes, destacando que um novo edital
poderia contemplar apenas bolsas para tutoria e preceptoria, não sendo necessário, segundo os
coordenadores, de bolsas para alunos. Um novo edital PRÓ-INTERNATO 2012/2013,
poderia ser elaborado e igualmente direcionado às IFES que não dispõem de hospital
universitário próprio, mas contemplando apenas bolsas para tutores e preceptores. As
discussões apontaram para que fossem contempladas as 5 (cinco) áreas essenciais: Clínica
Médica, Cirurgia Geral, Ginecologia-Obstetrícia, Pediatria e Medicina de Família e
Comunidade e, visando à diversificação de cenários de práticas e o atendimento à demanda
local, foi incluída uma sexta área para desenvolvimento do internato médico/atividades
práticas em regiões rurais do país, comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas. Minuta
do novo edital, nesses termos, está sendo elaborada pela Coordenação Geral das Ações
Técnicas em Saúde e representantes da Secretaria de Ensino Superior (SESu), com previsão
de publicação para o mês de março/2012.

A SGTES/MS e a SESu/MEC consideraram, também, a necessidade de maior abrangência no


alcance do edital quanto à categoria das escolas médicas, propondo-se nesta minuta apoio às
IES públicas (estaduais e federais), com cursos criados a partir de 2000. Em dezembro de
2011, segundo site do MEC, constavam: cursos públicos criados a partir de 2000 – 24
(estaduais – 11 e federais – 13); número de alunos (> 250 considerando os seis anos de curso
– 10 e número de alunos < 250, considerando os seis anos de curso – 14. Considera-se que
este edital irá constituir importante apoio às escolas médicas públicas, respondendo, portanto,
á demanda de ampliação e qualificação da formação deste profissional.

52
► Abertura e reconhecimento de cursos da área da saúde – Comissão
INTERSETORIAL de Recursos Humanos – CIRH/CNS
O Conselho Nacional de Saúde - CNS retomou, no ano de 2007, a emissão de pareceres para
abertura de novos cursos na área da saúde, a princípio, para análise de processos de
autorização, reconhecimento e renovação de cursos de psicologia, odontologia e medicina, em
conformidade com o Decreto nº. 5.773, de 9 de maio de 2006, e com a Portaria MEC nº. 147,
de 2 de fevereiro de 2007.
Os pareceres do CNS são elaborados à luz da sua Resolução nº. 350, de 09 de junho de 2005.
Esta Resolução aprova critérios de regulação da abertura e reconhecimento de novos cursos
da área da saúde, considerando as necessidades sociais em saúde da região e a relevância
social do curso.
O DEGES/SGTES/MS contribui tecnicamente nas discussões, participando da coordenação
do Grupo de Trabalho “Abertura de Cursos de Graduação na Área da Saúde” da CIRH/CNS e
elaborando Notas Técnicas que subsidiam os pareceres da Comissão.
A análise dos processos de abertura, reconhecimento e renovação de cursos e a elaboração dos
respectivos pareceres são realizadas à distância, com posterior discussão e liberação de
Parecer Técnico, em reunião mensal plenária da CIRH. Isso possibilita agilidade na análise
dos processos e disponibiliza tempo nas reuniões da CIRH, para discussão com vistas ao
aperfeiçoamento do processo de trabalho da Comissão e aprimoramento da aplicação dos
critérios de avaliação e indicadores construídos com base na Resolução CNS nº 350/2005.
Do ano de 2007, quando se retomou os trabalhos de análise dos processos, até outubro de
2010, analisou-se 728 processos, com pareceres aprovados em plenária do CNS, sendo 246 de
autorização de abertura de curso, 159 de reconhecimento de curso e 317 de renovação de
reconhecimento. Do total de processos analisados, 187 referiam-se a curso de medicina, 157
de odontologia e 383 de psicologia.

► Hospitais de Ensino
Por meio da Portaria Interministerial nº. 562/MS/MEC/MCT/MPOG, de 12 de maio de 2003,
foi instituída a Comissão Interinstitucional para a Reestruturação dos Hospitais de Ensino -
HE, com o objetivo de avaliar e diagnosticar a atual situação dos Hospitais Universitários e de
Ensino (HUE) no Brasil, visando reorientar e/ou reformular a política para o setor.
A Comissão Interinstitucional, atualmente constituída pela Portaria Interministerial MS-MEC-
MCT-MPOG no 2.689, de 19 de outubro de 2007, inicialmente envolveu duas linhas de ação
principais: a certificação como hospital de ensino e a contratualização dos serviços prestados
ao SUS. O processo de Certificação, que é conduzido conjuntamente pelo Ministério da
Educação e da Saúde, resume-se na conferência dos critérios estabelecidos pelas portarias
citadas, através de análise documental e realização de visita in loco à instituição, com o
objetivo de verificar suas reais condições de funcionamento.
O DEGES continuou participando ativamente da Subcomissão de Acompanhamento e
Avaliação dos Hospitais de Ensino, a fim de se discutir arranjos para o avanço na política de
contratualização. Esta Subcomissão identificou aspectos críticos da contratualização a serem
considerados na definição de estratégias de aperfeiçoamento do processo, dentre os quais se
destaca a existência de uma natural preponderância das metas de atenção à saúde em relação
às metas de ensino, pesquisa e gestão. Para tanto, o Departamento da Gestão da Educação na
Saúde continuou seu trabalho, no ano de 2009, para que aspectos relacionados à dimensão
ensino tivessem maior ênfase no processo relacionado à Reestruturação dos HE. Como eixo
norteador, os indicadores de ensino são importantes instrumentos na indução de políticas
53
públicas relacionadas ao ensino na área da saúde, devendo, portanto, ser pautados nas
Diretrizes Curriculares Nacionais, cujo conteúdo prioriza a “formação de profissionais de
saúde que contemplem as necessidades de SUS em relação ao atendimento integral, universal
e equânime, no âmbito de um sistema regionalizado e hierarquizado, com referência e contra
referência, tendo como base o trabalho em equipe multiprofissional e a atenção integral”.
Como prosseguimento das atividades dessa Subcomissão, encaminhou-se proposta de
diretrizes e indicadores de Ensino, visando subsidiar o aperfeiçoamento do termo de
referência para contratualização, Portaria Interministerial no. 1.006, de 27 de maio de 2004,
parte integrante do Programa de Reestruturação dos Hospitais de Ensino.
Esse trabalho possibilitou uma ampla reunião da Comissão Interinstitucional dos Hospitais de
Ensino realizada em 19 de novembro de 2009, na qual se avaliou o andamento do processo de
certificação desses Hospitais. O Relatório apresentado sobre um Sistema de Informação na
qual o DEGES tem efetiva participação possibilitou a discussão sobre a criação se uma
Subcomissão Permanente para a definição efetiva dos critérios de contratualização, tendo por
objetivo os diferentes perfis dos Hospitais de Ensino certificados e a elaboração de uma
agenda e cronograma de reuniões para o ano de 2010.

► Comissão de Especialistas em Medicina


Através da PORTARIA Nº 344, DE 9 DE MAIO DE 2008 SESU/MEC, o DEGES participa
da comissão de especialistas com vistas a promover analise e parecer das manifestações
previas das instituições, deliberar sobre verificações in loco e promover recomendações de
saneamento de deficiências para os cursos de Medicina submetidos a procedimentos de
supervisão. Nesse sentido há a participação ativa nas discussões, nas visitas de
acompanhamento, na elaboração dos termos de saneamento bem como do cumprimento dos
mesmos. São dezessete instituições nessa situação e recentemente acrescentaram-se mais oito
Escolas de Medicina do Estado de Minas Gerais que passaram a fazer parte do Sistema MEC
de ensino superior.

► Revalidação de Diplomas Médicos


O Projeto Piloto de Revalidação de Diplomas Médicos foi instituído pela Portaria
Interministerial MEC/MS nº 865/2009 com o objetivo de propor e implementar, em caráter
experimental, metodologia de avaliação e mecanismos de aperfeiçoamento do processo de
revalidação, que é de competência das universidades públicas, normatizado pela Lei de
Diretrizes e Bases da Educação (LDB – Lei nº 9.394/1996) e pela Resolução CNE/CES nº
4/2001.
A coordenação deste Projeto Piloto é da Subcomissão de Revalidação de Diplomas Médicos,
instituída pela Portaria Interministerial MEC/MS nº 383/2009, com representação dos
Ministérios da Educação, da Saúde e das Relações Exteriores, da Associação Nacional dos
Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES), das Procuradorias
Jurídicas das Universidades Federais, e com a participação de um grupo de educadores
médicos, com larga experiência em avaliação.
Uma das principais premissas deste Projeto é a de estabelecer parâmetros claros e equânimes,
tomando por base o perfil do médico recém-formado no Brasil, para promover uma avaliação
efetiva dos candidatos à revalidação de diplomas.
Para isso, foi construída, sob a coordenação da Subcomissão, e com a colaboração das
universidades parceiras do Projeto, a “Matriz de Correspondência Curricular”. Esta Matriz
partiu das Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de graduação em Medicina, e
estabeleceu o perfil de habilidades e competências do médico recém-formado no Brasil. A
54
Matriz de Correspondência Curricular está norteando a elaboração da avaliação, conduzida
pelo INEP, em duas etapas eliminatórias, a primeira teórica e a segunda, prática.
Aderiram ao Projeto Piloto de Revalidação de Diplomas Médicos, 24 universidades públicas.
Inscreveram-se junto a estas universidades, 632 candidatos, com diplomas oriundos de 32
países de todo o mundo, dos quais 508 obtiveram a homologação de suas inscrições. A
primeira etapa da avaliação foi realizada no dia 24 de outubro, em Brasília, para a qual
compareceram 281 candidatos.
Esta primeira etapa da avaliação - Prova Escrita - foi composta por 110 questões objetivas do
tipo múltipla escolha e por cinco questões discursivas desdobradas em sub-itens, conforme os
termos do Edital CESPE .
O longo processo de construção do Projeto Piloto de Revalidação de Diplomas Médicos
Obtidos no Exterior, referenciado por tecnologias educacionais contemporâneas e pelo
conceito de competência profissional, culminou com a explicitação, na Matriz de
Correspondência Curricular, do nível esperado de desempenho de graduados da escola médica
na utilização de seus conhecimentos e habilidades. A natureza experimental do Projeto Piloto
e o seu ineditismo em nosso país como processo certificador da aptidão ao exercício
profissional de médicos graduados no exterior reforçam a importância da avaliação de todas
as suas etapas, como estabelecido no plano de trabalho.

B.1.2 - Ações com foco nas Residências em Saúde

Em 20 de junho de 2007, foi publicado o Decreto de criação, pelos ministros da Saúde e da


Educação, da Comissão Interministerial da Gestão da Educação em Saúde (CIGES) com
função consultiva em relação à ordenação da formação de recursos humanos na área da saúde
e com o papel de estabelecer as diretrizes, em especial no que diz respeito aos critérios para a
regulação de cursos superiores na saúde e a oferta de formação em áreas prioritárias, segundo
necessidades regionais.
Após a instituição da CIGES, foi criada a Subcomissão de Estudo e Avaliação das
Necessidades de Médicos Especialistas no Brasil com os objetivos de subsidiar a definição de
diretrizes para a política de formação de médicos especialistas.
Em 2009, foi lançado o Programa Nacional de Apoio à Formação de Médicos Especialistas
em Áreas Estratégicas (PRÓ-RESIDÊNCIA MÉDICA) e o Programa Nacional de Bolsas para
Residências Multiprofissionais e em Área Profissional da Saúde (PRÓ-RESIDÊNCIA
MULTI), com objetivo de apoiar a formação especialistas em regiões e áreas prioritárias para
o SUS.
As regiões priorizadas foram Norte, Nordeste e Centro-Oeste. As áreas de práticas
profissionais consideradas foram aquelas relativas à implementação das políticas estruturantes
do Sistema Único de Saúde (SUS) como Atenção Básica, Urgência, Saúde Mental, Atenção
ao Câncer, Atenção à Mulher, a Criança e ao Idoso. Como modalidades de indução foram
implementadas duas ações principais:

1. Financiamento de bolsas de residência para programas prioritários que estejam de


acordo com as políticas de saúde do SUS (Edital 07/2009, 19/2010, 24/2010, 17/2011
e 18/2011)
2. Apoio a criação, ampliação e requalificação de programas de residência médica
prioritários por meio do apoio matricial interinstitucional (Edital 08/2009)

55
Para viabilizar essas ações do PRÓ-RESIDÊNCIA, ao longo de 2011, foram instituídas
medidas que permitissem aprimorar a gestão do pagamento de bolsas pela SGTES e qualificar
e incentivar a implementação de novos programas a partir de projetos de apoio matricial.
Nesse sentido, foram efetivadas as seguintes ações:

1. Aprimoramento do sistema SIG-RESIDÊNCIAS para informatizar a seleção de


projetos do PRÓ-RESIDÊNCIA (planejamento e execução).
2. Atualização do Manual do PRÓ-RESIDÊNCIAS para pagamento de bolsas e
cadastramentos dos residentes no SIG-RESIDÊNCIAS
3. Reformulação do SIG-RESIDÊNCIAS para produzir resultados e análises a partir dos
dados de cadastramento dos programas e dos residentes (planejamento)
4. Parceria com o Ministério da Educação para o estabelecimento de fluxos de
informações entre as Comissões Nacional da Residência Médica, Comissão de
Residência Multiprofissional, Coordenadores de COREME/COREMU, Supervisores
de Programas e Equipe de Coordenação do PRÓ-RESIDÊNCIA
5. Capacitação e integração com a CGESP para aprimorar o pagamento de bolsas dos
residentes pelo Ministério da Saúde e o cumprimento das normas da residência médica
e multiprofissional
Em relação as ações principais do PRÓ-RESIDÊNCIA, foram alcançados os seguintes
resultados:

1. Financiamento de bolsas de residência para programas prioritários (Editais 07/2009,


19/2010, 24/2010, 17/2011 e 18/2011)

Os Editais 07/2009, 19/2010 e 18/2011 preveem o apoio à formação de especialistas na


modalidade Residência Médica e os Editais 24/2010 e 17/2011 para a formação de na
modalidade Residência Multiprofissional ou em Área de Atuação. Como postulantes,
puderam concorrer Hospitais de Ensino, instituições filantrópicas e secretarias estaduais e
municipais de saúde.

Cada um dos editais previu a ampliação do número de bolsas de residência financiadas pelo
Ministério da Saúde, sendo que a Portaria nº 5 de 28 de outubro de 2011 assegurou a
manutenção do quantitativo de bolsas para cada um dos processos de seleção realizados por
esses programas até dezembro 2014. Essa iniciativa demonstra uma clara diretriz do
Ministério da Saúde no sentido de transformar essa política em uma estratégia permanente da
formação de recursos humanos no país.
A distribuição das 1255 vagas de residência médica aprovadas nos editais 7, 8, 19 (gráfico 1)
e das 499 vagas de residência multiprofissional (gráfico 2 e 3) inscritas para financiamento
pelo PRÓ-RESIDÊNCIA em 2011 estão apresentadas abaixo.

56
Gráfico 1: Distribuição de vagas por especialidade médica inscritas para financiamento pelo
Pró-residência até 2011 (1255 vagas)
RADIOLOGIA E CIRURGIA VASCULAR
DIAGNOSTICO POR
IMAGEM PSIQUIATRIA
CANCEROLOGIA/CIRUR INFANTIL PATOLOGIA DERMATOLOGIA
GICA NEUROLOGIA
OUTROS; 6%
CANCEROLOGIA/CLINIC NEUROCIRURGIA MEDICINA DE FAMILIA
A E COMUNIDADE; 29%
CIRURGIA DO TRAUMA
GERIATRIA
MEDICINA INTENSIVA
NEONATOLOGIA
ORTOPEDIA E
TRAUMOTOLOGIA; 4%
PSIQUIATRIA; 4% CLINICA MEDICA; 8%
MEDICINA DE
URGÊNCIA; 4% ANESTESIOLOGIA; 7%
PEDIATRIA; 7%
OBSTETRICIA E
GINECOLOGIA; 6% CIRURGIA GERAL; 6%

O Edital 18 avançou em relação aos editais anteriores, pois um estudo coordenado pela
SGTES/DEGES permitiu propor prioridades por Unidade da Federação de acordo com a
média de vagas de residência por população e de acordo com a existência ou não do programa
da especialidade respectiva no estado. Assim, foi possível verificar que o Distrito Federal,
apesar de localizado na região Centro-oeste, dispunha de uma número grande de vagas de
residência, enquanto o Espírito Santo, apesar de se localizar na região Sudeste, deveria ser um
estado prioritário para o PRÓ-RESIDÊNCIA. As tabelas a seguir mostram os resultados do
Edital 18 cujas bolsas deverão ser financiadas pelo Ministério da Saúde a partir de 2012.

Tabela 1: Programas de Residência Médica por UF aprovados em 2011


pelo Edital 18

UF Total de programas novos aprovados


AC 2
AP 1
CE 3
GO 16
MG 28
MS 3
PA 16
PB 3
PR 12
RJ 2
RO 1
RS 2
SC 1
SP 23
TO 2
Total 115

57
Tabela 2: Programas de Residência Médica por especialidade aprovados em 2011 pelo Edital
18
Total de vagas por
ESPECIALIDADE
programas
ANESTESIOLOGIA 15
CANCEROLOGIA/CLINICA 1
CARDIOLOGIA 3
CIRURGIA GERAL 43
CIRURGIA PEDIATRICA 1
CIRURGIA/CIRURGIA DO TRAUMA 2
CLÍNICA MEDICA 50
CLÍNICA MÉDICA - OPCIONAL 5
DERMATOLOGIA 2
DOR 5
GERIATRIA 6
HEMATOLOGIA E HEMOTERAPIA 8
INFECTOLOGIA 1
INFECTOLOGIA PEDIÁTRICA 1
MEDICINA DE FAMILIA E COMUNIDADE 99
MEDICINA INTENSIVA 13
MEDICINA INTENSIVA PEDIÁTRICA 17
NEFROLOGIA 2
NEONATOLOGIA 23
NEUROCIRURGIA 1
NEUROLOGIA 4
NEUROLOGIA PEDIÁTRICA 2
OBSTETRICIA E GINECOLOGIA 22
ORTOPEDIA E TRAUMOTOLOGIA 18
OTORRINOLARINGOLOGIA 1
PEDIATRIA 63
RADIOLOGIA E DIAGNOSTICO POR IMAGEM 2
RADIOTERAPIA 1
TRANSPLANTES REALIZADOS EM CRIANÇAS E
1
ADOLESCENTES / CIRURGIA PEDIÁTRICA
TRANSPLANTES REALIZADOS EM CRIANÇAS E
2
ADOLESCENTES / PEDIATRIA
TOTAL 414

Em 02 de dezembro de 2009, foi estabelecida nova modalidade de financiamento de


Residências Multiprofissionais e em Área Profissional da Saúde, por meio da publicação do
Edital de Convocação nº 24/2009, seguido de nova ampliação com o Edital nº 17/2011.

O Edital 17/2011 avança ao criar diretrizes para a elaboração dos programas de residência
multiprofissional, pois inclui diretrizes para a elaboração dos programas a partir das
necessidades das redes de atenção trabalhadas pelo Ministério da Saúde. Entretanto, essas
diretrizes deverão ser aprimoradas e aprofundadas junto as áreas técnicas do Ministério da
58
Saúde e a Comissão de Residência Multiprofissional ao longo de 2012, bem como integradas
à discussão sobre as competências terminais dos programas de multiprofissional.

Gráfico 2: Distribuição das vagas de residência multiprofissional por profissão inscritas para
financiamento do Pró-residência em 2011

Gráfico 3: Distribuição das vagas de residência multiprofissional por área de atuação inscritas
para financiamento do Pró-residência em 2011

Urgência e Emergência
Terapia Intensiva
Saúde Mental
Saúde da Criança
Saúde Coletiva Norte
Saúde Bucal Nordeste

Reabilitação Física Centro-Oeste

Neonatologia Sudeste

Atenção Geral à Saúde Sul

Atençao Especializada à Saúde


Atenção Básica
Atenção ao Câncer

0 50 100 150 200 250 300

59
Tabela 3: Bolsas aprovadas para a Residência Multiprofissional pelo Edital 17

ÁREA DE CONCENTRAÇÃO Nº DE BOLSAS


ATENÇÃO BÁSICA / SAÚDE DA
FAMÍLIA 86
ATENÇÃO CLÍNICA ESPECIALIZADA 54
SAÚDE MENTAL 37
URGÊNCIA/TRAUMA 30
ATENÇÃO AO CÂNCER 22
SAÚDE DA CRIANÇA/MULHER 18
SAÚDE DO IDOSO 16
SAÚDE COLETIVA 13
SAÚDE DA CRIANÇA 11
ATENÇÃO CIRÚRGICA ESPECIALIZADA 10
APOIO DIAGNÓSTICO E TERAPÊUTICO 9
SAÚDE DA MULHER 8
ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA 4
SAÚDE BUCAL 1

Em relação a avaliação dos projetos do Editais 17 e 18, ampliou-se a parceria com a CNRM e
CNRMS para a aprovação conjunta dos projetos apresentados nos editais. Essa parceria
envolveu a integração de informações entre o sistema SIS-CNRM, SIS-CNRMS e SIG-
RESIDÊNCIA, bem como entre as próprias a equipe de coordenação do PRÓ-RESIDÊNCIA
e as respectivas comissões. Essa integração é estratégica, pois permitirá ao MEC e MS dispor
de dados mais fidedignos do número de vagas efetivamente existentes e preenchidas para
futuras análises da efetividade do PRÓ-RESIDÊNCIA.

Pagamento de bolsas para residentes do PRÓ-RESIDÊNCIAS

Na Tabela 4 está disponibilizado o custo total do financiamento das bolsas, considerando-se o


valor mensal da bolsa de R$ 2.861,79 (valor com encargos) para as residências médicas e
multiprofissionais executados no ano de 2011 (Editais 7/2009, 19/2010, 24/2010, 17/2011 e
18/2011).

Tabela 4: Bolsas pagas pelo Ministério da Saúde em 2011


Programas de Residência R1 R2 Total Custo Anual
Médica 357 231 588 R$ 1.682.732, 52
Multiprofissional 499 224 723 R$ 2.069.074,17
Total 856 455 1311 R$ 3.751.806,17
Fonte: DEGES/SGTES/MS

Edital 8/2009 e Portaria Conjunta 8/2010 com o estabelecimento de Programas de Apoio


Matricial

O Edital 08/2009 teve por objetivo apoiar o desenvolvimento de novos Programas de


Residência Médica em especialidades prioritárias no âmbito das redes em saúde mental,
60
urgência/emergência, atenção oncológica, atenção primária, atenção à mulher, à criança e ao
idoso por meio de apoio matricial de instituições que incluíssem:

1. Desenvolvimento de programa de qualificação de preceptores da unidade apoiada


2. Identificação de necessidades de saúde
3. Pactuação e aprovação de plano de apoio matricial com as esferas e instâncias de
gestão do SUS envolvidas
4. Oferta de estágios curriculares em articulação com rede de serviços;
5. Disponibilização de preceptores para atividades de supervisão presencial de curto
prazo nas unidades parceiras
6. Oferta de atividades à distância com apoio das tecnologias de informação e
comunicação viabilizadas pela RUTE/RNP
7. Desenvolvimento de projetos de avaliação das iniciativas desenvolvidas e de seu
impacto sobre a qualidade da atenção e da formação.

As propostas de projetos selecionadas foram publicadas por meio da Portaria Conjunta


8/2010, de 26 de novembro de 2010. Em 2011, deveria ocorrer o monitoramento e
implantação dos programas de residência médica cujos novos residentes deveriam ingressar
em 2012. Entretanto, por inúmeros problemas na execução de recursos e gestão interna das
matriciadas ou matriciadoras alguns projetos não foram realizados. Em outros casos, os
prazos de execução dos projetos tiveram que ser revistos, uma vez que houve atrasos na
transferência dos recursos pelo Ministério da Saúde.

Financiamento de projetos de Apoio Matricial

O quadro 1 demonstra como foi conduzida a gestão do processo de financiamento desses


projetos e quais recursos foram executados ou devolvidos relacionados ao Edital 8. Devemos
ressaltar que muitos recursos não foram executados devido a dificuldades administrativas das
matriciadoras, ou devido a mudança de gestão das Instituições de Ensino ou Secretarias de
Saúde.
Em relação ao financiamento via Carta-Acordo, foi firmada a parceria com a Organização Pan
Americana de Saúde – OPAS/MS e, nesta modalidade, foram enquadrados sete projetos
perfazendo o valor de R$ 2.015.218,35 - ano de 2010/2011. Essa foi a modalidade de
financiamento que permitiu a maior implantação dos projetos de apoio matricial.
Propôs-se também a formalização de financiamento na modalidade via Fundo a Fundo com
repasse de recursos para quatro projetos matriciais que se referiram ao total de R$
1.944.880,00. E por último, a modalidade de convênio foi previsto um financiamento de R$
6.151.000,00. A situação atual da implantação dos projetos de apoio matricial é apresentada a
seguir:

Quadro 1: Monitoramento dos projetos de apoio matricial


MATRICIADORA MATRICIADA ESPECIALIDADE MONITORAMENTO
Secretaria de Estado
da Saúde de Psiquiatria
Pernambuco
Escola de Saúde Fundação Hospitalar Prazo prorrogado devido
Mental do Rio de de Sergipe - Psiquiatria dificuldades na execução dos
Janeiro – RJ FUNESA recursos (Fundo a Fundo)
Fundação Estadual
Hospital Gaspar Psiquiatria
Viana
61
Medicina de Família e
Comunidade
SES / FEPECS -
Psiquiatria Financiamento pela matriciadora
Brasília
Psiquiatria da Infância não foi possível. Terá que ser
Grupo Hospitalar e adolescência revista estratégia de financiamento
Conceição - GHC UFTO/ Secretaria Psiquiatria uma vez que não foi possível a
Municipal de Saúde Medicina de Família e instituição matriciadora receber os
de Palmas Comunidade recursos por problemas legais
Universidade (Convênio)
Medicina de Família e
Federal do Mato
Comunidade
Grosso/SES Cuiabá
Hospital Geral
Cancerologia Cirúrgica
Hospital do Câncer Roberto Santos
Em andamento (Carta-acordo)
AC Camargo Hospital Regional do
Cancerologia Clínica
Agreste/Caruaru
Universidade Medicina de Família e
Federal de Rondônia Comunidade Cancelado. Secretaria de Saúde de
Belo Horizonte admite dificuldades
Hospital Odilon Universidade
Medicina de Família e para receber os recursos do
Behrens – Belo Federal de Ouro
Comunidade Ministério da Saúde e executá-los
Horizonte - MG Preto
com projetos nas matriciadas
Universidade Medicina de Família e (Fundo a Fundo)
Federal de Viçosa Comunidade
Hospital Infantil
Instituto Materno Pediatria
Varela Santiago/RN
Infantil de
Universidade
Pernambuco – IMIP Em andamento (Carta-acordo)
Estadual do Ginecologia e
- PE
Maranhão/SMS Obstetrícia
Caxias
Secretaria Municipal
Medicina de Familia e
de Saúde de Manaus Cancelado. Secretaria de Saúde de
Pontifícia Comunidade
- SESAM Curitiba (que receberia os recursos
Universidade
Universidade pela PUC) refere dificuldades para
Católica do Paraná
Estadual do Medicina de Família e justificar a execução de recursos em
-PR
Maranhão/SMS Comunidade outro município (Fundo a Fundo)
Caxias
Universidade do Rio
Medicina de Família e
Grande do
Comunidade
Norte/Mossoró
Secretaria de Universidade
Municipal de Saúde Federal do Medicina de Família e Prorrogado prazo de execução do
de Fortaleza - CE Alagoas/UFAL - Comunidade projeto. (Fundo a Fundo)
Maceió
Universidade Vale
Medicina de Família e
do São
Comunidade
Francisco/UNIVASF
Neonatologia
Anestesiologia
Radioterapia

Em andamento nos prazos


FUNDHACRE previstos. (Carta-acordo)
Universidade de
/Secretaria de Estado
São Paulo - USP
da Saúde do Acre
Cancerologia Clínica

62
Maternidade Mãe Ginecologia e
Esperança - UNIR Obstetrícia
Universidade
Federal de São Pediatria
Universidade Carlos - UFSCAR
Estadual de
Secretaria de Estado
Campinas – Medicina de Urgência Em execução. (Carta-acordo)
da Saúde de Goiás
UNICAMP – SP
SES / FEPECS -
Medicina de Urgência
Brasília
Universidade
Ginecologia e
Federal de São
Obstetrícia
Carlos - UFSCAR
Universidade Cancelado. UFBA admite não ter
Federal do Rio Psiquiatria condições administrativas internas
Universidade Grande do Norte para realizar o apoio matricial.
Federal da Bahia – Universidade Além disso, ao longo de 2011,
UFBA Estadual do inúmeros programas dessa
Psiquiatria
Maranhão/SMS instituição ficaram em diligência.
Caxias (Convênio)
Clinica Médica
Hospital Dr Carlos Geriatria
Macieira - São Luís Medicina Intensiva
Ortopedia e
Traumatologia Alguns programas tiveram que ser
Hospital Geral de reformulados devido mudança na
Geriatria
Areias - PE gestão local das matriciadas e no
Universidade
Universidade Clinica Médica perfil do serviço de saúde. Apesar
Federal de Minas
Federal do do atraso na execução dos recursos,
Gerais - UFMG
Maranhão - UFMA Pediatria já foi estabelecido novo cronograma
Ginecologia e de ação. (Convênio)
Universidade Obstetrícia
Federal de Viçosa -
Pediatria
UFV
Clinica Médica
Cirurgia Geral
Clinica Médica
Ginecologia e
Obstetrícia
Universidade UFTO/ Secretaria Em execução. Entretanto parte dos
Federal de São Municipal de Saúde recursos foi devolvida devido
Paulo - UNIFESP de Palmas Cirurgia Geral problemas internos na
administração da instituição.
(Convênio)
Pediatria
Hospital Geral Dr
Oswaldo Brandão Medicina Intensiva
Vilela
Psiquiatria

Universidade
Geriatria
Federal do Ceará - Prorrogado prazo de vigência do
Prefeitura Municipal
UFC projeto. (Convênio)
de Fortaleza
Pediatria
Ginecologia e
Obstetrícia
Clinica Médica

63
Hospital Geral de
Anestesiologia
Roraima
Universidade do
Vale do São Ortopedia e
Francisco - Traumatologia
UNIVASF
Devolução do montante total dos
Universidade
Universidade recursos, pois instituição
Federal do Pará/HU Clínica médica
Federal do Rio de matriciadora não foi capaz de
Barros Barreto
Janeiro – UFRJ executá-lo adequadamente e nos
Fundação Estadual Clinica Médica prazos previstos. (Convênio)
Hospital Gaspar Cirurgia Geral
Viana
Medicina Intensiva
Fundação Hospitalar
de Sergipe - Medicina Intensiva
FUNESA
Fonte: DEGES/SGTES/MS

64
Faimer
O Programa FAIMER – Foundation for Advanced International Medical Education
and Research, (Programa de Desenvolvimento Docente para Educadores Médicos: Instituto
Regional de Educação Médica FAIMER Brasil) visa contribuir para a melhoria da qualidade
da assistência à saúde no Brasil, por meio da qualificação de docentes. Os docentes são
formados para desempenhar papéis importantes na gestão e na pesquisa da educação em saúde
nas escolas que atuam. O objetivo final do programa é oferecer contribuição substancial ao
processo de consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS) ampliado.
A parceria entre a FAIMER e a Universidade Federal do Ceará tem sido propiciada
pelo Departamento de Gestão da Educação na Saúde (DEGES) da Secretaria de Gestão do
Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) e pela Organização Panamericana de Saúde –
OPAS-OMS – Representação no Brasil, desde 2007, por meio de cartas-acordo para
cooperação técnica e apoio financeiro.
Até 2009, o programa formou 75 (setenta e cinco) docentes de escolas médicas do
Brasil e de outros países dos países da América do Sul, incluindo alunos de países africanos
de língua portuguesa. São oferecidas 25 (vinte e cinco) vagas para o Brasil, por ano. A meta é
formar, nos próximos cinco anos, a partir de 2010, no mínimo, mais 100 (cem) educadores.
Em fevereiro de 2009, foi realizada a sessão presencial anual da FAIMER e houve a
apresentação de 25 (vinte e cinco) trabalhos finais nacionais e um trabalho de aluno africano,
na forma de pôsteres sobre temas de interesse da gestão da educação na saúde. Representantes
da OPAS e da SGTES estiveram presentes na reunião anual e na comemoração do dia da
educação médica nacional. Foi observada a qualidade dos trabalhos apresentados, mas os
temas ainda não contemplaram, neste ano, estudos focados na melhoria da educação em saúde
para aprimoramento do SUS. Foram tratados aspectos técnicos relativos a processos
educativos da medicina, tais como internato; qualidade de vida dos alunos; conteúdos do
curso de graduação em medicina; uso de tecnologias de aprendizagem, com destaque para um
dos estudos sobre o eixo educacional do Telessaúde – Ceará, entre outros.
Para 2010, o programa foi ampliado para as demais profissões da saúde. O processo
seletivo, aberto em julho de 2009 para compor a Turma 2010, selecionou 22 (vinte e dois)
docentes que representam instituições de ensino nacionais e atuam em cursos de Medicina
(19), Odontologia (2), Enfermagem (2) e Farmácia (2), entre 70 candidatos inscritos, de
excelente qualificação. Com a adequação dos temas de pesquisa para uma abordagem mais
focada no SUS, espera-se dos docentes participantes que demonstrem interesses direcionados
para temas de interface com os programas de capacitação profissional para o SUS em
andamento, especificamente Pró-Saúde, Pet-Saúde, Telessaúde e Pró-residência que são
voltados para a educação superior, uma vez que são programas vinculados à educação médica
nacional e visa, de modo geral, aprimorar os programas de graduação e de pós-graduação
prioritários para o SUS. Já foi feita a seleção para os participantes de 2011.

65
B.1.3- Programa de Cooperação Internacional
► Reorientação curricular visando à integração ensino-serviço com El
Salvador/Paraguai/ Peru
A Secretaria de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde (SGTES), do Ministério da
Saúde, em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Prefeitura
Municipal de Florianópolis, realizou de em Florianópolis, o Seminário Internacional sobre
Reforma de Cursos de Graduação da Área da Saúde. O evento contou com a participação de
representantes dos governos e das principais universidades de El Salvador, Paraguai e Peru e
teve por objetivo apresentar e debater as experiências bem-sucedidas de reformas no âmbito
da graduação na área da saúde, tais como o Pró-Saúde, a FAIMER/Brasil e o Curso Virtual de
Formação de Formadores Médicos da Organização Pan-Americana da Saúde. Este seminário
internacional é uma ação do REFORGRAD- Projeto de Apoio a Iniciativas de Reformas de
Cursos de Graduação da Área da Saúde na América Latina e PALOPs, fruto do Programa de
Cooperação Internacional em Saúde (TC 41) da OPAS/OMS no Brasil. É uma demanda
desses países cooperação para o desenvolvimento de uma política de integração ensino-
serviço.

B.1.4- Outras ações desenvolvidas

Neste ano de 2011, considerando as novas demandas em Educação e Trabalho em Saúde


visando a responder as necessidades das Redes de Atenção à Saúde, em especial Rede
Cegonha; Rede de Urgência e Emergência; Rede de Atenção Psicossocial; Ações de
Prevenção e Qualificação do Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo de Útero e Mama;
Plano de Enfrentamento das Doenças Crônicas não Transmissíveis, além da participação da
SGTES no processo de formulação dos planos desenvolvido durante o 1º semestre de 2011, a
SGTES assumiu a coordenação do Grupo Transversal de Gestão de Educação, de acordo com
a Portaria nº1.473, de 24 de junho de 2001. Este grupo, constituído por representantes de cada
Comitê Gestor das Redes, reuniu-se mensalmente e como decorrência algumas ações foram
desencadeadas – Levantamento de materiais já existentes produzidos por IES integrantes da
Rede UNA-SUS, validação desse material realizada pelas áreas técnicas, levantamento de
materiais já existentes produzidos por áreas técnicas – possibilidades de transformar em
material para EAD, definição de fluxos para análise das demandas das secretarias do MS,
secretarias municipais e estaduais, inclusão da temática redes de atenção nos programas de
formação profissional (Pró e Pet-Saúde, principalmente), constituição de grupo para
formulação de uma proposta de Residência em Enfermagem Obstétrica, elaboração de
programa para formação de professores para atuarem nas escolas técnicas. Outras questões
foram levantadas pelo grupo, razão pela qual apresenta-se uma proposta de realização de uma
oficina no início de 2012 abordando 1) necessidade de articular essas atividades com a
política de educação permanente; 2) necessidade de preparar gestores em relação ao
desenvolvimento do trabalho em redes de atenção (cursos de gestão em redes/aprimoramento
do mapa); 3) necessidade qualificar a demanda relacionada à educação e sua articulação com
questões relacionadas ao trabalho; 4) articular apoio institucional integrado às estruturas e
instâncias MS.
Neste ano de 2012, já houve uma mudança no processo de trabalho e de articulação entre os
diferentes comitês gestores das redes de atenção com o objetivo dar mais operacionalidade e

66
articulação entre os comitês gestores, áreas técnicas e GTS transversais. Em relação ao GT
Educação estão propostas para 2012:
• Programa de Enfermagem Obstétrica – concluído programa em fevereiro de 2012.
Previsão de edital para março/2012
• Fórum de formação de médicos especialistas – a ser realizado em abril/2012.
Finalidade: organizar a participação do MS na discussão sobre os programas de
residência médica em áreas prioritárias (pediatria, GO, clínica, cirurgia, medicina de
família, medicina preventiva, psiquiatria, outras a serem definidas). Já definida
participação da CNRM
• Cursos de especialização para enfermeiros – Saúde da Mulher, Criança e Adolescente,
Urgência e Emergência, Saúde Mental e DCNT – 1200 vagas ( a serem definidos os
locais). Edital: previsto para março/2012. Esses professores serão potenciais
professores para especialização pós-técnica para técnicos de enfermagem e para
aperfeiçoamento de ACSs
• Fórum de programas de residência médica e multiprofissional – apresentação e
discussão das redes de atenção junto às coordenações de programas (maio/junho de
2012).

Outra ação desenvolvida pela SGTES foi a constituição de um grupo de trabalho com
integrantes das universidades, gestores, CONASS, CONASEMS, visando à elaboração de
diretrizes para a integração ensino – serviços de saúde – comunidade. Esse grupo reuniu-
se três vezes e elaborou uma proposta de diretrizes, a ser discutida com demais secretarias
do MS e representantes de CONASS e CONASEMS. Conforme definido na última
reunião, foi proposta a realização de um seminário para aprovação desse
documento/diretrizes a ser pactuado na CIT neste ano de 2012.

Proposta de Diretrizes para a integração ensino – serviço de saúde – comunidade

Considerando que as DCNs3 para os cursos da saúde definiram perfil profissional,


competências gerais e específicas, conteúdos curriculares, estágios e atividades
complementares e estabeleceram, dentre outras orientações, o desenvolvimento de atividades
práticas desde o início do curso, diversificação dos cenários de práticas (serviços de saúde de
diferentes níveis de atenção, domicílio, escolas, creches e outros equipamentos sociais),
integração básico – clínica, fica claro que a integração ensino – serviço de saúde –
comunidade necessária para sua concretização é mais abrangente e complexa do previsto e
estabelecido pelas regulamentações existentes, tais como Lei do Estágio (Anexo 1) ou
Resolução do COFEN (Anexo 2).

Os instrumentos de autorização e reconhecimento de cursos de medicina estabelecem


pontuações crescentes para o desenvolvimento das atividades práticas em serviços de
saúde/estágios, segundo a intensidade e presença e responsabilização dos docentes nesses
serviços14. Ressalta-se, também, as lacunas existentes na formação e qualificação, quantitativa
e qualitativamente, dos profissionais da área técnica de nível médio, que requerem estágios
supervisionados a serem desenvolvidos nos serviços de saúde.

Assim, a imagem – objetivo dessa integração deverá incluir definição conjunta – entre
IES/escola técnica e serviço de saúde – do plano de atividades de ensino, extensão/assistência,
educação permanente e pesquisa. Deverá haver um compromisso das instituições com o
67
desenvolvimento das atividades que vão além do estágio e que incluem a responsabilidade
sanitária a ser compartilhada com os serviços de saúde. Considera-se, entretanto, que o
previsto nessas regulamentações (estágio, resolução COFEN) deverá ser observado.

1) Plano de Integração ensino – rede de atenção à saúde – comunidade

Entende-se por Plano de Integração ensino – rede de atenção à saúde – comunidade o


conjunto de atividades de gestão, assistência e educação permanente (serviços de saúde) e de
ensino, extensão/assistência e pesquisa (instituições de ensino/escola técnica), a serem
desenvolvidos articuladamente entre as instituições envolvidas. Neste documento
denominaremos Plano de Integração, com o objetivo de diferenciar do Plano de Saúde.

1.1. o Plano de Integração ensino – rede de atenção à saúde – comunidade deverá ser
formalizado através de termo de convênio/contratualização (Anexo 5 – conceitos de
contratualização e termo de convênio) entre a instituição de ensino e/ou escola técnica
e gestor da rede, envolvendo as comissões de integração ensino-serviço (CIES) e
pactuadas nos conselhos de saúde correspondentes à rede de atenção à saúde

1.2. deverá estar prevista comissão de coordenação que vise ao planejamento, execução,
monitoramento e avaliação do plano de integração, mediante processo de co-gestão, com
participação de representantes dos segmentos envolvidos – instituições de ensino/escolas
técnicas, gestores da rede de atenção e usuários

1.3. deverão ser definidos a rede de atenção à saúde, território e serviços de saúde de
atuação da(s) IES e/ou escola(s) técnica(s), de forma pactuada, segundo plano de
integração estabelecido

1.4. deverão ser definidas as atribuições das instituições envolvidas no desenvolvimento


do plano de integração

1.5. deverão ser definidas as diferentes modalidades de atividades de ensino a serem


desenvolvidas na comunidade/serviços de saúde e em cada uma delas as atribuições dos
profissionais dos serviços e dos docentes da(s) IES e/ou escola(s) técnica(s), bem como
relação aluno/supervisão e/ou preceptoria de forma a atender às necessidades do ensino e
da atenção à saúde de qualidade

2) atribuições da IES/escola técnica

2.1. participar e manter representação formalmente designada na comissão de


coordenação do plano de integração

68
2.2. contribuir com a gestão dos serviços de saúde no processo de definição de políticas,
programas e ações previstas no plano de saúde para melhoria dos indicadores de saúde
loco-regionais

2.3. contribuir na elaboração, implantação, implementação e avaliação da gestão do


cuidado e de programas e ações de vigilância em saúde

2.4. acompanhar efetivamente as atividades desenvolvidas pelos preceptores e alunos


definindo professor(es) orientador(es) da instituição de ensino e/ou escola(s) técnica(s)
para coordenação local e supervisão direta e/ou periódica na dependência da natureza
dessas atividades e competências dos estudantes no decorrer do curso

2.5. quando a atividade implicar em atenção direta ao paciente (realização de


procedimentos, consultas, orientações, grupos educativos) devem ser encontrados
mecanismos que garantam a continuidade e responsabilização pelo cuidado

2.6. quando a atividade implicar em atenção direta ao paciente (realização de


procedimentos, consultas, orientações, grupos educativos) é obrigatória presença do
docente e/ou profissional do serviço da respectiva área de competência, o qual será
responsável pelo atendimento prestado;

2.7. contribuir para a formulação e desenvolvimento da política de educação permanente


definida no plano de saúde

2.8. garantir aperfeiçoamento técnico e pedagógico dos profissionais que desenvolvem


atividades de preceptoria

2.9. contribuir para a formulação e desenvolvimento da política de pesquisa e inovação


tecnológica com base nas necessidades loco-regionais

3) atribuições dos serviços de saúde

3.1. participar e manter representação formalmente designada na comissão de


coordenação do plano de integração

3.2. manter os compromissos assumidos garantindo a continuidade dessas atividades na


rede de atenção, territórios e serviços de saúde definidos no plano de integração, visando
ao não comprometimento do desenvolvimento dos cursos técnicos, graduação ou pós-
graduação

3.3. definir de forma articulada às IES e/ou escola(s) técnica(s) os critérios para escolha de
profissionais dos serviços de saúde para desenvolvimento das atividades de preceptoria; a
função de preceptoria, deverá ser reconhecida como atribuição de seu processo de
trabalho, devendo ocorrer uma adequação na organização do serviço de saúde compatível
com essa atividade e com a qualidade da atenção prestada

3.4. contemplar na sua política de gestão do trabalho a qualificação, valorização,


democratização das relações de trabalho, que incluam e incentivem as atividades de
preceptoria

69
3.5. definir profissionais e/ou constituir comissão para desenvolvimento da gestão do
trabalho e da educação na saúde

B.2 - Coordenação Geral de Ações Técnicas na Saúde: programas, projetos e ações.


O eixo estruturante do trabalho da Coordenação-Geral de Ações Técnicas em Educação na
Saúde é a definição, desenvolvimento e avaliação das políticas e projetos que têm como
objeto:
 A formação profissional técnica de nível médio e;
 As diferentes modalidades de qualificação (atualização, aperfeiçoamento e
especialização postécnica) dirigidas ao segmento de trabalhadores técnicos de nível
médio das Redes de Atenção à Saúde do SUS
O público alvo do trabalho desta Coordenação é, portanto, o segmento de trabalhadores do
SUS categorizados como “técnicos de nível médio (TNM)”.
Este segmento reúne características e situações que justificam e impõem tomá-lo como
prioridade nas políticas e programas que pretendam a regulação do trabalho e da educação na
saúde, na perspectiva de qualificar os serviços de do SUS. Entre tais características destacam-
se:
 Representar mais de 50% da força de trabalho da área da saúde;
 E, sua categorização como TNM, não significar que todos sejam portadores da
formação técnica requerida.
O significado e possíveis impactos dessas características para o trabalho e para o trabalhador
da saúde e para o SUS como ordenador dos recursos humanos para a saúde implica na
definição de princípios e de programas sustentados no compromisso de conjugar o direito de
trabalhadores à educação e ao trabalho, com a responsabilidade do SUS em ampliar
quantitativa e qualitativamente a eficiência e a efetividade da Rede de Serviços de Atenção à
Saúde. No plano da política de educação a formação profissional técnica de nível médio na
área da saúde está regulada nacionalmente. Situada no âmbito do ensino básico exige a
escolaridade de nível médio compõe o eixo tecnológico do ambiente e saúde que toma a
realidade social e antropológica, as conquistas científicas, tecnológicas e éticas presentes nas
práticas dos serviços públicos de saúde, como referenciais para a definição dos currículos a
serem desenvolvidos pelas escolas técnicas.
Destaca-se que neste conjunto de trabalhadores do setor saúde há, ainda, número expressivo
de trabalhadores que não têm a formação técnica requerida para o trabalho porque sua
escolaridade é apenas do nível fundamental.
Essa realidade torna visível a responsabilidade dos três níveis de gestão do SUS (Federal,
Estadual e Municipal), no que se refere a assegurar, em bases sólidas, a oferta de educação
profissional técnica articulada aos serviços de saúde, a fim de garantir:
 a qualidade técnica da prestação de serviços, com maior proteção à saúde dos
usuários;
 a resolubilidade da rede assistencial, beneficiando o sistema de saúde e a população
atendida;
 a transformação do desenho tecnoassistencial, fortalecendo a proposta da integralidade
e humanização nas ações de saúde;

70
 a inclusão social daqueles trabalhadores da saúde ao direito à escolarização geral e, na
sequência ou concomitante à formação técnica específica.
A premissa básica que sustenta o trabalho que a Coordenação Geral de Ações Técnicas vem
desenvolvendo, inclusive, por meio do PROFAPS é que a integração ensino-serviço deve
fortalecer os espaços de formação para esse trabalhador ampliando a oferta de vagas e a
capacidade das ETSUS para oferecerem ações educacionais nas diferentes áreas de prestação
de serviços.
Os programas, projetos e ações que vêm sendo planejados e executados requer ampliação de
capacidade pedagógica, da infraestrutura física e administrativa e, especialmente, do
reconhecimento político-institucional das ETSUS na gestão do Sistema.

► Rede de Escolas Técnicas do Sistema Único de Saúde (RET-SUS)


Instituída por meio da Portaria nº 2.970, de 25 de novembro de 2009, a RET-SUS está
consolidada como referência para a formação profissional de nível médio na área de saúde,
sendo composta por 36 (trinta seis) Escolas Técnicas e Centros Formadores, distribuídos nas
27 (vinte e sete) Unidades Federadas.
A RET-SUS reúne Escolas de diferente natureza jurídica: 33 (trinta e três) estaduais, 02
(duas) municipais e 01 (uma) federal. Também, estas escolas tem diferentes vínculos
administrativos::
 Secretaria de estado da Saúde (28 ETSUS) – PA, RO, RR, TO, AL, BA, CE, MA,
PB, RN, SE, PE, DF, GO, MS, MT, 06 de SP, ES, 02 de MG, PR, RS, SC;
 Secretaria de estado da Educação (02 ETSUS) – AC e AP
 Secretaria de estado da Saúde e da Educação (01 ETSUS) – PI
 Secretaria de estado da Ciência e Tecnologia (02 ETSUS) – AM e RJ
 Secretaria Municipal de Saúde (02 ETSUS) – SP e SC-Blumenau;
 FIOCRUZ (01 ETSUS) - RJ

Distribuição Nacional das ETSUS,


na conformação da RET-SUS

Com a publicação da Portaria nº 2.970, em 2010 foi criada a Secretaria-Executiva da Rede


Nacional de Escolas Técnicas do Sistema Único de Saúde, com sede na Escola Politécnica de
Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV) da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) o que tem

71
intensificado o processo de divulgação de informações, da produção e das experiências
individuais e coletivas das escolas.
Esta secretaria é responsável pela edição semanal do Boletim RET-SUS, reativação do site da
RET-SUS – (www.ret-sus.fiocruz.br), publicação bimestral da Revista RET-SUS e produção
e envio de notícias das ETSUS e sobre a RET-SUS para os órgãos de imprensa.

■ Ações e atividades de fortalecimento da gestão das ETSUS


A educação técnica profissional de nível médio é ponto crítico na ordenação da formação de
recursos humanos para a saúde. A concretização da formação técnica daqueles trabalhadores
que estão nas redes de Atenção à Saúde sem tal formação e a execução de qualificação
segundo demandas das redes de Atenção prioritárias exigem investimentos de diferentes
ordens e grandeza somada ao comprometimento e acordos interfederativos que dêem conta
deste desafio. Nessa perspectiva a Coordenação-Geral de Ações Técnicas em Educação na
Saúde/DEGES, conferiu prioridade ao desenvolvimento do processo de gestão das ETSUS.
É importante ressaltar que, para dar continuidade ao processo de modernização das ETSUS,
foram disponibilizados recurso em 2011, (R$3.000.000,00) pelo Programa de Formação de
profissionais de Nível Médio para a Saúde (PROFAPS) para compra de equipamentos e
materiais permanentes para as ETSUS visando aprimorar a execução dos cursos.
Também, em 2011, foi criada a Subcomissão de Educação Profissional de Nível Médio para
Saúde, mediante Portaria Conjunta Nº 1 3/2011 MEC/MS, com a participação de
representante do Mistério da Saúde, Ministério da Educação, Fórum Nacional de Conselhos
de Educação, Conass, Conasems e Rede de institutos Federais de Educação, com o objetivo
de subsidiar os Ministérios
da Educação e da Saúde nas ações referentes ao planejamento, formação e qualificação
profissional de nível médio, visando atender às necessidades específicas do SUS.

■ Desenvolvimento Pedagógico das ETSUS


As ações e atividades desenvolvidas fundamentam a política de educação profissional para o
SUS implementada pela Coordenação Geral de Ações Técnicas na Saúde. O propósito é
superar limitações históricas no campo da educação dos trabalhadores de nível médio que
atuam na saúde. Estas limitações referem-se, principalmente, à visão técnico-instrumental da
formação do técnico de nível médio, na maioria das vezes reduzida a treinamentos ou cursos
pontuais. O desafio está em criar condições e infraestruturas físicas, administrativas, políticas,
técnicas e pedagógicas para fortalecer a capacidade de formar técnicos com perfil pertinente
as demandas e necessidades do SUS.
Dando sequência ao Plano de Desenvolvimento Pedagógico das ETSUS, a Coordenação
Geral de Ações Técnicas na Saúde está desenvolvendo ações que buscam o fortalecimento da
ação docente e da gestão administrativa e pedagógica das Escolas. Nesta perspectiva se
destacam:
I. a articulação da Coordenação-Geral de Ações Técnicas na Saúde/DEGES com o
MEC. Essa ação visa definir e formalizar diretrizes que atendam às especificidade da
formação e regulação do trabalho do técnico de nível médio na área da saúde na saúde.
Nessa linha uma das prioridades é a qualificação de profissionais de saúde para o
exercício da docência nos cursos técnicos da área da saúde, de forma a viabilizar o
oferecimento e a ampliação da formação de técnicos de nível médio, conforme
ordenação do SUS e atendendo aos princípios e diretrizes da política educacional.

72
II. parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina/UFSC, estabeleceu Termo de
Cooperação para apoiar a qualificação de profissionais de enfermagem e de agentes
comunitários de saúde, para a atenção à rede integrada do SUS: saúde mental, materno
infantil, urgência e emergência e doenças não transmissíveis, para o período de
30/08/2011 a 14/08/2014. Estão previstas as seguintes ações:

 Elaboração e desenvolvimento, na modalidade semipresencial, de curso de


especialização para 1200 enfermeiros, com 04 áreas de concentração: saúde mental,
materno infantil, urgência e emergência e doenças crônicas não transmissíveis.

 Preparação de docentes para cursos pós-técnicos e atualizações de trabalhadores de


nível médio da saúde.

 Produção de documentos de referência para a especialização de técnicos de nível


médio da enfermagem e para a atualização de agentes comunitários de saúde, nas
áreas acima mencionadas.

 Criação de acervo público e colaborativo de materiais educacionais para área da saúde.

 o Projeto de qualificação de profissionais de enfermagem e de agentes comunitários de


saúde para a atenção na rede integrada do SUS: saúde mental, materno infantil,
urgência e emergência, doenças não transmissíveis. Este projeto está em consonância
com a Portaria Nº 396/2011, que instituiu o Projeto de Formação e Melhoria da
Qualidade de Rede de Saúde – Quali-SUS-Rede – re-afirmando a prioridade do
Ministério da Saúde em aprofundar a estratégia de regionalização, de relação
federativa e de participação social por meio de programas de investimentos que
contribuam com a qualificação da atenção, da gestão e do cuidado em saúde.
O QualiSUS-Rede fornece materialidade aos movimentos de consolidação do SUS,
representados pelo Pacto pela Saúde, especialmente no que se refere ao aprofundamento
do processo de regionalização solidária, cooperativa e qualificação das ações do SUS por
meio da organização de redes integradas e regionalizadas de saúde no território brasileiro.
Em relação à Portaria acima citada, ressalta-se o Artigo VI que assinala a importância da
“qualificação do cuidado em saúde, incentivando a definição e implantação de protocolos
clínicos, linhas de cuidado e processos de capacitação profissional”.
Assim, dentre os objetivos estratégicos do MS para o período 2011-2015, destacam-se:
• Garantir acesso com qualidade em tempo adequado às necessidades de saúde dos
cidadãos, aprimorando a política de atenção básica e a atenção especializada.
• Promover atenção integral à saúde da mulher e da criança e implementar a rede
cegonha.
• Aprimorar a rede de urgência e emergência com expansão de UPAS, SAMU, pronto
socorros e centrais de regulação, articulando-a com as outras redes de atenção.
• Fortalecer a rede de saúde mental com ênfase no enfrentamento da dependência de
crack e outras drogas.
• Contribuir para a adequada formação, alocação, valorização, qualificação e
democratização das relações do trabalho dos profissionais e trabalhadores de saúde.

73
Este Projeto, cujo propósito principal é qualificar a atenção na rede integrada do SUS, na
perspectiva da integralidade do cuidado, propõe o desenvolvimento de Curso de
Especialização, na modalidade semipresencial, com 04 (quatro) áreas de concentração:
materno-infantil, urgência e emergência, saúde mental e doenças não transmissíveis.
Assim, o objetivo geral do Projeto é contribuir com a implementação do Quali-SUS-Rede,
qualificando profissionais de enfermagem e agentes comunitários de saúde que atuam na rede
assistencial do SUS, nas 04 áreas definidas. Especificamente, o Projeto visa: preparar
docentes para cursos pós-técnicos e atualizações de trabalhadores de nível médio da saúde;
produzir documentos de referência para a especialização de técnicos de nível médio da
enfermagem e para a atualização de agentes comunitários de saúde nas áreas acima
mencionadas; criar acervo público e colaborativo de materiais educacionais para área da
saúde.
A elaboração e o desenvolvimento do Projeto envolvem a articulação e parceria das seguintes
instituições: Universidade Federal de Santa Catarina, Escola de Enfermagem de Ribeirão
Preto da Universidade de São Paulo, 36 Escolas Técnicas do SUS.
As seguintes atividades foram desenvolvidas no ano de 2011: 04 oficinas de trabalho com as
áreas técnicas do Ministério da Saúde envolvidas com o objeto do Curso, a fim de aprofundar
a discussão das respectivas políticas de atenção; produção dos módulos didático-pedagógicos
do curso, contemplando módulos para o eixo comum da formação e módulos específicos para
cada área de concentração; oficinas de trabalho para elaboração das Diretrizes e Orientações
para especialização pós-técnica em enfermagem nas áreas de saúde mental, materno infantil,
urgência e emergência, doenças não transmissíveis (processo não concluído); oficinas de
trabalho para elaboração das Diretrizes e Orientações para a Atualização de Agentes
Comunitários de Saúde nas áreas de saúde mental, materno infantil, urgência e emergência e
doenças não transmissíveis (processo não concluído).
A meta é especializar, no mínimo, 1000 enfermeiros da rede assistencial do SUS, distribuídos
nas quatro áreas e nas 05 regiões do país. O curso terá início em 2012, com carga horária de
360 horas.
Para este programa foi firmado Termo de convênio nº 29/2011, de 30/08/2011(valor
de R$6.000.000,00)
III. A Elaboração do Programa de Curso de Especialização em Gestão Pedagógica voltado
para profissionais das ETSUS. Com a implementação desse programa de qualificação
busca-se assegurar que os processos de formação desenvolvidos nas ETSUS
contemplem os fundamentos da atividade didático-pedagógica assim como tratem a
integração ensino-serviço como ato pedagógico significativo para condicionar e
consolidar melhorias na formação de técnicos de nível médio para área da saúde.
Esse Projeto tem os profissionais do SUS e das ETSUS (da gestão e da docência)
como público-alvo; será desenvolvido na modalidade de ensino à distância,
contemplando todas as 36 ETSUS e totalizando 300 (trezentas) vagas. Seu
desenvolvimento será realizado por meio de convênio com a Universidade Federal de
Minas Gerais, que conta com a parceria da EE/USP, da EEUSP/Ribeirão Preto, Escola
de Enfermagem da UNICAMP, das Escolas Técnicas do SUS de TO, MT e CE. No
ano de 2011, toda a estrutura necessária para o desenvolvimento do curso foi
desenvolvida: elaboração do programa e do material didático, tramitação do projeto
nas instâncias acadêmicas, construção da plataforma EAD, seleção de tutores,
elaboração do Guia do Tutor e do Guia do Aluno, seleção e matrícula dos alunos. O
início do curso será em abril/2012, com previsão de 01 (um) ano de duração. O plano
74
de execução financeira prevê o valor de R$ 2.500,000, 00 (dois milhões e quinhentos
mil reais).
► Programa de Formação de Profissionais de Nível Médio para a Saúde (PROFAPS)
A educação profissional técnica de nível médio para a área de Saúde é uma das prioridades da
política de ordenação da formação de recursos humanos para a saúde que vem sendo
desenvolvida pela Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde – SGTES/MS
em articulação com as Escolas Técnicas do SUS – ETSUS distribuídas por todas as cinco
regiões geopolíticas do país.
A implementação dessa política tem por base as diretrizes do Programa de Formação de
Profissionais de Nível Médio para a Saúde – PROFAPS que orientam os processos de
formação profissional e a qualificação da força de trabalho de saúde. Nesse processo estão
indicadas as áreas técnicas estratégicas prioritárias para a educação profissional técnica de
nível médio na saúde em que são destaque a Radiologia, a Patologia Clínica e Citopatologia,
Hemoterapia, Manutenção de Equipamentos, Saúde Bucal, Prótese Dentária, Vigilância em
Saúde e Enfermagem. As áreas estratégicas para o nível de aperfeiçoamento/capacitação são:
Saúde do Idoso para as equipes da Estratégia Saúde da Família e equipes de enfermagem das
instituições de longa permanência, e a formação dos Agentes Comunitários de Saúde.
A educação profissional está sendo desenvolvida por meio de cursos e programas de formação
técnica e qualificações (aperfeiçoamento, a especialização, formação inicial). Em 06 de junho
de 2011, foram repassados, na modalidade fundo a fundo, R$ 63.000.000,00 por meio da
Portaria GM/MS nº 1.307 para execução dos cursos pactuados nos estados, conforme quadros
abaixo, a saber:
 Nos quadros 1,2,3,4,5 – cursos de formação profissional técnica constantes dos
projetos PROFAPS/2011, pactuados nas CIB’s e encaminhados ao ministério da
saúde pelas ETSUS;
 Nos quadros 6,7,8,9 e 10 – cursos e programas de qualificação Para a Qualificação
Técnica (QT), onde:
QT 1 = Especialização pós-técnico
QT 2 = Aperfeiçoamento e atualização
QT 3 = outros (formação inicial)

Quadro 1: Quantitativo de alunos nos cursos de Formação Técnica, em 2011, na Região


Nordeste, conforme projetos das ETSUS, pactuados na CIB
Cursos de Formação Técnica por Estado Alunos
Técnico em Hemoterapia 40
AL Técnico em Radiologia 40
Técnico em Equipamentos Biomédicos 40
Técnico em Citopatologia 30
BA Técnico em Prótese Dentária 50
Técnico em Vigilância em Saúde 300
Técnico em Vigilância em Saúde 30
Técnico em Saúde Bucal 30
Técnico em Manutenção de Equipamentos
CE
Médicos 30
Técnico em Enfermagem (complementação) 210
Técnico em Hemoterapia 60
75
Técnico em Vigilância em Saúde 330
PE
Técnico em Hemoterapia 60
Técnico em Enfermagem 75
RN
Técnico em Análises Clínicas 125
Técnico em Hemoterapia 120
PB Técnico em Radiologia 80
Técnico em Vigilância em Saúde 120
Técnico em Análises Clínicas 140
PI Técnico em Vigilância em Saúde 90
Técnico em prótese Dentária 30
Técnico em Enfermagem 411
SE
Técnico em Vigilância em Saúde 30
TOTAL 2411

Quadro 2: Quantitativo de alunos nos cursos de Formação Técnica, em 2011, na Região


Sudeste, conforme dados enviados nos projetos das ETSUS.
Cursos de Formação Técnica por Estado Alunos
ES Técnico em vigilância em Saúde 140
Técnico em Vigilância em Saúde 210
MG
Técnico em Vigilância em Saúde 140
Técnico em Hemoterapia 50
RJ Técnico em Vigilância em Saúde 60
Técnico em Citopatologia 26
Técnico em Saúde Bucal 120
SP Técnico em enfermagem 72
Técnico em Saúde Bucal 60
TOTAL 928

Quadro 3: Quantitativo de alunos nos cursos de Formação Técnica, em 2011, na Região


Norte, conforme dados enviados nos projetos das ETSUS.

Cursos de Formação Técnica por Estado Alunos


Técnico em Radiologia 25
AC Técnico em Vigilância em Saúde 402
Técnico em Hemoterapia 25
AM Técnico em Radiologia 80
Técnico em Análises clínicas 40
Técnico em Radiologia 40
Técnico de Vigilância em Saúde 100
AP
Técnico em Saúde Bucal 30
Técnico em Prótese Dentária 30
Técnico em hemoterapia 30
Técnico em Radiologia 30
MA Técnico em Enfermagem 120
Técnico em Saúde Bucal 120
76
PA Técnico de Vigilância em Saúde 360
Técnico em Citopatologia 30
RO Técnico em Nutrição e Dietética 30
Técnico em Saúde Bucal 30
Técnico em Vigilância em Saúde 35
RR Técnico em Radiologia 70
Técnico em Prótese Dentária 70
Técnico em Enfermagem (complementação) 180
TO
Técnico em Vigilância em Saúde 90
TOTAL 1967

Quadro 4: Quantitativo de alunos nos cursos de Formação Técnica, em 2011, na região


centro oeste, conforme dados enviados nos projetos das ETSUS.

UF Cursos de Formação Técnica por Estado Alunos


Técnico em Vigilância em Saúde 60
GO
Técnico em Saúde Bucal 90
Técnico em Vigilância em Saúde 108
MS
Técnico em enfermagem 72

TOTAL 330
Obs.: O estado do Mato Grosso e o Distrito Federal não encaminharam projetos em 2.011.
Quadro 5: Quantitativo de alunos nos cursos de Formação Técnica, em 2011, na Região
Sul, conforme dados enviados nos projetos das ETSUS.

UF Cursos de Formação Técnica por Estado Alunos


Técnico em Enfermagem (complementação) 105
PR Técnico em Radiologia 20
Técnico em Hemoterapia 175
Técnico em Vigilância em Saúde 30
SC Técnico em Enfermagem 60
Técnico em Saúde Bucal 30
Técnico em Saúde Bucal 230
RS Técnico em Hemoterapia 120
Técnico em Vigilância em Saúde 240
TOTAL 1010

Quadro 6: Quantitativo de alunos nos cursos de Qualificação Técnica, em 2011, na região


nordeste, conforme dados enviados nos projetos das ETSUS.

UF Cursos de Qualificação Técnica (QT) Alunos


AL Qualificação em Saúde do Idoso (QT 2) 400

CE Especialização Pós-Técnico em Urgência e Emergência(QT 1) 90


Especialização Pós-Técnico em Saúde do Idoso(QT 1) 30
77
Qualificação em Saúde do idoso (QT 2) 60
RN Qualificação para Agente Comunitário de Saúde (QT 3) 240
Especialização Pós-técnico em Urgência e Emergência para Técnicos em
Enfermagem(QT 1) 678
Aperfeiçoamento em Saúde do Idoso (QT 2) 350
Qualificação para Agente de Combate a Endemias (QT 3) 755
Qualificação em Metodologias e Práticas de Educação Permanente em
Saúde para fortalecimento das ações de Educação Profissional de nível
SE técnico (QT 3) 30
Qualificação em Gestão em Saúde (QT 3) 100
Qualificação em Saúde Mental para Auxiliar e Técnico em Enfermagem,
Gerentes e Gestores da Rede de Atenção Psicossocial (QT 3) 60
TOTAL 2793
Quadro 7: Quantitativo de alunos nos cursos de Qualificação Técnica, em 2011, na região
sudeste, conforme dados enviados nos projetos das ETSUS.

UF Cursos de Qualificação Técnica (QT) Alunos


Aperfeiçoamento para auxiliares e técnicos em enfermagem em Saúde do
ES Idoso(QT 2) 844
Especialização Pós Técnica em Radiologia(QT 1) 25
PR Qualificação em Saúde do Idoso(QT 2) 770
Qualificação para Agente de Combate a Endemias (QT 3) 525
RJ Especialização Pós-Técnica em Urgência e Emergência(QT 1) 600
Especialização Pós-técnico em Urgência e Emergência para Técnicos em
Enfermagem (QT 1) 30
Especialização Pós-técnico em Urgência e Emergência para Técnicos em
Enfermagem(QT 1) 180
Especialização Pós-técnico em Urgência e Emergência para (QT 1)Técnicos
em Enfermagem(QT 1) 90
Especialização Pós-técnico em Urgência e Emergência para Técnicos em
Enfermagem(QT 1) 120
Especialização Pós-técnico em Urgência e Emergência para Técnicos em
Enfermagem(QT 1) 30
Especialização Pós-técnico em Urgência e Emergência para Técnicos em
Enfermagem(QT 1) 90
Qualificação profissional para ACS e profissionais de nível médio da Rede
de Atenção à Saúde- Prevenção e intervenção ao uso abusivo de substâncias
Psicoativas(QT 2) 500
Qualificação para Agente Comunitário de Saúde (QT 3) 90
Qualificação para Auxiliar em Saúde Bucal (QT 3) 300
SP Qualificação para Auxiliar em Saúde Bucal (QT 3) 240
Qualificação para Auxiliar em Saúde Bucal (QT 3) 150
Qualificação para Auxiliar em Saúde Bucal (QT 3) 300
Gerenciamento de cuidados para a Atenção Integral à Saúde da Pessoa Idosa
(QT 3) 350
TOTAL 5234

Quadro 8: Quantitativo de alunos nos cursos de Qualificação Técnica, em 2011, na região


norte, conforme dados enviados nos projetos das ETSUS.

UF Cursos de Qualificação Técnica (QT) Alunos


78
AC Qualificação para Auxiliar em Saúde Bucal (QT 3) 100
MA Qualificação para Agente de Combate a Endemias (QT 3) 600
PA Qualificação para Agente de Combate a Endemias (QT 3) 600
RO Especialização Pós-Técnico em Saúde do Trabalhador(QT 1) 450
Qualificação em Saúde do Idoso (QT 2) 150
Qualificação para Agente de Combate a Endemias (QT 3) 340
RR Capacitação para multiplicadores do Curso de cuidadores da Pessoa Idosa
(QT 3) 35
Aperfeiçoamento em saúde bucal na população indígena 30
Aperfeiçoamento para auxiliares e técnicos de enfermagem no
enfrentamento das drogas e acolhimento em saúde mental(QT 2) 120
Atualização para agentes comunitários de saúde em alimentação e nutrição 400
Atualização para profissionais de nível médio na rede cegonha (QT 2) 600
TO
Aperfeiçoamento para auxiliares e técnicos de enfermagem em
envelhecimento e atenção integral à saúde do idoso (QT 2) 120
Atualização para auxiliares e técnicos de enfermagem com ênfase em
urgência e emergência (QT 2) 120
Qualificação para Auxiliar em Saúde Bucal (QT 3) 90
Total 3755

Quadro 9: Quantitativo de alunos nos cursos de Qualificação Técnica, em 2011, na região


sul, conforme dados enviados nos projetos das ETSUS.

Especialização Pós-técnica em Saúde Mental(QT 1) 35


Especialização Pós-técnica em Saúde do Idoso(QT 1) 35
Especialização Pós-Técnico em Urgência e Emergência(QT 1) 90
Especialização Pós-Técnico em Enfermagem no Centro Cirúrgico(QT 1) 30
Especialização Pós-técnico em Segurança Alimentar(QT 1) 30
Aperfeiçoamento em Saúde Mental(QT 2) 150
Aperfeiçoamento em Saúde do Idoso(QT 2) 30
Aperfeiçoamento em Biossegurança(QT 2) 60
Aperfeiçoamento em Imunização(QT 2) 60
SC Aperfeiçoamento em Estratégia de Saúde da Família(QT 2) 300
Qualificação para Agente Comunitário de Saúde (QT 3) 150
Qualificação para Agente de Combate a Endemias (QT 3) 120
Total 1090

Quadro 10: Quantitativo de alunos nos cursos de Qualificação Técnica, em 2011, na região
centro oeste, conforme dados enviados nos projetos das ETSUS.

GO Capacitação em Saúde do Idoso para ACS (QT 2) 100


Qualificação para Auxiliar em Saúde Bucal (QT 3) 150
Aperfeiçoamento em Saúde do Idoso para ACS (QT 2) 1300
Aperfeiçoamento das Equipes da ESF nas áreas Estratégicas da Atenção
MS Primária em saúde (QT 2) 680
Qualificação para Agente Comunitário de Saúde (QT 3) 500
2730
79
Obs.: O estado do Mato Grosso e o Distrito Federal não encaminharam projetos em 2.011.

► Ações, Projetos e Atividades desenvolvidas e em andamento


Em 2011, tendo em vistas promoção de maior aporte técnico administrativo aos processos de
formação e qualificação da força de trabalho de saúde, desenvolvidos pelas ETSUS, a
Coordenação de Ações Técnica em Educação na Saúde elaborou e concluiu projetos,
promoveu ações e atividades entre as quais se destacam:
1 – Seminário Nacional PROFAPS, em abril de 2011 em Brasília/DF.
Esse Seminário é parte da estratégia de desenvolvimento do Programa de Formação de
Profissionais de Nível Médio para a Saúde.
As questões tratadas na oportunidade emergiram das oficinas regionais do PROFAPS
realizadas em 2010, subsidiando as discussões relativas às possibilidades e estratégias para o
desenvolvimento de processos de formação técnica profissional de nível médio tendo como
referências as políticas de saúde e de educação, os fundamentos que conformam currículos e a
integração ensino serviço como estratégias pedagógicas corroborem com o processo político-
pedagógico das Escolas, em especial referido à execução das prioridades do PROFAPS.
Para analisar essas questões o seminário reúne dirigentes e técnicos do MS, do MEC e das
ETSUS e representantes do CONASS, do CONASEMS da Organização Pan-Americana de
Saúde e do Fórum Nacional de Conselhos Estaduais de Educação, entre outros convidados,
sob a direção da Coordenação Geral de Ações Técnicas do Departamento de Educação na
Saúde.
2 – I Seminário Educação Profissional de Nível Médio para a Saúde
Em agosto de 2011, em Brasília /DF, teve por objetivo discutir estratégias de articulação das
Escolas Técnicas de Saúde do SUS com a Rede Federal de Educação Profissional, com as
Escolas Públicas Estaduais e Municipais de Saúde e Escolas Filantrópicas, com vistas a
ampliar a Rede de Escolas que desenvolvem processos de formação técnica e qualificação de
profissionais de nível médio para a saúde, possibilitando o aumento da oferta e o acesso aos
processos formativos no âmbito do PROFAPS.
Esse Seminário contou com a participação de Técnicos do DEGES/SGTES, gestores das
Escolas Técnicas do SUS, de Escolas Técnicas Públicas de Saúde Federais, Estaduais e
Municipais, assim como de Escolas Técnicas Filantrópicas e representantes Estaduais do
Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais de Educação, Coordenadores Estaduais de Recursos
Humanos das Secretarias de Estado da Saúde e representantes do Conass e Conasems.
3 – Reunião de Trabalho com Diretores das ETSUS
Realizada em outubro, em Brasília, com o propósito de aprofundar temas já tratados no
âmbito do PROFAPS, com destaque para:
 Demanda para os cursos prioritários do PROFAPS
 Efetivação e custos dos Cursos Técnicos desenvolvidos pelas ETSUS
 Critérios de indicação de docentes para o Curso de Especialização de Gestão Escolar.
4 – Seminário para apresentação do alinhamento teórico-metodológico no arranjo das
Redes Temáticas de Atenção em Saúde
Ocorrido em outubro, em Brasília/DF, com objetivo de apresentar a Política das Redes
Temáticas de Atenção em Saúde, para pautar os Planos de Cursos para qualificar Enfermeiros,

80
Técnicos de enfermagem e Agentes Comunitários de Saúde na Atenção ao usuário na Rede
Atenção à Saúde – RAS.
5 – II Seminário Nacional Educação Profissional Técnica de Nível Médio para a Saúde,
realizado em dezembro de 2011, e Brasília/DF, com a finalidade de discutir as políticas e
programas de educação profissional técnica de nível médio desenvolvidas em 2011: cenário
atual, ações e operações realizadas, nós críticos, demandas e prospectivas; Indicar eixos e
referenciais para o planejamento e a execução do programa de trabalho para a educação
profissional técnica de nível médio para 2012.
6-Projeto de Monitoramento e Avaliação do Programa de Formação de
Profissionais de Nível Médio para a Saúde (PROFAPS)
O Projeto visa articular o processo de elaboração de instrumentos de avaliação do PROFAPS,
viabilizar o acompanhamento da execução dos cursos técnicos de nível médio pelas ETSUS,
favorecer o trabalho em rede com o estabelecimento de parcerias entre as ETSUS, produzir
informações para o sítio eletrônico da RET-SUS, produzir e publicar relatórios técnicos sobre
o processo de monitoramento e avaliação do PROFAPS.
Resultado da atuação articulada entre o DEGES e a FIERP o projeto de avaliação do
PROFAPS, pretende identificar avanços e nós críticos que possam subsidiar o aprimoramento
do Programa.
7.Projetos de apoio ao desenvolvimento do PROFAPS nas áreas radiologia,
hemoterapia, citopatologia e vigilância em saúde
Estes projetos têm como finalidades: apoiar o desenvolvimento de estratégias para a
organização e operacionalização de cursos para formação de técnicos nas respectivas áreas;
gerenciar o processo de elaboração de materiais instrucionais em mídia impressa e eletrônica
voltados para a formação técnica de nível médio; gerenciar o processo de editoração,
impressão, publicação, reprodução e distribuição de materiais gráficos; e assessorar as ETSUS
na elaboração dos planos curriculares e implementação de cursos de formação de técnicos nas
áreas de citopatologia, hemoterapia, radiologia e vigilância em saúde.
■ Na área da Radiologia
 Realizada OFICINA em Curitiba/PR, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná,
de 23 a 27 maio/2011, com a participação de 15 Escolas componentes da RETSUS,
reunindo 42 representantes / técnicos indicados pelas ETSUS, dos Estados do
Amazonas, Acre, Pará, Roraima, Tocantins, Maranhão, Piauí, Paraíba, Ceará, Rio
Grande do Norte, Mato Grosso, Bahia, São Paulo (Pariquera-Açu), Minas Gerais
(Montes Claros) e Paraná, para discutir/ elaborar a Estrutura e organização curricular
do curso Técnico em Radiologia considerando as resoluções da educação e as
diretrizes e orientações curriculares para a formação do técnico em radiologia
estabelecidas pelo MS/SGTES/DEGES;
 Realizada atualização sobre ‘O PROCESSO DE TRABALHO DO TÉCNICO EM
RADIOLOGIA NO EXAME DE MAMOGRAFIA’ de 14 a 16 de dezembro/2012,
para 54 técnicos e tecnólogos indicados pelas Escolas da RETSUS considerando a
importância do diagnóstico precoce do câncer de mama como preconiza a política
direcionada ao Controle do Câncer de Mama. O câncer de mama é o segundo tipo
mais freqüente no mundo e o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22%
dos casos novos. No Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a
previsão é que em 2010, 49 mil novos casos de câncer de mama ocorreriam.
Diagnosticar precocemente este tipo de câncer na mulher é fundamental e aumenta
significativamente as possibilidades de cura. No Brasil, a mamografia constitui um
81
dos métodos preconizados para o rastreamento do câncer de mama na rotina da
atenção integral à saúde da mulher. A qualidade do exame mamográfico requer, entre
outros elementos, equipamento apropriado e profissional técnico qualificado podendo,
assim assegurar o diagnóstico precoce do câncer de mama e garantir efetividade às
ações de saúde. No primeiro semestre de 2011, o Departamento Nacional de Auditoria
do SUS (DENASUS) auditou os serviços de mamografia do SUS. Em seu Relatório
de Avaliação do Funcionamento dos Mamógrafos do SUS/Ministério da Saúde,
identificou problemas relacionados à qualificação da força de trabalho empregada
nesses Serviços. Considerando esse Relatório o Departamento de Gestão da Educação
na Saúde (DEGES), da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde
(SGTES) /Ministério da Saúde propôs a atualização em mamografia para técnicos e
tecnólogos em radiologia.
 Produção de material e recursos de mídia eletrônica para apoiar os cursos de
formação técnica e de especialização pós técnica em radiologia: textos, imagens
radiológicas, desenhos estáticos, vídeos e animações, que contemplem os saberes
especificados nas competências do técnico em radiologia divididos como produtos:
 Na área médica: neurorradiologia, cabeça e pescoço, tórax, mamas, abdome, pelve,
esqueleto apendicular, coluna vertebral e radiologia odontológica;
 Na área de física radiológica: mamografia, tomografia computadorizada, ressonância
magnética, densitometria óssea, radiologia convencional e odontológica, fluoroscopia,
intervencionismo, medicina nuclear e teleterapia e braquiterapia).
 Área computacional: framework computacional que reúna os recursos desenvolvidos
em cada unidade temática em uma interface amigável e intuitiva.
 Assessoria às ETSUS no desenvolvimento do curso técnico em radiologia: produção
de material didático, estruturação e organização de laboratórios de ensino, específicos

■ Na área de Hemoterapia
O desenvolvimento dos Cursos de Técnico em Hemoterapia será apoiado com recursos do
PROFAPS e com recurso da Carta-Acordo celebrado com OPAS e Escola de Saúde Pública
de Minas Gerais – ESP/MG para o qual foram destinados R$1.000.000,00.
 Em junho de 2011, em atendimento a um dos objetivos específicos da Carta Acordo,
foi realizada a primeira Oficina de Trabalho para elaboração dos Marcos de
Orientação para a Formação de Técnicos de Nível Médio da Área de Hemoterapia. A
oficina, realizada nos dias 06 a 10 de junho/2011, teve a duração de 40 horas e contou
com a presença de 41 participantes, divididos entre representantes das Escolas
Técnicas do SUS e de Centros de Hemoterapia. A oficina foi conduzida pela equipe
técnica do Ministério da Saúde, e teve como objetivo central, a definição de
parâmetros orientadores da formulação e desenvolvimento do plano e currículo do
curso Técnico em Hemoterapia e de discussão e socialização das propostas de curso
apresentadas pelas ETSUS.
 no mês de junho, foram efetuadas 2 contratações de assessoria técnica especializada
para o desenvolvimento e o alcance dos objetivos e resultados da Carta Acordo. A
vigência solicitada para o contrato foi de junho a outubro/2011.

82
 Em atendimento a um dos produtos do Plano de Trabalho da Carta Acordo, foi
realizada ainda em junho/2011, em Brasília, reunião técnica para planejamento,
acompanhamento e avaliação do projeto, com a participação de representantes da
Carta Acordo da ESP-MG, equipe do Ministério da Saúde e assessoria da OPAS.
Foram discutidas as ações já realizadas e elaborado um cronograma com definições
das novas ações, objetivando o efetivo cumprimento de todas as atividades previstas.
 no mês de julho/2011, 03 reuniões técnicas para planejamento, acompanhamento e
avaliação do projeto. Todas as reuniões foram realizadas em Brasília, e tiveram como
participantes, representantes da ESP-MG, equipe técnica do Ministério da Saúde e
assessoria técnica da OPAS. As reuniões tiveram como foco principal o
monitoramento e acompanhamento do projeto, além de instruções gerais para a
prestação de Contas parcial da primeira parcela da Carta Acordo.
 Em agosto, foram efetuadas 3 contratações de assessoria técnica especializada para o
desenvolvimento e o alcance dos objetivos e resultados da Carta Acordo. A vigência
solicitada para o contrato foi de agosto/2011 a março/2012.
 Em atendimento aos objetivos específicos da Carta Acordo, foi realizada a segunda
Oficina de Trabalho para discussão sobre técnicas de avaliação do processo de
aprendizagem. A oficina foi conduzida pela equipe técnica do Ministério da Saúde e
aconteceu em Brasília, nos dias 16, 17 e 18 de agosto/2011 e teve como discussão
principal as técnicas de avaliação de aprendizagem aplicadas por cada Escola Técnica
e as definidas pelos teóricos da área, permitindo a troca de experiências entre as áreas.
Participaram da oficina 38 representantes das Escolas Técnicas do SUS e de Centros
de Hemoterapia. Como um dos encaminhamentos desta oficina, foram programadas
assessorias às Escolas Técnicas do SUS que optaram por oferecer o Curso Técnico em
Hemoterapia e a possível realização de um Seminário Nacional ou Regional.
 Em agosto/2011, foram realizadas mais 03 reuniões técnicas para planejamento,
acompanhamento e avaliação do projeto, sendo uma realizada em Porto Velho e as
outras duas em Brasília. As reuniões tiveram a participação da equipe técnica e de
consultores do Ministério da Saúde, representantes da Carta Acordo da ESP-MG e os
03 assessores técnicos especializados contratados pela Carta Acordo. Além do
acompanhamento e monitoramento, nas reuniões foram apresentadas pelos assessores
técnicos do projeto as propostas e as metas a serem alcançadas, foram discutidas as
linhas gerais para o Curso Técnico em Hemoterapia e as regras para confecção e
publicação do material teórico de referência a ser usado em todo o país. Foi ainda
elaborada a lista preliminar dos conteudistas a serem contratados posteriormente pela
Carta Acordo para a elaboração deste material, que será revisado e compilado pelos
assessores técnicos. Em uma das reuniões, também foi confeccionada a lista de livros
e cadernos do Ministério da Saúde que deverão ser adquiridos posteriormente pela
Carta Acordo, para integrarem as bibliotecas das Escolas Técnicas do SUS que irão
ofertar o curso Técnico de Hemoterapia.
 no mês de novembro/2011, em Brasília, reunião técnica para planejamento,
acompanhamento e avaliação do projeto. Participaram da reunião representantes da
ESP-MG, equipe técnica do Ministério da Saúde e assessoria técnica da OPAS. A

83
reunião teve como foco principal o monitoramento e acompanhamento do projeto,
instruções gerais para a prestação de Contas parcial da Carta Acordo e definição de
um novo cronograma de ações previstas para final o de 2011 e os meses previstos para
2012.
 Adquirido em dezembro/2011, materiais didáticos/livros para distribuição às Escolas
Técnicas do SUS que irão ofertar o curso Técnico de Hemoterapia. A distribuição dos
kits destes materiais tem como objetivo auxiliar as Escolas nas atividades didáticas e
pedagógicas, bem como na elaboração de seus Planos de Curso. A entrega dos livros
foi feita parcial, uma vez que alguns dos materiais são internacionais, gerando a
necessidade de importação. Tão logo todos os livros sejam entregues na ESP-MG, será
providenciado o envio dos kits para as Escolas, previsto para janeiro/2012. ETSUS
que terão prioridade no recebimento dos livros: AC, PA, TO, RR, MT, MS, MA, CE,
PB, MG (ESP), SP (Araraquara), RS, PR, RJ, AL, PE.
 em dezembro/2011, foram contratados 20 profissionais especialistas da área para
construir os materiais instrucionais voltados para a formação de técnicos em
hemoterapia, através da elaboração de textos teóricos de referência. O trabalho dos
conteudistas foram monitorados, avaliados e compilados pelos assessores técnicos da
Carta Acordo, que fizeram as revisões e correções técnicas e pedagógicas necessárias
para a preparação do material que deverá ser publicado e impresso, após o processo de
editoração, que será realizado pela equipe técnica do Ministério da Saúde.
 Publicação do livro de Diretrizes – 2011;

■ Área da Citopatologia
Carta Acordo - CEPESC/UERJ e OPAS - R$1.000.000,00
 curso de formação técnica em citopatologia
Para a condução da formação deste curso, foi montado Grupo Técnico de Especialistas (GTE)
com a participação de representantes das instituições: Universidade Federal de Pernambuco,
Universidade Federal da Bahia, Universidade Federal de São Paulo – campus de, Laboratório
Central de Saúde Pública de Pernambuco e Instituto Adolfo Lutz, em cooperação com os
técnicos DEGES/SGETES.
No período, foram realizadas reuniões periódicas de trabalho (06), com participação efetiva
de GTE, para definição de material didático necessário para execução do curso, identificando
as obras passíveis de aquisição e aquelas que poderiam compor um conjunto a ser indicado
como de interesse, para aquisição pelas próprias escolas.
O Kit a ser adquirido pelo MS, para distribuição às escolas que ofertarão o curso, foi
denominado de Kit Básico, e está composto por 2 grupos:
Conhecidas as bibliografias existentes e sua pertinência para uso pelos alunos do curso, foi
detalhado o conteúdo necessário e não disponível para aquisição, a compor material de
referência a ser editado pelo MS. Esse conjunto ficou composto pelas obras: Atlas de
Citopatologia (versão impressa e digital), Cadernos de Referência 1, 2 e 3. Todo esse
material foi elaborado por cooperação com os especialistas.
■ Área da Vigilância em Saúde (Convênio FIOCRUS/MS)

84
A formação do Técnico em Vigilância em Saúde é uma destas prioridades o que implicou no
estabelecimento das “Diretrizes e Orientações para a Formação”, publicadas em 2011,
fundamentadas nas diretrizes e princípios das políticas nacionais da educação e da saúde.
A definição, aquisição e produção de recursos e material didático específico (impressos, e
digitais) para os cursos de formação profissional técnica foi um trabalho intensivo no ano de
2011.
 DVD - Organizado tendo como referência as diretrizes para a formação do técnico em
vigilância em saúde. Como apoio didático ao trabalho do professor, tanto na fase de
elaboração e definição do projeto político pedagógico do curso como no seu
desenvolvimento, este DVD traz uma compilação de temas e assuntos pertinentes aos
conteúdos dos módulos do curso como indicados nessas diretrizes. A partir de “pastas
guia” estão indicados uma série de artigos, textos, protocolos, normas e legislações
que poderão corroborar com o trabalho do professor, inclusive, permitindo-lhe
destacar algum desses temas, assuntos e links para ser trabalhado com e pelos alunos,
sob sua orientação. Como a ideia mestra é apoiar didaticamente o desenvolvimento do
curso com este DVD pretende-se ampliar a capacidade e o potencial de formação
profissional técnica das ETSUS na área da vigilância em saúde
 Adquirir Kit bibliográfico básico - os títulos foram indicados e estão sendo
comprados para distribuição (até abril/2012) para a biblioteca de todas as ETSUS;
 Elaborar, editar e produzir (especialistas contratados)
 Caderno de Referência 01 - Redação Técnica, Técnicas de elaboração de
material educativo; Técnicas de elaboração de recursos de comunicação.
 Caderno de Referência 2 - Conhecimentos básicos de Microbiologia,
Toxicologia, Imunologia, Anatomia e fisiologia de canídeos e felinos para fins
de coleta de amostras de sangue
 Técnicas de aplicação de imunobiológicos em animais (canídeos e felinos);

■ Programa de Qualificação Profissional


 Qualificação de Agentes Comunitários de Saúde
O projeto de Qualificação do Agente Comunitário de Saúde tem como objetivo preparar
profissionais para atuarem junto às equipes multiprofissionais que desenvolvem ações de
cuidado e promoção à saúde de indivíduos e grupos sociais, em domicílios e coletividades.
Esse profissional atua no Sistema Único de Saúde, no campo intersetorial da assistência
social, saúde e meio ambiente, exercendo o papel de mediador social junto a equipes que
desenvolvem ações de promoção da saúde e prevenção de doenças, privilegiando o acesso da
população às ações e aos serviços de informação, promoção social e desenvolvimento da
cidadania, atuando prioritariamente, no âmbito da estratégia do Programa Saúde da Família. A
formação dos trabalhadores é considerada como um componente decisivo para a efetivação da
Política Nacional de Saúde, capaz de fortalecer e aumentar a qualidade de resposta do setor
saúde às demandas da população. Tendo em vista essas considerações, o Ministério da Saúde
implantou o Projeto de Qualificação dos Agentes Comunitários de Saúde – ACS com
abrangência nacional.
A Rede de Escolas Técnicas do SUS – RET-SUS é parceira prioritária para a oferta de cursos
a esses trabalhadores. O curso é de 400 horas/aula, conforme pactuado em 31 de outubro de
2004, na Comissão Intergestores Tripartite - CIT, quando a Secretaria de Gestão do Trabalho
e da Educação em Saúde apresentou a proposta de Portaria instituindo financiamento na
85
modalidade fundo a fundo, com repasse trimestral, estabelecendo o custo unitário por regiões
e estados. A partir da pactuação tripartite e da homologação da Portaria nº 2.474/2004, a
SGTES/DEGES/Coordenação-Geral de Ações Técnicas passou a implementar o projeto em
todas unidades da federação, tendo sido contratado a qualificação de 211.284 ACS, sendo
que deste montante, 153.435 já concluíram o curso, conforme quadro demonstrativo a seguir:
■ Qualificação em Vigilância em Saúde para Agentes de Combate de Endemias
O processo de descentralização do SUS foi iniciado pelas ações de prestação de serviços de
saúde já em meados dos anos 1980. No final da década de 1990, esse complexo movimento de
reforma política e administrativa alcançou a área de vigilância epidemiológica, prevenção e
controle de doenças, o que levou ao reposicionamento de cada esfera de Governo (União,
Estados e Municípios) e resultou na ampliação e desenvolvimento de novas competências e
introdução de práticas que facilitassem a plena execução das atribuições e responsabilidades
da área da vigilância em saúde. Entre outras, merecem especial destaque as funções de
coordenação, supervisão, formação de recursos humanos e as ações de controle das doenças
transmitidas por vetores e as endemias rurais.
Quanto às duas últimas, historicamente executadas pelos guardas de endemia, permaneceram
não integradas à estrutura do CENEPI até o ano de 1999. O processo de negociação entre o
CENEPI e as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde resultou na publicação das Portarias
nos 1.399/1999 e n° 950/1999, que dispunham, basicamente, sobre: as atribuições das
diferentes esferas de governo; as alternativas de financiamento das ações de vigilância e
controle de doenças; e as várias questões administrativas incluindo a transferência de cerca de
26.000 agentes de controle de endemias. Para atender às normas e exigências advindas de tais
normativas houve expressiva ampliação do quadro de agentes de controle de endemias para
atuarem no controle das doenças transmitidas por vetores, desenvolver atividades de controle
ambiental e de controle de zoonoses, na esfera municipal (estima-se um total de 100 mil
trabalhadores).
Em 2004, foi organizado e coordenado pela SGTES um projeto orientado pelos princípios da
educação permanente procurando viabilizar o desenvolvimento de uma base de
conhecimentos comuns e a possibilidade de construção de itinerários formativos na
perspectiva da profissionalização desse quadro de trabalhadores. Este projeto é o Programa de
Formação de Agentes Locais de Vigilância em Saúde (PROFOMAR), que qualificou cerca de
trinta e cinco mil trabalhadores. Contudo, alguns aspectos, entre eles a baixa capilaridade e
verticalização do Programa inviabilizou o alcance da meta estabelecida (inicialmente 62 mil
trabalhadores qualificados até 2008).
A partir de 2009, a SGTES, a Secretaria de Vigilância em Saúde, o CONASS e o
CONASEMS acordaram a retomada da qualificação destes trabalhadores para atender às
responsabilidades da vigilância em saúde. Em cumprimento às determinações da Portaria nº
3.252/2009 e, posteriormente, considerando o que estabelece a Portaria nº 1.007/2010, ficou
definida uma agenda de trabalho com foco na qualificação de agente de controle de endemias,
de controle de zoonoses, de vigilância ambiental, ou outros trabalhadores que desempenham
as atividades indicadas nessa portaria, com outras denominações, em vigilância em saúde.
No sentido de atender aos objetivos e encaminhamentos dessa agenda, foi elaborado por
Grupo Técnico (representantes do SGTES/DEGES, SVS, CONASS, CONASEMS, ANVISA,
SAS/DAB, EPSJV) documento contendo diretrizes, orientações e perfil de atribuições que, no
conjunto, conformarão o programa de qualificação em vigilância em saúde desse quadro de
trabalhadores do SUS. Esta qualificação totalizará 400 horas e será oferecida, pelas ETSUS,
em 2011.
86
► Programa de Cooperação Internacional
A demanda pela cooperação técnica na área de formação e desenvolvimento de recursos
humanos que atuam na atenção primária em saúde, notadamente para agentes comunitários de
saúde e para trabalhadores da área de enfermagem, está sendo apontada pelos países do Cone
Sul como uma de suas prioridades. Isso motivou o estabelecimento, em dezembro de 2009, de
um compromisso de apoio mútuo para buscar respostas a um dos principais desafios do
“Chamado à Ação de Toronto para Recursos Humanos em Saúde: o déficit de pessoal de
enfermagem na sub-região”. (Toronto Call to Action, 2005) .
A prioridade dessa temática também está presente na “Agenda de Saúde da UNASUL” que,
no componente de desenvolvimento de recursos de humanos, reconhece os trabalhadores de
nível médio da saúde como “agentes ativos” que promovem a saúde, previnem as
enfermidades e administram tratamentos, sendo, numa concepção estratégica, “as próprias
organizações”. Nesse sentido, reconhece que a articulação das diferentes partes do sistema de
saúde depende desses trabalhadores, que também determinam o desempenho dos serviços e
são a vanguarda da produção de saúde. A Agenda de Saúde da UNASUL é bastante clara
quando afirma que seus demais componentes – escudo epidemiológico sul-americano;
desenvolvimento de sistemas de saúde universais; acesso universal a medicamentos; e
promoção da saúde e ação sobre os determinantes sociais – se cruzam com o componente de
recursos humanos, de forma matricial e dependem dele para seu melhor desempenho.
Recentemente, no contexto do que ficou estabelecido como “Década de Recursos Humanos
em Saúde (2006 a 2015) foram propostos grandes desafios nesse campo, dos quais se salienta
o desenvolvimento de mecanismos de interação entre as instituições de formação e os serviços
de saúde que permitam adequar a formação dos trabalhadores a um modelo de atenção
universal, equitativo e de qualidade, que atenda às necessidades de saúde da população. Essa é
uma das premissas fundamentais para o enfrentamento desse desafio.
Por isso, o Conselho Sul-Americano de Saúde da UNASUL, criado em 2008, considerou,
dentre outras, a necessidade do desenvolvimento de Redes de Instituições Estruturantes dos
Sistemas de Saúde, onde se incluem as Escolas Técnicas de Saúde existentes em toda a
região. O que se pretende, então, é estabelecer um processo de superação das assimetrias
educacionais existentes, propiciando intercâmbio de idéias, de experiências e até mesmo de
um desenvolvimento conceitual que facilite a integração epistemológica, metodológica e de
informação.
Nesse contexto, a experiência brasileira em organização de modelos de gestão da educação
profissional técnica e da educação permanente (tendo a experiência de criação e
implementação das Escolas Técnicas do Sistema Único de Saúde – ETSUS – e a experiência
de articulação e operacionalização do Programa de Formação de Profissionais de Nível Médio
para a Saúde – PROFAPS – como referências estruturantes) são consideradas marcos
balizadores para os projetos de cooperação internacional.
Deve-se ressaltar também, os recentes acordos bilaterais de Cooperação entre Brasil e
Uruguai, firmados em 30 de maio de 2011, em particular o Memorando de Entendimento que,
em seus artigos III e IV estabelece prioridade de cooperação entre os Ministérios de Saúde na
área de formação e qualificação de recursos humanos para a atenção primária em saúde e para
o meio rural.
Há que se considerar, ainda, outros antecedentes importantes: (i) em 2006 – Ano Internacional
de Recursos Humanos – no informe anual da OMS se coloca o debate sobre a escassez de

87
recursos humanos qualificados e é sugerido o início de um plano de ação mundial como base
para o desenvolvimento de Planos Nacionais de Desenvolvimento da Força de Trabalho em
Saúde; (ii) o eixo “formação e desenvolvimento da força de trabalho em saúde”, apresentado
como um dos eixos do Plano Estratégico de Cooperação em Saúde – PECS/CPLP 2009-2012,
ressaltando que a estruturação da Rede de Escolas Técnicas da Saúde é um dos projetos
prioritários, uma vez que as instituições públicas de formação de trabalhadores técnicos para
os sistemas nacionais de saúde são consideradas de caráter estruturante.
Neste contexto, a Coordenação Geral de Ações Técnicas de Educação na Saúde está, em
parceria com Escolas Técnicas do SUS e instituições de ensino superior, articulando projetos
de cooperação junto a Angola, Paraguai e Uruguai. Estes projetos visam apoiar o intercâmbio
de experiências, conhecimentos e tecnologias voltadas à estruturação e ao fortalecimento da
educação profissional técnica em saúde, tendo como foco inicial a formação de trabalhadores
técnicos de nível médio que atuam na atenção primária em saúde.
Em 2011 foram realizadas oficinas de trabalho com estes países com os objetivos de
identificar o papel da gestão na articulação da política de educação profissional em saúde;
promover vivências teóricas e práticas em relação à proposta política e estratégica de
estruturação da educação profissional de técnicos de nível médio da saúde no Brasil,
referenciada na APS; conhecer a operacionalização da formação de técnicos em enfermagem,
focando a articulação ensino-serviço, a descentralização e a metodologia pedagógica de
problematização das práticas enquanto eixos estruturantes da formação.
Como resultado destas oficinas, estão sendo articulados 03 (quatro) projetos de cooperação,
envolvendo, separadamente, cada um destes países. O início da execução destes projetos está
previsto para abril de 2012.

■ Missão Especial no Haiti - Projeto de Formação de Recursos Humanos de nível técnico


na área da saúde para o Haiti.
Memorando de Entendimento para o fortalecimento do sistema e dos serviços públicos de
saúde e de vigilância epidemiológica do Haiti, em especial da rede de atenção primária,
assinado pelos Ministros da Saúde da Republica Federativa do Brasil, Republica Federativa
de Cuba e Federativa do Haiti, na Cidade de Porto Príncipe, no dia 27 de março de 2010.
Dentre os projetos decorrentes do referido Memorando está o Projeto de Formação de
Recursos Humanos de nível técnico na área da saúde para o Haiti.
O Projeto prevê a formação de 1.000 (mil) Agentes Comunitários de Saúde, 500 (quinhentos)
Técnicos de Enfermagem e 240 (duzentos e quarenta) Oficiais Sanitários distribuídos nas
cidades de Port-Au-Prince, Gonaíves, Aquim e Pallant. Espera-se com a formação dos
Agentes Comunitários de Saúde uma cobertura pela estratégia de 1.000.000 pessoas no país.
O objeto da cooperação técnica Brasil/Cuba/Haiti é formação de recursos humanos em saúde
e prevê a formação de Agentes Comunitários de Saúde, Técnicos de Enfermagem e Oficiais
Sanitários. Dentre as ações desenvolvidas e programadas destacam-se:
 Oficina de elaboração dos Cadernos Didáticos para a Formação de Agentes
Comunitários de Saúde e Oficial Sanitário, realizada no período de 30 de agosto a 03
de setembro de 2010, na cidade de Brasília/DF. Participaram deste evento docentes
das Escolas Técnicas do SUS – ETSUS do Paraná, Acre, Rio de Janeiro e
Blumenau/SC, Técnicos do Departamento de Gestão da Educação/Ministério da Saúde
do Brasil e OPAS/Brasil.

88
 Tradução português-frances dos Cadernos Didáticos para a Formação de Agentes
Comunitários de Saúde realizada pela OPAS/Haiti. Os quatro módulos foram
traduzidos no período de setembro a dezembro de 2010
 Oficina de trabalho tripartite Brasil/Cuba/Haiti para preparação de docentes que
atuarão na formação de técnicos de nível médio no Haiti. Realizada, no período de 04
a 10 de outubro de 2010, na cidade de Fortaleza/CE, contou com a participação de
representantes do Ministério da Saúde do Brasil, Técnicos do Departamento de Gestão
da Educação/ Ministério da Saúde do Brasil, Representantes do Ministério de Saúde
Pública de Cuba, Representantes do Ministério de Saúde Pública e População do Haiti,
Representantes da OPAS/Haiti e da OPAS/BRA, Representantes da Secretaria de
Estado da Saúde do Ceará, Representantes da Secretaria Municipal de Saúde de
Fortaleza e Docentes de Escolas Técnicas de Saúde do SUS da Bahia, Paraná, Acre e
Ceará. A elaboração da proposta de operacionalização dos cursos de formação de
técnicos de nível médio da atenção primária em saúde do Haiti foi um dos objetivos do
evento.
 Oficina de trabalho tripartite Brasil/Cuba/Haiti para validação dos Cadernos Didáticos
para a Formação de Agentes Comunitários de Saúde, organização do plano curricular
e planejamento da operacionalização do curso de formação de Agentes Comunitários
de Saúde. Realizada, no período de 20 a 23 de outubro de 2010, na cidade de na
cidade de Port au Prince/Haiti. Participaram do evento docentes das Escolas Técnicas
do SUS – ETSUS do Paraná e Bahia, Representantes do Ministério da Saúde do
Brasil, Técnicos do Departamento de Gestão da Educação/Ministério da Saúde do
Brasil, Representantes do Ministério de Saúde Pública de Cuba, Representantes do
Ministério de Saúde Pública e População do Haiti, Representantes da OPAS/Haiti e
OPAS/Brasil e Diretores, Coordenadores e docentes do Instituto Haitiano de Saúde
Comunitária (INHSAC).
 Implementação de 2 (duas) turmas piloto do Curso de Agentes Comunitários de Saúde
para estudantes haitianos, na cidade de Port au Prince/Haiti, com a participação de
cinco docentes brasileiros e técnicos do Departamento de Gestão da
Educação/Ministério da Saúde do Brasil, seis cubanos e dez haitianos. O curso Agente
Comunitário de Saúde, com carga horária de 400 horas, foi implementado de 25 de
outubro de 2010 a 29 de março de 2011, totalizando 5 (cinco) meses. Esta formação
foi considerada experimental uma vez que foi monitorada e avaliada por um Comitê
de Educação formado por professores dos três países, sendo realizados ajustes cultural,
pedagógico, de linguagem e do contexto sócio-epidemiológico.
 Oficina de trabalho tripartite Brasil/Cuba/Haiti para revisão e revalidação do Caderno
Didático para a Formação dos Agentes Comunitários de Saúde, realizada, no período
de 4 a 7 de abril de 2011, na cidade de Port au Prince/Haiti. A revisão contou com a
participação de professores dos três países.
 Oficina de trabalho tripartite Brasil/Cuba/Haiti para validação do Mapa de
Competências e do documento de Diretrizes e Orientações para a Formação de
Agentes Comunitários de Saúde, realizada no dia 8 de abril de 2011, na cidade de Port
au Prince/Haiti. Participaram do evento representantes do Ministério da Saúde do
Brasil, Representante das Escolas Técnicas do SUS – ETSUS, Técnicos do
Departamento de Gestão da Educação/Ministério da Saúde do Brasil, representantes
do Ministério de Saúde Pública de Cuba, representantes do Ministério de Saúde
Pública e População do Haiti, representantes da OPAS/Haiti, Diretores,
Coordenadores e docentes do Instituto Haitiano de Saúde Comunitária (INHSAC).
 Elaborados, no período de 11 a 13 de abril de 2011, na cidade de Brasília/DF, os
Documentos de Diretrizes e Orientações para a Formação de Técnicos em
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Enfermagem e Oficiais Sanitários (em processo validação). Participaram da
elaboração Técnicos do Departamento de Gestão da Educação/Ministério da Saúde do
Brasil e OPAS/Brasil, docentes das Escolas Técnicas do SUS – ETSUS do Paraná e de
Blumenau/SC.
 Tradução português-frances dos Documentos de Diretrizes e Orientações para a
Formação de Técnicos em Enfermagem e Oficiais Sanitários realizada pela
OPAS/BRA no período de maio a junho de 2011.
 Oficina de trabalho para elaboração da proposta do Programa de Capacitação
Pedagógica para os docentes que atuarão na formação de Agentes Comunitários de
Saúde, Técnicos de Enfermagem e Oficiais Sanitários (em processo de
elaboração/validação). Participaram deste evento Técnicos do Departamento de
Gestão da Educação/Ministério da Saúde do Brasil e OPAS/Brasil, docentes das
Escolas Técnicas do SUS – ETSUS do Paraná, Acre, Bahia, Mato Grosso do Sul,
Blumenau/SC, UNICAMP, USP Ribeirão Preto e UFSC, no período de 6 a 10 de
junho de 2011, cidade de Brasília/DF.
 Elaborados, no período de 23 e 24 de agosto de 2011, na cidade de Florianópolis/SC,
as sequencias de atividades que compõe o Documento de Diretrizes e Orientações para
a Formação de Oficiais Sanitários (em processo validação). Participaram da
elaboração Técnicos do Departamento de Gestão da Educação/Ministério da Saúde do
Brasil, UFSC, docentes das Escolas Técnicas do SUS – ETSUS do Paraná e de
Blumenau/SC.
 Tradução português-frances do Caderno Didático para a Formação do Oficial
Sanitário realizada pela OPAS/Brasil. Os módulos foram traduzidos no período de
setembro e outubro de 2011.
 Oficina de trabalho Tripartite Brasil/Cuba/Haiti para a inserção laboral do Agente
Comunitário de Saúde, realizada no período de 3 a 7 de outubro de 2011, na cidade de
Port au Prince/Haiti.
 Implementação da primeira etapa Oficina de Capacitação Pedagógica para professores
que executarão a formação dos Agentes de Saúde Comunitários, realizada no perído
de 5 a 9/12, na cidade de Port au Prince/Haiti.
 Implementação da segunda etapa Oficina de Capacitação Pedagógica para professores
que executarão a formação dos Agentes de Saúde Comunitários, realizada no perído
de 9 a 13/01/12, na cidade de Port au Prince/Haiti.

■ Cooperação Cone Sul – Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai/TC 41


O projeto foi submetido à Comissão de Programação do TC 41 e aprovado em setembro de
2010. O início das atividades está previsto para o primeiro trimestre de 2011.
Articulado entre os Ministérios da Saúde do Brasil, da Argentina, do Paraguai e do Uruguai,
com a intermediação da OPAS – PWR/UR suas atividades e resultados complementam
aqueles previstos no Projeto anterior (TC 41). Este projeto parte do reconhecimento de que o
aumento da capacidade resolutiva dos serviços de saúde dos países depende de uma maior
cobertura da população por pessoal de enfermagem, uma vez que isso possibilita melhoria na
qualidade da atenção e uma melhor relação custo-benefício.
O objetivo geral e os resultados esperados estão assim delineados: fortalecer as Unidades de
Recursos Humanos para cooperar entre si na criação de planos e programas de
desenvolvimento de enfermagem em seus países, prevendo o alcance de : (i) realização do
censo de enfermagem nos países da região; (ii) formação de enfermagem baseada na atenção
primária em saúde renovada; (iii) elaboração de planos de profissionalização de auxiliares de

90
enfermagem; (iv) elaboração de planos nacionais de enfermagem, na perspectiva de
integração sub-regional.
Este projeto foi submetido à aprovação pelas respectivas OPAS em cada país, bem como aos
respectivos Ministérios da Saúde e encontra-se em fase de tramitação junto à
OPAS/Washington.
■ Cooperação com a Comunidade de Países de Língua Portuguesa – CPLP
A principal finalidade apontada no Plano Estratégico de Cooperação em Saúde da CPLP
(PECS CPLP 2009-2012) aprovado em maio de 2009, em Estoril, Portugal, é contribuir para o
reforço dos sistemas de saúde dos Estados Membros da CPLP. Nesse sentido, preconiza que o
estabelecimento de ações de cooperação multilateral em saúde no âmbito da Comunidade
deve ter como base os eixos estratégicos e projetos prioritários definidos no âmbito do Plano.
No eixo Formação e Desenvolvimento da Força de Trabalho em Saúde, a estruturação da
Rede de Escolas Técnicas de Saúde da CPLP foi considerada projeto prioritário, tendo em
vista o caráter estruturante que desempenham as escolas formadoras de trabalhadores técnicos
em saúde para o sistema de saúde.
A Fundação Oswaldo Cruz, por meio da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio
(EPSJV) tem sob sua responsabilidade a coordenação dessa Rede e a Coordenação-Geral de
Ações Técnicas em Educação na Saúde responde pelas ações de desenvolvimento de recursos
humanos que atuam no âmbito da enfermagem. Neste contexto, realizou-se a Oficina de
Trabalho em São Paulo, nos dias 26 e 27 de julho, que contou com a participação de técnicos
dos Ministérios da Saúde e de instituições educacionais dos Países Africanos de Língua
Oficial Portuguesa (PALOP) e técnicos de instituições educacionais brasileiras, especialmente
das Escolas Técnicas de Saúde do SUS e Universidades Federais da Bahia e do Ceará. O
principal objetivo da oficina foi aportar linhas gerais para a elaboração de projetos de
cooperação no âmbito da CPLP/PALOP que favoreçam o intercâmbio para aporte e
desenvolvimento de recursos humanos de nível técnico que atuam na atenção primária em
saúde, na área da enfermagem.
Os países priorizaram a necessidade de conhecer o perfil da força de trabalho da enfermagem,
com vistas a contextualizar e dimensionar o problema da formação em cada país. Houve
destaque em relação ao levantamento de potencialidades e expectativas dos países de língua
oficial portuguesa de buscarem apoio entre si a fim de encontrar alternativas para resolver
questões relacionadas à estruturação e à implementação da educação profissional técnica em
saúde. No momento procura-se construir viabilidades para a cooperação, o que está
dependendo, dentre outros, do posicionamento formal das instituições envolvidas em relação
a suas reais necessidades de apoio para o fortalecimento das políticas públicas de saúde e de
educação profissional técnica de nível fundamental e médio.

► Ações programadas para 2012


 Firmar acordos (CIT, CIRH, CONASS, CONASEMS,) quanto as normativas que devem
orientar a formulação e o cumprimento dos pactos interfederativos que assegurem a
efetivação do PROFAPS;
 Formular e executar pesquisa/levantamento da força de trabalho (trabalhadores do nível
médio) do SUS;
 Finalizar a produção de material didático para os cursos técnicos (citopatologia,
hemoterapia, radiologia e vigilância em saúde) e distribuir para as ETSUS;

91
 Adquirir e distribuir as ETSUS os KIT básicos definidos para os cursos técnicos:
citopatologia, hemoterapia, radiologia e vigilância em saúde;
 Definir e publicar as diretrizes e orientações para a formação profissional técnica de nível
médio seguindo prioridades PROFAPS: curso técnico em órtese e prótese, análises
clínicas, manutenção, de equipamentos médicos, técnico de enfermagem, saúde bucal;
 Realizar seminários nacionais (02) da educação profissional técnica de nível médio;
 Realizar reuniões (4) com diretores das ETSUS
 Definir normativa de orientação das ETSUS para elaboração e pactuação dos projetos
PROFAPS/2012;
 Definir processo de monitoramento da execução dos cursos PROFAPS constantes no
projeto apresentado pela ETSUS;
 Monitorar e avaliar a execução do PROFAPS

 Realizar oficinas de trabalho (regionais e nacionais) para subsidiar a definição das


diretrizes e orientações para a formação profissional técnica do nível médio, atendendo as
prioridades do PROFAPS e considerando necessidades e demandas locorregionais;
 Estabelecer referenciais para a educação profissional técnica de nível médio considerando
as especificidades da área da saúde, junto à Comissão Interministerial MS/MS;
 Elaboração de diretrizes para os cursos de especialização pós técnica (semipresencial)
para técnicos em enfermagem na atenção de saúde articulada à rede integrada do SUS
(saúde mental, materno infantil, urgência e emergência e doenças não transmissíveis)
ACS em Convênio com a Universidade Federal de Santa Catarina;
 Elaboração de diretrizes para a qualificação de ACS na atenção de saúde articulada à rede
integrada do SUS (saúde mental, materno infantil, urgência e emergência e doenças não
transmissíveis) e executar o programa de qualificação;
 Implementar os cursos de especialização para enfermeiros como programados em
convênio com UFSC e UFMG;
 Realizar os cursos de especialização pós técnica para técnicos de enfermagem na atenção
de saúde articulada à rede integrada do SUS (saúde mental, materno infantil, urgência e
emergência e doenças não transmissíveis) ACS em Convênio com a Universidade Federal
de Santa Catarina.
 Para os programas de cooperação internacional/TC 41
 Reunião com instituições dos países para articulação e pactuação de viabilidades
políticas e técnicas para o Projeto. (ii) Oficina para análise das atividades de educação
profissional técnica já implementadas no país, com vistas à incorporação de novas
estratégias de operacionalização, conforme demanda, e elaboração da minuta do plano
de estruturação/fortalecimento da educação profissional técnica no país.
 Oficinas de trabalho para elaboração do mapa de competências dos trabalhadores de
nível médio que atuam na APS/agente comunitário de saúde/auxiliares e técnicos de
enfermagem.
 Oficinas de trabalho para elaboração/revisão dos currículos de formação dos
trabalhadores de nível médio que atuam na APS/agente comunitário de

92
saúde/auxiliares e técnicos de enfermagem; (ii) reunião com instituições locais para
validação dos produtos elaborados e novas pactuações para a continuidade das ações.
 Oficinas de trabalho para análise do material didático utilizado no Paraguai e no
Brasil, com vistas à definição das necessidades de elaboração/adaptações.
 Oficina de trabalho para planejamento teórico-conceitual e estratégico dos processos
de capacitação pedagógica de docentes da educação profissional técnica.
 Oficina de capacitação pedagógica de docentes da educação profissional; (ii) reunião
com instituições locais para avaliação das atividades e planejamento das próximas
atividades da cooperação;
 Reunião com instituições locais para articulação e pactuação de viabilidades políticas
e técnicas para a realização do estudo e elaboração do cronograma de execução.
 Oficina de trabalho para elaboração do desenho do estudo censitário, com
detalhamento da metodologia, estratégias e instrumentos de pesquisa; (ii) reunião com
instituições locais para validação política e técnica do projeto e novas pactuações que
se fizerem necessárias.
 Oficina de treinamento de equipe multiplicadora para coleta de dados primários e ou
secundários.
 Oficina de trabalho para análise conceitual e operacional da pesquisa de campo.
 Oficina de trabalho para elaboração da matriz de análise de dados.
 Reunião com instituições locais para avaliação política e técnica das atividades
desenvolvidas e análise de viabilidades para os próximos passos do estudo.
 Para o Haiti
 Oficina de elaboração dos Cadernos Didáticos para a Formação de Agentes
Comunitários de Saúde e Oficial Sanitário
 Tradução português-frances dos Cadernos Didáticos para a Formação de Agentes
Comunitários de Saúde, a Formação de Técnicos em Enfermagem e Oficiais
Sanitários;
 Oficina de trabalho tripartite Brasil/Cuba/Haiti para preparação de docentes que
atuarão na formação de técnicos de nível médio no Haiti
 Implementação de 2 (duas) turmas piloto do Curso de Agentes Comunitários de Saúde
para estudantes haitianos, na cidade de Port au Prince/Haiti, com a participação de
cinco docentes brasileiros e técnicos do Departamento de Gestão da
Educação/Ministério da Saúde do Brasil, seis cubanos e dez haitianos.
 Oficina de trabalho tripartite Brasil/Cuba/Haiti para validação do Mapa de
Competências e do documento de Diretrizes e Orientações para a Formação de
Agentes Comunitários de Saúde,
 Elaboração de Documentos de Diretrizes e Orientações para a Formação de Técnicos
em Enfermagem e Oficiais Sanitários (em processo validação). Participaram da
elaboração Técnicos do Departamento de Gestão da Educação/Ministério da Saúde do
Brasil e OPAS/Brasil, docentes das Escolas Técnicas do SUS – ETSUS do Paraná e de
Blumenau/SC.

93
 Oficina de trabalho para elaboração da proposta do Programa de Capacitação
Pedagógica para os docentes que atuarão na formação de Agentes Comunitários de
Saúde, Técnicos de Enfermagem e Oficiais Sanitários;
 Implementação da primeira e segunda etapas da Oficina de Capacitação Pedagógica
para professores que executarão a formação dos Agentes de Saúde Comunitários,
realizada no perído de 5 a 9/12, na cidade de Port au Prince/Haiti.

94
AÇÕES DESENVOLVIDAS NA GESTÃO E REGULAÇÃO DO TRABALHO EM
SAÚDE

O Departamento de Gestão e da Regulação do Trabalho em Saúde (DEGERTS) é responsável


pela condução das políticas relacionadas à gestão e regulação do trabalho em saúde. Tem
como objetivo democratizar as relações de trabalho por meio da negociação permanente no
SUS, como metodologia de gestão. Entendendo que a melhoria das condições de trabalho e a
valorização dos trabalhadores do setor saúde, deve necessariamente passar pelo diálogo. O
DEGERTS atua como articulador da política de gestão do trabalho junto a estados e
municípios para estruturação e qualificação da área e junto a outros órgãos governamentais na
regulação do trabalho em saúde, discutindo e elaborando propostas para a questão do
exercício profissional da saúde no âmbito do MERCOSUL, entre outras ações.

O DEGERTS desenvolve suas atividades por meio de duas coordenações gerais: a


Coordenação-Geral da Gestão do Trabalho em Saúde e a Coordenação-Geral da Regulação e
Negociação do Trabalho em Saúde.

Programa de Qualificação e Estruturação da Gestão do Trabalho e da Educação no SUS


- PROGESUS
O PROGESUS objetiva a cooperação técnica e financeira com os estados, Distrito Federal e
Municípios, oferecendo ferramentas, suporte e mecanismos para a execução de projetos
voltados para a estruturação e modernização das estruturas de gestão do trabalho e educação
do SUS.
O Programa criado em 2006, por meio da Portaria 2.261/2006 foi, ao longo de cinco anos,
organizado, a partir dos seguintes componentes: a) financiamento para a modernização dos
setores de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde de Secretarias da Saúde de estados, do
Distrito Federal e de municípios por meio da aquisição de mobiliário e de equipamentos de
informática; b) disponibilização, pelo Ministério da Saúde, de Sistema de Informação
Gerencial para o setor de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde das Secretarias da
Saúde que desejarem adotá-lo; c) capacitação de equipes que atuam no referido setor das
Secretarias da Saúde de estados, do Distrito Federal e de municípios; d) participação, por
parte das secretarias que aderirem ao PROGESUS, no Sistema Nacional de Informações em
Gestão do Trabalho do SUS.

95
Ao longo de quase seis anos 542 entes da Federação aderiram ao PROGESUS, dentre eles
todos os estados, o DF, e todas as capitais, que foram beneficiados com recursos para
estruturação e modernização da área. Além disso, foi possível ao longo de 2011 a realização
de cursos de especialização em gestão do trabalho e educação na saúde em parceria com a
Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Osvaldo Cruz, em 23 unidades da Federação,
qualificando aproximadamente 700 gestores para atuação na área. Exceto Paraíba, Rondônia,
Tocantins e Maranhão, que deverão concluir suas atividades ao longo de 2012.
Foi possível também a realização de cursos de atualização, ao longo de 2011, e de uma turma
de Mestrado profissional, também em parceria com a ENSP/FioCruz, que qualificou 30
alunos.
As ações do ProgeSUS foram reestruturadas para 2011-2014 em quatro eixos:

1 – Qualificação em gestão do trabalho e educação na saúde.

A qualificação será ofertada aos trabalhadores do setor de gestão do trabalho e da


educação na saúde do nível superior e médio: ao longo de 2011 foi possível a
discussão, elaboração das propostas, apresentação na Comissão Intergestores
Tripartite e pactuação de novas parcerias. Os novos cursos terão início em 2012 e
estão divididos da seguinte forma:

 Especialização / Aperfeiçoamento em Gestão do Trabalho e Educação na


saúde, em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte –
UFRN.
 Atualização em Negociação do Trabalho em saúde em parceria com
Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos –
DIEESE;
 Atualização em Gestão das condições de trabalho e saúde do trabalhador da
saúde em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG.

2 – Valorização de práticas inovadoras de gestão do trabalho em saúde.

Será ofertado pelo MS apoio técnico, financeiro e certificação para estados e


municípios com projetos inovadores na área. Os recursos destinados aos entes
federados colaboram com o financiamento dos projetos e estruturação dos setores de
gestão do trabalho e da educação na saúde.
96
3 Democratização das relações de trabalho no SUS.

Oferta de apoio técnico e financeiro para instalação de espaços de negociação nos


municípios, estados e regiões e implantação dos protocolos da Mesa Nacional de
Negociação Permanente do SUS (MNNP-SUS), em especial o nº6 que trata das
Diretrizes Nacionais para elaboração/revisão de Planos de Carreira, Cargos e Salários
no SUS.

4 Sistema de informação sobre a força de trabalho no SUS.

Desenvolvimento de ferramenta nacional para dimensionamento da força de trabalho


municipal, estadual, regional e nacional que dialogue com os dados da sala de
situação, Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde e Plataforma Arouca e que
permita o aprimoramento do sistema local SisTrabalhoSUS (Sistema Gerencial de
Gestão do Trabalho do SUS).

No eixo Qualificação em Gestão do Trabalho foram iniciados os seguintes cursos:

1) Gestão das condições de trabalho e saúde dos trabalhadores da saúde:

O curso faz parte das ações da Política de Educação Permanente e atende as metas do
Departamento de Gestão e da Regulação do Trabalho em Saúde (DEGERTS) para incentivo,
acompanhamento e elaboração de políticas de gestão e planejamento e regulação do trabalho
em saúde, em todo o território nacional.
Trata-se de uma das estratégias para implantação da política de promoção de saúde do
trabalhar da saúde, negociada por mais de dois anos no âmbito da Mesa Nacional de
Negociação Permanente do SUS, e que define diretrizes para a melhoria das condições de
trabalho dos trabalhadores no SUS.
O curso será semi-presencial com carga horária de 136 horas e abordará: a) o contexto
atual da gestão das condições de trabalho em saúde; b) a Política Nacional de Saúde dos
Trabalhadores da Saúde; c) a negociação das condições de trabalho; d) as transformações do
trabalho em saúde e suas implicações para a gestão ; e) elaboração de projetos de gestão das
condições de trabalho e saúde dos trabalhadores da saúde.

97
2) Negociação do trabalho em saúde

Parceria com DIEESE – Este curso pretende qualificar os gestores e trabalhadores que já
atuam em mesas de negociação pelo país. O curso objetiva dotar de métodos para a
implantação dos protocolos da Mesa Nacional de Negociação Permanente do SUS e para
ampliação e fortalecimento dos espaços de negociação. O curso será todo presencial, com
carga horária de 40 horas e será realizado em vários estados. Para 2012 estão previstas 700
vagas.

3) Especialização/aperfeiçoamento em gestão do trabalho e educação na saúde

Parceria com a UFRN – O curso será semi-presencial, com carga horária de 360 horas e tem
como objetivo a introdução da cultura do ensino à distância, reduzir custos e ampliar em
escala, a qualificação na área. A introdução da qualificação para nível médio ocorreu, após se
verificar que, de acordo com estudos da UERJ e do CONASS, uma boa parte de gestores /
responsáveis pela área de gestão do trabalho não possuem ensino superior. Ocorrerá um
“piloto”, a partir de junho de 2012, na região nordeste, contemplando aproximadamente 800
gestores, dos nove estados nordestinos.

O eixo Inovação se propõe a financiar projetos que tenham como foco a valorização dos
trabalhadores e a melhoria das condições de trabalho e dos serviços e do atendimento no SUS.
Em 2011 foi criado o prêmio INOVASUS, iniciativa inédita na gestão do trabalho na saúde. O
objetivo foi identificar e reconhecer as inovações na gestão do trabalho desenvolvidas pelo
país e os resultados superaram expectativas, com alto número de inscrições de todas as
regiões e experiências de grande relevância que demonstraram interesse dos gestores das três
esferas de governo pelo tema.

O InovaSUS foi o primeiro prêmio de Inovação na gestão do trabalho na saúde. Foram


apresentadas 262 iniciativas de todo o país: Estados, capitais, municípios de pequeno e médio
porte. Com a avaliação formal dos requisitos exigidos no edital de abertura, 190 trabalhos
concorreram à premiação. Foram, então, avaliados os resumos dos projetos, e classificados 40
para análise na íntegra. Dentre esses, resultaram em 20 selecionados e classificados.

98
ÁREAS TEMÁTICAS – PRÊMIO INOVASUS:

>> Plano de Cargos, Carreiras e Salários no SUS (PCCS);


>> Negociação entre trabalhadores e gestores;
>> Promoção da Saúde do Trabalhador do SUS;
>> Avaliação de Desempenho;
>> Desprecarização da força de trabalho;
>> Sistemas de Informação sobre Gestão do Trabalho na Saúde;
>> Pesquisas/Estudos sobre dimensionamento da força de trabalho no SUS;
>> Políticas de provimento e/ou fixação de profissionais;
>> Articulação da gestão do trabalho com a gestão da educação em saúde.

A avaliação dos trabalhos foi feita por uma comissão julgadora composta por representantes
do Ministério da Saúde, das gestões locais e estaduais, da Mesa Nacional de Negociação
Permanente do SUS e da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).
As iniciativas premiadas foram:

Mesa Municipal de negociação permanente e efetivação da politica de gestão do trabalho do



SUS/Betim

2º Plano de cargos, Carreira e Vencimentos dos profissionais de saúde do município de Vitoria

3º Estratégias para Fixação dos médicos das equipes de saúde da família da smsa/BH

4º Dimensionamento de pessoas para a secretaria de estado da saúde publica do Rio Grande do Norte

5º Avaliação de desempenho : um instrumento de Gestão e democratização nas relações de trabalho

Reflexões sobre o processo de discussão do plano de cargos, carreiras e salários no SUS(PCCS), na



secretaria municipal de saúde de Blumenau/SC

7º Planejar, avaliar, desenvolver... Planejar, avaliar , desenvolver

O processo de implantação do Sistema Municipal saúde escola como estratégia de gestão do



trabalho e da educação na saúde em São Jose dos Pinhais/PR

99
9º Sistema de Monitoramento e Avaliação

10º Estrutura de apoio continuo à gestão de Saúde municipal

11º O desenvolvimento da educação permanente em saúde no município de Florianópolis/SC

12º A percepção dos usuários (as) sobre o trabalho como eixo norteador do processo de trabalho

13º Co-Gestores da saúde: pesquisa em clima Organizacional

Comissão permanente para analise de licença e dispensa para formação/qualificação profissional


14º em nível de especialização, metrado e doutorado – COPAÇFQP, no âmbito da secretaria de
estado de saúde de mato grosso.

A Bahia e sua política estadual de desprecarização dos vínculos de trabalho de agentes


15º
comunitários de saúde(ACS) e agentes de combate as endemias(ACE)

16º Gestão Participativa: Estratégia de inovação nas relações de trabalho e qualificação do SUS

Instalação e registro do sistema SistrabalhoSUS nas Secretarias municipais de saúde do estado de


17º
Mato Grosso

Implementação das ações de Gestão do trabalho no sus através da implantação do plano


18º municipal de cargos , carreiras e salários – PCCS, para os servidores da secretaria municipal de
Brasilândia do Tocantins

19º Sistema informatizado de controle de escalas de serviço - SICES

20º Núcleos de gestão da educação do trabalho em saúde - Nugets

PREMIAÇÃO

Os prêmios serão destinados exclusivamente à Instituição participante e, obrigatoriamente,


deverão ser utilizados na área de Gestão do Trabalho. Os prêmios serão oferecidos a cada uma
das 20 (vinte) iniciativas classificadas, da seguinte forma:

 1º lugar: R$ 150.000,00 (Cento e cinqüenta mil reais)


 2º ao 5º lugar: 125.000,00 (cento e vinte e cinco mil reais)
 6º ao 9º lugar: 110.000,00 (cento e dez mil reais)

100
 10º ao 13º lugar: 100.000,00 (cem mil reais)
 14º ao 17º lugar: 80.000,00 (oitenta mil reais)
 18º ao 20º lugar: 50.00,00 (cinqüenta mil reais)

O eixo Democratização das Relações de Trabalho foi criado em 2011 com o objetivo de
articular as ações do PROGESUS com as ações da Mesa Nacional de Negociação Permanente
do SUS, se estrutura com vistas a proporcionar assessoria técnica e financeira para ampliação
dos espaços de diálogo negociação entre gestores e trabalhadores em estados, municípios e
regiões e para a implantação dos protocolos da MNNP-SUS, dos protocolos da Mesa
Nacional de Negociação Permanente do SUS. Ao longo de 2011 foi possível a discussão e a
construção deste eixo, que está articulada à parceria com o DIEESE para dar assessoria para
implantação de novas mesas de negociação e à construção da rede de negociação do SUS,
projeto em anexo. Além disso no ano de 2011 foi elaborada a proposta de Portaria de repasse
fundo a fundo para estados e municípios como forma de induzir os programas e ações de
gestão do trabalho como política permanente. A Portaria deverá ser publicada no início de
2012 e garante o apoio financeiro a propostas de ações com foco prioritário na
democratização das relações de trabalho e na elaboração/implantação de planos de carreira,
cargos e salários, de acordo com as diretrizes da MNNP-SUS.
Em 2011 foi dado início à construção do primeiro espaço regional de negociação do SUS, na
região do ABC Paulista. Por já ser uma região configurada, que tem um Consórcio
Intermunicipal estruturado e uma Agência Regional de Desenvolvimento Econômico e,
considerando os problemas da gestão da força de trabalho em nível regional. O Ministério da
Saúde, por meio do DEGERTS propôs a realização desta experiência inédita. Foram
realizadas quatro oficinas de trabalho com os Secretários Municipais de Saúde e suas equipes
das cinco cidades da região, que é composta por sete municípios.
Foi acordado que para dar início ao processo de estruturação da Mesa Regional propriamente
dita, seria necessário um diagnóstico da força de trabalho regional. O DEGERTS construiu
uma ferramenta e elaborou um manual para preenchimento dos dados pelas Secretarias
Municipais. Estes dados estão, neste momento, sendo sistematizados para apresentação aos
gestores do ABC Paulista. Isso deve ocorrer em março de 2012 e o próximo passo será a
construção da Mesa Regional.

101
O eixo Sistema de Informação está centrado no desenvolvimento de uma ferramenta
nacional para armazenamento de dados sobre a força de trabalho em saúde, visando a
identificação, projeção e dimensionamento em nível estadual, regional, municipal e federal,
por meio da integração do CNES e da Plataforma Arouca.
Ao longo de 2011 foi construído o projeto de sistema, identificado o parceiro UFMG para
desenvolver a ferramenta, pois já está responsável pelo desenvolvimento da Plataforma
Arouca e, também foi formado um grupo de trabalho com representantes do CONASS e
CONASEMS para validação das informações que deverão compor o sistema e suas
funcionalidades.
O Sistema está se estruturando para contemplar:
a) painel de indicadores sobre a força de trabalho em saúde;
b) informações cadastrais sobre a força de trabalho, situação funcional, condições de trabalho
que possibilite identificação dos profissionais de saúde, dimensionamento e projeções da
força de trabalho em saúde em nível municipal, regional, estadual e nacional.

Objetivos específicos:

• Desenvolver módulo Painel de Informações de dados do CNES;


• Desenvolver módulo de informações sobre condições de trabalho e saúde dos trabalhadores
da saúde;
• Desenvolver módulo de integração com sistemas locais de informação;
• Desenvolver portal de gestão da informação sobre gestão do trabalho em saúde;
• Realizar apoio a pilotos de integração com sistemas locais;
• Oferecer suporte técnico à implementação do sistema.

O módulo de informações sobre força de Trabalho busca o desenvolvimento de ferramenta de


produção de informações a partir de dados do CNES, que pretende:

• Elaborar fluxos e procedimentos para preparação de base de dados única SGTES;


• Desenvolver base de dados sobre força de trabalho e recursos humanos presentes no CNES;
• Desenvolver tecnologias e ferramentas para a apresentação de informações em forma de
painel de informações;
• Desenvolver ferramentas e processos para controle de acesso;

102
• Construção de indicadores básicos.

O módulo de comunicação com sistemas locais busca o desenvolvimento de ferramentas para


integração com sistemas locais de informação sobre recursos humanos em saúde e versão
anterior do SistrabalhoSUS:

• Elaboração de Modelo Referencial de Dados;


• Desenvolvimento de ferramentas e serviços de comunicação de dados;
• Realização de pilotos com estados e municípios selecionados.

Cronograma de execução

Módulo CNES: Janeiro a Julho/2012


Módulo Condições e Gestão do Trabalho: Junho a dezembro/2012
Módulo ETL (comunicação entre sistemas): Julho/2012 a março/2013
Suporte Técnico e Pilotos: Outubro/2012 a dezembro/2013

MESA NACIONAL DE NEGOCIAÇÃO PERMANENTE DO SUS.

Em 2011, foi realizado o levantamento e atualização das informações referente ao


funcionamento de Mesas de Negociação no país. Com isso, apresentamos um cenário
elaborado a partir de informações obtidas por meio de formulário encaminhado
eletronicamente e via correio aos gestores de saúde das 52 mesas existentes no país.

Como resultado da articulação permanente junto aos atores da gestão do trabalho nos estados
e municípios, a MNNP-SUS observou que existem 22 mesas estaduais e 30
municipais/setoriais, distribuídas por todas as regiões do país e que, durante o período entre
junho e novembro de 2011, apresentavam as seguintes situações de funcionamento:

Região Sul

 Mesa Estadual do Rio Grande do Sul – atividades paralisadas


 Mesa Setorial do Grupo Hospitalar Conceição/RS – atividades periódicas;

103
 Mesa Municipal de São Leopoldo/RS – recém-instalada;
 Mesa Estadual de Santa Catarina – atividades paralisadas;
 Mesa Estadual do Paraná – sem informação;
 Mesa Municipal de Maringá/PR – atividades paralisadas;
 Mesa Municipal de Porto Alegre – recém-instalada

Região Sudeste

 Mesa Setorial de São Paulo/SP – atividades periódicas;


 Mesa Municipal de Osasco/SP – não existe;
 Mesa Estadual de Minas Gerais – atividades periódicas;
 Mesa Municipal de Belo Horizonte/MG – atividades periódicas;
 Mesa Municipal de Juiz de Fora/MG – sem informação;
 Mesa Municipal de Betim/MG – atividades periódicas;
 Mesa Municipal de Ribeirão das Neves/MG – sem informação;
 Mesa Estadual do Espírito Santo – sem informação;
 Mesa Municipal de Vitória/ES – atividades periódicas;
 Mesa Estadual do Rio de Janeiro – atividades paralisadas;
 Mesa Municipal do Rio de Janeiro/RJ - atividades periódicas;
 Mesa Municipal de Mauá – em instalação.

Centro-Oeste

 Mesa Estadual de Mato Grosso do Sul – atividades periódicas;


 Mesa Municipal de Campo Grande/MS – atividades periódicas;
 Mesa Municipal de Dourados/MS – sem informação;
 Mesa Municipal de Corumbá/MS – sem informação;
 Mesa Municipal de Ponta Porã/MS – atividades periódicas;
 Mesa Municipal de Aquidauana/MS – sem informação;
 Mesa Estadual de Goiás/GO – atividades paralisadas;
 Mesa Municipal de Goiânia/GO – em instalação.
 Mesa do DF - atividades periódicas.

104
Nordeste

 Mesa Estadual de Pernambuco – sem informação;


 Mesa Estadual do Ceará – atividades periódicas;
 Mesa Estadual da Bahia – atividades periódicas;
 Mesa Estadual de Sergipe – sem informação;
 Mesa Estadual da Paraíba – atividades paralisadas;
 Mesa Estadual de Alagoas – atividades paralisadas;
 Mesa Municipal de Maceió/AL – sem informação;
 Mesa Municipal de Recife/PE – sem informação;
 Mesa Municipal de Fortaleza/CE – atividades periódicas;
 Mesa Municipal de Salvador/BA - atividades paralisadas;
 Mesa Estadual de Rio Grande do Norte – atividades paralisadas;
 Mesa Municipal de Natal/RN – sem informação;
 Mesa Estadual de Maranhão – em instalação;
 Mesa Estadual do Piauí – atividades paralisadas.

Norte

 Mesa Estadual do Amazonas – atividades paralisadas;


 Mesa Municipal de Manaus/AM – atividades periódicas;
 Mesa Estadual de Amapá – atividades paralisadas;
 Mesa Municipal de Macapá/AP - sem informação;
 Mesa Estadual do Acre – atividades paralisadas;
 Mesa Municipal de Rio Branco/AC – atividades paralisadas;
 Mesa Estadual de Rondônia – não existe;
 Mesa Estadual de Roraima – não existe;
 Mesa Estadual de Tocantins – atividades paralisadas;
 Mesa Municipal de Ji-Paraná – sem informação.

Novas mesas são instaladas, enquanto outras deixam de apresentar funcionamento regular.
Porém, há uma grande dificuldade em se obter informações atualizadas, o que pode tornar o
quadro impreciso.

105
Constatou-nos que a visibilidade das mesas, em algumas situações, não é expressiva para os
próprios trabalhadores e gestores locais, que desconhecem o processo em andamento em sua
região.

É importante que as mesas de negociação permanente do SUS divulguem amplamente suas


atividades aos diferentes atores do processo negocial. A efetiva implementação do Sistema
Nacional de Negociação Permanente do SUS – SINNP-SUS será importante para a
atualização dos dados das mesas, bem como para a troca de informações entre elas.
Ainda em 2011houve a discussão e elaboração da nova proposta de regimento interno da
Mesa Nacional de Negociação Permanente do SUS que confere maior institucionalidade e
fortalece o fórum, além de rever a sua composição.
A Mesa Nacional de Negociação Permanente do SUS (MNNP-SUS) é um fórum paritário que
reúne gestores e trabalhadores a fim de tratar dos conflitos inerentes as relações de trabalho. A
criação da Mesa Permanente insere-se em um contexto de democratização das relações de
trabalho no Estado, na qual a participação do trabalhador é entendida como fundamental para
o tratamento dos conflitos visando a melhoria da qualidade dos serviços de saúde e o
fortalecimento do SUS.
A Mesa Nacional de Negociação Permanente vem atender a uma reivindicação histórica dos
trabalhadores, uma vez que possibilita a construção conjunta de um plano de trabalho e de
uma agenda de prioridades das questões a serem debatidas e pactuadas entre gestores
públicos, prestadores privados e trabalhadores da saúde.
Dentre seus principais objetivos destacam-se:
 Instituir processos de negociação permanente entre trabalhadores, gestores públicos e
prestadores privados afim de debater e pactuar questões pertinentes às relações de
trabalho em saúde, visando à melhoria e à qualidade dos serviços em saúde;
 Contribuir para o pleno funcionamento do SUS;
 Negociar a pauta de reivindicação dos trabalhadores do SUS;
 Pactuar metodologias para a implantação das diretrizes aprovadas nas Conferencias de
Saúde e NOB-RH;
 Pactuar condições apropriadas para instituição de um sistema nacional de educação
permanente que contemple o pleno desenvolvimento na carreira do SUS;
 Estimular a implantação de Mesas de Negociação Permanentes nos Estados e
Municípios.

106
O conteúdo do protocolo 08/11, recentemente assinado, estabelece as diretrizes da Política
Nacional de Saúde do Trabalhador, foi aprovado na reunião da Comissão Intergestora
Tripartite (CIT).

De acordo com o protocolo, as instituições de saúde vinculadas ao SUS deverão implementar


ações que promovam melhorias nas condições de saúde, educação e segurança dos
trabalhadores.

Estão previstas, nas diretrizes propostas pelo documento, a adoção de planos de cargos e
salários, a criação de programas de qualidade de vida e a capacitação permanente de todos os
servidores do SUS.

Comitê Nacional Interinstitucional de Desprecarização do Trabalho no SUS


O Comitê foi rearticulado em 2011, diante de um cenário de demandas relacionadas à situação
profissional dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias, com a
recente aprovação de Emenda Constitucional 63, que instituiu um piso salarial para estas
categorias. Porém, tratará do conjunto de temas e profissões relacionadas à precarização.
Considerando que a regulamentação da Emenda Constitucional tem impacto sobre o
orçamento de municípios, os principais empregadores desta categoria, a implantação do piso
salarial passa necessariamente por um processo de negociação e pactuação que viabilize a
medida.
Assim, ao longo de 2011, o Comitê iniciou estudos e levantamentos, que ainda devem ser
aprofundados, buscando levantar a situação de vínculos destas categorias e os possíveis
impactos da regulamentação da EC 63.

REGULAÇÃO DO TRABALHO EM SAÚDE


A Câmara de Regulação do Trabalho em Saúde é uma instância permanente de caráter
consultivo e natureza colegiada que permite ao poder público reassumir seu papel na
regulação do trabalho em saúde. Em seu trabalho, analisa e emite notas técnicas sobre as
proposições legislativas que tramitam no Congresso Nacional e tratam da criação de novas
profissões na área da saúde.
Diante do grande volume de proposições legislativas nesta área analisadas em 2011, o grande
desafio da regulação do trabalho em saúde tem sido promover a articulação com os Conselhos
107
profissionais e o Congresso Nacional, no sentido de balizar a regulação do trabalho nas
necessidades sociais do Sistema Único de Saúde, diante das transformações sociais e
tecnológicas.
Além disso, busca atuar em alinhamento com a política de gestão do trabalho e da educação
na saúde, na necessidade de definir quais profissões devem ser regulamentadas, com base nos
processos de trabalho e no modelo de atenção idealizado.
Diante deste cenário, a partir de outubro de 2011, a Câmara de Regulação iniciou um debate
mais amplo sobre a criação de novas profissões de saúde e atribuições sob a lógica das
necessidades sociais do SUS, buscando uma atuação pró ativa junto ao poder legislativo e
categorias profissionais, que vem construindo a proposta de realização de um Seminário sobre
Regulação do Trabalho em 2012.

Fórum Permanente Mercosul para o Trabalho em Saúde- FPMTS


O Fórum Mercosul para o Trabalho em Saúde- FPMTS tem o objetivo de ampliar os níveis de
consulta e reflexão do Ministério da Saúde para compor seu posicionamento nas negociações
relativas aos serviços de saúde no Mercosul, notadamente os serviços profissionais.

Coordenado pelo Departamento de Gestão e da Regulação do Trabalho em Saúde


(DEGERTS)/ Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), o FPMTS
está integrado pelos Conselhos Profissionais da área da Saúde, assim como as entidades
sindicais nacionais que representam praticamente todos os setores que trabalham nesse
segmento.

Com vistas ao registro profissional único para o exercício profissional nos estados membros,
foi aprovada uma Matriz Mínima, por meio da Resolução GMC nº. 27/04.
Em setembro de 2011, na reunião do Subgrupo de Trabalho 11 do Mercosul – SGT 11, Saúde,
foi retomado o debate sobre migração de profissionais da saúde entre os países membros,
sendo aprovado um cronograma para implementação da Matriz Mínima.
Em 2011, o DEGERTS intensificou a implantação da Matriz Mínima, através do
desenvolvimento da Plataforma Arouca, sistema informatizado em desenvolvimento pela
Universidade Aberta do SUS – UNA-SUS e a Universidade Federal de Minas Gerais -
UFMG, que será oferecido aos profissionais da saúde para inserirem seus dados de formação
e exercício profissional, por maio de um portal eletrônico, que fornecerá a certificação através
do respectivo Conselho Profissional.
108
FPMTS pactuou a implantação da Matriz Mínima entre seus componentes, que se concretiza
após o cumprimento de um cronograma de ajustes e treinamento a ser desenvolvido em 2012.

INDICADORES

Após 22 anos da criação do SUS, o Decreto Presidencial regulamenta aspectos importantes da


Lei nº 8.080/1990, como os relativos à organização do SUS, ao planejamento da saúde, à
assistência à saúde e à articulação interfederativa. Para operacionalizar os dispositivos legais
do Decreto o MS compôs Comitê Gestor do Decreto 7508 e Comitês Executivos (do Decreto
7509/2011; do Contrato Organizativo da Ação Pública; da Regionalização e Articulação
Interfederativa; Relação Nacional de Medicamentos Essenciais - Rename e Relação Nacional
de Serviços de Saúde - Renases) ligados ao Comitê Gestor.

Dentre os desdobramentos dos debates que o Degerts participou no Comitê Gestor e Comitês
Executivos está à definição das informações da gestão do trabalho e da educação que irão
compor o Mapa da Saúde, a definição e pactuação de cláusulas permanentes do COAP para a
área e a proposição de indicadores e metas para o monitoramento do contrato.

Em relação ao Mapa da Saúde, em dezembro a CIT pactuou documento sobre o Planejamento


e o Mapa da Saúde, item IV do documento que define quais as informações irão compor o
Mapa da saúde: VI. Gestão do trabalho e da educação na saúde: identifica a quantidade de
trabalhadores de acordo com os serviços e redes temáticas; condições de trabalho,
contemplando: jornada média de trabalho, jornada média de trabalho segundo quantidade de
vínculos de trabalho, número médio e tipo de vínculos de trabalho e indicadores de saúde do
trabalhador; formação e qualificação profissional e características dos centros formadores. O
quadro 1 resume as informações que serão disponibilizadas na ferramenta Mapa da Saúde em
desenvolvimento.

109
Quadro 1 : Resumo das informações a serem plotadas no Mapa da Saúde.
Ocupações de nível superior; Ocupações de
nível técnico e auxiliar (trabalhadores da
enfermagem, farmácia, nutrição,
laboratório, vigilância em saúde, saúde
bucal, fisioterapia, dentre outros);
Trabalhadores de Saúde
Ocupações de nível elementar (agente
comunitário de saúde, agente comunitário
de saúde indígena, agente de saúde pública,
atendente de enfermagem e parteira).

Jornada média de trabalho;


Gestão do Trabalho e Condições de trabalho dos trabalhadores Jornada média de trabalho, segundo
Educação na Saúde da saúde, a partir do agrupamento de quantidade de vínculos de trabalho;
Cbos do Cnes Número médio e tipo de vínculos de
trabalho;

Número de acidentes com material


biológico nos estabelecimentos de saúde
Saúde do Trabalhador da Saúde
público e privados, segundo ocupação e
circunstâncias do acidente (SINAN)

Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas


Centros de Formação de trabalhadores Educacionais - senso para educação
de nível médio e superior superior;
Escolas Técnicas do SUS.

Em relação às clausulas permanentes do COAP, foi a cláusula décima-primeira trata das


diretrizes da gestão do trabalho e educação em saúde e pactua com os gestores os seguintes
compromissos:

 Os Signatários do presente contrato comprometem-se a valorizar os trabalhadores da


saúde e a desenvolver políticas de gestão do trabalho articuladas com as de educação
na saúde, visando democratizar as relações de trabalho, desprecarizar e humanizar o
trabalho em saúde, e promover a saúde do trabalhador do SUS.

 Os Signatários comprometem-se a estabelecer espaços de negociação permanente


entre trabalhadores e gestores da saúde.

 Os Signatários do presente contrato comprometem-se a observar e implantar as


pactuações estabelecidas na mesa nacional de negociação permanente do SUS.

 Os Signatários devem implementar políticas de educação e gestão do trabalho que


favoreçam o provimento e a fixação de trabalhadores para suprir as necessidades da
rede de atenção à saúde.

110
 Os Signatários ao elaborarem e reformularem planos de carreira, cargos e salários
devem considerar as diretrizes nacionais estabelecidas nas normas vigentes.

 Os Signatários se comprometem a identificar o quantitativo de trabalhadores a serem


formados e qualificados de acordo com as necessidades dos serviços de saúde.

 As atribuições e responsabilidades dos entes Signatários na institucionalização e


implementação das ações de educação permanente devem ser baseadas nas prioridades
e necessidades de saúde loco-regionais e nas diretrizes da Política Nacional de
Educação Permanente em Saúde.

 Os Signatários deverão promover a integração e o aperfeiçoamento das ações de


Educação Permanente em Saúde da Região de Saúde com o apoio e coordenação das
Comissões de Integração Ensino-Serviço (CIES).

Em relação aos indicadores/metas para monitorar a cláusula XI, há as seguintes propostas,


ainda em debate no Grupo de Trabalho de gestão da CIT, elencadas abaixo:

 Proporção de vínculos protegidos entre os trabalhadores que atendem ao SUS na


esfera publica / Aumentar em X % a proporção de vínculos protegidos entre os
trabalhadores que atendem ao SUS na esfera pública, na região de saúde (proporção a
ser pactuadas na Região de Saúde); visando a desprecarização das relações de
trabalho;

 Número de Mesas ou espaços formais de negociação permanente do SUS criados e/ou


mantidos em funcionamento na Região de Saúde/ Alternativas a serem pactuadas
conforme a realidade da Região de Saúde: a) X Mesa (ou espaço formal) Municipal de
Negociação do SUS implantado e em funcionamento (número a ser pactuado na
região);b) X Mesa (ou espaço formal) Regional de Negociação Permanente do SUS
implantado e em funcionamento (número a ser pactuado na região); c) X Mesa (ou
espaço formal) Municipal de Negociação do SUS implantado e em funcionamento; e
Mesa (ou espaço formal ou setorial de saúde) Regional de Negociação
Permanente do SUS implantado e em funcionamento (número a ser pactuado na
região).

111
PARCERIAS

No ano de 2011 foram estabelecidas parcerias com instituições estratégicas para a melhoria da
qualidade da gestão do trabalho em saúde nos âmbitos federal, estadual e municipal.
Parceiros do DEGERTS em 2011:

 Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos - DIEESE –


assessoria para instalação de mesas de negociação e dos protocolos da MNNP-SUS,
construção da rede de negociação e qualificação em negociação do trabalho no SUS;
 Organização Pan-Americana da Saúde – OPAS – parceiro fundamental do Ministério
da Saúde, no ano de 2011 destaque para a realização do INOVASUS, realização de
eventos, construção do sistema e apoio ás atividades do DEGERTS;
 Organização Internacional do Trabalho – OIT – construção da agenda de trabalho
decente para o setor saúde ;
 Universidade Federal do Rio Grande do Norte;
 Universidade Federal de Minas Gerais;
 ENSP – Fiocruz;

112
ANEXOS

1 - CURSO UFMG
CURSO EM PARCERIA COM A UFMG – EDITAL

CURSO SEMIPRESENCIAL
GESTÃO DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO E SAÚDE
DOS TRABALHADORES DA SAÚDE

Coordenação

1 – Ada Ávila Assunção (NESCON-UFMG)


Suplente – Ana Cristina Côrtes Gama (UFMG)
2 – Ana Paula Cerca (DEGERTS-SGTES)
Suplente – Vera Aparecida de Oliveira
3 – Edison José Corrêa (NESCON-UFMG)
Suplente Raphael Aguiar (NESCON / MAS-SUS)
Janeiro de 2012

APRESENTAÇÃO
O Setor Saúde vem passando por muitas transformações nas últimas décadas. Apesar da
importante incorporação de tecnologia, manteve-se, como uma de suas principais
características, a presença intensiva e sua forte dependência do trabalho humano. Em escala
mundial, são 59,8 milhões de trabalhadores da saúde, cujas atividades implicam melhorar a
saúde humana1. No Brasil, de acordo com dados da MAS 2009 do IBGE, existem 3.078.518
trabalhadores de saúde; o que representa 4,3% da população ocupada no país2.
A política de valorização do trabalho e do trabalhador da saúde conduziu à elaboração de
Diretrizes para a promoção da saúde dos trabalhadores do SUS. Construída a partir de um
processo que incluiu a participação dos diversos atores sociais relacionados à gestão e ao
trabalho em saúde, as Diretrizes assumem que a promoção da saúde do trabalhador e da

1
WORLD HEALTH ORGANIZATION. The global shortage of health workers and its impact. Fact
sheet (302), Apr 2006a. Disponível
em:http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs302/en/index.html Acesso em junho de 2010.
2
BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Instituto Brasileiro de Geografi a e
Estatística. Diretoria de Pesquisas. Coordenação de População e Indicadores Sociais. Estatísticas da
Saúde: Assistência Médico-Sanitária, 2009. IBGE, Rio de Janeiro, 2010.
113
qualidade do trabalho ultrapassam as abordagens e temas tradicionais da saúde e segurança no
trabalho e do enfrentamento de questões relativas aos ambientes e à organização do trabalho.
Incluem-se, também nessa esfera, temas da gestão, como planos de carreira, cargos e salários,
educação permanente, desprecarização dos vínculos, entre outros.
No setor saúde a força de trabalho humana é crucial, uma vez que lida-se com vida e morte,
saúde e doença. O bem produzido é a inclusão social, daí a relevância das Diretrizes da
Política Nacional de Promoção da Saúde do Trabalhador do Sistema Único de Saúde – SUS3
em seu objetivo de “promover a melhoria das condições de saúde do trabalhador do SUS, por
meio do enfrentamento dos aspectos gerais e específicos dos ambientes e organização do
trabalho que possam propiciar a ocorrência de agravos à saúde, do empoderamento dos
trabalhadores – atores sociais dessas transformações, e mediante a garantia ao acesso, às ações
e aos serviços de atenção integral à saúde”.
Não há trabalho sem trabalhadores, e eles buscam sentido naquilo que fazem. O sentido diz
respeito ao modo de um indivíduo relacionar seus atos profissionais à construção de seu
próprio futuro4. A utilidade social daquilo que estão fazendo e as ocasiões de aprendizagem e
de autodesenvolvimento no trabalho são fatores preponderantes para o sentido do trabalho5.
Por esse prisma, o trabalho em saúde pode ser visto, desde uma primeira aproximação, como
repleto de sentido porque seu objeto é a saúde das pessoas; portanto, configura-se em um ato
essencialmente humano. É lúcido esperar que seja fonte de satisfação. Mas os trabalhadores,
em sua maioria, se encontram insatisfeitos e esgotados6.
A qualidade do cuidado à saúde depende também da maneira pela qual o sistema de saúde
encara as necessidades e a subjetividade dos trabalhadores no exercício de suas tarefas. A
presente iniciativa de oferecimento do curso faz parte do compromisso do Ministério da
Saúde em elaborar e conduzir políticas para resgatar o valor do trabalho e proteger a saúde
dos protagonistas dos sistemas de saúde.
A garantia de acesso da população à saúde pública de qualidade é princípio norteador do SUS.
A qualidade do serviço de saúde está intrinsecamente ligada à qualificação profissional e às
condições de trabalho daqueles que prestam a assistência.

3
BRASIL (Ministério da Saúde). Portaria 02 de dezembro de 2011. Diretrizes da Política Nacional de
Promoção da Saúde do Trabalhador do Sistema Único de Saúde – SUS.
4
ZARIFIAN, P. Objetivo Competência: por uma nova lógica. São Paulo: Atlas, 2001.
5
MORIN, E. Sens du Travail, Santé Mentale et Engagement Organisationnel. Québec: Institut
de Recherche Robert-Sauvé en Santé et en Sécurité du Travail, 2008. (Rapport R-543)
6
ASSUNÇÃO, A.A. Condições de Trabalho e Saúde dos Trabalhadores da Saúde. IN GOMES, C.M.;
MACHADO, J.M.H.; PENA, P.G.L. (Org.). Saúde do Trabalhador na Sociedade Brasileira
Contemporânea. Rio de Janeiro: FIOCRUZ, 2011, p. 453-478.
114
Depois de mais de dois anos de negociação no Comitê Nacional de Promoção da Saúde do
Trabalhador da Saúde da Mesa Nacional de Negociação Permanente do SUS, que reúne
Ministérios da Saúde, do Trabalho e Emprego e do Planejamento, CONASS, CONASEMS,
representantes dos trabalhadores e dos gestores do setor privado, foi possível a construção da
política nacional sobre o tema, uma dívida histórica com os profissionais de saúde do país. O
trabalho foi coordenado pela Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação em saúde e pela
Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.
A implantação da política de promoção de saúde do trabalhador de saúde passa pela
qualificação dos gestores e pela ampliação dos espaços de negociação sobre as relações de
trabalho no âmbito do SUS, mecanismos eficientes para a melhoria das condições de trabalho,
refletindo-se na melhoria da qualidade do acesso e do acolhimento aos usuários.
O atual momento de consolidação do SUS clama por avanços nesta área e isso exige
desprendimento e disposição de gestores, trabalhadores e usuários. É necessário repensar o
tratamento que o Estado vem dispensando historicamente aos recursos humanos em saúde.
Rever o processo de trabalho e de contratação no SUS, democratizar as relações de trabalho,
implantar metas de boas práticas e de estruturação da gestão do trabalho em saúde, é
fundamental, não como exceção, mas como regra estratégica rumo a uma política permanente.
Enfrentar estes desafios exige vontade de concluir a agenda do trabalho em saúde, ainda não
concluída no SUS. Tal processo, no nosso entendimento, deve ser pactuado e partilhado,
incluindo as responsabilidades de cada individuo ou de instâncias do setor saúde nesse
percurso.
O curso ora apresentado consolida-se como mais um espaço para compartilhar opiniões e
reflexões sobre os desafios mencionados e sobre tantos outros que, certamente, se
apresentarão no processo. Nossa intenção é que vocês, gestores e profissionais inseridos em
diferentes instâncias, sejam multiplicadores da ideia de que a gestão do trabalho no SUS pode
e deve ser compartilhada e negociada entre trabalhadores, usuários e gestores.
A SGTES orgulha-se de lançar o Curso Virtual e se coloca aberta a críticas e sugestões,
desejando a todos momentos produtivos de estudo e 115stabeleci de novos saberes!
Denise Motta Dau
Diretora do Departamento de Gestão e da Regulação do Trabalho em Saúde

115
OBJETIVOS DO CURSO SEMIPRESENCIAL

São objetivos deste curso:


1. Contribuir na implantação da Política Nacional de Promoção da Saúde do Trabalhador do
SUS.
2. Fortalecer a articulação das ações de promoção e vigilância à saúde do trabalhador do SUS
às intervenções da gestão do trabalho no SUS.
5. Estimular a formulação de propostas de intervenção para o fortalecimento da gestão das
Condições de Saúde e Trabalho no setor saúde [CST / Saúde].
6. Fortalecer e ampliar os espaços de negociação visando a melhoria das condições de
trabalho nos 116 estabelecimentos do SUS.
ESTRUTURA DO CURSO
O Curso será organizado em seis módulos: 2 módulos presenciais e 4 módulos a distância.

Módulo 1 Módulo 2
presencial A construção de uma política
nacional de saúde dos
trabalhadores da saúde

Introdução ao Módulo 3
Curso e à Negociação das condições de
Plataforma trabalho: desafios e atualidades
Virtual

Módulo 4
Transformação do trabalho em
saúde e implicações para a
gestão
Módulo 6
Módulo 5 presencial
Trabalho final:
projeto de gestão das
CST/Saúde

Exposição de
poster

Avaliação do Curso

116
DESENVOLVIMENTO DO CURSO
A modalidade semipresencial conferida a este curso permitirá ao participante acesso aos
textos didáticos, documentos institucionais, marco regulatório, artigos e livros visando
incrementar o debate que ocorrera por meio de plenárias e grupos de discussão nos encontros
presenciais e fórum de discussão nos encontros virtuais sobre os temas centrais, como se
apresenta a seguir.
Módulo 1 (presencial)
Apresentação do curso, alunos e tutores.
Apresentação do material (leituras).
Introdução e treinamento na plataforma virtual.
Evolução de conteúdo.
Módulos 2 a 4 (a distância)
Introdução breve ao tema.
Objetivos específicos do módulo.
Conteúdos temáticos.
Leituras.
Bibliografia adicional de referência.
Exercícios de problematização.
Links, conexão com páginas Web que contenham temas e/ou ferramentas de interesse sobre o
módulo.
Avaliação: da aprendizagem dos alunos, do tutor, do módulo.
Módulo 5 (a distância)
Trabalho final.
Módulo 6 (presencial)
Avaliação final e apresentação de pôsteres.
Duração
136 horas (8 horas semanais durante 17 semanas) durante 4 meses.

117
2 - PRÊMIO INOVASUS

PORTARIAS INOVASUS, EDITAL E REGULAMENTO

118
119
120
121
122
123
124
REGULAMENTO DO PRÊMIO INOVASUS – GESTÃO DO TRABALHO PARA
VALORIZAÇÃO DE BOAS PRÁTICAS E INOVAÇÃO NA GESTÃO DO TRABALHO
NA SAÚDE.
O Ministério da Saúde, por intermédio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na
Saúde (SGTES/MS) coordenado pelo Departamento de Gestão e da Regulação do Trabalho
em Saúde (DEGERTS/MS), torna público, o regulamento Concurso do Prêmio INOVASUS –
Gestão do Trabalho para Valorização de Boas Práticas e Inovação na Gestão do Trabalho na
Saúde. O concurso será regido de acordo com as disposições seguintes:
1. Dos objetivos:
1.1. Valorizar, reconhecer e premiar as melhores práticas e/ou inovações relacionadas à gestão
do trabalho na saúde pública, que busquem excelência e inovação, aprimorem a qualidade dos
serviços, a melhoria das condições de trabalho e do atendimento no SUS;
1.2. Promover disseminação de soluções inovadoras que sirvam de inspiração ou referência
para outras iniciativas na gestão do trabalho na saúde;
1.3. Contribuir para troca de experiências entre os diversos órgãos do serviço público de
saúde;
1.4. Estimular a implementação de iniciativas inovadoras de gestão do trabalho na saúde;
1.5. Valorizar trabalhadores que atuam de forma criativa e inovadora em suas atividades,
comprometidos com o alcance dos melhores resultados e com o fortalecimento do SUS.

125
2. Da Participação:
2.1. Poderão participar as Secretarias Estaduais de Saúde, Secretarias Municipais de Saúde e
do Distrito Federal, com representante devidamente identificado por meio de formulário
eletrônico de inscrição.
3. Da Inscrição:
3.1. As inscrições estarão abertas no período de 20 de Setembro de 2011 a 03 de novembro de
2011, por intermédio do sítio http://www.saude.gov.br/sgtes/inovasus.
3.2. Os candidatos deverão inscrever-se, única e exclusivamente por meio de formulário
eletrônico disponível no sítio: http://www.saude.gov.br/sgtes/inovasus, observando as
orientações nele contidas, local onde estará disponível, também, o Edital e demais
informações sobre o concurso.
3.3. Não serão aceitas iniciativas encaminhadas por fax ou e-mail.
3.4. Não há limite para o número de iniciativas inscritas por secretaria.
3.5. Não haverá cobrança de taxa de inscrição.
3.6. Será indeferida a inscrição do órgão ou instituição que encaminhe a documenta- ção
incompleta e/ou fora do prazo.
4. DOS REQUISITOS PARA INSCRIÇÃO:
4.1. A iniciativa será inscrita por meio do formulário eletrônico sob a forma de resumo, não
deverá apresentar gráficos e figuras, digitado em Times New Roman, tamanho 12, espaço
simples, com no máximo 5.000 caracteres e deverá conter:

4.2. A iniciativa inscrita deverá:

data de inscrição;

l;

trabalho na saúde;

4.3. Deverá ser escolhida, no ato da inscrição, apenas uma Área Temática, das listadas abaixo,
que indique o enfoque principal do trabalho, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade
do(s) responsável(eis) pela iniciativa:

trabalho e da educação em saúde;


fóruns de diálogo sobre relações
de trabalho no SUS;

das condições de trabalho;

trabalhador e da instituição;
126
sociais;

informação sobre o trabalho em saúde;


studos sobre dimensionamento da força de trabalho no SUS: Avaliação da
quantidade de trabalhadores x necessidade de atendimento e projeções de necessidades do
sistema;

profissionais em áreas de difícil acesso e provimento;

programas que sejam desenvolvidos conjuntamente entre as áreas.

5. Dos critérios de avaliação:


5.1. A avaliação será pautada pelos princípios constitucionais que regem a administração
pública (legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, eficiência).
5.2. O Concurso premiará até 20 (vinte) práticas inovadoras que serão avaliadas com base nos
critérios abaixo:

novos que gerem melhorias em serviços ou processos – Peso 3;

problema – Peso 3;

efetivas para o público beneficiário (o cidadão, o servidor público, uma comunidade ou


população-alvo específica); b) produzir efeitos estáveis ao longo do tempo – Peso 2;

conceituais, estratégicos ou metodológicos que possam ser adaptados a outros contextos –


Peso 2.

5.3. As iniciativas serão selecionadas por meio de pontuação – na escala de 0 a 5 – para cada
um dos critérios apresentados, totalizando a pontuação máxima de 50 pontos.
6. Critérios de desempate em ordem de aplicação:

ados;

7. Das etapas de avaliação


7.1. A lista das iniciativas concorrentes será publicada no sítio
http://www.saude.gov.br/sgtes/inovasus e no Diário Oficial da União, em data a ser definida.
O processo de avaliação será realizado em 3 etapas:
Etapa 1 – As iniciativas recebidas passarão por uma verificação, na qual serão observados os
requisitos básicos para inscrição, estabelecidos neste edital.
Etapa 2 – A Comissão Julgadora fará uma pré-seleção das 40 (quarenta) iniciativas melhores
classificadas, divididas pelas regiões geográficas do Brasil: Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e

127
Centro-oeste, das quais serão solicitadas informações adicionais, que deverão ter seus
trabalhos remetidos na versão completa, via email, com o máximo de 20(vinte) laudas com a
fonte Times New Roman, tamanho 12, que deverá conter:

mplando:
a) Características do processo adotado (atores envolvidos, abrangência, descrição do processo
e métodos utilizados);
b) Potencial da iniciativa no campo da gestão do trabalho no SUS;
c) Caráter multiplicador (ações que poderão garantir ou permitir a continuidade/ampliação da
iniciativa e dificuldades encontradas);
d) Resultados;
e) Conclusões
f) Ilustrações, gráficos e tabelas;
g) Referências bibliográficas.

Etapa 3 – Serão consideradas e premiadas até 20(vinte) práticas inovadoras que apresentarem
a maior pontuação, de acordo com os critérios de avaliação estabelecidos no item 5.2 deste
Regulamento.
7.2. Ficam facultadas à Comissão Julgadora visitas aos locais em que se desenvolvem os
trabalhos finalistas concorrentes.
8. Da Composição da Comissão Julgadora
8.1. A Comissão Julgadora será integrada por pessoas de reputação ilibada e reconhecido
conhecimento da matéria em exame, constituída por:
o Departamento de Gestão e da Regulação do Trabalho em Saúde
(DEGERTS/MS);

elho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde


(CONASEMS);
-Americana de Saúde (OPAS);

al de Negociação Permanente do
Sistema Único de Saúde (MNNP-SUS).

9. Cronograma do Concurso DATAS


EVENTO
Período de inscrição 20/09/2011 a 03/11/2011
Etapa 1 – Verificação dos requisitos 03/11/2011 a 10/11/2011
Etapa 2 - Avaliação dos trabalhos 10/11/2011 a 25/11/2011
Apresentação de recursos – Etapa 2 5 dias úteis após publicação das 40
iniciativas melhores classificadas
Etapa 3 – Avaliação dos trabalhos 30/11/2011 a 10/12/2011
128
Apresentação de recursos – Etapa 3 5 dias úteis após publicação das 20
iniciativas melhores classificadas
Resultado final do Prêmio 15/12/2011
INOVASUS

129
3 - PROJETO DIEESE

MINISTÉRIO DA SAÚDE
SECRETARIA DE GESTÃO DO TRABALHO E EDUCAÇÃO NA SAÚDE
DEPARTAMENTO DE GESTÃO DA REGULAÇÃO E DO TRABALHO EM SAÚDE

Parecer Técnico nº 43 /2011 – DEGERTS-SGTES


Brasília, 22 de setembro de 2011.

Assunto: Projeto de Apoio à Formulação e Implementação de Políticas de Gestão do Trabalho


em Saúde
Trata-se de análise da prestação de contas, encaminhada pela Fundação para o
Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde – FIOTEC, ao Departamento de Gestão
do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde.
Este projeto visa a qualificação de gestores estaduais e municipais que executam
atividades voltadas para a gestão do trabalho e da educação nas estruturas de saúde.
Durante o período de execução do projeto, foram desenvolvidas atividades de
qualificação da força de trabalho em saúde por meio da realização de cursos de atualização,
aperfeiçoamento, especialização e mestrado profissional; elaboração e publicação de
documentos e material didático sobre a gestão do trabalho em saúde; contratação de serviços
de consultoria em gestão do trabalho e da educação na saúde; agilização e flexibilização da
gestão de acordos de cooperação.
O projeto previa um desembolso de R$2.498.232,00 (dois milhões, quatrocentos e
noventa e oito mil, duzentos e trinta e dois reais), a partir da carta acordo
BR/LOA/0900207.001, assinada entre a Fundação para o Desenvolvimento Científico e
Tecnológico em Saúde (FIOTEC) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), atividade
inserida na programação do 1º Termo de Ajuste ao 57º Termo de Cooperação e Assistência
Técnica entre a OPAS/OMS e o Ministério da Saúde/Brasil, no entanto, em que pese um
conjunto de atividades significativas realizadas, algumas atividades inicialmente propostas
restaram prejudicadas. Foi executado R$1.138.979,82 (um milhão, cento e trinta e oito mil,
novecentos e setenta e nove reais e oitenta e dois centavos), valor considerado compatível
com as atividades desenvolvidas.
Considerando que foram cumpridas a contento as atividades correspondentes ao valor
executado, nos manifestamos FAVORAVELMENTE quanto a aprovação da presente
prestação de contas.

ANA PAULA CERCA


Coordenadora-Geral da Gestão do Trabalho em Saúde
DEGERTS/SGTES/MS

130
DENISE MOTTA DAU
Diretora de Gestão e da Regulação do Trabalho em Saúde

De acordo, _____/_____/_______.
À Chefia de Gabinete da SGTES para prosseguimento.

131
Fortalecimento da gestão e da democratização das relações de trabalho no setor de saúde

PROPOSTA DE PROJETO

SETEMBRO 2011

SUMÁRIO

1. IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO........................................................ 3

2. APRESENTAÇÃO................................................................................ 3

3. JUSTIFICATIVA GERAL.................................................................... 4

4. OBJETIVO GERAL.............................................................................. 5

5. OBJETIVO ESPECÍFICO..................................................................... 6

132
1. IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO

 Nome do Projeto: Fortalecimento da gestão e da democratização das relações de


trabalho no setor de saúde

 Entidade contratante: Ministério da Saúde/ Secretaria de Gestão do Trabalho e da


Educação na Saúde (SGTES)/ Departamento de Gestão e da Regulação do Trabalho em
Saúde (DEGERTS)

 Entidade proponente: Departamento Intersindical de Estatística e Estudos


Socioeconômicos – DIEESE

 Prazo: 24 meses

2. APRESENTAÇÃO

A Constituição Federal assegura a saúde como direito de todos e dever do Estado. O Sistema
Único de Saúde (SUS) tem ações em todo o território nacional, através da rede própria ou da
rede complementar. A saúde suplementar, também considerada constitucionalmente,
compreende um significativo número de estabelecimentos de saúde. Os serviços de saúde no
Brasil contam com mais de 94 mil estabelecimentos (públicos e privados), cerca de 430 mil
leitos hospitalares e empregam mais de dois milhões de trabalhadores diretos (IBGE, Pesquisa
AMS, 2009). Trata-se, portanto, de um setor que pode ser considerado um dos maiores do
mundo, e onde a questão das condições e relações de trabalho é de alta complexidade e
relevância.

133
Este projeto situa-se no âmbito da política institucional do Departamento de Gestão e da
Regulação do Trabalho em Saúde (DEGERTS), e do planejamento estratégico do DIEESE
quando estabelece a necessidade de sua atuação qualificada em pesquisa, assessoria e
educação na área da saúde, reconhecida como componente essencial das condições de vida
dos trabalhadores e espaço de grande relevância para a ação sindical.

È um projeto que visa contribuir para o aprimoramento da política pública de saúde no Brasil,
vez que as condições de trabalho e o processo de gestão do trabalho são reconhecidamente
aspectos essenciais da melhoria do atendimento à população e cumprimento das metas de
humanização e acesso do SUS.

3. JUSTIFICATIVA GERAL

Um dos objetivos estratégicos do Ministério da Saúde é o de “Contribuir para a adequada


formação, alocação, qualificação, valorização e democratização das relações de trabalho
dos profissionais e trabalhadores do SUS”, objetivo este a ser cumprido pela Secretaria de
Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde, e mais, especificamente, pelo Departamento de
Gestão e Regulação do Trabalho em Saúde - DEGERTS.

O DEGERTS “é responsável pela proposição, incentivo, acompanhamento e elaboração das


políticas de gestão, planejamento e regulação do trabalho em saúde, a fim de estimular e
consolidar os processos de negociação do trabalho em saúde junto aos gestores,
trabalhadores, Conselhos Profissionais e setor privado”.

Também “contribui para a democratização das relações de trabalho e estruturação da


política de gestão do trabalho nas esferas federal, estadual e municipal, envolvendo os
setores público e privado que compõem o SUS. Colabora para a valorização do trabalhador
e a estruturação das redes de atenção do SUS”.

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE),


reconhecido como instituição de produção científica e que tem como principal diretriz
desenvolver estudos e pesquisas que fundamentem as reivindicações dos trabalhadores,
estabeleceu a temática da saúde como uma de suas prioridades estratégicas, a partir da

134
decisão da sua Direção Sindical Nacional, Diretoria Executiva e Conselho Político, com
participação de representantes de todas as Centrais Sindicais brasileiras.

O DIEESE atua nas áreas de assessoria, pesquisa e educação, tendo com eixos temáticos que
orientam toda a produção da entidade: emprego, renda, negociação coletiva, desenvolvimento
e políticas públicas. Visando ao aprofundamento de estudos relacionados a seus eixos
temáticos, além dos trabalhos regularmente desenvolvidos para o movimento sindical, o
DIEESE realiza projetos em parceria com órgãos governamentais e entidades da sociedade
civil, nacionais e internacionais (Anexo).

Por sua relação com o movimento sindical7 e dotado de um corpo técnico qualificado para a
elaboração de estudos e pesquisas que gerem benefícios para a melhoria das condições de
trabalho, o DIEESE reconhece que a questão da saúde é central para as negociações e
demandas do movimento sindical e da população brasileira.

Tendo em vista essa atuação do DIEESE, busca-se com esse documento justificar a
necessidade de uma parceria entre este Departamento e o Ministério da Saúde, através do
DEGERTS/SGTES, com o intuito de desenvolver um projeto de formação, pesquisa, e
assessoria, envolvendo a temática da gestão e das relações de trabalho no setor de saúde.

Este projeto pretende contribuir para a consecução dos objetivos estratégicos do


DGERTS/SGTES/MS, fortalecendo a cultura da negociação coletiva permanente da saúde e
através dela, avançar na democratização das relações de trabalho, buscando o equacionamento
dos inúmeros conflitos existentes, ao tempo em que contribui para a melhoria das condições
de trabalho na saúde, mediante estudo e pesquisa sobre a precarização do trabalho no setor.

4. OBJETIVO GERAL

Contribuir para a melhoria das condições de trabalho em saúde, através de pesquisa e


formulação de subsídios à política de desprecarização do trabalho em saúde e para a

7
O DIEESE é constituído por representantes do movimento sindical brasileiro, tendo sua principal atuação na elaboração de
trabalhos técnicos e científicos voltados para a melhoria das condições de trabalho e renda.
135
democratização das relações de trabalho por intermédio do fortalecimento e ampliação dos
espaços de negociação e do diálogo.

5. OBJETIVO ESPECÍFICO

Assessorar o DEGERTS na experiência de estruturação de Mesas Regionais, Estaduais e


Municipais de Negociação do SUS e implantação dos protocolos da MNNP SUS.

5.1. Justificativa

Neste processo de valorização da negociação coletiva na saúde, a proposta de se criar mesas


regionais de negociação pode render resultados bastante positivos para a gestão do trabalho no
SUS. Ainda mais se considerarmos a importância da regionalização das políticas de saúde e a
necessidade de articulação das políticas municipais e estaduais.

O projeto pretende contribuir diretamente para a formulação de proposta de estruturação e


prestar assessoria técnica na implantação de mesas de negociação permanente do SUS nas
esferas municipal, estadual e regional.

A escolha das áreas a servirem como experiência piloto levou em conta os pressupostos de
diversificação geográfica e importância estratégica, ao lado de uma percepção fundamentada
no conhecimento do DEGERTS acerca das possibilidades reais de implantação das mesas de
negociação permanente do SUS.

Assim é que, foram escolhidos estados e municípios em três regiões do País (Sul: Paraná;
Centro-Oeste: Goiás e Norte: Pará, com as respectivas capitais Curitiba, Goiânia e Belém) e
duas regiões (Grande ABC e Pequenos Municípios da Paraíba).

A escolha da região do Grande ABC para o desenvolvimento dessa experiência inédita de


estruturação de uma Mesa Regional de Negociação Permanente do SUS se deve à existência
de um histórico de trabalho articulado entre os municípios da região na busca de políticas
públicas integradas que promovam o desenvolvimento econômico e social da região – seja
nos anos 90, através da Câmara Regional da ABC, seja mais recentemente através do
Consórcio Intermunicipal Grande ABC.

136
A possibilidade de estruturação de uma experiência piloto de uma mesa regional composta de
pequenos municípios no Estado da Paraíba, tem origem em uma demanda registrada pelo
MNNP/DEGERTS, o que por si só, representa um ambiente favorável ao desenvolvimento do
projeto e, ao mesmo tempo, uma oportunidade de ampliação de atuação das Mesas de uma
forma ainda hoje inexistente.

Espera-se que estas experiências-piloto de estruturação de mesas regionais de negociação,


devidamente sistematizadas, funcionem como uma referência positiva para o restante do país.

5.2. Estratégia de Desenvolvimento

Elaborar proposta de método de estruturação de Mesas de Negociação Permanentes do SUS


em âmbito municipal, estadual e regional e prestar assessoria técnica durante o processo de
sua implantação.

 Conhecer, mapear as relações de trabalho/ força de trabalho e identificar os atores


envolvidos:

o Mesa regional do ABC/SP

o Mesa regional da Paraíba

o Estaduais: Paraná, Pará e Goiás

o Municipais: Curitiba, Belém e Goiânia.

 Reuniões com o DEGERTS para definição da estrutura e processo das Mesas


Regionais.

 Realizar 08 seminários com atores envolvidos para sensibilização e apresentação da


proposta de estruturação das mesas (um por Mesa).

 Realizar 08 oficinas com atores envolvidos para definição dos protocolos com os
objetos, conteúdos, participantes e regras de funcionamento das mesas (um por Mesa).

 Em parceria com o DEGERTS elaborar proposta de método de construção e


estruturação das mesas.

137
5.3 Produtos Esperados

a) Relatório técnico com sistematização das discussões realizadas nas oficinas de


estruturação das Mesas e proposta de método de estruturação e implantação das mesas.

EDITAL Nº-20, DE 24 DE NOVEMBRO DE 2011.


O MINISTÉRIO DA SAÚDE, por intermédio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da
Educação na Saúde (SGTES), no uso de suas atribuições, convida à apresentação de propostas
com vistas à seleção de projetos de cursos de qualificação na forma disciplinada por este
Edital, no período de 25 de novembro a 2011 a 9 de dezembro de 2011, com publicação de
resultados prevista para até a data de 16 de dezembro de 2011.
1. DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
1.1. A presente seleção vem atender às ações previstas pelo Programa de Qualificação e
Estruturação da Gestão do Trabalho e da Educação no SUS (ProgeSUS), instituído pela
Portaria GM/MS nº - 2.261, de 22 de setembro de 2006, e estará sob responsabilidade e
coordenação do Departamento de Gestão e da Regulação do Trabalho em Saúde (DEGERTS)
e é disciplinado nos termos deste Edital.
2. DO OBJETO
2.1. Seleção de projetos para formulação e execução de cursos de qualificação dos
participantes das mesas de negociação permanentes do SUS, com o objetivo de contribuir
para a consolidação do Sistema Nacional de Negociação Permanente do SUS (SiNPPSUS) e
para a consecução dos objetivos estratégicos do DGERTS/SGTES/MS, fortalecendo a cultura
da negociação coletiva permanente da saúde e através dela, avançar na democratização das
relações de trabalho.
3. DOS CRITÉRIOS DE ADMISSIBILIDADE
3.1. Poderão participar do presente processo de seleção instituições/institutos Públicos ou
Privados sem fins lucrativos que comprovem terem expertise na área de cursos de
qualificação voltados para o objeto constante neste edital.
3.1.1. A entidade privada, sem fins lucrativos, que pretender participar do presente processo
seletivo e posterior celebração de convênio deverá realizar credenciamento no Sistema de
Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (SICONV), conforme normas do órgão central
do sistema para a celebração de convênios.
3.2. O credenciamento será realizado diretamente no SICONV, no endereço eletrônico
www.convenios.gov.br/portal, e conterá, no mínimo, as seguintes informações:
I - razão social, endereço, endereço eletrônico, número de inscrição no Cadastro Nacional de
Pessoas Jurídicas - CNPJ, transcrição do objeto social da entidade atualizado, relação nominal
atualizada dos dirigentes da entidade, com endereço, número e órgão expedidor da carteira de
identidade e CPF de cada um deles.
4. DO CADASTRAMENTO NO SICONV
4.1. A entidade privada, sem fins lucrativos, que pretender participar do processo seletivo e
posterior celebração de convênio, deverá comparecer a uma das Unidades Cadastradoras que
constam do endereço do portal de convênios do governo federal:
www.convenios.gov.br/portal, para atualização das informações prestadas no ato do
credenciamento.
4.2. O representante da entidade privada, sem fins lucrativos, responsável pela entrega dos
documentos e das informações para fins de cadastramento, deverá comprovar seu vínculo com
o cadastrado, demonstrando os poderes para representá-lo neste ato.
138
4.3. A comprovação a que se refere o item 4.2, sem prejuízo da apresentação adicional de
qualquer documento hábil, poderá ser feita mediante apresentação de cópia autenticada dos
documentos pessoais do representante, em especial da Carteira de Identidade e do CPF.
4.4. Para a realização do cadastramento das entidades privadas sem fins lucrativos serão
exigidas:
I - cópia do estatuto ou contrato social registrado no cartório competente e suas alterações;
II - relação nominal atualizada dos dirigentes da entidade, com Cadastros de Pessoas Físicas -
CPF;
III - declaração do dirigente máximo da entidade acerca da inexistência de dívida com o Poder
Público e de inscrição nos bancos de dados públicos ou privados de proteção ao crédito;
IV - declaração da autoridade máxima da entidade informando que nenhuma das pessoas
relacionadas no inciso II é agente político de poder ou do Ministério Público, tanto quanto
dirigente de órgão ou entidade da administração pública, de qualquer esfera governamental,
ou respectivo cônjuge ou companheiro, bem como parente em linha reta, colateral ou por
afinidade, até o segundo grau;
V - prova de inscrição da entidade no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), pelo
prazo mínimo de três anos;
VI - prova de regularidade com a Secretaria da Receita Federal, Procuradoria Geral da
Fazenda Nacional, Certidão Negativa da Receita Estadual e Municipal e Fundo de Garantia
do Tempo de Serviço (FGTS), Certidão Negativa da Previdência Social (INSS), na forma da
Lei; e
VII - comprovação da qualificação técnica e da capacidade operacional, mediante declaração
de funcionamento regular nos 3(três) anos anteriores ao credenciamento, emitida por 3(três)
autoridades do local de sua sede;
VIII - Cópia do Estatuto, devidamente registrado em Cartório;
IX - Cópia autenticada da ata da assembléia que elegeu o corpo dirigente da entidade,
devidamente registrada no cartório competente, acompanhada de instrumento particular de
procuração conferindo poderes específicos, com firma reconhecida, assinada pelo dirigente
máximo, quando for o caso.
4.5. As exigências previstas nos incisos V e VII, do item 4.4, poderão ser atendidas somente
em relação ao exercício anterior;
4.6. A ausência de qualquer documento solicitado, ou apresentado com irregularidade,
implicará automaticamente na desabilitação da interessada.
5. DA ELABORAÇÃO DO PROJETO DE QUALIFICAÇÃO DAS MESAS
PERMANENTES DE NEGOCIAÇÃO DO SUS
5.1. O Projeto deverá ser elaborado de forma a prever:
I - Elaboração de proposta de percurso formativo e desenvolvimento metodológico
apropriados para o objetivo, composição e temática das mesas permanentes de negociação;
II - Elaboração de metodologia de avaliação;
III - Execução de 20 (vinte) cursos presenciais de qualificação, para as mesas permanentes de
negociação de estados e municípios, a serem executados regionalmente; cada curso deverá ter
carga de 40 (quarenta) horas, e contar com no máximo 35 (trinta e cinco) participantes;
IV - Elaboração de relatórios circunstanciados de cada curso;
V - Elaboração de relatórios de avaliação;
VI - Elaboração de relatório final do projeto.
5.2. O prazo para execução do projeto será de 18 (dezoito meses).

6. DA SELEÇÃO
6.1. A seleção será executada por um grupo técnico integrante do DEGERTS/SGTES/MS,
que deverá comprovar os seguintes critérios:
139
6.1.1. Critérios essenciais:
I - Ter experiência acumulada na área de negociação coletiva envolvendo condições e
relações de trabalho, inclusive do setor público, de pelo menos, 5(cinco) anos;
II - Ter experiência em assessoria à negociações coletivas envolvendo condições e relações de
trabalho, inclusive no setor público, de, pelo menos, 5 (cinco anos);
III - Ter produção técnica institucional relacionada à negociação coletiva;
IV - Ter experiência acumulada na área de qualificação de equipes multipartites, relacionadas
à execução de políticas públicas;
V - Ter equipe técnica própria, qualificada e disponível para execução do programa
apresentado no projeto.
6.1.2. Critérios preferenciais:
I - Ter experiência institucional de parceria com o setor público federal, há, pelo menos, 5
(cinco) anos;
II - Ter estrutura administrativa nacional, com sedes próprias nas 05 (cinco) macrorregiões do
país (NO, NE, CO, SE, S).
7. DA INSCRIÇÃO NA SELEÇÃO
7.1. As inscrições e os Projetos deverão ser enviados por meio do FormSUS/ DATASUS, em
arquivos texto. O período para apresentação no FormSUS/DATASUS visando participação na
seleção do presente edital é entre os dias 25 de novembro de 2011 a 09 de dezembro de 2011,
com publicação de resultados prevista para 16 de dezembro de 2011, no Diário Oficial da
União. O acesso deve ser feito por meio do seguinte endereço:
www.saude.gov.br/sgtes/negociacaocoletiva
7.2. O número do protocolo gerado ao ser feita a inserção da proposta no FormSUS/
DATASUS deverá necessariamente ser encaminhado ao endereço eletrônico
ana.cerca@saude.gov.br, sob pena de desclassificação.
8. DO ORÇAMENTO E DOS RECURSOS
8.1. Para programação do orçamento do projeto, a instituição/produto deve tomar em conta
um valor paramétrico máximo estimado em até R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais).
8.2. As despesas para custeio do Projeto selecionado por este edital são decorrentes da
programação orçamentária do Ministério da Saúde, por meio da Funcional Programática
10.122.1436.8631.0001.
8.3. A entidade que desejar interpor recurso administrativo contra o resultado deste processo
seletivo poderá fazê-lo até 3 (três) dias úteis contados do dia útil imediatamente subsequente,
no horário de 9:00 às 18:00 horas, no Protocolo da Secretaria de Gestão do Trabalho e da
Educação na Saúde - SGTES.
8.4. A decisão administrativa referente ao recurso interposto será comunicada exclusivamente
ao representante legal da organização.
9. DO RESULTADO
9.1. O resultado da seleção será publicado no Diário Oficial da União - DOU e os
responsáveis pelos projetos selecionados serão comunicados por meio dos contatos constantes
nos respectivos projetos.
10. DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
10.1. O Ministério da Saúde reserva-se no direito resolver os casos omissos e as situações não
previstas neste edital.
10.2. Fica estabelecido o foro da cidade de Brasília – DF como competente para dirimir as
questões oriundas decorrentes da execução do presente edital.
MILTON DE ARRUDA MARTINS
Secretário

140
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146
147
4 - PROTOCOLO DE SAÚDE DO TRABALHADOR DA SAÚDE

Ministério da Saúde
Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde
Secretaria de Vigilância em Saúde
Mesa Nacional de Negociação Permanente do SUS

PROTOCOLO DA MESA NACIONAL DE NEGOCIAÇÃO PERMANENTE


DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE – MNNP – SUS

Protocolo – Nº 008 /2011


Institui as diretrizes da Política Nacional de
Promoção da Saúde do Trabalhador do
Sistema Único de Saúde - SUS.

A Mesa Nacional de Negociação Permanente do SUS – MNNP-SUS,


instituída com base nas Resoluções 52, 229 e 331, do Conselho Nacional de Saúde,
nos termos estabelecidos em seu Regimento Institucional (RI), aprovado em 05 de
agosto de 2003:

CONSIDERANDO:

a) o papel do Ministério da Saúde de coordenar nacionalmente a Política de


Saúde do Trabalhador, conforme determinam a Constituição Federal, de 3
de outubro de 1988, e a Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990;

b) a responsabilidade do Ministério da Saúde de estimular a atenção integral e


articular as diversas ações nas três esferas de gestão do Sistema Único de
Saúde (SUS);

c) a Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador - RENAST


como estratégia em saúde do trabalhador no SUS, de acordo com a Portaria
nº 1.679/GM/MS, de 19 de setembro de 2002;

d) a Política de Atenção à Saúde e Segurança do Trabalho do Servidor Público


Federal – PASS e a Norma Operacional de Saúde do Servidor Público
Federal –NOSS, que instituem as diretrizes de promoção e atenção à saúde,
148
vigilância nos ambientes de trabalho e processos de trabalho e implantam o
sistema de informação em saúde do servidor público federal;

e) as Convenções da Organização Internacional do Trabalho – OIT, ratificadas


pelo Brasil, que referendam compromissos relativos à saúde do trabalhador;

f) a importância de criar instrumentos de planejamento de ações voltadas à


promoção da saúde do trabalhador do SUS por meio de instâncias coletivas
e operacionalizadas pelos gestores públicos e empregadores privados;

g) os trabalhadores do SUS como todos aqueles que se inserem direta ou


indiretamente na atenção à saúde nas instituições que compõem o SUS;

h) que a qualidade do trabalho e a promoção de saúde do trabalhador implicam


também, dentre outras ações, a existência de planos de carreiras, cargos e
salários; educação permanente; desprecarização dos vínculos de trabalho;
cessão e provimento de profissionais; gestão democrática; ambientes e
processos de trabalho adequados às especificidades dos serviços; e

i) que a abrangência e objeto da Política Nacional de Promoção da Saúde do


Trabalhador do SUS vinculam-se às áreas de Saúde do Trabalhador e da
Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, estabelecendo uma articulação
estratégica para o desenvolvimento do SUS e o compromisso dos gestores,
trabalhadores e empregadores com a qualidade do trabalho e com a
valorização dos trabalhadores, resolve:

RESOLVE:

Art. 1º Instituir, no âmbito do Sistema Único de Saúde, as Diretrizes da Política


Nacional de Promoção da Saúde do Trabalhador do Sistema Único de Saúde.
§ 1º A Política de que trata o caput deste artigo visa promover a melhoria das
condições de saúde do trabalhador do SUS, por meio do enfrentamento dos aspectos gerais e
específicos dos ambientes e organização do trabalho que possam propiciar a ocorrência de
agravos à saúde, do empoderamento dos trabalhadores - atores sociais dessas transformações,
e mediante a garantia ao acesso, às ações e aos serviços de atenção integral à saúde.
§ 2º A Política Nacional de Promoção da Saúde do Trabalhador do SUS visa assegurar
o cumprimento dos requisitos da legislação em vigor no país e das cláusulas de saúde
estabelecidas em instrumentos coletivos, além de fortalecer a implementação de programas de
proteção à saúde dos trabalhadores de iniciativas próprias.
Art. 2º A Política Nacional de Promoção da Saúde do Trabalhador do SUS, de que
trata o art. 1º desta Portaria, será regida pelos seguintes princípios:
I - universalidade, que se refere à abrangência da Política Nacional de Promoção da
Saúde do Trabalhador do SUS para todos os trabalhadores dos diferentes órgãos e instituições
integrantes do SUS, independentemente do tipo de vínculo ou contrato de trabalho;

149
II - democratização das relações de trabalho, que se refere à garantia da participação
dos trabalhadores, por intermédio de mecanismos legitimamente constituídos, na formulação,
no planejamento, na gestão, no desenvolvimento, na avaliação das políticas e ações
relacionadas à saúde do trabalhador do SUS, nos processos e nas relações de trabalho do
cotidiano dos estabelecimentos de saúde;
III - integralidade da atenção à saúde do trabalhador do SUS, que pressupõe ações de
promoção da saúde; prevenção de agravos; vigilância; assistência; recuperação e reabilitação,
realizadas de forma articulada;
IV - intersetorialidade, que compreende o compromisso mútuo da área da saúde com
outras áreas de governo, setores e atores sociais para articulação, formulação, implementação
e acompanhamento das diversas políticas públicas que tenham impacto sobre os
determinantes da saúde dos trabalhadores do SUS;
V - qualidade do trabalho, entendida como um conjunto de ações que priorizem
formas de gestão, participação, divisão e organização do trabalho que permitam a promoção e
proteção da saúde do trabalhador do SUS;
VI - humanização do trabalho em saúde, que pressupõe construir um tipo de interação
entre os atores envolvidos na produção de saúde a partir da cogestão dos processos de
trabalho, do desenvolvimento de co-responsabilidades, estabelecimento de vínculos
solidários, indissociabilidade entre atenção e gestão, fortalecendo o SUS;
VII - negociação do trabalho em saúde, que pressupõe estabelecer processo de
negociação permanente dos interesses e conflitos inerentes às relações de trabalho;
VIII - valorização dos trabalhadores, que pressupõe reconhecer o papel fundamental
do trabalhador do SUS na atenção integral à saúde da população garantindo políticas e ações
que permitam o fortalecimento do coletivo de trabalhadores, o crescimento pessoal e
profissional do trabalhador; e
IX - educação permanente, que pressupõe a aprendizagem a partir da problematização
do processo de trabalho, pautando-se pelas necessidades de saúde da população, com o
objetivo de transformar as práticas profissionais e a própria organização do trabalho.
Art. 3º As Diretrizes da Política Nacional de Promoção da Saúde do Trabalhador do
SUS a serem observadas na elaboração dos planos, programas, projetos e ações de saúde
voltados à população trabalhadora do SUS são:
I - promover políticas intersetoriais para a melhoria da qualidade de vida e redução da
vulnerabilidade e dos riscos relacionados à saúde do trabalhador do SUS;
II - promover a atenção integral à saúde do trabalhador do SUS de forma
descentralizada e hierarquizada, conforme critérios epidemiológicos, respeitando a legislação
em vigor e as responsabilidades de cada empregador;
III - promover e desenvolver políticas de gestão do trabalho, considerando a Agenda
Nacional do Trabalho Decente, a desprecarização de vínculos trabalhistas, a humanização do
trabalho em saúde e a democratização das relações de trabalho;
IV - incentivar a instalação e a divulgação de informações de espaços de negociação
permanentes entre gestores e trabalhadores do SUS;
V - assumir o compromisso e adotar providências para aperfeiçoar o processo de
cedência de pessoal no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, assegurando as vantagens,
os direitos e os deveres dos servidores cedidos, estabelecidos na Lei nº. 8.112 /90 e na
legislação própria de cada esfera de governo, buscando a aplicação da legislação em vigor e a
construção de novos instrumentos legais de aperfeiçoamento desses procedimentos;
VI - observar e implementar os protocolos firmados na MNNP-SUS;
VII - fomentar, nos estabelecimentos de saúde, a criação e desenvolvimento de
espaços compartilhados de gestão dos processos de trabalho;

150
VIII - promover a adoção de Planos de Carreiras, Cargos e Salários nos órgãos e
instituições que compõem o SUS a fim de garantir um instrumento que otimize a gestão, a
capacidade técnica, o desenvolvimento e a valorização dos trabalhadores, conforme
preconizam as Diretrizes Nacionais para a Instituição ou Reformulação de Planos de
Carreiras, Cargos e Salários no âmbito do SUS;
IX - promover processos de educação permanente nos estabelecimentos de saúde a fim
de qualificar e transformar as práticas de saúde; a organização das ações e dos serviços; o
desenvolvimento pessoal e institucional dos trabalhadores e gestores do SUS, pautando-os no
desenvolvimento do trabalho em equipe e na interdisciplinaridade;
X - fomentar a participação efetiva dos trabalhadores nas Comissões de Integração
Ensino-Serviço dos Estados, regiões e Municípios;
XI - fomentar a inclusão das temáticas e questões pertinentes à saúde do trabalhador
na grade curricular dos cursos de formação e capacitações de recursos humanos no SUS,
incentivando a permanente atualização de conhecimentos;
XII - fomentar o debate sobre a formação dos trabalhadores do SUS, problematizando,
em especial, as temáticas e questões pertinentes à saúde do trabalhador;
XIII - fomentar estudos e pesquisas sobre promoção da saúde do trabalhador do SUS
de acordo com as necessidades loco-regionais do SUS, possibilitando:
a) desenvolver ferramentas de dimensionamento e alocação da força de trabalho,
considerando as necessidades quantiqualitativas de profissionais requeridos para a assistência
e vigilância, inclusive para as áreas com dificuldade de provimento de profissionais, de modo
a permitir uma melhor organização do processo de trabalho;
b) subsidiar as ações de vigilância em saúde do trabalhador do SUS;
c) desenvolver ferramentas de prevenção e proteção à saúde nos locais de trabalho;
d) favorecer as ações de mapeamento de riscos e propor mudanças nas condições
técnicas ou organizacionais que ofereçam riscos à saúde dos trabalhadores;
e) possibilitar iniciativas ergonômicas que considerem processos, ritmos, espaço
físico, máquinas e equipamentos;
f) levantar dados e divulgar informações sobre o impacto financeiro e social do
adoecimento dos trabalhadores do SUS, como estratégia para buscar investimentos na
promoção da saúde, prevenção de agravos e vigilância em saúde do trabalhador;

XIV - ampliar e adequar a capacidade institucional para redução da vulnerabilidade


institucional e social como estratégia para a promoção da saúde, prevenção de agravos e
vigilância em saúde do trabalhador do SUS;

XV - desenvolver ações de promoção da saúde do trabalhador do SUS nos espaços de


convivência e de produção de saúde, favorecendo ambientes de trabalho seguros e saudáveis
em suas múltiplas dimensões, livres de assédios e de violências;

XVI - difundir conhecimento sobre os determinantes sociais da saúde entre os gestores


e trabalhadores do SUS;

XVII - estimular e monitorar ações inovadoras e socialmente inclusivas de promoção


da saúde do trabalhador do SUS, considerando os fatores que determinam o processo saúde-
doença;

XVIII - considerar como uma das estratégias desta Política a articulação com a Rede
Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador – RENAST;

151
XIX- integrar ações de promoção, assistência e vigilância em saúde na atenção
integral à saúde do trabalhador do SUS:

a) garantir a notificação compulsória de agravos à saúde do trabalhador pela rede de


serviços públicos e privados, de acordo com a legislação em vigor;
b) desenvolver sistema de informação para acompanhamento da saúde do trabalhador
do SUS e integrar sistemas de informação existentes;
c) criar, implementar e sistematizar indicadores que possibilitem o reconhecimento da
relação saúde e trabalho no âmbito do SUS;
d) utilizar informações epidemiológicas relacionadas às doenças e acidentes de
trabalho para subsidiar o planejamento e as ações da atenção à saúde do trabalhador do SUS,
em conjunto com o controle social e entidades sindicais;

XX - ampliar o uso de mecanismos de registros e caracterização de doenças e


acidentes relacionadas ao trabalho para a população trabalhadora do SUS;

XXI - pactuar a implementação dos protocolos nacionais de atenção à saúde do


trabalhador junto aos serviços do SUS;

XXII - fortalecer a vigilância de ambientes e processos de trabalho no SUS


relacionados a riscos, agravos e doenças, incorporando os trabalhadores do SUS em todas as
etapas;

XXIII - considerar no âmbito do SUS, as Normas Regulamentadoras do Ministério do


Trabalho e Emprego, como medidas de proteção à saúde e segurança no trabalho;

XXIV - garantir ao trabalhador do SUS a atenção à saúde no estabelecimento de saúde


onde trabalha e/ou serviço de referência, conforme a complexidade de cada caso;

XXV - incentivar empregadores do SUS a construir linhas de cuidado na atenção à


saúde dos seus trabalhadores que considerem os exames admissionais, demissionais,
periódicos, na mudança de função e retorno ao trabalho;

XXVI - assegurar serviços de reabilitação e readaptação funcional, inclusive os de


assistência psicossocial, na construção das referências para assistência ao trabalhador do SUS;

XXVII - regulamentar a criação de comissões paritárias de saúde do trabalhador nos


estabelecimentos de saúde para o planejamento, monitoramento, fiscalização e avaliação de
questões relativas à promoção da saúde do trabalhador do SUS;

XXVIII - adotar a Política Nacional de Promoção da Saúde e a Política Nacional de


Humanização do SUS no planejamento e avaliação da qualidade da atenção à saúde do
trabalhador do SUS;

XXIX - considerar, nos instrumentos de planejamento do SUS, inclusive no aspecto


orçamentário, as diretrizes da Política Nacional de Promoção da Saúde do Trabalhador do
SUS objetivando sua implementação;

152
XXX - estabelecer ações que contemplem as perspectivas de gênero, etnia,
necessidades especiais e envelhecimento humano na Promoção da Saúde do Trabalhador do
SUS; e

XXXI - integrar a Política Nacional de Promoção da Saúde do Trabalhador do SUS às


demais políticas de saúde a fim de garantir a integralidade da atenção à saúde do trabalhador
do SUS.

Art. 4º O processo de avaliação e monitoramento da implantação e implementação


das Diretrizes da Política Nacional de Promoção da Saúde do Trabalhador do SUS deverá
ocorrer de acordo com as pactuações realizadas em âmbito federal, estadual e municipal a ser
realizado pelo Comitê Nacional de Promoção da Saúde do Trabalhador do SUS, Conselhos
Nacional, Estaduais e Municipais de Saúde, e pelas Comissões Intergestores Tripartite – CIT
e Bipartites – CIB.

§ 1º A avaliação e monitoramento têm como finalidade o cumprimento dos princípios


e diretrizes dessa Política, buscando verificar sua efetividade sobre a saúde e melhora da
qualidade de vida dos trabalhadores do SUS, subsidiando eventuais correções e ou
adequações.
§ 2º Uma avaliação mais detalhada da Política Nacional de Promoção da Saúde do
Trabalhador do SUS e o seu monitoramento deverão ocorrer no âmbito dos planos,
programas, projetos, estratégias e atividades dela decorrentes.

§ 3º Para essa avaliação e monitoramento há de se definir critérios, parâmetros,


indicadores e metodologia específicos, objetivando identificar, modificar ou incorporar novas
diretrizes a partir de orientações apresentadas pelo Ministério da Saúde, MNNP-SUS, Comitê
Nacional de Promoção da Saúde do Trabalhador do SUS, CIT, CIB, Conselhos Nacional,
Estaduais e Municipais de Saúde.

Art. 5º Ratificando o entendimento de que o caminho para a consolidação do Estado


Democrático de Direito, expressamente determinado pela Constituição Federal, pressupõe a
consolidação do Sistema Único de Saúde – SUS, processo que impõe a democratização das
suas relações de trabalho e o aperfeiçoamento de procedimentos relacionados à cessão de
servidores que atuam no âmbito do SUS, a Mesa Nacional de Negociação Permanente do
SUS, na forma e nos termos das atribuições que lhes são conferidas pela Cláusula Décima
Oitava do seu Regimento Institucional, aprova o presente Protocolo, para submetê-lo à
ulterior apreciação do Conselho Nacional de Saúde.

Brasília, 01 de dezembro de 2011.

Alexandre Rocha Santos Padilha


Ministro da Saúde

Milton de Arruda Martins Welington Moreira Mello


SGTES/MS FIO

Jarbas Barbosa da Silva Junior José Erivalder G. Oliveira


SVS/MS FENAM
153
Helvécio Miranda Magalhães Jânio Silva
SAS/MS CNTS

Denise Motta Dau Antonio P. L. Sobrinho


DEGERTS/SGTES /MS CONDSEF

Sigisfredo Brenelli Leandro Valquer Oliveira


DEGES/SGTES /MS CONFETAM

Heloisa Marcolino Cleuza Mª F. Nascimento


CEGESP/MS FENASPS

Marcos Roberto Muffareg Solange Aparecida Caetano


FUNASA/MS FNE

Paula Faria Polcheira Leal Maria Maruza Carlesso


Ministério do Trabalho/MTE FENAFAR

Jeanne Liliane M. Michel Guadalupe Lazcano Móres


Ministério da Educação/MEC FENAPSI

Claudia Couto Rosa Lemos Maria da Graça F. Freire


Ministério do Planejamento FASUBRA SINDICAL
MPOG

154
Beatriz Figueiredo Dobashi Eliane de Lima Gerber
CONASS FENAS

Antônio Carlos F. Nardi Nelci Dias da Silva


CONASEMS CNTSS/CUT

Olympio Távora D. Correia Renato de Almeida Barros


CNS CNTSS/CUT

Rosaura Rocha Lima


CMB

155
AÇÕES DESENVOLVIDAS NA DIRETORIA DE PROGRAMA

A Diretoria de Programa foi responsável, no ano de 2011, pelas seguintes ações


e programas:

1- Rede de Observatórios de Recursos Humanos em Saúde

2- Sala de Situação em Saúde

3- Programa Nacional Telessaúde Brasil Redes

4- Financiamento Estudantil – FIES - Ações para normatização e implementação no


disposto na Lei n. 12.202

5- Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos

6- Assessoria Internacional

7- Coordenação das atividades da Comissão Intersetorial de Recursos Humanos do


Conselho Nacional de Saúde (CIRH/CNS) em parceria com o DEGES

8- Representação do Ministério da Saúde na Comissão Nacional de Residência


Multiprofissional em Saúde

9- Representação do Ministério da Saúde no Conselho Nacional de Saúde como 2ª


suplência

10- Acompanhamento da implementação dos projetos do Pró-Ensino, aprovados no


Edital CAPES n. 24/2010, desenvolvido em parceria com a CAPES/MEC

11- Ação em parceria com a CAPES para disponibilização do Portal CAPES para os
profissionais de saúde por intermédio dos Conselhos Profissionais

12- Realização do Seminário Nacional para Provimento e Fixação de Médicos e


Profissionais de Saúde em Regiões Remotas

Uma das ações da Diretoria de Programa desenvolvida até 2012 foi o Programa
Nacional de Desenvolvimento Gerencial em Saúde - PNDG. O programa teve
continuidade por meio da execução dos projetos em andamento, tendo atingido a meta
estabelecida com relação ao n. de profissionais a serem formados.

156
1- Rede de Observatórios de Recursos Humanos em Saúde

I. HISTÓRICO

A Rede OBSERVARH é uma iniciativa do Ministério da Saúde, em conjunto com o


Programa de Cooperação Técnica da Representação da OPAS/OMS no Brasil,
coordenada pela Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do
Ministério da Saúde e compõe um projeto de âmbito intercontinental da Organização
Pan-americana de Saúde (OPAS).

O propósito geral da Rede OBSERVARH é produzir estudos e pesquisas, bem como


propiciar o mais amplo acesso a informações e análises sobre a área de Recursos
Humanos de Saúde no País, subsidiando a formulação, acompanhamento e avaliação de
políticas e programas setoriais dessa área. Além disso, a Rede OBSERVARH também
contribui para o desenvolvimento de processos de controle social sobre a dinâmica e as
tendências dos sistemas de educação e trabalho no campo da Saúde.

II. ATIVIDADES DA SGTES RELACIONADAS À REDE OBSERVARH


EM 2011

1. Fortalecimento do processo de Cooperação Técnica Internacional com os países


do MERCOSUL e da Região Andina.

2. Participação na ‘Reunião Mundial de Observatórios de Recursos Humanos:


Políticas para recursos humanos em saúde baseados em evidência: a
contribuição dos Observatórios’, de 4 a 7/7/11, em Lisboa.

O Seminário, promovido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) teve por


objetivo avaliar o estágio de desenvolvimento dos Observatórios de Recursos Humanos
nos diferentes países, numa perspectiva global, buscando estabelecer consensos sobre
questões como, por exemplo: 1) quais os elementos básicos e as funções dos
Observatórios, qual a importância da governança e como garanti-la; 2) qual o papel dos
Observatórios na implementação, monitoramento e avaliação da política de recursos
humanos em saúde e, consequentemente, no fortalecimento dos sistemas de saúde?

Participaram do Seminário 48 países de todas as regiões do mundo, com a presença


de autoridades da área de Recursos Humanos de vários Ministérios da Saúde;
pesquisadores, observadores, patrocinadores e financiadores de iniciativas na área;
representantes regionais da OMS, sub-regionais e de países da Organização Pan-

157
Americana da Saúde (OPAS). Estiveram presentes também o Ministro da Saúde da
Hungria e o Ministro da Saúde de Camarões. A delegação brasileira foi representada
pela, Profa. Dra. Ana Estela Haddad, Diretoria de Programa, à qual se vincula a Rede de
Observatórios de Recursos Humanos em Saúde, pelo Dr. Roberto J. F. Esteves, que
coordena a Sala de Situação de Recursos Humanos em Saúde, da Secretaria de Gestão
do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde (SGTES/MS) e pela Profa.
Dra. Célia Pierantoni, Coordenadora da Estação de Trabalho do Instituto de Medicina
Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (IMS/UERJ).

3. Participação no Seminário sobre Sistemas de Informação de Recursos


Humanos em Saúde, de 4 a 6/10/11.
Deste seminário, cujas bases estão no apoio à criação de capacidades nos países para
que avancem na coleta de informações relevantes para a tomada de decisões envolvendo
RHS, bem como construir sistemas de informação sólidos, participaram Argentina,
Brasil, Chile, Costa Rica e Peru. Objetivou-se compartilhar e aprender experiências de
boas práticas em sistemas de informação, além de documentar estas experiências e
difundi-las em nível regional e desenhar uma estratégia de cooperação neste mesmo
nível, que permita que outros países possam conhecer experiências mais avançadas. As
experiências nacionais serão publicadas como estudo de caso, em manual de melhores
práticas, pela OMS.

4. Participação no evento ‘Desafios da Cooperação Técnica: Políticas,


Planejamento e Gestão de Recursos Humanos em Saúde’, de 9 a 11/11/2011
em Buenos Aires. Este evento, inserido no contexto do Mercosul, contou com a
presença de representantes de Argentina, Uruguai, Paraguai, e Brasil. As
discussões foram focadas em dois eixos: o político, e o de gestão. Os temas
detalhados no escopo do primeiro foram informação e planejamento, enquanto, o
segundo, foi contemplado por temas relacionados à liderança, políticas salariais
e carreira sanitária.

III. ESTAÇÕES DE TRABALHO QUE COMPÕEM A REDE


OBSERVARH
1. Instituto Nacional do Câncer (INCA/MS);
2. Observatório de Recursos Humanos do Núcleo de Estudos
em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio
Grande do Norte (NESC/UFRN);
3. Observatório de Recursos Humanos em Saúde do Paraná
do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Estadual
de Londrina (CCS/UEL);

158
4. Núcleo de Estudos de Políticas Públicas da Universidade
Estadual de Campinas (NEPP/UNICAMP);
5. Observatório de Recursos Humanos da Escola de
Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP/USP);
6. Escola de Saúde Pública do Rio Grande do Sul
(ESP/SES/RS);
7. Estação de Trabalho NESC/UFG;
8. Estação de Trabalho da Faculdade de Medicina da
Universidade de São Paulo (FMUSP);
9. Observatório do Mercado de Trabalho em Saúde do SUS
da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais
(SES/MG);
10. Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Recursos Humanos
da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo
(NEPRH/EE/USP);
11. Estação Saúde, Trabalho e Cidadania do Núcleo de
Desenvolvimento em Saúde do Instituto de Saúde
Coletiva da Universidade Federal de Mato Grosso
(NDS/ISC/UFMT);
12. Estação de Trabalho do Instituto de Medicina Social da
Universidade Estadual do Rio de Janeiro (IMS/UERJ);
13. Observatório História e Saúde da Casa de Oswaldo Cruz
da Fundação Oswaldo Cruz (COC/FIOCRUZ);
14. Estação de Trabalho do Centro de Treinamento e
Desenvolvimento da Universidade Federal do Ceará -
(CETREDE/UFCE);
15. Estação de Pesquisa de Recursos Humanos em Saúde
Bucal da Faculdade de Odontologia da Universidade de
São Paulo (FOUSP);
16. Estação de Pesquisa da Escola Técnica de Saúde do
Centro de Ensino Médio e Fundamental da Universidade
Estadual de Montes Claros (ETS/CEMF/UNIMONTES);
17. Estação de Trabalho Observatório dos Técnicos em Saúde
da Escola politécnica de Saúde Joaquim Venâncio da
Fundação Osvaldo Cruz (EPSJV/FIOCRUZ);
18. Observatório de Recursos Humanos da Escola Nacional
de Saúde Pública Sérgio Arouca da Fundação Oswaldo
Cruz (ENSP/Fiocruz);
19. Observatório de Recursos Humanos do SUS da Secretaria
de Estado da Saúde de São Paulo (SES/SP);
20. Estação de trabalho da Rede Observatório de Recursos
Humanos de Saúde do Departamento de Saúde Coletiva

159
do Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães da Fundação
Oswaldo Cruz (CPqAM/Fiocruz);
21. Observatório de Recursos Humanos em Saúde
(ObservaRH/NESP/UnB);
22. Estação de Pesquisa de Sinais de Mercado em Saúde do
Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva da Faculdade de
Medicina (EPSM/NESCON/UFMG).

IV. PROJETOS ENCERRADOS EM 2011

1. Estação de Trabalho SES/SP, com a atividade “Levantamento Analítico dos


produtos obtidos no processo de trabalho da Rede Observatório de Recursos
Humanos - SP”;
2. Plano Diretor 2010/2011 da Estação de Trabalho do Centro de Treinamento e
Desenvolvimento da Universidade Federal do Ceará – CETREDE/UFCE, com as
atividades:

a. trabalho e condições de trabalho dos auxiliares e técnicos do programa


saúde da família;
b. morbidade e envelhecimento entre trabalhadores do sus – repercussões
no mundo do trabalho em saúde;
c. disponibilidade de médicos especialistas para atuarem nas policlínicas do
interior do estado do Ceará: diagnóstico situacional;
d. recursos humanos, usuários e indicadores de precarização do sistema de
saúde no Ceará;
e. perfil e motivação de egressos dos programas de residência para
formação do médico de família no estado do Ceará.
3. Plano Diretor 2010/2011 da Estação de Pesquisa da Escola Técnica de Saúde do
CEMF/UNIMONTES do Observatório de Recursos Humanos em Saúde;

4. NESCON, com o a atividade “Levantamento da trajetória no mercado de trabalho


de egressos dos cursos do PROFAE - 2002 a 2008”;

5. Centro de Estudos Augusto Ayrosa Galvão - CEALAG, com a atividade


Migramed II - educação e saúde: condicionantes estruturais e institucionais da
atração e fixação de médicos em território nacional.

V. PROJETOS EM ANDAMENTO

1. Fiotec - Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde,


em 17/2/2012, com o Plano Diretor - Sala de Situação, Processo de Trabalho em

160
Saúde da Família e Bases Estratégicas - Estação de Trabalho “Observatório de
RH - NESP/CEAM/UnB”.
Plano Diretor:

a) Sala de Situação sobre Recursos Humanos;

b) Caracterização e Análise da Situação Nacional de Formação/Capacitação do Médico,


do Enfermeiro e do Cirurgião-Dentista nas equipes de saúde da família e
aprofundamento de aspectos do Processo de Trabalho, por intermédio de estudo de caso
em uma Unidade Federada (DF);

c) Difusão de Estudos e Notícias - Atualização e Manutenção do Sítio Web


www.observarh.org.br/nesp;

d) Implementação e Manutenção da Unidade de Telecomunicação;

e) Consecução Editorial.

2. Plano Diretor da Estação de Trabalho do Observatório de Recursos Humanos em


Saúde da Universidade Federal Do Mato Grosso.

Plano diretor:

a) Institucionalização de ações de Monitoramento e Avaliação do Curso de


Graduação em Saúde Coletiva do ISC/UFMT;
b) Potenciais Contribuições do Curso de Mestrado em Saúde Coletiva – UFMT
para a Gestão do SUS em Mato Grosso;
c) Formação Docente em Práticas Pedagógicas Inovadoras no Ensino de
Graduação em Enfermagem;
d) Capacitação de Docentes e Preceptores para o Ensino por Competência –
avaliação de um programa;
e) Qualificação da Equipe de Enfermagem Atuante no Pré-Natal no Município de
Cuiabá-MT;
f) Laboratório de Gestão Coletiva do Trabalho na Perspectiva da Integralidade em
Saúde: Pesquisa-Ação Organizacional na Secretaria Municipal de Saúde da
Chapada dos Guimarães;
g) Fatores Condicionantes para as Motivações no Trabalho – desvelando suas
conformações e intervindo em hospitais públicos de Cuiabá-MT;
h) Avaliação de implementação do Curso Introdutório em Saúde da Família em
municípios vinculados ao Escritório Regional de Saúde de Cáceres/MT, em
2008;
i) Construindo Tecnologias de Comunicação Social e de Educação Popular com
Jovens e Comunidades nas Equipes Saúde da Família;
j) Fortalecimento da capacidade gestora de Recursos Humanos das Secretarias de
Saúde de Municípios de Mato Grosso.

161
3. Plano Diretor - Biênio 2010/2011 da Estação de Pesquisa de Recursos Humanos
Odontológicos da FOUSP.
Plano Diretor:
a) Avaliação da força de trabalho em Odontologia, partindo do aprofundamento da
análise dos resultados obtidos no 1° biênio sobre o perfil e tendências do cirurgião-
dentista;

b) Criação de instrumentos e indicadores que possibilitem a análise dos recursos


humanos em Odontologia em todo o território nacional, por meio de
georreferenciamento;

c) Manutenção e atualização do site.

4. Plano Diretor 2010/2012 da Estação de Trabalho IMS/UERJ do Observatório de


Recursos Humanos em Saúde.
Plano Diretor:

a) Aplicação de metodologia e integração do componente de avaliação de


desempenho a sistema de informação;
b) Desenvolvimento e aplicação de metodologia de dimensionamento de pessoal
com a utilização de indicadores de carga de trabalho;
c) Disseminação e difusão de analises, estudos e sistemas de gestão do trabalho e
da educação em saúde em ambiente web.

5. Plano Diretor 2010/2012 da Estação de Pesquisa de Sinais de Mercado em


Saúde-EPSM/NESCON/UFMG.
Plano Diretor:

a) Desenvolvimento do Sistema Integrado de Acompanhamento e Disseminação de


Informações sobre Mercado de Trabalho em Saúde – SIADI;
b) Identificação de Desequilíbrios e Iniquidades no Acesso e distribuição de
Recursos Humanos em Saúde;
c) Monitoramento do Emprego na Estratégia Saúde da Família.

6. Plano Diretor Biênio 2010/2012 da Estação de Trabalho do Observatório dos


Técnicos em Saúde da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio;
Plano Diretor:

a) Processo de Qualificação de Trabalhadores Técnicos em Saúde: a conformação


de grupos profissionais;
b) A formação dos trabalhadores técnicos em saúde nos países do MERCOSUL.

162
7. Estação de Trabalho do Observatório de Recursos Humanos em Saúde do
Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães/FIOCRUZ, com i. "Avaliação de
estratégicas para o desenvolvimento da gestão de recursos humanos no estado de
Pernambuco" e ii. “Análise do desenvolvimento da Rede Observatório de
Recursos Humanos em Saúde do Brasil”.
Plano Diretor:

a) Avaliação de estratégicas para o desenvolvimento da gestão de recursos


humanos no estado de Pernambuco.

Estudo
1 - Análise do Desenvolvimento da Rede Observatório de Recursos Humanos
em Saúde do Brasil.

2- Sala de Situação em Saúde

A SGTES está em vias de implantar o Sistema Nacional de Informações sobre


Recursos Humanos em Saúde (RHS), um espaço virtual para consolidar a atual
base de informações sobre RHS e fomentar novas pesquisas alinhadas às
necessidades de informação para a tomada de decisões dos gestores nos níveis
federal, estadual e municipal.
As informações que serão agregadas ao sistema em que se configurará a Sala de
Situação da SGTES terão origem em quatro componentes: a Rede Interagencial
de Informações para a Saúde (RIPSA), a Sala de Situação em Saúde, o Mapa da
Saúde e a Rede Observatório de Recursos Humanos em Saúde (Rede
ObservaRH).

A RIPSA é composta por entidades representativas dos segmentos técnicos e


científicos nacionais envolvidos na produção e análise de dados (produtores de
informações estrito senso, gestores do sistema de saúde e unidades de ciência e
tecnologia), quais sejam: Ministério da Saúde, OPAS, IBGE, IPEA, CONASS,
CONASEMS, ABRASCO, FIOCRUZ, ANS, ANVISA, Ministério da
Previdência Social, Fundação SEADE, Associação Brasileira de Estudos
Populacionais, e as universidades USP, UFBA, UERJ, UNICAMP, UnB, UFMG
e FGV. A Sala de Situação em Saúde do Ministério da Saúde objetiva
disponibilizar informações, de forma executiva e gerencial, que subsidiem a
tomada de decisão, gestão, prática profissional e geração de conhecimento. É
composta por quatro módulos: socioeconômico, atenção básica e especializada,
morbimortalidade e gestão em saúde.

O Mapa da Saúde, que está na iminência de seu lançamento, será um


instrumento de planejamento de saúde e articulação interfederativa do SUS.

163
Trata-se da descrição geográfica da distribuição de recursos humanos e de ações
e serviços de saúde ofertados pelo SUS e pela iniciativa privada, considerando-
se a capacidade instalada existente, os investimentos e o desempenho aferido a
partir dos indicadores de saúde do sistema.

No tocante específico às ações da SGTES, serão distribuídas no mapa


informações relacionadas aos trabalhadores de saúde (número e distribuição de
profissionais em ocupações de nível superior, médio, técnico e
auxiliar/elementar), às ações e serviços de saúde (rol de serviços e ações
mínimos de uma região de saúde e redes de atenção), às condições de trabalho
(jornada média, número e tipo de vínculos trabalhistas), à saúde do trabalhador
da saúde (incidência de acidentes com material biológico segundo tipo de
estabelecimento e ocupação), e aos centros de formação (Instituto Nacional de
Estudos e Pesquisas Educacionais e Escolas Técnicas de SUS).

Completando o grupo de componentes subsidiários da Sala de Situação da


SGTES temos a Rede ObservaRH, descrita em detalhes em sessão específica
deste Relatório de Gestão. O Sistema Nacional de Informações sobre Recursos
Humanos em Saúde da SGTES vai, portanto, ser alimentado constantemente a
partir da interação entre os sistemas de informação RIPSA, Sala de Situação do
MS, Mapa da Saúde e Rede ObservaRH. Este é o desenho institucional buscado.

Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na


Saúde (SGTES)

Diretoria de
Programa

Sala de Situação de Coordenação da


RHS Rede ObservaRH

164
Rede
ObservaRH

Sala de
Mapa da
Saúde
Situação RIPSA
da SGTES

Sala de
Situação
do MS

O novo sistema de informações da SGTES possui dois componentes básicos. O


primeiro é o ‘Armazém Nacional de Dados’ (Data Warehouse) sobre RHS, que
congregará diferentes bases de dados de diferentes instituições, entre elas, as do
MS (ex.: CNES), do Ministério da Educação (ex.: INEP), do Ministério do
Trabalho e Emprego (ex.: RAIS/CAGED), dos Conselhos de Profissionais de
Saúde (ex.: CFM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (ex.: Censo).

O segundo, é o ‘Portal Nacional sobre RHS’, espaço virtual onde serão


publicados um blog com notícias, reflexões e análises sobre assuntos
relacionados a RHS, uma área destinada às ‘Últimas notícias’, o calendário de
eventos, as tabelas e os gráficos temáticos, os resumos executivos para tomada
de decisão, as pesquisas elaboradas pelo MS, instituições parceiras e pela Rede
ObservaRH e também por organismos internacionais.
A SGTES está em vias de finalizar a obtenção das bases de dados para então
consolidá-los e harmonizá-los de maneira clara e que faça jus à multiplicidade
de atores que fornecem as informações. Depois de completo, o portal será
divulgado, com data planejada para outubro de 2012.
As instituições que produzem a informação a alimentar o sistema, bem como
suas respectivas bases de dados, são:

1. Ministério da Saúde
1.1 CNES
O Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde - CNES é a base que
operacionaliza
os Sistemas de Informações em Saúde, desde o ano 2000. Propicia ao gestor o
conhecimento da realidade da rede assistencial existente e suas potencialidades,

165
visando auxiliar no planejamento em saúde, em todos os níveis de governo, bem
como dar maior visibilidade ao controle social a ser exercido pela população.

O CNES, visa disponibilizar informações das atuais condições de infra-estrutura


de
funcionamento dos Estabelecimentos de Saúde em todas as esferas, ou seja, -
Federal, Estadual e Municipal.

2. Ministério da Educação
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) é
uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Educação (MEC), cuja missão é
promover estudos, pesquisas e avaliações sobre o sistema educacional brasileiro
com o objetivo de subsidiar a formulação e implementação de políticas públicas
para a área educacional a partir de parâmetros de qualidade e equidade, bem como
produzir informações claras e confiáveis aos gestores, pesquisadores, educadores e
público em geral.

Para gerar seus dados e estudos educacionais, o Inep realiza levantamentos


estatísticos e avaliativos em todos os níveis e modalidades de ensino.

3. Ministério do Trabalho e Emprego


3.1 RAIS
Esta base, que entrou em atividade em 1975, provê dados para elaboração de
estatísticas do trabalho e disponibilização de informações do mercado de
trabalho às entidades governamentais.

3.2 CAGED
O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados - CAGED foi criado pelo
Governo Federal, em 1965, instituindo o registro permanente de admissões e
dispensa de empregados, sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho, a
principal norma legislativa brasileira referente ao Direito do trabalho e o Direito
processual do trabalho. Ela foi criada por Decreto-Lei em 1943, unificando toda
legislação trabalhista então existente no Brasil e regulamentando as relações
individuais e coletivas do trabalho.

Este Cadastro Geral serve como base para a elaboração de estudos, pesquisas,
projetos e programas ligados ao mercado de trabalho, ao mesmo tempo em que
subsidia a tomada de decisões para ações governamentais. É também utilizado
pelo Programa de Seguro-Desemprego, para conferir os dados referentes aos
vínculos trabalhistas, além de outros programas sociais.

4. Conselhos de Profissionais de Saúde


As profissões da área da saúde de nível superior possuem seus conselhos de
classe em nível federal e estadual. É atribuição dos conselhos profissionais,

166
concedida pelo, a fiscalização do exercício profissional. Trata-se de uma função
pública destas instituições, que têm natureza jurídica e federativa, com
autonomia administrativa e financeira, e são mantidas pelas contribuições de
cada profissional inscrito, quando de sua habilitação para o exercício
profissional.

Conselhos defendem e disciplinam o exercício profissional, representando, em


juízo e fora dele, os interesses gerais e individuais dos profissionais, visando
assegurar a qualidade dos serviços prestados à sociedade.

5. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística


Com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), que investiga de
forma permanente as características gerais da população - educação, trabalho,
rendimento e habitação, entre outras - com periodicidade variável, a
caraterização demográfica das cidades brasileiras é possível, possibilitando
assim a integração destes dados com aqueles que dizem respeito aos
profissionais da saúde.

A disponibilização destas bases de dados será a contribuição ao Ministério da


Saúde para atingir seus objetivos de Formação de Políticas na Área de Recursos
Humanos em Saúde através da utilização de recursos inovadores da tecnologia
da Informação.

As fases de implantação do sistema são as seguintes:

a) Criação de uma Inteligência de Negócios (BI, do inglês Business Intelligence)


que reflita as nossas habilidades em aceder a dados e explorar informações
(normalmente contidas em um armazém de dados (data warehouse), analisando-as e
desenvolvendo percepções e entendimentos a seu respeito, o que lhes permite
incrementar e tornar mais pautada em informações a tomada de decisão. O cruzamento
de informações específicas das diversas bases de dados que compõem o Sistema de
Informação da Saúde no Brasil, bem como seu acompanhamento ao longo do tempo,
será crucial na configuração da Sala de Situação da SGTES. Esta BI dotará o MS de
uma infraestrutura de informação de apoio a decisões estratégicas com dados confiáveis,
proporcionando agilidade e precisão na tomada de decisões estratégicas e táticas,
através de um ambiente de desenvolvimento rápido e flexível;

b) Criação de um Data Warehouse, isto é, da coleção de dados para dará suporte ao


processo de tomada de decisão;

c) Estabelecimento da ferramenta ETL (Extract, Transform and Load);

167
d) Estabelecimento da ferramenta OLAP (Online Analytical Processing) e,
finalmente,

e) Lançamento da Sala de Situação.

É importante mencionar que foi realizada uma prova de conceito utilizando uma
ferramenta de extração de dados, que utiliza padrão de tratamento de fonte de dados em
memória. A ferramenta permite minimizar as fases de implementação e utiliza conceitos
e definições universais de Data Warehouse.

A metodologia de tratamento dos dados se dará da seguinte forma:

1. Acesso às fontes de dados:

Conforme modelo de disponibilização de dados do MS, os dados do CNES serão


disponibilizados em diretório com acesso restrito ao grupo de trabalho. Para isto será
utilizada infra-estrutura do tipo File Transfer Protocol ( FTP ), via rede do MS.

2. Tipo de Arquivo:

O arquivo deverá estar no formato dmp (dump). Após ser executado o Restore
(Recuperação de dados) dos arquivos em banco de dados, os dados deverão estar
disponíveis em formato de Schema (Banco de dados).

3. Modelo de dados e Dicionário de dados:

A equipe de análise das fontes de dados analisará detalhadamente o modelo de dados e


o dicionário de dados, visando consolidar o conjunto de informações necessárias que
serão utilizadas na Sala de Situação. Após esta fase, será aplicada a ferramenta de
integração, gerenciamento e análise de dados para consolidação das informações do
Projeto.

4. Integração de dados:

Será mantida a tecnologia de banco de dados utilizada pelo MS (DATASUS), visando


garantir a integridade dos dados a serem consolidados. Atualmente é utilizado como
armazém de dados tecnologia Oracle11g.

5. Tratamento dos dados:

Os dados do CNES serão utilizados como fonte de consulta apenas, isto é, não serão
manipuladas informações de registro. Conforme mencionado anteriormente, será
utilizada ferramenta de integração (com outras bases), gerenciamento e análise apenas
para geração de dados de saída. O Projeto prevê a utilização de tecnologia associativa
em memória, que contempla três princípios básicos:

168
1) Consolidação de várias fontes de dados (independentemente da plataforma) ou tipo
de arquivo; o acesso à fonte de dados será feita via ODBC (Open Data Base
Connectivity);

2) Carregamento dos dados em memória; este modelo permitirá que extração,


transformação e carregamento de dados sejam executados pelo modelo associativo de
forma automática, diminuindo sensivelmente a curva do tempo em termos de análise
dos dados.

3) Pesquisa e análise associativa em tempo real, utilizando a pesquisa associativa como


referência e levando em consideração a necessidade do usuário; para isto, será
disponibilizado sequência de pesquisas, utilizando interface intuitiva e realçando sempre
o padrão da informação que se deseja ter acesso, utilizando para isto o princípio de
tabela dinâmica.

3- Programa Telessaúde Brasil Redes:

O Programa Telessaúde Brasil Redes tem por objetivo oferecer aos


profissionais de saúde que atuam no SUS, suporte à gestão do cuidado em saúde, por
meio das teleconsultorias, telediagnósticos, segundas opiniões formativas e atividades
teleducacionais, realizadas a partir do uso das novas tecnologias de informação e
comunicação (NTICs). Para isso, o Programa conforma-se numa rede constituída pelos
Núcleos Técnico-Científicos e pelos Pontos de Telessaúde, implantados em unidades
básicas, unidades de pronto atendimento e outros serviços de saúde.
O Programa Telessaúde Brasil teve como meta em 2010, concluir a implantação
do projeto Piloto iniciado em 2007 nos estados de: PE, CE, AM, RJ, SP, MG, GO, RS,
SC, viabilizar a manutenção dos Núcleos já existentes e apoiar a expansão da rede aos
demais estados do país. Atualmente estão implementados Núcleos de Telessaúde
Técnico-Científicos em 12 estados conectados em rede, aproximadamente 1.500
pontos em Unidades Básicas de Saúde e outros serviços. Participam da rede
também em alguns estados, as Escolas Técnicas do SUS (ET SUS).
A expansão do Telessaúde Brasil Redes atende ao disposto no Decreto nº
7.508, na Portaria MS nº 4.279/2010 que estabelece as diretrizes das redes de
atenção à saúde e na Portaria MS nº 2073/2011 que estabelece os padrões de
interoperabilidade de sistemas de informação em saúde. A nova portaria,também
prevê a inclusão no SCNES os estabelecimentos que prestam serviços de
teleconsultoria e telediagnóstico.
Até o final de 2010, o Programa Telessaúde Brasil teve seu foco principal no
atendimento às Equipes de Saúde da Família, e portanto, na atenção básica à saúde. O
Departamento de Gestão da Educação na Saúde/SGTES e o Departamento de Atenção
Básica/SAS realizaram, no segundo semestre de 2009, uma avaliação sobre o

169
desempenho dos nove estados do Projeto Piloto, foi editada nova portaria para embasar
a expansão do programa, adequando-se às necessidades da política de Atenção Primária
desenvolvida pelo Ministério (Portaria GM/MS nº 402 de fevereiro de 2010). Diante da
determinação do Ministério da Saúde de expandir o Telessaúde Brasil e, a partir das
metas estabelecidas no “Mais Saúde”, em 2010 deu-se início ao processo de expansão
do Programa aos demais estados brasileiros. No Compromisso para acelerar a Redução
das Desigualdades na Região Nordeste e na Amazônia Legal, assinado em dezembro de
2008, das quatro áreas principais de atuação coube ao Ministério da Saúde coordenar
junto aos estados, o Pacto pela Redução da Mortalidade Infantil, com ênfase no
componente neonatal. A expansão do Programa Telessaúde Brasil assumiu a
priorização de implementação nos estados com o alvo de Redução da Mortalidade
materno-infantil, incentivando a instalação de pontos de Telessaúde nos municípios
pactuados, encorajando os estados e os municípios a acelerarem o processo de melhoria
da conectividade nas Unidades Básicas de Saúde. A Portaria/GM/MS nº 402 de janeiro
de 2010 determina as ações do núcleo universitário, dos pontos de Telessaúde nas
Unidades Básicas, dos pontos avançados nas Escolas Técnicas do SUS e nos pontos
RNP, além de indicar a implantação do Programa no âmbito do Subsistema de Atenção
à Saúde Indígena, que será disciplinada por portaria específica, em estudo por uma
equipe de trabalho conjunto entre o DEGES/SGTES e a Secretaria de Atenção à Saúde
Indígena.
Em 2010 para a expansão do programa foi realizado um termo de cooperação
técnica entre MS/OPAS para licitação e foram entregues nos estados da expansão 1000
(mil) conjuntos de equipamentos a serem instalados nos estados e municípios
prioritários, pactuados, prevista a implantação de 18 Núcleos e 1.230 pontos de
Telessaúde.
Até 2011 foram ofertadas mais de 46 mil teleconsultorias e 580 mil exames
de apoio diagnóstico no âmbito do programa. Em 28 de outubro desse mesmo ano
foi publicada a portaria MS nº 2546, pactuada na Comissão Intergestora
Tripartite (CIT), que amplia o Telessaúde Brasil e apoia a consolidação das redes
de atenção à saúde.
Ainda como parte do processo de expansão, em 2011 foram implantados 3
Núcleos nos estados do AC, TO e MS e aprovados repasses de recursos para
implantação de Núcleos em mais 11 estados: RN, SE, PI, AL, BA, PA, RO, PR, MT,
ES, DF. Atualmente, o processo de expansão encontra-se na fase de realização de
oficinas técnicas nos estados de RR, AP, MA, PB, análise e avaliação dos projetos para
repasse de recursos financeiros para estruturação do Núcleo e implantação dos pontos
nas Unidades Básicas de Saúde.
A nova regulamentação do Programa Telessaúde Brasil Redes avançou
também ao estabelecer, em parceria com o Departamento de Regulação da Secretaria de
Atenção à Saúde (DRAC/SAS) do Ministério da Saúde, a inclusão no Sistema de
Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES) o cadastramento dos

170
estabelecimentos que prestam serviços por meio de telessaúde, seja no âmbito do
programa ou não. Foi estabelecida nomenclatura diferenciada para os estabelecimentos
que prestam os serviços de telessaúde no âmbito ou fora do Programa do Ministério da
Saúde. Foi incluído no SCNES ainda uma relação de serviços de telessaúde a serem
registrados e contabilizados, tendo em vista aperfeiçoar o processo de gestão do
programa, bem como sua maior integração ao SUS.
A iniciativa brasileira pública de telessaúde ou e-Saúde engloba a articulação
da rede Telessaúde Brasil com a Universidade Aberta do SUS (UNA SUS), também do
Ministério da Saúde e com a Rede Universitária de Telemedicina , vinculada à Rede
Nacional de Ensino e Pesquisa do Ministério da Ciência e Tecnologia
(RUTE/RNP/MCT), em parceria com o Ministério da Saúde e com o Ministério da
Educação.
Os resultados alcançados com a implantação do Programa Telessaúde Brasil
demonstram um avanço significativo nos processo de qualificação dos profissionais de
saúde especialmente para aqueles que atuam nos municípios de difícil acesso. Para
viabilizar a implantação, manutenção e expansão dos núcleos e pontos de Telessaúde, a
SGTES repassou em 2010 para as instituições parceiras nos estados, o total de R$
10.403.208,36 (dez milhões, quatrocentos e três mil, duzentos e oito reais e trinta e seis
centavos) e, em 2011, foi aprovado um repasse no montante de R$ 27.103.531,68 (vinte
e sete milhões, cento e três mil quinhentos reais e sessenta e oito centavos).

RESULTADOS ALCANÇADOS

Estudos focais realizados pelos Núcleos do estado de Minas Gerais e pelo


Núcleo do Estado do Rio Grande do Sul, mostram que a Segunda Opinião Formativa no
âmbito do Telessaúde Brasil, tem evitado em aproximadamente 70% dos casos a
necessidade de remoção de pacientes ou referência para atendimento em outros
serviços,, ampliando a resolubilidade da atenção báscia , já que os casos são resolvidos
nas próprias Unidades de Saúde da Família. Numa pesquisa de satisfação com as
equipes, 67% dos entrevistados relatou que o acesso a este serviço contribuiu muito para
romper a sensação de isolamento e para sua decisão de permanecer em localidades
remotas. Outro estudo demonstra uma economia de cinco vezes o que custaria o
atendimento envolvendo o deslocamento do paciente, consideradas condições
específicas com relação ao números de pontos atendidos por um Núcleo Técnico
Científico, e a distância geográfica entre eles.
A seguir são apresentados dados referentes às atividades do programa.

171
Mapa situacional,
2008 a 2011

Ponto Projeto Piloto


Ponto Extra
Ponto Projeto Piloto e Extra
Em processo de implantação
3 novos Núcleos Implantados em 2011/2012

9 Núcleos - produção
1.563/1.001 Total de Pontos/Municípios
(723) (Pontos Extras)
598.311 Exames de Apoio
46.945 Teleconsultorias
6.658 Equipes de Saúde da Família
643 2ª Opiniões Formativas

Secretaria de Gestão do
Trabalho e da Educação na Saúde

Evolução das atividades, por ano, 2008


a 2011
Teleconsultorias Telediagnósticos Participantes em Tele-educação

225.685

181.463

123.704

67.969
67.459 46.566

20.395
7.660 16.100
2.790

2008 2009 2010 2011


Secretaria de Gestão do
Trabalho e da Educação na Saúde

172
Cobertura, por Nº de municípios, do
Programa Nacional Telessaúde Brasil
Redes, por estado, em dez/2011

76

44 205

100

106 81

127
131
131

AM CE GO MG PE RJ RS SC SP

Nº de Municípios contemplados pelo Telessaúde Brasil Redes Total de Municípios no Estado

Secretaria de Gestão do
Trabalho e da Educação na Saúde

173
Evolução do número total de pontos,
Telessaúde Brasil Redes, de 2008 a 2011

1563

1155
1011

137
Ano 2008 Ano 2009 Ano 2010 Ano 2011

Secretaria de Gestão do
Trabalho e da Educação na Saúde

Cobertura de Expansão, por Nº de


municípios, do Programa Nacional
Telessaúde Brasil Redes, por estado, 2011-
2012
+8 + 34 + 35

50 60 80 50
50
+8 70

80
100
50

70
100
70
80
70 70
100

50

AC AL *AP DF BA ES *MA MT MS *PB PR PA PI RN RO *RR SE TO

Nº de Municípios contemplados pelo Telessaúde Brasil Redes Total de Municípios no Estado * estados em processo de aprovação

Secretaria de Gestão do
Trabalho e da Educação na Saúde

174
Principais áreas da saúde mais demandadas aos núcleos, 2010.

Principais temas da saúde mais demandados aos núcleos, 2010.

Principais áreas da saúde mais demandadas aos núcleos, 2011.

175
Principais temas da saúde mais demandados aos núcleos, 2011.

A construção da Biblioteca Virtual em Atenção Primária em colaboração com os


Núcleos de Telessaúde

O desenvolvimento da Biblioteca Virtual em Atenção Primária à Saúde (BVS APS) é


parte do Programa Nacional de Telessaúde Aplicado à Atenção Básica (Telessaúde
Brasil), promovido e financiado pelo Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de
Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde. .
A BVS APS, no âmbito do Programa Telessaúde, caracteriza-se como uma rede de
fontes de informação baseada em boas evidências científicas em atenção primária à
saúde, para subsidiar os processos de tomada de decisão clínica, de formação e de

176
gestão das Equipes de Saúde da Família, profissionais da Segunda Opinião e
participantes do Programa.
A BVS é um modelo de gestão do fluxo de informação e conhecimento em saúde, com
operação na Internet, coordenada e promovida pela BIREME/OPAS – Centro Latino-
Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde / Organização Pan-
Americana da Saúde.
Este modelo está sendo aplicado para o desenvolvimento da BVS APS, que se
constituirá em:

 Espaço de atualização, formação, interação e de intercâmbio de experiências


entre as Equipes de Saúde da Família e todas as redes de profissionais
envolvidos dos nove Núcleos de Telessaúde e novecentos pontos do Programa e
interessados na área de atenção primária à saúde no Brasil;

 Espaço de organização, registro, publicação, disseminação e visibilidade da


informação de boa evidência em atenção primária à saúde, já disponível nas
principais bases de dados internacionais e aquelas que serão desenvolvidas e
adaptadas ao contexto brasileiro de acordo com o mapeamento das necessidades
e principais problemas de saúde de nosso país e suas regiões; e

 “Repositório Central” de todo material e conteúdo selecionado e/ou


desenvolvido pelos Núcleos de Telessaúde para as atividades de capacitação,
formação e atualização das Equipes de Saúde da Família.

A partir da nova etapa e da Carta Acordo que iniciou-se em 2011, a BVS APS
continua ativa e fica criada uma nova página , a do TelessaúdeBrasil Redes, ampliando
os conteúdos para o novo escopo do programa. Foi criado também um espaço para o
relato de experiências bem sucedidas. Além dos conteúdos referentes às redes de
atenção, protocolos e diretrizes clínicas e políticas do Minstério da Saúde, o portal passa

177
a ter um espaço reservado para divulgar também conteúdos referentes à telessáude, dada
a experiência também nesta área acumuada pelo Programa.

Monitoramento do Acesso ao Portal do Programa TelessaúdeBrasil Redes,


coordenado pela Bireme (www.telessaudebrasil.org.br):

Biblioteca Virtual em Saúde

Em 2011
+72 mil visitas
+173 mil páginas visualizadas
+ 70% de novos visitantes

Fonte: Google Analytics jan a nov/2011

Secretaria de Gestão do
Trabalho e da Educação na Saúde

178
Países que acessam a Biblioteca
Virtual em Saúde

Fonte: Google Analytics – 2010/2011

5 principais países que mais acessam a BVS APS


Brasil, Portugal, EUA, Colombia e Argentina
Secretaria de Gestão do
Trabalho e da Educação na Saúde

Cidades brasileiras que acessam a


Biblioteca Virtual em Saúde

5 principais cidades
brasileiras que
acessam a BVS

São Paulo,
Rio de Janeiro,
Belo Horizonte,
Recife e
Salvador

Fonte: Google Analytics – 2011

Secretaria de Gestão do
Trabalho e da Educação na Saúde

179
PARCERIAS/TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA NO ÂMBITO DO
PROGRAMA TELESSAÚDE BRASIL REDES:

Cooperação Ministérios da Saúde e Ciência e Tecnologia- SGTES/RNP/RUTE

Em 2006 foi celebrado um Termo de Cooperação Técnica entre os


Ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia que possibilitou a integração entre
RNP/RUTE e o Programa Telessaúde Brasil Redes. Passou-se então ao
desenvolvimento de atividades que integram as ações programáticas, ampliando as
possibilidades de comunicação digital entre as áreas da saúde, educação e da pesquisa
científica e tecnológica com ênfase na implantação de infra estrutura de comunicação,
utilizando ferramentas de comunicação e colaboração sob a Internet, que atualmente
tem forte presença na maioria dos municípios brasileiros.
A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa-RNP é responsável pelo Programa
Interministerial MEC - MCT (PIMM) que planeja, implanta e desenvolve a infra-
estrutura de rede nacional para educação, pesquisa e inovação. Esta organização social,
vinculada ao MCT, possui contrato de gestão para o desenvolvimento tecnológico de
redes avançadas no país.
O Ministério da Saúde, considerando importantes resultados na promoção do uso
inovador de redes avançadas conquistada pelo PIMM , passou a integrar este
programa, a partir de 2011, em conjunto com o Ministério da Educação e com o
Ministério da Ciência e Tecnologia.
A Rede Universitária de Telemedicina (RUTE), uma iniciativa do Ministério
da Ciência e Tecnologia (MCT), apoiada pela Financiadora de Estudos e Projetos
(FINEP) e pela Associação Brasileira de Hospitais Universitários (Abrahue), sob a
coordenação da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), visa contribuir à melhoria
de acesso e ao aprimoramento da infra-estrutura para Telemedicina e Telessaúde já
existente em hospitais universitários e de ensino, bem como promover a integração de
projetos entre as instituições participantes.
A rede abrange hoje cinqüenta e quatro núcleos e quarenta e seis SIGs (Special Interest
Groups, Grupos de Interesse Especial) em plena operação com cerca de 40 a 60 sessões
científicas mensais de vídeo ou web conferência com participação de 300 instituições
desde 2009 e em expansão para atingir em 2014, a marca de 158 Hospitais
Universitários e de Ensino.
Com a integração do Ministério da Saúde ao Programa Interministerial –
Rede Nacional de Ensino e Pesquisa a secretaria de Gestão do Trabalho e Educação na
saúde, a SGTES incluiu no seu orçamento, a partir do exercício de 2012, as seguintes
linhas de ações 4655 (gestão de projetos ) e 4671 (infraestrutura de redes). A

180
partir da sua integração ao Programa Interministerial, o Ministério da Saúde, juntamente
com os demais Ministérios que já compõem o programa – MCTI, MEC e MINC, passa
a ter representação no Comitê Gestor deste Programa Interministerial, que define a
política, as diretrizes e as ações relacionadas ao programa.
A Coordenação Nacional do Telessaúde Brasil Redes, por meio da SGTES, e a Direção
da RNP reuniram-se com cada Secretaria do Ministério da Saúde e também com a
Anvisa, por demanda do Gabinete do Ministro, com o objetivo de identificar as
demandas e objetivos estratégicos que podem ser beneficiados por ações no âmbito
desta cooperação com a RNP. O objetivo desta iniciativa é o de estabelecer para o
próximo ano e com base na inclusão das novas unidades orçamentárias da RNP no
orçamento do Ministério da Saúde, a partir de 2012, um plano de ação integrado e
sistêmico para apoiar a política nacional de saúde e o alcance dos objetivos estratégicos
estabelecidos para agestão 2011/2012. As seguintes ações forma sistematizadas como
resultado destas reuniões:

Secretaria de Gestão Participativa e Insumos Estratégicos (SGEP – DAGEP e


DATASUS):
 Usar a experiência da RNP no modelo de gestão da rede INFOSUS.
 Implementar/Fomentar/Difundir/Promover uma metodologia (normalização) de
padrões, software, ferramentas, segurança, legislação e etc, tendo em vista a
Portaria MS n. 2073 / 2011 que define os padrões de interoperabilidade para
sistemas de informação em saúde e a experiência da RNP.
 Usar experiência dos GTs da RNP, SIGs da RNP/Rute e ABNT na discussão e
pesquisa para validação de padrões, softwares, ferramentas etc.
 Integração de serviços de comunicação e colaboração entre o DATASUS e a
RNP.
 Elaboração em conjunto com a SGTES, DATASUS, RNP/RUTE e ABNT de
normas e diretrizes para utilização TICs no Programa Nacional Telessaúde
Brasil Redes.
 Integração do Cartão Nacional de Saúde com Telessaúde Brasil Redes
 Dar continuidade à implantação de salas de vídeo conferencias nas SES e SMS
das capitais.]
 Uso de serviços da RUTE (SIGs, Webconf, VC e Telepresença) para interagir
com os Conselhos Estaduais e Municipais de Saúde.

Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE):

 Avaliação de editais conjuntos para processos e produtos identificados na


demanda do MS; avaliação sobre os padrões em Telessaúde.
 Usar os SIGs para qualificação/validação de pesquisa aplicada em Telessaúde.
 Uso de serviços da RUTE (SIGs, Webconf, VC e Telepresença) para interagir
com os Hospitais da Rute.

181
 Uso do Telessaúde Brasil Redes para encomendas temáticas de interesse.
 Uso da Rute para qualificar demandas de P&D, inclusive integradas às
expectativas empresariais e industriais, de interesse do MS.
 Rede Nacional de Pesquisa Clínica (RNPC / SCTIE) já integrada com a
RNP/MCTI

Secretaria de Atenção à Saúde (SAS)

 Uso de serviços da RUTE (SIGs, Webconf, VC e Telepresença) para educação à


distância dos apoiadores das redes de urgência e emergência.
 Integração dos hospitais que integram o Programa SOS Emergência através da
Redecomep local à rede Ipê para ações de educação à distância e de
comunicação para gestão do programa. (Meta 5 do TCT SGTES e RNP)
 Uso do Telessaúde para educação à distância, , comunicação com os
apoioadores para a gestão das redes prioritárias: urgência e emergência,
cegonha, atenção psicosocial (combate ao craque), atenção oncológica, pacientes
especiais, doenças crônicas
 Utilização imediata da infraestrutura dos hospitais universitários e núcleos de
Telessaúde para apoio as ações de Urgência e Emergência
 Orçamento para implantação de infra-estrutura (novas salas de Video
Conferencia )
 Treinamento das equipes do MS para a utilização das aplicações em TICS
 Aplicação dos serviços para a gestão interfederativa, gerencial e da atenção a
saúde no SUS.
 Levantamento atualizado dos hospitais de ensino recertificados não federais que
já estão incluídos na RUTE, e estudo de viabilidade da inclusão dos demais.
Estudar também a possiblidade de uma ação com os aproximadamente 80
hospitais filantrópicos, em articulação com a ABRAHUE. Envolvera
Residência Médica e um foco na preceptoria

Secretaria de Vigilância em Saúde:

 Uso de serviços da RUTE (SIGs, Webconf, VC e Telepresença) da RNP para


ações da Secretaria de Vigilância Sanitária.
 Uso do Telessaúde para educação à distância , assistência e segunda opinião
formativa para as ações da Secretaria de Vigilância Sanitária.

Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI)

 Uso de serviços da RUTE (SIGs, Webconf, VC e Telepresença) para educação à


distância com os DSEIS (Distritos Sanitários Especiais de Saúde Indígena).
 Uso do Telessaúde para educação à distância, assistência e segunda opinião
formativa para os profissionais de saúde que atendem as comunidades indígenas.

182
 Estudo para que os DISEIS possam também funcionar como Centros
Formadores na área de saúde indígena com o apoio das Universidades e
RETSUS.

De forma geral, ressaltam-se as seguintes linhas de ação :


P&D
Gestão
SIGs
Padronização
Serviços
Conectividade
Capacitação

► Cooperação Internacional

 Cooperação Técnica Brasil-Canadá: O Memorando de Entendimento para


colaboração no setor da saúde assinado entre o Ministério da Saúde do Brasil e o
Departamento de Saúde do Canadá, em 2009, elegeu o Telessaúde como uma
das áreas de cooperação e troca de experiências entre os dois países, e o plano de
trabalho deste memorando incluía análise dos programas nacionais, identificação
de itens para futura cooperação, trabalhar com o Fórum Canadense de
Telessaúde e líderes do Telessaúde Indígena. Em maio de 2010, definiu-se que a
avaliação de serviços de telessaúde seria um dos eixos específicos sobre o qual
ambos os países trabalhariam, objetivando o estabelecimento de uma estrutura
comum de avaliação de performance e impacto desses serviços. Além deste, os
outros dois eixos definidos como prioritários foram Telessaúde na Atenção à
Saúde Indígena e Telessaúde na Atenção Básica. Como desenvolvimento dos
esforços de cooperação, uma delegação brasileira visitou as regiões de
Winnipeg, Cross Lake e Ottawa com os objetivos de trocar experiências em
monitoramento, avaliação e planejamento de recursos humanos em saúde, e para
conhecer a estrutura de atenção à saúde indígena. Desta visita, ficaram
decididos: (i) a formação de um grupo de trabalho envolvendo governos e
academia que desenvolveriam uma estrutura comum para avaliação de
programas em telessaúde; (ii) envolvimento com troca de informações sobre
boas práticas de treinamento de RHS para a atenção básica utilizando telessaúde
e, finalmente, (iii) troca de informações a respeito de telessaúde aplicado à
atenção á saúde indígena. A concretização destas diretrizes se deu da seguinte
forma:

183
a) Organização da Oficina em Avaliação de Programas de Telessaúde
Brasil-Canadá, realizada durante o 5º Congresso Brasileiro e Internacional
de Telemedicina e Telessaúde, no dia 20/11/2011 em Manaus: foi
apresentado o estado da arte da produção científica nacional em ferramentas
de avaliação e os primeiros passos rumo à elaboração de um instrumento
comum aplicável foram dados. A oficina contou com representantes da
SGTES, do departamento de saúde do Canadá, das universidades brasileiras
USP, UFMG, UFRGS e UFG, das universidades canadenses de Calgary e
British Columbia, da OPAS, da Sociedade Brasileira de Informática em
Saúde e da OMS. Um cronograma de ações já foi traçado e o desenho de um
estudo prospectivo que avalie o impacto de programas de Telessaúde em
qualidade da atenção à saúde, acesso ao cuidado à saúde e custos da atenção,
está em andamento.
b) Participação do I Foro Regional de Recursos Humanos para la
Salud y Pueblos Indígenas, 21-23/11/2011 na Cidade do Panamá, Panamá:
foi articulado com Ministério da Saúde do Canadá a troca de experiências
sobre os modelos de atenção à saúde indígena dos dois países através de uma
agenda de visitas para 2012. Além da troca de experiências relacionadas
ao modelo de atenção, houve interesse por parte da equipe canadense na
execução de parceiras relacionadas aos programas de educação à distância
através de Telessaúde Brasil. A participação de SESAI e SGTES possibilitou
a aproximação entre as duas secretarias por meio do compartilhamento de
experiências, troca de informações sobre os papéis de cada secretaria e o
desafio da construção compartilhada das estratégias de formação,
certificação e gestão para os recursos humanos na saúde indígena. Como
resultado desse intercâmbio, espera-se publicação da portaria que cria o
grupo de trabalho voltado para a elaboração e execução das políticas de
educação e formação para os trabalhadores da saúde indígena.

. Projeto BID: Protocolos Regionais de Políticas Públicas em Telessaúde

O Ministério da Saúde tem participado ativamente do Projeto


Protocolos Regionais de Políticas Públicas em Telessaúde, financiado
pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento e executado por uma
unidade central organizada pela Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa
(FUNDEP), que é constituída por um coordenador geral do programa e por
um ponto focal de cada país participante. A coordenação é compartilhada
entre UFMG e RUTE, e fazem parte do projeto, além do Brasil, Argentina,
Chile, Colômbia, Equador, El Salvador, México, Peru e Uruguai. O projeto
busca construir alguns consensos relativos ao processo de desenvolvimento
de telessaúde na América Latina, e tem como objetivo geral a geração de um

184
conjunto de protocolos regionais de políticas públicas, harmonizadas e
acordadas, sobre bens e serviços de telessaúde. Atualmente, o projeto logrou
que cada país finalizasse o preenchimento do questionário de variáveis
comparativas em relação aos 5 componentes sobre os quais o programa de
estrutura: (i) padrões regionais de requisitos mínimos para a transmissão de
dados e infraestrutura; (ii) estratégia para a promoção, prevenção e
assistência de serviços de telessaúde; (iii) guias regionais para a gestão de
telessaúde; (iv) estratégia para uma rede de pesquisa em temas de telessaúde
e, finalmente, (v), modelo de capacitação e certificação em telessaúde. A
SGTES, além de participar das reuniões do componente III – coordenado
pela ENSP/Fiocruz-, faz parte da Coordenação Geral do projeto e também do
Comitê de Melhores Práticas. As ações de curto prazo planejadas são a
publicação de um documento de melhores práticas em telessaúde e a
realização de curso à distância de capacitação em telessaúde.

 Rede Provincial de Telessaúde de Mendoza

Completou 1 ano de existência em 2011 a Rede Provincial de Telessaúde


de Mendoza, na Argentina, criada com o envolvimento de quatro universidades
– Universidad Nacional de Cuyo, Universidad de Mendoza, Universidad Maza e
a Universidad del Aconcágua - e o Ministério de Saúde Provincial.

A criação do programa argentino foi concretizada após dois dias de intensos


debates com a participação de representantes do Programa Telessaúde Brasil e
da Rede Nacional de Pesquisa (RNP), quando as iniciativas brasileiras de
utilização das ferramentas de informática e telecomunicações para o
aprimoramento da assistência à saúde foram apresentadas.

É motivo de orgulho para o Brasil que a primeira rede provincial de telessaúde


da Argentina tenha tido como fonte de inspiração a experiência desenvolvida no
nosso País nos últimos anos. Durante o Congresso Brasileiro e Internacional de
Telessaúde e Telemedicina que ocorreu em novembro de 2011, em Manaus, Dra.
Giselle Ricur, coordenadora técnica da RPT, comemorava a consolidação e a
expansão do programa. Atualmente, já existem 40 pontos conectados a uma
plataforma comum, que permite a interatividade de todos os pontos, bem como a
realização de aulas virtuais.

4- FIES: Nova regra para o Financiamento Estudantil da Educação Superior


(FIES): Apoio ao provimento de médicos em locais remotos e com carência
assistencial

185
Aproveitando a oportunidade em que o Ministério da Educação efetuou a revisão
de parte das regras para o Financiamento Estudantil da Educação Superior (FIES), o
Governo Federal encaminhou ao Congresso Nacional um Projeto de Lei (PL) propondo,
junto às novas regras, um regime especial para a quitação da dívida de estudantes
egressos dos cursos de graduação de pedagogia e medicina. No caso da medicina, a
proposta prevê que os novos profissionais que optarem por exercer a profissão como
médico vinculado à Estratégia de Saúde da Família, fazem jus ao abatimento mensal de
1% de suas dívida, pelo período em que durar o vínculo, a partir de um ano de fixação
em municípios carentes e caracterizados pela falta de médicos, conforme
regulamentação específica pelo Ministério da Saúde. O PL propõe ainda que os médicos
que optarem por cursar a Residência Médica em regiões do país e especialidades
prioritárias, tem direito a carência no prazo para abatimento da dívida, durante o período
da Residência.
O Projeto de Lei tramitou na Câmara dos Deputados, onde foram apresentadas
38 emendas, e alguns Substitutivos, sobre os quais, a SGTES emitiu pareceres.
Encaminhado à sanção presidencial, foi promulgado na forma da Lei nº 12.202 de 14 de
janeiro de 2010.
No ano de 2011, a Diretoria de Programas da SGTES em parceria com o
Departamento de Atenção Básica da SAS, estabeleceram os critérios para a escolha dos
municípios que farão jus ao benefício, podendo contratar médicos de família e
comunidade com base nestas regras. Por meio da mesma portaria, a SGTES em parceria
com a Coordenação de Residências da Diretoria de Hospitias e Residências da
Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (DHR/SESu/MEC)
estabeleceu também as especialidades médicas que , uma vez escolhidas pelos
candidatos à residência médica oriundos do FIES, farão jus à ampliação do prazo de
quitação da dívida do FIES, que passará a ser computado apenas após o médico concluir
sua residência médica e formar-se especialistas. A escolha das especialidades leva em
conta o perfil sócio-epidemiológico da população brasileira, as necessidades de
especialistas identificadas pelos gestores do SUS e a carência da oferta de formação em
determinadas especialidades.

INFORMATIVO DIVULGADO PELA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO


MINISTÉRIO DA SAÚDE SOBRE A INICIATIVA DO FIES:
Sai seleção de áreas para médicos quitarem FIES
Medida incentiva a atuação em regiões com maior carência na Atenção Básica e
especialização em setores mais demandados
O governo federal avançou em mais uma iniciativa para levar profissionais médicos
para as regiões mais carentes desse tipo de profissional. A partir desta sexta-feira (26),
aqueles que optarem por atuar na Atenção Básica em um dos 2.282 municípios
definidos pelo Ministério da Saúde terão abatimento de até 100% do crédito com o
Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES). Já os recém-

186
formados que optarem por fazer residência médica em uma das 16 áreas prioritárias
definidas terão extensão do prazo de carência do Fies. É o que determina a Portaria
conjunta nº 2 publicada no Diário Oficial da União.
“As medidas fazem parte de uma ampla estratégia do ministério de combate aos
desequilíbrios regionais na oferta de especialistas e na Atenção Básica”, afirma a
Diretora de Programas da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do
Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad. O documento complementa a portaria 1.377
publicada em 13 de julho, que havia estabelecido os critérios para a seleção das áreas e
regiões com dificuldade de retenção desses profissionais.
Nas especialidades beneficiadas, a portaria contempla áreas como Anestesiologia,
Cancerologia, Geriatria e Neurocirurgia (veja tabela), que são consideradas escassas e
de difícil contratação. As áreas prioritárias de atuação desses especialistas serão cirurgia
do trauma; medicina de urgência; neonatologia e psiquiatria da criança e da
adolescência. Elas foram definidas considerando as políticas públicas estratégicas para o
SUS, que abrangem a Rede Cegonha, a Rede de Urgência e Emergência e a Rede
Oncológica, bem como as áreas em que se identificou carência na oferta de formação de
especialistas.

ATENÇÃO BÁSICA
Entre os municípios contemplados na portaria, estão Autazes (AM), Caetés (PE),
Campos Lindos (TO), Cristal do Sul (RS) e Iporanga (SP) (veja tabela). Eles foram
definidos com base nos critérios: população em extrema pobreza; população
beneficiária do Bolsa Família; população Rural. Em cada estado estão incluídos, no
mínimo, 10% de seus municípios com os maiores grau de carência e dificuldade de
retenção de médico para integrar as equipes de saúde da família.
“O investimento na Atenção Básica é fundamental para a promoção da saúde e a
prevenção de doenças mais graves, evitando que a população precise recorrer a serviços
mais complexos com o agravo das enfermidades. Esta iniciativa firma a Atenção Básica
como principal porta de entrada ao SUS”, explica o secretário de Atenção à Saúde,
Helvecio Magalhães. Diversos estudos mostram que o investimento na Atenção Básica
reduz significativamente o número de internações.
Os médicos que ingressarem em equipes de Atenção Básica nas regiões prioritárias,
após um ano de trabalho, terão 1% ao mês de abatimento na dívida do FIES. Ou seja,
depois de um ano e mais 100 meses atuando nesses municípios (o equivalente a pouco
menos de dez anos), os médicos quitarão sua dívida com o FIES, inclusive juros.
GESTÃO LOCAL
Os próprios municípios serão responsáveis pela contratação dos médicos. Não haverá
uma seleção nacional, ou seja, as contratações serão realizadas diretamente entre
médicos e gestões municipais, de acordo com os mecanismos de contratação existentes
em cada município.

O médico deverá estar cadastrado no Sistema de Cadastro Nacional dos


Estabelecimentos de Saúde (SCNES) e, ainda, informar ao Ministério da Saúde, através
de formulário digital próprio disponibilizado pelo Departamento de Atenção Básica, o
início, término e eventuais interrupções de sua atuação no município priorizado.

187
A cada equipe de saúde da família implantada, o município recebe um valor entre R$
6,7 mil e R$ 10, 05 mil - sem contar com o incentivo das equipes de saúde bucal, dos
agentes comunitários de saúde e dos Núcleos de Saúde da Família.
Atualmente, a ESF conta com 32.029 equipes de Atenção Básica. Essas equipes atuam
em 5.282 municípios e atendem a cerca de 101 milhões de brasileiros. A execução da
Atenção Básica é compartilhada pelo governo federal, estados, Distrito Federal e
municípios. Ao governo federal cabe estabelecer as diretrizes nacionais da política e
garantir as fontes de recursos financeiros para o componente federal do seu
financiamento.
O orçamento do Ministério da Saúde para a Atenção Básica é de R$ 6,5 bilhões para
2011. O valor é quatro vezes superior ao de 2002, de R$ 1,3 bilhão.
TABELA I

Quantidade de municípios priorizados, por estado

Goiás 23

CENTRO OESTE Mato Grosso 16

Mato Grosso do Sul 4

Alagoas 90

Bahia 353

Ceará 164

Maranhão 205

NORDESTE Pernambuco 144

Piauí 214

Rio Grande do Norte 219

Sergipe 61

Paraíba 200

Acre 19

Amapá 6

Amazonas 58

Pará 109
NORTE
Rondônia 26

Roraima 14

Tocantins
77

188
Espírito Santo 10

Minas Gerais 175


SUDESTE
Rio de Janeiro 1

São Paulo 6

Paraná 234

SUL Rio Grande do Sul 65

Santa Catarina 13

TABELA II

ESPECIALIDADES CONTEMPLADAS

Anestesiologia

Cancerologia (cirúrgica, clínica e pediátrica)

Cirurgia Geral

Clínica Médica

Cirurgia geral

Geriatria

Ginecologia e obstetrícia

Medicina de família e comunidade

Medicina Intensiva

Medicina Preventiva e Social

Neurocirurgia

Patologia

Pediatria

Psiquiatria

Radioterapia

Traumatologia e Ortopedia

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação do Ministério da Educação


(FNDE/MEC) é responsável pela gestão do FIES e do sistema de controle de fluxo dos
seus contratos (SISFIES). No caso do planejamento do acompanhamento dos benefícios
para os formados em pedagogia previstos pela lei, foi aberta uma “janela” especial
dentro do SISFIES para o monitoramento e gestão dos contratos dos estudantes de
licenciatura. O sistema é interoperável com o outro sistema do MEC no qual os gestores

189
estaduais e municipais da educação convalidam as informações sobre a contratação de
professores. O mesmo processo precisa ser estabelecido pelo DAB/SAS, em tratativa
com a área de informática do FNDE/MEC com relação às informações que devem ser
convalidadas pelos gestores municipais de saúde com relação aos médicos de família e
comunidade contratados.
No caso da Residência Médica, a gestão e o monitoramento serão realizados pela
compatibilização entre o SISFIES e o Sistema Nacional de Informação da Residência
Médica, vinculado à Comissão Nacional de Residência Médica da Coordenação de
Residências (DHR/SESu/MEC).

De acordo com as normativas previstas na Lei, a convalidação é anual. Ou seja,


a cada 12 meses a informação de quantos meses o beneficiário do FIES trabalhou é
checada, para aplicação do desconto. No caso do MEC, foi fixado o mês de março de
cada ano – neste mês, os gestores tem que confirmar a informação referente ao contrato
de trabalho do beneficiário do FIES; se o contrato continua ativo, é aplicado o
correspondente a 12% de abatimento. Se o vínculo de trabalho foi interrompido, o
gestor deve informar o mês em que isso se deu, para que seja aplicado o desconto
proporcional aos meses decorridos desde a última operacionalização.

A equipe do DAB deverá efetuar um trabalho interno de detalhamento do fluxo,


isto é, definição de regras para subsidiar a construção do normativo. Por exemplo,
alinhamento com as áreas do MS envolvidas no processo, como funcionará a articulação
com os municípios, como os dados do SCNES serão utilizados e a concessão dos dois
benefícios simultaneamente - extensão da carência e 1%.

Seguindo o modelo da portaria do MEC, que normatiza o fluxo de informações


para concessão do benefício aos beneficiários formados em licenciaturas, a Diretoria de
Programas, em cooperação com a Coordenação de Residências (DHR/SESu/MEC) e
com a orientação do Gabinete do Ministro do MEC, elaboraram uma minuta de portaria,
que precisa ser revisada, após a validação dos fluxos pelo FNDE/MEC. A minuta está
transcrita abaixo:

190
PORTARIA NORMATIVA Nº , DE DE DE 2011

Regulamenta o inciso II do art. 6º-B da Lei nº 10.260, de 12 de julho de 2001, incluído pela Lei nº 12.202,
de 14 de janeiro de 2010.

O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, no uso de suas atribuições e considerando o disposto no


inciso II e § 3º do art. 6º-B da Lei nº 10.260, de 12 de julho de 2001, incluído pela Lei nº 12.202, de 14 de
janeiro de 2010, resolve:

Art. 1º O Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES) abaterá mensalmente, por
solicitação expressa do interessado, 1,00% (um inteiro por cento) do saldo devedor consolidado, incluídos
os juros devidos no período, do beneficiário do FIES médico integrante de equipe de saúde da família
oficialmente cadastrada, com atuação em áreas e regiões com carência e dificuldade de retenção desse
profissional, definidas como prioritárias pelo Ministério da Saúde.

Parágrafo único. O abatimento deverá ser concedido de acordo com esta Portaria e demais normas do
FIES.

Art. 2º Poderá solicitar o abatimento médico referido no art. 1º desta Portaria com financiamentos pelo
Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES), independentemente da data de
contratação do financiamento.

§ 1º Para solicitar o abatimento de que trata o caput deste artigo, o médico deverá estar no efetivo
exercício da profissão, com jornada de 40 horas semanais.

§ 2º O médico terá direito ao abatimento de que trata o caput deste artigo:

I – desde 14 de janeiro de 2010, para os contratos firmados antes desta data;

I – desde a contratação do financiamento, para os contratos firmados após 14 de janeiro de 2007.

§ 3º Os financiamentos liquidados ou vencidos em data anterior à data da publicação da Lei nº 12.202, de


14 de janeiro de 2010, não terão direito ao abatimento.

Art. 3º Para requerer o abatimento de que trata esta Portaria, o financiado deverá efetuar solicitação
expressa, em sistema específico, disponibilizado pelo FNDE, indicando os dados referentes ao seu
contrato de financiamento e a Secretaria de Saúde a que se encontra vinculado.

§ 1º Recebida a solicitação de abatimento, o FNDE notificará o agente financeiro responsável para


suspensão da cobrança das prestações referentes à amortização do financiamento.

§ 2º As Secretarias de Saúde dos Municípios e do Distrito Federal deverão confirmar as informações


prestadas pelo financiado referentes ao ingresso do médico em equipe de saúde da família.

§ 3º As informações deverão ser atualizadas pelo financiado e validadas pela respectiva Secretaria de
Saúde a cada ano, indicando o número de meses integralmente trabalhados no período.

§ 4º O FNDE disporá sobre as datas e disciplinará os demais procedimentos para apresentação da


solicitação e validação das informações de que trata este artigo.

Art. 4º O abatimento de que trata esta Portaria processar-se-á nos mesmos moldes do abatimento de que
trata a Portaria Normativa MEC nº 4, de 2 de março de 2011, aplicando-se os art. 3º, 4º, 7º, 8º, 9º e 10º
daquele ato no que não for incompatível com o disposto nesta Portaria.

191
Art. 5º O estudante graduado em Medicina que optar por ingressar em programa credenciado Medicina
pela Comissão Nacional de Residência Médica, relacionado em Portaria publicada pelo Ministério da
Saúde, terá o período de carência estendido por todo o período de duração da residência médica.

§ 1º Para extensão do período de carência o financiado deverá efetuar solicitação expressa, em sistema
específico, disponibilizado pelo FNDE, indicando os dados referentes ao programa de residência médica e
à instituição a que se encontra vinculado.

§ 2º O Coordenador da Comissão de Residência Médica - COREME da instituição à qual está vinculado


o programa de residência médica é responsável por validar e manter atualizadas as informações prestadas
pelo financiado.

§ 3º Na hipótese do estudante já haver iniciado a fase de amortização por ocasião do ingresso em


programa de residência médica, o FNDE notificará o agente financeiro responsável para suspensão da
cobrança das prestações referentes à amortização do financiamento.

§ 4º O FNDE disporá sobre as datas e disciplinará os demais procedimentos para apresentação da


solicitação e validação das informações de que trata este artigo.

Art. 6º. Caberá ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação disciplinar a forma de


concessão do abatimento de que trata esta Portaria em até 90 dias.

Art. 7º. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

FERNANDO HADDAD
Ministro de Estados da Educação

5- Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos - REVALIDA

Foi instituído, pela Portaria Interministerial MEC/MS nº 278/2011 o Exame


Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos – REVALIDA. O REVALIDA resulta
do trabalho da Subcomissão de Revalidação de Diplomas Médicos, instituída pela
Portaria interministerial MEC/MS nº 383/2010, e que teve por objetivo estabelecer no
Brasil um processo isonômico e tecnicamente orientado para a revalidação de diplomas
de médico expedidos por universidades estrangeiras.

Enquanto acordos e convenções multilaterais abrem portas para a mobilidade


global, estimula-se o desenvolvimento de padrões educacionais comuns e o
reconhecimento mútuo de processos certificativos.

As Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de Graduação em Medicina


(DCNM, 2001) representam um marco na organização curricular no Brasil e alinham-se
a iniciativas semelhantes de organismos internacionais como General Medical Council,
World Federation of Medical Schools, Association for Medical Education in Europe,
Accreditation Council for Graduate Medical Education (EUA).

192
Ao mesmo tempo em que buscam assegurar que as competências de médicos
sejam universalmente aplicáveis e transferíveis, reconhecem que o objetivo principal da
educação médica é a melhoria da saúde das populações.
A adoção das DCNM no Brasil foi determinante para a reorientação curricular e
para a revisão do papel das escolas médicas na consolidação do SUS. O inegável avanço
na articulação entre os Ministérios da Educação e da Saúde para regular, avaliar,
supervisionar e ordenar a formação dos profissionais de saúde traduz-se na criação de
políticas de Estado, em consonância com os princípios do SUS, em programas como o
PRÓ-SAÚDE, PET-SAÚDE, PRÓ-RESIDÊNCIA. A avaliação instituída pelo Sistema
Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES) e a Comissão Interministerial
de Gestão da Educação na Saúde denotam a decisão política de investir na formação dos
profissionais de saúde.
Nesse contexto está o Projeto Piloto de Revalidação de Diplomas de Médico, que
resultou no REVALIDA. Iniciado em 2007, sua construção considerou que há “pontos
conhecidos, outros emergem, e nunca assumir que sabemos tudo”. Vencidos os desafios
de despolitizar o tema e de abandonar concepções deterministas, foi articulada uma rede
de universidades públicas. Uma de suas maiores contribuições foi a Matriz de
Correspondência Curricular, que detalha, a partir das DCN, o perfil de habilidades e
competências do médico recém-formado no Brasil e estabelece o grau de desempenho
para essas competências, referencial até então inexistente no país.
A Matriz, que constitui um marco na superação da hiperespecialização e da visão
disciplinar, “que fragmenta em parcelas a percepção do global, desune e
compartimenta os saberes”, e impossibilita a apreensão do “que está tecido junto”,
serviu de base para a elaboração dos instrumentos de avaliação. A iniciativa assumiu o
compromisso de dar seguimento, com transparência e responsabilidade, aos objetivos de
mensurar e avaliar a adequação entre as habilidades mobilizadoras e articuladoras do
conhecimento, construídas no percurso acadêmico, e a prática do exercício profissional
médico no cotidiano, em toda a sua complexidade.
Em linhas gerais, a solução encontrada para atender a legislação vigente e ao
mesmo tempo estabelecer um processo transparente e isonômico foi a seguintes:
constituiu-se uma Subcomissão (dentro da Comissão Interministerial de Gestão do
Trabalho em da Educação na Saúde, instituída por Decreto Presidencial em 2007),
integrada pelas seguintes representações:

• Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação


(SESu/MEC);
• Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do
Ministério da Saúde (SGTES/MS);
• Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais do
Ensino Superior (ANDIFES);
• Representação das Procuradorias Jurídicas das IFES;
• Diretoria de Avaliação da Educação Superior do INEP;

193
• Ministério das Relações Exteriores (MRE); e
• Grupo técnico de especialistas em educação médica e avaliação.

Coordenando o trabalho com um grupo de universidades públicas ( o trabalho


iniciou-se com a participação de 16 universidades públicas brasileiras, em 2010 passou
para 24, e em 2011 aderiram ao REVALIDA 37 universidades públicas), foi construída
a Matriz de Correspondência Curricular que está orientando o estudo dos candidatos e a
elaboração da avaliação. As universidades públicas, ao aderirem ao REVALIDA,
passam a aceitar o resultado do exame para efeitos de revalidação de diplomas,
eliminando a análise de equivalência curricular, e vários outros procedimentos que cada
uma adota, de forma muito variável com relação ao custo para os candidatos, prazos,
documentação exigida, tipo de avaliação.

Instituições de Educação Superior Parceiras do REVALIDA

1 CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIRG (UNIRG)


2 FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DA GRANDE DOURADOS (
UFGD)
3 FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA (UNIR)
4 UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA (UNB)
5 UNIVERSIDADE DE TAUBATÉ (UNITAU)
6 UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAZONAS (UEA)
7 UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DE ALAGOAS
(UNCISAL)
8 UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA (UEL)
9 UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ (UESC)
10 UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ (UNIOESTE)
11 UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA (UFBA)
12 UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA (UFPB)
13 UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS (UFAL)
14 UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE (UFCG)
15 UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS (UFG)
16 UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA (UFJF)
17 UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL (UFMS)
18 UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO (UFOP)
19 UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS (UFPEL)
20 UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO (UFPE)
21 UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA (UFRR)
22 UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA (UFSC)
23 UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA (UFSM)
24 UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE (UFS)
25 UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA (UFU)

194
26 UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE (UFAC)
27 UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS (UFAM)
28 UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ (UFC)
29 UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (UNIRIO)
30 UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO (UFMA)
31 UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ (UFPR)
32 UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ (UFPI)
33 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO (UFRJ)
34 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE (FURG)
35 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL (UFRGS)
36 UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO (UFTM)
37 UNIVERSIDADE REGIONAL DE BLUMENAU (FURB)

Na sua primeira edição o REVALIDA teve 628 inscritos. Participaram na


1a etapa que foi realizada no dia 11 de setembro 536 candidatos. A prova da 1a etapa
foi aplicada em 6 capitais, para facilitar o acesso dos candidatos (Manaus, Fortaleza,
Brasília, Campo Grande, Rio de Janeiro e Porto Alegre). A nota de corte para aprovação
na primeira etapa foi publicada no edital da prova e foi estabelecida em 5.9 / 10. Foram
aprovados para a 2a etapa 96 candidatos. (gráficos com a distribuição por nacionalidade,
origem do diploma e distribuição dos inscritos pelas 37 universidades participantes em
anexo).

A segunda etapa, a prova de habilidades clínicas, foi realizada nos dias 15 e 16


de outubro, no Hospital de Base de Brasília, e compareceram e participaram da prova 75
candidatos. Os demais justificaram já ter obtido a revalidação por processos que
corriam em paralelo em universidades que não integraram o REVALIDA. Para esta
prova, foram mobilizados docentes de várias universidades que se deslocaram para
Brasília e passaram o final de semana aplicando a prova para os candidatos. Um grupo
de atores, especializados neste tipo de prova, atuaram como pacientes nos casos
clínicos. A aplicação da prova foi gravada, bem como depoimentos de alguns
candidatos com relação às suas opiniões sobre a prova. O comentário recorrente foi de
que a prova de habilidades clínicas foi equilibrada e as questões foram em torno do que
é o dia a dia do médico generalista.

Dos 75 candidatos que fizeram a 2a etapa , a prova de habilidades clínicas,


foram aprovados 65. Estes candidatos aprovados obtiveram, nas respectivas
universidades que aderiam ao REVALIDA, e não qual cada um escolheu para se
inscrever, a revalidação de seus diplomas obtidos em universidades estrangeiras.

195
Estão relacionados abaixo alguns gráficos ilustrativos do REVALIDA.

Portaria Interministerial MS/MEC nº 278, de 17 de março de 2011


Institui o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos expedidos por
instituição de educação superior estrangeira.
Baseia-se na Matriz de Correspondência Curricular publicada pela Portaria
Interministerial MEC/MS nº 278, de 17 de março de 2011.
Portaria nº 1126, de 18 de maio de 2011
Tornar pública a lista de Instituições de Educação Superior que aderiram ao
Programa de Revalidação de Diplomas de Médico obtidos no exterior (REVALIDA)
para o ano de 2011, com o objetivo de formalizar as obrigações assumidas no Termo de
Adesão firmado com o Ministério da Educação.
Edital nº 8 de 24 de junho de 2011
Rege a realização da edição 2011 do Exame Nacional de Revalidação de
Diplomas Médicos expedidos por instituições de educação superior estrangeiras,
doravante chamado Revalida, implementado pelo Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – Inep, dispondo sobre as diretrizes,
procedimentos e prazos do Exame.

196
197
Prova de Habilidades Clínica:

 Foi realizada nos dias 15 e 16 de outubro de 2011, no ambulatório de ortopedia


do Hospital de Base de Brasília, Brasília – DF. A prova foi estruturada em um
conjunto de 10 (dez) estações, nas quais durante um intervalo de tempo
determinado – 10 minutos, os participantes realizaram tarefas específicas dentro das
cinco grandes áreas do exercício profissional – Clínica Médica, Cirurgia,
Ginecologia-Obstetrícia, Pediatria, Medicina da Família e Comunidade – Saúde
Coletiva.
 Cada estação contou com a presença de 2 (dois) examinadores e de 1 (um)
observador oriundo das IES parceiras.
 IES Parceiras: são as instituições de ensino superior que assinaram o Termo de
Adesão ao REVALIDA, junto ao Ministério da Educação, por meio da Secretaria de
Educação Superior - SESU. Neste ano, 37 (trinta e sete) IES aderiram ao
REVALIDA.
 Dos 96 (noventa e seis) aprovados na 1ª etapa, 86 se habilitaram para a 2ª etapa
e estiveram presentes nessa avaliação 75 (setenta e cinco) examinandos.
 Os 65 aprovados são de 13 nacionalidades: 31 são de brasileiros, 4 bolivianos, 6
colombianos, 6 argentinos, 3 Peruanos, 1 alemão, 3 cubanos, 3 equatorianos, 3 da
Venezuela, 2 da Nicarágua, 1 Cabo Verdense, 1 francês e 1 Dominicano.
 Os aprovados foram diplomados em 11 países: 15 são de Cuba, 14 da Bolívia,
13 da Argentina, 6 da Colômbia, 5 do Peru, 4 da Venezuela, 3 do Equador, 2 da
Nicarágua, 1 do Paraguai, 1 da Alemanha e 1 da França.

198
Porcentagem de aprovados no Revalida 2011 por país de origem do diploma

País de origem do Nº de inscritos aprovados % de aprovação por país


diploma

Bolívia 320 14 4%

Cuba 146 15 10 %

Argentina 58 13 22.4 %

Peru 47 5 10.6 %

Colombia 21 6 28.5 %

Paraguai 18 1 5.5 %

Venezuela 16 4 25 %

Equador 9 3 33.3 %

Nicarágua 3 2 66.6 %

Alemanha 7 1 14.2 %

França 1 1 100 %

6- Assessoria Internacional

O ano de 2011 foi profícuo, tanto em número quanto em escopo, no que se refere às
ações de cooperação internacionais empreendidas pela SGTES.
De modo resumido, podemos elencar as seguintes ações de cooperação em 2011:
 Rede ObservaRH

 Mercosul & SGT Nº11

 Cooperação Brasil-Reino Unido

 Cooperação Brasil-Canadá

 Global Health Workforce Alliance (GHWA)

 Cooperação Brasil-Peru

 Projeto Triangular de Cooperação Brasil-Uruguai-Alemanha

199
 UNASUL

 REFORGRAD

 Cooperação Cone Sul – Paraguai e Uruguai

 Cooperação com o Haiti

 Cooperação com a Comunidade de Países de Língua Portuguesa

Ressaltamos que as últimas três ações de cooperação internacional supracitadas serão


pormenorizadas pela Coordenação Geral de Ações Técnicas na Saúde do Departamento
de Gestão da Educação na Saúde (DEGES).
As demais ações serão abordadas nesse segmento do relatório de gestão 2011.
REDE ObservaRH
Entre 4 e 7 de julho de 2011, ocorreu em Lisboa, Portugal, a Reunião Mundial de
Observatórios de Recursos Humanos, na qual foram discutidas as políticas para recursos
humanos em saúde (RHS) baseados em evidência, segundo a óptica da contribuição dos
Observatórios de Recursos Humanos em Saúde.
Tal iniciativa foi promovida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e teve por
objetivo avaliar o estágio de desenvolvimento dos Observatórios de RHS numa
perspectiva global.
Na América Latina, destacaram-se as experiências produzidas pelos Observatórios do
Brasil e do Peru.
Os desdobramentos da Reunião de Lisboa foram detalhados durante o Fórum Nacional
da Rede de Observatórios de Recursos Humanos em Saúde (ObservaRH) ocorrido entre
16 e 17/8/2011 em Brasília.

Ainda dentro do escopo das ações relacionadas aos Observatórios de Recursos


Humanos em Saúde, transcorreu entre 4 e 6 de novembro de 2011, na sede da
Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) representação Brasil, em Brasília, o
Seminário sobre Sistemas de Informação de RHS, onde diversos países da América do
Sul expuseram, preliminarmente, suas experiências nacionais. Ficou definido que em
2012 tais experiências dos Estados Nacionais serão publicadas pela OMS, sob a forma
de estudo de caso, em um manual de melhores práticas.
MERCOSUL & SGT No 11
Dentro do marco da integração do Cone Sul, transcorreu entre 19-21/09/11, em
Montevidéu, Uruguai, a Reunião do Subgrupo de Trabalho 11 quando se discutiu a
matriz mínima para registro de profissionais da saúde entre os países membros visando
fortalecer a gestão do trabalho e da educação dos países membros. O Brasil apresentou a
Plataforma Arouca em resposta à esta demanda.
Tal medida foi ratificada pelo Fórum Permanente do Mercosul do Trabalho em Saúde
em Brasília e pelo Grupo do Mercado Comum em Montevidéu.
Na mesma reunião em Montevidéu acordou-se que a SGTES/MS trabalharia com os
representantes dos demais países do MERCOSUL no aprofundamento das discussões
para classificar e comparar as legislações em cada estado-parte sobre as especialidades
médicas reconhecidas em cada território.

200
Subsequentemente, ocorreu a reunião do Fórum Permanente do Mercosul do Trabalho
em Saúde, em 12/12/11 , quando foi pactuado com os Conselhos das 14 profissões do
setor saúde o cronograma de trabalhos da Plataforma Arouca para 2012.
Ainda dentro do escopo do MERCOSUL foi realizada em Buenos Aires, Argentina,
entre de 9 a 11/11/2011, a Oficina: Desafios da Cooperação Técnica: “Políticas,
Planejamento e Gestão de Recursos Humanos em Saúde”, por iniciativa da Programa
Regional de Recursos Humanos da OPAS/Washington.
Durante o planejamento das estratégias a serem adotadas para o Cone Sul, discutiu-se a
questão da carreira sanitária bem como das políticas salarias da força de trabalho em
saúde. Com relação à carreira sanitária, sugeriu-se o fortalecimento das mesas de
negociação, tendo sido mencionado o esforço bem sucedido do DEGERTS na
cooperação técnica com o Paraguai.
Em relação às políticas salariais, os sócios do Mercosul planejam criar um estudo para
levantar práticas exitosas que registrem as políticas salariais da região e o papel dos
incentivos.
Foi, ainda, proposto realizar um estudo para a análise da experiência do curso de
planificação de RHS (OPAS / Washington) em vinculação com a experiência do curso
de liderança. A estratégia para tal seria um Campus Virtual para cujos cursos seria
criado um módulo optativo de desenvolvimento de projetos de caráter metodológico-
técnico.
Cooperação Brasil-Reino Unido
Entre os dias 3 e 4/11/11 ocorreu na Embaixada do Reino Unido no Brasil, a Oficina de
Cooperação Brasil-Reino Unido para o delineamento dos projetos de cooperação a
serem realizados entre o Ministério da Saúde do Brasil e o National Health System
(NHS), do Reino Unido.
No tocante à SGTES, identificamos o campo de planejamento dos recursos humanos em
saúde, em especial, os quesitos de recrutamento, retenção, monitoramento & avaliação
da força de trabalho, como um campo fértil de colaboração a ser estabelecido entre as
contrapartes envolvidas.
Foi sugerida, inicialmente, a troca de documentos técnicos referentes ao tema, podendo
esta troca ser sucedida pelo agendamento de videoconferência para aprofundar o tema.
Também durante a Oficina de Cooperação foram apresentadas as experiências
brasileiras e britânicas sobre o tópico Telessaúde.
Cooperação Brasil-Canadá
Baseado no Memorando de entendimento Brasil-Canadá de 2009, diversas ações de
cooperação foram realizadas ao longo do ano de 2011.
Entre 13 e 17/6/2011, ocorreu a visita da delegação brasileira ao Canadá para colimar
esforços sobre os temas Telessaúde, Monitoramento & avaliação em RHS e Saúde
Indígena.
A colaboração em Telessaúde teve os seguintes subtópicos:
- Formação de Grupo de Trabalho (GT) com governos, acadêmicos e outros
especialistas para desenvolver uma plataforma comum de avaliação das ações de
Telessaúde em ambos os países, que permita a comparação de dados e a
identificação de melhores práticas.

- Projeto conjunto de treinamento de equipes de atenção primária


multidisciplinares, principalmente em saúde indígena.

201
- Trocas de informações sobre telessaúde para populações indígenas

- Visitas ao MB Telehealth (Universisty of Manitoba) e ao Regional Office do


Health Canada

No tocante à Saúde Indígena, visitou-se a Assembly of Manitoba Chiefs (Winnipeg,


Manitoba) e a Assembly of First Nations (Cross Lake, Manitoba).
O campo de monitoramento e avaliação de RHS realizou vistas técnicas às seguintes
Instituições canadenses:
 Senior Management do FNHIB/Health Canada
 Reunião no Canadian Institute for Health Information
 Unidade de previsão e modelagem de RHS; Departamento de Políticas de RHS
do Ministério da Saúde e de Políticas de Longo Prazo da Província de Ontário.

Em 20/11/11, foi realizada em Manaus, a Oficina de Avaliação de Programas de


Telessáude Brasil-Canadá no 5º. Congresso Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde,
como seguimento às atividades iniciadas durante a visita de junho de 2011.
Foi sugerido durante essa Oficina a elaboração de estudo a ser implantado em ambos os
países para monitoramento & avaliação de programas de Telessaúde bem como
elaboração de agenda de participação no Fórum Canadá 3.0 e na Conferência de
Vancouver, respectivamente em abril e maio de 2012.
Quase que simultaneamente à Oficina da Manaus, ocorreu entre 19 e 22/11/11 o Fórum
Pan-Americano de Formação de Recursos Humanos em Saúde Indígena, patrocinado
pela OPAS e pelo governo canadense, na Cidade do Panamá. Nesse Fórum foram
assumidos compromissos entre os Ministérios da Saúde do Brasil e Canadá para a troca
de experiências mútuas sobre os modelos de atenção à saúde indígena dos dois países
através de uma agenda de visitas para 2012.
Global Health Workforce Alliance (GHWA)
Em janeiro de 2011, ocorreu o 2º Fórum Global de RHS em Bangkok, Tailândia, evento
patrocinado pela GHWA. Cabe lembrar que a Aliança Global para Força de Trabalho
em Saúde (GHWA) foi criada em 2006 com o intuito de liderar a resposta à crise dos
RHS a nível nacional e global bem como convocar a diversas partes interessadas que
pudessem desempenhar um papel importante no desenvolvimento de soluções.

Coube à SGTES, durante o referido Fórum Global, apresentar as várias experiências


bem-sucedidas do Brasil no campo de RHS, em especial o PNDG, a UNASUS e a
Cooperação com o Haiti.
Ainda dentro do referido Fórum, foi realizada concertação de alianças regionais na
América Latina no campo do RHS e foi sinalizado pelo Comitê Diretor da GHWA a
sugestão que o 3º Fórum Global de RHS ocorresse no Brasil.
No final de novembro de 2011, foi realizada uma videoconferência entre SGTES,
OPAS/Brasil, e GHWA para discutir as linhas gerais do Projeto “Fortalecimento da
Força de Trabalho em Saúde em Países Lusófonos e da região das Américas” e
financiamento do mesmo. Uma proposta inicial está pronta para análise e os recursos
financeiros para a sua realização já foram alocados.
Cooperação Técnica Brasil-Peru

202
Entre 12 e 16 de Setembro de 2011, em Lima, Peru, ocorreu o Seminário de Cooperação
Brasil-Peru, da qual tomaram parte pelo lado brasileiro, a Secretaria Executiva (SE),
SGTES e SESAI.
Durante as deliberações do Seminário, foi apresentado o portfólio de programas e
projetos conduzidos pela SGTES/MS, que foi recebido com entusiasmo pela contraparte
peruana. Em particular, o Peru demonstrou acentuado interesse no Pró-Saúde, Pró-
Residência e Telessaúde Brasil. Foi sinalizado interesse em aprofundar a cooperação
bilateral em RHS.
Projeto Trilateral de Cooperação Brasil-Uruguai-Alemanha
O Projeto Trilateral de Cooperação Brasil-Uruguai-Alemanha surgiu da vontade do
Ministério da Saúde Pública do Uruguai (MSP) de alavancar o processo de
fortalecimento do Sistema Nacional Integrado de Saúde (SNIS), com o objetivo de
alcançar os Objetivos do Milênio e aumentar a acessibilidade dos cidadãos aos serviços
de saúde.
Dado o passado bem sucedido das atividades de cooperação desenvolvidas
conjuntamente pelos governos da Alemanha e do Brasil, entre 2006 e 2009 (foco na
epidemia HIV/AIDS), demandou-se um novo projeto de cooperação triangular Brasil-
Alemanha-Uruguai para auxiliar no processo de Reforma da Saúde do país cisplatino.

Durante o 1º Ciclo de Debates do Projeto de Cooperação “Apoio ao fortalecimento do


Sistema Nacional Integrado de Saúde (SNIS) com ênfase em localidades com menos de
cinco mil habitantes”, realizado em Montevidéu, Uruguai, entre 26 e 30 de setembro de
2011, e que contou com a presença do DARAS e do DAB da SAS e da SGEP, a SGTES
apresentou seu portfólio de programas e projetos, que foi recebido com entusiasmo pela
contraparte uruguaia.
No último dia do 1º Ciclo de Debates, a delegação brasileira foi recebida pelo
Subsecretario (vice-ministro) de Saúde do Uruguai, em suas funções de Ministro
Interino, Professor Doutor Leonel Briozzo, em conjunto com os diretores da Unidad de
Descentralización Territorial (UDT), Administracion de los Servicios de Salud del
Estado (ASSE) e do Plan Nacional de Salud Rural (PNSR).
O Dr. Leonel Briozzo, Ministro Interino da Saúde do Uruguai, sugeriu que o próximo
ciclo de debates ocorresse em Montevidéu e que fossem considerados como prioritários
os seguintes temas:
- A necessidade do Brasil aportar sua experiência no tema sobre a fixação dos
recursos humanos em saúde no meio rural e nos locais mais remotos;
- A importância de formular uma agenda de formação multi profissional com a
contribuição da experiência brasileira, onde as equipes de saúde fossem
contempladas com formações específicas e com conhecimentos comuns sobre
gestão e acolhimento mais humanizado da população;
- Aproveitar o plano Siembra da ASSE (um computador para cada médico da
rede), para que o Brasil possa contribuir com sua importante experiência de
Telessaúde e aportar seus conhecimentos em relação a criação das bases técnicas
que assessorem os profissionais de saúde que se encontrarem no interior do país;
- Trabalhar de forma integrada com a Universidade da República (UDELAR),
formulando um sistema de cuidados para o meio rural.

203
Mediante tal posicionamento, a SGTES, dentro das possibilidades e prioridade de seu
cronograma interno, prontificou-se a assessorar o Ministério de Saúde Pública do
Uruguai e a ASSE a desenvolverem o projeto de criação do Telessaúde Uruguaio, tendo
como base o plano SIEMBRA (um computador para cada médico da rede) da ASSE,
utilizando como molde a experiência exitosa de tutoramento ocorrida em Mendoza,
Argentina.
A SGTES também colocou-se à disposição para cooperar e assessorar o MSP e a ASSE
no tema do provisionamento e fixação de recursos humanos em saúde (RHS) no meio
rural e nos territórios mais remotos do Uruguai.

UNASUL

A Rede de Assessorias Internacionais e de Cooperação Internacional em Saúde da


UNASUL – REDESSUL-ORIS foi instituída em 2009, para facilitar iniciativas voltadas
para a capacitação e o aprimoramento de profissionais que atuam na área de cooperação
internacional em saúde bem como ações de divulgação de experiências e lições
aprendidas no âmbito da região.

Dentro desse marco legal, foi realizada pela REDESSUL-ORIS a Oficina para
Diagnóstico de Ofertas e Demandas de Cooperação assim como o I Fórum Sul-
Americano de Cooperação Internacional em Saúde, sob a coordenação da Assessoria de
Assuntos Internacionais do Ministério da Saúde (AISA) do Brasil.
A SGTES fez-se presente em ambos os eventos, tendo o 1º transcorrido entre 31 de
agosto de 2011 e 2 de setembro de 2011, em Foz de Iguaçu e o 2º entre 23 e 25 de
Novembro de 2011, no Rio de Janeiro.
Ainda dentro do âmbito da UNASUL, cabe relembrar que a SGTES exerceu a função de
primeiro coordenador titular do Grupo Técnico (GT) de Desenvolvimento e Gestão de
Recursos Humanos de Saúde Sul-Americana do Conselho de Saúde da UNASUL entre
setembro de 2009 e junho de 2010, quando esta potestade foi transferida ao Peru.
Existe previsão que em março de 2012 seja realizada a Terceira Reunião do GT de RHS
UNASUL-Saúde em Lima, Peru, onde serão abordados diversos desafios relacionados
ao tema de RHS. Ao término da mesma, a Coordenação Titular do GT de recursos
humanos em Saúde (RHS) da UNASUL deverá ser assumida novamente pela
SGTES/MS.
REFORGRAD
O Programa Nacional de Reorientação da Formação Profissional em Saúde (Pró-
Saúde), estabelecido em 2005, é um plano nacional para reorientar a formação de
profissionais de saúde, fornecendo apoio financeiro e técnico às escolas que criam as
intervenções que ajustam seus currículos e modelos pedagógicos de modo a torná-los
consistentes com as necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS).
Desde julho de 2010, a SGTES, juntamente com a OPAS/Brasil criou o ReforGrad,
inspirada no Pró-Saúde.
O último evento internacional do ReforGrad, o XX Congresso Brasileiro de Educação
Médica, foi realizado em novembro de 2011 em Belo Horizonte e contou com a
presença de representantes do Brasil, Argentina, Venezuela, Uruguai, Paraguai e Chile.

Perspectivas de Cooperação Internacional para 2012

204
Não obstante a extensa e intensiva gama de atividades realizada em 2011, o ano de 2012
prenuncia um escopo ainda maior e mais intenso de ações a serem conduzidas.
Além dos doze projetos citados e detalhados nesse informe, até o presente momento,
serão acrescidas ao portfólio de cooperação internacional da SGTES as seguintes novas
atividades:
- “Fortalecimento da Força de Trabalho em Saúde em Países Lusófonos e da região das
Américas” (GHWA);
- “Fortalecimento da Cooperação Internacional em Enfermagem”;
- “Regulação do Mercado de Trabalho em Saúde” e
- “X Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva”

7- Representação do Ministério da Saúde no Conselho Nacional de Saúde como 2ª


suplência

Participação em todas as reuniões plenárias, mensais, do CNS, com destaque


para a apresentação do item de pauta relativo à CIRH. Foram votados 68 pareceres
sobre atos autorizativos de cursos de medicina, odontologia e psicologia.

Foram apresentados e discutidos no pleno do CNS temas relacionados à gestão


do trabalho e da educação na saúde, incluindo: educação permanente em saúde,
educação profissional de nível médio, gestão do trabalho em saúde e formação de
profissionais de saúde com ênfase na educação médica.

Como encaminhamento da apresentação relativa à formação dos profissionais de


saúde, o pleno do CNS deliberou e foi elaborada e publicada uma Resolução relativa ao
tema, transcrita abaixo:

RESOLUÇÃO Nº xxx, DE DE DE 2011.

O Plenário do Conselho Nacional de Saúde, em sua Ducentésima Vigésima


Terceira Reunião Ordinária, realizada nos dias 10 e 11 de agosto de 2011, no uso de
suas competências regimentais e atribuições conferidas pela Lei nº 8.080, de 19 de
setembro de 1990, e pela Lei nº 8.142, de 28 de dezembro de 1990, e pelo Decreto nº
5.839, de 11 de julho de 2006, e

considerando que o artigo 200 da Constituição Federal determina que cabe ao


sistema único de saúde a ordenação da formação de recursos humanos na saúde;
considerando a importância de formar profissionais de saúde de acordo com as
Diretrizes Curriculares Nacionais, competentes, humanos, éticos e com
responsabilidade social;
considerando que a rede de atenção à saúde do Sistema Único de Saúde é o
local privilegiado para a formação dos profissionais de saúde;
considerando a necessidade de aprimorar a qualidade da formação dos
profissionais de saúde e os sistemas de autorização, reconhecimento e renovação de
reconhecimento dos cursos de graduação da área da saúde;

205
considerando a necessidade de formar profissionais de saúde em número
suficiente para atender às necessidades de saúde da sociedade e corrigir as disparidades
regionais;
considerando a necessidade de formar médicos especialistas, através dos
programas de residência médica, com qualidade e número suficientes para atender às
necessidades de saúde da sociedade em todas as regiões do país;
considerando a importância de aumentar e aprimorar os programas de
residência multiprofissional e áreas profissionais da saúde;

Resolve:

1. Apoiar o Ministério da Saúde na realização de estudos para determinar o


número de profissionais que devem ser formados anualmente, em todas as profissões da
saúde, para atender às necessidades da sociedade brasileira;
2. Recomendar que o Ministério da Saúde continue sua ação conjunta com o
Ministério da Educação no sentido de aprimorar a qualidade dos cursos de graduação
das profissões da saúde, aperfeiçoando os processos de autorização, reconhecimento e
renovação de reconhecimento dos cursos;
3. Aprovar a continuidade dos programas do Ministério da Saúde de estímulo
às mudanças nos cursos de graduação da área da saúde, como o Pró-Saúde e o PET-
Saúde, recomendando que eles tenham ênfase nas redes prioritárias de atenção à saúde e
na formação para o trabalho em equipe multiprofissional.
4. Apoiar o Ministério da Saúde na realização de estudos para determinar o
número de médicos especialistas necessários para atender às necessidades de saúde da
sociedade brasileira.
5. Aprovar a continuidade e a ampliação do financiamento de programas de
residência médica, priorizando as especialidades mais necessáias para a atenção à saúde
e corrigindo as disparidades regionais.
6. Recomendar que os programas de residência multiprofissional e em áreas
profissionais da saúde sejam ampliados, com ênfase na formação de profissionais para
as redes de atenção prioritárias para o Sistema Único de Saúde e nas áreas estruturantes
do SUS.
7. Recomendar que o Ministério da Saúde, em conjunto com o Ministério da
Educação, desenvolva iniciativas para garantir a qualidade dos programas de residência
médica e multiprofissional, com ênfase na elaboração de diretrizes curriculares
coerentes com as diretrizes curriculares da graduação, avaliação dos programas e
desenvolvimento docente.
8. Determinar que o Ministério da Saúde, em conjunto com as Secretarias
Estaduais e Municipais aperfeiçoe os mecanismos de integração ensino-serviço, para
que o Sistema Único de Saúde assuma cada vez mais o seu papel de formar, qualificar e
dar educação permanente a todos os trabalhadores e profissionais de saúde,
transformando-se progressivamente, em Sistema Único de Saúde Escola.

ALEXANDRE ROCHA SANTOS PADILHA


Presidente do Conselho Nacional de Saúde

206
Homologo a Resolução CNS nº xxx, de 11 de agosto de 2011, nos termos do
Decreto nº 5.839, de 11 de julho de 2006.

ALEXANDRE ROCHA SANTOS PADILHA


Ministro de Estado da Saúde

8- Coordenação das atividades da Comissão Intersetorial de Recursos Humanos do


Conselho Nacional de Saúde (CIRH/CNS) em parceria com o DEGES

A Comissão Intersetorial de Recursos Humanos em Saúde do Conselho


Nacional de Saúde (CIRH/CNS) é uma das Comissões Assessoras do pleno do CNS,
incumbida de analisar, debater e subsidiar as decisões do CNS no que diz respeito à
Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. A SGTES, por meio de sua representação
no CNS, foi eleita pelo pleno para a coordenação da CIRH em 2011.

A CIRH é formada pelas seguintes representações:

Entre as atividades desenvolvidas em 2011, destaca-se a apresentação e debate


sobre os seguintes temas:

1. ESTRATÉGIAS E PRIORIDADES NA AVALIAÇÃO DE CURSOS DA ÁREA DE SAÚDE -


PROF. PAULO ROBERTO WOLLINGER - diretor de regulação e supervisão da
educação superior - secretaria de educação superior - ministério da educação
2. AÇÕES ESTRATÉGICAS E PRIORIDADES DO MINISTÉRIO DA SAÚDE PARA 2011 –
3. Dr Adriano massuda – secretário executivo adjunto
4. Apresentação do trabalho da comissão sobre os indicadores para análises de
cursos da área da saúde – ana estela haddad e graciara azevedo.
5. APRESENTAÇÃO E APROVAÇÃO DE DOIS RELATÓRIOS DE VISITAS IN LOCO:
FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC – CAMPINAS – SP E
FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS DR PAULO PRATA DE BARRETOS-SP
6. Apresentação do trabalho de pesquisa sobre serviço civil em saúde - sigisfredo
luis brenelli, diretor do departamento de gestão da educação na saúde do
ministério da saúde – deges/ms
7. Apresentação do trabalho de acompanhamento da assessoria parlamentar do cns -
alessandra giselimatias,
8. Assessora parlamentar do conselho nacional de saúde.

207
9. Apresentação das propostas e estratégias da gestão da regulação do trabalho em
saúde – dra denise motta dau – diretora do departamento de gestão e regulação
do trabalho em saúde-degerts/sgets/ms
10. Apresentação da associação médica nacional “maira fachini”: revalidação de
diplomas médicos – wesley c. Soares – coordenador da amnmf
11. Apresentação da proposta da sgtes: projeto revalida – dra ana estela haddad –
diretor a de programas da sgtes e coordenadora da comissão intersetorial de
recursos humanos-cirh
12. Primeira abordagem sobre o decreto nº 7.508/2011 – andré bonifácio – diretor
de articulação da secretaria de gestão participativa e estratégica (sgep).
13. Apresentação dos objetivos estratégicos e metas da gestão do trabalho e da
educação na saúde para 2011-2015 (sgtes) – dra denise motta dau /
degerts/sgtes/ms
14. APRESENTAÇÃO: PLATAFORMA AROUCA –UNASUS – DR FRANCISCO EDUARDO
CAMPOS
15. APRESENTAÇÃO: SISTEMA DO BANCO DE DADOS DO CONSELHO FEDERAL DE
FARMÁCIA – DRA DANYELLE MARINI
16. APRESENTAÇÃO: PROTOCOLO DA SAÚDE DO TRABALHADOR – DRA DENISE
17. MOTTA DAU – DEGERTS/SGTES/MS
18. APRESENTAÇÃO: PROPOSTA DE VALORIZAÇÃO DO PROFISSIONAL DA ATENÇÃO
BÁSICA – SIGISFREDO LUIS BRENELLI – DEGES/SGTES/MS
19. APRESENTAÇÃO: PESQUISA: PERFIL DA ENFERMAGEM NO BRASIL – DRA MARIA
HELENA MACHADO – PESQUISADORA TITULAR DA ESCOLA NACIONAL DE SAÚDE
PÚBLICA – ENSP/FIOCRUZ
20. AUTORIZAÇÃO – CURSO DE MEDICINA – DR MILTON ARRUDA MARTINS – SECRETARIA
DE GESTÃO DO TRABALHO EDUCAÇÃO NA SAÚDE – SGTES/MS

O Ministério da Saúde e o Ministério da Educação desenvolvem uma vasta gama


de ações e programas em cooperação, no âmbito da Comissão Interministerial de Gestão
do Trabalho e da Educação na Saúde (CIGES), instituída pelo Decreto Presidencial de
20 de junho de 2007. Entre elas, as ações para a reorientação da formação na graduação
na área da saúde. Em consonância com esta ação, a CIRH tem um Grupo de Trabalho
(GT), responsável pela análise de processos de atos autorizativos e elaboração de Notas
Técnicas, destinadas a subsidiar os pareceres do pleno do CNS sobre a autorização,
reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos de graduação em medicina,
odontologia e psicologia. Os processos são recebidos do MEC, devem atender ao prazo
de 120 dias para análise e emissão do parecer do CNS. Este procedimento atende ao
previsto no Decreto nº 5773/2007 e os fluxos no âmbito do CNS foram disciplinados
pelas Resoluções CNS nº 429 e 430 de 2009.

208
68 PROCESSOS AVALIADOS PELA CIRH - 2011 ATIVIDADES
Grupo de Evento Participações
Satisfatório Insatisfatório Visita in Loco
Trabalho Realizado Específicas
Seminário
Nacional do Pró-
Saúde e PET-
Saúde – 19 e 20
de outubro/2011
GT de Análise de IV Seminário Seminário de
Curso Nacional sobre Conclusão da
Parecer: GT Datasus Residência pesquisa:
“Expansão dos
Satisfatório: 01 GT de Residência Multiprofissional
23 43 02 cursos de
Insatisfatório: Multiprofissional e em Área
graduação em
01 e em Área Profissional da enfermagem no
Profissional da Saúde – 29 e 30 estado de Minas
Saúde de Setembro/2011 Gerais: relações
entre políticas de
saúde e de
educação” – 24 de
outubro/2011
(UFMG)

9- Representação do Ministério da Saúde na Comissão Nacional de Residência


Multiprofissional em Saúde

A SGTES, por meios da Diretoria de Programas e do Departamento de Gestão


da Educação na Saúde é responsável pela representação do Ministério da Saúde na
Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde (CNRMS). A CNRMS
vincula-se à Coordenação de Residências, assim como a Comissão Nacional de
Residência Médica (CNRM), do Departamento de Hospitais e Residências da Secretaria
de Educação Superior do Ministério da Educação (DHR/SESu/MEC). A composição da
CNRMS e as entidades representadas está estabelecida na Portaria Interministerial
MEC/MS nº 1.077/2009.

A SGTES participou em 2011 de todas as reuniões plenárias da CNRMS, que


são realizadas com frequência mensal. Participou também da organização e realização
do IV Seminário Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde, em parceria com
o Ministério da Educação e com o Conselho Nacional de Saúde. Participou também a
convite da Rede Unida, de um seminário realizado em Fortaleza, precedendo o IV
Seminário Nacional, da reunião de Coordenadores de cursos de Residência
Multiprofissional e em Área Profissional da Saúde e da reunião das Câmaras Técnicas
vinculadas à CNRMS e responsáveis pelo processo de avaliação dos programas.

Nas reuniões plenárias deliberou-se sobre os vários assuntos e temas


encaminhados pelos programas, residentes, buscando sempre o avanço na formulação,
implementação e consolidação desta iniciativa como parte da política de formação e

209
desenvolvimento dos profissionais de saúdem em articulação com a política nacional de
educação, com a política nacional de saúde e com as necessidades do SUS.

Em 2011 foi aberto novo edital para seleção de programas de residência


multiprofissional e em área profissional da saúde e selecionados os programas para o
pagamento de bolsas pela SGTES, conforme descrito nas ações do DEGES.

A Residência Multiprofissional em Saúde e em Área Profissional da Saúde,


oficialmente instituída no Brasil pela Lei nº 11.129, de 30 de junho de 2005 25, é
destinada às categorias profissionais que integram o campo da saúde, excetuada a
médica. O parágrafo segundo desta Lei estabelece que essa residência seja
desenvolvida em regime de dedicação exclusiva, sob supervisão docente-assistencial, de
responsabilidade conjunta dos setores da educação e da saúde. Trata-se de um programa
de cooperação intersetorial concebido para favorecer a inserção qualificada de
profissionais da saúde recém graduados no mercado de trabalho, particularmente em
áreas prioritárias do Sistema Único de Saúde. Pode funcionar em Instituições ou
serviços de saúde, universitários ou, necessariamente, conveniados com instituições de
ensino superior, sob a orientação de profissionais de saúde de elevada qualificação ética
e profissional.

Os programas podem ser oferecidos em duas modalidades: a Residência


Multiprofissional em Saúde ou a Residência em Área Profissional da Saúde, e por força
da Lei nº 11.129 somente poderão emitir certificados de conclusão de qualquer uma
delas as instituições que tiverem os seus programas autorizados e reconhecidos pela
Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde - CNRMS.

A promulgação da Lei deu início a um longo processo de construção política e


de criação das condições institucionais necessárias à instituição da CNRMS, que só se
concretizou dois anos depois, em 2007.

A primeira residência multiprofissional em saúde surgiu no Rio Grande do Sul,


em 1978, a partir do programa de Residência em Medicina Comunitária vinculada à
Secretaria Estadual de Saúde, em sua Unidade Sanitária denominada São José do
Murialdo. Em 1977, o Decreto nº 80.28132 cria a Residência Médica como modalidade
de pós-graduação lato sensu, caracterizada pela formação em serviço, considerada o
“padrão ouro” da especialização médica. Em 2002 foram criados 19 programas de
residência multiprofissional em saúde da família, em diferentes estados, financiados
pelo Ministério da Saúde. Os programas tinham formatos diversificados, e em comum a
perspectiva de trabalhar integradamente com todas as profissões da saúde.

O processo político de construção entre os atores até a criação da CNRMS, bem


como as diversas experiências de criação e implementação de programas de residência
multiprofissional em saúde estão relatados numa publicação do Ministério da Saúde. A

210
publicação congrega as experiências de 20 diferentes programas, e traz um breve
histórico do que antecedeu a promulgação da Lei nº 11.129/2005 e o período que a
sucedeu, até a criação da CNRMS em 2007 33

A modalidade Residência em Área Profissional da Saúde é caracterizada pelo


desenvolvimento de programas nos diferentes campos profissionais da saúde, no âmbito
específico dos saberes de cada profissão, organizada em áreas de concentração de
conhecimento no contexto da atenção à saúde.

Entende-se por áreas profissionais da saúde as profissões regulamentadas


mencionadas no parágrafo único do art. 1º da Portaria Interministerial nº 1.077, de 12 de
novembro de 2009 34, e por área de concentração o conjunto delimitado e específico de
conhecimentos que constituirá o objeto de estudo e de capacitação técnica dos
profissionais envolvidos no programa, organizado na forma de linha de cuidado, no
âmbito dos diferentes níveis de atenção do Sistema Único de Saúde.

A modalidade Residência Multiprofissional em Saúde é caracterizada pela


atividade integrada de diferentes campos profissionais da saúde, também organizada em
áreas de concentração de conhecimentos. Para ser caracterizado como multiprofissional,
um programa deve ser constituído por, no mínimo, três campos profissionais da saúde, e
a sua estrutura obedece a um modelo multiaxial, configurado pela articulação entre: a)
um eixo integrador transversal a todos os campos profissionais envolvidos, no qual
serão realizadas atividades em conjunto para o desenvolvimento da prática
multiprofissional; e b) os vários eixos correspondentes aos núcleos de saberes de cada
profissão, cujas atividades específicas são estabelecidas de forma a preservar a
identidade profissional dos residentes.

As áreas de concentração para oferta de programas de residência


multiprofissional e residências em área profissional da saúde constituem matéria de
discussão das Câmaras Técnicas que assessoram a Comissão Nacional de Residência
Multiprofissional em Saúde, com ampla participação dos Conselhos Profissionais e de
Associações de Ensino e Sociedades Científicas dos campos profissionais, com
posterior homologação pela CNRMS, publicada por meio de Resolução específica. A
definição das áreas de concentração homologadas pela CNRMS busca contemplar as
prioridades locais e regionais do SUS para a formação de recursos humanos na saúde,
respeitadas as especificidades de formação dos diferentes profissionais da saúde
envolvidos.

Os Programas de Residência Multiprofissional em Saúde e Residência em Área


Profissional da Saúde devem ser orientados pelos princípios e diretrizes do SUS, a partir
das necessidades e realidades locais e regionais identificadas, de forma a contemplar os
eixos norteadores citados na Portaria Interministerial nº 1.077/2009. Da mesma forma,
devem organizar o seu projeto pedagógico, em consonância com a regulamentação
vigente, e providenciar o seu devido cadastramento no sistema informatizado da

211
CNRMS, com vista a possibilitar o desencadeamento do processo de avaliação para
autorização e posterior reconhecimento do mesmo.

As instituições de saúde que oferecerem programas de Residência


Multiprofissional em Saúde e em Área Profissional da Saúde são responsáveis pela
organização do projeto pedagógico deste programa de pós-graduação, em consonância
com as Resoluções emanadas da CNRMS, e pela disponibilização de bolsas de estudo
de residência, conforme estabelecido pela legislação vigente, para todos os residentes
para os quais oferecerem vagas por meio de edital de seleção pública. O Projeto
Pedagógico dos programas de Residência Multiprofissional em Saúde e Residência em
Área Profissional da Saúde deve explicitar: os objetivos do programa; a sua inserção e
articulação com o SUS; as parcerias estabelecidas para garantir os ambientes de prática;
as diretrizes pedagógicas, incluindo a metodologia de avaliação utilizada; a infra-
estrutura disponível; a matriz curricular e desenho da semana padrão; e o perfil esperado
dos egressos.

O conjunto de profissionais envolvidos no desenvolvimento e implementação de


programas de Residência Multiprofissional em Saúde e Residência em Área Profissional
da Saúde é constituído das seguintes categorias: Profissional de Saúde Residente,
Coordenador de Programa, Tutor e Preceptor. Entende-se o tutor como o docente da
instituição de ensino que supervisiona o desenvolvimento do programa e se
responsabiliza, juntamente com o Coordenador do Programa, pela elaboração do projeto
pedagógico e pelo processo de avaliação. Preceptor é o profissional do campo que
participa do processo de ensino-aprendizagem e tem uma função importante na inserção
e socialização do recém-graduado no ambiente do trabalho.

A CNRMS promoveu a implantação das Câmaras Técnicas de assessoramento,


numa articulação com os Conselhos Profissionais e as Associações de Ensino e
Sociedades Científicas das treze profissões da saúde não médicas. A partir de uma
reavaliação do plenário com relação à operacionalização das dez câmaras inicialmente
previstas, foi realizado um agrupamento dos temas e ementas de áreas afins, instalando-
se seis Câmaras, a saber:

1. Especialidades Clínicas, Especialidades Cirúrgicas e Apoio Diagnóstico e


Terapêutico;
2. Urgências / Emergências e Intensivismo;
3. Saúde da Família e Saúde Coletiva;
4. Saúde Mental;
5. Saúde Funcional;
6. Saúde Animal.
A concepção e a implantação das Câmaras Técnicas (CT) teve por objetivo
enfrentar o desafio de permitir o desenvolvimento de um processo avaliativo para fins
autorizativos que desse conta do modelo idealizado na imagem-objetivo, da articulação

212
entre treze profissões para a configuração de propostas de áreas de concentração para a
oferta de programas de residência tanto multiprofissionais como em área profissional.
Foi desenvolvida uma proposta de trabalho à distância, apoiada no sistema
informacional e com reuniões periódicas por meio de videoconferências.

Na ocasião da instituição da CNRMS, havia uma expectativa por parte das


entidades profissionais de que seria criada uma Câmara Técnica por profissão. Mas com
o decorrer dos trabalhos da Comissão, e no aprofundamento do debate acerca dos
objetivos desta modalidade de formação e do seu papel indutor de mudanças no modelo
de atenção, esta posição foi sendo progressivamente revista, e com base na política de
saúde e na perspectiva de efetivamente promover o trabalho e a formação em equipe
multiprofissional, chegou-se ao formato das seis Câmaras Técnicas divididas por linha
de cuidado e prevendo a presença de representação das várias profissões envolvidas
com o cuidado em saúde nessas linhas. Considera-se que esta medida esteja tendo um
considerável impacto positivo na estruturação dos projetos pedagógicos, na
implementação dos cursos, e nos resultados alcançados na gestão do cuidado em saúde e
no perfil dos egressos desses cursos.

Esta política de implantação e consolidação da Residência Multiprofissional em


Saúde expressa-se em dois eixos principais: a instituição de um marco regulatório para
para avaliar e regular o funcionamento dos programas e o estabelecimento de critérios e
condições de financiamento para a implementação de programas.
No que tange ao marco regulatório, há uma orientação da Secretaria de
Educação Superior do MEC de que todos os processos de regulamentação de cursos
mantenham um alinhamento com o Decreto nº 5.773/2006 35, que dispõe sobre o
exercício das funções de regulação, supervisão e avaliação de instituições de educação
superior e cursos superiores de graduação e seqüenciais no sistema federal de ensino,. e
com os processos do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – SINAES.
Atendendo a esta diretriz, o desenho dos processos de regulação, avaliação e supervisão
dos programas de residência multiprofissional e em área profissional da saúde vem
sendo construído e implementado em seu sistema informacional, pela CNRMS, nesta
direção.

Quanto aos processos de financiamento de programas, é importante destacar que


este é feito quase que exclusivamente com recursos públicos, sendo o Governo Federal
o maior provedor, numa ação conjunta entre os Ministérios da Saúde e da Educação. Há
uma definição explícita de valorização do modelo multiprofissional de formação,
entendendo-se que este responde de maneira mais efetiva às demandas de profissionais
capacitados para o trabalho em equipe e à preservação da integralidade da assistência.
Isso não exclui as residências em área profissional, sobretudos em algumas
especialidades específicas que são também necessárias ao bom andamento do SUS.

213
Enfermagem 141
Odontologia 108
Psicologia 47
Nutrição 42
Serviço Social 38
Fiosterapia 37
Farmácia 35
Educação Física 18
Terapia… 17
Fonoaudiologia 15
Ciências… 1

Gráfico 2.6 - Edital 24/2009 - Distribuição de bolsas por profissão, financiadas pelo
Ministério da Saúde, a partir dos projetos selecionado pelo Edital nº
24/2009

Também é um consenso a necessidade de apoio à formação de profissionais para


atuarem na atenção básica, sobretudo na área de atenção à saúde da família, que
constitui estratégia prioritária para o Sistema. Este apoio vem sendo oferecido pelo
Ministério da Saúde, por meio da SGTES, que vem financiando programas em todo o
país. Em 2010, a sistemática de financiamento pelo MS foi reformulada, passando-se de
um modelo por projeto, que tinha o problema da instabilidade, uma vez que não se
poderia ter a garantia da continuidade do mesmo, para um modelo de pagamento de
bolsas diretamente aos residentes cadastrados, após o programa ter sido aprovado e
inserido no sistema de financiamento. Atualmente são financiadas 500 bolsas desta
maneira, em 60 programas em todo o país.

Foi avaliada, entretanto, a necessidade de investimento também na formação de


profissionais com um novo perfil para a atuação no ambiente hospitalar. Embora as
Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos da área da saúde enfatizem a importância
da inserção precoce dos alunos na Atenção Básica, não se pode ignorar que os hospitais
de ensino continuam sendo um cenário de prática essencial para a formação desses
alunos, e é preciso reconhecer que a prática profissional nessas instituições é
freqüentemente fragmentada e isolada entre os diferentes grupos de profissionais, não
oferecendo, portanto, um modelo exemplar para a formação dos graduandos.

Neste contexto, o Ministério da Educação, no âmbito do Programa Nacional de


Restruturação dos Hospitais Universitários Federais – REHUF, instituiu em sua rede de
HUs o Programa de Residência Integrada Multiprofissional em Saúde - PRIMS, que
teve início em 2010 com 500 bolsas distribuídas em 35 programas em todo o país. Para
2011, as bolsas de ingresso serão expandidas para 780, em 38 programas desenvolvidos
em 42 hospitais universitários federais.

214
O desenho proposto para o PRIMS pressupõe a necessária integração entre a
Academia e o Serviço, de forma que os docentes das universidades devem trabalhar em
conjunto com os profissionais preceptores dos hospitais, e também a articulação com os
gestores Estadual e Municipal e o controle social, por meio da Comissão de
Acompanhamento de Contratos de cada Hospital. A definição das áreas de concentração
dos programas é feita segundo as demandas locorregionais de profissionais e a
capacidade operacional das instituições, com foco na priorização das políticas de Estado
de saúde, definidas pelo Ministério da Saúde, como por ex: Atenção Cardiovascular,
Urgências e Emergências, Atenção em Oncologia, Terapia Intensiva, Saúde da Criança,
Saúde da Mulher, Saúde do Idoso, Saúde Mental, Atenção ao Paciente Renal, e assim
por diante. Também há uma orientação de que, tanto no R1 como no R2, deve ser
incluído na grade um rodízio obrigatório na rede básica, em unidade que disponha de
equipes de Saúde da Família, preferencialmente aquelas onde funcionar também um
Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família, de forma a propiciar a
troca de experiências.
Com o PRIMS pretende-se mudar efetivamente a prática assistencial nesses
hospitais, que certamente repercutirão com mudanças em todo o sistema hospitalar
brasileiro, tais como: maior integração da equipe de saúde, numa visão de cuidado
ampliada; maior integração dos hospitais com a rede básica de saúde; humanização de
assistência; melhoria dos indicadores qualitativos de Saúde; redução do tempo de
internação dos pacientes; ampliação de programas de atendimento domiciliar;
implantação de novos serviços (ex: saúde mental, saúde bucal); ampliação do papel da
assistência farmacêutica.

A Política Nacional para a Residência Multiprofissional em Saúde, assim como


para Residência Médica, tratada ainda neste capítulo, deve, portanto, estar voltada para
a formação e fixação de recursos humanos qualificados para o atendimento às
necessidades do SUS, num projeto de articulação e de integração tanto entre os
diferentes níveis de atenção, na forma do estabelecimento de linhas de cuidado que
garantam a integralidade da assistência, como entre os programas de residência médica
e de residência multiprofissional, na ótica do trabalho em equipe multiprofissional.

Visão de futuro: Integração

Residê
Residência Residê
Residência
Médica Médica

ATENÇÃ
ATENÇÃO
O BÁ
BÁSICA SUS ATENÇÃ
ATENÇÃO
O HOSPITALAR

Residê
Residência Integrada Residê
Residência Integrada
Multiprofissional Multiprofissional 215
Gráfico 2.7 - Visão integrada entre a atenção básica e a atenção hospitalar e entre a
Residência Médica e a Residência Multiprofissional em Saúde

Constitui um grande avanço a instituição da CNRMS na estrutura do Ministério


da Educação, consolidada junto com a criação da Diretoria de Hospitais Universitários
Federais e Residências em Saúde (DHR/SESu), na qual funciona também a Comissão
Nacional de Residência Médica – ambas funcionando sob a égide da Coordenação Geral
de Residências em Saúde. Em um trabalho conjunto com a Coordenação Geral de
Hospitais Universitários Federais, permite o estabelecimento de uma política integrada e
de facilitação da interlocução com o Ministério da Saúde. Nenhuma outra área do
conhecimento ganhou espaço institucional e administrativo específico na estrutura do
MEC como é o caso da saúde.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR
DIRETORIA DE HOSPITAIS UNIVERSITÁRIOS FEDERAIS E RESIDÊNCIAS DE
SAÚDE
COORDENAÇÃO GERAL DE RESIDÊNCIAS DE SAÚDE
COMISSÃO NACIONAL DE RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL EM
SAÚDE- CNRMS

PROGRAMAÇÃO DO IV SEMINÁRIO DE RESIDÊNCIA


MULTIPROFISSIONAL E EM ÁREA PROFISSIONAL DA SAÚDE.

29/09/2011 (quinta-feira)
09h às 13h: Credenciamento
13h às 13h30: Abertura
13h30 às MESA 01 – “A inserção da Residência Multiprofissional em Saúde nas Políticas
15h30 Nacionais de Educação em Saúde”.
16h às 17h30 MESA 02 – “Política de Formação em Saúde: a Residência em Área Profissional de
Saúde”.
18 às 19h30 MESA 03 – “Política de Residência Multiprofissional em Saúde: Gestão,
Financiamento e Participação Social”.
20h às 21h30 RODAS DE TROCAS DE EXPERIÊNCIA ENTRE PROGRAMAS
30/09/2011 (sexta-feira)
8h às 12 h TRABALHOS EM GRUPO por Eixos Temáticos
13h30 às 17h PLENÁRIA FINAL: socialização das produções em grupo e encaminhamentos

10- Acompanhamento da implementação dos projetos do Pró-Ensino, aprovados


no Edital CAPES n. 24/2010, desenvolvido em parceria com a CAPES/MEC

O Programa Nacional de Formação e Desenvolvimento Docente na Saúde (Pró-


Ensino) resultou da avaliação e monitoramento da implementação do Pró-Saúde e do

216
PET Saúde, em especial da percepção do grande desafio colocado para o corpo docente,
que não foi instrumentalizado para fazer frente às novas dimensões inseridas na
reorientação da formação, representadas pela integração ensino-serviço, pelas
metodologias ativas do processo ensino-aprendizagem, pelo trabalho em equipe
multiprofissional desde a formação, entre outros. A interlocução constante com os
atores do processo gerou um documento de consenso que serviu de base para a
formulação do Pró-Ensino, e entre as questões apontadas, salientamos algumas a seguir.

O Pró-Ensino consistiu no apoio institucional e financeiro a projetos de:

1. Mestrado Profissional na área de ensino na saúde


2. Projetos de formação de mestres, doutores e pós-doutores e desenvolvimento
de pesquisas na área de ensino na saúde, apresentados por programas de pós-
graduação já existentes e avaliados pela Coordenação de Aperfeiçoamento
de Pessoal de Nível Superior (CAPES) com nota mínima igual a 4. Os
projetos poderiam ser inter-institucionais ou abranger mais de um programa
de uma mesma instituição.
3. Residências Médica, Multiprofissionais ou em Área Profissional da Saúde
associadas ao Mestrado Profissional.
Para as iniciativas 1 e 2, foram aceitos projetos sobre os seguintes

temas:

- gestão do ensino na saúde


- currículo e processo ensino-aprendizagem na formação em saúde
- avaliação no Ensino na saúde
- formação e desenvolvimento docente na saúde
- integração universidades e serviços de saúde
- políticas de integração saúde e educação
- tecnologias presenciais e à distância no Ensino na saúde
No caso do Mestrado Profissional, o documento orientador elaborado pelo
Grupo de Trabalho vinculado à SGTES para a apresentação de projetos estabeleceu as
seguintes recomendações:

1. Compromisso com a formação de recursos humanos em senso estrito para o


avanço do ensino na saúde com vistas ao fortalecimento do SUS.
2. Formação de futuros mestres que atuem no ensino na saúde, preferencialmente,
no cotidiano dos serviços de saúde.
3. Caráter multidisciplinar da proposta, envolvendo diferentes áreas, culturas e
práticas do conhecimento.
4. Produção de conhecimento a partir da investigação de situações relacionadas à
prática do ensino na saúde na sua interface com as evidências científicas da área
e dos serviços de saúde.

217
5. Desenvolvimento de intervenções a partir de pesquisas realizadas nos serviços
de saúde que produzam impacto no SUS.
6. Programa com ênfase na transformação das práticas profissionais.
7. Possibilidade de criação de núcleos disseminadores e incentivadores, regionais,
com desenvolvimento de propostas interinstitucionais.
8. Definição de políticas e estratégias para a divulgação dos resultados das
pesquisas, com destaque para publicações em periódicos qualificados da Área.
9. Definição de políticas e estratégias para a divulgação dos resultados das
pesquisas e o desenvolvimento de produtos de intervenção para a transformação
das práticas, inclusive junto aos gestores acadêmicos e dos serviços de saúde,
profissionais dos serviços de saúde e controle social.
10. Equipes proponentes preferencialmente interdisciplinares e multiprofissionais,
envolvendo cursos da área da saúde, com as necessárias interfaces com as áreas
de ciências humanas, quando couber. Excepcionalmente, a equipe poderá contar
com profissionais não portadores do título de Doutor que participarão como
colaboradores do programa na condição de co-orientadores e participantes de
disciplinas.

11. Possibilidade de intercâmbio interinstitucional pode ser considerada como um


mecanismo de aprimoramento da equipe.

12. Participação da instituição proponente e dos docentes envolvidos em programas


de incentivo à reorientação da graduação em saúde desenvolvidos pelo MS e
MEC tais como o Pró-Saúde, PET-Saúde, Universidade Aberta do SUS (UNA-
SUS), Telessaúde Brasil e a Foundation for the Advancement of Medical
Education and Research (FAIMER) Brasil, e as relacionadas à educação técnica
profissional, entre outros.

A excelência da formação está claramente ligada à possibilidade das unidades


acadêmicas e os serviços consorciarem-se para a produção e divulgação de
conhecimentos no campo das necessidades em saúde e da educação, promovendo a
construção de massa crítica para o fomento da qualidade da educação de profissões de
saúde.

A Pós-Graduação, por sua vez, tem como premissa essencial formar recursos
humanos altamente qualificados, associado à produção de conhecimento que, neste caso
específico, tome como objetos as variadas dimensões do ensino, que possam se
materializar em transformações efetivas no cotidiano da formação de recursos humanos
no campo da saúde no Brasil. Na formação de professores e pesquisadores, a pós-
graduação é uma atividade acadêmica com inquestionável legitimidade e
reconhecimento no Brasil. Assim, é essencial que esta esfera de atividade esteja também
comprometida com a consolidação do SUS.

218
Observa-se que parte considerável dos professores dos cursos brasileiros da área
da saúde carece de preparo pedagógico específico. De outra parte, há uma tendência em
se confundir o bom desempenho profissional ou na pesquisa com o bom desempenho
docente. Percebe-se, também, uma tendência a reduzir os saberes dos professores a
aspectos técnico-científicos, empobrecendo as possibilidades de transformação e avanço
nas relações de aprendizagem e ensino.
O Mestrado Profissional deve assim ser uma estratégia de produção de
conhecimento sobre o Ensino na Saúde a partir da problematização das práticas hoje
envolvidas na formação de profissionais, especialmente no âmbito dos Serviços de
Saúde.

O objetivo principal a ser perseguido deve ser o de contribuir para o


desenvolvimento do conhecimento no campo do ensino na área da saúde e investir no
desenvolvimento das competências docentes e discentes no campo do ensino e da
pesquisa.

No caso do edital nº 24/2010, que selecionou projetos nas linhas de pesquisa de


ensino na saúde, tendo como público-alvo programas de pós-graduação já existentes
com nota mínima igual a 4, foram apresentados 43 projetos e foram aprovados pela
CAPES 23 projetos que estão iniciando sua implementação em 2011 e sobre o qual
teremos este ano uma primeira reunião de trabalho para apresentação do andamento de
sua implementação, durante o 49º Congresso Brasileiro de Educação Médica
(COBEM). Relacionamos abaixo as principais informações sobre os projetos que foram
aprovados.

Título do Projeto IES Área de


Responsável Avaliação

1 Ensino na saúde: caminhos para a superação dos


desafios na formação profissional para o SUS. UFSC Enfermagem

2 A formação de professores no contexto do SUS:


Políticas, ações e construção do conhecimento. USP Enfermagem
3 Estudo da formação do profissional de saúde no Ensino de Ciência
contexto de inovações curriculares, da capacitação UFRJ e Matemática
pedagógica de professores e da integração ensino-
serviço na rede SUS.
4 Inserção de tecnologias a distância combinadas com
presenciais no ensino na área da saúde. UFRGS Farmácia
5 Formação em educação superior nas profissões da Medicina I
saúde. USP
6 Desenvolvimento de competências gerais e específicas
nos vários cenários de ensino-aprendizagem dos
estudantes de medicina, odontologia e enfermagem:
situação atual dos currículos, implantação e avaliação UFC Medicina I
de metodologia ativas.

219
7 Implementação do núcleo de ensino e pesquisa em
educação na saúde da FMABC. FMABC Medicina I

8 Avaliação do ensino na saúde: formação de


multiplicadores para ações de qualidade. UNICAMP Medicina I

9 Ensino na saúde: uma proposta integradora para o SUS.


UFCSPA Medicina I

10 Orientação pedagógica do trabalho docente em saúde.


FAMERP Medicina I

11 Docência na saúde.
PUC RS Medicina I

12 Inovação em docência universitária: uma proposta de


(trans)formação no processo de ensino e aprendizagem
para os cursos da área da saúde. UFV Medicina II
13 Ensino, saúde e desenvolvimento: rede de saberes e
práticas. FPP Medicina II

14 Tecnologias educacionais interativas para


potencializarão da educação na saúde. USP Medicina II

15 Projeto de criação da linha de pesquisa em ensino na


saúde do programa de PG em ciências da saúde da UFG Medicina II
UFG.
16 Projeto de criação da linha de pesquisa e apoio ao
ensino na saúde no mestrado profissional de saúde FCMSCSP
coletiva da FCMSCSP.
17 Fortalecimento do ensino na saúde no contexto do
SUS: uma proposta interdisciplinar da UnB na região
Centro Oeste. UnB Psicologia
18 Formação para a docência de ensino superior na área de
pesquisa clínica em doenças infecciosas. FIOCRUZ Saúde Coletiva
19 Integração universidade, serviços de saúde e
comunidade na Faculdade de Medicina de Botucatu:
construindo novas práticas de formação e pesquisa. UNESP Saúde Coletiva
20 Educação e saúde: bases e epistemológicas da formação
de profissionais para o SUS. FUFPI Serviço Social

21 Projeto de formação de recursos humanos no nível de


mestrado e doutorado em educação para profissionais UFMT Educação
de saúde com ênfase no ensino na saúde para o SUS.
22 Políticas de formação em educação física e saúde
coletiva: atividade física/práticas corporais no SUS. UFRGS Educação Física

23 Avaliação do estudante e do ambiente de ensino nos


cursos da área da saúde. USP Medicina I

220
Quadro 2.4 - Projetos aprovados no Pró-Ensino

Mestrado Profissional Articulado à Residência Médica e às Residências em Saúde

Entre os objetivos que nortearam a iniciativa de promover a apresentação de


projetos integrados de Residência e Mestrado Profissional destaca-se o de qualificar
tanto as Residências quanto a prestação de serviços em saúde, qualificar os profissionais
para o exercício de uma prática avançada e transformadora, em sintonia com as
demandas sociais, organizacionais ou profissionais e do mercado de trabalho. Aliado ao
desenvolvimento das competências para o exercício profissional, estes programas se
orientam para agregar também o desenvolvimento das competências para a docência e
para a pesquisa.

Os projetos apresentados e selecionados por edital, permitem que os residentes


façam a opção de, ao final do primeiro ano da residência, apresentarem um projeto de
pesquisa sob orientação docente, cumprir créditos adicionais relacionados à pesquisa, e
com isso concluir simultaneamente a Residência e o Mestrado Profissional, terminando
o curso com a obtenção da dupla certificação.

As áreas temáticas que foram priorizadas no Edital de seleção destes projetos


foram:

 Administração e Gestão em Saúde

 Cuidados Intensivos

 Cuidados Paliativos

 Atendimento Domiciliar

 Promoção da Saúde

 Saúde e meio ambiente

 Saúde Bucal

 Tecnologia e Saúde

 Reabilitação da saúde

 Distúrbios cognitivos e comportamentais

 Áreas de Atuação da Carreira Médica: atendimento ao queimado; citopatologia,


densitometria óssea; ecografia vascular com doppler; eletrofisiologia clínica
invasiva; endoscopia digestiva; endoscopia ginecológica; endoscopia
respiratória; ergometria; hemodinâmica e cardiologia intervencionista;
infectologia hospitalar; medicina aeroespacial; medicina fetal; neurofisiologia

221
clínica; nutrição parenteral e enteral; nutrição parenteral e enteral pediátrica;
perícia médica; psicogeriatria; psiquiatria forense; reprodução humana.

11- Ação em parceria com a CAPES para disponibilização do Portal CAPES para
os profissionais de saúde por intermédio dos Conselhos Profissionais

Cooperação estabelecida entre o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de


Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) e da Secretaria de Ciência,
Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE), com a CAPES com o objetivo de
disponibilizar aos profissionais de saúde, o acesso ao portal de periódicos da CAPES.

Após consulta a um grupo de docentes e pesquisadores das 14 profissões que


compõem a área da saúde de universidades públicas, e reunião de trabalho em que
várias bases de dados foram apresentadas, foi tomada a decisão de iniciar esta ação com
a disponibilização das seguintes bases de dados: British Medical Journal (BMJ),
Embase, Hospital Collection, Dynamed, Atheneu e Micromex.
Foi planejado o investimento de R$ 10 milhões do orçamento da SGTES, tendo
sido descentralizado R$ 5 milhões do orçamento de 2011, ficando o resto para 2012.

Na tabela abaixo encontra-se o quantitativo estimado de profissionais que terão


acesso ao portal, com base no número de inscritos em cada Conselho Profissional. O
total estimado é de 1,8 (um milhão e oitocentos mil) profissionais que poderão ser
beneficiados pela iniciativa.

A forma de acesso ao portal, com base no número do registro profissional,


deverá ser feita mediante atribuição de senha individual. O período de vigência deverá
ser de 12 meses.

Estimativa do nº de Profissionais que terão acesso ao Portal da CAPES:

Conselho Profissional da Área da Saúde Nº de inscritos


Conselho Federal de Medicina - CFM 350.391
Conselho Regional de Nutricionistas - 74.111
CRN
Conselho Regional de Psicologia - CRP não informado
Conselho Federal de Biologia - CFBio 60.000
Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia 165.694
Ocupacional - COFFITO
Conselho Federal de Educação Física - 260.000
CONFEF
Conselho Federal de Biomedicina - não informado
CFBiomedicina
Conselho Federal de Odontologia - CFO 240.00
Conselho Federal de Enfermagem - 287.119

222
CONFEn
Conselho Federal de Farmácia - 142.841
CFFarmácia
Conselho regional de serviço social - 110.000
CFESS
Conselho Federal de Fonoaudiologia - 35.504
CFF
Conselho Federal de Medicina Veterinária 113.011
- CFMV
TOTAL 1.838.671 profissionais da saúde

223
2.3. PROGRAMAS E AÇÕES
Relacionamos, a seguir, as planilhas que evidenciam os objetivos e prioridades
definidos pela Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, em 2011,
destacando os resultados físicos e financeiros alcançados na implementação do
programa sobre a responsabilidade da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação
na Saúde.

224
Quadro A.2.1 - Demonstrativo da Execução por Programa de Governo
Código no PPA 1436
Denominação Aperfeiçoamento do Trabalho e Educação na Saúde
Tipo do Programa Finalístico
Objetivo Geral Fortalecer a gestão do SUS nas três esferas de governo, de modo a melhorar e aperfeiçoar a capacidade resolutiva das ações e serviços
Promover a qualificação e a educação permanente dos profissionais da saúde do Sistema Único de Saúde, assim como promover a
Objetivos Específicos
desprecarização dos vínculos de trabalho da saúde e a qualificação da gestão do trabalho.
Gerente
Gestores federais, estaduais, municipais, trabalhadores da saúde, sindicatos, entidades representantes dos trabalhadores da saúde e
Público Alvo
estudantes da área de saúde.
Informações orçamentárias e financeiras do Programa Em R$ 1,00
Dotação Restos a Pagar não
Despesa Empenhada Despesa Liquidada Valores Pagos
Inicial Final processados
405.114.765,00 416.828.983,00 402.714.872,32 402.714.872,32 213.646.653,24 137.584.886,70
Informações sobre os resultados alcançados
Referência Índice previsto no Índice atingido no
Ordem Indicador (Unidade medida)
Data Índice inicial Índice final exercício exercício
Taxa de Aperfeiçoamento do Trabalho e
1 da Educação na Saúde 31/12/2006 22 45 45 48
Fórmula de Cálculo do Índice
Relação percentual entre o número de profissionais de saúde capacitados e em processo de capacitação dividido pelo total de profissionais cadastrados no SUS.
Análise do Resultado Alcançado
Os resultados alcançados superaram o índice previsto inicialmente, contribuindo de forma fundamental para o fortalecimento das ações de serviços em saúde, através de
implementação de políticas públicas de educação para o SUS, possibilitando a qualificação permanente e o desenvolvimento dos trabalhadores da saúde, com ênfase na
atenção básica, e o desenvolvimento de um trabalho articulado nas esferas de governo, buscando melhorar o atendimento e a capacidade de resolução das ações dos
serviços prestados a população.
Fonte: http://www.sigplan.gov.br
Contingenciamento no exercício:
Houve.

Eventos negativos e positivos que prejudicaram ou facilitaram a execução dos Programas de Governo:
Abertura de crédito suplementar facilitou a superação das metas previstas.

225
Quadro A.2.2 - Execução Física das ações realizadas pela UJ
Tipo da Meta Meta Meta a ser realizada em
Função Subfunção Programa Ação Prioridade Unidade de Medida
Ação prevista realizada 2012

10 122 1436 2272 A 3 Sem Produto 0 0 0

10 128 1436 8612 A 3 Profissional Beneficiado 170.000 176.171 100.100

10 364 1436 8628 A 3 Curso Apoiado 130 145 150

10 128 1436 8629 A 3 Profissional Beneficiado 10.500 7.573 20.000

10 128 1436 8630 A 3 Profissional Beneficiado 35.000 40.582 5.000

10 122 1436 8631 A 3 Projetos Implementados 150 69 25


Fonte: http://sisplam.saude.gov.br/ e http://www.planejamento.gov.br/secretarias/upload/Arquivos/noticias/sof/PLOA2011-VolumeIV-TomoI.pdf

Cumprimento das metas físicas:


As metas foram realizadas de forma positiva, esses resultados contribuem de forma
fundamental para o fortalecimento das ações e serviços em saúde, bem como para a o processo
de implementação de políticas públicas de educação para SUS, desprecarização dos vínculos de
trabalho da saúde e qualificação da gestão do trabalho, promovendo a educação permanente dos trabalhadores de saúde,
garantindo a qualidade de vida do cidadão.

Ações que apresentaram problemas de execução:


Não houve.

Ações que superaram de forma significativa as metas estabelecidas:


A ação 8628 – Apoio ao desenvolvimento da Graduação, Pós-Graduação Stricto e Latu Sensu em Áreas Estratégicas ao SUS,
teve a sua meta superada, o objetivo desta ação é aumentar a resolubilidade da atenção à saúde prestada à população, ampliando

226
os cenários de prática dos estudantes ao longo da sua formação, a partir da integração entre o ensino e os serviços e gestão do
SUS. Promover a formação e o desenvolvimento permanente das equipes de saúde por meio de metodologias pedagógicas
inovadoras, tanto presencial como à distância. O fato de haver uma ampliação nas políticas desta ação, como por exemplo, o
Telessaúde, Universidade Aberta do SUS – UNASUS, Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde – PET SAÚDE, entre
outras políticas e uma maior adesão aos programas, justifica-se a superação nas metas estabelecidas inicialmente.

A ação 8630 – Apoio Melhoria da capacitação de Gestão de Sistema e Gerencia de Unidade do SUS, teve a sua meta superada, o
objetivo desta ação visa constituir uma rede colaborativa de Instituições Acadêmicas com reconhecido acúmulo na formação de
pessoal para a gestão e gerencia do SUS, por meio de metodologias convencionais e ensino a distancia. Apoiar e fortalecer essas
instituições, efetivando programas de formação, de cooperação técnica e de desenvolvimento de projetos de pesquisas no campo
da gestão e gerencia no âmbito do SUS. Houve uma adesão maior aos programas de capacitação, justificando a superação nas
metas estabelecidas inicialmente.

Ações Prioritárias na LDO:


Todas as ações do programa aprovadas em Lei Orçamentária são prioritárias e sua execução ocorreu de forma satisfatória em sua
totalidade.

Quadro A.2.3 - Identificação das Unidades Orçamentárias


Denominação das Unidades Orçamentárias Código da UO Código SIAFI da UGO
Fundo Nacional de Saúde 36901 257001

227
Quadro A.2.4 - Programação de Despesas Correntes
Valores em R$ 1,00
Grupos de Despesas Correntes
1 – Pessoal e Encargos Sociais 2 – Juros e Encargos da Dívida 3- Outras Despesas Correntes
Origem dos Créditos Orçamentários
Exercícios Exercícios Exercícios
2011 2010 2011 2010 2011 2010
Dotação proposta pela UO 387.828.268,03 349.674.775,00
LOA

PLOA 387.828.268,03 349.674.775,00


LOA 387.828.269,00 349.674.775,00
Suplementares 16.685.626,00
CRÉDITOS

Abertos
Especiais
Reabertos
Abertos
Extraordinários
Reabertos
Créditos Cancelados 4.971.408,00
Outras Operações
Total 399.542.487,00 349.674.775,00
Fonte: Subsecretaria de Planejamento e Orçamento - SPO/MS

228
Quadro A.2.5 - Programação de Despesas Capital
Valores em R$ 1,00
Grupos de Despesa de Capital
Origem dos Créditos 4 – Investimentos 5 – Inversões Financeiras 6- Amortização da Dívida
Orçamentários Exercícios Exercícios Exercícios
2011 2010 2011 2010 2011 2010
Dotação proposta pela UO 27.010.150,00 25.682.477,00
LOA

PLOA 27.010.150,00 25.682.477,00


LOA 17.286.496,00 20.545.983,00
Suplementares
CRÉDITOS

Abertos
Especiais
Reabertos
Abertos
Extraordinários
Reabertos
Créditos Cancelados
Outras Operações
Total 17.286.496,00 20.545.983,00
Fonte: Subsecretaria de Planejamento e Orçamento - SPO/MS

229
Quadro A.2.6 - Quadro Resumo da Programação de Despesas e da Reserva de Contingência
Valores em R$ 1,00
Despesas Correntes Despesas de Capital 9 – Reserva de Contingência
Origem dos Créditos Orçamentários Exercícios Exercícios Exercícios
2011 2010 2011 2010 2011 2010
Dotação proposta pela UO 387.828.268,03 349.674.775,00 27.010.150,00 25.682.477,00
LOA

PLOA 387.828.268,03 349.674.775,00 27.010.150,00 25.682.477,00


LOA 387.828.269,00 349.674.775,00 17.286.496,00 20.545.983,00
Suplementares 16.685.626,00
CRÉDITOS

Abertos
Especiais
Reabertos
Abertos
Extraordinários
Reabertos
Créditos Cancelados 4.971.408,00
Outras Operações

Total 399.542.487,00 346.674.775,00 17.286.496,00 20.545.983,00


Fonte: Subsecretaria de Planejamento e Orçamento - SPO/MS

No momento da elaboração da proposta orçamentária para 2010, foi solicidada e orientada a correção em 5% de acréscimo do orçamento de
2009, mas no momento da aprovação da LOA 2010 houve cortes, e mesmo com os cortes o valor foi superior à dotação de 2009, não
prejudicando a execução do exercício.

No exercício de anterior houve corte orçamentário no momento da aprovação da LOA e no exercício em questão apesar de haver corte
orçamentário, houve abertura de crédito suplementar o que facilitou o alcance das metas previstas.

230
Quadro A.2.7 - Movimentação Orçamentária por Grupo de Despesa
Valores em R$ 1,00
Despesas Correntes
Natureza da Movimentação de UG concedente
Classificação da ação 1 – Pessoal e Encargos 2 – Juros e Encargos 3 – Outras Despesas
Crédito ou recebedora
Sociais da Dívida Correntes
Movimentação Concedidos
Interna Recebidos
Movimentação Concedidos 257001 10.128.1436.8612 124.102.076,87
Externa Recebidos
Movimentação Concedidos 257001 10.364.1436.8628 164.464.699,79
Externa Recebidos
Movimentação Concedidos 257001 10.128.1436.8629 14.820.551,00
Externa Recebidos
Movimentação Concedidos 257001 10.128.1436.8630 16.698.203,16
Externa Recebidos
Movimentação Concedidos 257001 10.122.1436.8631 2.784.691,50
Externa Recebidos
Natureza da Movimentação de UG concedente
Classificação da ação 5 – Inversões 6 – Amortização da
Crédito ou recebedora 4 – Investimentos
Financeiras Dívida
Movimentação Concedidos
Interna Recebidos
Movimentação Concedidos 257001 10.128.1436.8612 4.829.789,62
Externa Recebidos
Movimentação Concedidos 257001 10.364.1436.8628 7.136.964,58
Externa Recebidos
Movimentação Concedidos 257001 10.128.1436.8629 218.549,32
Externa Recebidos
Movimentação Concedidos 257001 10.128.1436.8630 54.800,00
Externa Recebidos
Movimentação Concedidos 257001 10.122.1436.8631 1.148.000,00
Externa Recebidos
Fonte: Subsecretaria de Planejamento e Orçamento - SPO/MS

231
As descentralizações orçamentárias ocorridas ao logo do exercício, tiveram programação adequada e aprovada pela UJ e nos instrumentos legais
de execução, justificando assim a capacidade de gasto dos recursos repassados.
Resultados satisfatórios da análise dos recursos concedidos às Instituições parceiras, com vistas ao fortalecimento das ações de RH para SUS.

Quadro A.2.8 - Despesas por Modalidade de Contratação dos créditos originários


da UJ
Valores em R$ 1,00
Despesa Liquidada Despesa paga
Modalidade de Contratação
2011 2010 2011 2010
Licitação
Convite
Tomada de Preços
Concorrência
Pregão 8.243.059,75 1.442.906,00 8.227.910,77 287.719,45
Concurso
Consulta
Contratações Diretas
Dispensa
Inexigibilidade
Regime de Execução Especial
Suprimento de Fundos
Pagamento de Pessoal
Pagamento em Folha
Diárias 296.639,14 508.308,00 296.639,14 508.308,00
Outras
Fonte: Subsecretaria de Planejamento e Orçamento - SPO/MS

232
Quadro A.2.9 - Despesas Correntes por Grupo e Elemento de Despesa dos créditos originários da UJ
Valores em R$ 1,00
Despesa Empenhada Despesa Liquidada RP não processados Valores Pagos
Grupos de Despesa

1 – Despesas de Pessoal 2011 2010 2011 2010 2011 2010 2011 2010
Nome 1º elemento de despesa
2º elemento de despesa
3º elemento de despesa
Demais elementos do grupo
2 – Juros e Encargos da Dívida
1º elemento de despesa
2º elemento de despesa
3º elemento de despesa
Demais elementos do grupo
3 – Outras Despesas Correntes
41 - Contribuições 205.726.084,19 140.649.265,00 205.726.084,19 140.649.265,00 151.663.604,05 48.937.805,09 54.062.480,14 91.711.459,00
39 – Outros Serviços de 37.452.921,16 63.507.013,74 20.137.979,57 58.695.002,00
Terceiros Pessoa Jurídica 58.244.954,03 92.188.419,00 58.244.954,03 92.188.419,00
36 – Outros Serviços de 2.098.416,63 1.924.046,61 691.566,18 302.983,00
Terceiros Pessoa Física 2.874.382,81 3.482.608,00 2.874.382,81 3.482.608,00
Demais elementos do grupo 121.478.408,48 84.885.406,00 121.478.408,48 84.885.405,00 22.087.332,68 16.373.233,00 55.687.987,77 32.843.307,00
Fonte: Subsecretaria de Planejamento e Orçamento - SPO/MS

Alterações significativas ocorridas no exercício:


Não houve
Contingenciamento no exercício:
Não houve

Eventos negativos ou positivos que prejudicaram ou facilitaram a execução orçamentária:


A execução orçamentária e financeira ocorreu dentro da normalidade.

233
Quadro A.2.10 - Despesas de Capital por Grupo e Elemento de Despesa dos créditos originários da UJ
Valores em R$ 1,00
Grupos de Despesa Despesa Empenhada Despesa Liquidada RP não processados Valores Pagos
Exercícios 2011 2010 2011 2010 2011 2010 2011 2010
4 – Investimentos
42 – Auxílios 6.362.798,51 4.904.700,00 6.362.798,51 4.904.700,00 119.671,34 3.010.993,63 1.521.081,05 504.700,00
52 – Equipamento e material
permanente 8.028.244,30 2.171.139,00 8.028.244,30 2.171.139,00 224.707,38 1.411.454,79 5.483.791,99 1.724.921,00
Demais elementos do grupo
5 – Inversões Financeiras
1º elemento de despesa
2º elemento de despesa
3º elemento de despesa
Demais elementos do grupo
6 – Amortização da Dívida
1º elemento de despesa
2º elemento de despesa
3º elemento de despesa
Demais elementos do grupo
Fonte: Subsecretaria de Planejamento e Orçamento - SPO/MS

Alterações significativas ocorridas no exercício:


Não houve
Contingenciamento no exercício:
Não houve
Eventos negativos ou positivos que prejudicaram ou facilitaram a execução orçamentária:
A execução orçamentária e financeira ocorreu dentro da normalidade.

234
Quadro A.2.11 - Despesas por Modalidade de Contratação dos créditos recebidos
por movimentação
Valores em R$ 1,00
Despesa Liquidada Despesa paga
Modalidade de Contratação
2011 2010 2011 2010
Licitação
Convite
Tomada de Preços
Concorrência
Pregão
Concurso
Consulta
Contratações Diretas
Dispensa
Inexigibilidade
Regime de Execução Especial
Suprimento de Fundos
Pagamento de Pessoal
Pagamento em Folha
Diárias
Outras

Fonte: Não se aplica

235
Quadro A.2.12 - Despesas Correntes por Grupo e Elemento de Despesa dos créditos recebidos por movimentação
Valores em R$ 1,00

Despesa Empenhada Despesa Liquidada RP não processados Valores Pagos


Grupos de Despesa

1 – Despesas de Pessoal 2011 2010 2011 2010 2011 2010 2011 2010
1º elemento de despesa
2º elemento de despesa
3º elemento de despesa
Demais elementos do grupo
2 – Juros e Encargos da Dívida
1º elemento de despesa
2º elemento de despesa
3º elemento de despesa
Demais elementos do grupo
3- Outras Despesas Correntes
1º elemento de despesa
2º elemento de despesa
3º elemento de despesa
Demais elementos do grupo
Fonte: Não se aplica

236
Quadro A.2.13 - Despesas de Capital por Grupo e Elemento de Despesa dos créditos recebidos por movimentação
Valores em R$ 1,00

Grupos de Despesa Despesa Empenhada Despesa Liquidada RP não processados Valores Pagos

4 - Investimentos 2011 2010 2011 2010 2011 2010 2011 2010


1º elemento de despesa
2º elemento de despesa
3º elemento de despesa
Demais elementos do grupo
5 - Inversões Financeiras
1º elemento de despesa
2º elemento de despesa
3º elemento de despesa
Demais elementos do grupo
6 - Amortização da Dívida
1º elemento de despesa
2º elemento de despesa
3º elemento de despesa
Demais elementos do grupo
Fonte: Não se aplica

237
3. RECONHECIMENTO DE PASSIVOS POR INSUFICIÊNCIA DE CRÉDITOS OU RECURSOS

Quadro A.3.1. - Reconhecimento de Passivos por Insuficiência de Créditos ou


Recursos
Valores em R$ 1,00
Identificação da Conta Contábil
Código SIAFI Denominação

Linha Detalhe
Credor Saldo Final em Movimento Movimento
UG Saldo Final em 31/12/2011
(CNPJ/CPF) 31/12/2010 Devedor Credor

Razões e Justificativas:
Fonte: Não se aplica

238
4. MOVIMENTAÇÃO E OS SALDOS DE RESTOS A PAGAR DE EXERCÍCIOS ANTERIORES

Quadro A.4.1 - Situação dos Restos a Pagar de exercícios anteriores


Valores em R$ 1,00
Restos a Pagar Processados
Ano de Cancelamentos Pagamentos
Montante Inscrito Saldo a Pagar em 31/12/2011
Inscrição acumulados acumulados
2010
2009
...
Restos a Pagar não Processados
Ano de Cancelamentos Pagamentos
Montante Inscrito Saldo a Pagar em 31/12/2011
Inscrição acumulados acumulados
2010
2009
...
Observações:

Fonte:
Não se aplica.

Conforme informação a Unidade Orçamentária, Fundo Nacional de Saúde - FNS, informará os dados referentes aos restos a pagar.

239
5. RECURSOS HUMANOS DA UNIDADE

5.1 Composição do Quadro de Servidores Ativos

5.1.1 Demonstração da força de trabalho à disposição da unidade jurisdicionada


Quadro A.5.1 – Força de Trabalho da UJ - Situação apurada em 31/12/2011
Lotação
Tipologias dos Cargos Ingressos em 2011 Egressos em 2011
Autorizada Efetiva
1 Servidores em cargos efetivos (1.1+1.2)
1.1 Membros de poder e agentes políticos
1.2 Servidores de Carreira (1.2.1+1.2.2+1.2.2+1.2.4)
1.2.1 Servidor de carreira vinculada ao órgão 23 10 5
1.2.2 Servidor de carreira em exercício descentralizado
1.2.3 Servidor de carreira em exercício provisório
1.2.4 Servidor requisitado de outros órgãos e esferas 4 7
2. Servidores com Contratos Temporários 19 4 5
3. Total de Servidores (1+2)
Fonte: DW/SIAPENET

5.1.2 Situações que reduzem a força de trabalho efetiva da unidade jurisdicionada

Quadro A.5.2 – Situações que reduzem a força de Trabalho da UJ – Situação em 31/12

ipologias dos afastamentos Quantidade de pessoas na situação em 31 de dezembro


1. Cedidos (1.1+1.2+1.3)
1.1. Exercício de Cargo em Comissão
1.2. Exercício de Função de Confiança
1.3. Outras situações previstas em leis específicas (especificar as leis)
2. Afastamentos (2.1+2.2+2.3+2.4)

240
2.1. Para Exercício de Mandato Eletivo
2.2. Para Estudo ou Missão no Exterior
2.3. Para Serviço em Organismo Internacional
2.4. Para Participação em Programa de Pós-Gradução Stricto Sensu no País
3. Removidos (3.1+3.2+3.3+3.4+3.5)
3.1. De oficio, no interesse da Administração
3.2. A pedido, a critério da Administração
3.3. A pedido, independentemente do interesse da Administração para acompanhar
cônjuge/companheiro
3.4. A pedido, independentemente do interesse da Administração por Motivo de saúde
3.5. A pedido, independentemente do interesse da Administração por Processo seletivo
4. Licença remunerada (4.1+4.2)
4.1. Doença em pessoa da família
4.2. Capacitação
5. Licença não remunerada (5.1+5.2+5.3+5.4+5.5)
5.1. Afastamento do cônjuge ou companheiro
5.2. Serviço militar
5.3. Atividade política
5.4. Interesses particulares
5.5. Mandato classista
6. Outras situações (Especificar o ato normativo)
7. Total de servidores afastados em 31 de dezembro (1+2+3+4+5+6)
Fonte: DW/SIAPENET

Não houve situações que reduziram a força de trabalho da Unidade Jurisdicionada.

241
5.1.3 Quantificação dos cargos em comissão e das funções gratificadas da unidade jurisdicionada

Quadro A.5.3 – Detalhamento Estrutura de Cargos em Comissão e Funções Gratificadas da UJ (Situação em 31 de dezembro)
Tipologias dos cargos em comissão e das funções Lotação Ingressos no
Egressos no exercício
gratificadas Autorizada Efetiva exercício
1. Cargos em comissão
1.1. Cargos Natureza Especial
1.2. Grupo Direção e Assessoramento superior
1.2.1. Servidores de carreira vinculada ao órgão 13 3
1.2.2. Servidores de carreira em exercício descentralizado
1.2.3. Servidores de outros órgãos e esferas 10 4 6
1.2.4. Sem vínculo 12 6
1.2.5. Aposentados
2. Funções gratificadas
2.1. Servidores de carreira vinculada ao órgão 13
2.2. Servidores de carreira em exercício descentralizado
2.3. Servidores de outros órgãos e esferas
3. Total de servidores em cargo e em função (1+2)
Fonte: DW/SIAPENET

5.1.4 Qualificação do quadro de pessoal da unidade jurisdicionada segundo a idade

Quadro A.5.4 – Quantidade de servidores da UJ por faixa etária - Situação apurada em 31/12
Quantidade de Servidores por Faixa Etária
Tipologias do Cargo Até 30 De 31 a 40 De 41 a 50 De 51 a 60
Acima de 60 anos
anos anos anos anos
1. Provimento de cargo efetivo
1.1. Membros de poder e agentes políticos
1.2. Servidores de Carreira 13 5 1 3 1
1.3. Servidores com Contratos Temporários 3 5 6 4 1

242
2. Provimento de cargo em comissão
2.1. Cargos de Natureza Especial
2.2. Grupo Direção e Assessoramento Superior 9 13 13
2.3. Funções gratificadas 1 2 4 6
3. Totais (1+2)
Fonte: DW/SIAPENET

5.1.5 Qualificação do quadro de pessoal da unidade jurisdicionada segundo a escolaridade


Quadro A.5.5 – Quantidade de servidores da UJ por nível de escolaridade - Situação apurada em 31/12
Quantidade de pessoas por nível de escolaridade
Tipologias do Cargo
1 2 3 4 5 6 7 8 9
1. Provimento de cargo efetivo
1.1. Membros de poder e
agentes políticos
1.2. Servidores de Carreira 11 12
1.3. Servidores com Contratos 18 1
Temporários
2. Provimento de cargo em
comissão
2.1. Cargos de Natureza
Especial
2.2. Grupo Direção e 1 14 20
Assessoramento Superior
2.3. Funções gratificadas 4 5 4

3. Totais (1+2)
LEGENDA
Nível de Escolaridade
1 - Analfabeto; 2 - Alfabetizado sem cursos regulares; 3 - Primeiro grau incompleto; 4 - Primeiro grau; 5 - Segundo grau ou técnico; 6 - Superior; 7 - Aperfeiçoamento /
Especialização / Pós-Graduação; 8 – Mestrado; 9 – Doutorado/Pós Doutorado/PhD/Livre Docência; 10 - Não Classificada.
Fonte: DW/SIAPENET

243
5.2 Composição do Quadro de Servidores Inativos e Pensionistas

5.2.1 Classificação do quadro de servidores inativos da unidade jurisdicionada segundo o regime de proventos e de aposentadoria
**AS INFORMAÇÕES DESTE QUADRO CONSTARÃO NO RELATÓRIO DA SEC. EXECUTIVA

Quadro A.5.6 - Composição do Quadro de Servidores Inativos - Situação apurada em 31 de dezembro


Quantidade
Regime de proventos / Regime de
aposentadoria De Servidores Aposentados
De Aposentadorias iniciadas no exercício de referência
até 31/12
1. Integral
1.1 Voluntária
1.2 Compulsória
1.3 Invalidez Permanente
1.4 Outras
2. Proporcional
2.1 Voluntária
2.2 Compulsória
2.3 Invalidez Permanente
2.4 Outras
3. Totais (1+2)
Fonte: Coordenação Geral de Gestão de Pessoas/SAA/SE/MS
Não se aplica.

244
5.2.2 Demonstração das origens das pensões pagas pela unidade jurisdicionada
**AS INFORMAÇÕES DESTE QUADRO CONSTRÃO NO RELATÓRIO DA SE

Quadro A.5.7 - Composição do Quadro de Instituidores de Pensão - Situação apurada em 31/12

Quantidade de Beneficiários de Pensão


Regime de proventos do servidor instituidor
Acumulada até 31/12 Iniciada no exercício de referência
1. Aposentado
1.1. Integral
1.2. Proporcional
2. Em Atividade
3. Total (1+2)
Fonte: Coordenação Geral de Gestão de Pessoas/SAA/SE/MS

5.3 Composição do Quadro de Estagiários

**AS INFORMAÇÕES DESTE QUADRO CONSTRÃO NO RELATÓRIO DA SEC. EXECUTIVA (SE)

Quadro A.5.8 - Composição do Quadro de Estagiários


Nível de Quantitativo de contratos de estágio vigentes Despesa no exercício
escolaridade 1º Trimestre 2º Trimestre 3º Trimestre 4º Trimestre (em R$ 1,00)
1. Nível superior
1.1 Área Fim
1.2 Área Meio
2. Nível Médio
2.1 Área Fim
2.2 Área Meio
3. Total (1+2)
Fonte: Coordenação Geral de Gestão de Pessoas/SAA/SE/MS

245
5.4 Demonstração dos custos de pessoal da unidade jurisdicionada

Quadro A.5.9 - Quadro de custos de pessoal no exercício de referência e nos dois anteriores Em R$ 1,00
Despesas Variáveis
Vencimentos Despesas de
Tipologias/ Benefícios Demais Decisões
e vantagens Indeniza- Exercícios Total
Exercícios Retribuições Gratificações Adicionais Assistenciais e despesas Judiciais
fixas ções Anteriores
previden-ciários variáveis
Membros de poder e agentes políticos
2011
Exercíci
2010
os
2009
Servidores de Carreira que não ocupam cargo de provimento em comissão
2011 927.919,35 423,14 70.734,52 22.257,09 39.018,90 43.242,25 109.361,75 1.212.957,00
Exercíci 123.306,2
2010 866.818,39 73.846,99 19.910,74 50.059,11 33.574,13 1.167.515,57
os 1
2009 457.363,38 37.166,43 5.940,17 31.266,61 12.651,31 41.056,92 585.444,82
Servidores com Contratos Temporários
2011 1.219.266,65 98.731,66 32.920,49 246,40 36.559,33 90.569,00 1.478.293,53
Exercíci 2010 1.403.311,69 123.659,6
117.345,87 52.502,44 369,64 1.697.189,33
os 9
2009 1.542.254,86 121.756,3
126.561,58 27.458,57 146,47 1.818.177,80
2
Servidores Cedidos com ônus ou em Licença
2011
Exercíci
2010
os
2009
Servidores ocupantes de Cargos de Natureza Especial
2011
Exercíci
2010
os
2009
Servidores ocupantes de cargos do Grupo Direção e Assessoramento Superior
2011 104.807,9
525.935,56 1.560.687,12 173.549,56 54.498,58 20.791,14 23.046,22 246,51 2.463.562,61
Exercíci 2
os 2010 574.497,42 1.472.404,89 173.125,65 59.413,41 20.328,38 16.018,18 93.617,23 2.409.405,16
2009 617.533,62 1.853.356,96 163.893,35 53.786,94 26.639,04 0,00 65.773,25 2.780.983,16

246
Servidores ocupantes de Funções gratificadas
2011 445.980,72 63.381,23 40.452,12 16.001,30 19.643,95 37.869,45 46.512,00 85,38 669.926,15
Exercíci
2010 406.680,32 63.025,34 40.680,42 12.677,65 21.079,28 18.304,40 47.424,00 609.871,41
os
2009 476.191,93 83.599,92 37.534,08 24.639,05 26.443,58 9.633,56 32.878,48 690.920,60
Fonte: DW/SIAPENET

5.5 Terceirização de mão de obra empregada pela Unidade Jurisdicionada

5.5.1 Informações sobre Terceirização de cargos e atividades do plano de cargos do órgão


Quadro A.5.9 – Cargos e Atividades Inerentes a Categorias Funcionais do Plano de Cargos da Unidade Jurisdicionada
Descrição dos cargos e atividades do plano de cargos do Quantidade no final do exercício Ingressos no
Egressos no exercício
órgão em que há ocorrência de servidores terceirizados 2011 2010 2009 exercício
Apoio Técnico Administrativo - Assistir e apoiar a execução
especializada de atividades de: Desenvolvimento e
manutenção de sistemas Administrativos; Controle,
acompanhamento e processos de trabalho; Análise 0 2 14 0 0
organizacional e normatização de procedimentos; execução
de outras tarefas complexas, de acordo com as necessidades
de cada setor.
Apoio Administrativo - Desenvolver e dar suporte às
atividades operacionais nas áreas de: Operação dos sistemas
administrativos; extração de indicadores e organização de
informações; recebimento, classificação, catalogação,
0 0 1 0 0
distribuição e arquivamento de documentos e processos;
execução de outras tarefas de natureza técnico-
administrativas, de acordo com as necessidades de cada
setor.
Auxiliar Administrativo - Executar e Auxiliar nas atividades
operacionais de suporte nas áreas de: Expedição, reprografia,
recepção e distribuição de documentos, processos e malotes; 0 0 0 0 0
Execução de outras tarefas de acordo com as necessidades de
cada setor.

247
Operador de Teleatendimento - Desenvolver atividades
específicas na área de saúde para as quais seja exigida
jornada de trabalho especial, tais como executar, dar suporte
e auxiliar nas atividades operacionais de comunicação 0 0 0 0 0
administrativa e atendimento ao público, e operacionalizar e
executar atendimento em unidades de call-center e/ou
similares na área de saúde.
Análise crítica da situação da terceirização no órgão
No exercício de 2011, não ocorreram contratações cujas atividades sejam inerentes aos cargos do Plano de Carreira.

Fonte: Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas/SAA/SE/MS

248
5.5.2 Autorizações expedidas pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão para realização de concursos públicos para
substituição de terceirizados
O Quadro A.5.11 a seguir, deve ser preenchido somente pela Secretaria de Gestão do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão ou
por outro órgão autorizador equivalente nos demais Poderes da União.
Norma ou expediente
Nome do órgão autorizado a autorizador, do exercício e dos
realizar o concurso ou provimento dois anteriores Quantidade autorizada de servidores
adicional
Número Data

Fonte: Coordenação Geral de Gestão de Pessoas/SAA/SE/MS

249
Quadro A.5.12 - Contratos de prestação de serviços de limpeza e higiene e vigilância ostensiva
Unidade Contratante
Nome:
UG/Gestão: CNPJ:
Informações sobre os contratos
Nível de Escolaridade exigido
Empresa Contratada Período contratual de execução
Ano do Identificação dos trabalhadores contratados
Área Natureza (CNPJ) das atividades contratadas Sit.
contrato do Contrato F M S
Início Fim P C P C P C

Observações:

LEGENDA
Área: (L) Limpeza e Higiene; (V) Vigilância Ostensiva.
Natureza: (O) Ordinária; (E) Emergencial.
Nível de Escolaridade: (F) Ensino Fundamental; (M) Ensino Médio; (S) Ensino Superior.
Situação do Contrato: (A) Ativo Normal; (P) Ativo Prorrogado; (E) Encerrado.
Fonte: Coordenação Geral de Gestão de Pessoas/SAA/SE/MS

Não se aplica

250
Quadro A.5.13 - Contratos de prestação de serviços com locação de mão de obra
Unidade Contratante
Nome:
UG/Gestão: CNPJ:
Informações sobre os contratos
Nível de Escolaridade exigido
Empresa Contratada Período contratual de execução
Ano do Identificação dos trabalhadores contratados Sit.
Área Natureza (CNPJ) das atividades contratadas
contrato do Contrato F M S
Início Fim P C P C P C

Observações:

LEGENDA Natureza: (O) Ordinária; (E) Emergencial.


Área: Nível de Escolaridade: (F) Ensino Fundamental; (M) Ensino Médio; (S) Ensino Superior.
1. Conservação e Limpeza; Situação do Contrato: (A) Ativo Normal; (P) Ativo Prorrogado; (E) Encerrado.
2. Segurança; Quantidade de trabalhadores: (P) Prevista no contrato; (C) Efetivamente contratada.
3. Vigilância;
4. Transportes;
5. Informática;
6. Copeiragem;
7. Recepção;
8. Reprografia;
9. Telecomunicações;
10. Manutenção de bens móvies
11. Manutenção de bens imóveis
12. Brigadistas
13. Apoio Administrativo – Menores Aprendizes
14. Outras
Fonte: Coordenação Geral de Gestão de Pessoas/SAA/SE/MS
Não se aplica

251
6. TRANSFERÊNCIAS EFETUADAS NO EXERCÍCIO

Quadro A.6.1 – Caracterização dos instrumentos de transferências vigentes no exercício de referência

Valores em R$ 1,00
Unidade Concedente ou Contratante
Nome: FUNDO NACIONAL DE SAÚDE
CNPJ: UG/GESTÃO: 257001
Informações sobre as transferências
Valores Pactuados Valores Repassados
Nº do Vigência
Modalidade Beneficiário Acumulado Sit.
instrumento Global Contrapartida No exercício
até exercício Início Fim
2009
24.464.109/0001-
4 192 - 26/12/2009 02/09/2013 1
48 1.863.417,80 659.416,68 659.416,68
23.086.176/0001-
1 726984 31/12/2009 31/12/2012 1
03 222.222,22 22.222,22 - -
15.180.714/0001-
4 118 - 22/12/2009 28/09/2012 1
04 681.280,00 - 681.280,00
15.180.714/0001-
4 121 - 23/12/2009 16/12/2011 1
04 599.266,00 - 599.266,00
15.180.714/0001-
4 187 - 24/12/2009 14/12/2011 1
04 500.000,00 - 500.000,00
11.020.634/0001-
1 726905 31/12/2009 18/11/2013 1
22 6.586.918,00 613.560,00 - 1.022.998,00
07.272.636/0001-
4 207 - 28/12/2009 04/04/2013 1
31 1.563.462,48 987.030,26 987.030,26
00.038.174/0001-
4 158 23/12/2009 13/12/2011 5
43 3.908.000,00 - -
00.038.174/0001-
4 164 - 23/12/2009 07/12/2012 1
43 3.989.200,00 3.989.200,00 3.989.200,00
03.132.745/0001-
4 209 - 28/12/2009 12/12/2012 1
00 7.166.321,36 - 7.166.321,36

252
06.279.103/0001-
4 168 - 23/12/2009 13/06/2012 1
19 2.226.288,00 - 2.226.288,00
06.279.103/0001-
4 169 - 23/12/2009 08/03/2013 1
19 3.242.203,00 - 3.242.203,00
17.217.985/0001-
4 125 - 23/12/2009 30/07/2011 1
04 1.200.000,00 - 1.200.000,00
17.217.985/0001-
4 160 - 23/12/2009 23/01/2012 1
04 1.015.060,32 - 1.015.060,32
17.217.985/0001-
4 161 - 23/12/2009 12/12/2012 1
04 3.309.200,00 1.567.330,43 3.309.200,00
18.715.516/0001-
1 713957 31/12/2009 16/11/2012 1
88 9.823.093,09 1.964.619,00 - 2.000.000,00
18.715.516/0001-
1 726906 31/12/2009 30/12/2012 1
88 6.896.421,24 1.379.284,25 - -
21.195.755/0001-
4 49 - 30/09/2009 20/09/2011 1
69 1.154.479,20 - 1.154.429,20
21.195.755/0001-
4 92 - 5
69 862.590,00 - -
33.004.540/0001-
4 29 - 09/11/2009 31/12/2012 1
00 204.597,00 171.741,00 204.597,00
33.004.540/0001-
4 30 - 09/11/2009 31/12/2012 1
00 204.597,00 171.741,00 204.597,00
33.781.055/0001-
4 28 - 30/11/2009 23/02/2011 1
35 385.960,00 - 385.960,00
33.781.055/0001-
4 113 - 17/12/2009 31/12/2012 1
35 2.082.212,95 416.442,65 1.871.840,18
33.781.055/0001-
4 156 - 23/12/2009 13/12/2012 1
35 4.000.000,00 - 4.000.000,00
33.663.683/0001-
4 170 - 23/12/2009 07/12/2012 1
16 6.234.088,00 3.029.774,43 6.234.088,00
33.781.055/0001-
4 183 - 23/12/2009 29/06/2012 1
35 1.090.308,00 115.350,30 889.050,30
33.781.055/0001-
4 205 - 28/12/2009 15/06/2012 1
35 9.879.765,09 - 9.879.765,09
92.242.080/0001-
4 210 - 30/12/2009 23/04/2014 1
00 4.200.000,00 2.012.730,43 4.200.000,00

253
92.242.080/0001-
4 211 - 30/12/2009 14/12/2012 1
00 184.881,00 - 175.460,41
92.967.595/0001-
4 166 22/12/2009 06/12/2012 1
77 3.988.896,58 1.901.948,29 3.872.862,50
92.969.856/0001-
4 188 24/12/2009 08/08/2013 1
98 599.586,00 599.586,00 599.586,00
83.899.526/0001-
4 114 - 17/12/2009 03/01/2012 1
82 12.000.000,00 4.206.189,46 12.000.000,00
61.015.087/0008-
2 727902 - 30/10/2009 30/10/2012 1
31 332.600,00 - -
60.453.032/0001-
4 189 - 24/12/2009 08/12/2012 1
74 15.897.002,00 7.861.231,43 11.966.386,28
60.453.032/0001-
4 191 - 24/12/2009 31/05/2012 1
74 818.260,00 329.701,83 375.901,21
60.453.032/0001-
4 193 - 28/12/2009 12/12/2012 1
74 236.759,96 - 115.408,84
43.586.056/0003-
2 727849 01/12/2009 30/12/2011
44 335.326,09 26.826,09 - -

119.484.262,38 4.006.511,56 28.019.414,19 86.728.195,63


2010
04.071.106/0001-
4 89 - 05/11/2010 25/10/2012 1
37 400.000,00 - -
04.378.626/0001-
4 91 - 16/12/2010 05/12/2012 1
97 400.000,00 400.000,00 400.000,00
15.180.714/0001-
4 43 - 24/08/2010 13/08/2012 1
04 1.658.307,50 829.153,75 1.658.307,50
15.180.714/0001-
4 44 - 27/08/2010 16/08/2012 1
04 1.872.500,00 936.250,00 1.872.500,00
15.180.714/0001-
4 90 - 16/12/2010 23/11/2012 1
04 400.000,00 - -
07.272.636/0001-
4 76 - 05/11/2010 30/12/2012 1
31 446.670,00 - 446.670,00
07.272.636/0001-
4 147 - 16/12/2010 09/01/2012 1
31 147.950,00 147.950,00 147.950,00

254
07.272.636/0001-
4 148 - 16/12/2010 11/03/2012 1
31 650.000,00 - 650.000,00
07.272.636/0001-
4 154 - 16/12/2010 05/12/2012 1
31 400.000,00 400.000,00 400.000,00
07.272.636/0001-
4 215 - 27/12/2010 22/12/2012 1
31 700.000,00 700.000,00 700.000,00
00.038.174/0001-
4 3 - 23/06/2010 07/06/2013 1
43 2.020.910,21 2.020.910,21 2.020.910,21
00.889.834/0001-
4 125 - 01/12/2010 10/11/2014 1
08 3.000.000,00 2.020.910,21 2.020.910,21
01.567.601/0001-
4 59 - 21/12/2010 10/12/2012 1
43 1.480.000,00 1.480.000,00 1.480.000,00
01.567.601/0001-
4 146 - 14/12/2010 09/06/2012 1
43 650.000,00 - 650.000,00
06.279.103/0001-
4 36 - 16/12/2010 30/11/2013 1
19 2.966.092,13 2.966.092,13 2.966.092,13
06.279.103/0001-
4 87 - 17/12/2010 06/12/2012 1
19 400.000,00 400.000,00 400.000,00
17.217.985/0001-
4 8 - 29/06/2010 13/06/2013 1
04 2.595.358,96 400.000,00 -
17.217.985/0001-
4 40 - 05/08/2010 20/07/2013 1
04 4.662.000,00 2.351.000,00 4.662.000,00
17.217.985/0001-
4 140 - 14/12/2010 09/12/2012 1
04 2.199.300,00 - 2.199.300,00
17.217.985/0001-
4 144 - 14/12/2010 09/12/2011 1
04 650.000,00 - 650.000,00
17.217.985/0001-
4 230 - 31/12/2010 20/12/2012 1
04 2.000.000,00 2.000.000,00 2.000.000,00
16.888.315/0001-
4 33 - 05/08/2010 20/07/2013 1
57 1.093.418,65 - -
21.195.755/0001-
4 29 - 21/12/2010 10/12/2012 1
69 400.044,40 400.044,40 400.044,40
25.648.387/0001-
4 145 - 16/12/2010 10/06/2012 1
18 74.299,43 24.135,00 24.135,00
33.004.540/0001-
4 196 - 29/12/2010 18/12/2012 1
00 399.999,90 399.999,90 399.999,90

255
34.621.748/0001-
4 92 - 14/12/2010 03/12/2012 1
23 400.000,00 - 400.000,00
33.781.055/0007-
4 63 - 5
20 400.000,00 - -
24.134.488/0001-
4 136 - 23/12/2010 18/06/2012 1
08 650.000,00 650.000,00 650.000,00
06.192.746/0001-
1 751186 16/12/2011 1
20 300.000,00 26.086,96 - -
33.663.683/0001-
4 10 - 28/06/2010 12/06/2013 1
16 2.061.881,20 - -
33.781.055/0001-
4 31 - 24/08/2010 13/08/2012 1
35 9.900.000,00 4.778.508,00 9.728.508,00
33.781.055/0001-
4 32 - 24/08/2010 19/08/2012 1
35 419.624,00 209.812,00 209.812,00
34.023.077/0001-
4 54 - 17/12/2010 06/12/2012 1
07 1.200.000,00 600.000,00 1.200.000,00
33.781.055/0001-
4 55 - 5
35 3.773.874,00 - -
33.781.055/0001-
4 56 - 17/12/2010 06/12/2012 1
35 6.281.768,00 - -
33.781.055/0001-
4 97 - 27/10/2010 16/10/2012 1
35 4.939.971,17 - 996.573,00
33.781.055/0001-
4 103 - 27/10/2010 30/04/2012 1
35 473.245,32 7.250,00 473.245,32
33.781.055/0001-
4 116 - 23/11/2010 07/11/2013 1
35 15.000.000,00 13.000.000,00 15.000.000,00
33.781.055/0001-
4 187 - 17/12/2010 06/04/2012 1
35 597.484,00 398.724,66 398.724,66
33.781.055/0001-
4 188 - 17/12/2010 14/06/2012 1
35 456.792,00 - -
33.781.055/0001-
4 189 - 17/12/2010 14/06/2012 1
35 220.000,00 176.000,00 176.000,00
33.781.055/0001-
4 190 - 17/12/2010 06/12/2012 1
35 400.000,00 400.000,00 400.000,00
33.781.055/0001-
4 191 - 17/12/2010 06/12/2012 1
35 1.080.000,00 928.500,00 928.500,00

256
33.781.055/0001-
4 192 - 17/12/2010 06/12/2012 1
35 2.000.000,00 2.000.000,00 2.000.000,00
33.781.055/0001-
4 204 - 17/12/2010 30/09/2012 1
35 300.000,00 - -
33.781.055/0001-
4 205 - 17/12/2010 06/12/2012 1
35 1.700.000,00 - -
33.781.055/0001-
4 206 - 17/12/2010 12/10/2012 1
35 398.800,00 398.800,00 398.800,00
33.663.683/0053-
4 214 - 29/12/2010 24/12/2011 1
47 1.282.500,00 - -
04.418.943/0001-
4 101 - 16/12/2010 05/12/2012 1
90 400.000,00 400.000,00 400.000,00
34.792.077/0001-
4 228 - 31/12/2010 20/12/2012 1
63 400.000,00 - -
92.969.856/0001-
4 4 - 10/06/2010 25/05/2013 1
98 1.213.826,95 - -
92.969.856/0001-
4 72 - 29/11/2010 16/12/2012 1
98 201.960,00 201.960,00 201.960,00
92.969.856/0001-
4 73 - 5
98 32.000,00 - -
92.969.856/0001-
4 78 - 29/11/2010 22/05/2012 1
98 168.800,00 168.800,00 168.800,00
92.969.856/0001-
4 137 - 14/12/2010 09/12/2012 1
98 650.000,00 - 650.000,00
83.899.526/0001-
4 83 - 14/12/2010 08/04/2012 1
82 680.000,00 680.000,00 680.000,00
83.899.526/0001-
4 138 - 14/12/2010 09/12/2011 1
82 650.000,00 - 650.000,00
60.453.032/0001-
4 142 - 30/12/2010 23/04/2012 1
74 768.900,00 381.799,00 381.799,00
05.149.726/0001-
4 156 - 16/12/2010 05/12/2012 1
04 400.000,00 400.000,00 400.000,00

91.468.277,82 26.086,96 43.656.599,26 62.641.541,33


2011

257
34.868.257/0001-
4 34 - 01/12/2011 20/11/2013 1
81 400.000,00 238.600,00 238.600,00
07.272.636/0001-
4 37 - 05/10/2011 24/09/2013 1
31 2.000.000,00 200.000,00 200.000,00
00.038.174/0001-
4 27 - 02/09/2011 23/02/2013 1
43 368.907,00 368.907,00 368.907,00
00.038.174/0001-
4 127 - 07/12/2011 26/11/2013 1
43 1.030.661,20 - -
00.889.834/0001-
4 158 - 29/11/2011 22/01/2013 1
08 10.000.000,00 6.000.000,00 6.000.000,00
10.838.653/0001-
4 16 - 21/09/2011 24/09/2013 1
06 879.030,16 270.000,00 270.000,00
01.567.601/0001-
4 36 - 24/11/2011 13/11/2013 1
43 2.000.000,00 2.000.000,00 2.000.000,00
17.217.985/0001-
4 13 - 05/08/2011 25/07/2013 1
04 3.083.758,00 1.541.879,00 1.541.879,00
17.217.985/0001-
4 38 - 30/09/2011 19/09/2013 1
04 2.000.000,00 2.000.000,00 2.000.000,00
17.217.985/0001-
4 113 - 29/11/2011 23/11/2012 1
04 1.939.860,00 1.000.000,00 1.000.000,00
17.217.985/0001-
4 114 - 29/11/2011 22/05/2013 1
04 234.000,00 234.000,00 234.000,00
17.217.985/0001-
4 115 - 29/11/2011 22/05/2013 1
04 194.000,00 194.000,00 194.000,00
24.134.488/0001-
4 49 - 07/12/2011 26/11/2013 1
08 2.000.000,00 200.000,00 200.000,00
24.134.488/0001-
4 72 - 29/11/2011 18/11/2013 1
08 4.000.000,00 1.000.000,00 1.000.000,00
06.517.387/0001-
4 45 - 30/09/2011 19/09/2013 1
34 1.059.626,20 - -
75.101.873/0001-
4 104 - 29/11/2011 23/11/2012 1
90 659.732,00 128.508,00 128.508,00
75.095.679/0001-
4 130 - 07/12/2011 26/11/2013 1
49 1.149.600,00 200.000,00 200.000,00
33.781.055/0001-
4 11 - 19/07/2011 08/07/2013 1
35 2.000.000,00 1.000.000,00 1.000.000,00

258
33.781.055/0001-
4 55 - 09/11/2011 29/10/2013 1
35 500.000,00 - -
33.781.055/0001-
4 126 - 29/11/2011 22/01/2013 1
35 1.914.273,60 613.958,29 613.958,29
33.781.055/0001-
4 133 - 29/11/2011 23/11/2012 1
35 489.473,60 133.631,57 133.631,57
33.781.055/0001-
4 208 - 27/12/2011 16/12/2013 1
35 2.300.000,00 - -
24.365.710/0001-
4 44 - 19/10/2011 08/10/2013 1
83 925.800,00 200.000,00 200.000,00
24.365.710/0001-
4 52 - 26/10/2011 15/10/2013 1
83 1.595.567,00 500.000,00 500.000,00
04.418.943/0001-
4 137 - 15/12/2011 04/12/2013 1
90 1.120.640,00 - -
92.969.856/0001-
4 35 19/10/2011 08/10/2013 1
98 2.000.000,00 200.000,00 200.000,00
83.899.526/0001-
4 29 - 30/08/2011 14/08/2014 1
82 6.000.000,00 2.000.000,00 2.000.000,00
83.899.526/0001-
4 42 - 29/09/2011 18/09/2013 1
82 2.000.000,00 200.000,00 200.000,00
83.899.526/0001-
4 50 - 19/10/2011 03/10/2014 1
82 3.000.000,00 600.000,00 600.000,00
83.899.526/0001-
4 51 - 19/10/2011 06/04/2014 1
82 1.800.000,00 500.000,00 500.000,00
83.899.526/0001-
4 182 - 21/12/2011 15/12/2012 1
82 413.400,00 413.400,00 413.400,00
12.200.259/0001-
1 759585 13/12/2011 13/12/2012 1
65 1.078.218,60 119.802,07 - -
12.517.793.0001-
1 764338 21/12/2011 21/12/2012 1
08 622.395,68 69.166,20 - -
12.517.793.0001-
1 764524 23/12/2011 23/12/2012 1
08 149.735,25 16.637,25 - -
14.045.546/0001-
1 761250 19/12/2011 19/12/2012 1
73 551.100,00 61.233,34 - -
40.738.999/0001-
1 765366 22/12/2011 22/12/2012 1
95 187.890,30 20.876,70 - -

259
13.937.131/0001-
1 759996 13/12/2011 13/12/2012 1
41 1.072.630,39 119.181,15 - -
11.020.634/0001-
1 760424 30/12/2011 30/12/2012 1
22 580.946,88 50.517,12 - -
2 CEF 1
368.000,00 15.350,00 - -
03.507.415/0002-
1 759584 21/12/2011 21/12/2012 1
25 914.895,00 101.655,00 - -
03.507.415/0002-
1 760425 21/12/2011 21/12/2012 1
25 256.959,81 28.551,09 - -
04.929.345/0001-
1 760131 12/12/2011 09/12/2012 1
85 162.000,00 18.000,00 - -
34.860.833/0001-
1 760342 15/12/2011 15/12/2012 1
44 1.042.452,00 115.828,00 - -
08.778.268/0001-
1 761117 29/12/2011 29/12/2012 1
60 540.541,80 60.060,20 - -
08.778.268/0001-
1 762133 29/12/2011 29/12/2012 1
60 400.230,00 44.470,00 - -
08.778.268/0001-
1 762135 29/12/2011 29/12/2012 1
60 106.886,70 11.876,30 - -
08.778.268/0001-
1 762198 29/12/2011 29/12/2012 1
60 359.455,95 39.939,55 - -
95.606.380/0022-
1 760426 - 21/12/2011 21/12/2012 1
43 192.201,70 - -
80.673.411/0001-
1 761249 16/12/2011 16/12/2012 1
87 95.036,27 23.759,07 - -
84.307.974/0001-
1 761253 - 19/12/2011 17/12/2012 1
02 453.472,00 - -
84.714.682/0001-
1 760552 - 19/12/2011 17/12/2012 1
94 149.500,00 - -
11.718.406/0001-
1 759581 - 15/12/2011 13/12/2012 1
20 184.000,00 - -
11.718.406/0001-
1 759582 08/12/2011 08/12/2012 1
20 945.060,52 128.871,88 - -
11.718.406/0001-
1 759590 - 15/12/2011 13/12/2012 1
20 294.400,00 - -

260
61.015.087/0008-
1 761252 - 19/12/2011 19/12/2012 1
31 1.785.162,75 - -
52.366.838/0001-
1 759587 - 12/12/2011 01/12/2012 1
05 150.000,00 - -
52.366.838/0001-
1 759588 - 12/12/2011 01/12/2012 1
05 150.000,00 - -
46.068.425/0001-
1 760551 30/12/2011 15/12/2012 1
33 198.720,00 18.000,00 - -
51.885.242/0001-
1 762723 - 28/12/2011 28/12/2012 1
40 425.000,00 - -
46.523.171/0001-
1 762714 20/12/2011 20/12/2012 1
04 92.828,00 8.072,00 - -
43.586.056/0003-
1 760553 - 30/12/2011 30/12/2012 1
44 695.520,00 - -
43.586.056/0003-
2 CEF - 1
44 308.500,00 - -
62.327.663/0001-
1 760920 - 22/12/2011 22/12/2012 1
72 187.605,00 - -
60.964.996/0001-
1 763491 29/12/2011 29/12/2012 1
87 1.997.064,00 500.970,24 - -

75.756.737,36 1.572.817,16 21.936.883,86 21.936.883,86


LEGENDA
Modalidade: Situação da Transferência:
1 - Convênio 1 - Adimplente
2 - Contrato de Repasse 2 - Inadimplente
3 - Termo de Parceria 3 - Inadimplência Suspensa
4 - Termo de Cooperação 4 - Concluído
5 - Termo de Compromisso 5 - Excluído
6 - Rescindido
7 - Arquivado
Fonte: Sistema de Gestão de Convênios - Gescon/ Fundo Nacional de Saúde - FNS/MS

Conforme informação, a Unidade Orçamentária Fundo Nacional de Saúde - FNS, fará análise critica do conjunto.

261
Quadro A.6.2 – Resumo dos instrumentos celebrados pela UJ nos três últimos exercícios
Unidade Concedente ou Contratante
Nome: FUNDO NACIONAL DE SAÚDE
CNPJ: UG/GESTÃO: 257001
Valores repassados em cada exercício
Quantidade de instrumentos celebrados em cada exercício (Valores em R$ 1,00)
Modalidade 2009 2010 2011 2009 2010 2011

Convênio 5 1 31 - - -

Contrato de Repasse 2 0 2 - - -

Termo de Cooperação 31 58 31 682.517,24 19.594.754,07 21.936.883,86

Termo de Compromisso 0 0 0 - - -

Totais 38 59 64 682.517,24 19.594.754,07 21.936.883,86


Fonte: Subsecretaria de Planejamento e Orçamento - SPO/MS

Conforme informação, a Unidade Orçamentária Fundo Nacional de Saúde - FNS, fará análise critica do conjunto.

262
Quadro A.6.3 – Resumo dos instrumentos de transferência que vigerão em 2012 e exercícios seguintes
idade Concedente ou Contratante
Nome: Fundo Nacional de Saúde
CNPJ: UG/GESTÃO: 257001
Valores (R$ 1,00) % do Valor global
Qtd. de instrumentos com repassado até o final
Modalidade vigência em 2012 e seguintes Contratados Repassados até 2011 Previstos para 2012 do exercício de 2011
R$ R$ R$
Convênio 35 18.704.563,15 3.022.998,00 33.147.879,68 16,16%
R$ R$ R$
Contrato de Repasse 3 1.344.426,09 - 1.317.600,00 0,00%
Termo de R$ R$ R$
Cooperação 107 245.514.288,32 168.933.434,82 76.580.853,50 68,81%
Termo de R$ R$ R$
Compromisso 0 - - - 0,00%
R$ R$ R$
Totais 145 265.563.277,56 171.956.432,82 111.046.333,18 64,75%
Fonte: Fundo Nacional de Saúde - FNS
Conforme informação, a Unidade Orçamentária Fundo Nacional de Saúde - FNS, fará análise critica do conjunto.

263
Quadro A.6.4 – Resumo da prestação de contas sobre transferências concedidas pela UJ na modalidade de convênio,
termo de cooperação e de contratos de repasse.
Valores em R$ 1,00
Unidade Concedente
Nome:
CNPJ: UG/GESTÃO:
Exercício Instrumentos
da (Quantidade e Montante Repassado)
Quantitativos e montante repassados
prestação Termo de
Convênios Contratos de Repasse
das contas Cooperação
Quantidade
Contas prestadas
Montante Repassado
2011
Contas NÃO Quantidade
prestadas Montante Repassado
Quantidade
Contas prestadas
Montante Repassado
2010
Contas NÃO Quantidade
prestadas Montante Repassado
Quantidade
Contas prestadas
Montante Repassado
2009
Contas NÃO Quantidade
prestadas Montante Repassado
Anteriores Contas NÃO Quantidade
a 2009 prestadas Montante Repassado
Fonte:
Não se aplica

Conforme informação a Unidade Orçamentária Fundo Nacional de Saúde - FNS, informará os dados referentes a prestação de contas.

264
Quadro A.6.5 - Visão Geral da análise das prestações de contas de Convênios e Contratos de Repasse
Valores em R$ 1,00
Unidade Concedente ou Contratante
Nome:
CNPJ: UG/GESTÃO:
Exercício da prestação Instrumentos
Quantitativos e montantes repassados
das contas Convênios Contratos de Repasse
Quantidade de contas prestadas
Com prazo de Contas analisadas
Quantidade
análise ainda Contas Não analisadas
não vencido Montante repassado (R$)
2011 Quantidade Aprovada
Contas
Quantidade Reprovada
Com prazo de analisadas
Quantidade de TCE
análise vencido
Contas NÃO Quantidade
analisadas Montante repassado (R$)
Quantidade de contas prestadas
Quantidade Aprovada
Contas analisadas Quantidade Reprovada
2010
Quantidade de TCE
Quantidade
Contas NÃO analisadas
Montante repassado (R$)
Quantidade de contas prestadas
Quantidade Aprovada
Contas analisadas Quantidade Reprovada
2009
Quantidade de TCE
Quantidade
Contas NÃO analisadas
Montante repassado
Exercícios anteriores a Quantidade
Contas NÃO analisadas
2009 Montante repassado
Fonte:
Não se aplica.
Conforme informação a Unidade Orçamentária Fundo Nacional de Saúde - FNS, informará os dados referentes a prestação de contas.

265
7. DECLARAÇÃO DE INSERÇÃO E ATUALIZAÇÃO DE DADOS NO SIASG
E SINCONV

DECLARAÇÃO
Eu, (gestor responsável pela inclusão e atualização dos dados nos
sitemas), CPF n° _________, (cargo ocupado pelo responsável), exercido na (nome
da unidade responsável) declaro junto aos órgãos de controle interno e externo que
todas as informações referentes a contratos, convênios e instrumentos congêneres
firmados até o exercício de 2011 por esta Unidade estão disponíveis e atualizadas,
respectivamente, no Sistema Integrado de Administração de Serviços Gerais – SIASG
e no Sistema de Gestão de Convênios, Contratos de Repasse e Termos de Parceria –
SICONV, conforme estabelece o art. 19 da Lei nº 12.309, de 9 de agosto de 2010 e
suas correspondentes em exercícios anteriores.

Brasília, ___ de ____ de 2012.

(Nome do Gestor)
(CPF)
(Cargo/Unidade Jurisdicionada)

Esta informação não se aplica a esta Unidade Jurisdicionada, porém a Diretoria


Executiva do Fundo Nacional de Saúde prestará as informações pertinentes.

266
8. INFORMAÇÕES SOBRE O CUMPRIMENTO DAS OBRIGAÇÕESSTABELECIDAS NA LEI Nº 8.730, DE 10 DE
NOVEMBRO DE 1993, RELACIONADAS À ENTREGA E AO TRATAMENTO DAS DECLARAÇÕES DE BENS E RENDAS.

Quadro A.8.1 – Demonstrativo do cumprimento, por autoridades e servidores da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na
Saúde, da obrigação de entregar a DBR
Momento da Ocorrência da Obrigação de Entregar a DBR
Posse ou
Detentores de Cargos e Funções Situação em relação às Final do
Início do
obrigados a entregar a DBR exigências da Lei nº 8.730/93 exercício da
exercício de Final do exercício financeiro
Função ou
Função ou
Cargo
Cargo
Autoridades Obrigados a entregar a DBR - - -
(Incisos I a VI do art. 1º da Lei nº
Entregaram a DBR - - -
8.730/93) Não cumpriram a obrigação - - -
Obrigados a entregar a DBR - - -
Cargos Eletivos Entregaram a DBR - - -
Não cumpriram a obrigação - - -
Funções Comissionadas Obrigados a entregar a DBR 16 21 49
(Cargo, Emprego, Função de Entregaram a DBR 16 21 49
Confiança ou em comissão) Não cumpriram a obrigação 0 0 0
Fonte: Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas/SAA/SE-MS
Obs.: Os quantitativos incluem DAS/FCT/FG

8.2 – Análise Crítica

Informamos que os servidores são obrigados a entregar o Formulário de Autorização de Acesso à Declaração de Ajuste Anual do Imposto
de Renda da Pessoa Física, conforme determina a Lei 8730/93, considerando as instruções constantes na PORTARIA
INTERMINISTERIAL MP/CGU nº. 298, de 06/09/2007, publicada no DOU de 11/09/2007, no ato de posse, uma vez que a entrega é
requisito essencial para sua efetivação.
As informações das entregas são armazenadas em banco de dados do programa EXCEL.
Os Formulários de Autorização de Acesso à Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda da Pessoa Física são recebidos em papel e
arquivados na pasta de assentamentos funcionais dos servidores.

267
9. ESTRUTURAS DE CONTROLES INTERNOS DA UJ

9.1 Estrutura de controles internos da UJ

Aspectos do sistema de controle interno Avaliação


Ambiente de Controle 1 2 3 4 5
1. Os altos dirigentes da UJ percebem os controles internos como X
essenciais à consecução dos objetivos da unidade e dão suporte
adequado ao seu funcionamento.
2. Os mecanismos gerais de controle instituídos pela UJ são percebidos X
por todos os servidores e funcionários nos diversos níveis da estrutura
da unidade.
3. A comunicação dentro da UJ é adequada e eficiente. X
4. Existe código formalizado de ética ou de conduta. X
5. Os procedimentos e as instruções operacionais são padronizados e X
estão postos em documentos formais.
6. Há mecanismos que garantem ou incentivam a participação dos X
funcionários e servidores dos diversos níveis da estrutura da UJ na
elaboração dos procedimentos, das instruções operacionais ou código
de ética ou conduta.
7. As delegações de autoridade e competência são acompanhadas de X
definições claras das responsabilidades.
8. Existe adequada segregação de funções nos processos da competência X
da UJ.
9. Os controles internos adotados contribuem para a consecução dos X
resultados planejados pela UJ.
Avaliação de Risco 1 2 3 4 5
10. Os objetivos e metas da unidade jurisdicionada estão formalizados. X
11. Há clara identificação dos processos críticos para a consecução dos X
objetivos e metas da unidade.
12. É prática da unidade o diagnóstico dos riscos (de origem interna ou X
externa) envolvidos nos seus processos estratégicos, bem como a
identificação da probabilidade de ocorrência desses riscos e a
consequente adoção de medidas para mitigá-los.
13. É prática da unidade a definição de níveis de riscos operacionais, de X
informações e de conformidade que podem ser assumidos pelos
diversos níveis da gestão.
14. A avaliação de riscos é feita de forma contínua, de modo a identificar X
mudanças no perfil de risco da UJ, ocasionadas por transformações
nos ambientes interno e externo.
15. Os riscos identificados são mensurados e classificados de modo a X
serem tratados em uma escala de prioridades e a gerar informações
úteis à tomada de decisão.
16. Existe histórico de fraudes e perdas decorrentes de fragilidades nos X
processos internos da unidade.
17. Na ocorrência de fraudes e desvios, é prática da unidade instaurar X
sindicância para apurar responsabilidades e exigir eventuais
ressarcimentos.
18. Há norma ou regulamento para as atividades de guarda, estoque e X
inventário de bens e valores de responsabilidade da unidade.
Procedimentos de Controle 1 2 3 4 5
19. Existem políticas e ações, de natureza preventiva ou de detecção, para X
diminuir os riscos e alcançar os objetivos da UJ, claramente
estabelecidas.
20. As atividades de controle adotadas pela UJ são apropriadas e X
funcionam consistentemente de acordo com um plano de longo prazo.
21. As atividades de controle adotadas pela UJ possuem custo apropriado X
ao nível de benefícios que possam derivar de sua aplicação.
22. As atividades de controle adotadas pela UJ são abrangentes e razoáveis X
e estão diretamente relacionados com os objetivos de controle.

268
Aspectos do sistema de controle interno Avaliação
Informação e Comunicação 1 2 3 4 5
23. A informação relevante para UJ é devidamente identificada, X
documentada, armazenada e comunicada tempestivamente às pessoas
adequadas.
24. As informações consideradas relevantes pela UJ são dotadas de X
qualidade suficiente para permitir ao gestor tomar as decisões
apropriadas.
25. A informação disponível à UJ é apropriada, tempestiva, atual, precisa X
e acessível.
26. A Informação divulgada internamente atende às expectativas dos X
diversos grupos e indivíduos da UJ, contribuindo para a execução das
responsabilidades de forma eficaz.
27. A comunicação das informações perpassa todos os níveis hierárquicos X
da UJ, em todas as direções, por todos os seus componentes e por toda
a sua estrutura.
Monitoramento 1 2 3 4 5
28. O sistema de controle interno da UJ é constantemente monitorado para X
avaliar sua validade e qualidade ao longo do tempo.
29. O sistema de controle interno da UJ tem sido considerado adequado e X
efetivo pelas avaliações sofridas.
30. O sistema de controle interno da UJ tem contribuído para a melhoria X
de seu desempenho.
Considerações gerais:

LEGENDA
Níveis de Avaliação:
(1) Totalmente inválida: Significa que o fundamento descrito na afirmativa é integralmente
não aplicado no contexto da UJ.
(2) Parcialmente inválida: Significa que o fundamento descrito na afirmativa é parcialmente
aplicado no contexto da UJ, porém, em sua minoria.
(3) Neutra: Significa que não há como afirmar a proporção de aplicação do fundamento
descrito na afirmativa no contexto da UJ.
(4) Parcialmente válida: Significa que o fundamento descrito na afirmativa é parcialmente
aplicado no contexto da UJ, porém, em sua maioria.
(5) Totalmente válido. Significa que o fundamento descrito na afirmativa é integralmente
aplicado no contexto da UJ.

269
10. GESTÃO AMBIENTAL E LICITAÇÕES SUSTENTÁVEIS

10.1 Gestão Ambiental e Licitações Sustentáveis

Aspectos sobre a gestão ambiental Avaliação


Licitações Sustentáveis 1 2 3 4 5
1. A UJ tem incluído critérios de sustentabilidade ambiental em suas 1
licitações que levem em consideração os processos de extração ou
fabricação, utilização e descarte dos produtos e matérias primas.
Se houver concordância com a afirmação acima, quais critérios de
sustentabilidade ambiental foram aplicados?
2. Em uma análise das aquisições dos últimos cinco anos, os produtos 1
atualmente adquiridos pela unidade são produzidos com menor consumo de
matéria-prima e maior quantidade de conteúdo reciclável.
3. A aquisição de produtos pela unidade é feita dando-se preferência 1
àqueles fabricados por fonte não poluidora bem como por materiais que não
prejudicam a natureza (ex. produtos de limpeza biodegradáveis).
4. Nos procedimentos licitatórios realizados pela unidade, tem sido 1
considerada a existência de certificação ambiental por parte das empresas
participantes e produtoras (ex: ISO), como critério avaliativo ou mesmo
condição na aquisição de produtos e serviços.
Se houver concordância com a afirmação acima, qual certificação
ambiental tem sido considerada nesses procedimentos?
5. No último exercício, a unidade adquiriu bens/produtos que colaboram 1
para o menor consumo de energia e/ou água (ex: torneiras automáticas,
lâmpadas econômicas).
Se houver concordância com a afirmação acima, qual o impacto da
aquisição desses produtos sobre o consumo de água e energia?
6. No último exercício, a unidade adquiriu bens/produtos reciclados (ex: 1
papel reciclado).
Se houver concordância com a afirmação acima, quais foram os
produtos adquiridos?
7. No último exercício, a instituição adquiriu veículos automotores mais 1
eficientes e menos poluentes ou que utilizam combustíveis alternativos.
Se houver concordância com a afirmação acima, este critério específico
utilizado foi incluído no procedimento licitatório?
8. Existe uma preferência pela aquisição de bens/produtos passíveis de 1
reutilização, reciclagem ou reabastecimento (refil e/ou recarga).
Se houver concordância com a afirmação acima, como essa preferência
tem sido manifestada nos procedimentos licitatórios?
9. Para a aquisição de bens/produtos é levada em conta os aspectos de 1
durabilidade e qualidade de tais bens/produtos.
10. Os projetos básicos ou executivos, na contratação de obras e serviços de 1
engenharia, possuem exigências que levem à economia da manutenção e
operacionalização da edificação, à redução do consumo de energia e água e
à utilização de tecnologias e materiais que reduzam o impacto ambiental.
11. Na unidade ocorre separação dos resíduos recicláveis descartados, bem 1
como sua destinação, como referido no Decreto nº 5.940/2006.
12. Nos últimos exercícios, a UJ promoveu campanhas entre os servidores 1
visando a diminuir o consumo de água e energia elétrica.
Se houver concordância com a afirmação acima, como se procedeu a
essa campanha (palestras, folders, comunicações oficiais, etc.)?

270
Aspectos sobre a gestão ambiental Avaliação
Licitações Sustentáveis 1 2 3 4 5
13. Nos últimos exercícios, a UJ promoveu campanhas de conscientização 1
da necessidade de proteção do meio ambiente e preservação de recursos
naturais voltadas para os seus servidores.
Se houver concordância com a afirmação acima, como se procedeu a
essa campanha (palestras, folders, comunicações oficiais, etc.)?
Considerações Gerais: 1
LEGENDA
Níveis de Avaliação:
(1) Totalmente inválida: Significa que o fundamento descrito na
afirmativa é integralmente não aplicado no contexto da UJ.
(2) Parcialmente inválida: Significa que o fundamento descrito na
afirmativa é parcialmente aplicado no contexto da UJ, porém, em
sua minoria.
(3) Neutra: Significa que não há como afirmar a proporção de
aplicação do fundamento descrito na afirmativa no contexto da UJ.
(4) Parcialmente válida: Significa que o fundamento descrito na
afirmativa é parcialmente aplicado no contexto da UJ, porém, em
sua maioria.
(5) Totalmente válida: Significa que o fundamento descrito na
afirmativa é integralmente aplicado no contexto da UJ.

11.GESTÃO DE BENS IMÓVEIS DE USO ESPECIAL

Não se aplica

271
12.GESTÃO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO (TI)

12.1 Gestão de Tecnologia da Informação (TI)

Avaliação
Quesitos a serem avaliados
1 2 3 4 5
Planejamento 1
1. Há planejamento institucional em vigor ou existe área que faz o
planejamento da UJ como um todo. 1
2. Há Planejamento Estratégico para a área de TI em vigor. 1
3. Há comitê que decida sobre a priorização das ações e investimentos de TI
para a UJ. 1
Recursos Humanos de TI 1
4. Quantitativo de servidores e de terceirizados atuando na área de TI.
Informar quantitativos
5. Há carreiras específicas para a área de TI no plano de cargos do
Órgão/Entidade. 1
Segurança da Informação 1
6. Existe uma área específica, com responsabilidades definidas, para lidar
estrategicamente com segurança da informação. 1
7. Existe Política de Segurança da Informação (PSI) em vigor que tenha sido
instituída mediante documento específico. 1
Desenvolvimento e Produção de Sistemas 1
8. É efetuada avaliação para verificar se os recursos de TI são compatíveis
com as necessidades da UJ. 1
9. O desenvolvimento de sistemas quando feito na UJ segue metodologia
definida. 1
10. É efetuada a gestão de acordos de níveis de serviço das soluções de TI do
Órgão/Entidade oferecidas aos seus clientes. 1
11. Nos contratos celebrados pela UJ é exigido acordo de nível de serviço. 1
Contratação e Gestão de Bens e Serviços de TI 1
12. Nível de participação de terceirização de bens e serviços de TI em Informar o percentual de
relação ao desenvolvimento interno da própria UJ. participação
12. Na elaboração do projeto básico das contratações de TI são explicitados
os benefícios da contratação em termos de resultado para UJ e não somente
em termos de TI. 1
13. O Órgão/Entidade adota processo de trabalho formalizado ou possui área
específica de gestão de contratos de bens e serviços de TI. 1
14. Há transferência de conhecimento para servidores do Órgão/Entidade
referente a produtos e serviços de TI terceirizados? 1
Considerações Gerais:

LEGENDA
Níveis de avaliação:
(1) Totalmente inválida: Significa que a afirmativa é integralmente
NÃO aplicada ao contexto da UJ.
(2) Parcialmente inválida: Significa que a afirmativa é
parcialmente aplicada ao contexto da UJ, porém, em sua minoria.
(3) Neutra: Significa que não há como afirmar a proporção de
aplicação do fundamento descrito na afirmativa no contexto da UJ.
(4) Parcialmente válida: Significa que a afirmativa é parcialmente
aplicada ao contexto da UJ, porém, em sua maioria.
(5) Totalmente válida: Significa que a afirmativa é integralmente
aplicada ao contexto da UJ. 1

272
13. INFORMAÇÕES SOBRE A UTILIZAÇÃO DE CARTÕES DE
PAGAMENTO DO GOVERNO FEDERAL

A Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde – SGTES não utiliza cartão


de crédito coorporativo.

14. DELIBERAÇÕES DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO E


RECOMENDAÇÕES DA CGU

No decorrer do exercício de 2011, a Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na


Saúde não recebeu do Tribunal de Contas da União e da Controladoria-Geral da União
nenhuma determinação ou recomendação.

273
15.DECLARAÇÃO DO CONTADOR RESPONSÁVEL PELA UNIDADE
JURISDICIONADA

274
16. CONTRATAÇÃO DE CONSULTORES NA MODALIDADE “PRODUTO”,
NO ÂMBITO DOS PROJETOS DE COOPERAÇÃO TÉCNICA COM
ORGANISMOS INTERNACIONAIS

275
Valores
Quadro C.16.1 - Consultores contratados na modalidade “produto” no âmbito dos projetos de em R$
cooperação técnica com organismos internacionais 1,00
Identificação da Organização Internacional Cooperante
Nome da Organização Sigla
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE OPAS
Identificação do(s) Projeto(s) de Cooperação Técnica
Título do Projeto Código
57º Termo de Cooperação e
Assistência Técnica ao Ajuste
Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde Complementar
Informações sobre os contratos de consultoria na modalidade “Produto”
Código do Contrato: BR/CNT/11016317.001
Objetivo da consultoria: Elaboração de estudos para subsidiar o Departamento de Gestão da Educação em Saúde - DEGES na
implantação do Programa de Apoio à Formação de Especialistas em Áreas Estratégicas para o SUS (Pró-residência)
Período de Vigência Remuneração
Total
Previsto
no Total previsto no Total pago até o
Início Término contrato exercício Total pago no exercício final do exercício
02/12/2011 31/10/2012 84.000,00 84.000,00 25.200,00 84.000,00
Insumos Externos
Inexistente
Produtos Contratados
Descrição Data prevista de entrega Valor

276
Documento Técnico contendo estudo sobre a
ocupação das vagas de residência médica no Brasil 02/01/2012 25.200,00

Documento Técnico contendo relatório descritivo


sobre a Oficina de Monitoramento do Apoio
Matricial do Pró-residência 20/03/2012 13.000,00
Documento Técnico contendo estudo sobre
estratégias de incentivo à especialização em
Medicina de Família e Comunidade 13/07/2012 12.200,00

Documento Técnico contendo estudo sobre a


implantação de programas de residência médica
por meio do apoio matricial do Pró-residência 31/10/2012 33.600,00
Consultor contratado
Nome do consultor: Ademir Lopes Junior CPF: 286.383.328-66
Observações sobre a execução físico/financeira do contrato:

277
Valores
Quadro C.16.1 - Consultores contratados na modalidade “produto” no âmbito dos projetos de em R$
cooperação técnica com organismos internacionais 1,00
Identificação da Organização Internacional Cooperante
Nome da Organização Sigla
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE OPAS
Identificação do(s) Projeto(s) de Cooperação Técnica
Título do Projeto Código
57º Termo de Cooperação e
Assistência Técnica ao Ajuste
Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde Complementar
Informações sobre os contratos de consultoria na modalidade “Produto”
Código do Contrato: BR/CNT/1101923.001
Objetivo da consultoria: Desenvolvimento e análise de sistemas no sistema SGTES, referentes às demandas da Secretaria de Gestão
do Trabalho e da Educação na Saúde, exercendo atividades de Gerência de Projeto e análise de requisitos.
Período de Vigência Remuneração
Total
Previsto
no Total previsto no Total pago até o
Início Término contrato exercício Total pago no exercício final do exercício
09/12/2011 01/11/2012 77.000,00 77.000,00 23.100,00 23.100,00
Insumos Externos
Inexistente
Produtos Contratados
Descrição Data prevista de entrega Valor

278
1 Criação do Modelo de Dados Físico, em Erwin,
das Metas Primária e Secundária do Orçamento e
Criação do Script, em SQL Oracle; Criação do
Modelo de Dados em Erwin das Metas Primária e
Secundária dos Projetos da SGTES;Criação de
script de Migração das Entidades Executoras e
Beneficiárias dos Projetos da SGTES; Criação do
Modelo de Dados Físico, em Erwin, Módulo
Residências Médicas do Sistema SIGResidências e
Criação do Script de banco de dados;Criação de
Script, em SQL Oracle, para associar os códigos
das Especialidades Médicas com Ano de
Residência,do Sistema SIGResidências;Criação de
Procedures Oracle para carga na base de dados do
Sistema SIGResidências, instâncias DFDOP1 e
DFPOP1 09/01/2012 23.100,00

2 Criação de Relatório de Projetos- Modalidade


Convênios, em Crystal reports, do Sistema
SGTES;Criação de Query, em Oracle, para exibir
os dados de Programa, Ano de Residência, Vagas
Cadastradas e Vagas Preenchidas do Sistema
SIGResidências;Criação de View Oracle para
Saldo de Vagas dos Programas do Sistema
SIGResidências;Criação do Modelo Físico, em
Powerdesigner, do Módulo Questionário do
Sistema SIGResidências;Criação do Script de
banco de dados e criação de Scripts de carga de
dados 04/04/2012 12.000,00

279
3 Criação de Modelo Físico de dados, em
Powerdesigner, do Módulo Matriciadora e
Matriciadas, Criação do Script, em Oracle, do
Sistema SIGResidências e para carga de
dados;Criação de Query, em Oracle, para exibição
dos dados do Módulos Matriciadora e Matriciada e
para o Módulo Questionário do Sistema
SIGResidências;Criação de Modelo de dados
Físico, em Powerdesigner, do Módulo Tramitação
de documentos do Sistema SGTES e Criação do
Script de banco de dados; 20/07/2012 11.100,00
4 Criação de procedure Oracle para envio de emails
via base de dados do Sistema SGTES; Criação de
Modelo de Dados Físico, em Powerdesigner, do
Módulo Proposta de Programa de Residência
Médica do Sistema SIGResidências e criação do
script de banco de dados;Criação de Script, em
Oracle, para migração de dados do legado para o
Sistema SGTES dos Projetos:
Especializações,Residências,Outras
Capacitações,Educação Permanente e OPAS;
Criação de Scrips, em Oracle, para migração de
dados do Legado para o Sistema SGTES das
Atividades da Plataforma; Criação de Relatórios,
em Crystal Reports, para os Módulos:
Orçamentário Financeiro e Módulo Físico
(Projetos) do Sistema SGTES; Criação de Queries,
em Oracle, para os Módulos de Empenho, Ordem
Bancária, Nota de Crédito e Programação
Financeira do Sistema SGTES 01/11/2012 30.800,00
Consultor contratado
Nome do consultor: Aguinaldo Jose de Paula CPF: 648.817.769-91
Observações sobre a execução físico/financeira do contrato:

280
Valores
Quadro C.16.1 - Consultores contratados na modalidade “produto” no âmbito dos projetos de cooperação técnica em R$
com organismos internacionais 1,00
Identificação da Organização Internacional Cooperante
Nome da Organização Sigla
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE OPAS
Identificação do(s) Projeto(s) de Cooperação Técnica
Título do Projeto Código
57º Termo de Cooperação e
Assistência Técnica ao Ajuste
Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde Complementar
Informações sobre os contratos de consultoria na modalidade “Produto”
Código do Contrato: BR/CNT/1101689.001
Objetivo da consultoria: Elaborar documentos para subsidiar a avaliação quanto ao cumprimento das metas definidas pela Secretaria,
no que se refere às políticas de formação e desenvolvimento profissional.
Período de Vigência Remuneração
Total
Previsto
no Total previsto no Total pago até o
Início Término contrato exercício Total pago no exercício final do exercício
02/12/2011 31/10/2012 56.000,00 56.000,00 16.800,00 16.800,00
Insumos Externos
Inexistente
Produtos Contratados
Descrição Data prevista de entrega Valor

281
Documento Técnico contendo análise financeira
dos Projetos relacionados à Educação Permanente,
implementados pela SGTES, financiados na
modalidade Fundo a Fundo, nos exercícios de 2007
a 2010 04/01/2012 16.800,00

Documento Técnico contendo análise financeira


dos Projetos do Programa de Formação de
Profissionais de Nível Médio para à Saúde –
PROFAPS, financiados na modalidade Fundo a
Fundo, nos exercícios de 2009 e 2010 02/04/2012 9.400,00

Documento Técnico contendo análise de dados das


atividades relacionadas ao Programa Nacional de
Reorientação de Formação Profissional em Saúde –
Pró-Saúde II, com vistas ao cadastramento no
Sistema SGTES, referente aos Anos I, II e III,
cujos repasses ocorreram nos exercícios de 2008 a
2010, respectivamente 11/07/2012 7.400,00

Documento Técnico contendo análise financeira


das Políticas da Secretaria de Gestão do Trabalho e
Educação na Saúde, financiados na modalidade
Fundo a Fundo, nos exercícios de 2005 a 2010 31/10/2012 22.400,00
Consultor contratado
Nome do consultor: Andrea Rodrigues de Sousa CPF:371.529.391-87
Observações sobre a execução físico/financeira do contrato:

282
Valores
Quadro C.16.1 - Consultores contratados na modalidade “produto” no âmbito dos projetos de cooperação técnica em R$
com organismos internacionais 1,00
Identificação da Organização Internacional Cooperante
Nome da Organização Sigla
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE OPAS
Identificação do(s) Projeto(s) de Cooperação Técnica
Título do Projeto Código
57º Termo de Cooperação e
Assistência Técnica ao Ajuste
Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde Complementar
Informações sobre os contratos de consultoria na modalidade “Produto”
Código do Contrato: BR/CNT/1101414.001
Objetivo da consultoria: Estudo das ações desenvolvidas e projetos implementados pela Secretaria de Gestão do Trabalho e da
Educação na Saúde nos exercícios de 2010 e 2011
Período de Vigência Remuneração
Total
Previsto
no Total previsto no Total pago até o
Início Término contrato exercício Total pago no exercício final do exercício
16/11/2011 12/10/2012 70.000,00 70.000,00 21.000,00 49.000,00
Insumos Externos
Inexistente
Produtos Contratados
Descrição Data prevista de entrega Valor

283
Documento técnico contendo levantamento de
dados e avaliação sobre a execução do Programa
Nacional de Apoio a Formação de Médicos
Especialistas em Áreas Estratégicas para o SUS –
Pró-Residência – Programa de Apoio Matricial,
implementadas pela SGTES/MS no exercício de
2010 08/12/2011 21.000,00

Documento técnico contendo levantamento de


dados e análise das ações referente ao Sistema
Universidade Aberta do SUS (Una-SUS),
implementadas pela SGTES/MS via convênio nos
exercícios de 2010 e 2011
. 20/03/2012 8.000,00

Documento técnico contendo levantamento de


dados e análise sobre a execução do Programa
Nacional de Desenvolvimento Gerencial do SUS,
referente ao exercício de 2010 13/06/2012 7.500,00

Documento técnico contendo levantamento de


dados e avaliação referente aos Projetos
implementados pela SGTES/MS no exercício de
2010 referentes ao Programa Nacional de
Reorientação da Formação Profissional em Saúde -
Pró-Saúde 06/08/2012 5.500,00

Documento técnico contendo o levantamento de


dados das principais ações/atividades de Educação
em Saúde, desenvolvidas pela SGTES nas regiões
Norte e Nordeste, que contribuem para redução das
desigualdades sociais e econômicas existentes
nestas regiões nos exercícios de 2010 e 2011 12/10/2012 28.000,00

284
Consultor contratado
Nome do consultor: Anna Júlia Pereira Oliveira CPF: 718.171.581-04
Observações sobre a execução físico/financeira do contrato:

Valores
Quadro C.16.1 - Consultores contratados na modalidade “produto” no âmbito dos projetos de cooperação técnica em R$
com organismos internacionais 1,00
Identificação da Organização Internacional Cooperante
Nome da Organização Sigla
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE OPAS
Identificação do(s) Projeto(s) de Cooperação Técnica
Título do Projeto Código
57º Termo de Cooperação e
Assistência Técnica ao Ajuste
Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde Complementar
Informações sobre os contratos de consultoria na modalidade “Produto”
Código do Contrato: BR/CNT/1101918.001
Objetivo da consultoria:Elaboração de documentos técnicos da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES);
Os documentos deverão conter informações destinadas a públicos internos, externos e execução de eventos com vistas para divulgação
dos programas e políticas da Secretaria
Período de Vigência Remuneração
Total
Previsto
no Total previsto no Total pago até o
Início Término contrato exercício Total pago no exercício final do exercício
09/12/2011 01/11/2012 63.000,00 63.000,00 29.200,00 63.000,00
Insumos Externos
Inexistente

285
Produtos Contratados
Descrição Data prevista de entrega Valor

Documento Técnico contendo proposta de


conteúdo e organização de Seminário Educação
Profissional de Nível Médio para a Saúde 10/01/2012 18.900,00

Documento Técnico contendo proposta de


conteúdo e organização de Seminário Nacional do
Programa Nacional de Reorientação da Formação
Profissional em Saúde – Pró-Saúde e Programa de
Educação pelo Trabalho para a Saúde - PET-Saúde
– desafios para consolidação das políticas de gestão
da educação em saúde 05/03/2012 10.300,00

Documento Técnico contendo proposta de


conteúdo e organização do Seminário Nacional
sobre fixação de Profissionais de Saúde em áreas
remotas, isoladas e de maior vulnerabilidade 20/07/2012 8.600,00

Documento Técnico contendo proposta de


conteúdo e organização do Encontro de Gestores
do Trabalho na Saúde dos Estados 01/11/2012 25.200,00
Consultor contratado
Nome do consultor: Dante Luiz Leão Molisani CPF: 783.110.801-78
Observações sobre a execução físico/financeira do contrato:

286
Valores
Quadro C.16.1 - Consultores contratados na modalidade “produto” no âmbito dos projetos de em R$
cooperação técnica com organismos internacionais 1,00
Identificação da Organização Internacional Cooperante
Nome da Organização Sigla
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE OPAS
Identificação do(s) Projeto(s) de Cooperação Técnica
Título do Projeto Código
57º Termo de Cooperação e
Assistência Técnica ao Ajuste
Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde Complementar
Informações sobre os contratos de consultoria na modalidade “Produto”
Código do Contrato: BR/CNT/1101082.001
Objetivo da consultoria:Elaboração de documentos técnicos da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES);
Os documentos deverão conter informações destinadas a públicos internos e externos com vistas à divulgação, navegação e usabilidade
dos programas e políticas da secretaria via intranet e internet
Período de Vigência Remuneração
Total
Previsto
no Total previsto no Total pago até o
Início Término contrato exercício Total pago no exercício final do exercício
23/09/2011 01/08/2012 64.000,00 19.200,00 29.200,00 44.800,00
Insumos Externos
Inexistente
Produtos Contratados
Descrição Data prevista de entrega Valor

287
Documento técnico contendo proposta de
elaboração de projeto para reestruturação e
usabilidade do sítio do Programa de Formação de
Profissionais de Nível Médio para a Saúde
(PROFAPS) no Portal Saúde, com vistas a
colaborar na estruturação dos processos de
divulgação do programa para áreas estratégicas do
Sistema único de Saúde (SUS). O sítio auxiliará na
ampliação e qualificação da força de trabalho em
saúde 27/10/2011 19.200,00

Documento técnico contendo proposta de


elaboração de projeto para reestruturação e
usabilidade do sítio da Gestão do Trabalho, no
Portal Saúde, com vistas a colaborar na divulgação,
bem como propiciar amplo acesso a informações
sobre a área do trabalho na saúde, no País e
permitindo a visibilidade do acompanhamento e
avaliação das políticas e projetos dessa área 05/01/2012 10.000,00

Documento técnico contendo proposta de


elaboração de projeto para reestruturação e
usabilidade do sítio da Mesa Nacional de
Negociação Permanente do SUS, no Portal Saúde,
com vistas a propiciar a divulgação das propostas e
pactuações das relações de trabalho entre gestores e
trabalhadores, bem como o amplo acesso a
informações sobre a democratização das relações
de trabalho da saúde no País 09/04/2012 9.200,00

288
Documento técnico contendo relatório de pesquisa
de verificação de usabilidade de Boletim
Informativo junto ao público interno, com o
objetivo de elencar as principais demandas dos
usuários e adequação de ferramentas para o boletim 01/08/2012 25.600,00
Consultor contratado
Nome do consultor: Denise Veríssimo de Paula CPF: 843.181.717-87
Observações sobre a execução físico/financeira do contrato:

289
Valores
Quadro C.16.1 - Consultores contratados na modalidade “produto” no âmbito dos projetos de em R$
cooperação técnica com organismos internacionais 1,00
Identificação da Organização Internacional Cooperante
Nome da Organização Sigla
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE OPAS
Identificação do(s) Projeto(s) de Cooperação Técnica
Título do Projeto Código
57º Termo de Cooperação e
Assistência Técnica ao Ajuste
Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde Complementar
Informações sobre os contratos de consultoria na modalidade “Produto”
Código do Contrato: BR/CNT/1101936.001
Objetivo da consultoria: Elaboração de relatórios contendo as principais atividades desenvolvidas pela Secretaria junto ao núcleo de
Comunicação da SGTES, no desenvolvimento de projetos esperados referente aos materiais informativos e educativos da Secretaria
Período de Vigência Remuneração
Total
Previsto
no Total previsto no Total pago até o
Início Término contrato exercício Total pago no exercício final do exercício
12/12/2011 05/11/2012 63.000,00 26.100,00 26.100,00 63.000,00
Insumos Externos
Inexistente
Produtos Contratados
Descrição Data prevista de entrega Valor

290
Documento técnico contendo levantamento de
dados sobre o conteúdo e organização do relatório
do Folder Cartaz do Programa de Qualificação e
Estruturação da Gestão do Trabalho e da Educação
no SUS - ProgeSUS 12/01/2012 18.900,00

Documento técnico contendo levantamento de


dados sobre o conteúdo e organização do relatório
do Folder Cartaz do Programa de Educação pelo
Trabalho para a Saúde PET-Saúde 02/03/2012 7.200,00

Documento técnico contendo propostas de


conteúdo e organização do relatório das principais
atividades desenvolvidas pela Secretaria de Gestão
do Trabalho e da Educação na Saúde – SGTES, em
2010, com vistas a auxiliar a divulgação nacional
das políticas e programas da secretaria 20/06/2012 5.400,00

Documento técnico contendo propostas de


conteúdo e organização do relatório das principais
atividades desenvolvidas pela Secretaria de Gestão
do Trabalho e da Educação na Saúde – SGTES, em
2010, com vistas a auxiliar a divulgação nacional
das políticas e programas da secretaria 10/08/2012 6.300,00

291
Documento técnico contendo propostas de
conteúdo e organização do relatório das principais
atividades desenvolvidas pela Secretaria de Gestão
do Trabalho e da Educação na Saúde – SGTES, em
2011, com vistas a auxiliar a divulgação nacional
das políticas e programas da secretaria 05/11/2012 25.200,00
Consultor contratado
Eduardo Pinto Grisoni CPF: 074.512.927-70
Observações sobre a execução físico/financeira do contrato:

292
Valores
Quadro C.16.1 - Consultores contratados na modalidade “produto” no âmbito dos projetos de em R$
cooperação técnica com organismos internacionais 1,00
Identificação da Organização Internacional Cooperante
Nome da Organização Sigla
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE OPAS
Identificação do(s) Projeto(s) de Cooperação Técnica
Título do Projeto Código
57º Termo de Cooperação e
Assistência Técnica ao Ajuste
Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde Complementar
Informações sobre os contratos de consultoria na modalidade “Produto”
Código do Contrato: BR/CNT/1101573.001
Objetivo da consultoria: Prestar consultoria técnica com vistas ao estudo e pesquisa relativa à avaliação da cooperação técnica entre o
Ministério da Saúde e Organismos Internacionais no campo da Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde, que subsidiem a análise
quanto aos resultados apresentados de projetos integrantes da Rede Observatório de Recursos Humanos de Saúde de quatro Instituições
diferentes representando quatro Estados da Federação com relação ao custo benefício do alcance do objetivo proposto
Período de Vigência Remuneração
Total
Previsto
no Total previsto no Total pago até o
Início Término contrato exercício Total pago no exercício final do exercício
28/11/2011 18/10/2012 56.000,00 16.800,00 56.000,00 56.000,00
Insumos Externos
Inexistente
Produtos Contratados
Descrição Data prevista de entrega Valor

293
Documento técnico contendo estudo da
aplicabilidade dos recursos disponibilizados para o
desenvolvimento do projeto Plano Diretor para o
Biênio 2004 –2005, integrante da Rede
Observatório de Recursos Humanos de Saúde da
FUNDAÇÃO DE DESENVOLVIMENTO DA
PESQUISA – FUNDEP/MG, demonstrando a
compatibilidade com os resultados alcançados 02/01/2012 16.800,00
Documento técnico contendo estudo da
aplicabilidade dos recursos disponibilizados para o
desenvolvimento do projeto Plano Diretor para o
Biênio 2004 – 2005, integrante da Rede
Observatório de Recursos Humanos de Saúde do
NÚCLEO DE ESTUDOS EM SAÚDE
COLETIVA - NESCO/UEL/PR, demonstrando a
compatibilidade com os resultados alcançados 09/04/2012 9.400,00
Documento técnico contendo estudo da
aplicabilidade dos recursos disponibilizados para o
desenvolvimento do Projeto PLANO DIRETOR
PARA O BIÊNIO 2004-2005, integrante da Rede
Observatório de Recursos Humanos de Saúde, da
SOCIEDADE DE PROMOÇÃO DA CASA DE
OSWALDO CRUZ / FIOCRUZ/RJ, demonstrando
a compatibilidade com os resultados alcançados 12/07/2012 7.400,00
Documento técnico contendo estudo da
aplicabilidade dos recursos disponibilizados para o
desenvolvimento do projeto Plano Diretor para o
Biênio 2004 –2005, integrante da Rede
Observatório de Recursos Humanos de Saúde da
FUNDAÇÃO INSTITUTO DE ENFERMAGEM
DE RIBEIRÃO PRETO-FIERP/SP, demonstrando
a compatibilidade com os resultados alcançados 18/10/2012 22.400,00
Consultor contratado
Nome do consultor: Eliana Rezende Boechat Mendes CPF: 602.215.421-91

294
Observações sobre a execução físico/financeira do contrato:

295
Valores
Quadro C.16.1 - Consultores contratados na modalidade “produto” no âmbito dos projetos de em R$
cooperação técnica com organismos internacionais 1,00
Identificação da Organização Internacional Cooperante
Nome da Organização Sigla
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE OPAS
Identificação do(s) Projeto(s) de Cooperação Técnica
Título do Projeto Código
57º Termo de Cooperação e
Assistência Técnica ao Ajuste
Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde Complementar
Informações sobre os contratos de consultoria na modalidade “Produto”
Código do Contrato: BR/CNT/1100743.001
Objetivo da consultoria: Elaboração de documentos técnicos da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES);
Os documentos deverão conter informações destinadas a públicos internos e externos com vistas à divulgação dos programas e
políticas da secretaria
Período de Vigência Remuneração
Total
Previsto
no Total previsto no Total pago até o
Início Término contrato exercício Total pago no exercício final do exercício
01/07/2011 31/05/2012 84.000,00 41.300,00 41.300,00 42.700,00
Insumos Externos
Inexistente
Produtos Contratados
Descrição Data prevista de entrega Valor

296
Documento Técnico contendo proposta de
conteúdo e organização do folder da Secretaria de
Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde com
vistas a auxiliar a divulgação em âmbito nacional
das políticas e programas da secretaria, apoiadas
por parceiros 26/07/2011 25.200,00

Documento Técnico contendo proposta de


conteúdo e organização do Planejamento Editorial
da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação
na Saúde com vistas a auxiliar na execução das
publicações que farão parte da divulgação em
âmbito nacional das políticas e programas da
secretaria, apoiadas por parceiros 12/10/2011 8.100,00

Documento Técnico contendo proposta de


conteúdo e organização do folder do programa
Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde
(UnA-SUS) da Secretaria de Gestão do Trabalho e
da Educação na Saúde com vistas a auxiliar a
divulgação em âmbito nacional das políticas e
programas da secretaria, apoiadas por parceiros 02/12/2011 8.000,00

297
Documento Técnico contendo proposta de
conteúdo e organização do folder do Programa Pró-
Residência da Secretaria de Gestão do Trabalho e
da Educação na Saúde com vistas a auxiliar a
divulgação em âmbito nacional das políticas e
programas da secretaria, apoiadas por parceiros 05/03/2012 9.100,00

Documento Técnico contendo proposta de


conteúdo e organização do folder do programa
Rede Observatório de Recursos Humanos em
Saúde (OBSERVARH) da Secretaria de Gestão do
Trabalho e da Educação na Saúde com vistas a
auxiliar a divulgação em âmbito nacional das
políticas e programas da secretaria, apoiadas por
parceiros 31/05/2012 33.600,00
Consultor contratado
Nome do consultor: Fabiana Carneiro de Araujo Costa CPF: 552.594.131-72
Observações sobre a execução físico/financeira do contrato:

298
Valores
Quadro C.16.1 - Consultores contratados na modalidade “produto” no âmbito dos projetos de em R$
cooperação técnica com organismos internacionais 1,00
Identificação da Organização Internacional Cooperante
Nome da Organização Sigla
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE OPAS
Identificação do(s) Projeto(s) de Cooperação Técnica
Título do Projeto Código
57º Termo de Cooperação e
Assistência Técnica ao Ajuste
Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde Complementar
Informações sobre os contratos de consultoria na modalidade “Produto”
Código do Contrato: BR/CNT/1200006.001
Objetivo da consultoria: Desenvolvimento de ações junto ao Departamento de Gestão da Educação na Saúde - DEGES com o intuito
de propor estratégias que contribuam para o processo de formação e qualificação de profissionais da saúde, em especial aqueles
vinculados à Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde (UNA-SUS)
Período de Vigência Remuneração
Total
Previsto
no Total previsto no Total pago até o
Início Término contrato exercício Total pago no exercício final do exercício
15/02/2012 03/01/2013 77.000,00 77.000,00 23.100,00 77.000,00
Insumos Externos
Inexistente
Produtos Contratados
Descrição Data prevista de entrega Valor

299
Documento Técnico contendo levantamento do
estado da arte dos cursos em oferta e em
andamento da UNA-SUS, oferecidos em parceria
entre o Ministério da Saúde e a Rede UNA-SUS,
de 2008 a 2010 05/03/2012 23.100,00

Documento Técnico contendo orientações para


elaboração de proposta de Projetos de Cursos
(atualização, aperfeiçoamento e especialização),
elaborados pelas Instituições de Ensino e que serão
submetidos à SGTES 10/07/2012 10.000,00

Documento Técnico contendo orientações quanto


aos indicadores de monitoramento e avaliação dos
cursos da Rede UNA-SUS 19/12/2012 11.100,00

Documento Técnico contendo levantamento dos


editais de seleção de alunos e tutores dos cursos
oferecidos de 2008 a 2010 03/01/2013 30.800,00
Consultor contratado
Nome do consultor: Fabíola Lucy Fronza CPF: 030.555.619-37
Observações sobre a execução físico/financeira do contrato:

300
Valores
Quadro C.16.1 - Consultores contratados na modalidade “produto” no âmbito dos projetos de em R$
cooperação técnica com organismos internacionais 1,00
Identificação da Organização Internacional Cooperante
Nome da Organização Sigla
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE OPAS
Identificação do(s) Projeto(s) de Cooperação Técnica
Título do Projeto Código
57º Termo de Cooperação e
Assistência Técnica ao Ajuste
Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde Complementar
Informações sobre os contratos de consultoria na modalidade “Produto”
Código do Contrato: BR/CNT/1100697.001
Objetivo da consultoria: Contribuir com o desenvolvimento das políticas relacionadas à educação permanente dos trabalhadores da
saúde do SUS ofertados pela SGTES, com enfoque para a reorientação da formação profissional às necessidades de saúde da
população, especificamente a reorientação curricular nos cursos de graduação em Nutrição das Instituições de Educação Superior
integrantes do Pró-Saúde
Período de Vigência Remuneração
Total
Previsto
no Total previsto no Total pago até o
Início Término contrato exercício Total pago no exercício final do exercício
22/06/2011 09/05/2012 64.400,00 38.640,00 38.640,00 64.400,00
Insumos Externos
Inexistente
Produtos Contratados
Descrição Data prevista de entrega Valor

301
Documento técnico contendo coleta e analise de
depoimentos de diferentes atores envolvidos no
processo de reorientação curricular dos cursos de
graduação em Nutrição das Instituições de
Educação Superior integrantes do Pró-Saúde, entre
eles, diretores de cursos, professores, profissionais
da área da saúde e estudantes, para formulação de
diagnóstico sobre o incentivo do Pró-Saúde na
reorientação curricular dos cursos de Nutrição
junto à SGTES 20/07/2011 19.320,00

Documento técnico contendo análise das


semelhanças e diferenças dos projetos político-
pedagógicos (PPP) dos cursos de graduação em
Nutrição das Instituições de Educação Superior
integrantes do Pró-Saúde antes e após a
implementação do Programa nos cursos, para
formulação de diagnóstico sobre o incentivo do
Pró-Saúde na adequação da matriz curricular em
relação ao preconizado nas Diretrizes Curriculares
Nacionais 17/10/2011 9.320,00

Documento técnico contendo análise das


semelhanças e diferenças das ementas disciplinares
dos cursos de graduação em Nutrição das
Instituições de Educação Superior integrantes do
Pró-Saúde antes e após a implementação do
Programa nos cursos, para formulação de
diagnóstico sobre o incentivo do Pró-Saúde na
adequação da matriz curricular em relação ao
preconizado nas Diretrizes Curriculares Nacionais 10/01/2012 10.000,00

302
Documento técnico contendo análise do impacto
das ações de saúde dos cursos de graduação em
Nutrição das Instituições de Educação Superior
integrantes do Pró-Saúde nos serviços locais de
saúde antes e após a implementação do Programa,
para formulação de diagnóstico sobre a inserção e a
aproximação dos estudantes aos cenários do SUS e
o impacto do Programa 09/05/2012 25.760,00
Consultor contratado
Nome do consultor: Juliana Pontes de Brito CPF: 006.346.641-40
Observações sobre a execução físico/financeira do contrato:

303
Valores
Quadro C.16.1 - Consultores contratados na modalidade “produto” no âmbito dos projetos de em R$
cooperação técnica com organismos internacionais 1,00
Identificação da Organização Internacional Cooperante
Nome da Organização Sigla
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE OPAS
Identificação do(s) Projeto(s) de Cooperação Técnica
Título do Projeto Código
57º Termo de Cooperação
e Assistência Técnica ao
Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde Ajuste Complementar
Informações sobre os contratos de consultoria na modalidade “Produto”
Código do Contrato: BR/CNT/1200009.001
Objetivo da consultoria: Desenvolvimento do Sistema de Informações Gerenciais do Programa de Educação pelo Trabalho para Saúde –
Saúde Mental/Crack, nas linguagens ASP+JAVASCRIPT+HTML, bem como banco de dados Oracle 11G, para que sejam registradas
informações de cadastro e pagamento de bolsas para Tutores, Preceptores e Monitores participantes
Período de Vigência Remuneração
Total
Previsto
no Total previsto no Total pago até o
Início Término contrato exercício Total pago no exercício final do exercício
09/03/2012 04/02/2013 81.200,00 81.200,00 48.720,00 48.720,00
Insumos Externos
Inexistente
Produtos Contratados
Descrição Data prevista de entrega Valor

304
Documento técnico contendo criação do script em ASP
do Módulo de Cadastro das Instituições parceiras e
informações dos projetos aprovados 29/03/2012 24.360,00

Documento técnico contendo criação do script em ASP


das telas do Módulo de Cadastro das informações dos
participantes bolsistas (tutores, preceptores e
monitores) de projetos do TC 07/05/2012 13.000,00

Documento técnico contendo criação do script em ASP


do Módulo de Gerenciamento da Concessão de bolsas
de pesquisa, ensino e extensão e respectivo
acompanhamento dos processos de homologação 21/09/2012 11.360,00

Documento técnico contendo criação do script em ASP


do Módulo de Administração, Relatórios e Cadastro de
usuários do Sistema de Informações Gerenciais do
Programa de Educação pelo Trabalho para Saúde -
Saúde Mental/Crack 04/02/2013 32.480,00
Consultor contratado
Nome do consultor: Leonardo Leite Macêdo CPF: 903.648.991-15
Observações sobre a execução físico/financeira do contrato:

305
Valores
Quadro C.16.1 - Consultores contratados na modalidade “produto” no âmbito dos projetos de em R$
cooperação técnica com organismos internacionais 1,00
Identificação da Organização Internacional Cooperante
Nome da Organização Sigla
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE OPAS
Identificação do(s) Projeto(s) de Cooperação Técnica
Título do Projeto Código
57º Termo de Cooperação e
Assistência Técnica ao Ajuste
Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde Complementar
Informações sobre os contratos de consultoria na modalidade “Produto”
Código do Contrato: BR/CNT/1101278.001
Objetivo da consultoria:Prestar assessoria técnica ao Departamento de Gestão da Educação na Saúde/DEGES na preparação de
qualificação e reorientação assistencial referente a enfermagem obstétrica que ajudará a avançar na consolidação da Rede Cegonha
favorecendo a qualificação da atenção obstétrica e neonatal baseadas em evidências científicas, fortalecendo o saber-fazer em
enfermagem obstétrica
Período de Vigência Remuneração
Total
Previsto
no Total previsto no Total pago até o
Início Término contrato exercício Total pago no exercício final do exercício
08/11/2011 01/10/2012 49.800,00 21.940,00 49.800,00 49.800,00
Insumos Externos
Inexistente
Produtos Contratados
Descrição Data prevista de entrega Valor

306
Documento técnico contendo Diagnóstico da
situação atual da formação de enfermeiros
obstétricos no Brasil 05/12/2011 14.940,00

Documento técnico contendo Mapeamento da


necessidade da formação de enfermeiros
obstétricos no Brasil 15/03/2012 7.000,00

Documento técnico contendo Avaliação das ações


referentes à ampliação das Residências em
Enfermagem Obstétrica no Brasil 06/06/2012 7.940,00

Documento técnico contendo Construção de


Indicadores de acompanhamento dos Programas de
Enfermagem Obstétrica apoiados pelo Ministério
da Saúde 01/10/2012 19.920,00
Consultor contratado
Nome do consultor: Lorena de Sousa Almeida CPF: 980.829.141-49
Observações sobre a execução físico/financeira do contrato:

307
Valores
Quadro C.16.1 - Consultores contratados na modalidade “produto” no âmbito dos projetos de em R$
cooperação técnica com organismos internacionais 1,00
Identificação da Organização Internacional Cooperante
Nome da Organização Sigla
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE OPAS
Identificação do(s) Projeto(s) de Cooperação Técnica
Título do Projeto Código
57º Termo de Cooperação e
Assistência Técnica ao Ajuste
Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde Complementar
Informações sobre os contratos de consultoria na modalidade “Produto”
Código do Contrato: BR/CNT/1200004.001
Objetivo da consultoria: Desenvolvimento do Sistema SGTES - Sistema de Controle de Ações do Trabalho na linguagem ASP,
JAVASCRIPT e HTML bem como banco de dados Oracle para que sejam registradas as informações de controle das ações da
secretaria
Período de Vigência Remuneração
Total
Previsto
no Total previsto no Total pago até o
Início Término contrato exercício Total pago no exercício final do exercício
09/03/2012 04/02/2013 77.000,00 46.200,00 46.200,00 77.000,00
Insumos Externos
Inexistente
Produtos Contratados
Descrição Data prevista de entrega Valor

308
Documento técnico contendo levantamento de
dados e o script na linguagem ASP das
funcionalidades do Módulo de Administração de
Usuários e seus subgrupos: Vincular Usuários,
Grupo de Usuários e Cadastro de Menu do Sistema
de Controle de Ações do Trabalho - SGTES 29/03/2012 23.100,00

Documento técnico contendo levantamento de


Dados e o script em ASP das funcionalidades do
Módulo de Planejamento que permita a
identificação de meios para fazer frente às
necessidades do Sistema de Controle de Ações do
Trabalho - SGTES 15/06/2012 12.000,00
Documento técnico contendo levantamento de
dados e o script em ASP das funcionalidades do
Módulo de Planejamento que permita a
identificação de recursos de organismos
internacionais como parte da cooperação técnica
voltada par ao sistema de Controle de Ações do
Trabalho - SGTES 23/10/2012 11.100,00

Documento técnico contendo levantamento de


dados e o script em ASP das funcionalidades do
Módulo de Planejamento que permita o
acompanhamento da execução do Sistema de
Controle de Ações do Trabalho, a partir do
comprometimento de recursos 04/02/2013 30.800,00
Consultor contratado
Nome do consultor: Marcio Miranda Borges Saraiva CPF: 634.706.751-04
Observações sobre a execução físico/financeira do contrato:

309
Valores
Quadro C.16.1 - Consultores contratados na modalidade “produto” no âmbito dos projetos de em R$
cooperação técnica com organismos internacionais 1,00
Identificação da Organização Internacional Cooperante
Nome da Organização Sigla
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE OPAS
Identificação do(s) Projeto(s) de Cooperação Técnica
Título do Projeto Código
57º Termo de Cooperação e
Assistência Técnica ao Ajuste
Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde Complementar
Informações sobre os contratos de consultoria na modalidade “Produto”
Código do Contrato: BR/CNT/1100842.001
Objetivo da consultoria: Estudo dos Projetos da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) para o exercício
de 2010 e 2011
Período de Vigência Remuneração
Total
Previsto
no Total previsto no Total pago até o
Início Término contrato exercício Total pago no exercício final do exercício
29/07/2011 04/06/2012 84.000,00 32.400,00 32.400,00 84.000,00
Insumos Externos
Inexistente
Produtos Contratados
Descrição Data prevista de entrega Valor

310
Documento técnico contendo levantamento de
dados e avaliação física e financeira das atividades
referentes ao Programa Nacional de Telessaúde
Brasil, implementadas pela SGTES/MS, via
Convênios/Portarias no exercício de 2010 17/08/2011 25.200,00

Documento técnico contendo levantamento de


dados e avaliação da execução física e financeira
do Programa PET SAÚDE, referente ao exercício
de 2010 04/11/2011 7.200,00

Documento técnico contendo levantamento de


dados e avaliação da execução física e financeira
do Programa de Pró-Residência, no primeiro
semestre de 2011 12/01/2012 8.400,00

Documento técnico contendo levantamento de


dados e avaliação da execução física e financeira
do Programa Universidade Aberta do SUS –
UNASUS , referente ao exercício de 2010 20/03/2012 9.600,00

Documento técnico contendo levantamento de


dados e avaliação programática das ações sob
responsabilidade da Secretaria de Gestão do
Trabalho e da Educação na Saúde – SGTES,
constante do programa de capacitação de gestores,
referente ao exercício de 2010 04/06/2012 33.600,00
Consultor contratado
Nome do consultor: Maria de Oliveira CPF: 085.066.471-34
Observações sobre a execução físico/financeira do contrato:

311
Valores
Quadro C.16.1 - Consultores contratados na modalidade “produto” no âmbito dos projetos de em R$
cooperação técnica com organismos internacionais 1,00
Identificação da Organização Internacional Cooperante
Nome da Organização Sigla
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE OPAS
Identificação do(s) Projeto(s) de Cooperação Técnica
Título do Projeto Código
57º Termo de Cooperação e
Assistência Técnica ao Ajuste
Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde Complementar
Informações sobre os contratos de consultoria na modalidade “Produto”
Código do Contrato: BR/CNT/1101240.001
Objetivo da consultoria:Atender às necessidades da participação da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde –
SGTES junto à Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde (CNRMS/DHR/MEC)
Período de Vigência Remuneração
Total
Previsto
no Total previsto no Total pago até o
Início Término contrato exercício Total pago no exercício final do exercício
03/11/2011 02/10/2012 84.000,00 25.200,00 25.200,00 84.000,00
Insumos Externos
Inexistente
Produtos Contratados
Descrição Data prevista de entrega Valor

312
Documento Técnico contendo constituição,
atividades e produtos das Câmaras Técnicas de
Atenção Primária à Saúde/Atenção Básica, Saúde
da Família e Comunidades; Saúde Coletiva; Saúde
Mental & Saúde Animal/Ambiental com ênfase na
análise dos projetos pedagógicos e avaliação dos
programas de residência multiprofissional e em
área profissional vinculado a esta Câmara Técnica 02/12/2011 25.200,00

Documento Técnico contendo Relatório Geral e


Resumo Executivo do IV Seminário Nacional de
Residência Multiprofissional em Saúde 16/03/2012 13.200,00

Documento Técnico contendo constituição,


atividades e produtos da Câmara Técnica de Apoio
diagnóstico e terapêutico, Especialidades clínicas e
Especialidades cirúrgicas, com ênfase na análise
dos projetos pedagógicos e avaliação dos
programas de residência multiprofissional e em
área profissional vinculado a esta Câmara Técnica 22/06/2012 12.000,00

Documento Técnico contendo constituição,


atividades e produtos das Câmaras Técnicas de
Urgência/Emergência e Intensivismo & Saúde
Funcional com ênfase na análise dos projetos
pedagógicos e avaliação dos programas de
residência multiprofissional e em área profissional
vinculado a esta Câmara Técnica 02/10/2012 33.600,00
Consultor contratado
Nome do consultor: Maria Lucia Zarvos Varellis CPF: 011.723.338-23

313
Observações sobre a execução físico/financeira do contrato:

314
Valores
Quadro C.16.1 - Consultores contratados na modalidade “produto” no âmbito dos projetos de em R$
cooperação técnica com organismos internacionais 1,00
Identificação da Organização Internacional Cooperante
Nome da Organização Sigla
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE OPAS
Identificação do(s) Projeto(s) de Cooperação Técnica
Título do Projeto Código
57º Termo de Cooperação e
Assistência Técnica ao Ajuste
Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde Complementar
Informações sobre os contratos de consultoria na modalidade “Produto”
Código do Contrato: BR/CNT/1101090.001
Objetivo da consultoria:Prestar assessoria Técnica aos processos de negociação do Mercosul e os mecanismos básicos para a
implementação da Matriz Mínima de Registro de Profissionais de Saúde no Mercosul e os termos da negociação da liberalização de
serviços no Mercosul e seus impactos sobre o trabalho e a formação desses profissionais
Período de Vigência Remuneração
Total
Previsto
no Total previsto no Total pago até o
Início Término contrato exercício Total pago no exercício final do exercício
26/09/2011 11/07/2012 63.000,00 26.100,00 26.100,00 63.000,00
Insumos Externos
Inexistente
Produtos Contratados
Descrição Data prevista de entrega Valor

315
Documento técnico contendo relatório com
informações relativas às negociações do Mercosul
(CMC e GMC) que envolvam direta e
indiretamente o SG T 11 e principalmente a
COSERATS 20/10/2011 18.900,00

Documento técnico contendo levantamento de


requisitos e processos para construção de um
sistema de informações sobre a Matriz Mínima de
Registro Profissional do Mercosul 01/12/2011 7.200,00
Documento técnico contendo levantamento sobre a
forma como os demais países membros do
Mercosul tratam da implementação da Matriz
Mínima de Registro Profissional e quais as
soluções e medidas adotadas na União Européia
sobre esse mesmo tema 21/03/2012 5.400,00

Documento técnico contendo realização de informe


sobre as implicações da liberalização de serviços
no Mercosul modo 4 na formação e condições de
exercício dos/as profissionais da área de saúde 16/05/2012 6.300,00

Documento técnico contendo elaboração de


propostas sobre medidas a serem tomadas para
resguardar a qualidade da formação e exercício
profissional na área da saúde, bem como os direitos
trabalhistas fundamentais nas diferentes formas de
relacionamento contratual propiciados por essa
liberalização 11/07/2012 25.200,00
Consultor contratado
Nome do consultor: Maria Silvia Portela de Castro CPF: 011.298.598-00

316
Observações sobre a execução físico/financeira do contrato:

317
Valores
Quadro C.16.1 - Consultores contratados na modalidade “produto” no âmbito dos projetos de em R$
cooperação técnica com organismos internacionais 1,00
Identificação da Organização Internacional Cooperante
Nome da Organização Sigla
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE OPAS
Identificação do(s) Projeto(s) de Cooperação Técnica
Título do Projeto Código
57º Termo de Cooperação
e Assistência Técnica ao
Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde Ajuste Complementar
Informações sobre os contratos de consultoria na modalidade “Produto”
Código do Contrato: BR/CNT/1101539.001
Objetivo da consultoria: Elaborar estudos jurídicos e documentos Técnicos de suporte aos programas do Departamento de Gestão e da
Regulação do Trabalho – DEGERTS referentes à Mesa Nacional de Negociação Permanente do SUS
Período de Vigência Remuneração
Total
Previsto
no Total previsto no Total pago até o
Início Término contrato exercício Total pago no exercício final do exercício
24/11/2011 19/10/2012 56.210,00 56.210,00 16.863,00 56.210,00
Insumos Externos
Inexistente
Produtos Contratados
Descrição Data prevista de entrega Valor

318
Documento Técnico contendo elaboração de proposta
de regimento interno da Mesa Nacional de Negociação
Permanente do SUS 02/01/2012 16.863,00
Documento Técnico contendo elaboração de estudo
com apresentação de formas de institucionalização da
Mesa Nacional de Negociação Permanente do SUS,
incluindo sua composição 23/03/2012 5.391,00
Documento Técnico contendo elaboração de proposta
de implantação de Mesas de Negociação Permanente
nos níveis regional, estadual e municipal, e
formalização de protocolos 09/05/2012 6.000,00

Documento Técnico contendo elaboração de suporte


para implantação de novas mesas e dos protocolos da
MNNP/SUS 16/08/2012 5.472,00

Documento Técnico contendo elaboração de


diagnóstico dos protocolos negociados pelas mesas
existentes e o processo de formalização a atual situação
das Mesas Regionais e propostas de mecanismos de
implantação de novas Mesas, se necessário 19/10/2012 22.484,00
Consultor contratado
Nome do consultor: Michelle Mendes de Belém Barra CPF: 709.692.803-00
Observações sobre a execução físico/financeira do contrato:

319
Valores
Quadro C.16.1 - Consultores contratados na modalidade “produto” no âmbito dos projetos de em R$
cooperação técnica com organismos internacionais 1,00
Identificação da Organização Internacional Cooperante
Nome da Organização Sigla
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE OPAS
Identificação do(s) Projeto(s) de Cooperação Técnica
Título do Projeto Código
57º Termo de Cooperação e
Assistência Técnica ao Ajuste
Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde Complementar
Informações sobre os contratos de consultoria na modalidade “Produto”
Código do Contrato: BR/CNT/1101857.001
Objetivo da consultoria: Elaboração de documentos técnicos da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES);
Os documentos deverão conter informações destinadas a públicos internos e externos com vistas à divulgação dos programas e
políticas da secretaria
Período de Vigência Remuneração
Total
Previsto
no Total previsto no Total pago até o
Início Término contrato exercício Total pago no exercício final do exercício
08/12/2011 01/11/2012 49.500,00 49.500,00 14.850,00 49.500,00
Insumos Externos
Inexistente
Produtos Contratados
Descrição Data prevista de entrega Valor

320
Documento Técnico contendo proposta de
conteúdo e organização do folder do Programa
PET-Saúde com vistas a auxiliar a divulgação em
âmbito nacional das políticas e programas da
secretaria 06/01/2012 14.850,00

Documento Técnico contendo proposta de


conteúdo e organização do folder do PRÓ-Saúde
da Secretaria de Gestão do Trabalho e da
Educação na Saúde com vistas a auxiliar a
divulgação em âmbito nacional das políticas e
programas da secretaria 09/04/2012 8.425,00

Documento Técnico contendo proposta de


conteúdo e organização do folder do Programa
PROFAPS da Secretaria de Gestão do Trabalho e
da Educação na Saúde com vistas a auxiliar a
divulgação em âmbito nacional das políticas e
programas da secretaria, apoiadas por parceiros 23/08/2012 6.425,00

Documento Técnico contendo proposta de


conteúdo e organização do folder PROVAB da
Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na
Saúde com vistas a auxiliar a divulgação em
âmbito nacional das políticas e programas da
secretaria, apoiadas por parceiros 01/11/2012 19.800,00
Consultor contratado
Nome do consultor: Natalia Rodrigues Pinheiro CPF: 015.865.381-52
Observações sobre a execução físico/financeira do contrato:

321
Valores
Quadro C.16.1 - Consultores contratados na modalidade “produto” no âmbito dos projetos de em R$
cooperação técnica com organismos internacionais 1,00
Identificação da Organização Internacional Cooperante
Nome da Organização Sigla
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE OPAS
Identificação do(s) Projeto(s) de Cooperação Técnica
Título do Projeto Código
57º Termo de Cooperação e
Assistência Técnica ao Ajuste
Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde Complementar
Informações sobre os contratos de consultoria na modalidade “Produto”
Código do Contrato: BR/CNT/1101277.001
Objetivo da consultoria: Prestar assessoria técnica ao Departamento de Gestão e Regulação do Conselho do Trabalho na
Saúde/DEGERTS na preparação das Conferências Municipais Estaduais e da 14ª Conferência Nacional de Saúde
Período de Vigência Remuneração
Total
Previsto
no Total previsto no Total pago até o
Início Término contrato exercício Total pago no exercício final do exercício
08/12/2011 01/11/2012 40.000,00 40.000,00 12.000,00 40.000,00
Insumos Externos
Inexistente
Produtos Contratados
Descrição Data prevista de entrega Valor

322
Documento técnico contendo proposta sobre as
ações do Ministério da Saúde na preparação da 14ª
Conferência Nacional de Saúde 09/01/2012 12.000,00

Documento técnico contendo estudo programático


das etapas referente às ações do Ministério da
Saúde nas etapas municipais da 14ª Conferência
Nacional de Saúde 21/03/2012 7.000,00

Documento técnico contendo estudo programático


das etapas referentes às ações do Ministério da
Saúde nas etapas estaduais da 14ª Conferência
Nacional de Saúde 11/07/2012 5.000,00

Documento técnico contendo estudo programático


e avaliação das etapas referentes às ações do
Ministério da Saúde na etapa nacional da 14ª
Conferência Nacional de Saúde 01/11/2012 16.000,00
Consultor contratado
Nome do consultor: Neide Rodrigues dos Santos CPF: 249.081.691-87
Observações sobre a execução físico/financeira do contrato:

323
Valores
Quadro C.16.1 - Consultores contratados na modalidade “produto” no âmbito dos projetos de em R$
cooperação técnica com organismos internacionais 1,00
Identificação da Organização Internacional Cooperante
Nome da Organização Sigla
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE OPAS
Identificação do(s) Projeto(s) de Cooperação Técnica
Título do Projeto Código
57º Termo de Cooperação e
Assistência Técnica ao Ajuste
Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde Complementar
Informações sobre os contratos de consultoria na modalidade “Produto”
Código do Contrato: BR/CNT/1101101.001
Objetivo da consultoria: Atendimento às necessidades de formação e qualificação para atenção à saúde indígena subsidiando equipe
técnica específica na SGTES
Período de Vigência Remuneração
Total
Previsto
no Total previsto no Total pago até o
Início Término contrato exercício Total pago no exercício final do exercício
21/09/2011 02/08/2012 60.000,00 18.000,00 23.000,00 23.000,00
Insumos Externos
Inexistente
Produtos Contratados
Descrição Data prevista de entrega Valor

324
Documento Técnico contendo
sistematização/contextualização do objeto de
trabalho da equipe técnica específica na SGTES
para atender as necessidades de formação e
qualificação para atenção à saúde indígena 21/10/2011 18.000,00

Documento Técnico contendo proposta de interface


entre a SGTES e SESAI referente à saúde indígena 05/01/2012 5.000,00

Documento Técnico descritivo sobre oficina de


construção do processo de trabalho da equipe
técnica específica na SGTES para atender as
necessidades de formação e qualificação para
atenção à saúde indígena 09/03/2012 7.000,00

Documento Técnico contendo levantamento


situacional da participação/articulação de ETSUS e
demais instituições formadoras no processo de
formação dos AIS junto aos DSEI, 2010/2011 24/05/2012 6.000,00

Documento Técnico contendo resgate e atualização


da proposta de curso de especialização em serviço
para profissionais da saúde indígena que atuam nos
DSEI 02/08/2012 24.000,00
Consultor contratado
Nome do consultor: Paulo Morais CPF: 801.399.306-04
Observações sobre a execução físico/financeira do contrato: contrato cancelado

325
Valores
Quadro C.16.1 - Consultores contratados na modalidade “produto” no âmbito dos projetos de em R$
cooperação técnica com organismos internacionais 1,00
Identificação da Organização Internacional Cooperante
Nome da Organização Sigla
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE OPAS
Identificação do(s) Projeto(s) de Cooperação Técnica
Título do Projeto Código
57º Termo de Cooperação e
Assistência Técnica ao Ajuste
Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde Complementar
Informações sobre os contratos de consultoria na modalidade “Produto”
Código do Contrato: BR/CNT/1101365.001
Objetivo da consultoria: Estudo das necessidades e levantamento de dados sobre avaliação do programa e das ações da Secretaria de
Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) para o exercício de 2011 e 2012
Período de Vigência Remuneração
Total
Previsto
no Total previsto no Total pago até o
Início Término contrato exercício Total pago no exercício final do exercício
17/11/2011 12/10/2012 56.000,00 16.800,00 16.800,00 56.000,00
Insumos Externos
Inexistente
Produtos Contratados
Descrição Data prevista de entrega Valor

326
Documento técnico contendo levantamento de
dados, referente à proposta programática para o
exercício de 2012, da Secretaria de Gestão do
Trabalho e da Educação na Saúde – SGTES 08/12/2011 16.800,00

Documento técnico contendo levantamento de


dados e avaliação do Programa Aperfeiçoamento
do Trabalho e da Educação na Saúde, referente à
ação Formação de Profissionais Técnicos de Saúde
e Fortalecimento das Escolas Técnicas do SUS,
exercício de 2011 20/03/2012 9.000,00

Documento técnico contendo levantamento de


dados e avaliação programática das ações e
produtos sob responsabilidade da Secretaria de
Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde –
SGTES, constantes do Sistema para Controle,
Acompanhamento e Avaliação de Resultados (E-
Car), Estratégia 01 - Reorientação da formação
profissional na graduação em saúde de acordo com
as necessidades do SUS e diretrizes curriculares
nacionais 13/07/2012 7.800,00

Documento técnico contendo levantamento de


dados e avaliação do sistema de controle das ações
da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação
na Saúde – SGTES, referente ao desenvolvimento
do módulo de projetos