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1.

INTRODUÇÃO

O Amplificador Operacional ou AmpOp consiste em um amplificador de ganho muito


elevado, o qual apresenta duas entradas de tensão: Inversora e Não-inversora.
O amplificador operacional pode ser utilizado com muitas configurações, para muitos
fins, no entanto o objetivo desta prática consiste em realizar uma análise experimental dos
circuitos de um amplificador operacional em sua configuração integrador e em sua
configuração diferenciador.
O amplificador operacional em sua configuração de circuito integrador é uma
configuração de realimentação de malha fechada negativa. Com um resistor no caminho
para entrada inversora e um capacitor no lugar de um resistor na realimentação negativa.
Porém, nessa configuração, em baixas frequências o AmpOp satura, pois não passa
corrente pelo capacitor, o que faz o ganho tender ao infinito. Dessa forma é acrescentado
um resistor em paralelo com o capacitor supracitado.
Sendo a saída de tal circuito dada pela seguinte formula:

E seu ganho:

O amplificador operacional em sua configuração de circuito diferenciador também é


uma configuração de realimentação de malha fechada negativa.
Com um capacitor no caminho para entrada inversora e um resistor na realimentação
negativa. Porém, devido a esse circuito ser muito suscetível a ruídos quando operando em
altas frequências, são adicionados um resistor em série com o capacitor no caminho da
inversora, e um outro capacitor em paralelo com o resistor na realimentação negativa, o
que limita o ganho, evitando a entrada de altas correntes devido a frequência elevada, e
fazendo com que o circuito funcione com um amplificador com realimentação resistiva de
melhor rejeição de ruído.
Sendo tal circuito equacionado pela seguinte formula:

E seu ganho:

2. METODOLOGIA
A prática consistiu na montagem e análise dos circuitos supracitados. No manual da
prática foi solicitado a montagem com alguns valores pré-estabelecidos. Para o circuito
integrador deveríamos utilizar R1=100kΩ, R2=820kΩ e C=330ηF. Para o circuito
diferenciador foi solicitado que usássemos Rin=8k2Ω, Cin=10ηF, Rf=100kΩ e
Cf=100pF. Tais circuitos forma montados, conectamos uma fonte de sinais de entrada e
foi possível verificar os sinais de saída e entrada no osciloscópio, de forma prática.
Foi procurado verificar a validade da relação da frequência com amplitude e fase dos
Diagramas de Bode encontrados para o integrador e o diferenciador reais. Foi efetuada a
montagem de cada um dos circuitos, aplicaram-se três tipos de ondas (senoidal, quadrada
e triangular) como Vin usando o gerador de funções uma por vez e mediu-se Vin e a onda
na saída do amplificador Vout, alterando-se também a frequência de cada onda aplicada
em faixas interessantes para a análise. Também se verificou se a onda na saída do
integrador e diferenciador condiz com a operação matemática que o circuito faz na onda
que é aplicada em sua entrada.

O diagrama de bode se apresenta como uma forma de uma análise teórica de grande
valor, assim, prosseguimos com uma maior análise teórica com o diagrama e as equações
dos circuitos.
Como o integrador ideal, sem o resistor R2, a relação de ganho no domínio da
frequência é: G(jw) = -jXc/R = -j/wCR. Fazendo o módulo do ganho: |G(jw)| =
sqrt((1/wCR)^2) = (wCR)^-1. Colocando na escala do Diagrama de Bode: 20 log
(wCR)^-1 = -20 log wCR dB, o que é basicamente uma reta crescente. Já a fase seria de
-90º, já que o ganho tem apenas uma componente imaginária negativa.
A imagem que se segue na próxima página é a representação do diagrama de bode.
A reta horizontal é referente a frequência com fase e a reta decrescente é referente à
frequência com amplitude :

No caso do integrador real, o ganho seria dado por: G(jw) = (R2 || -jXc)/R1, e os
Diagramas de Bode ficariam da seguinte forma:
O diferenciador ideal, sem o resistor Rin e o capacitor Cf, teria uma relação de ganho
de: G(jw) = R/-jXc = wCR/-j = jwCR. O módulo seria: |G(jw)| = sqrt((wCR)^2) = wCR.
Colocando na escala do Diagrama de Bode: 20 log wCR dB, o que é uma reta
crescente. A fase é de 90º, pois o ganho tem apenas uma componente imaginária positiva.
A imagem que se segue é a representação do diagrama de bode. A reta horizontal é
referente a frequência com fase e a reta crescente é referente à frequência com amplitude:

Com o diferenciador real, o ganho seria dado por: G(jw) = (R || -jXc)/(Rc – jXc), e os
Diagramas de Bode ficariam da seguinte forma:

Na prática, foi procurado verificar a validade da relação da frequência com amplitude


e fase dos Diagramas de Bode encontrados para o integrador e o diferenciador reais. Foi
efetuada a montagem de cada um dos circuitos, aplicaram-se três tipos de ondas (senoidal,
quadrada e triangular) como Vin usando o gerador de funções uma por vez e mediu-se Vin
e a onda na saída do amplificador Vout, alterando-se também a frequência de cada onda
aplicada em faixas interessantes para a análise. Também se verificou se a onda na saída do
integrador e diferenciador condiz com a operação matemática que o circuito faz na onda
que é aplicada em sua entrada.

3. RESULTADOS

Após as montagens dos circuitos solicitados no manual da prática, foi possível


analisar os sinais de entrada e saída no osciloscópio.
Foi solicitado a análise dos sinais com a entrada de uma onda senoidal, de uma onda
quadrada e de uma onda triangular.
De acordo com o osciloscópio tivemos acesso a uma série de resultados, que podem
ser comparados com às análises do diagrama de bode apresentadas. Foi possível analisar
que com o aumento da frequência do sinal de entrada ocorre uma maior defasagem e
diferença entre as amplitudes em relação ao sinal de saída.
Sinal de onda senoidal: Integrador:

Diferenciador:
Sinal de onda quadrada: Integrador:

Diferenciador:

Sinal de onda triangular: Integrador:

Diferenciador:
4. CONCLUSÃO

De acordo com o que foi observado nessa prática, pode-se afirmar que no
integrador, com o aumento da frequência ocorre cada vez mais uma diminuição da fase e
também a amplitude vai da onda vai diminuindo. Por exemplo, com 4 Hz a onda de saída é
amplificada, com 5 Hz ela se mantêm com uma amplitude parecida com a da entrada e com 18
Hz ela já fica um pouco atenuada. Como é um integrador, a onda senoidal na entrada sai como
cossenoidal na saída, a onda tringular (composto de retas crescentes e decrescentes) fica com
forma de parábolas com concavidade para cima e para baixo (que ao ficarem juntas formam
uma onda senoidal), a onda quadrada (composta de funções constantes) sai como retas
crescentes e descrescentes que formam uma onda trinagular.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ

CENTRO DE TECNOLOGIA

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE TELEINFORMATICA

RELATÓRIO: Prática 01 -Amplificador operacional – integrador e diferenciador

DISCIPLINA: CIRCUITOS ELETRÔNICOS

SEMESTRE: 2018.2

DOCENTE : EDILSON ROCHA PORFIRIO FILHO

DISCENTES: PEDRO IGOR CAJAZEIRAS DE VASCONCELOS (385612)

LUIZ CARLOS FREIRE LIMA JÚNIOR (385599)

Fortaleza, Setembro de 2018