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A ESCOLA NÃO É

RESENHA UMA EMPRESA:


O NEOLIBERALISMO
EM ATAQUE
AO ENSINO PÚBLICO
Adegmar José Ferreira*

LAVAL, Christian. A escola não é uma empresa: o neo-liberalismo em


ataque ao ensino público. Tradução de Maria Luíza M. de Carvalho e
Silva. Londrina: Planta, 2004, 324 p.

A obra original de Christian Laval, sociólogo e especialista em historia


do pensamento liberal americano, publicada em 2003, cujo título é:
L’ecole n’est pás entreprise: lê neo-liberalisme à l’assant de l’em
seignemente public, foi traduzida no Brasil por Maria Luíza M. de Car-
valho e Silva, sob o título: A escola não é uma empresa: o neoliberalismo
em ataque ao ensino público. Constitui-se num denso estudo cientifico
sobre a escola, o neoliberalismo, as políticas públicas e suas conseqüênci-
as sobre a educação e, mais particularmente, sobre a educação francesa.
A obra é dividida em três partes. Na primeira, trata da produção
do “capital humano” a serviço da empresa; na segunda, da escola sob o
dogma do mercado e, na última, do poder e gerenciamento da escola
liberal. Na introdução, o autor denuncia o quadro de crise de legitimida-
de crônica pelo qual passa a escola e, dentre as inúmeras causas
motivadoras da crise, aponta a exclusão social como decorrente de cri-
térios de seleção social e submissão dos espíritos à ordem estabelecida.
Para o estudo do que aponta como a produção do “capital humano” a
serviço da empresa (expressão da economia de mercado), o autor sub-
divide o texto em quatro capítulos: 1º Novo capitalismo e educação; 2º
Do conhecimento como fator de produção; 3º A nova linguagem da es-
cola; 4º A ideologia da profissionalização. Ainda na introdução, quando
se refere à virtude neoliberal da escola, tem o cuidado de situar o leitor

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em relação aos objetivos de sua obra, afirmando que o primeiro deles
consiste em trazer à luz a nova ordem escolar que na sua concepção
tende a se impor tanto pelas reformas sucessivas quanto pelos discursos
dominantes, e ainda fazer aparecer a lógica que subentende as mudan-
ças do ensino.
Esse objetivo de Laval é levado a efeito ao longo de toda obra
num esforço contínuo para demonstrar que a escola neoliberal é perpas-
sada por um modelo que considera a educação como um bem essenci-
almente privado e cujo valor é, antes de tudo, econômico, fazendo cada
vez mais triunfar o capitalismo.
As relações produzidas no interior da escola neoliberal, segundo
Laval, à primeira vista, padecem de melhor clareza e visibilidade e com
muito esforço e eficiência vai pontuando cada uma delas e estabelecen-
do seus múltiplos efeitos caracterizadores da escola-empresa: a lógica
gerencial, o consumismo escolar, as pedagogias de inspiração individua-
lista, descentralização do estabelecimento etc. Registra que é o culto a
esse modelo escolar que considera a educação como um bem privado e
cujo valor é, antes de tudo, econômico.
Evidencia que nesse modelo de escola neoliberal não é a socieda-
de que garante a todos os seus membros um direto à cultura. São os
indivíduos que devem capitalizar recursos privados cujo rendimento fu-
turo será garantido pela sociedade. Aponta que essa privatização é um
fenômeno que afeta tanto o sentido do saber, quanto as próprias rela-
ções sociais. Dá-se uma concepção instrumental à escola e ao indivíduo
que a ela pertencente, aulas marcadas pelo elemento “eficiência”. Esse
termo nos faz pensar e estabelecer ilações com a tão decantada eficiên-
cia do “chão-da-fábrica” característico do modelo capitalista.
Essa concepção instrumental e liberal, segundo Laval, pode estar
ligada a uma transformação muito mais geral das sociedades e das eco-
nomias capitalistas e a duas tendências que se misturam para fazer da
escola um meio de civilização e um lugar de fortes tensões.
A lógica do capital é a acumulação, a partir da produção com o
objetivo do lucro. A escola neoliberal tem como principal objetivo formar
capacidades de inovar, formar mão-de-obra em estruturas de elabora-
ção, comunicação e difusão dos saberes, mesmo que a cargo dos esta-
dos nacionais, assevera Laval. Evidencia-se que o alvo é a produção
eficiente (qualidade a baixo custo). Nesse modelo, escola e fábrica se
confundem num evidente viés empresarial. Ao tempo em que a escola
se caracteriza como utilitarista, segundo a idéia de que ela produz saber,

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se caracteriza também como neoliberal no seu modo de organização. E
se é um instrumento de bem-estar econômico, evidencia-se ser conce-
bida ferramenta que sirva ao interesse do individuo.
No modelo neoliberal a escola existe para produzir “capital huma-
no”, do qual a empresa tanto necessita. Essa lógica é criticada por Laval
ao longo de toda a obra, chegando a afirmar em nota que a concepção
dominante da educação tem uma dupla dimensão: é, simultaneamente,
utilitarista segundo a idéia de que ela fornece saber, e liberal em relação
ao modo de organização da escola. Se a escola é um instrumento de bem-
estar econômico é porque o conhecimento é visto como uma ferramenta
que serve ao interesse individual ou a uma soma de interesses individuais.
A instituição escolar parece só existir para fornecer às empresas o capital
humano que essas necessitam. Mas é de modo complementar, liberal pelo
lugar que dá ao mercado educativo. Podendo, deduzir facilmente que a
relação educativa deve ser regida por uma relação do tipo mercantil ou
deve ao menos imitar o modelo de mercado.
Laval assevera que a globalização das economias não só reforça,
mas inflete a tendência mercantilista da educação. Tem-se assim em
boa conta, o peso da compatibilidade tomado, evidentemente, à eficiên-
cia e eficácia na busca de resultados com menores custos e maiores
lucros. A escola neoliberal se caracteriza um desses meios para se atin-
gir esse objetivo, (o lucro), tornando-se, portanto, um fator de
competitividade do sistema econômico e social. Registra, ainda, que as
reformas liberais da educação são duplamente guiadas pelo papel cres-
cente do saber na atividade econômica e pelas restrições impostas pela
competição sistemática das economias. Impõe se novo “gerenciamento”
das escolas, padronização de métodos e conteúdos, profissionalização
dos professores etc. Essa lógica, como se vê, despreza valores que no
passado constituíam-se no centro de gravidade da antiga escola. Além
do valor profissional essa escola cultua principalmente o valor social,
cultural e político do saber na formação do individuo, enquanto que para
na escola dita liberal moderna, esses valores são invertidos e relegados
em detrimento da formação da pessoa humana. Prioriza-se o usuário, o
cliente–consumidor.
Um dos objetivos da escola neoliberal é formar o “capital huma-
no” com os interesses voltados para competitividade da economia de
mercado.
Cuidadosamente, Laval diagnostica afirmando que a escola
neoliberal permanece ainda uma tendência e não uma realidade acaba-

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da, mas admite [...] a força do novo modelo e a razão pela qual ele
pouco a pouco se impõe, referindo-se precisamente à forma como o
neoliberalismo se apresenta à escola e ao resto da sociedade, como a
solução ideal e universal à todas as contradições e difusões, enquanto
na verdade esse remédio alimenta o mal que ele supostamente cura.
Com a imposição desse modelo, na concepção de Laval, a ques-
tão escolar não é mais somente o que denomina “problema social”, ela
tende a se tomar uma questão de civilização. Assim, observa-se que
entre as questões colocadas pelo autor está o de conteúdo e a dinâmica
do modelo escolar que se impõe nas sociedades de mercado, permitindo
concluir que em uma sociedade com poderes de produção notáveis, o
acesso universal à cultura escrita, letrada cientifica e técnica pela edu-
cação pública e instituições culturais se torna uma utopia irrealizável.
Laval acusa ser falaciosa a oposição entre imobilistas e renova-
dores da escola, ao tempo em que sugere evitar a adoção de teses alar-
mistas e catastróficas, tipo “a escola republicana está morta”, “tudo
está perdido”. Reconhece que a escola coloca questões complexas que
não se saberia reduzir a itens simplistas ou a diagnósticos muito rápidos,
sobretudo quando eles concluem um pouco rapidamente, pela morte clí-
nica da escola. Se ela engaja o sentido da vida individual e coletiva, se
liga passado e futuro e mistura gerações.
A educação pública é também um campo de forças, num
afrontamento de grupos e de interesses, de luta contínua de representa-
ções e de lógicas. As relações de raças não são nem essenciais numa
fatalidade. Assim, indaga: trata-se de adaptar melhor a escola à economia
capitalista e à sociedade liberal, adaptação que colocaria cada vez mais
em perigo a autonomia da instituição escolar, mas que não a destruiria, ou
vem a uma discussão sobre um caminho mais firme em direção à destrui-
ção da escola como tal. Laval diz ser esta a tese de Giles Deleuze, que
adverte: “Tenta-se nos fazer crer em uma reforma da escola, como uma
liquidação” fazendo crer que nós deixaríamos as sociedades de aprisiona-
mento e de “recomeço”, nos quais o individuo passa, sucessivamente, por
uma série de instituições descontínuas (família, escola, indústria e hospital
para entrar nas sociedades de controle total e permanente nos quais “não
se acaba nunca com nada” e, sobretudo, não com um controle continuo
que assegura uma flexibilidade e uma disponibilidade ilimitada dos domi-
nados. Conclui, afirmando que a análise das recentes mutações escolares
fornece argumentos sólidos à tese da desescolarização, cuja tendência é
para uma pedagogização generalizada das relações sociais.

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O mundo escolar e o mundo das empresas já se confundem. Não
se enxerga no modelo capitalista a diferença entre o universo do conhe-
cimento e o dos bens e serviços. Se não estamos ainda vivendo a liqui-
dação brutal da forma escolar como tal, nós assistimos seguramente a
uma mutação da instituição escolar que se pode associar a três tendên-
cias: uma desinstitucionalização, uma desvalorização, e uma desintegra-
ção. Todas, segundo Laval, são inseparáveis das que tendem a uma
recomposição de um novo modelo de escola.
Mesmo admitindo que nem toda tendência possa ter se oferecido,
o certo é que a escola neoliberal é cada vez mais semelhante e que se
delineia cada vez mais com uma empresa a serviço de interesses muito
diversos e de uma ampla clientela.
Laval denuncia que um grande “centro organizador” composto
de organismos internacionais (Organização Econômica e Cooperação
para Desenvolvimento (OCDE), o Fundo Monetário Internacional (FMI)
e o Banco Mundial) define de maneira muito uniforme os “critérios de
comparação”, as “boas práticas gerencias e pedagógicas”, os “bons
conteúdos” correspondentes às competências requeridas pelo mundo
econômico.
Finalmente, chama a atenção para o exemplo da escola france-
sa como modelo híbrido de mercado e de burocracia que, para alguns,
consiste numa evolução “moderna” da instituição escolar. Para anali-
sar as mutações dessa escola o autor faz a ultrapassagem das separa-
ções de abordagens de métodos, e de disciplina. Para atingir seu
objetivo nessa demonstração, Laval se socorre da perspectiva históri-
ca, levando-se em conta que o que acontece à escola tem raízes pro-
fundas. Considera: a dimensão racional, que não pode ser eliminada
em matéria de ensino e que deve ser relativizada por comparações
necessárias; a função econômica da escola, cada vez mais essencial
no quadro do novo capitalismo e diz ainda que deve ser relacionada
com as mutações sociais, políticas e culturais; que as determinações
econômicas e sociais externas são relacionadas com as evoluções in-
ternas da instituição escolar de natureza organizacional, sociológica
ou pedagógica; e que as restrições ideológicas devem sempre ser re-
lacionadas com as experiências dos indivíduos nas sociedade de mer-
cado em construção.
Laval afirma que na nova ordem educativa que se delineia na França
o sistema está a serviço da competitividade econômica, está estruturado
como um mercado que deve ser gerido ao modo das empresas.

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Rechaça o rótulo de conservadorismo se o sistema não adere aos
dogmas modernistas ou, ao contrário, também não admite a condição de
liquidador da escola republicana se pensa que certas transformações
seriam indispensáveis para melhor defender a vocação emancipadora
da escola e tornar o acesso à cultura mais igualitário. Mas, ao mesmo
tempo reconhece que é preciso dizer que a chantagem à modernidade
ou a recriminação de traição não deveriam mais ser objeto de debates e
analises sobre a escola.
O autor afirma que se é necessário mudar radicalmente a esco-
la, o mesmo deverá ocorrer no sentido de distinguir cuidadosamente
duas lógicas de sua transformação. Afirma que há uma que busca
negar o que está no princípio da educação pública, a apropriação por
todos de formas simbólicas e de conhecimentos necessários ao julga-
mento e ao raciocínio e que promete, no seu lugar aprendizados dóceis
às empresas e voltadas para a satisfação do interesse privado. Quem
mais é em nome da “igualdade de chances”, instaura uma lógica mer-
cantil que consolida e mesmo intensifica as desigualdades existentes.
Outra transformação é totalmente contrária à primeira. Visa melhorar
para o maior número de pessoas as condições de assimilação e de
aquisição dos conhecimentos indispensáveis a uma vida profissional,
mas também, muito mais amplamente, a uma vida intelectual, estética
e social tão rica e variada quanto possível, segundo os ideais de escola
emancipadora que a esquerda carregou consigo muito tempo antes de
os esquecer.
Laval entende que os ideais são traídos se a escola não é mais do
que uma antecâmara de uma vida econômica e profissional muito desi-
gual, e que, é essa visão de universalização da cultura que preside a
análise do modelo neoliberal da escola. Por fim, defende uma educação
universal digna desse nome, obra que no seu entendimento deve ser
necessariamente coletiva.
O autor apresenta argumentos consistentes a partir de fecunda
análise da educação francesa nos seus principais momentos históricos.
Criticamente, analisa relatórios de alguns ministros da Educação de seu
país, estabelecendo relações entre os objetivos expostos nos relatórios e
o nítido alinhamento com o pensamento e objetivos de organizações in-
ternacionais representantes da fina flor do capitalismo e, conseqüente-
mente, do mercado mundial. Registre-se que além das organizações já
mencionadas, consta a Organização Mundial do Comércio (OMC), “le-
gítima” interessada em todo esse processo.

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Laval trata da relação escola/emprego na primeira parte de sua
obra, conseguindo com muita habilidade demonstrar o quanto o modelo
capitalista neoliberal da escola degrada o vínculo simbólico existente
entre diploma e emprego, o que de conseqüência, contribui para
descaracterizar a escola e, de forma mais ampla, a educação em geral
e, particularmente, a denominada educação republicana. Na segunda
parte, deixa claro que o modelo neoliberal de educação contempla de
forma subserviente práticas empresarias mercadológicas.
Os termos usualmente utilizados pelos defensores do modelo
neoliberal são suficientes para demonstrar seus sintomáticos objetivos:
escola “flexível”, educação ampliada, cultura útil, “capital humano”, in-
dústria do saber etc. Essa nova linguagem adotada para a nova escola
dá a exata dimensão do que se pretende.
A ideologia da profissionalização, somada à mercantilização da
escola, mercado das novas tecnologias e a globalização da educação,
são fatores que contribuem decisivamente para a segregação dos indiví-
duos. Nesse ponto, a obra de Laval presta mais uma vez, lúcidos escla-
recimentos que comprovam a realidade não só da França, mas de outros
países europeus e não europeus, enfatizando, principalmente, o caso
americano. A escola pública para o filho do operário (escola pobre), a
escola de “elite” (escola rica) para o filho da capitalista são um bom
exemplo do que é abordado pelo autor.
Na terceira e última parte, dá ênfase ao poder de gerenciamento
da escola liberal, “modernização” e seu sentido, somados ao surgimento
da nova figura empresarial do “chefe” à frente da gerência escolar,
distanciando o professor do controle administrativo-pedagógico do esta-
belecimento. O gerenciamento, somado à racionalização, ao culto à efi-
cácia, à modernização tecnológica, aproximaram, cada vez mais, segundo
Laval a escola do genuíno modelo capitalista empresarial. Tem como
evidente o desvalor do professor, do título acadêmico, da cultura e da
educação voltadas para a satisfação do cidadão, graças ao utilitarismo
perverso, tendo como alvo a produção e o lucro. O homem deve ser
preparado para satisfazer o mercado. À escola fica a tarefa de “fabri-
car” o profissional trabalhador.
Para a nova escola, vale o trabalho que seu progresso possa pro-
duzir. A escola deixa de ser uma instituição para se transformar numa
organização. Essa constatação foi muito bem demonstrada por Laval,
chegando a afirmar que com o esvaziamento da instituição escola, a
mesma se descaracterizou. É reconhecida de fato e não mais direito,

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fruto do novo modelo, mas, no entanto, finaliza afirmando que esse mo-
delo neoliberal de educação não finalizou. Critica certos seguimentos da
esquerda pela rendição aos “encantos” do liberalismo econômico na
educação, mas, por outro lado, exorta a todos à luta e combate a esse
modelo segregatório de educação.
Algumas considerações do resenhista: o autor Christian Laval de-
monstra ser um aguerrido oposicionista ao sistema capitalista e suas per-
niciosas influências na educação em geral e na escola em particular. Em
sua consistente obra ora resenhada, denuncia a “consagração” de tais
influencias e, de forma minuciosa, aponta como e onde incidem. Não se
intimida em apontar autoridades governamentais e organizações interna-
cionais comprometidas com os ideais mercadológicos vigentes. Defende
uma educação igualitária, ou mais próxima possível dos ideais de igualda-
de de oportunidades. Laval demonstra ser um intelectual que valoriza po-
sitivamente o socialismo. É competente, expõe e sustenta com muita clareza
seus argumentos e idéias. Sua obra reúne as qualidades exigidas à sua
destinação: tem clareza de objetivos, delimita com precisão seu objeto de
estudo, linguagem simples, atualizada e coerente. Não se utiliza de vasta
bibliografia, mas seu referencial teórico é sólido e bastante consistente. É
uma obra que merece ser lida e apreciada por estudantes, professores e
pesquisadores da graduação e pós-graduação.

* Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Católica de Goiás


PPGE/UCG. Professor da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Goiás -UFG e do
Departamento de Ciências Jurídicas da Universidade Católica de Goiás -UCG. Juiz de Direito
da 10ª Vara Criminal de Goiânia. E-mail: adegmarjferreira@uol.com.br

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