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Obras Hídricas ITEP-RN/2018

Teoria e Questões
Prof. Marcus Campiteli Aula 17

AULA 17: BARRAGENS

SUMÁRIO PÁGINA

CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES 1

1. INTRODUÇÃO 2

2. CONCEPÇÃO E ÓRGÃOS INTEGRANTES 2

3. TERMINOLOGIA 4

4. TIPOS 13

5. ENSECADEIRAS 40

6. VERTEDORES 41

7. DISSIPADORES DE ENERGIA 44

8. QUESTÕES COMENTADAS 46

9. QUESTÕES APRESENTADAS NESTA AULA 50

10. GABARITO 54

Olá pessoal, apresentamos para vocês o assunto Barragens,


previsto no nosso edital.

Vale a pena focar as partes negritadas.

Caso queiram treinar antes mesmo de adentrar à teoria, há os


capítulos finais com as questões apresentadas e o gabarito final.

Bons estudos e boa sorte !

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BARRAGENS

1 – Introdução

Por vezes, as vazões disponíveis são inferiores às necessidades


de água para determinado uso. Ou podem haver situações em que
ocorrem vazões extremamente elevadas em uma curso d'água com
potencial de dano à sociedade. Em ambos os casos pode-se implantar
estruturas hidráulicas de reservação das águas, para posterior uso ou
para descarga em um momento oportuno. As estruturas de
reservação típicas são as barragens.

Há também estruturas auxiliares à barragem, associadas a ela,


destinadas à descarga das águas excedentes e controle das vazões
de saída denominadas vertedores. Há também os dissipadores de
energia, para controle da energia cinética decorrente do escoamento
das águas provenientes do vertedouro.

As barragens são, então, obras hidráulicas destinadas ao


represamento de um curso d'água para o uso mais racional dos
recursos hídricos. Desta forma, as barragens podem destinar-se ao
aproveitamento energético, ao controle de inundações, à captação de
águas para irrigação ou abastecimento d'água, à regularização de
níveis para navegação fluvial etc.

2 - Concepção e órgãos integrantes

De forma geral, uma barragem constitui-se em um órgão


integrante de um aproveitamento hidráulico, correspondendo a um
corpo ou barramento que, posicionado transversalmente ao curso
d'água, cumpre a função de retenção e armazenamento das águas,
de forma compatível com a finalidade do empreendimento.

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Barragens destinadas à geração de energia elétrica ou


abastecimento d'água são dotadas de tomada d'água, destinada à
captação e condução das águas armazenadas até o sistema de
geração de energia ou até o sistema de tratamento e distribuição da
água.

Nos casos de vazões afluentes à barragem superiores àquelas


compatíveis com os volumes disponíveis para reservação cabe a
evacuação desse excesso de volume de água para proteger a
estrutura. Para isso, implanta-se um vertedor, destinado ao deságue
das águas excedentes.

O corpo da barragem constitui a parte principal da barragem,


sendo responsável pela contenção do volume de água a reservar.

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Fonte: <www.portal-energia.com>

3 – Terminologia

Antes de apresentar a terminologia relacionada às barragens,


segue uma figura esquemática para facilitar o entendimento das
definições subsequentes.

Fonte: LIMA (1998)

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Fonte: LIMA (1998)

- Altura acima do terreno natural: Altura desde o ponto


mais baixo do terreno natural, geralmente no leito do rio, até a crista
da barragem.

- Altura da barragem: Altura acima do ponto mais baixo da


fundação. O mesmo que Altura Estrutural da Barragem.

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- Altura da trincheira de vedação: Distância entre a parte


mais baixa da superfície e o fundo da trincheira, desde que este não
tenha menos que 10 metros de largura. O termo "Profundidade da
Trincheira" é preferido em muitos países.

- Área de drenagem: Em relação a uma barragem, é a área


na qual qualquer precipitação nela incidente se dirige ao ponto onde
está localizada (O mesmo que Bacia Hidrográfica e Bacia de
Drenagem).

- Área do reservatório: Área da superfície do reservatório


medida em um plano horizontal e em uma elevação correspondente
ao nível máximo de armazenamento do reservatório. Não estão
incluídas as áreas inundadas referentes a superelevação e remanso.

- Bacia de Dissipação: Bacia, canal, reservatório natural ou


artificial, formados à jusante da barragem principal, normalmente por
meio de uma estrutura submersa ou pequena barragem auxiliar, com
o objetivo de proteger o leito do no contra a erosão provocada pelas
descargas do vertedor ou de outros dispositivos.

- Barragem: Obra artificial construída através de um curso


d'água, para acumulação, controle e desvio de água. Designam-se
como obras secundárias, as barragens que completam o fechamento
de um reservatório nas suas zonas periféricas.

- Barragem de Aterro Compactado: Maciço de terra ou


rocha, no qual o material é colocado em camadas e compactado com
uso de equipamento de compactação apropriado.

- Barragem de Terra: Barragem construída basicamente de


argila compactada, com seções homogêneas ou zoneadas e contendo
mais do que 50% de terra.

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- Barragem de terra de seção homogênea: Maciço


construído apenas de material argiloso, mais ou menos uniforme,
exceto os drenos internos ou tapetes drenantes e enrocamentos de
proteçâo.

- Barragem de terra zoneada: Tipo de barragem de terra


cuja seção transversal é constituída de zonas de materiais
selecionados com diferentes graus de porosidade, permeabilidade e
densidade.

- Borda livre: Distância vertical entre o nível do coroamento


da barragem e cada um dos níveis característicos do armazenamento
d'água, tais como nível máximo de cheia e nível normal de retenção,
denominados, respectivamente, Borda Livre Mínima e Borda Livre
Normal.

Fonte: LIMA (1998)

- Base da Barragem: Área da fundação da parte mais baixa


do corpo principal da barragem, isto é, a área de fundação, excluindo
as ombreiras.

- Canal de descarga: Dispositivo de passagem de água,


através ou em torno de uma barragem. Termo aplicado a um canal
de escoamento livre ou calha.

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- Comprimento de Crista: Distância entre as extremidades da


barragem, medida no coroamento. Inclui-se o vertedor, tomada
d'água, estruturas para navegação e outras, desde que formem
estruturas com a barragem.

- Comprimento do reservatório: Distância máxima medida


da barragem até a cabeceira do reservatório, aproximadamente
horizontal, seguindo a linha de centro do curso do rio principal,
considerando-se o reservatório no nível normal de retenção. Para
reservatórios que têm cursos d'água com meandros e com margens
bastante irregulares, considera-se como comprimento a mais prática
e direta distância de barco.

- Coroamento da barragem: Termo usado para significar a


parte mais alta da barragem, excluindo-se os parapeitos, corrimãos,
etc.

- Divisor de águas: Linha que limita uma bacia hidrográfica.

- Eixo da Barragem: Plano vertical ou superfície curva de


referência entre as ombreiras, em tomo do qual a barragem é
projetada e locada. A locação deste plano e referência pode diferir
entre os projetistas de barragens.

- Enrocamento de proteção: Camada de grandes pedras,


blocos premoldados ou outro material adequado, colocados nos
taludes de montante de um maciço ou ao longo de um curso d'água
para proteção contra a ação de ondas ou correntes.

- Ensecadeira: Estrutura temporária, isolando ou protegendo


toda a parte da área de construção, a fim de que esta possa ser
executada a seco.

- Estrada da crista: Parte da crista da barragem preparada


para tráfego de veículos.

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- Fetch: É a distância na qual o vento pode atuar sobre as


águas. Geralmente é definida pelo ponto mais à montante até a
estrutura, na direção do vento.

Fonte: LIMA (1998)

- Filtro: Zona do maciço constituída de material granular


adjacente à zona impermeável, para prevenir a migração de material
de uma zona para outra. Às vezes as zonas de transição são também
providas para agir como drenos.

- Fundação de uma barragem: Material natural indeformado


abaixo da superfície de escavação sobre o qual a estrutura da
barragem é colocada. O termo fundação inclui qualquer tratamento
tal como estacas de vedação, cortinas e septos de vedação, excluídas
as trincheiras.

- Largura da base: Largura máxima de projeto de uma


barragem na sua base, medida horizontalmente entre as faces de
montante e jusante, perpendicular ao eixo. Excluída qualquer
estrutura para dispositivo de descarga ou órgão semelhante.

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- Largura da Crista: Largura da parte superior da barragem,


definida pela distância horizontal entre as faces de montante e
jusante, medida perpendicularmente ao eixo.

- Margem do reservatório: Área de terreno imediatamente


acima e ao longo da linha d'água do reservatório.

- Muro contra ondas: Muro colocado no lado de montante ao


longo da crista de barragens ou seções de barragem não vertedora,
para refletir ondas.

- Nível máximo de cheias: Nível mais elevado da superfície


de água para o qual a estrutura foi projetada. É geralmente fixado
com o nível correspondente a sobrelevação máxima, quando da
ocorrência da cheia de projeto.

- Nível mínimo de operação: Menor nível para a qual o


reservatório pode ser rebaixado mantendo-se as condições de
operação para as quais o aproveitamento foi projetado, tais como
geração de energia ou irrigação. Abaixo deste nível o reservatório
pode ser eventualmente rebaixado por outros dispositivos de
descarga.

- Nível normal de retenção: Elevação máxima de


armazenamento do nível de água correspondendo ao nível máximo
do reservatório para o qual a barragem foi projetada, sem considerar
o efeito de superelevação.

- Núcleo impermeável: Trecho de uma barragem de terra


zoneada ou de enrocamento, construído de material de baixa
permeabilidade a fim de limitar a percolação através do maciço.

- Ombreira: É o terreno natural situado na encosta do vale e


que constitui o apoio para a fundação da barragem.

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- Ombreira direita: Ombreira situada no lado direito de um


observador, quando este está olhando para jusante.

- Ombreira esquerda: Ombreira situada no lado esquerdo do


rio considerando-se o observador olhando para jusante. É a ombreira
situada na margem esquerda.

- Pé de jusante: Encontro do paramento de jusante com a


superfície da fundação.

- Pé de montante: Encontro do paramento de montante com a


superfície da fundação.

- Percolação: Fluxo ou movimento de água através de uma


barragem, de sua fundação ou ombreiras.

- Ponto mais baixo da fundação: Parte mais baixa da


escavação para a fundação da barragem, incluindo as partes em
trincheira, desde que o fundo da trincheira tenha menos que 10
metros de largura. São excluídos os meios de vedação, cortina de
estacas e poços isolados da escavação, os quais não são
representativos da fundação da barragem.

- Proteção de taludes: Proteção dos taludes da barragem


contra ação de ondas ou outros agentes erosivos. Pode ser de várias
formas, tal como rip-rap, lajes de concreto, solo estabilizado com
cimento, concreto asfáltico, cascalho, malha de ferro ou vegetação.

- Superelevação: Volume num reservatório situado entre o


nível normal de retenção e o nível máxima de cheia. Pode também
ser expresso pela dimensão vertical. O volume de água relativo a
sobre-elevação não pode ser retirado no reservatório e escoará pelo
vertedor até que o nível normal de retenção seja atingido.

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Fonte: LIMA (1998)

- Trincheira de Vedação: Trincheira escavada abaixo do nível


geral da base de uma barragem para ligar a zona impermeável da
mesma a uma camada impermeável mais profunda.

- Tapete de Montante: Camada de material impermeável


colocada no terreno a montante da barragem, para controlar a
percolação de água através da fundação ou sobre o parâmetro de
montante no caso de uma barragem em vedação por montante.

- Vertedor: Soleira, conduto, túnel, canal ou outra estrutura


projetada para descarregar água do reservatório, controlando os seus
níveis. O vertedor é destinado principalmente a descarregar vazões
de enchente mas também pode ser utilizado para descarregar água
para outros objetivos. O vertedor pode ser sem ou com comportas.
No caso de se usar comportas, o vertedor será denominado Vertedor
Controlado.

- Vertedor de Tulipa: Vertedor em forma circular ou de tulipa,


normalmente isolado no reservatório, que conduz, com forte

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declividade, as águas que sobem acima do seu topo. É assim


chamado pela semelhança de sua forma com uma tulipa.

- Volume útil: Parte do volume do reservatório situado acima


do nível do mais baixo dispositivo de descarga, propiciando a
utilização do reservatório para outras finalidades que a da geração de
energia.

4 - Tipos

O tipo de material predominante na constituição de uma


barragem permite classificá-la nos seguintes tipos: concreto, terra,
enrocamento, mistas, alvenaria, gabiões etc.

4.1 - Barragens de Concreto

São construídas em concreto simples (convencional ou


compactado) ou em concreto armado.

A implantação das barragens de concreto exige, geralmente, a


existência de rocha sã ao longo de todo o eixo, tendo em vista que
esse tipo de barragem exerce maiores pressões nas fundações e nas
paredes dos vales por concentrarem os esforços em uma área
relativamente reduzida.

Há quatro tipos básicos de barragens de concreto: de


gravidade, de gravidade aliviada, em arco e de contrafortes.

a) Barragens de gravidade

São construídas em concreto simples maciço e indicadas a vales


estreitos. A sua estabilidade é garantida pelo peso próprio da
estrutura, a ser verificada para a condição de barragem cheia e
barragem vazia.

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Enquadra-se nesse tipo de barragem a decorrente do


lançamento de concreto em camadas e posterior compactação
através de rolo compactador. São as barragens em concreto
compactado.

Barragem de concreto de gravidade - Krasnoyarsk, localizada na Rússia


Fonte: <top10mais.org>

b) Barragens de gravidade aliviada

São barragens de gravidade em que se procura otimizar a


utilização do concreto, conforme a seguir:

- execução de paramento de montante inclinado de modo a


utilizar-se a componente vertical de pressão hidrostática para o
equilíbrio da estrutura;

- execução de cavidades junto à fundação de modo a reduzir o


volume de concreto e reduzir a subpressão;

- execução de juntas de dilatação alargadas, que auxiliam tanto


na drenagem como no resfriamento do concreto;

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- diminuição da espessura dos blocos e aumento da distância


entre eles, formando-se pilares de cabeças cilíndricas de forma a
otimizar a distribuição de tensões na estrutura;

- execução de pilares isolados ou ocos.

A Barragem de Itaipu é do tipo barragem de concreto de gravidade aliviada.


Fonte: <top10mais.org>

c) Barragens em Arco

As barragens em arco ou abóboda apresentam curvatura em


planta de modo a transferir parte da pressão d'água aos pegões do
arco, possibilitando grande redução no volume de concreto. Essa
solução exige que as encostas do vale sejam capazes de resistir
elevadas tensões.

Podem ser de dois tipos: com centro de gravidade constante e


com centro de gravidade variável.

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Longtan, localizada na China. É a mais alta barragem em arco do mundo.


Fonte: <top10mais.org>

d) Barragens de Contrafortes

Consistem na implantação de placas inclinadas em concreto,


que constituem o paramento montante da barragem. Estas placas
transmitem a pressão hidrostática a uma série de contrafortes
perpendiculares ao eixo da barragem.

Podem ser do tipo laje plana ou em arcos múltiplos. Necessitam


de volume de concreto bastante inferior ao das barragens de
gravidade.

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Fonte: < www.touristlink.com.br>

4.2 - Barragens mistas

São as barragens constituídas de partes em concreto e partes


em terra ou enrocamento. Um exemplo seria a execução do vertedor
e tomada d'água em concreto e as ombreiras em terra ou
enrocamento.

Deve-se tomar cuidado na interface entre o concreto e o


material terroso, de modo a evitarem-se problemas de infiltração e a
criação de caminhos preferenciais de escoamento da água.

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Barragem Água Vermelha no estado de São Paulo.


Fonte: < www.aestiete.com.br>

4.3 - Barragens de terra e enrocamento

Utilizam material disponível na região, com o mínimo de


beneficiamento. Podem ser classificadas de acordo com as
características de seção transversal, conforme a seguir:

- barragens de terra homogênea: utilizam somente um tipo


de material em sua constituição;

Fonte: <www.comunitexto.com.br>

- barragens de terra zonada: utilizam materiais distintos no


corpo de aterro, de acordo com a suas características de resistência
e, principalmente, de permeabilidade;

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Fonte: LIMA (1998)

- barragens de enrocamento com núcleo de material


impermeável: a maior parte do corpo da obra é constituída de
enrocamento e apenas uma parte menor, o corpo vedante, no núcleo
central, é construído de outro material;

Fonte: < www.itaipu.gov.br>

- barragens diafragma: constituídas de solos ou


enrocamento, destinados exclusivamente à estabilidade da obra,
sendo implantada uma cortina de vedação na zona central.

No tocante às fundações, as barragens de terra e enrocamentos


são relativamente pouco exigentes, tendo em vista a reduzida carga
transmitida aos solos locais e a significativa capacidade de absorção
de recalques devido à flexibilidade do corpo da obra.

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Um problema de grande importância refere-se à percolação,


pois podem ocorrer fenômenos que colocam em risco a estabilidade
da barragem, com destaque para o piping. Com isso, torna-se
necessário traçar as redes de fluxo, para a determinação da largura
da barragem, de tal forma que evite que a linha de fluxo superior
intercepte o talude a jusante quando o reservatório estiver cheio.

O traçado das redes de fluxo permite também definir o


posicionamento adequado de drenos e de camadas impermeáveis,
limitando a perda d'água por percolação e controlando os efeitos
nocivos que podem comprometer a estabilidade e segurança da
barragem.

No caso da fundação apresentar elevada capacidade de


percolação, executa-se um cutoff, ou seja, uma trincheira ou um
diafragma vedante ligando o corpo da obra à uma camada de solo ou
rocha com baixa permeabilidade.

a – Segurança ao Transbordamento

Uma barragem de terra ou enrocamento é incapaz de trabalhar


como estrutura vertedora sem um alto risco de colapso por erosão.
Devido às implicações catastróficas de uma rotura deste tipo, a
probabilidade de sua ocorrência deve manter-se muito baixa.

Nessas condições, a descarga de cheia para o projeto de uma


barragem de terra deve ser maior do que o adotado em uma
barragem de concreto. A segurança contra o transbordamento
durante uma máxima cheia é obtida através de um balanceamento
entre o volume do reservatório e a capacidade do vertedouro.

Por outro lado, quando o vento começa a soprar sobre uma


superfície de águas calmas, ocorre uma transferência de energia do
vento para a superfície da água e há a formação de ondas.

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A elevação da água contra a barragem dependerá então da


altura de onda formada pelo vento, da profundidade da água em
frente à barragem e da geometria e material da face de montante da
barragem.

Assim, além da atenção especial no dimensionamento dos


órgãos extravasores de cheias, há que se adotar uma folga ou borda
livre conveniente.

Para a fixação da borda livre de uma barragem, considera-


se o nível máximo de operação da barragem e tem-se como
objetivo, ao determinar esse valor:

- evitar o transbordamento pela ação das ondas, que pode


coincidir com a máxima enchente;

- fornecer um fator de segurança contra imprevistos tais como


recalque da barragem, ocorrência de uma cheia maior do que a
prevista no projeto ou mau funcionamento do vertedouro,
acarretando um nível d'água mais alto do que o previsto.

A determinação do valor da borda livre baseia-se na previsão


da altura e ação das ondas. Essa previsão, entretanto, não é baseada
em processos matemáticos precisos. Os melhores recursos
disponíveis apoiam-se em experiências passadas, extrapoladas por
vários processos matemáticos e estatísticos.

A borda livre pode ser dada pela expressão:

B = 0,75.Ho + (Vo2/2.g)

Onde:

- Ho é a altura da onda, e

- Vo é a velocidade de propagação da onda.

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A altura das ondas Ho é geralmente estimada através


fórmulas empíricas em função da velocidade do vento e do fetch.

Pode-se adotar as fórmulas de Stevenson, modificadas por


Molitor:

Ho = 0,032.(U.F)1/2 + 0,76 – 0,26.(F)1/4

Onde:

- F: Fetch (km)

- U – velocidade do vento, segundo o fetch (km/h)

Quando o fetch excede 20 km a fórmula pode ser simplificada


para:

Ho = 0,032.(U.F)

Recomenda-se a instalação de um anemômetro no local da


obra, colocado a uma altura de 10 m acima do futuro nível do
reservatório e exposto ao máximo fetch.

Só se deve levar em conta os ventos com ocorrência provável


durante o período de águas máximas no reservatório.

A direção do vento e do fetch adotado também devem se


correlacionar.

Para ondas com altura de 0,3 a 2m, a velocidade de


propagação pode ser determinada pela fórmula de Gaillard:

V = 1,5 + 2.Ho

em que V é expressa e m/s e Ho em metro

b – Coroamento

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A largura do coroamento de uma barragem depende de vários


fatores tais como:

- características dos solos utilizados no maciço;

- comprimento mínimo da linha de percolação através o aterro,


para o nível de retenção normal do reservatório;

- altura e importância da obra;

- facilidade de construção;

Além desses fatores, muitas vezes a largura depende das


características de uma estrada que passa sobre a barragem.

Por razões construtivas, a largura do coroamento não deve ser


inferior a 5m. O estabelecimento da largura é baseado em casos
precedentes, recorrendo-se as fórmulas empíricas, entre as quais a
recomendada pelo Bureau of Reclamation:

b = (H/5) + 3 (metros)

onde H altura da barragem em metros.

A fim de se facilitar a drenagem superficial, deve-se dar ao


coroamento, transversalmente, uma ligeira sobrelevação (pelo menos
10 cm) ao longo do eixo ou incliná-lo totalmente para montante.

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Fonte: LIMA (1998)

c – Inclinação dos Taludes

Em princípio, praticamente, qualquer material ou conjunto de


materiais pode servir para a construção de uma barragem de terra.
Entretanto, o projeto do aterro deve ser elaborado de acordo com o
tipo de fundação em causa que, juntamente com as características
mecânicas de resistência, compressibilidade e permeabilidade dos
materiais terrosos disponíveis, governarão a geometria do maciço.

Não há regras específicas para a seleção da inclinação dos


taludes externos. O processo geral é fazer uma escolha com base na
experiência pessoal com barragens semelhantes e modificá la de
acordo com os resultados da análise de estabilidade.

O Bureau of Reclamation elaborou tabelas que podem orientar a


escolha inicial da inclinação dos taludes de pequenas barragens de

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terra compactada, considerando-se como tal aquelas cuja altura


máxima não exceder 15 metros.

Reproduzimos a seguir algumas das tabelas do Bureau of


Reclamation. Nesta tabela, apresentam-se as inclinações dos
paramentos de montante e de jusante para o caso de barragens
homogêneas, sobre fundações estáveis.

Nesta tabela consideram-se os casos do reservatório poder ou


não ser sujeito a esvaziamentos rápidos, admitindo-se como tal os
que apresentam velocidades de descida do nível maiores ou
igual a 15 cm por dia.

O projeto de uma barragem do tipo zoneado torna-se


econômico quando há uma variedade de solos disponíveis, pois
permitem o uso de taludes mais íngremes, com uma consequente
redução no volume total do material a ser empregado no maciço.

O esquema de zoneamento pode dividir a barragem em três ou


mais seções, dependendo do intervalo de variação das características
e gradação dos materiais de construção disponíveis.

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Os materiais permeáveis e portanto com melhores condições


de estabilidade são colocados nas faces de montante e jusante,
permitindo a dissipação de pressões no abaixamento rápido e
evitando o aumento das pressões de percolação e abaixamento da
linha de saturação, mantendo-a no interior do maciço.

As inclinações necessárias para a estabilidade de uma barragem


zoneada são funções das dimensões relativas do núcleo impermeável
e das abas permeáveis.

A figura seguinte mostra o esquema de zoneamento de uma


barragem para as seguintes situações:

a) barragem construída sobre fundação impermeável ou


permeável completamente atravessada por uma trincheira de
vedação. Neste caso temos um núcleo denominado de núcleo mínimo
com largura na base 1-1.

b) barragem construída sobre fundação permeável sem "cut-


off". A largura 2-2 representa a dimensão de um núcleo mínimo para
esta situação.

c) o núcleo máximo para uma barragem do tipo zoneado (3-3).

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Fonte: LIMA (1998)

Se o núcleo for menor do que o mínimo indicado em cada


condição, a barragem é considerada do tipo diafragma, se o núcleo é
mais largo do que o valor indicado como máximo, as zonas
permeáveis não colaboram na estabilidade do aterro e a barragem
será considerada homogênea.

No caso de fundações constituídas por solos finos saturados,


com espessuras maiores que a altura do aterro, podem seguir-se as
recomendações contidas na figura abaixo.

Fonte: LIMA (1998)

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d – Drenagem Interna

O sistema de drenagem interna constitui o elemento vital na


segurança de uma barragem de terra e deve ser dimensionado de
modo a atingir os seguintes objetivos:

a) reduzir a pressão neutra na área de jusante da barragem e


portanto aumentar a estabilidade de jusante contra o deslizamento;

b) controlar a percolação da água na face de jusante da


barragem de tal modo que a água não carregue qualquer partícula do
maciço, isto é, que não se desenvolva o fenômeno de "piping".

A eficiência do dreno ou filtro na redução das pressões neutras


depende em princípio da sua localização e extensão.

Por outro lado, o "piping" ou entubamento é controlado


construindo-se os drenos com um material de granulometria
adequada a funcionar como filtro do solo constituinte do maciço.

Existem numerosos tipos de sistemas de drenagem interna em


barragens de terra, sendo que o tipo a ser adotado para uma obra
determinada dependerá de diversos fatores relativos às
permeabilidades do maciço e da fundação bem como das
características dos materiais drenantes disponíveis. Serão
apresentados, a seguir, em termos muito sucintos, os principais tipos
geralmente adotados.

d.1 – Drenos de Pé

As barragens homogêneas mais antigas apresentam esse tipo


de drenagem para evitar a diminuição de resistência do material no
pé do talude. Empregam-se apenas em barragens de pequena altura,
constituídas de solos homogêneos de baixa permeabilidade.

Podem ser dos tipos:

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Fonte: LIMA (1998)

Recomenda-se que o dreno de pé penetre um pouco no terreno


de fundação porque o contato da barragem com a fundação é um
caminho preferencial.

O dreno de pé pode ser utilizado associado no trecho final de


um tapete drenante como mostrado na figura a seguir.

Fonte: LIMA (1998)

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d.2 - Drenos Longitudinais e Tapetes Drenantes

O mais econômico tipo de dreno para uma barragem é o


constituído por um conduto perfurado envolvido por filtros de
transição, posicionado longitudinalmente com relação ao eixo da
barragem, a meia distância entre o eixo e o pé de jusante.

Esse sistema somente deve ser adotado no caso da barragem


ser apoiada sobre uma fundação relativamente uniforme e do maciço
compactado ser constituído por solos de mesma permeabilidade
vertical e horizontal.

Fonte: LIMA (1998)

Quanto mais elevado o grau de estratificação do maciço,


representado pela relação entre a permeabilidade horizontal kH, e a
permeabilidade vertical kV, mais extenso deve ser o dreno, chegando-
se no limite do tapete drenante que se estende até ao pé do talude
de jusante da barragem.

O comprimento do tapete filtrante basear-se-á na posição que


se pretende para a linha freática, no interior do maciço, devendo-se
notar que a descarga percolada aumenta com o comprimento do
tapete. Esse aumento, entretanto, é recompensado pela melhoria na

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estabilidade, pois mantém-se seco grande parte do paramento de


jusante da barragem.

A tentativa inicial na escolha da posição do tapete drenante


poderá ser a recomendada por Creager, adotando um comprimento
de 0,3 a 0,5 L, sendo L é a distância do eixo da barragem ao pé do
talude de jusante.

Fonte: LIMA (1998)

Uma das principais desvantagens do tapete drenante horizontal


resulta do fato de que o maciço de uma barragem de terra tende a
ser estratificada, com kH > kV. Pode ainda, ocasionalmente, acontecer
que camadas horizontais muito mais permeáveis do que a média do
material empregado sejam colocadas no maciço, de modo que, a
despeito do dreno horizontal, a água percola horizontalmente na
superfície de uma camada relativamente impermeável e surge no
talude a jusante.

d.3 – Cortina Drenante

Este tipo de drenagem é constituído por um dreno vertical


posicionado ligeiramente a jusante do eixo da barragem e prolongado
para jusante por um tapete drenante horizontal.

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O dreno vertical tem a grande vantagem de interceptar


qualquer fissuração do maciço e de coletar os fluxos eventualmente
percolados por essas fissuras. São geralmente projetados com uma
espessura variando de 0,9 a 2,0 m, sendo que, na maioria dos casos,
essas espessuras são fixadas por motivos de ordem construtiva.

Em várias barragens mais recentes de maiores alturas, a


cortina drenante tem forte inclinação para montante ou para jusante.

Com a inclinação para montante, tem-se a vantagem de


eliminar riscos de trincas longitudinais na crista no caso da barragem
ser apoiada sobre uma fundação rígida.

Por outro lado um dreno inclinado para jusante apresenta a


vantagem de melhorar as condições de estabilidade do talude de
montante durante o rebaixamento rápido do reservatório.

Tipos de sistemas de drenagem interna de barragens com


cortinas drenantes:

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Fonte: LIMA (1998)

Fonte: LIMA (1998)

e – Filtros

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A água que percola através de uma barragem de terra e suas


fundações pode carregar partículas que estejam livres e não
ofereçam resistência ao carreamento.

Fonte: LIMA (1998)

Nas seguintes situações ocorreram danos ou o colapso de uma


barragem de terra por carreamento de material e a ocorrência do
fenômeno do piping ou entubamento regressivo.

A água emergindo do talude de jusante saturará,


progressivamente, a zona de jusante da barragem, causando o
amolecimento e o enfraquecimento da mesma e poderá dar início ao
fenômeno da erosão interna ou piping.

As partículas da face do paramento de jusante são as primeiras


deslocadas, deixando sem proteção as partículas internas adjacentes
que também serão deslocadas a seguir.

Forma-se, acompanhando a linha de saturação, um tubo que


pode levar a barragem a ruptura.

As forças de percolação nas faces de descarga AB e BC tendem


a mover as partículas de solo erodíveis para a zona 2, se tiverem
valor suficientemente elevado e a zona 2, vazios largos o bastante
para deixar passar as partículas de solo da zona 1 e do terreno de
fundação.

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Fonte: LIMA (1998)

O aparecimento frequente de água borbulhando e abatimentos


do terreno, junto ao pé de uma barragem, levaram a colocação de
um filtro de pedras da ordem de 7,5 cm de diâmetro. Não obstante,
após um período de 6 anos a barragem, subitamente, rompeu-se
provavelmente devido ao desenvolvimento progressivo de um tubo
subterrâneo que, finalmente, atingiu o fundo do reservatório.

Fonte: LIMA (1998)

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Esta ruptura poderia ter sido evitada se, no local do filtro de


pedra que não foi eficaz na retenção das partículas erodíveis da
fundação, tivesse sido colocado um filtro com a graduação adequada.

O fenômeno do piping pode ser evitado pela introdução de


filtros. Eles constituem zonas relativamente delgadas, o que exige
que sejam perfeitamente dimensionados, geométrica e
granulometricamente na fase de projeto com a construção bem
controlada.

A granulometria dos filtros deve atender a duas exigências


principais quanto a:

- Erosão Interna: Os vazios existentes nos filtros em contato


com solos erodíveis devem ser suficientemente pequenos para evitar
que as partículas desses solos sejam carreadas através do filtro.

- Permeabilidade: Os vazios existentes nos filtros, em contato


com solos a serem protegidos, devem ser suficientemente grandes
para que a permeabilidade do filtro seja maior que a do o material
protegido ou material de base, a fim de permitir o livre escoamento
das águas infiltradas.

Segue o mecanismo de funcionamento do filtro:

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Fonte: LIMA (1998)

f - Proteção dos taludes das barragens

O talude de montante das barragens de terra e de enrocamento


deve ser protegido contra a ação erosiva das ondas que se formam
no reservatório.

Tais proteções podem ser de vários tipos colocando-se desde o


coroamento até pelo menos 2,5 a 3,0 m abaixo do nível mínimo de
retenção, terminando numa berma de suporte. Se for previsto o
esvaziamento total do reservatório, a proteção deve ir até ao pé do
talude.

Os tipos usuais de proteção são:

- Enrocamento lançado (rip-rap): proteção de talude


constituída por enrocamentos bem graduados de rocha sã, de
dimensões adequadas, que são descarregados da borda superior do
talude por caminhões basculantes, eventualmente espalhados na
espessura projetada por tratores de lâmina e, por fim, arrumados
mecanicamente ou manualmente de modo a obter-se uma superfície
estável e rugosa.

Na maioria dos casos, deve-se prever materiais filtrantes entre


o rip-rap e a superfície do talude do maciço de terra compactada
(cascalho, rocha britada ou enrocamento miúdo), a fim de ser evitar
que as ondas venham erodir os solos do maciço compactado. Deve-se
evitar filtros de com grande percentagem de areia fina (0,06 a 0,2
mm), a qual seria facilmente lavada e carreada pela ação das ondas
do reservatório.

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Fonte: LIMA (1998)

- Empedramento manual: constituído por uma camada de


pedras colocadas umas junto as outras (análogo a alvenaria de
pedras com juntas secas) e assentadas sobre uma camada de areia
ou pedrisco. A espessura deste tipo pode ser a metade da usada no
enrocamento lançado, com um mínimo de 30 cm, devendo dispor-se
também de uma zona filtrante de apoio. A experiência demonstrou
que mesmo para espessuras iguais, o empedramento manual é
menos eficiente que o rip-rap.

- Solo-cimento: Quando, no local de uma barragem, não


existe rocha adequada para a execução de rip-rap, ou quando ela
somente pode ser obtida a custos muito elevados, torna-se
indispensável estudar outras soluções para proteção de taludes de
montante. Uma solução é a proteção constituída por camadas
horizontais de solo-cimento compactada, de 2,0 a 3,0 m de largura e
de 15 cm de espessura. Essas camadas horizontais formam assim
uma camada inclinada de solo-cimento de 0,60 m de espessura,
aproximadamente, medidos perpendicularmente a superfície do
talude.

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- Concreto: consiste na construção de lajes monolíticas,


armadas em duas direções (com uma seção de aço da ordem de
0,5% da seção da laje). Usa-se também um conjunto de lajes
armadas, de grandes dimensões, com juntas estanques, a fim de
constituir-se num recobrimento estanque e total, do talude de
montante. Esse sistema é cada vez mais utilizado como elemento de
estanqueidade de barragens de enrocamento.

- Concreto betuminoso: Da mesma forma que se pode


proteger taludes de montante de barragens com face de con- creto
armado, pode-se recorrer também ao concreto betuminoso.

O talude de jusante de uma barragem de terra deve ser


adequadamente protegido contra a ação erosiva das chuvas e dos
ventos, principalmente quando os solos expostos são constituídos por
areias finas e siltes muito erodíveis.

A eficiência do sistema de proteção do talude de jusante


depende da conjugação dos seguintes elementos: plantio de grama
ou empedramento do talude; e drenagem superficial do talude e no
contato do mesmo com o terreno natural nas ombreiras.

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Fonte: LIMA (1998)

5 - Ensecadeiras

São desvios temporários dos cursos d'água necessários para a


construção das barragens. Esses desvios podem ser feitos pela
obstrução completa do leito fluvial, implicando desvio total, através
de canais, galerias ou túneis. Podem também ser efetuados desvios
parciais, que permitem a execução da obra por etapas.

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Usina Hidrelétrica de Jirau no rio Madeira em Porto Velho.


Fonte: <www.rondoniaovivo.com.br>

6 - Vertedores

São estruturas hidráulicas destinadas a efetuar a descarga das


águas excedentes dos reservatórios sem ocasionar danos à barragem
ou às outras estruturas hidráulicas adjacentes. Os vertedores são
também utilizados para controlar o fluxo à entrada de canais.

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Fonte: < www.panoramio.com>

O tipo e a localização dos vertedores podem variar


significativamente, conforme as condições geotécnicas e topográficas
locais e o arranjo geral da obra.

Essencialmente, os vertedores constituem-se de uma tomada


d'água associada a uma soleira. A água coletada dirige-se, em
seguida, a uma estrutura de descarga (geralmente, um disspador de
energia).

Quando as condições do arranjo hidráulico exigirem,


principalmente para se vencer desníveis significativos, devem ser
previstas estruturas de descarga implantadas com declividades
acentuadas associadas a vertedores. Elas podem ser tubulações,
túneis ou canais rápidos.

Os vertedores podem ser implantados no próprio corpo da


barragem ou de forma independente desta (canal, tubulação ou

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túnel). O primeiro caso corresponde às barragens de concreto e o


segundo às barragens de terra ou enrocamento, face à possibilidade
de recalques.

Quanto à operação, os vertedores podem ser de serviço ou de


emergência. Em geral, adota-se somente um vertedor. Mas em
alguns casos, adota-se mais de um vertedor, sendo o vertedor de
serviço destinado a descarregar as vazões mais frequentes e o
vertedor de emergência destinado às grandes cheias.

Os vertedores podem ser classificados também como com


controle (com comportas) e sem controle.

Os vertedores tipo tulipa e tipo sifão são tipos particulares de


vertedor. O primeiro, tubular, adota-se em barragens de terra ou
enrocamento.

Fonte: <reconexaoriodasvelhas.blogspot.com>

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Vertedor tipo Tulipa


Fonte: <construtoraquebec.com.br>

Vertedor tipo Sifão


Fonte: <www.alsintec.com>

7 - Dissipadores de Energia

Destinam-se a compatibilizar a velocidade do escoamento com


as características de resistência do meio físico a jusante.

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As estruturas dissipadoras de energia podem ser classificadas


nos seguintes tipos:

- Bacias de dissipação: dissipam a energia através de


ressalto hidráulico.

- Dissipadores de jato: consiste na execução na extremidade


a jusante da estrutura de condução da água de uma concha cilíndrica,
que projeta um jato d'água em direção ascendente.

Fonte: Batista & Coelho (2010)

Fonte: < eletrowiki.espbs.net>

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- Dissipadores de impacto: dissipam a energia através do


impacto do fluxo em alta velocidade contra uma estrutura rígida.

- Dissipadores contínuos: dissipam a energia de forma


distribuída, ao longo da própria estrutura de condução (escadas ou
descidas d'água em degraus e calhas dissipadoras ou rampas).

8 - QUESTÕES COMENTADAS

1) (47 – TCE-RS/2014 – FCC) Entre os elementos


encontrados no conjunto de obras que compõe uma barragem,
a estrutura destinada a desviar as águas do leito do rio, total
ou parcialmente, com o objetivo de permitir o tratamento das
fundações, possibilitando a construção a seco dos diques de
terra ou das estruturas de concreto, é

(A) a tomada d’água.

Conjunto de obras que permite a retirada, do reservatório, da


água a ser utilizada, seja para a obtenção de energia ou para outros
fins.

(B) o túnel de adução.

Túnel destinado a transportar as águas do reservatório para a


casa das máquinas.

(C) a ensecadeira.

Estrutura temporária, isolando ou protegendo toda a parte da


área de construção, a fim de que esta possa ser executada a seco.

(D) o vertedor.

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Estrutura projetada para descarregar água do reservatório,


controlando os seus níveis. O vertedor é destinado principalmente a
descarregar vazões de enchente mas também pode ser utilizado para
descarregar água para outros objetivos.

(E) o túnel de desvio.

Possui a mesma finalidade das ensecadeiras, sendo porém,


construídos em cursos d’água com vales íngremes, e quando
possível, nos locais onde existam curvas. Em muitos casos, o túnel de
desvio é usado posteriormente como túnel de adução, para
transportar as águas do reservatório para a casa das máquinas.

Gabarito: C

2) (41 – CNMP/2015 – FCC) Considere a barragem a seguir


construída sobre uma camada de areia fina sobreposta a um
sedimento de areia grossa.

A água do reservatório se infiltrará pelas fundações,


preferencialmente percorrendo na horizontal pela areia grossa

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e emergirá a jusante pela areia fina. Caso o gradiente


hidráulico atinja o valor crítico durante o movimento
ascendente da água, a areia

(A) grossa perderá resistência, mas a areia fina não, evitando


assim o tombamento da barragem.

(B) fina ganhará resistência e a barragem nada irá sofrer.

(C) fina perderá resistência e a barragem tombará.

(D) fina perderá resistência, porém não suficiente para a


barragem tombar.

(E) grossa ganhará resistência, evitando o tombamento da


barragem.

Nesse caso, a areia se torna movediça, ou seja, perde a sua


resistência fazendo com que o talude à jusante desestabilize,
podendo levar a barragem de terra ao colapso.

Gabarito: C

3) (57 – Assembleia BA/2014 – FGV) As barragens de


terra são estruturas construídas em vales e destinadas a
fechá los transversalmente, proporcionando assim um
represamento de água. As opções a seguir apresentam
finalidades das barragens de terra, à exceção de uma.
Assinale a.

(A) Abastecer cidades

(B) Suprir irrigações

(C) Produzir energia elétrica

(D) Ajudar na criação de peixes

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(E) Evitar o transbordamento de água para terrenos mais


baixos

De acordo com Caputo (1979), barragens são estruturas


construídas para se represar água de um vale; não se deve confundir
com diques, que são obras executadas ao longo de um curso d'água
com a finalidade de se evitar o transbordamento para terrenos mais
baixos.

Gabarito: E

4) (32 – TJ-GO/2014 – FGV) Com relação a uma barragem


de terra, analise as afirmativas a seguir.

I. É uma estrutura construída longitudinalmente à direção de


escoamento de um curso d’água, destinada à criação de um
reservatório artificial de acumulação de água.

A barragem de terra é construída transversalmente à direção do


curso d'água.

Gabarito: Errada

II. A barragem de terra do tipo homogêneo contém um núcleo


central impermeável, envolvido por zonas de materiais
consideravelmente mais permeáveis, que suportam e
protegem o núcleo.

A barragem de terra de seção homogênea é um maciço


construído apenas de material argiloso, mais ou menos
uniforme, exceto os drenos internos ou tapetes drenantes e
enrocamentos de proteção.

E a barragem de terra zoneada é um tipo de barragem de


terra cuja seção transversal é constituída de zonas de materiais

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selecionados com diferentes graus de porosidade,


permeabilidade e densidade.

Gabarito: Errada

III. Uma das finalidades das barragens de terra é armazenar


água para irrigação.

Conforme vimos na questão anterior, as barragens de terra


podem servir para abastecer cidades, suprir irrigações, produzir
energia elétrica, assim como ajudar na criação de peixes.

Gabarito: Correta

Assinale se somente:

(A) I estiver correta;

(B) II estiver correta;

(C) I e II estiverem corretas;

(D) I e III estiverem corretas;

(E) III estiver correta.

Gabarito: E

9 - QUESTÕES APRESENTADAS NESSA AULA

1) (47 – TCE-RS/2014 – FCC) Entre os elementos


encontrados no conjunto de obras que compõe uma barragem,
a estrutura destinada a desviar as águas do leito do rio, total
ou parcialmente, com o objetivo de permitir o tratamento das

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fundações, possibilitando a construção a seco dos diques de


terra ou das estruturas de concreto, é

(A) a tomada d’água.

(B) o túnel de adução.

(C) a ensecadeira.

(D) o vertedor.

(E) o túnel de desvio.

2) (41 – CNMP/2015 – FCC) Considere a barragem a seguir


construída sobre uma camada de areia fina sobreposta a um
sedimento de areia grossa.

A água do reservatório se infiltrará pelas fundações,


preferencialmente percorrendo na horizontal pela areia grossa
e emergirá a jusante pela areia fina. Caso o gradiente
hidráulico atinja o valor crítico durante o movimento
ascendente da água, a areia

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(A) grossa perderá resistência, mas a areia fina não, evitando


assim o tombamento da barragem.

(B) fina ganhará resistência e a barragem nada irá sofrer.

(C) fina perderá resistência e a barragem tombará.

(D) fina perderá resistência, porém não suficiente para a


barragem tombar.

(E) grossa ganhará resistência, evitando o tombamento da


barragem.

3) (57 – Assembleia BA/2014 – FGV) As barragens de


terra são estruturas construídas em vales e destinadas a
fechá los transversalmente, proporcionando assim um
represamento de água. As opções a seguir apresentam
finalidades das barragens de terra, à exceção de uma.
Assinale a.

(A) Abastecer cidades

(B) Suprir irrigações

(C) Produzir energia elétrica

(D) Ajudar na criação de peixes

(E) Evitar o transbordamento de água para terrenos mais


baixos

4) (32 – TJ-GO/2014 – FGV) Com relação a uma barragem


de terra, analise as afirmativas a seguir.

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I. É uma estrutura construída longitudinalmente à direção de


escoamento de um curso d’água, destinada à criação de um
reservatório artificial de acumulação de água.

II. A barragem de terra do tipo homogêneo contém um núcleo


central impermeável, envolvido por zonas de materiais
consideravelmente mais permeáveis, que suportam e
protegem o núcleo.

III. Uma das finalidades das barragens de terra é armazenar


água para irrigação.

Assinale se somente:

(A) I estiver correta;

(B) II estiver correta;

(C) I e II estiverem corretas;

(D) I e III estiverem corretas;

(E) III estiver correta.

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10 - GABARITO

4) E
1) C 2) C 3) E

BIBLIOGRAFIA

- BAPTISTA, Márcio Benedito & COELHO, Márcia Maria Lara Pinto.


Fundamento da Engenharia Hidráulica. 3a Ed. Belo Horizonte.
Editora UFMG: 2010.

- CAPUTO, Homero P.. Mecânica dos Solos e suas aplicações. Rio


de Janeiro. LTC: 1979.

- LIMA, Maria José C. Porto de. Apostila de Obras de Terra - Vol.


II. IME. Curso de Fortificação e Construção. Rio de Janeiro: 1998.

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