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REGO, Teresa Cristina. Vygotsky - Uma Perspectiva Histórico-CulturaL da Educação.

Petrópolis: Vozes, 2007.

Inicialmente a autora faz uma breve abordagem biográfica de Vygotsky, e em seguida trata que
os estudos de Vygotsky eram voltados às crianças portadoras de deficiências, escrevendo em
1924 “Problema da Educação das Crianças Cegas, Surdo – Mudas e Retardadas”. Estudou
também o desenvolvimento infantil e o comportamento humano em geral, pois Vygotsky
acreditava que o contexto social tem influência na conduta humana. VygotsKy teve como
principais colaboradores Alexander Romanovich Luria (1902 – 1977) e Alexei Nikolaievich
Leontiev (1904 – 1979), que o acompanharam até a sua morte uma década mais tarde.

No segundo capítulo a autora esclarece que Vygotsky tentava compreender o processo


de influência mútua entre o indivíduo e o meio físico e social em que vive. Dedicou-se ao
estudo das funções psicológicas superiores e para comprovar suas idéias fez estudos com
crianças para compreender o desenvolvimento humano.

Segundo a autora, Vygotsky ressaltava que após a criação dos instrumentos pelo homem
é que se deu início a sociedade, havendo assim o desenvolvimento da linguagem dando um
passo muito grande para a humanidade, pois ela é o instrumento de intercessão entre o
indivíduo e a sociedade. Aponta que não é apenas através da fala que o indivíduo se comunica
com a sociedade, mas também através da linguagem escrita que é um processo muito mais
complexo, chamando assim a atenção dos professores que apenas ensinam as crianças a
desenhar letras e construir palavras. Sendo assim o contexto em que a criança está inserida é de
vital importância para seu desenvolvimento. Também neste capítulo a autora demonstra que
Vygotsky faz referência ao conceito cotidiano concernente às coisas que se aprende fora da
escola, e o conceito científico que são adquiridos nas interações escolarizadas. Para aprender
um conceito além de informações recebidas do exterior é necessária uma intensa atividade
mental, por parte da criança como capacidade de comparar. Vygotsky ressalta também os níveis
de desenvolvimento que são: o real e o potencial. O real significa aquilo que a criança é capaz
de fazer sozinha; e o potencial é aquilo que a criança só é capaz de fazer com a ajuda de outro
indivíduo.

Neste terceiro capítulo a autora comenta que Vygotsky, fazia várias críticas as
concepções inatista e ambientalista do desenvolvimento humano. A inatista diz que a criança
nasce já pronta e só espera o amadurecimento se manifestar, e a ambientalista vê o indivíduo
como uma folha em branco que só reage frente a pressões do meio. No entanto, Vygotsky vê o
indivíduo como um ser ativo capaz de modificar a si próprio e o meio em que vive. Aponta
algumas abordagens sobre a educação feitas por Vygotsky, envolvendo o papel da escola e a
importância do conhecimento sistematizado. Na sua abordagem a criança primeiro aprende
para depois se desenvolver, constrói seu desenvolvimento sendo um sujeito ativo em sua
construção, apresenta a importância da imitação nas brincadeiras para o desenvolvimento de
valores e como o professor deve agir perante tudo isso.

O quarto e último capítulo a autora nos fala sobre os estudos que Vygotsky fez sobre a
afetividade, pois para ele o afeto e a razão deveriam andar juntos, estudando assim o homem
como um todo. A autora fala sobre os estudos da teoria de Vygotsky e de outros teóricos, e o
uso destas teorias na prática pedagógica. Por existir várias outras dimensões a serem
trabalhadas na escola, como política, ética e histórica, a autora aponta que não se deve apegar a
só uma teoria, sendo que o próprio Vygotsky nos deu um exemplo sendo um pesquisador
inquieto e interdisciplinar.

A autora Teresa Cristina Rego finaliza este livro com um texto original de Vygotsky que
fala sobre o nível de desenvolvimento efetivo e a área de desenvolvimento potencial explica
que uma boa aprendizagem não trabalha a área onde a criança já efetuou seu desenvolvimento e
sim está sempre à frente ao desenvolvimento.