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1. JUSTIFIQUE A RAZÃO DE SER DOS PROCEDIMENTOS ESPECIAIS.

A razão de ser dos procedimentos especiais, é justamente a de adequar a forma (direito


processual) ao objeto (direito material), de forma que o processo alcance o seu fim social.

2. CITE AS AÇÕES QUE SEGUEM OS PROCEDIMENTOS ESPECIAIS.

Ação de consignação em pagamento, de exigir contas, possessórias, de divisão e demarcação de


terras particulares, de dissolução parcial de sociedade, inventário e partilha, embargos de terceiro,
oposição, habilitação, ações de família, ação monitória, homologação de penhor legal, regulação
de avaria grossa, restauração de autos, mandado de segurança, ação popular, ação civil pública.

3. DISCORRA SOBRE OS OBJETIVOS PARA ADOTAR PROCEDIMENTOS ESPECIAIS.

a) simplificação e agilização (ex: redução de prazos, eliminação de atos desnecessários); b)


delimitação do tema; c) explicitação dos requisitos.

4. EXPLIQUE OS PRESSUPOSTOS DOS PROCEDIMENTOS ESPECIAIS.

Pressupostos materiais: situa-se no plano do direito material, sendo sua inexistência ou não
comprovação matéria de mérito, que conduz a improcedência do pedido e não à carência da ação.

Pressupostos processuais: são os dados formais do procedimento especial, que costumam ser
ligados a forma e o desenvolvimento válido do processo. A falta desses requisitos conduz a
extinção prematura do processo, sem julgamento do mérito.

5. O QUE ACONTECE QUANDO O AUTOR ERRA NA ESCOLHA DO PROCEDIMENTO?

Quando o autor erra na escolha do procedimento, cabe ao Juiz adequar o processo ao


procedimento correto, anulando os atos incompatíveis. Dessa forma, em regra, a escolha errada
do procedimento pelo autor, não constitui erro fatal ao processo.

6. O QUE VOCÊ ENTENDE POR AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO?

7. FAÇA DIFERENCIAÇÃO ENTRE LIBERAÇÃO NATURAL E LIBERAÇÃO FORÇADA DO DEVEDOR.

A liberação natural é aquela em que o devedor consegui adimplir a obrigação de forma natural, ou
seja, sem oposição do credor ou sem nenhum outro impasse. Já a liberação forçada do devedor,
ocorre quando ele se utiliza de mecanismos indiretos (judiciais ou extrajudiciais) para que consiga
adimplir com sua obrigação.

8. QUAL VEM A SER A NATUREZA PROCESSUAL DA AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO?

Segundo a doutrina e jurisprudência, a natureza processual da ação de consignação em


pagamento é predominantemente cognitiva (declaratória). Porém, ela tem estrutura executiva
também.
9. QUAIS AS PRESTAÇÕES PASSÍVEIS DE CONSIGNAÇÃO?

Somente se excluem da consignação em pagamento as obrigações de fazer ou não fazer. As outras


obrigações admitem consignação em pagamento, não se limitando as quantias em dinheiro, mas
também a entregar coisa certa ou incerta, por exemplo.

10. DE ACORDO COM O CPC, QUANDO SE DÁ O CABIMENTO DA AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO EM


PAGAMENTO?

Segundo a doutrina, o cabimento da ação de consignação em pagamento se dará quando: a)


houver mora do credor; b) houver risco de pagamento ineficaz.

Sendo assim, cabe ao autor da ação em consignação demonstrar que houve uma dessas duas
hipóteses, sob pena de haver como improcedente o seu pedido.

11. DIFERENCIE CONSIGNAÇÃO PRINCIPAL, DE CONSIGNAÇÃO INCIDENTAL.

A consignação principal é aquela que tem como único objetivo o depósito da res debita para
extinção da dívida do autor.

Já a consignação incidental, quando é requerida em pedido cumulado com outras pretensões do


devedor (ou seja, de forma incidental e não principal).

12. FALE SOBRE A LEGITIMAÇÃO DE "AD CAUSAM" DA AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO.

Legitimidade ativa: devedor, sucessores ou terceiros (interessados ou não);

Legitimidade passiva: credor (no casos de injustificada oposição) ou todos os possíveis


interessados (no caso de incerteza quanto ao direito do crédito).

13. DISCORRA SOBRE A COMPETÊNCIA E LOCAL PARA PROCESSAMENTO DA AÇÃO EM


CONSIGNAÇÃO, BEM COMO DA OPORTUNIDADE PARA PROPOR.

A competência para ação de consignação é o lugar de pagamento, não se admitindo eleição de


foro (regras de alternatividade) como na competência comum. Porém, é plenamente possível que
haja prorrogação de competência, quando o réu devidamente citado, não interponha a arguição
de competência.

Oportunidade do pagamento:

I – Mora creditoris: quando o credor encontra-se em mora (recusa injustificada em receber), a


qualquer momento poderá ser proposta a ação de consignação em pagamento, não podendo a
mora ser imputada ao devedor que não lhe deu causa.

II – Mora debitoris: ocorre quando o devedor encontra-se em mora, porém a prestação ainda é
útil ao credor. Nesse caso, havendo recusa de recebimento por parte do credor, o devedor pode
ajuizar a ação de consignação em pagamento, depositando a prestação mais os encargos relativos
à mora.

14. QUAL O OBJETO DA AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO.

O objeto da ação em consignação é o mesmo objeto que seria preciso prestar para que o
pagamento pudesse extinguir a obrigação, ou seja, não poderá ser objeto diverso (parcial).

15. EXPLIQUE DE FORMA DETALHADA O PROCEDIMENTO DE AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO EM


PAGAMENTO.

1. Mora accipendi (arts. 539 a 549)


2. Ação de consignação: dúvida sobre o credor (art. 547 e 548).

16. QUAL O OBJETIVO DA AÇÃO DE EXIGIR CONTAS?

De acordo com Rocco, seria o acertamento e a condenação do pagamento da soma que resultar a
débito de qualquer das partes no acerto das contas.

17. QUAL A NATUREZA E CABIMENTO DA AÇÃO DE EXIGIR CONTAS?

A natureza da ação de exigir contas é uma ação especial de conhecimento com predominante
função condenatória.

Essa ação é cabível para o esclarecimento de certas situações resultantes, no geral, da


administração de bens alheios (prestação de contas).

18. QUEM TEM LEGITIMAÇÃO PARA EXIGIR CONTAS?

Ambas as partes (credor ou devedor) tem legitimidade para propor a ação de exigir contas. É um
direito de ambos, ter as contas devidamente prestadas.

19. DESCREVA TODO O PROCEDIMENTO DE EXIGIR CONTAS.


20. FALE SOBRE A POSSE E SEUS EFEITOS.

Existem duas grandes teorias que buscam definir a posse. A teoria subjetiva, criada por Savigny,
exige além de um elemento material (corpus), um elemento subjetivo (animus domini). Já a teoria
objetiva, criada por Jhering e que foi adotada por nosso Código Civil, nos informa que a posse é o
exercício de fato, dos poderes constitutivos do domínio, ou propriedade, ou de algum deles
somente, sendo prescindível o elemento subjetivo.

Os efeitos da posse são aqueles que a lei lhe atribui, como direito à tutela possessória, percepção
de frutos, indenização pelas benfeitorias, direito de retenção, responsabilidade pela perda e
deterioração da coisa, usucapião.

21. QUAL A NATUREZA JURÍDICA DA POSSE?

Embora haja divergência doutrinária a respeito do tema, a corrente majoritária defende que a
posse possui natureza de direito real.

22. CITE E EXPLIQUE OS REQUISITOS DA TUTELA POSSESSÓRIA.

O principal requisito para tutela possessória é a chamada “posse justa”, que pode ser conceituada
como aquela que não é viciada (não contém violência, clandestinidade ou precariedade). Caso
apresente algum dos vícios do art. 1200 do CC, será considerada injusta e não fará jus a tutela
possessória.

23. FALE SOBRE A ORIGEM DOS INTERDITOS PROIBITÓRIOS.

24. QUAIS AS AÇÕES POSSESSÓRIAS AUTORIZADAS PELO CÓDIGO CIVIL? FALE SOBRE A
COMPETÊNCIA E LEGITIMAÇÃO DESSAS AÇÕES.

Ação de manutenção de posse, que destina-se a proteger o possuidor contra atos de turbação de
sua posse, ou seja, tem por objetivo fazer cessar o ato turbador (aquele ato que molesta a posse,
porém não a elimina).

Ação de reintegração de posse, que tem como objetivo restituir o possuidor na posse, em caso de
esbulho (privação da posse).

E por fim, o interdito proibitório, que é uma proteção possessória preventiva, em que o possuidor
é conservado na posse que detém e é assegurado contra moléstia apenas ameaçada.

Quanto a competência, quando tratar-se de bem móvel, será competente o foro do domicílio do
réu. Já quando tratar-se de bem imóvel, o foro competente é o da localização da coisa, sendo
definido por prevenção quando a gleba se estender por território de mais de um Estado. O STF já
decidiu, que quando a ocupação indevida se dê em virtude de greve dos operários de uma
empresa, a competência para o interdito possessório será da Justiça do Trabalho.

A legitimação ativa para propor os interditos possessórios é de quem tem a posse direta (locação,
penhor, usufruto, comodato, etc.) ou indireta do bem. O fâmulo da posse (mero detentor) não
tem legitimidade para propor um interdito possessório.

A legitimação passiva por sua vez refere-se ao agente que pratica o ato representativo de moléstia
à posse do autor.

25. QUAIS OS REQUISITOS DA PETIÇÃO INICIAL DA AÇÃO POSSESSÓRIA?

Deverá a petição inicial especificar:

a) A posse do autor, sua duração e seu objeto;

b) A turbação, esbulho ou ameaças imputadas aos réus;

c) A data da turbação ou esbulho;

d) A continuação da posse, embora turbada ou ameaçada, nos casos de manutenção ou


interdito proibitório.

26. DIFERENCIE AÇÃO DE FORÇA VELHA, DE AÇÃO DE FORÇA NOVA.

O que definirá se a ação é de força velha ou de força nova é o lapso temporal. Dessa forma, se a
moléstia à posse do autor se deu no prazo de até um ano e um dia, teremos a ação de força nova.
Passado esse prazo, teremos a ação de força velha. A ação de força nova, segue um procedimento
especial, sendo viável que se obtenha uma liminar. Já a ação de força velha segue o procedimento
comum. Essa é a principal diferença entre elas.

27. QUE PARTICULARIDADES O NCPC INSTITUTIU QUANDO DAS INVASÕES COLETIVAS?

I – Citação dos réus: a citação dos réus será pessoal, feita pelo oficial de justiça, que comparecerá
ao local uma única vez, cientificando aqueles que forem encontrados. Aqueles que não estiverem
presentes na data da diligência, ou recusarem-se a identificar-se, serão citados posteriormente
por edital. Em qualquer caso será necessário a intimação do MP, bem como nos casos de
hipossuficiência da intimação da Defensoria Pública.

28. O QUE VOCÊ ENTENDE SOBRE A NATUREZA DÚPLICE, DAS AÇÕES POSSESSÓRIAS?

Fica assegurado ao réu, na contestação, o direito de alegar que sua posse é que foi ofendida, e
demandar, contra o autor, a proteção possessória. Sendo assim, o legislador atribuiu caráter
dúplice para as ações possessória, não distinguindo a posição ativa da passiva entre os sujeitos da
mesma relação processual.

29. CONCEITUE AÇÃO DE DEMARCAÇÃO E DIVISÃO DE TERRAS PARTICULARES.

A ação de demarcação é o procedimento que cabe ao proprietário para obrigar o seu confinante a
estremar os respectivos prédios, fixando-se novos limites entre eles ou aviventando-se os já
apagados.
Quanto à ação de divisão, trata-se de procedimento especial com que conta o condômino, para
obrigar os demais consortes a estremar os quinhões.

30. COMO A PROVA PERICIAL É EMPREGADA NA DEMARCAÇÃO E DIVISÃO DE TERRAS?

Na ação de demarcação de imóvel, a perícia sempre foi tida como prova técnica indispensável a
fixação de novos limites entre prédios, tendo em conta o caráter altamente técnico da operação.

31. COMO SE OBSERVA A SUMCUMBÊNCIA E OS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NAS AÇÕES DE


DEMARCAÇÃO E DIVISÃO DE TERRAS?

Em regra, o litígio, dominial ou não, é objeto da primeira fase, que se encerra com uma sentença
que admite ou não a divisão ou demarcação. O resultado desse estágio processual não diz respeito
ainda aos gastos da divisão ou demarcação em sentido próprio. Vigora, portanto, a regra geral da
sucumbência, competindo à parte vencida ressarcir à vencedora todas as despesas do processo,
mais honorários de advogado (arts. 82, § 2º, e 8522). Quanto aos gastos da segunda fase
procedimental (trabalhos técnicos ou de campo, até a sentença homologatória final), a regra
processual é de que, “não havendo litígio, os interessados pagarão as despesas proporcionalmente
aos seus quinhões” (art. 89).

32. DE ACORDO COM A LINDB, O QUE DEVE SER OBSERVADO SOBRE A COMPETÊNCIA PARA
AÇÕES DE DEMARCAÇÃO E DIVISÃO.

33. FALE SOBRE A CONTESTAÇÃO NAS AÇÕES DE DEMARCAÇÃO E DIVISÃO DE TERRAS.

34. MONTE UM QUADRO EXPLICANDO O PROCEDIMENTO DE DIVISÃO DE TERRAS.