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SOCIEDADE E CULTURA NA OBRA “MÃE PRETA”

(1912), DE LUCÍLIO DE ALBUQUERQUE

XIII ENCONTRO DE HISTÓRIA DA ARTE SARAH DUME


ARTE EM CONFRONTO: EMBATES NO CAMPO DA HISTÓRIA DA ARTE HISTORIADORA – UNIMEP
IFCH - UNICAMP sarah.dume@hotmail.com

CAMPINAS
SETEMBRO DE 2018
LUCÍLIO DE ALBUQUERQUE. MÃE
PRETA, 1912. ÓLEO SOBRE TELA,
180X130 cm. SALVADOR, MUSEU
DE BELAS - ARTES DA BAHIA.
Lucílio de Albuquerque nasceu em Barras, no Piauí, em 1877 e em 1896
ingressa como aluno livre na Escola Nacional de Belas Artes e torna-se
efetivamente matriculado em 1901.

Em 1906 obtém o prêmio de viagem através da premiação recebida por


sua obra “Anchieta escrevendo poema à virgem”, onde até 1911, ano de
sua volta ao Brasil, frequenta École Nationale Supérieure des Beaux-Arts
e a Académie Julian. Lá, experimenta de técnicas impressionistas, LUCILIO e Georgina de Albuquerque,
pintores. Fonte: Acervo Digital da Biblioteca
juntamente com uma influência simbolista proeminente em muitos Nacional. Acesso: agosto de 2018.

trabalhos do período.

Tem participação ativa dentro da Escola Nacional de Belas Artes onde


fora diretor entre os anos de 1937 e 1938, além de ser amplo divulgador
da cultura artística do Brasil. Falece em 1939.
MODESTO BROCOS: A redenção de
Cam, 1895. Óleo sobre tela, 199x166 cm.
Rio de Janeiro, Museu Nacional de Belas
Artes.
ANTONIO FERRIGNO: Mulata quitandeira, c. GUSTAVO GIOVANNI DALL'ARA: Tarefa pesada
1893-1903. Óleo sobre tela, 125x179cm. São (Favela), 1913. Óleo sobre tela, 120,4x90 cm. Rio de
Paulo, Pinacoteca do Estado. Janeiro, Museu Nacional de Belas Artes.
ARMANDO VIANNA: Limpando metais, 1923. Óleo
sobre tela, 99x81 cm. Juiz de Fora, Museu Mariano
Procópio.
MODESTO BROCOS Y GOMEZ: Engenho de mandioca, 1892. Óleo sobre tela, 54x75 cm. Rio
de Janeiro, Museu Nacional de Belas Artes.
OBJETIVOS DESENVOLVIDOS AO LONGO
DA PESQUISA:

▪ Busca pela compreensão das premissas que poderiam ter levado Albuquerque a representar os
atores em cena da forma a qual foram apresentadas no resultado final de sua obra;

▪ A representação da mulher negra no âmbito do trabalho entre obras do final do XIX para o
XX;

▪ Contexto efervescente: o período do pós abolição, o fim do regime monarquista e o


estabelecimento da República; a transição entre Academia Imperial de Belas Artes para Escola
Nacional de Belas Artes;

▪ A geração de artistas do início da Primeira República: entre o histórico e o moderno.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CHRISTO, Maraliz de Castro Vieira. Algo além do moderno: a mulher negra na pintura brasileira no início
do século XX. 19&20, Rio de Janeiro, v. IV, n. 2, abr. 2009. Disponível em:
<http://www.dezenovevinte.net/obras/obras_maraliz.htm>.

CHRISTO, Maraliz de Castro Vieira. O esquartejamento de uma obra: a rejeição ao Tiradentes de Pedro
Américo. Locus-Revista de História, v. 4, n. 2, 1998.

GRINBERG, Piedade Epstein. Lucílio de Albuquerque na arte brasileira. 19&20, Rio de Janeiro, v. III, n. 3, jul.
2008. Disponível em: <http://www.dezenovevinte.net/artistas/la_peg.htm>.

SIMIONI A. P., & STUMPF, L. (2014). O Moderno antes do Modernismo: paradoxos da pintura brasileira no
nascimento da República. Teresa, (14), 111-129.

DE SOUZA, Vanderlei Sebastião; SANTOS, Ricardo Ventura. O Congresso Universal de Raças, Londres,
1911: contextos, temas e debates. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas,
v. 1, n. 1, p. 745-760, 2012.