CURSO BÁSICO DE VIOLA CAIPIRA

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Capítulo 1: História da Viola Caipira
Toda cultura em qualquer parte do mundo possui um ícone. Quando se fala em Brasil, lembramos do Carnaval, quando se fala em Itália, lembramos das massas, pizzas. Na música isso também acontece. Quando falamos, por exemplo em música russa, lembramos da Balaika; da música portuguesa, o Fado; da Espanha, a música flamenca e o Violão. Nosso país tem uma cultura musical imensa e que muitas vezes não conhecemos. Por isso , tenho o grande prazer de apresentar a vocês um instrumento que talvez seja o mais importante da cultura brasileira: a nossa Viola Caipira. A Viola é um instrumento presente em quase todas as festas do nosso interior ( festas do divino, festa de reis, entre outras ). Foi o primeiro instrumento musical a chegar no país. Se a MPB faz jus ao nome ( como toda música popular produzida no Brasil ), então a Viola foi o instrumento precursor de tudo o que temos hoje. É com certeza o instrumento mais popular do país, mas que graças a influência da mídia, quase desapareceu do ouvido dos brasileiros. Um instrumento de som belíssimo, mas que sofre um preconceito enorme por ter estampada em seu nome a palavra " Caipira ". Acima de tudo isso, a Viola é um instrumento que está voltando a crescer graças a nomes como Almir Sater, Roberto Corrêa e Ivan Vilela. Nomes que hoje estão levando o instrumento para outros horizontes, como o erudito, a MPB, a bossa nova. Roberto Corrêa por exemplo já excursionou pela Europa e já levou nosso instrumento até para o outro lado do mundo. Por estas linhas você irá conhecer a sua origem, suasparticularidades, seus ícones ( comoTião Carreiro ), seus ritmos e descobrir muitas novas possibilidades para seu instrumento seja você guitarrista ou violonista. Vamos conhecer um pouco da nossa Viola Caipira ?

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HISTÓRICO – 1ª parte Apesar de hoje a Viola Caipira ser considerada um instrumento tipicamente brasileiro, temos historicamente que afirmar que esta colocação é errada. Nossa Viola Caipira supostamente nasceu na Europa por volta do ano 1000, vindo de um instrumento árabe chamado Guitarra Mourisca. Voltando um pouco no tempo, por volta do ano 3000AC, os únicos instrumentos de cordas que tínhamos notícias eras as harpas. Instrumentos que podiam apenas tocar uma nota por corda e eram baseadas em escalas pentatônicas ( escalas de cinco notas ). Sumérios, Egípcios, Chineses a utilizaram durante muitos milênios. Nesta época, descobriu-se que esticando uma corda em uma superfície qualquer, a mesma podia dar inúmeras alturas de som com apenas um toque do dedo. Acredita-se então que a primeira providência foi colocar em uma harpa um pequeno braço de madeira e esticar suas cordas até a extremidade das mesmas. Surgiu então um instrumento mais complexo, capaz de sobrepujar a música até então realizada. Com o tempo, descobriu-se também que uma corda esticada em um recipiente acusticamente favorável ( como uma carapaça de quelônio ) produzia um som mais alto. Surgia na região da Arábia o antecessor do Alaúde, um instrumento que tinha como bojo uma carapaça de quelônio com um couro esticado como tampo, e braço. Por volta do ano 2000AC, os árabes resolveram construir de madeira este instrumento imitando em seu bojo a curvatura das carapaças dos quelônios. Surgia então o A´lud ou Alaùde que em árabe significa "madeira". Perto do ano 900AC, este instrumento sofreu uma ruptura. Dele surgiria o Alaúde que nós conhecemos hoje, com um braço menor. Nesta época, acredita-se que o Alaúde já usava cordas duplas para aumentar sua sonoridade. O Alaúde original de braço comprido utilizado por mouros e egípcios ganhou o nome de Guitarra Mourisca. Com a invasão árabe na península ibérica por volta do ano 650 de nossa era, toda cultura árabe foi despejada na região que conhecemos hoje por Portugal e Espanha. Com ela vieram a música e os instrumentos típicos. O Alaúde teve como alteração apenas o adicionamento de trastes, enquanto a Guitarra Mourisca começou a passar por uma lenta transformação. Primeiramente seu corpo passou a ganhar um leve acinturamento na região central, e seu bojo curvo começou a perder esta característica ( fato que levou por volta de mil anos ) ganhando forma plana. Já por volta do ano 1000, temos um instrumento com quatro pares de corda chamado Guitarra Latina ( mais tarde conhecido por Guitarra Renascentista ). Por volta do ano 1400 surgiram na Espanha dois instrumentos derivados da Guitarra Renascentista: a Guitarra Barroca com cinco pares de corda e a Vihuela com seis pares de cordas. Estes dois instrumentos foram então introduzidos em Portugal com o nome de Viola (aportuguesamento de Vihuela) por volta do ano1450. Com a expansão ultramarítima portuguesa, os portugueses introduziram em suas colônias seus costumes e cultura. Com os jesuítas, chegou ao Brasil por volta de 1550 a Viola de cinco pares de corda. Utilizada primeiramente na catequese dos índios, ganhou o interior brasileiro e perdeu sua imagem tão erudita, passando a ser construída pelos nossos próprios caboclos com madeiras toscas. Surgia a nossa Viola Caipira.

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HISTÓRICO – 2ª PARTE Durante os próximos 300 anos a Viola foi rapidamente se transformando no instrumento mais popular do Brasil (o Violão como conhecemos hoje só surgiu por volta de 1800). Um violeiro brasileiro fez fama nas cortes portuguesas. Era este Domingos Caldas Barbosa (1740-1800). Em 1817, um censo demonstrava que a Viola era o instrumento maispopular do Brasil. Mas com o surgimento do Violão (que já veio da Europa com métodos e toda uma escola formada), a Viola passou a ser confinada cada vez mais para o interior. O Violão passou a ser um instrumento urbano e a Viola um instrumento rural. Em 1929, o paulista Cornélio Pires, amante da cultura caipira, levou para o estúdio a música caipira e com ela a Viola. Pela primeira vez era gravado e lançado em disco o som de uma Viola. O sucesso foi imediato e várias duplas surgiram a partir daí, como Alvarenga e Ranchinho. Em pouco tempo a música caipira era o gênero que mais vendia no país. Nomes como Tonico e Tinoco eram considerados como vedetes. Na década de 50, surgiu um nome que iria mudar o conceito até então de música caipira. Era José Dias Nunes que foi imortalizado com o apelido de Tião Carreiro. Ele revolucionou o modo de tocar o instrumento, estando para a Viola o que Hendrix foi para a Guitarra elétrica. Na década de 60, com o êxodo rural, milhares de famílias que viviam em zonas rurais vieram para as cidades, principalmente as capitais, e cessou-se então um ciclo de aprendizado. Até então os ensinamentos da Viola Caipira eram passados de pai para filho. O instrumento passou a sercolocado em um segundo plano. Também nesta década, as várias influências de músicas de outros países, como os ritmos paraguaios, mexicanos deram ênfase a outros instrumentos como a sanfona e os metais (trumpetes, por exemplo). A musica caipira sofre uma ruptura e lentamente vai surgindo a música sertaneja de hoje. A Viola então começa a caminhar outros horizontes. Em 1968 é gravado o primeiro disco de música erudita totalmente gravado com Viola e Tião Carreiro grava samba e choro com o instrumento. A década de 80 traria um novo crescimento para o instrumento. Em 1981, Almir Sater grava seu primeiro disco, mostrando os ritmos pantaneiros e mostrando o lado MPB da Viola. A TV Cultura abre um programa totalmente dedicado ao instrumento, o "Viola Minha Viola" e em 1985 surge a Viola didática nas mão de Roberto Corrêa, que passa a lecionar Viola Caipira em uma instituição. Em 1990 a Viola volta a mídia com a novela Pantanal, aonde Almir Sater mostra para todo o Brasil a força do instrumento, repetindo a dose em 1992 com a novela Ana Raio e Zé Trovão e em 1996 com a novela Rei do Gado. Roberto Corrêa passa a excursionar pelo exterior com a Viola em punho e nossa música Caipira perde Tião Carreiro em 1993. A década de 90 foi uma década movimentada. Hoje o instrumento volta a ter grandepopularidade, multiplica-se professores de Viola como Ivan Vilela que leciona na região de Campinas e Roberto Corrêa em Brasília e Junior da Violla em São Paulo.

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Capítulo 2: Notação Musical e sistema de Cifragem
Para usarmos este método, deveremos aprender um pouco sobre o sistema de cifragem. A notação musical é posterior à linguagem, e surgiu pela necessidade de preservar e de transmitir as manifestações musicais sem as imprecisões e os inconvenientes da transmissão oral. Os gregos, já antes de Pitágoras (portantoanteriormente ao século V A.C.), tinham desenvolvido um sistema de notação baseado nas letras do alfabeto. Os romanos, herdeiros da cultura e, portanto, da música grega, reduziram a notação (que compeendia 15 letras) a apenas 7. Como a escala grega começava pela nota que hoje chamamos de La, ficou assim essa redução:

Esta denominação se conservou intacta através dos séculos até nossos dias e até hoje ainda é usada preferencialmente, nos países de língua inglesa e na Alemanha. O sistema de cifragem para designar acordes de acompanhamento usado em todo o mundo emprega essa notação. Junto destas letras também são usados alguns sinal denominados acidentes: # (sustenido) ..................aumenta a nota em 1 semitom b (bemol) .......................diminui a nota em 1 semitom x (dobrado sustenido) ....aumenta a nota em 1 tom bb (dobrado bemol) .......diminui a nota em 1 tom Para explicarmos a palavra TOM e SEMITOM, vamos pegar por base as teclas de um piano:

A notação musical ocidental ( que é diferente da oriental ) possui 12 semitons. Isso pode ser percebido quando você vai de uma tecla branca para uma tecla preta que vem em seguida.

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Por exemplo: DO e DO#, DO# e RE, MI e FA. Para termos um semitom, apenas andamos uma tecla para frente ou para trás. Já para termos 1 TOM, precisamos de 2 semitons, ou seja, andarmos 2 teclas para frente. Por exemplo: DO e RE, MI e FA#, SOL e LA. Para achar estas distâncias no braço da viola, basta imaginar que para cada tecla, você tem 1 casa:

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Capítulo 3: Afinações da Viola Caipira

Agora que já temos noção de leitura de cifras, podemos falar sobre algumas afinações utilizadas na viola. A viola caipira é um instrumento que diferente do violão, utiliza diversas afinações: cebolão, rio abaixo, rio acima, natural, entre outras. Para o nosso método, iremos usar a afinação CEBOLÃO EM MI MAIOR.

Para uma perfeita afinação em sua viola, sugerimos a aquisição de um afinador eletrônico ou diapasão. Uma boa afinação é necessária para se tocar em grupo. Imagine se cada um em um grupo afinar seu instrumento de "qualquer jeito". Para isso emprega-se o La (440 Hz) que é o Lá do diapasão. Sabendo a afinação da viola, seremos capazes então de saber o nome da nota em cada casa do instrumento. Por exemplo:

Uma boa sugestão de estudo é desenhar o braço do instrumento e fazer como o exemplo acima, corda por corda, assim ficará mais fácil visualizar as notas quando for necessário. Vamos então entrar em nosso primeiro ritmo que é o CURURU:

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• CURURU

O cururu é um rítimo bastante usado na música caipira. Nasceu quando o Jesuíta para ensinar catequese aos índios faziam uma festa chamada de "Festa da Santa Cruz". O Índio, por não conseguir falar a palavra cruz, dizia "curuz" e com o tempo o ritmo ganhou o nome de cururu. Há vários tipos de cururu, como o piracicabano, por exemplo que é um desafio feito entre os violeiros assim como as emboladas. No nosso caso, cururu é um ritmo básico da viola que veremos a seguir. Exemplos de músicas com este ritmo: • • • • • • A VACA JÁ FOI PRO BREJO ( de Tião Carreiro e Pardinho ) CANOEIRO ( de Zé Carreiro e Carreirinho ) SAUDADES DE ARARAQUARA ( de Zé Carreiro e Carreirinho ) PEITO SADIO ( de Zé Carreiro e Carreirinho ) MENINO DA PORTEIRA ( de Luizinho e Limeira ) PESCADOR E CATIREIRO ( de Cacique e Pagé )

O rítmo está expresso pelo seguinte desenho:

P...significa polegar, e a seta indica descer o polegar I....significa indicador, e a seta indica subir com o indicador R ..sifnifica rasqueado, e a seta indica descer com rasqueado. O rasqueado é feito com a parte da frente da mão, descendo com a ponta das unhas sobre a corda. Visa um som mais forte do instrumento. Escute as músicas indicadas acima e procure treinar o ritmo para que o mesmo tenha o andamento certo. A seguir vem algumas músicas cifradas para você tocar com este ritmo.

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Segue também um glossário de acordes para você poder tocá-las:

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O MENINO DA PORTEIRA ( De Teddy Vieira e Luizinho ) TOM : A INTROD : A E7 A E7 RITMO: CURURU A A DE LONGE EU AVISTAVA A FIGURA DE UM MENINO E7 QUE CORRIA ABRIR A PORTEIRA / DEPOIS VINHA ME PEDINDO D D A EU JOGAVA UMA MOEDA E ELE SAIA PULANDO E7 OBRIGADO BOIADEIRO QUE DEUS VÁ LHE ACOMPANHANDO D E7 A E7 NO CAMINHO DESTA VIDA MUITO ESPINHO EU ENCONTREI A MAS NENHUM CALOU MAIS FUNDO DO QUE ISSO QUE EU PASSEI E7 NA MINHA VIAGEM DE VOLTA QUALQUER COISA EU CISMEI D D E7 E7 A VENDO A PORTEIRA FECHADA / O MENINO EU NÃO AVISTEI APEEI DO MEU CAVALO NUM RANCHINHO À BEIRA CHÃO PRÁ AQUELE SERTÃO AFORA MEU BERRANTE IA TOCANDO. E7 E7 A TOQUE O BERRANTE SEU MOÇO QUE É PRÁ EU FICAR OUVINDO QUANDO A BOIADA PASSAVA E APOEIRA IA BAIXANDO E7

TODA VEZ QUE VIAJAVA PELA ESTRADA DE OURO FINO

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A VI UMA MULHER CHORANDO QUIS SABER QUAL A RAZÃO E7 BOIADEIRO VEIO TARDE VEJA A CRUZ NO ESTRADÃO D E7 A E7 LÁ PRÁS BANDAS DE OURO FINO LEVANDO GADO SELVAGEM A QUANDO EU PASSO NA PORTEIRA ATÉ VEJO A SUA IMAGEM E7 O SEU RANGIDO TÃO TRISTE MAS PARECE UMA MENSAGEM D D A EU JÁ FIZ UM JURAMENTO QUE NÃO ESQUEÇO JAMAIS E7 NEM QUE O MEU GADO ESTOURE, QUE EU PRECISE IR ATRÁS D E7 A NESTE PEDAÇO DE CHÃO , BERRANTE EU NÃO TOCO MAIS. E7 A E7 DAQUELE ROSTO TRIGUEIRO DESEJANDO-ME BOA VIAGEM A CRUZINHA DO ESTRADÃO DO MEU PENSAMENTO NÃO SAI QUEM MATOU O MEU FILHINHO FOI UM BOI SEM CORAÇÃO

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ENCONTRO DAS BANDEIRAS TOM : E ( Mi Maior ) INTROD.: ( B C# D# E em solo ) 2X RITMO : CURURU ( REIZADO ) E A B7 B7 E E7

AI, QUE BANDEIRA É ESSA, AI, AI NA PORTA DA SUA MORADA AONDE MORA O CALIX BENTO A A E A B7 B7 B7 E E7 E B7 E ( B7 E B7 E ) B7 E E7 E A HOSTIA CONSAGRADA E A HOSTIA CONSAGRADA, EH, EH, EH QUE ENCONTRO TÃO BONITO, AI, AI QUE FIZEMO AQUI AGORA OS TRES REIS DO ORIENTE A A E A B7 B7 E B7 E B7 E ( B7 E B7 E ) B7 E E7 SÃO JOSÉ, NOSSA SENHORA SÃO JOSÉ, NOSSA SENHORA, EH,EH,EH AS BANDEIRA VAI-SE EMBORA AI, AI AS FITA VÃO AVOANDO SE DESPEDE DO FESTEIRO A A B7 E B7 E B7 E PRÁ VOLTAR NO OUTRO ANO PRÁ VOLTAR NO OUTRO ANO EH, EH, EH

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REIZADO ( De. Teddy Vieira) TOM : E ( Mi Maior ) INTROD.: ( B C# D# E – em solo ) 2X RITMO : CURURU ( REIZADO ) E B7 A HÁ NOS CÉUS DA HUMANIDADE, AI, AI, AI, AI B7 E EM UMA ESTREBARIA, AI, AI E B7 E A DEUS MENINO TEVE A CAMA, AI, AI, AI, AI B7 E PRÁ NOSSA SALVAÇÃO, AI, AI E B7 E A VENHA VER O DEUS MENINO AI, AI, AI, AI A SENHORA DONA DA CASA, AI, AI, AI, AI ÓIA A CHUVA NO TELHADO, AI, AI E B7 DE FOIA SECA DO CHÃO, AI, AI, AI, AI A VINTE E CINCO DE DEZEMBRO, AI, AI, AI, AI NÃO SE DORME NO COLCHÃO, AI, AI E B7 DEUS MENINO, DEUS DAS FILHA, AI, AI, AI, AI E A

O GALO CANTOU NO ORIENTE, AI, AI, AI, AI, SURGIU A ESTRELA GUIA, AI, AI

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B7

E E

B7

COMO ESTÁ TODO MOLHADO AI, AI, AI, AI OS TRES REIS AO SEU LADO AI, AI E B7 E A O DIVINO SANTO FEZ AI, AI, AI, AI B7 E HÁ DE SER VOSSA GUIA, AI, AI E B7 SÃO JOSÉ, SANTA MARIA, AI, AI, AI, AI A DEUS LHE PAGUE A BELA OFERTA AI, AI, AI, AI QUE VOS DEU COM ALEGRIA, AI, AI

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PEITO SADIO TOM : E ( Mi Maior ) INTROD.: ( E E7 A B7 E ) B7 E RITMO : CURURU / CORTA JACA E7 A B7 E7 A B7 B7 E E E

FOI ÀS QUATRO HORAS DA MANHÃ MEU CACHORRO DE GUARDA LATIU LEVANTEI PARA VER O QUE ERA, E VESTI MEU CASACO DE FRIO ENTÃO VI QUE CHEGOU UM MENSAGEIRO AMUNTADO NUM BURRO TURDILHO B7 E7 A E E B7 E ( Introd. ) APIOU E ME DISSE BOM DIA O BOLSO DA BARDANA ELE ABRIU UMA CARTA O RAPAZ ME ENTREGOU E DE NOVO AMUNTOU E NA ESTRADA SUMIU E7 B7 E7 A B7 B7 E A B7 E E E DEI A CARTA PRO MEU IRMÃO LER, ELE LEU ME OLHANDO SORRIU É CONVITE PRÁ NÓIS IR NA FESTA, VAI HAVER UM GRANDE DESAFIO O MEU PAI JÁ CORREU NO VIZINHO, FOI CHAMAR O VOVÔ EO TITIO NÓIS CHEGUEMO A PULAR DE CONTENTE, LÁ EM CASA NINGUÉM MAIS DORMIU E7 A E B7 E ( Introd. ) PRÁ QUEBRA AQUELES CAMPEONATO, NEM COM SINDICATO NINGUÉM CONSEGUIU. E7 A B7 B7 E E VIOLEIRO QUE MANDOU CONVITE MORA LÁ NO OUTRO LADO DO RIO ELE PENSA QUE NÓIS NÃO VAI LÁ, MAIS NÓIS SEMO CABOCLO DE BRIO

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E7

A B7 A

B7

E E E B7 E ( Introd. )

A PETECA AQUI DO NOSSO LADO POR ENQUANTO NO CHÃO NÃO CAIU QUANDO NÓIS CHEGUEMO NO CATIRA OS MAIS FRACO NA HORA SUMIU SÓ CANTEMO MODA DE CAMPEÃO, E OS TAR QUE ERA BÃO NEM SEQUER REAGIU. E7 B7 E7 A B7 B7 A B7 E E E E PERGUNTARAM AO DONO DA FESTA, ONDE FOI QUE O SENHOR CONSEGUIU ESSE TAR VIOLERO FAMOSO, QUE AS MODA DE NÓIS ENGOLIU O FESTEIRO FICOU PENSATIVO, E MORDEU NO CIGARRO E CUSPIU VOCEIS SÃO DOIS CABOCLO BATUTA, QUEM FALOU PODES CRÊ NÃO MENTIU A E B7 E ( Introd. ) TEVE ALGUÉM QUE CANTÁ EXPERIMENTOU MAIS O PEITO FALHOU E A VOZ NÃO SAIU E7 A B7 E7 B7 E7 A E A B7 E B7 E B7 E E E AS VIOLA NÓIS FAZ DE ENCOMENDA NOSSO PEITO É TRATADO E SADIO JÁ CANTEMO TRES NOITE SEGUIDA E AS MODA NOIS NÃO REPETIU QUEM REPETE É RELÓGIO DE IGREJA E O TRISTE CANTAR DO TIZIU E AGORA COM ESTA VITÓRIA, AINDA MAIS NOSSA FAMA SUBIU E VOCÊIS NÃO DEVE DISCUTIR SE VIEMOS AQUI, FOI VOCÊIS QUEM PEDIU.

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Capítulo 3: Os Acordes na Viola Caipira
Para os que estão começando agora nesse novo curso dediquei este capítulo para abordar sobre a posição dos ac?

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Capítulo 4: Escala Cromática
Olá, tudo bem??? Fiquei sabendo que com o conteúdo da aula passada você já está conhecido em sua região como o "rei do cururu"!!! Parabéns. Vamos então a mais um passo A ESCALA CROMÁTICA nada mais é do que a escala musical que contém todas as notas do nosso alfabeto musical. É como o nosso alfabeto e todas as suas letras. Temos então na escala cromática:

Como já dissemos na aula passada, nossa escala musical é formada por 12 notas e que a distância entre elas é de 1 semitom, ou seja, de DÒ para DÒ# existe a distância de 1semitom, de RÈ# para MI exista também a distância de 1 semitom, de MI para FÀ também existe a distância de 1 semitom. Cabe ressaltar uma regra básica para se decorar ( ou entender, o que é melhor ) esta escala. Toda nota terminada em "i" NÂO tem sustenido, ou seja, MI e SI. Continuando, podemos também concluir que de DÒ para RÈ temos a distância de um tom, assim como de RÈ# para FÀ, temos também a distância de um tom. Mas para produzirmos música popular, não é necessário que você use todas as 12 notas da escala cromática e sim apenas um pequeno grupo de 7 ( sete ) notas que são as conhecidas ESCALAS MAIORES e ESCALAS MENORES. O que irá diferenciar uma da outra é a distância entre semiton e tom que há entre uma nota e outra. Vamos ver? ESCALA MAIOR Você já deve ter ouvido isso? DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ Isso é um exemplo de escala maior, no caso DÓ MAIOR. Vamos entender a estrutura desta escala? De DÓ para RÉ temos a distância de 1 tom De RÉ para MI temos a distância de 1 tom De MI para FÁ temos a distância de 1 semitom De FÁ para SOL temos a distância de 1 tom De SOL para LÁ temos a distância de 1 tom De LÁ para SI temos a distância de 1 tom De SI para DÓ temos a distância de 1 semitom
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Portanto a estrutura de uma escala MAIOR é: TOM – TOM – SEMITOM – TOM – TOM – TOM – SEMITOM Podemos aplicar esta regra em outras tonalidades também: SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ# - SOL Esta escala é uma escala de Sol Maior e como você pode observar, a nota FÁ está com um sinal de sustenido. Este sinal foi colocado pois houve a necessidade de se alterar a escala para que ela pudesse conter a mesma estrutura de uma escala maior. Vejamos De SOL para LÁ temos a distância de 1 tom De LA para SI temos a distância de 1 tom De SI para DÓ temos a distância de 1 semitom De DÓ para RÉ temos a distância de 1 tom De RÉ para MI temos a distância de 1 tom De MI para FÁ temos a distância de 1 semitom, mas preciso ter 1 tom, então coloco um sustenido no FÁ para aumentar a distância de 1 semitom para 1 tom. Portanto, de MI para FÀ# temos 1 tom De FÀ# para SOL temos 1 semitom ( se fosse FÁ para SOL teríamos 1 tom, o que também fica fora do que nós precisávamos ). Espero que você tenha compreendido a lição desta aula teórica. Com as regras aqui passadas você pode testar outras tonalidades, mas lembre-se que a ajuda de um bom professor é fundamental para a compreensão desta matéria. No próximo mês iremos ver ESCALAS MENORES. Vamos a nossa aula prática?

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Capítulo 5: Cateretê

O Cateretê é um ritmo ternário ( conta-se 1...2...3...1...2...3...) e é muito usado em músicas caipiras, principalmente aquelas músicas mais românticas e tristes. Segue alguns exemplos de cateretê: A MÃO DO TEMPO ( Tião Carreiro e Pardinho ) MODA DA MULA PRETA ( Raul Torres e Florêncio ) DUAS CARTAS ( Zé Carreiro e Carreirinho ) GARÇA BRANCA ( Vieira e Vieirinha ) AMOR E SAUDADE ( Tião Carreiro e Pardinho ) OI PAIXÃO! ( Tião Carreiro e Pardinho ) Vamos ao Ritmo:

Neste ritmo, o polegar desce duas vezes, o indicador sobe duas vezes e desce rasqueando. Se tiver dúvidas ouça as músicas indicadas acima e segue algumas músicas cifradas para você tocar.

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PORTA DO MUNDO ( De Peão Carreiro e Zé Paulo ) TOM : E ( Mi Maior ) INTRO.: E E7 A Am E F# B7 E B7 E RITMO: CATERETÊ E A B7 A E7 E F# B7 E A O SOM DA VIOLA BATEU / NO MEU PEITO DOEU MEU IRMÃO ASSIM EU ME FIZ CANTADOR / SEM NENHUM PROFESSOR APRENDI A LIÇÃO SÃO COISAS DIVINAS DO MUNDO / QUE TEM UM SEGUNDO A SORTE MUDAR TRAZENDO PRÁ DENTRO DA GENTE / AS COISAS QUE A MENTE VAI LONGE BUSCAR A E B7 E TRAZENDO PRÁ DENTRO DA GENTE / AS COISAS QUE A MENTE VAI LONGE BUSCAR E A A B7 E TEM VERSOS QUE FALA E CANTA / O MAL SE ESPANTA E A GENTE É FELIZ NO MUNDO DE RIMAS E TROVAS / EU SEMPRE DEI PROVA DAS COISAS QUE FIZ E7 E A E E A A F# B7 B7 E A B7 E (INTRO) POR MUITOS LUGARES PASSEI / MAS NUNCA PISEI EM FALSO NO CHÃO CANTANDO INTERPRETO A POESIA / LEVANDO ALEGRIA ONDE HÁ SOLIDÃO CANTANDO INTERPRETO A POESIA / LEVANDO ALEGRIA ONDE HÁ SOLIDÃO O DESTINO É O MEU CALENDÁRIO / O MEU DICIONÁRIO É A INSPIRAÇÃO A PORTA DO MUNDO É ABERTA / MINHA ALMA DESPERTA BUSCANDO A CANÇÃO

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E7

A

COM MINHA VIOLA NO PEITO / MEUS VERSOS SÃO FEITOS PRO MUNDO CANTAR E F# B7 É A LUTA DE UM VELHO TALENTO / TININDO POR DENTRO SEM NUNCA CANSAR A E G B7 E (INTRO) É A LUTA DE UM VELHO TALENTO / TININDO POR DENTRO SEM NUNCA CANSAR

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CARTEIRO ( De Tião Carreiro, Sebastião Vitor e Carreirinho ) TOM : E ( Mi Maior ) INTRO: F# B7 E B7 E RITMO: CATERETÊ E E7 F# A E E A E7 F# A E E A E7 F# A B7 B7 B7 F# B7 E E E A F# B7 B7 B7 B7 E F# E E E A B7 A B7 B7 E F# AI... E E

EU ESTAVA NO PORTÃO QUANDO O CARTEIRO PASSOU TIROU DA CORRESPONDENCIA UMA CARTA E ME ENTREGOU ABRI A CARTA PRÁ LER OS ARES DIFERENCIOU QUANDO LI O CABEÇALHO OS MEUS OLHOS SE ORVALHOU , LÁGRIMAS NO CHÃO PINGOU DOIS AMIGOS QUE PASSAVAM ME VIU CHORANDO E PAROU O QUE TINHA ACONTECIDO UM DELES ME PERGUNTOU A CAUSA DESSA TRISTEZA , MEU AMOR ME ABANDONOU AMIGOS FIQUEM SABENDO PRIMEIRA VEZ POR AMOR , AI... QUE ESTE CABOCLO CHOROU O AMOR QUE EU TINHA NELA EM ÓDIO SE TRANSFORMOU POR SER UMA MULHER FALSA , NÃO CUMPRIU O QUE JUROU NÃO QUERO SABER ONDE ANDA NEM ELA ONDE ESTOU

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A

E

F#

E F#

VAI SER COMO O SOL E A LUA , QUANDO UM SAI O OUTRO JÁ ENTROU, AI... E B7 E NÃO QUERO TER MAIS AMOR A E7 F# A E E A B7 B7 B7 F# B7 E E F# AI.... E SÓ UMA QUE CONFIRMOU E DAS MULHER QUE EU CONHECI

UM AMOR SINCERO E PURO QUE NUNCA ME TRAIÇOOU EM MINHAS HORAS AMARGAS O QUANTO ME CONFORTOU PRIMEIROS PASSOS DA VIDA FOI ELA QUEM ME ENSINOU, MINHA MÃE QUE ME CRIOU

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PIRILUME ( De Roberto A Barbosa, Nil Bernardes, Luiz Schiavon e Marcelo Barbosa ) TOM : E ( Mi Maior ) INTRO: E G#m B7 RITMO: CATERETÊ E B7 B7 G#7 A E B7 B7 G#7 A B7 B7 A A B7 E E E E E E7 B7 B7 C#m E E7 E B7 E E E E C#m E

PIRILAMPO VAGALUME / CABELOS PRO MEU CANTAR TANTA COISA ACONTECE / E CARECE MATUTAR PIRILAMPO BOIADEIRO / TANGE O GADO SEM SABER QUE O GADO É QUEM O LEVA / QUEM É BOI NÃO TEM QUERER VAGALUME NA BALÉIA / DO GARIMPO A ROLAR OH, PENEIRA RODA , RODA / ME AJUDA A ENCONTRAR A PEPITA QUE PERMITA / DESSA LIDA REPOUSAR É DEBAIXO DESSA TERRA / QUE NOS DEIXAM DESCANSAR VOA , VAGALUME PIRILAMPO VOA , VEM MEU CANTO ILUMINAR VOA, ILUMINA MEU DESTINO / ILUMINA MEU CAMINHO NESSA NOITE DE LUAR

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E

B7 B7 E

E

PIRILAMPO QUE BELEZA / QUE LINDEZA O TEU BRILHAR PISCA, PISCA PIRILUME / OH, FAÍSCA DE LUAR G#7 TEU PISCAR TEU LUME INCERTO C#m B7 E E7 A E É POEIRA DE ILUSÃO / É PRECISO ARMAR FOGUEIRA PRÁ ACENDER O MEU SERTÃO

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TRISTEZA DO JECA ( De. Angelino de Oliveira ) TOM : E ( Mi Maior ) INTRO: A B7 E C#m F#m B7 E B7 RITMO. CATERETÊ E E A A B7 B7 B7 B7 E E A B7 E E A AE A B7 E E A A E E B7 E B7 B7 E C#m E B7 E7 F#m B7 E E B7 E E7 F#m E B7 A E E E E E B7 B7 C#m E B7 E E7 F#m NESTES VERSOS TÃO SINGELOS MINHA BELA , MEU AMOR PRÁ VOCÊ QUERO CONTAR / O MEU SOFRER A MINHA DOR EU SOU COMO O SABIÁ / QUE QUANDO CANTA É SÓ TRISTEZA DESDE O GALHO ONDE ELE ESTÁ NESTA VIOLA EU CANTO E GEMO DE VERDADE CADA TOADA REPRESENTA UMA SAUDADE EU NASCI NAQUELA SERRA / NUM RANCHINHO BEIRA CHÃO TODO CHEIO DE BURACO / DONDE A LUA FAZ CLARÃO C#m E QUANDO CHEGA A MADRUGADA / LÁ NO MATO A PASSARADA PRINCIPIA UM BARULHÃO LÁ NO MATO TUDO É TRISTE / DESDE O JEITO DE FALAR QUANDO RISCAM A VIOLA / DÁ VONTADE DE CHORAR NÃO TEM UM QUE CANTE ALEGRE / TODOS VIVEM PADECENDO

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B7 E E A A A E B7 B7

E E B7 B7 E C#m E ( NEGRITO 2 X ) E E F#m B7 E7

CANTANDO PRÁ SE ALIVIAR VOU PARAR COM A MINHA VIOLA / JÁ NÃO POSSO MAIS CANTAR POIS O JECA QUANDO CANTA / TEM VONTADE DE CHORAR E O CHORO VAI CAINDO / DEVAGAR VAI SE SUMINDO COMO AS ÁGUAS VAO PRO MAR.

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Capítulo 5: Escala Menor

Olá pessoal, tudo bem? Depois de passar pela escala maior em nossa aula passada, vamos agora conhecer outra escala muito importante que é a ESCALA MENOR. Esta escala possui uma estrutura diferente da maior. Observe o exemplo abaixo: Na escala maior temos TOM-TOM-SEMITOM-TOM-TOM-TOM-SEMITOM Na escala menor temos TOM-SEMITOM-TOM-TOM-SEMITOM-TOM-TOM Vamos observar por exemplo a escala de Lá Menor A–B–C–D–E–E–F–G–A De Lá para Si temos 1 TOM De Si para Dó temos 1 SEMITOM De Dó para Ré temos 1 TOM De Ré para Mi temos 1 TOM De Mi para Fá temos 1 SEMITOM De Fá para Sol temos 1 TOM De Sol para Lá temos 1 TOM Assim como na escala maior, você pode experimentar outras tonalidades, sempre atentando para a estrutura da escala que deve ser mantida, para que ela tenha característica sonora de uma escala menor. Por exemplo: Escala de E menor E – F# - G – A – B – C – D – E De Mi para Fá sustenido temos 1 TOM ( Mi para Fá tem apenas 1 SEMITOM ) De Fá# para Sol temos 1 SEMITOM De Sol para Lá temos 1 TOM De Lá para Si temos 1 TOM De Si para Dó temos 1 SEMITOM De Dó para Ré temos 1 TOM De Ré para Mi temos 1 TOM Espero que você tenha compreendido bem nossa aula teórica de hoje. Volto a relembrar que a ajuda de um bom professor de viola é fundamental para um bom aprendizado. E temos muitos profissionais de altíssimo nível espalhado por este país.

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Na aula que vem veremos formação de escalas duetadas, que é o tipo de solo característico do nosso amado instrumento. TOADA Vamos agora para a parte rítmica, com a toada. A Toada é um dos ritmos mais bonitos da viola. Temos verdadeiros clássicos tocados este ritmo como por exemplo "Chico Mineiro", "Cabocla Tereza", "Pingo d’Água, " Tristezas do Jeca" entre muitas outras. Vamos ver como é o seu ritmo?

Neste ritmo deve-se reparar que ele começa com polegar e termina com polegar, ou seja, colocado em seqüência, teremos dois polegares descendo um após o outro. há a mudança de acorde, o mesmo entrará entre os polegares como no exemplo abaixo:

Segue abaixo algumas pérolas da nossa música caipira:

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CHICO MINEIRO ( De Tonico e Francisco Ribeiro Barbosa ) TOM : E INTRO.: A B7 E C#m F#m B7 E E7 RITMO: TOADA E B7 B7 A C#m B7 B7 A C#m F#m B7 B7 A C#m C#m B7 F#m F#m E B7 B7 E E B7 B7 B7 F#m B7 E E E E E E E7 E7 E E E E E7

FIZEMO A ÚLTIMA VIAGEM / FOI LÁ PRO SERTÃO DE GOIÁS FOI EU E O CHICO MINEIRO / TAMBÉM FOI O CAPATAZ VIAJEMO MUITOS DIA / PRÁ CHEGA EM OURO FINO AONDE NOIS PASSEMO A NOITE / NUMA FESTA DO DIVINO A FESTA TAVA TÃO BOA / MAS ANTES NÃO TIVESSE IDO O CHICO FOI BALEADO / POR UM HOMEM DESCONHECIDO LARGUEI DE COMPRÁ BOIADA / MATARAM MEU COMPANHEIRO ACABOU-SE O SOM DA VIOLA / ACABOU-SE O CHICO MINEIRO DEPOIS DAQUELA TRAGÉDIA / FIQUEI MAIS ABORRECIDO NÃO SABIA DA NOSSA AMIZADE / PORQUE NOIS DOIS ERA UNIDO QUANDO VI SEUS DOCUMENTOS / ME CORTOU O CORAÇÃO DE SABE QUE CHICO MINEIRO ERA MEU LEGÍTIMO IRMÃO DE SABE QUE CHICO MINEIRO ERA MEU LEGÍTIMO IRMÃO

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BOIADEIRO ERRANTE ( De Teddy Vieira ) TOM : A INTRO: E7 D A RITMO: TOADA A E7 D D E7 E7 E7 A E7 A A A E7 EU VINHO VINDO DE UMA QUERENCIA DISTANTE SOU UM BOIADEIRO ERRANTE / QUE NASCEU NAQUELA SERRA O MEU CAVALO CORRE MAIS QUE O PENSAMENTO ELE VEM NO PASSO LENTO / PORQUE NINGUÉM ME ESPERA TOCANDO A BOIADA AUÊ, UÊ, UÊ BOI / EU VOU CORTANDO ESTRADA, UÊ BOI (2x) E7 E7 D D E7 E7 E7 D A E7 A E7 E7 A A E7 A A E7 TOQUE O BERRANTE COM CAPRICHO ZÉ VICENTE / MOSTRE PARA ESSA GENTE / O CLARIM DAS ALTEROSAS PEGUE NO LAÇO / NÃO SE ENTREGUE COMPANHEIRO CHAME O CACHORRO CAMPEIRO/ QUE ESSA REZ É PERIGOSA OLHE NA JANELA AUÊ, UÊ, UÊ BOI / QUE LINDA DONZELA , UÊ BOI (2x) SOU BOIADEIRO MINHA GENTE O QUE É QUE HÁ DEIXA O MEU GADO PASSAR / VOU CUMPRIR A MINHA SINA LÁ NA BAIXADA QUERO OUVIR A SIRIEMA

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D E7 E7 E7 D D E7

E7

A A A

PRÁ LEMBRAR DE UMA PEQUENA QUE EU DEXEI LÁ EM MINAS ELA É CULPADA AUÊ, UÊ, UÊ BOI / D´EU VIVER NAS ESTRADAS, UÊ BOI (2x) O RIO TÁ CALMO E A BOIADA VAI NADANDO A E7 E7 A A E7 VEJA AQUELE BOI BERRANDO / CHICO BENTO CORRE LÁ LACE O MESTIÇO / SALVE ELE DAS PIRANHAS TIRE O GADO DA CAMPANA / PRÁ VIAGEM CONTINUAR COM DESTINO A GOIÁS AUÊ, UÊ , UÊ BOI / DEIXEI MINAS GERAIS , UÊ BOI (2x)

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CABOCLA TEREZA ( De Raul Torres e João Pacífico ) TOM : E INTRO: ( B7 A B7 E E7 ) 2X RITMO: TOADA FALADO: Lá do alto da montanha, numa casinha bem estranha, toda feita de sapê Parei uma noite o cavalo prá mor de dois estalos, que eu lá dentro batê. Apeei com muito jeito, vi um gemido perfeito, e uma voz cheia de dó: - Vancê Tereza, descansa, jurei de fazê vingança, pra mode de meu amor. Pela réstia da janela, por uma luzinha amarela, dum lampião apagando. Vi uma cabocla no chão, e um cabra tinha na mão Uma arma alumiando.Virei meu cavalo a galope, risquei de espora e chicote Sangrei a anca do talo, desci a montanha abaixo, galopando o meu macho Seu dotô eu fui chama. Vortemo lá prá montanha, naquela casinha estranha Eu e mais seu dotô, topemo um cabra assustado, que chamando nóis prum lado A sua história contô : E A A B7 A A A A A B7 B7 A E A B7 E A E B7 E B7 B7 E B7 E B7 B7 E HÁ TEMPO FIZ UM RANCHINHO / PRÁ MINHA CABOCLA MORAR POIS ERA ALI NOSSO NINHO / BEM LONGE DESTE LUGAR NO ALTO LÁ DA MONTANHA / PERTO DA LUZ DO LUAR VIVI UM ANO FELIZ / SEM NUNCA ISSO ESPERAR E MUITO TEMPO PASSOU / PENSANDO EM SER TÃO FELIZ MAS A TEREZA, DOUTOR , / FELICIDADE NÃO QUIS OS MEUS SONHOS NESSE OLHAR / PAGUEI CARO MEU AMOR

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A A A A A

B7 E B7 E B7

A

B7 B7

E

PRÁ MODE DOUTRO CABOCLO / MEU RANCHO ELA ABANDONOU SENTI MEU SANGUE FERVER / JUREI A TEREZA MATAR A B7 E B7 A B7 E O MEU ALAZÃO ARRIEI / E ELA FUI PROCURAR AGORA , JÁ ME VINGUEI / É ESTE O FIM DE UM AMOR ESSA CABOCLA MATEI / É A MINHA HISTÓRIA DOUTOR.

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CHITÃOZINHO E XORORÓ ( De Serrinha e Athos Campos ) TOM : E INTROD.: B7 E B7 E RITMO: TOADA E B7 B7 E7 B7 B7 B7 E B7 E7 E B7 B7 E7 E A B7 E ( Refrão ) E A B7 E E E E E E ( INTRODUÇÃO ) E A E E E E EU NÃO TROCO MEU RANCHINHO AMARRADINHO DE CIPÓ PRUMA CASA NA CIDADE / NEM QUE SEJA BANGALÓ EU MORO LÁ NO DESERTO / SEM VIZINHO EU VIVO SÓ SÓ ME ALEGRA QUANDO PIA / LÁ PRÁ AQUELES CAFUNDÓ É O INHAMBU-CHITÃ / E O XORORÓ É O INHAMBU-CHITÃ / E O XORORÓ QUANDO ROMPE A MADRUGADA / CANTA O GALO CARIJÓ PIA TRISTE A CORUJA / NA CUMEIRA DO PAIÓ QUANDO CHEGA O ENTARDECER / PIA TRISTE O JAÓ ( Refrão ) NÃO ME DOU COM A TERRA ROXA / COM A SECA LARGA PÓ NA BAIXADA DO AREIÃO / EU SINTO PRAZER MAIÓ VER A ROLINHA NO ANDAR / NO AREIÃO FAZ CARACÓL EU FAÇO MINHA CAÇADA / BEM ANTES DE SAIR O SOL

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B7 E7 E A B7 B7 E7 A E

E E ( Refrão ) E E

ESPINGARDA DE CARTUCHO / PATRONA DE TIRACÓ TENHO BUZINA E CACHORRO / PRÁ FAZER FORROBODÓ

QUANDO SEI DE UMA NOTÍCIA / QUE UM OUTRO CANTA MIÓ MEU CORAÇÃO DÁ UM BALANÇO / FICA MEIO BANZARÓ SUSPIRO SAI DO MEU PEITO / QUE NEM BALA JEVELÓ ( Refrão )

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PINGO D´ÁGUA ( De Raul Torres e João Pacífico ) TOM : E INTRO: A B7 E F#m C#m B7 E RITMO: TOADA E B7 B7 B7 B7 B7 B7 B7 B7 B7 B7 B7 B7 B7 E E E E E E E E E E E E E

EU FIZ PROMESSA PRA QUE DEUS MANDASSE CHUVA PRÁ CRESCER A MINHA ROÇA / E VINGÁ AS CRIAÇÃO POIS VENHO A SECA / E MATOU MEU CAFEZÁ MATÔ TODO MEU ARROIS / E SECOU MEU ARGODÃO NESSA COLHEITA / MEU CARRO FICOU PARADO MINHA BOIADA CARRERA / QUASE MORRE SEM PASTAGEM EU FIZ PROMESSA / QUE O PRIMEIRO PINGO D ´ÁGUA EU MOIAVA AS FRÔ DA SANTA / QUE TAVA EM FRENTE DO ALTAR EU ESPEREI UMA SEMANA / UM MEIS INTEIRO A ROÇA TAVA TÃO SECA / DAVA PENA INTÉ DE VÊ OIAVA O CÉU / CADA NUVEM QUE PASSAVA EU DA SANTA ME ALEMBRAVA / PRÁ PROMESSA NÃO ESQUECER EM POUCO TEMPO / A ROÇA FICOU VIÇOSA

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B7 B7 B7

E E E

AS CRIAÇÃO JÁ PASTAVA / FLORECEU MEU CAFEZAL FUI NA CAPELA E LEVEI / TRES PINGO D´ÁGUA UM FOI O PINGO DA CHUVA / DOIS CAIU DO MEU OLHAR

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TRISTEZA DO JECA ( De. Angelino de Oliveira ) TOM : E INTRO: A B7 E C#m F#m B7 E B7 RITMO. TOADA E E A A A B7 B7 B7 B7 E E A A A B7 B7 E E A A A B7 E E E B7 E C#m B7 E E B7 E7 F#m E E E B7 C#m E B7 E F#m E B7 E7 E E E E E B7 B7 C#m E B7 E E7 F#m NESTES VERSOS TÃO SINGELOS MINHA BELA , MEU AMOR PRÁ VOCÊ QUERO CONTAR / O MEU SOFRER A MINHA DOR EU SOU COMO O SABIÁ / QUE QUANDO CANTA É SÓ TRISTEZA DESDE O GALHO ONDE ELE ESTÁ NESTA VIOLA EU CANTO E GEMO DE VERDADE CADA TOADA REPRESENTA UMA SAUDADE EU NASCI NAQUELA SERRA / NUM RANCHINHO BEIRA CHÃO TODO CHEIO DE BURACO / DONDE A LUA FAZ CLARÃO E QUANDO CHEGA A MADRUGADA / LÁ NO MATO A PASSARADA PRINCIPIA UM BARULHÃO LÁ NO MATO TUDO É TRISTE / DESDE O JEITO DE FALAR QUANDO RISCAM A VIOLA / DÁ VONTADE DE CHORAR NÃO TEM UM QUE CANTE ALEGRE / TODOS VIVEM PADECENDO

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B7 E A

E E E E C#m E B7 B7 E E7 E B7

CANTANDO PRÁ SE ALIVIAR VOU PARAR COM A MINHA VIOLA / JÁ NÃO POSSO MAIS CANTAR E nnnnnnA A B7 B7 POIS O JECA QUANDO CANTA / TEM VONTADE DE CHORAR F#m E O CHORO VAI CAINDO / DEVAGAR VAI SE SUMINDO COMO AS ÁGUAS VAO PRO MAR.

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Capítulo 6: Formação de Acordes
Agora que você viu os dois modos de escalas ( maior e menor ) e fez os exercícios propostos em todos os tons, vamos ver como se formam os acordes. Temos duas categorias principais de acordes: tríades e tétrades. As tríades como o próprio nome já diz são acordes formados por três notas e as tétrades por quatro notas. Vamos conhecê-las: a) Tríades Para a formação de um acorde é necessário que se tenha no mínimo três notas de uma determinada escala. Geralmente se usa a 1ª nota ( também chamada de tônica ), a 3ª e a 5ª nota. Por exemplo, vamos pegar a escala de Mi Maior: E - F# - G# - A - B - C# - D# - E O acorde de Mi Maior seria formado pelas notas E, G# e B. Quando você bate sua viola sem apertar acorde nenhum, automaticamante você estará tocando um acorde de mi maior, certo? Confira então as notas que você está tocando. A afinação da viola é da mais grave para a mais fina: B, E, G#, B, E. E então, bateu? Veja que todas as notas do acorde de Mi maior estão presentes. É assim que se forma um acorde. Vamos pegar agora a escala de Mi Menor: E - F# - G - A - B - C - D - E Fazendo o mesmo procedimento, veremos que o acorde de Mi Menor é formado pelas notas E, G e B. Relembre de nossa primeira aula que cada casa da viola tem um semitom. Então basta procurar no braço as notas do acorde. Veja o desenho a seguir:

Veja que apertando as notas certas teremos da mais grave para a mais fina B, E, B, B, G. Observe que todas as notas fazem parte da escala de Mi Menor. Um bom exercício é pegar todas as escalas maiores e menores que você fez e formar tríades. Lembre-se que o acorde irá ganhar o nome da escala e do modo a que ele pertence. Se você pega e faz a tríade da escala de Dó Maior, obviamente o acorde também se chamará Dó Maior. Na aula que vem veremos como se formam as tétrades. Dando continuidade à parte rítmica, vamos conhecer hoje a Querumana. Este ritmo não é lá muito conhecido, mas está presente num dos maiores sucessos da música caipira dos

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últimos anos: “Meu Reino Encantado”, gravado em 2000 pelo cantor Daniel. Vamos ver o seu desenho?

Este ritmo é muito fácil, porém você tem que observar que ele tem 6 tempos e você toca apenas nos 4 primeiros deixando os dois últimos sem bater. Por exemplo, conte até seis. Depois toque contando os quatro primeiros tempos e no 5 e 6 abafe as cordas para não tocar. Este ritmo é bem audível na música “Encantos da Natureza”, dos nossos saudosos Tião Carreiro e Pardinho. A seguir algumas músicas para você tocar:

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MEU REINO ENCANTADO ( De Valdemar Reis e Vicente F. Machado ) TOM : B ( Si Maior) INTROD: B F# B F# B F# B RITMO: QUERUMANA B E F# F# NOSSA CASA ERA UMA CASA GRANDE / NA ENCOSTA DE UM ESPIGÃO B ( F# B ) 2x UM CERCADO PRÁ APARTAR BEZERRO / E AO LADO UM GRANDE MANGUEIRÃO F# NO QUINTAL TINHA UM FORN O DE LENHA / E UM POMAR ONDE AS AVES CANTAVAM E F# B F# DE MANHÃ EU IA NO PAIOL / UMA ESPIGA DE MILHO EU PEGAVA B ( introd) DEBULHAVA E JOGAVA NO CHÃO / NUM INSTANTE AS GALINHAS JUNTAVAM F# NOSSO CARRO DE BOI CONSERVADO / QUATRO JUNTAS DE BOI DE PRIMEIRA E F# B F# TODO SÁBADO EU IA NA VILA / FAZER COMPRA PRÁ SEMANA INTEIRA
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F# B

EU NASCI NUM RECANTO FELIZ / BEM DISTANTE DA POVOAÇÃO FOI ALI QUE EU VIVI MUITOS ANOS / COM PAPAI , MAMÃE E OS IRMÃOS

UM COBERTO PRA GUARDAR O PILÃO / E AS TRALHAS QUE O PAPAI USAVA

QUATRO CANGAS, DEZESSEIS CANZIS / ENCOSTADOS NO PÉ DA FIGUEIRA

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B ( F# B ) 2x O PAPAI IA GRITANDO COM OS BOIS / EU NA FRENTE ABRINDO AS PORTEIRAS F# NOSSO SÍTIO QUE ERA PEQUENO / PELAS GRANDES FAZENDAS CERCADO E F# B PRECISAMOS VENDER A PROPRIEDADE / PARA UM GRANDE CRIADOR DE GADO F# E PARTIMOS PRÁ CIDADE GRANDE / A SAUDADE PARTIU AO MEU LADO B ( introd.) A LAVOURA VIROU COLONIÃO / E ACABOU-SE MEU REINO ENCANTADO F# HOJE ALI SÓ EXISTEM TRES COISAS / QUE O TEMPO AINDA NÃO DEU FIM E F# B F# E POR ÚLTIMO MARCOU SAUDADE / DE UM TEMPO BOM QUE JÁ SE FOI B ( C# F# B ) ESQUECIDO EMBAIXO DA FIGUEIRA / NOSSO VELHO CARRO DE BOI. A TAPERA VELHA DESABADA / E A FIGUEIRA ACENANDO PRÁ MIM

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PORTA FECHADA ( Tião Carreiro e Moacyr dos Santos ) TOM: E INTRO: ( A E B7 E ) 2X B7 E RITMO: QUERUMANA E B7 B7 A B7 B7 E E B7 E E E E7

AO SAIR PRO MEU TRABALHO, BEIJEI A MULHER AMADA AO VOLTAR DE TARDEZINHA, JÁ NÃO ENCONTREI MAIS NADA ENCONTREI O MEU DESPREZO, MINHA CASA ABANDONADA ENCONTREI O MEU LAR TRISTE COM SUAS PORTAS FECHADAS E B7 B7 A B7 E E E7

EU PENSEI EM SER FELIZ COM TODA SINCERIDADE NOSSO MUNDO MEUS AMIGOS, ESTÁ CHEIO DE MALDADE B7 E E ( INTROD. ) A INGRATA ABRIU PRA ELA AS PORTAS DA FALSIDADE E FECHANDO PARA MIM AS PORTAS DA FELICIDADE E B7 B7 A B7 B7 E E E B7 E E E7

CALOU FUNDO EM MINHA ALMA O DESPREZO DESTE ALGUÉM AO ME VER DESAMPARADO, NESTE MUNDO SEM NINGUÉM EU FUI AO ALTAR DE DEUS, PERGUNTAR PELO MEU BEM MAS AS PORTAS DA IGREJA ESTAVAM FECHADAS TAMBÉM

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E B7 A

B7

E E E7 E E ( INTROD.)

PORQUE SERÁ QUE UM HOMEM PRECISA SOFRER ASSIM RESOLVI ME EMBRIAGAR E NESTA DOR DAR UM FIM B7 B7 TAMBÉM ENCONTREI FECHADA AS PORTAS DO BOTIQUIM SOMENTE AS PORTAS DO MUNDO ESTAVAM ABERTAS PARA MIM E E A B7 E B7 B7 E E7 B7 B7 E E E

O DRAMA TRISTE DA VIDA DESEMPENHA O SEU PAPEL AQUELAS PORTAS FECHADAS ME ATIRARAM ASSIM AO LEO QUANDO ACABAR A MINHA VIDA, O MEU DESTINO CRUEL SÓ PEÇO A DEUS QUE NÃO FECHE PRA MIM AS PORTAS DO CÉU

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ENCANTOS DA NATUREZA ( De Tião Carreiro e Luís de Castro) TOM: A ( Lá Maior ) INTRO: ( A D A E7 A ) E7 A RITMO: QUERUMANA

A

E7 E7

A A

TU QUE NÃO TIVESTE A FELICIDADE / DEIXA A CIDADE, VEM CONHECER MEU SERTÃO QUERIDO, MEU REINO ENCANTADO / MEU BERÇO ADORADO QUE ME VIU NASCER D E7 A VENHA O MAIS DEPRESSA, NÃO FIQUE PENSANDO / ESTOU TE ESPERANDO PARA TE MOSTRAR E7 A E7 A VOU MOSTAR OS LINDOS RIOS DE ÁGUAS CLARA / E AS BELEZAS RARAS DO NOSSO LUAR.

E7

A

QUANDO A LUA NASCE POR DETRÁS DA MATA / FICA COR DE PRATA A IMENSIDÃO E7 A ENTÃO FICO HORAS E HORAS OLHANDO/ A LUA BANHANDO LÁ NO RIBEIRÃO D E7 A MUITOS NÃO SE IMPORTAM COM ESSE LUAR / NEM LEMBRAM DE OLHAR O LUAR NA SERRA E7 A MAS ESTES NÃO VIVEM SÃO SERES HUMANOS / QUE ESTÃO VEGETANDO EM CIMA DA TERRA (INTROD.)

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E7

A

QUANDO A LUA ESCONDE LOGO ROMPE A AURORA / VOU DIZER AGORA DO AMANHECER E7 A RAIOS VERMELHOS RISCAM O HORIZONTE / O SOL LÁ NO MONTE COMEÇA A NASCER D E7 A LÁ NA MATA CANTA TODA A PASSARADA / E LÁ NA PAIADA PIA O CHORORÓ // E7 A E7 A O REI DO TERREIRO ABRE A GARGANTA / BATE A ASA E CANTA EM CIMA DO PAIOL

E7

A

QUANDO O SOL ESQUENTA CANTAM CIGARRAS / EM GRANDE ALGAZARRA NA BEIRA DA ESTRADA E7 A LINDAS BORBOLETAS DE VARIADAS CORES / VEM BEIJAR AS FLORES A DESABROCHAR D E7 A ESTE PEDACINHO DO CHÃO ENCANTADO / FOI ABENÇOADO POR NOSSO SENHOR // E7 A E7 A QUE NUNCA NOS DEIXA FALTAR NO SERTÃO / SAÚDE, UNIÃO A PAZ E O AMOR

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Capítulo 7: Intervalos

Vamos estudar este mês os intervalos. Os intervalos musicais são como distâncias entre um ponto e outro e muito importante para a compreensão de certos acordes como E9, A11 entre outros. Vamos conhece-los. Para este exemplo vou pegar uma escala cromática que comece pela nota MI ( E ): E - T - Tônica .... F - 2m ou b9 ...... F# - 2M ou 9 ...... G - 3m................ G# - 3M ............. A - 4J ou 11 ....... A# - b5 ............... B - 5J.................. C - 6m ou b13 .... C# - 6M ou 13.... D - 7m................ D# - 7M ............. E - 8J.................. - é a primeira nota da escala. A palavra tom vem dela - segunda menor ou bemol nove - segunda maior ou nona - terça menor - terça maior - quarta justa ou décima primeira - bemol cinco ou quinta diminuta - quinta justa - sexta menor ou bemol treze - sexta maior ou décima terceira - sétima menor - sétima maior - oitava justa

Convém estudar em todos os tons. O que mudará são as notas, mas a seqüência de Tônica á Oitava Justa é sempre a mesma. Mão á obra!!! Dando continuidade à parte rítmica, vamos conhecer hoje o Cipó-preto. Este ritmo é bastante diferente dos outros pois é feito no contra tempo. Em vez de descer o dedo no tempo um, você abafa. É o ritmo usado pelo violão no pagode de viola. Preste bem atenção a ele. Vamos ver o seu desenho?

A - abafado / R - rasqueado / I – indicador Este ritmo é bem fácil desde que você observe que ele não é igual aos outros. Segue algumas músicas para o treino. Na aula que vem continuaremos com o assunto falando sobre pagode de viola

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BANDEIRA BRANCA ( De. Tião Carreiro/ Lourival dos Santos) TOM: E ( Mi Maior ) INTRO: E B7 E B7 E B7 E ( B7 E ) 2X. RITMO: PAGODE DE VIOLA / CIPÓ PRETO E VOU CONTAR O QUE NUNCA VI PRO SERTÃO E PRÁ CIDADE NUNCA VI GUERRA SEM TIRO, E NEM CADEIA SEM GRADE B7 NUNCA VI UM PRISIONEIRO QUE NÃO QUEIRA A LIBERDADE E B7 E ( B7 E ) 2X NUNCA VI MÃE AMOROSA DO FILHO NÃO TER SAUDADE E NUNCA VI HOMEM PEQUENO QUE ELE NÃO FOSSE PAPUDO EU NUNCA VI UM DOUTOR FAZER FALAR QUEM É MUDO B7 NUNCA VI UM BOIADEIRO CARREGAR DINHEIRO MIÚDO E B7 E ( B7 E Introd. ) NUNCA VI HOMEM DIREITO VESTIR CALÇA DE VELUDO. E EU NUNCA VI UM CARIOCA QUE NÃO FOSSE BOM SAMBISTA NUNCA VI UM PERNAMBUCANO QUE NÃO FOSSE BOM PASSISTA B7 NUNCA VI UM PARAIBANO QUE NÃO FOSSE REPENTISTA E B7 E ( B7 E ) 2X NUNCA VI UM DEPUTADO APANHAR DE JORNALISTA

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E EU NUNCA VI UM PAULISTA DA VIDA SE MAR DIZENDO NUNCA VI UM PARANAENSE QUE NÃO ESTEJA ENRIQUECENDO B7 EU NUNCA VI UM BAIANO NO FACÃO SAIR PERDENDO E B7 E ( B7 E Introd. ) EU NUNCA VI UM MINEIRO DA LUTA SAÍ CORRENDO E NUNCA VI UM CATARINENSE DEPOIS DE VELHO APRENDENDO NUNCA VI UM MATOGROSSENSE DE MEDO ANDAR TREMENDO B7 EU NUNCA VI UM GAÚCHO PRÁ LAÇÁ PRECISAR DE TREINO E B7 E ( B7 E ) 2X EU NUNCA VI UM GOIANO POR PAIXÃO BEBER VENENO. E NUNCA VI UM FAZENDEIRO ANDAR EM CAVALO QUE MANCA PRÁ FECHAR A BOCA DE SOGRA NÃO VI CHAVE, NÃO VI TRANCA B7 PRÁ TERMINAR MEU PAGODE VOU FALAR BOTANDO PANCA E B7 E B7 E QUERO VER MEUS INIMIGOS LEVANTAR BANDEIRA BRANCA.

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PAGODE EM BRASÍLIA ( De Teddy Vieira, Lourival dos Santos e Tião Carreiro ) TOM : E ( Mi Maior ) INTRO: B7 E B7 E B7 E B7 E RITMO: PAGODE DE VIOLA E E E7 B7 B7 E A E B7 E ( INTROD. ) E7 A B7 A B7 B7 E

QUEM TEM MULHER QUE NAMORA / QUEM TEM BURRO EMPACADOR QUEM TEM A ROÇA NO MATO / ME CHAME QUE JEITO EU DOU EU TIRO A ROÇA DO MATO / SUA LAVOURA MELHORA E O BURRO EMPACADOR EU CORTO ELE DE ESPORA E A MULHER NAMORADEIRA EU PASSO O COURO E MANDO EMBORA B7 A B7 TEM PRISIONEIRO INOCENTE NO FUNDO DE UMA PRISÃO E B7 E TEM MUITA SOGRA ENCRENQUEIRA / E TEM VIOLEIRO EMBRULHÃO E7 B7 B7 E E B7 E ( INTROD.) A E7 A PRO PRISIONEIRO INOCENTE / EU ARRANJO ADEVOGADO E A SOGRA ENCRENQUEIRA EU DOU DE LAÇO DOBRADO E OS VIOLERO EMBRULHÃO/ COM MEUS VERSOS TÃO QUEBRADO B7 A B7 E B7 E

BAHIA DEU RUI BARBOSA / RIO GRANDE DEU GETÚLIO E MINAS DEU JUSCELINO / E DE SÃO PAULO EU ME ORGULHO

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E7 B7 B7 E E

A

E7 A

BAIANO NÃO NASCE BURRO / GAÚCHO É REI DAS COXILHA PAULISTA NINGUÉM CONTESTA É UM BRASILEIRO QUE BRILHA B7 E ( INTROD. ) QUERO VER CABRA DE PEITO PRÁ FAZER OUTRA BRASÍLIA B7 E E7 B7 B7 E A B7 B7 E A E7 A E B7 E

NO ESTADO DE GOIÁS MEU PAGODE TÁ MANDANDO E O BAZAR DO VALDOMIRO EM BRASÍLIA É SOBERANO NO REPIQUE DA VIOLA BALANCEIO O CHÃO GOIANO VOU FAZER A RETIRADA DESPEDIR DOS PAULISTANO ADEUS QUE EU JÁ VOU EMBORA QUE GOIÁS TÁ ME CHAMANDO

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TUDO SERVE ( De. Tião Carreiro/ Moacir dos Santos) TOM: E ( Mi Maior ) INTRO: ( B7 E B7 E ) 2X ( B7 E ) 2X RITMO: PAGODE DE VIOLA / CIPÓ PRETO E B7 E O BRAÇO DA VIOLA SERVE PRÁ MIM PONTIÁ DIREITINHO A B7 B7 E ( A E7 A ) B7 E E B7 E ( Introd.) MUIÉ FALADEIRA SERVE PRÁ FALÁ MAL DOS VIZINHO AS ÁGUA QUE CORRE, CORRE SERVE PRÁ MOVER MOINHO CARRO VÉIO NA ESTRADA SERVE PRÁ ENTUPI O CAMINHO.

O PAU DO PINHEIRO SERVE PRÁ FAZER VIOLA DE PINHO

E

B7 E

SAPATO APERTADO SERVE DÓI O CALO QUANDO EU PISO NEGÓCIO QUANDO É MAR FEITO SÓ SERVE PRÁ DAR PREJUÍZO A B7 B7 E E A SUA BELEZA SERVE PRÁ AUMENTA MINHA PAIXÃO B7 E B7 ( A E7 A ) E E B7 E ( Introd) O DINHEIRO TAMBÉM SERVE POIS É DELE QUE EU PRECISO AS MUIÉ BONITA SERVE PRÁ GENTE PERDE O JUÍZO OS SEUS LÁBIOS TAMBÉM SERVE PRÁ ME DÁ BEIJO E SORRISO. OS TEUS BEIJO TAMBÉM SERVE PRÁ ME DAR INSPIRAÇÃO

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A B7 B7 E B7 E

( A E7 A ) E B7 E ( Introd.)

SEUS CARINHO TAMBÉM SERVE PRÁ DOBRÁ MINHA ILUSÃO SEU ORUGULHO TAMBÉM SERVE PRÁ FAZÊ INGRATIDÃO SEU DESPREZO TAMBÉM SERVE PRÁ FERI MEU CORAÇÃO E B7 E A SOGRA ENCRENQUEIRA SERVE FAIZ CASAL SEPARÁ A B7 B7 E B7 E E B7 E ( A E7 A ) AS MUIÉ BAIXINHA SERVE JÁ NASCERAM PRÁ TEIMÁ OS HOME BAIXINHO SERVE PRÁ FAZÊ OS GRANDE BRIGÁ NA CASA QUE MUIÉ MANDA O HOME SERVE PRÁ APANHÁ.

MOCINHAS DE POUCA IDADE SÓ SERVE PRÁ NAMORÁ

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Capítulo 8: Pagode de Viola

E aí pessoal, hoje dando continuidade ao nosso curso vamos ver o ritmo mais amado pelos violeiros do nosso país. Sim, é o pagode de viola. O pagode nasceu nas mãos do saudoso Tião Carreiro no final da década de 50. Tião na época fazendo dupla com Carreirinho estava numa rádio em Maringá e em um momento de descanso pegou o violão e começou a brincar com os ritmos. Ao achar o ritmo que seria conhecido por cipó-preto, ele o gravou em um gravador que havia ali. Com o violão gravado ele pegou a viola e começou a procurar outro ritmo que se encaixasse ali. Nascia o pagode de viola. Tião eufórico, na sua chegada em São Paulo mostrou o ritmo para o compositor e parceiro Lourival dos Santos que disse: “Parece um pagode”. Pagode naquela época queria dizer festa de fundo de quintal, bagunça, Somente nos anos 80 o samba carioca tocado em rítmo mais lento seria conhecido por este nome. Vamos conhecê-lo: O pagode é o ritmo mais difícil de todos pela sua necessidade de coordenação da mão direita e da mão esquerda. Para começar nosso treino, pegue sua viola e toque na corda mi grave a segunda casa com o dedo indicador de sua mão esquerda e sem tirar o dedo dela e sem toca-la novamente, bata com o dedo anelar na quarta corda como um martelo. Bata e fique com o dedo ali, pois se você levantar o dedo, o som morrerá. Isso se chama “ligado” ou em ternos americanizados “hammer-on”. Segue abaixo uma explicação gráfica.

Toque com o dedo indicador na segunda casa da corda mi grave e segure o som, não o deixe morrer

Em seguida bata com o dedo anelar na quarta casa e segure o som, não solte nem o indicador e nem o anelar.

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Treine bastante até conseguir fazê-lo o mais limpo possível. Vamos agora ver a parte rítmica. Vamos conhecer a batida seca. A batida seca é um rasqueado seco, ou seja, toque um rasqueado forte e com o peso da mão na descida, abafe a corda com a palma da mão. O som tem que sair percussivo. Para testar, faça acordes e toque sua batida seca. Se o som do acorde sair é porque ela ainda não está perfeita. Treine bastante isso. Bom, com o “ligado” e a “batida seca” treinada, vamos ao ritmo:

BS – batida seca I – indicador Repare que há um espaço separando a última batida seca e indicador. Este espaço tem sentido. Dê este espaço para tocar. Juntando dois compassos, ele fica assim:

Treine bastante sempre ouvindo as músicas para ter noção do tempo e do ritmo. Agora vamos ver os acordes usados nele. 1 - na saída dos solos: repare no que a viola faz na saída de um solo no pagode. Os acordes usados ali são: Acorde 1

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Acorde 2

Colocando os acordes junto ao ritmo fica:

2 – Para o ritmo no acorde de mi maior: quando precisar manter o acorde mais de um compasso, use o acorde 2:

E o gráfico da levada fica

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2

– Para levada do ritmo no acorde de si com sétima ( B7 ) use o acorde 1:

E o gráfico da batida fica:

4- Para outros acordes, como Lá Maior ( A ), Mi maior com Sétima Menor, faça o acorde normal, mas substituindo o ligado pela descida do polegar:

Bom, espero que você tenha gostado da aula de hoje. Treine bastante e lembre-se de que seu som tem que ficar o mais nítido possível. Boa sorte e até a próxima. Para treinar seu pagode use as músicas passadas na útima aula.

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BANDEIRA BRANCA ( De. Tião Carreiro/ Lourival dos Santos) TOM: E ( Mi Maior ) INTRO: E B7 E B7 E B7 E ( B7 E ) 2X. RITMO: PAGODE DE VIOLA / CIPÓ PRETO E VOU CONTAR O QUE NUNCA VI PRO SERTÃO E PRÁ CIDADE NUNCA VI GUERRA SEM TIRO, E NEM CADEIA SEM GRADE B7 NUNCA VI UM PRISIONEIRO QUE NÃO QUEIRA A LIBERDADE E B7 E ( B7 E ) 2X NUNCA VI MÃE AMOROSA DO FILHO NÃO TER SAUDADE E NUNCA VI HOMEM PEQUENO QUE ELE NÃO FOSSE PAPUDO EU NUNCA VI UM DOUTOR FAZER FALAR QUEM É MUDO B7 NUNCA VI UM BOIADEIRO CARREGAR DINHEIRO MIÚDO E B7 E ( B7 E Introd. ) NUNCA VI HOMEM DIREITO VESTIR CALÇA DE VELUDO. E EU NUNCA VI UM CARIOCA QUE NÃO FOSSE BOM SAMBISTA NUNCA VI UM PERNAMBUCANO QUE NÃO FOSSE BOM PASSISTA B7 NUNCA VI UM PARAIBANO QUE NÃO FOSSE REPENTISTA E B7 E ( B7 E ) 2X NUNCA VI UM DEPUTADO APANHAR DE JORNALISTA E EU NUNCA VI UM PAULISTA DA VIDA SE MAR DIZENDO NUNCA VI UM PARANAENSE QUE NÃO ESTEJA ENRIQUECENDO B7 EU NUNCA VI UM BAIANO NO FACÃO SAIR PERDENDO E B7 E ( B7 E Introd. ) EU NUNCA VI UM MINEIRO DA LUTA SAÍ CORRENDO E NUNCA VI UM CATARINENSE DEPOIS DE VELHO APRENDENDO

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NUNCA VI UM MATOGROSSENSE DE MEDO ANDAR TREMENDO B7 EU NUNCA VI UM GAÚCHO PRÁ LAÇÁ PRECISAR DE TREINO E B7 E ( B7 E ) 2X EU NUNCA VI UM GOIANO POR PAIXÃO BEBER VENENO. E NUNCA VI UM FAZENDEIRO ANDAR EM CAVALO QUE MANCA PRÁ FECHAR A BOCA DE SOGRA NÃO VI CHAVE, NÃO VI TRANCA B7 PRÁ TERMINAR MEU PAGODE VOU FALAR BOTANDO PANCA E B7 E B7 E QUERO VER MEUS INIMIGOS LEVANTAR BANDEIRA BRANCA.

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PAGODE EM BRASÍLIA ( De Teddy Vieira, Lourival dos Santos e Tião Carreiro ) TOM : E ( Mi Maior ) INTRO: B7 E B7 E B7 E B7 E RITMO: PAGODE DE VIOLA E B7 A B7 QUEM TEM MULHER QUE NAMORA / QUEM TEM BURRO EMPACADOR E B7 E QUEM TEM A ROÇA NO MATO / ME CHAME QUE JEITO EU DOU E7 A E7 A EU TIRO A ROÇA DO MATO / SUA LAVOURA MELHORA B7 E E O BURRO EMPACADOR EU CORTO ELE DE ESPORA B7 E B7 E ( INTROD. ) E A MULHER NAMORADEIRA EU PASSO O COURO E MANDO EMBORA B7 A B7 TEM PRISIONEIRO INOCENTE NO FUNDO DE UMA PRISÃO E B7 E TEM MUITA SOGRA ENCRENQUEIRA / E TEM VIOLEIRO EMBRULHÃO E7 A E7 A PRO PRISIONEIRO INOCENTE / EU ARRANJO ADEVOGADO B7 E E A SOGRA ENCRENQUEIRA EU DOU DE LAÇO DOBRADO B7 E B7 E ( INTROD.) E OS VIOLERO EMBRULHÃO/ COM MEUS VERSOS TÃO QUEBRADO B7 A B7 BAHIA DEU RUI BARBOSA / RIO GRANDE DEU GETÚLIO E B7 E E MINAS DEU JUSCELINO / E DE SÃO PAULO EU ME ORGULHO E7 A E7 A BAIANO NÃO NASCE BURRO / GAÚCHO É REI DAS COXILHA B7 E PAULISTA NINGUÉM CONTESTA É UM BRASILEIRO QUE BRILHA B7 E B7 E ( INTROD. ) QUERO VER CABRA DE PEITO PRÁ FAZER OUTRA BRASÍLIA B7 A B7 NO ESTADO DE GOIÁS MEU PAGODE TÁ MANDANDO E B7 E E O BAZAR DO VALDOMIRO EM BRASÍLIA É SOBERANO E7 A E7 A NO REPIQUE DA VIOLA BALANCEIO O CHÃO GOIANO

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B7 E VOU FAZER A RETIRADA DESPEDIR DOS PAULISTANO B7 E B7 E ADEUS QUE EU JÁ VOU EMBORA QUE GOIÁS TÁ ME CHAMANDO

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TUDO SERVE ( De. Tião Carreiro/ Moacir dos Santos) TOM: E ( Mi Maior ) INTRO: ( B7 E B7 E ) 2X ( B7 E ) 2X RITMO: PAGODE DE VIOLA / CIPÓ PRETO E B7 O PAU DO PINHEIRO SERVE PRÁ FAZER VIOLA DE PINHO E O BRAÇO DA VIOLA SERVE PRÁ MIM PONTIÁ DIREITINHO A ( A E7 A ) MUIÉ FALADEIRA SERVE PRÁ FALÁ MAL DOS VIZINHO B7 E B7 E AS ÁGUA QUE CORRE, CORRE SERVE PRÁ MOVER MOINHO B7 E B7 E ( Introd.) CARRO VÉIO NA ESTRADA SERVE PRÁ ENTUPI O CAMINHO.

E B7 SAPATO APERTADO SERVE DÓI O CALO QUANDO EU PISO E NEGÓCIO QUANDO É MAR FEITO SÓ SERVE PRÁ DAR PREJUÍZO A ( A E7 A ) O DINHEIRO TAMBÉM SERVE POIS É DELE QUE EU PRECISO B7 E B7 E AS MUIÉ BONITA SERVE PRÁ GENTE PERDE O JUÍZO B7 E B7 E ( Introd) OS SEUS LÁBIOS TAMBÉM SERVE PRÁ ME DÁ BEIJO E SORRISO.

E B7 OS TEUS BEIJO TAMBÉM SERVE PRÁ ME DAR INSPIRAÇÃO E A SUA BELEZA SERVE PRÁ AUMENTA MINHA PAIXÃO A ( A E7 A ) SEUS CARINHO TAMBÉM SERVE PRÁ DOBRÁ MINHA ILUSÃO B7 E B7 E SEU ORUGULHO TAMBÉM SERVE PRÁ FAZÊ INGRATIDÃO B7 E B7 E ( Introd.) SEU DESPREZO TAMBÉM SERVE PRÁ FERI MEU CORAÇÃO

E B7 MOCINHAS DE POUCA IDADE SÓ SERVE PRÁ NAMORÁ

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E A SOGRA ENCRENQUEIRA SERVE FAIZ CASAL SEPARÁ A ( A E7 A ) AS MUIÉ BAIXINHA SERVE JÁ NASCERAM PRÁ TEIMÁ B7 E B7 E OS HOME BAIXINHO SERVE PRÁ FAZÊ OS GRANDE BRIGÁ B7 E B7 E NA CASA QUE MUIÉ MANDA O HOME SERVE PRÁ APANHÁ.

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