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HISTÓRIA DO DIREITO

O DIREITO DOS POVOS SEM ESCRITA (ADENDO)

Ao se falar em povos sem escritas é preciso ter em mente que se trata tanto do
passado, como os homens da caverna de 3.000 a.C ou os índios antes de serem
colonizados, ou até mesmo as tribos que ainda hoje não entraram em contato com a
cultura do “homem branco”.

- laços de consanguinidade
- crenças
- tradições

Características gerais dos Direitos dos povos Ágrafos:

Abstração: Como são direitos não escritos, a possibilidade de abstração fica limitada. As
regras devem ser decoradas e passadas de pessoa para pessoa da forma mais clara
possível.

Numerosidade: Cada comunidade tem seu próprio costume e vive isolada no espaço e,
muitas vezes, no tempo. Os raros contatos entre grupos vizinhos (que por ventura vivem
no mesmo tempo e dividem o mesmo espaço) têm como objetivo a guerra.

Diversidade: Essa distância (no tempo e no espaço) faz com que cada comunidade
produza mais dissemelhanças do que semelhanças entre seus direitos.

Religiosidade: Como a maior parte dos fenômenos são explicados, por esses povos,
através da religião, a regra jurídica não foge a esse contexto. Na maior parte das vezes, a
distinção entre regra religiosa e regra jurídica torna-se impossível.

Fontes dos Direitos dos povos Ágrafos


Os povos sem escrita utilizam, basicamente, os costumes como fonte de normas,
ou seja, o que é tradicional no viver e conviver de sua comunidade torna-se regra a ser
seguida. Contudo, é preciso observar as decisões de pessoas que detém algum poder
dentro de cada grupo social (chefes ou anciãos), que decidem o que é justo, mas
geralmente aplicam soluções já utilizadas.

Transmissão das regras


Muitos grupos utilizam o procedimento de, em intervalos regulares de tempo,
terem suas regras enunciadas a todos pelo chefe ou ancião. Outra forma são os provérbios
disseminados de uma geração pra outra.
AULAS 1 e 2 (anotações)

Sobre o conceito de história

1 – História

 O objeto da história é o homem, o que significa dizer que o estudo da História


concentra-se no ser humano e a sucessão temporal de seus atos.

Direito


 Se, de um modo geral, o direito é um conjunto de normas para a aplicação
da justiça e a minimização de conflitos de uma sociedade, essas normas e essa sociedade
não são possíveis sem o homem, porque é o ser humano quem faz o Direito e é para ele
que o Direito é feito.

História do Direito

 Há um ponto muito comum entre História e Direito: o homem.

Cultura

 “O processo pelo qual o homem acumula as experiências que é capaz de


realizar, discerne entre elas, fixa as de efeito favorável e, como resultado da ação exercida,
converte em ideias as imagens e lembranças” (PINTO)

Tudo que o homem produz faz parte da cultura do homem. A cultura é temporal e
histórica. Ela depende do momento em que determinado indivíduo ou comunidade estão
vivendo para ter as características que a definem.

Pode-se concluir, portanto, que, sendo o direito uma produção humana, ele
também é cultura e é produto do tempo histórico no qual a sociedade que o produziu ou
o produz está inserida. O direito se parece com a necessidade histórica da sociedade que
o produziu; é, portanto, uma produção cultural e um reflexo das exigências dessa
sociedade.

2 - Objetivo do estudo de História do Direito e Presença Juntos aos demais cursos


não Juridicos:

 Auxílio na compreensão das conexões que existem entre a sociedade, suas


características e o direito que produzido, buscando uma melhor visualização e
entendimento do próprio direito. Afinal, só é possível entender o que o direito conhecendo
a sociedade na qual ele insere.

Ex. Contábéis / Administração / Engenharia etc.


3 – Relação com outras disciplinas do curso de Direito:

3.1 Sociologia Geral e jurídica;

 Estuda o direito no âmbito social, no dia a dia, na prática (PRAGMÁTICA)

3.2 Filosofia Geral e Jurídica:

 Filosofia do direito é o campo de investigação filosófica que tem por


objeto o direito. Com o intuito de obter decisões mais justas, a Filosofia do Direito, por
meio de reflexões e questionamentos, busca a verdade real e processual visando aplicá-
las no mundo jurídico. Fonte : Wikipédia

Disciplina teórica (Propedêutica)

3.3 T.G.E ou Ciências Políticas:

 Tem como base o estudo teórico do ESTADO.

3.4 Hermenêutica Jurídica:

 Tem como objetivo interpretar e aplicar as LEIS.

3.5 Disciplinas Práticas (Estágio)

 DOGMÁTICA = Leis, Jurisprudência


 PRAGMÁTICA = Práticas
AULA 03 (anotações)

Direito e Sociedade

1. O direito e a sociedade na história.

 Onde há direito, há sociedade; onde há sociedade há direito.


 Quem surgiu primeiro? A sociedade criou o direito para resolver conflitos.

2. Direito e Cultura;

 Estudado na disciplina Antropologia

3. Direito e instituições

3.1 Propriedade;

3.2 Família (casamento)

3.3 Estado;

3.4 Contrato;

3.5 Religião;
AULA 04 (anotações)

Os vários significados da palavra “DIREITO”

1. Norma ou Conjunto de Normas; (DIREITO OBJETIVO);

 Mais usual, usado na prática;


 Ordenamento Jurídico = Conjunto de Normas;

2. Faculdade; (DIREITO SUBJETIVO);

 Faculdade de agir;
 Direito de Manifestação de Agir;
o Ex. “ Vou lhe processar” – Parte do Subjetivo para Objetivo.
o Qual delito? tipificação? Norma?

3. Conforme a Justiça:

 ????

4. Ciência – “Faço direito, faço correto”

 As primeiras faculdades surgiram em monastério, onde o poder maior era


religioso.
 Relação entre ESTADO x RELIGIÃO x DIREITO

5. Sociologia => Fatos Sociais

 Tem por objetivo o estudo do fenômeno jurídico, considerado como fato social. É
ciência teórica no sentido de que estuda o direito não como um “dever ser”, mas
como um “ser”, considerando-o em si mesmo, em sua evolução e em suas relações
com os demais setores da vida social.
 Os fatos da sociedade (Costumes) ajudam na criação dos fontes do Direito =
Criação do Direito.

6. Dogmática Jurídica: teoria do direito como norma, que inclui a técnica


jurídica.

É o estudo do sistema de normas jurídicas vigentes em determinada época e local.


Tem por objetivo conhecer as normas, interpreta-las, integra-las no sistema, aplica-la aos
casos concretos.
Ramos Do Direito

CONCEITOS JURÍDICOS FUNDAMENTAIS

É preciso entender a tradicional divisão do direito em público e privado, que pode,


em pequenas coisas, variar na concepção de um autor para a de outro. É comum dizer que
o Direito Público protege os interesses do Estado e o Direito Privado protegeria o
interesse dos particulares.
Contudo essa afirmação, baseada no direito romano, é falha, porque não se pode
afirmar, com segurança, se o interesse protegido é do Estado ou do particular. Vai
depender do caso concreto, pois a norma jurídica que tiver por finalidade a utilidade do
indivíduo visa também a do Estado e vice-versa.
Em razão disso, alguns autores concluíram que o fundamento dessa divisão
encontrava-se no direito preponderante. Assim, as normas de direito público seriam as
que asseguram diretamente o interesse da sociedade e indiretamente o do particular; e as
de direito privado visariam atender imediatamente o que convém aos indivíduos e
indiretamente ao poder público.
Entretanto, esse critério ainda seria insatisfatório, uma vez que os interesses estão
interligados de forma que seria impossível verificar, em alguns casos, com exatidão, qual
seria o preponderante. Portanto, embora o critério seja razoável, não deve ser o único
considerado na divisão.

Direito Público:

É aquele que regula relações em que o Estado é parte, regendo a organização e


atividade do Estado considerado em si mesmo, em relação com outro Estado e em relação
com particulares, quando procede em razão de seu poder soberano e atua na tutela do bem
coletivo.

Direito Constitucional
Direito Administrativo
Direito Penal
Direito Tributário e Financeiro
Direito Processual
Direito Previdenciário
Direito Internacional

Direito Privado:

É o que disciplina relações entre particulares, nas quais predomina, de modo


imediato, o interesse de ordem privada.

Ex:
Direito Civil
Direito Empresarial
Direito do Trabalho
Direito do Consumidor
Direito Misto

Direito Constitucional
Visa regulamentar a estrutura básica do Estado, disciplinando a sua organização
ao tratar da divisão de poderes, das funções e limites de seus órgãos e das relações entre
governantes e governados, ao limitar suas ações.

Direito Administrativo
Disciplina o exercício de atos administrativos praticados por quaisquer dos
poderes estatais, com o objetivo de atingir fins sociais e políticos ao regulamentar a
atuação governamental, a execução dos serviços públicos, a ação do Estado no campo
econômico, a administração dos bens públicos e o poder de polícia.

Direito Penal
Constitui um complexo de normas que definem crimes e contravenções,
estabelecendo penas, com as quais o Estado mantém a integridade da ordem jurídica,
mediante sua função repressiva e preventiva.

Direito Tributário e Financeiro


O primeiro consiste no conjunto de normas que correspondam, direta ou
indiretamente, à instituição, arrecadação e fiscalização de tributos. O segundo rege as
despesas e a receita públicas.

Direito Processual
Rege a atividade do Poder Judiciário e dos que a ele requerem ou perante ele
litigam, correspondendo, portanto, à função estatal de distribuir a justiça.

Direito Previdenciário
Conjunto de normas relativas às contribuições para o seguro social e aos
benefícios dele decorrentes.

Direito Internacional

Público
Consiste no conjunto de normas consuetudinárias e convencionais que regem as
relações, diretas ou indiretas, entre Estados e organismos internacionais.

Privado
Regulamenta as relações do Estado com cidadãos pertencentes a outros Estados,
dando soluções para os conflitos de leis no espaço. No nosso entender, trata-se, na
verdade, de ramo do direito público interno.
Aula 05 (anotações)

Fontes do Direito

 Servem de subsídio à criação do Direito.