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Hamilton Estevão Alberto

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UNIVERSIDADE CATÓLICA DE ANGOLA

MANUAL DE APOIO À DIAGRAFIAS


DE RESERVATÓRIOS

Professor : Hamilton Alberto


Hamilton Estevão Alberto

RESUMO

 NOÇÕES DE GEOLOGIA
 PROPRIEDADES ELÉTRICAS DAS ROCHAS
 PROPRIEDADES RADIOATIVAS DAS ROCHAS
 PROPRIEDADES ACÚSTICAS DAS ROCHAS
 PROPRIEDADES DOS FLUIDOS
 LEITURA DE PERFIS DE POÇO(WELL LOGS)
 EXERCÍCIOS
Hamilton Estevão Alberto

Introdução
A Diagrafia de reservatórios uma cadeira lecionada no ensino
superior nos cursos de Geofísica e Engenharias de Petróleo em
Angola. Apresenta-se como uma disciplina de enquadramento
analógico e inferência de conhecimentos das propriedades das
rochas e dos fluídos contidos no mesmo.
Pois no contexto mas abrangente esta disciplina apresenta-se
como introdução á Petrofísica e não obstante á uma necessidade
de os conteúdos ministrados serem mais abrangentes não
somente em olhar nas informações obtidas em poços abertos
(Open hole) mas também em poços revestidos (Cased Hole). Este
manual apresentara-se como um suporte técnico - didático de
experiencias vividas no campo de trabalho por mim e pessoas
mais experientes, e não obstante a difusão de conhecimentos
obtidos em outros livros.
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Introdução a conceitos de Geologia


A Geologia é a ciência da Terra, de seu arcabouço, da sua composição, de
seus processos internos e externos e de sua evolução. O campo de
atividade da Geologia é, por conseguinte, a porção da terra constituída
de rochas que, por sua vez, são as fontes de informações. Entretanto, a
formação das rochas de um conjunto de fatores físicos, químicos, donde
os interesses se entrecruzarem repetidamente.

A importância da Geologia na Industria de hidrocarbonetos

O conhecimento básico da geologia de diferentes formações geológicas é


extremamente importante para estudar como e porque da exploração de
hidrocarbonetos.

Um conceito muito comum e errado é da ideia de que os hidrocarbonetos são


encontrados em grandes cavidades na sub-superficie. Enquanto de que de facto os
hidrocarbonetos ocorrem tipicamente em cavidades extremamente
Pequenas ou pelos poros distribuídos através da formação.
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Fig1. Representação dos poros da formação geológica

Tipos de Rochas
Definições de Rochas

Rochas são materiais constituintes essenciais da crosta terrestre, provenientes


da solidificação magma ou de lavas vulcânicas, ou da consolidação de
depósitos sedimentares, tendo ou não sofrido transformações metamórficas.
São materiais que apresentam elevada resistência mecânica, podendo sofrer
modificações quando em contato com ar e água em casos bastante especiais.
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As rochas são classificadas baseando-se nos processos envolventes na sua origem. A


maior classificação incluem rochas Ígneas, metamórficas e rochas sedimentares.
Os hidrocarbonetos são associados as rochas sedimentares, mas do que um outro tipo
de rochas . Isto deve-se porque as rochas sedimentares podem ser porosas e
permeáveis. Podem conter fluidos e permitir com que estes fluidos fluam.

Fig2. Ciclo das Rochas


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Classificação das Rochas Sedimentares


Rochas Sedimentares

Clásticas Químicas Bioquímicas

Clásticas
Este grupo de rochas sedimentares contam com uma grande percentagem de rochas
de produção de hidrocarbonetos mundialmente. As rochas clásticas são compostas
por clásticos, na qual são fragmentos ou grãos de algumas antigas ou pré existentes
rochas.

Os clásticos, ou sedimentos são erodidos a partir dos seus parentes rocha e


transporte por água, vento ou por gravidade para uma outra locação geográfica antes
de começar a deposição.

Depois de sua deposição, estes sedimentos são submetidos a compactação pelo peso
dos sedimentos
Sobrepostos e são cementados juntamente por precipitação dos minerais a partir da
solução.
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Fig3. Rocha sedimentar clástica


Conglomerado

Arenitos
Rochas Clásticas
Siltitos

Xistos
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Fig4. Conglomerado com uma amostra de 16cm


Fig5. Arenito com uma amostra de 2cm

Fig6. Conglomerado com uma amostra de 15cm Fig7. Siltito em uma secção com uma amostra de 10mm
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Fig8. Areia incosolidade com uma amostra de .27cm Fig9. Areia consolidada com uma amostra de .30mm

Os arenitos muitas vezes formam bons reservatórios quando uma boa


quantidade de porosidade é preservada. A quantidade de permeabilidade e
de porosidade nos arenitos depende de alguns factos tais como: a
compactação, cementação também o tamanho dos pacotes dos seus grãos e
a variação do seu tamanho.

A maior parte de reservatórios produtivos globalmente ocorrem em arenitos


com um grande volume de hidrocarbonetos.
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Xistos são rochas sedimentares clásticas formadas por sedimentos extremamente


pequenos, e é muito importante na Industria do petróleo por varias razões. Elas não
são tipicamente reservatórios de hidrocarbonetos. Tem uma grande quantidade de
porosidade, ma apresenta uma grande percentagem de tamanhos de sedimentos de
argilas que tendem a quebrar estes poros e destrói qualquer permeabilidade a não ser
que a rocha já tenha sido fraturada.

Um exemplo de xistos muito produtivo naturalmente fraturado é Bernett Shale no


Centro Norte de Texas.

Fig10. Shale do Lower Creataceos com uma amostra de .10mm


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Os xistos devido da sua falta de permeabilidade, são também importantes


como formações de selo de reservatórios, se uma rocha reservatória de
hidrocarboneto é encoberta por um xisto impermeável, então estes não tem
como escapar e são contidos como mostra a figura convenientemente,
arenitos e xistos são frequentemente depositados em ambientes de
intercalações próxima
S . Por isso é bastante possível que os poros e a permeabilidade dos arenitos
de um reservatório pode encobrir-se em um selo impermeável de xistos.

Fig10. Canal Lenticular com água, óleo e gás


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Dolomite
Carbonatadas
Calcário
Rochas Químicas

Halite
Evaporiticas
G

Anidrite

Geso

As rochas sedimentares Químicas não são derivadas dados parentes das rochas pré existentes.
As rochas sedimentares Químicas resultam a partir da acumulação dos minerais que
inorganicamente se precipitam nas águas do mar ou dos lagos. Se a água contem um abundancia
de minerais dissolvidos, então estes minerais irão se precipitar para formar a rocha.

As rochas sedimentares Químicas são subdivididas baseando-se na sua composição Química e


nos processos da sua origem. Por exemplo as rochas sedimentares Químicas que contem o ião
de carbonato ( Co3 ) na sua estrutura são conhecidos como rochas Carbonatas. As rochas
sedimentares químicas que se formam por precipitação inorgânica a partir da evaporação das
águas do mar referem-se como Evaporitos.

Também existem outras rochas Químicas que se formaram como resultado de outros processos
Químicos.
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Carvão
Rochas Bioquímicas

Calcário

Ambiente de Deposito das Rochas Sedimentares

Fig11
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Rochas Sedimentares

20%

45%

35%

1 Xisto

2 Arenito

3 Carbonato

Fig12. Diagrama de representação da distribuição das rochas sedimentares


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Classificação Geológica

 De acordo com a formação da rocha.

Rochas Eruptivas, Magmáticas ou Ígneas: Formadas pelo resfriamento do magma (material


rochoso em fusão).
Intrusivas: Solidificam-se à grande profundidade do solo. Ex.: granito, diorito, gabro, etc.
Efusivas: Solidificam-se na superfície do solo. Ex.: riolito, basalto, diábase, etc.
Filoneanas: Formam-se por resfriamento do magma numa fissura, e/ou fraturas, devido à
presença de águas térmicas que aí preciputam os minerais.

 Baseado no mineral simples predominante na constituição das rochas e determinante das


suas características.

a) Rochas Silicosas: Predomínio quase total da sílica (SiO2) sob a forma, normalmente, de
quartzo puro. Possuem a maior resistência mecânica e maior durabilidade. Ex.: granito, basalto,
grês silicoso, etc.

b) Rochas Calcárias: Têm predomínio do cálcio, na forma de carbonato de cálcio (CaCO3) ou de


sulfato de cálcio. Possui boa resistência mecânica e média durabilidade. Ex.: calcário, mármore,
dolomita e gipsita. c) Rochas Argilosas: Predomínio da argila (silicatos hidratados de alumínio).
Têm resistência mecânica e durabilidade baixíssimas. Ex.: argila comum, margas e xistos
argilosos.
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Rochas Metamórficas: São rochas magmáticas ou sedimentares que sofreram


alteração na sua textura original, estrutura cristalina ou composição mineralógica,
devido a condições químicas e físicas abaixo da superfície terrestre (calor, pressão e
água). Os tipos de rochas mais comuns neste grupo são mármore (provém da
metamorfização do calcário), gnaisse (provém da metamorfização do granito),
quartzito (provém da metamorfização do arenito), xisto e filito.
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Sistema Petrolífero
Éum sistema físico-químico dinâmico de geração e concentração de hidrocarbonetos,
resultante da convergência temporal de um conjunto de elementos e processos.

Rochas Reservatório
Formações com características de porosidade e permeabilidade que permitem a
circulação e acumulação de hidrocarbonetos.

Rochas reservatórias mais comum:

 Siliciclásticas(areias, arenitos, conglomerados, etc.);


 Carbonatadas(calcarenitos, calcários recifais, calcários carsificados, dolomitos,
etc.).

Porosidade (φ)-proporção de espaços preenchidos por fluidos (ar, água, gás ou óleo)
numa rocha. Determina a capacidade de armazenamento de um reservatório. É dada
em percetagem (%).

Permeabilidade (K)–propriedade que caracteriza a maior ou menor facilidade com


que um meio se deixa atravessar por um fluido. Uma formação pode ter diferentes
permeabilidades para água, gás ou óleo. É dada em mD ou D (Dercy).
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Fig13. Sistema petrolífero


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PROPRIEDADES ELÉTRICA DAS


ROCHAS
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BREVE HISTÓRICO
ÉPOCA PRIMITIVA ÉPOCA CLÁSSICA - Final da 1a Grande Guerra até 1960:
a) Escola Franco-Soviética
1720: Gray e Wheeler estudam a resistividade das 1923: Schlumberger - métodos elétricos aplicados ao petróleo;
rochas; 1746: Watson descobre que o solo é Schlumberger, Marcel, Stefanesco e Maillet: problemas matemáticos
condutor; da propagação de correntes elétricas constantes em meios
1815: Fox descobre o fenômeno da polarização estratificados – resolução necessária para a correta aplicação e
espontânea em minerais magnéticos; interpretação das sondagens elétricas, utilizadas desde 1925; e, 1928:
1912: Schlumberger descobre jazimentos de sulfetos a escola Schlumberger, ensaiou a perfilagem elétrica.
(Sérvia) por meio da polarização espontânea b) Escola Wenner ou de Gish-Rooney
(primeira prospecção geofísica de mineral não EUA, Inglaterra e Canadá: somente sondagens com arranjo Wenner e
magnético); e, por volta de 1915: Schlumberger e técnicas intuitivas de interpretação (imprecisas); pouco conhecimento
Wenner (independentemente), idealizam o da escola Schlumberger.
dispositivo tetraeletródico – base dos estudos
atuais.

c) Escola Sueca

Grande utilização dos métodos eletromagnéticos (indutivos) – ambiente geológico favorável;


Hedström (1937): método “Turam”; (1940-1950): método “Slingram”; e, Prospecção eletromagnética
aérea.

ÉPOCA CONTEMPORÂNEA

Reconhecimento dos setores produtivos no emprego da Geofísica Aplicada: Industria do Petróleo,


prospecção Mineral, Hidrogeologia, Engenharia, Ambiental, etc. Equipamentos geofísicos mais
sofisticados e precisos; desenvolvimento de novas metodologias de campo; métodos de interpretação
mais precisos (softwares); equipamentos mais acessíveis – surgimento de várias pequenas empresas de
Geofísica Aplicada; GPR – Radar de Penetração.
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PROPRIEDADES ELÉTRICAS DAS ROCHAS

As propriedades elétricas das rochas estão directamente relacionadas com as propriedades físicas que
afectam a distribuição e condução de correntes ou a propagação de campos elétricos nas rochas.
Basicamente consideram-se três propriedades físicas:
Resistividade eléctrica (ou seu inverso, a conductividade eléctrica)
Constante dieléctrica
Permeabilidade magnética
A resistividade elétrica é a mais importante entre as três propriedades físicas.
Lei de Ohm
Lei de Ohm (relação entre a corrente fluindo através de um condutor e
o potencial de voltagem requerido para conduzir esta corrente): a
corrente (I) é proporcional a voltagem (V)
R.
V =V I R .I
onde, R = constante de proporcionalidade -
resistência do material - voltagem .L
(volts)/corrente (ampères) - ou ohms (W). R 
Podendo ser determinada pela equação: S
R.S
 
Aplicando-se este experimento, relativamente simples, pode-se
determinar as propriedades elétricas dos materiais geológicos da
Terra:
L
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V  R .I
Na Terra, ou qualquer corpo tri-dimensional, a corrente elétrica não flui por um único caminho, como no caso do condutor da
figura anterior.
.L
Considerando uma bateria conectada ao solo (meio
homogêneo), através de cabos e eletrodos, por dois
Da Lei de Ohm: R 
pontos distantes um do outro, tem-se:
S
.r
R.S 
A No semi-espaço:

R  ou
superfície do terreno
2Lr 2
2r
Portanto, considerando:
lin e  
tem-se
V V I 
R  
ha
r V=R.I ou
2I r 2
de
co
rre
nt
2r 2r
e resultando em:
V = potencial,
de al V I = corrente,
h a nci
lin ote
uip
  2r  = resistividade, e
eq I r = distância entre o eletrodo de corrente e
o ponto no qual o potencial é medido.

Como a corrente flui através da Terra ?


Condutividade eletrônica (metais e A maioria das rochas não conduz bem a eletricidade;
semicondutores): transporte de elétrons na As rochas possuem alta resistividade;
matriz da rocha, sendo a sua resistividade Mas, em muitos lugares, há um volume considerável de água que entra
governada pelo modo de agregação dos minerais pelas pequenas aberturas, ou poros, que estão na rocha;
e o grau de impurezas. Muitas vezes essa água possui sais dissolvidos nela, sendo uma boa
Condutividade iônica (eletrólitos sólidos - condutora de eletricidade; e,
dielétricos e eletrólitos líquidos): deslocamento A rocha porosa, encharcada em água salgada, permitirá que a
dos íons existentes nas águas contidas nos poros eletricidade passe com relativa facilidade, pois o líquido em seus poros
de uma massa de solo, sedimentos possui baixa resistividade.
inconsolidados ou fissuras das rochas.
 tipo de mecanismo é o que interessa nos
Este
estudos aplicados à Hidrogeologia.
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Rocha condutora de corrente elétrica: pode ser Normalmente os perfis são apresentados em escala logarítmica
considerada como sendo um agregado com (0.1 a 1000 ohm.m). A unidade de resistividade é o ohm.m.
estrutura de minerais sólidos, líquidos e gases, na
qual sua resistividade é influenciada pelos seguintes
fatores (IAKUBOVSKII  LIAJOV,1980): Os principais perfis de resistividade são os lateral-logs, baseados
1) resistividade dos minerais que formam a parte em eletrodos, e o elétrico-indução, baseados em bobinas,
sólida da rocha; além dos precursores e-logs. Os mais utilizados atualmente
2) resistividade dos líquidos e gases que preenchem são os de indução .
seus poros;
3) umidade da rocha; As ferramentas mais modernas são baseadas na obtenção da
4) porosidade da rocha; resistividade a partir da indução de uma corrente elétrica
5) textura da rocha e a forma e distribuição de seusalternada na formação, medindo-se o sinal em um receptor
poros; e, da ferramenta. Nos casos mais simples, uma corrente
6) processos que ocorrem no contato dos líquidos elétrica de media frequência (dezenas de hertz) passa
contidos nos poros e a estrutura mineral, tais através de uma bobina transmissora, induzindo um campo
como: processo de absorção de íons na superfície eletromagnético na formação. Este campo magnético cria
do esqueleto mineral, diminuindo a resistividade uma corrente elétrica na formação, que produz um campo
total destas rochas. magnético próprio que é captado por uma bobina receptora.
O sinal recebido é proporcional à condutividade (o inverso
da resistividade) da formação, com contribuições de
diferentes regiões da mesma. Como resultado, o perfil de
A aplicação de metodos electricos consiste em medir a indução é mais preciso em condutividades mais elevadas
resistividade da formação (em ohm.m), induzida por (baixas resistividades).
transmissores (eletrodos ou bobinas) e captada por
sensores. A principal utilização é na identificação do tipo
de fluido presente na formação). Combinado com outros
perfis, são utilizados para a determinação da saturação
de água. Também auxiliam na correlação e zoneamento
entre poços.
Hamilton Estevão Alberto

PROPRIEDADES RADIOACTIVAS
DAS ROCHAS
Hamilton Estevão Alberto

Estrutura atómica
O átomo e um sistema eletricamente neutro, constituído de um núcleo com
protões e neutrões como partículas fundamentais, e uma região Isótopos são átomos que possuem mesmo número
periférica, em torno do núcleo, onde se deslocam electrões
segundo níveis de energia característicos. atômico e número de massa diferente.
1. O protão, a unidade elementar de carga elétrica positiva (1,60x10-
19 coulombs), tem massa igual a 1,672x10-24 g.
Alguns elementos possuem um só isótopo, mas a
2. O electrão tem a mesma carga elétrica, em valor absoluto, que a
do protão (-1,60x10-19 coulombs), mas sua massa e cerca de 1830 maioria é constituída da mistura de dois ou mais
vezes menor (9,11x10-28 g) ou seja, desprezível quando comparada isótopos. O elemento urânio, por exemplo, ocorre
com a do protão.
3. O neutrão é uma partícula desprovida de carga, cuja massa
na natureza com pelo menos três formas isotópicas:
(1,674x10-24 g) é aproximadamente igual a do protão. 235 238
Quando um átomo sofre uma alteração no seu número de electrões, ele passa
234
U 92 U 92 U 92
apenas por um desequilíbrio eléctrico, transformando-se num íon,
mas do mesmo átomo.Já quando a alteração é no seu número de 0.006% 0.712% 98.282 %.
protões, o átomo sofre uma alteração intrínseca; transformando-
se em outro átomo.
Assim, o que caracteriza realmente o átomo é o seu número de protões,
denominado de número atômico (Z).
O número inteiro mais próximo da massa atômica de um átomo é
conhecido como número de massa (A) e equivale a soma do seu número de
protões com o de neutrões já que o electrão tem massa
desprezível.
Um gamma ray é uma forma de alta energia da radiação electromagnetica
que é espontaneamente emitida a partir do núcleo de um átomo. Gamma
ray são fotons; não tem massa ném carga. Hhhhhhhhhhh

Os tipos de radiações e seus correspondentes níveis de energia são


elustrados no spectrum electromagnetico.
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Isótopos são átomos que possuem mesmo


Os raios gamma são emitidos através de processos de decaimento
número atômico e número de massa radioactivo do
diferente. Potassio (K40 ), uranio (U238 ) e torio (Th232 ). Estes elementos estão
presentes em quantidades variáveis em todas formações
Alguns elementos possuem um só isótopo, geológicas.
mas a maioria é constituída da mistura de Muitas rochas os seus minerais de formação contem K40 . Um
dois ou mais isótopos. O elemento urânio, por exemplo são os minerais ortóclase do feldspato. Em media os
arenitos contem 12% de ortóclase, embora os arenitos podem
exemplo, ocorre na natureza com pelo menos conter uma quantidade significante ou pequena.
três formas isotópicas:
235 238
Ortoclase KAISi3O8
U 234
92
U 92 U 92 Os minerais de argila tais como montmorillonite também contem
uma quantidade significativa de K40 . Estes minerais de argila são os
0.006% 0.712% 98.282 %.
componentes principais de xistos.

Montmorillonite KAI4(Si4O10)(OH)8

Rochas ígneas tais como granito cont+em uma grande concetração


de uranio e torio. Se estas rochas ígneas são erodidaspara produzir
sedimentos que são depositados para formar arenitos e outras
rochas sedimentares, então a richa sedimentar resultante terá
herdado as caracteristcas radioactivas do seu parente de rocha.

A rocha ígnea granito também pode conter uma quantidade larga


de ortóclase. Consequentemente a rocha sedimentar derivada do
granito pode ter níveis alto da tradiação gamma produzida por
decaimento radioactivo de K40, U238 e Th232 .
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A maior parte das formações espontaneamente emitem p um nível


baixo da radiação gamma.
A concetração média do potássio na Terra é cerca de 2%, enquanto
que uranio e torio apresentam uma concetração menor; 2.7 ppm e
9.6 ppm respectivamente. O montate relativo destes elementos
pode mudar entre diferentes tipo de rochas também nas
formações singulares.

O xisto em águas marinhas profundas contem uma larga


quantidade destes elementos e xistos continentas depositados em
ambientes lagunares e deltaicos contem alguma pequena
quantidade. Xistos continentais bruscamente apresenta uma
quantidade duas vezes maior deste elementos como a media dos
arenitos.
Carbonatos frequentemente contem somente quantidades
pequenas deste elementos.

Decaimento Radioactivo
Estes elementos K40, U238 e Th232 existem ao menos traços destas quantidades em todas formações geológicas.
Estes elementos transformaram-se em outros elementos acima de milhões e milhões de anos. Esta
transformação ou decaimento radioactivo, envolve a emissão de energia na forma de raios gamma como um
elemento atendido para atingir o nível mais baixo do estado.

O decaimento radioactivo dos elementos iniciais do universo foram formados, e continuam até aos dias de
hoje como fonte do de aquecimentro dentro da terra.
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Decaimento Potassio-40

Potassio-40 (K40 ), com vida media de 1.3 bilhões de anos, ultimamente decai para o
elemento estável Argon (Ar40 ) que irá emitir uma unidade da partícula gamma de energia
1.46 MeV.

Se existir maior quantidade de K40 na formação também maior quantidade de gamma será
emitida.

Decaimento do Uranio-238

Uranio-238 (U238 ) a sua experiencia é mais longa e complexa na


sequencia de decaimento que K40 , e ultimamente se trensforma em
elemento de Chumbo estável (Pb). A vida média de U238 ) é 4.4
bilhões de anos.

Decaimento do Torio-232

Torio-232 (Th232 ) a sua experiencia é mais longa e complexa na sequencia de decaiment,


resultando em elemento de Chumbo estável (Pb). A vida média de Th232 é 14 bilhões de
anos.

O torio-232 também envolve uma serie de decaimentos individuais, alguns deles produzem
raios gamma de diferentes níveis de energia.

Raio gamma resultante do decaimento radioactivo de Th232 consequentemente terá um raio


de energias. Contudo a medida da quantidade de raios gamma emitidos prova uma
indicação da quantidade relativa de Torio na formação.
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RADIOATIVIDADE DAS ROCHAS E MINERAIS


Elemento MINERAL OCORRÊNCIA
U Uraninite: UO2 Normalmente Granitos, pegmatitos,
contém 1 % de tório conglomerados, filões de Ag, Pb, Cu,
etc.
Carnotite: Arenitos
K2.(UO2) 2 (VO4) 2.2H2O
Th Monazite: (Ce, La, Y, Th).PO4 Granitos, pegmatitos, gnaisses
Torianite: (Th,U) O2 Granitos, pegmatitos, placeres
Torite, uranotorite;ThSiO4 + U Idem
K Feldspatos de potássio (ortoclásio e Constituintes de rochas ígneas
microclina) acidas
KAlSi3O8
Moscovite: H2KAl3(SiO4)3 Idem.
Alunite: K2Al6 (OH)12 SO4 Vulcânicas ácidas que sofreram
alteração hidrotermal
Silvite, Carnalite: KCl.MgCl2. Evaporitos
6H2O

Os, os minerais de potássio são os que aparecem em maiores quantidades e estão mais
distribuídos nas rochas. Apesar de da reduzida distribuição e frequência de apresentação dos
minerais radioactivos, traços dos mesmos são encontrados nos minerais formadores das
rochas em forma de impurezas. Na Tabela, são apresentadas as quantidades de urânio e tório
existentes em vários minerais.
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Rochas U (ppm) Th (ppm) K (%) Th/U
De um modo geral, pode-se dizer que a
Argilas e folhelhos 4,0 11,0 3,2 2,8 radioactividade das rochas sedimentares,
com excepção dos evaporitos e dos
Arenitos 3,0 10,0 1,2 3,3 calcários, e dos seus correspondentes
metamórficos é maior do que a
Calcários 1,4 1,8 0,3 1,3 radioactividade dos demais tipos
metamórficos e das rochas ígneas, à
Evaporitos (halite, anidrite,
gipso)
0,1 0,4 0,1 4,0 excepção das ácidas e seus correspondentes
metamórficos.
Valores médios de concentração de urânio, tório e potássio e razão Th/U para
vários tipos de rochas sedimentares

Solos
A concentração de elementos radioactivos nos solos esta determinada pela radioactividade da rocha fonte e a totalidade dos
processos posteriores formadores do solo.

Por exemplo, o conteúdo médio dos elementos radioactivos nos solos de Europa e Norte América apresenta os seguintes valores
característicos.
 Urânio: 1,6 ppm
 Tório. 6 ppm
 Potássio: 1,4 %

Ditos valores são menores que a radioactividade media das rochas sedimentares.
Uma regra geral na radioactividade dos solos é que existe uma correlação entre a concentração de elementos radioactivos
naturais e a constituição mecânica do solo. O conteúdo de elementos radioactivos no solo é maior quanto maior seja a
fracção argilosa dos mesmos .

Água
A concentração de Urânio e Tório na agua é de 103 a 106 vezes menor que nas rochas e solos. Nas águas, dentro das séries de
desintegração, existe um forte deslocamento entre os elementos pais e seus produtos de desintegração. Dessa forma, nas
águas o urânio geralmente predomina sobre o rádio. Nas águas continentais observa-se um considerável excesso de rádon
sobre o rádio.
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PROPRIEDADES ACÚSTICAS DAS


ROCHAS
Hamilton Estevão Alberto

Introdução
A prospeção sísmica baseia-se no facto das ondas elásticas (ondas sísmicas)
moverem-se com velocidades diferentes em rochas diferentes.
A partir da libertação da energia sísmica e com a observação dos tempos de
chegada desta energia a um determinado número de pontos colocados na
superfície da terra, é possível determinar a distribuição das velocidades e
localizar interfaces subterrâneas onde as ondas são refletidas e ou retratadas.

Recapitulação sobre a teoria de propagação das ondas o propósito deste tema


é o de relembrar aos estudantes alguns aspetos relativos a teoria de
propagação das ondas elásticas, mecânicas, sísmicas etc.,
Uma vez que a nossa disciplina trata do movimento das ondas sísmicas
(elásticas), noções como parâmetros elásticos das rochas e parâmetros das
ondas como comprimento de onda, número de onda, frequência, período etc.,
serão aqui relembrados de modo a fazer-se um enquadramento mais fácil para
o que virá a seguir.
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Características das ondas


Todas as ondas são geralmente caracterizadas por
determinados parâmetros em dois domínios particulares:
Domínio do espaço
1.Amplitude (A), que representa o valor da distância entre
os altos positivos e negativos da ondulação em relação a
posição zero de referência.

2. Comprimento de onda (λ), que representa a distância


entre valores repetidos em um padrão de onda.

Domínio do tempo

1. Período (T), representa o tempo entre dois pontos que estão na mesma fase.
2. Frequência (f), representa o número de oscilações por unidade de tempo que um
1
ponto é submetido durante a passagem da onda. 𝑓 = 𝑇

Velocidade, (V), a velocidade de propagação das ondas depende das propriedades


elásticas e da densidade do meio onde ela se propaga. É directamente proporcional
λ
aos parâmetros elásticos e inversamente proporcional a densidade. 𝑉 = 𝑇 = λ ∗ 𝑓
Hamilton Estevão Alberto

Ondas elásticas e suas propriedades


A elasticidade de um corpo é a propriedade que o mesmo tem de
resistir a mudança de forma e ou de volume e de retomar a situação Os processos que ocorrem nas rochas quando sobre elas
inicial sempre que for submetido a quaisquer tipos de forças na sua actua uma força são descritos com auxílio da teoria da
superfície, quando o efeito destas forças desaparecer. Se o corpo elasticidade. Partimos do pressuposto que a crosta
retornar a sua forma inicial diz-se que esse corpo é perfeitamente
elástico. terrestre é:
- Um corpo sólido,
A teoria da elasticidade estuda as relações entre as forças e as - Um corpo contínuo
mudanças na forma ou no volume dos corpos baseando-se nos e que as suas partículas encontram-se inicialmente em
princípios de tensão (esforço) e de deformação. repouso (estado inicial, sem tensões)
Um paralelepípedo elementar situado num corpo elástico,
Segundo a lei de Hooke – os corpos que sofrem deformações sob a acção de uma força externa, pode variar o seu
pequenas podem ser considerados como perfeitamente elásticos, volume e a sua forma. De acordo com o parágrafo anterior,
pois essas deformações desaparecem logo que cessa a causa.
as deformações que se observam no corpo denominam-se:
Em prospecção sísmica as ondas de choque causam pequenas
deformações ao atravessarem os diferentes extractos, logo podem - Deformações de volume (de primeira
ser consideradas como deformações elásticas. ordem) e
A tensão (stress) - Representa a força aplicada numa unidade de - Deformações de forma, rotacionais ou
área. É chamada de normal, quando aplicada perpendicularmente a angulares (de segunda ordem).
área em causa e de tangencial ou (cisalhante) quando aplicada na
direcção obliqua.
Estas deformações ocorrem tanto no caso em que a força
actue perpendicularmente à superfície do corpo como
A deformação - Ocorre quando a tensão aplicada a um corpo causar
mudança na sua forma e ou volume. A essa mudança dá-se o nome tangencialmente a ele. As deformações estão relacionadas
𝑑 com a tensão P que actua sobre o corpo. Para um corpo
de deformação específica (ε), definida pela relação: ε𝑙 = 𝑙𝑙
elástico a relação vem dada pela Lei de Hooke.
𝑑ℎ
deformação de expansão ou de contracção: εℎ = ℎ

A deformação normal - Modifica o volume do corpo, mas não a sua


forma.
A deformação cisalhante - Modifica a forma do corpo mas não o seu
volume. Figura: Lei de Hook
Princípios físicos da propagação das ondas sísmicas.
Hamilton Estevão Alberto

Tendo em conta a figura, Parâmetros elásticos


Δl = aP- Deformação longitudinal
Δd = bP - Deformação perpendicular ou transversal
a e b - Coeficientes de proporcionalidade Coeficiente de Poisson – Define-se como sendo a
relação entre a deformação de contracção
𝑑
(εh) , e a
Os coeficientes de proporcionalidade (a e b), dependem das propriedades, da ℎ
εℎ ℎ
substância e das dimensões do corpo. Para excluir a influência das dimensões deformação de expansão (εl): 𝑉 = = 𝑑𝑙
do corpo nos valores dos coeficientes (a e b), definem-se as variações relativas ε𝑙
∆𝑙 𝛼𝑃 𝑃 𝑙
= =
𝑙 𝑙 𝐸

Onde: Se considerarmos um corpo homogéneo e isotrópico


E: Módulo de Young - que caracteriza a resistência do corpo à deformação teremos em conta os módulos seguintes:
longitudinal.
O Coeficiente de Poisson - relaciona a deformação relativa transversal com a
Módulo de Yong / Elasticidade (E), relaciona a tensão
∆𝑑
deformação longitudinal. =
𝛼∆𝑙 normal aplicada a um corpo (σii), a deformação
𝜎
que
𝑑 𝑙
ocorre nesta mesma direcção (εii), 𝐸 = 𝑖𝑖
ε𝑖𝑖
Existem quatro tipos fundamentais de ondas: longitudinais (Ondas P),
transversais (Ondas S), Rayleigh e Love Módulo de Rigidez / cisalhamento (G), relaciona a
tensão de cisalhamento
𝜎𝑖𝑗
(σij) e a deformação
cisalhante (εij) G=
ε𝑖𝑗

Módulo de Volume / Incompressibilidade (K),


relaciona a variação da pressão hidrostática (δp) com
𝛿
a variação do volume do corpo (Δ). K= 𝑃

Delta (Δ) – é o coeficiente de dilatação volumétrica do


corpo e é definido como:
∆𝑢 ∆𝑣 ∆𝑤
∆= ε𝑥𝑥 + ε𝑦𝑦 + ε𝑧𝑧 = + +
∆𝑥 ∆𝑦 ∆𝑧

Esquema que mostra o movimento e a forma de propagação dos quatro tipos de ondas sísmicas: 1-ondas
primárias (P); 2-ondas secundárias (S); 3-ondas de Love (L); 4-ondas de Rayleigh (R). A direcção do
movimento das partículas está indicada por setas vermelhas.
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Ondas mecânicas ou elásticas

A energia libertada no foco de um sismo propaga-se em todas as direcções


sob a forma de ondas elásticas, designadas por ondas sísmicas, que se
deslocam com uma velocidade determinada (velocidade de propagação),
e segundo a direcção de propagação. Em meios de composição
homogénea, que não é o caso da Terra, as ondas sísmicas são, em todos
os pontos equidistantes, sendo um raio sísmico, por analogia com um raio
luminoso, toda e qualquer normal à superfície da onda. Deste modo é
possível admitir que a energia sísmica se propaga ao longo dos raios
sísmicos. Na Terra, devido à sua composição heterogénea, o trajecto (raio
sísmico) das ondas sísmicas é, regra geral, curvilíneo.
As ondas sísmicas propagam-se através dos corpos por intermédio de
movimentos ondulatórios, como qualquer onda, dependendo a sua
propagação das características físico-químicas dos corpos atravessados. Sismograma mostrando o registo da chegada das ondas P, as de maior
velocidade, chegada das ondas S, de menor velocidade que as ondas P, o
intervalo de tempo decorrido entre a chegada das ondas P e S, e a seguir a
amplitude das ondas L.
Propagação das ondas sis micas
A energia da onda inicialmente propaga-se em forma de Tipos de Ondas
estruturas esfericas em expansão atraves da terra. Os raios
mostram a direcção em que se movimenta a frente de onda. Ondas de Corpo
Existem dois tipos de ondas de corpo:

nH2O Ondas P
n1 Ondas Primaria, tambem consideradas como
n2 ondas Compressionais, Longitudinais,de Pressão,
de Dilatação,Rarefacção e onda Irrotacional .
n3
n4

A onda P, empurra as particulas do material e, causa


a compressão e expansão do material
Hamilton Estevão Alberto

Ondas S
Ondas Superficiais
Existem dois tipos de ondas duperficiais: as ondas de
Ondas Secundarias – tambem consideradas como ondas de Rayleigh e as ondas Love .
cisalhamento, transversais, rotacionais, de distorcão e, A energia destas ondas reduz na proporção inversa a
tangencial. distancia percorrida.
Movimento das particulas é transversal. A Velocidade desta onda é
aproximadamente a metade da velocidade da onda P. Pouco
utilizada na industria petrolifera, principalmente devido a não Ondas de Rayleigh
propagacão destas ondas nos fluidos. As ondas S, vão
aparecer como ruido sobrepondo as ondas P. É um tipo de onda sismica que se propaga ao longo da
superficie livre. O seu movimento é elíptico e
retrógado. As particulas na elipse viajam na direcção
oposta a direcção do movimento.
Esta onda, é a onda diminante envolvida no ground roll(
aquisicao sismica em terra).
Ondas Love
É uma onda sismica superficial,dispersiva, caracterizada pelo
A onda S, o movimento das particulas encontra-se a 90 graus da movimento horizontal paralelo a superficie
perpendicular a direcção de propagação.
direccao de propagacao da onda.
Tambem podem ser consideradas como ondas canalizadas
na superficie terrestre. Nesta onda canalizada, a
propagação é confinada ao espaço correspondente a
uma camada, cuja velocidade de propagação é inferior
Movimento das particulas e longitudinal. As as camadas adjacentes

ondas P , são as ondas que predominam na


prospecção sismica .
Hamilton Estevão Alberto
Ondas Superficiais
Velocidade das ondas sísmicas
Existem dois tipos de ondas duperficiais: as ondas de
Rayleigh e as ondas Love .
A energia destas ondas reduz na proporção inversa a Quando se aplicam métodos sísmicos a problemas geológicos, a
principal propriedade das rochas a ter-se em conta é a
distancia percorrida. velocidade de propagação das ondas P que são as mais rápidas e
consequentemente as primeiras a serem registadas. Os
fenómenos de reflexão e refracção das ondas dependem
basicamente do contraste de velocidade na zona de fronteira.
Ondas de Rayleigh Ondas longitudinais
A velocidade das ondas longitudinais vem dada pela expressão:

É um tipo de onda sismica que se propaga ao longo da 𝐸(1−𝜎)


superficie livre. O seu movimento é elíptico e Eq.1 𝑉𝑃 =
𝜌(1+𝜎)(1−2𝜎)
retrógado. As particulas na elipse viajam na direcção
oposta a direcção do movimento.
Ondas transversais
Esta onda, é a onda diminante envolvida no ground roll( A velocidade das ondas transversais vem dada pela expressão:
aquisicao sismica em terra).
𝜇 𝐸
• Eq.2 𝑉𝑆 = =
𝜌 𝜌2 (1−𝜎)
Ondas Love
É uma onda sismica superficial,dispersiva, caracterizada De ambas expressões resulta evidente que a velocidade de propagação
pelo movimento horizontal paralelo a superficie das ondas só depende das propriedades elásticas do meio e não
perpendicular a direcção de propagação. da sua forma ou volume.

A relação entre Vp e Vs para qualquer meio nunca é maior que em que


Tambem podem ser consideradas como ondas canalizadas ρ – representa a densidade do meio e os outros símbolos são módulos
na superficie terrestre. Nesta onda canalizada, a de elasticidade. A partir da eq.1 verifica-se que, para (μ=0), caso dos
propagação é confinada ao espaço correspondente a meios líquidos e gasosos), a velocidade das ondas P (Vp) diminui. Isto
uma camada, cuja velocidade de propagação é inferior significa que as ondas P são particularmente lentas na sua propagação
em meios porosos e muito fracturados.
as camadas adjacentes
A velocidade das ondas S (Vs), é uma função do módulo de
cisalhamento (μ). De modo que a partir da eq. (2) Verifica-se que Vs
torna-se igual a zero (0) quando (μ=0). Assim as ondas S não se
propagam nos meios líquidos e gasosos. Dado as constantes elásticas
são positivas, através das eq. (1 e 2) verifica-se que Vp e sempre maior
que Vs. Na prospecção sísmica, as ondas P são as mais importante
porque são as primeiras a serem registas.
Hamilton Estevão Alberto

Factores que afectam a velocidade

A velocidade de propagação das ondas sísmicas depende


não só da composição das rochas. Também depende
da pressão, da porosidade, do tipo de cimento e do
tipo de fluído que preenche os poros.
A velocidade é função da densidade e das propriedades
físicas das rochas. As eq. (1 e 2) indicam que as
velocidades Vp e Vs variam inversamente com a raiz
quadrada da densidade ρ.
No entanto verificou-se a partir de estudos de campo que
a velocidade sísmica é grande para rochas densas.
Isto em virtude dos módulos de elasticidade K e μ
serem eles também dependentes da densidade ρ.
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PARÂMETROS PETROFÍSICOS E
PROPRIEDADES DOS FLUIDOS
Hamilton Estevão Alberto

Parâmetros Petrofísicos necessários para a diagrafia

Os parâmetros Petrofísicos mais importantes para obtenção da diagrafia são: a


porosidade, a permeabilidade, as saturações em fluidos e a resistividade. Petróleo
Porosidade()
Representa a fração do volume total da formação que não esta preenchida pelos Petróleo mistura constituída predominantemente
constituintes sólidos da rocha.
𝑣𝑡 − 𝑉𝑆 𝑉𝑝 de hidrocarbonetos, no estado sólido, líquido ou
∅𝑡 = =
𝑉𝑡 𝑉𝑡 gasoso.
Onde Øt é a porosidade total, VP volume de poros, VS volume de sólidos e Vt volume
total da rocha. A porosidade é uma quantidade admensional, sendo expressa
em percentagem. Óleo>petróleo no estado líquido nas condições de
reservatório, e que permanece líquida nas
Permeabilidade(K)
É a facilidade com que o fluído têm de se movimentar através dos espaços porosos de condições de superfície. A densidade do óleo, em
uma determinada formação. Sendo o caudal de fluxo, a viscosidade do fluido, s
a área da secção, h a espessura do material, P1 , P2 pressões e k a graus API, é dada por:
permeabilidade absoluta. As unidades utilizadas são Darcy (D) ou (mD).

𝑄=𝑘
1𝑠
(𝑃 − 𝑃2 )
Sendo SG a densidade específica (em geral varia de
𝜇ℎ 2
0,76 a 1,0 em relação à água)
Resistividade
A restividade como já nos referimos mais acima é a medida de oposição ao fluxo de
uma corrente elétrica apresentada por um dado material, sendo por tanto o
oposto da conductividade.

Saturação em fluidos
A saturação de fluidos numa formação é a razão entre o volume ocupado pelo fluido e
o volume total de poros, ou seja é a fracção da porosidade ocupada pelo fluido
em questão. Se o fluido em questão for água, a saturação é dada por.

𝑉𝑤
𝑆𝑤 =
𝑉𝑝
Sendo Vw volume da água.
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A composição do gás é variável, mas comumente 80% é
Classes de petróleo segundo a composição metano, 10% etano e 10% propano+butano.
Água de Formação

A água sempre está presente nos reservatórios.


Normalmente é salgada, existindo um aumento da
salinidade com a profundidade (em torno de
100ppm/ m).

O gradiente normal de salinidade pode ser afetado por


infiltração de águas meteóricas (doce) até grandes
profundidades, presença de camadas de sais solúveis.

Salinidade da água da formação


É a quantidade de sais solúveis dissolvidos na água,
principalmente cloreto de sódio. É expressa em mg/l
ou ppm. Para altos valores, as medidas se equivalem.
A principal influência da salinidade é na condutividade
elétrica da água: maior a salinidade -> menor a
resistividade.

Importância da água da formação

Na análise de perfis o parâmetro Rw (resistividade da água


GÁS da formação) é função da salinidade. Anomalias de
salinidade podem “enganar” intérprete de perfis. A
Gás Natural -> petróleo que existe na fase gasosa ou em produção de óleo junto com água da formação pode
solução, nas condições de reservatório e de superfície. provocar a precipitação de sais nos canhoneados e na
coluna de produção.
Gás associado ao óleo -> gás existentes em reservatórios
A água produzida juntamente com o petróleo,
produtores de óleo. Pode ser livre ou em solução. principalmente em campos maduros, não pode ser
Gás não associado -> gás natural existente em reservatórios descartada no meio ambiente.
considerados como produtores de gás.
Condensado -> gás natural que permanece líquido nas Em projetos de injeção de água em reservatórios, pode
condições de separação haver a interação de íons da água de injeção e água
Condensado estabilizado -> gás natural que permanece do reservatório, com precipitação de sais e
conseqüente dano ao reservatório.
líquido nas condições atmosféricas.
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DIAGRAFIAS DE POÇOS
Hamilton Estevão Alberto

Open Hole
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Introdução

Diagrafia: é uma técnica usada para a observação qualitativa Na industria de óleo e gás as diagrafias são
da rocha reservatório, hidrocarbonetos e rocha-mãe na utilizadas na definição de parâmetros
prospeção de poços. físicos ligados tanto a propriedades
Diagrafias instantâneas: quando são feitas em simultâneo geológicas como Petrofísicos, estas
com as sondagens através das características observadas no medições permitem caracterizar as
decurso da mesma. litologias, a porosidade assim entre
Diagrafias diferidas: quando são feitas depois de terem sido
outras. Também utilizadas na
abertos os poços.
obtenção de informações relacionadas
Diagrafias de poços em inglês (Well logs) corresponde a ao tipo de fluidos que preenchem os
informações relativas as características das espaços porosos das formações. Na
formações geológicas medidas a diferentes identificação das zonas produtivas de
profundidades no poço através de aparelhos hidrocarbonetos e ainda na distinção
induzidos no mesmo. do tipo de hidrocarbonetos e na
A informação obtida tem a forma de registro gráfico estimação das suas reservas. Na
versus profundidade. correlação ou avaliação de formação
poço a poço, as diagrafias também
podem ser utilizadas para avaliação da
completação e produção de um poço
onde a qualidade da cimentação, a
corrosão do poço, entre outros.
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INFORMAÇÕES NECESSÁRIAS PARA A IDENTIFICAÇÃO E INTERPRETAÇÃO DE PERFIS

O conjunto de informações necessárias para a Registros de calibrações de sondas


perfilagem pode ser dividido em dois grupos: outros registros, como p. ex. problemas ou respostas
Informações sobre o furo de sondagem e dados incomuns observadas durante a perfilagem.
relacionados ao equipamento e sua operação.
 Denominação do poço
 Localização Análise qualitativa
 Empresa responsável pela execução do poço Os perfis foram primeiramente usados para identificar
 Técnica de perfuração (rotativa, roto- tipos de rochas e fluidos, sua correlação
(extensão) lateral e a seleção de intervalos de
percussiva, equipamento de testemunhagem,
interesse para o projeto (no caso de petróleo -
etc.) total do furo e inclinação intervalos para completação do poço, para água
 Cota da boca do poço subterrânea - intervalos de captação de água, na
 completa do revestimento, tipo, espessura, mineração - intervalos de enriquecimento em
minerais de valor).
 diâmetro e intervalos de colocação
 de intervalos com cimentação diâmetros de
A análise qualitativa é baseada essencialmente no
perfuração do poço de fluido usado na conhecimento da geologia local e na resposta local
perfuração e tipo de fluido presente na dos perfis. A interpretação litológica precisa ser
perfilagem de perfil geofísico (incluindo comparada com dados de outras fontes
acessórios como centralizadores, tipo de fonte, (testemunhos de sondagem, p.ex.) pois logs
etc.) e data de execução geofísicos não tem resposta única. A acuracidade
 Operadores do equipamento de perfilagem e da interpretação qualitativa em geral aumenta
com o número de furos de sondagem perfilados
auxiliares
em uma área.
 Velocidade de perfilagem
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Análise quantitativa

A obtenção de dados quantitativos é um importante objetivo para muitos projetos de


perfilagem. Para isto vários procedimentos de calibração e padronização devem ser
efetuados, de acordo com a propriedade física cujos registros estão sendo colhidos.

Em geral, se as rochas sendo perfiladas não são as mesmas nas quais os equipamentos foram
calibrados, testemunhos devem ser usados para validar os registros dos logs. As medidas
devem também ser corrigidas quanto ao diâmetro do furo, tipo de fluido, etc. (há correções
específicas, conforme o log).
Hamilton Estevão Alberto

Como é corrida a ferramenta no poço ?


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PERFIL DE POTENCIAL
ESPONTÂNEO
Hamilton Estevão Alberto

Potencial Espontâneo

As diagrafias de potencial espontâneo medem o diferencial de


potencial elétrico entre um elétrodo no interior do poço e
a superfície.
O diferencial de potencial espontâneo resulta dos diferentes
fluxos que as cargas podem ocorrer nas diferentes
formações geológicas. Estes fluxos podem ser devido as
interações elétricas dos constituintes químicos das rochas
(origem eletroquímica) ou devido ao movimento de
fluidos contendo iões condutores.
As medições de SP são apenas relativas ou seja apenas se
estuda as suas deflexões em relação a um valor constante.
A amplitude da deflexão da SP chama-se static
spontaneous potential (SSP). Para uma lama de
salanidade inferior à dos fluidos da formação as zonas
permeáveis apresenta valores baixos.
Comportamento do SP. Fonte: Ellis, 2008
Hamilton Estevão Alberto

O SP é utilizado para identificação de camadas


impermeáveis, com as formações argilosas e zonas
permeáveis como arenitos também é utilizada na
determinação da resistividade da água presente nas
formações e no volume de fração de argila

Aplicações do SP
Volume de xistos

A corrente natural flui ao longo das parede do poço e na


for
Mação esta também relacionado ao efeito do xisto na
difusão dos íons. Os minerais de argila em xistos tem
cargas desequilibradas
Que podem registrar o movimento iónico.

Porque este efeito eta relacionado aos minerais de argila,


a medição de SP
pode ser usada para estimar o volume de xisto ou a argila
dispersada na formação.

Outras medidas de logging comumente servem-se desta


aplicação incluindo gamma ray, Porosidade neutrão, e
Porosidade densidade.
Típica reações de SP em diferentes formações. Fonte: Glover, 2002.
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Determinação da água de formação
Correlação e limites de formação
Uma outra aplicação da medida de SP consiste na
estimação da resistivade de água da formação RW uma Em áreas aonde as formações impermeáveis são
variável particular mais importante da equação da encontradas associadas com xisto, A resposta da
saturação de água de Archie. SP pode ser usada para corelação poço a poço. Isto
também é utilizada para definir os limites de
𝑛 𝑎 𝑅𝑤
𝑆𝑤 = ∗ formação aonde o contraste de litologias se
𝜙𝑚 𝑅𝑡
Aonde: encontram, e para determinar a espessura da
Sw – Saturação da água na zona não invadida formação.
n – Expoente de saturação
a – Factor de Turtuorisidade Porque a resposta da SP é dependente
m – Expoente de cementação principalmente nas características do fluído, e pode
𝜙 – Porosidade não provar da melhor forma os objetivos a atingir.
R w– Resistivadade da água de formação
Rt – Resistivade real zona não invadida

A fonte preferida da Rw é a medida obtida a partir das


amostras da água de formação. Contudo, se não haver
outra fonte disponível, então a respota da SP na
water-bearing pode ser usada para este prepósito.

A magnitude da deflexão da SP observada no Log é a


função do contraste de resistividade entre a
resistidade da lama filtrada e o da água de formação
(Rmf / Rw ). Com a medida da Rmf preformada no
wellsite a partir do API teste de lama, o valor da Rw
pode ser determinada.
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Condições de Logging

O não uso das respostas da SP em grande parte depende do fluído ao


longo do poço. A medição não é valida em poços perfurados a fluido
óleo a base de lama e ar porque não ocorre continuidade elétrica
entre a formação e o elétrodo ao longo do poço. A medida de SP
também não é valida em Casing Hole devido a condutividade do aço.

Os melhores resultados são obtidos em poços perfurados a lama a


base de água onde há uma grande contraste entre Rmf e Rw. A SP não
obtém bom resultado aonde a salinidade da lama filtrada e da água de
formação são comparáveis.
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PERFIL DE RESISTIVIDADE
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Perfil de resistividade
Mede a resistividade da formação (em ohm.m), induzida corrente elétrica na formação, que produz um
por transmissores (eletrodos ou bobinas) e captada campo magnético próprio que é captado por uma
por sensores. A principal utilização é na identificação
do tipo de fluido presente na formação). Combinado bobina receptora. O sinal recebido é proporcional
com outros perfis, são utilizados para a determinação à condutividade (o inverso da resistividade) da
da saturação de água. Também auxiliam na formação, com contribuições de diferentes
correlação e zoneamento entre poços. regiões da mesma. Como resultado, o perfil de
indução é mais preciso em condutividades mais
Normalmente os perfis são apresentados em escala elevadas (baixas resistividades).
logarítmica (0.1 a 1000 ohm.m). A unidade de
resistividade é o ohm.m.

Os principais perfis de resistividade são os lateral-logs,


baseados em eletrodos, e o elétrico-indução,
baseados em bobinas, além dos precursores e-logs.
Os mais utilizados atualmente são os de indução .

Existem vários tipos e gerações de ferramentas.


Dependendo do tipo de ferramenta, investiga um
raio pequeno (centímetros) ou grande (vários
metros) ao redor do poço. A curva de resistividade
próxima ao poço é denominada Shallow, e a mais
afastada é denominada Deep.

As ferramentas mais modernas são baseadas na obtenção


da resistividade a partir da indução de uma corrente
elétrica alternada na formação, medindo-se o sinal
em um receptor da ferramenta. Nos casos mais
simples, uma corrente elétrica de media frequência
(dezenas de hertz) passa através de uma bobina
transmissora, induzindo um campo eletromagnético
na formação. Este campo magnético cria uma
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Ambientes de Logging
O ambiente de logging consiste em dois componentes principais: o borehole, e a formação. Uma formação
permeável invadida por lama filtrada poder ser longamente subdividida em formação invadida e não invadida.
As propriedades físicas do fluido e da matrix em estas duas componentes influenciam nas respostas adquiridas
por ferramentas como DLLT e ACRT representam as restividade do ambiente completo.

Resistividade real da formação (Rt)


O objectivo primordial em correr as ferramentas de ACRT, DLLT é para determinar a restividade
real da formação que é usada para estimar a saturação da água. A restividade real da formação
é a resistividade original, que era antes do poço ser perfurado, e antes da rocha permeável ter
invadido.
Aumentar em aproximação
Para estimar a saturação da água, precisa-se mais do que uma aproximação. Precisa-se um
valor preciso de Rt.
A sua influencia em medidas de deep resistivity é usualmente mínima, ma com uma larga
influencia, o pouco preciso é na aproximação de Rt.

Para conhecer a true resistivity – ou, resistividade da zona não invadida – as influencias
algumas do borehole e algumas de invasion devem ser eliminadas. E m outras palavras, a
correcão do ambiente são requeridas para conhecre um cvalor preciso de Rt. Estas correções
incluiem: borehole corrections, and invasion corrections.
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Resistividade do ambiente de logging


Para conhecer-mos a resistividade da formação, o borehole
idealmente deve ter zero influencia ou uma influencia mínima nas
medidas das ferramentas. É a partir daqui onde os circuitos
elétricos tem uma grande utilidade.

O ambiente como um circuito

O ambiente pode ser modelado como um circuito elétrico com dois


resistores. Um representa o borehole e o outro representa a formação.

O DLLT responde ao seu ambiente como se os seus resistores estivessem


em paralelo. Isto é a projeção com que a ferramenta foi feita para
trabalhar.

Por agora conserva dois importantes conceitos:


O DLLT e a ACRT podem ser postas como opostas, uma responde ao
ambiente como circuito em serie, e o outro como circuito em paralelo.

Secundo, as correções podem ser feitas sempre para eliminar a influencia


do borehole. Mas o ambiente ideal para qualquer ferramenta é onde as
correções de borehole são negligible.
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MSFL
A Micro-Spherically Focused Log (MSFL)
fornece as medidas de resistividade nas
formações mais próximas do Borehole que
pode alcançar a High Resolution Induction
Tool (HRID) ou DLLT. A resistividade é
calculada pela lei de Ohm a partir das
medidas de corrente injetada na formação
e a queda de voltagem a volta do pad que
contém os elétrodos.

A MSFL pode ser corrida a Condições de Logging


stand-alone servisse, mas
é constante comum em Saltwater – based mud
combinação com a DLLT Fresh water-based mud
para fornecer a third very
shallow resistivity at the
shallower depth da
investigação que pode ser
fornecido com o Digital
Focused Laterolog.
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Estimação da profundidade de Investigação

Shallow DOI são influenciada para um angulo maior do


que deeper DOI.

Software takes resistivity measurements at multiple


DOI and uses the diferences to estimate a depth of
invasion.

Formações Impermeáveis

Nas formações impermeáveis não oucorre invasão e as curvas de resistividade estão


overlay.
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PERFIL GAMMA RAY


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Perfil Raios Gama (GR)

É o mais importante perfil para determinação do tipo de


rocha. A ferramenta mede a radiação natural
(gama) emitida pela rocha. Algumas rochas Sand
apresentam radioatividade natural, devido à
presença de elementos como K, Th e U. Essa
radioatividade é inofensiva aos seres humanos, mas
é captada por equipamentos sensíveis. O Potássio Shale
está presente nas argilas (folhelhos) e feldspatos
potássicos. O isótopo K39 é estável, mas cerca de
1/8400 dos átomos de potássio são K39, que é
instável e decai para Ar40 (12%) e Ca40 (88%). A
meia vida é de 1,275 bilhões de anos. No
decaimento há emissão de partículas e de raios Sand
gama. Ferramentas de perfilagem detectam a
radioatividade emitida pelo decaimento do K40.
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Aplicações
Determinação da Litologia

O uso mais fundamental do uso de ferramentas de natural Espessura limites de formação


gamma ray é para assistir na determinação litologia de
formação. Diferentes tipos de rocha contem diferentes Limites de formação entre dois
quantidade de potássio, uranio, e torio. Uma determinação contraste litológicos e
exacta da litologia é somente possível se incorpormos a
medida de gamma ray com outras medidas dependente da
espessura da formação podem
litologia, como as provadas por DSNT e SDLT. ser determinados a partir da
resposta de gamma ray.

Determinação do volume de xisto A medição gamma ray é


Minerais de argila – o componente principal de xisto – frequentemente usado para
frequentemente contem larga quantidade de potássio.~~
Portanto, a resposta de gamma ray pode ser usada para
corelação de profundidade
estimar o volume de xisto da formação. entre múltiplos passos de
logging num mesmo poço.
Aplicação adicional
A medida de gamma ray também informações de resposta Condição de Logging
de corelação de log a partir de um poço para o outro, então
as estruturas geológicas, e ajuste estratigráfico da região As ferramentas de
podem ser interpretado.
natural gamma ray estão
entre as mais universal
de todas as ferramentas
de logging e são capazes
de adquirir dados
exactos em maiorias das
condições de poço,
incluindo cased holes.
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PERFIL DE DENSIDADE
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Mede a densidade da formação, a partir da emissão de raios Densidade da matriz: é a densidade da rocha sem
gama de uma fonte de Césio-137 da ferramenta em porosidade (densidade dos grãos + cimentos, ou seja,
direção à formação. Os raios gama emitidos interagem só os sólidos).
com a formação por um processo denominado Efeito
Compton, no qual os raios gama perdem energia quando Densidade da rocha (bulk density): é a densidade medida
colidem com um elétron. A quantidade de raios gama que pela ferramenta (matriz + poros). Conhecendo-se a
retornam ao detector da ferramenta é inversamente densidade da matriz, a densidade da rocha e do fluido
proporcional à quantidade de elétrons (também chamada que preenche os poros, é possível determinar a
de densidade eletrônica) da formação, que tem relação porosidade.
com a densidade da mesma (bulk density). Baixas
contagen de GR pela ferramenta indicam alta densidade Exemplos de valores de densidade da matriz:
(eletrônica e bulk) e baixa porosidade.
 Arenito (grãos de quartzo puro) = 2,65 g/cm3
Como a densidade tem relação com a porosidade, a principal  Arenito (quartzo + feldspatos) = 2,57-2,67 g/cm3
utilização do perfil densidade é na determinação da  Calcário = 2,71 g/cm3
porosidade. O fluido de perfuração influencia na leitura da
ferramenta. Por isso, o perfil perde confiabilidade em O perfil neutrão mede a porosidade da formação, a partir do
trechos onde o poço se encontra arrombado. A partir do bombardeio de neutrons rápidos por uma fonte
cáliper de das informações da lama de perfuração, é radioativa de amerício-berílio. Os neutros se chocam
possível efetuar uma correção, chamada DRHO, que é um com núcleos de átomos da formação. Quando os
valor de densidade somado à densidade lida na formação. átomos têm massa maior do que os nêutrons, esses
O DRHO é apresentado sob a forma de uma curva, e são refletidos elasticamente e retornam ao sensor da
valores elevados podem ser associados a trechos mais ferramenta sem perda de energia. No caso da presença
irregulares do poço. de átomos de hidrogênio, que têm massa igual à dos
nêutrons, o didrogênio captura o nêutron, liberando
radiação gama que é medida pela ferramenta. Assim, o
Densidade de um material= m/V perfil neutrão mede a quantidade de hidrogênio, que
Unidade: g/cm3 está presente preferencialmente na água, óleo ou gás,
A escala do perfil normalmente a escala é linear, variando de ou seja, nos poros. A água presente nos folhelhos
produz valores elevados de porosidade neutrônica.
2,0 a 3,0 g/cm3. Para cada decréscimo de 0,05 g/ g/cm3, a
porosidade aumenta em 3%. Normalmente usamos um
corte (cutoff) de 9% de porosidade, na forma de uma reta A escala do perfil é linear, geralmente de 45% (esquerda) e -
no perfil. 15% (direita). Folhelhos têm valores elevados
(tendência da curva à esquerda). Arenitos porosos com
• Para um material de mesma composição, o decréscimo da óleo ou água têm valores baixos (tendência à direita).
densidade implica em aumento da porosidade, conforme Arenitos com gás têm valores muito baixos (tendência
a relação abaixo: à direita, valor tende a zero). Isto se deve ao caráter
rarefeito do gás, com os átomos de hidrogênio muito
dispersos.
Hamilton Estevão Alberto

Dual Spaced Neutron Gas?


• Porosity Scale *CAUTION*
•Increasing porosity moves curve left.
•Decreasing porosity moves curve right.

• Hydrogen Index Tool


•Gas drives down porosity (gas under-call) 12%
•NPHI on log is lower than it should be

• Important
•Neutron porosity is lithology dependent
•Typically run on a limestone matrix
Sand on lime matrix: NPHI is 2-3pu low

Gas?
Hamilton Estevão Alberto

Applicações
Aplicações adicionais
Determinação da Porosidade
 Determinação do volume de shale quando
A bulk densinty de uma formação é uma usando em combinação com outra medida de
função da densidade da matriz da rocha, a porosidade.
 Identificação de corpos de formações de gas
quantidade de porosidade presente, e a
quando usado em combinação com Neutron.
densidade dos fluidos que preenchem os E etc, etc.
espaços porosos. Portanto, com a medida da
bulk densinty a apartir da SDLT e assumindo ou
valores experimentais para outras variáveis, a
porosidade pode ser determinada pela Condições de Logging
seguinte equação:
As ferramentas de densidade são
𝜌𝑚𝑎 − 𝜌𝑏
𝜙𝐷 = capazes de adquirir dados correctos em
𝜌𝑚𝑎 − 𝜌𝑓𝑙 maior parte de ambientes de poço:
Aonde:
𝜌𝑚𝑎 - porosidade derivada a partir da bulk
density
 Fresh water-based mud
𝜌𝑏 - bulk density da formação  Salt water-based mud
𝜌𝑓𝑙 - densidade dos fluídos preenchidos nos  Oil-based mud
espaços porosos  Air-drilled boreholes
Hamilton Estevão Alberto

PERFIL DE NEUTRÃO
Hamilton Estevão Alberto

Perfil de Neutrão

O log de Neutron funciona baseado em choques


produzidos por uma fonte de neutrons com os átomos
da formação.

O centro da sonda de neutrons é uma fonte radioativa


que emite neutrons epitermais.

Em geral, a fonte é composta de Americium 241-


Beryllium, com atividade de 2 a 5 Curie. Após a
emissão dos neutrons pela fonte, ele inicia um
caminho através da matéria (rochas adjacentes ao furo
de sondagem). Sendo eletricamente neutro, perde
energia após colisões com nucleos de outros átomos.

Após um número suficiente de colisões, que resultam


em perda da energia cinética original, os neutrons são
desacelerados até um estado termal. A habilidade de
desacelerar neutrons de uma formação é
consideravelmente afetada pela presença de
hidrogênio.
Hamilton Estevão Alberto
Após a emissão dos neutrons pela fonte, ele inicia um Esta passagem pelo sensor ioniza a gás, causando um
caminho através da matéria (rochas adjacentes
ao furo de sondagem). Sendo eletricamente pulso de luz, eletronicamente processado na
neutro, perde energia após colisões com sonda. Os perfis são calibrados conforme padrões
nucleos de outros átomos. estabelecidos pelo American Petroleum Institute, e
são registrados em API Neutron Units.
Após um número suficiente de colisões, que resultam
em perda da energia cinética original, os
neutrons são desacelerados até um estado A calibração é feita colocando a sonda em um ambiente
termal.
calibrador que duplica as condições de porosidade do
A habilidade de desacelerar neutrons de uma site API de teste da University of Houston. A
formação é primeira vantagem do neutron log é o fato de que
consideravelmente afetada pela presença de é um
hidrogênio.
 Indicador confiável de porosidade de rochas
Dois diferentes tipos de sistemas de perfilagem de
neutrons são empregados: neutron-gama log e reservatório.
neutronneutron log.  Provou-se que a resposta do neutron log está
empiricamente relacionada com o conteúdo de
Sondas mais antigas usavam o sistema neutron-gama, hidrogênio das rochas, e que este conteúdo no
onde os raios gama secundários emitidos
durante a captura de neutrons pela matéria espaço poroso pode ser acuradamente relacionado
eram medidos por um detector pouco sensível com porosidade em muitos casos.
posicionado na curta distância da fonte.
 Sondas compensadas usam dois detectores, o que
O detector de pouca sensibilidade reagiria pouco à
permite medidas de porosidade independentes
influência da radiação gama natural, (dentro de certos limites) do diâmetro do furo de
respondendo´essencialmente aos raios gama sondagem.
secundários.

Perfis de neutrons mais modernos são do tipo


neutronneutron, usando detectores de Hélio-3,
aproximadamente 6” distante da fonte, e
respondem a neutrons termais, conforme
passam pelo detector após serem
desacelerados pelas colisõescom a matéria.
Hamilton Estevão Alberto

Spectral Density
• Porosity Scale *CAUTION*
•Increasing porosity moves curve left.
•Decreasing porosity moves curve right.
Gas
• Pad Driven Device ?
•Water and Gas porosity lowers reading
•Washouts affect density readings.

• Important
•Density porosity is lithology dependent
•Typically run on a limestone matrix
Sand on lime matrix: DPHI is 3.5pu high 12
%
Aplicações
Determinação da Porosidade

O elemento hidrogénio é muito eficiente para slowing neutrons para o


nível detetável de energia. O hidrogénio é muito presente em óleo e gás,
e na água, na qual ocupa os espaços porosos da formação. Portanto, a
medida de DSNT é uma função da concentração de hidrogénio na
formação, na qual é largamente controlada por porosidade. Gas
Com os valores de porosidade(𝜙) a da resistividade real conhecidos, a ?
fração dos espaços porosos ocupado pela água (saturação da água)
pode ser calculada usando a equação de Archie.
Hamilton Estevão Alberto

Aplicações adicionais
Os minerais de argila – o componente abundante de xisto
contém uma larga quantidade de hidrogénio com as suas
estruturas cristalinas e não é parte da porosidade. DSNT é
sensitivo as estruturas de ligação de hidrogénio dentro da
matriz de argila, também como qualquer hidrogénio
dentro poros com fluidos. Portanto, a quantidade de argila
na formação incrementa-se, a DSNT terá a tendência de
estimar a porosidade da formação.
Através da sua sensitividade para com os minerais de
argila, a resposta da DSNT pode ser usada para estimar o
volume de xisto da formação quando combinado com a
density porosity ou com os dados sonic porosity.

Condições de Logging

As ferramentas de Neutrão são capazes de adquirir dados certos em maioria das


condições de poço, incluindo:
 Fresh water-bsed muds
 Salt water-based muds
 Oil-based muds
 Cased hole
Hamilton Estevão Alberto

COMBINAÇÃO DOS PERFIS


DENSIDADE E NEUTRÃO
Hamilton Estevão Alberto

A combinação de leituras dos perfis densidade e neutrão são utilizadas na


identificação de reservatórios porosos A curva neutrão à direita da curva
de densidade é indicativa da presença de reservatório. A curva neutrão
à direita e muito afastada da curva de densidade é indicativa da
presença de gás. Curva neutrão à esquerda da curva de densidade é Gas
indicativa de folhelhos. ?

A combinação também costuma ser utilizada para a determinação do tipo de


rocha e na estimativa mais precisa da porosidade, corrigindo o efeito
pessimista que a presença de gás pode causar nesta estimativa.

Interpretation
• Quick look analysis
•Cross-plot Porosity 12
•True porosity is in the middle of X-over %
•Best approach: use 1/2 of X-over
• Curve Separation
•Matrix effect
•Gas effect
• Shale Volume
•Drives NPHI higher
•Drives SDLT lower
• Porosity Cutoff Gas
•What is the minimum amount of porosity that will be ?
productive in your field?
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PERFIL SONICO
Hamilton Estevão Alberto

PERFIL SONICO
Generalidades Utilização dos perfis acústicos

Mede a propagação da onda acústica na Determinação da velocidade de propagação da onda:


formação. O mais utilizado na avaliação de conversão tempo-profundidade do dado sísmico.
formações é o SÔNICO.
Obtenção de sismograma sintético do poço: amarração
O perfil sônico mede a velocidade de propagação
da onda compressional (p), denominada DT poço-sísmica.
(ΔT). Ferramentas mais sofisticadas (sônico
dipolar) também medem a onda cisalhante Obtenção de informações de parâmetros elásticos para
(s). estudos de geomecânica (Módulo de Young e Razão de
Poisson). Neste caso, o perfil deve medir as velocidades
Perfis de qualidade de cimentação (CBL/VDL) das ondas s e p.
também se baseiam em propriedades
acústicas. Neste caso, registram a amplitude
da onda acústica. Criação do sissmograma sintetico.
Determinação da porosidade.

Os serviços de porosidade acústica são projetados para medir o valor do tempo real
da onda compressional refratada através da formação. Os transmissores destas
ferramentas geram um impulso acústico – som – que viaja através das paredes do
poço e na formação como a variação de diferentes tipos de onda, cada qual viaja em
diferentes velocidades.
Hamilton Estevão Alberto
As ondas compressionais são as mais rápidas entre as Embora os serviços de porosidade acústica
ondas acústicas que viajam através da formação e, usam a diferença de tempo entre as primeiras
portanto, são as primeiras a serem dectectadas no chegadas para determinar a velocidade da onda
receptor. A velocidade das ondas compressionais pode compressional, os resultados são dados em
ser determinada a partir da diferença de tempo entre as unidades de delta-t (Δt, ou intervalo de tempo
primeiras chegadas entre dois receptores com a distancia de transito) pelo padrão industrial. Delta-t (Δt)
de separação entre os receptores conhecida. reflete o tempo requerido para o som viajar de
intervalo 1 foot na formação, e é proporcional a
velocidade reciproca.

𝑠𝑝𝑎𝑐𝑖𝑛𝑔 1,000,000
𝑉= ∆𝑡 =
Aonde:𝑡𝑖𝑚𝑒 𝑑𝑖𝑓𝑓𝑒𝑟𝑒𝑛𝑐𝑒 𝑉
V – velocidade da onda acústica (feet/second)
Spacing – distancia física entre dois receptores
Time difference – diferença em tempo de chegada nos Determinação da Porosidade a partir do sônico
dois receptores.
Na prática, para cada 10 s/pé de aumento no tempo de
trânsito, significa 7% no aumento da porosidade. Para
arenitos o valor zero de porosidade (DT da matriz) é 55
s/pé.

A onda acústica atravessa com maior rapidez os sólidos da


rocha do que os poros preenchidos com fluidos. Por
isso o sônico costuma registrar somente os poros
interligados (porosidade intergranular). Poros
desconectados como cavernas e vesículas não são
acusados pela ferramenta. Assim, a porosidade do
sônico pode ser pessimista como registro da
porosidade total, mas pode ser um bom indicador da
porosidade efetiva da formação.
Hamilton Estevão Alberto

Comparando tempo de transito da matriz x tempo de transito


lido (Equação de Wyllie., 1958):
∆𝑡𝑙𝑖𝑑𝑜 − ∆𝑡𝑚𝑎𝑡𝑟𝑖𝑧
𝜙𝑠 =
∆𝑡𝑓𝑙𝑢𝑖𝑑𝑜 − ∆𝑡𝑚𝑎𝑡𝑟𝑖𝑧

Condições de logging

Os serviços acústicos são capazes de


adquir dados seguros somente em poços
preenchidos a líquidos. Ambientes como:
 Agua fresca – a base de lama
 Salterwater- a base de lama
 Oleo- a base de lama

Porosidade efectiva

Improvável para estimar a porosidade a partir das medidas


de Neutrão e Densidade as quais reflectem o porosidade
total da formaçã, a porosidadeacustica fornece uma
estimação do porosidade efectiva. A porosidade efectiva
reflete a fração dos espaços porosos interconectados na
formação, enquanto a porosidade total refere-se a todos
espaços da formação tanto interconectdo como não
interconectado. A porosidade efectiva é importante porque
contribui na permeabilidade da formação.
Hamilton Estevão Alberto
Hamilton Estevão Alberto
Hamilton Estevão Alberto

PERFIL DE IMAGEM
Hamilton Estevão Alberto

Esta diagrafia permite As diagrafias de imagem electricas podem ser utilizadas para a analise
gerar uma imagem
computacional atraves
de sequencia de
de uma base de deposição, de estruturas geologicas, de fracturas e analise de
Informação muito densa heterogenidades.
obtidas de leituras
multiplas nas paredes do
poço.
Dependendo do caracter
de informação a obter,
existem diversos tipos de
diagrafias de imagem.

As principais são
imagens electricas e
imagens acústicas. A
primeira mede a
conductividade electrica
e evolui o dipmeter, com
grande numero de
electrodos fixados nos
braços( Ellis 2008).
Hamilton Estevão Alberto

A diagrafia de imagem Acústica


também chamada de borehole
televiewer (BHTV) mede os intervalos
de tempo e a amplitude da onda
sonora reflectida. Tem a grande
vantagem de fazer medições
continuas ao longo de todo poço. É
principalmente utilizada na analise de
fracturas, de estruturas(
estratificação, incoformidade entre
outros) e na analise de forma do
poço.

CAST-ferramente acústica que contém o scanner para imageamento


Hamilton Estevão Alberto
PERFIL DIPMETER

Esta diagrafia também chamada de dip log,


permite determinar a inclinação das camadas
das formações(E de outras estruturas como, por
exemplo, falhas geologicas) em relação ao eixo
do poço. Esta informação é obtida registando
as variações nas propriedades elétricas das
Camadas. Para camadas inclinadas, os
electrodos presentes nos seus braços medem
diferentes resistividades para a mesma
profundidades(Ellis 2008).

Também é utilizada em mapas de contornos,


reconhecimento de fácieis e análise de
reservatórios finos. Este tipo de diagrafias,
apesar de ainda ser muito utilizada, evolui para
as diagrafias de imagem.

Perfil de Caliper
Hamilton Estevão Alberto

Perfil de Caliper
O perfil denominado Caliper fornece um registro contínuo do diâmetro
interno do poço. Mudanças do diâmetro do poço podem estar
relacionadas com litologia e com a técnica de perfuração. Este é um
perfil essencial na interpretação de outros logs, pois muitos deles são
afetados por mudanças no diâmetro do poço. Fornece também
informações sobre construção do poço, litologia e porosidade
secundária, como fraturas e aberturas por dissolução.

Há vários tipos de caliper. O mais comum tem três braços, posicionados


em ângulo de 120 graus (olhando-se na direção do eixo da sonda).
Caliper de um braço é usado comumente para apresentar o registro do
diâmetro do poço conjuntamente com outra medida geofísica,
equipando uma mesma sonda. O braço único pode ser usado também
para descentralizar a ferramenta, como no caso das ferramentas de

Borehole
densidade que operam junto à parede do furo (sidewall), porém este
tipo de caliper não é em geral de alta resolução.
Hamilton Estevão Alberto

PRINCIPAIS APLICAÇÕES
CONDIÇÕES DO BOREHOLE

 É realmente um mud cake ?


.isto indica que temos ou estamos diante de uma formação porosa e permeavel
 É um borehole enlarged ?
.Alargamente que dizer que estamos diante de uma formação instavel – pode ser
shale ?
 É um borehole com wall rugouse-not even ?
. If the borehole wall is not even, that could mean that data from tools that needs
good contact with the formation wall are not reliable (quality of data).
Os logs de caliper podem ajudar-nos a ter um bo controlo de qualidade dos nossos
dados.
Ajuda-nos a determinar a correção do size do borehole de muitos logs.

Outras aplicações
 Localização da zona de colapso do casing.
 Localização das mudanças de size do liner e do casing
 Avaliação das condições da hole prioritariamente para o fishing.
 E etc.
Hamilton Estevão Alberto

Algumas ferramentas de Calliper

Posição dos Pads


Circular
Oval
Hamilton Estevão Alberto

CAVE
CAVE
Holes with a much larger diameter than the CALI
bit size are ‘caved’ or ‘washed out’. Calipers ER
may show a hole diameter larger than the bit CURV
SHALEsize because of cave. This is good indicator for
shales.

MUD
MUD
CAKE
CAKE
HARD LIMESTONE BED

Permeable beds allow mud cake to form.


Calipers may show a hole diameter smaller
PERMEABLE SANDSTONE
than the bit size because of mud cake.

IMPERMEABLE SANDSTONE
Usually it happens in shale. It causes bad hole
or tight spot.
SHALE

SLOUGING SLOUGING
Hamilton Estevão Alberto
Caliper Interpretation

A caliper larger than bit size


often means loose or friable 33/9-1
26.02.2003 10:38:51
formations GR (gAPI) DEP LLD (ohm.m) RHOB (g/cm3)
0. 100. M 0.2 2000. 1.95 2.95 1
such as shale 6.
CALI (in)
16. 0.2
ILD (ohm.m)
2000. 0.45
NPHI (PU)
-0.15
BS (us/ft) LLS (ohm.m) DRHO (g/cm3)
6. 16. 0.2 2000. -0.75 0.25
SP_INV (mV) MLL (ohm)
-70. -30. 0.2 2000.

Data quality: When the caliper log


shows rugose, uneven borehole
conditions, this may indicate places
1:500
where som log measurements will
be of bad quality: Density,
Neutron, Micro resistivity tool are Neutron
examples. 2550

Diameter smaller than the bit size often


means existence of mud cake and
invasion of mud filtrate into the
formation.
Invasion can only take place in porous
and permeable formations.
Mud cake indicates rock with reservoir
properties Density

Micro
resis-
is smaller than the bit size  Means tivity2600
When the caliperCaliper
mud cake  May indicate porous and permeable
(Diameter)
formation 
Porosity and permeability mean reservoir rock properies
Gamma Ray Deep resistivity,
 If there are hydrocarbons in the pores – this may be
LLD
a reservoir
Hamilton Estevão Alberto

Tension

Identifies weight pulls


•Weight pulls effect quality of data
•Effect on data is with respect to the tool
position in tool string
Hamilton Estevão Alberto

Water Saturation Calculations Rw Estimation

Archies Sw Equation Rwa  Rt * Porosity w


For clean, non-shale, sands

1 1. Calculate Rwa in a nearby, obviously wet,


𝑅𝑤 𝑤
water zone
𝑆𝑤 = ÷ 𝑝𝑜𝑟𝑜𝑠𝑖𝑡𝑦
𝑅𝑡 2. Measure it from produced brine
3. Look it up in an area water catalog
Rw = connate water resistivity at formation
temp. 4. Last resort, start with .05 ohms @ 75
Rt = Deepest resistivity measurement available degrees for any formation under good
w = combination of cementation and hydrostatic pressure loading conditions.
saturation exponents This is typically a salt saturated condition
= 2 for cemented sands and carbonates 5. Temperature correct to formation
= 1.8 for porous non-cemented sands temperature
Porosity = Best available to approximate total
pore volume, typically Neutron & Density T1  6.77
R2  R1 *
average, (NPHI + DPHI) / 2 T2  6.77

𝑛 𝑅𝑤
𝑆𝑤 = 1∗
𝑃𝐻𝐼 2 ∗ 𝑅𝑡
Hamilton Estevão Alberto

Predict Production Dual Water Method


For Shaly Sands or Dirty Carbon
• Generally, if Sw > 60%, salt water only
• Generally, if 60% > Sw > 50%, salt • Corrects Sw calculation for extra Clay Bound
water and trace hydrocarbon Water
• Generally, if 50% > Sw > 40%, • RwBound water term, in shales, is mostly
hydrocarbon and some volume of salt temperature dependent and fresher than Rw.
water Typically 4 x Rw
• Generally, if 40% > Sw > 30%, • Shale Volume must be calculated using best
hydrocarbon and some trace salt available source(s). GR, NPHI-DPHI difference,
water and Apparent Grain Density in sands. GR only
• Generally, if 30% > Sw > 15%, in carbonates. Effective Porosity, PHIE = PHIT x
hydrocarbon only, no salt water (1-Vsh)
• Exception, calculate Bulk Volume • Best applied in commercial PC packages or
Water = Porosity x Sw. If constant can be coded in Excel worksheet and plotted.
across zone, irregardless of Sw, zone • QC work by overlaying calculated Ro curve
may be at, or near, irreducible Sw and with Rt in 100% water zones and shales
produce very little water. Typically • See handout for Dual Water formula’s.
with lower perm however.
Hamilton Estevão Alberto

Logs de Poços Revestidos - Cased hole


Definição de poço Revestido
Hamilton Estevão Alberto

Principas Logs obtidos nos Poços Revestidos

Pela definição de poço revestido ou Cased hole observa-se que é um poço que
esta a ser preparado para a sua produção efectiva.

Então para que a produção seja eficiente além das condições essenciais do
reservatório tais como pressão a uma necessidade de se avaliar as observações da
qualidade do cimento, a qualidade do revestimento de aço em si ou do casing, a
saturação dos fluídos na zon a de interesse, assim como um conjunto total de
ferramentas de produção para se obter dados concernente a produção, tipos de
fluido e etc, etc. E não obstante a informação da temperatura também.

Como nas ferramentas open hole, para as ferramentas cased hole existe também a
necessidade de calibrar as ferramentas periodicamente para mantelas dentro do
standard. Antes da operação no wellsite faz-se uma calibração no shop que é
designada como CALSHOP e a faz-se uma no wellsite que é chamada FIELDCAL.

O controlo de qualidade ou QC dos logs e de todos parâmetros é efectuado


durante a operação e caracte uma maior viabilidade dos dados obtidos e diminui
os riscos de erro durante a interprestação Petrofísica dos mesmos.
Hamilton Estevão Alberto

Logs de Avaliação da qualidade do Cimento


Antes de analisarmos ou running a ferramenta o engenheiro ou operador tem a
necessidade de saber o porque deste serviço. Uma das questões pode ser porque
avaliar a qualidade do cimento se ela foi mesmo metida na subsuperficie ?, é claro
que não haverá problemas. Porque analisar a qualidade ou a compactação se ela foi
subterrada mesmo ?
Temos a necessidade de saber qual é o propósito deste cimento. O cimento tem
como prepósitos:
 Dar um suporte estrutural ao casing para reduzir o risco de escapamento do
casing.
 Fornecer uma isolação hidráulica e do gás.

 Prevenir a produção de fluídos de zonas não favoráveis.


 Fornecer força estrutural e isolação durante o fracturamento.

Acima temos as razões necessárias que levam a usar o cimento no intervalo entre a
formação e o casing.

Observa-se que o cimento tem uma grande importância na vida útil de um poço
então a uma necessidade tremenda de analisa-lo pois como nos chãos das nossas
cassas se não for bem aplicado terá pouco tempo de vida útil e se caso for a estrutura
Hamilton Estevão Alberto

do tecto vai permitir a passagem de fluído para o interior da casa. O poço também
funciona da mesma maneira, é sabido por nós que as formações contém fluidos
umas que permitem a movebialidade do mesm o e outras não, também é sabido
que o movimento será das zonas com maior pressão em direção as zonas de menor
pressão, então se o cimento tiver fissuras tecnicamente chamdas por Channels, for
oco tecnicamente chamada por Microannulus vai permitir a permitir a passagem
do fluído e consoante o tempo este fluído em contacto com o revestimento de aço,
o aço vai corroindo até diminuir a sua espessura e criar abertura por onde o fluido
advido de for irá passar.

Principio de Funcionamento
A ferramenta funciona com o mesmo principio de funcionamento da sísmica, é
constituido por um transmissor emite una sinaal acústico omnidireccional de baixa
frequência (20 khz), o meio circundante resuena . E é constituido por dois
receptores, os receptores registam o caminho de passagem da onda resultante, a
onda é analisada para extrair informações de la qualidad de adherencia do
cimento. Os transmissores se encotram nomeadamenta a uma distancia de 3 ft e 5ft.
Se assemelha ao principio de reprocidade de uma campania. Quando não há nenhum
fluído e nem cimento po detrá do revestimento o revestimento esta libre e gera um
só forte.
Hamilton Estevão Alberto

Quando o revestimento esta em


contacto com o cimento, as vibrações
do revestimento são atenuadas
proporcionalmente a superficie em
contacto com o cimento.

Quando uma ferramenta sónica é


corrida no poço revestido, o transmisor
envía um pulso omnidireccional pela
qual induz vibração ao revestimento.

A onda compressional que sai desde a


ferramenta em todas direções chega
primeiro ao receptor espaçado de 3ft e
é usado para determinara a amplitude,
tempo de transito das primeiras
chegadas. E os dados obtidos no
recptor de 5ft é utilizados para
obtenção de waveform, VDL-variable
Density Log.
Hamilton Estevão Alberto

Formation Casing Cement

TRANS-
MITTER

TRAVEL AMPLITUDE
CASING SIGNAL TIME
3 FT
RECEIVER

CBL MSG 5 FT
RECEIVER
Hamilton Estevão Alberto

Free Pipe
Mud
Formation
Channels

Cement to
Casing Pipe Bond
Cement to
Cement Microannulus Formation Bond

Factores que afectam a obtenção dos dados


 Seleção dos parâmetros de aquisição.
 Eceenctricity é necessário uma boa centralização da ferramenta, geramlmente a
excentricidade deve ser menor que 0.2.
 Salto de ciclo, em caso de um bom contacto a amplitude de E1 será tão pequena
que não superará o nível de detectação, neste caso a medida de tempo de transito
se desplaza a E3, mantendo a medida de amplitude do CBL em E1.
Hamilton Estevão Alberto

 Pressão e temperatura, tem uma influencia nas amplitudes do CBL num casing livre.
 Microannulus, espaço capilar (100-200 mícrones) presente entre o revestimento e o
cimento: (liquido, gás). O garnde problema com o microannulus é que o CBL um
pouco ou nenhum cimento quando o anular lleno n nnn
 Tempo de colocação do cimento, o normal é correr o CBL após 5 horas.
 Tamanho do revestimento
 Fluído no poço.
Hamilton Estevão Alberto
Hamilton Estevão Alberto

Interpretação do CBL
 Free Pipe , free pipe isto quer dizer que a zona não esta cementada ou não existe
nenhuma relação entre o cimento e o casing.
O travel time indica free
pipe e uma boa
centralização da
ferramenta.

Em zona em que o pipe esta


livre temos amplitudes altas
e basta observar-mos que
temos o log de amplitude a
apresentar valores altos.
Hamilton Estevão Alberto

 Free pipe to Bond

GAMMA RAY AMPLITUDE


0 150 0 100
TRAVEL TIME CCL AMPLIFIED AMPLITUDE CBL WAVEFORM
200 300 0 10 -20 20

WMSG waveforms = some


cement all the
X75
way from pipe to formation

Lower amplitude =
Some cemented pipe

Weaker casing arrival = some


cement around pipe
Hamilton Estevão Alberto

 Excellent Cement Bond


Hamilton Estevão Alberto

Radial CBL
A
Hamilton Estevão Alberto

CAST
É uma ferramenta ultrassónica contém um transducer acting nos ambos transmissores
e receptores localizado na zona de rotação ou scanner que emite o sinal ultrassónico
que excita o casing e o borehole e reflecte para o transducer na qual acting o
receptor. Isto é o transducer actua como transmissor e receptor.

Vantagens do uso da CAST


Parte Eletrónica
Inspecção do cimento e do casing
 Azimute do cimento-para-pipe-bond
 Inspecção do cimento
𝑐
 Espessura do casing 𝑡 =
2𝑓𝑜
C- velocidade através do aço, 𝑓𝑜 ressonância da Centralizador
frequência no casing.

Cobertura extensiva horizontal Mud cell


 100% horizontal coverage (CAST-F, CAST-M)

Scanner
Hamilton Estevão Alberto

Propagação Ultrassónica

First Arrival Casing


Amplitude Thickness
Casing
Radius

Travel time ID Resonance Impedance


Window Window Window
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Calculo da impedância acústica


Z c  ao  boCt  co log( Sum)  d oCt log( Sum)
Zc is the acoustic impedance of the material behind the casing Ct is the casing
thickness
Sum is the sum of the amplitude maxim of the half cycles in the waveform’s resonance
window ao, bo, co, and do are the coefficients calculated from the theoretical
simulations of known impedance and the casing thickness.
These coefficients are calculated for every single scan.
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Valores da Impedância Black


5
Dark

Z   V 4
Brown

Z  ( ppg / T  sec/ ft )  36.5 Light


Brown
3
Tan
Cement
2
Drilling Blue
Mud
Water
1 Foam
Cement

Red
0 Green
Free Gas
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Ferramentas de Inspeção do Revestimento


Assim como qualquer outra ferramenta
submetida na sub-superficie sofre modificações
causadas pelas condições apresentadas no
poço, os revestimentos (casings) também estão
suscetível e com grau elevado pois mantém um
contacto direito com o cimento, caso o cimento
não esteja em condições a facilidade com que
os fluidos da formação tendem a manter
contacto com o casing é muito elevada, uma vez
que o casing é material feito de aço então tende
a corroer.
A questão que possa surgir neste instante é
porque fazer uma avaliação de performance do
casing ?
• Wear on tubing due to long-term production
– Pipe corrosion
– Scale build-up
– Holes, splits, or deformation of tubing
• Planning well intervention and remedial operations

• Time-lapse monitoring of pipe integrity


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MIT Multi Finger Imaging Tool


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Magnetic Thickness Tool (MTT) Fast Circumferential Acoustic Scanning Tool (CAST-F™)

Ultrasonic tool provides high


Measures wall resolution images in both open and
cased holes
thickness
Run in combination Pipe Inspection: Determines casing
thickness, internal diameter, ovality,
with MIT for a more eccentricity, etc
detailed pipe analysis
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Ferramentas de Produção
As ferramentas de produção conhecidas por PLT (production logging tool) são
requeridas com o objectivo de monitorizar a produção do poço.

As PLT tem como principais objectivos :

 Monitorar a performance do reservatório.


 Diagnosticar problemas na completação.
 Avaliar treatment effectiveness.
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Problemas nos poços de produção


Uma produção de custo económico como regra é aquela em que se produz em
múltiplas zonas usando um single tubing string. Infelizmente muitas vezes não é
possível a BHP bottom hole pressure sustentar a produção conjunta de todas pay
zones para atingir a proporção desejada. Os métodos de log de produção fornece
informações de cada razão de produção e fluído contido em cada zona.
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Produção de Água
Num reservatório com um nivel de água, a zona de transição existe somente abaixo
aonde somente a água pode ser produzida e acima aonde água livre ou óleo pode
ser produzido. Poços completados nas zonas de transição irá produzir certa
quantidade de água com o óleo. De facto quantidades consideradas de água serão
produzidas para atingir a optimização de recuperação do óleo. Existem três casos
relacionados a produção de grandes quantidades de água.
Water sand
Pressões altas
Canais de água (Water Channeling )

B B´
Na região representada por B, a pressão alta
da water sand vai procurar caminho próximo a
zona de reservatório que apresenta pressões
baixas através do canais encontrados no Casing Leak
cimento pobre para a zona B. Water channeling
along bad cement
óleo reservoir
Na região representada por B´ apresenta Pressões baixas
pressões alta uma vez que o casing contém
aberturas que perminte a passagem do fluído
então este fluído vai tender a sair das zonas
de alta pressão para baixas pressões.
A
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Cones de água (Water Conning )


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BIBLIOGRAFIA
• INVESTIGATION OF CENOMANIAN FORMATION IN BLOCK 31-PSVM FIELDS
ANGOLA- BP Angola, Hamilton Alberto 2013
• Braga, A.C.O Unesp
• AVALIAÇÃO DE FORMAÇÕES, Agustinho Plucenio
• E tantas outras fontes em que me baseia para poder escrever este manual
encontradas nos websites.
• Well Logging Analysis – Analise de diagrafias em poços na bacia de Rio Grande do
Norte, Kâmia Denise Espirito Santo Caveiro.
• Halliburton/ Wireline tools descriptions.