Você está na página 1de 34

“Dos Impedimentos Dirimentes em Geral”

Livro IV – Do múnus de Santificar da Igreja

I Parte – Dos Sacramentos

CAPÍTULO II – DOS IMPEDIMENTOS


DIRIMENTES EM GERAL

Profª. Dra. Regina Azariff Kalil


FACULDADE DE DIREITO CANÔNICO SÃO PAULO APÓSTOLO
SÃO PAULO NO BRASIL 1
“Dos Impedimentos Dirimentes em Geral”

Cân. 1073

O impedimento dirimente torna a pessoa inábil


para
contrair validamente o matrimônio.

2
“Dos Impedimentos Dirimentes em Geral”

Cân. 1073

O impedimento dirimente torna a pessoa inábil


para
contrair validamente o matrimônio.

3
“Dos Impedimentos Dirimentes em Geral”

Cân. 1074

Considera-se público o impedimento que se


pode provar no foro externo; caso contrário, é
oculto.

4
“Dos Impedimentos Dirimentes em Geral”

Cân. 1075

§ 1. Compete exclusivamente à autoridade


suprema da Igreja declarar autenticamente em
que casos o direito divino proíbe ou dirime o
matrimônio.

§ 2. É também direito exclusivo da autoridade


suprema
estabelecer outros impedimentos para os
batizados.
5
“Justiça retardada é justiça negada.”
TRATADO DOS FIÉIS CRISTÃOS

Cân. 1076

É reprovado o costume que introduza algum


impedimento novo ou que seja contrário aos
impedimentos existentes.

6
“Justiça retardada é justiça negada.”
TRATADO DOS FIÉIS CRISTÃOS

Cân. 1077

§ 1. Em caso especial, o Ordinário local pode


proibir o matrimônio aos seus súditos, onde
quer que se encontrem, e a todos os que se
acham em seu território; mas isso, só
temporariamente, por causa grave e enquanto
esta perdura.

§ 2. Somente a autoridade suprema pode


acrescentar uma cláusula dirimente a essa
proibição. 7
“Justiça retardada é justiça negada.”
TRATADO DOS FIÉIS CRISTÃOS

Cân. 1078

§ 1. O Ordinário local pode dispensar os seus


súditos, onde quer que se encontrem, e todos
os que se acham no seu território, de todos os
impedimentos de direito eclesiástico, exceto
aqueles cuja dispensa se reserva à Sé
Apostólica.

8
“Dos Impedimentos Dirimentes em Geral”

§ 2. Os impedimentos cuja dispensa se


reserva à Sé Apostólica são:

1° - o impedimento proveniente de ordens


sagradas ou do voto público perpétuo de
castidade num instituto religioso de direito
pontifício;

2° - o impedimento de crime mencionado no


cân. 1090.

9
“Dos Impedimentos Dirimentes em Geral”

§ 3. Nunca se dá dispensa do
impedimento de consangüinidade em linha reta
ou no segundo grau da linha colateral.

10
“Dos Impedimentos Dirimentes em Geral”

Cân. 1079

§ 1. Urgindo o perigo de morte, o Ordinário


local pode dispensar seus súditos, onde quer
que se encontrem, e todos os que se achem no
seu território, seja de observar a forma
Prescrita na celebração do matrimônio, seja de
todos e cada um dos impedimentos de direito
eclesiástico, públicos ou ocultos, com exceção
do impedimento proveniente da sagrada ordem
do presbiterato.
11
“Dos Impedimentos Dirimentes em Geral”

§ 2. Nas mesmas circunstâncias de que


trata o § 1, mas somente nos casos em que não
se possa recorrer ao Ordinário local, têm o
mesmo poder de dispensar seja o pároco, o
ministro sagrado devidamente delegado e o
sacerdote ou diácono que assiste ao
matrimônio, de acordo com o cân. 1116, § 2.

12
“Dos Impedimentos Dirimentes em Geral”

§ 3. Em perigo de morte, o confessor tem


poder de dispensar, no foro interno dos
impedimentos ocultos, no foro interno,
dentro ou fora do ato da confissão sacramental.

13
“Dos Impedimentos Dirimentes em Geral”

§ 4. No caso mencionado no § 2,
considera-se que não se pode recorrer ao
Ordinário local, se só for possível fazê- lo por
telégrafo ou por telefone.

14
“Dos Impedimentos Dirimentes em Geral”

Cân. 1080
§ 1. Sempre que o impedimento se descobre
quando tudo já está preparado para as núpcias,
e o matrimônio não pode ser adiado sem
provável perigo de grave mal, até que se
obtenha a dispensa da autoridade competente,
tem o poder de dispensar de todos os
impedimentos, exceto os mencionados no cân.
1078, § 2, n. 1, o Ordinário local e também
todos os mencionados no cân.1079, §§ 2 e 3,
observadas as condições aí prescritas.
15
“Dos Impedimentos Dirimentes em Geral”

§ 2. Esse poder vale também para


convalidar o matrimônio, se houver perigo na
demora e não houver tempo para recorrer à Sé
Apostólica, ou ao Ordinário local no que se
refere aos impedimentos de que este pode
dispensar.

16
“Dos Impedimentos Dirimentes em Geral”

Cân. 1081

O pároco, ou o sacerdote ou diácono


mencionados no cân. 1079, § 2, informe
imediatamente o Ordinário local sobre a
dispensa concedida para o foro externo; seja
ela anotada no livro de casamento.

17
“Dos Impedimentos Dirimentes em Geral”

Cân. 1082

A não ser que o rescrito da penitenciaria


determine o contrário, a dispensa de
impedimento oculto concedida no foro interno
não sacramental seja anotada no livro a ser
guardado no arquivo secreto da cúria; não será
necessária outra dispensa no foro externo, se
mais tarde o impedimento se tornar público.

18
“Dos Impedimentos Dirimentes em Especial”

Livro IV – Do múnus de Santificar da Igreja

I Parte – Dos Sacramentos

CAPÍTULO III – DOS IMPEDIMENTOS


DIRIMENTES EM ESPECIAL

19
“Dos Impedimentos Dirimentes em Especial”

Cân. 1083

§ 1. O homem antes dos dezesseis anos


completos e a mulher antes dos catorze
também completos não podem contrair
matrimônio válido.

§ 2. Compete a conferência dos Bispos


estabelecer uma idade superior para a
celebração lícita do matrimônio.

20
“Dos Impedimentos Dirimentes em Especial”

Cân. 1084

§ 1. A impotência para copular, antecedente e


perpétua, absoluta ou relativa, por parte do
homem ou da mulher, dirime o matrimônio por
sua própria natureza.

§ 2. Se o impedimento de impotência for


duvidoso, por dúvida quer de direito quer de
fato, não se pode impedir o matrimônio nem,
permanecendo a dúvida, declará-lo nulo.
21
“Dos Impedimentos Dirimentes em Especial”

§ 3. A esterilidade não proíbe nem dirime


o matrimônio, salva a prescrição do cân. 1098.

22
“Dos Impedimentos Dirimentes em Especial”

Cân. 1085

§ 1. Tenta invalidamente contrair matrimônio


quem está ligado pelo vínculo de matrimônio
anterior, mesmo que este matrimônio não tenha
sido consumado.

§ 2. Ainda que o matrimônio anterior tenha sido


nulo ou dissolvido por qualquer causa, não é
lícito contrair outro, antes que conste
legitimamente e com certeza a nulidade ou a
dissolução do primeiro. 23
“Dos Impedimentos Dirimentes em Especial”

Cân. 1086

§ 1. É inválido o matrimônio entre duas


pessoas, uma das quais tenha sido batizada na
Igreja católica ou nela recebida e que não a
tenha abandonado por um ato formal, e outra
não é batizada.

§ 2. Não se dispense desse impedimento, a não


ser cumpridas as condições mencionadas nos
cânn. 1125 e 1126.
24
“Dos Impedimentos Dirimentes em Especial”

§ 3. Se, no tempo em que se contraiu


matrimônio, uma parte era tida comumente
como batizada ou seu batismo era duvidoso,
deve-se presumir a validade do matrimônio, de
acordo com o cân. 1060, até que se prove com
certeza que uma das partes era batizada e a
outra não.

25
“Dos Impedimentos Dirimentes em Especial”

Cân. 1087

Tentam invalidamente o matrimônio os que


receberam ordens sagradas.

26
“Dos Impedimentos Dirimentes em Especial”

Cân. 1088

Tentam invalidamente o matrimônio os que


estão ligados por voto público perpétuo de
castidade num instituto religioso.

27
“Dos Impedimentos Dirimentes em Especial”

Cân. 1089

Entre um homem e uma mulher arrebatada


violentamente ou retida com intuito de
casamento, não pode existir matrimônio, a não
ser que depois a mulher, separada do raptor e
colocada em lugar seguro e livre, escolhe
espontaneamente o matrimônio.

28
“Dos Impedimentos Dirimentes em Especial”

Cân. 1090
§ 1. Quem, com o intuito de contrair matrimônio
com determinada pessoa, tiver causado a
morte do cônjuge desta, ou do próprio cônjuge,
tenta invalidamente este matrimônio.

§ 2. Tentam invalidamente o matrimônio entre si


também aqueles que, por mútua cooperação
física ou moral, causaram a morte do cônjuge.

29
“Dos Impedimentos Dirimentes em Especial”

Cân. 1091

§ 1. Na linha reta de consangüinidade, é nulo o


matrimônio entre todos os ascendentes e
descendentes, tanto legítimos como naturais.

§ 2. Na linha colateral, é nulo o matrimônio até o


quarto grau inclusive.

30
“Dos Impedimentos Dirimentes em Especial”

§ 3. O impedimento de consangüinidade não se


multiplica.

§ 4. Nunca se permita o matrimônio, havendo


alguma dúvida se as partes são consangüíneas
em algum grau de linha reta ou no segundo
grau da linha colateral.

31
“Dos Impedimentos Dirimentes em Especial”

Cân. 1092

A afinidade em linha reta torna nulo o


matrimônio em qualquer grau.

32
“Dos Impedimentos Dirimentes em Especial”

Cân. 1093

O impedimento de honestidade pública origina-


se de matrimônio inválido, depois de instaurada
a vida comum, ou de um concubinato notório e
público; e torna nulo o matrimônio no primeiro
grau da linha reta entre o homem e as
consangüíneas da mulher, e vice-versa.

33
“Dos Impedimentos Dirimentes em Especial”

Cân. 1094

Não podem contrair validamente matrimônio os


que estão ligados por parentesco legal surgido
de adoção, em linha reta ou no segundo grau da
linha colateral.

34