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FACULDADES INTEGRADAS DE PATOS - FIP

ESPECIALIZAÇÃO DE ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO

DOENÇAS OCUPACIONAIS

GARANHUNS-PE
JULHO-2018
ESTUDANTE: >>>>>>>>>>>>>>

DOENÇAS OCUPACIONAIS

Trabalho solicitado pela professora


Karina Cibérica, na disciplina Doenças
Ocupacionais, no Curso de
Especialização de Engenharia de
Segurança do Trabalho, para fins
avaliativos.

GARANHUNS-PE
JULHO-2018
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO....................................................................................................................... 3
DEFINIÇÃO ........................................................................................................................... 4
IDENTIFICAÇÃO DOS RISCOS E AS MEDIDAS PREVENTIVAS DAS DOENÇAS
OCUPACIONAIS ................................................................................................................... 4
LESÃO POR ESFORÇOS REPETITIVOS (LER) OU DISTRÍBIOS OSTEOMUSCULARES
RELACIONADOS AO TRABALHO (DORT) ........................................................................... 5
ASMA OCUPACIONAL.......................................................................................................... 6
SURDEZ TEMPORÁRIA OU DEFINITIVA ............................................................................. 6
DERMATOSE OCUPACIONAL ............................................................................................. 6
PROBLEMAS DE VISÃO ....................................................................................................... 7
DOENÇAS OCUPACIONAIS PSICOSSOCIAIS .................................................................... 7
ETAPAS NECESSÁRIAS AO CONTROLE EFICAZ DOS RISCOS OCUPACIONAIS ........... 8
ELEMENTOS PARA GESTÃO DE SST NO CONTROLE DAS DOENÇAS OCUPACIONAIS 9
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................................... 10
INTRODUÇÃO

Na globalização atual, vivemos em constante processos evolutivos, seja na


forma de trabalhar, seja na forma de produzir algo. Cada vez mais estão sendo
abertas novas empresas de produção, que por muitas vezes, visam inicialmente
produzir algo barato ou lucrativo sem pensar na saúde de seus colaboradores.
Constantemente, os processos dentro dos setores de trabalho vêem se tornando
cada vez mais padronizados, mais produtivos e, para que isso ocorra, deve-se ter
um esforço maior por parte dos colaboradores da empresa e caso os processos
produtivos não tiverem um adequado planejamento, treinamento e supervisão
podemos ter como consequências, doenças ocupacionais. Este trabalho visa
mostrar as principais doenças ocupacionais, bem como podem ser feitas medidas
preventivas a fim de anular ou reduzir a probabilidade de adiquirir doenças
ocupacionais.

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DEFINIÇÃO

A definição de doenças ocupacionais podem ser encontrada na Lei nº 8.213,


DE 24 DE JULHO DE 1991, Art. 20º onde define que "I - doença profissional, assim
entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a
determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério
do Trabalho e da Previdência Social". Como citado anteriormente, essas doenças,
só podem serem consideradas doenças ocupacionais se tiverem na relação de
doenças elaboradas pelo ministério do trabalho e da previdência social. É importante
está sempre atento a novas mudanças, pois assim como os processos produtivos,
as leis e doenças estão sendo revisadas, classificadas e listadas pelos órgãos
competentes e elas podem serem encontradas nas plataformas digitais do governo.

IDENTIFICAÇÃO DOS RISCOS E AS MEDIDAS PREVENTIVAS DAS DOENÇAS


OCUPACIONAIS

Os riscos devem ser identificados de acordo com o tipo de trabalho que o


colaborador está exposto de maneira a tentar reduzir eu eliminá-los, visando
proteção da saúde do colaborador. Porém é um desafio, pois dentro do ambiente de
trabalho, para atingir tal feito, deve ter um empenho, planejamento, custo, equipe
técnica, que dependendo do ambiente de trabalho, se torna muito oneroso a
empresa e por conta disso, quando as empresas não visa qualidade e segurança
dos colaboradores acaba de lado, o que pode sair mais caro se pensado a longo
prazo. Mas dependendo do tipos de riscos, medidas simples podem resolver os
problemas ou até mesmo podem ser eliminados. Para isto, deve ser seguido, no
mínimo, o que pode ser acompanhado a seguir:

O controle das condições de risco para a saúde e melhoria dos ambientes


de trabalho envolve as seguintes etapas:

• identificação das condições de risco para a saúde presentes no trabalho;

• caracterização da exposição e quantificação das condições de risco;

• discussão e definição das alternativas de eliminação ou controle das


condições de risco;

• implementação e avaliação das medidas adotadas.


Ministério da Saúde do Brasil, 2001

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Os tipos de riscos podem serem classificados de acordo com sua natureza
que podem ser: riscos ambientais (químicos, físicos, biológico), situacional
(instalações, ferramentas, equipamentos, materiais e etc.), humano ou
comportamental (decorrentes a ação ou omissão humana).

Para reconhecimento de forma eficiente desses riscos, existe um conjunto de


ações que visam definir se existe ou não algum risco. Se caso existir, será feito o
reconhecimento, a qualificação, a quantificação do risco ou do agente gerador do
risco para que posteriormente seja implantadas medidas ou dispositivos de modo a
eliminar ou controlar o risco identificado.

LESÃO POR ESFORÇOS REPETITIVOS (LER) OU DISTRÍBIOS


OSTEOMUSCULARES RELACIONADOS AO TRABALHO (DORT)

LER ou DORT, assim popularmente chamadas, são doenças caudadas nas


regiões dos tecidos, tendões, lesões na estrutura do corpo como um todo, causada
por esforços de uma atividade repetitiva desenvolvidas durante o trabalho
(BARBOZA,et all, 2008).

Cada vez mais comum encontrar processos produtivos com atividades sem
supervisão. Por conta disso As DORT's estão associados á vários fatores, entre
eles: movimentos repetitivos, pressão inapropriada sobre algumas partes do corpo,
posturas indevidas, esforço físico além do adequado, vibrações e impactos.
atrelando esses fatores a a altos ritmos de de pressão, de jornada e de controle nos
processos produtivos nos postos de trabalho, tornam-se os principais fatores para a
proliferação desse tipo de doença (MERLO, et all, 2001).

É uma doença por muitas vezes silenciosa, e pode acabar passando


despercebida, sendo constatada somente em um estágio mais avançado da doença.
A LER/DORT vai reduzindo a capacidade do colaborador de realizar suas atividades
e dependendo da intensidade podendo invalidar um colaborador, de modo que ele
tenha de ser aposentado.

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ASMA OCUPACIONAL

A doença respiratória mais frequente relacionada ao trabalho é a asma


ocupacional, podendo ser caracterizada pelo estreitamento e obstrução das vias
respiratórias. Ela é causada pela inalação de partículas que irritam as vias aéreas e
causam reações alérgicas, como exemplo podemos citar a inalação de partículas e
poeiras decorrentes da borracha, madeira, couro, algodão, linho, entre outros.

A asma ocupacional é uma doença do trabalho, que pode causar tosses,


respiração com ruído, falta de ar e sensação de pressão torácica, chiada no peito,
paradas respiratórias.Ela pode ser prevenida pela utilização correta do EPI
(Equipamento de Proteção Individual) -respirador facial adequado ou também
através de EPC (Equipamento de Proteção Coletiva).

. Para o tratamento dessa doença é necessário o afastamento do trabalhador do


agente causador da doença que acometeu as vias respiratórias.

SURDEZ TEMPORÁRIA OU DEFINITIVA

A surdez consiste na perda de sensibilidade auditiva.e pode ser adquirida e


desenvolvida em função da contínua e intensa exposição a ruídos, sendo
considerada uma doença do trabalho e não profissional, pois não é inerente a uma
atividade ou função específica. Isso porque, a surdez pode ser adquirida e
desenvolvida por qualquer indivíduo que esteja na mesma condição,
independentemente da função laboral. A perda da sensibilidade auditiva pode ser
prevenida pela utilização correta do EPI (Equipamento de Proteção Individual), no
caso, protetor auricular ou então através de EPC (Equipamento de Proteção
Coletiva). Se a surdez não for adequadamente tratada poderá se tornar definitiva.

São exemplos de atividades expostas a ruídos: trabalho em construção civil,


mineração, aeroportos, operação de máquinas e equipamentos diversos.

DERMATOSE OCUPACIONAL

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Dermatose ocupacional é uma doença do trabalho caracterizada por
mudanças na pele do trabalhador, em decorrência da exposição e contato com
produtos químicos e físicos que causam irritação e alergia, desenvolvida em
atividades que utilizam graxa, óleo mecânico e produtos químicos em geral que
possam causar irritações na pele. A dermatose ocupacional engloba: infecções,
úlceras, dermatite e até mesmo câncer de pele.

Essa doença pode ser prevenida pela utilização correta do EPI (Equipamento
de Proteção Individual), no caso as luvas, de forma a impedir o contado com tais
produtos ou também através de EPC (Equipamento de Proteção Coletiva). Mas,
para o tratamento dessa doença é necessário o afastamento do trabalhador do
agente causador da doença que acometeu a pele.

PROBLEMAS DE VISÃO

Os problemas de saúde relacionados à visão são muito comuns em


trabalhadores que exercem suas atividades em período noturno, isso acontece por
causa de uma desregulação hormonal no organismo.

A visão do trabalhador acaba sendo prejudicada pelo esforço excessivo, o


que pode acarretar diversos problemas: conjuntivite, catarata, dificuldades para
enxergar ou ler, dores de cabeça, visão embaçada. Geralmente afetam os seguintes
trabalhadores: vigias noturnos, enfermeiros, médicos, operadores de serviços 24
horas e outros.

DOENÇAS OCUPACIONAIS PSICOSSOCIAIS

As doenças ocupacionais psicossociais não costumam ser tratadas com


seriedade e podem passar despercebidas. A pressão e cobrança constante no
mundo atual acarreta inúmeros problemas de cunho emocional: estresse
ocupacional, depressão, ansiedade, descargas de adrenalina, síndrome do pânico.
O desequilíbrio emocional tem como causas frequentes, dentre outras:

 Pressão psicológica no ambiente de trabalho;


 Insegurança na realização das atividades;

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 Ritmo cansativo e carga horária excessiva;
 Conflitos interpessoais;
 Assédio moral e assédio sexual;
 Desmotivação.

As doenças ocupacionais psicossociais podem acabar afastando


definitivamente o trabalhador de suas atividades, podendo levar ao isolamento de
tudo e de todos.

São atingidos por esse tipo de doença trabalhadores que exercem as


seguintes atividades: seguranças, policiais, operadores de telemarketing, gerentes
de bancos, dentre outros.

Uma forma de prevenção é a adoção de medidas capazes de promover e


manter o equilíbrio mental dos trabalhadores (prática de ginástica laboral com
exercícios de relaxamento, gestão do estresse laboral, dentre outras ações).

ETAPAS NECESSÁRIAS AO CONTROLE EFICAZ DOS RISCOS OCUPACIONAIS

Todas as possibilidades de controle das condições de risco presentes nos


ambientes de trabalho por meio de Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC)
devem ser esgotadas antes de se recomendar o uso de EPI, particularmente no que
se refere à proteção respiratória e auditiva. As estratégias de controle devem incluir
os procedimentos de vigilância ambiental e da saúde do trabalhador. A vigilância em
saúde deve contribuir para a identificação de trabalhadores hipersensíveis e para a
detecção de falhas nos sistemas de prevenção. A informação e o treinamento dos
trabalhadores são componentes essenciais das medidas preventivas relativas aos
ambientes de trabalho, particularmente se o modo de executar as tarefas propicia a
formação ou dispersão de agentes nocivos para a saúde ou influencia as condições
de exposição.

Sumariando, as etapas para definição de uma estratégia de controle incluem:

 RECONHECIMENTO E AVALIAÇÃO DOS AGENTES E FATORES QUE


PODEM OFERECER RISCO PARA A SAÚDE E PARA O MEIO AMBIENTE,

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INCLUINDO A DEFINIÇÃO DE SEU IMPACTO: devem ser determinadas e
localizadas as fontes de risco; as trajetórias possíveis de propagação dos
agentes nos ambientes de trabalho; os pontos de ação ou de entrada no
organismo; o número de trabalhadores expostos e a existência de problemas
de saúde entre os trabalhadores expostos ao agente. A interpretação dos
resultados vai possibilitar conhecer o risco real para saúde e a definição de
prioridades para a ação;
 TOMADA DE DECISÃO: resulta do reconhecimento de que há necessidade
de prevenção, com base nas informações obtidas na etapa anterior. A
seleção das opções de controle deve ser adequada e realista, levando em
consideração a viabilidade técnica e econômica de sua implementação,
operação e manutenção, bem como a disponibilidade de recursos humanos e
financeiros e a infra-estrutura existente;
 PLANEJAMENTO: uma vez identificado o problema, tomada a decisão de
controlá-lo, estabelecidas as prioridades de ação e disponibilizados os
recursos, deve ser elaborado um projeto detalhado quanto às medidas e
procedimentos preventivos a serem adotados;
 AVALIAÇÃO.

ELEMENTOS PARA GESTÃO DE SST NO CONTROLE DAS DOENÇAS


OCUPACIONAIS

Sobre as medidas organizacionais e gerenciais a serem adotadas visando à


melhoria das condições de trabalho e qualidade de vida dos trabalhadores, no que
se refere às condições de trabalho nocivas para a saúde, que decorrem da
organização e gestão do trabalho, as medidas recomendadas podem ser resumidas
em:

 aumento do controle real das tarefas e do trabalho por parte daqueles que as
realizam;
 aumento da participação real dos trabalhadores nos processos decisórios na
empresa e facilidades para sua organização;
 enriquecimento das tarefas, eliminando as atividades monótonas e repetitivas
e as horas extras;
 estímulo a situações que permitam ao trabalhador o sentimento de que
pertencem e/ou de que fazem parte de um grupo;

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 desenvolvimento de uma relação de confiança entre trabalhadores e demais
integrantes do grupo, inclusive superiores hierárquicos;
 estímulo às condições que ensejem a substituição da competição pela
cooperação.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Barboza MCN; Milbrath VM; Bielemann VM; Siqueira HCH. Doenças osteo-
musculares relacionadas ao trabalho (DORT) e sua associação com a enferma-gem
ocupacional. Rev Gaúcha Enferm., Porto Alegre (RS) 2008 dez;29(4):633-8.

Merlo Álvaro Roberto Crespo; Jacques Maria da Graça Corrêa; Hoefel Maria da
Graça Luderitz; Trabalho de Grupo com Portadores de Ler/Dort: Relato de
Experiência., Psicologia: Reflexão e Crítica, 2001, 14(1), pp 253-258

Ministério da Saúde do Brasil; Organização Pan-Americana da Saúde no Brasil.


Doenças relacionadas ao trabalho: manual de procedimentos para os serviços de
saúde. EDITORA MS, 2001.

https://areasst.com/doencas-ocupacionais/, acesso em 05-08-18.

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