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IGREJA PRESBITERIANA EM MUTUÁ P á g i n a | 1

Lição 01 – A Comunhão e a Mutualidade Cristã


Rua Rodrigo de Carvalho, nº 215 – Mutuá - São Gonçalo/RJ
CEP: 24.460-440

Pastor: Rev. André Arêa

LEITURA DIÁRIA
Segunda A Excelência da União.............................Salmo 133
TEXTO Terça Membros do Corpo.................................1ª Coríntios 12.14-26
BÁSICO Quarta O Serviço dos Santos...............................Efésios 4.7-16
Quinta Uns Para Com os Outros.........................1ª Pedro 4.7-11
ROMANOS Sexta Oração Pela Comunhão...........................João 17
12.5 Sábado Perseverando a Comunhão......................Efésios 4.1-6
Domingo A Importância dos Dons...........................1 ª Coríntios 12.1-11

OBJETIVO DA LIÇÃO
Decidir praticar os mandamentos mútuos, a fim de proporcionar o prazer da comunhão cristã.

INTRODUÇÃO
A igreja é a família de Deus. E a essência da família é o relacionamento entre os irmãos. É por isso que o
salmista exclama: “Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos” (Sl 133.1). Viver unido é viver
em comunhão com o Pai e com os irmãos.
Charles R. Swindoll afirma que uma família forte possui seis qualidades principais: é comprometida com
a família, gasta tempo junta, tem boa comunicação familiar, expressa apreciação um ao outro, tem um
compromisso espiritual e é capaz de resolver os problemas nas crises. Estas qualidades podem ser resumidas
em duas palavras: comunhão e mutualidade. Podemos aplicar estas mesmas qualidades para uma igreja forte,
pois, a igreja é uma família de famílias. Uma igreja que não desenvolve estas qualidades, vive uma crise de
comunhão.
Iniciamos hoje, um curso sobre como resolver a crise de comunhão da igreja. Esperamos que você
embarque conosco nesta aventura.

1. O Conceito Bíblico de Comunhão


A palavra comunhão é a tradução da palavra grega “koinonia”, que significa parceiro, “companheiro
ou participante”. Trata-se de um termo tipicamente paulino, aparecendo 13 vezes nos seus escritos.
Lowell Bailey resume: “a comunhão tem a ver com aquela relação pessoal que os cristãos gozam com
Deus e uns com os outros, em virtude de serem unidos a Jesus Cristo. Quem estabeleceu essa relação foi o
Espírito Santo, que habita em todo cristão, unindo-o a Cristo e a todos os que são de Cristo. Essa relação se
expressa de diversas maneiras, entre as quais: compartilhar bens materiais, cooperar na obra do Evangelho,
e manter a unidade e o amor entre os cristãos”.
A comunhão cristã tem algumas características principais: comunhão espiritual ou a dedicação de um
tempo para orar, estudar a Bíblia, adorar e partir o pão (At 2.42); compartilhar as necessidades materiais uns
dos outros (At 4.32; 2 Co 8.3-4); cooperação na obra missionária (Fp 1.5); união e unidade quanto aos alvos e
propósitos espirituais (At 2.46 e 2 Co 13.13).
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2. A Mutualidade Cristã
A palavra mutualidade não existe na Bíblia. É um termo da língua portuguesa para descrever o dever que
cada crente tem para com o outro, enquanto membro da família de Deus. Mutualidade origina-
se da expressão bíblica “uns para com os outros”. (Rm 12.5). Lowell Bailey diz: “O termo mutualidade se
refere às expressões recíprocas, ou seja, àquelas frases do N. T. onde aparecem as palavras uns aos outros.
Descrevem situações em que o cristão A faz algo pelo cristão B; e o B, por sua vez, se dispõe a fazer a mesma
coisa em favor do irmão A. As expressões recíprocas do N. T. - podemos chamá-las de mandamentos recíprocos
- indicam as nossas obrigações mútuas e as nossas oportunidades de expressar a vida em comum, a nossa
mutualidade.”
Estes mandamentos recíprocos indicam não apenas o que devo fazer, mas também o que não devo fazer,
a fim de preservar a comunhão e a unidade da família e do corpo de Cristo. Dos trinta e seis mandamentos
mútuos existentes no Novo Testamento, destacaremos vinte e cinco mandamentos, conforme uma divisão
proposta por Lowell Bailey:
• Amem-se uns aos outros (Rm 12.10)
• Aceitem-se uns aos outros (Rm 15.7)
• Saúdem-se uns aos outros (2 Co 13.12)
• Cuidai uns dos outros (1 Co 12.25)
• Sujeitem-se uns aos outros (Ef 5.21- 22)
• Suportem-se uns aos outros (Cl 3.13)
• Não tenham inveja uns dos outros (Gl 5.26)
• Deixem de julgar uns aos outros (Rm 14.13)
• Não se queixem uns dos outros (Tg 5.9)
• Não falem mal uns dos outros (Tg 4.11 )
• Não mordam e devorem uns aos outros (GI 5.15)
• Não provoquem uns aos outros (Gl 5.26)
• Não mintam uns aos outros (Cl 3.9)
• Confessem os seus pecados uns aos outros (Tg 5.16)
• Perdoai-vos uns aos outros (Tg 5.15)
• Edifiquem-se uns aos outros (1 Ts 5.11 )
• Ensinem uns aos outros (Cl 3.16)
• Encorajem uns aos outros (At 13.15)
• Aconselhem-se uns aos outros (1 Ts 5.12)
• Cantem uns para os outros (Cl 3.16)
• Sirvam uns aos outros (1 Pe 4.10)
• Levem as cargas uns dos outros (Gl 6.2)
• Hospedem uns aos outros (1 Pe 4.9)
• Sejam bondosos uns para com os outros (Ef 4.32)
• Orem uns pelos outros (Tg 5.16)

3. A Mutualidade é a Base do Ministério da Igreja


A igreja manifesta a sua comunhão com Deus, e entre os irmãos, por meio da
mutualidade. Comunhão se traduz em mutualidade. Podemos afirmar que a mutualidade é a vida da Igreja.
Lowell Bailey afirma que a mutualidade é o coração do ministério da Igreja. Ele exemplifica pelo gráfico a
seguir:
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A Glória de Deus

Ministério Ministério
de de
Evangelização Compaixão

Ministério Ministério Interdependente Ministério


de Mutualidade de
Adoração Serviço pelo uso dos dons Adoração

Liderança coletiva (pessoas espiritualmente qualificadas)


- Servindo de exemplos
- Estabelecendo as Estruturas dos ministérios
- Mantendo disciplina; restaurando os disciplinados

- Supremo pastor
Jesus Cristo
- Cabeça da Igreja, Corpo seu

3.1. Observe o lugar central dos ministérios interdependentes, os quais são vitalizados pelo coração
pulsando bem no centro.
3.2. A BASE da igreja toda é o Senhor Jesus (1 Co 3.11). Quando o Espírito nos faz nascer de novo, é
pela união com Cristo que recebemos a vida de Deus. O Espírito nos batiza quando fazemos parte do Corpo, a
Igreja, da qual Cristo é Cabeça (1 Co 12.12-13).
3.3. Cristo é o Supremo Pastor (Jo 10.11; 1 Pe 5.4), mas exerce a sua autoridade por meio do
MINISTÉRIO DE LIDERANÇA (ver o 2º nível do gráfico). Os líderes são os principais responsáveis (Hb
13.17) pela manutenção da pureza do testemunho da igreja, o que inclui a disciplina (1 Ts 5.12-14; 1 Co 5.9-
13) e a restauração dos disciplinados (Gl 6.1; 2 Co 2.5-8). Tudo isso se inclui no termo pastorear (At 20.28).
Os líderes gerais da igreja são instrumentos que Cristo usa para preparar (Ef 4.11-13) todos os membros para a
obra do ministério. OS MINISTÉRIOS INTERNOS (nível 3 do gráfico) incluem os aspectos vertical
(olhando para Deus) e horizontal (para os irmãos). OS MINISTÉRIOS EXTERNOS (4º nível do gráfico)
estão relacionados com o mundo.
3.4. O resultado de tudo isso é que essa igreja local atinge o seu ALVO GERAL: GLORIFICAR A
DEUS (ápice, telhado, do gráfico - Rm 11.36).

PARA PENSAR E PRATICAR

Precisamos combater a crise de comunhão em nossa igreja. O remédio para esta crise é a prática da
mutualidade, isto é, todos os irmãos envolvidos em servir uns aos outros. Todos participando de modo feliz e
eficiente, dos ministérios coletivos da igreja. Cada cristão praticando o seu dom espiritual.
A atração de uma igreja está também na maneira como os irmãos se relacionam. Lembre-se que uma
pessoa sempre optará por uma igreja que o recebe bem. Ninguém consegue ficar numa igreja onde não se
estabelece relacionamento ou amizade.

PONTOS PARA DISCUTIR


1. O que é a comunhão cristã?
2. Qual a relação entre a comunhão e a mutualidade?
3. Qual a importância da mutualidade para a vida de uma igreja?