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DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL

FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA


UNIVERSIDADE DE COIMBRA

BETÃO ARMADO I

Módulo 1: Dimensionamento à Flexão de uma


Viga Simplesmente Apoiada de acordo com o
Eurocódigo 2 (Abril 2004)

Eduardo N B S Júlio

Daniel A S G Dias da Costa

FCTUC 2007/2008
1. BREVES CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Com a iminente entrada em vigor dos eurocódigos de estruturas, considerou-se que os


regulamentos a seguir nas aulas da disciplina de Betão Armado I do Mestrado Integrado
em Engenharia Civil da FCTUC deveriam ser os Eurocódigos 0, 1 e 2, em lugar dos
regulamentos nacionais, ainda em vigor, RSA e REBAP.

Com este documento pretende-se fornecer aos alunos da disciplina, do ano lectivo
2007/2008, os elementos relevantes a ter em conta no dimensionamento à flexão
simples de vigas de betão armado, de acordo com o Eurocódigo 2 (versão Portuguesa,
Abril 2004).

O exemplo seleccionado foi adoptado dos textos de apoio à disciplina de Betão Armado I
da Licenciatura em Engenharia Civil da FCTUC, do ano lectivo 1996/1997, da autoria de
Eduardo Júlio e João Catarino.

Os autores solicitam que lhes sejam comunicadas todas as imprecisões que,


eventualmente, sejam detectadas.

Eduardo Júlio e Daniel Dias da Costa

Dimensionamento à Flexão 1
2. VIGA SIMPLESMENTE APOIADA

Considere-se a viga simplesmente apoiada, representada na Fig. 1, localizada no


interior da estrutura em que se insere, sujeita a uma acção permanente de 20 kN/m e a
uma sobrecarga de utilização de 50 kN/m.
Os materiais a considerar no dimensionamento são o betão C 20/25 e o aço S 400.

Figura 1

cálculo do vão efectivo


5.3.2.2 – pg. 67
leff = ln + a1 + a2 (5.8)

de acordo com a Figura 5.4 (a):


0, 40 0,50
leff = 9, 70 + + = 10,15 m
2 2
após o dimensionamento da altura da viga é necessária a verificação do pressuposto de
que a altura da viga será superior a 0,50 m.

combinação de acções
2.4.3 (remete para o EC 0)
de acordo com Anexo A1 do EC 0:

∑γ G, j Gk , j +γ Q ,1Qk ,1 + ∑ γ Q ,i Ψ 0,i Qk ,i
i >1

γ G = 1,35 - efeito desfavorável

Dimensionamento à Flexão 1
γ Q = 1,5
no caso em análise, tem-se:
p = 1,35 × 20 + 1,5 × 50 = 102 kN / m

cálculo de esforços

pl 2 102 ×10,152
M Sd ,max = = = 1313,5 kNm
8 8

pré-dimensionamento
M Rd
considerando, na expressão do momento reduzido, μ Rd = ,
bd 2 f cd

M Sd
b = d 2 , M Rd = M Sd e μ = μecon = 0, 25 , tem-se: d = 3
0,125 f cd

(nota: o valor de μecon deve ser determinado com dados actualizados do custo do betão,

do aço, das cofragens e da mão-de-obra)

Quadro 3.1 – pg. 34


C 20/25 → fck = 20 N/mm2

Quadro 2.1N – pg. 28


γ c = 1,5

3.1.6
20
f cd = = 13,3 MPa
1,5

então, d = (1313,5 0,125 ×13300 ) = 0,92 m


1/3

secção transversal
adopta-se h = 1,00 m e b = 0,50 m

correcção do valor de MSd,max


o peso volúmico do betão armado é 25 kN/m3, então o peso próprio da viga é:
pp = 0,50 × 1, 00 × 25 = 12,5 kN / m
o que provoca um acréscimo no momento de cálculo, a meio vão,

Dimensionamento à Flexão 2
1,35 × 12,5 × 10,152
ΔM Sd ,max = = 217,3 kNm
8
sendo, então, o momento total:
MSd,max = 1313,5 + 217,3 =1530,8 kNm

estimativa da altura útil


se se admitir que vai ser necessário agrupar varões e que o diâmetro escolhido será o
φ25, o diâmetro equivalente do agrupamento será:

8.9.1 (2) – pg. 162

φn = φ × nb ≤ 55mm (8.14)

φn = 2,5 × 2 = 3,54 cm
admitindo, ainda, que o diâmetro dos estribos será o φ8, então, o recobrimento (ao
estribo), c, atendendo a que a viga é interior, logo da classe de exposição XC1 (ver
Quadro 4.1 – pg. 54), será:

4.4.1 – pg. 55
cnom = cmin + Δcdev (4.1)

cmin = max(cmin,b ; cmin,dur + Δcdur ,γ − Δcdur , st − Δcdur ,add ;10mm) (4.2)

cmin = max(35, 4;15;10) mm = 35, 4 mm

4.4.1.3 (1) – pg. 58


Δcdev = 10 mm

cnom + 8 ≥ 35, 4 + 10 mm

cnom ≥ 37, 4 mm

adopta-se então cnom = 4,0 cm (ao estribo)

o valor da altura útil será então, por defeito,


d = 1,0 - 0,04 - 0,008 - 0,025 = 0,927 m

determinação da armadura longitudinal


1530,8
μ Sd = = 0, 268
0,50 × 0,927 2 ×13300
das tabelas Barros e Figueiras (2007) tem-se:
μ = 0,268 e A A′ = 0, 0 vem ω = 0,321

Dimensionamento à Flexão 3
13,3
As = 0,321× 0,50 × 0,927 × = 56,9 cm 2
348
adopta-se 12 φ25 (As = 58,9 cm2)

dispensa da verificação da segurança ao estado limite de deformação


7.4.2 – pg. 144
de acordo com (2), tem-se:

ρ0 = f ck 10−3 = 0, 45%

As 58,9 × 10−4
ρ= = = 1, 27% > 0, 45% = ρ0
bd 0,5 × 0,927
K = 1 (Quadro 7.4N pg. 146)

l ⎡ ρ0 1 ρ′ ⎤
= K ⎢11 + 1,5 f ck + f ck ⎥ (7.16b)
d ⎣ ρ − ρ ′ 12 ρ0 ⎦

l ⎡ 0, 45 1 0 ⎤
= 1, 0 × ⎢11 + 1,5 20 + 20 ⎥ = 13, 4
d ⎣ 1, 27 − 0 12 0, 45 ⎦

este valor deve ser multiplicado por:

310 σ s = 500 (f yk As ,req As , prov ) (7.17)

tem-se então:
310 σ s = 500 ( 400 × 56,9 58,9 ) = 1, 29

como o vão é superior a 7m , deve ainda multiplicar-se por 7/leff:


7 leff = 7 10,15 = 0, 69

tem-se então uma relação limite de:


l
= 13, 4 ×1, 29 × 0, 69 = 11,9
d
sendo:
l 10,15
= = 10,9 <11,9
d 0,927
está-se dispensado da verificação ao Estado Limite de Deformação.

armaduras mínima e máxima


7.3.2 – pg. 137
As ,minσ s = kc kf ct ,eff Act (7.1)

Dimensionamento à Flexão 4
Act é a área de betão traccionado imediatamente antes da formação da primeira fenda.
A presença das armaduras desloca o eixo neutro na sua direcção, pelo que será
conservativo considera-lo a meia altura.
Act = 0,50 × 0,50 = 0,25 m2
f ct ,eff = f ctm = 2, 2 MPa (quadro 3.1 – pp. 34)

O diâmetro deve ser corrigido em função das hipóteses de cálculo

φs = φs* ( f ct ,eff 2,9 )


kc hcr
(7.6N)
2(h − d )

0, 4 × 0,5
φs = 25 ( 2, 2 2,9 ) = 26, 0 mm
2 (1 − 0,927 )

interpolando a tensão no quadro 7.2N, para wk = 0, 4 mm (quadro 7.1N), obtém-se

σs = 220 MPa
kc = 0, 4
k = 0, 65

As ,min = 0, 4 × 0, 65 × 2, 2 × 0, 25 220 = 6,5 × 10 −4 m 2 = 6,5 cm 2

adicionalmente,

de 9.2.1.1 (1) – pg. 171 tem-se:


f ctm
As ,min = 0, 26 bt d </ 0, 0013bt d (9.1N)
f yk

2, 2
As ,min = 0, 26 0,5 × 0,927 = 6, 6 ×10−4 m 2 </ 0, 0013 × 0,5 × 0,927 = 6, 0 × 10−4 m 2
400
então,
As ,min = max ( 6, 5; 6, 6; 6, 0 ) cm 2 = 6, 6 cm 2

de 9.2.1.1(3) – pg. 171 vem:


As ,max = 0, 04 × 0,5 × 1 = 200 × 10 −4 m 2 = 200 cm 2

a armadura necessária para a flexão é superior à mínima e inferior à máxima


regulamentares.

distribuição da armadura na secção


8.2 (1) – pg. 149
a distância livre entre varões isolados deve ser superior ou igual ao diâmetro dos
varões, à máxima dimensão do agregado acrescida de 5 mm e a 20 mm.

Dimensionamento à Flexão 5
8.9.1 (3) – pg. 164
a distância entre agrupamentos deve ser superior ou igual ao diâmetro equivalente. Não
sendo, por isso, possível colocar os 12 φ25 numa só camada sem efectuar
agrupamentos. Analise-se, então, a seguinte distribuição:

2 × 4,8 + 7 × 2,5 + 6 × x = 50, 0cm


⇒ x = 3,82 cm > 3,54 cm
logo esta é uma distribuição possível

verificação da altura útil

⎛ 2,5 ⎞ ⎛ 2,5 ⎞
7 × ⎜ 4,8 + ⎟ + 5 × ⎜ 4,8 + 2,5 + ⎟
h−d = ⎝ 2 ⎠ ⎝ 2 ⎠
12
⇒ 100 - d = 7,09 cm ⇒ d = 92,9 cm
como o valor estimado é ligeiramente inferior ao valor exacto, está-se do lado da
segurança, pelo que o cálculo está correcto (se o valor de d desse inferior ao arbitrado,
seria necessário verificar se a armadura adoptada era suficiente e, caso não fosse, os
cálculos teriam de ser repetidos)

verificação da segurança ao estado limite de fendilhação


7.3.3 – pg. 140 (quadro 7.3N)
no caso em estudo não se coloca esta questão; a dificuldade é respeitar o espaçamento
mínimo entre varões e não o máximo

9.2.1.2(1) – pg. 172


se a construção for monolítica, apesar de se ter assumido que os apoios da viga são
rotulados, deve-se considerar nestes um momento negativo igual a 15% do momento
máximo no vão e calcular a armadura correspondente. Deverá, no entanto, ser mantida
a armadura mínima.

As = 0,15 × 58,9 cm 2 = 8,8 cm 2


adopta-se 3 φ20 (As = 9,42 cm2), a que corresponde uma altura útil de

Dimensionamento à Flexão 6
d = 1,0 - 0,048 - 0,020/2 = 0,942 m
como se pode concluir a armadura respeita os mínimos e máximos impostos pela
regulamentação

interrupção da armadura longitudinal


9.2.1.4 (1) – pg. 173
deve ser mantido até aos apoios das vigas pelo menos 25% da armadura de tracção no
vão

9.2.1.3 (2) – pg. 172


para a armadura transversal calculada pelo procedimento preconizado em (6.2.1 – pg.
96),
al = z ( cot θ − cot α ) 2 ≥ 0 (9.2)

o valor de z pode ser considerado igual a 0,9d (6.2.3 (1) – pg. 100); então tem-se:
al = 0, 9 × 0, 929 × (1 − 0 ) 2 = 0, 42m

os varões devem ser amarrados (a partir do ponto em que deixam de ser necessários)
com um comprimento de amarração, lbd;

8.4.3 – pg. 152


φ σ sd
lb ,rqd = (8.3)
4 fbd

8.4.2 (2) – pg. 151


fbd = 2, 25η1η 2 f ctd (8.2)

3.1.6 (2) – pg. 39


f ctk ,0,05 1,5
f ctd = = = 1, 0 MPa
γC 1,5

fbd = 2, 25 × 1, 0 × 1, 0 × 1, 0 = 2, 25 MPa
para avaliar a tensão nos varões a partir da zona onde é medido o comprimento da
amarração, é preciso analisar o diagrama de momentos

considerando que se efectua apenas uma interrupção de 4 φ25, vem


As,req = As (8 φ25) = 39,3 cm2
As f syd
ω= = 0, 221 ⎯⎯⎯⎯⎯⎯⎯⎯⎯
tabelas Barros e Figueiras (2007)
→ μRd = 0,196
bdf cd
Dimensionamento à Flexão 7
MRd = μ b d2 fcd = 1125 kNm
a equação de momentos é:

x2
M Sd = 603, 29 x − 118,88
2
então (apenas serão indicados os valores à esquerda do eixo de simetria), tem-se:
MSd = MRd = 1125 kNm ⇒ x =2,46 m
tem-se:
As,prov = As (12 φ25) = 58,9 cm2
tem-se, então, que σ sd poderá ser aproximadamente obtido pela seguinte relação

(admitindo variação linear da força 9.2.1.3 (3) – pg. 173):


As , req 39,3
σ sd ≈ f yd = 348 = 232, 2 MPa
As , pro 58,9

0, 025 232, 2
lb ,rqd = = 0, 65 m
4 2, 25
o comprimento de amarração de cálculo pode então ser determinado

8.4.4 (1) – pg. 153


lbd = α1α 2α 3α 4α 5lb,rqd ≥ lb ,min (8.4)

α1 = 1, 0 - varões rectos

cd = min ( a / 2, c1 , c ) (figura 8.3 – pg. 153)

cd = min ( 3,82 / 2; 4,8; 4,8 ) cm = 1,91 cm

como ainda não se dimensionaram as cintas transversais pode assumir-se, pelo lado da
segurança, que serão as mínimas. Assim
α 3 = 1, 0
α 4 = 1, 0 - não existem varões transversais soldados
α 5 = 1, 0 - ausência de compressão transversal no estado limite último ao longo de lbd

α 2α 3α 5 = 1, 0 ≥ 0, 7 (8.5)

assim
lbd = 1, 0 × 0, 65 ≥ lb ,min

lb,min = max ( 0,3lb,rqd ;10φ ;100 mm ) (8.6)

lb ,min = max ( 0,3 × 65;10 × 25;100 mm ) = 250 mm

Dimensionamento à Flexão 8
logo:
x − 0, 42 − 0, 65 = 1,39 m

armadura nos apoios


9.2.1.4 (2) – pg. 173
al
FE = VE (9.3)
z
o esforço VE pode habitualmente ser tomado na face do apoio e a altura útil também

deveria ser corrigida. No entanto, por simplicidade e pelo lado da segurança


0, 42
FE = 603, 29 = 303, 05 kN
0,929 × 0,9
303, 05
As = = 8, 71×10−4 m2 = 8, 71 cm2 é a área necessária para amarrar a armadura nos
348000
apoios

8.4.3 – pg. 152


φ σ sd
lb ,rqd = (8.3)
4 fbd
As,req = 8,71 cm2
As,prov = As (8 φ25) = 39,3 cm2
tem-se, então que σ sd poderá ser aproximadamente obtido pela seguinte relação

(admitindo variação linear da força 9.2.1.3 (3) – pg. 173):


As , req 8, 71
σ sd ≈ f yd = 348 = 77,1 MPa
As , pro 39,3

uma vez que se pretende amarrar no apoio varões agrupados (neste caso o central)
deve-se considerar o diâmetro equivalente
0, 0354 77,1
lb ,rqd = = 0,30 m
4 2, 25

9.2.1.4 (3) – pg. 174


o comprimento de amarração é medido a partir da linha de contacto entre a viga e o
apoio e a pressão transversal pode ser tida em conta.
A reacção de apoio é 603, 29 kN o que induz uma pressão lateral de, no caso do apoio

mais desfavorável,

Dimensionamento à Flexão 9
603, 29
p= = 2, 41 MPa
0,5 × 0,5
α 5 = 1, 0 − 0, 04 p (Quadro 8.2 – pg. 154)
α 5 = 1, 0 − 0, 04 p = 0,9
e assim
lbd = 0,9 × 0,30 = 0, 27 m </ lb,min = 0, 25 m ⇒ lbd = 0, 27

8.9.2 (2) – pg. 163


os varões dos agrupamentos devem ser amarrados individualmente e desfasados de
uma distância igual a 1,3 vezes (no caso de agrupamentos de dois varões) o
comprimento de amarração dos varões isolados; tem-se então:
14,1+1,2×14,1 = 31,7 cm
como este comprimento é contado desde a face interior do elemento de apoio, o espaço
disponível é superior ao necessário:
40 cm (largura do apoio) menos 3,8 cm (recobrimento mais estribo) = 36 cm;

armadura de alma
9.2.4 (1) – pg. 177
a armadura de pele é necessária para agrupamentos φn > 32 mm . Também pode ser

recomendável em vigas com uma altura total de 1,0 m ou mais, em que a armadura
esteja concentrada apenas numa pequena porção da altura para controlar a fendilhação
nas faces laterais. As disposições construtivas a respeitar encontram-se no Anexo J.

J.1(2) – pg. 255


As , surf </ As , surf min = 0, 01Act ,ext

na secção de momento máximo a posição do eixo neutro é dada por


As,req = As (12 φ25) = 56,9 cm2
As f syd
ω= = 0,321 ⎯⎯⎯⎯⎯⎯⎯⎯⎯
tabelas Barros e Figueiras (2007)
→ μRd = 0,268 e α = 0,397
bdf cd

MRd = μRd b d2 fcd = 1538 kNm e x = 0,397 × 0,929 = 0,369 m

Act ,ext = (1 − 0,369 ) × 0,5 − (1 − 0,369 − 0, 04 ) × ( 0,5 − 0, 04 × 2 ) = 0, 06728 m 2

As , surf min = 0, 01Act ,ext = 0, 01× 0, 06728 = 6, 7 × 10 −4 m 2 = 6, 7 cm 2

a armadura deverá ser garantida em cada uma das direcções, paralela e ortogonal às
armaduras de tracção da viga

Dimensionamento à Flexão 10
da Figura J.1 tira-se que o valor do afastamento máximo entre os varões da armadura
de alma é 150 mm
o perímetro da secção transversal onde a armadura deverá ser distribuída é o seguinte
(considerando φ10):

μ = 2 × (1 − 0,369 − 0, 04 ) + ( 0,5 − 0, 04 × 2 ) = 1, 602 m


no total deverão ser (1, 602 / 0,15) + 1 = 11 varões longitudinais, pelo que a armadura

poderá ser materializada por φ10 af.0,150, distribuída até uma altura máxima de

(1 − 0.369 ) ≈ 0, 65 m.

J.1(4) – pg. 255


É necessário verificar o recobrimento para as armaduras de pele.

4.4.1 – pg. 55
cnom = cmin + Δcdev (4.1)

cmin = max(cmin,b ; cmin,dur + Δcdur ,γ − Δcdur , st − Δcdur ,add ;10mm) (4.2)

cmin = max(10;15;10) mm = 15, 0 mm

4.4.1.3 (1) – pg. 58


Δcdev = 10 mm

cnom ≥ 15 + 10 mm = 25 mm se as armaduras de pele encostarem nos estribos, o

recobrimento real nominal é verificado será c = 40 − 10 − 10 = 20 mm < 25 mm = cnom , pelo

que pode justificar-se um ajuste da secção ou alteração da posição das armaduras.

armadura transversal
6.2.3 (3) – pg. 101
VRd ,max = bw zν 1 f cd ( cot θ + tan θ ) (6.9)

⎛ f ck ⎞
ν 1 = 0, 6 ⎜1 − (6.6N – pg. 100)
⎝ 250 ⎟⎠
tem-se, para estribos verticais,

⎛ 20 ⎞
ν 1 = 0, 6 ⎜1 − ⎟ = 0,552
⎝ 250 ⎠

VRd ,max = 0,5 × ( 0,9 × 0,929 ) × 0,552 × 13300 2 = 1534, 6 kN

como VRd ,max = 1534, 6 kN > VSd ,max = 603, 29 kN , não é necessário alterar as dimensões da

secção transversal (é aconselhável fazer esta verificação logo que possível)


Dimensionamento à Flexão 11
calcule-se, em primeiro lugar, a zona da viga onde é suficiente colocar a armadura
mínima (avaliação da capacidade resistente sem armadura de transverso)

6.2.2 (1) – pg. 98

VRd ,c = ⎡CRd ,c k (100 ρl f ck ) ⎤ bw d


1/3
(6.2.a)
⎣ ⎦
CRd ,c = 0,18 γ c = 0,18 1,5 = 0,12

200 200
k = 1+ = 1+ = 1, 46 ≤ 2, 0
d 929
Asl 58,9 ×10−4
ρl = = = 0, 013 ≤ 0, 02
bw d 0,5 × 0,929

VRd ,c = ⎡0,12 × 1, 46 × (100 × 0, 013 × 20 ) ⎤ × 500 × 929 ×10−3 = 241,1 kN


1/3
⎣ ⎦
sujeito a um mínimo de
VRd ,c = ν min bw d (6.2.b)

ν min = 0, 035k 3/2 f ck1/2 (6.3N)

ν min = 0, 035 ×1, 463/2 × 201/2 = 0, 276


pelo que
VRd ,c = 0, 276 × 500 × 929 = 128, 2 × 103 N = 128, 2 kN

pelo que
VRd ,c = max(241,1;128, 2) = 241,1 kN

a localização do ponto no diagrama de esforços transversos é


VSd = 603, 29 − 118,88 x = 241,1 kN ⇒ x = 3, 05 m
para uniformizar as distâncias medidas à face do apoio, o comprimento será assumido
de 3,30 m das extremidades dos apoios.
3,30 4,00 3,30
0,65
1,00

V [kN] 603,29

241,1

241,1

2,80
2,85
603,29

Dimensionamento à Flexão 12
calcule-se agora o valor da armadura mínima nessa secção

9.2.2 (5) – pg. 175


Armaduras transversais mínimas
para S 400 e C 20/25 tem-se:

(
ρ w,min = 0, 08 f ck ) f
yk (9.5N)

ρ w,min = ( 0, 08 20 ) 400 = 0, 00089443

ρ w = Asw ( sbw sin α ) = 0, 00089443

⎛ Asw ⎞ −4
⎜ s ⎟ = 0, 00089443 × 0,5 ×1 = 4, 47 × 10 m / m
2

⎝ ⎠ min
determine-se agora qual o espaçamento longitudinal máximo regulamentar na zona em
análise

9.2.2 (6) – pg. 176


sl ,max = 0, 75d (1 + cot α )

sl ,max = 0, 75 × 0,929 × 1 = 0, 70 m

logo:
então: sl ,max = 0, 70 m

determinação do espaçamento transversal máximo regulamentar na zona em análise

9.2.2 (8) – pg. 176


st ,max = 0, 75d = 0, 75 × 0,929 = 0, 70 m ≤ 0, 6 m ⇒ st ,max = 0, 60 m

o espaçamento transversal máximo implica que dois ramos serão suficientes.


para estribos φ8 de 2 ramos:
E2rφ8 → As = 1,01 cm2
s ≤ 0,226 m
adopta-se s = 20,0 cm

6.2 (8) – pg. 97


para elementos sujeitos a acções uniformemente distribuídas o esforço transverso pode
ser apenas verificado a uma distância d do apoio
pelo lado da segurança, apenas se analisa o apoio da esquerda a uma distância
x = 0, 4 2 + 0,929 = 1,13 m

VSd = 603, 29 − 118,88 × 1,13 = 469 kN


Dimensionamento à Flexão 13
6.2.3 (3) – pg. 101

⎛A ⎞
VRd , s = ⎜ sw ⎟ zf ywd cot θ (6.8)
⎝ s ⎠
⎛A ⎞
VRd , s = ⎜ sw ⎟ ( 0,9 × 0,929 ) × 348 × 103 × 1 ≥ 469 kN
⎝ s ⎠
⎛ Asw ⎞ −4
⎟ ≥ 16,1× 10 m / m
2

⎝ s ⎠
para estribos φ8 de 3 ramos:
s = 1,51/16,1 =0,094 m
adopta-se E3rφ8af 0,075 m

analise-se a possibilidade de aplicar uma transição de afastamento entre estribos de


0,10 m

⎛ Asw ⎞ −4
⎟ = 15,1× 10 m / m
2

⎝ s ⎠
⎛A ⎞
VRd , s = ⎜ sw ⎟ zf ywd cot θ (6.8)
⎝ s ⎠
VRd , s = 15,10 × 10−4 ( 0,9 × 0,929 ) × 348 × 103 × 1 ≥ 439,35 kN

a posição deste esforço pode ser encontrado a


VSd = 603, 29 − 118,88 x = 439,35 kN ⇔ x = 1,38 m
adopta-se então o seguinte escalonamento de armaduras:
1,75 1,75 3,60 1,75 1,75
A'
3φ20 3φ12 3φ20

3rφ8//0,075 3rφ8//0,10 2rφ8//0,20 3rφ8//0,10 3rφ8//0,075


1,00

8φ25 12φ25 8φ25


A

1,55 1,55

Dimensionamento à Flexão 14
0,50

3φ20

φ8//0,075

1,00
12φ25

Corta A-A'

8.7.4.1 (3) – pg. 159


nas zonas de amarração de varões, no caso de mais de 50% das armaduras estarem
sobrepostas, deverá respeitar-se 8.7.4.1 (4) – pg. 159.

Dimensionamento à Flexão 15
EXERCÍCIO 2

DIMENSIONAMENTO DE UMA VIGA CONTÍNUA SUJEITA A TORÇÃO

Considere-se a viga contínua, representada na Fig. 2, localizada no interior de


determinada estrutura e sujeita a uma sobrecarga de utilização de 13,33 kN/m. A
sobrecarga referida apresenta uma excentricidade, relativamente ao centro de corte da
secção transversal da viga, de 0,96 m. Além disso, deve ser considerada como actuando
sempre simultaneamente nos dois troços da viga.

Os apoios A e C não oferecem qualquer resistência à torção, enquanto o apoio B pode


ser considerado como encastrado à torção.

Os materiais a considerar no dimensionamento são o betão C 20/25 e o aço S 400.

Figura 2
Resolução
quantificação do peso próprio
pp = 0,75×0,80×25 = 15 kN/m

combinação de acções
actuando a sobrecarga sempre simultaneamente nos dois troços da viga, não se tem de
efectuar variações de sobrecarga e só há, consequentemente, uma combinação de
acções a considerar; os esforços devem então ser calculados para a carga:
p = 1,35×15+1,5×13,33 = 40,25 kN/m

determinação de esforços
momentos na estrutura base isostática

aplicando o teorema dos 3 momentos, tem-se:

⎛2 2 ⎞
⎜ 3 × 181,125 × 6 × 3 3 × 181,125 × 6 × 3 ⎟
2M B ( 6 + 6 ) = 6 ⎜ + ⎟ ⇒ M B = 181,125kNm
⎜ 6 6 ⎟
⎝ ⎠
considerando as equações da estática, vem:

62
−181,125 = 6VA − 40, 25 × ⇒ VA = 90,56 kN
2
6.3 - Torção
arbitra-se a posição do centro de gravidade dos varões da armadura longitudinal a 5 cm
das faces:

espessura da secção oca equivalente, t

6.3.2 (1) – pg. 108


A
t= ≤ espessura real
u
t ≥ 2c
em que A é a área da secção, u é o perímetro da secção e c é a distância entre a face
exterior da secção e o centro de gravidade das armaduras
A = 0,75×0,80 = 0,6 m2
u = 2 ( 0, 75 + 0,80 ) = 3,1 m

A
tef ,i = = 0,19 m
u
2 × 0, 05 = 0,10 ≤ tef ,i ≤ 0,19 m

é adoptada uma espessura de 0,10 m

secção crítica B

⎧ M Sd = −181,125kNm

⎨ VSd = 150,94kN
⎪T = 115, 2kNm
⎩ Sd

6.3.2 (4) – pg. 109


TRd ,max = 2ν f cd Ak t sin θ cos θ (6.30)

considere-se que θ = 45º


cálculo dos valores de ν e Ak

⎛ f ck ⎞
ν = 0, 6 ⎜1 − ⎟ (6.6N)
⎝ 250 ⎠
para um betão C20/25 vem

⎛ 20 ⎞
ν = 0, 6 ⎜1 − ⎟ = 0,552
⎝ 250 ⎠
considerando t = 0,10 m vem
Ak = ( 0, 75 − 0,10 )( 0,80 − 0,10 ) = 0, 455 m 2

então
TRd ,max = 2 × 0,552 × 13,3 × 103 × 0, 455 × 0,10 × sin 45º × cos 45º

TRd ,max = 334, 04 kNm

TSd = 115,2 kNm < TRd ,max = 334, 04 kNm , verifica

6.2.3 (3) – pg. 101


VRd ,max = bw zν 1 f cd ( cot θ + tan θ ) (6.9)

⎛ f ck ⎞
ν 1 = 0, 6 ⎜1 − ⎟ (6.6N)
⎝ 250 ⎠
tem-se, para estribos verticais,

⎛ 20 ⎞
ν 1 = 0, 6 ⎜1 − ⎟ = 0,552
⎝ 250 ⎠

VRd ,max = 0, 75 × ( 0,9 × 0, 75 ) × 0,552 × 13300 2

VRd ,max = 1858,34 kN > 150,94 kN = VSd, verifica

é necessário ainda efectuar a verificação

6.3.2 (4)

⎛ TSd ⎞ ⎛ VSd ⎞
⎜⎜ ⎟⎟ + ⎜⎜ ⎟⎟ ≤ 1 (6.29)
⎝ TRd ,max ⎠ ⎝ VRd ,max ⎠
tem-se

⎛ 115, 2 ⎞ ⎛ 150,94 ⎞
⎜ 334, 04 ⎟ + ⎜ 1858,34 ⎟ = 0, 426 ≤ 1
⎝ ⎠ ⎝ ⎠

dimensionamento da armadura transversal


6.3.2 (1) – pg. 108
a armadura transversal de torção pode ser obtida a partir da expressão 6.26 – pg. 108,
obtendo-se

TRd = 2 Ak ( f ywd Asw s ) cot θ


⎛ A ⎞
TRd = 2 × 0, 455 × ⎜ 348 ×103 sw ⎟ × 1 ≥ 115, 2 kNm
⎝ s ⎠
Asw
= 3, 64 ×10−4 m 2 / m
s

9.2.3 (3) – pg. 177


Afastamento longitudinal das armaduras transversais

u 2 ( 0, 75 + 0,8 )
s≤ = = 0,3875 m
8 8
s ≤ bw = 0, 75 m

9.2.2 (6) – pg. 176


sl ,max = 0, 75d (1 + cot α ) (9.6N)

sl ,max = 0, 75 × 0, 75 ×1 = 0,5625 m

logo:
então: sl ,max = min(0,3875;0,5625) m = 0,3875 m

Determinação da armadura transversal


6.2.2 (1) – pg. 98
Avaliação da capacidade resistente sem armadura de transverso

VRd ,c = ⎡CRd ,c k (100 ρl f ck ) ⎤ bw d


1/3
(6.2.a)
⎣ ⎦
CRd ,c = 0,18 γ c = 0,18 1,5 = 0,12

200 200
k = 1+ = 1+ = 1,52 ≤ 2, 0
d 750
Asl
ρl = ≤ 0, 02
bw d
Torna-se necessário a determinação da armadura longitudinal de flexão para que se
possa continuar a avaliação do esforço transverso.
MSd = -181,125 kNm → μSd = 0,0322
das tabelas Barros e Figueiras (2007) tem-se:
w = 0,033 → Asl = 7,09×10-4 m2

a esta armadura deverá ser adicionada a armadura longitudinal de torção que será
seguidamente avaliada

6.3.2 (3) – pg. 109


∑A sl f yd
=
TSd
cot θ (6.28)
uk 2 Ak

∑A sl
=
115, 2
× 1×
1
uk 2 × 0, 455 348 × 103

∑A sl
= 3, 64 × 10−4 m 2 m
uk
pelo que a armadura longitudinal total na face inferior:

Asl = 7, 09 + 3, 64 × 0, 65 = 9, 46 cm2
é agora possível a avaliação a armadura que suporta o esforço transverso

9, 46 ×10−4
ρ1 = = 0,17%
0, 75 × 0, 75

VRd ,c = ⎡0,12 × 1,52 × (100 × 0, 0017 × 20 ) ⎤ × 750 × 750 × 10−3 = 154,3 kN


1/3
⎣ ⎦
sujeito a um mínimo de
VRd ,c = ν min bw d (6.2.b)

ν min = 0, 035k 3/2 f ck1/2 (6.3N)

ν min = 0, 035 ×1,523/2 × 201/2 = 0, 293


pelo que
VRd ,c = 0, 293 × 750 × 750 × 10−3 = 164,8 kN

pelo que
VRd ,c = max(154,3;164,8) = 164,8 kN

como VSd = 150,94 kN < 164,8 kN = VRd,c


só é necessária armadura mínima

Armaduras mínimas
9.2.2 (5) – pg. 175

(
ρ w,min = 0, 08 f ck ) fyk (9.5N)

ρ w,min = ( 0, 08 20 ) 400 = 0, 00089443

ρ w = Asw ( sbw sin α ) (9.4)

⎛ Asw ⎞ 1
ρ w,min = 0, 00089443 = ⎜ ⎟ 0, 75 1
⎝ s ⎠min ×

⎛ Asw ⎞ −4
⎜ s ⎟ = 0, 00089443 × 0, 75 ×1 = 6, 7 × 10 m / m
2

⎝ ⎠ min
9.2.2 (8) – pg. 176
st ,max = 0, 75d ≤ 0, 6 m (9.8N)

st ,max = 0, 75 × 0, 75 = 0,5625 m ≤ 0, 6 m

o espaçamento transversal máximo implica a necessidade de ter mais de dois ramos.


ramos laterais
As 2
≥ × 6, 7 + 2 × 3, 64 = 11, 75 cm 2 / m
s 3
E2rφ8 → As = 1,01 cm2
s ≤ 0,086 m
adopta-se s = 7,5 cm

ramo central
As 1
≥ × 6, 7 = 2, 23 cm 2 / m
s 3
s = 7,5 cm → As ≥ 0,17 cm2 → φ6
embora φ6 fosse suficiente para o ramo central, adopta-se igualmente φ8

emendas da armadura de torção


8.7 – pg. 156
8.7.3 – pg. 157
o comprimento de sobreposição pode ser avaliado pela expressão seguinte
lbd = α1α 2α 3α 4α 5α 6lb, rqd ≥ l0,min (8.10)

φ σ sd
lb ,rqd = (8.3)
4 fbd

8.4.2 (2) – pg. 151


fbd = 2, 25η1η 2 f ctd (8.2)

3.1.6 (2) – pg. 39


f ctk ,0,05 1,5
f ctd = = = 1, 0 MPa
γC 1,5

fbd = 2, 25 × 1, 0 × 1, 0 × 1, 0 = 2, 25 MPa

⎛ As ⎞
⎜ ⎟ = 13,98 cm / m
2

⎝ s ⎠req
⎛ As ⎞
⎜ ⎟ = 20,13 cm / m
2

⎝ s ⎠ prov
tem-se, então, que σ sd poderá ser aproximadamente obtido pela seguinte relação:

As , req 13,98
σ sd ≈ f yd = 348 = 242 MPa
As , pro 20,13

0, 008 242
lb,rqd = = 0, 22 m
4 2, 25
por simplicidade assume-se que os vários coeficientes α1 = α 2 = α 3 = α 4 = α 5 = 1, 0 . Verifica-

se se o comprimento disponível de sobreposição é suficiente. Caso o não seja, os


coeficientes deverão ser avaliados. De acordo com o quadro 8.3, para percentagem de
varões sobrepostos superior a 50%, α 6 = 1,5

lbd = 1× 1,5 × 0, 22 = 0,33 m

l0,min > max ( 0,3α 6lb ,rqd ;15φ ; 200 mm ) (8.11)

l0,min = max ( 0,3 × 1,5 × 220;15 × 8; 200 ) mm = 200 mm

solução adoptada
φ8 af.0,075

dimensionamento da armadura
longitudinal
de acordo com o cálculo já efectuado atrás,

∑A sl
= 3, 64 × 10−4 m 2 m
uk

9.2.3 (4) – pg. 177


os varões devem ser dispostos de modo a que haja pelo menos um varão em cada canto
e o espaçamento máximo entre eles seja 350 mm

MSd = -181,125 kNm


(momento flector na secção B)
de acordo com os cálculos atrás realizados,
Asl = 7,09×10-4 m2
(armadura superior máxima devido a momento flector)

MSd,max = 101,88 kNm


(momento flector nas secções a 2,25 m das secções dos apoios laterais)
M Sd 101,88
μ Sd = = = 0, 018 → ω = 0,018
bd f cd 0, 75 × 0, 752 ×13300
2

As = 0,018×0,75×0,75×13,3/348
As = 3,87×10-4 m2
(armadura inferior máxima devido a momento flector)

a percentagem de armadura inferior em apoios intermédios é a indicada em


9.2.1.4 (1), isto é, deve-se manter no apoio pelo menos um quarto da armadura
existente no vão. Então, na secção B, a armadura necessária em cada uma das quatro
faces é:
3,64x0,65+7,09=9,46 cm 2

3,64x0,70=2,55 cm 2
3,64x0,70=2,55 cm 2

2
3,64x0,65+3,87/4=3,33 cm

secção a 4,0 m do apoio A


⎧M Sd = 40 ,24kNm

⎨ V Sd = −70 ,44kN
⎪ T = 76 ,8kNm
⎩ Sd

dimensionamento da armadura transversal


6.3.2 (1) – pg. 108

TRd = 2 Ak ( f ywd Asw s ) cot θ (6.26)

⎛ A ⎞
TRd = 2 × 0, 455 × ⎜ 348 ×103 sw ⎟ ×1 ≥ 76,8 kNm
⎝ s ⎠
Asw
= 2, 425 ×10−4 m 2 / m
s
sendo
sl ,max = 0,3875 m (já determinado para a secção B)

4.3.2.3(1)
VRd ,c = max(154,3;164,8) = 164,8 kN (já determinado para a secção B)

como VSd = 70.44 kN < 164,8 kN = VRd ,c ,

só é necessária armadura mínima

Armaduras transversais mínimas


9.2.2 (8) – pg. 176
st ,max = 0,5625 m

o espaçamento transversal máximo implica a necessidade de ter mais de dois ramos.

ramos laterais
As 2
≥ × 6, 7 + 2 × 2, 43 = 9,33 cm 2 / m
s 3
E2rφ8 → Asw = 1,01 cm2
s ≤ 0,11 m
adopta-se s = 10 cm

ramo central
As 1
≥ × 6, 7 = 2, 23cm 2 / m
s 3
s = 10 cm → As ≥ 0,22 cm2 → φ8 (pela razão anteriormente referida de uniformização)

s = 10,0 cm e E3rφ8, uma vez que respeita indicados para a secção B


φ8 af.0,10

emendas da armadura de torção


lbd = 0,33 m
dimensionamento da armadura longitudinal

x2
M sd = 90,56 x − 40, 25
2

9.2.1.3 (2) – pg. 172


para a armadura transversal calculada pelo procedimento preconizado em (6.2.1 – pg.
96),
al = z ( cot θ − cot α ) 2 ≥ 0 (9.2)

o valor de z pode ser considerado igual a 0,9d (6.2.3 (1) – pg. 100); então tem-se:
al = 0,9 × 0, 75 × (1 − 0 ) 2 = 0,34m

x = 4, 0 + 0,34 = 4,34m

M sd = 13,96kNm

nesta secção torna-se desnecessária armadura superior de flexão.


x = 4, 0 − 0,34 = 3, 66m

M sd = 61,86kNm

das tabelas Barros e Figueiras (2007) tem-se:

61,86
μ= = 0, 011
0, 75 × 0, 752 × 13300

13,3
ω = 0, 011 → As = 0, 011× 0, 75 × 0, 75 × = 2,36 cm 2
348

6.3.2 (3) – pg. 109


115, 2
TSd = x
6
para x = 4, 0 m ⇒ TSd = 76,8 kNm

∑A sl f yd
=
TSd
cot θ (6.28)
uk 2 Ak

∑A sl
=
76,80
× 1×
1
uk 2 × 0, 455 348 × 103

∑A sl
= 2, 43 ×10−4 m 2 m
uk
a armadura necessária em cada uma das faces é:
2,43x0,65=1,58 cm 2

2,43x0,70=1,70 cm 2
2,43x0,70=1,70 cm 2

2,43x0,65+2,36=3,94 cm 2

secção a 2,0 m do apoio A

⎧ M Sd = 100, 62kNm

⎨ VSd = 10, 06kN
⎪T = 38, 40kNm
⎩ Sd

dimensionamento da armadura transversal


6.3.2 (1) – pg. 108
a armadura transversal de torção pode ser obtida a partir da expressão 6.26 – pg. 108,
obtendo-se

TRd = 2 Ak ( f ywd Asw s ) cot θ

⎛ A ⎞
TRd = 2 × 0, 455 × ⎜ 348 ×103 sw ⎟ × 1 ≥ 38, 4 kNm
⎝ s ⎠
Asw
= 1, 21× 10−4 m 2 / m
s

9.2.3 (3) – pg. 177 e 9.2.2 (6) – pg. 176


Afastamento longitudinal das armaduras transversais
sl ,max = 0,3875 m (já determinado anteriormente)

6.2.2 (1) – pg. 98


Avaliação da capacidade resistente sem armadura de transverso
VRd ,c = 164,8 kN

como VSd = 10,06 kN < 164,8 kN = VRd,c,


só é necessária armadura mínima
Armaduras mínimas
9.2.2 (5) – pg. 175

⎛ Asw ⎞ −4
⎟ = 6, 7 ×10 m / m
2

⎝ s ⎠min

9.2.2 (8) – pg. 176


st ,max = 0,5625 m

o espaçamento transversal máximo implica a necessidade de ter mais de dois ramos.


adoptando estribos de φ8
ramos laterais
As 2
≥ × 6, 7 + 2 ×1, 21 = 6,89 cm 2 / m
s 3
E2rφ8 → As = 1,01 cm2
s ≤ 0,147 m
adopta-se s = 12,5 cm

ramo central
As 1
≥ × 6, 7 = 2, 23 cm 2 / m
s 3
s = 12,5 cm → As ≥ 0,28 cm2 → φ6

dimensionamento da armadura longitudinal

x2
M sd = 90,56 x − 40, 25
2
a armadura longitudinal de flexão já foi dispensada na secção a 4,0m do apoio A, a
armadura inferior de flexão é a armadura máxima:

As = 3,87 ×10−4 m2

a armadura longitudinal de torção é dada por

6.3.2 (3) – pg. 109

∑A sl f yd
=
TSd
cot θ (6.28)
uk 2 Ak
Asl 38, 40 ×1
= = 1, 21×10−4 m 2 / m
uk 348000 × 2 × 0, 455

a armadura necessária em cada uma das faces é:


1,21x0,65=0,79 cm 2

1,21x0,70=0,85 cm 2
1,21x0,70=0,85 cm 2

1,21x0,65+3,87=4,65 cm 2

secção do apoio A

⎧ M Sd = 0kNm

⎨VSd = 90,56kN
⎪ T = 0kNm
⎩ Sd

dimensionamento da armadura transversal


6.2.2 (1) – pg. 98
Avaliação da capacidade resistente sem armadura de transverso
VRd ,c = 164,8 kN

como VSd = 90,56 kN < 164,8 kN = VRd,c,


só é necessária armadura mínima

Armaduras mínimas
9.2.2 (5) – pg. 175

⎛ Asw ⎞ −4
⎟ = 6, 7 ×10 m / m
2

⎝ s ⎠min

9.2.2 (8) – pg. 176


st ,max = 0,5625 m

o espaçamento transversal máximo implica a necessidade de ter mais de dois ramos.


adoptando estribos de φ8
ramos laterais
As
≥ 6, 7 cm 2 / m
s

E2rφ8 → As = 1,01 cm2


s ≤ 0,151 m
adopta-se s = 15,0 cm

dimensionamento da armadura longitudinal


considerou-se a armadura da secção a 2,0m de A:

1,21x0,65=0,79 cm 2

1,21x0,70=0,85 cm 2
1,21x0,70=0,85 cm 2

1,21x0,65+3,87=4,65 cm 2

Tem-se então:

Secção A e secção a 2,0m de A:

Secção a 4,0m de A:
Secção B:

amarrações
9.2.1.3 – pg. 172
os varões dimensionados devem ser amarrados com um comprimento de lbd

8.4.4 (1) – pg. 153


lbd = α1α 2α 3α 4α 5lb,rqd ≥ lb,min (8.4)

α1 = 1, 0 - varões rectos
α 3 = 1, 0
α 4 = 1, 0 - não existem varões transversais soldados
α 5 = 1, 0 - ausência de compressão transversal no estado limite último ao longo de lbd
α 2α 3α 5 = 1, 0 ≥ 0, 7 (8.5)

8.4.3 – pg. 152


φ σ sd
lb ,rqd = (8.3)
4 fbd
8.4.2 (2) – pg. 151
fbd = 2, 25η1η 2 f ctd (8.2)

3.1.6 (2) – pg. 39


f ctk ,0,05 1,5
f ctd = = = 1, 0 MPa
γC 1,5
para condições de boa aderência
fbd = 2, 25 × 1, 0 × 1, 0 × 1, 0 = 2,3 MPa
pelo que para armaduras de φ12

φ f yd 1, 2 348
lb ,rqd = = = 45, 4cm
4 fbd 4 2.3
para armaduras de φ10
φ f yd 1 348
lb = = = 37,8cm
4 fbd 4 2.3

considerando más condições de aderência e armaduras de φ12

para condições de má aderência η1 = 0, 7

φ f yd 1, 2 348
lb = = = 64,8cm
4 fbd 4 0, 7 × 2.3

para armaduras de φ10

φ f yd 1 348
lb = = = 54cm
4 fbd 4 0, 7 × 2.3

temos então para as diversas secções:

secção a 4,0m do apoio A


amarração dos 2φ10 das faces laterais

As,req = 1,70 cm2


As,prov = 3,14 cm2

1, 70
lbd = 1× 37,8 × = 20,5cm
3,14

⎧0,3lb ,rqd = 11,34cm



com um mínimo de ⎨ 10φ = 10cm

⎩ 10cm

amarração dos 6φ12 da face superior

As,req = 1,58 cm2


As,prov = 9,93 cm2

1,58
lbd = 1× 64,8 × = 10,3cm
9,93

⎧0,3lb , rqd = 19, 4cm



com um mínimo de ⎨ 10φ = 12cm

⎩ 10cm

Será recomendável tomar lbd </ d ⇒ lbd = 75 cm

mas como o ponto a partir do qual já não é necessário armadura superior de flexão está
mais à direita desta secção:

x2
M sd = 90,56 x − 40, 25 = 0 ⇒ x = 4,5m
2
x − al = 4,50 − 0,34 = 4,16m

x − al − lbd = 4,16 − 0, 75 = 3, 41m

adopta-se 60 cm para comprimento de amarração dos varões desta secção.

secção a 2,0m do apoio A


amarração dos 2φ10 das faces laterais

As,req = 0,85 cm2


As,prov = 2,36 cm2

0,85
lbd = 1× 54, 0 × = 19, 45cm
2,36

⎧0,3lb , rqd = 16, 2cm



com um mínimo de ⎨ 10φ = 10cm

⎩ 10cm

amarração dos 2φ10 da face superior

As,req = 0,79 cm2


As,prov = 3,14 cm2

0, 79
lbd = 1× 54, 0 × = 13, 6cm
3,14

⎧0,3lb , rqd = 16, 2cm



com um mínimo de ⎨ 10φ = 10cm

⎩ 10cm

adopta-se 20 cm para lbd do varão desta secção.

secção A
9.2.1.4 (2) – pg. 173
al
FE = VE (9.3)
z
0,34
FE = 90,56 = 41,1 kN
0, 75

FE 41,1
As ,req = = = 1,15 cm 2
f syd 348000

As , prov = 3,83cm 2 (2φ10 + 2φ12)

1,18
lbd = 45, 4 × = 14, 0 cm
3,83

com um mínimo, na face superior, de


⎧0,3lb = 0,3 × 54, 0 = 16, 2cm

⎨ 10φ = 12cm

⎩ 10cm

e na face inferior, de

⎧0,3lb = 0,3 × 45, 4 = 13, 6cm



⎨ 10φ = 12cm

⎩ 10cm

todos os varões, desta secção, serão levados até à face da viga

Esquema de armaduras da resolução pelo EC2


EXERCÍCIO 3

DIMENSIONAMENTO DE UMA VIGA CONTÍNUA

Objectivos do estudo e conceitos apresentados:


- Redistribuição de esforços
- Estado limite último de flexão e esforço transverso
- Forças de desvio
- Armadura de suspensão
- Apoios indirectos
- Viga de secção variável
Dados

A viga contínua apresentada em corte longitudinal e em esquema estrutural está


sujeita às acções concentradas e distribuídas apresentadas considerando-se que
não existe possibilidade de as cargas actuarem separadamente ou com valores
variáveis nos tramos.
Os materiais são o betão C20/25 e o S400. O Ambiente é pouco agressivo
(interior).
Resolução
Combinação de acções
Considera-se que a única combinação de acções a considerar é a seguinte:
Qsd = 1,35 AP + 1,5Sob ( Em toda a Estrutura )

Caso se permitisse a variação da sobrecarga nos diversos tramos, ao longo do


vão, obtinham-se outras combinações que apenas alteravam os esforços em
termos de envolvente mas que não acrescentava nada em termos dos objectivos
do problema.

Diagramas de esforços

Nota : o esforço axial tem a convenção de sinais das tabelas de flexão composta.
Pretende-se efectuar uma redistribuição de esforços que baixe o momento
negativo sobre o apoio intermédio e o torne da ordem de grandeza do valor
positivo.
5.5 –pag. 69
A redistribuição pode ser efectuada no caso de lajes e vigas contínuas solicitadas
predominantemente à flexão em que a relação entre vãos adjacentes esteja entre
0,5 e 2.
Admitindo que os pilares dispensam a verificação da segurança em relação à
encurvadura, vai-se proceder a uma redistribuição do momento negativo

( −305, 72 ) sobre o apoio intermédio para um valor que “iguale” o valor do

momento positivo máximo no tramo direito.


Adicionalmente, a capacidade de rotação não precisa de ser verificada se:
5.5 (4) –pag. 69
xu
δ ≥ k1 + k2 (5.10a)
d
k1 = 0, 44

⎛ 0, 0014 ⎞
k2 = 1, 25 ⎜ 0, 6 + ⎟
⎝ ε cu 2 ⎠

a extensão última ε cu 2 é obtida do quadro 3.1 – pg. 34

ε cu 2 = 3,5 ×10−3

⎛ 0, 0014 ⎞
k2 = 1, 25 ⎜ 0, 6 + = 1, 25
⎝ 0, 0035 ⎟⎠
a posição do eixo neutro, no estado limite último, após a redistribuição é
determinada seguidamente
se M sd = −285 kNm e a altura útil é d = 0, 66 m

285
μ Sd = = 0,164
0,30 × 0, 662 ×13300
das tabelas Barros e Figueiras (2007) tem-se:
x
μ = 0,164 e A A′ = 0, 0 pelo que ω = 0,183 e α = = 0, 226
d
pelo que
δ ≥ 0, 44 + 1, 25 × 0, 231 = 0, 73
285
δ= = 0,93 ≥ 0, 73 (não é necessário verificar a capacidade de rotação)
305, 72
Obtêm-se os seguintes diagramas de esforços após a redistribuição:

Armadura longitudinal
M sd
μ sd = em flexão simples
bd 2 f cd
M Sds
μ sd = em flexão composta
bd 2 f cd

M Sds = M Sd − N Sd ys e ys = d − h / 2 = 0, 66 − 0, 7 / 2 = 0,31 m
M Sd [kNm] −225 43 69,69 23 −285 284, 06

N Sd [kN] 0 −27, 71 0 36, 65 0 0

M Sds [kNm] - 51,6 - 11,6 - -

μ 0,129 0, 030 0, 040 0, 007 0,164 0,164

x 0,172 0, 055 0, 066 0,0258 0, 226 0, 226


d

ω 0,139 0,0305 0, 041 0, 007 0,183 0,183

As [cm2] 10,52 < As ,min 3,10 < As ,min 13,85 13,85

∅ 2∅12 + 3∅20 3∅12 3∅12 3∅12 2∅12 + 4∅ 20 2∅12 + 4∅20

armaduras mínima e máxima


7.3.2 – pg. 137
As ,minσ s = kc kf ct ,eff Act (7.1)

Act é a área de betão traccionado imediatamente antes da formação da primeira


fenda. A presença das armaduras desloca o eixo neutro na sua direcção, pelo que
será conservativo considera-lo a meia altura.
Act = 0,30 × 0,35 = 0,105 cm2
f ct ,eff = f ctm = 2, 2 MPa (quadro 3.1 – pp. 34)

O diâmetro deve ser corrigido em função das hipóteses de cálculo

φs = φs* ( f ct ,eff 2,9 )


kc hcr
(7.6N)
2(h − d )

0, 4 × 0,35
φs = 20 ( 2, 2 2,9 ) = 21, 2 mm
2 ( 0, 7 − 0, 65 )

interpolando a tensão no quadro 7.2N, para wk = 0, 4 mm (quadro 7.1N), obtém-se

σs = 236 MPa
kc = 0, 4
k = 1, 0

As ,min = 0, 4 × 1, 0 × 2, 2 × 0,105 236 = 3,9 × 10−4 m 2 = 3,9 cm 2

adicionalmente,
de 9.2.1.1 (1) – pg. 171 tem-se:
f ctm
As ,min = 0, 26 bt d </ 0, 0013bt d (9.1N)
f yk

2, 2
As ,min = 0, 26 0,3 × 0, 65 = 2,8 × 10−4 m2 </ 0, 0013 × 0,3 × 0, 65 = 2,5 × 10−4 m 2
400
então,
As ,min = max ( 3,9; 2,8; 2,5 ) cm 2 = 6, 6 cm 2

de 9.2.1.1(3) – pg. 171 vem:


As ,max = 0, 04 × 0, 3 × 0, 7 = 84 × 10 −4 m 2 = 84 cm 2

a armadura necessária para a flexão é superior à mínima e inferior à máxima


regulamentares.

Interrupção de Armaduras
Consola
x = 1 m ⇒ M Sd = −76, 5 kNm
h = 0,5 d ≅ 0, 46
76,5
μ Sd = = 0, 091
0,30 × 0, 462 ×13300
das tabelas Barros e Figueiras (2007) tem-se:
μ = 0,091, A A′ = 0, 0 pelo que ω = 0,096
13,3
As = 0, 096 × 0,30 × 0, 46 × = 5, 06 × 10−4 m 2 = 5, 06 cm 2 ( 2∅12 + 2∅ 20 )
348
Verificação da compressão máxima na biela de betão
6.2.3 (3) – pg. 101
VRd ,max = bw zν 1 f cd ( cot θ + tan θ ) (6.9)

⎛ f ck ⎞
ν 1 = 0, 6 ⎜ 1 − ⎟ (6.6N – pg. 100)
⎝ 250 ⎠

⎛ 20 ⎞
ν 1 = 0, 6 ⎜ 1 − ⎟ = 0,552
⎝ 250 ⎠

VRd ,max = 0,3 × ( 0,9 × 0, 46 ) × 0,552 × 13300 2 = 455,9 kN

como VRd ,max = 455,9 kN > VSd ,max = 112,5 kN , não é necessário alterar as dimensões

da secção transversal

9.2.1.3 (2) – pg. 172


para a armadura transversal calculada pelo procedimento preconizado em (6.2.1
– pg. 96),
al = z ( cot θ − cot α ) 2 ≥ 0 (9.2)

o valor de z pode ser considerado igual a 0,9d (6.2.3 (1) – pg. 100); então tem-
se:
al = 0,9 × 0, 46 × (1 − 0 ) 2 = 0, 21m

os varões devem ser amarrados (a partir do ponto em que deixam de ser


necessários) com um comprimento de amarração, lbd;

8.4.3 – pg. 152


φ σ sd
lb , rqd = (8.3)
4 f bd
8.4.2 (2) – pg. 151
fbd = 2, 25η1η2 fctd (8.2)

3.1.6 (2) – pg. 39


f ctk ,0,05 1,5
f ctd = = = 1, 0 MPa
γC 1,5
para condições de má aderência:
fbd = 2, 25 × 0, 7 ×1, 0 ×1, 0 = 1,58 MPa
para avaliar a tensão nos varões a partir da zona onde é medido o comprimento
da amarração, é preciso analisar o diagrama de momentos
As,req = 5,06 cm2
As,prov = 14,83 cm2
tem-se, então, que σ sd poderá ser obtido pela seguinte relação:

As , req 5, 06
σ sd ≈ f yd = 348 = 118, 7 MPa
As , pro 14,83

0, 020 118, 7
lb ,rqd = = 0,38 m
4 1,58

o comprimento de amarração de cálculo pode então ser determinado


8.4.4 (1) – pg. 153
lbd = α1α 2α 3α 4α 5lb ,rqd ≥ lb,min (8.4)

α1 = 1, 0 - varões rectos
α 2 = 1, 0 - por simplicidade, enquanto não se verifica a constituição da secção
transversal
uma vez que as cintas transversais ainda não foram dimensionadas, pode
assumir-se, pelo lado da segurança, que serão as mínimas. Assim:
α 3 = 1, 0
α 4 = 1, 0 - não existem varões transversais soldados
α 5 = 1, 0 - ausência de compressão transversal no estado limite último ao longo de
α 2α 3α 5 = 1, 0 ≥ 0, 7 (8.5)

logo
lbd = 1, 0 × 0,38 ≥ lb ,min

lb ,min = max ( 0,3lb , rqd ;10φ ;100 mm ) (8.6)

lb ,min = max ( 0,3 × 380;10 × 20;100 mm ) = 200 mm

então
lbd = 0,38 m

x = 1 − 0, 21 − 0,38 = 0, 41 m
Vão Quebrado
h = 0, 7 m d ≅ 0, 66 m
A'
2∅12 ⇒ As' = 2, 26 cm2 e assume-se que = 1, 0
A
2, 26 ×10−4 348000
ω= = 0, 030 e
0,3 × 0, 66 13300
das tabelas Barros e Figueiras (2007) tem-se:
μ = 0, 030 ⇒ M Rd = −52,1 kNm ⇒ x = 1,02 m ∨ x = 4, 70 m

Vsd ( x = 1, 02 m ) = 132,56 kN e Vsd ( x = 4, 70 m ) = −132, 40 kN

Verificação da compressão máxima na biela de betão


6.2.3 (3) – pg. 101
VRd ,max = bw zν 1 f cd ( cot θ + tan θ ) (6.9)

⎛ f ck ⎞
ν 1 = 0, 6 ⎜ 1 − ⎟ (6.6N – pg. 100)
⎝ 250 ⎠

⎛ 20 ⎞
ν 1 = 0, 6 ⎜ 1 − ⎟ = 0,552
⎝ 250 ⎠

VRd ,max = 0,3 × ( 0,9 × 0, 66 ) × 0,552 × 13300 2 = 654,1 kN

como VRd ,max = 654,1 kN > VSd ,max = 297, 25 kN , não é necessário alterar as dimensões

da secção transversal, que se encontra verificada para o vão quebrado e extremo


direito.

seguindo passos idênticos aos já efectuados para a consola


al = z ( cot θ − cot α ) 2 ≥ 0 (9.2)

al = 0,9 × 0, 66 × (1 − 0 ) 2 = 0,30 m

As,req = 2,26 cm2


As,prov = 14,83 cm2

As , req 2, 26
σ sd ≈ f yd = 348 = 53, 0 MPa
As , pro 14,83
0, 020 53, 0
lb ,rqd = = 0,17 m
4 1,58
lbd = 1, 0 × 0,17 ≥ lb ,min

lb ,min = max ( 0,3lb , rqd ;10φ ;100 mm ) (8.6)

lb ,min = max ( 0,3 × 170;10 × 20;100 mm ) = 200 mm

pelo que lbd = 0, 20 m

x = 1, 02 + 0,30 + 0, 20 = 1,52 ≅ 1,55 m

x = 4.70 − 0,30 − 0, 20 = 4, 20 m

Tramo externo direito


Armadura negativa
h = 0, 7 m d ≅ 0, 66 m

2∅12 ⇒ As' = 2, 26 cm 2
ω = 0, 030
das tabelas Barros e Figueiras (2007) tem-se:
μ = 0, 029 ⇒ M Rd = −50, 4 kNm ⇒ x = 0,88 m
Vsd = 233,89 kN

seguindo os passos já efectuados para o vão quebrado


al = 0,30 m

lbd = 0, 20 m

x = 0,88 + 0,30 + 0, 20 = 1,38 ≅ 1, 40 m

Armadura positiva
h = 0, 7 m d ≅ 0, 66 m

2∅12 + 2∅ 20 ⇒ As = 8,54 cm 2
ω = 0,113
das tabelas Barros e Figueiras (2007) tem-se:
μ = 0,107 ⇒ M Rd = 186, 0 kNm ⇒ x = 2,14 m

seguindo os passos já efectuados para o vão quebrado


al = 0,30 m
as condições de aderência são consideradas boas pelo que é preciso corrigir o
comprimento de amarração lbd
fbd = 2, 25 ×1, 0 ×1, 0 ×1, 0 = 2, 25 MPa
para avaliar a tensão nos varões a partir da zona onde é medido o comprimento
da amarração, é preciso analisar o diagrama de momentos
As,req = 8,54 cm2
As,prov = 14,83 cm2
tem-se, então, que σ sd poderá ser obtido pela seguinte relação:

As , req 8,54
σ sd ≈ f yd = 348 = 200, 4 MPa
As , pro 14,83

0, 020 200, 4
lb,rqd = = 0, 45 m
4 2, 25
lbd = 1, 0 × 0, 45 ≥ lb,min

lb ,min = max ( 0,3lb , rqd ;10φ ;100 mm ) (8.6)

lb ,min = max ( 0,3 × 450;10 × 20;100 mm ) = 200 mm

então
lbd = 0, 45 m

x = 2,14 − 0,30 − 0, 45 = 1,39 ≅ 1,35 m

Apoio direito
Vsd = 202, 25 kN
armadura nos apoios
9.2.1.4 (2) – pg. 173
al
FE = VE (9.3)
z
0,30
FE = 202, 25 = 102,15 kN
0,9 × 0, 66
102,15
As = = 2,9 × 10−4 m 2 = 2,9 cm 2 é a área necessária para amarrar a armadura
348000
nos apoios

As,req = 2,9 cm2


As,prov = 14,83 cm2
tem-se, então que σ sd poderá ser obtido pela seguinte relação:

As , req 2,9
σ sd ≈ f yd = 348 = 68,1 MPa
As , pro 14,83

0, 020 68,1
lb ,rqd = = 0,15 m
4 2, 25

lb ,min = max ( 0,3lb , rqd ;10φ ;100 mm ) (8.6)

lb ,min = max ( 0,3 × 150;10 × 20;100 mm ) = 200 mm

então
lb ,rqd = 0, 20 m

Planta
Dimensionamento ao Esforço Transverso
Avaliação da capacidade resistente ao esforço transverso sem armadura
transversal
6.2.2 (1) – pg. 98

VRd ,c = ⎡CRd ,c k (100 ρl f ck ) ⎤ bw d


1/3
(6.2.a)
⎣ ⎦
CRd ,c = 0,18 γ c = 0,18 1,5 = 0,12

200 200
k = 1+ = 1+ = 1,55 ≤ 2, 0
d 660
Asl 3,39 ×10−4
ρl = = = 0, 0017 ≤ 0, 02
bw d 0,3 × 0, 66

VRd ,c = ⎡0,12 × 1,55 × (100 × 0, 0017 × 20 ) ⎤ × 300 × 660 × 10−3 = 55, 4 kN


1/3
⎣ ⎦
sujeito a um mínimo de
VRd ,c = ν min bw d (6.2.b)

ν min = 0, 035k 3/2 f ck1/2 (6.3N)

ν min = 0, 035 ×1,553/2 × 201/ 2 = 0,302


pelo que
VRd ,c = 0, 302 × 300 × 660 = 59,8 × 103 N = 59,8 kN

pelo que
VRd ,c = max(55, 4;59,8) = 59,8 kN

9.2.2 (5) – pg. 175


Armaduras transversais mínimas
para S 400 e C 20/25 tem-se:

(
ρ w,min = 0, 08 f ck ) f yk (9.5N)

ρ w,min = ( 0, 08 20 ) 400 = 0, 00089443

ρ w = Asw ( sbw sin α ) = 0, 00089443

⎛ Asw ⎞ −4
⎟ = 0, 00089443 × 0,3 ×1 = 2, 68 × 10 m / m
2

⎝ s ⎠min
determine-se agora qual o espaçamento longitudinal máximo regulamentar na
zona em análise
9.2.2 (6) – pg. 176
sl ,max = 0, 75d (1 + cot α )

sl ,max = 0, 75 × 0, 66 × 1 = 0,50 m

logo:
então: sl ,max = 0,50 m

determinação do espaçamento transversal máximo regulamentar na zona em


análise

9.2.2 (8) – pg. 176


st ,max = 0, 75d = 0, 75 × 0, 66 = 0,50 m ≤ 0, 6 m ⇒ st ,max = 0,50 m

o espaçamento transversal máximo implica que dois ramos serão suficientes.


para estribos φ8 de 2 ramos:
E2rφ8 → As = 1,01 cm2
s ≤ 0,377 m
adopta-se s = 35,0 cm

6.2.3 (3) – pg. 101

⎛A ⎞
VRd , s = ⎜ sw ⎟ zf ywd cot θ (6.8)
⎝ s ⎠
Para uniformizar a colocação de estribos ao longo dos tramos da viga definem-se
seguidamente tipos de armadura transversal escolhidos de forma a uniformizar a
variação da armadura transversal ao longo da viga.

E2rφ8af 0.30 m → As = 3,37 cm2/m


VRd , s = 3,37 × 10 −4 ( 0,9 × 0, 66 ) × 348 × 103 × 1 = 69, 66 kN

E2rφ8af 0.20 m → As = 5,05 cm2/m


VRd , s = 5, 05 × 10 −4 ( 0,9 × 0, 66 ) × 348 × 103 × 1 = 104,39 kN

E2rφ8af 0.15 m → As = 6,73 cm2/m


VRd , s = 6, 73 × 10 −4 ( 0,9 × 0, 66 ) × 348 × 103 × 1 = 139,12 kN

E2rφ8af 0.125 m → As = 8,08 cm2/m


VRd , s = 8, 08 × 10−4 ( 0,9 × 0, 66 ) × 348 × 103 × 1 = 167, 02 kN

E2rφ8af 0.10 m → As = 10,1 cm2/m


VRd , s = 10,1× 10 −4 ( 0,9 × 0, 66 ) × 348 × 103 × 1 = 208, 78 kN

E3rφ8af 0.125 m → As = 12,08 cm2/m


VRd , s = 12, 08 × 10 −4 ( 0,9 × 0, 66 ) × 348 × 103 × 1 = 249, 71 kN

a representação da localização da zona dos estribos pode ser encontrada na figura


seguinte:

249,71 kN
139,12 kN

104,39 kN

69,66 kN 167,02 kN

104,39 kN

40,50 kN

116,32 kN

69,66 kN
104,39 kN

139,12 kN

167,02 kN

208,78 kN

2rφ8//0,15 2rφ8//0,20 2rφ8//0,30 2rφ8//0,10 2rφ8//0,125 3rφ8//0,125 2rφ8//0,125 2rφ8//0,20 2rφ8//0,10

na figura anterior, as zonas assinaladas com espessura maior correspondem a


tomar o esforço transverso à face do apoio nos termos de

Consola de secção variável


M sd ( x ) = −36 x 2 − 405 x [kNm]
6.2.1 (1) – pg. 96
Para elementos com altura variável, deve ser tida em conta as componentes de
esforço transverso da força de compressão, no caso de um banzo comprimido
inclinado, e de tracção na armadura de tracção.

6.2.1 (2) – pg. 96


V 'sd ( x ) = 72 x + 40,5 [ kN ]

a contribuição das escoras comprimidas para a resistência ao esforço transverso


pode ser avaliada por:
M
Vccd = tg (α )
d

tg (α ) = 0, 2

d ≅ 0, 26 + 0, 2 x

36 x 2 + 40,5 x 7, 2 x 2 + 8,1x
Vccd = 0, 2 = [kN]
( 0, 26 + 0, 2 x ) 0, 26 + 0, 2 x

pelo que o esforço transverso actuante de cálculo pode ser corrigido, isto é,
decrescido de Vccd . Fica assim determinada a parcela V 'sd que deverá ser

suportada pelas armaduras transversais.

V 'sd ( x ) = Vsd − Vccd

7, 2 x 2 + 8,1x
V 'sd ( x ) = 72 x + 40,5 − [kN ]
0, 26 + 0, 2 x
o valor do transverso corrigido encontra-se representado a tracejado na figura
anterior
9.2.2 (5) – pg. 175
Armaduras transversais mínimas

⎛ Asw ⎞ −4
⎟ = 2, 68 ×10 m / m
2

⎝ s ⎠ min
determine-se agora qual o espaçamento longitudinal máximo regulamentar na
zona em análise
9.2.2 (6) – pg. 176
sl ,max = 0, 75d (1 + cot α )

sl ,max = 0, 75 × 0, 26 × 1 = 0, 20 m

determinação do espaçamento transversal máximo regulamentar na zona em


análise

9.2.2 (8) – pg. 176


st ,max = 0, 75d = 0, 75 × 0, 26 = 0, 20 m ≤ 0, 6 m ⇒ st ,max = 0, 20 m

o espaçamento transversal máximo implica que serão necessários 3 ramos.

armadura transversal

⎛A ⎞
VRd , s = ⎜ sw ⎟ zf ywd cot θ (6.8)
⎝ s ⎠

⎛A ⎞ 7, 2 x 2 + 8,1x
VRd , s = ⎜ sw ⎟ ⎡⎣0,9 × ( 0, 26 + 0, 2 x ) ⎤⎦ × 348 × 103 ×1 ≥ 72 x + 40,5 − kN
⎝ s ⎠ 0, 26 + 0, 2 x
pelo que a armadura transversal ao longo da consola terá de ser
7, 2 x 2 + 8,1x
72 x + 40,5 −
−4 (
⎛ Asw ⎞ 0, 26 + 0, 2 x x 2 + 2, 6 x + 1, 4625 ) 2
⎜ ⎟≥ 5, 747 ×10 m /m
⎝ s ⎠ ⎡⎣0,9 × ( 0, 26 + 0, 2 x ) ⎤⎦ × 348 × 10 ( x + 1,3)
3 2

se x=2,0 m

⎛ Asw ⎞ −4
⎟ = 5, 63 × 10 m / m
2

⎝ s ⎠
E2rφ8 → As = 1,01 cm2
s ≤ 0,179 m
adopta-se s = 15,0 cm para respeitar o espaçamento transversal
se x=0,0 m

⎛ Asw ⎞ −4
⎟ = 4,97 × 10 m / m
2

⎝ s ⎠
verifica-se que não haverá necessidade de proceder à variação do espaçamento
dos estribos ao longo da consola uma vez que a variação da área necessária é
reduzida. No entanto, na extremidade livre é preciso ter em atenção a necessidade
de armadura de suspensão:
9.2.5 – pg. 177
Armadura de suspensão para fazer face ao apoio indirecto
- Na extremidade da consola
Fsd = 1,35 × 30 = 40,5 kN

40,5
As = = 1,16 cm 2
348000
a armadura deverá ser distribuída numa faixa que poderá ser exterior ao volume
de betão comum às duas vigas de acordo com 9.2.5 (2). Assim sendo, na viga
principal esta distância deverá

Planta

⎧ 0,30
⎪⎪a ≤ 2 = 0,15 m

⎪b ≤ 0,30 = 0,10 m
⎪⎩ 3
a armadura pode assim ser distribuída numa largura s
s = 0,15 + 0,10 = 0, 25 m
As 1,16
= = 4, 64 cm 2 / m
s 0, 25
Armadura transversal total

⎛ Asw ⎞
⎟ = 4,97 + 4, 64 = 9, 61 cm / m
2

⎝ s ⎠total
E3rφ8 → As = 1,508 cm2
s ≤ 0,157 m
adopta-se s = 15,0 cm para respeitar o espaçamento transversal

No tramo direito
Fsd = 1,35 × 50 = 67,5 kN
67,5
As = = 1,94 cm 2
348000
Planta

a armadura pode assim ser distribuída numa largura s


s = 0,35 × 2 = 0, 70 m
As 1,94
= = 2, 77 cm2 / m
s 0, 70
esta zona dispõe já de E2rφ8af 0.20 m → As = 5,05 cm2/m
pelo que
Armadura transversal total

⎛ Asw ⎞
⎟ = 5, 05 + 2, 77 = 7,82 cm / m
2

⎝ s ⎠total
E2rφ8af 0,125 m → As = 8,08 cm2
Forças de desvio Artº 99 (REBAP)

M sd 43 43
F(1) = = = = 72,39 kN
z 0,9d 0,9 × 0, 66
ou

F( 2) = f syd As = 348000 × 3,39 ×10−4 = 117,97 kN

F(1) - força de tracção (igual à compressão)

F( 2 ) - força máxima de tracção instalável

Força de desvio na zona comprimida:

⎛α ⎞ F 33, 27
Fd = 2 F sin ⎜ ⎟ = 33, 27 ⇒ Asd = s = = 0,95 cm 2
⎝2⎠ f syd 348000
Como a área desta armadura é pequena vai-se acrescentar 2Est∅6 , um de cada
lado do que quebra. Normalmente devia-se somar localmente as áreas.
total
⎛ Asw ⎞ Asw Asd
⎜ ⎟ = +
⎝ s ⎠ s s
De notar que se uma secção estiver sujeita a esforço transverso, torção, forças de
desvio e de suspensão nessa zona da viga temos quatro contribuições para a
armadura transversal.
Esquema das armaduras de flexão e transversais

4φ20+2φ12 4φ20+2φ12
4φ20+2φ12

4φ20+2φ12 4φ20+2φ12 4φ20+2φ12


4φ20+2φ12

4φ20+2φ12

4φ20+2φ12
4φ20+2φ12

3rφ8//0,15 2rφ8//0,15 2rφ8//0,15 2rφ8//0,20 2rφ8//0,30 2rφ8//0,10 2rφ8//0,125 3rφ8//0,125 2rφ8//0,125 2rφ8//0,20 2rφ8//0,10