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(abordagem prática; impacto da reforma trabalhista; a

elaboração da planilha passo a passo; itens de custo;


legislação, jurisprudência e metodologia de cálculo)

Erivan Pereira de Franca


erivan.adv.bsb@gmail.com
1. Itens de custo que compõem a planilha para contrato
de terceirização. A planilha não é exaustiva; é
demonstrativa da formação do preço.
2. Modelo previsto na IN 5/2015. Trata-se de modelo
“flexível”.
3. Compreensão dos direitos trabalhistas e
previdenciários que originam os custos a serem
estimados na planilha (legislação e jurisprudência).
4. Metodologia de cálculo sugerida.
1. Planejamento da contratação

2. Seleção do fornecedor

✓ Modalidades da Lei 8.666/93 (ou contratação


direta)

✓ Pregão

3. Gestão e fiscalização da execução do contrato


1. Identificação da necessidade – documento de
formalização da demanda

2. Estudos preliminares

1.1. elaboração do orçamento estimado

2. Se for o caso, Plano de Trabalho

3. Redação do Projeto Básico ou Termo de


Referência
IN 05/2017
Art. 24 ....
§ 1º O documento que materializa os Estudos
Preliminares deve conter, quando couber, o seguinte
conteúdo:
[...]
IV - estimativa das quantidades, acompanhadas das
memórias de cálculo e dos documentos que lhe dão
suporte;
[...]
VI - estimativas de preços ou preços referenciais;
IN 05/2017 (Anexo III)
3. São diretrizes específicas a cada elemento dos Estudos
Preliminares as seguintes:
[...]
3.6. Estimativas de preços ou preços referenciais:
a) Definir e documentar o método para estimativa de preços
ou meios de previsão de preços referenciais, devendo seguir
as diretrizes de normativo publicado pela Secretaria de Gestão
do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão;
b) Incluir nos autos as memórias de cálculo da estimativa de
preços ou dos preços referenciais e os documentos que lhe
dão suporte;
❑ Observância cogente pelos órgãos e entidades
integrantes do SISG (Administração Federal direta,
autárquica e fundacional)

❑ Demais órgãos e entidades: recomenda-se


observar as IN’s emanadas do Poder Executivo, na
ausência de norma própria
DECRETO 38.934, DE 15.3.2018 (DF)
Art. 1º Aplicam-se às contratações de serviços,
continuados ou não, no âmbito da
Administração Pública Direta e Indireta do
Distrito Federal, no que couber, as disposições
da Instrução Normativa nº 5, de 25 de maio de
2017, da Secretaria de Gestão do Ministério do
Planejamento, Desenvolvimento e Gestão.
JURISPRUDÊNCIA DO TCU
Súmula 222
As Decisões do Tribunal de Contas da União,
relativas à aplicação de normas gerais de
licitação, sobre as quais cabe privativamente à
União legislar, devem ser acatadas pelos
administradores dos Poderes da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
Executados
Serviços de
Mediante
Natureza
Cessão de Mão
Continuada
de Obra

Elementos do contrato de terceirização na


IN 05/2017 – vide art. 17
IN 05/2017
Art. 15. Os serviços prestados de forma contínua são
aqueles que, pela sua essencialidade, visam atender à
necessidade pública de forma permanente e contínua,
por mais de um exercício financeiro, assegurando a
integridade do patrimônio público ou o funcionamento
das atividades finalísticas do órgão ou entidade, de
modo que sua interrupção possa comprometer a
prestação de um serviço público ou o cumprimento da
missão institucional.
Essencialidade Perenidade
A qualificação é casuística
A natureza do serviço, sob o aspecto da execução
de forma continuada ou não, questão abordada no
inciso II, do art. 57, da Lei nº 8.666/1993, não pode
ser definida de forma genérica, e sim vinculada às
características e necessidades do órgão ou entidade
contratante.
Acórdão 4614/2008 – 2ª Câmara
IN RFB 971/2009
Art. 115. Cessão de mão-de-obra é a colocação à disposição
da empresa contratante, em suas dependências ou nas de
terceiros, de trabalhadores que realizem serviços contínuos,
relacionados ou não com sua atividade fim, quaisquer que
sejam a natureza e a forma de contratação, inclusive por
meio de trabalho temporário na forma da Lei nº 6.019, de
1974.
[...]
§ 3º Por colocação à disposição da empresa contratante,
entende-se a cessão do trabalhador, em caráter não
eventual, respeitados os limites do contrato.
IN 5/2017
ANEXO VII-A – DIRETRIZES GERAIS PARA ELABORAÇÃO DO
ATO CONVOCATÓRIO
7.7 O modelo de planilha de custos e formação de preços
previsto no Anexo VII-D desta Instrução Normativa deverá
ser adaptado às especificidades do serviço e às
necessidades do órgão ou entidade contratante, de modo a
permitir a identificação de todos os custos envolvidos na
execução do serviço, e constituirá anexo do ato
convocatório a ser preenchido pelos proponentes.
PLANILHA DE CUSTOS ESTIMADOS E FORMAÇÃO DE PREÇOS
(Para Contrato de Terceirização)

Nº do Processo
Licitação nº

Data: ______/_______/____________ às ______:______ horas


DISCRIMINAÇÃO DOS SERVIÇOS
(Dados Referentes à Contratação)

A Data da apresentação da proposta 27.08.2018

B Município/UF Brasília/DF
Ano do Acordo, Convenção Coletiva ou Sentença
C 2018
Normativa em Dissídio Coletivo

D Tipo de serviço Vigilância Diurna

E Nº de meses de execução contratual 12


IDENTIFICAÇÃO DO SERVIÇO

Quantidade total a contratar


Tipo de Serviço Unidade de Medida
(em função da unidade de medida)
Vigilância Diurna Posto (44h/semana) 1
1. A unidade de medida “posto de serviço” deve
ser exceção; a regra é a medição e pagamento
por resultados

2. Justifique a impossibilidade de medir e pagar


por resultados, caso opte pela contratação
por postos de serviço
DECRETO 2.271/1997
Art. 3º O objeto da contratação será definido de forma
expressa no edital de licitação e no contrato
exclusivamente como prestação de serviços.
§ 1º Sempre que a prestação do serviço objeto da
contratação puder ser avaliada por determinada
unidade quantitativa de serviço prestado, esta deverá
estar prevista no edital e no respectivo contrato, e será
utilizada como um dos parâmetros de aferição de
resultados.
IN 05/2017 (ANEXO V – DIRETRIZES PARA ELABORAÇÃO
DO PROJETO BÁSICO (PB) OU TERMO DE REFERÊNCIA (TR)
2. São diretrizes específicas a cada elemento do Termo de
Referência ou Projeto Básico:
[...]
2.6. Modelo de gestão do contrato e critérios de medição e
pagamento:
[...]
d) Definir a forma de aferição/medição do serviço para
efeito de pagamento com base no resultado, conforme as
seguintes diretrizes, no que couber:
JURISPRUDÊNCIA DO TCU
Súmula 269
Nas contratações para a prestação de serviços de
tecnologia da informação, a remuneração deve estar
vinculada a resultados ou ao atendimento de níveis de
serviço, admitindo-se o pagamento por hora trabalhada
ou por posto de serviço somente quando as
características do objeto não o permitirem, hipótese
em que a excepcionalidade deve estar prévia e
adequadamente justificada nos respectivos processos
administrativos.
JURISPRUDÊNCIA DO TCU
É irregular a contratação de serviços por postos de
trabalho, com medição e pagamento por hora
trabalhada ou por posto de serviço, sempre que a
prestação do serviço puder ser avaliada por
determinada unidade quantitativa ou por nível de
serviço alcançado (aferição por resultados), em
obediência ao art. 3º, § 1º, do Decreto 2.271/97.
(Acórdão 5157/2015 – Primeira Câmara –
INFORMATIVO 259)
JURISPRUDÊNCIA DO TCU
9.2.2. elabore um modelo de processo de aquisições para a
Administração Pública, para a contratação de bens e serviços,
e a gestão dos contratos decorrentes, considerando [...] em
especial:
[...]
9.2.2.7. mensuração da prestação de serviços por bens e
serviços efetivamente entregues segundo especificações
previamente estabelecidas, evitando-se a mera locação de
mão-de-obra e o pagamento por hora-trabalhada ou por posto
de serviço, utilizando-se de metodologia expressamente
definida no edital;
(Acórdão 2622/2015 – Plenário)
Conclusões
➢ Métricas por disponibilização da mão de obra
são admitidas em caráter excepcional; devem
ser justificadas;
➢ paradoxo “lucro-incompetência”
➢ Medir e pagar por resultado não
descaracteriza a terceirização;
Por que estimar o custo da remuneração?

❖ Em contratos de terceirização, o item de maior custo é a


remuneração da mão de obra

❖ Embora o quantitativo de pessoal não possa ser fixado, a


remuneração deve ser estimada de modo o mais próximo
possível da realidade do mercado local (onde os serviços
serão prestados)
IN 05/2017 (ANEXO VII-B – DIRETRIZES PARA
ELABORAÇÃO DO ATO CONVOCATÓRIO

2.1. É vedado à Administração fixar nos atos


convocatórios:
a) o quantitativo de mão de obra a ser utilizado na
prestação do serviço, devendo sempre adotar unidade
de medida que permita a quantificação da mão de obra
que será necessária à execução do serviço;
Salário é a contraprestação paga pelo empregador
diretamente ao empregado pelos serviços prestados
decorrentes do contrato de trabalho.
Remuneração é o conjunto de retribuições recebidas
habitualmente pelo empregado pela prestação dos
serviços, seja em dinheiro ou utilidades, do empregador
(ex.: adicionais) ou de terceiros (ex.: gorjetas),
decorrentes do contrato de trabalho.

Parcelas integrantes do salário – artigos 457 e 458 da CLT


CLT
Art. 457....
[...]
§ 2º As importâncias, ainda que habituais, pagas a
título de ajuda de custo, auxílio-alimentação, vedado
seu pagamento em dinheiro, diárias para viagem,
prêmios e abonos não integram a remuneração do
empregado, não se incorporam ao contrato de trabalho
e não constituem base de incidência de qualquer
encargo trabalhista e previdenciário.
Ilegalidade do Salário Complessivo
JURISPRUDÊNCIA DO TRIBUNAL SUPERIOR DO
TRABALHO
SÚMULA 91
Nula é a cláusula contratual que fixa determinada
importância ou percentagem para atender
englobadamente vários direitos legais ou contratuais
dos trabalhadores.
MÃO DE OBRA VINCULADA À EXECUÇÃO CONTRATUAL

Dados complementares para composição dos custos referentes à mão de obra


1 Tipo de serviço (mesmo serviço com características distintas) Vigilância
2 Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) 5173-30
3 Salário Normativo da Categoria Profissional R$ 3.000,00
4 Categoria profissional (vinculada à execução contratual) Vigilante
5 Data base da categoria (dia/mês/ano) 1º.1.2019
➢ Salário: deve-se adotar, como regra, o salário
definido em norma coletiva do trabalho
aplicável ao local da prestação dos serviços
(salário normativo);

➢ Qual norma coletiva do trabalho considerar


na elaboração da planilha?
➢ Entendimento: O enquadramento sindical dá-se em
função da atividade econômica preponderante da empresa
– e não em função da atividade do trabalhador.

➢ Para o correto enquadramento devem ser observados os


princípios da unicidade sindical e da territorialidade.

➢ Os profissionais de categoria diferenciada só podem


reclamar o pagamento de benefícios e direitos previstos em
norma coletiva que tenha sido pactuada pelo sindicato
representativo da empresa.
Convenção Coletiva de Trabalho: Acordo de caráter normativo
pactuado entre o sindicato dos empregados e o sindicato dos
empregadores. Vincula toda a categoria econômica.
Acordo Coletivo de Trabalho: Acordo de caráter normativo
celebrado entre uma ou mais empresas e um ou mais
sindicatos representantes dos empregados. Só vincula as
partes contratantes.
Sentença Normativa: Acórdão do TRT ou TST que julga
dissídio coletivo. Tem força normativa. Disciplina todos os
aspectos da relação trabalhista até a próxima data-base.
Vincula toda a categoria econômica.
JURISPRUDÊNCIA DO TST
O entendimento jurisprudencial predominante nesta
Corte é de que o enquadramento sindical é definido pela
atividade preponderante exercida pela empresa. Sendo o
serviço postal a atividade dominante na ECT, o Banco
Postal funciona como correspondente bancário de forma
acessória, não possuindo atividades peculiares de um
estabelecimento financeiro. [...]
(RR - 1195-88.2011.5.22.0004, DEJT 27/04/2018)
CONSTITUIÇÃO FEDERAL
Art. 8º É livre a associação profissional ou sindical,
observado o seguinte:
[...]
II - é vedada a criação de mais de uma organização
sindical, em qualquer grau, representativa de categoria
profissional ou econômica, na mesma base territorial, que
será definida pelos trabalhadores ou empregadores
interessados, não podendo ser inferior à área de um
Município;
JURISPRUDÊNCIA DO TST
Esta Corte tem decidido que são aplicáveis as normas
coletivas do local da prestação dos serviços, e não da
sede da empregadora ou da contratação do empregado,
em observância ao princípio da territorialidade.
Precedentes. Nesse contexto, a decisão recorrida está em
consonância com a iterativa e notória jurisprudência
desta Corte. Recurso de revista não conhecido.
(RR - 961-49.2012.5.04.0012, DEJT 20/04/2018)
JURISPRUDÊNCIA DO TST
Súmula 374
Empregado integrante de categoria profissional
diferenciada não tem o direito de haver de seu
empregador vantagens previstas em
instrumento coletivo no qual a empresa não foi
representada por órgão de classe de sua
categoria.
IN 05/2017
ANEXO VII-A – DIRETRIZES GERAIS PARA ELABORAÇÃO DO ATO CONVOCATÓRIO

6.2. As disposições para apresentação das propostas deverão


prever que estas sejam apresentadas de forma clara e objetiva,
estejam em conformidade com o ato convocatório,
preferencialmente na forma do modelo previsto Anexo VII-C, e
contenham todos os elementos que influenciam no valor final da
contratação, detalhando, quando for o caso:
[...]
c) a indicação dos sindicatos, Acordos, Convenções ou Dissídios
Coletivos de Trabalho que regem as categorias profissionais que
executarão o serviço e as respectivas datas-bases e vigências,
com base na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO);
IN 05/2017
Art. 6º A Administração não se vincula às disposições contidas
em Acordos, Convenções ou Dissídios Coletivos de Trabalho que
tratem de pagamento de participação dos trabalhadores nos
lucros ou resultados da empresa contratada, de matéria não
trabalhista, ou que estabeleçam direitos não previstos em lei, tais
como valores ou índices obrigatórios de encargos sociais ou
previdenciários, bem como de preços para os insumos
relacionados ao exercício da atividade.
Parágrafo único. É vedado ao órgão e entidade vincular-se às
disposições previstas nos Acordos, Convenções ou Dissídios
Coletivos de Trabalho que tratem de obrigações e direitos que
somente se aplicam aos contratos com a Administração Pública.
CLT
Art. 611-A. A convenção coletiva e o acordo
coletivo de trabalho têm prevalência sobre a lei
quando, entre outros, dispuserem sobre:
[...]
Art. 611-B. Constituem objeto ilícito de convenção
coletiva ou de acordo coletivo de trabalho,
exclusivamente, : a supressão ou a redução dos
seguintes direitos
[...]
❑ É devido ao empregado cujo trabalho envolva a
execução de atividades perigosas.
❑ Atividades perigosas são as que, por sua natureza ou
método de execução, exponham o trabalhador a contato
permanente com inflamáveis, explosivos ou energia
elétrica em condições de risco acentuado (art. 193, I, CLT),
ou o exponham a risco de roubos ou outras espécies de
violência física nas atividades profissionais de segurança
pessoal ou patrimonial (art. 193, II, CLT).
❑ Vide NR-16 (Portaria 3214/78 – MTE)
❑ O adicional devido corresponde a 30% do salário
contratual.
❑ Caso o empregado tenha direito, também, ao
adicional de insalubridade, deve fazer a opção (art. 193,
§ 2º, CLT).
❑ Descaracterizada a periculosidade, o adicional deixa
de ser devido, vale dizer, não há direito adquirido ao
adicional de periculosidade (art. 194, CLT)
Cálculo

- para um empregado que recebe salário definido em


convenção coletiva de trabalho e no contrato no valor de
R$ 3.000,00 e está exposto a perigo, o

- adicional de insalubridade é de R$ 900,00 (30%);


Cálculo
1º) Valor do salário = R$ 3.000,00
2º) Percentual do adicional de periculosidade
= 30%
3º) Valor do adicional de periculosidade
= salário x percentual do adicional de
periculosidade
= 3.000,00 x 0,3
= 900,00
❑ A atividade é insalubre se expõe o trabalhador a
agentes nocivos à saúde, acima dos limites de
tolerância fixados em razão da natureza e da
intensidade do agente e do tempo de exposição aos
seus efeitos (art. 189, CLT).

❑ A classificação da atividade como insalubre dá-se


mediante edição, pelo Ministério do Trabalho e
Emprego (MTE), de quadro de atividades insalubres e
os limites de tolerância e tempo máximo de exposição
aos agentes nocivos (art. 190, CLT). Vide NR-15
(Portaria 3214/78 – MTE).
Grau de Exposição Adicional (%)

Máximo 40

Médio 20

Mínimo 10
Salário Mínimo
(art. 192 CLT)
Base de Cálculo
Salário Normativo
(ADPF 151 MC -
STF)
JURISPRUDÊNCIA DO TRIBUNAL SUPERIOR DO
TRABALHO
SÚMULA 80

A eliminação da insalubridade mediante fornecimento de


aparelhos protetores aprovados pelo órgão competente
do Poder Executivo exclui a percepção do respectivo
adicional.
JURISPRUDÊNCIA DO TRIBUNAL SUPERIOR DO
TRABALHO
SÚMULA 139

Enquanto percebido, o adicional de insalubridade integra


a remuneração para todos os efeitos legais.
Cálculo
- para um empregado que recebe salário definido em
convenção coletiva de trabalho (e considerando que tal
norma o fixa como base de cálculo para o adicional de
insalubridade) no valor de R$ 3.000,00 e está exposto a
riscos em grau mínimo, o valor do adicional é
correspondente a 10% do salário; ou seja, o
- adicional de insalubridade é de R$ 300,00;
Cálculo
1º) Valor do salário = R$ 3.000,00
2º) Percentual do adicional em grau mínimo
= 10%
3º) Valor do adicional de insalubridade
= salário x percentual do adicional em grau mínimo
= 3.000,00 x 0,1
= 300,00
Cálculo (base: salário mínimo)
1º) Valor do salário mínimo = R$ 954,00
2º) Percentual do adicional em grau mínimo
= 10%
3º) Valor do adicional de insalubridade
= salário mínimo x percentual do adicional em grau
mínimo
= 954,00 x 0,1
= 94,50
➢ Perícia a cargo de Médico ou Engenheiro do Trabalho,
devidamente registrado no Ministério do Trabalho e
Emprego (MTE) – vide art. 195 da CLT.
➢ Os mencionados adicionais serão devidos a contar da
data da inclusão da respectiva atividade nos quadros
aprovados pelo MTE (art. 190 da CLT).
➢ Havendo descaracterização ou reclassificação, o
adicional deixa de ser devido (vide Súmula 248 do TST).
JURISPRUDÊNCIA DO TRIBUNAL SUPERIOR DO
TRABALHO
SÚMULA 248
A reclassificação ou descaracterização da insalubridade,
por ato da autoridade competente, repercute na
satisfação do respectivo adicional, sem ofensa a direito
adquirido ou ao princípio da irredutibilidade salarial.
❑ A jornada noturna é a realizada entre as 22h de um dia
até às 05h do dia seguinte (art. 73, § 2º, CLT)
❑ A hora trabalhada é computada de maneira reduzida:
52’30”, equivalente a 1,1428571 da hora diurna (60/52,5 =
1,1428571) – v. art. 73, § 1º CLT
❑ O adicional noturno é um acréscimo no valor da hora
trabalhada no período noturno, correspondente a 20%
sobre o valor da hora diurna. (art. 73, caput, CLT)
❑ A “prorrogação” da jornada noturna impõe o pagamento
do adicional noturno relativamente às horas trabalhadas
após às 5h da manhã (art. 73, § 5º, CLT).
JURISPRUDÊNCIA DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
SÚMULA 60
[...]
II – Cumprida integralmente a jornada no período noturno e
prorrogada esta, devido é também o adicional quanto às
horas prorrogadas. Exegese do art. 73, § 5º, da CLT.

[trabalhador em jornada de 12 x 36 não tem direito ao


adicional noturno relativo às horas prorrogadas]
Cálculo
- para um empregado que cumpre jornada de 44 horas
semanais e recebe remuneração de R$ 3.900,00, o valor
da hora normal de trabalho é R$ 17,73 (3.900,00/220);
obs.: divisor 220 adotado, conforme metodologia
determinada pelo art. 64 da CLT
- se trabalhar uma vez no mês de 22h às 05h terá direito a
8 horas de remuneração = R$ 141,84 (R$ 17,73 x 8), em
face do cômputo da hora noturna de forma reduzida;
acrescidas do
- adicional noturno de R$ 28,37 (R$ 141,84 x 0,2);
Cálculo
1º) Valor da remuneração = R$ 3.900,00
2º) Valor da hora diurna (jornada 44h/semana – vide art.
64 da CLT)
= remuneração / 220
= 3.900,00 / 220
= 17,73
3º) Horas trabalhadas no período noturno
= 7 horas
Cálculo
4º) Horas noturnas a serem remuneradas
= 7 x 1, 1428571
=8
5º) Valor das horas noturnas
= horas noturnas x valor da hora diurna
= 8 x 17,73
= 141,84
Cálculo
6º) Valor do adicional noturno
= valor das horas noturnas x 0,2
= 141,84 x 0,2
= 28,37
❑ não representa nenhum direito de cunho monetário
trabalhista ou parcela remuneratória prevista em lei;
❑ Fundamentação equivocada no Manual de Orientação
Para Preenchimento da Planilha de Custos e Formação
de Preços;
❑ Possibilidade: norma coletiva do trabalho definir
cálculo da hora ficta mais benéfica ao trabalhador, ou
mesmo criar adicional destacado do adicional
noturno, com a finalidade de compensar o trabalhador
pelo desgaste sofrido com o trabalho realizado no
período noturno.
JURISPRUDÊNCIA DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
Súmula 444
É valida, em caráter excepcional, a jornada de doze horas de
trabalho por trinta e seis de descanso, prevista em lei ou
ajustada exclusivamente mediante acordo coletivo de
trabalho ou convenção coletiva de trabalho, assegurada a
remuneração em dobro dos feriados trabalhados. O
empregado não tem direito ao pagamento de adicional
referente ao labor prestado na décima primeira e décima
segunda horas.
LEI 605/49
Art. 8º Excetuados os casos em que a execução do serviço for
imposta pelas exigências técnicas das empresas, é vedado o
trabalho em dias feriados, civis e religiosos, garantida,
entretanto, aos empregados a remuneração respectiva,
observados os dispositivos dos artigos 6º e 7º desta lei.
Art. 9º Nas atividades em que não for possível, em virtude
das exigências técnicas das empresas, a suspensão do
trabalho, nos dias feriados civis e religiosos, a remuneração
será paga em dobro, salvo se o empregador determinar
outro dia de folga.
[conforme o art. 59-A da CLT, introduzido pela Lei
13.467/2017, o trabalhador em jornada de 12 x 36 não
tem direito ao pagamento em dobro por trabalho nos
dias feriados]

JORNADA 12 x 36 COM A REFORMA TRABALHISTA:


NO PRÓXIMO TÓPICO
JURISPRUDÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DO TRABALHO
SÚMULA 444
É valida, em caráter excepcional, a jornada de doze horas de
trabalho por trinta e seis de descanso, prevista em lei ou
ajustada exclusivamente mediante acordo coletivo de
trabalho ou convenção coletiva de trabalho, assegurada a
remuneração em dobro dos feriados trabalhados. O
empregado não tem direito ao pagamento de adicional
referente ao labor prestado na décima primeira e décima
segunda horas.
CLT
Art. 59-A. Em exceção ao disposto no art. 59 e em leis
específicas, é facultado às partes, por meio de convenção
coletiva ou acordo coletivo de trabalho, estabelecer horário de
trabalho de doze horas seguidas por trinta e seis horas
ininterruptas de descanso, observados ou indenizados os
intervalos para repouso e alimentação.
§ 1º A remuneração mensal pactuada pelo horário previsto no
caput abrange os pagamentos devidos pelo descanso semanal
remunerado e pelo descanso em feriados e serão considerados
compensados os feriados e as prorrogações de trabalho noturno,
quando houver, de que tratam o art. 70 e o § 5º do art. 73.
Ante a nova disciplina, estabelecida pelo art. 59-A da
CLT, entendemos que não é mais obrigatória a previsão,
nos orçamentos estimados para contratação de serviços
terceirizados, de rubrica para cobertura dos seguintes
encargos (ante a compensação legalmente autorizada):
- Intervalo intrajornada em caráter remuneratório (item
seguinte);
- pagamento em dobro pelo trabalho realizado em
feriado;
- adicional noturno referente às horas prorrogadas.
CLT
Art. 71 - Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração
exceda de 6 (seis) horas, é obrigatória a concessão de
um intervalo para repouso ou alimentação, o qual será,
no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou
contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de
2 (duas) horas.
CLT
Art. 71 - ....
§ 4º - A não concessão ou a concessão parcial do
intervalo intrajornada mínimo, para repouso e
alimentação, a empregados urbanos e rurais, implica o
pagamento, de natureza indenizatória, apenas do
período suprimido, com acréscimo de 50% (cinquenta
por cento) sobre o valor da remuneração da hora
normal de trabalho.
CLT
Art. 611-A. A convenção coletiva e o acordo coletivo
de trabalho, observados os incisos III e VI do caput do
art. 8º da Constituição, têm prevalência sobre a lei
quando, entre outros, dispuserem sobre:
[...]
III - intervalo intrajornada, respeitado o limite mínimo
de trinta minutos para jornadas superiores a seis
horas;
É possível à Administração fixar, no instrumento
convocatório do certame, salário mínimo para as
categorias envolvidas na prestação dos serviços, a ser
observado pelos licitantes, sob pena de desclassificação da
proposta?

➢ Impossibilidade de fixação de preços mínimos (art. 40, X,


Lei 8.666/1993)
➢ Hipótese 1 = se o salário da categoria é definido em
norma coletiva, NÃO É POSSÍVEL fixar piso salarial no
edital.
➢ Hipótese 2 = se os serviços serão medidos e pagos
por resultados, NÃO É POSSÍVEL fixar piso salarial no
edital.
➢ Hipótese 3 = se não há salário normativo e os
serviços serão executados por postos, É POSSÍVEL fixar
piso salarial no edital.
(vide Acórdão 614/2008 – Plenário)
IN 05/2017
Art. 5º É vedado à Administração ou aos seus servidores
praticar atos de ingerência na administração da contratada,
a exemplo de:
[...]
VI - definir o valor da remuneração dos trabalhadores da
empresa contratada para prestar os serviços, salvo nos
casos específicos em que se necessitam de profissionais
com habilitação/experiência superior à daqueles que, no
mercado, são remunerados pelo piso salarial da categoria,
desde que justificadamente; e
Dados hipotéticos considerados para fins de
elaboração da nossa planilha

▪ R$ 3.000,00 = salário normativo do vigilante diurno


44h/semana (piso fixado pela CCT)
▪ Tem direito a adicional de periculosidade
MÓDULO 1: COMPOSIÇÃO DA REMUNERAÇÃO
1 Remuneração % Valor (R$)
A Salário Base 3.000,00
B Adicional de periculosidade 900,00
C Adicional de insalubridade
D Adicional noturno
E Adicional de hora noturna reduzida
F Adicional de hora extra no feriado trabalhado
G Outros (especificar)
Total da Remuneração 3.900,00
Memória de Cálculo
Adicional de periculosidade:
= (3.000,00 x 0,3)
= 900,00
onde:
▪ R$ 3.000,00 = valor do salário normativo do vigilante;
▪ 30% (ou 0,3) = percentual incidente sobre o salário
mínimo, para apuração do adicional de periculosidade,
conforme art. 193, § 1º, da CLT
JURISPRUDÊNCIA DO TCU
9.3.1.1. responder ao consulente que o
ressarcimento deve ser cobrado em contratos
celebrados sem a devida motivação com estudo
específico e descrição dos eventos a que será
destinada a reserva técnica.
(Acórdão 205/2018 – Plenário)
1) Considere os seguintes dados:
- planilha para contratação de serviço de porteiro (1 posto);
- salário fixado em Convenção Coletiva de Trabalho = R$
2.000,00 (obs.: sem nenhuma menção específica à utilização
desse valor para fins de cálculo de adicionais);
- trabalho realizado em jornada noturna, das 22h às 05h - sem
prorrogação -, 2 dias por mês (utilize divisor 220);
- adicional de insalubridade devido, em grau médio; (atenção:
adicional de insalubridade pago com habitualidade);
2) Calcule o valor da remuneração total.
• Encargos Trabalhistas
o 13º salário;

o adicional de férias.
• Encargos Sociais
o contribuições previdenciárias (INSS e RAT
ajustado);

o salário educação;

o contribuições para entidades paraestatais


(“terceiras entidades”): SESI ou SESC, SENAI ou
SENAC, SEBRAE;

o contribuição para o INCRA;

o FGTS.
• Benefícios Mensais e Diários
o transporte;

o auxílio-alimentação/refeição;

o outros benefícios previstos em norma coletiva do


trabalho.
▪O modelo de planilha da IN 05/2017 prevê, no
Submódulo 2.1, as despesas da empresa prestadora de
serviço com o pagamento do 13º salário, férias e
adicional de férias.

▪Erro do modelo: “férias” consta do Submódulo 2.1 e


também do Submódulo 4.1 (Ausências Legais).

▪Optamos por manter no Submódulo 2.1 apenas o 13º


salário e o adicional de férias.
▪ 13º salário e adicional de férias são verbas
remuneratórias decorrentes de direitos dos
trabalhadores previstos em lei, de observância
obrigatória, razão pela qual seu custo deve ser
estimado.
Corresponde a 1/12 da remuneração (salário e adicionais,
além de horas extras ou noturnas habituais) devida em
dezembro, por mês trabalhado no ano correspondente.

Em regra, o 13º deverá ser pago em duas parcelas: a


primeira entre os meses de fevereiro e novembro (até o
dia 30.11) e a segunda até o dia 20 de dezembro.
Cálculo do Valor Mensal
(3.900,00 / 12)
= 325,00

Onde:
3.900,00 = remuneração mensal do terceirizado (Módulo
1)
12 = número de meses no ano (para fins de obtenção do
custo mensal da despesa)
❑ Todo trabalhador tem direito a um período de férias
após 12 meses de trabalho (período aquisitivo).

❑ Ao conceder as férias, a empresa é obrigada a pagar


para o empregado, além do salário relativo ao período
de férias, um adicional correspondente a, no mínimo,
1/3 da remuneração devida.
Cálculo do Valor Mensal
(3.900,00 /3) / 12
= 1.300,00 / 12
= 108,33

Onde:
3.900,00 = remuneração mensal do terceirizado (Módulo 1)
12 = número de meses no ano (para fins de obtenção do custo
mensal da despesa)
3 = divisor para cálculo do adicional de férias (1/3 previsto na
Constituição, incidente sobre a remuneração, devido ao
empregado que entra em férias
O Regulamento da Previdência Social disciplina incidência
de encargos previdenciários (vide art. 214, inciso I e §§ 6º
e 7º do Decreto 3.048/99) e o art. 15 da Lei 8.036/90 a
incidência de FGTS sobre o 13º salário e o adicional de
férias.
OBS.: ENCARGOS QUE COMPÕEM O SUBMÓDULO 2.2,
QUE ESTUDAREMOS A SEGUIR
JURISPRUDÊNCIA DO STJ
Em relação ao adicional de férias concernente às férias
gozadas, tal importância possui natureza
indenizatória/compensatória, e não constitui ganho
habitual do empregado, razão pela qual sobre ela não é
possível a incidência de contribuição previdenciária (a
cargo da empresa).
(REsp. 1.230.957 - RS, Primeira Seção, DJe 18/3/2014)
Submódulo 2.1 – 13º Salário e Adicional de Férias
2.1 13º Salário e Adicional de Férias Valor (R$)
A 13º Salário 325,00
B Adicional de Férias (terço constitucional de férias) 108,33
Subtotal 433,33
Incidência do Submódulo 2.2 (39,8%) sobre 13º Salário e Adicional
C 172,46
de Férias
Total (Subtotal + C) 605,79
IN 05/2017
ANEXO XII – CONTA-DEPÓSITO VINCULADA ― BLOQUEADA
PARA MOVIMENTAÇÃO
2. O montante dos depósitos da Conta-Depósito Vinculada
― bloqueada para movimentação será igual ao somatório
dos valores das seguintes provisões:
a) 13º (décimo terceiro) salário;
b) férias e 1/3 (um terço) constitucional de férias;
[...]
d) encargos sobre férias e 13º (décimo terceiro) salário.
RESOLUÇÃO CNJ 169
Art. 4º O montante mensal do depósito vinculado será
igual ao somatório dos valores das seguintes rubricas:
I – férias;
II – 1/3 constitucional;
III – 13º salário;
[...]
V – incidência dos encargos previdenciários e FGTS sobre
férias, 1/3 constitucional e 13º salário; e
A partir dos dados obtidos em resposta ao exercício proposto
no tópico 2.4 (Módulo 1)

- calcule o valor dos itens que compõem o Submódulo 2.1


(13º salário e adicional de férias) e preencha a planilha.

Para resolução do exercício, considere o seguinte dado


adicional:
- faça incidir o Submódulo 2.2 (encargos previdenciários,
FGTS e outras contribuições: 39,8%) sobre o Submódulo 2.1
(13º salário e adicional de férias), considerando o
percentual máximo total de 39,8%.
• Contribuição previdenciária (INSS)
• Salário educação
• Contribuição adicional (RAT AJUSTADO)
• SESI/SESC
• SENAI/SENAC
• SEBRAE
• INCRA
• FGTS
Regime de
PIS/PASEP COFINS Encargos Sociais
Tributação do IRPJ
Lucro presumido 0,65% 3,00% Integral

Lucro real 1,65% 7,60% Integral

Simples Nacional Recolhimento FGTS (+ INSS e RAT


(Lei Complementar unificado dos tributos. AJUSTADO INSS;
123/2006) Percentual sobre a exemplo: vigilância
receita bruta. e limpeza)
Alíquota: 20% sobre o total das remunerações pagas aos empregados,
a qualquer título (art. 22, I, Lei 8.212/91).

Parcelas que não sofrem incidência da contribuição previdenciária:


• Abono pecuniário;
• Auxílio-doença e acidente do trabalho, a partir do 16º dia de
afastamento;
• Assistência médica e familiar;
• Seguro de vida, invalidez e funeral;
• Cesta básica e vale-alimentação concedidos no âmbito do Programa
de Alimentação do Trabalhador – PAT
• Vale-transporte
• Indenização adicional
CLT
Art. 457....
[...]
§2º As importâncias, ainda que habituais, pagas a título
de ajuda de custo, auxílio-alimentação, vedado seu
pagamento em dinheiro, diárias para viagem, prêmios e
abonos não integram a remuneração do empregado,
não se incorporam ao contrato de trabalho e não
constituem base de incidência de qualquer encargo
trabalhista e previdenciário.
➢ Em caso de contratação de serviços que constituam
atividades contempladas com a desoneração da folha de
pagamento, instituída pela Lei 12.546/2011, a contribuição
previdenciária devida incidirá, em regra, sobre o valor da
receita bruta auferida e não sobre o total das remunerações
pagas ou devidas pela empresa.

➢ A partir de 1º.12.2015 (Lei 13.161) a contribuição


previdenciária sobre a receita bruta se tornou opcional.
A alíquota da contribuição sobre a receita bruta
prevista no art. 7º e no art. 7º-A, ambos da Lei
12.546/2011 é de:
➢ 2%, para as empresas identificadas nos incisos III, V e
VI do caput do art. 7º;
➢ 4,5% para as demais empresas, exceto
➢ as empresas de call center, cuja alíquota é de 3%
JURISPRUDÊNCIA DO TCU

Os orçamentos de licitações em obras e serviços de


engenharia devem considerar a desoneração instituída
pela Lei 12.844/13, que possibilita a redução de custos
previdenciários das empresas de construção civil,
caracterizando sobrepreço a fixação de valores em
contrato que desconsidere tal dedução.

(Acórdão 2293/2013 – Plenário – INFORMATIVO 166)


Contratos com empresas que optarem pela desoneração

▪ Caso a empresa opte pela desoneração, o cálculo da


contribuição previdenciária obedecerá ao caput dos arts. 7º e 7º-
A da Lei 12.546/2011 (ou seja, unicamente sobre a receita bruta).

▪ Em consequência, quando da montagem da planilha, deve-se


"zerar" a rubrica "INSS" no Submódulo 2.2 (Encargos
Previdenciários, FGTS e Outras Contribuições) – bem como
excluir INSS dos encargos incidentes nos demais módulos e
submódulos, se for o caso – e incluir rubrica no Módulo 6
(Tributos), intitulando-a, por exemplo, "Contribuição
Previdenciária Sobre a Receita Bruta - Lei 12.546/2011".
MÓDULO 1: COMPOSIÇÃO DA REMUNERAÇÃO
1 Remuneração % Valor (R$)
A Salário Base 3.900,00
B Adicional de periculosidade
C Adicional de insalubridade
D Adicional noturno
E Adicional de hora noturna reduzida
F Adicional de hora extra no feriado trabalhado
G Outros (especificar)
Total da Remuneração 3.900,00
MÓDULO 2: ENCARGOS E BENEFÍCIOS ANUAIS, MENSAIS E DIÁRIOS
Submódulo 2.2 – Encargos previdenciários (GPS), Fundo de Garantia por Tempo de Serviço
(FGTS) e outras contribuições
2.2 Encargos previdenciários e FGTS % Valor (R$)
A INSS 0 0,00
B Salário Educação 2,5 97,50
C Contribuição Adicional – RAT Ajustado (RAT x FAP) 6 234,00
D SESI ou SESC 1,5 58,50
E SENAI ou SENAC 1 39,00
F SEBRAE 0,6 23,40
G INCRA 0,2 7,80
H FGTS 8 312,00
Total 19,8% 772,20
MÓDULO 6: CUSTOS INDIRETOS, LUCRO E TRIBUTOS (REGIME TRIBUTÁRIO CONSIDERADO: LUCRO PRESUMIDO)
SUPONDO PREÇO SEM TRIBUTOS = R$ 10.000,00
6 Custos indiretos, lucro e tributos % Valor (R$)
A Custos indiretos
B Lucro
C Tributos
C.1 Tributos federais (especificar)
PIS 0,65
COFINS 3
C.2 Tributos estaduais (especificar)
C.3 Tributos municipais (especificar)
ISS 5
"Contribuição Previdenciária Sobre a Receita Bruta
C.4 4,5 518,13
(CPRB - Lei 12.546/2011)"
Total
Somatório das Fator (F) Preço (P)
alíquotas dos F = 1 – (X/100)
tributos (X) P = Preço / F

Cálculo do Valor dos Tributos


P x alíquota %
▪ Alíquotas dos tributos (X) = 0,65 % (PIS) + 3%
(COFINS) + 5% (ISS) + 4,5% (Contribuição
Previdenciária) = 13,15%

▪ Fator (F)
= 1 – (X/100)
= 1 – (13,15 / 100)
= 1 – 0,1315
= 0,8685
▪ Inclusão dos tributos no preço ou valor cobrado pelos
serviços (P)
= (somatório dos Módulos 1, 2, 3, 4 + 5 + Custos Indiretos +
Lucro) / F
= 10.000,00 / 0,8685
= 11.514,10 (preço dos serviços, com tributos)

▪ Apuração do valor nominal da contribuição previdenciária


sobre a receita bruta (CPRB)
= Preço x alíquota (2%)
= 11.514,10 x 0,045
= 518,13
O salário educação tem por finalidade o ensino fundamental dos
empregados bem como dos filhos destes.

Trata-se de contribuição social do empregador incidente sobre a


folha de pagamento.

A alíquota incidente é de 2,5%.


Esta contribuição adicional à Previdência Social tem por
finalidade custear as aposentadorias especiais - conforme
previstas nos arts. 57 e 58 da Lei 8.213/91 - e benefícios por
incapacidade, em razão do grau de incidência de
incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais
do trabalho (RAT).
A contribuição adicional corresponde à aplicação dos seguintes
alíquotas, incidentes sobre o total da remuneração paga ao
empregado, conforme art. 22, II, da Lei 8.212/91, c/c art. 72, II,
da IN RFB 971/2009:

Risco de Acidente do
Contribuição Adicional
Trabalho na Atividade
(RAT)
Preponderante
1% Leve

2% Médio

3% Grave
O enquadramento é de responsabilidade da empresa
conforme previsto no art. 72, § 1º, I, da IN RFB 971/2009.

Relação de Atividades Preponderantes e Correspondentes


Graus de Risco:
• Anexo V do Regulamento da Previdência Social –
Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE)
• Anexo I, Tabela 1, da IN RFB 971/2009
Por força do art. 10 da Lei 10.666/2003, as mencionadas
alíquotas do RAT podem sofrer redução em até 50% ou serem
majoradas em até 100%, a depender do desempenho da
empresa, no que diz respeito à prevenção de acidentes de
trabalho, em relação à sua respectiva atividade.

Tal desempenho é aferido pelo chamado Fator Acidentário de


Prevenção – FAP, que consiste num multiplicador variável de
0,5000 a 2,0000, a ser aplicado à respectiva alíquota do RAT.

O FAP é individualizado por empresa. Divulgação anual no site


www.mpas.gov.br
Assim, multiplicado o RAT pelo FAP, tem-se o chamado “RAT
AJUSTADO”, que nada mais é que a alíquota da contribuição
adicional devida pela empresa no exercício.

RAT AJUSTADO (RAT x FAP) é a alíquota a constar de nossa


planilha de custos e formação de preços. Adotaremos o FAP
2,0000.
A contribuição para o Serviço Social da Indústria (SESI) ou para o
Serviço Social do Comércio (SESC) tem por fim custear a
organização, administração e manutenção de programas que
contribuam para o bem-estar social dos empregados e de suas
famílias.

A alíquota é de 1,5% sobre a remuneração paga aos empregados.


A contribuição para o Serviço Nacional da Indústria (SENAI) tem
por fim custear a organização e administração de escolas de
aprendizagem industrial, de transporte e comunicações.
A contribuição para o Serviço Nacional do Comércio (SENAC) tem
por fim custear as atividades de organização e administração de
escolas de aprendizagem comercial.

A alíquota é de 1% sobre a remuneração paga aos empregados.


JURISPRUDÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
SÚMULA 499

As empresas prestadoras de serviços estão sujeitas às


contribuições ao Sesc e Senac, salvo as integradas noutro
serviço social. [exemplo: SENAI ou SESI]
A contribuição para o Serviço Brasileiro de Apoio às Pequenas e
Médias Empresas (SEBRAE) tem por fim custear programas de
apoio ao desenvolvimento das pequenas e médias empresas.

A alíquota de 0,6% incidente sobre a remuneração paga aos


empregados é devida pelas empresas prestadoras de serviços em
geral.
A contribuição ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma
Agrária (INCRA) é para o custeio de programas sociais de
aprendizado de técnicas no campo.
A contribuição é devida por todas as empresas,
independentemente do ramo de atividade.

A alíquota é de 0,2% do total das remunerações pagas aos


empregados.
Trata-se de contribuição devida pelo empregador, para o Fundo de
Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
A contribuição correspondente a 8% sobre a remuneração paga aos
empregados, depositada em conta vinculada individual aberta para
cada trabalhador.
Parcelas que não sofrem incidência do FGTS:
• Abono pecuniário;
• Auxílio-doença, a partir do 16º dia de afastamento;
• Assistência médica e familiar;
• Seguro de vida, invalidez e funeral;
• Cesta básica e vale-alimentação concedidos no âmbito do Programa
de Alimentação do Trabalhador – PAT
• Vale-transporte
ALÍQUOTAS (%)
Prev. Salário- Fundo Total
CÓDIGO GILRAT INCRA SENAI SESI SENAC SESC SEBRAE DPC SENAR SEST SENAT SESCOOP
Social Educação Aeroviário Outras
DO FPAS
Ent. Ou
--- --- 0001 0002 0004 0008 0016 0032 0064 0128 0256 0512 1024 2048 4096
Fundos
515 20 Variável 2,5 0,2 --- --- 1,0 1,5 0,6 --- --- --- --- --- --- 5,8
MÓDULO 1: COMPOSIÇÃO DA REMUNERAÇÃO
1 Remuneração % Valor (R$)
A Salário Base 3.000,00
B Adicional de periculosidade 900,00
C Adicional de insalubridade
D Adicional noturno
E Adicional de hora noturna reduzida
F Adicional de hora extra no feriado trabalhado
G Outros (especificar)
Total da Remuneração 3.900,00
MÓDULO 2: ENCARGOS E BENEFÍCIOS ANUAIS, MENSAIS E DIÁRIOS
Submódulo 2.2 – Encargos previdenciários (GPS), Fundo de Garantia por Tempo de Serviço
(FGTS) e outras contribuições
2.2 Encargos previdenciários e FGTS % Valor (R$)
A INSS 20 780,00
B Salário Educação 2,5 97,50
C Contribuição Adicional – RAT Ajustado (RAT x FAP) 6 234,00
D SESI ou SESC 1,5 58,50
E SENAI ou SENAC 1 39,00
F SEBRAE 0,6 23,40
G INCRA 0,2 7,80
H FGTS 8 312,00
Total 39,8% 1.552,20
IN 05/2017
ANEXO XII – CONTA-DEPÓSITO VINCULADA ― BLOQUEADA PARA
MOVIMENTAÇÃO

2. O montante dos depósitos da Conta-Depósito


Vinculada ― bloqueada para movimentação será igual
ao somatório dos valores das seguintes provisões:

[...]

d) encargos sobre férias e 13º (décimo terceiro) salário.


RESOLUÇÃO CNJ 169

Art. 4º O montante mensal do depósito vinculado será


igual ao somatório dos valores das seguintes rubricas:

[...]

V – incidência dos encargos previdenciários e FGTS


sobre férias, 1/3 constitucional e 13º salário; e
▪O orçamento estimado da contratação deve consignar a
estimativa de custo dos insumos relacionados com a mão
de obra. Trata-se de encargos suportados pelo contratado
para disponibilizar o seu pessoal para prestar os serviços à
Administração.

▪São despesas decorrentes de lei (vale-transporte) ou de


norma coletiva de trabalho (benefícios assistenciais,
auxílios, alimentação etc.).
❑ Valor do benefício:
❑ Tarifa fixada pelo Prefeito ou Governador do DF

❑ Participação do trabalhador no custeio:


❑ 6% do salário base
Adotaremos, para fins do cálculo do benefício, os seguintes
dados hipotéticos:

- salário do empregado, no caso, o vigilante = 3.000,00


- participação do empregado no custeio = 180,00 (3.000,00
x 6%)
- valor da tarifa (unitário) = 5,00
- quantidade de vales por dia = 4
- dias úteis no mês = 22
Cálculo do Valor Mensal

[(5,00 x 4) x 22] – (3.000,00 x 0,06)


= [20,00 x 22] – 180,00
= 440,00 – 180,00
= 260,00
❑ Valor do benefício:
❑ Não há norma que obrigue o empregador a
conceder alimentação ao trabalhador
❑ Em geral, é fixado na CCT

❑ Participação do trabalhador no custeio:


❑ Até 20% do valor do benefício
CLT
Art. 457 - ....
[...]
§2º As importâncias, ainda que habituais, pagas a título
de ajuda de custo, auxílio-alimentação, vedado seu
pagamento em dinheiro, diárias para viagem, prêmios e
abonos não integram a remuneração do empregado,
não se incorporam ao contrato de trabalho e não
constituem base de incidência de qualquer encargo
trabalhista e previdenciário.
JURISPRUDÊNCIA DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
SÚMULA 241

O vale para refeição, fornecido por força do contrato de


trabalho, tem caráter salarial, integrando a remuneração do
empregado, para todos os efeitos legais.
JURISPRUDÊNCIA DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL 133 – SDI-1

A ajuda financeira fornecida por empresa participantes do


programa de alimentação ao trabalhador, instituído pela Lei
nº 6.321/76, não tem caráter salarial. Portanto, não integra
o salário para nenhum efeito legal.
Adotaremos, para fins do cálculo do benefício, os seguintes
dados hipotéticos:

- valor diário do auxílio-alimentação = 20,00


- dias úteis no mês = 22
- participação do empregado no custeio = 20%
Cálculo do Valor Mensal

(20,00 x 22) – [(20,00 x 22) x 0,2]


= 440,00 – [440,00 x 0,2]
= 440,00 – 88,00
= 352,00
IN 05/2017
ANEXO VII-B – DIRETRIZES ESPECÍFICAS PARA
ELABORAÇÃO DO ATO CONVOCATÓRIO
2.1. É vedado à Administração fixar nos atos convocatórios:
[...]
b) os benefícios, ou seus valores, a serem concedidos pela
contratada aos seus empregados, devendo adotar os
benefícios e valores previstos em Acordo, Convenção ou
Dissídio Coletivo de Trabalho, como mínimo obrigatório,
quando houver;
3.3.3.1. Assistência Médica e Familiar

Adotaremos, para fins do cálculo do benefício, os seguintes


dados hipotéticos:

- valor da mensalidade do plano de saúde (por empregado)


= 300,00
- participação do empregado no custeio = 10% do valor da
mensalidade
3.3.3.1. Assistência Médica e Familiar
Cálculo do Valor Mensal
300,00 – (300,00 x 0,1)
= 300,00 – 30,00
= 270,00
MÓDULO 2: ENCARGOS E BENEFÍCIOS ANUAIS, MENSAIS E DIÁRIOS
SUBMÓDULO 2.3 - BENEFÍCIOS MENSAIS E DIÁRIOS
2.3 Benefícios Mensais e Diários Valor (R$)
A Transporte 260,00
B Auxílio-refeição/alimentação 352,00
C Assistência médica e familiar 270,00
D Outros (especificar) 0,00
Total 882,00
QUADRO-RESUMO DO MÓDULO 2: ENCARGOS E BENEFÍCIOS ANUAIS, MENSAIS E DIÁRIOS
2 Benefícios Mensais e Diários Valor (R$)
2.1 13º salário e adicional de férias 605,79
2.2 GPS, FGTS e outras contribuições 1.552,20
2.3 Benefícios mensais e diários 882,00
Total 3.039,99
Considerando R$ 2.000,00 como o salário básico do trabalhador,
calcule o Submódulo 2.3 (Benefícios Mensais e Diários).
Para resolução do exercício, considere os seguintes dados
adicionais:
- preço unitário da tarifa de transporte público = R$ 3,50
- 2 trechos por dia
- participação do trabalhador no custeio = 6% do salário base
- valor unitário do auxílio alimentação = R$ 25,00
- participação do trabalhador no custeio = 20% do benefício
- 21 dias/mês de prestação de serviço
- valor mensal do seguro saúde (assistência médica e familiar) =
R$ 230,00
- participação do trabalhador no custeio do seguro saúde = 10%
do valor da mensalidade
Custos suportados pelo contratado em virtude das
rescisões dos contratos de trabalho dos empregados
utilizados na prestação dos serviços.
▪ aviso prévio trabalhado
▪ aviso prévio indenizado
▪ multa sobre os depósitos no FGTS
▪ contribuição social
Encargos previstos no Módulo 3 da planilha.
▪ Comunicação prévia – pelo menos 30 dias (art. 487, CLT).
▪ Durante o período do aviso prévio, o trabalhador terá sua
jornada de trabalho diária reduzida em 2 horas, sem
prejuízo do salário (art. 488 CLT).
▪ O empregado pode, contudo, optar por, ao invés de ter a
redução diária da sua jornada, faltar ao serviço 7 dias
corridos, sem prejuízo da remuneração (art 488, p. único).
Cálculo do Valor Mensal
(demissão de TODOS os empregados ao final do contrato)
[(3.900,00 / 30) x 7] / 12
= [130,00 x 7] / 12
= 910,00 / 12
= 75,83
Onde:
3.900,00 = remuneração do terceirizado (Módulo 1)
30 = número de dias no mês
7 = número de dias que o empregado em aviso prévio pode faltar ao
serviço, sem prejuízo da remuneração; custo de substituição
12 = número de meses no ano, para fins de apuração do custo mensal
Cálculo do Valor Mensal

75,83 x 0,398
= 30,18

Onde:
75,83 = valor cotado para o aviso prévio trabalhado
0,398 (ou 39,8%) = percentual cotado para encargos
previdenciários e FGTS (Submódulo 2.2)
❖ Desligamento imediato do trabalhador, sem permitir-
lhe o trabalho durante o período de aviso prévio.

❖ Devida indenização ao empregado, no valor do


salário mensal (considerações sobre a Lei 12.506 mais
adiante).

❖ Estimar a probabilidade de ocorrência de demissões


sem cumprimento de aviso prévio.
Cálculo do Valor Mensal
(probabilidade de ocorrência: 5%)
(3.900,00 / 12) x 0,05
= 325,00 x 0,05
= 16,25
Onde:
3.900,00 = remuneração do terceirizado (Módulo 1)
12 = número de meses no ano, para fins de apuração do custo
mensal
0,05 = 5% (percentual arbitrado – empregados que poderão ser
demitidos sem concessão do aviso prévio – probabilidade de
ocorrência)
JURISPRUDÊNCIA DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
SÚMULA 305

O pagamento relativo ao período do aviso prévio,


trabalhado ou não, está sujeito à contribuição para o FGTS.
JURISPRUDÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
2.2 Aviso prévio indenizado.
A despeito da atual moldura legislativa (Lei 9.528/97 e
Decreto 6.727/2009), as importâncias pagas a título de
indenização, que não correspondam a serviços prestados
nem a tempo à disposição do empregador, não ensejam a
incidência de contribuição previdenciária.
(REsp. 1.230.957 - RS, Primeira Seção, DJe 18/3/2014)
Cálculo do Valor Mensal
16,25 x 0,08
= 1,30

Onde:
16,25 = custo mensal do aviso prévio indenizado, cotado na
planilha
0,08 = 8% (alíquota do FGTS)
LEI 12.506/2011
Art. 1º O aviso prévio, de que trata o Capítulo VI do Título IV
da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo
Decreto-Lei no 5.452, de 1º de maio de 1943, será
concedido na proporção de 30 (trinta) dias aos empregados
que contem até 1 (um) ano de serviço na mesma empresa.
Parágrafo único. Ao aviso prévio previsto neste artigo serão
acrescidos 3 (três) dias por ano de serviço prestado na
mesma empresa, até o máximo de 60 (sessenta) dias,
perfazendo um total de até 90 (noventa) dias
4.4.1. Multa do FGTS – demissões com aviso prévio
trabalhado
Cálculo do Valor Mensal
(3.900,00 x 0,08) x 0,4
= 312,00 x 0,4
= 124,80

Onde:
3.900,00 = remuneração mensal do terceirizado (Módulo 1)
0,08 = 8% (FGTS mensal)
0,4 = 40% (multa sobre os depósitos no FGTS)
4.4.2. Multa do FGTS – demissões com aviso prévio indenizado
Cálculo do Valor Mensal
(3.900,00 x 0,08) x 0,4 x 0,05
= 312,00 x 0,4 x 0,05
= 124,80 x 0,05
= 6,24
Onde:
3.900,00 = remuneração mensal do terceirizado (Módulo 1)
0,08 = 8% (FGTS mensal)
0,4 = 40% (multa sobre os depósitos no FGTS)
0,05 = 5% (probabilidade de ocorrência do aviso prévio
indenizado, definida hipoteticamente)
4.4.3. Contribuição social – demissões com aviso prévio
trabalhado
Cálculo do Valor Mensal
(3.900,00 x 0,08) x 0,1
= 312,00 x 0,1
= 31,20
Onde:
3.900,00 = remuneração mensal do terceirizado (Módulo 1)
0,08 = 8% (FGTS mensal)
0,01 = 10% (alíquota da contribuição social)
4.4.4. Contribuição social – demissões com aviso prévio
indenizado
Cálculo do Valor Mensal
[(3.900,00 x 0,08) x 0,1] x 0,05
= [312,00 x 0,1] x 0,05
= 31,20 x 0,05
= 1,56
Onde:
3.900,00 = remuneração mensal do terceirizado (Módulo 1)
0,08 = 8% (FGTS mensal)
0,01 = 10% (alíquota da contribuição social)
0,05 = 5% (probabilidade de ocorrência do aviso prévio
indenizado, definida hipoteticamente)
MÓDULO 3 – PROVISÃO PARA RESCISÃO
3 Provisão para Rescisão Valor (R$)
A Aviso prévio trabalhado 75,83
B Incidência do Submódulo 2.2 sobre aviso prévio trabalhado 30,18
Multa do FGTS e contribuição social sobre o aviso prévio
C ------------------
trabalhado
C.1 Multa do FGTS (40%) 124,80
C.2 Contribuição social (10%) – Lei Complementar 110/2001 31,20
D Aviso prévio indenizado 16,25
E Incidência do FGTS sobre aviso prévio indenizado 1,30
Multa do FGTS e contribuição social sobre o aviso prévio
F ------------------
indenizado
F.1 Multa do FGTS (40%) 6,24
F.2 Contribuição social (10%) – Lei Complementar 110/2001 1,56
Total 287,36
IN 05/2017
ANEXO XII – CONTA-DEPÓSITO VINCULADA ―
BLOQUEADA PARA MOVIMENTAÇÃO

2. O montante dos depósitos da Conta-Depósito


Vinculada ― bloqueada para movimentação será igual ao
somatório dos valores das seguintes provisões:

[...]

c) multa sobre o FGTS e contribuição social para as


rescisões sem justa causa; e
RESOLUÇÃO CNJ 169

Art. 4º O montante mensal do depósito vinculado será


igual ao somatório dos valores das seguintes rubricas:

[...]

IV – multa do FGTS por dispensa sem justa causa;


A partir dos dados obtidos em resposta aos exercícios propostos nos
tópicos:
- 2.4 (Módulo 1: remuneração do trabalhador); e
- 3.2.12 (Submódulo 2.2: encargos previdenciários, FGTS e outras
contribuições);
calcule o valor dos itens que compõem o Módulo 3 (provisão para
rescisão) e preencha a planilha.
Para resolução do exercício, considere os seguintes dados adicionais:
- Aviso prévio trabalhado = para 100% dos empregados
- Aviso prévio indenizado = probabilidade 5%
- Desconsiderar Lei 12.506/2011
- Incidência somente do FGTS sobre aviso o prévio indenizado