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REVISÃO DE DIREITO ADMINISTRATIVO – RANIERE ALEX B. DE O.

MOREIRA

DIREITO ADMINISTRATIVO E FONTES

Direito (acepção positivista) : Conjunto de regras e princípios instituídos por quem detenha o poder,
com o propósito de viabilizar a harmonia das relações jurídicas travadas entre indivíduos que compõem a
sociedade.

1. Direito Privado: é voltado para os particulares em geral (ex: Direito Civil)


2. Direito Público: Tem por objeto primordial a regulação dos interessas da sociedade como um
todo, quer nas relações destas com o Estado (detentor do poder), quer nas relações entre as
entidades e os órgãos estatais em si considerados. A finalidade ultima deste é atender aos
interesses públicos primários e secundários.
De acordo com Celso Antônio Bandeira de Melo (2003), o Interesse Público Primário é aquele
atribuível à coletividade como um todo, enquanto o Interesse Público Secundário limita-se aos interesses
do próprio estado. (O Interesse Público Primário é principal em relação ao Secundário).

O interesse público tem primazia sobre os interesses particulares, logo o direito público tem como
característica marcante a desigualdade nas relações jurídicas a ele sujeitas

DIREITO ADMINISTRATIVO

É um dos ramos do direito público, disciplina o regime jurídico administrativo aplicado aos
diversos órgãos, agentes públicos e pessoas jurídicas, que na qualidade de Administração Pública estão
incumbidos legalmente do exercício da função de gerir (atividade jurídica não-contenciosa) a vida em
coletividade.

De acordo com José dos Santos Carvalho Filho (2008), o Direito Administrativo é o conjunto de
normas e princípios que, visando sempre o interesse público, regem as relações jurídicas entre as
pessoas e órgãos do estado e entre este e as coletividades que devem servir.

Para Hely Lopes Meirelles (2003) são fontes do Direito Administrativo: as Leis, a
Jurisprudência, a Doutrina e os costumes.

1. A lei é entendida como fonte primária, por força do princípio da legalidade previsto na
CF/88, art. 37, caput, enquanto todas as demais são secundárias. Não há ordem ou
critério de importância entre elas.
a. São características marcantes das leis: a generalidade, a impessoalidade e a
abstração. A generalidade refere-se ao fato de as normas não possuírem
destinatário certo. A impessoalidade permite afirmar que as normas não criam
discriminações arbitrárias, fundadas em pessoalidades vis que podem comprometer
os interesses públicos, como, por exemplo, pautadas em sexo, raça, orientação
sexual ou opinião política/religiosa. A abstração é o atributo segundo o qual as leis
não são elaboradas objetivando-se, primeiramente, a produção de efeitos jurídicos
sobre casos concretos, mas tão somente dispõem sobre os direitos e as obrigações
que devem ser aplicados sobre potenciais casos concretos, pelas autoridades
legitimadas tipicamente para esse fim, notadamente, administradores públicos do
Poder Executivo e magistrados do Poder Judiciário.
A atividade administrativa pública, bem como a judicial, produz efeitos jurídicos
concretos; enquanto a atividade legislativa, efeitos jurídicos abstratos.

2. A jurisprudência é entendida como o conjunto de decisões judiciais reiteradas no mesmo


sentido, acerca de casos concretos semelhantes.
3. A Doutrina representa o pensamento teórico de juristas, chamados doutrinadores,
formalmente concebido em livros, artigos, revistas jurídicas, entre outros mecanismos de
publicação mais modernos, como a rede mundial de computadores.
4. os costumes, que a cada dia perdem mais importância, é a repetição de comportamentos
administrativos exigidos em lei adotados pelas diversas entidades da Administração Pública.

ESTADO

CONCEITO SOCIOLÓGICO DE ESTADO: Porção territorial dotada da prerrogativa de mando


originário .

CONCEITO POLÍTICO DE ESTADO: Representa o grupo de indivíduos residente em


determinado território, com poder superior de ação, de mando e de coerção.

CONCEITO CONSTITUCIONAL DE ESTADO: Pessoa jurídica territorial provida de soberania.

Com fulcro na clássica Teoria da Tripartição dos Poderes, fundada no século XVIII por
Montesquieu, o poder único denominado soberania, para ser devidamente exercido em proveito dos
interesses públicos, deve ser cindido em três, quais sejam: Legislativo, Executivo e Judiciário.

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

CONCEITO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA SENTIDO AMPLO: compreende tanto a função


política, que estabelece as diretrizes governamentais, quanto a função propriamente administrativa, de
execução de atividades administrativas.

CONCEITO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA SENTIDO ESTRITO: Tão somente se refere à


função propriamente administrativa, restando, de ponto, excluída as atividades de planejamento e
elaboração de diretrizes.

Administração Pública EM SENTIDO SUBJETIVO (FORMAL OU ORGÂNICA): sujeitos


incumbidos de administrar a ordem pública (quem faz).

administração pública EM SENTIDO OBJETIVO (MATERIAL OU FUNCIONAL): atividade


administrativa propriamente dita (o que faz).

PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

São princípios explícitos expressamente na Constituição Federal de 1988 (CF/88, art.37, caput):
Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência.

Mnemônica: L.I.M.P.E

Também são enquadrados como princípios explícitos da Administração Pública aqueles


devidamente plasmados no caput do art. 2º da lei nº9.784/1999, diploma legal responsável por abordar as
regras gerais aplicadas aos processos administrativos federais. São eles: razoabilidade,
proporcionalidade, motivação, contraditório, ampla defesa, segurança jurídica, finalidade e
indisponibilidade do interesse público, além de legalidade, moralidade e eficiência (previstos
expressamente no texto constitucional já mencionado.