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Revista Brasileira de Zootecnia

© 2011 Sociedade Brasileira de Zootecnia


ISSN 1806-9290 R. Bras. Zootec., v.40, p.145-154, 2011 (supl. especial)
www.sbz.org.br

Nutrição de peixes nativos

Wilson Rogério Boscolo1, Altevir Signor1, Jakeline Marcela Azambuja de Freitas1, Fábio
Bittencourt1,2, Aldi Feiden1
1 Grupo de Estudos de Manejo na Aquicultura da Universidade Estadual do Oeste do Paraná.
2 Doutorando do Centro de Aquicultura da UNESP - Jaboticabal/SP.

RESUMO - A aquicultura brasileira apresenta grande diversidade de espécies nativas potenciais para criação comercial,
em razão das condições ambientais das diferentes regiões hidrográficas. Em relação à nutrição destas diferentes espécies, há
uma atuação significativa e crescente dos pesquisadores, que têm contribuído com diversos estudos enfocando aspectos relativos
à determinação de exigências nutricionais. Na literatura, os trabalhos concentram-se principalmente na avaliação das
exigências nutricionais de peixes redondos como pacu Piaractus mesopotamicus e tambaqui Colossoma macropomum, bagres
como os surubins Pseudoplatystoma sp., jundiás Rhamdia sp. e, em menor escala, as espécies dos gêneros Leporinus e Brycon.
O enfoque principal está voltado à determinação das exigências de proteína e energia e suas relações. São escassos os trabalhos
para determinação de exigências de aminoácidos, ácidos graxos essenciais, vitaminas e minerais. Esta revisão engloba os estudos
sobre as espécies nativas e indica que são necessários estudos mais aprofundados para subsidiar a cadeia produtiva.

Palavras-chave: aquicultura, espécies autóctones, exigências nutricionais, nutrientes, piscicultura

Native fish nutrition

ABSTRACT - The Brazilian aquaculture presents a great diversity of potential native species for commercial breeding
and its comes from the environmental conditions of different river basin. Regarding the nutrition of these species, there is
a significant and growing role of the researchers which has contributed to several studies focusing on aspects of the
determination of nutritional requirements. In the literature the focus is mainly assessing the nutritional requirements of fish
such as pacu Piaractus mesopotamicus and tambaqui Colossoma macropomum, catfish as surubins Pseudoplatystoma sp. and
jundiás Rhamdia sp., and to a lesser extent, with respect to the species of genus Leporinus e Brycon. The main focus aims
to determine the protein and energy requirements and their relationships. There are few studies to determine amino acids,
essential fatty acids, vitamins and minerals. This review includes research on native species and indicates that further studies
are needed to subsidize the production chain.

Key Words: aquaculture, fish-farming, native species, nutrients, nutritional requirements

Introdução atenção nos últimos anos, permitindo a identificação de


algumas das exigências nutricionais em sistemas de cultivo.
A criação de peixes nativos vem crescendo Grandes desafios deverão ser enfrentados pelos
significativamente na aqüicultura nacional. Embora a tilápia nutricionistas com relação à nutrição de peixes nativos,
seja a espécie dominante nos sistemas de cultivo, algumas devido ao número de espécies com potencial para cultivo
espécies nativas destacam-se, como é o caso dos peixes (Bittencourt et al., 2010a). Características de adaptação
redondos, tambaqui (Colossoma macromum) e pacu ambiental fazem com que determinada espécie se destaque
(Piaractus mesopotamicus); dos surubins, como o pintado em uma região hidrográfica e não seja indicada para outras,
(Pseudoplastytoma corruscans e P. fasciatum); dos jundiás haja vista as características ambientais e variações climáticas
(Rhamdia quelen, Rhamdia sp. e Rhamdia voulezi); e do País. Outro fator importante refere-se ao hábito de
outras espécies com potencial, como a piapara (Leporinus consumo de pescado nas diferentes regiões do país, que
obtusidens), piavuçu (Leporinus macrocephalus), o pode incentivar a criação e pesquisas direcionadas a
curimbatá (Prochilodus lineatus), pirarucu (Arapaima determinadas espécies nativas.
gigas) e dourado (Salminus brasiliensis). Estudos Neste sentido, objetivou-se com esta revisão levantar
relacionados à nutrição destas espécies têm recebido grande dados sobre a nutrição das principais espécies nativas,

Correspondências devem ser enviadas para: wrboscolo@pq.cnpq.br


146 Boscolo et al.

Vidal Júnior et al. (1998)

Bittencourt et al. (2010b)

Meyer & Fracalossi (2004)2


considerando-se as adversidades de cada espécie e sua

Sá & Fracalossi (2002) 2

Fernandes et al. (2001)


Fernandes et al. (2000)
Camargo et al. (1998)

Navarro et al. (2007)


Santos et al. (2010)1

Piedras et al. (2006)


relação com os nutrientes constituintes das dietas que

Feiden et al. (2009)

Signor et al. (2010)

Signor et al. (2004)


Cotan et al. (2006)

Lopes et al. (2006)


Gonçalves (2002)
melhor proporcionem seu desempenho produtivo,

Fonte

Reidel (2007)
rendimento e qualidade de carcaça, bem-estar, saúde,
fisiologia e metabolismo em sistemas de criação.
Exigências de proteína e aminoácidos
Os peixes, tanto no ambiente natural quanto no cativeiro,

Fase de estudo

Pós-larvas
exigem diferentes nutrientes para manutenção de suas

Alevinos
Alevinos
Alevinos

Alevinos
Alevinos
Alevinos

Alevinos

Alevinos
Alevinos
Alevinos
Alevinos
Juvenis
Juvenis

Juvenis
Juvenis

Juvenis
atividades fisiológicas normais. Proteína e energia assumem
grande importância na composição de dietas para peixes
(Navarro et al., 2006), com maior destaque para a fração

9,06 ou 7,63 kcal ED g PB-1


proteica, que é exigida em quantidades elevadas.

9,81 – 9,78 EM g PB -1
12,10 kcal EM g PB-1
13,75 kcal EM g PB-1

10,28 kcal EM g PB-1


10,00 kcal ED g PB -1

13,00 kcal ED g PB -1
19,09 kcal ED g PB -1
16,15 kcal ED g PB -1
10,83 kcal ED g PB -1
10,4 kcal EM g PB -1

9,42 kcal EM g PB -1
6,24 kcal ED g PB-1

9,46 kcal ED g PB-1

9,64 kcal ED g PB-1

9,47 kcal ED g PB-1

6,66 kcal ED g PB-1


As estimativas dos requerimentos proteicos para
espécies nativas como o jundiá (R. quelen), pacu

Relação E/P
(P. mesopotamicus), tambaqui (C. macropomum), pintado
(P. corruscans) e algumas espécies do gênero Leporinus,
Astyanax e Brycon têm sido determinadas com base em
resultados de desempenho de produção e composição
corporal dos peixes alimentados com dietas práticas e

3200 – 3650 kcal EM kg-1


semipurificadas. Essa exigência expressa em porcentagem
Exigência em energia

3000 kcal EM kg-1

-1
3300 kcal EM kg-1

3600 kcal EM kg-1


2652 kcal ED kg-1
2900 kcal ED kg-1

3407 kcal ED kg-1

-1
3500 kcal ED kg-1
2700 kcal ED kg-1
3250 kcal ED kg-1

-1

3600 kcal ED kg-1

3400 kcal ED kg-1


4200 kcal EB kg-1
4200 kcal EB kg-1
da dieta demonstra variações quanto ao nível ideal
3100 kcal EM kg

3200 kcal ED kg

3250 kcal ED kg
decorrentes da fase de desenvolvimento do animal e do
Tabela 1 - Estimativas dos requerimentos protéicos e energéticos para espécies de peixes nativos

hábito alimentar (Tabela 1).

PB = proteína bruta; ED = energia digestível; EM = energia metabolizável; EB = energia bruta; E/P = energia:proteína.
A relação energia/proteína da dieta interfere de forma
expressiva na determinação da concentração ótima de
proteína em rações para peixes (Cho, 1992). Baixa relação
energia/proteína pode comprometer a utilização da
Exigência em PB

proteína, resultando em diminuição na taxa de


32,6 – 37,3%
32 ou 38%

25,01%

crescimento, enquanto níveis excessivos podem diminuir


43%

29%
36%

35%
28%
25%
22%

38%
26%
34%

30%

35%
51%
24%

o consumo normal da proteína e outros nutrientes,


prejudicando o desenvolvimento dos peixes (Sá &
Fracalossi, 2002; Cotan et al., 2006).
Dessa forma, é importante que sejam estabelecidos os
1 Exigência determinada para juvenis de tambaqui após privação alimentar.
79,99 a 144,31 g
293, 38 ± 5,67 g
0,625 ± 0,011 g

47,39 ± 14,06 g
12,11 a 21,79 g

níveis adequados de proteína, bem como das relações


50,32 ± 0,26 g

0,704 ± 0,12 g
4,62 a 11,31 g
Faixa de peso

8,38 ± 0,09 g

1,52 ± 0,34 g
1,30 ± 0,01 g

0,40 ± 0,08 g
0,56 ± 0,02 g

0,78 ± 0,05 g

energia/proteína. Além disso, devem ser conhecidos os


30,17 g

coeficientes de digestibilidade de fontes proteicas e


37,5 g

2 Exigência determinada com base em dietas semipurificadas.

energéticas empregadas em rações para peixes, pois as


5 g

diferentes espécies apresentam habilidades intrínsecas


quanto à utilização dos nutrientes presentes na ração,
Pseudoplatystoma coruscans/carnívoro

correlacionadas principalmente ao hábito alimentar e às


Colossoma macropomum/ onívoro

Leporinus macrocephalus/onívoro

Piaractus mesopotamicus/onívoro

características anatômicas e morfológicas do sistema


Astyanax bimaculatus/onívoro
Brycon orbignyanus/onívoro

digestório.
Rhamdia quelen/onívoro
Espécie/hábito alimentar

Peixes carnívoros requerem alimentos de alto valor


Rhamdia sp/onívoro

nutritivo, o que reflete a estrutura adaptativa de seu trato


digestório, caracterizada por um intestino curto, enquanto
peixes onívoros apresentam intestino mais longo, permitindo
que o alimento permaneça mais tempo em contato com as
enzimas, aumentando a eficácia da digestão para compensar
o baixo valor nutritivo dos alimentos ingeridos (Rotta, 2003).
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Contudo, as espécies de hábito alimentar carnívoro As exigências de lisina para espécies nativas ainda são
exigem dietas de elevado nível proteico e podem variar de incipientes, com destaque para os estudos conduzidos com
40 a 55% (Alvares-Gonzáles, 2001), enquanto peixes onívoros o jundiá, pacu e lambari, os quais estimaram as exigências
têm exigências mais baixas. O conhecimento de hábitos e em lisina com base em ensaios dose-resposta e dos demais
preferências alimentares e sua relação com a anatomia do aminoácidos essenciais com a relação AA/E da carcaça ou
sistema digestivo são necessários, pois permitem tecido muscular (Tabela 2).
desenvolver rações adequadas para melhor Entretanto, as investigações sobre as exigências de
desenvolvimento, aliado a menores custos de produção. aminoácidos são necessárias para a elaboração de dietas
Salienta-se, no entanto, que, apesar da importância ambiental e economicamente sustentáveis que promovam
atribuída à concentração proteica ideal, os peixes exigem adequado desenvolvimento aos peixes (Furuya & Furuya,
uma dieta equilibrada em aminoácidos indispensáveis 2010). Dessa forma, estudos nesse sentido devem ser
(Pezzato et al., 2004), que devem estar presentes em aprimorados para o desenvolvimento de um pacote
adequadas proporções nas dietas, obtidos pela combinação tecnológico adequado à cadeia produtiva das espécies
de ingredientes ou suplementados na forma sintética nativas.
(Storebakken et al., 2000). Dessa forma, o perfil aminoacídico
Exigências em energia
presente em cada fonte proteica pode variar — aspecto
decisivo quando da sua inclusão em dietas para peixes. A energia, apesar de não ser um nutriente, também é de
Grande parte dos ensaios experimentais conduzidos grande importância na nutrição de peixes, pois muitas
para determinar as exigências em aminoácidos para peixes funções bioquímicas e fisiológicas são realizadas à custa do
utiliza o conceito de proteína ideal. Trata-se de um conceito suprimento e consumo de energia (Pezzato et al., 2004), a
no qual se estabelece que os animais necessitam de exemplo do exigido nas atividades ligadas ao crescimento,
aminoácidos em quantidades balanceadas, expressos em à manutenção e reprodução (Lopes et al., 2006).
relação a um aminoácido referência (lisina) (Sakomura & Para as espécies nativas, os requerimentos energéticos
Rostagno, 2007). ainda não têm sido bem estabelecidos, embora maior enfoque
Uma vez determinada sua exigência, os requerimentos tenha sido atribuído à fração proteica. A relação
dos outros aminoácidos podem ser prontamente estimados energia:proteína influi significativamente na determinação
(Pezzato et al., 2004; Botaro et al., 2007) com base na das exigências nutricionais, o que certamente tem
relação AA/E do tecido muscular e/ou da carcaça ou contribuído para a grande diversidade de resultados
através da proporção relativa entre a relação AA/E do encontrados na literatura dentro de uma mesma espécie
tecido do peixe e as exigências de espécies de similar (Tabela 1).
hábito alimentar (Meyer & Fracalossi, 2005; Bicudo & Na maioria dos trabalhos, a exigência de energia tem
Cyrino, 2009). sido determinada com base em níveis de energia digestível

Tabela 2 - Estimativas das exigências dietéticas de aminoácidos essenciais com base no conceito de proteína ideal e da relação AA/E
da carcaça e/ou do músculo para o jundiá (Rhamdia quelen), pacu (Piaractus mesopotamicus) e lambari-do-rabo-amarelo
(Astyanax altiparanae)
Aminoácidos Exigências estimadas
Rhamdiaquelen 1 Piaractus mesopotamicus 2 Astyanax altiparanae 3
Arginina 4,70 3,19 4,12
Histidina 1,70 1,14 1,62
Isoleucina 4,70 2,09 2,75
Leucina 7,80 4,12 5,10
Lisina 4,50 4,69 5,74
Met + Cis 3,70 1,57 2,65
Fenil + Tiro 5,30 3,78 5,11
Treonina 4,30 2,07 2,71
Triptofano 0,90 nd* 0,96
Valina 4,60 2,05 3,13
1 Montes-Girão & Fracalossi (2006), estimada a partir de experimento de dose-resposta para lisina e relação AA/E da carcaça.
2 Bicudo et al. (2009), estimada a partir de experimento de dose-resposta para lisina e relação AA/E da carcaça.
3 Abimorad & Castellani (2011), estimada com base na relação AA/E da carcaça e tecido muscular do lambari-do-rabo-amerelo e nas exigências de algumas espécies
onívoras.
* nd = não determinado.

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148 Boscolo et al.

(ED), que representa a energia ingerida corrigida pelas No entanto, a utilização de níveis adequados de
perdas que ocorrem nas fezes, refletindo a porcentagem do carboidratos não-estruturais (amido) em rações pode
nutriente absorvido pelo trato digestivo. Porém, alguns apresentar efeito poupador de proteínas, refletindo em
trabalhos expressam as exigências nutricionais com base em ótimo custo benefício e minimização na excreção de amônia,
valores de energia metabolizável (EM), na maioria das vezes com conseqüente ganho econômico e ambiental.
calculada considerando os valores metabólicos brutos, que Espécies nativas onívoras como o pacu
diminuem a confiabilidade dos resultados quanto à (P. mesopotamicus), tambaqui (C. macropomum), piavuçu
determinação das exigências. No entanto, se houvesse mais (L. macrocephalus), entre outras, utilizam eficientemente
trabalhos para determinação da digestibilidade da energia o amido das dietas, possibilitando altas inclusões de
e dos nutrientes dos diversos alimentos convencionais e carboidratos, sem prejudicar o desempenho e a saúde
alternativos disponíveis para a fabricação de rações, (Lochmann & Chem, 2009). Este fato é de grande
certamente haveria subsídios para a determinação das importância, pois resultam em maior sustentabilidade da
exigências de energia e nutrientes para as diferentes piscicultura, devido à menor dependência de alimentos de
espécies nativas. origem animal, como a farinha e o óleo de peixes. Estudos
demonstram que as espécies carnívoras de importância
Carboidratos
comercial, como o pintado (P. corruscans), utilizam bem
De maneira geral, os peixes utilizam as proteínas e rações com nível de carboidratos próximos a 20% (Martino
gorduras mais facilmente que os carboidratos, em razão de et al., 2005). A anatomia do trato intestinal destes peixes
sua adaptação a disponibilidade de alimentos na natureza. indica que seu intestino é quase retilíneo, mas o trato
Em virtude de os peixes de hábito alimentar herbívoros ou digestório do pintado pode, até certo ponto, se adaptar a
onívoros apresentarem o trato digestório mais adaptado à regimes onívoros (Seixas-Filho et al., 2001), permitindo a
utilização de carboidratos, deve-se ter profundo utilização de dietas com carboidratos em criações
conhecimento da digestão e metabolismo das diferentes comerciais.
espécies nativas para a correta formulação de rações, Os alimentos ricos em amido mais utilizados — milho,
visando ao atendimento das exigências para não sorgo, arroz, entre outros — apresentam coeficientes de
comprometer seu desempenho. digestibilidade aparente da energia de 60 a 90% e fornecem
Os peixes não produzem enzimas como a celulase em torno de 3000 kcal kg-1 de energia digestível para peixes
para digerir a celulose, porém os carboidratos estruturais onívoros (Abimorad & Carneiro, 2004; Oliveira-Filho &
devem ser melhor estudados do ponto de vista de sua ação Fracalossi, 2006). Para peixes carnívoros o valor energético
no trato digestório. Estudos demonstram que é possível a médio destes alimentos é de 2000 kcal kg-1 de energia
utilização de até 9,0% de fibra bruta na alimentação de digestível, com aproveitamento entre 50 e 60% da energia
peixes nativos de hábito alimentar onívoro, sem prejudicar bruta (Gonçalves & Carneiro, 2003; Teixeira et al., 2010).
o desempenho dos animais (Pedron et al., 2008). Já a Especial atenção deve ser dada à constituição,
amilase é encontrada no trato digestório dos peixes, principalmente em termos de amilose e amilopectina, e ao
inclusive de peixes carnívoros. Os alimentos ricos em processamento das diferentes fontes de amido.
amido são amplamente utilizados em formulações de rações, Normalmente fontes de carboidratos mais complexas e
pois apresentam menor custo, são bem utilizados pelos sem gelatinização e as mais simples, como a glicose, não
peixes onívoros e importantes para o processamento de se mostram boas fontes na alimentação de peixes nativos
rações e apresentam função tecnológica nos processos de de hábito alimentar onívoro, como o pacu. No entanto,
peletização e extrusão. amidos submetidos a processos térmicos que potencializam
Embora se conheça a importância dos carboidratos na a gelatinização são bem utilizados, inclusive com níveis de
alimentação dos peixes, ressalta-se que não são 40% de inclusão (Ramirez, 2005). Amidos pré-gelatinizados
considerados nutrientes essenciais do ponto de vista alcançam índices de digestibilidade aparente de até 99%,
nutricional. Sementes e frutos e ricos em carboidratos são com inclusão de até 45% nas dietas (Baldan, 2008), além de
itens que comumente fazem parte da dieta natural de ótimo desempenho (Carneiro et al., 1994; Honorato et al.,
muitas espécies de peixes nativos (Silva et al., 2003). No 2010). Estudos indicam que, entre as espécies nativas, o
entanto, a importância dos carboidratos no aspecto pacu apresenta alta capacidade de utilização de
nutricional limita-se como fonte energética. Sabe-se que a carboidratos na dieta, possivelmente devido a mecanismos
maioria das espécies nativas apresenta grande facilidade eficientes no transporte de glicose para as células em nível
na utilização de proteínas e gorduras como fonte energética. de membrana.

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Nutrição de peixes nativos 149

Lipídeos de rações específicas podem ser importante ferramenta para


manipulação do valor nutricional do pescado.
Os lipídeos exercem importantes funções fisiológicas e
O aumento dos lipídeos da dieta de 5 a 20% para o
estruturais. São importantes fontes de energia para
tambaqui, com a inclusão de óleos de soja e peixe, melhora
movimentação, migração, crescimento, reprodução e demais
o desempenho e eleva a retenção de proteína na carcaça
funções fisiológicas.
dos peixes. No entanto, a viabilidade econômica de altas
Na digestão a atividade lipolítica dos peixes geralmente
inclusões de óleos em rações para peixes onívoros é
é maior na parte proximal do intestino e dos cecos pilóricos,
questionada (Meer et al., 1997). O aumento na deposição
nas espécies que apresentam estas estruturas. Baixa
de gordura na carcaça também foi observado em tambaquis
atividade lipolítica normalmente é observada no estômago
alimentados com rações contendo até 10,4% de gordura
dos peixes. A produção de lipases é observada no pâncreas
mediante a inclusão de óleo de soja (9,37%) (Camargo et
e nas células intestinais (Tocher, 2003). Sabe-se que os
al., 1998).
peixes aproveitam muito bem os lipídeos como fonte
Trabalhos recentes demonstraram que a inclusão de
energética. Lopes et al. (2006), avaliando jundiás
alguns ácidos graxos na dieta pode melhorar o perfil
alimentados com inclusão de 7 a 21% de óleo de arroz e
nutricional da carcaça de pacus, a exemplo de Santos et al.
incremento energético de 2.700 a 3.600 kcal kg -1 de EM,
(2009), avaliando a inclusão de ácido linoleico conjugado.
observaram aumento no ganho de peso e melhoria no fator
Estudos indicam que o teor de gordura das rações deve ser
de condição. Diferentes óleos (arroz, canola ou soja) foram
considerado em função do tipo de processamento a que as
avaliados em dois níveis de inclusão (5 e 10%), para o
mesmas serão submetidas. Honorato et al. (2010) observaram
jundiá, por Losekann et al. (2008), os quais constataram
que rações peletizadas contendo 4% de lipídeos melhoram
maior teor de gordura no filé dos peixes alimentados com
o desempenho do pacu. Para se obter a mesma resposta, as
rações contendo 10% de óleo. Quanto ao crescimento, não
rações extrusadas devem conter 8% de lipídeos. Este estudo
houve diferença entre os tratamentos, observando-se
confirma a importância de pesquisas avaliando níveis de
menor deposição de gordura no filé dos peixes alimentados
gordura e processamento de rações, pois a influência destas
com 5% de óleo de canola, demonstrando que o perfil de
no processamento de rações é notável.
ácidos graxos da fonte de lipídeo pode interferir nos
O perfil de ácidos graxos da dieta também pode
processos de lipogênese. Da mesma forma, Vargas et al.
influenciar a resistência a doenças e parasitas e contribuir
(2008) observaram que os óleos de peixe, milho e linhaça
com a higidez dos peixes. Ácidos graxos poliinsaturados
não influenciaram o desempenho dos jundiás, no entanto,
possuem potente atividade imunomoduladora, como
os melhores perfis na carcaça foram observados nos peixes
observado por Vargas et al. (2008), em que a utilização de
alimentados com rações contendo óleo de peixe, linhaça
dietas contendo óleo de peixe, uma fonte rica em ácidos
ou mistura destas duas fontes.
graxos, na nutrição de alevinos de jundiá, resultou em
Os lipídeos são muito importantes para carnívoros.
maiores taxas de sobrevivência.
Martino et al. (2002a), avaliando rações contendo de 6 a 18%
Salienta-se que altos níveis de gordura em rações,
de óleo de soja, verificaram que o incremento de óleo
além de comprometer o processamento e a estabilidade
proporcionou aumento no desempenho dos peixes. Na
das mesmas para peixes nativos onívoros ou carnívoros,
mesma linha, Martino et al. (2005) demonstraram que rações
podem não ser eficientes para poupar a oxidação de
para o pintado podem conter de 19 a 27% de lipídeos, sem
proteínas, resultando em maior deposição de gorduras.
comprometer o desempenho, porém salientam que altos
Portanto, necessita-se de maiores estudos para verificar
níveis de gordura acarretam maiores nível energético das
fontes e níveis de gordura na ração que proporcionem ótimo
rações e conteúdo de lipídeo visceral. Níveis de até 12% de
desempenho aos animais, visando produzir alimentos com
inclusão de lipídeos (óleos de milho, linhaça, soja e gordura
maior valor nutricional.
suína) em rações para o pintado aumentam a retenção de
nitrogênio na carcaça (Campos et al., 2006). Vitaminas e minerais
As diferentes fontes de lipídeos disponíveis, tanto de Os micronutrientes são essenciais para um bom
origem animal como vegetal, interferem diretamente no desenvolvimento dos animais em qualquer fase da vida. As
perfil de ácidos graxos da carcaça (Martino et al., 2002b). vitaminas participam de ações específicas no metabolismo,
Estudos demonstram capacidade dos peixes tropicais de cuja deficiência pode acarretar reduzido desempenho, baixo
elongar e dessaturar ácidos graxos mais simples, melhorando status de saúde, deficiência imune e, em casos crônicos,
o perfil da carcaça (Arslan et al., 2008). Portanto, formulações levar o animal a óbito. Para peixes as exigências de vitaminas,
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150 Boscolo et al.

Fujimoto e Carneiro (2001)


assim como minerais, são estimadas com base em estudos

Trombetta et al. (2006)

Gonçalves et al. (2010)


realizados com espécies de similar hábito alimentar e sob

Menezes et al. (2006)


Andrade et al. (2007)

Miranda et al. (2003)

Affonso et al. (2007)


Chagas e Val (2003)

Garcia et al. (2007)


Borba et al. (2007)

Mello et al. (1999)


Aride et al. (2010)
suplementação mineral e vitamínica, que nem sempre atende

Belo et al. (2005)


Reis et al. (2011)

Peil et al. (2007)


Autor
suas demandas. Poucos são os estudos realizados para

Silva (2009)
determinação das exigências vitamínicas em peixes
nativos; a maioria está relacionada com a vitamina C, pelo
fato de que os peixes tropicais cultivados não dispõem da
enzima gulonolactona oxidase e pela sua importante ação
como cofator em diversas reações no organismo animal

Fase larval
Fase larval
Fase larval
Pós-larvas
Alevinos

Alevinos

Alevinos
Alevinos
(Backer, 1967).

Adultos
Fase

Juvenis
Juvenis

Juvenis

Juvenis

Juvenis

Juvenis

Juvenis
Em relação aos minerais, embora sejam escassas as
pesquisas nessa área, concentram-se nos macrominerais,
como cálcio e fósforo. Entre estes, o suprimento de cálcio

Desafios com Ichthyophthirius multifiliis


pode ser obtido diretamente da água de cultivo e o

desenvolvimento de células de defesa


Desafio com Aeromonas hydrophila
fósforo é suplementado nas dietas, principalmente por
fontes minerais ou de farinhas de origem animal, pois nas

Desafios com microchips para


fontes vegetais este elemento se encontra na forma de

Parâmetros hematológicos

Parâmetros hematológicos

Parâmetros hematológicos
Estudo realizado

parâmetros hematológicos

parâmetros hematológicos
Desempenho produtivo e

Desempenho produtivo e
fitato, não-disponível para não-ruminantes. Furuya et al.

Desempenho produtivo
Desempenho produtivo
Desempenho produtivo
Desempenho produtivo

Desempenho produtivo
Desempenho produtivo

Desempenho produtivo
Infestação parasitária
(2008) concluíram que a suplementação ótima de fitase
em rações para juvenis de pacu é de 433,33 unidades de
fitase por kg de dieta para obtenção do melhor
desempenho dos peixes. A recomendação de 0,60% de
fósforo na dieta para pacus (P. mesopotamicus) criados
em sistemas intensivos em tanques-rede permite bom
desempenho zootécnico e reduz o efeito poluidor do
meio ambiente (Diemer, 2011).

e 250 de vit. E
500 de vit. C
Copatti et al. (2005), avaliando a inclusão de cálcio em
3995 UI
Exigências

250 mg
500 mg

400 mg

800 mg
100 mg
600 mg

dietas de alevinos de jundiá R. quelen em ambientes


Tabela 3 - Revisão sobre exigências de vitaminas para peixes nativos cultivados

ácidos e alcalinos, recomendam 0,8 a 6,4 g de Ca +2 kg -1 ,


ND
ND

ND
ND
ND

ND
ND

mas ressaltam que esta suplementação não protege os ND


animais dos efeitos do pH da água. Para os microminerais
Provenix Stay C-35 e Provinix E-50

2-monofosfato de ácido ascórbico L

destacam-se os estudos realizados por Fujimoto et al.


Ácido ascórbico X cloreto férrico

Ácido ascórbico monofosfatado

(2005, 2007) com pacu (P. mesopotamicus), em que os


Ácido ascórbico e α-tocoferol
Ácido ascórbico e α-tocoferol

níveis de suplementação de 18 mg kg-1 de cromo trivalente


Acetato de tocoferol E-50
Ascorbil-2-monofosfato

Acetato DL-α-tocoferol

reduziu estresse e que a adição de 4 a 20 mg kg -1 deste


Fonte de vitamina
Ascorbil polifosfato

micronutriente na dieta influenciou a deposição proteica


Mistura vitamínica
Acetato de retinol

Ácido L-ascórbico
Ácido L-ascórbico
Ácido L-ascórbico

Ácido ascórbico

e reduziu a gordura tecidual.


As variações observadas nos estudos com vitaminas
ND – Não-determinado; UI = unidades internacionais.

para espécies nativas (Tabela 3) evidenciam a relação


existente entre as diferentes fases de desenvolvimento dos
peixes. Larvas e pós-larvas apresentam exigências
geralmente superiores a alevinos, juvenis e adultos de uma
Pseudoplatystoma corruscans

mesma espécie. Outro fator a ser considerado nos estudos


Colossoma macropomum

Piaractus mesopotamicus

Piaractus mesopotamicus
Colossoma macromum x

realizados são as fontes de vitaminas utilizadas, que


Leporinus obtusidens

apresentam diferenças quanto à estabilidade no


Laporinus leinhardit

Brycon amazonicus

processamento das dietas e à disponibilidade aos peixes, o


Rhamdia quelen

Arapaima gigas

que pode influenciar os resultados.


As variações entre as espécies também são evidentes,
Espécie

embora poucos sejam os estudos com avaliação da exigência


de vitaminas e, às vezes, contraditórios os resultados.

R. Bras. Zootec., v.40, p.145-154, 2011 (supl. especial)


Nutrição de peixes nativos 151

Observa-se que as espécies demandam níveis de Considerações Finais


suplementação bastante diferentes em uma mesma fase
de desenvolvimento. Esses resultados podem estar Para as espécies nativas cultivadas no Brasil, existem
relacionados a manejo, processamento da dieta, muitos trabalhos relevantes publicados. No entanto, são
densidade e temperatura da água, mas provavelmente escassos os estudos para determinação de exigências de
estejam mais firmemente relacionados à fisiologia da aminoácidos, ácidos graxos essenciais, vitaminas e minerais.
espécie. Portanto, são necessárias pesquisas mais aprofundadas
para subsidiar a cadeia produtiva.
Avanços na nutrição de reprodutores de peixes nativos
A nutrição de reprodutores é, sem dúvida, uma das Referências
especialidades piscícolas menos entendida (De Silva &
Anderson, 1995) e pesquisada principalmente devido ao ABIMORAD, E.G.; CASTELLANI, D. Exigências nutricionais de
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determinação dos coeficientes de digestibilidade da fração
torna-se evidente a carência por pesquisas. Alguns protéica e da energia dos alimentos para o pacu, Piaractus
resultados são encontrados na literatura científica para mesopotamicus (Holmberg, 1887). Revista Brasileira de
o jundiá (R. quelen) (Parra et al., 2008; Reidel et al., 2010; Zootecnia, v.33, n.5, p.1101-1109, 2004.
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que a baixa exigência proteica e energética, como a composition of juvenile spotted sand bass, Paralabrax
maculatofasciatus, fed pratical diets. Aquaculture, v.194,
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1994) e o pacu P. mesopotamicus (Bittencourt et al., ANDRADE, V.X.L.; HONJI, R.M.; ROMAGOSA, E. Processo de
maturação das gônadas de Pseudoplatystoma corruscans
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evidenciam a influência da alimentação nos processos suplementados com óleo de milho. Arquivo Brasileiro de
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ANDRADE, V.X.L.; MOREIRA, R.G.; SCHREINER, M. et al.
em estudo com o jundiá, observaram que dietas com 35% Efecto de la dieta lipidica en la composición de los acidos
de PB e 3250 kcal de EB/kg de ração -1 anteciparam o ciclo grasos almacenados en los tecidos del pintado,
Pseudoplatystoma corruscans (Siluriformes: Pimelodidae)
reprodutivo. Em contrapartida, Coldebella et al. (2010), criado en jaulas flotantes. In: SEMINARIO
avaliando a mesma espécie, concluíram que 28% de PB INTERNACIONAL DE ACUICULTURA, 5., 2005, Bogotá,
foram suficientes para manter os índices reprodutivos. Colômbia. Memorias... Universidad Nacional de Bogotá,
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Esses resultados reforçam a ideia de que a composição da ANDRADE, J.I.A.; ONO, E.A.; MENEZES, G.C. et al. Influence
dieta e sua qualidade têm relação direta com os eventos of diets supplemented with vitamins C and E on pirarucu
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