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Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais

PJe - Processo Judicial Eletrônico

09/09/2018

Número: 5005822-68.2018.8.13.0145
Classe: PROCEDIMENTO COMUM
Órgão julgador: 6ª Vara Cível da Comarca de Juiz de Fora
Última distribuição : 17/04/2018
Valor da causa: R$ 15.000,00
Assuntos: Capitalização / Anatocismo, Limitação de Juros, Comissão de Permanência, Bancários,
Tarifas
Segredo de justiça? NÃO
Justiça gratuita? NÃO
Pedido de liminar ou antecipação de tutela? NÃO
Partes Procurador/Terceiro vinculado
OVERPASS EIRELI - EPP (AUTOR) ALOYSIO MENDES MORAES (ADVOGADO)
ITAU UNIBANCO S.A. (RÉU)
Documentos
Id. Data da Documento Tipo
Assinatura
41676 17/04/2018 20:48 Petição Inicial Petição Inicial
127
41676 17/04/2018 20:48 AÇÃO REPETIÇÃO DO INDÉBITO OVERPASS Petição
144 LTDA X ITAÚ ABRIL 2018
41676 17/04/2018 20:48 Procuração Procuração
148
41676 17/04/2018 20:48 Guia Custas e Comprovante Pagamento Comprovante de pagamento de custas
151
41676 17/04/2018 20:48 Contrato Social Documento de Identificação
154
41676 17/04/2018 20:48 Contratos Itaú Unibanco Documento de Comprovação
160
43738 17/05/2018 10:57 Certidão de triagem Certidão
434
43753 17/05/2018 13:11 Despacho Despacho
999
45448 15/06/2018 09:41 Citação Citação
879
50593 29/08/2018 15:31 Termo de Juntada de AR Termo de Juntada
715
50593 29/08/2018 15:31 AR cumprido Documento de Comprovação
784
Petição em anexo.

Assinado eletronicamente por: ALOYSIO MENDES MORAES - 17/04/2018 20:47:58 Num. 41676127 - Pág. 1
https://pje.tjmg.jus.br:443/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?x=18041720475759600000040443458
Número do documento: 18041720475759600000040443458
EXMº (ª) SR.(ª) DR. (ª) JUIZ (ª) DE DIREITO DA VARA CÍVEL
DESTA COMARCA

OVERPASS sociedade LTDA,


constituída na forma da lei, inscrita no CNPJ/MF sob o nº
86.404.233/0001-75, com sede na Ladeira Alexandre Leonel Nº
325 e 341 Bairro São Mateus, nesta cidade CEP 36033-240, neste
ato representada por seu sócio diretor EDUARDO DELMONTE
JÚNIOR, brasileiro, empresário solteiro, portador do CIC nº
034.816.096-80, e da Cédula de Identidade n° M 9.088.680
SSPMG, com domicílio no mesmo endereço acima, por seus
procuradores abaixo assinados regularmente inscrito na OAB-MG sob
o n° 30.040, e 118.714, com escritório profissional na Av. Rio
Branco nº .281 salas 713/717, nesta cidade, vem, com todo o respeito e
acatamento á presença de V. Exa. propor a presente

AÇÃO ORDINÁRIA
REPETIÇÃO DO INDÉBITO

em face de BANCO ITAÚ UNIBANCO S/A, sociedade


constituída na forma da lei, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 60.701.190/0332-
90 com agência nesta cidade na Av. Rio Branco n°2.334 CEP nº 36016-310,
pelos seguintes motivos de fato e de direito abaixo descritos:

Inicialmente em cumprimento ao disposto no artigo


330 §§ 2º e 3º do novo CPC, o Autor informa que todas as parcelas dos
contratos aqui discutidos, encontram-se pagas ou em dia, não havendo
qualquer parcela em atraso, razão pela qual deixa de apresentar planilha de
cálculo de parcelas inadimplentes.

Assinado eletronicamente por: ALOYSIO MENDES MORAES - 17/04/2018 20:48:00 Num. 41676144 - Pág. 1
https://pje.tjmg.jus.br:443/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?x=18041720463518100000040443475
Número do documento: 18041720463518100000040443475
E, nos termos do § 5º do artigo 334 do CPC, dispensa a
audiência de conciliação para tentativa de acordo uma vez que as partes
vêm negociando há muito sem sucesso.

DOS FATOS E DOS


JUROS CAPITALIZADOS

O Autor, é correntista do banco réu, há aproximados 8


(oito) anos e neste período celebrou com o mesmo vários contratos
bancários possuindo cópia de apenas 2 (dois) dos mesmos, posto que outros
nunca lhes foram enviados, informando abaixo dados dos que possui:

CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO


EMPRÉSTIMO - CAPITAL DE GIRO GARANTIDO POR
RECEBÍVEIS DE CARTAO DE CRÉDITO Nº 0059-6 060422759-5
CELEBRADO EM 26/02/2014 NO VALOR DE R$ 175.000,00, PARA
PAGAMENTO EM 48 PARCELAS MENSAIS E SUCESSIVAS DE R$
5.533,10 COM A PRIMEIRA PARCELA VENCENDO-SE EM
11/04/2014 E A ÚLTIMA EM 12/03/2018. TODAS AS PARCELAS
FORAM PAGAS.

CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO


EMPRÉSTIMO - CAPITAL DE GIRO GARANTIDO POR
RECEBÍVEIS DE CARTÃO Nº 0059-6 076720352-4 CELEBRADO
EM 25/01/2013 NO VALOR DE R$ 200.000,00 PARA PAGAMENTO
EM 36 PARCELAS MENSAIS E SUCESSIVAS DE R$ 6.788,84 COM
A PRIMEIRA PARCELA VENCENDO-SE EM 25/02/2013 E A
ÚLTIMA EM 25/01/2016. TODAS AS PARCELAS FORAM PAGAS.

O AUTOR É TITULAR AINDA DA CONTA


CORRENTE Nº 56220 AGÊNCIA 3122 ONDE POSSUI LIMITE DE
CRÉDITO.

O Banco Réu, em todos os contratos sempre, cobrou do


Autor juros de forma capitalizada e, o que é pior JUROS
CAPITALIZADOS DIARIAMENTE, sendo certo que há Cláusula
Contratual com previsão expressa de cobrança de juros capitalizados
mensais em todas as CÉDULAS DE CRÉDITO supra citadas, prática
vedada por nosso ordenamento jurídico.

Assinado eletronicamente por: ALOYSIO MENDES MORAES - 17/04/2018 20:48:00 Num. 41676144 - Pág. 2
https://pje.tjmg.jus.br:443/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?x=18041720463518100000040443475
Número do documento: 18041720463518100000040443475
E EVIDENTEMENTE A TOTALIDADE DA
JURISPRUDÊNCIA DE NOSSOS TRIBUNAIS REPUDIA A
COBRANÇA DE JUROS CAPITALIZADOS DIARIAMENTE E
PARA A COBRANÇA CAPITALIZADA MENSAL HÁ DE HAVER
CLÁUSULA CONTRATUAL COM A PREVISÃO

Nosso STJ decidiu no AGRAVO REGIMENTAL Nº


966.398/AL tendo como relator o MINISTRO ALDIR PASSARINHO
JÚNIOR – 4ª Turma, em decisão publicada em 26/08/2008:

“COMERCIAL AGRAVO REGIMENTAL.


CÉDULA DE CRÉDITO INDUSTRIAL.
CAPITALIZAÇÃO DIÁRIA. IMPOSSIBILIDADE,
AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO”

E no caso em exame sequer caberá discussão se permitidos


ou não a cobrança de juros capitalizados mensalmente, já que havendo
previsão contratual para a cobrança de juros capitalizados diários e não
mensalmente, e sendo estes completamente ilegais só poderiam ter sido
cobrados juros capitalizados anualmente.

Em razão do acima exposto e tendo em vista legislação


aplicável à matéria deverá o banco réu, restituir ao Autor devidamente
corrigido e com juros, a diferença entre os juros cobrados de forma
capitalizadas e os juros simples que deveria cobrar.

DA INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI 10.931/04

Não obstante tudo alegado acima, sobre a impossibilidade de


cobrança de juros capitalizados, a Lei 10.931/94, que erigiu a cédula de
crédito bancário a título executivo extrajudicial é INCONSTITUCIONAL
por violação ao princípio da reserva legal estabelecido no art. 192, da
CF/88, nos seguintes termos:

Art. 192. O sistema financeiro nacional, estruturado de forma


a promover o desenvolvimento equilibrado do País
e a servir aos interesses da coletividade, em todas
as partes que o compõem, abrangendo as
cooperativas de crédito, será regulado por leis
complementares que disporão, inclusive, sobre a
participação do capital estrangeiro nas instituições
que o integram. (Destacamos)

Assinado eletronicamente por: ALOYSIO MENDES MORAES - 17/04/2018 20:48:00 Num. 41676144 - Pág. 3
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Número do documento: 18041720463518100000040443475
Importante salientar que o Tribunal de Justiça de Minas
Gerais, no INCIDENTE DE INCONSTITUCIONALIDADE suscitado
no julgamento da Apelação Cível nº 1.0024.06.004928-5/001 reconheceu a
inconstitucionalidade dos artigos 26 a 45 da Lei 10.931/2004, através da
seguinte ementa

Tribunal de Justiça de Minas Gerais


Número do processo: 1.0024.06.004928-5/001(1)
Relator: MOTA E SILVA Data da Publicação:
03/02/2009 INCIDENTE DE INCONSTITUCIONALIDADE -
ART. 26 A 45 DA LEI 10.931/04 - CRIAÇÃO E
REGULAMENTAÇÃO DA CÉDULA DE CRÉDITO
BANCÁRIO EMITIDA EM FAVOR EXCLUSIVO DA
INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS INTEGRANTES DO
SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL - PRESSUPOSTO
FORMAL - ART. 192, CR/88 - INFRINGÊNCIA. Legítima é
a lei que atende aos pressupostos formais e materiais de
sua produção. Por pressuposto formal, tem-se a formação
da lei por autoridade competente e em consonância com
as formalidades e procedimentos estabelecidos pela
constituição; por pressuposto material, a adequação do
conteúdo da lei com os preceitos e princípios da
constituição. Os art. 26 a 45 da Lei 10.931/04, que
criam e regulamentam a emissão de cédula de crédito
bancário em favor de instituições financeiras
integrantes do Sistema Financeiro Nacional são
inconstitucionais, por infringir o pressuposto formal da
reserva legal, nos termos do art. 192, da CF/88.

Em seu voto, o i. Relator, demonstrando de forma


pormenorizada a inconstitucionalidade da lei, esclareceu:

“Os apelantes suscitam incidente de inconstitucionalidade da


Lei 10.931/04, sob o fundamento de infringência aos pressupostos
formal e material.
Razão assiste aos apelantes.
Legítima é a lei que atende aos pressupostos formais e
materiais de sua produção.

Por pressuposto formal, tem-se a formação da lei por


autoridade competente e em consonância com as formalidades e
procedimentos estabelecidos pela constituição; por pressuposto material,

Assinado eletronicamente por: ALOYSIO MENDES MORAES - 17/04/2018 20:48:00 Num. 41676144 - Pág. 4
https://pje.tjmg.jus.br:443/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?x=18041720463518100000040443475
Número do documento: 18041720463518100000040443475
a adequação do conteúdo da lei com os preceitos e princípios da
constituição.

(...)

Analisando a lei em comento, especificamente seu Capítulo IV


(art. 26 a 45) - DA CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO, vejo que houve
regulamentação do Sistema Financeira Nacional, eis que a norma em
comento criou e regulamentou o título de crédito denominado ‘Cédula de
Crédito Bancário’, de emissão exclusiva em favor de instituição financeira
integrante do Sistema Financeiro Nacional, conforme preceitua o § 1º, art.
26, da citada lei.

Pela leitura do art. 28, § 1º, inc. I vê-se claramente a


regulamentação do Sistema Financeiro Nacional, e não só a criação de um
simples título de crédito, como a primeira vista pode parecer, pois do
referido artigo extrai-se a permissão dada às instituições financeiras de
capitalizar juros em periodicidade que entender por bem em contratar.

Mais estarrecedor é o § 1º do art. 29, que permite à


instituição financeira credora da Cédula de Crédito Bancário efetivar
endosso em preto em favor de qualquer pessoa, inclusive pessoas não
integrantes do Sistema Financeira Nacional, que poderão exercer todos os
direitos por ela conferidos, inclusive cobrar os juros e demais encargos na
forma pactuada na Cédula. Em outras palavras, estendeu-se a
particulares o direito de cobrar juros superiores à taxa legal!
Pelo art. 43, constata-se que a instituição financeira credora
da Cédula de Crédito Bancário, para emitir título representativo das
Cédulas, deve observar normas estabelecidas pelo Conselho Monetário
Nacional.

Da mesma forma, o art. 45 estabelece a possibilidade de


redesconto da Cédula junto Banco Central do Brasil, observando-se
critérios, normas e instruções baixadas pelo Conselho Monetário
Nacional, além de regulamentar, em seus parágrafos, procedimentos a ser
observados pelo Banco Central do Brasil para o redesconto das Cédulas.

Vejam o texto dos art. 36 a 45 da Lei 10.931/04:

(...)

Com efeito, regulamentando o Sistema Financeiro Nacional


por lei ordinária, infringira a lei em comento o pressuposto formal da
reserva legal, eis que a regulamentação do Sistema Financeira Nacional é
restrita à Lei Complementar, nos termos do art. 192 da Constituição da
República de 1988, in verbis:

“Art. 192. O sistema financeiro nacional, estruturado de


forma a promover o desenvolvimento equilibrado do País e a servir aos
interesses da coletividade, em todas as partes que o compõem,
abrangendo as cooperativas de crédito, será regulado por leis

Assinado eletronicamente por: ALOYSIO MENDES MORAES - 17/04/2018 20:48:00 Num. 41676144 - Pág. 5
https://pje.tjmg.jus.br:443/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?x=18041720463518100000040443475
Número do documento: 18041720463518100000040443475
complementares que disporão, inclusive, sobre a participação do capital
estrangeiro nas instituições que o integram.” (grifos nossos).

Sobre o princípio da reserva de lei, leciona o festejado


constitucionalista José Afonso da Silva:

“Tem-se, pois, reserva de lei quando uma norma


constitucional atribui determinada matéria à lei formal (ou a atos
equiparados, na interpretação firmada na praxe), subtraindo-a, com isso,
à disciplina de outras fontes, àquela subordinadas” (Crisafulli, Lezioni di
Diritto Constituzionale, v. II, t. I/52, apud José Afonso da Silva, Curso de
Direito Constitucional Positivo, 17ª edição, Ed. Malheiros, p. 423-424).

( ...)

É absoluta a reserva constitucional de lei quando a disciplina


da matéria é reservada pela Constituição à lei, com exclusão, portanto, de
qualquer outra fonte infralegal, o que ocorre quando ela emprega
fórmulas como: 'a lei regulará', 'a lei disporá', 'a lei complementar
organizará', 'a lei criará', 'a lei poderá definir' etc." (José Afonso da
Silva, Curso de Direito Constitucional Positivo, 17ª edição, Ed. Malheiros,
p. 423-424).

(...)

Em relação ao argumento dos apelantes, de infringência a


requisito formal, por infringência aos requisitos da Lei Complementar
95/98, especificamente por não ter a Lei 10.931/04 tratado de um único
objeto e conter matéria estranha em seu bojo, razão em parte lhes assiste.

A Lei Complementar n.º 95/98, em seu art. 18, estabelece que


"eventual inexatidão formal de norma elaborada mediante processo
legislativo regular não constitui escusa válida para o seu
descumprimento."

Embora a inexatidão formal contida na Lei 10.931/04,


consistente em não ter tratado de um único objeto e conter matéria
estranha em seu bojo, pudesse ser relevado, o processo legislativo não fora
regular, tendo em vista que não fora obedecido o processo legislativo
previsto para a elaboração de lei complementar, espécie normativa esta
imposta pela Constituição da República Federativa do Brasil de 1988
para regulamentar do Sistema Financeiro Nacional.

Nesse sentido, Alexandre de Moraes, no livro Direito


Constitucional, 18ª edição, Editora Atlas, p. 598, ensina:

‘São duas as diferenças entre lei complementar e lei ordinária.


(...) A segunda é formal e diz respeito ao processo legislativo, na fase de
votação. Enquanto o quorum para aprovação da lei ordinária é de
maioria simples (art. 47), o quorum para aprovação da lei complementar

Assinado eletronicamente por: ALOYSIO MENDES MORAES - 17/04/2018 20:48:00 Num. 41676144 - Pág. 6
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Número do documento: 18041720463518100000040443475
é de maioria absoluta (art. 69), ou seja, o primeiro número inteiro
subseqüente à divisão dos membros da Casa legislativa por dois. (...)’

‘Não será o detentor da iniciativa legislativa, tampouco o


Congresso Nacional que determinará qual o procedimento a seguir, se o
da lei ordinária ou se o da lei complementar. Isso dependerá da matéria e
da própria exigência constitucional.’

Por fim, em relação ao pressuposto material, a lei 10.931/04,


em meu entendimento, não infringira nenhum preceito ou princípio da
constituição.

PELO EXPOSTO, considerando tudo quanto foi visto,


exercendo o controle difuso de constitucionalidade, DECLARO A
INCONSTITUCIONALIDADE dos art. 26 a 45 da Lei 10.931/04.”

Além das razões apresentadas com maestria pelo i.


Desembargador, cabe salientar que referida legislação é um ultraje ao
entendimento consolidado na jurisprudência, na medida em que, como que
“num passe de mágica”, bastando apenas a colocação da expressão
“CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO” à frente do documento,
transforma qualquer operação bancária (independente de sua natureza) em
título executivo extrajudicial, até mesmo os contratos de abertura de crédito
em conta corrente (art. 28, §2º, II, da Lei), o que é um verdadeiro absurdo,
para não dizer, aberração violadora das segurança negocial.

Diante de todo o exposto, requere o Autor, que esse i.


Juízo, reconhecendo a inconstitucionalidade da lei que erigiu a status
de título executivo a CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO, e
consequentemente permitiu a cobrança de juros capitalizados sem
qualquer restrição, só por se tratar de Cédula de Crédito Bancário,
declare a nulidade das Cédulas de Créditos objeto desta ação.

DA TAXA DE JUROS ACIMA DA LEGAL

Conforme comprova cópia dos extratos que ora se juntam


aos autos os contratos os empréstimos tiveram taxas de juros acima da taxas
médias de mercado, e hoje a jurisprudência de nossos Tribunais é toda no
sentido de redução das taxas de juros quando estas são superiores as taxas
médias de mercado.

Não por outro motivo nosso STJ decidiu no AGRAVO


REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 540000/MS

Assinado eletronicamente por: ALOYSIO MENDES MORAES - 17/04/2018 20:48:00 Num. 41676144 - Pág. 7
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Número do documento: 18041720463518100000040443475
publicado em 24/11/2014 que teve como Relator o Ministro JOÃO
OTÁVIO DE NORONHA:

AGRAVO REGIMENTAL. CONTRATO


BANCÁRIO. AÇÃO REVISIONAL. JUROS
REMUNERATÓRIOS. LIMITAÇÃO
ABUSIVIDADE DA TAXA CONTRATADA EM
RELÇÃO A TAXA MÉDIA DE MERCADO.
CAPITALIZAÇÃO DE JUROS.COMISSÃO DE
PERMANÊNCIA.INOVAÇÃO RECURSAL,
IMPOSSIBILIDADE. PRECLUSÃO
CONSUMATIVA.
1- A ALTERAÇÃO DA TAXA DE JUROS
REMUNERATÓRIOS PACTUADA EM
MÚTUO BANCÁRIO DEPENDE DE
DEMONSTRAÇÃO CABAL DE SUA
ABUSIVIDADE EM RELÇÃO A TAXA MÉDIA
DE MERCADO (RECURSO ESPECIAL
REPETITIVO 1.112.879/PR)
2- NÃO SE ADMITE INOVAÇÃO RECURSAL
EM SEDE DE AGRAVO REGIMENTAL, EM
RAZÃO DO INSTITUTO DA PRECLUSÃO
CONSUMATIVA.
3- AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.

Desta forma comprovará o Autor em prova pericial a ser


realizada, que as taxas de juros praticadas pelo banco réu estão muito acima
das taxas médias praticadas no Mercado Financeiro Nacional, razão pela
qual requer que a diferença seja devolvida ao Autor devidamente corrigidas
e com juros desde cada indevida cobrança.

DA COBRANÇA DE COMISSÃO
DE PERMANÊNCIA EM TAXAS
ACIMA DAS PERMITIDAS

Hoje não cabe mais discussão se é ou não cabível a


cobrança da COMISSÃO DE PERMANÊNCIA em contratos bancários por
inadimplência, sendo certo que o STJ editou a recente SÚMULA 472 que
diz em seus texto:

Assinado eletronicamente por: ALOYSIO MENDES MORAES - 17/04/2018 20:48:00 Num. 41676144 - Pág. 8
https://pje.tjmg.jus.br:443/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?x=18041720463518100000040443475
Número do documento: 18041720463518100000040443475
SÚMULA 472 STJ- A COBRANÇA DE
COMISSÃO DE PERMANÊNCIA-CUJO VALOR NÃO PODE
ULTRAPASSAR A SOMA DOS ENCARGOS
REMUNERATÓRIOS E MORATÓRIOS PREVISTOS NO
CONTRATO – EXCLUI A EXIGIBILIDADE DOS JUROS
REMUNERATÓRIOS, MORATÓRIOS, E DA MULTA
CONTRATUAL.

Desta forma, após a edição da Súmula 472 não se permite


mais a cobrança de encargos moratórios cumulados, e a COMISSÃO DE
PERMANÊNCIA não poderá ser maior do que a soma dos encargos
remuneratórios e moratórios previstos no contrato.

No caso dos como comprova lançamentos nos extratos ora


juntados aos autos além dos juros cobrados, o banco réu cobrou do Autor
tarifas como ENCARGOS CONTA CORRENTE e ADIANTAMENTO A
DEPOSITANTE que nada mais são do que a COMISSÃO DE
PERMANÊNCIA com outras nomenclaturas.

A COMISSÃO DE PERMANÊNCIA, cobrada do Autor


embora nos extratos não conste as taxas praticadas, são muito superiores as
permitidas pela Súmula 472 –STJ , o TJRS em decisão recente proferida
em 28/03/2014 na Apelação Cível nº 70057876302 – 12ª Câmara Cível
Relator Desembargador GUINTHER SPODE decidiu conforme Ementa
abaixo transcrita:

“AÇÃO REVISIONAL. CÉDULA DE CRÉDITO


BANCÁRIO. ENCARGOS MORATÓRIOS.
COMISSÃO DE PERMANÊNCIA PACTUADA COM
DENOMINAÇÃO DE JUROS REMUNERATÓRIOS.
ESTANDO CONTRATADA, MESMO QUE
DESIGNADA DE “JUROS REMUNERATÓRIOS”
ADMITE-SE A COBRANÇA DA COMISSÃO DE
PERMANÊNCIA DE FORMA EXCLUSIVA PARA O
PERÍODO DE INADIMPLÊNCIA, DESDE QUE NÃO
CUMULADA COM JUROS MORATÓRIOS, MULTA
OU CORRAÇÃO MONETÁRIA, CALCULADA A
TAXA MÉDIA DE MERCADO, NÃO PODENDO O
VALOR ULTRAPASSAR A SOMA DOS ENCARGOS
REMUNERATÓRIOS E MORATÓRIOS PREVISTOS
NOS CONTRATOS. OBERVÂNCIA DAS SÚMULAR
30,294,296 E 472 TODAS DO STJ”

Assinado eletronicamente por: ALOYSIO MENDES MORAES - 17/04/2018 20:48:00 Num. 41676144 - Pág. 9
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Número do documento: 18041720463518100000040443475
Assim de acordo com a SÚMULA 472 do STJ e demais
Súmulas citadas no Acórdão acima, a comissão de permanência só poderia
ser a soma dos juros remuneratórios com juros moratórios de 1% ao mês, na
mas os valores cobrados são muito superiores ao permitido pela SÚMULA
472-STJ.

Desta forma completamente ilegal a cobrança de


ENCARGOS FINANCEIROS CUMULADOS COM A COMISSÃO
DE PERMANÊNCIA, conforme cobra o banco réu de seus clientes.

Razão pela qual e com base na SÚMULA 472 STJ o


banco réu deverá devolver ao Autor, todos os valores excedentes cobrados
como COMISSÃO DE PERMANÊNCIA de TODOS os contratos já
celebrados entre as partes, devidamente atualizados e com juros desde cada
ilegal cobrança. AINDA QUE A COMISSÃO DE PERMANÊNCIA
TENHA SIDO COBRADOS COM DENOMINAÇÕES DE ENCARGOS
CONTA CORRENTE, ADIANTAMENTO A DEPOSITANTE, ETC.

DA ILEGALIDADE DA COBRANÇA DA TAC

As Cédulas de Crédito Bancário objetos desta ação há


previsão de cobrança de TARIFA DE ABERTURA DE CRÉDITO TAC,
que foram efetivamente cobrados do Autor em todos os contratos já
celebrados.

A Resolução nº 3.58/07 do BACEN veda a cobrança de Tarifa


de Abertura de Crédito já que em seu artigo 2º e 3º, assim absolutamente
ilegal a cobrança da TAC razão pela qual REQUER seja determinado a
devolução das tarifas (TAC) cobradas EM TODOS OS CONTRATOS JÁ
CELEBRADOS devidamente atualizadas e com juros.

Com efeito, na CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIA Nº


0059-6 076720352-4, há cláusula nº 1.5 com cobrança da TAC no valor de
R$ 500,00

Na CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIA Nº 0059-6


06042759-5, há cláusula nº 1.5 com cobrança da TAC no valor de R$
1.000,00

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Desta forma todas as ilegais cobranças da TAC deverão ser
devolvidas ao Autor, devidamente atualizados e com juros de 1% deste
cada cobrança.

DA VENDA CASADA NA COBRANÇA DE SEGURO

Conforme consta de cláusulas contratuais da CÉDULA


DE CRÉDITO BANCÁRIO Nº 0059-6 06042759-5 celebrados entre
Autor e Banco, houve venda casada de seguro que na verdade o Autor foi
obrigado a contratar por imposição do banco réu.

Referido seguro teve prêmio no valor de R$ 13.473,50


(treze mil quatrocentos e setenta e três reais e cinquenta centavos).

Assim a obrigação de contratar seguro constitui venda


casada prática vedada pelo artigo 39 inciso I do CODECON que diz em seu
texto:

“É VEDADO AO FORNECEDOR DE
PRODUTOS OU SERVIÇOS DENTRE
OUTRAS PRÁTICAS ABUSIVAS:
I- CONDICIONAR O FORNECIMENTO DE
PRODUTOS OU SERVIÇOS AO
FORNECIMENTO DE OUTROS SERVIÇOS
BEM COMO, SEM JUSTA CAUSA A
LIMITES QUATITATIVOS.

Assim como o prêmio do seguro pago antecipadamente


junto com a contratação do empréstimo, da Cédula de Crédito acima, no
valor de R$ 13.473,50 (treze mil quatrocentos e setenta e três reais e
cinquenta centavos) e a sua venda constitui venda casada, este valor deverá
ser devolvido ao Autor devidamente corrigidas e com juros desde o
pagamento.

DA EXIBIÇÃO INCIDENTAL DE DOCUMENTOS

O Autor antes do ajuizamento da presente ação solicitou


verbalmente ao gerente de sua conta corrente lhe fosse fornecido extrato
com todos os pagamentos efetuados pelo Autor, em todos os contratos, mas
não lhe foi fornecido sequer demonstrativo de pagamentos, assim,
REQUER a INTIMAÇÃO do banco réu para juntar com a Contestação
cópia de TODOS os contratos já celebrados entre as partes desde a abertura
da conta corrente e de demonstrativo com todos os pagamentos efetuados

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pelo Autor em TODOS os contratos já celebrados entre as partes desde o
início do relacionamento comercial, inclusive dos supra citados informando
os valores e datas de pagamento, e de extratos bancários desde a abertura da
CONTA CORRENTE Nº 56220 AGÊNCIA 3122 para que em possível
futura prova pericial possa ser apurado o valor a ser devolvido ao Autor.

DA APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE
DEFESA DO CONSUMIDOR E DA
INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA

A relação aqui discutida é regida pelo Código de Defesa


do Consumidor e isto ocorre, pois tanto o Autor como a instituição
bancária Ré podem ser conceituadas, respectivamente, como consumidor e
fornecedora, a teor do disposto na Lei 8078/90.

Se dúvidas sobre a aplicação do CDC às relações


entabuladas com as instituições financeiras ainda persistiam, todas
foram dissuadidas com o advento da Súmula nº. 297 do STJ, que assim
prevê:

SÚMULA 297: “O Código de Defesa do Consumidor é


aplicável às instituições financeiras.” (Precedentes: Resp
nº106.888-PR, 2ª Seção, DJ de 5/8/02; Resp nº 298.369-RS, 3ª
Turma, DJ de 25/8/03, e Resp nº 57.974-RS, 4ª Turma, DJ de
29/5/95).

Assim, requer o Autor que na solução da lide sejam


sobrelevados os ditames da legislação consumerista.

E, levando-se em conta não só a flagrante hipossuficiência


técnica do Autor bem assim sua hipossuficiência financeira ante o poder
econômico do Réu, imperiosa a inversão do ônus da prova, conforme
comando do art. 6º do CODECOM, corroborado pela jurisprudência firme
de nossas Cortes, mormente quando se evidencia a verossimilhança das
alegações como neste caso:

APELAÇÃO CÍVEL – DECLARATÓRIA DE


INEXISTÊNCIA DE DÉBITO C/C REPARAÇÃO DE
DANOS MORAIS – NULIDADE DA SENTENÇA –
DENUNCIAÇÃO DA LIDE – CÓDIGO DE DEFESA DO
CONSUMIDOR (LEI 8.078/90) – DESCABIMENTO –

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RELAÇÃO DE CONSUMO – CONTRATO DE
RENEGOCIAÇÃO DE DÍVIDA DE CARTÃO DE
CRÉDITO – INADIMPLÊNCIA DE PARCELA, ANTE A
INSUFICIÊNCIA DE SALDO NA CONTA CORRENTE
DA AUTORA – INCOMPROVAÇÃO DO ALEGADO –
INSCRIÇÃO NOS CADASTROS DO SPC –
NOTIFICAÇÃO DA INCLUSÃO QUE NÃO INDICA
CORRETAMENTE, A DATA DE VENCIMENTO, NEM
A PARCELA INADIMPLIDA – ILEGALIDADE –
FURTO DO CARTÃO DE CRÉDITO –
COMUNICAÇÃO IMEDIATA À ADMINISTRADORA,
PORÉM POSTERIOR À EFETIVAÇÃO DE COMPRA
PELO AGENTE DO ILÍCITO – BOA-FÉ DA AUTORA
DEMONSTRADA – UTILIZAÇÃO FRAUDULENTA –
INCOMPROVAÇÃO – INVERSÃO DO ÔNUS DA
PROVA – ART. 6º, DO CDC – DÍVIDA INEXISTENTE –
INCLUSÃO NO CADASTRO DE DEVEDORES (SPC E
SERASA) – DANO MORAL CONFIGURADO –
INDENIZAÇÃO DEVIDA – DESNECESSIDADE DE
COMPROVAÇÃO DO REFLEXO DO PREJUÍZO –
MONTANTE INDENIZATÓRIO ADEQUADAMENTE
FIXADO – SENTENÇA MANTIDA – RECURSO
DESPROVIDO – O Código de Defesa do Consumidor, em
seu art. 88, proíbe a denunciação da lide nas causas que dele
decorrem. Embora tal dispositivo só faça referência, de
forma expressa, às hipóteses do art. 13, parágrafo único,
certo é que o impedimento alcança todos os casos que
decorrem de uma relação de consumo, entre o comerciante
em consumidor. O CDC permite a inversão do ônus da
prova em favor do consumidores sempre que for
hipossuficiente ou verossímil sua alegação. "Nos
termos da jurisprudência da Turma, em se tratando
de indenização decorrente da inscrição irregular no
cadastro de inadimplentes, "a exigência de prova de
dano moral (extrapatrimonial) se satisfaz com a
demonstração da existência da inscrição irregular"
nesse cadastro" (RESP. 165.727, Relator Ministro
Sálvio de Figueiredo Teixeira). Na ausência de um
padrão ou de uma contraprestação, que dê o correspectivo
da mágoa, o que prevalece é o critério de atribuir ao Juiz
arbitramento da indenização. (TJPR – ApCiv 0119448-1 –
(74) – Curitiba – 7ª C.Cív. – Rel. Des. Mário Rau – DJPR
29.04.2002)

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Assim com a inversão do ônus da prova deverá o Banco
Réu, provar nestes autos que cobrou nos contratos celebrados os juros
contratados, não cobrou do Autor juros de forma capitalizada diária, ou que
tinha autorização legal para cobrá-los desta forma, que a comissão de
permanência foi cobrada conforme determinado na Súmula 472 STJ.

DA CORREÇÃO MONETÁRIA E DOS JUROS

Não se pode duvidar, que o lucro obtido com os valores


debitados indevidamente na conta do Autor, foram utilizados pelo Banco
Réu, em novos empréstimos a outros clientes ou aplicadas no mercado
financeiro e consequentemente trouxeram mais lucro ao mesmo.

Assim, nada mais justo do que os valores aqui reclamados


sejam devolvidos devidamente corrigidos pelos índices de correção
monetária fornecidos pelo TJMG desde as datas dos lançamentos, e com
juros desde as mesmas datas, pois tal pedido objetiva impedir que aquele
que retirou indevidamente e ilicitamente valores da conta de seus
correntistas (no caso através de juros capitalizados) possa obter lucro
com seu ato ilícito.

Ressalte-se que a correção monetária e os juros em tais


casos é direito garantido não só pelo CCB como é matéria sumulada no STJ
conforme abaixo transcrito:

STJ Súmula nº 54 - 24/09/1992 - DJ 01.10.1992


Juros Moratórios - Responsabilidade Extracontratual Os
juros moratórios fluem a partir do evento danoso, em caso de
responsabilidade extracontratual.

STJ Súmula nº 43 - 14/05/1992 - DJ 20.05.1992


Correção Monetária - Ato Ilícito Incide correção monetária
sobre dívida por ato ilícito a partir da data do efetivo prejuízo.

Assim todos os valores a serem restituídos deverão ser


devidamente corrigidos deste a data dos INDEVIDOS lançamentos, (data da
incidência da capitalização dos juros) e com juros desde as respectivas
cobranças.

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Por todo o exposto requer à V. Exa:

a) aplicação do CODECON ao presente feito e a


inversão do ônus da prova em favor do Autor.

b) a citação do Réu por Carta, no endereço constante


do preâmbulo, para que conteste a presente no
prazo legal, sob pena de revelia e confissão;

c) seja o Réu, Intimado a apresentar em juízo


TODOS os contratos de empréstimos já celebrados
entre as partes assim como TODOS os extratos de
movimentação bancária de todo o período de
vigência da conta corrente, e, demonstrativo com
os valores pagos e suas respectivas datas de
pagamento, de todos os contratos supra citados.

d) Finalmente REQUER seja a ação julgada


totalmente procedente com a condenação do
Banco Réu, a devolver ao Autor a diferença dos
juros cobrados de forma capitalizada diariamente
(repetição do indébito) devidamente corrigido
com juros e correção monetária desde as
cobranças efetuados de forma ilegal, permitida
apenas a capitalização anual, a devolução de
eventual cobrança de tarifas não contratadas e não
permitida pelo BACEN, a devolução das taxas de
juros acima das taxas médias do mercado
financeiro, devolução da diferença de comissão de
permanência cobrada do Autor a maior, também
com juros e correção monetária, e devolução dos
prêmios de seguro pagos pelo Autor por
imposição do banco réu também corrigidos e com
juros desde as cobranças com a condenação ainda
do Réu no pagamento das custas processuais e
honorários advocatícios de 20%, sobre a
condenação.

Protestando por todos os meios de provas em


direito admitidos, especialmente pelo depoimento pessoal do representante

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legal do Réu, pena de confesso, oitiva de testemunhas, prova documental e
pericial.

Dá-se á presente para efeitos fiscais e de alçada o


valor de R$ 15.000,00.

Nestes Termos,

Pede Deferimento.

Juiz de Fora, 12 de abril de 2018

P.p. ALOYSIO MENDES MORAES


OAB-MG 30.040
4ª SUBSEÇÃO

P.p. LUCAS MICHERIF DE MORAES


OAB-MG 118.714
4ª SUBSEÇÃO

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Assinado eletronicamente por: ALOYSIO MENDES MORAES - 17/04/2018 20:48:05 Num. 41676160 - Pág. 18
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PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE MINAS GERAIS

COMARCA DE JUIZ DE FORA

6ª Vara Cível da Comarca de Juiz de Fora

Rua Marechal Deodoro, 662, Centro, JUIZ DE FORA - MG - CEP:

CERTIDÃO DE TRIAGEM

( x ) a classe processual está correta, bem como a vinculação dos assuntos pertinentes à demanda;

( ) todas as partes e advogados da parte autora estão devidamente cadastrados, bem como se a
qualificação constante na petição inicial e os documentos que a instruem estão convergentes;

( x ) endereço do autor informado com equívoco, devendo ser informado o correto;

( x ) não houve indicação do endereço eletrônico de todas as partes (NCPC, art. 319, II);

( ) pedido de segredo de justiça;

( ) justiça gratuita;

( ) liminar ou antecipação de tutela houve marcação no Sistema;

( x ) o instrumento do mandato conferido ao advogado está anexado;

( ) protesto expresso pela juntada da procuração em 15 ( quinze) dias;

Assinado eletronicamente por: ANTONIO CARLOS DA ROSA SILVA JUNIOR - 17/05/2018 10:57:13 Num. 43738434 - Pág. 1
https://pje.tjmg.jus.br:443/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?x=18051710571282900000042489991
Número do documento: 18051710571282900000042489991
( x ) juntada de comprovante do recolhimento das custas, da taxa judiciária e das despesas judiciais e se
houve recolhimento compatível entre o valor mencionado na petição inicial e o valor efetivo da causa,
quando cabível – não vinculada devido ao não acesso ao sistema;

( ) existe processo físico envolvendo as mesmas partes, objeto e causa de pedir na comarca.

JUIZ DE FORA, 17 de maio de 2018

Assinado eletronicamente por: ANTONIO CARLOS DA ROSA SILVA JUNIOR - 17/05/2018 10:57:13 Num. 43738434 - Pág. 2
https://pje.tjmg.jus.br:443/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?x=18051710571282900000042489991
Número do documento: 18051710571282900000042489991
PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE MINAS GERAIS

COMARCA DE JUIZ DE FORA

6ª Vara Cível da Comarca de Juiz de Fora

Rua Marechal Deodoro, 662, Centro, JUIZ DE FORA - MG - CEP:

PROCESSO Nº 5005822-68.2018.8.13.0145

CLASSE: PROCEDIMENTO COMUM (7)

ASSUNTO: [Capitalização / Anatocismo, Limitação de Juros, Comissão de Permanência, Bancários,


Tarifas]

AUTOR: OVERPASS EIRELI - EPP

RÉU: ITAU UNIBANCO S.A.

Vistos etc.

Deixo de designar neste momento audiência de conciliação prevista no artigo 334 do CPC e o faço em
razão da pauta de audiências neste juízo já se encontrar sem datas próximas para designação, o que vai de
encontro ao princípio da celeridade processual.

Ademais, essas audiências têm se revelado infrutíferas, com índice perto de zero de êxito, o que se explica
pelo fato de não haver conhecimento pelo conciliador de quais serão os argumentos usados pelo
requerido, que por vezes, demonstrando desinteresse apresenta contestação antes ou durante a audiência.

Observo que há estados, como São Paulo, que exigem prazo mínimo de 90 dias para cumprimento de
carta precatória citatória, o que leva este juízo a designar audiência com prazo de 150 dias, pelo menos,
tornando prejudicial aos interesses das partes.

Assinado eletronicamente por: FRANCISCO JOSE DA SILVA - 17/05/2018 13:11:27 Num. 43753999 - Pág. 1
https://pje.tjmg.jus.br:443/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?x=18051713112705200000042505416
Número do documento: 18051713112705200000042505416
Por conseguinte, em atenção ao princípio constitucional da razoável duração do processo, nada impede
que o Juízo designe sessão conciliatória no curso do processo, conforme disposto no art. 139, V do CPC,
ou que realize no momento de organização e saneamento do processo, art. 357,§3° do CPC.

Assim, cite-se o réu para oferecer resposta que quiser e puder no prazo legal, de acordo com art. 335 do
CPC.

Int.

FRANCISCO JOSÉ DA SILVA

Juiz de Direito

JUIZ DE FORA, 17 de maio de 2018

Assinado eletronicamente por: FRANCISCO JOSE DA SILVA - 17/05/2018 13:11:27 Num. 43753999 - Pág. 2
https://pje.tjmg.jus.br:443/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?x=18051713112705200000042505416
Número do documento: 18051713112705200000042505416
Expedi carta de citação como segue:

CARTA DE CITAÇÃO E INTIMAÇÃO

PROCESSO Nº: 5005822-68.2018.8.13.0145

AUTOR: OVERPASS EIRELI - EPP

RÉU: ITAU UNIBANCO S.A.

PESSOA A SER CITADA: ITAU UNIBANCO S.A.

Pela presente, fica V. Sª. CITADO, por todo o conteúdo da petição inicial e despacho que
poderão ser visualizados através da chave de acesso que segue em anexo, bem como por todo o teor
do despacho adiante transcrito. DESPACHO: “(...) cite-se o réu para oferecer resposta que quiser e puder
no prazo legal, de acordo com art. 335 do CPC.” Int. FRANCISCO JOSÉ DA SILVA - Juiz de Direito.

SERVENTUÁRIO RESPONSÁVEL:
Emissão em:
15/06/2018

Assinado eletronicamente por: ANTONIO CARLOS DA ROSA SILVA JUNIOR - 15/06/2018 09:41:21 Num. 45448879 - Pág. 1
https://pje.tjmg.jus.br:443/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?x=18061509405439200000044193218
Número do documento: 18061509405439200000044193218
PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE MINAS GERAIS

COMARCA DE JUIZ DE FORA

6ª Vara Cível da Comarca de Juiz de Fora

Rua Marechal Deodoro, 662, Centro, JUIZ DE FORA - MG - CEP:

TERMO DE JUNTADA

PROCESSO Nº 5005822-68.2018.8.13.0145

PROCEDIMENTO COMUM (7)

AUTOR: OVERPASS EIRELI - EPP

RÉU: ITAU UNIBANCO S.A.

Certifico que junto o AR cumprido.

JUIZ DE FORA, 29 de agosto de 2018

Assinado eletronicamente por: DENISE CRISTINA ZANETTI DE LIMA - 29/08/2018 15:31:17 Num. 50593715 - Pág. 1
https://pje.tjmg.jus.br:443/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?x=18082915311681100000049324804
Número do documento: 18082915311681100000049324804
Assinado eletronicamente por: DENISE CRISTINA ZANETTI DE LIMA - 29/08/2018 15:31:19 Num. 50593784 - Pág. 1
https://pje.tjmg.jus.br:443/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?x=18082915311725600000049324873
Número do documento: 18082915311725600000049324873