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MEDICINA

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Ketoly Pascoal Colati


11º Período (2018)
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DOENÇAS E TRATAMENTOS
FERRO PROFILÁTICO
A TERMO / AIG: 1 mg/kg/dia = de 6 meses a 2 anos. Opções: Neutrofer
Prematuros com < 2,5 kg: 2 mg/kg/dia = de 30 dias a 01 ano*. Combiron
Ultrafer
Prematuros com < 1,5 kg: 3 mg/kg/dia = de 30 dias a 01 ano*.
Prematuros com < 1,0 kg: 4 mg/kg/dia = de 30 dias a 01 ano*. 1 gota = 2,5 mg de Fe elementar
*Após 01 ano e até 02 anos = normaliza a dose com 1 mg/kg/dia.
*** Prematuros AIG usar 2mg/kg/dia até 1 ano de idade

ANEMIA FERROPRIVA
HEMOGLOBINA - VALORES DE REFERENCIA NA CRIANÇA:

Idade Hb (g/dl) Idade Hb (g/dl) Idade Hb (g/dl) Idade Hb (g/dl)


Nasc. (cordão) 13,5 a 19,5 2 semanas 12,5 a 20,5 3 a 6 meses 9,5 a 13,5 6 a 12 anos 11,5 a 15,5
1 a 3 dias 14,5 a 22,5 1 mês 10,0 a 18,0 0,5 a 2 anos 10,5 a 13,5
1 semana 13,5 a 21,5 2 meses 9,0 a 14,0 2 a 6 anos 11,5 a 13,5

ALTERAÇÕES LABORATORIAIS NA ANEMIA FERROPRIVA:


- Hemograma: ↓Hb / ↓ VCM / ↓ HCM / ↑ RDW
- ↓ Ferritina / ↓ Fe sérico / ↑ TIBC
TRATAMENTO: 4 a 6 mg/kg/dia durante 3 a 6 meses.
* Receita: Dar x gotas, 30 minutos antes do almoço, durante 3 meses (Repetir o exame, e se necessário fazer mais 3 meses).

FÓRMULAS
1ª linha: 2ª linha:
- NAN (< 6 meses) - Nestogeno (< 6 meses)
- Aptamil (> 6 meses) - Millupa (> 6 meses)
* Ajuste: 200 ml/kg/dia dividido por 8 ou 25 ml/kg/mamada (para encontrar a quantidade de água).
Aproximar o valor encontrado para múltiplo de 30, pois 1 medida da fórmula = 30 ml de água.
* Receita: Diluir x medidas da fórmula em y ml de água filtrada ou mineral e dar de 3 em 3 horas. (3X/dia se aleitamento materno
complementado).
Obs.: leite ninho só a partir de 01 ano de idade.
Obs²: Se > 6 meses ou em aleitamento materno complementado, pode-se usar mamadeira 180 ml + 6 medidas da fórmula.

VITAMINAS

VITAMINA D (AD-TIL® e Grow D®) VITAMINA C (Redoxon gotas) ZINCO (Biozinc®)

- 30 dias a 01 ano: Dar 02 gotas, 1X/dia; - RN e prematuros: 1 a 3 gotas/dia. Uso em prematuros até 06 meses.
- 01 ano a 02 anos: Dar 03 gotas, 1X/dia *Prematuros: usar até 1 ano.
- Crianças: 1 gota/kg/dia Dose = Dar 01 ml, 1 x ao dia.

GANHO PONDERAL
1° trimestre = 25 - 30 gramas/dia;
2° trimestre = 15 - 20 gramas/dia; DOBRAR o peso do nascimento em 5-6 meses
3° trimestre = 10 - 15 gramas/dia; TRIPLICAR em 01 ano.
4° trimestre = 5 - 10 gramas/dia.
Obs.: Perda fisiológica inicial do RN é de 10% do peso corporal recuperado em 10 dias.

EXAMES (1 ano de idade)


- Hemograma completo;
- Ferro sérico e ferritina;
- EAS (saco coletor);
- EPF.
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DOENÇAS, MEDICAÇÕES E DOSES


ANTIALÉRGICOS ANTIBIÓTICOS
USO ORAL: USO ORAL:
Hidroxizine 2mg/ml ----------------------------------------- 1 Frasco Amoxicilina 250mg/5ml --------------------------------------- X Frasco
Dar 0,5 mg/kg/dose de 8 em 8 horas durante 5 dias Dar 50 mg/kg/dia de 8/8h por 10 dias
Desloratadina 0,5mg/ml ---------------------------------- 1 Frasco Amoxicilina + Clavulanato 250 + 62,5mg/5ml ------------ X Frasco
De 06 meses a 01 ano: Dar 2 ml, 1x/dia durante 5 dias Dar 50mg/kg/dia de 8/8h durante 10 dias
De 01 ano a 05 anos: Dar 2,5 ml, 1 x/dia durante 5 dias
Cefalexina 250mg/5ml ----------------------------------------- X Frasco
> 05 anos: Dar 5 ml, 1x/dia durante 5 dias
Dar 75 mg/kg/dia 6/6 h durante 7 dias.
Ebastina 1mg/ml --------------------------------------------- 1 Frasco
Azitromicina 200mg/5ml -------------------------------------- X Frasco
De 02 a 05 anos: Dar 2,5 ml, 1x/dia durante 5 dias
Dar 10mg/kg 1x/dia no 1° dia
De 06 a 11 anos: Dar 5 ml, 1x/dia durante 5 dias
Dar 5mg/kg/ 1x/dia do 2° dia ao 5° dia.
(Crianças acima de 2 anos)
USO IM:
Penicilina G Benzatina 1.200.000 UI ----------------------- 1 Ampola
Diluir 1 ampola em 3ml de AD e aplicar X (50.000UI/kg) IM +
0,2ml de lidocaína em glúteo médio em dose única.

1.200.00 ----------------------------- 3ml


50.000/kg --------------------------- X
X = --- ml

EXPECTORANTES (Xaropes) ANALGÉSICOS/ ANTITÉRMICOS


USO ORAL: USO ORAL:

Torante / Abrilar ® (hedera helix) ----------------------- 1 Frasco Dipirona gotas 500mg/ml ------------------------------------- 1 Frasco
Até 07 anos: Dar 2,5 ml de 8/8h durante 5 dias Dar 1 gota/kg/dose de 6/6h, se dor e/ou febre.
> 07 anos: Dar 5 ml de 8/8h durante 5 dias. Paracetamol gotas 200mg/ml -------------------------------- 1 Frasco
ACEBROFILINA Xarope pediátrico 25mg/5ml -------- 1 Frasco Dar 1 gota/kg/dose de 6/6h, se dor e/ou febre.
1 a 3 anos: Dar 2 mg/kg/dia de 12/12h durante 5 dias. Ibuprofeno gotas ------------------------------------------------ 1 Frasco
3 a 6 anos: Dar 5 mL de 12/12h durante 5 dias. ---- 50mg/ml - Dar 2 gotas/kg/dose de 6/6h, se dor e/ou febre.
6 a 12 anos: Dar 10 mL de 12/12h durante 5 dias. ---- 100mg/ml - Dar 1 gota/kg/dose de 6/6h, se dor e/ou febre.
ESTOMATITE DRGE
USO ORAL: USO ORAL:
Paracetamol gotas 200mg/ml ---------------------------- 1 Frasco Domperidona 1mg/ml (Motilium®) ------------------------ 1 Frasco
Dar 1 gota/kg/dose de 6/6h, se dor e/ou febre. Dar 0,25 mg/kg/dose de 8/8h 30 minutos antes das refeições.
KALOBA -------------------------------------------------------- 1 Frasco Omeprazol 10 mg cápsula --------------------------------------- 1 caixa
Até 6 anos – Dar 10 gotas de 8/8h durante 5 dias Dar 1 mg/kg/dia, 1x/dia 30’ antes da primeira refeição.
De 6 a 12 anos – Dar 20 gotas de de 8/8h durante 5 dias *Diluir o conteúdo de 01 cáp. em 10 ml de AD (1mg/ml) e
> 05 anos – Dar 30 gotas de 8/8h durante 5 dias fornecer na dose de 1mg/kg/dia, 1X/dia.
USO TÓPICO:
Ranitidina gotas 40mg/ml (Label®) ------------------------- 1 Frasco
MUD ORAL® ---------------------------------------------------- 1 Tubo Dar 2mg/kg de 8/8h (2mg = 1 gota)
Aplicar a pomada 3 x por dia durante 7 dias. Ranitidina suspensão: 15mg/ml ----------------------------- 1 Frasco
Cepacaína spray ---------------------------------------------- 1 Frasco Dar 2mg/kg de 8/8h
Aplicar 02 jatos na garganta, antes das refeições.
FIMOSE SINÉQUIA
USO TÓPICO: USO TÓPICO:

Postec® (betametasona + hialuronidase) --------------- 1 Tubo Premarin® pomada (estrogênio) ------------------------------ 1 Tubo
Aplicar 2 x ao dia, durante 02 meses. Aplicar 2x/dia durante 3 semanas. (Apenas casos Graves)

DERMATITE DAS FRALDAS (Amoniacal) BALANOPOSTITE / BALANITE


USO TÓPICO: USO TÓPICO:
Dermodex Tratamento® (óxido zinco + nistatina + vit. A). Nebacetin Pomada ---------------------------------------------- 1 Tubo
Aplicar sobre as áreas afetadas, a cada troca de fraldas, após Passar no local da lesão 2x/dia durante 5 dias.
lavagem e secagem cuidadosa do local.
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CORTICÓIDE CÓLICA
USO ORAL: USO ORAL:

Prednisolona 3mg/ml (Prelone®, Predsim®) ----------- 1 Frasco Dimeticona 75mg/ml ----------------------------------------- 1 Frasco
Dar 1 a 2 mg/kg/dia durante 5 dias Lactentes: Dar 4 gotas de 8/8h caso gases e/ou cólicas
2 a 12 anos: Dar 8 gotas de 8/8h caso gases e/ou cólicas
USO TÓPICO:
Dexametasona creme ------------------------------------------ 1 Tubo
Aplicar nas lesões de 12/12h durante 5 dias.
DIARRÉIA FARINGOAMIGDALITE BACTERIANA
USO ORAL: USO IM:
Zinco 2mg/0,5ml (Biozinc®, Grow Zinco®) --------------- 1 Frasco Penicilina G benzatina 1.200.000 UI --------------------- 1 Ampola
< 6 meses - Dar 2,5ml (10mg) 1x/dia por 10 dias. Aplicar 50.000 UI/kg/dose, IM, em dose única.
> 6 meses - Dar 5ml (20mg) 1x/dia por 10 dias.
USO ORAL: (Alternativa)
Probióticos (Floratil®, Repoflor®) -------------------------- 1 Caixa
Dar 1 envelope, 2x/dia durante 3 dias. Amoxicilina 250mg/5ml ------------------------------------- X Frasco
Dar 50 mg/kg/dia de 8/8h por 10 dias
Amoxicilina + Clavulanato 250 + 62,5mg/5ml ---------- X Frasco
Dar 50mg/kg/dia de 8/8h durante 10 dias (Casos recorrentes)
BRONQUIOLITE CONJUTIVITE VIRAL
USO INALATÓRIO (NEBULIZAÇÃO) USO OFTALMOLÓGICO

Berotec ® (Fenoterol) ----------------------------------------- 1 Frasco Lacribell® colírio (lubrificante oftálmico) --------------- 1 Frasco
1 gota a cada 3 kg. Aplicar 1 gota em cada olho de 6/6h, se necessário

Atrovent® (ipratrópio) --------------------------------------- 1 Frasco Lavar com SF 0,9% gelado sempre que necessário.
< 10kg: 10 gotas Atestado por 5 dias.
≥ 10 kg: 20 gotas
Soro Fisiológico 0,9% ----------------------------------------- 1 Frasco
5ml de SF 0,9%
Nebulizar de 6/6h
RINITE ASMA TRATAMENTO AMBULATORIAL
USO INALATÓRIO: USO INALATÓRIO:
Budesonida Spray --------------------------------------------- 1 Frasco Beclometasona 250mcg (Clenil®) --------------------------- 1 Caixa
Até 02 anos: 32 mcg Aplicar 1 jato, via espaçador à noite
De 02 - 05 anos: 50 mcg
De 05 - 10 anos: 64 mcg Salbutamol spary 100 mcg (Aerolin®) -------------------- 1 Frasco
> 10 anos: 100 mcg Aplicar 3 jatos, via espaçador, se crise (SOS).
Aplicar 01 jato em cada narina de 12/12h por 3 meses.
Montelucaste ---------------------------------------------------- 1 Caixa
USO ORAL: 2 a 5 anos: Sache 4mg – 1x/dia por 30 dias
Montelucaste ---------------------------------------------------- 1 Caixa > 5 anos: Comprimido mastigável 5mg – 1x/dia por 30 dias
2 a 5 anos: Sache 4mg – 1x/dia por 30 dias
> 5 anos: Comprimido mastigável 5mg – 1x/dia por 30 dias
IMPETIGO OTITE MÉDIA AGUDA
USO ORAL: USO ORAL:
Cefalexina 250mg/5ml --------------------------------------- X Frasco Amoxicilina 250mg/5ml ------------------------------------- X Frasco
Dar 75 mg/kg/dia 6/6 h durante 7 dias. Dar 50 mg/kg/dia de 8/8h por 10 dias
USO TÓPICO Amoxicilina + Clavulanato 250 + 62,5mg/5ml ---------- X Frasco
Dar 50mg/kg/dia de 8/8h durante 10 dias
Mupirocina creme 2% ------------------------------------------ 1 Tubo
(Quadros graves ou recorrentes; falha terapêutica após 72
Aplicar mupirocina em cavidade nasal, axila e virilha, 1X/dia (à
horas; uso de ATB nos últimos trinta dias; menores que 2 anos
noite) durante 7 dias. (Impetigo de repetição)
ou frequentando creches).
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OTITE EXTERNA PITIRÍASE VERSICOLOR
USO TÓPICO: USO TÓPICO:
Ciprofloxacino + Hidrocortisona solução otológica Sulfeto de Selênio 2,5% ou Cetoconazol Xampu ------- 1 Frasco
(Otociriax®) ----------------------------------------------------- 1 Frasco Aplicar no couro cabeludo ao tomar banho e deixar agindo por
Pingar 3 gotas na orelha afetada de 12/12h durante 7 dias. 3 minutos, durante 7 dias. Após isso, continuar o uso
(Agitar o frasco antes de usar e deixar a cabeça inclinada por 1x/semana, durante 4 semanas;
30”)
Miconazol creme ------------------------------------------------ 1 Tubo
USO ORAL: Aplicar nas lesões 3X/dia, durante 2 semanas;
Ibuprofeno gotas 100mg/ml -------------------------------- 1 Frasco USO ORAL:
Dar 1 gota/kg/dose de 6/6h, se dor e/ou febre
Hidroxizine 2mg/ml ------------------------------------------- 1 Frasco
Dar 0,5 mg/kg/dose de 8/8h durante 5 dias, caso prurido.
DERMATITE ATÓPICA DERMATITE SEBORREICA
ATOPIA LEVE USO TÓPICO:
USO TÓPICO: Drenison® loção (fludroxicortida) ------------------------- 1 Frasco
Aplicar sobre as lesões de 12/12h durante 1 semana.
Hidratante com ureia pós-banho: Fisiogel, Hidrakids ou
Neutrogena + Sabonete glicerinado para o banho. Opção para lesão úmida
ATOPIA MODERADA A GRAVE USO TÓPICO:
USO ORAL: Drenison® Creme ------------------------------------------------ 1 Tubo
Hidroxizine 2mg/ml ----------------------------------------- 1 Frasco Aplicar sobre as lesões de 12/12h durante 1 semana.
Dar 0,5 mg/kg/dose de 8 em 8 horas durante 5 dias
Opção para lesão seca e escamosa
USO TÓPICO:
USO TÓPICO:
Dexametasona creme ------------------------------------------ 1 Tubo
Aplicar nas lesões de 12/12h durante 7 dias. Drenison® Pomada ---------------------------------------------- 1 Tubo
Aplicar sobre as lesões de 12/12h durante 1 semana.
Hidratante com ureia pós-banho: Fisiogel, Hidrakids ou
Neutrogena + Sabonete glicerinado para o banho.

PARASITOSES
DOENÇA TRATAMENTO
AMEBÍASE Metronidazol suspensão 40 mg/ml: 30 mg/Kg/dia, VO de 8/8h por 7 dias.
Secnidazol suspensão 30mg/ml: 30mg/kg/dia, VO, dose única
GIADÍASE Metronidazol suspensão 40 mg/ml: 30 mg/Kg/dia VO de 8/8h por 7 dias.
Albendazol Suspensão 40mg/ml: 10ml (400mg) 1x/dia, VO por 5 dias.
ASCARIDÍASE Mebendazol suspensão 20mg/ml: 5 ml (100mg), VO, de 12/12h, por 03 dias. Repetir em 14 dias.
Albendazol Suspensão 40mg/ml: 10ml (400mg), VO dose única.
ANCILOSTOMÍASE Mebendazol suspensão 20mg/ml: 5 ml (100mg), VO, de 12/12h, por 03 dias. Repetir em 14 dias.
Albendazol Suspensão 40mg/ml: 10ml (400mg), VO dose única.
TRICURÍASE Mebendazol suspensão 20mg/ml: 5 ml (100mg), VO, de 12/12h, por 03 dias. Repetir em 14 dias.
Albendazol Suspensão 40mg/ml: 10ml (400mg), VO dose única.
TOXOCARÍASE Mebendazol suspensão 20mg/ml: 100 a 200 mg de 12h/12h, VO durante 5 dias. Repetir em 14 dias.
Albendazol Suspensão 40mg/ml: 10ml (400mg)/dia, VO durante 5 dias.
ENTEROBÍASE/OXIURÍASE Mebendazol suspensão 20mg/ml: 100 a 200 mg de 12h/12h, VO durante 5 dias. Repetir em 14 dias.
Albendazol Suspensão 40mg/ml: 10ml (400mg) 2x/dia, VO durante 5 dias.
Pirvínio (susp. 10mg/ml ou Comp. 100mg) – 10 mg/kg OU 1 comp. de 100mg a cada 10kg, dose única.
TENÍASE / CISTICERCOSE Praziquantel (comp. 150 ou 500mg): 10 a 20mg/kg, em dose única. (TENÍASE)
Praziquantel (comp. 150 ou 500mg): 50 a 60 mg/kg, em dose única. (CISTICERCOSE)
ESQUISTOSSOMOSE Praziquantel (comp. 150 ou 500mg): 60 mg/kg, em dose única.
ESTRONDILOIDÍASE Ivermectina 6mg - ½ comp. para crianças > 15kg. A cada 10 kg, adicionar ½ comp. Máx. de 2 comp.
Tiabendazol suspensão 50mg/ml: 25mg/kg/dia (máx. 3g/dia), VO, de 12/12h por 3 dias.
ESCABIOSE Ivermectina 6mg - ½ comp. para crianças > 15kg. A cada 10 kg, adicionar ½ comp. Máx. de 2 comp.
Monossulfiram (Tetmosol) solução
LARVA MIGRANS CUTÂNEA Tiabendazol 5% pomada – Aplicar na lesão 2 vezes ao dia durante 14 dias
Tiabendazol suspensão 50mg/ml: 25-50 mg/kg/dia (máx. 3g/dia), VO de 12/12h, por 5 dias.
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DOSES EM PEDIATRIA
ANALGÉSICOS E ANTITÉRMICOS
DIPIRONA Injetável PESO X 0,04 = Dose
ANTIÁCIDO E RGE
RANITIDINA Injetável 50mg/2ml Peso ÷ 20 = dose em ml EV
ANTIALÉRGICOS
DEXCLORFENIRAMINA 2mg/5ml (Polaramine®) Peso ÷ 4 = dose em ml de 8h/8h durante 5 dias (Máx.: 5ml/dose)
PROMETAZINA Injetável 50mg/2ml (Fenergan®) Peso X 0,02 = dose em ml IM (Máx.: 2ml)
ANTIBIÓTICO
ÁCIDO NALIDIXICO 50mg/ml (NÃO usar < 3 meses) Peso ÷ 4 = dose em ml de 6h/6h durante 7 dias (Máx.: 10ml/dose)
CEFTRIAXONE 250mg / 500mg / 1g 50mg/kg/dose 1x/dia IM de 3 a 7 dias (Máx.: 1g/dose)
METRONIDAZOL Suspensão Oral 4% 0,5ml/Kg/dia ÷ 2 ou 3x/dia (Máx.: 10ml/dose)
ANTIEMÉTICO/VÔMITOS
BROMOPRIDA Gotas 3 a 6 gotas/kg/dia de 8h/8h (Máx.: 40 gotas/dose)
DIMENIDRATO Gotas 25mg/ml (Dramin) 1 gota/kg/dose de 6h/6h SN. (Máx.: 40 gotas/dose)
DIMENIDRATO Injetável 40mg/ml IM Peso X 0,03 = dose em ml IM (Máx.: 1ml/dose)
DRAMIN Injetável 30mg/10ml EV 10Kg = 4ml (Máx.: 10ml/dose). EX.: SG5% 250ml + Dramin 4ml EV
METOCLOPRAMIDA Gotas 4mg/ml (Plasil) 2/3 PESO = dose em gotas 8h/8h SN (Máx.: 40 gotas/dose)
METOCLOPRAMIDA Injetável 10mg/2m Peso ÷ 20 = dose em ml IM / EV (Máx.: 2ml)
ANTIESPASMÓTICOS/CÓLICAS
ESCOPOLAMINA + DIPIRONA (Buscopam Composto) 1 gota/Kg/dose de 6h/6h (Máx.: 40 gotas/dose)
BUSCOPAM COMPOSTO Injetável Peso ÷ 20 dose em ml. Infundir diluído no Soro lentamente.
ANTIINFLAMATÓRIOS
CETOPROFENO Gotas 20mg/ml (Profenid) 1 gota/Kg/dose de 8h/8h 2 a 5 dias (Máx.: 50 gotas/dose)
DICLOFENACO Gotas 15mg/ml (Cataflan) 1 gota/Kg/dose de 8h/8h 2 a 5 dias (Máx.: 40 gotas/dose)
NIMESULIDA Gotas (Scaflam) 1 gota/Kg/dose de 12h/12h 2 a 5 dias (Máx.: 50 gotas/dose)
ANTIPARASITÁRIOS
ANNITA Suspensão Oral 20ml/ml (Nitazoxanida) 7,5 x Peso ÷ 20 = dose em ml 12h/12h 3 dias (Máx.: 14ml/dose)
ALBENDAZOL Suspensão Oral 400mg/10ml 10ml Dose Única. Giardíase: 10ml/dia por 5 dias. Evitas < 2 anos.
MEBENDAZOL Suspensão Oral 100mg/5ml 5ml 12h/12h por 3 dias. Evitar < 2 anos.
IVERMECTINA 6mg (Revectina) Escabiose, Pediculose, Miíase. ½ comp. A cada 15kg.
XAROPES/TOSSE/ASMA
FENOTEROL (Nebulização) 1 gota a cada 3kg / Se grave: 1 gota/kg – Inalação a cada 20 min. Pode fazer até 3X
ACEBROFILINA Xarope 25mg/5ml (Filinar) Peso ÷ 5 = dose em ml 12h/12h por 5 dias (Máx.: 10ml/dose)
CARBOCISTEÍNA Xarope Infantil 20mg/ml 1-4 anos: 2,5ml 5-10 anos: 5ml > 10 anos: 10ml 8h/8h por 5 dias
KÓIDE D XPE (DEXCLOR. + BETAMETASONA) Peso ÷ 4 = dose em ml 8h/8h por 5 dias (Máx.: 5ml/dose)
LEVODROPROPIZINA Xarope 30mg/5ml (Antux) Tosse seca, irritativa. > 2 anos. Vide Tabela
SALBUTAMOL Xarope 2mg/5ml (Aerolin) Asma. Vide Tabela 1 Jato por 2 – 3Kg (Máx 10 jatos)
TERBUTALINA Xarope (Bricanyl) 0,25ml/Kg/dose 8h/8h 5 dias (Máx.: 5ml/dose)
CORTICÓIDES/ALERGIA/ASMA/LARINGITE
DEXAMETASONA Elixir (Decadron) Peso ÷ 3 = ml/dose 8h/8h por 3 a 5 dias (Máx.: 15ml/dose)
DEXAMETASONA 4mg/ml (Decadron) 0,3mg/Kg/dose IM ou EV (Máx.: 4mg/dose)
HIDROCORTISONA 100 a 500mg (Solucortef) 5mg/Kg (ASMA) e 10mg/Kg (ALERGIA). Infundir em SG5% lento
LAXANTES
ÓLEO MINERAL (EVITAR < 1 ano) 1 a 2 ml/kg/dose – 1 a 2 x/dia (Máx.: 15ml/dose)
LACTULONA Xarope < 1 ano: 5ml/dia // 1 a 5 anos: 7,5ml/dia // 6 a 12 anos: 12ml/dia
LEITE DE MAGNÉSIA 1 a 3 ml/dia 1 a 2x/dia (Máx.: 30ml/dia)
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PROTOCOLO ALOJAMENTO CONJUNTO

AVALIAÇÃO DE PESO DO RN
A quase totalidade dos recém-nascidos apresentam perda de peso ponderal nos primeiros dias de vida. A maioria dos estudos
comprovam que a perda está relacionada à redução dos fluidos, mas também é consequência do uso, pelo RN, de tecido adiposo
como fonte de energia. A perda de peso aceitável nos 23 primeiros dias de vida é de 5-7% do peso de nascimento.
Se perda de peso < 7% com 48 horas de vida: ALTA HOSPITALAR
Se perda de peso 8-10% do peso de nascimento: ALTA HOSPITALAR COM RETORNO AO AMBULATÓRIO EM 48 HORAS
PARA REAVALIAÇÃO.
Se perda de peso > 10%: SUSPENDER ALTA HOSPITALAR, avaliar amamentação (apojadura) e necessidade de
complementação com fórmula láctea, após mamadas.
OBS.: Sempre avaliar amamentação: pega e técnica correta.
AVALIAÇÃO DE HIPOGLICEMIA
Um recém-nascido de termo necessita de alimentação frequente, pois suas reservas de glicogênio são capazes de fornecer glicose
por aproximadamente 4 horas, entre as mamadas.
O diagnóstico precoce, a introdução urgente do tratamento e a prevenção de futuros episódios de hipoglicemia são de
fundamental importância para a proteção do cérebro em desenvolvimento da carência de glicose.
Um valor de glicemia capilar inferior a 40 mg/dL (hipoglicemia neonatal), obtido por glicosímetro à beira do leito, deverá ser
confirmado por dosagem plasmática de glicose.
Deixar controle de dextro em todo RN:
Pré-termo (< 37 semanas)
PIG
GIG
Filho de mãe diabética.
Esquema:
Pré-termo, GIG e PIG: Na 2º e 6º hora de vida e após de 6/6 horas
Filho de mãe diabética: Na 1º, 2º, 4º e 6º hora de vida e após de 6/6 horas.
Observações:
Se dextro < 40mg/dl assintomático: Colocar em seio materno e complemento, se necessário → repetir em 40 minutos
se mantiver < 40 mg/dl → solicitar vaga em UTIN.
Se dextro < 40 mg/dl com RN sintomático ou dextro < 20mg/dl: Solicitar vaga em UTIN imediatamente.
Manter o controle de glicose por 48 horas e alta apenas se normalidade dos controles nas últimas 24 horas.
AVALIAÇÃO DE ICTERÍCIA
Na maioria das vezes a icterícia reflete uma adaptação neonatal ao metabolismo da bilirrubina e é denominada de “fisiológica”.
Por outras vezes decorre de um processo patológico, podendo alcançar concentrações elevadas e ser lesiva ao cérebro, instalando-
se o quadro de encefalopatia bilirrubínica aguda.
A hiperbilirrubinemia significante presente na primeira semana de vida é um problema preocupante em RN de termo e prematuros
tardios e com frequência está associada à oferta láctea inadequada, perda elevada de peso e desidratação, muitas vezes
decorrente da alta hospitalar antes de 48 horas de vida e da falta do retorno ambulatorial.
A hiperbilirrubinemia indireta denominada “fisiológica” caracteriza-se na população de termo por início tardio (após 24 horas)
com pico entre o 3º e 4º dias de vida e bilirrubinemia total (BT) máxima de 12 mg/dL.
A presença de icterícia antes de 24-36 horas de vida ou de valores de BT > 12 mg/dL, independentemente da idade pós-natal,
alerta para a investigação de processos patológicos.
Risco para Icterícia patológica:
Icterícia nas primeiras 24-36 horas de vida
Incompatibilidade materno-fetal Rh (antígeno D – Mãe negativo e RN positivo) – Coombs direto positivo ou ABO (mãe O
e RN A ou B) – podendo ou não ter Coombs direto positivo
Idade gestacional de 35 e 36 semanas (independentemente do peso ao nascer)
Aleitamento materno exclusivo com dificuldade ou perda de peso > 7% em relação ao peso de nascimento
Irmão com icterícia neonatal tratado com fototerapia
Presença de céfalo-hematoma ou equimoses
Descendência asiática
Mãe diabética.
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Indicação de Fototerapia

Quando em Fototerapia:
Se RN de alto risco repetir a BTF em 6 horas para avaliar queda e solicitar HB, Ht e reticulócitos
Para retirada esperar BT< 10 mg/dl e retorno em 24-48 horas (no ambulatório) para avaliação de rebote.
Quando, sem nível de BT para fototerapia, porém com fatores de risco:
RN em ZONA DE RISCO INTERMEDIÁRIO ALTO → Retorno no ambulatório em 48 horas.
RN em ZONA DE ALTO RISCO → Retorno no ambulatório em 24 horas.

AVALIAÇÃO DE DOENÇAS CONGÊNITAS


HEPATITE B
RN a TERMO A transmissão pode ocorrer
Avaliar Sorologia Materna durante a gestação ou no período
perinatal. Dos RNs infectados, em
torno de 70 – 90% evoluem para
HBsag (+) Perfil Desconhcido HBsag (-) forma crônica.

- IMunoglobulina hiperimune - Vacina Hepatite B - Vacina Anti-hepatite B


0,5ml IM até 12h de vida.
- Solicitar Sorologia Materna
- Vacina Hepatite B 0,5ml IM
até 12h de vida.

HEPATITE C

Atualmente, não existe profilaxia pré ou pós exposição com imunoglobulina ou vacina efetiva para prevenir infecção pelo VHC. A
prevenção da transmissão e aquisição do VHC depende da prevenção à exposição ao sangue infectado.
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TOXOPLASMOSE

Deve-se buscar o diagnóstico em todas as situações de suspeita:


RN de mães com evidências de primo-infecção na gravidez- IgM positivo
RN de mães em imunossupressão, com evidências sorológicas de exposição pregressa ao toxoplasma - IgG positivo
RN com alteração compatível (coriorretinite, calcificações intracranianas, LCR com aumento de monócitos ou de
proteínas)
RN com IgM antitoxoplasma positivo, no painel de triagem neonatal (“teste do pezinho”).
Tratamento:
1 - Sulfadiazina (100mg/ml) - 100mg/kg/dia, via oral de 12/12horas.
2 - Pirimetamina (2mg/ml) -2mg/kg/dia via oral por 2 dias, de 12/12 horas e posteriormente 1mg/kg/dia, 1x/dia.
3 - Acido folínico (10mg/ml) - para combater a ação anti-fólica da pirimetamina, com supressão medular, preconiza-se 5 a 10mg
três vezes na semana. Manter por uma semana após a retirada da pirimetamina.
4 - Prednisona: 0,5mg/kg/dose a cada 12 horas, via oral por quatro semanas. Quando há comprometimento do SNC (proteína >
1g/dl) e/ou coriorretinite ativa.
A sulfadiazina e a pirimetamina associadas ao acido folínico são usados por seis meses sob monitoração hematológica semanal e
depois mensal.
No segundo período (últimos seis meses) a sulfadiazina é usada diariamente, a pirimetamina em dias alternados (três vezes na
semana); se ocorrer neutropenia aumenta-se o acido folínico para 10mg diariamente e em situações graves com leucócitos menor
que 500/mm3 interrompe-se a pirimetamina.

HIV
Quimioprofilaxia com AZT + NPV para todos os recém-nascidos de mães com diagnóstico de infecção pelo HIV que não
receberam ARV na gestação, mesmo que a mãe tenha recebido AZT injetável no momento do parto.
OBS: a Nevirapina não é indicada para RN < 35 semanas, nesse caso utilizar apenas a zidovudina.
Mães que receberam ARV na gestação com carga viral indetectável, usar apenas AZT no recém-nascidos.

Esquema de quimioprofilaxia neonatal preconizado:

ARV POSOLOGIA DURAÇÃO


AZT (10mg/ml): 4MG/KG/DOSE, VIA ORAL, A CADA 12H 6 SEMANAS

AZT + NVP

NVP (10mg/ml): 1ª DOSE primeirasas 48h de vida


PESO NASCIMENTO de 1,5 A 2 KG: 8MG (0,8ML)/DOSE, VIA ORAL. 2ª DOSE 48h após a 1ª dose
PESO NASCIMENTO > 2KG: 12MG(1,2ML)/DOSE, VIA ORAL. 3ª DOSE 96h após a 2ª dose
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SÍFILIS

VDRL Materno Positivo

Mãe Tratada Adequadamete Mãe não Tratada inadequadamente ou recidiva

VDRL do RN VDRL do RN

> 2 diluições Se qualquer


Negativo ≤ 2 diluições da > 2 diluições da ≤ 2 diluições ou
título e RN
mãe mãe negativo
sintomático

Seguimento ou 1 Tratamento com


dose de 1 dose de penicilina INVESTIGAÇÃO: INVESTIGAÇÃO: Investigação
penicilina penicilina cristalina 10 dias ✓ LCR ✓ LCR ✓ HMG
benzatina se Benzatina ou se e seguimento ✓ HMG ✓ HMG ✓ LCR
seguimento for Seguimento ✓ RX de osso ✓ Ossos longos
✓ RX de osso
incerto incerto longos longos
Penicilina
✓ RX de tórax ✓ RX de tórax
procaína
✓ USTF ✓ USTF
Se Positivo Se Negativo
✓ Fundo de olho ✓ Fundo de olho
✓ BERA ✓ BERA
✓ Função ✓ Função
hepática hepática 1 dose de
Tratamento com
penicilina
penicilina
Benzatina ou se
cristalina 10 dias
Tratamento com Tratamento com Seguimento
e seguimento
penicilina penicilina incerto
cristalina 10 dias cristalina 10 dias Penicilina
e seguimento e seguimento procaína

Tratamento:
Penicilina G Cristalina: 50.000 UI/kg/dose, EV de 12/12 horas, até 7 dias de vida e depois de 8/8 horas, completar 10 dias
de tratamento.
Penicilina G procaína: 50.000 UI/Kg/dia, 24/24 horas, IM, por 10 dias.
Observações:
Se neurosífilis: sempre usar penicilina G cristalina.
Se sífilis, porém VDRL do líquor negativo ou líquor normal: pode ser usado penicilina G cristalina ou procaína.
Se mãe adequadamente tratada e exames de triagem do Rn normais, porém na impossibilidade de acompanhamento:
Penicilina G benzatina: 50.000 UI/kg/dose única, IM.

CUIDADOS ESPECIAIS COM O RN PREMATURO TARDIO (34 SEMANAS A 36 SEMANAS):


RN com idade gestacional de 34 a 36 semanas completas (prematuros tardios), comumente apresentam peso acima de 2500g,
ficam em alojamento conjunto com suas mães, assemelham-se a RN de termo, mas são pré-termos e imaturos em vários aspectos
fisiológicos e metabólicos e NÃO devem ser cuidados como se fossem de termo.
Prematuros tardios que recebem alta em 48 horas, especialmente em aleitamento materno exclusivo, apresentam risco 2X maior
de morbidade em até 28 dias com perda de peso maior que 2% ao dia.
As principais causas da reinternação hospitalar nos primeiros 10 dias de vida são:
Icterícia (pico ocorre do 5º ao 7º dia)
Problemas alimentares
Desidratação
Hipotermia
Apneia
Infecções
A extensão da estadia deverá ser baseada em características únicas de cada binômio mãe-filho, incluindo a saúde da mãe; saúde
e estabilidade do RN; capacidade, habilidade e confiança da mãe para cuidar de si e de seu RN, o adequado suporte em casa e o
acesso à assistência e seguimento qualificado.
Todos os esforços devem ser feitos para que mãe e RN tenham alta hospitalar juntos, e os profissionais que prestam assistência
devem decidir, em concordância com a família, sobre o momento mais adequado da saída.
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CRITÉRIOS DE ALTA HOSPITALAR
Pelo Ministério da Saúde: “As altas não deverão ser dadas antes de 48 horas, considerando o alto teor educativo inerente ao
sistema de Alojamento Conjunto e, ser este período importante na detecção de patologias neonatais”.
48 horas de vida em parto vaginal e cesárea
72 horas de vida:
o RNPT < 37 semanas
o Incompatibilidade sanguínea (incompatibilidade ABO ou RH - coombs positivo)
Documentação dos sinais vitais do RN devem estar normais e estáveis nas 12 horas que antecedem a alta:
o FR < 60 irpm
o FC de 100-160 bpm
o Temperatura axilar de 36,1 a 37,0ºC em berço aberto com vestimenta apropriada
Boa sucção ao seio materno e mãe segura para cuidados
Diurese e evacuação presente (lembrando que a quantidade de diurese adequada é 6-8 vezes ao dia e reflete o sucesso
da amamentação).
CRITÉRIOS PARA ALTA HOSPITALAR PRECOCE NO RN A TERMO (37 a 41 semanas) (Antes de 48h):
Evolução pré, intra e pós- parto sem complicações para mãe e RN
Sinais vitais normais e estáveis por um período de 12 horas antes da alta
Diurese e evacuação presentes
Presença de pelo menos 2 mamadas bem-sucedidas
O risco do desenvolvimento da icterícia deve ser avaliado e planejado sobre a conduta adequada a ser estabelecida
O RN deve ser avaliado e monitorizado quanto a possibilidade de desenvolver sepse, conforme dados maternos.
Exames laboratoriais, incluindo: sorologia materna para Sifilis, hepatite B, HIV, tipagem sanguínea da mãe e RN e teste
coombs se for indicado.
Teste do coraçãozinho após 24 horas de vida.
Habilidade materna nos cuidados com RN para alimenta-lo (seio materno ou fórmula láctea); para cuidar da pele e do
coto umbilical; que esteja apta a reconhecer sinais e sintomas de doenças e problemas comuns desse período da infância,
especialmente icterícia e que tenha noção de segurança da criança
Avaliação dos fatores familiares, ambientais e de risco social
Retorno em consulta médica marcado para 48 horas após alta hospitalar (e não mais de 72 horas), caso esta tenha ocorrido
antes de 48 horas de vida
Cada binômio mãe-filho deve ser avaliado individualmente para determinar o melhor momento para alta hospitalar.
ANTES DA ALTA
Checar e anotar em prontuário se foi realizado:
Teste do coraçãozinho (saturação pré e pós-ductal):

Cardiopatias congênitas críticas: apresentação clínica


decorre do fechamento ou restrição do canal arterial
(cardiopatias canal-dependentes):
- Cardiopatias com fluxo pulmonar dependente do
canal arterial: Atresia pulmonar e similares.
- Cardiopatias com fluxo sistêmico dependente do
canal arterial: Síndrome de hipoplasia do coração
esquerdo, coartação de aorta crítica e similares.
- Cardiopatias com circulação em paralelo:
transposição das grandes artérias.
No grupo das cardiopatias congênitas críticas, ocorre
uma mistura de sangue entre as circulações sistêmica
e pulmonar, o que acarreta uma redução da
saturação periférica de O2. Neste sentindo, a
aferição da oximetria de pulso de forma rotineira em
recém-nascidos aparentemente saudáveis com idade
gestacional > 34 semanas, tem mostrado uma
elevada sensibilidade e especificidade para detecção
precoce destas cardiopatias.
Na maioria das Unidades Neonatais, a alta hospitalar
é realizada entre 36 e 48 horas de vida. Nesta fase, a
manifestação clínica das cardiopatias críticas pode
ainda não ter ocorrido, principalmente nas cardiopatias com fluxo sistêmico dependente de canal arterial. Além disso, a ausculta
cardíaca pode ser aparentemente normal nesta fase.
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Ortolani - se alterado, solicitar US de quadril e avaliação da ortopedia.
Reflexo vermelho: percepção do reflexo vermelho que aparece ao ser incidido um feixe de luz sob a superfície retiniana.
Para que este reflexo possa ser visto, é necessário que o eixo óptico esteja livre, isto é, sem nenhum obstáculo à entrada e à saída
de luz pelo orifício pupilar.
Como deve ser realizado: A sala do exame deve ser escurecida, e um auxiliar deve segurar com delicadeza a cabeça do bebê. O
oftalmoscópio deve ser posicionado a uma distância de aproximadamente 30 cm de cada olho do bebê, e o reflexo vermelho deve
ser visto facilmente, homogêneo e simétrico em ambos os olhos. O teste pode ser feito por qualquer pediatra treinado. Quando o
pediatra conseguir identificar o reflexo vermelho de ambos os olhos, o resultado é "normal”, mas se tiver dificuldade, o bebê deve
ser encaminhado ao oftalmologista com urgência.
Avaliar as sorologias maternas e se foi realizado as medidas necessárias conforme resultado dos exames.
Avaliar Risco para Icterícia
Teste da orelhinha (emissões otoacústicas): protocolos diferenciados para os recém-nascidos de baixo risco e alto risco
para perda auditiva.
o A triagem auditiva deve ser realizada em todos os recém-nascidos (RN), preferencialmente durante a internação
na maternidade ou até o primeiro mês de vida. Quando realizado desta forma é dito UNIVERSAL.
o O diagnóstico da perda auditiva deve ser feito até os 3 meses de idade
o Os exames indicados são as emissões otoacústicas (EOA), recomendadas para todos os recém-nascidos e/ou o
potencial evocado auditivo de tronco encefálico (PEATE ou BERA) para aqueles que apresentam algum indicador de risco
para surdez.
o Indicadores de risco para surdez:
 História familiar de deficiência auditiva congênita
 Síndromes associadas à deficiência auditiva
 Malformação de cabeça e pescoço
 Internação em UTI neonatal por mais de 5 dias
 Muito baixo peso ao nascer, ou seja, peso inferior a 1500g
 Asfixia perinatal grave
 Uso de ventilação mecânica por mais de 5 dias
 Infecção gestacional (toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, sífilis, herpes e HIV)
 Meningite bacteriana
 Uso de medicação ototóxica
 Hiperbilirrubinemia com nível de exsanguíneo transfusão.
Apesar de existir os indicadores de risco, a triagem auditiva universal é recomendada, porque se rastrearmos somente os RN que
apresentarem os indicadores de risco, estaremos perdendo aproximadamente 50% dos indivíduos que apresentam perdas
auditivas congênitas, ou seja, a metade da população infantil com surdez não será diagnosticada precocemente, pois não
apresenta nenhum indicador de risco ao nascimento.

NA ALTA ENCAMINHAR PARA:


Puericultura até 7 dias da alta ou nos casos citados para retorno de reavaliação pós-alta em 48 horas
Realização de vacinas (BCG e Hepatite B)
Teste do pezinho (o ideal é que a coleta seja realizada entre o 3-5/7º dia de vida, porém pode ser realizada até 30º dia
de vida). Não devendo realizar antes de 48 horas de alimentação proteica (amamentação) e nunca superior a 30 dias.
Teste do Pezinho Master detecta as seguintes doenças:
: . Fenilcetonúria e outras Aminoacidopatias
: . Hipotireoidismo Congênito
: . Anemia Falciforme e outras hemoglobinopatias
: . Hiperplasia Adrenal Congênita
: . Fibrose Cística
: . Galactosemia
: . Deficiência de Biotinidase
: . Toxoplasmose Congênita
: . Deficiência de Glicose-6-Fosfato Desidrogenase
: . Sífilis Congênita
: . Citomegalovirose Congênita
: . Doença de Chagas Congênita
: . Rubéola Congênita
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GASOMETRIA ARTERIAL
VALORES DE REFERÊNCIA
pH = 7,35 a 7,45 PCO2 ↑ = Acidose
BIC = 22 a 26 PCO2 ↓ = Alcalose
PCO2 = 35 a 45
BE = + 3 a – 3 BIC ↑ = Alcalose
BIC ↓ = Acidose

←←← METABÓLICO │7,35 ● 7,45│ RESPIRATÓRIO →→→


(BIC) (PCO2)
SEQUÊNCIA PARA ANÁLISE DA GASOMETRIA
1º - pH (7,35 – 7,45)
NORMAL – Entre 7,35 – 7,45
ÁCIDO – Abaixo de 7,35
BÁSICO – Acima de 7,45
2º - BIC (22 – 26)
Se NORMAL, seguir com a sequência de análise
OBS.: 60% do PCO2 é metabólico
Se ALTERADO realizar os seguintes cálculos para encontrar o PCO2 real:
40% do PCO2 é respiratório
o Acidose (↓) → (BIC x 1,5) + 8 = ± 2
o Alcalose (↑)→ BIC + 15 = ± 2 HCO3- + H+ → CO2 + H2O
3º - PCO2 (SEMPRE comparar com os valores encontrados nas fórmulas acima)
NORMAL
ÁCIDO (↑)
BÁSICO (↓)
4º - BE (+3 a -3)
NORMAL = Distúrbio Respiratório (AGUDO)
ALTERADO = Distúrbio Metabólico
#KetResumos

MEDICINA

RESUMO - SEMANA 1

ALEITAMENTO MATERNO
IMUNIZAÇÃO
PARASITOSES INTESTINAIS
DOENÇAS EXANTEMÁTICAS

Ketoly Pascoal Colati


11º Período
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VACINAÇÃO
#KetResumos
#KetResumos

PARASITOSES INTESTINAIS e CUTÂNEAS


NÃO PRESCREVER ALBENDAZOL EM MENORES DE 2 ANOS

PARASITOSES QUE FAZEM CICLO PULMONAR


S Strongyloides stercoralis Estrongiloidíase
A Ancylostoma duodenale Ancilostomose “Amarelão”
CICLO DE LOSS N Necator americanus Ancilostomose
T Toxocara canis Toxocaríase “larva migrans visceral”
A Ascaris lumbricoides Lombriga
AMEBÍASE
Agente etiológico: Entamoeba hystolitica.
Período de incubação: 2 a 6 semanas.
Contágio: ingestão de água e alimentos contaminados com CISTOS vindos das fezes. O protozoário invade a mucosa colônica.
Habitat: Intestino Grosso
QUADRO CLÍNICO:
90% assintomáticos.
Invasão da mucosa intestinal: COLITE AMEBIANA.
Disseminação pela corrente sanguínea: abscesso hepático, abcesso pulmonar, abcesso cerebral.
Forma Intestinal - colite, principalmente em ceco e sigmoide:
FORMA AGUDA OU DISENTERIA AMEBIANA FORMA CRÔNICA (INCOMUM) AMEBOMA (RARO)
Diarreia mucossanguinolenta (10-12 dejeções/dia) Intermitente Granuloma de parede
Náuseas e vômitos Desconforto abdominal intestinal
Tenesmo Irregularidade do hábito intestinal ↓↓↓ lúmen intestinal
Cólicas abdominais intensas Massa papável
Grave (colite amebiana fulminante): ↑↑↑ febre,
leucocitose, perfuração intestinal;
Megacólon tóxico (dilatação intensa).

Forma Extraintestinal:
• Abscesso hepático (mais comum): manifesta-se de forma aguda (< 10 dias) com dor em hipocôndrio direito,
hepatomegalia, febre, sudorese noturna e SINAL DE TORRES-HOMEM POSITIVO (Dor à percussão do gradil costal sobre
o hipocôndrio direito). Laboratório: leucocitose neutrofílica importante (20.000 a 30.000) e aumento das enzimas
hepáticas.
o No conteúdo do abcesso hepático, encontram‐se fragmentos proteicos acelulares, tipo “pasta de anchovas”, que
correspondem a hepatócitos destruídos pelos trofozoítos.
o Diagnóstico: USG ou TC + sorologia antiameba = ABCESSO HEPÁTICO
o Tratamento: ATB (Metronidazol) + Drenagem (Raro)
DIAGNÓSTICO DA AMEBÍASE:
EPF - Pesquisa de trofozoítas ou cistos nas fezes (FAUST / MIF= 3 amostras consecutivas).
o Trofozoítos com hemácias fagocitadasm no exame a fresco é PATOGNOMÔNICO
Sorologia (ELISA) e pesquisa de antígenos fecais de ameba.
Colonoscopia com escovado e/ou biópsia da mucosa.

TRATAMENTO DA AMEBÍASE:
Metronidazol suspensão 40 mg/ml: 30 mg/Kg/dia, VO de 8/8h durante 7 dias.
Secnidazol suspensão 30mg/ml: 30mg/kg/dia, VO, dose única. Dose máxima de 2g.
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ASCARIDÍASE
Agente etiológico: Ascaris lumbricoides.
Faixa etária mais acometida: 2 a 10 anos.
Contágio: Ingestão de ovos (alimentos ou água contaminados) ou pelo contato das mãos com o solo contaminado.
Verminose mais prevalente no mundo. Relacionada a saneamento básico e baixos níveis socioeconômicos.
CICLO PULMONAR DE LOSS: LARVAS NO ESTÔMAGO → PENETRAM A MUCOSA → CORRENTE SANGUÍNEA → PULMÃO / ALVÉOLOS
→ MATURAÇÃO → ASCENDEM A ÁRVORE TRAQUEOBRÔNQUIVA → DEGLUTIDAS → ESTÔMAGO → INTESTINO DELGADO.
QUADRO CLÍNICO:
Maioria assintomático.
SÍNDROME DE LÖEFFLER (pneumonia eosinofílica):
o Tosse seca // Broncoespasmo // Febre baixa;
o Infiltrados intersticiais migratórios e múltiplos.
o Eosinofilia (10 a 30%)
Dor abdominal, diarreia, náuseas e anorexia.
Obstrução intestinal (valva ileocecal) – “Bolo de áscaris” em 40%
Invasão da árvore biliar
o Cólica biliar // Icterícia (Colangite ascendente) // Pancreatite.
DIAGNÓSTICO:
Identificação dos ovos nas fezes:
o Métodos de sedimentação de LUTZ ou de HOFFMAN: para ovos inférteis;
o Métodos de suspensão (como o de FAUST): para ovos férteis.
Exames radiológicos do tipo baritados (CPER) podem revelar imagens de “falhas de enchimento” patognomônicas de
ascaridíase.
Laboratorial: Eosinofilia no sangue periférico
TRATAMENTO:
Formas não complicadas (não usar nas formas complicadas):
o Albendazol suspensão 40mg/ml: 10 ml (400mg), VO, dose única, quando > 2 anos;
o Mebendazol suspensão 20mg/ml: 5 ml (100mg), VO, de 12/12h, por 03 dias e repete em 14 dias.
Formas complicadas (Obstrução intestinal):
o SNG + Jejum + hidratação;
o Citrato de piperazina: 50-100 mg/kg/dia (máx. 3,5g), VO, durante 2 dias. Imobiliza o sistema muscular do verme.
o Óleo mineral 40 a 60 ml/dia;
o Antiespasmódico
o Após eliminação: mebendazol 100 mg, VO, de 12h/12h durante 3 dias.

ANCILOSTOMÍASE
Agentes etiológicos: Necator americanus e Ancylostoma duodenale.
Contágio: Contato com solo contaminado e ingestão de água e alimentos contaminados.
QUADRO CLÍNICO:
Maioria assintomático.
Quadro gastrointestinal agudo: náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal e flatulência. ENTERITE CATARRAL.
Quadro crônico expoliativo: ANEMIA FERROPRIVA (HIPO/MICRO), hipoalbuminemia, desnutrição proteica, anasarca,
eventual síndrome disabsortiva e prejuízo no desenvolvimento físico e mental das crianças (hiperinfestação).
Eosinofilia leve a moderada.
Erupções maculopapulares eritematosas e pruriginosas.
SÍNDROME DE LÖEFFLER.
DIAGNÓSTICO:
Achado de ovos no EPF:
o Métodos de Lutz, Willis ou Faust;
o Contagem de ovos pelo Kato-Katz.
*Quando as fezes não são frescas, pode haver liberação pelos ovos das larvas rabditoides (semelhantes aos do Strongyloides).
• Achados laboratoriais: anemia ferropriva + hipoalbuminemia + eosinofilia.
TRATAMENTO:
É indicado para todas as pessoas infectadas da família ou para todos os grupos comunitários para interromper o ciclo de
transmissão.
Albendazol suspensão 40mg/ml: 10 ml (400mg), VO em dose única.
Mebendazol suspensão 20mg/ml – 5 ml (100mg) de 12/12h por 03 dias e repete em 14 dias
Controle de cura com EPF após 7°, 14° e 21° dias após o término do tratamento!!!
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GIARDÍASE
Agente etiológico (protozoário): Giardia lamblia.
Período de incubação: 1 a 4 semanas.
Contágio: ingestão de água não filtrada e alimentos não cozidos contaminados. A transmissão interpessoal (anal-oral) é comum
em creches. A cloração da água não mata os cistos, somente a filtração e a fervura.
Local de infecção: duodeno e jejuno proximal.
CISTO E TROFOZOITO → ATAPETAMENTO DO DELGADO = SÍNDROME DA MÁ ABSORÇÃO
QUADRO CLÍNICO:
Maioria assintomática.
Não é invasiva. Os trofozoítas são capazes de atapetar o delgado (duodeno e jejuno proximal).
Forma aguda (enterite aguda): diarreia e dor abdominal (tipo cólica).
Forma crônica (recidivante):
o Esteatorreia (↓ vit. A, D, E, K, B12, FOLATO);
o Fadiga e anemia
o Anorexia e ↓ peso;
o Flatulência e distensão abdominal;
Síndrome disabsortiva.
Giardíase Grave pode ocorrer em pacientes com hipogamaglobulinemia por IgA e AIDS
DIAGNÓSTICO:
EPF - Identificação de cistos/trofozoítas no exame direto das fezes pelo método Faust (3 amostras consecutivas).
Identificação de trofozoítas no fluido do aspirado duodenal.
TRATAMENTO:
Metronidazol suspensão 40 mg/ml: 30 mg/Kg/dia, VO de 8h/8h durante 7 dias.
Albendazol suspensão 40mg/ml: 10 ml (400mg), VO durante 5 dias.
Tinidazol Suspensão 100mg/ml: 50mg/kg/dia, dose única
Secnidazol suspensão 30mg/ml: 30mg/kg/dia, VO, dose única. Dose máxima de 2g.

ESTRONGILOIDÍASE
Agente etiológico: Strongyloides stercoralis.
Contágio: Solo contaminado.
QUADRO CLÍNICO:
Assintomático;
Sintomas digestivos altos (duodenojejunite): dor epigástrica (surda ou em queimação), que piora com a ingestão de
alimentos (Simula úlcera péptica duodenal/epigastralgia); diarreia; desconforto abdominal; mal-estar; pirose; sonolência;
náuseas e eventualmente vômitos.
Síndrome disabsortiva: esteatorreia, hipoalmbuminemia e anasarca (duodenojejunite e atrofia das vilosidades).
Manifestações dermatológicas (90%): lesões urticariformes ou maculopapulares periódicas.
o LARVA CURRENS: lesão característica, extremamente pruriginosa. Tem aspecto linear e serpentiforme. Geralmente
em nádegas, períneo, virilha, tronco e coxa proximal.
Estrongiloidíase disseminada (Quadro Grave):
o Fatores de risco: uso de altas doses de corticoide, desnutrição, etilismo e neoplasia (imunodeficientes);
o Alta capacidade de invasão parasitária: SNC, Fígado, Peritônio e rins
o Febre, dor abdominal, anorexia, náuseas, vômitos e diarreia que evolui com piora da febre, leucocitose neutrofílica
com desvio à esquerda, sinais de peritonite, meningite e sintomas respiratórios.
o As larvas carreiam Gram-negativos entéricos (risco de sepse).
DIAGNÓSTICO:
EPF - Achado das larvas rabditoides no EPF (método de Baermann-Moraes);
Achado das larvas no aspirado duodenal;
Testes Sorológicos
TRATAMENTO:
É indicado para todos os membros infectados da família ou para todos os membros de grupos comunitários para interromper o
ciclo de transmissão.
Não complicadas:
o Ivermectina (6mg) – ½ comp. em 15 kg e mais ½ comp. a cada 10kg. Máximo de 2 comprimidos.
o Albendazol suspensão 40mg/ml: 10 ml (400mg), VO dose única.
o Tiabendazol suspensão 50mg/ml: 25-50mg/kg/dia (máx. 3g/dia), VO, de 12/12h durante 3 dias.
Graves ou disseminadas:
o Tiabendazol suspensão 50mg/ml: 25-50 mg/kg/dia (máx. 3g/dia), VO ou via enteral, de 8/8h, por 10 dias.
O controle de cura se faz com três EPF no 7°, 14°, 21° dias após o término do tratamento!!!
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TRICURÍASE
Agente etiológico: Trichuris trichiura.
CICLO: ser humano adquire os ovos através de água e alimentos contaminados → Intestino Grosso → ceco e cólon ascendente.
QUADRO CLÍNICO:
Assintomático.
Dor em FID associada à síndrome disentérica (colite + enterorragia).
PROLAPSO RETAL em crianças intensamente parasitadas (hipotonia esfincteriana devido a diarreia + tensão retal +
peristalse sobre a mucosa inflamada).
DIAGNÓSTICO:
EPF (3 amostras – Lutz, Faust e Kato-Katz) – ovos com formato inconfundível de barril.
TRATAMENTO:
Mebendazol suspensão 20mg/ml – 5 ml (100mg) de 12/12h por 03 dias;
Albendazol suspensão 40mg/ml: 10 ml (400mg), VO em dose única.

TENÍASE
Agente etiológico: Taenia solium (porco) e Taenia saginata (vaca).
Contaminação: Ingestão de carne contaminada.
CICLO: Ingestão de carne infectada (boi – T. saginata; porco- T. solium) com cisticercos → verme adulto no intestino → ovos e
proglotes (segmentos do parasita) nas fezes → boi e porco contaminados → cisticerco no músculo.
***** Homem é o hospedeiro definitivo (contém o verme adulto).
QUADRO CLÍNICO:
Assintomático;
Dor abdominal, náuseas, vômitos, perda ponderal e fraqueza;
Podem ser observados proglotes nas fezes.
Teníase saginata é mais sintomática que teníase solium.
DIAGNÓSTICO:
Método de Tamização fecal - Detecção de ovos ou proglotes nas fezes.
Método de Graham ou de Hall - procura de ovos na região perianal
TRATAMENTO:
Praziquantel (comp. 150 ou 500mg): 10 a 20 mg/kg (máx. 600mg), VO, dose única.
Mebendazol suspensão 20mg/ml – 5 ml (100mg) de 12/12h durante 03 dias;
Albendazol suspensão 40mg/ml: 10mg/kg/dia, máxima de 400 mg/dia, VO durante 03 dias.
Niclosamida comprimido mastigável: dose única
o Adultos e crianças > 8 anos = 2g
o Crianças de 2 a 8 anos = 1g
o Crianças < 2 anos = 0,5g

CISTICERCOSE
Agente etiológico: Taenia solium.
Contaminação: ingestão de carne de porco.
CICLO: homem (hospedeiro intermediário), ingere ovos e proglotes → cisticercos disseminados no SNC, músculo, olhos, etc...
QUADRO CLÍNICO – depende do órgão acometido
Neurocisticercose:
o Crises convulsivas;
o Hidrocefalia por obstrução do fluxo de LCR;
o Hipertensão intracraniana;
o Meningite crônica;
o Acidentes vasculares encefálicos.
DIAGNÓSTICO:
Na maioria das vezes o diagnóstico de certeza não é possível.
Neurocisticercose: clínica + neuroimagem (escólex na TC) + testes sorológicos + LCR (pleocitose, eosinofilorraquia e
positividade para reação de complemento) + história de exposição.
TRATAMENTO:
Praziquantel (comp. 150 ou 500mg): 50 a 60 mg/kg/dia, durante 21 dias + dexametasona
Albendazol suspensão 40mg/ml: 15 mg/kg/dia, durante 30 dias + metilprednisona.
Se necessário associar anticonvulsivantes (fenitoína ou diazepam).
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TOXOCARÍASE
Agente etiológico: Toxocara canis.
Hospedeiro definitivo: cão.
Típica de crianças entre 1 e 5 anos.
Contaminação: Via oral e solo contaminado
***** Não completa o ciclo em humanos
QUADRO CLÍNICO:
Assintomáticos
Maioria Autolimitado
Cargas parasitárias elevadas: febre, adinamia, irritabilidade, hepatomegalia, rash cutâneo pruriginoso e convulsões.
SÍNDROME DE LÖEFFLER
Larva migrans ocular: redução da acuidade visual e estrabismo.
Larva migrans visceral
Não há quadro abdominal e sim uma invasão em diversos órgão: Fígado, coração, SNC, tecido ocular...
DIAGNÓSTICO:
Alterações laboratoriais: leucocitose à custa de eosinofilia; hipergamaglobulinemia (IgG, IgM e IgE).
o ↑↑↑ Eosinofilia – Leuco: 30.000-100.000 (reação toxicoinflamatória)
Método padrão-ouro: biópsia.
Sorologia (ELISA).
Não há postura de ovos ou larvas, não faz EPF (negativo).
TRATAMENTO:
Albendazol suspensão 40mg/ml: 10 ml (400mg), VO, VO durante 5 dias;
Mebendazol suspensão 20mg/ml: 100 mg de 12h/12h, VO durante 5 dias.
Corticoides sistêmicos: insuficiência respiratória, edema cerebral ou disfunção miocárdica (Casos Graves).
o Prednisona: 1mg/kg/dia durante 2 a 4 semanas
Toxocaríase ocular: albendazol + corticoide tópico ou sistêmico.

ENTEROBÍASE (OXIURÍASE)
Agente etiológico: Enterobius vermiculares.
Não respeita classe social.
Ciclo Evolutivo: Vivem no intestino grosso (ceco) e as fêmeas grávidas “caem” para a região do tegumento anal, onde liberam os
ovos.
Transmissão: fecal-oral (autoinfestação). Parasitam o intestino grosso e migram para a região anal, onde liberam seus ovos.
QUADRO CLÍNICO:
PRURIDO ANAL (principalmente noturno).
Dermatite perianal
Dor em quadrante inferior direito
Vômitos, dores abdominais, tenesmo e fezes sanguinolentas.
Sexo feminino: prurido e corrimento vaginal.
DIAGNÓSTICO:
Método de Hall (swab anal)
Método de Graham (fita gomada).
TRATAMENTO:
Albendazol suspensão 40mg/ml: 10 ml (400mg), VO em dose única OU
o Albendazol comprimido 400mg: 1 comprimido, VO em dose única
Mebendazol suspensão 20mg/ml: 5ml (100mg), VO, de 12/12h durante 3 dias.
o Mebendazol comprimido 100mg: 1 comprimido, VO, de 12/12h durante 3 dias.
Pirvínio suspensão 10mg/ml – 10 mg/kg dose única OU
o Pirvínio comprimido 100mg – 1 comprimido de 100mg a cada 10kg, dose única. (NÃO é a melhor opção)
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ESQUISTOSSOMOSE
Agente etiológico: Schistosoma mansoni.
Contaminação: Banhos em lagoas contaminadas. O agente penetra na pele.
CICLO: O verme adulto parasita o sistema venoso mesentérico (circulação porta) → postura de ovos no plexo venoso da junção
retossigmoide → ovos nas fezes, ovos retidos nos pequenos vasos ou circula pelo sistema porta → ovos na água → miracídio →
caramujo Biomphalaria → cercária → penetração na pele de humanos.
O período de incubação é de um a dois meses.
QUADRO CLÍNICO:
Pode ser assintomático
FORMA AGUDA
o Dermatite cercariana (prurido do nadador): prurido seguido por erupção maculopapular pruriginosa (12-24 h
depois da penetração da cercária, podendo durar por mais de 1 semana);
o FEBRE DE KATAYAMA – reação imunológica após 4 a 8 semanas do contato inicial: febre alta, calafrios e sudorese;
mal-estar, mialgias, cefaleia; hepatoesplenomegalia e microadenomegalia, anorexia, dor abdominal, diarreia e
vômitos.
 Laboratório: Eosinofilia em torno de 20 a 30%
 Exame físico: dermatite, micropoliadenopatia e hepatoesplenomegalia.
FORMA CRÔNICA (Presença de ovos maduros):
o Formação de granulomas
 Forma intestinal (ovos na mucosa intestinal): Quadro inespecífico de dor abdominal em cólica, anorexia,
náuseas, vômitos, eructações e flatulência.
 Forma hepatoesplênica (ovos retidos no espaço porta): Fibrose granulomatosa intra-hepática pré-sinusoidal
(FIBROSE DE SYMMERS), que resulta na hipertensão porta e suas consequências, como formação de varizes
de esôfago e esplenomegalia congestiva com hiperesplenismo.
 Forma Pulmonar: Pela hipertensão porta, parte do sangue do sistema porta é desviado para o sistema cava,
permitindo a disseminação de ovos para outros órgãos e tecidos. O principal é o sistema vascular pulmonar,
levando a hipertensão vascular pulmonar.
o Fenômenos Imunológicos:
 Forma renal 15% (glomerulonefrite esquistossomótica): Ocorrência de reação antígeno-anticorpo leva a
formação de imunocomplexos circulantes que se depositam nos vasos renais.
DIAGNÓSTICO:
Pesquisa de ovos nas fezes (Lutz e Kato-Katz).
Biópsia de mucosa retal.
TRATAMENTO:
Praziquantel (comp. 150 ou 500mg): 60 mg/kg, em dose única (preferencial em todas as formas clínicas).
o Não deve ser usado em gestantes; é excretado no leite materno (72 horas)
o Contraindicado na insuficiência renal, hepática e cardíaca graves e na forma hepatointestinal descompensada.
Oxamniquina suspensão 50mg/ml: 20 mg/kg, em dose única (adultos: 15 mg/kg em dose única). OU
o Oxamniquina comprimido 250mg: 20 mg/kg, em dose única (adultos: 15 mg/kg em dose única).
 Contraindicado em grávidas, lactantes, crianças < 2 anos, na insuficiência renal, hepática e cardíaca
descompensadas e na hipertensão porta descompensada; não deve ser usado em pessoas com epilepsia.
Controle de cura feito com EPF mensal, por seis meses consecutivos, após o tratamento, devendo-se fazer biópsia retal no 6º
mês pós- tratamento!!!
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LARVA MIGRANS CUTÂNEA
Agente etiológico: Ancylostoma braziliense ou Ancylostoma caninum.
***** Bicho Geográfico.
CICLO: Animais infectados pelos helmintos eliminam os ovos do parasita nas fezes. As fezes contaminadas quando em contato
com um solo quente, úmido e arenoso eclodem, liberando as larvas. No solo, as larvas se alimentam de bactérias, e ao longo de 5
a 10 dias, passam por duas fases evolutivas até se tornarem aptas a infectar humanos ou outros animais. A contaminação do
homem se dá quando há um contato da pele com o solo contaminado por larvas.
Transmissão: Causada pelas larvas de parasitas que vivem nos intestinos de cães e gatos

QUADRO CLÍNICO:
Penetração das larvas (pode passar despercebido) → pápula (um ponto com relevo de mais ou menos 1 cm de diâmetro)
avermelhado e pruriginoso → Após 2 a 3 dias da invasão, surgem os pequenos túneis causados pela migração do verme por baixo
da pele. Cada invasão origina um túnel → Lesões são discretamente elevadas, serpiginosas, marrom-avermelhadas e provocam
muita COCEIRA. Os túneis avançam cerca de 2 a 5 cm por dia.
A duração do processo é variável podendo curar-se espontaneamente ao fim de 2 semanas ou durar meses. A larva migrans
quando desaparece espontaneamente, sem tratamento, pode reaparecer semanas ou meses depois.
DIAGNÓSTICO:
Clínico
TRATAMENTO:
EM POUCAS LESÕES (< 5):
Tiabendazol 5% pomada – Aplicar na lesão 2 vezes ao dia durante 14 dias OU
Albendazol (suspensão 40mg/ml OU Comp. 400mg): 10 ml (400mg), VO em dose única. Repetir após 7 dias. (> de 2 anos)
LESÕES DISSEMINADAS
Tiabendazol suspensão 50mg/ml: 25-50 mg/kg/dia (máx. 3g/dia), VO de 12/12h, durante 5 dias. OU
Albendazol (suspensão 40mg/ml OU Comp. 400mg): 10 ml (400mg), VO 1x/dia durante 3 dias. OU
Ivermectina 200mcg/kg em dose única (Crianças acima de 5 anos e > de 15 kg).

ESCABIOSE
Agente etiológico: Sarcoptes Scabei.
Ciclo Evolutivo: As fêmeas penetram na epiderme e depositam seus ovos, estes se tornam parasitas adultos em 2 semanas.
Transmissão: Contato com pessoas infectada, roupas e/ou outros objetos.
QUADRO CLÍNICO:
Pápulas eritematosas, vesículas, nódulos
Prurido intenso, principalmente a noite
Pode ocorrer crostas melicéricas (cor de mel) e pústulas decorrentes de infecção secundária.
DIAGNÓSTICO:
Clínico
Identificação do parasita ou de seus ovos na avaliação microscópica.
TRATAMENTO:
Todas as pessoas da casa devem ser tratadas, independente se possuem sintomatologia.
Orientar a lavagem de todas as roupas e exposição ao sol.
Monossulfiram (Tetmosol) solução - Diluir uma parte de Tetmosol Solução em três partes iguais de água. Após o banho,
secar o corpo e aplicar a solução nas áreas afetadas deixando-a secar naturalmente, em seguida o paciente pode se vestir.
Em alguns casos este procedimento pode ser repetido sucessivamente por dois ou três dias
SE CRIANÇAS > 2 MESES
Loção de permetrina a 5% - Aplicar (poupar boca e olhos) após o banho 1x/dia à noite, deixar agir durante 8 a 12 horas e
enxaguar. Reaplicar após 7 dias. OU
Deltametrina loção a 20mg/100ml – Aplicar 1x/dia durante 5 dias.
SE CRIANÇAS MAIORES DE 5 ANOS E > 15kg associar:
Ivermectina 6mg: 200mcg/kg VO em dose única. Repetir após 7 dias.
#KetResumos
AGENTE DOENÇA
Entamoeba histolytica AMEBÍASE
Giardia lamblia GIARDÍASE
Ascaris lumbricoides ASCARIDÍASE
Necator americanus e Ancylostoma duodenale ANCISLOTOMÍASE
Trichuris trichiura TRICURÍASE
Toxocara canis e catis TOXOCARÍASE
Taenia saginata e Taenia solium TENÍASE / CISTICERCOSE
Schistosoma mansoni ESQUISTOSSOMOSE
Strongyloides stercoralis ESTRONGILOIDÍASE
Sarcoptes scabiei ESCABIOSE
Enterobius vermiculares ENTEROBÍASE / OXIURÍASE
Ancylostoma (braziliensis e caninum) LARVA MIGRANS

DOENÇA TRATAMENTO
AMEBÍASE // GIADÍASE Metronidazol suspensão 40 mg/ml: 30 mg/Kg/dia, VO de 8/8h por 7 dias.
ASCARIDÍASE Mebendazol suspensão 20mg/ml: 5 ml (100mg), VO, de 12/12h, por 03 dias. Repetir em 14 dias.
TRICURÍASE Albendazol Suspensão 40mg/ml: 10ml (400mg), VO dose única.
ANCILOSTOMÍASE
TOXOCARÍASE *** *** Período de posologia diferente
ENTEROBÍASE/OXIURÍASE
TENÍASE / CISTICERCOSE Praziquantel (comp. 150 ou 500mg): 10 a 20mg/kg, dose única. (TENÍASE)
ESQUISTOSSOMOSE Praziquantel (comp. 150 ou 500mg): 50 a 60 mg/kg, dose única. (CISTICERCOSE / ESQUISTOSSOMOSE)
ESTRONDILOIDÍASE Ivermectina 6mg - ½ comp. para crianças > 15kg. A cada 10 kg, adicionar ½ comp. Máx. de 2 comp.
ESCABIOSE
PEDICULOSE
LARVA MIGRANS
LARVA MIGRANS CUTÂNEA Tiabendazol 5% pomada – Aplicar na lesão 2 vezes ao dia durante 14 dias
Tiabendazol suspensão 50mg/ml: 25-50 mg/kg/dia (máx. 3g/dia), VO de 12/12h, por 5 dias.

DOENÇA TRATAMENTO
AMEBÍASE Metronidazol suspensão 40 mg/ml: 30 mg/Kg/dia, VO de 8/8h por 7 dias.
Secnidazol suspensão 30mg/ml: 30mg/kg/dia, VO, dose única
GIADÍASE Metronidazol suspensão 40 mg/ml: 30 mg/Kg/dia VO de 8/8h por 7 dias.
Albendazol Suspensão 40mg/ml: 10ml (400mg) 1x/dia, VO por 5 dias.
ASCARIDÍASE Mebendazol suspensão 20mg/ml: 5 ml (100mg), VO, de 12/12h, por 03 dias. Repetir em 14 dias.
Albendazol Suspensão 40mg/ml: 10ml (400mg), VO dose única.
ANCILOSTOMÍASE Mebendazol suspensão 20mg/ml: 5 ml (100mg), VO, de 12/12h, por 03 dias. Repetir em 14 dias.
Albendazol Suspensão 40mg/ml: 10ml (400mg), VO dose única.
TRICURÍASE Mebendazol suspensão 20mg/ml: 5 ml (100mg), VO, de 12/12h, por 03 dias. Repetir em 14 dias.
Albendazol Suspensão 40mg/ml: 10ml (400mg), VO dose única.
TOXOCARÍASE Mebendazol suspensão 20mg/ml: 100 a 200 mg de 12h/12h, VO durante 5 dias. Repetir em 14 dias.
Albendazol Suspensão 40mg/ml: 10ml (400mg)/dia, VO durante 5 dias.
ENTEROBÍASE/OXIURÍASE Mebendazol suspensão 20mg/ml: 100 a 200 mg de 12h/12h, VO durante 5 dias. Repetir em 14 dias.
Albendazol Suspensão 40mg/ml: 10ml (400mg) 2x/dia, VO durante 5 dias.
Pirvínio (susp. 10mg/ml ou Comp. 100mg) – 10 mg/kg OU 1 comp. de 100mg a cada 10kg, dose única.
TENÍASE / CISTICERCOSE Praziquantel (comp. 150 ou 500mg): 10 a 20mg/kg, em dose única. (TENÍASE)
Praziquantel (comp. 150 ou 500mg): 50 a 60 mg/kg, em dose única. (CISTICERCOSE)
ESQUISTOSSOMOSE Praziquantel (comp. 150 ou 500mg): 60 mg/kg, em dose única.
ESTRONDILOIDÍASE Ivermectina 6mg - ½ comp. para crianças > 15kg. A cada 10 kg, adicionar ½ comp. Máx. de 2 comp.
Tiabendazol suspensão 50mg/ml: 25mg/kg/dia (máx. 3g/dia), VO, de 12/12h por 3 dias.
ESCABIOSE Ivermectina 6mg - ½ comp. para crianças > 15kg. A cada 10 kg, adicionar ½ comp. Máx. de 2 comp.
PEDICULOSE Monossulfiram (Tetmosol) solução (Apenas escabiose)
LARVA MIGRANS CUTÂNEA Tiabendazol 5% pomada – Aplicar na lesão 2 vezes ao dia durante 14 dias
Tiabendazol suspensão 50mg/ml: 25-50 mg/kg/dia (máx. 3g/dia), VO de 12/12h, por 5 dias.
#KetResumos

DOENÇAS EXANTEMATICAS
INTRODUÇÃO
CAUSA VIRAL CAUSA BACTERIANA
SARAMPO ESCARLATINA – Estreptococo beta hemolítico do grupo A
RUBÉOLA CAUSA REUMATOLÓGICA
VARICELA – Varicela Zoster DOENÇA DE KAWASAKI
ERITEMA INFECCIOSO – Parvovírus B19
EXANTEMA SÚBITO – Herpes vírus humano tipo 6 e 7
MONONUCLEOSE INFECCIOSA – Epstein Barr

SARAMPO
ETIOLOGIA - Vírus Paramyxovirus, subgrupo Morbillivirus, vírus RNA não muito resistente fora do organismo.
EPIDEMIOLOGIA - Doença extremamente contagiosa. Transmissão por via respiratória (Gotículas de ar). Período de incubação de
1 a 3 semanas
QUADRO CLÍNICO
Febre baixa inicialmente → ↑da febre → Exantema →↓diminuição da febre.
Coriza
Tosse
Conjuntivite + Fotofobia
MANCHAS DE KLOPK – Enantema oral (Específico do sarampo).
DESCAMAÇÃO FURFURÁCEA
EXANTEMA
Maculopapular
Morbiliforme
Distribuição crânio (Fronte – retroauricular – nuca) → caudal (Progressão lenta)
COMPLICAÇÕES
Otite média (Mais comum).
Pneumonia (Mais mata)
TRATAMENTO
Sintomático (Pode intercalar um antitérmico com um anti-inflamatório)
o Dipirona gotas 500mg/ml: Dar 1 gota/kg/dose de 6/6h se dor e/ou febre.
o Paracetamol gotas 200mg/ml: Dar 1 gota/kg/dose de 6/6h se dor e/ou febre
o Ibuprofeno gotas 100mg/ml: Dar 1 gota/kg/dose de 6/6h se dor e/ou febre.
Vitamina A no 1º e no 2º dia após o diagnóstico
o Dose: de 6 a 12 meses, 100.000UI VO em dose única, e maiores de 12 meses, 200.000UI também em dose única.
PROFILAXIA
Imunização – 12 MESES (Tríplice viral) e 15 MESES (Tetra viral)
PÓS CONTATO (Pacientes não imunizados): Vacinar contactantes em até 72 horas e gamaglobulina até 6 dias após a
exposição na dose de 0,25mL/kg IM em pacientes de risco (< 6 meses e grávidas), dobrando a dose nos imunodeprimidos.
Essa vacina não entra no calendário vacinal.

RUBÉOLA
ETIOLOGIA - Togavírus.

EPIDEMIOLOGIA - Período de incubação de 1 a 3 semanas

QUADRO CLÍNICO
Febre baixa
Coriza branda
Conjuntivite branda
LINFADENOPATIA – Retroauricular, occipital, cervical posterior.
SINAL DE FORCHHEIMER (Não é específico) – Pode ocorrer na escarlatina, na faringotonsilite estreptocócica.

EXANTEMA
Rubeoliforme (Maculopapular) – Rosa bebe.
Distribuição crânio → caudal (Progressão rápida)
#KetResumos
COMPLICAÇÕES
Artropatia – principalmente em pequenas articulações. Prescrever AINES
Encefalite (1/6.000 casos) com mortalidade de 20%. Entre os sobreviventes, sequelas são incomuns.
Púrpura trombocitopênica (1/3.000 casos) é outra complicação possível.
SÍNDROME DA RUBÉOLA CONGÊNITA – GRAVE!!!
o Mãe não imunizada entra em contato com vírus até a 16ª semana de gestação = MÁ FORMAÇÃO FETAL (Surdez,
catarata, má formação cardíaca)
o NÃO tem profilaxia caso ocorra o contato.
TRATAMENTO
Sintomático (Pode intercalar um antitérmico com um anti-inflamatório)
o Dipirona gotas 500mg/ml: Dar 1 gota/kg/dose de 6/6h se dor e/ou febre.
o Paracetamol gotas 200mg/ml: Dar 1 gota/kg/dose de 6/6h se dor e/ou febre
o Ibuprofeno gotas 100mg/ml: Dar 1 gota/kg/dose de 6/6h se dor e/ou febre.
PROFILAXIA
Imunização – 12 MESES (Tríplice viral) e 15 MESES (Tetra viral)

VARICELA ZÓSTER
ETIOLOGIA – Vírus Varicela Zoster.
EPIDEMIOLOGIA – Primoinfecção = Varicela. Vírus permanece latente no organismo → Reativação → Herpes Zoster. Período de
incubação de 2 semanas.
QUADRO CLÍNICO
Febre
PRURIDO INTENSO
Sintomas inespecíficos
EXANTEMA
VESICULAR / PLEOMORFISMO = Mácula → pápula → vesícula → pústula → crosta
Progressão centrífuga e Distribuição centrípeta (lesões no centro do corpo)
Acomete mucosas (oral, vaginal, conjuntiva dos olhos)
COMPLICAÇÕES
Infecção secundária de pelo (IMPETIGO)
Varicela progressiva (GRAVE) – Geralmente em imunocomprometido.
o Lesões com sangue em seu interior. Pode atingir órgãos internos
VARICELA CONGÊNITA (< 20 semanas de gestação) - Má formação de membros, principalmente MMII
Ataxia Cerebelar
Encefalite
Fasciite necrosante (Streptococcus beta-hemolítico do grupo A);
Síndrome de Reye;
Pneumonia;
Hepatite;
Herpes-zóster;
TRATAMENTO
Sintomático (Pode intercalar um antitérmico com um anti-inflamatório)
o Dipirona gotas 500mg/ml: Dar 1 gota/kg/dose de 6/6h se dor e/ou febre.
o Paracetamol gotas 200mg/ml: Dar 1 gota/kg/dose de 6/6h se dor e/ou febre
o Ibuprofeno gotas 100mg/ml: Dar 1 gota/kg/dose de 6/6h se dor e/ou febre.
Anti histamínico – Hidroxizine 2mg/ml: Dar 0,5ml/kg/dose de 8/8h durante 7 dias.
Banhos com permanganato de potássio
ATB – Em caso de infecção secundária de pele (Streptococcus pyogenes ou Staphylococcus aureus)
o Cefalexina 250mg/ml: Dar 50 a 100mg/kg/dia de 6/6h durante 7 dias.

ANTIVIRAL (Aciclovir) – Indicação:


o ACICLOVIR VIA ORAL:
 Adolescentes maiores que 12 anos
 Crianças menores que 12 anos que tenham doença cutânea crônica, doença pulmonar Crônica, uso de
corticoides inalatórios ou sistêmicos em doses NÃO imunossupressoras
 Uso crônico de AAS
 2º caso na família.
#KetResumos

o ACICLOVIR VIA PARENTERAL:


 Imunocomprometidos
 Uso de corticoide sistêmico em dose imunossupressora
 Mulheres grávidas
 Sinais de acometimento sistêmico de infecção (Pneumonia, Hepatite, Trombocitopenia, Encefalite)
PROFILAXIA
Imunização – 15 MESES (Tetra viral) e 4 anos.
PÓS CONTATO
o Vacinar em até 5 dias após o contato
o Imunoglobulina específica (VZIg) em até 4 dias após o contato. (imunocomprometidos, RN de mãe que apresentou
varicela 5 dias antes ou 48 horas após o parto, grávidas)

EXANTEMA SÚBITO OU ROSÉOLA INFANTIL


ETIOLOGIA – Hérpes Vírus Humano tipo 6 (+ comum) e 7.
EPIDEMIOLOGIA – Primoinfecção = Exantema Súbito. Contaminação pela saliva. Não atinge menores de 6 meses pela imunidade
da mãe. 6 meses a 24 meses
QUADRO CLÍNICO
Febre alta (39 a 40ºC) durante 3 dias → cessa a febre → Exantema.
Criança em bom estado geral
Sintomas inespecíficos
EXANTEMA
FARMACODERMIA POR ATB (Diagnóstico diferencial)
Maculopapular
Rubeoliforme
Exantema urticariforme (MUITO pruriginoso)
Progressão centrífuga
COMPLICAÇÕES - CONVULSÃO FEBRIL
TRATAMENTO – NÃO FAZER ATB
Sintomático (Pode intercalar um antitérmico com um anti-inflamatório)
o Dipirona gotas 500mg/ml: Dar 1 gota/kg/dose de 6/6h se dor e/ou febre.
o Paracetamol gotas 200mg/ml: Dar 1 gota/kg/dose de 6/6h se dor e/ou febre
o Ibuprofeno gotas 100mg/ml: Dar 1 gota/kg/dose de 6/6h se dor e/ou febre.
PROFILAXIA – Não há

ERITEMA INFECCIOSO
ETIOLOGIA – Parvovírus B19. Possui trofismso pelos pré-eritroplastos, parando a produção de glóbulos vermelhos por 5 a 7 dias.
EPIDEMIOLOGIA – 5 a 15 anos.
QUADRO CLÍNICO
Inespecífico ou inexistente TRIFÁSICO:
Febre baixa. FACE ESBOFETEADA + EXANTEMA RENDILHADO + RECIDIVA
Astenia
EXANTEMA
Distribuição crânio → caudal
Ocorre em 3 fases (TRIFÁSICO):
o 1ª FASE – FACE ESBOFETEADA (3 a 4 dias)
o 2ª FASE – EXANTEMA RENDILHADO
o 3ª FASE – Recidiva por estresse físico, calor, atividade física, etc...
***** Na fase exantemática não há disseminação do vírus.
COMPLICAÇÕES
Crise Aplásica – Principalmente em anemias hemolíticas (Anemia falciforme)
Hidropsia Fetal (edema em 3 ou + compartimentos do feto)
Artropatia em pequenas articulações
SÍNDROME PAPULAR PURPÚRICA EM LUVAS E MÃOS – extremamente doloroso.
#KetResumos
TRATAMENTO
Sintomático (Pode intercalar um antitérmico com um anti-inflamatório)
o Dipirona gotas 500mg/ml: Dar 1 gota/kg/dose de 6/6h se dor e/ou febre.
o Paracetamol gotas 200mg/ml: Dar 1 gota/kg/dose de 6/6h se dor e/ou febre
o Ibuprofeno gotas 100mg/ml: Dar 1 gota/kg/dose de 6/6h se dor e/ou febre.

PROFILAXIA – NÃO HÁ

MONONUCLEOSE INFECCIOSA
ETIOLOGIA – Vírus Epstein-Barr. Excretado nas secreções orais por mais de 6 meses após a infecção aguda (Doença do beijo).
EPIDEMIOLOGIA – Até 5 anos.
QUADRO CLÍNICO
Quadro arrastado... TRÍADE DE HOAGLAND:
Febre prolongada 1. Faringite exsudativa
Mal estar / Cefaléia 2. Linfadenopatia
Mialgia 3. Esplenomegalia.
SINAL DE HOAGLAND – edema palpebral
Náuseas e dor abdominal
ODINOFAGIA
LINFANDENOPATIA GENERALIZADA
ESPLENOMEGALIA
HEPATOMEGALIA
EXANTEMA
Ocorre em apenas 3 a 15% dos pacientes)
Maculopapular
AVALIAÇÃO COMPLEMENTAR
Hemograma
o Leucocitose com 20 a 40% de linfócitos atípicos
o Trombocitopenia
Anticorpos Heterófilos específicos (VCA, EA, EBNA)
COMPLICAÇÕES
Ruptura esplênica
Obstrução de Vias aéreas
Sintomas neurológicos (Cefaléia, Convulsão, Ataxia cerebelar, Metamorfopsia – Alice no país das maravilhas, distorção
visual dos objetos)
TRATAMENTO
Repouso
Excluir atividade física por 1 mês pelo risco de ruptura esplênica
Prednisolona 3mg/ml: Dar 1mg/kg/dia durante 10 dias.
Sintomático (Pode intercalar um antitérmico com um anti-inflamatório)
o Dipirona gotas 500mg/ml: Dar 1 gota/kg/dose de 6/6h se dor e/ou febre.
o Paracetamol gotas 200mg/ml: Dar 1 gota/kg/dose de 6/6h se dor e/ou febre
o Ibuprofeno gotas 100mg/ml: Dar 1 gota/kg/dose de 6/6h se dor e/ou febre.
A prescrição inadequada de penicilina pode levar a uma vasculite imunomediada que ocasionará em exantema.
PROFILAXIA – NÃO HÁ

ESCARLATINA
ETIOLOGIA – Estreptococo beta hemolítico do grupo A (Estreptococo pyogenes).
EPIDEMIOLOGIA – 5 a 15 anos. O paciente pode apresentar até 3 episódios de escarlatina na vida. A infecção pelo estreptococo
pyogenes pode ocorrer em qualquer parte do corpo, mas o mais comum é na orofaringe.
QUADRO CLÍNICO
Febre alta FARINGOAMIGDALITE + EXANTEMA MICROPAPULAR (LIXA) +
Odinofagia (Faringoamigdalite) LÍNGUA EM MORANGO + SINAL DE FILATOV + SINAL DE PASTIA
Língua “em framboesa”
Descamação do tipo laminar em extremidades - Após 5-7 dias, inicia-se a descamação, que pode durar até 3 a 8 semanas.
#KetResumos
EXANTEMA
Micropapular (lixa)
Distribuição crânio → caudal. Poupa as regiões palmares e plantares.
o Sinal de Filatov - Palidez perioral contrasta com rubor de face.
o Sinal de Pastia - Petéquias e linhas hiperpigmentadas na superfície flexora dos braços e nas raízes das coxas.
COMPLICAÇÕES
Febre Reumática
GNPE
TRATAMENTO
Penicilina Benzatina 50.000 UI/kg IM em dose única
Amoxicilina 250mg/ml – Dar 50mg/kg/dia de 8/8h durante 10 dias.
Sintomático (Pode intercalar um antitérmico com um anti-inflamatório)
o Dipirona gotas 500mg/ml: Dar 1 gota/kg/dose de 6/6h se dor e/ou febre.
o Paracetamol gotas 200mg/ml: Dar 1 gota/kg/dose de 6/6h se dor e/ou febre
o Ibuprofeno gotas 100mg/ml: Dar 1 gota/kg/dose de 6/6h se dor e/ou febre.
PROFILAXIA – Não há

DOENÇA DE KAWASAKI
ETIOLOGIA – Desconhecida. Provavelmente reumatológico.
EPIDEMIOLOGIA – Não acomete < 6 meses e adultos. Vasculite de artérias de pequeno e médio calibre. Tropismo artéria coronária.
QUADRO CLÍNICO
FEBRE ALTA QUE DURA + DE 5 DIAS – SINAL OBRIGATÓRIO!!!!!
(Mais 4 dos 5 sintomas a seguir):
CONJUTIVITE NÃO EXUDATIVA BILATERAL. Região entre pálpebra e
conjuntiva não está alterada
ALTERAÇÃO DE LÁBIOS E CAVIDADE ORAL. Fissura labial, língua em
morango vermelho.
LINFOADENITE UNILATERAL > 1,5cm, geralmente em região cervical
EXANTEMA POLIMORFO
ALTERAÇÃO DE EXTREMIDADES. Hiperemia de mãos e pés, edema
em dedos, DESCAMAÇÃO LAMINAR

EXANTEMA - Polimorfo
COMPLICAÇÕES - Aneurisma de artérias coronárias
EXAMES COMPLEMENTARES
VHS (MUITO ↑)
Hemograma
o Anemia
o Leucocitose com aumento de neutrófilos (desvio a esquerda)
o Trombocitose
Ecodopplercardiograma. Fazer no diagnóstico → 2ª a 3ª semana após → Final da doença (VHS ↓)
TRATAMENTO
AAS comprimido 100mg: Dar 80 a 100mg de 6/6h até que o paciente esteja a 48h sem febre. Após reduzir a dose para 3
a 5mg 1x/dia.
Imunoglobulina venosa 2g/kg em BIC por 12h. Pode repetir 1X caso não responda. Acompanhar FC e PA.
Sintomático (Pode intercalar um antitérmico com um anti-inflamatório)
o Dipirona gotas 500mg/ml: Dar 1 gota/kg/dose de 6/6h se dor e/ou febre.
o Paracetamol gotas 200mg/ml: Dar 1 gota/kg/dose de 6/6h se dor e/ou febre
o Ibuprofeno gotas 100mg/ml: Dar 1 gota/kg/dose de 6/6h se dor e/ou febre.
PROFILAXIA – Não há
#KetResumos
HERPANGINA
ETIOLOGIA – Coxsakievírus.
EPIDEMIOLOGIA – Não acomete < 6 meses e adultos. Vasculite de artérias de pequeno e médio calibre. Tropismo artéria coronária.
QUADRO CLÍNICO
FEBRE ALTA (até 41ºC)
Disfagia
Dor de garganta
Sialorréia
Irritabilidade
Crianças maiores poderão apresentar dor abdominal e vômitos.

EXAME FÍSICO - Pequenas úlceras e vesículas com halo eritematoso na região posterior da orofaringe: tonsilas, pilares, úvula e
palato mole.
TRATAMENTO
Sintomático (Pode intercalar um antitérmico com um anti-inflamatório)
o Dipirona gotas 500mg/ml: Dar 1 gota/kg/dose de 6/6h se dor e/ou febre.
o Paracetamol gotas 200mg/ml: Dar 1 gota/kg/dose de 6/6h se dor e/ou febre
o Ibuprofeno gotas 100mg/ml: Dar 1 gota/kg/dose de 6/6h se dor e/ou febre.
PROFILAXIA – Não há
A febre dura, em média, 1 a 4 dias, e o restante dos sintomas se resolve com 1 semana.
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MEDICINA

RESUMO - SEMANA 2

INFECÇÕES RESPIRATÓRIAS
ITU
ICTERÍCIA NEONATAL
DIARRÉIAS

Ketoly Pascoal Colati


11º Período
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IVAS
DIAGNÓSTICO SINDRÔMICO
Dificuldade respiratória
Tosse
Otalgia
Obstrução nasal
Odinofagia
Febre

LOCALIZAÇÃO DO ACOMETIMENTO NA VIA AÉREA


IVA SUPERIORES IVA INTERMEDIÁRIA IVA INFERIORES
SEM taquipnéia SEM taquipnéia COM taquipnéia
SEM estridor COM estridor SEM estridor
* Resfriado comum e suas complicações * Epiglotite * Pneumonia por germes típicos,
* Faringite aguda * Laringotraqueíte aguda atípicos ou viral

ESTRIDOR: Ruído das vias de condução extra pleurais. Refere obstrução na laringe e estruturas periglóticas.
TAQUIPNÉIA:
Até 2 meses = FR ≥ 60 irpm
2 a 11 meses = FR ≥ 50 irpm
1 a 5 anos = FR ≥ 40 irpm

FATORES DE MAIOR GRAVIDADE E MORTALIDADE PARA AS IVA AGUDAS


Dificuldade e demora no acesso à assistência médica
Aglomeração de pessoas
Baixa cobertura vacinal
Baixo nível socioeconômico
Baixo peso ao nascer
Desmame precoce
Desnutrição

RESFRIADO COMUM / RINOSSINUSITE → SEM ESTRIDOR / SEM TAQUIPNÉIA


Infecção viral autolimitada da mucosa do trato respiratório superior com elevada frequência (6 a 8 episódios/ano).
ETIOLOGIA: Rinovírus (200 tipos), Coronavírus, Influenza, Parainfluenza e VSR.
TRANSMISSÃO: Aerossóis, gotículas e contato direto
CLÍNICA: Dura cerca de 7 dias
Coriza (hialina → mucopurulenta)
Obstrução nasal
Tosse predominantemente noturna (Gotejamento pós-nasal)
Odinofagia (Dor de garganta)
Febre baixa (< 01 ano pode ter febre alta)
Sintomas gerais
DIAGNÓSTICO: CLÍNICO!
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL:
1. RINITE ALÉRGICA
Causada por alérgenos (Ambientais, animais). Paciente com face adenoideana, RONCOS NOTURNOS, respiração bucal e corneto
hipertrófico. Tratamento:
Budesonida (Noex): Aplicar 1 jato em cada narina à noite durante 3 meses. Se necessário, aumentar a dose para 12/12h.
o até 02 anos = 32 mcg
o 02 a 05 anos = 50 mcg
o 05 a 10 anos = 64 mcg
o Maior que 10 anos = 100 mcg
Montelucaste (Piemonte): Dar 01 comprimidos, 1X/ dia, por 30 dias (Comp. mastigável)
o 02 a 05 anos = 4mg
o 05 anos em diante = 5mg
2. CORPO ESTRANHO: Obstrução nasal unilateral com secreção fétida e sanguinolenta
3. GRIPE: Doença sistêmica causada pelo vírus Influenza, caracterizada por febre alta, mialgias e prostração.
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COMPLICAÇÕES:
Otite média aguda (30%)
Sinusite bacteriana aguda ( 5 a 13%)
TRATAMENTO DO RESFRIADO SEM COMPLICAÇÕES:
Hidratação
Antipiréticos/ Analgésico:
o Dipirona = 1 gota/ kg/ dose de 6/6 horas
o Paracetamol = 1 gota/ kg/ dose de 6/6 horas
o Ibuprofeno (100 mg/ml) = 1 gotas /kg/ dose de 6/6 horas
o Não usar AAS pelo risco de desenvolvimento da síndrome de Reye (degeneração hepática / encefalopatia)
Desobstrução nasal
Evitar mucolíticos, anti – histamínicos e descongestionantes em < 6 anos
PREVENÇÃO: Lavagem de mãos

OTITE MÉDIA AGUDA


Inflamação e infecção supurativa de início súbito na orelha média.
ETIOLOGIA: Streptococcus pneumoniae (Pneumococo), Haemophilus influenzae (não tipavél) e Moraxella catarralis
FATORES DE RISCO:
Idade < 02 anos (Imaturidade Imunológica e Anatomia)
Sexo masculino
Perfil Socioeconômico
Tabagismo Passivo
FATORES PROTETORES: Aleitamento materno (reduz 13%) e Vacinação.
QUADRO CLÍNICO:
Otalgia
Otorreia
Hipoacusia
Choro e Irritabilidade
A febre pode estar ou não presente.
OBS: Crianças mais novas = irritabilidade, choro, ato de coçar ou puxar o pavilhão auricular;
DIAGNÓSTICO: Otoscopia
Membrana Timpânica normal Membrana Timpânica na OMA
Transparente Abaulamento
Coloração perolada Hiperemia
Triângulo luminiso Opacidade
Levemente côncava Sem mobilidade à insuflação pneumática
Móvel à insuflação pneumática
TRATAMENTO
Analgésicos + Antipiréticos
Amoxicilina 50 mg/kg/dia de 8/8 horas por 10 dias.
Amoxicilina 80-90 mg/kg/dia por 10 dias, se: < 2 anos, creches, uso recente de antibioticoterapia nos últimos 90 dias e
áreas geográficas com maior risco de cepas resistentes.
FALHA TERAPÊUTICA: Amoxicilina → amoxicilina + clavulanato (50 mg/kg/dia) → Ceftriaxona
OMA + conjuntivite = Amoxicilina + clavulanato (50 mg/kg/dia) durante 10 dias.
IDADE OTORRÉIA COM OMA SINTOMAS GRAVES OMA BILATERAL OMA UNILATERAL
(Sem otorréia) (Sem otorréia)
6 meses a 2 anos Antibióticoterapia Antibióticoterapia Antibióticoterapia Antibióticoterapia OU
Observação inicial
≥ 2 anos Antibióticoterapia AntibióticoterapiaAntibióticoterapia OU Antibióticoterapia OU
Observação inicial Observação inicial
SINTOMAS GRAVES: Otalgia moderada a grave, febre ≥ 39ºC ou otalgia por mais de 48h.
Menores de 6 meses: Havendo suspeita de OMA o tratamento dedve ser instituído.
COMPLICAÇÃO:
Perfuração timpânica
Otite média aguda recorrente (3x em 6meses ou 4x por ano)
Labirintite;
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Mastoidite Aguda
o Otalgia, Hiperemia e edema da região retroauricular
o Tratamento: Internação = Miringotomia e ATB parenteral
SINUSITE AGUDA
Inflamação da mucosa de um ou mais dos seios paranasais provocada por vírus ou bactérias.
SINUSITES VIRAIS  Consequência direta dos resfriados comuns (resolução espontânea)
SINUSITES BACTERIANAS  Mesmos agentes da OMA: Pneumococo, Influenza e Moraxela
Obs: Sinusite bacteriana crônica (> 90 dias): H. Influenza, Estreptococos Alfa e beta-hemolíticos, M.Catarrhalis
QUADRO CLÍNICO
Resfriado arrastado → Quadro persiste por mais de 10 dias sem melhora dos sintomas (Congestão nasal, rinorreia e tosse diurna)
“Quadro que piora”: Recorrência dos sintomas após melhora inicial ou novos sintomas de febre, secreção nasal e tosse diurna
“Quadro grave” → Sintomas mais graves: Febre alta e rinorreia mucopurulenta por 03 ou mais dias consecutivos
* Cefaleia não faz parte do quadro pois crianças até 07 anos não possuem seio frontal plenamente desenvolvido.

DIAGNÓSTICO
CLÍNICO. Não há indicação de solicitação de exames de imagem nos menores de 6 anos.
Critérios Radiológicos de Sinusite (Radiografia simples e Tomografia):
Espessamento mucoso (> 4 mm)
Opacificação (velamento) do seio (comparar com o seio contralateral)
Nível hidroaéreo
TRATAMENTO
Uso de antibioticoterapia é questionável!
o Amoxicilina 45 a 50 mg/kg/dia (quadro não complicado) por até 7 dias após o desaparecimento do último sintoma;
o Amoxicilina 90 a 100 mg/kg/dia (< 2 anos, crianças que frequentam creches e as que fizeram uso de antimicrobiano
nos 90 dias anteriores).
o Alérgicos à penicilina: cefalosporinas  Cefuroxima.
Recomendação da AAP: antimicrobiano nos casos de apresentação grave os sintomas que pioram.
Solução salina nasal
COMPLICAÇÕES
Celulite Orbitária
Celulite Periorbitária
Complicações intracranianas (meningite, abscesso, trombose do seio cavernoso).

FARINGOTONSILITES AGUDAS → SEM ESTRIDOR / SEM TAQUIPNÉIA


Processo inflamatório que acomete as membranas mucosas e estruturas subjacentes da garganta (Tonsilites, faringotonsilites e as
nasofaringites). Podendo ser virais ou bacterianas
ETIOLOGIA
BACTERIANA - Estreptococo Beta-hemolítico grupo A (Streptococus Pyogenes)
VIRAIS - Adenovírus, Epstein-Barr...
QUADRO CLÍNICO
Criança 5 a 15 anos início agudo com febre alta + odinofagia + exsudato amigdaliano. Além de queixas como dor
abdominal e vômitos.
Viral ocorre com crianças de 3 a 5 anos, quadro arrastado com tosse, coriza...
DIAGNÓSTICO
Clínica – Descrito no quadro clínico
Exame físico (Oroscopia) - Hiperemia faríngea + amigdalite exsudativa* + petéquias no palato + adenomegalia cervical
anterior dolorosa + febre alta
Cultura da Orofaringe (Padrão ouro) ou Teste rápido - detecção da bactéria (sensibilidade de 90%)
o Teste rápido - Menor sensibilidade e se for negativo, deve-se fazer a cultura.

TRATAMENTO
Analgésicos e antitérmicos
Antibioticoterapia:
o Penicilina G Benzatina 50.000 UI/kg: dose única, IM.
o Amoxicilina: 50 mg/kg/dia - dose única diária por 10 dias
o Ampicilina e a Penicilina V oral também podem ser prescritas.
o Alérgicos à penicilina: Eritromicina ou Azitromicina (5 dias);
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Tonsilectomia
o Pacientes com 07 ou mais episódios no ano anterior
o 05 ou mais por ano nos 02 anos anteriores
o 03 ou mais por ano nos 03 anos anteriores
COMPLICAÇÕES
NÃO SUPURATIVAS:
o GNPE (Glomerulonefrite pós-estreptocócica)
o Febre reumática.
SUPURATIVAS:
o Abscesso periamigdaliano: Adolescentes e adultos jovens com disfagia, sialorréia e trismo.
 Tratamento: Drenagem do abscesso + Antibioticoterapia (Clindamicina 30mg/kg/dia VO em 3 ou 4 doses)
o Abcesso retrofaríngeo: Crianças menores de 5 anos com disfagia e torcicolo.
 Tratamento: Internação + Antibioticoterapia parenteral (Ceftriaxone + Clindamicina)

EPIGLOTITE → COM ESTRIDOR / SEM TAQUIPNÉIA


Inflamação aguda da epiglote e tecidos supraglóticos adjacentes, doença grave e potencialmente fatal. Em crianças, o agente
causal mais comum é o Haemophilus influenzae B, com faixa etária mais acometida entre 2 e 6 anos de idade. Pode também ser
causada pelas seguintes bactérias: Streptococcus pyogenes, Staphylococcus aureus, Streptococcus. pneumoniae.
Incidência reduzida pela imunização universal contra o principal agente.
QUADRO CLÍNICO
Quadro de evolução fulminante!
Febre alta (39 a 40 °C);
Odinofagia progressivamente mais intensa;
Sialorreia;
Prostração;
Toxemia;
Intensa disfagia;
Acentuada dificuldade respiratória;
Assume posição típica: ‘’posição do tripé’’.

DIAGNÓSTICO
Clínico!
Sinal Radiológico: Sinal do polegar (Edema da Epligote)
Laringoscopia: Visualização da epiglote edemaciada e cor vermelho-cereja
TRATAMENTO:
Conduta imediata: Garantir via aérea avançada
Intubação orotraqueal ou traqueostomia
Enquanto isso...
o Manter a criança em posição confortável, no colo dos pais
o Não agitar a criança – exames não solicitar
o Oferecer oxigênio desde que isso não agite mais a criança
GARANTIDA PERMEABILIDADE AÉREA: cultura de esfregaço supraglótico, hemocultura e ATB
Antibioticoterapia venosa - 7 a 10 dias
o Ceftriaxone: EV, 50 a 100 mg/kg/dia (frasco-ampola 250, 500, 1000, 2000 mg/50ml)
PREVENÇÃO: Vacina Hib (2,4,6 meses - pentavalente)

LARINGOTRAQUEÍTE VIRAL (CRUPE VIRAL) → COM ESTRIDOR / SEM TAQUIPNÉIA


Processo inflamatório que envolve as pregas vocais e as estruturas infraglóticas.
Acomete criança entre 3 meses e 5 anos
ETIOLOGIA
Vírus parainfluenza - 70% (tipos 1, 2 e 3)
Outros: Adenovírus, VSR, influenza

CLÍNICA
Pródromos catarrais (RESFRIADO)
Febre baixa
Tosse metálica (CRUPE) - pior à noite
Posição sentada ou em pé
Rouquidão
Estridor (No repouso = grave).
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DIAGNÓSTICO: clínico!
EXAMES COMPLEMENTARES:
Radiografia Estreitamento infraglótico - ‘’Sinal da Torre’’ ou “ponta do lápis “

TRATAMENTO
Umidificação das vias aéreas e hidratação
CASO LEVE: SEM estridor em repouso ou desconforto respiratório
o Desobstrução nasal com SF, hidratação oral e antipirético
o Considerar corticóide (dexametasona) e alta para casa
CASO GRAVE: COM estridor em repouso ou desconforto respiratório
o Nebulização com ADRENALINA (0,3 a 0,5 ml/kg – max. 5ml): efeito rápido que dura até 2h. Observar:
 Sem estridor = alta
 Com estridor = repete nebulização + observação + benefícios do corticóide)
 Corticóide (dexametasona IM dose única)
COMPLICAÇÕES
Laringotraqueíte bacteriana:
o Piora da febre (febre alta)
o Secreção purulenta nas vias aéreas
o Toxemia
o Piora clínica
o Resposta ausente ou pequena a adrenalina
o Tratamento:
 Internação
 ATB com cobertura para S. aureus (oxacilina + vancomicina)
o Intubação ou ventilação, se necessário.
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
LARINGITE ESTRIDULOSA - Despertar súbito sem pródromos, com tosse e estridor.
PNEUMONIA TÍPICA → SEM ESTRIDOR / COM TAQUIPNÉIA
Inflamação no parênquima pulmonar, provocado na maioria das vezes, por agentes infecciosos.
FATORES DE RISCO
Desnutrição Baixo peso ao nascer Ausência de aleitamento materno
Baixa idade Permanência em creche Vacinação incompleta
Presença de comorbidades Episódios prévios de sibilos e pneumonia Variáveis socioeconômicas e
ambientais.
ETIOLOGIA (TÍPICOS):
< 2 meses > 2 meses
- S. agalactiae (Estreptococos grupo B) - S. pneumoniae
- Gram negativos entéricos - H. influenzae
- S. aureus (porta de entrada, grave, rapidamente progressiva, 1º ano)
CLÍNICA
CRIANÇAS MAIORES, ADOLESCENTES E ADULTOS LACTENTES
Instalação HIPERAGUDA Quadro menos exuberante
Febre ALTA (≥39°C) Pródromos catarrais seguidos de elevação da FR
Tosse Irritabilidade, redução do apetite.
Dor torácica
Sinais de Gravidade: Tiragem Subcostal // Batimento da asa nasal // Gemência // Cianose
AVALIAÇÃO COMPLEMENTAR
RADIOGRAFIA DE TÓRAX
o Padrão lobar com presença de broncograma aéreo.
o Confirmar o diagnóstico
o Avaliar extensão do processo
o Identificar a presença de complicações
LABORATÓRIO - Leucocitose (15.000 a 40.000), predomínio de neutrófilos.
HEMOCULTURA - Sempre solicitada na internação.
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INDICAÇÕES DE INTERNAÇÃO HOSPITALAR


< 2 meses
Doença grave concomitante
Falha terapêutica ambulatorial
Sinais radiológicos de gravidade (derrame pleural, abscessos e pneumatoceles, condensação extensa)
Comprometimento do estado geral (sinais de toxemia, sinais de gravidade, incapacidade de beber líquidos)
Presença de sinais respiratórios graves (hipoxemia – SatO2 < 92%, tiragem, gemência ou batimento de asa nasal, FR > 70
em menores de 1 ano)

TRATAMENTO
Tratamento Ambulatorial:
Recomendações gerais quanto ao aparecimento de sinais de gravidade
Oferta de líquidos
Medicações para controle da febre
REAVALIAÇÃO APÓS 48 HORAS
o Amoxicilina VO – 50 mg/kg/dia de 8/8 horas, até que esteja afebril por no mínimo de 72h, com duração mínima de
10 dias. OU
o Penicilina Procaína IM 50.000 UI/kg/dia 1x por dia por 10 dias.
Tratamento na internação:
> 2 meses - Penicilina Cristalina 200.000 UI/kg/dia IV, 6/6 horas por até 10-14 dias
< 2 meses - Ampicilina e gentamicina
PNEUMONIA MUITO GRAVE (evolução muito rápida; extensa; comprometimento severo do estado geral; cianose;
evidência de falência respiratória/exaustão; hipotensão arterial; persistência de febre ou instabilidade clínica após 48-
72h de tratamento) - Oxacilina + Ceftriaxona
Falha terapêutica: febre ou instabilidade clínica após 48-72 horas de tratamento.
1º PASSO: é avaliar possível complicação, a principal é o Derrame pleural (Abolição/diminuição do MV). Não escalona ATB.
DERRAME PLEURAL = TORACOCENTESE
CRITÉRIOS DE LIGHT
PARÂMETROS TRANSUDATOS EXUDATOS
Relação entre proteína do líquido pleural e sérica ≤ 0,5 > 0,5
Relação entre DHL do líquido pleural e sérica ≤ 0,6 > 0,6
DHL no líquido pleural > 2/3 do limite superior no soro Não Sim
A presença de qualquer um dos 3 critérios de exsudato é suficiente para sua
caracterização e a presença dos 3 critérios de transudato é necessária para sua
caracterização
EMPIEMA: Aspecto purulento, pH < 7,2, glicose < 40mg/dl, gram e/ou cultura positivos = DRENAGEM
EXSUDATO NÃO COMPLICADO: Irá regredir com o próprio tratamento adequado para pneumonia.
Outro motivo de falha terapêutica é o tipo de germe: pode ser um pneumococo resistente ou um Estafilococos Aureus, nesse caso
deve-se escalonar o ATB para Oxacilina + Ceftriaxona

PNEUMONIA ATÍPICA → SEM ESTRIDOR / COM TAQUIPNÉIA


ETIOLOGIA: Mycoplasma pneumoniae
Incidência maior a partir do 5º ano de vida;
História de contato familiar doente é comum.
Convívio em ambientes fechados (escolas, acampamentos e instituições).
CLÍNICA:
Quadro arrastado
Cefaleia, mal-estar, febre baixa, rinorreia e dor de garganta, rouquidão e tosse. Coriza é incomum.
Evolução longa (7-21 dias) – persiste tosse e expectoração.
COMPLICAÇÕES: MANIFESTAÇÕES EXTRAPULMONARES! Miringite bolhosa, pericardite, miocardite, meningoencefalite...

LABORATÓRIO:
Leucograma: normal
VHS ↑
RADIOGRAFIA DE TÓRAX: Infiltrado intersticial difuso ou broncopneumonia.
#KetResumos

TRATAMENTO:
Azitromicina (200mg/5ml) durante 5 dias
o 10mg/kg/dia, 1x ao dia, no 1º dia
o 05 mg/kg/dia, 1x ao dia do 2º ao 5º dia

PNEUMONIA AFEBRIL DO LACTENTE → SEM ESTRIDOR / COM TAQUIPNÉIA


ETIOLOGIA: Chlamydia trachomatis
Antes dos 3 meses de idade
História de parto vaginal!
Parto cesáreo com bolsa rota prévia

CLÍNICA:
Quadro arrastado
História de conjuntivite (5-14 dias de vida)
Colonização de nasofaringe e vias aéreas inferiores, durante o parto.
Coriza, obstrução nasal, tosse intensa e taquipneia.
LABORATORIAL: Presença de Eosinofilia
DIAGNÓSTICO DEFINITIVO: Cultura da nasofaringe ou conjuntiva
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL: COQUELUCHE
Agente - Bordetella Pertussis
Clínica:
o Fase catarral: 1 a 2 semanas. Síndrome gripal arrastada.
o Fase paroxística: 2 a 6 semanas. Fase típica. Tosse seca intensa seguida de inspiração profunda (guincho), apneia e
cianose (< 3 meses).
o Fase convalescença: > 2 semanas. Redução dos sintomas.
Laboratório – leucocitose com linfocitose.
Radiografia – infiltrado perihilar
Tratamento:
o Azitromicina 200 mg/5ml --- 10 mg/kg/dia no 1º dia e 5 mg/kg/dia do 2º ao 5º dia
o Trato todos próximos
TRATAMENTO: Azitromicina (20mg/kg/dia por 3 dias)

BRONQUIOLITE VIRAL AGUDA → SEM ESTRIDOR / COM TAQUIPNÉIA


ETIOLOGIA
Vírus sincicial respiratório (80%)
Rinovírus, Influenza, Parainfluenza, Adenovírus
Primeiros 02 anos de vida
FATORES DE RISCO
Sexo masculino
Ausência de aleitamento materno
Baixa idade (lactentes)
Prematuridade
Tabagismo durante a gestação.
CLÍNICA
Pródromos catarrais: espirros, rinorreia, congestão
Febre + tosse
Taquipnéia
Sibilância
DIAGNÓSTICO DEFINITIVO: Swab nasofaringe
RADIOGRAFIA: Hiperinsuflação e áreas de atelectasia

TRATAMENTO:
Oxigenioterapia (sat <92%)
Hidratação – via parenteral: + graves!
Postura – cabeceira elevada 30° com pescoço em extensão
Internado – nebulização com solução salina hipertônica 3%
#KetResumos

COMPLICAÇÃO: BRONQUIOLITE OBLITERANTE


Pode ser complicação de bronquiolite pelo Adenovírus. Após a inflamação ocorre regeneração tecidual anormal dentro dos
alvéolos/bronquíolos por proliferação e ativação de fibroblastos nos bronquíolos respiratórios e alvéolos → OBLITERAÇÃO
CLÍNICA:
o Tosse crônica e produtiva
o Dispneia // Sibilos e estertores // Cianose
o Febre após melhora inicial;
DIAGNÓSTICO:
o Rx de tórax: inespecífico;
o Biópsia pulmonar – padrão ouro
TRATAMENTO: não há tratamento específico;
o Corticoide oral e inalatório;
o Imunomoduladores.
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ITU
Multiplicação de patógenos nas vias urinárias. Envolve: meato uretral até o parênquima renal
PREOCUPAÇÃO:
Risco de sepse
Erradicar o patógeno!
Sequela!!
Cicatriz no parênquima renal
Doença crônica (IRC e HAS)

INCIDÊNCIA
Mais comum em meninas (pico 5 anos)
1º ano de vida → meninos
Hoje: Principal causa bacteriana de febre sem foco em crianças menores de 2 anos.

AGENTES ENVOLVIDOS
E. COLI – Principal Gram Negativo - Klebisiela Pseudomonas
PROTEUS Gram positivo - S. saprophyticus Enterococos
ADENOVÍRUS

PATOGÊNESE
HEMATOGÊNICA ASCENDENTE
Rara Mais comum
Acomete RN ou fetal Colonização perineal
Sepse neonatal Origem no TGI
Via transplacentária Fezes
Colonização do prepúcio

FATORES DE RISCO DA CRIANÇA


Treinamento controle esfincteriano Higiene inadequada Jato fraco
Criança não quer “perder tempo” Erro alimentar Malformações congênitas
Comportamento constrictivo - ciclo vicioso Fimose Refluxo vesico ureteral
Constipação intestinal Sinéquias

REFLUXO VESICO URETERAL


Geralmente diagnóstico é após um episódio de ITU ou descoberto na USG pré-natal com hidronefrose, dilatação vesical e
oligodramnia.
PRIMÁRIA - Disfunção da junção vesicoureteral.
Causa: Malformações (da junção vesicoureteral)
SECUNDÁRIA - Aumento da pressão intravesical.
Causa: Obstrução mecânica (estenose de uretra, válvula de uretra posterior,
cálculos vesicais)
Funcionais (bexiga neurogênica, cistite infamatória ou infecciosa.

QUADRO CLÍNICO
RN E LACTENTES PRÉ-ESCOLARES
Irritabilidade ou hipoatividade Polaciúria
Diurese reduzida Disúria
Toxemia Estrangúria
Baixo ganho ponderal Urgência miccional
Sucção débil Dor lombar
Vômitos / Diarreia Febre
Distensão abdominal Calafrios
Palidez / Cianose Náuseas / Vômitos
Icterícia prolongada Pesquisar giordano sempre.
Urina com odor fétido
FEBRE = PIELONEFRITE
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DIAGNÓSTICO
Clínica + EAS/urinocultura + Hemograma
Hemocultura, se for pielonefrite.
Exames complementares:
o USG - Avalia malformações grosseiras
o DMSA (Cintilografia Renal Estática com DMSA (Ác. Dimercaptossuccínico))- Avalia se há cicatriz no parênquima renal
o UCM - Uretrocistografia Retrograda e Miccional
EAS
Jato médio > 100.000 UFC
Saco coletor > 100.000 UFC - Trocar a cada 30 minutos. ↑ VPN
Cateterismo vesical > 10.000 UFC
Punção supra púbica - 1 UFC
HEMOGRAMA:
Leucocitose com Neutrofilia - Leucocitose exuberante (20.000 – 25.000 cel/mm³) sugere abscesso renal.
↑ PCR e VHS

TRATAMENTO
CISTITE - Tratar por 5 DIAS ANTIBIÓTICO DOSE
Amoxicilina + Clavulanato 250 + 62,5 mg/5ml 20 a 40 mg/kg/dia de 8/8h
Tratar no ambulatório, independente da
Cefalexina 250mg/5ml (Primeira escolha) 50 a 100 mg/kg/dia de 6/6h
idade.
Nitrofurantoina 5 a 7 mg/kg/dia de 6/6h
Ácido Nalidixico 50 mg/ml (NÃO usar < 3 meses) 55mg/kg/dia de 6/6h
PIELONEFRITE - Tratar por 14 DIAS
Quando internar?
Menores de 01 mês (sepse neonatal) ANTIBIÓTICO DOSE
Criança grave (toxemia, vômitos, estado geral Ceftriaxona EV 50 a 75 mg/kg/dia
comprometido)
Ampicilina + Gentamicina EV Ampicilina - 100 mg/kg/dia
Desidratada
Gentamicina - 5 mg/kg/dia
Falha terapêutica
Bom Estado Geral = TRATAMENTO AMBULATORIAL
ANTIBIÓTICO DOSE
Ceftriaxona IM 100 mg/kg/dia
Amoxicilina + Clavulanato 250 + 62,5 mg/5ml 40 mg/kg/dia de 8/8h
Ciprofloxacino (comp. 250 e 500mg) 30mg/kg/dia (> 17 anos)

DISFUNÇÃO DE ELIMINAÇÕES
Correção dos hábitos urinários adequados (urinar ao acordar, urinar a cada três horas)
Melhora da ingesta hídrica
Corrigir a constipação
Higiene adequada
Tratar as parasitoses

1º EPISÓDIO DE PIELONEFRITE → Solicitar USG e DMSA → Se APENAS 1 ALTERADO → Solicitar UCM


2º EPISÓDIO DE PIELONEFRITE → Solicitar UCM
PROFILAXIA
Indicações:

Durante investigação (após a 1ª ITU) Litíase Renal


Refluxo Vesical Ureteral graus III, IV e V Bexiga neurogênica
Uropatias obstrutivas Recidivas frequentes manter (6m-1a)
Quimioprofilaxia:
• SMT + TMT 1-2 mg/kg/dose
• CEFALEXINA 25mg/kg/dose
• AMOXICILINA 25 mg/kg/dose
• NITROFURANTOÍNA 1-2mg/kg/dose
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ICTERÍCIA NEONATAL
Coloração amarelada da pele e mucosas, causada pelo acúmulo da fração direta e/ou indireta de bilirrubina, quando os níveis
desta no RN, ultrapassam valores de 5-7 mg/dl.
Acomete cerca de 60% dos RN’s a termo e 80% dos RN’s prematuros em sua primeira semana de vida.

METABOLISMO DA BILIRRUBINA
Cerca de 75% da bilirrubina produzida no corpo tem origem na degradação de hemácias senis. O restante é originado de outras
proteínas que contenham o pigmento “heme” (citocromo P450 e a mioglobina).

METABOLISMO NA VIDA FETAL

Na vida fetal a excreção de bilirrubina é por via placentária, e na forma indireta. Mecanismos de captação/conjugação/excreção
estão imaturos até os primeiros dias de vida.
RN produz uma maior quantidade de bilirrubina que um adulto: 6-8mg/kg/dia // 3-4mg/kg/dia. Devido aumento da massa
eritrocitária e menor meia-vida de hemácias.
RN possui uma circulação êntero-hepática ↑. Alta atividade da BETAGLICURONIDASE INTESTINAL, e flora intestinal pouco
colonizada.

CLASSIFICAÇÃO DA ICTERÍCIA

ICTERÍCIA FISIOLÓGICA e ICTERÍCIA NÃO FISIOLÓGICA (Predomínio de Bilirrubina Indireta ou Predomínio de Bilirrubina Direta).
ICTERÍCIA FISIOLÓGICA
Icterícia as custas de bilirrubina INDIRETA
Velocidade normal de aumento da BT < 5 mg/dl/24hs, garantindo um início tardio do quadro (após 24 horas de vida)
Icterícia aparente quando BT > 5- 7 mg/dl, segundo ou terceiro dia de vida
Níveis máximos de BT:
o A TERMO: 12 a 13mg/dl
o PREMATURO: 14 a 15mg/dl
BT < 2mg/dl entre o 5º - 7º dia
ICTERÍCIA NÃO FISIOLÓGICA
Fatores relacionados a quadros não fisiológicos:
Icterícia nas primeiras 24 horas (ou 24 -36 horas) de vida
Nível de bilirrubina subindo a uma taxa superior a 5mg/dl nas 24 horas
Nível de bilirrubina maior do que 12mg/dl em RN a termo ou 14-15 mg/dl em prematuros
Icterícia persistente (mais de 8 dias nos RN’s a termo e mais de 14 dias nos prematuros)
Aumento da bilirrubina direta (indicativo de investigação: níveis de BD> 2mg/dl ou sinais de colestase como acolia e
colúria)
Associação com alterações clínicas diversas (hepatoesplenomegalia, palidez)
A AVALIAÇÃO DA ICTERÍCIA NÃO FISIOLÓGICA COMEÇA COM DISTINÇÃO ENTRE A ICTERÍCIA POR AUMENTO DA FRAÇÃO
INDIRETA E A POR AUMENTO DA FRAÇÃO DIRETA.
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ZONAS DE KRAMER
Avaliação visual ZONAS AREA CORPORAL NIVEL BT
Progressão crânio-caudal
I CABEÇA E PESCOÇO 6 mg/dl

II TRONCO ATÉ UMBIGO 9 mg/dl

III UMBIGO ATÉ AS COXAS 12 mg/dl

IV JOELHOS ATÉ TORNOZELOS E COTOVELOS ATÉ PUNHOS 15 mg/dl

V MÃOS E PÉS 18 mg/dl

IVESTIGAÇÃO INICIAL DA ICTERÍCIA


Bilirrubina total e frações
Tipo sanguíneo e fator Rh da mãe e do neonato
Teste de coombs direto
Eritrograma e contagem de reticulócitos
Análise da lâmina de sangue periférico – TESTE DE FRAGILIDADE OSMÓTICA
Outros: TSH/T4, pesquisa de galactosemia, pesquisa de deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase.

HIPERBILIRRUBINEMIA INDIRETA PATOLÓGICA


ICTERÍCIA ASSOCIADOS AO ALEITAMENTO MATERNO:
FORMA PRECOCE: ICTERÍCIA DO ALEITAMENTO MATERNO
Associada a falta do aleitamento materno: atraso na fase II da
lactogênese, ↓ das mamadas ou mamadas ineficazes.
Surge entre o 2º e 3º dia de vida.
A baixa ingesta leva a um quadro de estase intestinal que favorece a
ação da BETAGLICURONIDASE INTESTINAL e maior reabsorção da BI.
Perda excessiva de peso
TRATAMENTO: estímulo a amamentação e maior aporte calórico.
FORMA TARDIA: ICTERÍCIA DO LEITE MATERNO
Surge após a primeira semana.
Os níveis séricos de BI continuam aumentando, podendo chegar a
20-30 mg/dl até o 14° dia de vida, que se estabilizam e caem lentamente,
atingindo valores normais em 4 a 12 semanas.
Bom estado geral
Mecanismo patogênico desconhecido
Se o aleitamento for suspenso os níveis caem rapidamente em 48 hs,
após reintrodução não voltam a aumentar.
Encefalopatia bilirrubínica: raro.

HIPERBILIRRUBINEMIA DIRETA PATOLÓGICA

ATRESIA DAS VIAS BILIARES

Obliteração dos ductos biliares extra-hepáticos em qualquer ponto


da árvore biliar com diminuição ou ausência da excreção de bile pelo
intestino.
Forma mais comum da doença é perinatal, ou adquirida.
A icterícia surge entre a 2ª e 6ª semana de vida, juntamente com
colúria e acolia fecal.
A estagnação do pigmento evolui com lesão crônica, cirrose,
hipertensão portal e fígado em estágio terminal.
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INVESTIGAÇÃO:
◦ USG
◦ Cintilografia hepatobiliar com tecnécio: demonstra captação hepática sem eliminação do radiofármaco.
◦ Biópsia hepática: estrutura lobular hepática intacta, fibrose do espaço porta, plugs de bile e proliferação de ductos.
Exame mais importante.
◦ Colangiografia intraoperatória: exame confirmatório, que permite a identificação da presença e o ponto de obstrução.
TRATAMENTO:
◦ Cirúrgico- portoenterostomia de Kasai (anastomose de uma alça intestinal com a árvore biliar)
◦ Transplante hepático

ACOMPANHAMENTO DA ICTERÍCIA
Desde o nascimento e no decorrer da internação até a alta hospitalar, em todos os RN > 35 semanas:
Avaliar os fatores epidemiológicos de risco para hiperbilirrubinemia
Examinar o RN a cada 8 a 12 horas para detectar a icterícia ao exame físico
Se a icterícia é visualizada antes de 24-36 horas, determinar a BT e identificar o risco de hiperbilirrubinemia significante.
Após 36 horas de vida, se a icterícia atingir nível de umbigo ou mais, determinar a BT para identificar o risco de
hiperbilirrubinemia significante.
Quando após 48 hs o RN não apresentar icterícia ou apresentar apenas na face, com condições clínicas adequadas, avaliar
a alta e agendar reavaliação ambulatorial em 72 hs.

FATORES DE RISCO PARA HIPERBILIRRUBINEMIA GRAVE - RN > 35 SEMANAS DE IG


FATORES MAIORES FATORES MENORES
Níveis de bilirrubina na zona de alto risco Níveis de bilirrubina na zona de risco intermediária
Icterícia nas primeiras 24 hs IG: 37-38 sem
Incompatibilidade ABO, Rh ou outra doença hemolitíca. Icterícia observada antes da alta
IG: 35-36 sem Irmão com icterícia anteriormente
Irmão com icterícia neonatal tratado com fototerapia RN macrossômicos e de mães diabéticas
Céfalo-hematoma ou sangramento importante Idade materna = 25 anos
Aleitamento materno exclusivo, especialmente se a Sexo masculino
perda de peso for excessiva
Raça asiática

ESTRATIFICAÇÃO DO RISCO PARA HIPERBILIRRUBINEMIA


Os resultados de bilirrubina encontrados são plotados no normograma que classifica o RN em quatro zonas
1. Alto risco
2. Risco intermediário-alto
3. Risco intermediário-baixo
4. Baixo risco

TRATAMENTO
FOTOTERAPIA
Aplicação de luz de alta intensidade e com espectro visível na cor azul.
Promove uma reação fotoquímica na BI, transformando-a em compostos (lumirrubina) que podem ser excretados na bile
ou na urina sem necessidade de conjugação.
A eficácia da fototerapia depende em especial dos seguintes fatores: comprimento de onda da luz, irradiância espectral
e superfície corporal exposta à luz.
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Na maioria dos RN ≥ 35 semanas a fototerapia é instituída no alojamento conjunto, ao lado da mãe que amamenta em
livre demanda
INDICAÇÃO: leva-se em conta a dosagem periódica da BT, a idade gestacional e a idade pós-natal, além das condições
agravantes da lesão bilirrubínica neuronal.
CUIDADOS: aumentar oferta hídrica e manter temperatura corporal constante, proteção ocular com cobertura radiopaca,
proteger equipos de nutrição parenteral.
EXSANGUÍNEOTRANSFUSÃO
Consiste na troca de mais de uma volemia do RN. A principal indicação é presença de doença hemolítica grave por
incompatibilidade Rh.
Objetivos:
1. Diminuir a intensidade da reação imunológica na doença hemolítica (remove os anticorpos ligados ou não às hemácias),
2. Remover BI
3. Corrigir a anemia
Complicações: tromboses, embolias, hipernatremia, acidose metabólica, arritmias, sobrecarga de voume...

- Diminuir em 2mg/dL o nível de indicação de fototerapia ou EST se


doença hemolítica (Rh, ABO, outros antígenos), deficiência de G-6-PD,
asfixia, letargia, instabilidade na temperatura, sepse, acidose ou
albuminemia < 3g/dl.
- Iniciar fototerapia de alta intensidade sempre que: BT > 17–19mg/dL e
colher BT após 4–6 horas; BT entre 20–25 mg/dL e colher BT em 3–4
horas; BT > 25 mg/dL e colher BT em 2–3 horas, enquanto o material da
EST está sendo preparado.
- Se houver indicação de EST, enquanto ocorre o preparo colocar o RN em
fototerapia de alta intensidade, repetindo a BT em 2 a 3 horas para
reavaliar a indicação de EST.
- A EST deve ser realizada imediatamente se houver sinais de
encefalopatia bilirrubínica ou se a BT estiver 5mg/dL acima dos níveis
referidos.
- A fototerapia pode ser suspensa, em geral, quando BT < 8–10 mg/dL,
sendo a BT reavaliada 12–24 horas após suspensão para detectar rebote.

IMUBOGLOBULINA - Nos casos de hiperbilirrubinemia por doença hemolítica isoimune. É recomendada quando os níveis de
bilirrubina aproxima-se dos níveis que indicam EST. A medicação diminui a necessidade de EST, por reduzir o processo de hemólise.
ALIMENTAÇÃO PRECOCE - O alimento no tubo digestivo induz a peristalse e acelera a excreção de bilirrubina conjugada presente
no lúmen, reduzindo sua desconjugação e reabsorção através do ciclo êntero-hepático.
ALBUMINA - Promove maior ligação desta proteína com a bilirrubina, e portanto, reduzir o nível tóxico livre deste pigmento.
Empregada em complemento com a EST.
NEUROTOXICIDADE BILIRRUBÍNICA
A maior complicação desta impregnação ocorre a nível encefálico: encefalopatia bilirrubínica ou kernicterus:
HIPOPROTEINEMIA: menor concentração de albumina, e, portanto maior teor de bilirrubina livre.
Deslocamento da bilirrubina de seus sítios de ligação na albumina por:
o Uso de determinadas drogas: sulfas e CEFTRIAXONA.
o Acidose
o Aumento dos ácidos graxos livres no soro (hipoglicemia e hipotermia)
Aumento da permeabilidade da barreira hematoencefálica: imaturidade (prematuros), asfixia, infecção.
ENCEFALOPATIA BILIRRUBÍNICA - KERNICTERUS
Síndrome neurológica causada pelo depósito de BI nas células do SNC. Quanto mais imaturo o RN, maior é a suscetibilidade e a
neurotoxidade da bilirrubina.
Níveis maiores de 25 mg/dl
75% RN’s vêm a falecer e 80% dos sobreviventes apresentam sequelas.
FORMA AGUDA: surge em torno do 2º ao 5º dia nos RN’s a termo
o Fase 1: hipotonia, letargia, má sucção, choro agudo durante algumas horas.
o Fase 2: hipertonia da musculatura extensora (opistótono), convulsões e febre.
o Fase 3: de aparente melhora, em que a hipertonia diminui ou cede, se instala após a primeira semana
FORMA CRÔNICA: sequelas neurológicas (retardo mental, surdez, espasmo muscular involuntário, distúrbios
extrapiramidais)
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SÍNDROMES DIARREICAS
Diarreia é a perda excessiva de água e eletrólitos pelas fezes, resultando em:
Aumento do volume das fezes e aumento na frequência das evacuações;
Alteração na consistência das fezes;
Ocorrência de ≥ 3 evacuações amolecidas em 24 horas. Mudança do padrão habitual
Mais de 200 g/dia ou volume fecal acima de 10ml/kg/dia (OMS).
CLASSIFICAÇÃO DA DIARRÉIA SEGUNDO A DURAÇÃO DOS SINTOMAS
DIARRÉIA Duração AQUOSA – Secreção ativa de água e eletrólitos sob a estimulação de determinadas substâncias
AGUDA < 14 dias (80% vírus = ROTAVÍRUS)
DISENTERIA – Agente infeccioso invade a mucosa do cólon.
Há exsudação de muco, pus e sangue.
DIARRÉIA Duração Infecção continuada de um agente, danificando as vilosidades e/ou uma regeneração inadequada
PERSISTENTE ≥ 14 dias dos eritrócitos devido à desnutrição crônica. Pode apresentar-se sob a forma de diarreia aquosa
ou disenteria.
DOARRÉIA Duração Grande variedade de causas: inflamações crônicas, alergia a alimentos, cólon irritável, parasitoses
CRÔNICA > 30 dias intestinais, etc.

TOPOGRAFIA DA SÍNDROME
Alta (Intestino Delgado) Baixa (Colônica)
Fezes Volumosas Fezes Pouco Volumosas
Baixa Frequência Alta Frequência
Sem Tenesmo Com Tenesmo
Haverá diarreia sempre que houver quebra de equilíbrio entre absorção e secreção de solutos no trato gastrointestinal.

MECANISMOS ETIOPATOGÊNICOS
OSMÓTICO
SOLUTOS: magnésio, fosfato, lactulose, sorbitol, carboidratos.
CLINITEST: detecta açúcar nas fezes.
Ex: laxantes, deficiência de lactose, má absorção de glicose-galactose.
Retenção de líquidos no lúmem

SECRETÓRIA
Secreção intestinal ativa de água e eletrólitos (Cl⁻e HCO₃⁻), devido toxinas bacterianas (lesão direta dos enterócitos) ou ação direta
de patógenos. É o tipo de maior volume fecal, com sódio fecal elevado, osmolalidade fecal reduzida. Desidratação rápida.
Exemplo:
E. Coli – Produz toxina → Lesão do enterócito → Muda a função de absorção para secreção → passa a secretar água e
eletrólitos.
Rotavírus – Adere nos enterócitos e permanece por 14 dias, até a total descamação e regeneração desses, levando ao
entapetamento e deixando somente a exposição do enterócito imaturo (secreção).

INVASIVA (inflamatória)
Com os enterócitos destruídos, os agentes invadem a mucosa e submucosa, levando ao aparecimento de leucócitos e
polimorfonucleares → produção de muco e pus. Ocorre também destruição de vasos locais, levando ao aparecimento de sangue
e leucócitos nas fezes.
Agentes causadores: Salmonella, Shiegella, Yersinia, Campylobacter, Amebíase.

AUMENTO DA MOTILIDADE: diminuição do tempo de trânsito intestinal por aceleração da peristalse. Ex.: Sínd. Do Intestino
Irritável e Hipertireoidismo.
DIMINUIÇÃO DA MOTILIDADE: diminuição na unidade neuromuscular, com estase e supercrescimento bacteriano. Ex.: pseudo-
obstrução e Síndrome Da Alça Cega.
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DIMINUIÇÃO DA ÁREA DE SUPERFÍCIE: diminuição da capacidade intestinal de absorção de água, eletrólitos e nutrientes de uma
forma geral. Ex.: Doença Celíaca, Enterite por Rotavirus.

DIARREIA AGUDA
Epidemiologia:
É a 2ª causa mais prevalente no mundo de morte entre crianças abaixo de 5 anos. Mata por desidratação e causa
morbidade por desnutrição.
Doença autolimitada;
O termo gastroenterite aguda denota uma causa infecciosa para a diarreia, que pode ser provocada por:
Vírus (rotavírus, hepatite A, adenovírus, calicivírus, astrovírus)
Bactérias (E. coli, Salmonella, Shigella, Campylobacter, entre outras)
Protozoários (Giárdia e Entamoeba)
ROTAVÍRUS HEPATITE A
Mecanismo: osmótico e secretor (via toxina NSP4) Transmissão: fecal-oral.
Faixa etária: 6 a 24meses. Clínica: diarreia, colúria, icterícia, sintomas gripais
Sazonalidade: inverno (países temperados) e todo ano (febre, cefaleia, mal-estar, dor abdominal, náuseas).
(países tropicais). Laboratório: elevação TGO e bilirrubinas.
Transmissão: via fecal-oral. Sorologia: anti-HAV e IgM .
Depressão transitória das DISSACARIDASES Duração: 2 semanas a 3 meses.
Clínica: vômitos + febre + diarreia líquida e volumosa;
Duração 4 a 8 dias.

ESCHERICHIA COLI
Tipos:
Enteropatogênica (ECEP) Enteroinvasiva (ECEI) Enteroagregativa (ECED)
Enterotoxigênica (ECET) Entero-Hemorrágica (ECEH) Enteroaderente difusa (ECEA)
E. Coli Enteropatogênica (ECEP) E. Coli Enterotoxigênica (ECET)
Mecanismo: osmótico e secretor. Com adesão e destruição Mecanismo: secretor. Através da produção de enterotoxinas.
das microvilosidades e inflamação da lâmina própria. É a principal causa de diarreia bacteriana no Brasil.
Importante: em lactentes < 2 anos e em lactentes < 6m que Acomete todas as idades. Causa a DIARREIA DO VIAJANTE.
não estão em aleitamento materno pode evoluir para diarreia Transmissão: água e alimentos contaminados.
persistente. Clínica: evacuação abundante, aquosa e explosiva, sem muco
Ocorre em locais com má condições de higiene. ou leucócitos. Apresenta náuseas e dor abdominal. Não há
Clínica: vômitos, mal-estar, febre e muco nas fezes. febre.
Duração: 3-5 dias.
E. Coli Enteroinvasiva (ECEI) E. Coli Entero-Hemorrágica (ECEH)
Mecanismo: Invasão das células epiteliais com invasão da Transmissão: ingestão de carne bovina malcozida e leite não
mucosa. pasteurizado.
Acomete todas as idades. Infrequente antes de 1 ano de vida. Faixa etária: 6 meses a 10 anos e adultos.
Clínica: disenteria e febre. Produz potente toxina: Shiga like I e II.
NÃO há produção de toxinas, não está envolvida com a SHU. O sorotipo mais associado à SHU é o O157:H7.
Clínica: início agudo, com diarreia aquosa, rapidamente evolui
para disenteria, cólica e vômitos. Ausência de febre ou febre
baixa.
Duração: 1 a 24 dias;
Laboratório: anemia hemolítica + trombocitopenia +
IRA/uremia.
Síndrome Hemolítico Urêmica =
ANEMIA HEMOLÍTICA +TROMBOCITOPENIA +IRA

SALMONELLA spp
São divididas em dois grupos: tifoides (exclusiva do homem) e não tifoides (S. enteritidis)
Transmissão: ingestão de carne, ovos, leite e aves contaminados. Existe estado de PORTADOR CRÔNICO.
Clínica: início abrupto com febre, cólicas e diarreia líquida; em alguns casos com disenteria. Lactentes < 3 meses ou com resposta
imune reduzida podem apresentar bacteremia, evoluindo com sepse, meningite e osteomielite.
Algo a mais: febre elevada, cefaleia, confusão mental, meningismo e convulsões.
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SHIGELLA spp
Transmissão: fecal-oral e interpessoal
Alta infectividade. É a principal causa de DISENTERIA.
Shigella flexneri é o agente mais comum.
Faixa etária: 1 a 4 anos
Clínica: diarreia aquosa leve, que por volta do 2º dia, evolui para disenteria, tenesmo, cólicas abdominais, fezes em pequena
quantidade, com elevada frequência. Casos mais graves evoluem com acometimento do SNC (convulsão).
Pode evoluir para SHU, por produzir a potente shigatoxina (S. dysenteriae).
Síndrome Hemolítico Urêmica = ANEMIA HEMOLÍTICA +TROMBOCITOPENIA +IRA

CAMPYLOBACTER JEJUNI YERSINIA ENTEROCOLÍTICA


Mais frequente em menores de 2 anos Transmissão: fecal-oral
Transmissão: fecal-oral e interpessoal. Clínica: diarreia, febre e dor abdominal.
Clínica: semelhante à da Shiguella, com DISENTERIA. Pode mimetizar apendicite (adenite mesentérica).
Duração: 2 a 10 dias Laboratório: leucocitose.
Casos graves: Tratados com azitromicina ou quinolonas. Complicações: ulcerações difusas intestinais, intussuscepção
Complicações: S. Guillan-Barré, S. Reiter, Artrite Reativa. e megacólon tóxico.
CLOSTRIDIUM DIFFICILE VIBRIO CHOLERAE
Transmissão: interpessoal. Transmissão: fecal-oral
Causa importante de infecção nosocomial. Causa diarreia pela secreção de enterotoxinas .
Fator de Risco: cefalosporinas, ampicilina, clindamicina, Local: intestino delgado
metotrexate. O quadro pode surgir dias ou meses após o uso Clínica: assintomáticos, diarreia leve → casos graves, que
desses e não é dose dependente. podem levar ao choque e morte em poucas horas.
Clínica: Diarreia leve → colite pseudomembranosa. Casos típicos: início súbito, com diarreia aquosa profusa
Diarreia: surge 4 a 9 dias após uso de antibiótico, com mais de (grande perda de água), fezes líquidas amarelo-esverdeadas,
20 evacuações/dia, com dor abdominal, febre e leucocitose. com odor peculiar de peixe, sem muco ou sangue, ‘‘água de
Colite pseudomembranosa: síndrome disentérica. Pode arroz’’.
evoluir para megacólon tóxico e óbito. Não há dor abdominal ou febre.
Tratamento: metronidazol ou vancomicina oral 7-10 dias IBP e bloqueadores H1 predispõe a doença grave.
DIAGNÓSTICO: bacilo nas fezes ou vômitos
GIÁRDIA LAMBLIA ENTAMOEBA HISTOLYTICA
Incidência: crianças entre 1 a 5 anos. Incidência: aumenta com a idade.
Transmissão: fecal-oral (água) ou interpessoal Transmissão: fecal-oral ou interpessoal.
Clínica: diarreia intercalando com períodos de constipação, Clínica: 90% são assintomáticos.
distensão abdominal, cólicas, flatulência, tenesmo e síndrome Quando invade a mucosa causa disenteria fulminante,
de má absorção de nutrientes com perda de peso e fezes abscesso hepático, colite, febre, dor abdominal, calafrios,
gordurosas. tenesmo, diarreia intensa e desidratação

DESIDRATAÇÃO (Vide folha em anexo dos Planos)


LABORATORIAL
Nos casos de desidratação grave, podem ser considerados as seguintes avaliações:
Hemograma (reservado para casos suspeitos de disseminação do processo infeccioso)
Bioquímica: Na, K, Cl e de acordo com o quadro clínico solicita-se Cr, U e glicose.
Gasometria arterial: na suspeita de acidose metabólica (perda de bicarbonato nas fezes)
Parasitológico de fezes (pesquisa de ovos, cistos e parasitas)
Pesquisa de rotavírus nas fezes: ELISA ou aglutinação.
Coprocultura (em infecção disseminada, epidemias em comunidades fechadas, imunodeprimidos e doença crônica)
PH das fezes: < 5,6 indica componente osmótico.
Sangue e leucócitos nas fezes
Substâncias redutoras > 0,5%: diarreia osmótica
Osmolaridade e eletrólitos fecais.

ANTIBIÓTICOS
Uso está indicado nos casos de DISENTERIA e comprometimento do estado geral.
Crianças:
1. Ciprofloxacino (2mg/ml ou 10mg/ml): 15mg/kg/dose 12/12h VO por 3 dias ou
2. Ceftriaxone (250mg, 500mg e 1g): 50-100mg/kg IM 1x/dia por 2 a 5 dias.
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Casos de CÓLERA GRAVE: hidratação + antibióticos


1. Eritromicina (25mg/ml ou 50mg/ml): 12mg/kg VO 6/6h por 3 dias
2. Azitromicina (600mg, 900mg ou 1500mg): 20mg/kg VO dose única
3. Ciprofloxacina: 20mg/kg VO dose única
4. Doxiciclina (100mg cp solúvel): 2-4mg/kg VO dose única
DEMAIS CONDUTAS TERAPÊUTICAS
ZINCO: a OMS recomenda a suplementação em < 5anos, concomitante à terapia de reidratação oral:
< 6 meses: 10 mg/dia por 10-14 dias
> 6 meses: 20 mg/dia por 10-14 dias
PROBIÓTICOS: Saccharomyces boulardii
Geram resistência à colonização por microrganismos patogênicos e geram imunomodulação.
Contribuição nutricional, parece haver melhora na digestão de lactose em humanos;

DIARREIA CRÔNICA

SÍNDROMES DISABSORTIVAS
Podem ser classificadas quanto ao seu mecanismo fisiopatológico.
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FIBROSE CÍSTICA (Osmótica)


Doença multissistêmica, autossômica recessiva que leva a alteração de um canal condutor de cloreto transmembrana presente
em vários epitélios do organismo.
CLÍNICA: múltiplas e repetidas IVAs e Síndrome Disabsortiva Intestinal, por disfunção enzimática do pâncreas exócrino, com fezes
gordurosas, desnutrição ou dificuldade de ganho ponderal e deficiência de vitaminas lipossolúveis.
DIAGNÓSTICO: dois testes do suor positivos (> 60mEq/L) em dias separados + sintomas clínicos compatíveis OU história familiar
compatível Ou teste de triagem positivo.

DOENÇA CELÍACA
É uma enteropatia crônica autoimune desencadeada pela exposição ao glúten→ síndrome Disabsortiva.
Afeta pessoas de todas as idades, mas principalmente, crianças de 6 meses a 5 anos.
DESENVOLVIMENTO: Genética + exposição + fator ambiental (infecção por rotavírus)
Associada a síndrome de Down, Diabetes tipo I, tireoidite, síndrome de Turner, síndrome de Wiliams e deficiência seletiva de IgA,
dermatite herpetiforme.

CLÍNICA DIAGNÓSTICO
CLÁSSICA ATÍPICA (sem clínica GI) 1º dosar Antigliadina
Diarreia crônica Oligo ou monoasssintomática os anticorpos Antiendomisio
Antitransglutaminase IgA
Distensão Abdominal ↓ estatura
2º biopsia Atrofia de microvilosidades
Edema (pré adolescente) Osteoporose (Padrão ouro) Hiperplasia de criptas
Rarefação de pelos Anemia: refratária ao tratamento Infiltrado linfoplasmocitário na
Emagrecimento (deficiência de ferro, folato ou Vit. B12) lâmina própria
3º melhora com retirada do glúten (tratamento)

Sempre dosar imunoglobulina IgA, junto com um dos anticorpos, para evitar falso negativo.

ALERGIA A PROTEÍNA DO LEITE DE VACA (APLV)


Mecanismo de hipersensibilidade mediada imunologicamente (IgE mediada a mais grave), desencadeado pela presença de
antígeno proteico, no caso: betalactoglobulina e caseína. A alergia pode se desenvolver em AME ou sob aleitamento artificial e
quando introduz-se PLV. Alergia é mais frequente em menores de 3 anos.
DIAGNÓSTICO: CLÍNICO!
Suspensão temporária do leite de vaca + teste de provocação oral (Padrão Ouro) + teste cutâneo + exame auxiliar

Principais sinais e sintomas relacionados com a APLV de acordo com o mecanismo subjacente e o sistema envolvido:
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Enchimento Capilar Até 3 segundos 3 a 5 segundos 5 segundos


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DESIDRATAÇÃO ALGUM GRAU DE DESIDRATAÇÃO SEM DESIDRATAÇÃO


CONDIÇÃO Letárgica/inconsciente Irrequieta/irritadiça --
OLHOS Fundos Fundos --
SEDE Má ingestão da bebida ou Sedento, avidez --
incapacidade
PELE Prega que retrai muito Prega que retrai lentamente --
lentamente (>2s)
CLASSIFICAÇÃO Se houver 2 ou mais dos sinais: Se houver 2 ou mais dos sinais: Não havendo sinais suficientes para classificar
DESIDRATAÇÃO GRAVE DESIDRATAÇÃO DE ALGUM GRAU como desidratação grave ou de algum grau:
SEM DESIDRATAÇÃO
PLANO C B A

Epidemiologia Quadros clínicos Antibiótico Observações


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MEDICINA

RESUMO - SEMANA 3

REANIMAÇÃO NEONATAL
ASMA
FEBRE REUMÁTICA
GNPE
ORTOPEDIA PEDIÁTRICA
CIRURGIA PEDIÁTRICA

Ketoly Pascoal Colati


11º Período
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REANIMAÇÃO NEONATAL
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ASMA E LACTENTE SIBILANTE
INTRODUÇÃO
Doença inflamatória crônica das vias aéreas inferiores, caracterizada por hiper-responsividade e por limitação variável ao fluxo
aéreo, reversível espontaneamente ou ao tratamento.
CRISE ASMÁTICA = obstrução aguda das vias aéreas (Broncoespasmo, edema de mucosa e hipersecreção de muco). Pode ser
iniciada por infecções virais respiratórias, alérgenos, agentes químicos, fármacos, mudanças climáticas, exercício físico, estresse
emocional.
LACTENTE SIBILANTE
Até 2 anos (pulmão imaturo) → 3 ou mais episódios dentro de 6 meses OU crise de sibilância por mais de 30 dias
Predisposição genética
Atopia
Tabagismo
Mais comum em crianças do sexo masculino (< 14 anos) e mulheres na fase adulta

ATOPIA - Tendência do sistema imunológico à formação de anticorpos IgE contra aeroalérgenos


Linha de Dennie-Morgan: Dupla prega palpebral
Tubérculo de Kaminski: Protrusão de lábio superior
Sinal de Hertog: Rarefação do terço externo das sobrancelhas
Linha transversal nasal

CLASSIFICAÇÃO ETIOLÓGICA
Asma extrínseca alérgica (90% casos entre 2-15 anos) – Aeroalérgenos (ÁCAROS, baratas, cães e gatos)
Asma extrínseca não alérgica - Irritação direta da mucosa por substâncias tóxicas
Asma criptogênica - Fator causal não identificado. Asma na fase adulta
Asma induzida - Associado a rinite e pólipos nasais. AINEs

QUADRO CLÍNICO
DISPNEIA Desconforto torácico Asma sazonal ou perene
TOSSE Pior à noite ou nas primeiras horas da manhã Sem sibilância  asma oculta (tosse*)
SIBILÂNCIA Fator desencadeante Melhora espontânea ou após medicação broncodilatadora

EXAME FÍSICO
Taquipneia Ausculta Respiratória: Respiração abdominal
Tempo expiratório prolongado (TE > TI) --- Sibilos (expiratório ou inspiratório*/expiratório) Cianose central *
Tiragem intercostal --- MV abolido * Posição de tripé*
Tiragem supraclavicular --- Sibilos ausentes* Pulso paradoxal *
Batimento da asa de nariz

EXAME COMPLEMENTAR: Espirometria – Prova broncodilatadora positiva (Realizada em crianças maiores)

CRISE ASMÁTICA

B2 AGONISTAS DE CURTA DURAÇÃO


Primeira escolha na crise Efeito broncodilatador de início imediato, inibe formação de edema e muco
Duração do efeito: 3 a 6 horas Efeitos colaterais: taquicardia e tremor muscular

SALBUTAMOL (AEROLIN) FENOTEROL (BEROTEC) TERBUTALINA (BRICANYL)

MDI: 100 µg/jato, 1 jato/2-3kg (2 a 6 MDI: 100 µg/jato, 1 jato/2-3kg (2 a 6 MDI: 100 µg/jato, 1 jato
jatos, máx.: 10 jatos) jatos, máx.: 10 jatos) NBZ: 10 mg/ml, 0,07 – 0,15
NBZ: 5 mg/ml, 0,07 – 0,15 mg/kg/dose NBZ: 5 mg/ml, 0,07 – 0,15 mg/kg/dose mg/kg/dose (máx.: de 5 mg) + 3-4 ml
(máx.: de 5 mg) + 3-4 ml de SF 0,9% + O2 (máx.: de 5 mg) + 3-4 ml de SF 0,9% + O2 de SF 0,9% + O2 6-8 L/min
6-8 L/min 6-8 L/min
(1 gota a cada 3 kg)
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ANTICOLINÉRGICOS
Mecanismo: broncodilatação Podem ser associados aos β2 – agonista de curta ação  efeito aditivo
Menos eficazes COMBIVENT: ipratrópio + salbutamol (aerolin)
Demoram mais para agir  30-60 minutos
Brometo de Ipratrópio (Atrovent)

MDI: 20 µg/jato, < 5 anos – 2 jatos/ dose; > 5 anos – 4 jatos/ dose
NBZ: 0,25 mg/ml, < 10 kg – 0,5 ml (10 gts); > 10 kg – 1 ml (20 gots)

ABORDAGEM TERAPÊUTICA DA CRISE


Se SpO2 < 95% → oxigênio 3l/min

LEVE/ MODERADA GRAVE MUITO GRAVE

Salbutamol, 20/20 minutos na 1ª hora Salbutamol + Brometo de Ipratrópio, Cuidados intensivos


20/20 minutos na 1ª hora IOT: Midazolam 0,1 a 0,5 mg/kg (máx.:
Fazer na 1ª hora: Prednisolona 3mg/ml 10mg), IV + quetamina 1 a 4 mg/kg, IV
1 a 2 mg/kg, VO (máx.: de 40mg/dia) + succinilcolina 1 a 2 mg/kg
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INTERNAÇÃO:
Casos graves ou refratários
SpO2 < 92%
PFE < 50% após BD
Critérios socioeconômicos
CRITÉRIOS DE INTUBAÇÃO:
Acidose respiratória (pH < 7,30)
SpO2 < 85%
Hipoxemia grave (<60 mmHg)
Alteração da consciência
Exaustão
Não consegue falar

TERAPIA DE MANUTENÇÃO
Manter a asma sob controle com a menor dose de medicação possível
SEMPRE CORRIGIR FATORES AMBIENTAIS
CONTROLE DA INFLAMAÇÃO = ↑ da função pulmonar e da qualidade de vida. ↓ das Exacerbações e dos sintomas.

Avaliação do controle clinico da asma (preferencialmente nas ÚLTIMAS 4 SEMANAS)


Diretrizes da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia para o Manejo da Asma – 2012
Controlada Parcialmente controlada Não controlada
Parâmetros Todos os parâmetros a seguir 1 ou 2 parâmetros a seguir 3 ou + dos parâmetros da asma
parcialmente controlada
Sintomas Diurnos Nenhum ou ≤ 2 por semana 3 ou + por semana
Limitação de atividades Nenhuma Qualquer
Sintomas / despertares noturnos Nenhum Qualquer
Necessidade de medicação de alívio Nenhum ou ≤ 2 por semana 3 ou + por semana
Função pulmonar (PFE ou VEF1) Normal < 80% predito ou do melhor
prévio (se conhecido)
Fatores de risco para eventos futuros:
(1) mau controle clínico;
(2) exacerbações frequentes no último ano;
(3) internação prévia em UTI;
(4) baixo VEF1,0;
(5) tabagismo;
(6) necessidade de altas doses de medicação.

CORTICOIDES INALATÓRIOS
*Efeitos colaterais: candidíase oral (uso de espaçador e lavagem bucal) e disfonia

FLUTICASONA (FLIXOTIDE) BUDESONIDA (BUSONID) BECLOMETASONA (CLENIL)

1 jato: 50µg e 250µg 1 jato: 50µg e 200µg 1 jato: 50µg e 250µg


Dose: Dose: Dose:
Baixa: 100 - 200 µg/dia Baixa: 100 - 200µg/dia Baixa: 100 - 200µg/dia,
Média: 200 - 500 µg/dia Média: 200 - 400µg/dia Média: 200 - 400 µg/dia
Alta: > 500 µg/dia Alta: > 400µg/dia Alta : > 400 µg/dia
Intervalo: Intervalo: Intervalo:
Começar 1x/noite, pode ser 12/12h começar 1x/noite, pode ser 12/12h Começar 1x/noite, pode ser 12/12h

B2 AGONISTAS DE AÇÃO PROLONGADA (LABA)


*Não usar em < 5 anos

SALMETEROL (SEREVENT) FORMOTEROL (FLUIR) BAMBUTEROL (BAMBAIR) TERBUTALINA (BRYCANIL)

Aerossol Aerossol Solução Comprimido e xarope


Apresentação: 50 µg Apresentação: 12 µg Apresentação: 1mg/ml Apresentação: 5mg
Dose: 50 µg, 2x/dia Dose: 12 µg, 2x/dia Dose: 10 a 20mg/dia Dose: 5 mg, 2x ao dia

SALMETEROL + FLUTICASONA = SERETIDE


FORMOTEROL + BUDESONIDA = ALENIA, FORASEQ
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ANTILEUCOTRIENOS ANTICORPO MONOCLONAL (ANTI – IGE)

MONTELUCASTE OMALIZUMABE (XOLAIR)

Apresentação: sachê ou cp. mastigável de 4 ou 5mg.• Apresentação: pó para solução injetável de 150mg
Dose: • Dose: 75-600 mg, SC a cada 4 semanas
6 meses a 5 anos: 1 sachê, 4 mg/dia • > 12 anos
> 5 anos: 1 cp. 5 mg/dia Neutraliza IgE circulante

XANTINAS

TEOFILINA (TEOFILINA)

Apresentação: 100 mg/15ml


100 mg, 8/8hrs
Efeito imunomodulador, estimula movimento ciliar e efeito analéptico
respiratório
Efeitos adversos: distúrbios GI, arritmias cardíacas, cefaleia e crise convulsiva
Monitorização dos níveis séricos (10 – 20 mg/ml)
Bamifilina é menos tóxico e não exerce efeito estimulante do SNC

TRATAMENTO DE MANUTENÇÃO DA ASMA


LEVE MODERADA GRAVE
ETAPA 1 ETAPA 2 ETAPA 3 ETAPA 4 ETAPA 5
Educação e controle ambiental + B2 de curta duração de SOS
Selecionar 1 opção Selecionar 1 opção Selecionar 1 opção Adicionar 1 ou + em
relação a etapa 4
Dose baixa de CI Dose Baixa de CI + LABA Dose moderada ou alta de CI + LABA Corticoide oral na
dose + baixa possível
Antileucotrieno Dose média ou alta de CI Dose moderada ou alta de CI + LABA + Anti-IgE
Antileucotrienos

Asma controlada por 3 meses → reduzir 1 passo


Controle > 1 ano sob doses baixas de corticoide inalatório → avaliar sua suspensão
Perda de controle: recorrência ou piora dos sintomas que requer doses repetidas de LABA > 2 dias
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FEBRE REUMÁTICA
Decorre da resposta imune tardia após uma infecção faríngea por estreptococos beta-hemolítico do grupo A em pessoas
geneticamente predispostas, com idades entre 5 e 18 anos. Na FR, anticorpos e linfócitos T do hospedeiro dirigidos contra
antígenos estreptocócicos também reconhecem estruturas (coração, articulações, sistema nervoso) do hospedeiro, e
desencadeiam o processo de doença.

CLÍNICA
ARTRITE (75%): Manifestação mais comum, com dor, edema e limitação de movimentos. É autolimitada e não deixa sequelas.
Tem padrão assimétrico e migratório, principalmente das grandes articulações dos membros inferiores.
A resposta aos AINEs é drástica, com melhora da dor em 24 horas e desaparecimentos dos sinais inflamatórios em 2-3 dias.
CARDITE (40-70%): é a manifestação mais grave, havendo uma pancardite (pericárdio, miocárdio e endocárdio). Contudo, a
maioria dos sintomas clínicos se devem ao acometimento valvar. Pode haver atrito/derrame pericárdico de pouco volume,
miocardite expressa por cardiomegalia e insuficiência cardíaca e lesões valvares, especialmente as regurgitações de valvas mitral
e aórtica na fase aguda. As lesões estenóticas prevalecem na fase crônica.
Mitral > aórtica > tricúspide // Insuficiência > estenose
COREIA DE SYDENHAM (5-36%): prevalecem no sexo feminino, e pode aparecer como manifestação tardia isolada até sete meses
após a infecção estreptocócica. Algumas vezes, pode estar associada à cardite subclínica. Aparece de forma insidiosa, com
labilidade emocional, queda do rendimento escolar, movimentos coreicos de face, língua (levando a disartria), tronco e membros.
Tais movimentos involuntários tendem a desaparecer com o sono e aumentar com o estresse emocional. Podem também ser
verificados tiques e comportamentos obsessivo-compulsivos. Duram cerca de 2-3 meses, mas podem perdurar por um ano. Em
todo caso de coreia aguda deve ser solicitado o FAN, pois a coreia reumática deve ser diferenciada da coreia lúpica. Pode haver
recorrência da coreia reumática.
ERITEMA MARGINADO (< 3%): lesões eritematosas com bordos elevados e centro claro, podendo adquirir aspecto serpinginoso,
geralmente localizados em tronco e face interna dos membros. São indolores e não pruriginosos, estando geralmente associados
à cardite.
NÓDULOS SUBCUTÂNEOS (2 a 5%): são formações arredondadas, firmes, de 0,5-2 cm de diâmetro, indolores, localizados sobre
cotovelo, punhos, joelhos, tornozelos e região occipital. Estão fortemente associados à presença de cardite grave.

DIAGNÓSTICO
O diagnóstico do primeiro surto de febre reumática deve se basear nos Critérios de Jones Modificados (1992):

A definição do diagnóstico de FR deve ser feito na presença de:


Dois critérios maiores + evidência de infecção estreptocócica.
Um critério maior + 2 critérios menores + evidência de infecção estreptocócica.
Em casos de coreia de Sydenham e Cardite indolente não há necessidade de outros critérios maiores ou menores para o
diagnóstico, e nem mesmo a necessidade de evidência de infecção estreptocócica, pois tais manifestações clínicas podem aparecer
muito tardiamente, em um momento em que já não existem alterações laboratoriais.
A glicoproteína ácida e a alfa-2-globulina (eletroforese de proteínas) são reagentes de fase aguda que podem ser utilizados para o
acompanhamento da atividade de doença.

TRATAMENTO
1. Erradicação do estreptococo da orofaringe: profilaxia primária.
2. Tratamento da artrite: AAS na dose de 80-100 mg/kg/dia 6/6h ou naproxeno 10-20 mg/kg/dia 12/12h.
3. Tratamento da cardite: prednisona 1-2 mg/ kg/dia durante 2-3 semanas, com redução progressiva da dose nas próximas dez
semanas. Na cardite grave refratária a corticoterapia inicial, pode-se tentar a pulsoterapia com metilprednisolona (30 mg/kg/dia
EV). Além disso, são utilizados sintomáticos para
a insuficiência cardíaca, como: diuréticos, anti-hipertensivos e digitálicos.
4. Tratamento da coreia: apenas indicado para as formas graves: haloperidol, ácido valproico e carbamazepina.
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PROFILAXIA PRIMÁRIA
Penicilina G Benzatina: 50.000 UI/kg dose única IM.
Amoxicilina: 50 mg/kg/dia 8/8h ou 12/12h por 10 dias.

PROFILAXIA SECUNDÁRIA
Penicilina G Benzatina: 50.000 UI/kg IM em dose única, a cada 21/21 dias.
Duração:
FR sem cardite: até 21 anos, ou após 5 anos do último surto, o que for mais longo.
FR com cardite, mas de resolução completa: até 25 anos, ou após 10 anos do último surto, o que for mais longo.
FR com cardite e lesão residual: 40 anos ou por toda a vida.
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GNPE – GLOMERULONEFRITE PÓS ESTREPTOCÓCICA


A GNDA é a causa mais comum de síndrome nefrítica (hematúria, edema, hipertensão arterial e insuficiência renal) na infância, e
é a outra complicação não supurativa tardia da infecção faríngea ou cutânea por cepas nefritogênicas (12 e 49) do estreptococo
beta-hemolítico do grupo A, geralmente com idades entre 5-12 anos. A GNDA surge entre 1-2 semanas após a infecção faríngea
ou 3-6 semanas após a piodermite.
Assim como a FR, a GNDA também parece derivar de um processo mediado imunologicamente, pois a microscopia eletrônica dos
glomérulos revela depósitos de imunoglobulinas e complemento no mesângio e membrana basal, além da infiltração de leucócitos
polimorfonucleares. Também na GNDA, vale a teoria do mimetismo molecular entre antígenos estreptocócicos e proteínas
glomerulares provocando a agressão autoimune.
A antibioticoterapia precoce para faringite ou piodermite estreptocócicas previnem a ocorrência de FR, mas não de GNDA.

CLÍNICA
O quadro clínico varia desde hematúria isolada até casos mais graves, com insuficiência renal. A síndrome nefrítica completa é
caracterizada por hematúria glomerular, oligúria, edema, hipertensão, graus variáveis de disfunção renal, até encefalopatia
hipertensiva (cefaleia, visão borrada, alteração do nível de consciência e crises convulsivas). Admite-se que a encefalopatia
também possa ser provocada por efeitos tóxicos de antígenos estreptocócicos no SNC. Apenas 5% dos casos poderão desenvolver
uma síndrome nefrótica.
A fase aguda dura em média 6-8 semanas. 95% das crianças recuperam-se sem sequelas, e a maior morbidade relaciona-se ao
desenvolvimento de complicações, como encefalopatia, insuficiência renal e insuficiência cardíaca.

LABORATÓRIO
Anemia leve, devido à hemodiluição.
C3 e CH50 reduzidos.
EAS: hematúria, proteinúria, dismorfismo eritrocitário, cilindros hemáticos, leucócitos polimorfonucleares.
Evidência de infecção estreptocócica: cultura de orofaringe, teste rápido antiestreptocócico, e elevação dos títulos de
anticorpos, ASLO nas infecções faríngeas e Anti-DNAse B nas piodermites.
RNM: nas crianças com encefalopatia pode ser identificada uma leucoencefalopatia posterior reversível na RNM.
A proteinúria e a hipertensão normalizam-se em 4-6 semanas.
O C3 normaliza-se em 6-8 semanas.
A hematúria microscópica pode persistir por 1-2 anos.

INDICAÇÕES DE BIÓPSIA RENAL


1. Anúria ou oligúria importante por mais de 72h
2. C3 baixo que não melhora em até 8 semanas
3. Proteinúria > 50 mg/kg/24h por mais de 4 semanas
4. Hipertensão arterial ou hematúria macroscópica por mais de 6 semanas
5. Azotemia acentuada ou prolongada

TRATAMENTO
Repouso durante fase inflamatória aguda
Restrição hidrossalina (restrição volêmica e de sódio)
• Dieta Hipossódica
• Volume = 500ml + diurese do dia anterior.
Diuréticos de alça – Furosemida
Anti-hipertensivos (NIFEDIPINA, hidralazina). Se PA > P90 (verificar no gráfico e anotar na prescrição).
Nitroprussiato de sódio para encefalopatia hipertensiva em BIC
Medidas de suporte:
• Diurese em 24h
• PA de 4/4h
• Peso diário.
Hemodiálise com ultrafiltração se síndrome urêmica e congestão volêmica grave e refratária à terapia medicamentosa.
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ORTOPEDIA PEDIÁTRICA
DOENÇA DE LEGG-CALVÉ-PERTHES
DEFINIÇÃO: caracterizada como osteonecrose avascular da cabeça do fêmur que promove deformidades locais, de causa
desconhecida e comportamento autolimitado, acomete crianças entre 4 e 8 anos de idade (80% dos casos).
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: Em geral, a queixa é a claudicação, e a dor não é freqüente, mas, quando presente, manifesta-se na
virilha, coxa ou irradia-se para a face medial do joelho.
O principal sinal é a limitação da rotação interna do quadril.
DIAGNÓSTICO: Clínica + Radiografia em AP (ântero-posterior) e Lauenstein (posição da rã). Achados: nas fases iniciais,
principalmente na projeção de “rã”, aparece como uma linha translúcida subcondral (↑ do espaço articular); nas fases mais
tardias, pode ser observado a fragmentação da epífise femoral proximal (zonas mais densas entremeadas por radiolúcidas).
TRATAMENTO: é variável. A criança deve ser encaminhada ao ortopedista pediátrico para dar sequência ao tratamento, devendo
ser orientada, de forma geral, a interromper a descarga de peso no membro afetado, com a ajuda de muletas ou cadeira de rodas.
< 6 anos: Melhor prognóstico e baixo
risco de deformidade. Observação e
imobilização inguinomaleolar bilateral
em abdução;
> de 6 anos: Reabsorção do pilar
lateral, subluxação da cabeça femoral.
Terapia definitiva precoce
(osteotomia).

DOENÇA DE OSGOOD-SCHLATTER
DEFINIÇÃO: é a osteocondrose mais prevalente na
adolescência. Acomete a tuberosidade anterior da tíbia
(TAT) por microtrauma, que é o local de inserção dos
tendões patelares e do quadríceps. É mais comum no sexo
masculino (12 a 14 anos) e, frequentemente, associada à
prática de esportes.
MANIFESTAÇÃO CLÍNICA: Dor na região da tuberosidade
anterior tibial e limitação do movimento do joelho
acometido. Edema ou hiperemia em alguns casos.

DIAGNÓSTICO: Clínica + Radiografia de Joelho em Perfil (Achado de Fragmentação da Tuberosidade Tibial, sendo “puxada” pelo
tendão).
TRATAMENTO: Sempre conservador, com indicação de repouso relativo e analgesia (AINE’s apresentam benefício controverso),
além do uso de contensor infrapatelar.

SINOVITE TRANSITÓRIA DO QUADRIL


DEFINIÇÃO: É uma sinovite idiopátia da articulação do quadril, mais comum em crianças de 3 a 8 anos.
Quadro agudo de claudicação dolorosa.

Pródromo: Infecção prévia do trato respiratório superior de 7-14 dias antes dos sintomas.

Quadro clínico: Febre inexistente ou baixa;


Claudicação leve a moderada;
Dor persiste por 10 dias, com melhora gradual e espontânea

Mobilização articular: Limitação parcial;

Exames laboratoriais: Leucograma, hemograma, VHS e PCR: normais;


Leucócitos: 5.000-15.000, com menos de 25% de PMN

Diagnóstico: Clínico.

Tratamento: Sintomáticos, limitação das atividades, Recuperação dentro de 3 semanas.


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JOELHO VARO E VALGO


EVOLUÇÃO NATURAL
Ao nascimento até início da marcha: Varo fisiológico
6º ao 12º mês: Varo fisiológico máximo
18º ao 24º mês: Neutro
2 a 7 anos: Valgo progressivo
Adulto: Valgismo fisiológico residual:
- Homem: 5-7 graus;
- Mulher: 7-9 graus.
Ângulo metáfiso-diafisário normal: até 16 graus.
JOELHO VARO
Pode causar compressões no compartimento medial e
distensões constantes e progressivas nas estruturas cápsulo-
ligamentares laterais. Se não corrigida leva a instabilidade do
joelho e desenvolvimento de artrose.
Entre as causas patológicas destaca-se o raquitismo, displasia
ósseas e deformidades congênitas.
AVALIAÇÃO RADIOGRÁFICA: Deformidades progressivas,
Assimetria, Persistência e Angulação maior que 15º.
TRATAMENTO: Acompanhamento ambulatorial e
orientações. Se “deformidade” persistente: Órtese de Kafo ou
Osteotomia Tibial.
JOELHO VALGO
O genuvalgo tem uma tendência à correção espontânea em 95% dos casos. As crianças sintomáticas em
geral são obesas, com atitude de pronação dos pés, sendo que algumas referem dor na panturrilha e na
face anterior da coxa.
Durante a fase de valgo fisiológico, radiografias são indicadas apenas:
Na evidência de baixa estatura;
Discrepância entre os membros;
Histórico de trauma, infecção ou doença osteometabólica.
TRATAMENTO: osteotomias ou fechamentos definitivos ou provisórios das placas de crescimento na sua
porção medial, as hemiepifisiodeses.

PÉ TORTO CONGÊNITO
DEFINIÇÃO: O pé torto é caracterizado pela aparência do pé torcido
ou até mesmo totalmente invertido. Predomina no sexo masculino e
pode ser bilateral em 50% dos casos.
DIAGNÓSTICO: É essencialmente clínico, sendo observadas as
deformidades já ao nascimento
TRATAMENTO: O tratamento pode ser conservador ou cirúrgico,
sempre dando prioridade ao conservador, com manipulações e trocas
de gesso, seguidas pelo uso órtese de Dennis-Browne. Caso não sejam alcançados bom resultados, o cirúrgico é indicado.

DOENÇA DE SEVER
DEFINIÇÃO: Inflamação da apófise de crescimento da tuberosidade posterior do calcâneo.
Mais comum em meninos de 5 a 12 anos. A diminuição da espessura do coxim adiposo de
amortecimento do calcâneo e da camada córnea está associada ao desenvolvimento da
doença.
MANIFESTAÇÃO CLÍNICA: Dor no calcâneo que se manifesta em associação com esforços,
limitando o desempenho funcional. Existe uma associação com obesidade e com o início
da prática de esportes.
TRATAMENTO: Utilização de palmilhas de amortecimento para o calcâneo e crioterapia
local. Nas crises álgicas, pode-se utilizar AINE’s e suspender as atividades desportivas.
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CIRURGIAS PEDIÁTRICAS
ONFALOCELE E GASTROSQUISE
ONFALOCELE

DEFINIÇÃO: Defeito central no fechamento da parede abdominal, com aproximadamente 4 cm ou mais de


diâmetro. Este defeito permite a formação de um “saco herniário”, que pode conter tanto vísceras ocas (alças
intestinais) quanto sólidas (fígado) recobertas por peritônio.
Anomalias associadas ocorrem em 30 a 70% dos casos (anormalidades cromossômicas, cardiopatias).

GASTROSQUISE

DEFINIÇÃO: Ocorre exteriorização das alças intestinais em virtude de um defeito na


parede abdominal, geralmente pequeno (2-4 cm) e à direita do cordão umbilical. Não
há saco herniário. As vísceras sólidas permanecem dentro da cavidade.
A presença de anomalias associadas é rara, exceto as anomalias intestinais associadas.

TRATAMENTO DA ONFALOCELE E GASTROQUISE


Instituído após estabilização (monitorarização de temperatura e volemia) da criança e início de antibioticoterapia profilática.
O tratamento visa a redução das vísceras abdominais para a cavidade e fechamento primário do defeito.

HÉRNIA UMBILICAL
DEFINIÇÃO: Resulta do fechamento incompleto das fáscias dos retos abdominais na cicatriz umbilical. É mais comum em RN’s de
baixo peso. Raramente causam sintomas na infância e evoluem, em 80% dos casos, para fechamento espontâneo do defeito por
volta dos 5 anos de idade.
TRATAMENTO: A cirurgia está indicada em casos de encarceramento, em anel herniário maior que 2 cm e na persistência após os
5 anos de idade.

ESTENOSE HIPERTRÓFICA DE PILORO


DEFINIÇÃO: Hipertrofia da musculatura circular do piloro, determinando estreitamento/suboclusão ao esvaziamento gástrico e
alongamento pilórico.
MANIFESTAÇÃO CLÍNICA: Apresenta-se com surgimento progressivo de vômitos não biliosos, em jato. Ao exame físico, o paciente
encontra-se irritado, com abdome ligeiramente escavado, com ganho ponderal insuficiente.
DIAGNÓSTICO: Clínico com a palpação de tumoração em epigástrio (oliva pilórica), que representa o piloro estenosado. Se a
palpação for inconclusiva, a USG (anel hipoecoico típico com centro ecogênico de ↑ da espessura muscular) confirma o
diagnóstico.
TRATAMENTO: Pilorotomia extramucosa com secção e liberação da musculatura hipertrofiada.
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INVAGINAÇÃO (INTUSSUSCEPÇÃO) INTESTINAL


DEFINIÇÃO: Ocorre invaginação quando um segmento do intestino penetra em outro localizado mais distalmente, ocasionando
obstrução intestinal e compressão vascular da alça invaginada. A forma mais comum é a ileo-cólica.
O retorno venoso é comprometido, levando ao edema da alça com isquemia e necrose subsequentes.
MANIFESTAÇÃO CLÍNICA: Obstrução intestinal em criança previamente hígida, com cólicas intermitentes, palidez e fácies de
sofrimento. Com o progredir surgem vômitos e a eliminação de fezes com muco e sangue.
DIAGNÓSTICO: É definido pela palpação de massa constituída pela “cabeça” do segmento invaginado. A USG abdominal pode
auxiliar no processo
TRATAMENTO: Nas crianças em boas condições e que estejam evoluindo há menos de 24h, o tratamento de escolha é a redução
hidrostática ou pneumática por endoscopia.
A abordagem cirúrgica está indicada para pacientes com sinais de irritação peritoneal, na presença de instabilidade hemodinâmica
e em situações de falência da abordagem conservadora.

SINAL DO ALVO

SINAL DE ROSA

DIVERTÍCULO DE MECKEL
DEFINIÇÃO: Divertículo verdadeiro localizado a aproximadamente 45-60 cm da válvula ileocecal. Geralmente é assintomático,
sendo identificado acidentalmente em laparotomia. As complicações mais encontradas são o sangramento, inflamação e
obstrução.
TRATAMENTO: Na presença de hemorragia digestiva, o tratamento consiste na ressecção do segmento ileal contendo o
divertículo. Em situações onde o DM é encontrado de forma incidental, muitos concordam em ressecar o segmento, pelo risco de
complicações futuras.

HIDROCELE
DEFINIÇÃO: Acúmulo de líquido peritoneal ao redor do testículo, no interior da túnica vaginal, devido à persistência total ou parcial
do processo vaginal, que acompanha o testículo na sua migração para o escroto.
HIDROCELE SIMPLES: Acúmulo de líquido ao redor do testículo, após a obliteração proximal completa do processo vaginal. Comum
ao nascimento, frequentemente bilateral;
HIDROCELE COMUNICANTE: Decorre da obliteração incompleta do processo vaginal, que permite o enchimento e esvaziamento
da túnica vaginal ao redor do testículo com líquido peritoneal. Responsável pela maioria das hidroceles em recém-nascidos e
crianças.
DIAGNÓSTICO: História clínica + Exame físico. No exame físico, pode ser identificada pela manobra de transiluminação do escroto.
Em caso de dúvidas, a USG de Bolsa escrotal pode ser solicitada.
TRATAMENTO: A conduta inicial é expectante, já que a maioria dos casos se resolve espontaneamente até o primeiro ano de vida.
Caso persista após este período, o tratamento é cirúrgico, com o fechamento do CPV.

CRIPTORQUIDIA
DEFINIÇÃO: Consiste na falha de descida do testículo ao escroto. Tem incidência aumentada nos prematuros. O testículo tende a
descer nos primeiros meses. Caso não ocorra a migração até os 9 meses de vida, provavelmente o órgão não “descerá” mais.
No exame físico, o testículo pode ou não ser palpável. Quando palpável, é classificado em retrátil, ectópico ou inguinal. O testículo
impalpável pode ser intra-abdominal ou ausente.
DIAGNÓSTICO: Na maior parte das vezes é clínico, através do exame físico. Em casos do testículo não palpável, a laparoscopia se
encontra indicada. A criptorquidia, quando bilateral, requer exame de cariótipo para que o sexo seja definido.
TRATAMENTO: A cirurgia é indicada na maioria dos casos. Idealmente, a orquidopexia deve ser realizada entre 9-15 meses de
vida, através de um acesso inguinal.
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TORÇÃO TESTICULAR
DEFINIÇÃO: Acontece quando o testículo e cordão espermático (responsável pela vascularização do órgão) sofrem um ou mais
giros, no eixo vertical, resultando em edema progressivo da gônada, obstrução venosa e comprometimento de sua perfusão
arterial. Isquemia tecidual e, eventualmente, infarto do órgão e necrose são as principais e mais temidas complicações.
CLÍNICA/DIAGNÓSTICO: O paciente queixa-se de dor testicular súbita unilateral. No exame físico, temos testículo aumentado de
volume e horizontalizado. A USG com Doppler da bolsa escrotal é o método complementar de escolha para confirmação
diagnóstica.
TRATAMENTO: Cirúrgico e em caráter de emergência, já que a viabilidade do testículo é dependente do tempo. Após a abertura
da rafe do escroto, o testículo é acessado, destorcido e sua viabilidade avaliada. Em seguida é realizada orquidopexia bilateral
(fixação dos testículos em dois pontos na bolsa escrotal).

FIMOSE
DEFINIÇÃO: Impossibilidade de retração manual do prepúcio com exposição da glande. Pode ocorrer uma dificuldade de exposição
da glande nos RN’s, por conta de aderências fisiológicas, tendo resolução do quadro em 90% dos pacientes até os 3 anos de idade.
CLASSIFICAÇÃO:
Grau 1 = Retração completa do prepúcio, sem estreitamento do mesmo atrás da glande;
Grau 2 = Retração completa do prepúcio, com estreitamento do mesmo atrás da glande.
Grau 3 = Exposição parcial da glande, limitada pelo prepúcio;
Grau 4 = Retração discreta, mas não há exposição nem da glande, nem do meato uretral;
Grau 5 = Nenhuma retração do prepúcio.
TRATAMENTO: A abordagem inicial é com o uso tópico de cremes de corticosteroides (Postec), com sucesso de 70 a 80% em 6 a
7 semanas de acompanhamento. Nos pacientes com fimose que não responderam ao tratamento conservador e não apresentam
complicações (Ex.: ITU e Balanopostites de repetição), o momento para realização da Postectomia varia entre 3-10 anos de idade.

PARAFIMOSE
DEFINIÇÃO: é uma situação de emergência. Ela é caracterizada pelo prepúcio retraído com um anel constritivo localizado ao nível
do sulco balano-prepucial, ocasionando estrangulamento e edema.
TRATAMENTO: A conduta consiste em redução manual imediata com o auxílio de lubrificantes; contudo, antes da recolocação do
prepúcio em volta da glande é necessário um controle apropriado da dor e redução do edema, sendo utilizados anestesia tópica
e gelo local. Na incapacidade de redução, existe necessidade de intervenção cirúrgica pelo risco de complicações isquêmicas.
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MEDICINA

RESUMO - SEMANA 4

INFECÇÕES CONGÊNITAS
TRAUMA
MAUS TRATOS
PREVENÇÃO DE ACIDENTES
DISTÚRBIOS NUTRICIONAIS
REFLUXO GASTROESOFÁGICO

Ketoly Pascoal Colati


11º Período
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INFECÇÕES CONGÊNITAS
CONCEITO: Infecções que são transmitidas ao feto in utero por via hematogênica transplacentária.
Sífilis Congênita
Toxoplasmose Congênita EXAMES PRÉ-NATAIS:
Rubéola Congênita VDRL
Citomegalia Congênita
TOXOPLASMOSE IgG E IgM
Importante causa de morte intrauterina, CIUR e prematuridade.
Diferenciar das infecções perinatais: Sepse, HIV e Herpes. “Ascendem pelo canal de parto.”
TRANSMISSIBILIDADE X GRAVIDADE
INÍCIO DA GESTAÇÃO FINAL DA GESTAÇÃO
MENOR Transmissibilidade MAIOR Transmissibilidade
MAIOR Gravidade Clínica MENOR Gravidade Clínica
Maioria é assintomática ao nascer.
Quando há manifestação clínica ela é semelhante entre as infecções. (Ex.: visceromegalias, microcefalia, plaquetopenia, icterícia,
exantemas...)
Quando investigar? SUSPEITA: Através das sorologias da gestante e do RN.
ATENÇÃO!!
IgG MATERNO ultrapassa placenta
IgM MATERNO não ultrapassa placenta
IMPORTÂNCIA DA ASSISTÊNCIA PRÉ-NATAL COM EFICIÊNCIA

SÍFILIS CONGÊNITA
INFECÇÃO CONGÊNITA MAIS COMUM NO BRASIL
AGENTE: Treponema pallidum (bactéria espiroqueta)
TRANSMISSÃO: Transplacentária
Pode ocorrer em qualquer estágio da gestação ou fase da doença materna, porém, a fase da doença materna está diretamente
relacionada ao risco de transmissão. O risco é maior em mulheres NÃO TRATADAS durante as fases primária e secundária (70-
100%).
Na GESTANTE:
Sífilis primária: Cancro duro. Desaparece após 4 semanas.
Sífilis secundária: Lesões cutaneomucosas.
Sífilis terciária: Tabes dorsalis, tubérculos/gomas e artropatia.
Sífilis latente: Portador assintomático.

QUADRO CLINICO
SINTOMAS: Maioria assintomático ao nascer (50%).
Os primeiros sintomas somente aparecerão em torno do 3° mês de vida.
Quando sintomático ao nascer, o RN pode apresentar as seguintes manifestações, em ordem DECRESCENTE de frequência:
Hepatoesplenomegalia Lesões Cuteneomucosas: Lesões ósseas:
Prematuridade - Pênfigo palmoplantar - Periostite
Restrição do crescimento uterino (CIUR) - xantema Maculopapular - Osteíte ou osteocondrite
- Rinite serossanguinilenta Edema, hidropsia
Menigoencefalite assintomática
Anemia
A clínica pode ser dividida em precoce e tardia.
PRECOCE (ATÉ 2 ANOS DE VIDA)
O RN pode ser prematuro ou pequeno para a idade gestacional
LESÕES CUTANEOMUCOSAS: são ricas em treponemas e permitem o contágio da doença pelo contato direto
PÊNFIGO PALMOPLANTAR: Lesões maculopapulares, eritematosas. Único surto.
SIFÍLIDES: Lesões que se apresentam como máculas e pápulas (dorso, nádegas e coxas).
CONDILOMA PLANO: Em torno do ânus, vulva e boca.
RINITE (CORIZA SIFILÍTICA): É a manifestação mais precoce. Apresenta-se com secreção mucossanguinolenta. Se houver
lesão da cartilagem nasal, poderá surgir o NARIZ EM SELA, estigma da sífilis.
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LESÕES ÓSSEAS: São as manifestações clínicas MAIS FREQUENTES. O acometimento é simétrico e localizado em
ossos longos (úmero, rádio, fêmur e tíbia). São autolimitadas, curando-se com ou sem tratamento.
OSTEOCONDRITE METAFISÁRIA: 75 a 100% dos sintomáticos. Epífise quase sempre preservada. Lesões
extremamente dolorosas com impotência funcional (PSEUDOPARALISIA DE PARROT).
SINAL DE WIMBERGER: inflamação da metáfise da margem superior interna da tíbia. (visto na
radiografia).
PERIOSTITE: Acomete diáfise dos ossos longos e ossos do crânio. Espessamento extenso e bilateral da
diáfise (SINAL DO DUPLO CONTORNO).
OUTRAS LESÕES:
VISCERAIS: Hepatoesplenomegalia.
SISTEMA NERVOSO CENTRAL: Meningite.
OCULARES: Coriorretinite (PADRÃO SAL E PIMENTA).
HEMATOLÓGICAS: Anemia hemolítica com Coombs negativo, leucopenia, leucocitose com monocitose e plaquetopenia.

TARDIA (APÓS 2 ANOS DE VIDA)


As anomalias NÃO são mais contagiosas e resultam, principalmente, da cicatrização que sucede as lesões inflamatórias
encontradas na sífilis precoce.
SEQUELAS DA PERIOSTITE NA FASE AGUDA:
o Fronte olímpica (bossa frontal);
TRÍADE DE HUTCHINSON
o Espessamento da junção esternoclavicular (SINAL DE HIGOUMENÁK);
Ceratite Intersticial
o Arqueamento da porção média da tíbia (TÍBIA EM SABRE).
Dentes de Hutchinson
o FACE: NARIZ EM SELA, maxilar curto e rágades (por fissuras peribucais).
Surdez
Anormalidades dentárias: DENTES DE HUTCHINSON E MOLARES EM AMORA.
LESÃO DE 8º PAR CRANIANO: levando a surdez e vertigem.
Manifestação ocular: Ceratite Intersticial
ARTICULAÇÃO DE CLUTTON: derrame estéril na articulação dos joelhos.
Hidrocefalia
Retardo mental

DIAGNÓSTICO
Pesquisa direta do treponema (lesões úmidas) - negativa após 1º dia de tratamento.
Sorologias:
NÃO TREPONÊMICO – VDRL
INESPECÍFICO: Não avaliam anticorpos contra treponema e sim contra complexo lipídico que o treponema libera quando é lesado.
RN: Amostra do SANGUE PERIFÉRICO
RESULTADO: (Não reagente, não exclui infecção)
Qualitativo (“REAGENTE ou NÃO REAGENTE”) → Avalia IgM e IgG
Quantitativo (Titulações 1:2, 1:8 etc.)
VDRL reagente no RN: Não há necessariamente infecção, uma vez que o IgG materno ultrapassa a placenta.
VDRL do RN for igual ou menor que o da mãe  IgG é materno? Repetir VDRL em 15 dias. Títulos ascendentes a infecção é ativa
e provável.
VDRL do RN for maior que o da mãe: Provavelmente infectado.

TESTES TREPONÊMICOS – FTA-ABS


Detectam anticorpos específicos contra o Treponema pallidum. Exame específico.
Úteis na confirmação diagnóstica e na exclusão de resultados VDRL falso-positivos;
Permanecem reagentes por toda a vida, mesmo após a cura;
NÃO são recomendados para RN (FTA-ABS não titula).
OUTROS EXAMES
Hemograma/ Perfil Hepático/ Eletrólitos - Todo RN com sífilis congênita ou suspeita.
Possíveis achados: Anemia, plaquetopenia, leucopenia ou leucocitose (em geral com linfocitose ou monocitose).
Radiografia de ossos longos - Realizar em todo RN com sífilis congênita ou suspeita, pois até 20% dos infectados assintomáticos
podem ter como única manifestação a presença de alterações radiográficas.
LCR - Punção lombar para investigação de comprometimento neurológico em todo os casos de sífilis congênita. VDRL, celularidade
e a proteinorraquia.
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PARÂMETRO LCR NORMAL LCR NORMAL LCR SUGESTIVO LCR SUGESTIVO
PRÉ-TERMO A TERMO NO RN CRIANÇAS > 28 DIAS
9 + 8 céls/mm3 8 + 7 céls/mm3
LEUCÓCITOS 3 Maior que 5céls/mm3
(LVN: 0-29 céls/mm3) (LVN: 0-32 céls/mm3) Maior que 25céls/mm
115mg/dL 90mg/dL
PROTEÍNAS (LVN: 65-150mg/dL) (LVN: 20-170mg/dL) Maior que 150mg/dL Maior que 40mg/dL

VDRL Não reagente Não reagente Reagente Reagente


LVN: limite de variação do normal

OBS.: A cada 500 hemácias, desconta 1 leucócito.

RASTREIO NA GESTAÇÃO
VDRL no 1º e 3º trimestre de gravidez e repetido na admissão para trabalho de parto ou aborto.
 Mãe com VDRL POSITIVO  Coleta do sangue periférico do RN.
Nenhum RN deve receber alta do berçário antes do resultado do VDRL da mãe.

TRATAMENTO NA GESTAÇÃO

ESTÁGIO DA DOENÇA TRATAMENTO RECOMENDADO ALTERNATIVA

Penicilina G Benzatina (2,4 milhões UI, IM)


Gestantes NÃO HÁ ALTERNATIVA COMPROVADA
Dose de acordo com a fase da doença
Recente
- Primária Penicilina G Benzatina (2,4 milhões UI, IM) Doxicilina 100 mg 12/12h, VO, por 14 dias
- Secundária Dose única Tetraciclinas 500 mg 6/6h, VO, por 14 dias
- Latente Recente: <1 ano de 1,2 milhões UI, IM, em cada glúteo. Ceftriaxone 1-2g/dia, IM ou IV, por 14 dias
evolução

Tardia Doxicilina 100 mg 12/12h, VO, por 28 dias


Penicilina G Benzatina 2,4 milhões UI, IM
- Latente Tardia (se latente)
TRÊS DOSES com intervalos de uma semana
- Latente de duração incerta Tetraciclinas 500 mg 6/6h, VO, por 28 dias
(7,2 milhões UI, IM)
- Terciária (se latente)

Penicilina G Cristalina (3-4 milhões UI, IV)


Neurossífilis Ceftriaxone 2g IV ou IM por 10 -14 dias
4/4h por 10-14 dias (18-24 milhões U/dia)

Após tratamento: VDRL mensal. Se mãe TRATADA ADEQUADAMENTE, risco EXTREMAMENTE BAIXO de Sífilis Congênita.
CURA: Queda de dois ou mais títulos (1:32 para 1:8) ou NEGATIVAÇÃO após 6 meses.
NOVO TRATAMENTO: Elevação dos testes em duas diluições (ex.: 1:16 para 1:64).

REAÇÃO DE JARISCH-HERXHEIMER
Proteínas liberadas pelas espiroquetas mortas. É uma complicação benigna autolimitada. É rara no período neonatal imediato.
Se apresenta como uma exacerbação sistêmica FEBRIL AGUDA, com EXACERBAÇÃO DAS LESÕES, CONVULSÕES, COLAPSO
CIRCULATÓRIO E QUEDA DO ESTADO GRERAL que ocorre em pacientes com sífilis congênita TRATADOS COM PENICILINA.
NÃO está indicada a suspensão do tratamento e sim uso de sintomáticos (AINE’s ou corticóides)

TRATAMENTO E MANEJO DO RN
1° PASSO: Avaliar o tratamento materno
Pelo menos 1 dos itens abaixo = Tratamento INADEQUADO para sífilis materna:
1. Tratamento realizado com terapia não penicilínica, ou penicilínica incompleta (tempo e/ou dose);
2. Ausência de documentação do tratamento;
3. Ausência de queda na titulação do VDRL após o tratamento;
4. Instituição de tratamento com menos de 30 dias do parto;
5. Parceiros sexuais não tratados ou inadequadamente tratados;
6. Esquema inadequado para a fase clínica.
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2° PASSO: Avaliar e tratar o RN. O Ministério da Saúde Separa o manejo em três grupos: A / B / C
GRUPO A - RN de mães com sífilis não tratada ou inadequadamente tratada, independente do resultado doVDRL.
Realizar a investigação completa (Hemograma, RX de ossos longos e LCR), independente do VDRL do RN e tratar todos os casos.
SITUAÇÃO ESQUEMA TERAPÊUTICO
Líquor normal Penicilina G procaína 50.000 UI/kg, dose única diária, IM, durante 10 dias OU
Alteração em algum outro Penicilina cristalina, 50.000 UI/kg/dose, IV, a cada 12 horas (nos primeiros 7 dias de vida) e
exame da rotina de sífilis a cada 8 horas (após 7 dias de vida), durante 10 dias (TRATAMENTO DA NEUROSSÍFILIS)

Líquor alterado Penicilina cristalina, 50.000 UI/kg/dose, IV, a cada 12 horas (nos primeiros 7 dias de vida) e
a cada 8 horas (após 7 dias de vida), durante 10 dias
TODOS os exames normais Penicilina G benzatina, na dose única de 50.000 UI/kg, IM
RN assintomático Acompanhamento obrigatório, com seguimento com VDRL sérico após conclusão do tratamento
VDRL negativo Sendo impossível garantir o acompanhamento, o RN deverá ser tratado com o esquema:
Penicilina G procaína 50.000 UI/kg, dose única diária, IM, durante 10 dias OU
Penicilina cristalina, 50.000 UI/kg/dose, IV, a cada 12 horas (nos primeiros 7 dias de vida) e
a cada 8 horas (após 7 dias de vida), durante 10 dias
GRUPO B - RN de mães adequadamente tratadas e VDRL em amostra de sangue periférico do RN reagente e com
título maior em 2 diluições quando comparado ao título materno e/ou na presença de alterações clínicas
Realizar a investigação completa (Hemograma, RX de ossos longos e LCR).
SITUAÇÃO ESQUEMA TERAPÊUTICO
Líquor normal Penicilina G procaína 50.000 UI/kg, dose única diária, IM, durante 10 dias OU
Alteração em algum outro Penicilina cristalina, 50.000 UI/kg/dose, IV, a cada 12 horas (nos primeiros 7 dias de vida) e
exame da rotina de sífilis a cada 8 horas (após 7 dias de vida), durante 10 dias

Líquor alterado Penicilina cristalina, 50.000 UI/kg/dose, IV,a cada 12 horas (nos primeiros 7 dias de vida) e a
cada 8 horas (após 7 dias de vida), durante 10 dias
GRUPO C - RN de mães adequadamente tratadas, realizar o teste não treponêmico em amostra de sangue
periférico do RN (RN ASSINTOMÁTICO COM VDRL NEGATIVO OU COM TÍTULO ≤ O MATERNO)
SITUAÇÃO ESQUEMA TERAPÊUTICO
Se o RN for assintomático Na impossibilidade de garantir o seguimento, deve-se proceder ao tratamento do RN com
VDRL não reagente, proceder o esquema:
apenas ao seguimento clínico- Penicilina G benzatina, IM, na dose única de 50.000 UI/kg
laboratorial
Se o RN for assintomático e VDRL LCR normal e exames alterados
reagente, com titulo igual ou Penicilina G procaína 50.000 UI/kg, dose única diária, IM, durante 10 dias OU
menor que o materno, Penicilina cristalina, 50.000 UI/kg/dose, IV, a cada 12 horas (nos primeiros 7 dias de vida) e a
acompanhar clinicamente. cada 8 horas (após 7 dias de vida), durante 10 dias
LCR alterado
Na impossibilidade do seguimento Penicilina cristalina, na dose de 50.000 UI/kg/dose, IV, a cada 12 horas (nos primeiros 7 dias
clinico, investigar e tratar de de vida) e a cada 8 horas (após 7 dias de vida), durante 10 dias
acordo com alterações liquóricas LCR normal e exames normais
Penicilina G benzatina(c), na dose única de 50.000 UI/kg, IM
O acompanhamento é obrigatório, incluindo o seguimento com teste não treponêmico sérico
após conclusão do tratamento.

CONSIDERAÇÕES DO TRATAMENTO:
Na IMPOSSIBILIDADE de punção liquórica → Tratar como NEUROSSÍFILIS.
Após o período neonatal (>28 dias) → Mantém os mesmos esquemas recomendados, porém com intervalos diferentes:
o Penicilina G Cristalina: de 4 em 4 horas.
o Penicilina G Procaína: de 12 em 12 horas, mantendo-se os mesmos esquemas de doses recomendados.
Interrupção do tratamento por mais de 24 horas → Reiniciar o esquema.
Precaução de contato para todos os casos de sífilis congênita por até 24 horas após o início do tratamento com penicilina.

SEGUIMENTO DO RN
Consultas mensais até o sexto mês e bimensais do 6º ao 12º mês;
Realizar VDRL com 1, 3, 6, 12 e 18 meses (interromper se 2 exames consecutivos negativos);
Se elevação de títulos ou não negativação até os 18 meses: reinvestigar e tratar;
Acompanhamento oftalmológico, neurológico e audiológico semestral por 2 anos;
Casos onde o LCR esteve alterado: punção lombar de 6/6 meses até a normalização do LCR
Após os 18 meses de idade: realizar Fta-abs para a confirmação do caso;
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TOXOPLASMOSE CONGÊNITA
AGENTE: Toxoplasma gondii → Protozoário
TRANSMISSÃO: Via transplacentária após infecção materna primária ou reativação de infecção latente em mulheres
imunodeprimidas
Risco de transmissão médio é de 40%;
EPIDEMIOLOGIA: Brasil tem uma das taxas mais elevadas de prevalência (1:3.000 nascidos vivos).
IMPORTÂNCIA DA ASSISTÊNCIA PRÉ-NATAL COM EFICIÊNCIA

DIAGNÓSTICO MATERNO
Realizar sorologia IgG e IgM materna na primeira consulta de pré-natal.
Repetir o exame em 2 a 3 meses se susceptível (contato com animais domésticos, terra, dieta com carne mal passada, etc).
SOROLOGIA MATERNA E CONDUTA
Se IgM e IgG positivos: Infecção aguda ou crônica?
Fazer o teste de avidez do IgG (Se <16 semanas de IG)
o Baixa avidez (<30%): Infecção aguda.
o Alta avidez (>60%): Infecção antiga → Ocorreu há mais de 3 ou 4 meses.
IgG positivo e IgM negativo: Imune
Não necessita repetir o exame se imunocompetente.
IgG negativo e IgM negativo: Susceptível (Risco de primoinfecção).
Repetir sorologia mensal ou a cada 3 meses + orientações
o Evitar contato com gato
o Evitar contato com carne crua
o Evitar manuseio de terra
o Ingerir apenas água tratada
IgG negativo e IgM positivo: Infecção aguda ou falso positivo?
Iniciar ESPIRAMICINA 1g, VO, 8/8h até o termo imediatamente → Reduzo a possibilidade de transmissão.
Repetir sorologia em três semanas.
o Se, IgG positivo: confirmo infecção
 Encaminho para Investigação fetal (USG fetal/Amniocentese e PCR)
 Prescrevo:
 Sulfadiazina de prata 1,5g, VO, 12/12h +
 Pirimetamina 100mg,VO, 1x/dia/depois 50mg à partir do 3 dia +
 Ácido folínico 10-20mg, VO, 1x/dia.
o Se, IgG negativo: Falso-positivo → Suspender Espiramicina

QUADRO CLÍNICO
80 a 90% dos RN infectados são assintomáticos
Alterações gerais inespecíficas + Alterações VISCERAIS, NEUROLÓGICAS OU OFTALMOLÓGICAS
FORMA NEUROLÓGICA TRÍADE DE SABIN
Forma clássica que geralmente é resultante de uma infecção nas fases iniciais da gestação. Calcificações cerebrais difusas
Calcificações cerebrais difusas; Hidrocefalia do tipo obstrutiva
Hidrocefalia do tipo obstrutiva Coriorretinite grave
Coriorretinite grave;
Retardo mental futuro; TÉTRADE DE SABIN
Convulsão, microcefalia, paralisia e dificuldade de deglutição; Calcificações cerebrais difusas
Alterações liquóricas. Hidrocefalia do tipo obstrutiva
Coriorretinite grave
FORMA GENERALIZADA Retardo mental
Ocorre após infecções em fases mais tardias da gestação:
Retinocoiroidite;
Hepatoesplenomegalia;
Linfadenopatia;
Miocardite;
SEQUELAS TARDIAS
Coriorretinite bilaretal é o mais clássico (lesões na retina e coróide).
As lesões podem curar mesmo sem tratamento, mas com alta recidiva e sequelas graves;
Pode complicar com glaucoma, estrabismo, nistagmo e descolamento de retina.
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RASTREIO NO RN
Hemograma: Linfocitose com eosinofilia.
Bioquímica: Aumento de BD e queda de albumina.
Exame auditivo: teste da orelhinha.
Neuroimagem: USG transfontanela (triagem) e TC de crânio (padrão ouro);
Punção de Líquor: Proteína e citometria elevadas, glicose baixa e presença de anticorpos.
Oftalmoscopia: fundoscopia.
Sorologias.
DIAGNÓSTICO DO RN
Presença de IgM (ELISA) ou IgA nos primeiros 6 meses de vida ou Persistência de IgG após 12 meses ou Teste de avidez de IgG
elevado.

TRATAMENTO DO NEONATO
Rastreio POSITIVO: Todos os neonatos com toxoplasmose congênita confirmada ou nos filhos de mães com toxoplasmose
confirmada ou provável deverão receber tratamento por 12 meses, independente da presença de sintomas.
Esquema: Pirimetamina + Sulfadiazina + Ácido folínico ± Glicocorticoide.

Pirimetamina 25mg Sulfadiazina 500mg Ácido folínico15mg Glicocorticoide

10-20mg, VO, 3x/semana


2mg/kg/dia VO por 2 dias 100mg/kg/dia, VO, 1mg/kg/dia por
(20 mg/dia se neutropenia
1mg/kg/dia, 1x/dia, por 2 a 6 meses. 2x/dia por 1 ano 2 semanas
<1.000 neut/mm3)
Para diminuir a toxicidade da Usar se coriorretinite grave
Após esse período: 1mg/kg/dia
Pirimetamina e/ou proteinorraquia
3x/semana até completar 1 ano.
(neutropenia/anemia) >1g/dl
Prednisona ou
Suspender se <500 neut/mm3 Não usar Ác. fólico
Metilprednisolona

CRIANÇAS ADEQUADAMENTE TRATADAS: Negativação ou queda de IgG comprovada após 6 meses da terapia.

ACOMPANHAMENTO DE RN ASSINTOMÁTICO, FILHO DE MÃE COM DIAGNÓSTICO POSSÍVEL OU INCONCLUSIVO:


Sorologia a cada 2 meses + Fundoscopia + USG de fontanela + Hemograma.
Se estabilização ou aumento comprovado dos títulos:
Solicitar TC de crânio.
Avaliação do líquor.
Avaliação da função hepática.
Avaliação auditiva.
Iniciar o tratamento e mantê-lo durante 12 meses.
OBS: A criança não infectada é aquela que possui 2 sorologias consecutivas (com intervalo de 2 a 3 meses) NEGATIVAS.

*** Pirimetamina inibe a dihidrofolato redutase responsável pela síntese do ácido fólico. Causa mielotoxicidade. Ácido folínico
ajuda na prevenção.
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RUBÉOLA CONGÊNITA
AGENTE: RNA vírus da FAMÍLIA TOGAVÍRUS e o homem é o único hospedeiro.
TRANSMISSÃO: Transplacentária.
A presença de MALFORMAÇÕES NÃO É COMUM quando a infecção ocorre APÓS 16 SEMANAS.
SOROLOGIA MATERNA: Solicitar IgM e IgG sempre após contato com pessoa infectada.
PREVENÇÃO PÓS CONTATO: Não há. (? Gamaglobulina 20-25ml - 2 dias).
PROFILAXIA MATERNA:  A melhor forma é a PREVENÇÃO.
Vacina Tríplice viral aos 12 meses + Tetra viral aos 15 meses: Imunidade duradoura.
Se mulher em idade fértil mesmo vacinada tiver sorologia negativa = Tríplice viral.
OBS: NÃO ENGRAVIDAR NOS PRÓXIMOS 30 DIAS.
CLÍNICA
Maioria assintomática.
As principais manifestações, em ordem DECRESCENTE de frequência:
1. Deficiência auditiva bilateral (80-90%): Alterações na cóclea e órgão de Corti;
2. CIUR (50-85%);
3. Manifestações cardíacas (30-40%): Persistência do canal arterial e estenose da artéria pulmonar;
4. Malformações oculares: Catarata geralmente bilateral, leucocoria e glaucoma;
5. SNC: Microcefalia e retardo;
6. Manifestações transitórias: Hepatomegalia, icterícia, púrpura e etc.
MANIFESTAÇÃO TARDIA - Diabetes mellitus Tipo I (acomete 20%).
DIAGNÓSTICO
RN com suspeita diagnóstica, devemos solicitar:
Hemograma;
Radiografia de ossos longos;
Ecocardiografia;
Exame de imagem de SNC;
Avaliação audiométrica.
DIAGNÓSTICO NO RN  Após o nascimento (má formações estabelecidas).
Solicitar sorologia  IgM positivo confirma diagnóstico;
Se IgG positivo com IgM negativo  Repetir após 3 meses, se IgG mantiver positivo é doença;
Outra opção: Isolamento viral (faringe posterior- Swab).

TRATAMENTO
Não há tratamento medicamentoso para a Síndrome da Rubéola Congênita. Manejo das sequelas com especialistas!
Apenas a catarata e a cardiopatia são passíveis de correção cirúrgica.
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CITOMEGALOVIROSE CONGÊNITA
AGENTE: Citomegalovírus (CMV). Vírus de DNA da família Herpesviridae. Mais comum em países desenvolvidos.
TRANSMISSÃO:
Transplacentária (infecção primária) sendo mais grave se for no primeiro trimestre;
Reativação de um processo latente (forma rara). 30% dos casos.
SOROLOGIA MATERNA: Sempre após contato com pessoa infectada.
Prevenção pós contato: Não há.
CLÍNICA
10% são sintomáticos e 90% desses apresentam sequelas;
MANIFESTAÇÕES INESPECÍFICAS: Petéquias, microcefalia, hepatoesplenomegalia, icterícia, CIUR e prematuridade.
SNC: CALCIFICAÇÃO PERIVENTRICULAR, SURDEZ NEUROSSENSORIAL, CORIORRETINITE.
o CMV É A PRINCIPAL CAUSA DE SURDEZ NEUROSSENSORIAL DE CAUSA VIRAL NA INFÂNCIA.
FORMA GRAVE DA DOENÇA: INCLUSÃO CITOMEGÁLICA.
EXAMES LABORATORIAIS - SOROLOGIA: IgM anti-CMV e IgG anti-CMV.

DIAGNÓSTICO
DIAGNÓSTICO NA GESTANTE:
Detecção de IgM positivo para CMV;
Teste de avidez para IgG.
DIAGNÓSTICO NO RN:
Isolamento do vírus (urina e saliva): Mais específico e sensível. OU
Detecção de seu DNA (PCR) na urina ou saliva nas primeiras 2 semanas de vida.
OBS: Fragmentos do vírus na urina são infectantes e podem transmitir CMV durante anos.

TRATAMENTO
É controverso. Necessidade de terapia prolongada X Efeitos tóxicos
Ganciclovir 12mg/kg/dia, EV, por 6 semanas → Risco de NEUTROPENIA 30%.
A essência do tratamento é REDUZIR a progressão da DOENÇA NEUROLÓGICA E AUDITIVA.
PREVENÇÃO: Reduzir exposição materna;
Eliminação do CMV no leite materno não contraindica o aleitamento
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TRAUMA PEDIÁTRICO/ PREVENÇÃO DE ACIDENTES / MAUS TRATOS


As causas externas (acidentes e violência) são consideradas as principais causas de óbito na faixa etária de 1 a 19 anos, sendo o
acidente de trânsito a principal causa de morte.
 QUEDA é a principal causa de atendimento em menores de 5 anos em unidades de emergência.
 Mais de 90% dos traumatismos na infância poderiam ser prevenidos.
 Considerado um problema de saúde pública.
INJÚRIAS NÃO INTENCIONAIS: ACIDENTES DOMÉSTICOS, ACIDENTES URBANOS, LAZER E RURAIS.
INJÚRIAS INTENCIONAIS: VIOLÊNCIA (maus-tratos)
INJÚRIAS NÃO INTENCIONAIS
ACIDENTES DOMÉSTICOS
As QUEDAS ocupam a principal causa de internação (54.258 crianças com faixa etária entre 1 a 14 anos, em 2016).
Principais compartimentos onde ocorrem os acidentes: Cozinha – banheiro – escadas e corredores – quarto – sala – elevador –
lavanderia – piscina-quintal – garagem.
SUFOCAÇÃO (ASFIXIA) é a principal causa de óbitos em menores de 1 ano.
QUEIMADURAS – 3ª causa de morte por trauma.
Principais acidentes domésticos por faixa etária
Primeiro ano 2-5 anos > 5 anos
Asfixia (PRINCIPAL) Quedas (PRINCIPAL) Quedas (PRINCIPAL)
Quedas Asfixia Atropelamento
Queimaduras Queimaduras Queimaduras
Aspiração de corpo estranho Afogamento Intoxicações

PREVENÇÃO
QUEDAS
o As crianças devem brincar em locais seguros.
o Instale grades ou redes de proteção nas janelas e sacadas. Os espaços das redes e grades devem ser de no máx. 6
cm;
o Mantenha sempre uma mão segurando o bebê durante a troca de fraldas.
o Nunca deixe um bebê sozinho em mesas, camas ou outros móveis, mesmo que seja por pouco tempo;
o O uso de andadores não é aconselhado pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Além de comprometerem o
desenvolvimento saudável da criança, podem causar sérias quedas;
ASFIXIA
o Corte os alimentos em pedaços bem pequenos na hora de alimentar a criança;
o Não dê alimentos redondos e duros, como uvas, pipoca, cenoura crua e nozes para crianças;
o Mantenha objetos pequenos (< 3 cm) e sacolas plásticas fora do alcance das crianças.
o Nunca use colares, bolsas e roupas com fitas durante brincadeiras em parques.
o Berços: distância entre as grades de proteção menor que 6 cm, retirar brinquedos, travesseiros e protetores. Uso de
cobertores até o peito da criança, braços para fora e cobertor preso embaixo do colchão.
AFOGAMENTOS
o Nunca deixe crianças sozinhas quando estiverem dentro ou próximas da água, nem por um segundo.
o Ensine as crianças que nadar sozinhas, sem ninguém por perto, é perigoso;
o O colete salva-vidas é o equipamento mais seguro para evitar afogamentos. Boias e outros equipamentos infláveis
passam uma falsa segurança, mas podem estourar ou virar a qualquer momento;
o Piscinas devem ser protegidas com cercas de 1,5 m de altura e portões com cadeados ou trava de segurança
o Deixe a porta do banheiro e da lavanderia fechada ou trancada por fora e mantenha a tampa do vaso sanitário
fechada (se possível, lacrada com um dispositivo de segurança);
o Mantenha cisternas, tonéis, poços e outros reservatórios domésticos sempre trancados.
QUEIMADURAS
o Mantenha as crianças longe da cozinha e do fogão, principalmente durante o preparo das refeições;
o Não utilize toalhas de mesa compridas. As crianças podem puxar esses tecidos, causando escaldadura ou
queimadura de contato;
o Durante o banho do bebê, coloque primeiro a água fria e verifique a temperatura da banheira imergindo a mão
inteira na água.
o As tomadas devem estar protegidas por tampas apropriadas, esparadrapo, fita isolante ou mesmo cobertas por
móveis;
o Guarde fósforos, isqueiros, velas e outros produtos inflamáveis em locais altos e trancados
o Muito cuidado com o álcool. Ele é responsável por um grande número de queimaduras graves em crianças. Guarde
o produto longe do alcance delas.
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ACIDENTES URBANOS, LAZER E RURAL
No meio urbano os traumas associados a acidentes de trânsito são a principal causa de morte em crianças (70%)
8% apresentam lesões torácicas – marcador para lesões em outros sistemas.
Lesões em vários órgãos são mais comuns do que em adultos.
Quando houver marca de cinto de segurança na parede do abdome deve considerar alto risco para lesão do trato gastrointestinal.
Tríade de Waddell (fratura de fêmur, TCE e lesão em tronco).
Praças e parques são os principais locais de lazer nos quais acontecem os acidentes – 80% são quedas.
Ambiente rural: afogamento em poços, rios e córregos; acidentes com tratores, acidentes com animais.
PREVENÇÃO
Crianças devem ser sempre observadas quando estiverem brincando nos parquinhos;
Conheça os parquinhos onde as crianças brincam. Verifique se os equipamentos estão enferrujados, quebrados ou
contêm superfícies perigosas. Procure equipamentos apropriados para a idade das crianças e mostre para elas quais são
os equipamentos apropriados para sua faixa etária;
O parquinho dever ser instalado em piso que absorva impacto, como um gramado, um piso emborrachado ou areia fina.
Jamais deve ser instalado em piso de concreto ou pedra;
ACIDENTES DE TRÂNSITO
1) medidas de educação no trânsito e controle de qualidade das estradas e sinalização;
2) medidas de controle de velocidade dos automóveis;
3) nunca transportar crianças no colo, mesmo que no banco traseiro;
4) uso de equipamento de proteção física, como: cinto de segurança de 3 pontos, encosto cervical, uso de assentos apropriados
para crianças de acordo com faixa etária e peso;
5) Crianças devem sempre usar equipamentos de segurança (capacete, joelheira e cotoveleira) ao andar de bicicleta, skate ou
patins. Verifique se os equipamentos possuem o selo do Inmetro;
PREVENÇÃO – Dispositivo de retenção veicular
1) BEBÊ CONFORTO - Bebês de até 1 ano de idade ou 13 kg devem ser transportados sempre no banco de trás na posição de costas
para frente do carro.
2) CADEIRINHA - Crianças entre 1 e 4 anos devem ficar na cadeirinha presa com o cinto e no banco traseiro, voltadas para frente.
Preferência no meio do banco.
3) ASSENTO DE ELEVAÇÃO - Crianças com idade entre 4 e 7 anos e meio, assento no banco de trás.
4) Crianças com idades entre 7 anos e meio e 10 anos devem utilizar apenas cinto de segurança no banco de trás.
Resolução Nº 277 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), de 28 de maio de 2008- Obrigatoriedade do uso de dispositivos de
segurança para criança.
O Brasil reduziu em 36% o número de mortes de crianças (0 a 10 anos) entre os anos de 2003 e 2013, esse número caiu de 1.621
para 1.054 vítimas.
O uso da cadeirinha reduz em até 71% o risco de morte infantil em caso de acidente de trânsito.
DISPOSITIVO DE RETENÇÃO VEICULAR- SBP
Assento tipo bebê conforto ATÉ 2 ANOS
Cadeirinha: MAIORES DE 2 ANOS ou que tenham ultrapassado o limite máximo de peso do bebê conforto. Limite inferior
de peso para esse assento são 18kg.
Assento de elevação: toda criança cujo peso ou estatura tenha ultrapassado o limite máximo permitido para a cadeirinha
de segurança, até atingir a estatura de 1,45m (o que pode ocorrer entre nove e treze anos de idade).
> 1, 45 m de altura: banco com cinto de segurança.
Viajar no banco traseiro até 13 anos.
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INJÚRIAS INTENCIONAIS: VIOLÊNCIA (maus-tratos)


Na maioria dos casos, os agressores são pessoas conhecidas pela criança. O pai e a mãe têm sido identificados como os principais
agentes da agressão. Classicamente os maus-tratos são divididos em quatro categorias:
Abuso físico
Abuso psicológico
Abuso sexual
Negligência
Sindrome de Münchausen por procuração: um dos pais simula ou causa a doença no próprio filho
FATORES DE RISCO
Pais jovens, sem amadurecimento emocional e sem rede de apoio familiar;
Gestação indesejada ou fruto de relação extraconjugal ou na adolescência;
Uso de fumo, álcool e drogas ilícitas;
Situação econômica precária;
Mãe abandonada pelo parceiro;
Depressão e outras doenças psiquiátricas;
História prévia de abandono;
Doença crônica ou malformações no bebê;
Idealização exagerada do filho.
ABUSO FÍSICO
É o uso da força física de forma intencional, não-acidental, praticada por pais, responsáveis, familiares ou pessoas próximas da
criança ou adolescente, com o objetivo de ferir, danificar ou destruir esta criança ou adolescente, deixando ou não marcas
evidentes.
QUANDO SUSPEITAR?
Existe discrepância entre a história e o grau de lesões físicas;
Intervalo de tempo prolongado entre o trauma e a procura por atendimento médico;
História de traumatismos de repetição e de atendimentos em diferentes hospitais;
A história do trauma muda ou é diferente entre os pais ou cuidadores;
Os pais não respondem de forma adequada ou são evasivos;
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
Criança triste, fala pouco, fecha os olhos e protege o rosto.
PELE: equimose, contusões, lacerações, cortes, lesões cicatriciais, queimaduras. Encontradas particularmente em
nádegas, face, dorso, punhos e tornozelos. Podem apresentar-se em diferentes estágios de evolução ou na forma do
objeto agressor.
Queimaduras: apresentação em ‘’ luva” ou em ‘’meia”, ou numular em casos de queimaduras por cigarro.
OSSOS: fraturas múltiplas, bilaterais e em diferentes estágios de consolidação. Em região de costelas posteriores,
escápula e as que ocorrem no mesmo local.
SISTEMA NERVOSO CENTRAL: traumatismo craniano é a principal causa de mortalidade, em 8 a 12% dos casos. O
encontro de fraturas na ausência de acidente automobilístico é sugestivo.
o SÍNDROME DO BEBÊ SACUDIDO, caracterizado por hemorragia subdural, subaracnoidea, edema cerebral difuso,
hemorragia retiniana (50- 80% dos casos). Ausência de outros sinais de lesão.
ABDOME: 2 ª causa de morte. Geralmente causadas por socos ou pontapés.
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ABUSO PSICOLÓGICO
O agente agressor utiliza de ações verbais ou atitudes para humilhar, culpar, rejeitar ou até ameaçar a criança ou adolescente,
criando um sentimento de menos valia e baixa autoestima que influenciarão negativamente o desenvolvimento psíquico do
indivíduo envolvido. Exemplos: testemunho de violência, síndrome da alienação parental, bullying.
MANIFESTAÇÕES CLINICAS
Distúrbios do desenvolvimento psicomotor, intelectual, emocional, social.
Distúrbios de comportamento tais como agressividade, passividade e hiperatividade.
Problemas psicológicos que vão desde a baixa autoestima, problemas no desenvolvimento moral e dificuldades em lidar
com a agressividade e a sexualidade.
Distúrbios do controle de esfíncteres (enurese, encoprese).
Psicose, depressão e tendências suicidas.

ABUSO SEXUAL
Presume-se violência sempre que o indivíduo tiver menos de 14 anos, ou for deficiente mental ou quando a vítima não puder
resistir a agressão.
Cerca de 80 % dos casos o agressor é um homem.
20% existe contato oral-genital ou penetração.
Mais prevalente no sexo feminino
MANIFESTAÇÕES CLINICAS
Pode não apresentar sinais clínicos de violência
Apresentam queixas vagas como: dor abdominal, constipação, enurese, encoprese, disúria, corrimento vaginal,
masturbação excessiva, distúrbios do sono, distúrbios da fala, baixo desempenho escolar e distúrbios do
comportamento.
LESÕES GENITAIS
o Região vulvar: hematomas, lesão de mucosa, de uretra, lacerações clitorianas
o Vagina: hemorragias, rotura do fundo de saco, rotura himenal (nem sempre faz diagnóstico de abuso).
o Lesões anais: lacerações de mucosa, rotura de esfíncter, rotura de mucosa retal ou formação de abscessos locais.
CONDUTA
ACOLHIMENTO DA VÍTIMA
EXAME FÍSICO COMPLETO
PROVIDÊNCIAS LEGAIS:
o Art. 13. Os casos de suspeita ou confirmação de maus-tratos contra criança ou adolescente serão obrigatoriamente
comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva localidade, sem prejuízo de outras providências legais. (Lei n.
8069/1990).
o A violência sexual e a tentativa de suicídio passam a ter notificação imediata (24 horas) para a Secretaria Municipal
de Saúde. (Portaria GM/MS nº 1.271, de 6 de junho de 2014, define a Lista Nacional de Notificação Compulsória de
doenças)
o A ausência de denúncia é considerada crime.
INTERNAÇÃO HOSPITALAR:
o Há risco de vida para a criança ou adolescente
o Há gravidade no quadro clínico, seja pela repercussão física ou psíquica
o Risco de novas agressões
ABORDAGEM DA CRIANÇA VÍTIMA DE ABUSO SEXUAL
Solicitar exames laboratoriais:
VDRL: na admissão, 3 e 6 meses depois;
Anti-HIV: na admissão, 3 e 6 meses depois;
HBsAg: na admissão, 3 e 6 meses após
Anti-HCV: na admissão, 3 e 6 meses depois
Transaminases, hemograma, glicose, ureia e creatinina: admissão e 2 semanas após o evento.
Realizar profilaxia para:
PROFILAXIA CONTRA GRAVIDEZ: LEVONORGESTREL, 2 comp (0,75mg/comp), VO, dose única .
REALIZAR QUIMIOPROFILAXIA CONTRA HIV /AIDS: Iniciar em 24 horas após exposição, ou até no máximo 72 horas, com
duração de 4 semanas, sem interrupção.
PROFILAXIA CONTRA DST NÃO VIRAIS- Crianças e adolescentes pesando até 45 kg
o Sífilis - PENICILINA G BENZATINA: 50.000UI/Kg, dose única, IM.
o Gonorreia – CEFTRIAXONE: 125mg, dose única IM
o Clamídia - AZITROMICINA: 20 mg/kg, dose única, VO (máx 1g)
PROFILAXIA CONTRA A HEPATITE B (imunoglobulina e confirmar vacinação)
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NEGLIGÊNCIA
É o ato de omissão do responsável pela criança ou adolescente em prover as necessidades básicas para o seu desenvolvimento. O
abandono é a forma de gravidade máxima.
APRESENTAÇÃO
Aspecto de má higiene (corporal, roupas sujas, dermatite de fraldas, lesões de pele de repetição).
Desnutrição por falta de alimentação, por erros alimentares persistentes, por restrições devido a ideologias dos pais
(vegetarianos estritos, por exemplo).
Abandono do tratamento para doenças crônicas.
Distúrbios de crescimento e desenvolvimento sem causa orgânica.
Falta ou ausência escolar.
#KetResumos

DISTÚRBIOS NUTRICIONAIS
Os primeiros mil dias de vida (da concepção até os dois anos de vida) são os mais vulneráveis à desnutrição, e este dano precoce
ao crescimento e desenvolvimento provoca consequências futuras na saúde do indivíduo, com prejuízo na capacidade intelectual,
desempenho escolar, produtividade laborativas.

EPIDEMIOLOGIA
Declínio 72% nas taxas de desnutrição nos últimos 25 anos.
Aumento nos índices de sobrepeso e obesidade.
Incidência de baixo peso ao nascer declinando de 11% para 8%.
Aumento na prevalência da anemia.
#KetResumos
DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO-PROTEICA (DEP)
A desnutrição é um distúrbio na nutrição decorrente da falta concomitante de calorias e de proteínas em diferentes proporções.
Pode ser dividida em PRIMÁRIA e SECUNDÁRIA:
PRIMÁRIA resulta da combinação de três fatores ambientais:
o Carência alimentar,
o Falta de acesso a condições sanitárias e serviço de saúde
o Falta de práticas de cuidados infantis.
SECUNDÁRIAS são provocadas por doenças que aumentam as necessidades metabólicas, diminuem a absorção intestinal
ou levam a perda de nutrientes.
CONSEQUÊNCIAS do DEP
Uma das principais causas de mortalidade e morbidade nas crianças abaixo de 5 anos.
Aumenta a gravidade e a mortalidade das infecções intercorrentes.
Hipoatividade, diminuição do ganho de peso e estatura.
Alterações hormonais (aumento de cortisol, hormônio do crescimento, catecolaminas e diminuição de glicose e
aminoácidos.
Alterações imunológicas, neurológicas, gastrintestinais, cardiovasculares e renais.
COMBATE A DESNUTRIÇÃO INFANTIL
A OMS destaca as principais intervenções globais em prol do combate à desnutrição infantil:
INTERVENÇÕES MATERNAS: suplementação de ferro e ácido fólico na gestação, utilização do sal iodado, suplementação
de cálcio materno, redução do tabagismo;
INTERVENÇÕES NEONATAIS: promoção do aleitamento materno;
INTERVENÇÕES INFANTIS: promoção do aleitamento materno, melhorias da qualidade da alimentação complementar,
suplementação de ferro, zinco, vitamina A e iodo, e estimulação de práticas de higiene.
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico de desnutrição é feito a partir da história clínica da criança (história gestacional, HPP, vacinação, anamnese alimentar
e social), bem como pelo seu exame físico. As medidas de peso, estatura, perímetro cefálico são imprescindíveis para o
diagnóstico. O uso da circunferência de braço é apontado como uma medida simples, eficaz e de boa precisão para o diagnóstico
de desnutrição grave.
Peso x Idade, Peso x Estatura, Estatura x Idade, IMC x Idade, também se prestam a avaliação antropométrica e avaliação do estado
nutricional infantil.
O diagnóstico de déficit ponderal ou desnutrição é feito com base nos percentis/escores Z das novas curvas da OMS.

FORMAS CLÍNICAS – DEP GRAVE


DEP grave é aquela que se verifica algumas das condições abaixo:
Índices de peso ou estatura para idade estão abaixo de 3 DP da média;
Circunferência braquial abaixo de 115 mm nas crianças entre 6 e 59 meses;
Edema com cacifo bilateral.
#KetResumos
As principais são o marasmo e o kwashiorkor.
MARASMO
o Significa “desgaste”;
o Deficiência calórica total;
o Instalação insidiosa, permitindo adaptações do organismo à deficiência;
o Retirada do aleitamento materno precoce, substituindo-o por formulas caloricamente
deficientes; Combinado com a ignorância sobre higiene e atrasos das vacinas, leva a quadro
infecciosos preveníveis, que iniciam o ciclo vicioso, que leva ao marasmo;
o Apetite preservado;
o Anemia e diarréia são comuns, abdome volumoso.

KWASHIORKOR
o Deficiência dietética de proteína;
o Criança “consumida”;
o Edema;
o Alterações mentais/comportamentais (apatia, hipoativa)
o Sem apetite;
o Tecido subcutâneo presente;
o Hepatomegalia (esteatose).

CLASSIFICAÇÃO PELO MS

EXAMES LABORATORIAIS
PROTEINAS SÉRICAS
HEMOGRAMA, FUNÇÃO RENAL E HEPÁTICA, ELETRÓLITOS.
GLICEMIA
URINA TIPO 1
EPF
CULTURA (COPROCULTURA, HEMOCULTURA E UROCULTURA)
#KetResumos
TRATAMENTO
INDICAÇÕES DE HOSPITALIZAÇÃO NA DEP:
1- Crianças cujo peso para altura esteja abaixo de - 3 DP (magreza acentuada);
2- Crianças com edema simétrico envolvendo no mínimo os pés;
3 - Presença de descompensação.
O tratamento envolve 3 fases: Estabilização, reabilitação e acompanhamento
ESTABILIZAÇÃO (1-7 DIAS)
HIPOGLICEMIA: glicose sanguínea é inferior a 54mg/dl (menor de 3 mmol/l).
o Criança consciente: 50ml de glicose ou sacarose a 10%, via oral ou nasogástrica. Alimentar a cada 2horas, durante
todo o período. Repetir glicemia capilar após 30 minutos.
o Criança inconsciente, letárgica ou com convulsão: 5ml/kg de glicose a 10%, intravenoso em bolus e manter
velocidade de infusão de glicose (VIG) de 4-6mg/kg/min.
o Inicia Antibioticoterapia de amplo espectro.
HIPOTERMIA: Temperatura axilar abaixo de 35,0 ºC ou a temperatura retal abaixo de 35,5 ºC. Deve-se aquecê-la e
monitorar.
DESIDRATAÇÃO:
o Criança consciente: ReSoMal, 5ml/kg a cada 30 minutos por 2 horas, via oral ou nasogástrica e posteriormente, 5-
10ml/kg /hora nas próximas 4-10 horas. Repor 50-100ml de ReSoMal para crianças abaixo de 2 anos e 100-200ml
para crianças maiores de 2 anos, após cada episódio de diarréia ou vômito.
o Criança inconsciente: Solução glico-fisiológica 1:1. Deve-se administrar 15ml/kg, intravenoso por uma hora e
monitorizar a criança cuidadosamente para sinais de hiperidratação; se não houver melhorar, repetir a hidratação
venosa por mais uma hora. Assim que possível, deve-se substituir a hidratação venosa por hidratação oral ou
nasogástrica com o ReSoMal no volume de 10ml/kg/hora.
o MONITORIZAÇÃO!!
Distúrbios Hidroeletrolíticos: A OMS recomenda a adição de potássio e magnésio extras nos preparados alimentares
dessas crianças (3-4mmol/kg/dia e 0,4-0,6mmol/kg/dia, respectivamente). (+ RESOMAL)
INFECÇÃO:
o Criança sem sinais de infecção - amoxicilina 25mg/kg/dose, via oral, de 12/12h durante 5 dias.
o Criança letárgica com hipoglicemia, hipotermia ou com sinais clínicos de infecção: Gentamicina: 7,5mg/kg de peso,
IM ou IV, 1 vez ao dia por 7 dias, associado à Ampicilina: 50mg/kg de peso, IM ou IV a cada 6 horas, por 2 dias,
seguido por: Amoxicilina, 15mg/kg de peso, via oral de 8/8h durante 5 dias.
o Obs: Se amoxicilina não disponível, dê Ampicilina, 25mg/kg via oral a cada 6 horas.
Deficiências de Micronutrientes: Tratar deficiência de Vitamina A: Crianças sem manifestações clínicas oculares deve
ser feita a administração rotineira de vitamina A, em dose única por via oral, no primeiro dia de internação. < 6meses
50000 UI; 6 meses a 1 ano 100000 UI; > 1 ano 200000 UI. Se manifestação ocular 3 doses (1º, 2º e 14º d).
Anemia: Se Hb < 4 – 6 + distúrbio respiratório – sangue 10ml/kg em 3 horas. Com sinais de ICC - concentrado de hemácia
5-7 ml/kg (furosemida 1 ml/kg no início da transfusão).
Reposição de micronutrientes em desnutridos graves: via oral por no mínimo 2 semanas:
Cobre: 0,2 mg/kg/dia. Dose máx: 2 mg/dia;
Zinco: 2 mg/kg/dia. Dose máxima: 20 mg/dia;
Ferro: 3 a 4 mg/kg/dia;
Vitaminas 2 vezes o recomendado (RDA) para a idade
Ácido fólico: 5mg no 1º dia e após: 1mg/dia
Multivitaminas – Protovit, Revitam JR.

REABILITAÇÃO (2 A 6 SEMANAS)
Retorna apetite, regride edema periférico
Suplementação com outras vitaminas B, C, D, E e K.
Ganho de peso alto: 10-15g/kg/dia.
SUBSTITUIR F75 (75Kcal/100ml e 0.9 g proteína) por F100 (100Kcal / 100ml e 2.9 g proteína) em 48hs e continuada até
que a criança atinja -1 DP (90%) da mediana dos valores de referências do NCHS/OMS para o peso e altura.
Ferro: 3mg/kg/dia
Programa alta, estimulando vínculo mãe-filho sempre!!
Para promover o crescimento rápido, é necessária uma ingestão energético-protéica mais alta (150-220 Kcal/kg/dia e 4-5g de
proteína/kg/dia), capaz de promover ganho de peso superior a 10g/kg/dia. Para isso, deve ser utilizado o preparado alimentar
para crescimento rápido (F de crescimento rápido) que contém 100 Kcal/100ml e 2,9g de proteína/100m.
ACOMPANHAMENTO 7ª a 26ª semana
Acompanha-se a criança e sua família, para prevenir a recaída e assegurar a continuidade do desenvolvimento emocional, físico e
mental. Deve ser vista 1 semana, 2 semanas, 1 mês, 3 meses e 6 meses após alta.
Visitas 2x/ ano até que a criança tenha, no mínimo 3 anos.
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SÍNDROME DA REALIMENTAÇÃO
Complicação grave (fosfato sérico menor ou igual a 0.5mmmol/l, levando a fraqueza muscular, rabdomiólise, disfunção de
neutrófilos, arritmias cardíacas, convulsões e morte súbita. Monitorização desde fase de reabilitação. Seguir processo alimentar,
enteral ou parenteral, corretamente.
DISTÚRBIOS CARENCIAIS DE MICRONUTRIENTES
VITAMINAS (ORIGEM ORGÂNICA) E MINERAIS (ORIGEM INORGÂNICA)
HIDROSSOLÚVEIS: VITAMINA C E COMPLEXO B
LIPOSSOLÚVÉIS: VITAMINAS A, D, E e K. (CARÊNCIAS EM DIETAS E SINDROMES DISABSORTIVAS).
VITAMINA A (RETINOL) - Fígado, gema de ovo leite e derivados; vegetal verde escuro, legumes, frutas vermelhas e amarelas.
Manifestações oculares: ↓ da visão no escuro, MANCHAS DE BITOT (queratinização bulbar), fotofobia, xeroftalmia; METAPLASIA.
Tratamento: > 1 ano 200.000 UI VO 2-4 semanas repete dose; < 1 ano metade.
VITAMINA B1 - TIAMINA - Carne, especialmente a de porco, vísceras, peixes, gema de ovo, leite; legumes, nozes e trigo.
GRAVE: BERIBÉRI - sintomas neurológicos e cardiovasculares; metabólico + precoce.
Tratramento: Crianças devem receber 10mg/dia.
VITAMINA B2 - RIBOFLAVINA - Leite, carnes, ovos, legumes, vegetais.
Manifestações raras isoladamente: Queilite ou estomatite angular, glossite, dermatite, anemia
Tratamento: 3-10MG/DIA VO ou 2mg/dia IM; * URINA 24HS < 30mcg
VITAMINA BE - NIACINA - Deficiência rara; PELAGRA, dermatite, diarreia e demência.
Tratamento: 50-300 mcg/dia VO ou 100 IM.
VITAMINA B5 - AC. PANTOGÊNICO // VITAMINA B6 - PIRIDOXINA // VITAMINA B7 - BIOTINA - Deficiência rara e manifestações
inespecíficas. Erro inato do metabolismo em neonatos.
Tratamento: B6 IV 10-100mg, manutenção diária.
VITAMINA B9 - AC. FÓLICO* - Gestante; anemia macrocítica, atraso do desenvolvimento psicomotor, microcefalia
Tratamento: 0.5 -1mg/dia VO 4-6 semanas ou até resolver anemia.
VITAMINA B12 - CIANOCOBALAMINA - Deficiência relacionada com ANEMIA PERNICIOSA, Síndromes disabsortivas, infecção por
h. pylori, omeprazol*, outras.
Tratamento da anemia perniciosa: 100-1000mcg IM/dia por 1 semana/mês, se persiste, repõe por toda vida.
VITAMINA C - Frutas e hortaliças verdes. Deficiência por ingestão inadequada (lactentes em uso de leite de vaca em pó). Escorbuto
aa < 0.2mg/dl.
Tratamento: 300-500mg 3x/dia VO 3-4 semanas.
VITAMINA D - Síntese cutânea 90%. Deficiências nutricionais, congênitas, secundárias, raquitismo e osteomalácia. Níveis séricos
25 (OH)D < 20ng/ml.
Tratamento.:400 a 4000 UI/dia por 6-12 semanas + prevenção (até 01 ano 400 UI/dia, 1-2 anos 600 UI/dia)

VITAMINA E - Óleos vegetais, grãos, sementes, vegetais. Prematuro desenvolvem 2º mês anemia hemolítica, trombocitose e
edema,
Tratamento: 25-50 unidades/dia por uma semana; sintomas neurológicos. Níveis séricos <0.5mg/dl. DD ATAXIA DE FRIEDREICH.

VITAMINA K - K1 folhas, fígado, óleos. K2 bactérias intestinais gram negativas. Doença hemorrágica do RN, ingestão, absorção,
uso prolongado de ATB.
Tratamento: 5mg/dia VO.
Prevenção IG >32 E >1KG = 1MG IM OU EV; <32sem e >1kg 0.5mg; <1kg 0.3mg IM.

OBESIDADE
Primária: Obesidade exógena
95% dos casos
No Brasil 12.7% meninas e 8.8% meninos.
Secundária: Condições patológicas; rápido aumento de peso, achados dismórficos.
5% dos casos
Deficiência intelectual, malformações
Genética / Cromossômica / Endócrina / Medicamentosa
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DIAGNÓSTICO DE NUTRICIONAL DE EXCESSO DE PESO

COMORBIDADES
Dermatológicas: acantose nigricans, candidíase, estrias, celulites, acne, hirsutismo
Ortopédicas: geno valgo, epifisiólise da cabeça fêmur, osteocondrites, artrite degenerativa, pé plano
Cardiovasculares: HAS
Endócrinas: DLP, SM, RI
Respiratórias: sindrome da apnéia obstrutiva do sono, asma
Hepáticos: colelitíase, esteatose hepática
Gastrointestinais: RGE, constipação
Genitourinário: SOP, pubarca precoce, ITU
Sistema nervoso: pseudotumor cerebral, problemas psicossociais

TRATAMENTO
1) Educação nutricional
2) Atividade física
3) Medicações
4) Cirurgia
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DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO - DRGE


REFLUXO GASTROESOFÁGICO (RGE)
REFLUXO GASTROESOFÁGICO (RGE): retorno passivo de conteúdo gástrico para o esôfago, de caráter fisiológico que ocorre em
crianças e adultos, sem associação a qualquer doença e não provocando consequência clínica.
Nos Adultos: ocorre eventualmente, geralmente após as refeições, sendo assintomático na maioria das vezes.
Nos Recém-nascidos e Lactentes: mais frequente e mais sintomático, manifestando-se através de regurgitações.
FISIOPATOLOGIA
Nos bebês a competência do esfíncter esofágico inferior (EEI) é deficitária levando ao refluxo do conteúdo gástrico. Nas primeiras
6-7 semanas de vida há uma menor pressão do EEI, menor massa muscular funcionante do esôfago e estruturas circunvizinhas,
comprimento reduzido do esôfago abdominal e ângulo de Hiss mais aberto.
Mecanismos de clareamento esofágico também deficientes pela perda do efeito protetor gravitacional, com a predominante
postura de decúbito horizontal, peristaltismo imaturo e produção de saliva baixa.
CLÍNICA E PROGNÓSTICO
QUADRO CLÍNICO: Lactente saudável, com estado nutricional preservado que inicia quadro de vômitos frequentes e regurgitações
ocasionais entre 1 a 4 meses de vida, com tendência a melhora a partir do 2º semestre de vida e resolução do quadro aos 2 anos.
História evolutiva que obedece ao progressivo amadurecimento dos mecanismos antirrefluxo com o passar da idade, adoção da
postura ereta facilitando a ação da gravidade e modificação da consistência alimentar, que deixa de ser líquida pre-
dominantemente e toma-se pastosa a sólida.
TRATAMENTO
POSTURAL:
Durante muitos anos recomendou-se a posição prona com cabeça elevada a 30° como posição ideal antirrefluxo, mas
estudos revelaram maior relação com a síndrome da morte súbita do lactente.
Atualmente se recomenda o decúbito lateral esquerdo para prevenir o refluxo.
Sociedade Norte Americana de Gastroenterologia Pediátrica e Nutrição: durante o sono a POSIÇÃO SUPINA é reco-
mendada, reservando-se a postura em prona somente para a criança acordada.
MEDIDAS DIETÉTICAS:
Refeições fracionadas, em pequenos volumes com uso de alimentos engrossados.
Além disso, orienta-se comer devagar, não tomar líquidos durante as refeições e não dormir logo após as refeições.
Para crianças maiores também se recomenda a restrição de substâncias que diminuam a pressão do EEI ou retardem o
esvaziamento gástrico, como: condimentos, molhos, enlatados, alimentos gordurosos, doces, cremes, chocolates, frutas
e sucos cítricos, bebidas gaseificadas, chá, café, álcool e tabagismo.

DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO (DRGE)


Doença do refluxo gastroesofágico (DRGE): caracterizada pelo refluxo de conteúdo gástrico para dentro do esôfago de maneira
mais frequente e persistente do que seria esperado no distúrbio funcional, acarretando complicações prejudiciais ao organismo,
como esofagite e sintomas respiratórios. Dentre as afecções esofágicas que acometem crianças, a DRGE é a mais frequente.
FISIOPATOLOGIA
A DRGE é o resultado do desequilíbrio entre fatores que protegem a mucosa (ex: barreira antirrefluxo, clareamento esofágico,
resistência mucosa) e fatores que lesam a mucosa (ex: características físico-químicas do material refluído, volume e duração do
contato com a mucosa).
Barreiras antirrefluxo:
Esfíncter esofagiano inferior (EEI) - musculatura lisa circular que permanece fechado em repouso e se abre durante a
deglutição e os relaxamentos transitórios. Portanto, exerce uma barreira contra o refluxo através de sua contração tônica.
Fatores Periesfincterianos - estruturas circunvizinhas ao EEI também auxiliam o seu fechamento:
o Pinçamento diafragmático;
o Incisura cardíaca (ângulo de hiss);
o Roseta mucosa;
o Ligamento frenoesofágico.
Clareamento Esofágico:
Capacidade do esôfago de permanecer sempre vazio, evitando o contato das substâncias oriundas do estômago com a mucosa.
Possível graças à presença de ondas peristálticas, que propagam adiante qualquer conteúdo refluído, e da saliva, que tem o poder
induzir novas ondas peristálticas e de neutralizar parte da acidez gástrica.
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Resistência da Mucosa:
Principais elementos que garantem proteção da mucosa contra os íons H +, são:
Membrana celular;
Fortes junções celulares do epitélio esofagiano e o muco intercelular;
Sistemas tampão intra e extracelulares que visam neutralizar a acidez.
CLÍNICA
As crianças manifestam episódios de vômitos diários, contínuos ou intervalados com períodos de acalmia. Algumas se apresentam
extremamente irritadas. Quando estes episódios são intensos, há perda de peso e déficit de crescimento.
Se o material refluído ganha a árvore traqueobrônquica, pode haver desenvolvimento de faringite, laringite, traqueíte, bronquite,
pneumonias de repetição até crises de apneia. Os sintomas respiratórios são mais frequentes durante o sono.
Crianças maiores podem queixar-se de sintomas como azia, queimação retroesternal, disfagia consequentes à esofagite.
Um sangramento de pequena monta por longos períodos leva à depleção de ferro e ao desenvolvimento de anemia.
A SÍNDROME DE SANDIFER é caracterizada pela postura anormal da cabeça e pescoço, que permanecem em hiperextensão na
tentativa de evitar o refluxo (manifestação rara).
Ruminação e síndrome da morte súbita do lactente também são descritas.
A ALERGIA ALIMENTAR também é uma condição que pode se manifestar através de vômitos, logo, é um importante diagnóstico
diferencial. Suspeitamos desta hipótese sempre que houver resposta ruim às medidas antirrefluxo, resposta ruim ao uso de
medicamentos, associação com colite, constipação, eczema e alergia respiratória e história familiar de alergias.
COMPLICAÇÕES
ESOFAGITE DE REFLUXO - Os principais agentes agressores à mucosa são a acidez gástrica, a pepsina e os sais biliares. A própria
inflamação mucosa faz alterar a motilidade do órgão, diminuindo a eficácia da peristalse e com isso a eficácia dos mecanismos
protetores. Gera-se assim um ciclo vicioso que promove a autoperpetuação da agressão.
ÚLCERAS - As úlceras são verificadas no esôfago distal e levam frequentemente a sangramento. A cura é seguida geralmente de
estreitamento.
ESTENOSE DE ESÔFAGO - Uma grave complicação, geralmente se instala após anos de doença, preferencialmente na JEG.
Manifesta-se com disfagia, dor ao deglutir, inicialmente para sólidos, depois para pastosos e finalmente para líquidos. Em casos
graves os vômitos se tornam muito frequentes.
HEMORRAGIA - Erosões da mucosa e úlceras podem levar ao sangramento, cujo volume varia desde pequenas estrias de sangue
detectadas no vômito até hematêmeses e melena.
ASPIRAÇÃO PULMONAR - A micro aspiração de conteúdo gastroesofágico. Geralmente, acontece à noite durante o decúbito
dorsal e deve sempre ser suspeitada diante de uma criança que acorda tossindo à noite ou que apresenta sintomas respiratórios
de repetição, sem outra causa justificável aparente.
ESÔFAGO DE BARRET - Substituição do epitélio esofagiano (escamoso) pelo intestinal (colunar), com grande potencial para
degeneração maligna, sendo um precursor do adenocarcinoma de esôfago em adultos.
DIAGNÓSTICO COMPLEMENTAR
RADIOGRAFIAS CONTRASTADAS (SERIOGRAFIA ESÔFAGO-ESTÔMAGO-DUODENO): Auxiliam no estudo da acalasia, constrições
e estenoses de esôfago, hérnia de hiato e obstruções ao trato de saído do estômago e intestino. O objetivo principal deste exame
é avaliar a deglutição e anormalidades anatômicas.
CINTILOGRAFIA ESOFÁGICA COM TECNÉCIO 99: Avalia esvaziamento gástrico e microaspiração pulmonar.
PHMETRIA: Colocação de uma sonda através no nariz e posicionada na parte distal do esôfago durante 24 horas. Nas crianças com
RGE há queda do pH entre uma refeição e outra, com traçado característico que não aparece no refluxo isolado.
ENDOSCOPIA COM BIÓPSIA: Possibilita a visualização da mucosa, identificação de sinais de inflamação, estenoses e esôgafo de
Barret.
TESTE TERAPÊUTICO COM INIBIDOR DA BOMBA DE PRÓTONS: Falhas ao responder a esta medida implicam a realização de exa-
mes complementares adicionais.

TRATAMENTO
Terapia conservadora e alteração do estilo de vida são as bases do tratamento. Orientação aos pais, postura do bebê e manejo
dietético. Entretanto, nos casos de DRGE muitas vezes faz-se necessário o uso de medicações.
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PROCINÉTICOS: Aumentam a pressão no EEI e aceleram o tempo de esvaziamento gástrico.
Domperidona (Motilium®): Não atravessa a barreira hemato-encefálica, logo, não provoca efeitos extra- piramidais. É
bem tolerada, mas, apesar de sua boa resposta da DRGE em adultos, sua eficácia na população pediátrica é controversa.
o Suspensão 1mg/ml:
 0,25 mg/kg/dose, VO, 8/8h ou 6/6h.
REDUTORES DA ACIDEZ GÁSTRICA: Restringidos à população que apresenta sinais endoscópicos sugestivos de esofagite.
ANTAGONISTAS DOS RECEPTORES H2 – Amplamente utilizados e eficazes no tratamento da esofagite leve a moderada.
o Ranitidina (Label®) - Xarope 15mg/ml
 Neonatos: 2mg/kg/dose, VO, a cada 12h;
 Crianças: 4-5mg/kg/dia, VO, a cada 12h.
o Ranitidina (Label®) - Gotas 40mg/ml (2mg/gota)
 2 a 8 mg/kg/dia de 12/12h
INIBIDORES DA BOMBA DE PRÓTONS (IBPS) - Drogas muito eficazes no tratamento da esofagite.
o Omeprazol – Frasco-Ampola 40mg/10ml
 0,2 a 3,5mg/kg/dia, IV/VO, a cada 24h.
o Omeprazol – Comprimido revestido 10, 20, 40mg // cápsula 10 e 20mg
 1mg/kg/dia 1x/dia 30 minutos antes do café da manhã, em jejum.
 Usar o Losec mups® - Diluir o conteúdo de uma cápsula de 10mg em 10ml de AD (1mg/ml) e fornecer
1mg/kg/dia.
CIRURGIA
A fundoplicatura está reservada aos casos que não respondem ao tratamento medicamentoso e que apresentam graves
complicações esofagianas (ex: estenose), respiratórias e nutricionais (ex: desnutrição grave).
Cirurgia de Nissen (360°) ou de Thal (180°) e pode ser realizada também uma piloroplastia para melhorar esvaziamento gástrico.
Correção das anomalias anatômicas.
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MEDICINA

RESUMO - UTIN

Ketoly Pascoal Colati


11º Período
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GASOMETRIA ARTERIAL
VALORES DE REFERÊNCIA
pH = 7,35 a 7,45 PCO2 ↑ = Acidose
BIC = 22 a 26 PCO2 ↓ = Alcalose
PCO2 = 35 a 45
BE = + 3 a – 3 BIC ↑ = Alcalose
BIC ↓ = Acidose

←←← METABÓLICO │7,35 ● 7,45│ RESPIRATÓRIO →→→


(BIC) (PCO2)

SEQUÊNCIA PARA ANÁLISE DA GASOMETRIA

1º - pH (7,35 – 7,45)
NORMAL – Entre 7,35 – 7,45
ÁCIDO – Abaixo de 7,35
BÁSICO – Acima de 7,45

2º - BIC (22 – 26)


Se NORMAL, seguir com a sequência de análise
OBS.: 60% do PCO2 é metabólico
Se ALTERADO realizar os seguintes cálculos para encontrar o PCO2 real:
40% do PCO2 é respiratório
o Acidose (↓) → (BIC x 1,5) + 8 = ± 2
o Alcalose (↑)→ BIC + 15 = ± 2 HCO3- + H+ → CO2 + H2O

3º - PCO2 (SEMPRE comparar com os valores encontrados nas fórmulas acima)


NORMAL
ÁCIDO (↑)
BÁSICO (↓)

4º - BE (+3 a -3)
NORMAL = Distúrbio Respiratório (AGUDO)
ALTERADO = Distúrbio Metabólico
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DISTÚRBIOS RESPIRATÓRIOS DO RECEM NASCIDO


O QUE NÃO DEVE SER ESQUECIDO
APNÉIA
Ausência de respiração > 20 segundos + Bradicardia
< 34 semanas
Metilxantina (CAFEÍNA)
o Dose de ataque de 20 mg/kg
o Dose de Manutenção 5 mg/kg
Quando passar de CPAP para ventilação mecânica?
o 2 a 3 apneia/ hora ou 1 apneia com VPP.

TAQUIPNÉIA TRANSITÓRIA DO RN
Autolimitado – 72h
Brando
Parto Cesária
Rx: Infiltrado intersticial difuso
Tratamento = Suporte

SÍNDROME DO DESCONFORTO RESPIRATÓRIO


↓ Idade Gestacional ----- ↑ Chance de desenvolver a patologia
Grave e longa duração
Rx: Vidro moído ou vidro fosco
Tratamento: VM + surfactante exógeno
Sequela: Displasia boncopulmonar

SÍNDROME DE ASPIRAÇÃO MECONIAL


Pacientes a termo e pós termo
Sofrimento fetal ----- Mecônio
Grave
RX: Infiltrado grosseiro / Pneumatocele
Consequência:
o Pneumonia
o Hipertensão Pulmonar ----- Tratamento: Óxido Nítrico / Milrinona / Sildenafila
Protocolo de reanimação.
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SEPSE NEONATAL

O QUE NÃO DEVE SER ESQUECIDO


SEPSE PRECOCE ou IRAS – POM SEPSE TARDIA ou IRAS OH
o ≤ 48h o > 48h
o Branda o Grave
o Germe: Estreptococo do grupo b o Germe hospitalar
(egb, s. Agalactie) e a escherichia coli.
o Ampicilina + Gentamicina

TRIAGEM INFECCIOSA:
Hemograma
Hemocultura
PCR

RN SEM FATOR DE RISCO - CONDUTA


ASSINTOMÁTICO – NADA
SINTOMÁTICO – Realizar em 12h triagem infecciosa = (+) ATB empírico (Ampicilina + Gentamicina) durante 7 dias
= (-) NADA
OBS.: Repetir exames no D3 e no D7 de ATB.

RN COM FATOR DE RISCO - CONDUTA


ASSINTOMÁTICO – Realizar em 12h triagem infecciosa = (+) ATB empírico (Ampicilina + Gentamicina) durante 7 dias
= (-) NADA
SINTOMÁTICO – Realizar Hemocultura + ATP profilático na 1ª hora, após 12h
→ Realizar triagem infecciosa = (+) ATB empírico (Ampicilina + Gentamicina) durante 7 dias
= (-) Manter ATB por 48/72h e repetir a Triagem,
→ Se Triagem = (+) Completar esquema de ATB
= (-) Suspender ATB

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