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Associação de bombas centrífugas

As bombas centrífugas podem ser associadas em paralelo ou em série. Quando se tem uma vazão
muito grande e, por razões técnicas ou econômicas, não é desejável usar uma única bomba que
realize a tarefa desejada essa vazão pode ser distribuída por duas ou mais bombas, que produzam
menor vazão, associadas em paralelo. Por outro lado, se é necessário que a pressão a ser imposta ao
fluído seja grande, bombas menores, associadas em série podem realizar o trabalho a contento.
Tanto no arranjo em série quanto em paralelo, as bombas não necessariamente devem ser iguais,
mas, na prática, usam-se bombas iguais nas associações em paralelo.
O traçado da curva característica de uma associação em paralelo é mostrado na Figura ???. Como
exemplo considera-se a associação de duas bombas. A inclusão de mais bombas segue
procedimento semelhante.

Figura ???: Traçado da curva característica de duas bombas associadas em paralelo.


Na Figura ??? tem-se, em linha contínua, a curva de uma bomba. Para obter-se a curva da
associação em paralelo (em linha interrompida) seguem-se as etapas:
1. Escolhe-se uma vazão (Q1);
2. Traça-se uma linha vertical até encontrar-se a curva de uma bomba, obtém-se, nesse
encontro o ponto B;
3. A partir de B traça-se uma linha horizontal, desde o eixo da pressão (ponto A);
4. A partir de B marca-se o ponto C, de modo que o trecho BC seja de mesma dimensão que o
trecho AB;
5. Escolhe-se outra vazão e, de modo idêntico obtém-se o ponto F, de maneira que os trechos
DE e EF sejam iguais;
6. Os pontos C e F pertencem à curva da associação em paralelo;
7. são escolhidas tantas vazões quantas necessárias para que seja possível, unindo-se os pontos
originados pelas horizontais, obtenha-se a curva da associação;
8. As duas curvas (de uma bomba e a da associação) partem da mesma origem, no eixo da
pressão (ponto X).
Esquemas de associações de bombas em série estão apresentados na Figura ???, (a) para associação
em série de duas bombas iguais e (b) para associação em série de duas bombas diferentes.
(a) Associação em série de duas bombas iguais (b) Arranjo em série de duas bombas diferentes

Para obter-se a curva da associação em série de duas bombas iguais (curva A+A, na Figura ???a),
seguem-se as etapas (a curva de uma bomba somente é a curva A):
1. São escolhidas algumas vazões (0, 2, 4, 6, 8, respectivamente os pontos 0, a, d, g, i);
2. Traçam-se linhas verticais desde os pontos citados no item 1 até encontrarem a curva da
bomba A, originando, assim, os pontos 0’, b, e, h, k;
3. A partir do ponto b, prolonga-se a vertical até que tenha um comprimento igual ao trecho ab,
obtendo-se, na extremidade dessa vertical, o ponto c.
4. Procede-se como no item anterior, partindo-se dos pontos e, h e k, obtendo-se os pontos f, i
e l. Faz-se o mesmo com o ponto 0’, obtendo-se o ponto 0’’;
5. A união dos pontos 0’’, c, f, i e l irá originar a curva da associação em série das duas
bombas iguais.
Para a curva da associação em série de duas bombas diferentes (curva A+B, na Figura ???b),
seguem-se as etapas (as curvas das duas bombas isoladas são as curvas A e B):
1. São escolhidas algumas vazões (0, 2, 4, 6, 8, respectivamente os pontos 0, a, e, i e m);
2. Traçam-se linhas verticais desde os pontos citados no item 1 até encontrarem as curvas das
bombas A e B, originando, assim, os pontos 0’, b, f, j, n, na curva da bomba A e 0’’, c, g, k,
o, na curva da bomba B;
3. A partir do ponto b, prolonga-se a vertical até que tenha um comprimento igual ao trecho ab,
obtendo-se, na extremidade dessa vertical, o ponto c.
4. Os pontos da curva da associação em série das bombas A e B, são, então, obtidos somando-
se os valores dos AMT de cada uma, ou seja: 0’’’ = 0’ + 0’’, d = b + c, h = f + g, l = j + k,
p = n + o.
5. A união dos pontos 0’’’, d, h, l e p irá originar a curva da associação em série das duas
bombas A e B.

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