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INTRODUÇAO

Tudo começou há muitos anos atrás. Eu ainda era menino, nem


imaginava que um dia poderia estar aqui escrevendo essa história.
Nessa época, meu pai já havia falecido e minha mãe vivia no limite das
contas com pouco que ganhava do governo e das atividades que realizava
na casa de algumas pessoas amigas. Naquela época, tudo era difícil,
além de mim, existiam mais oito irmãos para pobre mulher de ferro dar
de conta. Lembro-me de poucos momentos dessa época, brigas e aventuras
que vivi me faziam fugir de casa por diversas vezes. Com uma infância
bastante frustrada e sem muitos mimos e confortos fui crescendo ao
lado de amigos que me ajudaram nessa dura vida sem destino muito
certo. Ao lado deles vivi aventuras, perigos e confusões até com
alguns briguei, com outros caminhei lado a lado e compartilhei a minha
dura realidade de vida. Dura em parte, por que apesar da grande
necessidade que passamos Deus sempre nos supriu com graça em tudo.
Deus que não desampara as viúvas. Ele foi fiel com minha mãe que na
longa jornada nos ensinou o caminho certo a prosseguir.

Em todo percurso da minha vida não tive muitas experiências


com o amor, esse assunto não foi muito frequente em minha vida. Meus
pais não me falaram sobre isso, a escola muito menos. Na igreja obtive
alguns exemplos de amor, o mais importante deles foi do próprio Deus,
que deu seu filho unigênito para que todo aquele que nele crer não
pereça mais tenha a vida eterna. Mas não é sobre isso que estou
falando, estou tentando dizer, que sem direção de vida eu apenas
prosseguia vendo os anos passar sem ter uma real pespectiva de que a
vida poderia ser muito mais do que aquilo que vivenciava. Nessa
história poucos sentimentos brotaram em meu coração, alguns amores até
surgiram, mas nada era de fato algo digno de ser lembrado.

Nesse processo de vida, vivi com pessoas que ao longo dos


meus anos foi se tornando de forma bastante particular, parte da minha
vida. Entre esses uma marcou profundamente minha vida. No principio
era apenas mais uma menina mimada que vivia na minha rua e que de
longe a contemplava. Naquela época apesar da admiração, tinha certo
repúdio, ela parecia alguém muito longe da realidade que viva, sentia
certa altivez nas suas ações, na certa eu era a ultima pessoa que ela
pensava naqueles dias. Lembro-me do seu jeito encantador e alegre, seu
sorriso que nunca sai da minha memoria, do seu velho short branco
justo, bem alinhado, que me tirava muitas vezes à atenção, porém, me
recordo do seu jeito arrogante e prepotente de ser que apesar de
admira-la me gerava tamanho ódio no coração. Apesar da distância,
minha prima era sua “leal” amiga... Foi nessa amizade que convivi um
pouco mais de perto com ela, e claro, apenas contemplando aquela
menina que parecia perdida assim como eu no que diz respeito ao amor,
e é dela que quero falar...

Os anos passaram, cresci, esqueci... Até o dia em que


novamente ela retornou. Dessa vez, algo muito diferente aconteceu.
Apesar de morarmos tão perto não tinha contato com ela. Perdida como
imagina, ela engravidou, de aventuras e namoros incertos, aquela
mulher admirável que me causava raiva e alegria ao mesmo tempo,
reaparece de uma forma que nunca vi, nem imaginara que viria. Ao
certo, uma nova história em sua vida começava, sua graça e beleza
seriam partilhadas por outro ser, gracios0. Não tenho como descrever o
que a maternidade causou em sua personalidade, mais, tenho certeza que
algo muito forte aconteceu. É nessa nova fase de vida, que em fim
tudo começou...

CAPÍTULO I

Um passo para AMIZADE um caminho para o AMOR

Eu tinha mais ou menos 23 anos ela seus 28 e meio,


morávamos umas dez casas de distâncias. Nossas vidas eram
distintas até esse momento, quando então, depois de anos sem
contato direto começamos uma amizade que não sei bem como se
iniciou. Nessa fase da vida ela tinha trilhado caminhos bem
diferentes do meu, em um desses, ela deu a luz a sua primeira
filha. Eu tinha começado a trabalhar, os sentimentos de menino e
admiração por aquela bela mulher não eram mais importantes. Ao
passar de alguns anos sua filhinha já crescida e sua amizade com
uma de minhas primas, me permitiram uma aproximação. Dessa vez,
era claro, como ela olhava para mim com um olhar diferente do
que outrora eu imaginava. Entre encontros e festas familiares em
que, tanto eu como ela participava, e com a mudança repentina na
vida da minha prima que passava por uma mudança, estava
organizando sua nova casa e que mais a frente serviria de palco
para uma nova historia, nossa amizade então surgir. O nosso
primeiro passo a uma linda amizade havida sido dado, entre
encontros e longas conversas na varanda da casa da minha prima,
sua amiga, foi onde fui conhecendo o verdadeiro coração que
pulsava alí dentro. Foi em uma dessas reuniões de fofoca e
conversa que passei a descobrir fatos importantes da vida dela.
Parecia incrível, apesar dos anos ela parecia intacta, seu
sorriso blindado estava lá protegido. Parece que as dificuldades
que passou não ofuscou aquele esplendoroso sorriso que me deixa
completamente perdido ao vê-lo. No dia-a-dia, percebi seu
interesse em me conhecer, isso era incrível, mal podia imaginar
que aquela mulher que jamais imaginei gosta de mim estava se
tornando uma pessoa extremamente especial. Eu logo me apaixonei,
era tudo muito confuso e surreal, nada estava posto e talvez
fosse apenas delírio da minha mente, aquilo não poderia ser de
fato verdadeiro, não poderia compreender naquele momento o que
estava por acontecer. Porém, se tornou uma rotina nossa. Agora
tinha data e hora marcada para passamos horas conversando.
Lembro-me que tudo começava bem cedo, logo após o sol se por.
Mal esperava e ela já estava sentada vendo, lendo ou rindo de
alguma coisa. Era impossível não ver, a dita varanda ficava bem
enfrente a minha casa e que por algumas vezes fazia questão de
estar por ali quando a hora do encontro se aproximava. Eu já não
trabalhava mais, e estudava para entrar na universidade, e era
isso que mais fazia até os encontros com ela começarem. Pela
primeira vez, ela tinha gravado em seu celular meu telefone,
lembro-me de algumas vezes até de proposito não descer para
estar com elas, apenas para ouvir o telefone tocar e ser ela me
convidando para o encontro na varanda da velha casa do meu tio
que por hora minha prima há habitava. Nossa amizade crescia a
cada noite, até que se tornou comum nosso convívio, ela passa na
minha casa de vez enquanto apenas para dizer “diz Paulo” àquilo
era extraordinária. Eu também já frequentava sua casa, sempre
que algum computador quebrava me chamava para consertar. Com o
passar do tempo ficamos mais e mais amigos e admiração que
sentia se tornou em um profundo sentimento que foi muito difícil
de entendê-lo. Toda raiva que sentia daquela menina prepotente
que vestida em seu curto e colado short branco chamava atenção
de todos, fora embora dando lugar ao uma verdadeira admiração.
Foi incrível lembro-me de uma noite em que compartilhava comigo
fatos da sua vida, nessa altura da historia já havia vivido
tanto momentos juntos, que nossas conversas passaram a um grau
maior de intimidade, compartilhávamos dos nossos sonhos e
desejos, e em algumas ocasiões me via sendo orientado por ela
sobre o que deveria fazer na minha vida já que eu não tinha
filhos. Como já disse, ela tinha uma linda menina, de cabelos
lisos dotada do mesmo sorriso encantador que ela possuía, tão
pequena como era estava sempre chamando a sua atenção, lembro-me
de diversas vezes sermos interrompido por ela com alguma questão
bem interessante, na sua maioria era pedindo para ir pra casa.
Era difícil entendê-la, apesar da forte amizade, ela não se
abria com relação ao seu passado, e confesso que existia uma
profunda curiosidade em mim de saber o que aconteceu com ela
nesses anos em que as aventuras do passado cessaram. Eu vivia
diariamente em um grande conflito, aquilo não era normal, pelo
menos na minha cabeça, como eu poderia estar gostando de alguém
que me trouxe tanto ódio, e que apesar de admiração pela menina
energética de anos atrás que não me percebia nem mesmo para um
educado cumprimento. Eu não entendia. Ainda muito jovem e agora
com grande sentimento rasgando o coração deixei as coisas
acontecerem como deveriam acontecer, sem saber como agir diante
da situação que se apresentava. Era de admirar, cada noite
parecia que aquela mulher se vestia de beleza, eu fazia de tudo
para torna a ver aquele sorriso que não saia da minha cabeça,
sem falar no seu cheiro, que penetrava tão profundo que tirava
um pouco o folego. Ficamos alguns anos nessa rotina, onde tudo
se repetia a cada dia, e apesar de não revelar o que sentia
realmente em meu coração, minhas intenções não ficaram mais às
escondidas. Alguns amigos e principalmente minha prima que
sediava na maioria das vezes os papos na varanda, começaram a
perceber o carinho que tinha pela preciosa mulher na qual tinha
resolvido ama-la incondicionalmente. E na verdade tudo realmente
havia mudando, depois de dias e dias juntos em conversas
diversas não era apenas amizade àquela dor no peito que sentia
quando ela não aparecia. Era como uma pedra dentro do peito, e
aquilo só passavam quando novamente a via. De certo, ela já
havia tomado minha alma completamente, minha mente, meu coração.
Estava entregue a minha primeira paixão.

Nos meses seguintes coisas aconteceram que me fizeram e


me deram espaço para de alguma forma demonstrar que estava
apaixonado. Além da prima, que me envergonhava sempre com
indiretas a respeito do que sentia. Certa noite tomei coragem e
toquei uma música em meu celular para ela que dizia assim:
“estava satisfeito só em seu teu amigo, mas o que será que
aconteceu comigo....” algo ridículo, que sinceramente ela não
levou muito em consideração, contudo ficava cada vez mais claro
que apesar de não esboçar qualquer sentimento com relação a mim,
ela gostava da ideia de ter alguém apaixonado por ela. Pelo
menos era assim que imaginava.

No meio dessa grande novidade em minha vida, existia


algo em meu coração que me impedia de tentar algumas coisas,
embora em algumas ocasião fui além das minhas convicções
demonstrando o que sentia por ela. Na igreja em que cresci,
aprendi algo que ao longo da vida percebi que de fato era
realidade, apesar do amor que já sentia por ela, sua condição
espiritual, me impedia de arrisca qualquer coisas com relação ao
que sentia. Minha convicção em Deus e nos seus ensinamentos são
maiores do que qualquer coisa e não abriria mão por uma
tentativa incerta e que possivelmente levaria um não ou sofreria
os prejuízos de um jugo desigual. Apesar de essas convicções
serem fortes em meu coração eu continuei alimento tal sentimento
que hora era bom de sentir, hora me trazia uma angustia
desafiadora.

Tudo já era maior que eu mesmo, não dava mais pra tirar
aquilo do coração, era tudo completamente novo, e não sabia mais
o que fazer. Ela não saia mais da minha cabeça, vivia em meus
sonhos, queria estar com ela todo tempo. Lembro-me de um dia ter
que precisar viajar com a turma da igreja, e compartilhei com
ela que precisava de uma camiseta de frio e não tinha nenhuma
pra levar, nessa conversa conseguir que ela me emprestasse o
dela. Certo dia antes da viagem ela trouxe um velho agasalho
listrado que parecia não caber em mim, eu fiquei muitíssimo
feliz, por ela ter me cedido algo tão particular, meu coração
vibrava de emoção. Na primeira noite no lugar para onde viajei
dormi vestido com velho agasalho dela, pesando nela envolvido no
cheirinho que soltava dele... Na tentativa de fugir do frio o
velho agasalho rasgou... Apesar de entrar em mim não era algo
feito para um tamanho grande como eu. Ao retorna eu a devolvi o
velho agasalho pedindo desculpas pelo acidente, ela pediu pra
não se preocupar ele já era velho mesmo... Continuamos assim de
conversa em conversas, por um longo tempo.

Foi então que minha prima consegue um emprego, e tudo


mudaria as conversas, os encontros e tudo mais. Mais o fato da
minha prima ter conseguido um emprego não foi à mudança mais
dramática dessa história, algo completamente desavassalador
estava por acontecer. Algo que temia muito que a acontecesse, e
esperava por isso a todo o momento. Além de não esboçar maiores
reações com relação aos meus sentimentos para com ela, todos
sabiam da minha paixão pela bela mulher que inspirou minha
infantil e que fez confusão aos meus sentimentos. Já não
bastasse a quebra da rotina que já estávamos praticamente
acostumados, eu precisava me dedicar novamente aos estudos.
Queria entrar na Universidade Federal da minha cidade, algo
difícil naquela época, mais tinha um sonho de ser aprovado então
lentamente retornei a rotina de estudos já que os encontros ao
por do sol, não eram mais algo rotineiro. Passei pela fase mais
dolorosa da minha vida sentimental, nem a morte do velho homem
chamado de meu pai, mexeu tanto como meu coração. O que de fato
não esperava, e que seria a situação mais dramática nessa
história estava por acontecer. Mais isso detalharei no próximo
capítulo....

CAPÍTULO II

DO AMOR AO RESPEITO

Começar esse capítulo dessas historia é bastante


difícil pra mim... Relembrar aqueles momentos de dor e tristeza
é um tanto difícil, por que novamente aquela linda mulher que me
trazia ódio e alegria ao mesmo tempo, e que em um processo lindo
de convivência se tornou parte da minha vida como nenhuma outra
pessoa, tornou a gerar em mim esses sentimentos duplos.

Nesse ponto meu amor por ela já estava gravado no


coração, não havia mais nada que pudesse apagar aquilo de dentro
de mim, era algo inexplicável, mesmo depois da grande decepção
que ele estava por passar.

Após o fim dos nossos encontros na velha varanda da


casa que serviu de palco para o início de uma linda amizade e um
eterno amor, as coisas mudaram de uma forma “apocalíptica” pelo
menos para o meu pobre coração.

Já não eram mais rotina nossos encontros, pouco nos


víamos, apenas nas suas passadas pela rua que apesar de tudo
nunca se esqueceu de que eu morava alí, na oportunidade fazia
questão de me cumprimentar. Isso era muito ruim, percebia que a
distancia dela me trazia certo desconforto com relação ao que
sentia. Por algum motivo ela manteve encontros em outros lugares
a convite da minha própria prima que tanto ponteou aquele
romance e que por vezes tentava nos ajudar com o sentimento que
não queríamos que florisse. Eu não a culpo pelo que aconteceu,
mas, certamente aquilo me deixou completamente triste com ambas.
Acreditei profundamente que em todo tempo fui ridicularmente
enganado por sentimento incorrespondido e falso, que talvez não
quisesse acreditar que seria. Foi então que alguém talvez
provido de algo muito mais além do que eu, apareceu!. O fato
aqui é que não sei bem como esse personagem apareceu nessa
historia, só sei que ele causou muitas transformações tanto na
minha vida como na dela. E quero compartilhar como vi isso
acontecer...

Acordei naquele dia como em todos os outros, o sol era


forte na minha janela, pássaros cantavam lá fora, era um sábado
e minha casa já estava cheia de família que adora nos visitar
nos finais de semana. Levantei, e seguir até o outro quarto para
ver ser minha mãe já estava de pé, depois fui ao banheiro e
então desci ao encontro dos visitantes da rotina matinal dos
finais de semanada da minha casa. As horas se passaram como
relâmpago naquele dia, e nada conseguia fazer, nesse dia não
tive nenhuma notícia dela, e não entendia por que aquele
sentimento não passava, já não era algo lindo como antes, mais
mesmo assim não conseguia tirar a princesa dos meus pensamentos.
Ao cair da noite, ao encontrar com a minha prima que a principio
foi cupido dos nossos encontros, me dar à notícia mais terrível
daquele dia. Então se dirigindo a mim, pôs suas mãos sobre as
minhas, nossos dedos se entrelaçam e a primeira frase que disse
foi a seguinte:

- vida boa!!!

E depois a terrível noticia que simplesmente abalou


minha estrutura na mesma hora. Então ela continuou:

-Tu tais sabendo da novidade... e é claro, disse que


não.

Então fui oficialmente informado dos fatos. Ela estava


namorando. Ao receber a notícia me comportei como quem não
ligasse muito, mais ao subir para meu quarto não tiver como
conter aquela dor e raiva que penetrava minha carne e pontadas
esfaqueava meu coração. Lamentei profundamente ter dado lugar
aquele sentimento, me sentia feio, tão incapaz, tão ridículo, um
desprezo tomou conta de mim que se pudesse arrancaria aquele
coração para não sentir aquilo novamente. O ódio daquela mulher
voltou a mim e por mais que tentasse apagar aquela dor não saia
de mim. Eu ainda não os havia vistos juntos, mais tinha certeza
que esse dia viria, e isso era mais desesperador. Naquele
momento tudo era confuso, não entendia por que tinha que ser
daquele jeito, eu tinha certeza que ela gostava de mim, eu
queria acreditar, aquilo me fazia bem, mais o choque do desprezo
é sempre maior do que qualquer outro sentimento. Me senti
humilhado, e agora preso aquele fato, precisando levar a vida.
Caí em uma profunda melancolia que pensei que não iria mais
passar. Aquele dia terminou para mim como se fosse o ultimo,
parecia que tudo havia acabado mais Deus ainda não havia
terminado de completar os sonhos em minha vida. E eu sabia
disso, e precisa levantar e continuar. Desfaleci por dias, e o
amargo da minha alma por causa daquela situação que me consumia,
não deixava as lembranças dos momentos juntos ir embora. Agora
eu não tinha mais vontade de vê-la, nem de encontra-la, nada.
Apenas queria que ela não existisse mais. Os dias seguintes
foram bastante difícil, quebrado emocionalmente, meus estudos
declinaram drasticamente. Minhas atividades da igreja não tinha
o mesmo sabor. Tudo que queria era esquecer tudo aquilo e apagar
do coração. Apesar de quere muito, não foi fácil assim esquece-
la, apagar aquele sentimento tão real e sincero que existia
dentro de mim.

Meses se passaram e ela ainda continuar nos meus sonhos


e na minha mente, vejo quase que diariamente sua mãe passando
pela rua e isso de certa forma me remete a ela, o jeitinho dela
de caminha de falar comigo me corta o coração e novamente me
sufoca na profunda dor que parecer rasga meu peito. A essa
altura apesar dar dor que sinto já me acostumei com sua falta e
com a realidade que se segue. Apesar disso permaneço com mesma
sensação de que me levaram embora alguém muito especial sem me
dar a oportunidade de vê-la pela ultima vez, e essa angustia de
que não poderia mais ser como éramos antes me traz uma forte
vontade de não existir. Sinceramente, a dor e indescritível, é
algo seco, sem cura, sem sentido... Você pensa que estar ficando
louco, e a única vontade desesperada que tem são de encontrar
aquele ser que te deixou naquele estado. Como já imaginava certo
dia ao sair da velha casa onde tudo começou, onde as conversas
se prolongavam por horas, onde de fato me apaixonei, dei de
encontrou com o que jamais desejava que acontecesse. Pela
primeira vez dei de cara com ladrão que me roubou o tesouro mais
valioso da minha vida. Essa imagem ainda é nítida na minha
mente, eles dois descendo ao encontro da varanda, eu já estava
indo embora, tudo poderia ser diferente, por que não fui mais
cedo, por que eles não demoraram um pouco mais. Não sei. O que
sei é que os encontrei de mãos dadas bem próximo da porta de
entrada. Ela olhou meio que não me conhecia e disse a velha
frase soando meu nome, como se eu não fosse um amigo especial e
sim qualquer pessoa que ela conhecia o nome. Então ele disse:
Diz Paulo! Eu, eu não lembro qual foi minha reação naquela
noite, lembro-me do homem que segurava sua mão, mais ou menos a
estatura dela, olhos grandes, calvo... E é claro, ele certamente
não imaginava quem eu era. Eles simplesmente entraram como se
não me conhecessem, eu segui para casa e dessa parte eu lembro,
por que tudo que senti no primeiro dia, voltou com a mesma
intensidade... O jeito era se trancar no banheiro, e tentar
abafar o gemido do coração com o som das águas encontrando o
chão... Naquele dia, lembro-me, as águas do chuveiro se
confundiam com minhas lagrimas e eu novamente sentir a enorme
vontade de não existir. Depois daquela noite, não os vi mais
juntos por um longo período, e isso de certa forma, apesar das
lembranças, me permitiram seguir em frente.

Os sentimentos que me consumiam durante esses momentos


era algo particular meu, eu não os compartilhava, nem mesmo com
os amigos. Ela então nunca imaginou como tudo aquilo me fez
sofre, e eu sinceramente não a culpo em nada, nem nos fatos da
infância nem nas escolhas que fez depois que a conheci
verdadeiramente. O fato é que apesar de toda dor causada eu
tinha uma afeto tão profundo por ela, que não sei como explicar,
só sei que apesar de tudo eu a amava. [

Os anos passaram, muitas coisas mudaram, já estou


tranquilo com relação aos sentimentos pela bela menina de short
branco, porém, não consigo esquecê-la. Algo profundo ela deixou
gravado no meu coração. Toda raiva, ou qualquer desprezo que
tinha por ela passaram, e apesar de tudo ser tão recente eu
escolhi acalmar o coração e desejar que ela em primeiro lugar
estivesse realmente feliz. Algo surpreendente começou a mudar em
meu coração, apesar de querê-la, sua felicidade passou a ser o
fator de maior importância pra mim. Minhas orações passaram a
ser em seu favor para que Deus abençoasse sua vida. Tudo mudou
drasticamente quando em fim quando descobri que ela havia de
fato indo morar com o tal homem de olhos grandes e baixa
estatura. Foi quando em fim tudo mudaria em meu coração. Lembro-
me de momento perdido em pensamento, acreditando que de fato
aquilo era o melhor para ela, era de alguém assim como aquele
rapaz que era precisava. Como o passar dos dias gerei em meu
coração um respeito por ela, e tentei ao máximo afogar a amor
que sentia... Que apesar de tentar eu não conseguir. A forma de
não complicar os sentimento foi mudar a maneira de ama-la já que
jamais, pelo menos era o que pensava, poderia ter aquela mulher
em minha vida. Foi então assim então que a bela menina de short
branco se tornou parte de mim, mesmo estando longe e fora da
minha realidade mudou sobremaneira minha vida.
Ela em fim foi embora não apenas da minha vida como da
rua. Agora estava “casada” e de acordo com meus princípios
bíblicos não existia esperança alguma que me ligasse a ela
novamente, e por isso, e somente por isso, eu a escondi no meu
coração com todo carinho e respeito. Levo muito a sério o
casamento, e como Deus nos ensinar não se deve voltar a traz
depois de um passo assim, e dia a dia, acreditava que em tudo eu
estava certo, ela precisa em fim ter encontrado alguém como
aquele rapaz, e seguir com sua vida.

Foi então que voltei à rotina de estudo e as atividades


da igreja retornaram a todo vapor, tudo estava muito bem, eu
havia esquecido todo choque e dor que outrora tinha sentido,
contudo ela estava ali. Não muito raro, eu a havia em fotos
atualizadas em seu perfil do então badalado ORKUT e aquilo me
mostrava como ela estava feliz e não era mais ciúmes ou inveja
que surgiu no coração mais uma alegria de vê-la em fim feliz.
Era esquisito, mais aprendi a ama-la daquele jeito. Era estranho
ver os dois juntos mesmo por foto, mais a blindagem do casamento
me impôs no caminho certo, e me forçaram a tirar o sentimento
mais forte por era do meu coração, que apesar de querer não foi
possível, aquilo era vivo dentro de mim, e a amava mesmo no novo
contexto de vida que ela estava vivendo. Nessa historia o que me
conduzia ao respeito desenfreado por aquela mulher era que
apesar de tudo que aconteceu ela permanecia com aquela mesma
graça que eu a conheci, isso era verdadeiro, e de certa forma
gerava em mim lindo respeito por ela. Por vezes ela me
surpreendia ao passar em minha casa, e me encontrava muitas
vezes jogado no chão, e soar aquele velha frase: Diz Paulo!!!.
Eu sentia tantas coisas naquela hora, nossa! Era difícil, mas
ela sempre passava. Apesar de tudo ela não havia me esquecido.
Isso era um fator extremamente importante pra mim, então decidi
que eu a amaria até o fim. Seria talvez uma história incompleta
mais eu poderia dizer que na vida eu amei alguém como nunca
antes.

Eu penso que ela gosta de desafios ou de fato ela não


tivesse a menor ideia de a que eu a amava demais. Após alguns
anos de casada, ela torna tudo mais difícil, ou anula qualquer
esperança que pudesse ter com relação a ela. Chega-me a notícia
de que ela estava novamente gravida, agora ela estaria ligada a
esse homem por toda sua vida. Foi nessa ocasião onde realmente
eu calei forçadamente meu coração, e disse chega... Preciso em
fim esquece-la. Mais os acontecimentos que viriam me impediam de
tomar essa decisão. Sua segunda filha já crescia, eu acreditava
que ela estava vivendo a plenitude da alegria em um casamento
abençoado e feliz, só poderia. Um filho nasceu então deveriam
estar tudo muito bem. E eu sentia verdadeiramente essa sensação
de felicidade por ela. Em certo ano, não me recordo, qual, eu
retornaria a estar de frente com aquele homem que a roubou de
mim... Era 13 de outubro dia do aniversário dela e como nas
vezes que passava em frente da minha casa, ela retornará a passa
nesse dia. Foi algo surpreendente, ela me convida para comer do
seu bolo, por alguma razão ela iria comemorar na casa dos pais.
E eu me vi em uma saia justa ao ponto de me sentar ao lado dele,
com a pequena menina no colo que dotava dos seus olhos grandes e
brancos e recheada da linda beleza dela que novamente me
inspirava. Apesar do ambiente éramos estranhos uma ao outro, não
tinha como não reacender as lembranças. Com todo respeito à
família e seu esposo ela estava linda naquela noite e meu
coração sentiu o pesar daquela união. Tudo se deu normal, nem
uma palavra disse a ele, nem ele a mim, ao certo não imagina que
eu amava sua esposa loucamente. O que restava era deliberar o
respeito e tocar a bola pra frente. Sai naquela noite mais
entendido de que ela estava feliz, e que de mim só o respeito e
o carinho interessava. E na altura do campeonato era o que me
restava também. Então eu a amei... E simplesmente a respeitei...
E desejei que fosse a mulher mais feliz do mundo, mesmo com
ladrão de sonhos de olhos grandes.

Não foi fácil apagar tudo aquilo, e de fato não


consegui, me restou conviver com tudo. Distante, o único contato
com ela era visual pelas fotos das redes sociais que uma hora ou
outra ela atualizava. E eu dedicava-me aos estudos rumo a sonho
de estudar na Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Chegou o dia da minha aprovação, passei! E recebi os parabéns
dela nas fotos que postei... Ela dizia: você merece! Essas
coisas que as pessoas falam quando alguém ganha alguma coisas.
Os anos de universidade começaram, e tudo parecia normal, essa
experiência apesar de nova não me entusiasmava tanto. Dediquei-
me então a minha faculdade e tentei em fim deixar aquele amor em
paz.

Deixar em paz é modo de dizer, lembro-me de um dia em


minha casa, sentado ao computador e olhando entre paginas recebi
algumas atualizações dela, apesar da distância, ela estava ali
em forma virtual, as fotos eram lindas, eles estão na praia, era
visualmente uma família perfeita. Desacreditando de tudo aquilo,
resolvi apagá-la dos meus amigos. Foi a ultima vez que recebi
algo sobre sua vida. Tudo prosseguiu como a vida quis, os fatos
com relação a ela acabaram, deixei em fim a vida levar seu rumo
como Deus os havia planejado. Carregando no peito uma admiração
e carinho pela linda mulher de short brando. Nossa amizade ficou
guardada, mesmo sabendo que nunca mais poderia sentar e ouvi-la,
vê-la com aquele sorriso que me neutralizante e expulsava a
tristeza do meu coração. Então era o fim....
CAPITULO III

O AMOR REAVIVADO

Já havia de certa forma se tornado passado tudo que eu


sentia pela linda mulher de short branco, até mesmo os
pensamentos diminuíam, a preocupação com a felicidade dela havia
diminuído, poucos fatos me levava a pensar nela. Outros
interesses, outras motivações e sonhos haviam chegado ao meu
coração, apesar disso, o amor não. Isso era estranho, por que
ela sempre estava alí, mesmo silenciado sempre algo me levava a
pensar nos momento que vivi com ela. Nessa altura do campeonato,
se ela sentia alguma coisa por mim, certamente tinha esquecido,
e talvez a lembrança que tinha de mim era de um velho amigo. Eu
não perdia a oportunidade de algumas vezes encontro com a mãe
dela passando pela minha casa de perguntar como ela estava. Eu
não sei explicar bem essa parte, de como me sentia longe dela.
Só sei que tudo era confuso, apesar de tudo, a dor da perda já
havia passado e tanto eu como ela seguíamos com a vida.

Ela casada, pelo menos eu imagina que estava... Lembro-


me de algumas vezes encontra-la passando de carro com o homem de
olhos grandes, taxiando pela rua, tanto pela rua da frente como
de traz. Não tinha como não sentir algo estranho, às vezes raiva
de ver aquilo e me perguntar se eles não poderiam ter esperando
um pouco ou eu me atrasado um pouco para que aquele encontro
fosse evitado, mas, uma vez ou outra estava eu de cara para com
eles, uma saia justa que tentava sair da melhor forma possível.
Nessas horas tudo fazia questão de voltar à mente... No entanto,
eu sempre exclamava: Ele é realmente o que ela estava precisando
pra ser feliz... E seguia meu caminho. Esse período da minha
vida foi extremamente confuso, na maior parte dele eu me via
perdido sem saber o que fazer da minha própria vida. Os
sentimentos muitas meses é algo incompreendido, não dar pra
discernir bem o que coração estar sentindo, uma mistura de ódio
e amor, raiva e alegria se misturava e eu não sabia ao certo o
que queria. O que importava na verdade era vê-la feliz, como não
tínhamos mais um relacionamento próximo que nos permitisse
conversar por horas como anteriormente eu só sabia o que todos
sabiam a respeito dela.

Eu ainda solteiro, vivia na simplicidade que tinha sem


muitas aventuras e experiências, nada era tão impactante e
interessante pra mim, meu coração entrou em hibernação por longa
data, eu já não sentia nada por alguém, sentimento mais forte
que ultrapassasse a intimidade não me interessante. Parecia que
não conseguiria amar alguém de novo, como amo aquele mulher de
sorriso glorioso. Lembro-me de algumas vezes principalmente na
igreja algumas mulheres jovens e velhas, me assediarem de alguma
forma, e com indiretas tentavam dizer que queria alguma coisa a
mais comigo, o que por muitas vezes eu não percebia isso, não
tinha nenhuma perspectiva no meu coração para tais e considerava
que qualquer ação de qualquer mulher naquela época um ato de
amizade ou simplesmente como amor de irmão em Cristo Jesus.
Certo dia, uma delas passou completamente dos limites da moral e
do respeito. Recém-chegada a rua, veio do Norte do Brasil,
passou a congregar na igreja juntamente conosco, nessa época
existia outra amiga de infantil que viveu muitos anos comigo e
se dizia apaixonada por mim. Era algo tão distante da realidade
que não acreditava muito na “paixão” que dizia ter por mim, isso
já era comum por que há anos ela havia me colocado contra parede
e me disse tudo que sentia, no entanto eu apenas sorrir e fiquei
calado e ambas eram amigas. Nunca tinha encontrado uma mulher
ousada e sem escrúpulos como aquela. Confesso que a princípios
eu gostava dela e a respeitava até mesmo por que era mais velha
do que eu, depois do que ela fez todo respeito foi embora e o
que restou foi apenas educação. Nossos cultos são alegres
recheados de louvor e orações. Certo dia, estávamos todos em um
culto, e tudo estava muito lindo, a presença do Senhor era real,
muito gostosa. O que não esperava naquela noite era ser
descaradamente sediado pela tal irmã vinda do norte. Após a
última oração o pastor pede que nos abracemos, essas coisas de
final de culto, ao abraçar essa irmã ela me arrocha, na verdade
eu arrochei, ela disse pra não arrocha por que se não pegaria
fogo, em seguida ela achou por bem compartilhar em alto e bom
som um sonho que ela teve comigo. Não será necessário detalhar
aqui as palavras dela, mas, ela teve um sonho sexual comigo, e
simplesmente como se fosse algo natural disse para quem quisesse
ouvir, eu simplesmente congelei na hora, fiquei sem ação, aquilo
jamais tinha acorrido comigo, como sair daquilo, meu Deus eu
pensava o que é isso, com um riso despretensioso, fui saindo
devagar até abraçar a minha mãe que estava alí por perto e
sussurrando em seu ouvido eu disse e ela o ocorrido. Aquilo pra
mim apesar de saber que era obra de satanás foi esquisito, não
levei muito em consideração, como disse não havia espaço em meu
coração para uma mulher, principalmente pegando fogo, e aquilo
era uma tremenda falta de vergonha. Poderíamos facilmente sai da
igreja e irmos ao motel ou qualquer outro lugar, ela estava
pegando fogo, era simplesmente o fato de ceder ao apelo dela. Eu
realmente tremi na base, e passei horas naquela noite pensando
nisso, não entendia por que alguém com idade de ser minha mãe
estava tendo sonhos eróticos comigo eu pensava e procurava
motivos que por ventura tenha dado para que despertasse tamanho
interesse naquele pobre mulher. Apesar do conflito procurei me
afastar um pouco do fogo para não correr o risco de me queimar.
Eu seguia minha vida estudando e completamente preso a qualquer
relacionamento inclusive da amiga que dizia apaixonada, por mais
que tentasse não conseguia nada comigo. Eu não sentia paz em
aceita o pedido de namoro dela. Meus amigos me acusavam de ser
os motivos dos choros dela nas nossas reuniões de amigos. Eu
nada podia fazer. Satisfazer a vontade da carne e me embaraçar
em um relacionamento sem ser a vontade de Deus é que não iria
mesmo.

Passado alguns anos, eu senti o peso da falta de alguém


para seguir comigo no caminho, lembro-me de algumas vezes olha
meus alunos da escola dominical passando por mim, alguns deles
já namorando, outro até filho já tinham e eu não entendia por
que estava só. Nessa época comecei a clamar a Deus que enviasse
alguém que pudesse amar mais do a mim, alguém pra cuidar e
compartilhar a minha vida, nessa época eu já havia desistido da
linda menina de short branco, e não acreditava mais em uma
possibilidade nem mesmo de uma amizade, era realmente um fato
impossível de acorrer, apesar disso, ela não deixava de passar
sempre que podia em minha casa e dizia aquela frase: Diz Paulo.
Apesar das mudanças em nossa vida, ela sempre que podia passava
em minha casa, isso gerou ao longo dos anos um amor
incondicional por ela, e a única razão de não correr atrás dela
era o fato dela ter se casado, e contra isso sabemos que não
podemos lutar. Então continuei clamando e pedido a Deus que
mostrasse a então mulher que tiraria meu coração da hibernação
que estava, sem nenhuma demagogia, eu não me interessava por
ninguém mesmo, nem um olhar, pedidos de namora, nada fazia meu
coração voltar a se apaixonar, isso sim era estranho, eu não
entendia, viva as lembras de outrora e seguia a vida.

Sem muito que fazer resolve então descansar no Senhor e


esperar nEle. Foi então que nossa igreja começou a passar por
grandes mudanças. Um novo pastor vindo de São Paulo chegou e nos
levantou para darmos continuidade à obra que há anos já havíamos
começado. Então resolvi me dedicar a tralhar nessa obra,
gastamos esforços, para concluirmos parte da obra. No meio
disso, precisava estudar para dar continuidade ao curso na
universidade. Lembro-me de momentos marcantes de baixo de chuva
e sol, trabalhávamos para o Senhor com alegria. O pastor daquela
época sempre me dizia que Deus estava preparando uma esposa
abençoada pra mim, o pastor não tinha conhecimento das minhas
orações e então eu confirmava aquelas palavras e apenas esperava
em Deus. O tempo passou terminamos boa parte da obra, a igreja
subiu para o novo templo, e eu me esqueci completamente do que
havia pedido a Deus. Era tanta coisa pra fazer que aquela
preocupação de ter uma companheira passou e novamente meu
coração descansou. Eu prosseguir sem esperar nada em troca, eu
só queria estar ali, fazer alguma coisa, viver aqueles momentos.
Nesse conflito as pessoas me perguntavam se eu já estava
namorando, era meio chato essa pergunta, e na verdade eu queria
dizer que sim, como queria ter alguém naquela ora pra apresentar
como minha companheira, minha princesa, meu amor, minha
namorada, mas a resposta era sempre não, alguns até brincavam
dizendo que não acreditava. Pois é, eu era solteiro, não por que
queria, mas pelo fato de aguardar em Deus o levantar da minha
princesa. Então eu aguardei no silencio até houvesse um
despertar em meu coração.

Chegamos a 2012, um ano muito esperado. Grandes


mudanças ocorreram em minha vida. O ano anterior terminou como
nos outros, muita festa que se prolongava até o outro dia. Na
igreja a festa de confraternização de final de ano marca sempre
nossas vidas. É um momento único que nos reunimos para agradecer
ao Senhor por tudo que Ele fez em nossas vidas, pelo crescimento
obtido, pelas lutas vencidas, pelos novos irmãos que chegaram ao
nosso meio e tantas outras coisas que não da pra listar aqui. O
ano seguinte começou também como todos os outros, inicio de
semestre, novos planejamentos para os trabalhos nas igrejas. Eu
ainda não trabalhava, estava desempregado desde 2006 quando fui
demitido do ultimo emprego, então minha dedicação à casa do
Senhor era total. Deseja estar trabalhando, mas também não
queria que nada ocupasse meu tempo que dedicava a Deus. Diversas
oportunidades surgiram, umas eu tentei e não conseguir outras
nem dava credito, pois sufocava meus horários de dedicação aos
trabalhos da Igreja. Eu tinha uma convicção de que Deus estaria
preparando o melhor emprego pra mim naquele momento. O que não
esperava era que nesse ano tudo que havia pedido ao Senhor com
relação ao meu coração e a minha condição financeira, mudariam
drasticamente.

Estamos caminhando para o segundo mês do ano de 2012,


nossa igreja realiza uma campanha denominada de 12x12 (doze
noites de clamor para doze meses de benção) dessa vez eu não
participei assiduamente mais ia a alguns. As aulas estavam para
começar. Em janeiro participei de um trabalho evangelístico
fiquei fora uma semana. Foi uma experiência impactante, pois eu
sou uma pessoa que não gosto muito de me distancia da minha
casa, foi difícil a principio mais tudo correu bem, fizemos a
obra do Senhor naquele lugar.

Foi nesse mês onde praticamente tudo novamente começou.


Quero compartilhar agora, como Deus me respondeu ao pedido do
meu coração de uma companheira, mais a frente vou compartilhar
como Deus me abençoou com um emprego igualmente como eu o
descrevi quando orei a Ele.

Estávamos começando a ano, ainda nos primeiros dias eu


estava sentado na sala com minha mãe e algumas pessoas quando
então o telefone toca. Ao atender me surpreendo com uma voz
estranha que a principio eu não reconheci. Era ela! A menina de
short branco, quando ela disse seu nome eu não acreditei, fiquei
imaginando o que ela queria ligando pra mim. Ela ainda tinha o
telefone da minha casa, ela guardou! Conversamos por alguns
instantes naturalmente, ela perguntou se naquela noite haveria
culto. Não me recordo bem que dia da semana era, mais devido à
campanha que se seguia por doze noites seguidas teria
programação. A ligação dela era para isso, responde e desliguei
o telefone. Após desligar, passei algumas horas pensando e
pensando, minha mãe percebeu minha desatenção repentina e
perguntou quem era, respondi e disse que era ela querendo saber
se teria culto hoje. De certa forma a ligação despretensiosa
dela naquela noite, mexei fortemente comigo. Algumas lembranças
vieram a minha mente mais não me afobei tanto, estava certo que
não teria mais chance ali, então esqueci. Algo parecia estranho
passei a vê-la com mais frequência na nossa rua. Isso não era
mais comum, visto que ela morava em outro lugar com seu esposo.
Dias depois o telefone toca novamente e se qualquer pessoa da
minha casa entendesse ela pediria pra me chamar. Foi o que
aconteceu da ultima vez que ela ligou. Ela queria saber
novamente se teria culto, respondi que sim e nos encontramos no
culto à noite. Nesse primeiro encontro com ela depois de anos,
foi tudo normal, parecia que dentro de mim só existia mesmo
amizade por ela, sentamos juntos e terríveis coisas começaram a
vir a minha mente. Comecei a imaginar se por ventura ela
começasse a trazer o esposo dela também para os cultos, era algo
terrível para mim, como iria suporta isso. Quero frisar que ela
nunca, em outros tempos havia participado de uma de nossas
reuniões, não sabia bem o que ela fazia alí, o que se passava
com ela, apenas a acompanhei durante todo o culto. Apesar de
estar tão pertinho dela, eu estava tranquilo, meu coração não
palpitou, não acordou nada. Meu respeito pelo seu relacionamento
era profundo demais para pensar em alguma coisa. Eu já amava de
uma forma diferente. E Queria acreditar nisso fielmente. Fiquei
surpreso com aquela vinda repentina dela a nossa congregação.
Nos seus olhos eu podia ver que alguma coisa estava errada com
ela. Embora tivéssemos criado um laço de amizade bastante forte
não me sentia no direito de saber se ela estava bem ou não.
Aparentemente ela parecia, mais era só olhar em seus olhos que
era possível perceber que ela estava procurando refúgio. No
entanto as visitas se deram durante toda semana, no domingo ela
estava lá. Naquela época estávamos vivendo um momento bastante
difícil, nosso pastor atual estava com duas obrigações
ministeriais e por vez não comparecia aos cultos no domingo. Eu
sinceramente não queria gera nenhuma expectativa com relação a
ela naquele momento e foi isso que fiz, achei maravilhoso o
interesse dela pela igreja e estava torcendo para Deus a
salvasse. Naqueles dias ela já não era mais tão importante para
mim, digo com relação ao sentimento de um homem para uma mulher,
eu gostava demais dela, mas era um amor de cuidado, de respeito.
Como disse a paixão antiga estava em hibernação e eu não estava
disposto a despertá-lo. Então os dias foram passando sem que sua
presença me causasse qualquer mudança sentimental, tudo era
normal, só queria que ela conhecesse o amor de Jesus por ela
isso me era suficiente, embora os pensamentos do que havia
acontecido em tempos outrora vinhessem todo tempo a minha mente.
Abraça-la ao final de cada culto era bom e doloroso ao mesmo
tempo, eu não queria de forma alguma acordar aquele amor de
novo, eu não podia, era certeza de sofrimento, ela era casada e
eu deveria ajuda-la no caminho. Estava muito boa nossa amizade,
e era o que realmente eu queria. Meus pensamentos me julgavam
todo tempo dizendo que ela não era pra mim, ela escolheu outro,
casou com outro e eu me envergonhava de pensar em coisas com a
mulher de outro homem. A bíblia diz que isso é pecado, cobiçar a
mulher do irmão... Eu não cobiçava eu amava e me esforçava para
não dar vazão aquele sentimento outra vez. O respeito era um
principio que jamais ousaria quebrar, apesar de não conhecer o
seu esposo, eu o respeitava por acredita que a fazia feliz. Os
dias daquele mês foram se passando, e percebi definitivamente
que algo estava errado. Sentado a frente do computar após ter
estado com ela no culto, algo que há anos não acontecia,
aconteceu. A velha frase me alertou que alguém no facebook
queria falar comigo. Era ela, começando um dialogo. Aquilo foi
estranho isso jamais havia acontecido, não entendi o porquê
agora, o que será que estar acontecendo, ela não havia perdido
tempo comigo ao facebook, nunca! Porém se tornou comum, toda
noite ela estava alí, mesmo nas noites em que não estávamos no
culto. E foi nessas conversas que tudo se esclareceu, e quero
registrar aqui como que através dos nossos bate-papos diária no
facebook meu amor por ela se reacendeu.

15 de janeiro de 2012

Essa foi à data que de acordo com os registros do


facebook, começamos nossa conversa que nos levaria ao início de
uma aliança mais forte que o sangue. Tudo começou de forma
despretensiosa, sem muito interesse, apenas conversa pelo menos
da minha parte, não tem como descrever os sentimentos de alguém.
O que importa é que aquelas conversas eram muito preciosas pra
mim, e eu recebia tudo atônito, afinal ela era a menina dos meus
sonhos. As conversas eram agradáveis e voltadas ao que acontecia
na igreja, ela ainda não havia se convertido, estava apenas
frequentando, mais por algum motivo era queria se reaproximar.

Tudo muda com essas conversas, os dias passam e pela


primeira vez em anos eu sinto que o que sentia anteriormente
quando conversávamos por hora. Nossos encontros eram fieis, ela
trabalhava o dia inteiro então eram poucas as horas à noite e eu
tinha que aproveita-las. Eu conduzia a sempre a conversa a luz
da palavra, antes que o amor que ora dormia acordasse eu queria
que ajuda-la a encontrar o Senhor. Em uma dessas conversas ela
compartilhou que de forma repentina sentiu vontade de vir à
igreja, e ela estava gostando muito que passou a frequentar
rotineiramente. Entre muitas conversas e risadas virtuais, algo
aconteceu e eu despertei para algo muito além do que eu mesmo
esperava. Uma noite em quanto dialogávamos no computador, ela me
pergunta se ela escrever alguma coisa pra mim alguém poderia
ver, eu disse que não escrevesse que a sala da minha casa estava
cheia, na verdade vive cheia, então ela não escreveu... Fiquei
matutando a noite inteira, imaginado o que seria. Pensei em
muitas coisas, tantas que não conseguia dormir. O que ela queria
dizer que outras pessoas não podem ver, eu imaginava. Então foi
que comecei a desperta para um possível retorno do velho amor
que estava em hibernação há muitos anos. Outra noite ela
insistiu em falar mais, novamente eu não estava só, e a cada dia
minha curiosidade em sabe do que se tratava a tal coisa que ela
me queria escreve, tirava o meu sono. Será que eu estava certo,
anos atrás quando pensava que ela gostava de mim... não
acreditava muito, eu não poderia esquecer de que ela estava
casada, e já tinha uma nova filhinha com o homem de olhos
grande. O que não entendia por que ele voltou o contato, estava
vinda à igreja e por que estava na casa dos pais, algumas coisas
parecia errada, eu sei que hora ou outra ela passava o dia na
casa dos pais e a noite seguia para sua casa com seu esposo,
mas, já estávamos a dias conversando e ela permanecia ali. Eu
não procurei saber as verdadeiras razões nem ela me contava. A
verdade sobre a razão de ela estar perto de novo, veio da minha
prima que outrora propiciou o espaço para o início do meu amor
pela mulher de short branco. Agora tudo fazia sentido pra mim,
tudo se esclareceu, e por um instante eu lamentei. Eu acreditava
profundamente que ela estava feliz, bem cuidada e em conforto
com suas filhas, jamais imaginei que ela estaria de volta em
casa, havia deixado o marido. As razões não me interessam. E
apesar da lamentação eu me alegrei, por aquilo estar
acontecendo. Porém eu ainda estava silenciado e nada me moveu a
desperta novamente o interesse.

Eu agora sabia da verdade, infelizmente o que


verdadeiramente eu não queria aconteceu. A partir desse momento
meus olhos para ela mudaram, eu não a via mais como as vezes que
passava em minha casa ou nas fotos recebidas na atualização das
redes socais, é fato que o status civil dela mudaria
completamente meu foco. Agora eu a via como nas primeiras vezes.
Com tudo, eu não dei lugar nesse primeiro momento ao sentimento
que sentia ainda por ela. Apesar de estar de volta, ter deixar
sua casa, seu marido eu não podia me aproximar, o casamento é
uma via de mão única, não tem volta, pelo menos é pra ser, e por
mais que ele não tivesse esses princípios em suas vidas, eu os
tinha, e não podia interferir nisso. Restava-me então viver
aqueles momentos junto dela, ajudando-a de alguma forma, até
mesmo orando para que seu relacionamento retornasse.

Entre nossas noites de bate-papo pelo computador, tudo


ia se esclarecendo, a boas lembranças de tempos que passaram
começaram a retorna. Estar alí toda noite, era especial. Muito
especial, foram às noites mais felizes da minha vida.

Entre idas e vindas ao nosso templo, ela em fim se


converte ao evangelho. Estávamos sem pastor definido e
praticamente todas as noites alguém diferente estava na igreja
para ministras, as aulas na universidade a todo vapor, eu não
frequentava muito os cultos na semana, nessas faltas, perdi o
memento que mais desejei ver em toda minha vida. Na verdade eu
nunca imaginei ver um dia uma cena assim, ela indo até a frente
e se rendendo a Jesus. Mas isso aconteceu e eu perdi o fato.
Chegando a noite da universidade, meus familiares como quem
tivessem visto algo extremamente glorioso diziam: Tu não sabes o
que aconteceu, nem te digo. Jamais passará pela minha cabeça que
seria isso, mais foi o que ouvir. Ela aceitou Jesus.... Atônito
eu corri para ver se conseguia pega-la online. Apesar das
conversas serem rotineiras, se limitava ao máximo às 23 horas,
pois ela trabalhava logo cedo. Entrando em contato com ela era
tudo verdade, em fim ela estava do meu lado.

Aquilo era inimaginável, posso assim dizer que o


impossível aconteceu. Minha felicidade foi tanta que não dormi
naquele dia.

Não posso ser hipócrita em dizer que não pensei em uma


segunda chance com ela agora que havia aceitado o apelo naquela
noite. Se em outros tempos eu não tive tempo de investir, agora
eu podia. Dia a dia caminhávamos, agora bem perto um do outro.

Em fim ela me revela o que vinha a dias tentando falar.


Naquela noite não sei ao certo o que ocorreu me lembro, apenas
de dizer que ela poderia contar o que tanto queria há dias, que
na minha casa na referida hora não havia mais ninguém além de
mim. Apesar da oportunidade e dela se abrir eu não me dei conta
do que ela contou, pelo menos naquela noite. Tinha sonhado
comigo, um sonho acredito lindo... rsrs. Então ela declarou que
havia sonhado que passava um dia inteiro namorando comigo.
Apesar de escrever exatamente essa frase eu passei despercebido,
eu não vi naquela noite, não! Eu não vi! Não me lembro de
ficamos conversando, depois disso só sei que na manhã seguinte
ao abrir o espaço onde rotineiramente conversamos relembrei as
mensagens da outra noite, eu adorava reler as coisas que elas
dizia e as respostas que dava as minhas perguntas. Ao retomar
as conversas da noite seguinte percebi então que ela havia
contado o sonho. Desesperei-me de uma forma tal, que procurei
corrigir tamanha desatenção com alguém que compartilhou algo tão
particular, eu tive raiva de mim mesmo e fui tentar repara o
erro. Ao dar continuidade a leitura viu o restante da conversa
que por algum motive eu não percebi na hora em que foram
enviadas pra mim. Ela disse após revelar seu sonho amoroso
comigo, que sonhos poderiam se tornar realidade, em seguida ela
replicou: to brincando, Deus é que sabe todas as coisas.
Imediatamente me desculpei tentei de alguma forma me explicar, e
eu entrei no processo, pedi perdão por não ter visto a mensagem
dela na noite seguinte. Que tolo, como pode, me imaginei
completamente desatencioso, eu quase que não tinha jeito de
retomar aquela conversa.

Nesse ponto tantas palavras já tinham sido ditas, tudo


mudou, aquelas palavras gritaram no meu coração, recordo de
dizer histericamente... O QUEEEEEEEEEEEE... Depois de pedir
perdão, fiquei alguns segundos sem saber o que falar diante
daquilo escrito na tela do meu computado... A mulher, a única
que amei em toda minha vida, e que tinha me feito sentir
sentimentos inexplicáveis, e que já tinha desistido de sonhar
algo como ela sonhou estava em fim, de volta a minha vida.
Aquilo reacende o mais puro sentimento de amor que havia
guardado há alguns anos. Alegria tomou contar de mim, aquilo que
parecia morto, reviveram, os sentimentos voltaram... Era
inacreditável.

Apesar de sua insinuação de certa forma indireta, nada


mudou pelo menos exteriormente. Não dar aqui pra descrever o que
ela estava sentindo por mim, o que sei é que a partir daquele
momento tive liberdade de falar, ou melhor, escrever e dizer
tudo que sentia por ela, às vezes chorando, disse coisas que
nunca diria a alguém, ela realmente me tirava o sono, tomava
conta dos meus pensamentos, tudo era motivo de pensar nela.
Trabalho, estudar e tantas outras se tornou difícil, pois a
vontade de me entregar completamente a ela me consumia. Era
muito maravilho, e como eu a amava, como queria estar com ela,
olha para ela, ouvi-la. Não se pode entender, meu coração ficava
bem quando ela estava por perto. Tudo parecia perfeito, a única
mulher que amei, e que outrora não podia namora-la, estava
novamente perto de mim, e os anos não mudaram nosso amor eu
diria de amizade, o que acredito que no fundo ambos se amavam há
muito tempo.

Depois desse ponto de partida, tudo foi se formando


para um futuro relacionamento, nossas conversas cada vez mais
íntimas, gerando segurança e amor, nos ligava cada vez mais.
Apesar de sermos amigos apenas, nos relacionávamos como se
fossemos namorados, sem beijos sem muita aproximação, no fundo
do coração tinha esse sentimento um pelo outro. Aos poucos, a
cada conversar, deliberávamos os nossos sentimentos, ela um
pouco retraída não dizia o que sentiam muito menos o que queria,
eu, porém, não escondiam nem dela muito menos dos outros, que
ela era muito importante para o bem estar do meu espírito...

Agora mais do que nunca poderia contemplar aquele


sorriso que me trazia tanta paz e alegria, era como luz da manha
que afugentava a escuridão, mostrando toda beleza que na
realidade existia. Os dias foram passando, fomos construindo o
caminho, até que confessei minhas intenções. Agora eu tinha que
arriscar, estava livre, ela era cristã, não foi casada
legalmente, o que poderia me impedir. Deus me lembrava todo
tempo da minha oração, dos clamores em que pedia que Ele me
mostrasse alguém pra cuidar e amar, casar e caminha... Tudo se
mostrava para ela. Apesar das conversas sempre convergir para
isso, sempre nos deparávamos em conflitos, parecia que já éramos
namorados, caminhávamos em oração, decididos a esperar pela
confirmação do Senhor, e nos comportávamos como tal, eu no meu
coração a respeitava como namorada e a mulher que Deus separou
pra mim, eu orava a Deus desesperadamente para que Ele me
mostrasse a sua vontade, mas, por longos dias Deus permaneceu em
silencio. A certeza era tanta que decidi abrir o meu coração. Às
vezes talvez, ela pudesse achar que eu estava tentando
impressioná-la com tantas coisas apaixonadas que dizia, e que
hora ou outra ela replicava dizendo que aquilo era estranho, por
que nenhum homem dizia aquelas coisas, ao certo eu entendia sua
posição, porém não era paixão apenas, eram sentimentos gerados
pelo amor, que Deus mesmo colocou em mim por ela há tantos anos,
e que só agora Ele permitiu que a conhecesse. Apesar das
conversas serem recíprocas nas maiorias das vezes ela era
taxativa em dizer que não acredita nas coisas que dizia. Algo
como: que ela era a mulher mais importante, que morreria por
ela, essas coisas. Mais Deus que conhece e sonda nosso coração
sabe, e é isso que importa. Para ela, só o tempo dirá se estou
falando a verdade ou não. Eu entristecia sempre que ouvia essa
frase dela, realmente sentia o pesar, e imagina se abrir minhas
intenções daquela forma, a alguém ferida nas emoções fora uma
decisão correta a toma. Mais meu coração era realmente
dependente dela, não podia imaginar meus dias sem ela, sem sua
presença, sem olhar, seu sorriso... Não dava, era mais forte do
que eu, e só me restava então, abrir definitivamente meu coração
por completo para ela.

E foi assim que meu coração voltou a amar alguém. A


mesma pessoa que o colocou em longo processo de quietação, o
tirou da longa escuridão em que estava. Duro, sem vida, sem
espaço, perdido, machucado, eu jamais imaginei que ela seria
novamente a luz que traria vida novamente ao meu coração. E foi
assim que o amor novamente foi reavivado.

CAPITULO VI

CONSTRUÍNDO O ALICERCE

Agora sim, tudo estava posto pelo menos da minha parte.


De certa forma eu entendia que minhas intenções compactuavam com
as delas. Depois de longas conversas, algumas bem difíceis,
nosso relacionamento passou a um grau maior de intimidade. Ao
longo do processo me certifiquei de que não colocaria minha
vontade a frente das delas, e apesar de querer faze-la feliz a
todo custo, eu entendia que o caminho era em passos lentos.
Ainda ferida pela recém frustação em seu “casamento” anterior,
algo muito forte que não conversávamos muito sobre isso, mas que
a impedia de abrir seu coração um pouco mais, se manteve sempre
a um passo atrás. Eu sentia uma forte dor no peito, por sabe que
ela queria me dizer alguma coisa, mais algo a impedia, talvez a
falta de confiança em mim. Minhas declarações não foram
suficientes para afugentar todo empecilho que existia naquele
momento.

Naqueles dias não existia na face do planeta alguém que


desejasse mais que a ela. Não sei como, mais, meus dias se
tornaram completamente dependente daquela mulher. Eu a imagina
quase que instantaneamente, todo tempo. Eu a ama tanto, que não
queria sabe de nada mais, enquanto estava com ela, apenas ouvi-
la era pra mim era suficiente já que entre nós nada estava de
fato acontecendo. Apesar do amor bradar em meu coração, existia
um medo sem igual dentro de mim. No fundo, eu não acreditava
naquilo que se desenhava em minha frente, e os mesmos
pensamentos que outrora se tornaram real me deixando
completamente dilacerado, isso de certa forma, me estagnava na
construção de uma possível relação com a menina do short branco.

Apesar de tudo, nossas conversas era basicamente sobre


isso, eu tentava desenhar uma forma de homem onde o caráter de
Deus era sua principal marca, e ela rebatia que as coisas que
lhe dizia não havia mais, como se os homens houve de fato
entrado em extinção e só cachorro como dizia ela, estava à solta
por ai. Eu achava essas afirmações um tanto exagerada, mais não
podia rebater; de fato homens disposto a viver uma vida para
felicidade de sua mulher estar mesmo em extinção. Usar o termo,
todo homem é igual ou cachorro, eram as coisas que não gostava
de ver em nossas conversas, eu as tinha apenas com desabafo por
parte dela, às vezes não acreditando nas palavras que lhe
direcionava. Apesar de segura quanto a isso, eu passei a pensar
se seria o correto enche-la de carinho, enviando palavras de
carinho todo tempo. Eu me sentia algumas vezes bobo chato.. Até
ridículo em algumas ocasiões. Apesar de toda frustação que
passou ela me deixou abrir o coração, e o fiz com toda a
intensidade, dia a dia, meu coração se enchia do que direcionava
a elas.

Foi então que tudo ficou mais forte entre nós,


começamos um relacionamento real a principio apenas entre nós,
não éramos namorados, nada, apenas passamos a um relacionamento
mais interessado. Eu não sei como tudo começou entre conversa e
bate-papo eu declarei minhas razões, não era um pedido formal,
romântico que toda mulher sonhar, não, eu coloquei na mesa, o
dor que meu coração sentia durante a longa distancia que vivi
sem ela, e agora poderíamos pensar em construir esse caminho. Os
primeiros meses do ano se passaram, já estávamos completamente
ligados, e sua dedicação à igreja me mostrava cada vez mais que
ela era realmente uma pessoal que outrora eu imaginava. Sua
dedicação e mudança foram tanta que ela simplesmente me
surpreendia. Enturmada agora a um novo contexto, sua vida
perpassando agora a vivencia da igreja, em especial a turma dos
jovens que a convidou para participar de uma peça. Eu não sei
como ela aceitou. É claro que não acreditei na aceitação que ela
fez, eu já estava ciente de que ela era muito vergonhosa, e eu
tinha certo medo das apresentações não ocorrer bem e aquilo ser
uma frustação para ela. Participamos juntos desse momento,
estávamos do mesmo lado, tudo correu bem, no dia dessa
apresentação algumas pessoas da sua família estavam presente, o
que me parece que ele gostou mesmo de atuar. Logo mais um novo
convite viria e ela novamente aceitaria. Dessa vez eu não iria
participar, e não ocorreu tão bem como a outra. Corajosa, como
sei que ela é, apesar de dizer que não, ela aceitou. Não sei bem
o que fazia da minha vida nesses dias, as coisas extremamente
importantes que ocorreram na vida dela no ceio da igreja eu
sempre às perdia. Essa nova apresentação era para as mães, e
claro sua mãe estaria presente. Mais ela conseguiu, apesar do
ocorrido como relatou ela, tudo saiu bem. Apesar da minha
distancia nessas horas importantes da vida dela na igreja, eu a
encorajava a participar mais. Nessas historia nossas vidas ia
caminhando para um longo processo de amadurecimento no que diz
respeito ao amor. Eu apesar de querer muito o crescimento dela
espiritual, fazia o possível para conquistá-la novamente.

Meu interesse pela linda mulher de short branco era


puramente verdadeiro. Tudo nela me alegrava, e se dependesse de
minha vontade passaria o dia ao seu lado. As horas coladinho com
ela na igreja eram valiosíssimas. Após o termino do culto,
ficava a saudade e a espera pelo dia em que sentaria ao seu lado
novamente. Com pouco tempo de se ver e conversar, matávamos a
vontade de estar com outro pelas redes sociais.

Os dias se passam, os meses se foram, e nós, nos


tornamos praticamente namorados. Era interessante, apesar de não
existe contato físico, beijos e abraço, com exceção aos do final
dos cultos que era sagrado, as nossas conversas se dava como se
ela já fosse minha e eu dela. A vida caminhava, ela trabalhava
muito, desde inicio do ano. Eu ainda não havia dado conta, que
Deus estava responde as minhas orações. Recordo claramente de um
dia em oração pedir ao Senhor que me mostrasse à pessoa que
faria parte da minha vida, a que eu amaria até o fim, uma oração
que apesar da vontade de conhecer essas pessoas, foi bastante
despretensiosa. Contudo, Deus já havia se revelado meses antes,
enviando novamente a mim, alguém que amei e chorei a sua perda,
e jamais acreditei um dia poder conhecê-la como tenho conhecido.
Acordei para o fato de que ela seria então a resposta da minha
oração. Então entrei em oração por longos meses a busca da
confirmação direta do Senhor sobre a bela menina, agora mulher e
mãe de filhos.

Durante esses meses, coisas aconteceram que nos uniram,


e nos permitiram viver momentos juntos. Nosso amor era aparente,
por mais que não existisse nada certo nos comportávamos como se
de fato já tivéssemos namorando a tempo. Eu dedicava meus dias
em ouvi-la, compreende-la em ajuda antes de qualquer coisa.
Contudo, eu caminhava de forma cautelosa, eu vivia com o remorso
dos dias que vivi com a perda repentina da sua companhia há anos
atrás, e não queria correr o risco novamente, mais isso foi
derrubado, quando de fato percebi que existia um real sentimento
dela por mim, e então eu não quis mais saber do futuro, apenas
vivencia o presente, nem satisfazer minha vontade de ter uma
namorada, mais de ajudar minha futura esposa a se fortalecer em
Deus. Eu pensava, que se ela fosse o favor de Deus em minha vida
tudo iria bem.

Certa vez algo mudaria na nossa forma de conversar,


esse fato também não lembro como começou, mais passei a ir com
frequência sua casa, agora para conversas olhando um para o
outro, com isso veio também alguns conflitos, que gerou a morte
do bate-papo via facebook. Esses momentos foram pra mim
extremamente importantes, dias de conversas, de conselhos,
ouvindo, entendendo, conhecendo... Com isso muitos ficavam a
imaginar coisas muito mais além do que eles viam. Uns já diziam
que éramos namorados. Eu na verdade só queria me aproximar, que
ela pudesse confiar em mim, e na medida em que podia, ensina a
ela a palavra de Deus, na qual era meu foco principal.

Outra coisa que me tornava um homem extremamente feliz


era a convivência com suas filhas, que me deixava muito
realizado. Elas estavam sempre ali, no meio das nossas
conversas, chamando sempre a atenção. Tesouros que só quem tem
pode mensurar o real valor de sua existência, elas têm pai, e
por vezes a menor passava alguns dias com ele, e tínhamos então
um pouco mais de espaço para darmos atenção um ao outro e
construir nosso relacionamento. Eu só sei que as três mulheres
mim traziam alegria naqueles poucas horas juntos. Dia a dia, em
conversas e vivencias construímos o caminho forte de amor,
amizade e fidelidade.

Tudo em nós demostrava realmente uma aproximação de


namorados, mãos no fundo não éramos, apesar de queremos. Um medo
do que poderia vir após começarmos de fato um namora era
latente, tanto eu, como ela tínhamos medo de perdemos a amizade
caso o namoro não desse certo. Já estamos no limite das nossas
forças, a todo custo eu queria abraça, beija-la, segurar a sua
mão, namora-la. A vergonha que rodeava meu coração me impedia
sempre de ir em frente. Nossas conversas eram tão fortes que até
pedido de namoro online foi feito e aceito. Eu sempre estava
atrasado nas coisas, apesar de querer demais pedi-la em namora,
e começarmos logo a viver essa historia, eu não conseguia dar
esse passo.

Certa noite após deixa sua casa, depois de longas


conversas, o celular toca como era de costume sempre que chegava
em casa. Então deitados, continuávamos nossa conversa. Era aqui
onde ninguém podia interromper que abríamos de fato o nosso
coração. Às vezes, ou melhor, na maioria das vezes suas filhas
sempre estavam conosco e não conseguíamos conversar, então era
após esses momentos que pela internet dizíamos um ao outro o que
estávamos sentido. Em uma dessas noites ela novamente me
surpreendeu e envia pra mim algo que me deixou explodindo de
felicidade e com o coração cheio de temor. Ela dizia:

-Eu quero pedir você em Namoro.

Eu fiquei sem palavras que só sorria de felicidade, e


esqueci-me de dizer simmm, ela logo chama minha atenção após
alguns minutos sem responder que queria, perguntando por que
demorei a resposta, num queria não era, disse ela. Aquilo apesar
de não ter sido pessoalmente e ela dizer que era brincadeira,
ficou marcado e me alegrei, pois sabia que ela queria a mesma
coisa que eu em fim...

Os dias passaram e seguimos construindo o que mais a


frente de fato se tornaria namoro. Oficialmente não éramos nada,
apenas amigos, apaixonados, mais amigos. Caminhamos em oração
até que de fato pudéssemos ter certeza que começar um
relacionamento seria a vontade de Deus para nós. Nessa espera
angustiante de em fim começar, muitas coisas aconteceram,
inclusive desentendimento. Era algo sério, já vivamos como um
casal, entendendo que o namora começar na oração, e foi isso que
fizemos. Ao longo do percurso muita conversar e dedicação quase
que total a bela menina, agora mulher. Muitas coisas
aconteceram, nesse longo ano apenas de conversas me tornei
depende dela, sem ela eu não sou o que sou. Deus a fez para
completar os meus dias, viver comigo o que eu nunca esperei
viver. Apesar de um ano ser muita coisa pra duas pessoas
apaixonadas, começamos um novo ano do mesmo jeito.

O ano começou bastante interessante, ela já nos


primeiros dias entrou de férias do seu trabalho em uma loja de
roupas infantis, e sua maior vontade era dormi... Depois de dias
trabalhando de oito da manhã a oito da noite, ela em fim podia
descansar. Isso em tese, seu trabalho em casa continuaria até
seu retorno à pequena loja de roupas infantis perto da casa onde
morávamos. Eu gostei muito de saber que ela estaria em casa com
tempo para falar comigo era maravilhoso. Ela não saia da minha
cabeça, todo instante meus pensamento me levavam a ela, meu
desejo de viver ao seu lado eternamente crescia dia a dia. Eu
trabalhava, mais estava de férias da universidade o que nos
possibilitou encontros à noite em sua casa. Eu estava me
preparando para o dia em que a pediria em namoro. Hora ou outra
era cobrava uma atitude minha, mais eu não sabia o que fazer.
Havia um empecilho que achávamos ser real, mais não era. Ela
queria que antes do pedido formal da minha parte a ela, seus
pais ficassem sabendo do nosso interesse em começar um namoro. E
foi assim. Esperei pelo tempo certo, mais ele não chegou assim
tão fácil. Na espera eu fiquei a pensar no que fazer que pudesse
surpreendê-la, ela me pediu que poderia ser em publico ou não,
mais que fosse inesquecível. Mais na frente saberemos se ela foi
ou não.

As férias

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