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FACULDADE DE ESTUDOS ADMINISTRATIVOS DE MINAS GERAIS

FEAD/MG

BRENO DUARTE, TIAGO AUGUSTO.

Controle da administração conceito e abrangência

BELO HORIZONTE

2015
BRENO DUARTE, TIAGO AUGUSTO.

Controle da administração Conceito e abrangência

Trabalho apresentado à disciplina de Direito Administrativo


Como requisito básico para avaliação de A3 no Curso de
(Direito) 7º período, Sala 7A, manhã, correspondente ao 1º semestre letivo de
2015 da FEAD/MG.

Ministrada pelo Professor (a) Nathália Lipovtsky

BELO HORIZONTE

2015
Controle da administração pública conceito e abrangência

Introdução:

A administração pública é regida pelos principios norteadores do direito


administrativo em virtude do regime de direito público, possuindo portanto
suas singularidades , como por exemplo o poder de policia, a supremacia do
interesse público, dentre outras formas de mecanismos em virtude do regime
juridico administrativo.
Dentre estes ainda podemos ressaltar como forma importantissima de
promoção e efetivação dos principios e regras do Direiro administrativo o
mecanismo de controle da administração, tema do presente estudo, onde a
Administração Pública sujeita-se ao controle por parte dos Poderes Legislativo
e Judiciário, além de exercer, ela mesma, o controle sobre os próprios atos
através do seu poder de autotutela.

1.Conceito:

Hely Lopes Meirelles define Controle da Administração Publica da seguinte


forma: “É a faculdade de Vigilância, orientação e correção que um Poder,
órgão ou autoridade exerce sobre a conduta funcional de outro.”

A ilustre doutrinadora Maria Sylvia Zanella di Pietro conceitua o controle da


Administração Pública como “o poder de fiscalização e correção que sobre ela
exercem os órgãos dos Poderes Judiciário, Legislativo e Executivo, com o
objetivo de garantir a conformidade de sua atuação com os princípios que lhe
são impostos pelo ordenamento jurídico.”

2. Espécies:

No que concerne as espécies de controle podemos dividi-lás em função do


orgão que a exerce e do momento em que esta acontece, sendo que quanto
ao orgão pode ser exercido o controle administrativo, legislativo ou judicial, e
quanto ao momento que este acontece pode ser prévio, conjuntamente ou
posterior.

2.1 Controle Administrativo

O controle administrativo é aquele que a propria Administração Pública exercer


sobre os proprios atos, visando corrigir as falhas e vicios de legalidade pode
ser que ela mesma faça esse o controle ou que ele seja feito por meio de
provocação, abrangendo então tanto a administração direta como a indireta
sendo que o controle sobre os orgãos da administração direta são chamados
de controle interno, onde é feito dentro daquele proprio orgão pelos seus
agentes e mecanismos administrativos, esse controle é proveninente de um
dos poderes da administraçãodenominado de poder de autotutela no qual a
Administração Pública pode anular os atos ilegais e regogar os atos
inconvenientes.Já no ambito da administração indireta temos o controle externo
que é realizado por outro orgão independente, esta forma de controle só poder
ser exercida quando há a respectiva previsão legal pois do contrário
onfenderiamos a garantia da autonomia administrativa,o controle externo é
denominado também como tutela.

2.2 Controle Legislativo

O controle legislativo que o poder judiciário detem sobre a Administração


Pública tem que estar em comformidade com as hipoteses elencadas no texto
da magna carta, pois se houver uma ampliação dos formas de intervenção
ofenderiamos o principio da separação dos poderes que está previsto no art.2
da Constituição Federal pois há interferencia de um poder constituido em outro
poder , dessa forma o rol de hipoteses em que se admite o controle legislativo
é previsto no texto constitucional não podendo ser ampliado.

Dessa forma temos uma subdivisão entre mais duas subespecies do controle
legislativo que se dá entre controle politico e controle financeiro, sendo que o
controle politico apresenta esta natureza pois ora ele abrange decisões de
cunho discricionario em grande parte dos casos sendo assim se torna de
natureza politica.

já o controle de natureza financeira diz respeito a fiscalização contábil


financeira e orçamentária aplicando-se o que está disposto no art 70 a 75 da
CF/88 a estruturação e organização dos orgãos de fiscalização como tribunais
de conta e conselhos de contas dos municipios, onde a atividade fiscalizadora
abrange de forma ampla tanto as receitas despesas gastos arrecadaçoes e
ainda todos os patrimonios adquiridos ou perdidos abrangendo o ambito da
União, Distrito Federal, Estados municipios e entes da administração direta e
indireta bem como qualquer pessoa fisica que guarde ou administre dinheiro
público.

2.3 Controle Judicial:

>>>>>>>>>>>>>>( BRENO FAZER ESSA PARTE )<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<


2.4 Momentos do controle:

Prévio: ou preventivo (a priori), é o controle que se dá antes do nascedouro do


ato visando impedir que seja posto em pratica um ato ilegal ou contrário a
finalidade pública . Como exemplo , podemos citar a sujeição de determinados
atos do Poder Executivo à aprovação ou autorização prévia do Congresso
Nacional ou uma de suas Casas, por determinação constitucional,
normativizada no art. 49, II, III e XV,[xv] entre outros.

Concomitante: é uma forma de controle realizado durante a atuação


administrava , podemos citar o controle exercido sobre escolas, hospitais e
outros órgãos prestadores de serviços públicos, bem como as auditorias do
Tribunal de Contas.

Posterior: ou subseqüente (a posteriori) é o realizado após a edição do ato.


Presta-se para rever os atos já praticados, objetivando corrigi-los, desfazê-los
ou confirmá-los. Como exemplo, temos os atos de aprovação, homologação,
anulação, revogação e convalidação.
Bibliografia:

-DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella . Direito administrativo. 20. ed. São
Paulo/SP: Atlas, 2007. 673 p.

- http://www.arcos.org.br/artigos/o-estado-e-o-poder-de-tributar/

-http://www.ambito-
juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=7576

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