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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

2018/2
AULA 02
ISABELA OLIVEIRA GUIMARÃES
REVISÃO AULA 01

• Importância de se conhecer o local a ser feita a instalação elétrica;


• 1ª parte: Instalações Elétricas de Baixa tensão: NBR 5410;
• Conceitos básicos:
• Energia, Potência, Corrente Elétrica e tensão. (Equações);
• Tipos de Fonte: CC e CA.

AULA 02 2
PROJETO DAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS:

• Sugestão de Leitura: Cap 3 Hélio Creder.


• Definição:
“É a previsão escrita da instalação, com todos os seus detalhes, localização dos
pontos de utilização da energia elétrica, comandos, trajeto dos condutores,
divisão em circuitos, seção dos condutores, dispositivos de manobra, carga de
cada circuito, carga total, etc.”

AULA 02 3
PROJETO DAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS:

• Memória: o projetista justifica, descreve a solução;


• Conjunto de plantas, esquemas e detalhes: contém os elementos necessários
à perfeita execução do projeto;
• Especificações: descreve o material a ser usado e normas para aplicação;
• Orçamento: quantidade e custo do material e mão de obra

AULA 02 4
PROJETO DAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS:

Ao projetar a instalação deve-se procurar atender a requisitos:


• Econômicos;
• Segurança;
• Qualidade e confiabilidade;

AULA 02 5
PROJETO DAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS:

Para execução do projeto:


1. Possuir a planta arquitetônica do local onde será feita a instalação e sua
finalidade;
2. Conhecer os recursos disponíveis;
3. Localizar a rede mais próxima e suas características;

AULA 02 6
AULA 02 7
SIMBOLOGIA

• NBR-5444: símbolos gráficos para instalações prediais;


• NBR-5446: símbolos gráficos de relacionamento usados na confecção de
esquemas;
• NBR-5453: sinais e símbolos para eletricidade.

AULA 02 8
SIMBOLOGIA

• Facilitar e padronizar a identificação dos elemento, auxiliando na execução


do projeto;
• Sempre atentar a norma vigente, ou seja verificar se houve atualização na
simbologia adotada.

AULA 02 9
AULA 02 10
NBR5444

AULA 02 11
AULA 02 12
CARGAS DOS PONTOS DE UTILIZAÇÃO
NBR 5410 ITEM 9.5: “ESTA SUBSEÇÃO CONTÉM PRESCRIÇÕES ESPECÍFICAS APLICÁVEIS A LOCAIS
UTILIZADOS COMO HABITAÇÃO, FIXA OU TEMPORÁRIA, COMPREENDENDO AS UNIDADES
RESIDENCIAIS COMO UM TODO E, NO CASO DE HOTÉIS, MOTÉIS, FLATS, APART-HOTÉIS, CASAS DE
REPOUSO, CONDOMÍNIOS, ALOJAMENTOS E SIMILARES, AS ACOMODAÇÕES DESTINADAS AOS
HÓSPEDES, AOS INTERNOS E A SERVIR DE MORADIA A TRABALHADORES DO ESTABELECIMENTO.”

AULA 02 13
CARGA DOS EQUIPAMENTOS DE UTILIZAÇÃO:

• Carga elétrica pode ser definida como a potência absorvida pelo


equipamento de utilização;
• Cada aparelho de utilização (lâmpadas, aparelhos de aquecimento ou de
resfriamento, eletrodomésticos, etc.) necessita de um valor de potencia para
que possa funcionar;
• Watts ou VA;
• Solicitada da rede de energia elétrica da concessionária.
AULA 02 14
CARGA DOS EQUIPAMENTOS DE UTILIZAÇÃO:

•A carga a considerar para um equipamento de utilização é a sua potência


nominal absorvida, dada pelo fabricante ou calculada a partir da tensão
nominal, da corrente nominal e do fator de potência;
• Em situações onde tem-se a potência nominal, valor fornecido pelo fabricante
(potência da saída), e não a absorvida, devem ser considerados o
rendimento e o fator de potência.

AULA 02 15
CARGA DOS EQUIPAMENTOS DE UTILIZAÇÃO:

• A carga a considerar para um equipamento de utilização é a sua potência


nominal absorvida, dada pelo fabricante ou calculada a partir da tensão
nominal, da corrente nominal e do fator de potência.
• Nos casos em que dada a potência nominal fornecida pelo equipamento
(potência da saída), e não a absorvida, devem ser considerados o
rendimento e o fator de potência.

AULA 02 16
CLASSIFICAÇÃO DOS TIPOS DE CARGA

Por norma (NBR 5410):


• Iluminação
• Tomadas:
• Tomadas de uso geral (televisores, eletrodomésticos, etc.) ;
• Tomadas de uso específicos (chuveiro, ar-condicionado).

AULA 02 17
AULA 02 18
ILUMINAÇÃO

• Os principais requisitos para o cálculo da iluminação estão relacionados com


a quantidade e qualidade da iluminação de uma determinada área, seja de
trabalho, lazer ou simples circulação;

AULA 02 19
CÁLCULO DA ILUMINAÇÃO:

• 1. Pela carga mínima exigida pela norma NBR 5410;


• 2. Pelo método dos Lumens;
• 3. Pelo método das cavidades zonais
• 4. Pelo método do ponto por ponto
• 5. Pelo métodos dos fabricantes: PHILIPS, GE, LUMICENTER, etc.

AULA 02 20
MÉTODO DA CARGA MÍNIMA:

• 9.5.2.1.1 Em cada cômodo ou dependência deve ser previsto pelo menos um


ponto de luz fixo no teto, comandado por interruptor.

AULA 02 21
NOTAS:

1. Nas acomodações de hotéis, motéis e similares pode-se substituir o ponto de luz


fixo no teto por tomada de corrente, com potência mínima de 100 VA, comandada
por interruptor de parede.
2. Admite-se que o ponto de luz fixo no teto seja substituído por ponto na parede em
espaços sob escada, depósitos, despensas, lavabos e varandas, desde que de
pequenas dimensões e onde a colocação do ponto no teto seja de difícil execução
ou não conveniente.
3. Sobre interruptores para uso doméstico e análogo, ver ABNT NBR 6527.

AULA 02 22
NBR5410 (9.5.2.1) ILUMINAÇÃO
• 9.5.2.1.2 Na determinação das cargas de iluminação, como alternativa à
aplicação da ABNT NBR 5413, conforme prescrito na alínea a) de 4.2.1.2.2,
pode ser adotado o seguinte critério:
a) em cômodos ou dependências com área igual ou inferior a 6 m² , deve ser
prevista uma carga mínima de 100 VA;
b) em cômodo ou dependências com área superior a 6 m² , deve ser prevista
uma carga mínima de 100 VA para os primeiros 6 m² , acrescida de 60 VA
para cada aumento de 4 m² inteiros.

AULA 02 23
NOTA:

• Os valores apurados correspondem à potência destinada a iluminação para


efeito de dimensionamento dos circuitos, e não necessariamente à potência
nominal das lâmpadas;
• A NBR 5410 não estabelece critérios para iluminação em áreas externas.

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AULA 02 25
AULA 02 26
AULA 02 27
AULA 02 28
TOMADAS DE USO GERAL (TUG)

• As tomadas de uso geral são destinadas a ligação de equipamentos


estacionários.
• Exemplo: aspiradores de pó, liquidificadores, batedeiras, televisores, etc.

AULA 02 29
DETERMINAÇÃO DE PONTOS DE TOMADA

• NBR 5410: “O número de pontos de tomada deve ser determinado em


função da destinação do local e dos equipamentos elétricos que podem ser
aí utilizados.”

AULA 02 30
DETERMINAÇÃO DE PONTOS DE TOMADA

• Banheiros: deve ser previsto pelo menos um ponto de tomada, próximo ao


lavatório. (ver 9.1);
• Cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, cozinha-área de
serviço, lavanderias e locais análogos: deve ser previsto no mínimo um
ponto de tomada para cada 3,5 m, ou fração, de perímetro, sendo que
acima da bancada da pia devem ser previstas no mínimo duas tomadas de
corrente, no mesmo ponto ou em pontos distintos;

AULA 02 31
DETERMINAÇÃO DE PONTOS DE TOMADA:

• Varandas: deve ser previsto pelo menos um ponto de tomada;


NOTA :Admite-se que o ponto de tomada não seja instalado na própria varanda,
mas próximo ao seu acesso, quando a varanda, por razões construtivas, não
comportar o ponto de tomada, quando sua área for inferior a 2 m2 ou, ainda,
quando sua profundidade for inferior a 0,80 m.

AULA 02 32
DETERMINAÇÃO DE PONTOS DE TOMADA

• Salas e dormitórios: pelo menos um ponto de tomada para cada 5 m, ou


fração, de perímetro, devendo esses pontos ser espaçados tão uniformemente
quanto possível;
NOTA: Particularmente no caso de salas de estar, deve-se atentar para a
possibilidade de que um ponto de tomada venha a ser usado para
alimentação de mais de um equipamento, sendo recomendável equipá-lo,
portanto, com a quantidade de tomadas julgada adequada.

AULA 02 33
DETERMINAÇÃO DE PONTOS DE TOMADA:

• Demais cômodos e dependências de habitação (pelo menos):


• um ponto de tomada, se a área do cômodo ou dependência for igual ou inferior a
2,25 m². Admite-se que esse ponto seja posicionado externamente ao cômodo ou
dependência, a até 0,80m no máximo de sua porta de acesso;
• um ponto de tomada, se a área do cômodo ou dependência for superior a 2,25 m²
e igual ou inferior a 6 m² ;
• um ponto de tomada para cada 5 m, ou fração, de perímetro, se a área do cômodo
ou dependência for superior a 6 m² , devendo esses pontos ser espaçados tão
uniformemente quanto possível.
AULA 02 34
TOMADAS DE USO ESPECÍFICO (TUE)

• Para suprimento de aparelhos fixos;


• Potência: Atribuir a potência nominal do equipamento a ser alimentado ou a
soma das potências nominais dos equipamentos a serem alimentados (por
exemplo: sistema ar condicionado, hidromassagem, etc.)
• Quantidade: A quantidade de TUE ´s é estabelecida de acordo com o
numero de aparelhos de utilização, com corrente nominal superior a 10A.
• Localização: <= 1,5m de distância.
AULA 02 35
TOMADAS DE USO ESPECÍFICO (TUE)

Caso os valores não sejam precisos, a potência deve ser atribuída da seguinte
forma:
• Potência ou soma das potências dos equipamentos mais potentes que o ponto
pode vir a alimentar;
• Potência calculada com base na corrente de projeto e na tensão do circuito
respectivo

AULA 02 36
POTÊNCIAS ATRIBUÍVEIS AOS PONTOS DE TOMADA

• “A potência a ser atribuída a cada ponto de tomada é função dos equipamentos


que ele poderá vir a alimentar e não deve ser inferior aos seguintes valores mínimos
propostos pela NBR 5410.”
• banheiros, cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, lavanderias e
locais análogos: Mínimo 600 VA por ponto de tomada, até três pontos, e 100 VA
por ponto para os excedentes. Quando o total de tomadas no conjunto for superior
a seis pontos, admite-se no mínimo 600 VA por ponto de tomada, até dois pontos, e
100 VA por ponto para os excedentes;
• demais cômodos ou dependências: Mínimo 100 VA por ponto de tomada.

AULA 02 37
• 9.5.2.3 Aquecimento elétrico de água A conexão do aquecedor elétrico de
água ao ponto de utilização deve ser direta, sem uso de tomada de corrente.
• Não usar plugs e tomadas.

AULA 02 38
RESUMO DA DETERMINAÇÃO DA CARGA

A carga de iluminação:
• determinada em função da área do cômodo da residência;
A carga de tomadas:
• determinada pela quantidade de tomadas, em seguida área do cômodo e
perímetro.

AULA 02 39
PREVISÃO DA CARGA:

• Nos projetos elétricos residenciais: tipicamente considera-se o fator de


potência 1,0 para as cargas de iluminação e 0,8 para as cargas de tomadas
de uso geral;
•A partir da potência ativa total prevista, é possível determinar o tipo de
fornecimento, a tensão de alimentação e o padrão de entrada;

AULA 02 40
PREVISÃO DA CARGA:

• Como visto:
Para um equipamento de utilização, a carga é dada pela potência nominal por
ele absorvida, fornecida pelo fabricante ou calculada a partir da tensão
nominal, da corrente nominal e do fator de potência. Nos casos em que for
dada a potência nominal fornecida pelo equipamento (potência de saída), e
não a absorvida, devem ser considerados o rendimento e o fator de potência

AULA 02 41
QUADRO PREVISÃO DA CARGA:

AULA 02 42