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SISTEMA NERVOSO SIMPÁTICO E PARASSIMPÁTICO E PLEXOS VISCERAIS

Sistema Nervoso Simpático

Tronco Simpático

Principal formação anatômica do sistema nervoso simpático; é formado por uma cadeia de gânglios unidos através de
ramos interganglionares.

Cada tronco simpático estende-se, de cada lado, da base do crânio até o cóccix, onde termina unindo-se com o do
lado oposto. Os gânglios do tronco simpático dispõem-se de cada lado da coluna vertebral em toda sua extensão e
são denominados gânglios paravertebrais. Na porção cervical do tronco simpático têm-se os gânglios: cervical
superior, médio e inferior. Usualmente o cervical inferior está fundido com o primeiro torácico formando o gânglio
cervico-torácico ou estrelado. O número de gânglios da porção torácica do tronco simpático é usualmente menor (10
a 12) que o dos nervos espinais torácicos, pois pode haver fusão de gânglios vizinhos. Na porção lombar temos de 3 a
5 gânglios, na sacral 4 – 5 e na coccígea apenas um gânglio, o gânglio ímpar.

Nervos Esplâncnicos e Gânglios Pré-vertebrais

Da porção torácica e do tronco simpático originam-se a partir de T5 os chamados nervos esplâncnicos, maior, menor
e imo, os quais têm trajeto descendente, atravessam o diafragma e penetram na cavidade abdominal onde terminam
nos chamados gânglios pré-vertebrais. Estes localizam-se anteriormente á coluna vertebral e aorta abdominal, em
geral próximo à origem dos ramos abdminais dessa artéria dos quais recebem o nome.

Assim, existem: dois gânglios celíacos, direito e esquerdo, situados na origem do tronco celíaco; dois gânglios aórtico-
renais, na origem das artérias renais; um gânglio mesentérico superior e outro mesesntérico inferior. Os nervos
esplâncnicos maior e menor terminam respectivamente nos gânglios celíacos e aórtico-renal.

Ramos Comunicantes

Unindo o tronco simpático aos nervos espinais existem filetes nervosos denominados ramos comunicantes que são de
dois tipos, ramos comunicantes brancos e ramos comunicantes cinzentos. Os ramos comunicantes brancos ligam a
medula ao tronco simpático e são, pois, constituídos de fibras viscerais aferentes. Já os ramos comunicantes cinzentos
são constituídos de fibras pós-ganglionares amielínicas.

Como os neurônios pré-ganglionares simpáticos só existem nos segmentos de T1 a L2, as fibras pré-ganglionares
emergem somente destes níveis, o que explica a existência de ramos comunicantes brancos apenas nas regiões
torácica e lombar alta.

Plexos Viscerais

Quanto mais próximo das vísceras, mais difícil fica separar por dissecação as fibras do simpático e parassimpático. Isso
ocorre porque se forma nas cavidades torácica, abdominal e pélvica um emaranhado de filetes nervosos e gânglios
constituindo os chamados plexos viscerais que não são puramente simpáticos ou parassimpáticos, mas que contém
elementos dos dois sistemas, além de fibras viscerais aferentes.

Na composição destes plexos pode haver fibras simpáticas pré-ganglionares (raras) e pós-ganglionares; fibras
parassimpáticas pré e pós-ganglionares; fibras viscerais aferentes e gânglios do parassimpático, além dos gânglios pré-
vertebrais do simpático.

Plexos da Cavidade Abdominal

Na cavidade abdominal situa-se o plexo celíaco, o maior dos plexos viscerais, localizado na parte profunda da região
epigástrica, adiante da aorta abdominal e dos pilares do diafragma, na altura do tronco celíaco. Aí localizam-se os
gânglios simpáticos celíacos, mesentéricos superior e aórtico-renais. A maioria dos nervos que forma o plexo celíaco
é oriunda da cavidade torácica; os mais importantes são:

a. Os nervos esplâncnicos maior e menor, que se destacam de cada lado do tronco simpático de T5 a T12, e
terminam fazendo sinapse nos gânglios pré-vertebrais;
b. O tronco vagal anterior e o tronco vagal posterior, oriundos do plexo esofágico, contendo, cada um, fibras
oriundas dos nervos vagos direito e esquerdo.

As fibras parassimpáticas do vago passam pelos gânglios pré-vertebrais do simpático sem fazer sinapse e terminam
estabelecendo sinapse com gânglios e células ganglionares das vísceras abdominais, destacando-se os que formam os
plexos mioentérico e submucoso. Admite-se que as fibras vagais se estendam até aproximadamente a junção do colo
transverso com o colo descendente, este último já inervado pela parte sacral do parassimpático.

Plexo Lombossacral
INERVAÇÃO MEMBROS INFERIORES
PERNA
Nervos na fossa poplítea: O nervo isquiático geralmente termina no ângulo superior da fossa poplítea, dividindo-se em
nervos tibial e fibular comum.

O nervo tibial é o maior ramo terminal, medial do nervo isquiático, derivado de divisões anteriores (pré-axiais) dos
ramos anteriores dos nervos espinais L4-S3. O nervo tibial é o mais superficial dos três principais componentes centrais
da fossa poplítea (isto é, nervo, veia e artéria); entretanto, ainda está em posição profunda e protegida. O nervo tibial
divide a fossa poplítea no meio enquanto segue do seu ângulo superior até o ângulo inferior.

Enquanto está na fossa poplítea, o nervo tibial emite ramos para os músculos sóleo, gastrocnêmio, plantar e poplíteo.
O nervo cutâneo sural medial também é derivado do nervo tibial na fossa poplítea. A ele se une o ramo fibular
comunicante do nervo fibular comum em nível muito variado para formar o nervo sural. Esse nervo irriga a face
lateral da perna e do tornozelo.

O nervo fibular comum é o menor ramo terminal, lateral do nervo isquiático, derivado de divisões posteriores (pós
axiais) dos ramos anteriores dos nervos espinais L4-S2. Esse nervo começa no ângulo superior da fossa poplítea e
acompanha de perto a margem medial do músculo bíceps femoral e seu tendão ao longo do limite súperolateral da
fossa. O nervo fibular comum deixa a fossa poplítea, passando superficialmente à cabeça do músculo gastrocnêmio e,
depois, passa sobre a face posterior da cabeça da fíbula. O nervo fibular comum espirala-se ao redor do colo da fíbula
e divide-se em seus ramos terminais.

COMPARTIMENTO ANTERIOR DA PERNA

O compartimento anterior (ou dorsiflexor – extensor) da perna, está localizado anteriormente à membrana interóssea,
entre a face lateral do corpo da tíbia e a face medial do corpo da fíbula.

Os quatro músculos no compartimento anterior da perna são tibial anterior (dorsiflexor mais medial e superficial;
situado contra a face lateral da tíbia), extensor longo dos dedos (mais lateral dos músculos anteriores da perna),
extensor longo do hálux (fino e está situado profundamente entre os músculos TA e ELD em sua fixação supeior) e
fibular terceiro (parte separada do ELD, contribui para a pronação do pé). São dorsiflexores da articulação talocrural,
elevando a parte anterior do pé e abaixando o calcanhar. Os extensores longos também seguem ao longo da face
dorsal dos dedos, e se fixam a ela, portanto são extensores (elevadores) dos dedos.
Nervo do compartimento anterior da perna
O nervo fibular profundo é o nervo do compartimento anterior. É um dos dois ramos terminais do nervo
fibular comum e se origina entre o músculo fibular longo e o colo da fíbula. Depois de sua entrada no
compartimento anterior, o nervo fibular acompanha a artéria tibial anterior, primeiro entre os músculos TA
e ELD, depois entre os músculos TA e ELH. Depois sai do compartimento e continua através da articulação
talocrural para suprir os músculos intrínsecos e uma pequena parte da pele do pé.
COMPARTIMENTO LATERAL DA PERNA
Compartimento eversor; é o menor dos compartimentos. É limitado pela face lateral da fíbula, os septos
intermusculares anterior e posterior, a fáscia muscular da perna.
Contém os músculos fibulares longo e curto. Ambos são eversores do pé, elevando a margem lateral do pé.
Durante o desenvolvimento, os músculos fibulares são músculos pós-axiais e recebem inervação das divisões
posteriores dos nervos espinais, que contribuem para o nervo isquiático.
Como eversores, os músculos fibulares atuam nas articulações talocalcânea e transversa do tálus.
Nervos no compartimento lateral da perna
O nervo fibular superficial, um ramo do nervo fibular comum, é o nervo do compartimento lateral. Depois
de suprir os músculos FL e FC, o nervo fibular superficial continua como um nervo cutâneo, suprindo a pele
na parte distal da face anterior da perna e quase todo o dorso do pé.
COMPARTIMENTO POSTERIOR DA PERNA
Compartimento flexor plantar; maior dos três compartimentos da perna. São divididos em grupos
musculares superficiais e profundos pelo septo intermuscular transverso. O nervo tibial supre as duas partes
do compartimento posterior, mas seguem na parte profunda, profundamente ao septo intermuscular
transverso.
O grupo superficial de músculos da panturrilha inclui o gastrocnêmio, sóleo e plantar. Os músculos
gastrocnêmio e sóleo tem um tendão comum, o tendão do calcâneo, que se fixa ao calcâneo. Juntos, esses
dois músculos formam o músculo tríceps sural, que tem três cabeças.
O grupo profundo inclui o poplíteo, flexor longo dos dedos, flexor longo do hálux e tibial posterior.
Nervos no compartimento posterior da perna
O nervo tibial (L4, L5 e S1-S3) é o maior dos dois ramos terminais do nervo isquiático. Segue trajeto através
da fossa poplítea, junto com a a. poplítea, passa entre as cabeças do m. gastrocnêmio, e os dois saem da
fossa passando profundamente o arco tendíneo do sóleo.
O nervo tibial supre todos os músculos do compartimento posterior da perna. No tornozelo, o nervo situa-
se entre os tendões do FLH e do FLD. Na posição posteroinferior ao maléolo medial, o nervo tibial divide-se
em nervos plantares medial e lateral. Um ramo do nervo tibial, o nervo cutâneo sural medial, geralmente
se une ao ramo fibular comunicante do nervo fibular comum para formar o nervo sural. Esse nervo supre
a pele da parte lateral e posterior do terço inferior da perna e a região lateral do pé.

O tornozelo é formado pelas partes estreita maleolar da região distal da perna, proximal ao dorso do pé e
calcanhar, e inclui a articulação talocrural. O pé, distal ao tornozelo, é uma plataforma para sustentação do
corpo.
O esqueleto do pé é formado por 7 ossos tarsais, 5 metatarsais e 14 falanges.

• Parte posterior do pé (retropé): tálus e calcâneo


• Parte média do pé (mediopé): navicular, cuboide e cuneiformes
• Parte anterior do pé (antepé): metatarsais e falanges
Músculos do pé
Dos 20 músculos individuais do pé, 14 estão localizados na face plantar, 2 estão na face dorsal e 4 são
intermediários. Partindo da face plantar, os músculos da planta estão organizados em quatro camadas
dentro de quatro compartimentos.
Músculos do pé: dorso do pé
O nervo tibial divide-se, posteriormente ao maléolo medial, em nervos plantares medial e lateral. Esses
nervos suprem os músculos intrínsecos da face plantar do pé.
O nervo plantar medial segue dentro do compartimento medial da planta, entre a 1ª e a 2ª camadas
musculares. Incialmente, artéria e nervo plantares seguem lateralmente os músculos da 1ª e 2ª camadas de
músculos plantares. Em seguida, seus ramos profundos seguem medialmente entre os músculos da 3ª e 4ª
camadas.
Nervos do pé
A inervação cutânea do pé é feita

• Na parte medial, pelo nervo safeno, que se estende distalmente até a cabeça do 1º metatarsal;
• Na parte superior (dorso do pé), pelos nervos fibulares superficial (principal) e profundo;
• Na parte inferior (planta do pé), pelos nervos plantares medial e lateral; a margem comum de
distribuição estende-se ao longo do 4º metacarpal e do dedo;
• Na parte lateral, pelo nervo sural, inclusive parte do calcanhar
• Na parte posterior (calcanhar), por ramos calcâneos medial e lateral dos nervos tibial e sural,
respectivamente.
Nervo safeno: é o ramo cutâneo do nervo femoral mais longo e com distribuição mais ampla; é o único
ramo que se estende além do joelho. Além de suprir a pele e a fáscia na face anteromedial da perna, o
nervo safeno segue anteriormente ao maléolo medial até o dorso do pé, onde envia ramos articulares
para a articulação talocrural e prossegue para suprir a pele ao longo da face medial do pé.
Nervos fibulares superficial e profundo: depois de passar entre os músculos fibulares no compartimento
lateral da perna e supri-los, o nervo fibular superficial emerge como um nervo cutâneo abaixo do
segundo terço do comprimento da perna. Em seguida, supre a pele na face anterolateral da perna e
divide-se em nervos cutâneos dorsais medial e intermediário, que prosseguem através do tornozelo para
suprir a maior parte da pele no dorso do pé. Seus ramos terminais são so nervos digitais dorsais (comum
e próprio) que suprem a pele da face proximal da metade medial do hálux e dos três dedos e meio
laterais.
Depois de suprir os músculos do compartimento anterior da perna, o nervo fibular profundo segue
profundamente ao retináculo dos músculos extensores e supre os músculos intrínsecos no dorso do pé
e as articulações tarsais e tarsometatarsais. Quando finalmente emerge como cutâneo, sua posição no
pé é tão distal que resta apenas uma pequena área da pele para inervação: a pele situada entre as faces
contíguas do 1º e 2º dedos. Ele inerva essa área como o 1º nervo digital dorsal comum.
Nervo plantar medial: maior e mais anterior dos dois ramos terminais do tibial. Depois de enviar ramos
motores para o músculo flexor curto do hálux e o 1º músculo lumbrical, o nervo plantar medial termina
perto das bases dos metatarsais dividindo-se em três ramos sensitivos (nervos digitais plantares e
comuns).
Nervo plantar lateral: menor e mais posterior dos dois ramos terminais do tibial; termina quando chega
ao compartimento lateral, dividindo-se em ramos superficial e profundo. O ramo superficial divide-se em
nervo digital plantar comum e nervo digital plantar próprio, que suprem a pele das faces plantares do
dedo e meio laterais. Os ramos superficiais e profundos do nervo plantar lateral inervam todos os
músculos da planta que não são supridos pelo plantar medial.
Nervo sural: formado pela união do nervo cutâneo sural medial (do nervo tibial) e do ramo comunicante
sural do nervo fibular comum.
ARTICULAÇÃO DO JOELHO
A articulação do joelho é formada por três articulações:

• Duas articulações femorotibiais (lateral e medial) entre os côndilos laterais e mediais do fêmur e
da tíbia;
• Uma articulação femoropatelar intermediária entre a patela e o fêmur.
A fíbula não participa da articulação do joelho. A estabilidade da articulação do joelho depende da força e
das ações dos músculos adjacentes e seus tendões e dos ligamentos que unem o fêmur e a tíbia. Os músculos
são os mais importantes entre essas sustentações.
O músculo mais importante na estabilidade da articulação do joelho é o quadríceps femoral.
Cápsula Articular
É típica por consistir em uma camada fibrosa externa e uma membrana sinovial interna que reveste todas
as faces internas da cavidade articular não recobertas por cartilagem articular. A porção superior da camada
fibrosa fixa-se no fêmur, logo proximal às faces articulares dos côndilos. Na parte posterior, ela envolve os
côndilos e a fossa intercondilar. O tendão do músculo quadríceps femoral, a patela e o ligamento da patela
substituem a camada fibrosa anteriormente.
A membrana sinovial da cápsula reveste todas as superfícies que limitam a cavidade articular (o espaço que
contém o líquido sinovial) e não são recobertas por cartilagem articular.
Ligamentos Extracapsulares
A cápsula articular é fortalecida por cinco ligamentos extracapsulares ou capsulares (intrínsecos): ligamento
da patela, ligamento colateral fibular, ligamento colateral tibial, ligamento políteo oblíquo e ligamento
poplíteo arqueado.
Ligamento da patela: parte distal do tendão do quadríceps femoral, é uma faixa fibrosa espessa e forte que
segue do ápice e das margens da patela até a tuberosidade da tíbia. É o ligamento anterior da articulação do
joelho.
Ligamentos colaterais do joelho: encontram-se tensos na extensão completa do joelho, contribuindo para a
estabilidade na posição do pé. Durante a flexão, tornam-se cada vez mais frouxos, permitindo e limitando a
rotação do joelho.
Ligamentos Intra-articulares do Joelho
Consistem nos ligamentos cruzados e meniscos. O tendão políteo também é intra-articular durante parte do
seu trajeto.
Os ligamentos cruzados cruzam-se dentro da cápsula articular, mas fora da cavidade sinovial. Estão
localizados no centro da articulação e cruzam-se obliquoamente, como a letra X.
O ligamento cruzado anterior (LCA): limita a rolagem posterior dos côndilos do fêmur sobre a tíbia e a
hiperextensão da articulação do joelho.
Ligamento cruzado posterior (LCP): limita a rolagem anterior do fêmur sobre o platô tibial durante a
extensão, convertendo-a em rotação. Também impede o deslocamento anterior do fêmur sobre a tíbia ou
o deslocamento posterior da tíbia sobre o fêmur e ajuda a evitar hiperflexão da articulação do joelho.
Meniscos da articulação do joelho: aprofundam a superfície e absorvem o choque. São mais espessos em
suas margens e afilam-se até formarem margens finas, não fixadas no interior da articulação. Uma faixa
delgada, o ligamento transverso do joelho, une-se ás margens anteriores dos meniscos, cruzando a área
intercondilar anterior e fixando os meniscos um ao outro durante o movimento.
NERVO TRIGÊMIO

O V par, nervo trigêmio, é assim denominado devido aos seus três ramos: nervos oftálmico, maxilar e
mandibular.
- É um nervo misto (raiz sensitiva e motora), sendo o componente sensitivo consideravelmente maior.
- Raiz sensitiva: formada pelos prolongamentos centrais dos neurônios sensitivos, sitados no gânglio
trigeminal, que se localiza na loja do gânglio trigeminal, sobre a parte petrosa do osso temporal.
Os prolongamentos periféricos dos neurônios sensitivos do gânglio trigeminal formam, distalmente ao
gânglio, os três ramos ou divisões do trigêmeo: nervo oftálmico, nervo maxilar e nervo mandibular;
responsáveis pela sensibilidade somática geral de grande parte da cabeça, através de fibras que se
classificam como aferentes somáticas gerais. Estas fibras conduzem impulsos exteroceptivos e
proprioceptivos. Os impulsos exteroceptivos (temperatura, dor, pressão e tato) originam-se:
a) da pele da face e da fronte;
b) da conjuntiva ocular
c) da parte ectodêrmica da mucosa da cavidade bucal, nariz e seios paranasais
d) dos dentes
e) dos 2/3 anteriores da língua
f) da maior parte da dura-máter craniana.
Os impulsos proprioceptivos originam-se em receptores localizados nos músculos mastigadores e na
articulação temporomandibular.
- Raiz motora: constituída de fibras que acompanham o nervo mandibular, distribuindo-se aos músculos
mastigadores (temporal, masseter, pterigoídeo lateral, pterigoídeo medial, milo-hióideo e o ventre anterior
do músculo digástrico). Todos estes músculos derivam do primeiro arco branquial, e as fibras que os inervam
se classificam como eferentes viscerais especiais.
- Problema médico mais frequente: Nevralgia, se manifesta por crises dolorosas muito intensas no território
de um dos ramos do nervo.
HHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
.
PRÓSTATA
Maior glândula acessória do sistema genital masculino. Consist~encia firma, tamanho de uma noz e circunda
a parte prostática da uretra. A parte glandular representa dois terços e a parte fibromuscular, um terço.
Cápsula fibrosa da próstata é dessa e neurovascular, incorporando os plexos prostáticos de veias e nervos.
Tudo isso é circundado pela fáscia visceral da pelve, que forma uma bainha prostática fibrosa, contínua
anterolateralmente com os ligamentos puboprostáticos.
a. Uma base intimamente relacionada com a bexiga
b. Ápice que está em contato com a fáscia na face superior dos músculos esfíncter da uretra e
transverso profundo do períneo
c. Face anterior muscular
d. Face posterior relacionada com a ampola do reto
e. Faces inferolaterais relacionadas com o músculo levantador do ânus

• Istmo da próstata situa-se anteriormente à uretra. É fibromuscular;


• Lobos direito e esquerdo, separados anteriormente pelo istmo e posteriormente por um sulco
longitudinal central e pouco profundo. Podem ser divididos em quatro lóbulos:
1. Um lóbulo inferoposterior situado posterior à uretra e inferior aos ductos ejaculatórios. Face
pálpace no toque retal;
2. Lóbulo inferolateral, diretamente lateral à uretra;
3. Lóbulo superomedial, situado profundamente ao lóbulo inferoposterior, circundando o ducto
ejaculatório ipsilateral;
4. Um lóbulo anteromedial, situado profundamente ao lóbulo inferolateral.

Um lobo médio (mediano) dá origem a 3 e 4 anteriores. Alguns dividem a próstata em zonas periféricas e
central, sendo a zona central comparável ao lobo médio.
Os ductos prostáticos se abrem principalmente nos seios prostáticos. O líquido prostático, fino e leitoso,
representa 20% do volume do sêmen e participa na ativação dos espermatozoides.

Irrigação arterial e drenagem venosa: as artérias prostáticas são principalmente ramos da artéria ilíaca
interna, sobretudo as artérias vesicais inferiores, mas também as artérias pudenda interna e retal média. As
veias se unem para formar um plexo ao redor das laterais e da base da próstata. Esse plexo venoso
prostático, situado entre a cápsula fibrosa e a bainha prostática, drena para as veias ilíacas internas. O plexo
venoso prostático é contínuo superiormente com o plexo venoso vesical e comunica-se posteriormente com
o plexo venoso vertebral interno.

OSSOS
Tipos de ossos

Nos ossos longos, as extremidades ou epífises são formadas por osso esponjoso com uma delgada camada
superficial compacta. A diáfise é quase totalmente compacta, com pequena quantidade de osso esponjoso
na sua parte profunda, delimitando o canal medular. Principalmente nos ossos longos, o osso compacto é
chamado também de osso cortical.
Os ossos curtos têm centro esponjoso, sendo recobertos em todas a sua periferia por uma camada
compacta.
Nos ossos chatos, que constituem a abóboda craniana, existem duas camadas de osso compacto, as tábuas
interna e externa, separadas por osso esponjoso que, nesta localização recebe o nome de díploe.
As cavidades do osso esponjoso e o canal medular da diáfise dos ossos longos são ocupados pela medula
óssea. No recém-nascido, toda a medula óssea tem a cor vermelha, devido ao alto teor de hemácias, e é
ativa na produção de células do sangue. Pouco a pouco com a idade, vai sendo infiltrada por tecido adiposo,
com diminuição da atividade hematógena (medula óssea amarela).
Histologicamente existem dois tipos de tecido ósseo: o imaturo ou primário; e o maduro, secundário ou
lamelar.
Imaturo: aparece primeiro, tanto no desenvolvimento embrionário quanto no reparo de fraturas; fibras
colágenas se dispõem irregularmente.
Secundário: fibras se organizam em lamelas, formando os sistemas de Havers ou ósteons. Cada ósteon é um
cilindro longo, paralelo á diáfise e formado por lamelas concêntricas. No centro desse cilindro ósseo existe o
canal de Havers (revestido de endósteo) que contém vasos e nervos. Os canais de Havers comunicam-se
entre si por meio dos canais de Volkmann, que não apresentam lamelas concêntricas

ESTRUTURAS DO SISTEMA MUSCULAR


a) Ventre Muscular é a porção contrátil do músculo, constituída por fibras musculares que se contraem.
Constitui o corpo do músculo (porção carnosa).

b) Tendão é um elemento de tecido conjuntivo, ricos em fibras colágenas e que serve para fixação do ventre,
em ossos, no tecido subcutâneo e em cápsulas articulares. Possuem aspecto morfológico de fitas ou de
cilindros.
c) Aponeurose é uma estrutura formada por tecido conjuntivo. Membrana que envolve grupos musculares.
Geralmente apresenta-se em forma de lâminas ou em leques.

d) Bainhas Tendíneas são estruturas que formam pontes ou túneis entre as superfícies ósseas sobre as quais
deslizam os tendões. Sua função é conter o tendão, permitindo-lhe um deslizamento fácil.

e) Bolsas Sinoviais (Bursa) são encontradas entre os músculos ou entre um músculo e um osso. São pequenas
bolsas forradas por uma membrana serosa que possibilitam o deslizamento muscular.

f) Fáscia Superficial separa os músculos da pele; Fáscia Muscular é uma lâmina ou faixa larga de tecido
conjuntivo fibroso, que, abaixo da pele, circunda os músculos e outros órgãos do corpo.