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Animação e Lazer UFCD ANIMAÇÃO E LAZER 3534 0
Animação e Lazer
UFCD
ANIMAÇÃO E LAZER
3534
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Animação e Lazer

Índice

1- Recursos da comunidade………………………………………………………………………… …2 .. 2- A actividade lúdica………………………………………………………………………………………6

3- Técnicas de animação adequadas à especificidade de cada cliente/utilizador… 10 ..

  • 4- Técnicas de animação para idosos…………………………………………… 14 ..

5- Jogos de interior…………………………………………………………………………………….…23 6- Jogos de exterior…………………………………………………………………………………….…25 7- Actividade física…………………………………………………………………………………………29 8- Meios de expressão………………………………………………………………………………… 32 ... 8.1- Arte plástica………………………………………………………………………………….32 8.2- Arte dramática………………………………………………………………………………33 8.3- Música………………………………………………………………………………………….34 8.4- Literatura…………………………………………………………………………………… 35 .. 9- Meios audiovisuais………………………………………………………………………………….…37 9.1- Televisão………………………………………………………………………………………37 9.2- Cinema…………………………………………………………………………………………37 9.3- Vídeo……………………………………………………………………………………………38 10- Técnicas de observação……………………………………………………………………………39 10.1- Entrevista……………………………………………………………………………………39 10.2- Trabalho de grupo……………………………………………………………………….42 11.Actividades no exterior……………………………… ……………………………………….43 ....... 11.1.Excursões………………………………………………… …………………….43 ............. 11.2.Colónias de férias……………………………………………… ……………………….49 .. 11.3.Espectáculos………………………………………………………… …………….52 ......... 11.4.Exposições…………………………………………………… ………………….55 ............

Bibliografia……………………………………………………………………………………………………58

Objetivos

Aplicar técnicas de animação tendo em conta as necessidades e interesses do clientes/utilizadores. Colaborar na organização e realização de atividades no exterior.

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1- Recursos da comunidade

Aquando a realização de uma actividade de animação devemos ter em conta os recursos que a comunidade nos oferece, nomeadamente os locais disponíveis para utilizar em actividades de animação, considerando:

O objectivo da actividade

Animação e Lazer  Os eventuais condicionalismos do público-alvo.
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Os eventuais condicionalismos do público-alvo.

Torna-se, então, muito importante efectuar um levantamento rigoroso dos recursos de que

dispomos para realizar as actividades de animação e classificar cada local em categorias, justificando a categoria atribuída a cada local:

Utilizáveis: Descrever

quais as actividades possíveis de realizar

e verificar a

necessidade de proceder a alguma adaptação ou alteração Pouco utilizáveis: Mencionar os motivos e indicar as alterações a realizar de forma a

tornar o espaço mais utilizável Não utilizáveis: Especificar as razões.

Está bastante difundida a ideia preconcebida que a animação exige a utilização de materiais equipamentos e recursos em grande quantidade e de elevado custo. Na verdade

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o volume e o custo do material apresentam-se sempre directamente proporcionais à ambição e à dimensão que se quer dar aos programas de animação.

Recursos humanos Tendo em consideração o carácter humano que caracteriza o turismo, os recursos humanos

são imprescindíveis na realização de actividades de animação.

  • a) Equipa de animação

As actividades a realizar variam consoante o número de elementos que integram a equipa

de animação e a respectiva formação e experiência. A aplicação de um programa de animação pressupõe a presença de, pelo menos, dois animadores. No entanto, com vários animadores é possível realizar actividades paralelas.

  • b) Staff do estabelecimento

As actividades de animação devem prever a intervenção dos profissionais de outros

departamentos para além dos animadores.

Recursos materiais – instalações Qualquer instalação física ou técnica que o estabelecimento ponha à disposição do cliente

em troca de pagamento:

Campos de ténis

Squash

Campo de futebol

Campo de golfe

Piscina interior

Ginásio

Health club

Mesas de bilhar

Consolas de jogos

Etc.

O animador deve pensar em soluções e horários alternativos de utilização. O animador deve, ainda, identificar espaços para a realização de espectáculos, para realização de actividades infantis, culturais, lúdicas e de interior.

Recursos técnicos Os estabelecimentos devem possuir equipamentos técnicos que apoiem e facilitem a

realização das actividades de animação:

Som

Luz

Desportivos

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Pedagógicos

  • a) Equipamento de som

 

Leitor de CD

Microfones c/ fios, s/ fios e de lapela

Mesa de mistura

  • b) Equipamento de luz

Complementam os equipamentos de som. Luzes de palco, iluminação nocturna de espaços exteriores.

  • c) Recursos lúdicos

Material necessário à prática de actividades lúdicas, nomeadamente material para a prática

de jogos e actividades desportivas.

  • d) Recursos pedagógicos

Equipamento de suporte a actividades de carácter pedagógico. Quadros, computadores,

projectores de vídeo, projectores de slides, retroprojector.

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2- A actividade lúdica

No contexto da animação podemos dizer que o lazer é a ocupação desses tempos de descanso através de estímulos agradáveis de emoções combinados com um elevado grau de escolha individual.

É a actividade (ou actividades) às quais os indivíduos se entregam livremente, fora das suas necessidades e obrigações profissionais, familiares e sociais para se descontraírem, divertirem ou aumentarem os seus conhecimentos e a sua espontânea participação social no uso do livre exercício da sua capacidade criadora.

O Lazer é todo o tempo excedente ao tempo devotado ao trabalho, sono e outras necessidades, ou seja, considerando as 24 horas do dia e eliminando o trabalho, o sono, a alimentação, e as necessidades fisiológicas, obtemos o tempo de lazer.

O Lazer é uma série de actividades e ocupações com as quais o indivíduo pode comprazer- se de livre e espontânea vontade, quer para descansar, divertir-se, enriquecer os seus conhecimentos, aprimorar as suas habilidades ou para simplesmente aumentar a sua participação na vida comunitária.

Hoje o Lazer é socialmente construído para grupos de sexo, idade e estratificação social diferenciados, donde podem extrair valores semelhantes de prazer.

O Lazer de que as pessoas precisam hoje não é tempo livre, mas um espírito livre, em lugar de hobbies ou diversões, uma sensação de graça e paz, capaz de nos erguer acima da nossa vida tão ocupada

O Lazer é:

-

Repouso

-

Divertimento

-

Enriquecimento cultural

O Lazer é uma actividade comprometida por:

-

Espaços temporais

-

Regras sociais

-

Indivíduos que o exerçam

-

Indivíduos que o promovam

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A actividade lúdica é aquela que tem por objectivo a diversão das pessoas ou grupos durante o tempo de lazer. Visa a ocupação de tempos livres, a promoção do convívio, a divulgação do conhecimento, das artes e dos saberes. É vocacionada essencialmente para o lazer, o entretenimento e a brincadeira.

Podemos considerar que as actividades lúdicas são aquelas que remetem directamente para a diversão ou jogo e que não apresentem outro objectivo externo.

Tipologia de actividades lúdicas

Animação e Lazer A actividade lúdica é aquela que tem por objectivo a diversão das pessoas

Exemplos de actividades desportivas:

Caminhadas

Corrida

Futebol

Natação

Desportos radicais

Outros desportos

Exemplos de actividades culturais

Cinema

Teatro

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Visita a museus e monumentos

Música

Feiras de gastronomia/ artesanato

Cursos e workshops

Livros e literatura

Jornais e revistas

Exemplos de actividades recreativas

Televisão e rádio

Festas populares

Jogos de mesa

Jogos em casino

Jogos de computador e internet

Karaoke

Dança

Bares, discotecas

Grupos folclóricos

Jogos populares

Exemplos de actividades sociais

Café, restaurante

Compras

Visita a familiares e amigos

Trabalho voluntário/ a favor da comunidade

Actividade política

Acção religiosa e pastoral

Associativismo

Exemplos de actividades ambientais

Jardinagem

Animais domésticos

Limpeza de terrenos e matas

Reciclagem e recolha de resíduos

Agricultura

Pecuária

Exemplos de actividades turísticas

Praia

Montanha

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Cidades

Centros religiosos

Termas e curas

Parques de diversões

Aldeias

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3- Técnicas de animação adequadas à especificidade de cada cliente/utilizador

Crianças

Os jogos são muito apreciados e devem ser organizados por idades. A atribuição de um

prémio funciona como um estímulo.

Assim, em função do número de crianças que frequenta o espaço, é frequente existir um espaço específico reservado aos mais pequenos.

Exemplos de actividades de animação infantil:

Jogos de Mesa Diversos

Mesa de Desenhos

Bolas de Sabão Gigantes

Histórias Enfeitadas (PowerPoint, teatro de fantoches, contos através de objectos e através de imagens)

Atelier de Artes Plásticas (decoração de objectos com colagens e pinturas em relevo)

Karaoke

Danças com coreografias diversas

Pinturas Faciais

Caça ao tesouro as crianças adoram revirar o parque ou o jardim à procura de

pequenos tesouros em forma de guloseimas. Escultura de Balões (cães, flores e espadas são um sucesso garantido junto de

todas as crianças) Aprendizes de culinária: as crianças vão ter oportunidade de aprender como

utilizar alguns utensílios de cozinha, a reconhecer os alimentos e as suas propriedades, e a realizarem e criarem algumas. Educação ambiental: conhecer os recursos da terra, a sua importância e aproveitamento. Técnicas de reciclagem e bons hábitos de defesa do ambiente.

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Os animais nossos amigos: aprender sobre as características e hábitos dos

animais domésticos e selvagens, o seu tratamento, higiene e cuidados de saúde. Riscos e rabiscos: um momento criativo, no qual se estimula a elaboração de

desenho e pintura livre ou orientada para determinado tema. Conto um conto: o gosto pela leitura surge muitas vezes através da arte de saber

contar uma história seja ela fantasia ou realidade. Aqui contam-se histórias do imaginário e do quotidiano. Os meus filmes: altura para o visionamento de um filme cuidadosamente escolhido em função do seu conteúdo lúdico-didáctico e das preferências das crianças. Jardinagem: as diferentes espécies, o calendário, a plantação, as ferramentas e muito mais curiosidades sobre este tema. A cada criança será dada a tarefa de manter e cuidar da sua planta. Corpo Humano: como se constitui, a pele, o esqueleto, os órgãos e como funcionam os diferentes sistemas que o compõem. Os cuidados de higiene e alimentação. Momentos musicais: aprender os sons. Os diferentes géneros musicais. Os nossos instrumentos (sons que fazem as mãos, a boca, os pés). Construção de instrumentos com diferentes materiais. Hora do faz-de-conta: aqui as crianças podem ser o que quiserem. Entre monstros e fadas, reis e rainhas, criam-se trajes e adereços, faz-se maquilhagem e pinturas, penteados radicais, trancinhas e enfeitam-se as unhas das meninas. Foto-mania: contar uma história por meio de imagens. Recolher fotografias sobre um tema é o desafio que se lança às crianças. Poesia: iremos aprender a fazer poesia de pequenas coisas. Rimas, lengalengas, Jornalinho: em grupo, iremos criar um jornalinho interno com histórias, notícias locais, técnicas de ilustração, curiosidades, receitas, anedotas e adivinhas e muito mais.

Jovens

Em termos genéricos os jovens e os adolescentes demonstram uma forte necessidade de se destacarem, de viver experiências novas e de quebrar as regras estabelecidas. Não têm idade suficiente para participar em todas as actividades destinadas aos adultos, mas também não se enquadram na animação infantil.

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Como temem ser ridicularizados, preferem observar antes de participar. Optam pelas actividades mais activas e que se aproximem das actividades dos adultos; são pouco comunicadores e podem mostrar indiferença para com o programa de animação.

As actividades lúdicas de competição, em particular as desportivas, mesmo na sua vertente de aventura, são boas opções.

Adultos

Demonstram uma tendência natural para aderir a diversas actividades, essencialmente as que favorecem a convivência. O nível de participação nas actividades diurnas e nocturnas é elevado, com especial incidência nas últimas.

As actividades são essencialmente lúdicas e socioculturais. Variam entre espectáculos profissionais, actuações por parte de animadores ou dos próprios turistas, jogos lúdicos, festas temáticas, entre outras.

Grupos com necessidades especiais

No que concerne à animação, nem todos os programas estão adaptados a este tipo de

clientes, fazendo-os sentir excluídos. Por outro lado, nem sempre é fácil encontrar um animador com o dom da paciência, da tolerância e da compreensão.

Actividades recomendadas:

Jogos de mesa e de tabuleiro

Desportos adaptados

Passeios

Visitas turísticas

Observação de fauna e flora

Ateliers e workshops

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4- Técnicas de animação para idosos

Antes de pensar num plano de actividades para idosos em prática, há que realizar uma avaliação psicológica, social e física de cada um dos indivíduos, no sentido de perceber

quais as capacidades e motivações reais de cada idoso em relação a cada actividades propostas.

uma das

Ao estabelecer uma relação com um idoso, deveremos ter em conta a nossa comunicação não verbal e também a dele. Pois só mantendo uma boa atitude corporal é que podemos obter bons resultados na sua adesão às actividades propostas.

Devemos dividir os idosos em três grupos:

O grupo A, constituído por idosos autónomos;

O grupo B, constituído por idosos fisicamente dependentes e frágeis

O grupo C, constituído por idosos muito dependentes.

Como um dos princípios da animação de idosos é uma animação personalizada, cada um destes grupos precisa de uma metodologia própria de acção.

As regras principais da animação de idosos são:

Perguntar-lhes o que gostam de fazer e querem fazer

Não desistir de trabalhar com eles mas ao mesmo tempo não insistir demasiado;

Tentar realizar as actividades no mesmo horário, não alterando muito as rotinas

Muitos dos jogos para crianças e jovens podem ser adaptados aos idosos

Ser paciente e alegre

Que seja do interesse dos participantes para poder contar com a máxima atenção

Que desenvolva a sociabilidade e seja adequada à idade com a qual estamos a

trabalhar Que trace metas exequíveis em recursos e tempo

 

Que desenvolva a iniciativa pessoal e grupal

Que

envolva

a

todos

no

projecto,

no

qual

desde

o

início

se delegarão

responsabilidades, autoridade e direcção da actividade Que se desenvolva em local adequado, significando isto, livre de distracções, com

iluminação, assentos suficientes e espaço adequado para a aplicação das técnicas, com boa acústica e ventilação.

Diferentes facetas da animação

  • a) Animação física ou motora

  • b) Animação cognitiva

  • c) Animação através da expressão plástica

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  • d) Animação através da comunicação

  • e) Animação associada ao desenvolvimento pessoal e social

  • f) Animação lúdica

  • g) Animação comunitária

  • a) Animação física ou motora

É aquela em que o idoso faça algum tipo de movimento.

O principal deficit no idoso, no que respeitante à realização de uma tarefa, incide sobre o ritmo de trabalho. Uma certa lentidão nas respostas psico-motoras parece verificar-se com o aumento progressivo da idade.

A psicomotricidade considera o movimento como uma acção relativa a um sujeito, visando essencialmente:

Mobilizar e reorganizar as funções mentais

Aperfeiçoar a conduta consciente e o acto mental

Elevar as sensações e percepções a níveis de consciencialização, simbolização e

conceptualização da acção dos símbolos, passando pela verbalização Maximizar o potencial motor, afectivo-relacional e cognitivo

Fazer do corpo uma síntese integrada da personalidade

Exemplos de jogos

1º jogo

Material: Placa quadrada com várias filas de pregos, elásticos de várias cores e grossuras

diferentes Objectivo: fortalecimento dos músculos das mãos Modo de jogar: Esticar os elásticos ao longo dos pregos de modo a fazer desenhos

2º jogo

Material: Garrafas de plástico, cheias de areia, pintadas, com um cordel atado no gargalo,

por sua vez este cordel com um metro de fio está atado a um pequeno pau Objectivo: fortalecimento dos músculos dos braços Modo de jogar: Puxar as garrafas, enrolando o cordel num pequeno pau

3º jogo

Material: cinco garrafas de plástico cheias de areia e pintadas, uma bola pequena Objectivo: concentração e coordenação óculo-manual Modo de jogar: Atirar a bola para derrubar os pinos (garrafas) que estão de pé, a uma

certa distância

4ª jogo

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Material: Três arcos e três discos ou malhas Objectivo: Coordenação óculo-manual Modo de jogar: Tentar acertar com as malhas dentro dos arcos

5º Jogo

Material: Quadro com vários quadrados (tabela de dupla entrada), com símbolos, formas

ou cores, peças soltas com os mesmos elementos Objectivo: estimular a memória e a concentração Modo de jogar: Fazer a correspondência entre os vários elementos

b) Animação cognitiva

Algumas actividades realizáveis

Actividade

Objectivos

Materiais

Jogo da memória

Estimular a concentração, raciocínio

 

Pano

e observação

1

bola pequena

1

caneta

1

lápis

1

copo

1

régua

1

boneco pequeno

1

terço

1

moeda

Objecto trocado

Desenvolver a imaginação e a criatividade Abstracção do real

1

bola

Relembrar memórias antigas

 

Objectos

com

Desenvolver a imaginação e a

Estimular o raciocínio

1

garfo

funções diferentes

criatividade

 

Abstracção do real

Completar

Estimular as capacidades intelectuais

Lista de provérbios

provérbios

e culturais

Valorização pessoal

Dominó

Estimular o raciocínio Desenvolver e/ ou manter

a

Dominó

capacidade intelectual, participativa e organizativa

Convívio

Jogos de cartas

Estimular o raciocínio

Baralho de cartas

Desenvolver e/ ou manter

a

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capacidade intelectual, participativa e organizativa

 

Convívio

Palavras cruzadas

Desenvolver e/ ou manter

a

Palavras cruzadas

memória e a concentração

 

Incentivar a

comunicação

e

o

trabalho de grupo

 

Contar

anedotas,

Reavivar a memória

 

---------------------------

adivinhas,

 

lengalengas,

ditos

antigos

Palavras rimadas

Estimular a imaginação

e

a

----------------------------

criatividade Interacção de grupo

 

Comunicação

Diferenças

Desenvolver

e/

ou

manter

a

Jogo de diferenças

concentração e a observação

 

Puzzle de encaixe

Identificar as peças Associar a peça/ figura ao orifício

Jogo

correspondente

 

Leitura

de livros

e

Desenvolver a capacidade intelectual

Jornais e livros

jornais

e cognitiva

Jogo do “stop”

Memória e inteligência

 

Papel e canetas

  • c) Animação através da expressão plástica

Neste tipo de animação pretendemos que o idoso trabalhe a sua faceta artística e consiga exprimir algumas das suas emoções. A animação plástica é simultaneamente motora e cognitiva também.

A animação expressiva plástica visa proporcionar ao idoso a possibilidade de se exprimir através das artes plásticas e dos trabalhos manuais. Por requerer algum tipo de equipamento específico, nem sempre é dado a possibilidade aos idosos de poderem

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experimentar estas técnicas, no entanto é possível realizar quase todas as actividades recorrendo a materiais simples e acessíveis.

Exemplos de actividades:

Moldagem (de barro, plasticina, pasta de papel ou outro material)

Bordados

Pintura

Desenho

Colagem

Etc.

d)

Animação de comunicação

Neste tipo de animação queremos que os idosos comuniquem com os outros, transmitindo os seus sentimentos e emoções através da voz, do comportamento, da postura e do movimento.

Exemplos de actividades:

Teatro

Dramatização

Dança

Prosa

Poesia

Fotografia

Canto

Etc.

e)

Animação de desenvolvimento pessoal

Aqui queremos desenvolver o “eu” do idoso, as suas experiências de vida, as suas emoções e sentimentos. Esta animação tem por objectivo desenvolver as competências pessoais e sociais da pessoa e, principalmente, da pessoa como elemento de um grupo.

Com esta animação estimula-se o autoconhecimento, a interacção entre a pessoa e o grupo e a dinâmica de grupo. Incluímos nesta animação toda a componente de religião, espiritualidade e meditação.

Exemplos de dinâmicas de grupo para idosos

Dinâmica: "Para quem você tira o chapéu"

Objectivo: Estimular a auto-estima Materiais: um chapéu e um espelho. O espelho deve estar colado no fundo do chapéu.

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Procedimento: O animador escolhe uma pessoa do grupo e pergunta se ela tira o chapéu para a pessoa que ver e o porquê, sem dizer o nome da pessoa. Pode ser feito em qualquer tamanho de grupo e o animador deve fingir que trocou a foto do chapéu antes de chamar o próximo participante.

Outra Versão: Dinâmica "Caixinha de Surpresas"

Objectivo: Dinâmica do autoconhecimento; Falar sobre si Materiais: caixinha com tampa, Espelho Procedimento: Numa caixinha com tampa deve ser fixado um espelho na tampa pelo lado de dentro. As pessoas do grupo devem se sentar em círculo. O animador deve explicar que dentro da caixa tem a foto de uma pessoa muito importante (enfatizar), depois deve passar para uma pessoa e pedir que fale sobre a pessoa da foto, e não devem deixar claro que a

pessoa importante é ela própria. Ao final, o animador deve provocar para que as pessoas digam como se sentiram falando da pessoa importante que estava na foto.

Dinâmica: " do objecto pessoal"

Objectivo: Comprometimento Material: Objecto pessoal, Procedimento: Solicitar ao grupo que traga de sua residência qualquer objecto de muito apego (valor emocional). Fazer um sorteio (como se fosse amigo secreto) e trocar os objectos. O coordenador estabelecerá um período (1 semana) para que um guarde o objecto do outro com muito carinho e troque bilhetinhos a fim de descobrir segredos sobre o colega e o objecto. Na data marcada, estes destrocarão seus pertences contando um pouco do que descobriram do outro e do objecto deste, além do cuidado especial que tiveram com o objecto.

  • f) Animação lúdica

A animação lúdica, como o seu nome indica, é a animação que tem por objectivo divertir as pessoas e o grupo, ocupar o tempo, promover o convívio e divulgar os conhecimentos, artes e saberes.

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É vocacionada principalmente para a essência da animação: o lazer, o entretenimento e a brincadeira

Exemplos de actividades:

Turismo sénior

Jogos

Visitas culturais (museus, teatros, cinemas)

Festas populares

Gastronomia

Etc.

g) Animação comunitária

A animação comunitária é aquela em que o idoso participa activamente no seio da comunidade como elemento válido, activo e útil.

Esta animação destina-se essencialmente a idosos autónomos que ainda querem ter uma voz activa na comunidade em que vivem. Nesta área o voluntariado assume um papel principal, visto que a grande maioria das actividades exercidas pelos idosos na comunidade são embutidas de um espírito voluntário.

Exemplos de actividades:

Universidades seniores

Dirigentes de instituições associativas,

Guias em museus e monumentos,

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5- Jogos de interior

Os jogos constituem um segmento importante das actividades lúdicas, essencialmente pelo carácter pedagógico que encerram.

Analisemos de seguida alguns exemplos de jogos lúdicos de interior (Puertas, 2002).

Jogos de “Quebra-Gelo”

Jogos realizados à noite

Jogos de integração; jogos com música; jogos concursos; jogos dinamizadores.

Macro jogos

Jogos de pista e rallies; quermesses; jogos de mesa ampliados.

Jogos culturais

Jogos matemáticos e de dedução lógica; jogos de mesa; quizz.

Os jogos de “quebra-gelo” são usados num primeiro momento quando os participantes

ainda não se conhecem,

e procuram facilitar a comunicação e

a

vida

social entre os

mesmos. Estes jogos não admitem participantes passivos, todas as pessoas têm que

participar.

Os jogos realizados à noite encontram-se divididos em quatro grupos, sendo que os três primeiros têm um carácter competitivo, o que não acontece com os jogos dinamizadores.

Os macro jogos são jogos que se prolongam no tempo, não afectando negativamente o ritmo nem o interesse dos participantes. São jogos que necessitam de locais muito amplos para poderem ser realizados.

Os jogos culturais baseiam-se em conhecimentos adquiridos, na agilidade mental e inteligência dos participantes, e podem ser simples provas ou acções realizadas no âmbito de um jogo maior.

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Jogos de interior

o

o

o

o

Jogos de integração

Concursos

Jogos de tabuleiro

Jogos de dedução lógica

o

Jogos matemáticos

o

Bridge

o

Xadrez

o

Dominó

o

Damas

o

Cartas

o

Bilhar

o

Bingo

o

Puzzles

Para além destes jogos, destacam-se algumas actividades recreativas e festivas nocturnas:

Recepções de boas-vindas

Concursos de eleição

Concursos de talentos

Festas temáticas

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6- Jogos de exterior

Os jogos exteriores são normalmente realizados em equipas e alguns jogos podem ser praticados sem a utilização de qualquer material.

Exemplos de jogos de exterior: Jogos Tradicionais

Jogo da Malha

Material: 4 malhas de madeira, ferro ou pedra (duas para cada equipa); 2 pinos (paus redondos que se equilibrem na vertical). Jogadores: 2 equipas de 2 elementos cada.

Jogo da Malha Material: 4 malhas de madeira, ferro ou pedra (duas para cada equipa); 2

Jogo: Num terreno liso e plano, são colocados os pinos, na mesma direção, com cerca de 15/18 metros de distância entre eles. Cada equipa encontra-se atrás de um pino. Joga primeiro um elemento de uma equipa e depois o da outra, tendo como objectivo derrubar ou colocar a malha o mais perto do pino onde está a outra equipa, lançando-a com uma mão.

Pontuação: 6 pontos por cada derrube, 3 pontos para a malha que fique mais perto do pino. Quando uma equipa atinge 30 pontos, ganha. Uma partida pode ser composta por três jogos, uma equipa para vencer terá de ganhar dois.

Jogo dos bilros

Material: 1 bola de trapos ou madeira; 9 bilros (pinos); 1 bilro maior (o vinte). Jogadores: Equipas com o mesmo número de jogadores cada uma.

Animação e Lazer 6- Jogos de exterior Os jogos exteriores são normalmente realizados em equipas e

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Jogo: Num terreno liso e plano formam-se três colunas, de três bilros cada, com os bilros mais pequenos, estando todos separados cerca de 15 centímetros. O bilro grande coloca-se no prolongamento da coluna central, distando dos outros cerca de 30 centímetros e estando separado por

um risco feito no chão. As equipas devem encontrar-se a uma distância dos bilros que irá de 6 a 8 metros. Um jogador de cada

vez lança a bola de forma a que esta role pelo chão, tentando derrubar os bilros.

Pontuação: 20 pontos pelo derrube do bilro diferente; 2 pontos pelo derrube de um bilro pequeno se este não ultrapassar o risco, se o fizer o derrube vale 10 pontos. Ganha a equipa que fizer primeiro 100 pontos. Cada partida pode ser composta por três jogos, uma equipa para vencer terá de ganhar dois.

Jogo da vara

Material: Varas. O número de varas é de menos uma em relação ao número de participantes. Jogadores: Número variável.

Jogo: Espetam-se as varas no chão, os participantes alinham, atrás de uma marca, de costas voltadas para as varas. Após um sinal, dado por alguém que não esteja a jogar, cada jogador corre para tentar apoderar-se de uma vara. O jogador que não o conseguir é eliminado, os outros dirigem-se novamente para a marca de partida e o jogo prossegue com cada vez menos varas até que reste só um jogador, que será o vencedor.

Animação e Lazer Jogo: Num terreno liso e plano formam-se três colunas, de três bilros cada,
Jogo da tracção com corda em linha Material: 1 corda e 1 lenço (deverá estar atado
Jogo da tracção com corda em linha
Material: 1 corda e 1 lenço (deverá estar atado a meio da corda).
Jogadores: 2 equipas com o mesmo número de jogadores
cada uma.
Jogo: Num terreno plano e livre de obstáculos, duas equipas
com forças equivalentes, seguram, uma de cada lado e à
mesma distância do lenço, uma corda. Entre as equipas, antes
de começar o jogo, traça-se ao meio uma linha no chão. O

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jogo consiste em cada equipa puxar a corda para o seu lado, ganhando aquela que conseguir arrastar a outra até o primeiro jogador ultrapassar a marca no chão. É também atribuída a derrota a uma equipa se os seus elementos caírem ou largarem a corda. Não é permitido enrolar a corda no corpo ou fazer buracos no solo para fincar os pés.

Jogo da péla à parede

Jogo da péla à parede Material: 1 bola de trapos (péla). Jogadores: Um contra um ou

Material: 1 bola de trapos (péla). Jogadores: Um contra um ou dois contra dois.

Jogo: Cada jogador bate

a

bola

com

a

mão

sucessivamente contra a parede, sem parar e sem a deixar cair no chão. Se jogam em equipa, bate um jogador e depois outro, alternadamente. Quando a bola cai no chão, começa, o jogador adversário ou a outra equipa a jogar. Ganha aquele jogador ou equipa que conseguir bater maior número de vezes com a péla na parede. Pode lançar-se o mais alto que se quiser.

Jogo da corrida de sacos

Material: Sacos de serapilheira ou plástico grosso, em número igual ao dos participantes. jogadores: número variável.

Jogo: É marcado um percurso no chão com uma linha de partida e uma meta. Todos os concorrentes se colocam atrás da linha de partida. Ao sinal de partida, cada um entra para dentro do seu saco, segura as abas com as

Jogo da corrida de sacos Material: Sacos de serapilheira ou plástico grosso, em número igual ao

mãos e desloca-se em direcção à meta. Ganha aquele que chegar primeiro. Variantes: Equipas de três jogadores, colocando-se dois lado a lado, o terceiro enfia as pernas nos sacos

onde os outros já se encontram metidos (um em cada saco), abraçando-os. As restantes regras são iguais às da corrida individual.

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7- Actividade física

A animação desportiva conquistou o seu próprio espaço dentro da animação e do sistema desportivo. Cada vez mais se recorre à animação no desenvolvimento das actividades desportivas e exercício físico, com o intuito de aumentar o número de participantes e o seu nível de motivação.

As actividades de animação desportiva podem ser realizadas:

Nas instalações do estabelecimento que juntamente com o espaço e material

disponível, vão determinar o tipo de actividades desportivas a desenvolver.

Estas actividades podem ser programadas e apresentadas de diversas formas: torneios e ligas (competições), aulas (aprendizagem) ou demonstrações.

O utilizador deve seleccionar a possibilidade que mais se adequar ao seu nível de conhecimentos (por exemplo, se nunca jogou ténis, não vai participar num torneio, mas sim frequentar aulas).

Em espaços urbanos públicos que sejam de acesso livre e gratuito às pessoas e que possam ser alugados. Numa cidade costeira, a praia seria um exemplo claro de um espaço deste âmbito e que poderia ser utilizado pelos animadores.

Nas instalações municipais da localidade, nomeadamente campos de futebol ou basquetebol, piscinas, etc.

Contratando empresas de serviços, como é o caso de empresas de desportos de aventura. Neste caso, as actividades podem ser realizadas fora do estabelecimento, no

meio natural

onde se reúnam condições

para

a

concretização de uma

actividade em

concreto.

Podem ainda ser realizadas no recinto da empresa de serviços contratada, onde exista uma infra-estrutura mais ou menos complexa que permita a realização de determinados desportos.

Algumas actividades físicas e desportivas para idosos

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Actividades Gímnicas ginástica suave e criativa; actividades rítmicas e com música; danças populares; bailes; expressão corporal
Actividades Gímnicas
ginástica suave e criativa;
actividades rítmicas e com música;
danças populares;
bailes;
expressão corporal e mímica;
actividades com material variado;
trabalho de respiração e de relaxação;
jogos e formas jogadas;
passeios;
etc.

Actividades Aquáticas aprendizagem; aperfeiçoamento; ginástica na água; jogos e formas jogadas; etc.

Actividades Complementares desportos alternativos; desportos com raquetes (ténis, badmington, ping-pong);

jogos com bola; golfe e minigolfe; tiro com arco; etc.

Actividades na natureza marchas de orientação; jogos de orientação em ruas, jardins e parques; excursões; circuitos naturais; banhos de sol e água; bicicleta; passeios à praia.

Animação e Lazer

8- Meios de expressão

8.1- Arte plástica

A área de Expressão Plástica procura activar conhecimentos ao nível da compreensão das dimensões expressivas dos diversos materiais, valorizando a manipulação experimental de diversas técnicas e materiais.

A animação expressiva plástica visa proporcionar ao idoso a possibilidade de se exprimir através das artes plásticas e dos trabalhos manuais. Com este tipo de animação pretende- se que o idoso possa dar largas à sua imaginação e criatividade através das várias formas de expressão, como sejam a pintura, o desenho, etc.

As actividades de expressão têm ainda a vantagem de desenvolverem a motricidade fina, a precisão manual e a coordenação psicomotora.

A expressão plástica livre pode ser tridimensional, e neste âmbito podem ser desenvolvidas várias técnicas de escultura, como por exemplo:

Modelagem (de barro, plasticina, pasta de papel),

Aproveitamento de materiais de desperdício (caixas de papel, frascos, tampas),

Construção de objectos específicos (instrumentos musicais, fantoches, etc.)

A realização de workshops de artesanato, no qual se recriam técnicas tradicionais, surge como uma forma especial de animação a aplicar nos centros rurais, por forma a valorizar as competências dos mais velhos e estimular a aprendizagem dos mais jovens de técnicas que se encontram em risco de desaparecimento.

Exemplos de actividades a desenvolver/ recriar:

Desenho

Pintura

Recorte

Colagem

Tecelagem

Bordados

Cestaria

Olaria

Latoaria

Ourivesaria

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8.2- Arte dramática

A expressão dramática e corporal favorece o conhecimento do corpo, a prática de exercícios de relacionamento interpessoal bem como a representação espontânea, estética e simbólica de um objecto, de uma personagem ou de um lugar que são fundamentais neste percurso de formação.

As improvisações a realizar levam à descoberta de múltiplas possibilidades de intervenção, permitindo-lhe passar com flexibilidade de um campo de percepção para o outro.

Desta forma, a estimulação do imaginário, desviando o objecto da sua função primária, ajuda a criar produtos e ideias originais. Aprendem, assim, neste contexto de expressões a construir acções, a dramatizar e a encenar, permitindo desenvolver e construir projectos.

A arte em geral e o teatro, em particular, têm a particularidade de favorecer:

O desenvolvimento global da personalidade de quem a pratica e de quem a frui;

O desabrochar

e

o

fortalecimento

de

uma

consciência

exigente

e

activa

relativamente ao meio, físico social e cultural que começa na nossa rua, no nosso bairro, na nossa cidade, para dar a volta ao mundo.

Nas actividades dramáticas e performativas, é clara a intenção de comunicação, de construção e interpretação de sentidos como forma de comunicar com o nosso mundo interior e com o mundo em que vivemos.

No processo dramático os participantes permutam de lugar; ora são intérpretes (actores), ora são espectadores; interpretam conteúdos sociais e íntimos, negociando e reflectindo sobre os sentidos que produzem.

Este processo fornece, ainda, um contexto favorável para falar e ouvir (dialogar) que é central no trabalho teatral. Por outro lado, ao criar desafios que promovem a criatividade na resolução de problemas contribui, através da superação dos constrangimentos presentes neste processo criativo, para um sentimento de realização que promove a auto- estima e a autoconfiança.

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8.3- Música

As experiências com ensino e aprendizagem de música apresentam motivos semelhantes e constituem uma alternativa educacional para o isolamento social do idoso.

A música nacional e internacional permite alegrar a vida de qualquer pessoa, incentivando os utentes para a interacção em grupo, o convívio e o enriquecimento da cultura de cada um.

Através da música e do canto, fomenta-se a participação activa dos utentes na Instituição, divulgando assim parte da realidade cultural de cada um. Esta actividade será realizada através da prática de ouvir música e organizar grupos de canto.

A dança é uma forma de animação que pode e deve ser desenvolvida com os mais velhos, uma vez que para estes a dança está associada a memórias e experiências importantes na sua vida.

Esta actividade será desenvolvida através de organização de festas, de bailes e de tardes de dança onde os utentes poderão praticar danças de salão, dança tradicional, dança de roda.

8.4- Literatura

O trabalho de muitas bibliotecas está marcado por sessões de animação à leitura. Estas práticas, assentam na sua maior parte em estratégias de suporte à criação de uma envolvente atractiva com o livro e com a leitura e têm por objectivo, a divulgação de livros, de autores e a dinamização das colecções existentes nas bibliotecas.

A forma como elas se organizam podem ser muito variadas, dependendo da natureza do grupo, da sensibilidade e perícia comunicativa do mediador e será importante que caminhem no sentido de possibilitar a construção de relações com e entre livros, permitindo ao utilizador, condicionado pela sua maior ou menor competência leitora, uma maior liberdade na projecção sobre o livro ou um texto em particular e a criação de um vínculo que a faça regressar, mais tarde, à relação directa com a leitura.

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Exemplo de actividades de animação da leitura

Os contos das avós

Os avós contavam antigamente contos à lareira. Pode recuperar-se essa magia, levando os mais velhos à escola para contar as suas próprias histórias ou as que eles ouviram. Nada

melhor para valorizar a cultura dos mais velhos.

À volta dos contos

São fornecidos contos aos utentes, com diversas propostas de actividades: completar a história, dar um final diferente, transformar o enredo em notícia de rádio ou anúncio publicitário, descobrir outro final para a história, dramatizá-la, fazer uma banda desenhada.

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9- Meios audiovisuais

9.1- Televisão

A televisão, no exercício da sua função de entretenimento, oferece aos telespectadores o escape à realidade social.

Hoje o mundo virtual é o refúgio colectivo perante a avalanche dos problemas reais, face aos quais, temos problemas em ganhar coragem, determinação, ousadia e comprometermo-nos através da participação activa e consciente para serem resolvidos.

Estas são realidades sociais e culturais que os Animadores Socioculturais não podem relegar para um plano secundário. Esta é a realidade do nosso país, dos nossos concidadãos e é a partir destas multi-evidências que os Animadores têm que trabalhar os valores e as atitudes ao nível dos grupos.

A televisão e as novas tecnologias (a Internet) são instrumentos válidos e positivos no nosso quotidiano e que poderão ser utilizados como recursos/instrumentos facilitadores para as dinâmicas e processos de Animação Sociocultural em muitos contextos sociais e culturais no exercício da profissão do Animador.

9.2- Cinema

O cinema insere-se numa série de actividades culturais de contemplação (juntamente com o teatro, ópera, musicais ou outros espectáculos), as quais não requerem uma intervenção activa por parte do destinatário.

A “Sétima arte” constituiu, desde o seu aparecimento, um meio privilegiado das práticas de lazer da população, de forma transversal a todas as faixas etárias.

A exploração do cinema no âmbito da programação de lazer dos idosos passará por duas estratégias distintas:

Visualização de filmes e documentários no próprio espaço institucional, como por exemplo alguns clássicos do cinema;

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Deslocação do grupo a um cinema público, para visualização de um determinado filme.

Os cinemas e auditórios, na medida em que constituem os espaços culturais privilegiados em contexto municipal, dispõem normalmente de uma programação atractiva e diversificada, capaz de responder às expectativas de diversos públicos.

A participação em ciclos de cinema temáticos ou festivais de cinema, a nível regional ou local, constitui igualmente uma boa forma de explorar este recurso.

9.3- Vídeo

A utilização do vídeo e dos meios audiovisuais é essencial para o trabalho do animador, em vários sentidos:

Por um lado, numa perspectiva de integrar os indivíduos mais desfavorecidos

(particularmente os idosos) no novo contexto tecnológico e social; Por outro, porque permite o registo das actividades realizadas, facilitando o seu

impacto na comunidade e a respectiva avaliação.

Desta forma, recomenda-se ao animador o perfeito domínio das tecnologias inerentes à utilização dos diversos equipamentos.

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10- Técnicas de observação

10.1- Entrevista

Exemplo de um guião de entrevista a aplicar a idosos, de forma a servir de suporte à planificação de actividades de animação:

QUESTIONÁRIO

“ACTIVIDADES DE ANIMAÇÃO PARA A TERCEIRA IDADE”

O presente guião pretende ser um instrumento preparatório do diagnóstico de identificação de necessidades e gostos, relativos à animação para a terceira idade. O animador enquanto agente dinamizador de actividades, terá que fazer um levantamento das carências e das características sócio-culturais envolventes, para o planeamento e execução, de uma acção de animação social.

1.DADOS DE IDENTIFICAÇÃO

Nome completo: ____________________________________________

Data de Nascimento _________________________________________ Grau de escolaridade _________________________________________ Profissão (última) ___________________________________________

Morada

_____________________________

Código Postal

__________

  • 2. BREVE CARACTERIZAÇÃO FAMILIAR DO IDOSO

Composição do agregado familiar:

______________________________________________________________________

Se vive só, diga qual é o seu apoio?

  • 3. RESPOSTAS SOCIAIS

O idoso encontra-se a usufruir das seguintes respostas sociais:

(Assinale com um x) □ Apoio domiciliário - Indique qual o estabelecimento? □ Centro de dia □ Centro de convívio □ Centro de noite □ Lar de idosos □ Outros - Especifique qual, assim como o estabelecimento

  • 4. DEPENDÊNCIA DO IDOSO

Grau de dependência global do idoso (Assinale com um x) □ Autónomo, não necessita de apoio □ Necessita de pequenos apoios na vida quotidiana e no apoio à mobilidade □ Necessita de apoio na higiene pessoal, tarefas de vida quotidiana e na

mobilidade

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□ Totalmente dependente para a satisfação das necessidades básicas (alimentação; higiene; etc.) Deficiência (assinale com um x)

Mental □

Visual □

Motora □

Auditiva □

Descreva, o tipo de deficiência que assinalou – ______________________________________________________________________

______________________________________________________________________

  • 5. ACTIVIDADES QUOTIDIANAS

Actividades que realiza ou gostaria de fazer (Assinale com um x) □ Higiene Pessoal □ Higiene Habitacional □ Tratamento de roupas □ Cozinhar □ Ver Televisão □ Ouvir rádio □ Cuidar de um animal doméstico □ Cuidar de plantas □ Passear □ Conversar □ Ir às compras □ Ir ao médico □ Ir ao cabeleireiro ou barbeiro □ Ir ao café

□ Outras

- Quais?

  • 6. ACTIVIDADES SOCIOCULTURAIS

Actividades nas quais gostaria de participar ou desenvolver (Assinale com um x) □ Lúdico – recreativas – Jogos; trabalhos manuais; crochet; bordar; tricotar, etc. □ Culturais – cinema; teatro; concertos; museus; exposições. □ Desportivas – ginástica de manutenção; natação; hidroginástica; caminhadas;

cicloturismo; □ Espiritual ou religiosa – ir à missa, rezar, participar em procissões, etc. □ Intelectual ou formativa -participar em aulas nas universidades ou academias

seniores, conferências; palestras, seminários, leitura. □ Sociais – participar em passeios ou em actividades realizadas por outras

instituições; bailes; cantares ou danças. □ Datas Festivas – Natal, Carnaval, Páscoa, Aniversários, entre outras □ Outras - Quais?

  • 7. OUTRAS QUESTÕES

Para si o que é ser uma pessoa idosa? ______________________________________________________________________

____________________________________________________________________ Como acha que os seus familiares ou pessoas próximas vêem a pessoa idosa?

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______________________________________________________________________

____________________________________________________________________

Quais as tradições e costumes locais, que gostaria que fossem de novo recuperados? _____________________________________________________________________

_____________________________________________________________________

_____________________________________________________________________

10.2- Trabalho de grupo

As técnicas de grupo podem ser definidas como “um conjunto de medidas e procedimentos que aplicados numa situação de grupo, servem para atingir um duplo objectivo:

produtividade e gratificação grupal”.

Assim, tendo em conta a análise de diversas definições, podemos concluir que as técnicas de animação de grupos procuram organizar e desenvolver a actividade do grupo com base nos conhecimentos ministrados pela teoria da Dinâmica de Grupos.

O uso adequado das técnicas de grupo, no momento oportuno, permite motivar as pessoas, estimular os processos comunicativos e conduzir o grupo à concretização dos objectivos propostos.

Por este motivo, as técnicas não devem ser consideradas como um fim em si mesmas, mas sim como um instrumento ou meio para conseguir a verdadeira finalidade do grupo:

alcançar as finalidades propostas e possibilitar que cada elemento obtenha benefícios pessoais.

As técnicas não devem ser vistas como simples brincadeiras para entreter um grupo ou para preencher “um buraco” numa qualquer actividade, mas devem ser vistas como recursos no trabalho de facilitação do desenvolvimento dos grupos.

As técnicas de grupo devem ser “vividas” pelo animador e a sua eficácia irá depender da sua habilidade pessoal, do seu bom senso e sentido de oportunidade e da sua capacidade criativa e imaginativa.

Assim,

antes

de

aplicar

qualquer

técnica o animador deve conhecer a estrutura,

funcionamento e riscos de cada técnica; colocá-la em prática segundo critérios lógicos e

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conhecer a situação real do grupo: características dos elementos e as suas dinâmicas internas e externas.

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11.Actividades no exterior

11.1.Excursões

As actividades de promoção do Turismo para Seniores corresponde plenamente aos desafios colocados pela evolução demográfica que aponta para uma tendência de rápido envelhecimento da população e pela emergência de uma nova relação tempo livre/tempo de trabalho, fundada nas autenticas revoluções tecnológica e demográfica, em curso, à escala mundial, em que o tempo livre ganhará importância económica e peso social ocupando um lugar novo na vida quotidiana dos cidadãos.

O “Turismo Sénior” insere-se, desde logo, nos grandes desígnios da actividade turística, em

geral, e do Turismo Social, em particular, que podem ser enunciados, em síntese, da seguinte forma:

Contribuir para dar resposta aos modernos desafios da exclusão e integração

sociais; Criar condições de acesso aos benefícios do Turismo ao Maior número de cidadãos

trabalhadores; Desempenhar um papel activo no reforço da economia e na criação de emprego

constituindo-se como factor de coesão social; Conciliar desenvolvimento turístico, protecção do ambiente e respeito pela

identidade cultural das comunidades locais.

Para garantir a qualidade da experiência turística dos Seniores, os programadores devem estabelecer dispositivos que prevejam:

Factores básicos de qualidade, como segurança, higiene e saúde, interesses ambientais, independência, acessibilidade aos serviços e instalações e normas de

protecção ao consumidor; Uma alimentação saudável e exercício físico, assim como outros factores que

constituam o bem-estar físico, bem como aqueles que constituam o bem-estar espiritual e qualidade de vida; Interacção com as comunidades locais; Dinamização de visitas turístico-culturais, promoção de experiências educativas e das culturas e patrimónios locais; Actividades de animação, incluindo espectáculos ao ar livre;

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A elaboração de programas de acesso facilitado às Termas;

Altos padrões de serviço, actividades sociais estruturadas, flexibilidade nos programas, ritmo e intensidade adequados para as actividades físicas, assim como informação clara e precisa.

De seguida enunciam-se algumas considerações gerais que devem ser tidas em conta na

programação de uma excursão de autocarro:

Evitar etapas quilométricas demasiado longas e seguidas;

Não ajustar excessivamente o tempo deixando margens para imprevistos;

Ter em conta o dia da semana que corresponde a cada dia da viagem e prever as

actividades de acordo com isso; Confirmar os horários dos diferentes serviços utilizados, os trâmites assim como o

tempo necessário; Ter em atenção os tempos médios das distâncias a percorrer.

Por existirem diversos tipos de autocarros, com configurações distintas, e algumas delas possuírem restrições em relação a alguns trâmites operacionais, é importante para o representante da agência conhecer as diferenças essenciais antes do início de cada viagem.

Decorrente da grande diversidade de programações turísticas, as informações a serem transmitidas variam de acordo com as características de cada uma delas.

De qualquer modo, a simples transmissão de informações de formas correcta e coerente

minimiza os impactos que o turismo causa nas localidades. No que se refere à programação, é importante transmitir aos passageiros todas as

informações que possam vir a ser necessárias ao bom aproveitamento da viagem. È preferível pecar pelo excesso de dados do que pela falta deles.

Os principais itens a serem mencionados são:

Informações sobre o trajecto, a distância a ser percorrida, tempo de percurso

aproximado, tempo e local previstos para a próxima parada; Meio de transporte utilizado;

Horário de saída e horário previsto de chegada;

Procedimentos em caso de atrasos e tolerância máxima;

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Equipamentos necessários ao programa (calçado apropriado, roupa de banho ou mais formal, protector solar, toalhas, repelentes de insectos, etc.);

O que está ou não incluído no pacote (refeições, bebidas, entradas em museus, etc.);

Quais são e quais não são passeios ou visitas opcionais;

Paragens técnicas – onde, duração e motivo.

A mesma actividade realizada com sucesso para determinado

grupo

pode não

ser

dinamizada com o mesmo grau de satisfação para outro grupo. Não se pode passar a imagem de que uma actividade dirigida a um grupo possa sempre ser utilizada por outro distinto.

Na maior parte das vezes, os grupos podem ser semelhantes em termos de idades, de proveniência, de hábitos culturais e no entanto, os programas decorrerem de forma diferente.

Existem casos, felizmente pouco frequentes, em que a equipa animadora só na hora de iniciar a actividade tem acesso a certas informações que podem contribuir para o sucesso da animação, até porque os animadores e monitores sabem as faixas etárias que vão abranger, os locais de residência, o género e outras características.

Assim, a equipa responsável pela animação deve preocupar-se com a obtenção de vários dados dos participantes:

O género;

A idade ou o grupo da faixa etária;

O local onde habitam;

O escalão social;

Os hábitos culturais e desportivos;

Etc.

Tipo de actividades a desenvolver/ experiências a promover:

Gastronomia/ Degustação

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Experiências que promovem as receitas e formas de confecção tradicionais, designadamente incorporando as matérias-primas e os produtos tradicionais, bem como os produtos de base local e regional, constituindo um meio de divulgação de estabelecimentos de restauração e bebidas tradicionais.

Artes e Ofícios Tradicionais da Região

Actividades que compreendem o fabrico de materiais e objectos, de prestação de serviços, de produção e confecção de bens alimentares e arte tradicional de vender, ou incorporem uma quantidade significativa de mão-de-obra e manifestem

fidelidade aos processos tradicionais. Devem ser promovidos por forma a garantir o interesse para a economia e tradição

do saber fazer local, contribuindo para a dinamização de feiras regionais.

Estabelecimentos tradicionais de convívio, de educação e de comércio

Estabelecimentos comerciais onde se consomem e transaccionam produtos

resultantes das actividades ligadas às artes e aos ofícios. A instalação ou recriação destes locais deve garantir a manutenção das características arquitectónicas da região e contribuir para a identificação cultural e social que estes estabelecimentos representam.

Feiras, Festas e Romarias

Actividades recreativas que contribuem para a dinamização da economia local e

manifestações socioculturais características.

Rotas Temáticas e Expedições Panorâmicas e Fotográficas

Actividades que privilegiam a divulgação e promoção dos contextos mais representativos da economia, cultura e natureza e devem promover a utilização e a recuperação de meios de transporte tradicionais.

Passeios a Pé, de Barco, a Cavalo e de Bicicleta Devem respeitar os trilhos e a sinalização existente, bem como as limitações estabelecidas quanto ao número de actividades ou visitantes em relação a alguns locais e ou época do ano.

Animação e Lazer

Jogos Tradicionais e Parques de Merendas

Devem contribuir para a dinamização e revitalização de formas de convívio e

ocupação dos tempos livres.

Meios de Transporte Tradicionais

Devem ser adequados ao fim da visita e da manutenção das condições ambientais,

nomeadamente através da utilização de transportes colectivos, tradicionais ou que

adoptem energias alternativas. Técnica multidisciplinar de tradução da paisagem, do património natural e cultural.

Recomendações para a actuação de guias orientadores de passeios e excursões:

Saudar o grupo, a presentar-se e dar as boas-vindas, de forma informal;

 

Transmitir informação geral sobre a actividade a realizar: duração, grau de

dificuldade, recomendações de comportamento, de forma clara, segura e firme Estabelecer comunicação e interagir com o grupo

Criar interesse sobre o tema,

Participar activamente nas dinâmicas e actividades que se realizam durante a

visita; Preparar cuidadosamente a visita

O mais importante é a experiência. Quanto mais se interpreta, mais se aprende;

Nunca deixar de aprender sobre o recurso que queremos interpretar;

Conhecer o melhor possível a nossa audiência;

Determinar com maior exactidão a mensagem que queremos transmitir e o que

queremos alcançar com essa mensagem; Jamais mentir ou enganar o visitante;

Preocupar-se com a comodidade e segurança do visitante;

Aproveitar as oportunidades que se apresentam no decorrer do evento;

Promover a participação dos visitantes, que expressem as suas opiniões e

ideias; Usar várias técnicas de interpretação ao mesmo tempo de forma a conseguir

melhores resultados; Usar exemplos que estejam relacionados com a audiência;

 

Não

usar nomes

científicos e demasiado específicos, a menos

que seja

estritamente necessário; Fornecer a informação logística (duração do evento, necessidades, etc.) no

princípio.

 

Guiar é sinónimo de comunicar

Animação e Lazer

Tratar de aclarar as ideias antes de comunicar

Examinar o verdadeiro propósito de cada acto de comunicação

Considerar o meio físico e humano em torno do qual se estabelece a comunicação

Consultar os outros, quando for conveniente, ao planificar o que se vai comunicar

Pensar muito bem no que vai dizer e concentra-se no conteúdo básico da

mensagem Quando surgir oportunidade, aproveitar para comunicar algo que seja de ajuda ou

valor para o receptor Assegurar-se que as suas acções reflectem as suas comunicações

Procurar não só ser compreendido mas também compreender: seja um bom

ouvinte.

11.2.Colónias de férias

As férias representam um tempo em que as pessoas e as famílias se encontram consigo próprias, com os outros e com a natureza. Significam um tempo para recuperar forças, um tempo de crescimento e de descoberta de novos valores.

A Colónia de Férias destinada à satisfação de necessidades de lazer e de quebra de rotinas representa uma resposta social essencial ao equilíbrio físico, psicológico e social dos seus utilizadores, sobretudo os que se encontram em situação de maior vulnerabilidade, a quem as dificuldades da vida diária nem sempre proporcionam as condições para o gozo de férias.

A Colónia de férias é uma resposta social destinada à satisfação de necessidades de lazer e de quebra da rotina, essencial ao equilíbrio físico, psicológico e social dos seus utilizadores.

São objectivos da Colónia de Férias proporcionar aos seus utentes:

Estadias fora do quadro habitual de vida;

Contactos com comunidades e espaços diferentes;

Vivências em grupo, como formas de integração social;

Promoção do desenvolvimento do espírito de interajuda;

Fomento da capacidade criadora e no espírito de iniciativa.

O planeamento das actividades deve estar em consonância com as regras definidas para a utilização, quer do equipamento, quer dos espaços.

Animação e Lazer

As actividades a desenvolver devem corresponder aos interesses e potencialidades dos grupos a que se destinam, constituindo-se novas experiências e aprendizagens, através da valorização dos recursos do meio e do estimulo à sua utilização.

Funções do animador:

Participar na programação das actividades e no trabalho de equipa a realizar na

colónia de férias; Zelar pela segurança do grupo a seu cargo responsabilizando-se pelo seu bem-

-estar; Estimular as capacidades dos utilizadores da colónia de férias;

Zelar pelo cumprimento do regulamento interno, com vista ao bom funcionamento

da colónia de férias; Informar o director e o adjunto do director de factos relevantes da saúde e/ou

comportamento dos utilizadores; Zelar pela conservação e correcta utilização do material pedagógico;

Avaliar sistematicamente o funcionamento do grupo a seu cargo;

Colaborar na dinamização das actividades recreativas e culturais da colónia de

férias; Participar nas reuniões inerentes ao trabalho a desenvolver.

Programação de actividades

As actividades servem para atingir objectivos ou para satisfazer o grupo. Mas em qualquer dos casos temos de ser coerentes com o objectivo da nossa actuação. Não organizaremos actividades competitivas se um dos nossos propósitos for o de melhorar as atitudes de cooperação entre os membros de um grupo.

A realização das actividades tem de ter em conta o ritmo de desenvolvimento do grupo. Um grupo que não se conhece, ou que acaba de chegar a um sítio novo, não tem a mesma capacidade de realizar actividades que requerem cooperação do que a de um grupo que já está instalado num local ou que já funciona há algum tempo.

A programação proposta deve incluir elementos atractivos, inovadores e espectaculares. Uma certa dose de originalidade e de espectacularidade na animação de actividades é importante. Mas sem cair no permanente protagonismo e, ou, espectáculo da parte dos animadores, que convertem o grupo em mero consumidor, de actuações, concursos e outras actividades do género.

Animação e Lazer

As actividades devem respeitar o ritmo de vida dos membros do grupo. O que obriga a não programar, por exemplo, actividades que requeiram esforço físico depois de comer, ou um longo período de actividades pouco movimentadas.

A programação de actividades deve ter sempre presente a segurança daqueles com que trabalhamos. Por outro lado, os animadores, além de proporem uma programação inovadora, atractiva e espectacular, devem conseguir que o grupo encontre e defina o tipo de actividades que realmente lhe interessa, e que os membros do grupo façam também as suas propostas.

Condução e dinamização do grupo

Os animadores devem ajudar o grupo na preparação e realização de actividades. As actividades são quase sempre preparadas pelos animadores, mas devemos tentar, com firmeza e persistência, que o grupo assuma, também, a responsabilidade de preparar e realizar actividades com o propósito de fomentar a sua autonomia e a coesão.

Os animadores devem ser elementos potenciadores do desenvolvimento da criatividade e imaginação dos membros do grupo. Isto significa que os animadores devem ser criativos.

Mas, não significa que devam criar, muito menos durante as actividades, para que o grupo os imite. Devem ser originais e imaginativos, mas sobretudo para saberem escolher elementos de trabalho, transmitir sensações, oferecer elementos motivadores e que ajudem a desenvolver a imaginação e a criar.

A capacidade de adaptação e flexibilidade de actividades de animação depende não só de um bom programa mas também da humildade e do engenho da equipa responsável para captar as informações fornecidas pelas próprias actividades e participantes.

Na fase de execução, o animador tem que ter consciência das suas potencialidades, para que o entusiasmo e a excitação em torno dos jogos não passem os limites da segurança e do equilíbrio existente entre todos os factores. Assim, é exigida uma constante atenção no desenrolar das actividades e na percepção dos sintomas criados.

Para um bom desenvolvimento da actividade é necessário:

Facilitar a explicação das regras;

Animação e Lazer

Permitir a compreensão de todos os participantes através de demonstrações, se for necessário;

Favorecer

o

bom

desenvolvimento

e

estimular

a

iniciativa

por

parte dos

participantes; Evitar protestos;

Se o jogo incluir pontos ou golos, deve facilitar-se a compreensão das regras sobre

a marcação ou obtenção dos mesmos.

A comunicação entre o animador e o grupo tem de ser directa, objectiva e interactiva. É necessário focar os aspectos mais importantes e intervir de forma clara. A explicação ao grupo dos objectivos pretendidos pode passar pela explicação oral ou por uma demonstração do movimento ou da acção.

A boa comunicação pode evitar a confusão na percepção por parte dos participantes e permitir que a actividade se realize sem grandes interrupções.

11.3.Espectáculos

Enquanto lugares de socialização secundária, as instituições culturais são indispensáveis para a criação de práticas culturais estruturantes, ancoradas no entrelaçamento com os públicos através de actos identitários dinâmicos e catalizadores de relações de pertença inovadoras.

São espaços onde se experimentem e se cristalizem identidades colectivas dinâmicas, formas diferenciadas de relacionamento com as artes, experimentações culturais híbridas e práticas sociais inovadoras.

Desta forma, os equipamentos culturais:

São espaços de interligação com a comunidade de cidadãos;

São espaços de redistribuição democrática da cultura. São condição necessária,

ainda que não suficiente, para exercitar o hipotético direito á cultura; Servem para conter actividades, como suporte físico para a realização de projectos

que de outra forma seriam irrealizáveis; Permitem a estabilidade da política cultural, possibilitando planos de intervenção a

médio prazo.

Favorecem

sectorialmente

a

formação,

criação,

distribuição

e consumo das

actividades culturais, segundo o tipo de equipamento que se trata. Aumentam a identificação do utilizador com a sua cidade e território

Animação e Lazer

Permitem a projecção da cidade ao exterior e a atracção da população circundante.

A rede de equipamentos com uma pluralidade de valências culturais e educativas é a que melhor se enquadra no leque de necessidades que emergem do tecido social local. Por outro lado, só é possível pensarmos numa rede municipal de equipamentos desde que em consonância com recursos humanos especializados e profissionalizados, com recursos financeiros e com estratégias de animação destes espaços numa articulação estreita com a sociedade civil.

O associativismo local, enquanto quadro institucional de animação e interacção, poderá funcionar, simultaneamente, como interlocutor e intermediário privilegiado entre a oferta e a procura cultural.

São as parcerias entre as autarquias e os actores do tecido social local e regional (desde os económicos e políticos até aos culturais e educativos) que viabilizam os modos locais de fazer, estar e usufruir da cultura.

Em jeito de síntese, deixamos as seguintes estratégias a serem seguidas no sentido de organizar uma programação cultural municipal verdadeiramente comprometida com a plena participação da comunidade:

Os municípios devem pôr em marcha um amplo programa de serviços e actividades

culturais., que pode passar pela elaboração de planos culturais estratégicos; Estes devem seguir um esquema operativo de áreas de acção no âmbito municipal:

património, museus, bibliotecas, promoção e difusão cultural (que inclui artes cénicas, música, cinema e artes plásticas), festas e períodos de férias, programas de animação sociocultural e equipamentos. Muito embora o âmbito mais propriamente muncipal seja o de difusão, será importante agir sobre todas as etapas do processo cultural, nomeadamente nas etapas de criação e produção.

O papel do animador relativamente aos serviços e equipamentos culturais existentes no território, da perspectiva da dinamização comunitária, deverá reger-se por um modo de

intervenção com as características seguintes:

Dar protagonismo real aos sujeitos e aos grupos, a partir das necessidades e acções

que surjam deles mesmos;

Animação e Lazer

Não conceber a intervenção apenas como democratização cultural, mas também como exercício de participação real das pessoas em sejam eles mesmos os protagonistas do desenvolvimento comunitário; As intervenções posicionam-se a partir de uma visão sistémica, não como soma das partes, mas como a interconexão e influência de cada uma delas no total do sistema. Para isso, requer-se trabalho interdisciplinar e em equipa, onde todos os agentes, que voluntários quer profissionais, trabalhem sistematica e coordenadamente; Na maioria dos municípios, o auditório municipal constitui um espaço privilegiado de promoção e difusão de actividades culturais. O auditório municipal é uma infra-estrutura que visa desenvolver e facilitar o acesso à cultura, informação, educação e ao lazer, contribuindo para elevar o nível cultural e qualidade de vida dos cidadãos do concelho.

O auditório municipal é um espaço onde se pretende manter uma actividade regular em vários domínios culturais, artísticos e outros, estando preparado para uma utilização polivalente em funções, tais como exposições, seminários, conferências, congressos, cinema, teatro e outros eventos para os quais se adaptem as referidas instalações.

11.4.Exposições

Um Museu é uma instituição de carácter permanente, com ou sem personalidade jurídica, sem fins lucrativos, dotada de uma estrutura organizacional que lhe permite:

a) Garantir um destino unitário a um conjunto de bens culturais e valorizá- los através da investigação, incorporação, inventário, documentação, conservação, interpretação, exposição e divulgação, com objectivos científicos, educativos e lúdicos; b) Facultar acesso regular ao público e fomentar a democratização da cultura, a promoção da pessoa e o desenvolvimento da sociedade.

Tipos de museus

Existe uma grande diversidade de museus, os quais podemos agrupar nas seguintes

tipologias principais:

Museus arqueológicos/ etnográficos

Museus históricos

Museus de Ciências Naturais

Animação e Lazer

Museus de ciência e tecnologia

Museus de Arte

Museus de arte popular

Museus de arte sacra

O museu possui uma importância relevante no desenvolvimento do idoso como sujeito social, histórico e cultural. Este local apresenta-se como espaço privilegiado do desenvolvimento do idoso porque permite a realização de elos e associações a partir das suas experiências.

Para além disso propicia um desenvolvimento da memória a outros tempos e com outras pessoas.

Sendo o museu depositário da memória de um povo é possuidor de uma história que tem obrigação de comunicar aos diversos públicos. Esta questão toca de forma diferente o público idoso uma vez que em muitos museus este público poderá ter sido também actor importante da história que a exposição revela.

O museu é um espaço de produção do conhecimento e oportunidade de lazer. As suas exposições favorecem a construção social da memória e a percepção crítica da sociedade.

As actividades de animação que devem ser desenvolvidas no museu devem ser uma ponte no tempo e no espaço entre a memória e a experiência do idoso. Sabemos que para que haja uma velhice com qualidade é importante um conjunto de aspectos que se prendem sobretudo, com o desenvolvimento das relações interpessoais.

A participação na comunidade, as oportunidades de desenvolvimento intelectual e a auto- expressão encontram no museu um terreno fértil, sobretudo nos museus que apostam em colecções que afirmam que o conhecimento local contém elementos de experiência social.

O museu tem o dever de proporcionar aos idosos a recriação do tempo livre que estes possuem, desenvolvendo actividades que estimulem as suas capacidades afectivas, sociais e cognitivas promovendo um sentimento de utilidade e realização.

É essencial que se possibilite aos idosos o contacto imediato com os materiais elementares do seu ambiente, materiais a que os seus corpos, sistemas sensoriais e motores se

Animação e Lazer

adaptaram lentamente ao longo de milhares de anos de evolução, materiais de que é feito o grande corpo da sua cultura.

Os museus podem oferecer aos idosos o desenvolvimento da compreensão da sua cultura e da história da qual fizeram parte. A relação entre o museu e o idoso é flagrante: ambos são o centro da memória cultural local neste tempo de mobilidade constante, ambos podem ser o ponto de equilíbrio deste mundo em movimento.

O museu só tem a ganhar se aliar a sua acção ao contacto com os mais velhos em cujas mãos podemos seguir a perícia e a experiência ganhas através de uma vida de trabalho e em cujas mentes encontramos ricas memórias individuais que fazem a história.

Através do museu é possível gerar processos de participação, criando espaços de comunicação entre as pessoas com vista a estimular os diferentes colectivos a empreenderem processos de desenvolvimento social e cultural, construindo a sua própria identidade colectiva, criando e participando nos diferentes projectos e actividades culturais.

Efectivamente, o museu assume-se como um importante motor de realização pessoal, compreensão do meio circundante e participação na vida comunitária.

Para além disso, através do museu, é permitido ao idoso estimular a educação permanente, desfrutar da cultura, estabelecer as bases para que os conhecimentos sejam partilhados de maneira flexível, enriquecedora e amena, enfim, propiciar e criar atitudes e meios para gozar a vida plenamente.

Em suma, trata-se de fazer do museu um processo gerador de convivência, participação e desfrute do ócio e da cultura.

Bibliografia

Chimenti, Sílvia & Tavares, Adriana (2007) Guia de Turismo: o profissional e a profissão,

Editora Senac

Jacob, Luís (2007) Manual de animação de idosos, Cadernos Socialgest nº 4

Animação e Lazer

Lança, R. (2004), Animação Desportiva e Tempos Livres, Perspectivas de Organização,

Editora Caminho, Lisboa.

Oliveira, António (2006)

Jogos

Populares

e

Tradicionais

Recreativa, Cultural e Social de Silveirinhos

Portugueses,

Associação

Sousa, Jenny (2010) “Museu, 3ª idade e animação: relações de enriquecimento”, Revista

práticas de animação, ano 4 nº3 Trilla, Jaume (2004) Animação sociocultural: teorias, programas e âmbitos, Lisboa,

Instituto Piaget

Webgrafia

http://www.anigrupos.org

http://www.socialgest.pt