Você está na página 1de 17

CEFET/RJ – CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO

TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA


CAMPUS ANGRA DOS REIS – ENGENHARIA MECÂNICA

IMPACTO DE UM JATO D’ÁGUA

Mecânica dos Fluidos –


Relatório experimental.
Docente: Dr. Jesús Puente.

Discentes: John Santos, Niander Martins,


Rogério Junior, Wellen Carvalho.

SETEMBRO DE 2018 - ANGRA DOS REIS


SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO................................................................................................03

1.1 OBJETIVOS......................................................................................04

2 MATERIAIS E MÉTODOS..............................................................................05

2.1 EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E FERRAMENTAS........................05


2.2 DESCRIÇÃO DO EQUIPAMENTO ..................................................05
2.3 PROCEDIMENTO.............................................................................06

3 ANÁLISE DE DADOS.....................................................................................09

3.1 EQUAÇÕES ÚTEIS PARA A ANÁLISE DOS DADOS.....................09


3.2 DADOS COLETADOS EM LABORATÓRIO.....................................10

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES....................................................................12

5 QUESTÕES ADICIONAIS PARA DISCUSSÕES...........................................15

6 CONCLUSÃO.................................................................................................16

7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...............................................................17
1 INTRODUÇÃO

A quantidade de movimento tem de um corpo tem por definição ser a


resultante do produto da massa do corpo pela sua velocidade. E segunda a
segunda lei de Newton a força resultante que atua sobre um corpo em
movimento é igual o produto da sua massa pela aceleração do corpo.
(VILANOVA, 2011)

𝐹 = 𝑚𝑎 (𝑒𝑞𝑢𝑎çã𝑜 1)

Como a aceleração é igual à taxa de variação do tempo da velocidade


do corpo em movimento, entre dois pontos, pode-se escrever a seguinte
equação como:

∆𝑉 𝑉2− 𝑉1
𝑎= = (𝑒𝑞𝑢𝑎çã𝑜 2)
∆𝑡 ∆𝑡

Em que na Mecânica dos Fluidos 𝑉1 e 𝑉2 “são velocidades de um


elemento de massa fluida em duas posições de uma linha de fluxo do
escoamento e ∆t é o tempo que esse elemento da massa fluida leva para
percorrer o trajeto entre essas duas posições.” (VILANOVA, 2011)

Assim, pode-se rescrever a equações 1 de tal forma:

∆𝑉 𝑚𝑉2− 𝑚𝑉1
𝐹=𝑚 = (𝑒𝑞𝑢𝑎çã𝑜 3)
∆𝑡 ∆𝑡

Onde a equação 3 demostra que a força resultante que atua sobre um


fluido é igual a variação do tempo da quantidade de movimento de um
elemento.

Reformulando esta equação para um fluido de regime permanente,


obtemos a equação da quantidade de movimento para um volume de controle:

𝐹 = 𝑚̇(𝑉2− 𝑉1 ) (𝑒𝑞𝑢𝑎çã𝑜 4)
(VILANOVA, 2011)
O estudo da ação das forças sobre superfícies solidas devido ao
escoamento de fluido possui grande aplicação pratica. Como exemplo temos a
turbina tipo Pelton, grandemente usadas no mundo para gerar energia. Nesta,
um ou mais jatos de água são direcionados tangencialmente para palhetas ou
baldes que são presos na borda do disco da turbina. O impacto da água nas
palhetas gera um torque na roda, fazendo com que ela gire e desenvolva
energia. Aparentemente, o conceito é simples porem gera grande eficiência
energética. Neste caso, pode ser gerado eficiência de 100MW como também
eficiências hidráulicas superiores a 95%, o que não são incomuns. (FYRILLAS,
2010)
Para prever a saída da Pelton, e saber sua velocidade rotacional ideal, e
necessário que tenha o entendimento da deflexão do jato que gera forca nas
palhetas, e como esta força se relaciona a taxa de fluxo de momento no jato.
Assim, este trabalho tera por experimento medir a força gerada por um jato de
agua que atinge uma placa hemisferica e outra placa plana. E por fim,
comparar os resultados com o fluxo de momento no jato. (FYRILLAS, 2010)
A figura 1 representes o esquema de uma Turbina Pelton, utilizado em
hidroelétricas brasileiras. Verifica-se que que o jato que sai do injetor atinge a
pá e o seu movimento segue o caminho do perfil da peça. (VILANOVA, 2011)

Figura 1 - Turbina Pelton. (Fonte: VILANOVA, 2011.)

1.1 OBJETIVOS

Investigar a relação entre a força produzida pela variação de momento


do impacto de um jato de agua em placas com angulações diferentes, usando
a segunda lei de Newton.
2 MATERIAIS E MÉTODOS

Serão apresentados os equipamentos, materiais e ferramentas utilizadas


no experimento. Também será descrito e mostrado como é o aparato e todo o
procedimento de realização do experimento.

2.1 EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E FERRAMENTAS

 Equipamento impacto de Jato (h8);


 Água;
 Placa de perfil semiesférico;
 Placa plana;
 Cronômetro;
 Massa móvel;
 Viga pivotada.

2.2 DESCRIÇAO DO EQUIPAMENTO

O equipamento tem por proposito mostrar a força produzida pelo jato de


água quando este atinge uma placa plana ou com certa angulação, para que se
possa comparar esta força com a taxa de fluxo de momento do jato.
(TECQUIPMENT)
O equipamento impacto de um jato consiste de um cilindro transparente
contendo um bocal vertical angular e uma placa de teste – Figura 2. O cilindro
está montado em cima da bancada hidráulica. Já o bocal, abastecido pela
bancada hidráulica, produz uma alta velocidade de jato de água e atinge placa
de teste. Esta placa se conecta ao conjunto de feixe de pesagem peso Jockey
que mede a força do jato. Um tubo de drenagem na base do cilindro direciona a
água de volta para a bancada hidráulica, permitindo medição precisa da taxa
de fluxo – Figura 3. (TECQUIPMENT)
Neste presente trabalho foi-se utilizado placa de angulação 90° como
também a de 180°.
Figura 2 –Equipamento H8 – Figura 3 - Conjunto completo -
Impacto de um jato. Montado com Equipamento H8 conectado a bancada
um uma placa semiesférica. hidráulica. (Fonte: TecQuipment)
(Fonte: TecQuipment)

2.2 PROCEDIMENTO

O seguinte experimento foi realizado através do equipamento H8 –


impacto de um jato. Este estava conectado a sua bancada hidráulica onde era
ajustado a vazão do fluxo de água.

O experimento era seguido das seguintes etapas:


 Escolha do perfil da placa de deflexão desejada (inicialmente foi
usado a plana - 90°, seguida da semiesférica -180°);
 Posicionamento da placa ou copo semiesférico no lugar
determinado – no centro da superfície superior do cilindro
transparente;
 Com o sistema em repouso (na ausência de jato d’água), deve-se
posicionar a massa móvel em cima da viga pivotada de
carregamento;
 Regular a vazão para a máxima possível, mantendo-se a válvula
reguladora de fluxo de água da bancada hidráulica aberta;
 Alinhar o indicador de posição de equilíbrio (batente) com a marca
da plataforma superior. Onde o pino do batente deve ser colocado
no meio, tendo assim o equilíbrio;
 Após posição encontrada, e equilíbrio do sistema mantido, fechar
a válvula de drenagem (um cano em pvc) do reservatório, para
que a água encha o mesmo;
 Cronometrar o tempo que leva para o reservatório ser preenchido
até 5L – fazer essa medição para as 8 posições determinadas;
 Diminuir a vazão, recolocar a massa móvel em equilíbrio e repetir
o procedimento de encher a balança e cronometrar;
 Anotar todos os valores apresentados de posição e tempo a cada
medição e observar o formato do jato defletido.

Como descrito, o registro da bancada hidráulica foi aberto a sua máxima


vazão, e seguidamente ajustado até entrar em equilíbrio com a massa e a
deflexão na placa. Assim, foi encontrado 120mm (distância máxima de
equilíbrio) para a placa de perfil plano e 224mm para a placa de perfil
semiesférico.
Para diminuir a porcentagem de erro, foram coletadas 8 medições para
cada placa, e suas distâncias máximas da massa ao centro do jato foram
dividida em 8 partes iguais. Ou seja, para a placa de perfil plano, a distância Y,
foi diminuindo 15mm (120mm, 105mm …). E para a placa perfil semiesférico, Y
foi diminuindo 28mm (224mm, 196mm, ...).
Observou-se que quanto mais perto do eixo o peso ficava, menos vazão
era necessária e consequentemente demandava mais tempo para que o
reservatório fosse preenchido até 5 litros.
Vale ressaltar que, de primeira instância a placa semiesférica
demonstrou ser ligeiramente mais eficiente que a placa plana, visto pelo tempo
gasto para encher o reservatório de ambas.
Em cada etapa, a vazão era ajustada para a distância exata do equilíbrio
entre massa e equipamento H8. Portanto, o experimento permaneceu em
trabalhar com a distância da massa ao centro do jato e o tempo que demorava
para o reservatório atingir 5L (para se calcular a vazão). Destacando que o
peso foi o mesmo para todo o experimento, e nenhum foi adicionado em
conjunto a este.
É necessária atenção para o passo de ajustagem da vazão – para
realização de uma nova medição. Pois pode ocorrer erros, como o de paralaxe
quando se equilibra a massa móvel, por exemplo.
Para um bom andamento do experimento, recomenda-se que as tarefas
(equilibrar massa móvel, regular vazão do fluxo de água, cronometrar) sejam
dividas entre os integrantes.

Figura 4 - Equilíbrio da massa móvel. Observe o


pino do batente, que está no ponto médio.
(Fonte: Autores.)
3 ANÁLISE DE DADOS

3.1 EQUAÇÕES ÚTEIS PARA A ANÁLISE DOS DADOS


A seguir serão apresentadas as equações que serão utilizadas
para analisar os dados obtidos no experimento. Que são as de vazão
volumétrica, vazão mássica, cálculos das forças, velocidades e taxa de
entrega de momento.
As equações aqui mostradas, darão suporte para serem
calculados os valores necessários para montagem das tabelas e
gráficos, que serão mostrados no tópico RESULTADOS E DISCUSSÕES.

 Cálculo Vazão volumétrica e Vazão mássica

Para obter o valor de vazão volumétrica, usa-se a seguinte


equação:

𝐕𝐨𝐥𝐮𝐦𝐞 𝐝𝐞 á𝐠𝐮𝐚 (𝐋)


𝐐= ∗ 𝟏𝟎−𝟑
𝐓𝐞𝐦𝐩𝐨 (𝐬)
Onde o 10-3 é o fator de conversão de litros para metros cúbicos. A unidade de
medida será dada em metros cúbicos por segundo [m³/s].

Já para obter a Vazão Mássica, utiliza-se:

𝐦̇ = 𝐐 ∗ 𝛒
Levando em consideração que o valor da densidade da água é 𝝆 =
𝟏𝟎𝟎𝟎𝐊𝐠/𝐦³.Aqui, a unidade de medida será dada em quilogramas por
segundo [kg/s].

 Cálculo das Velocidades (u e u0)

A velocidade de saída do bico, u, pode ser calculada através da


equação abaixo – fornecida pelo roteiro do experimento.
𝐮 = 𝟏𝟐, 𝟕𝟓𝐦̇
Já para calcular a velocidade, u0, do jato quando ele é defletido pela pá,
basta utilizar a seguinte equação:

𝐮𝟐𝟎 = 𝐮𝟐 − 𝟎, 𝟔𝟖𝟕
Logo para obter u0, aplica-se a raiz quadrada:

𝐮𝟎 = √𝐮𝟐 − 𝟎, 𝟔𝟖𝟕

 Cálculo das Forças e Quantidade de Momento

Para calcular a força causada pelo impacto de um jato de água sobre as


pás (plana e semiesférica), utilizando os dados coletados em laboratório, faz-se
uso das equações fornecidas no roteiro experimental, também descritas logo
abaixo. Onde tem-se o princípio de variação de momento aplicada.

Perfil Equação da Força


Pá Plana 𝑚̇𝑢0
Pá semiesférica 2𝑚𝑢̇ 0

E realizando os Somatório de momentos em relação ao pivô podemos


obter a força necessária para se manter a viga em equilíbrio como se segue na
equação abaixo.
𝐅 ∗ 𝟎, 𝟏𝟓 = 𝟎, 𝟔 ∗ 𝐠 ∗ 𝐲
𝐅=𝟒∗𝐠∗𝐲

Onde g é a aceleração da gravidade e y são as distâncias do pivô até o


centro da massa, na viga.

3.2 DADOS COLETADOS EM LABORATÓRIO

Serão mostrados a seguir, os dados obtidos em laboratório. Que são a


quantidade de medições, o tempo de cada medição em segundos, a distância
do centro da massa móvel em milímetros, o volume coletado em litros. As
informações estão divididas e descritas em tabelas para cada tipo de perfil da
placa – plana e semiesférica.
Experimento 01 – (Placa Plana)
Medições Tempo (s) Y (mm) Volume (L)
1 7,59 120 5
2 7,91 105 5
3 8,81 90 5
4 9,52 75 5
5 10,89 60 5
6 12,00 45 5
7 14,56 30 5
8 19,52 15 5
Tabela 1 – Dados coletados para o Experimento 01 – Placa de perfil plano.

Experimento 02 – (Placa Semiesférica)


Medições Tempo (s) Y (mm) Volume (L)
1 7,41 224 5
2 7,71 196 5
3 8,5 168 5
4 9,27 140 5
5 10,26 112 5
6 12,42 84 5
7 14,53 56 5
8 20,87 28 5
Tabela 2–Dados coletados para o Experimento 02 – Placa de perfil semiesférico.
4 RESULTADOS E DISCUSSÕES

Nas tabelas e gráficos a seguir, serão mostrados os resultados obtidos


através do uso das equações e dados coletados, já apresentados
anteriormente.
Os resultados encontrados são: vazão volumétrica, vazão mássica,
velocidades (u e u0) e as forças.
Estão dispostos em duas tabelas, onde a Tabela 3 é referente à placa
de perfil plano e a Tabela 4 ao perfil semiesférico.

Experimento 01 (Placa Plana)


Quant Tempo Y Volume Vazão Vazão Mássica
u (m/s) u0 (m/s) mu0 (N) F(N)
(kg) (s) (mm) (L) (m³/s) (kg/s)
5 7,59 120 5 0,000658762 0,658761528 8,399209 8,3582127 5,50607 4,7088
5 7,91 105 5 0,000632111 0,632111252 8,059418 8,0166842 5,06744 4,1202
5 8,81 90 5 0,000567537 0,567536890 7,236095 7,1884683 4,07972 3,5316
5 9,52 75 5 0,000525210 0,525210084 6,696429 6,6449346 3,48999 2,9430
5 10,89 60 5 0,000459137 0,459136823 5,853994 5,7950195 2,66071 2,3544
5 12,00 45 5 0,000416667 0,416666667 5,312500 5,2474428 2,18643 1,7658
5 14,56 30 5 0,000343407 0,343406593 4,378434 4,2992656 1,47640 1,1772
5 19,52 15 5 0,000256148 0,256147541 3,265881 3,1589523 0,80916 0,5886
Tabela 3 – Resultados obtidos para o Experimento 01 – Placa de perfil plano.

Experimento 02 (Placa Semiesférica)


Vazão
Quant Y Volume Vazão
Tempo(s) Mássica u (m/s) u0 (m/s) mu0 (N) F (N)
(kg) (mm) (L) (m³/s)
(kg/s)
1 7,41 224 5 0,000674764 0,674763833 8,603239 8,5632190 11,55630 8,7898
2 7,71 196 5 0,000648508 0,648508431 8,268482 8,2268343 10,67034 7,6910
3 8,50 168 5 0,000588235 0,588235294 7,500000 7,4540593 8,76948 6,5923
4 9,27 140 5 0,000539374 0,539374326 6,877023 6,8268910 7,36450 5,4936
5 10,26 112 5 0,000487329 0,487329435 6,213450 6,1579188 6,00187 4,3949
6 12,42 84 5 0,000402576 0,402576490 5,132850 5,0654863 4,07849 3,2962
7 14,53 56 5 0,000344116 0,344115623 4,387474 4,3084719 2,96522 2,1974
8 20,87 28 5 0,000239578 0,239578342 3,054624 2,9400216 1,40873 1,0987

Tabela 4 – Resultados obtidos para o Experimento 02 – Placa de perfil semiesférico.


Agora, serão apresentados os gráficos obtidos a partir dos resultados
tabelados. Os três seguintes gráficos, mostram a relação da força desenvolvida
sobre as pás. O gráfico 1 é com a pá em perfil plano e o gráfico 2
semiesférico. Já o gráfico 3 permite ver a comparação entre as forças, obtidas
pelas duas tabelas.

Pá - Perfil Plano
5,0000
4,5000
Força sobre a pá F(N)

4,0000
3,5000
3,0000
2,5000
2,0000
1,5000
1,0000
0,5000
0,0000
0,00000 1,00000 2,00000 3,00000 4,00000 5,00000 6,00000

mu0 [Kg*m/s²]

Gráfico 1 – Força desenvolvida sobre a pá – perfil plano.

Pá - Perfil Semiesférico
10,0000
9,0000
Força sobre a pá F(N)

8,0000
7,0000
6,0000
5,0000
4,0000
3,0000
2,0000
1,0000
0,0000
0,000 2,000 4,000 6,000 8,000 10,000 12,000

mu0 [Kg*m/s²]

Gráfico 2 – Força desenvolvida sobre a pá – perfil semiesférico.


Comparação da Força desenvolvida no perfil plano e
10,0000
semiesférico

9,0000

8,0000
Força sobre a pá F(N)

7,0000

6,0000 Pá plana (90°)

5,0000

4,0000
Pá semiesférica
3,0000 (180°)

2,0000

1,0000

0,0000
0,00000 2,00000 4,00000 6,00000 8,00000 10,00000 12,00000 14,00000

mu0 [Kg*m/s²]

Gráfico 3 –Força desenvolvida sobre as pás – perfil plano e semiesférico.

A partir dos gráficos, observa-se que à medida que a taxa volumétrica


de fluxo de momento 'Q' aumenta, a força resultante do impacto do jato na
placa plana e na placa semiesférica também aumenta, seguindo uma tendência
de uma reta.
5 QUESTÕES ADICIONAIS PARA DISCUSSÕES

1. Que sugestões você dá para melhorar o aparto?


Algumas sugestões foram discutidas e propostas. Sendo elas:

 Utilização de um sistema automático que cronometre o tempo que é


necessário para encher a “balança” até certa quantidade de massa de
água desejada – no caso, 5L;
 A utilização de uma régua com medição digital ajudaria a evitar o erro
de paralaxe;
 Aumentar o tanque cilíndrico transparente do H8. Assim, o jato de água
não bateria nas paredes do cilindro, não alterando o tempo final que a
água leva para preencher o reservatório em 5 litros, e diminuindo a taxa
de erro nos cálculos;
 Fabricação ou aquisição de aparatos com as demais geometrias
conforme indicadas no roteiro experimental.
 Aumentar a constante de rigidez da mola, para suavizar as oscilações
da viga graduada, facilitando assim a visualização do equilíbrio do
batente e diminuindo o erro de paralaxe.

2. Um jato real também se espalha e reduz sua velocidade. Qual


seria o efeito de um jato com área 10% maior e 10% mais
lento na pá comparado com o que sai do aparato?
Se 𝑢𝐼𝐼 tem área 10% maior:

𝓂̇
𝑢=
𝜌𝒜
𝑢𝐼 𝓂 𝜌𝒜1,1
= × ⟹ 𝑢𝐼 = 1,1𝑢𝐼𝐼
𝑢𝐼𝐼 𝜌𝒜 𝓂̇

Se 𝑢𝐼𝐼 é 10% mais lento

𝑈02 = 𝑈 2 − 0,687
(𝑈0 0.9)2 𝑈𝐼𝐼2 0,687
= 2− ⟹ 1,81𝑈𝐼2 = 𝑈𝐼𝐼2
𝑈02 𝑈𝐼 0,687
6 CONCLUSÃO

No experimento foram analisados os dados de dois tipos de anteparos,


um plano (ângulo de saída de 90°) e outro semiesférico (ângulo de saída de
180°), afim de comparar a força gerada pelo jato de água nos mesmos.
Através dos resultados obtidos no experimento, pode-se dizer que o
aparato com perfil semiesférico que tem a angulação maior, gerou uma força
maior devido ao surgimento de uma segunda componente de escoamento,
sendo composta por uma componente no eixo x e outra componente no eixo y,
contrário a direção do jato. Como o aparato de perfil plano gerou somente uma
componente de escoamento na direção do eixo x, a força de impacto causada
no aparato, foi menor.
Com isso, pode-se observar que a força de impacto tem uma
proporcionalidade com o ângulo de saída do escoamento, o que entra em
concordância com a segunda lei de Newton estudada.
7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

TECQUIPMENT LTC, H8: Impact of a Jet. Fluid Mechanics. Long Eaton,


Nottinggham Ngio 2an - UK

FYRILLAS, Mario M. Fluids Lab: Impact of a jet. Nicasia, Cyprus: Frederick


University Engineering: Department Mechanical Engineering, 2010.

VILANOVA, Luciano Caldeira; BRASIL, E-tec (Org.). Mecânica dos


Fluidos: Escola Tecnica aberta do Brasil -. Santa Maria - Rs: Colegio Tecnico
Industrial - UFSM, 2011.