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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL


FACULDADE DE BIBLIOTECONOMIA E COMUNICAÇÃO
CURSO DE BIBLIOTECONOMIA

Ana Oliveira da Cunha

Annie Casali

Priscila da Silva Lopes

Planejamento Estratégico para a Discoteca Pública Natho Henn

Porto Alegre

2008
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL


FACULDADE DE BIBLIOTECONOMIA E COMUNICAÇÃO
CURSO DE BIBLIOTECONOMIA

Ana Oliveira da Cunha

Annie Casali

Priscila da Silva Lopes

Planejamento Estratégico para a Discoteca Pública Natho Henn

Trabalho final para a disciplina de


Planejamento de Sistemas de
Informação, do curso de
Biblioteconomia, da UFRGS.

Orientação: Rosane B. Alegretti


Borges

Porto Alegre

2008
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SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO 4

2. DIAGNÓSTICO 5

2.1. ANÁLISE INTERNA 5

2.2. ANÁLISE EXTERNA 7

3. JUSTIFICATIVA 8

4. CONTEXTUALIZAÇÃO TEÓRICA 9

5. OBJETIVOS E METAS 11

6. IMPLEMENTAÇÃO DO PLANO 13

7. DETERMINAÇÃO DO ORÇAMENTO 14

7.1. RECURSOS HUMANOS 14

7.2. RECURSOS MATERIAIS 14

7.3. RECURSOS FINANCEIROS TOTAIS 15

8. CRONOGRAMA 16

9. CONTROLE 17

10. AVALIAÇÃO 18

REFERÊNCIAS 19
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1 INTRODUÇÃO

O presente trabalho consiste em uma proposta de um plano


estratégico a ser aplicado na Discoteca Pública Natho Henn com a
função de digitalizar e posteriormente informatizar todo o acervo da
unidade de informação.
Segundo Barbalho e Beraquet (1995), entende-se por
Planejamento Estratégico o processo utilizado para estabelecimento de
objetivos alinhados com as políticas, metas e princípios, bem como os
fatores de relevância ao meio ambiente organizacional levando-se em
conta o meio externo.
O planejamento estratégico adotado, juntamente com um
aumento de recursos financeiros, e com a expansão do atual espaço
físico, suficientemente fará com que a Discoteca ofereça seus serviços
aos usuários, de maneira mais eficiente, prática e rápida.
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2 DIAGNÓSTICO

2.1 ANÁLISE INTERNA: CARACTERÍSTICAS DA ORGANIZAÇÃO.

a) Missão :

Propõe-se a preservar, organizar e divulgar a produção musical


nacional e internacional em seus diversos suportes, tornando-se o
espaço adequado para pesquisadores, músicos e públicos em geral,
que busquem na música respostas para interesse de natureza diversa.

b) Visão:

Tornar-se referência no atendimento ao público interessado em


música, estimulando a leitura e audição através de um acervo
específico e diversificado.

c) Histórico
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Fundada em 1955 pelo músico que lhe dá o nome (e que


também foi o primeiro diretor), a Discoteca ocupou vários
espaços diferenciados (passando pelo museu do trabalho, uma
casa na praça Dom Feliciano, etc.) até ser transferida para a
Casa de Cultura Mario Quintana. Nathalio Henn nasceu em
Quaraí, no Rio Grande do Sul, em 27 de dezembro de 1901.
Integram a Discoteca a Biblioteca Armando Albuquerque,
especializada em música, um acervo de discos em vinil, Cds,
Dvds, vídeos e outras mídias para acesso público; a Auditório
Luis Cosme, salas de oficinas e exposições e espaço para
gravação; O Espaço Lupicínio Rodrigues que atende as audições
individuais, com fones de ouvido, de disco de vinil e CD
previamente selecionados pelo ouvinte; a Sala A4 – Irmãos
Moritz que realiza ofininas e cursos com número reduzido de
participantes; a Sala B4 – Radamaés Gnatalli onde são
realizadas exposições temáticas, realizadas em média de uma
ao mês.

d) Localização

A Discoteca Pública Natho Henn está localizada no 4º andar


da Casa de Cultura Mario Quintana, na Rua dos Andradas, 736, Centro,
Porto Alegre – RS. O telefone para contato é (51) 3221 7104. Os
horários de funcionamento são de terças a sextas, das 9h às 18h e aos
sábados e domingos das 14h às 18h.

e) Subordinação

A instituição está subordinada à Secretaria de Estado da Cultura


do Estado do Rio Grande do Sul.

f) Instituição mantenedora
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Atualmente depende da Secretaria da Cultura.

g) Avaliação da situação atual

No presente momento, a DNH encontra-se sem Diretor, sem uma


pessoa responsável pela parte financeira e administrativa.

O déficit de funcionários ocasionou a diminuição de usuários a


partir da década de 80, dificultando o acesso e a manutenção do local.
Todos os funcionários somente podem ingressar por meio de concurso
público, porém os concursos públicos para essa área foram
extingüidos.

Uma das maiores dificuldades é a falta de apoio e patrocínio, pois


enfrentam diversas burocracias com a Secretaria de Cultura do Estado,
onde diversos projetos de otimização não são aprovados. Outra é o
espaço físico, pois além de ser pequeno não há perspectivas de
expansão.

h) Estrutura de recursos humanos

Bibliotecária- chefe: Eloísa Franzein Dernd

Bibliotecárias: Ionice Prado de Oliveira


Maria Cecília da Silveira
Técnica em Assuntos Culturais: Lúcia Maria Bossato
Auxiliar Administrativa: Rosângela Teixeira

i) Usuários

Atende o público em geral interessado em música.

j) Pontos fortes e fracos


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Os pontos fortes da Discoteca são, primeiramente, o acervo


especializado (partituras, LP’s, recortes de notícias musicais, livros
específicos, etc.) além do atendimento das audições individuais, com
fones de ouvido, de disco de vinil e CD previamente selecionados pelo
ouvinte.

Os pontos fracos são, o quadro de funcionários insuficiente para o


atendimento, o espaço físico limitado e a visível falta de recursos que
desestimula a visitação à Unidade de Informação.

2.2 ANÁLISE EXTERNA: CONCORRENTES, OPORTUNIDADES,


AMEAÇAS.

A principal concorrente é a Biblioteca do Instituto de Artes da


UFRGS, que conta com um maior acervo além da maior parte ser
informatizada. A ameaça é a falta de comprometimento da Secretaria
de Cultura do Estado com a instituição.
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3 JUSTIFICATIVA

O planejamento estratégico visa os pontos fracos da DNH, criando


um ambiente atrativo onde o usuário sinta-se à vontade, e possa
ampliar seu conhecimento musical. Assim, pretende-se aumentar a
circulação de usuários e a implementação de novas tecnologias,
conseqüentemente oferecendo um maior acesso.
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4 CONTEXTUALIZAÇÃO TEÓRICA

A discoteca surge com o propósito de divulgar, integrar, e levar a


música e sua história para o público. É de suma importância seu acervo
para alunos de música, ou simplesmente admiradores desta arte. Como
maior parte de seu acervo especializado trata de LP's, um instrumento
pouco utilizado atualmente, este lugar torna-se não somente um
“depósito”, mas sim um local onde encontram-se raridades de grande
relevância para a sociedade.

Com o imediatismo do século XXI, e o surgimento cada vez maior


de novas tecnologias, este tipo de acervo já não está mais no foco da
procura. Essas novas tecnologias, como MP3, facilitam o acesso,
fazendo com que o usuário não procure por outros meios de veiculação
da música.

Segundo Côrte (2002, p. 18):

[...] A automação dos serviços de


informação surge como elemento-
chave para que os sistemas de
informação se aperfeiçoem e se
expandam, provocando também
mudanças nos hábitos de acesso e
uso da informação.

Portanto, é válido e indispensável que a UI atualize-se conforme a


demanda de informação. Exercendo sua função de Discoteca, mas em
constante e possível atualização.

Para maior acesso à DPNH, a informatização do acervo seria o


ideal para a disseminação do seu conteúdo, gerando facilidades ao
usuário na pesquisa de partituras, LP's, livros, notícias, etc, podendo
acessar as informações em sua casa e assim se deslocar até a Unidade
de Informação, sabendo o foco de sua procura.
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Silva e Pacheco (2002, p. 51) afirmam que: “A automatização de


bibliotecas permitiu [...] a geração automática dos catálogos usados
para oferecer aos usuários a informação que requeriam das coleções
[...] que integravam a biblioteca.”
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5 OBJETIVOS E METAS

Objetivo Geral : digitalização e informatização do acervo.

Objetivos Específicos e Metas:

1 Aumentar o número de computadores;

1.1 Informatizar o acervo no prazo de um ano.

1.2 Disponibilizar o acervo em rede conforme a


informatização ao decorrer do ano.

2 Providenciar Sistema de segurança;

2.1 Adquirir 50 mil etiquetas anti-furto.

2.2 Adquirir 1 par de antenas de segurança.

2.3 Adquirir 1 ativador e reativador de etiquetas para o


balcão de atendimento.

2.4 Solicitar 1 guarda de segurança à administração da


Casa de Cultura.

3 Contratar estagiários especializados;

3.1 Divulgar três vagas de estágio, junto a Fabico, Escola


Técnica e agências de estágio.

3.2 Realizar entrevistas, pelo período de 15 dias.

3.3 Selecionar uma vaga para graduando de Museologia e


duas para graduandos de Biblioteconomia.

4 Adquirir novos equipamentos;

4.1 Adquirir 6 computadores Positivo, por meio de parcerias.


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4.2 Adquirir uma impressora multifuncional.

5 Divulgar o acervo e a própria Biblioteca;

5.1 Realizar exposições temáticas.

5.2 Realizar eventos musicais no Auditório.


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6 IMPLEMENTAÇÃO DO PLANO

A solicitação de guarda de segurança deverá ser feita pela


Diretoria da biblioteca.

A bibliotecária-chefe será responsável pela contratação dos


estagiários. Deverá entrar em contato com as empresas integradoras e
selecionar os candidatos mais aptos ao serviço.

A auxiliar administrativa realizará orçamentos detalhados para


compra do material necessário à execução do projeto, como
equipamentos, mas caberá à bibliotecária-chefe a decisão final de
compra. A auxiliar administrativa terá importante papel em tentar
parcerias para compra dos equipamentos e materiais. Seria
interessante enviar a proposta do projeto para apoiadores da cultura,
como o Grupo RBS ou o Banco do Estado (Banrisul). Porém, a
Secretaria de Cultura deve receber este projeto em primeira-mão, para
que a Lei de Incentivo (Lei nº 10.846, de 19 de agosto de 1996)
contribua para este projeto. Também fará contato com empresas
especializadas para instalação das redes de segurança.

Os estagiários atualizarão a lista de e-mail e serão


responsáveis pelos boletins informativos, bem como elaboração e
colocação de cartazes em lugares alternativos.

Será realizada uma força de trabalho com todos os funcionários


da biblioteca para colocação e instalação dos novos equipamentos
adquiridos para biblioteca. Caso seja necessário, a auxiliar
administrativa deverá contatar um técnico em informática para
instalação dos computadores.
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7 DETERMINAÇÃO DO ORÇAMENTO

7.1 RECURSOS HUMANOS

Quantidade Habilitação Função Carga Salários – Salários –


Horária Custo Mensal Custo Anual

2 Estudante de Estagiário 20 hs R$ 500,00 x 2 R$12.000,00


graduação em semanais + = R$ 1.000,00
biblioteconomia 1 plantão
ao mês por
final de
semana

1 Estudante de Estagiário 20 hs R$ 500,00 R$ 6.000,00


graduação em semanais +
museologia 1 plantão
ao mês por
final de
semana

Total R$ 18.000,00

7.2 RECURSOS MATERIAIS

Itens Quantidade Valor Unitário Valor Total

Etiquetas antifurto 50.000 R$ 0,80 R$ 40.000,00

Antenas de 1 par R$ 1.800,00 R$ 1.800,00


segurança

Desativador e 1 R$ 235,00 R$ 235,00


Reativador de
etiquetas

Computadores 6 R$ 2.199,00 R$ 13.194.00

Impressora Multi 1 R$ 329,00 R$ 329,00


funcional

Total R$ 55.558,00

7.3 RECURSOS FINANCEIROS TOTAIS

Recursos Humanos R$ 18.000,00

Recursos Materiais R$ 55.558,00


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Total R$ 73.558,00
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8 CRONOGRAMA

MESES
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
AÇÕES
Divulgação do
1 x 1 x 1 x 1 x 1 x 1 x 1 x 1 x 1 x 1 x 1 x 1 x
acervo através
por por por por por por por por por por por por
de boletins
sem sem sem sem sem sem sem sem sem sem sem sem
informativos
ana ana ana ana ana ana ana ana ana ana ana ana
Aquisição de
etiquetas anti-
X
furto e antenas
de segurança
Informatização
X X X X X X X X X X X X
do acervo
1 x 1 x 1 x 1 x 1 x 1 x
Informatização
por por por por por por
do acervo em
sem sem sem sem sem sem
rede
ana ana ana ana ana ana
Aquisição de
ativador e
X
reativador de
etiquetas
Instalação das
redes de X
segurança
Solicitação de
guarda de
segurança à
X
administração
da Casa de
Cultura
Divulgação de
vagas de X
estágio
Seleção de
X
estagiários

Adquirir 6
X
computadores
Colocação dos
novos X
equipamentos
Colocação de
cartazes de
X
propaganda da X X X X X
DPNH
Realização de
exposições X X X X
temáticas
Realização de 1 x 1 x 1 x 1 x 1 x 1 x 1 x 1 x 1 x 1 x 1 x
1 x
eventos por por por por por por por por por por por
por
musicais no mês mês mês mês mês mês mês mês mês mês mês
mês
auditório
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9 CONTROLE

Controle, segundo barbalho e Beraquet (1995), é assegurar


que o trabalho está sendo executado de acordo com os planos.
Controle e avaliação andam juntos e são etapas que ajudam a
contribuir com o planejamento e para se atingir as metas e objetivos
determinados primeiramente.

O controle das mudanças e inovações deve ser feito pela


equipe de trabalho, juntamente com explicações freqüentes aos
usuários, a respeito do novo funcionamento da unidade.

Acredita-se que não haja necessidade de corriqueiras reuniões


entre funcionários e direção, ou seja, toda a equipe, pois são mudanças
fixas, como espaço físico e local, e meios de trabalho melhores além de
mais eficientes.

Porém são necessários encontros entre a equipe uma vez a


cada três meses, para esclarecimento de como anda o funcionamento
da unidade. Além de exposição por parte da diretora administrativa, de
dados e números estatísticos, comparando como era antes e como está
se saindo a partir do momento em que se instituiu o planejamento.
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10 AVALIAÇÃO

O planejamento estratégico nesta Unidade de Informação é


extremamente importante.
Após um curto período inicial – não determinado, pois há
dependências físicas e financeiras - espera-se que aumente a
satisfação dos usuários, em decorrência das facilidades propostas.
Após um ano, pretende-se oferecer todo o acervo informatizado e
digitalizado, diferentemente de como é oferecido atualmente, afinal,
existirá um maior numero de computadores e profissionais disponíveis.
Espera-se que ao fim da implementação do projeto, os objetivos
tenham sido atingidos, e a DPNH tenha se tornado referência a partir
de seu acervo especializado.
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REFERÊNCIAS

BARBALHO, Célia Regina S.; BERAQUET, Vera Silvia M. Planejamento


Estratégico: para unidades de informação. São Paulo: Polis. 1995