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O conflito e a violência estão presentes nas relações interpessoais, domésticas e sociais.

A mediação é uma alternativa de resolução de conflitos, na qual o mediador, escolhido pel


as partes, servirá como pacificador e canal de discussão, em nada interferindo nas d
ecisões a serem tomadas, mas apenas auxiliando as partes em como chegar a uma deci
são satisfatória para ambas. Sua função é ouvir as partes e formular propostas.
A Mediação estimula a mútua colaboração das partes, para que elas encontrem, por si, uma s
olução consensual e satisfatória, priorizando o bom relacionamento de todos os envolvi
dos. Como a solução é proposta pelas próprias partes, pode-se assegurar a manutenção do que
foi estabelecido.
Quem são os mediadores os mediadores podem ser identificados na comunidade entre li
deranças comunitárias, religiosas e policiais. Todos devem passar pelo curso de capa
citação na técnica de mediação e resolução pacífica de conflitos.
O mediador utiliza procedimentos de análise à definição de interesses que auxiliarão na co
municação dos envolvidos no conflito, objetivando a flexibilização de posições rumo a opçõe
oluções eficazes para as partes e pelas próprias partes, separando as posições de interess
e.
As principais características da Mediação consistem: num processo participativo e flexív
el; devolve às pessoas o controle sobre o conflito; trabalha a comunicação e o relacio
namento entre as partes; promove a resolução do problema entre as partes (protagonis
mo), é confidencial, não existe julgamento ou oferta de soluções, que são encontradas em c
onjunto.
Passos para a implantação de Núcleos de Mediação
1. Mobilização Institucional: envolvimento dos representantes de órgãos governamentais;
2. Mobilização Social: sensibilização da comunidade que receberá o Núcleo visando à conscie
zação e participação no diagnóstico local, por meio de reuniões com lideranças comunitárias
tores estaduais e municipais, equipes interdisciplinares etc;
3. Assinatura de Carta de Acordo: formalização da parceria com a definição da contrapart
ida dos Estados e Municípios e repasse de recursos;
4. Acolhimento e Inauguração do Núcleo;
5. Alocação de Pessoal: contratação de até dois Técnicos de Mediação e Secretário Administr
conforme a abrangência populacional e de atendimento do Núcleo;
6. Capacitação: realização de aulas, seminários, oficinas e práticas de sensibilização de a
selecionados entre os Agentes Implementadores da Política Pública de Segurança, Lider
anças Comunitárias, Gestores Estaduais e Municipais e Técnicos;
7. Avaliação e Monitoramento: o funcionamento dos Núcleos será monitorado por consultore
s da SENASP, com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)
e da Secretaria de Reforma do Judiciário (SRJ).
O resultado esperado com a implantação dos núcleos é a introdução de uma política pública d
urança Cidadã, a otimização do acesso à Segurança Pública e Justiça, a difusão da Cultura d
a vigência à Constituição Federal, Art 5º LXXIV e Lei 9099/95; a integração das ações dos A
Implementadores da Política Pública de Segurança, técnicos, lideranças comunitárias, gestor
s municipais e estaduais, agentes comunitários a serviço da coletividade; a promoção da
abordagem mediativa das polícias, como forma de prevenção aos contextos de violência; a
compreensão dos padrões pelos quais se opera o enfrentamento dos conflitos, possibil
itando lidar com eles e suas conseqüências.

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