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Delegado de Polícia - GO (DP-1/2013)

DPC/GO

Texto CB1A1AAA

A diferença básica entre as polícias civil e militar é a essência de suas ativi-

dades, pois assim desenhou o constituinte original: a Constituição da República

Federativa do Brasil de 1988 (CF), em seu art. 144, atribui à polícia federal e às

polícias civis dos estados as funções de polícia judiciária — de natureza essencial-

mente investigatória, com vistas à colheita de provas e, assim, à viabilização do

transcorrer da ação penal — e a apuração de infrações penais. Enquanto a polícia

civil descobre, apura, colhe provas de crimes, propiciando a existência do proces-

so criminal e a eventual condenação do delinquente, a polícia militar, fardada, faz

o patrulhamento ostensivo, isto é, visível, claro e perceptível pelas ruas. Atua de

modo preventivo-repressivo, mas não é seu mister a investigação de crimes. Da

mesma forma, não cabe ao delegado de polícia de carreira e a seus agentes sair

pelas ruas ostensivamente em patrulhamento. A própria comunidade identifica na

farda a polícia repressiva; quando ocorre um crime, em regra, esta é a primeira a

ser chamada. Depois, havendo prisão em flagrante, por exemplo, atinge-se a fase

de persecução penal, e ocorre o ingresso da polícia civil, cuja identificação não se

dá necessariamente pelos trajes usados.

Guilherme de Souza Nucci. Direitos humanos versus segurança pública. Rio de Janeiro: Forense,
2016, p. 43 (com adaptações)

1. Infere-se das informações do texto CB1A1AAA que

a) o uso de fardamento pela polícia militar é o que a diferencia da polícia civil, que

prescinde dos trajes corporativos.

b) a essência da atividade do delegado de polícia civil reside no controle, na pre-

venção e na repressão de infrações penais.

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c) ao delegado de polícia cabem a condução da investigação criminal e a apuração


de infrações penais.
d) a tarefa precípua dos delegados de polícia civil e de seus agentes é o patrulha-
mento ostensivo nas ruas.
e) a função de polícia judiciária concretiza-se no policiamento ostensivo, preventi-
vo e repressivo.

2. O texto CB1A1AAA é predominantemente


a) injuntivo.
b) narrativo.
c) dissertativo.
d) exortativo.
e) descritivo.

Texto CB1A1BBB

A principal finalidade da investigação criminal, materializada no inquérito poli-


cial (IP), é a de reunir elementos mínimos de materialidade e autoria delitiva antes
de se instaurar o processo criminal, de modo a evitarem-se, assim, ações infun-
dadas, as quais certamente implicam grande transtorno para quem se vê acusado
por um crime que não cometeu. Modernamente, o IP deixou de ser o procedimento
absolutamente inquisitorial e discricionário de outrora. A participação das partes,
pessoalmente ou por seus advogados ou defensores públicos, vem ganhando es-
paço a cada dia, com o objetivo de garantir que o IP seja um instrumento impar-
cial de investigação em busca da verdade dos fatos. Acrescente-se que o estigma
provocado por uma ação penal pode perdurar por toda a vida e, por isso, para ser
promovida, a acusação deve conter fundamentos fáticos e jurídicos suficientes, o
que, em regra, se consegue por meio do IP.

Carlos Alberto Marchi de Queiroz (Coord.). Manual de polícia judiciária: doutrina, modelos, legis-
lação. 6.ª ed. São Paulo: Delegacia Geral de Polícia, 2010 (com adaptações).

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3. Nas orações em que ocorrem no texto CB1A1BBB, os elementos “assim” (R.4) e

“por isso” (R.15) expressam, respectivamente, as ideias de

a) consequência e consequência.

b) finalidade e proporcionalidade.

c) causa e consequência.

d) conclusão e conclusão.

e) restrição e conformidade.

4. No texto CB1A1BBB, uma ação que se desenvolve gradualmente é introduzida

pela

a) forma verbal “implicam” (R.5).

b) locução “vem ganhando” (R.11).

c) forma verbal “garantir” (R.12).

d) locução “pode perdurar” (R.15).

e) forma verbal “reunir” (R.2).

Texto CB1A2AAA

O termo nude é do inglês e vem sendo utilizado na Internet por usuários de re-

des sociais para designar fotos íntimas que retratam a pessoa sem roupa. O envio

e a troca de nudes são facilitados em aplicativos de celular, o que torna essa prática

popular entre seus usuários, incluindo-se menores de idade, e facilita o comparti-

lhamento das fotos. Havendo vazamento de fotos íntimas, há violação do direito de

imagem da pessoa prejudicada, que, por isso, terá amparo do Estado. A pena para

o acusado de vazar as fotos ainda pode ser considerada branda, sendo um pouco

mais severa quando se trata de um crime contra a infância. “Quando se trata de

crianças e adolescentes, há um agravante, pois, no art. 241 do Estatuto da Criança

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e do Adolescente, é qualificada como crime grave a divulgação de fotos, gravações

ou imagens de crianças ou adolescentes, sendo prevista a pena de três a seis anos

de prisão, além de pagamento de multa, para os que cometem esse crime”, diz a

advogada presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/AC. Para combater

o compartilhamento de fotos íntimas por terceiros, são necessárias ações preven-

tivas, afirma a advogada. Jovens e adolescentes devem ser educados, de forma

que tenham dimensão do problema que a divulgação desse tipo de imagem pode

acarretar.

Internet: <https://jornaldosdez.wordpress.com> (com adaptações).

5. Em cada uma das opções a seguir, é apresentada uma proposta de reescrita para

o primeiro período do texto CB1A2AAA. Assinale a opção que apresenta proposta

que mantém o sentido original e a correção gramatical do texto.

a) O termo nude é do inglês e vem sendo utilizado na Internet por usuários de

redes sociais para designar fotos íntimas em que se retrata a pessoa sem roupa.

b) O termo nude é do inglês e vem sendo utilizado na Internet por usuários de re-

des sociais para designar fotos íntimas a qual retrata a pessoa sem roupa.

c) O termo nude vem do inglês e têm sido utilizado na Internet por usuários de

redes sociais para designar fotos íntimas onde retratam a pessoa sem roupa.

d) O termo nude é do inglês e vem sendo utilizado na Internet por usuários de re-

des sociais destinadas a designar fotos íntimas cuja imagem retrata a pessoa sem

roupa.

e) O termo nude é proveniente do inglês e foi utilizado na Internet por usuários de

redes sociais para designar fotos íntimas que aparece a pessoa sem roupa.

6. A correção gramatical e o sentido original do texto CB1A2AAA seriam preserva-

dos, se, no trecho ‘Quando se trata de crianças e adolescentes, há um agravante,

pois, no art. 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente, é qualificada como crime

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grave a divulgação de fotos, gravações ou imagens de crianças ou adolescentes’

(R. 11 a 15),

a) fosse inserida uma vírgula imediatamente após a expressão ‘crime grave’.

b) a vírgula imediatamente após a expressão ‘crianças e adolescentes’ fosse elimi-

nada.

c) o trecho ‘Quando se trata (...) pois, no art. 241’ fosse reescrito da seguinte forma:

Há um agravante, quando se trata de crianças e adolescentes, pois, no artigo 241.

d) a vírgula imediatamente após o vocábulo ‘pois’ fosse eliminada.

e) o trecho ‘Quando se trata (...) pois, no art. 241’ fosse reescrito da seguinte

forma: Há um agravante quando se trata de crianças e adolescentes. Pois, no art.

241.

7. No texto CB1A2AAA, a oração “Para combater o compartilhamento de fotos ínti-

mas por terceiros” (R. 19 e 20) expressa ideia de

a) finalidade.

b) explicação.

c) consequência.

d) conformidade.

e) causa.

8. Mantendo-se a correção gramatical e o sentido original do texto CB1A2AAA, a

forma verbal “afirma” (R.20) poderia ser substituída por

a) prescreve.

b) propõe.

c) destaca.

d) participa.

e) assevera.

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9. Tendo em vista que a história econômica goiana e a formação do atual estado de

Goiás são marcadas pela interdependência entre a atividade mineradora, a pecuá-

ria extensiva e a agricultura de subsistência, assinale a opção correta.

a) O despovoamento do território goiano constituiu obstáculo para a realização das

obras da rodovia Belém-Brasília, cuja concepção impulsionou o povoamento dos

municípios desse território.

b) O investimento estatal em infraestrutura para a construção de Goiânia e Brasília

impulsionou a economia da região Centro-Oeste, marcadamente o agronegócio,

fato que se refletiu no baixo índice de urbanização, inferior à média nacional.

c) O ouro de aluvião se exauriu dos rios goianos ainda no século XVIII; o reaque-

cimento da atividade mineradora se deu no período imperial, com o uso de novas

técnicas de mineração.

d) No século XIX, a economia de Goiás esteve integrada à nacional por meio dos

rios da região Norte e das estradas que conectavam o estado ao Triângulo Mineiro,

o que estimulou a produção de grandes excedentes de grãos.

e) A ocupação planejada e estratégica do território goiano foi uma das prioridades

da política de integração nacional (Marcha para Oeste) promovida nas décadas de

30 e 40 do século XX pelo governo Vargas, durante o qual Goiânia foi construída.

10. Nas últimas décadas, Goiás sofreu mudanças significativas em seu processo de

urbanização, muitas delas influenciadas pela modernização da produção agrícola

do estado. Com referência a essas mudanças e aos seus impactos tanto na urbani-

zação de Goiás quanto na modernização do agronegócio goiano, assinale a opção

correta.

a) A modernização e a ocupação territorial de Goiás têm sido influenciadas por

ações estatais fundamentadas em planejamentos estratégicos, o que permite a

distribuição dos recursos por todo o estado, promovendo o desenvolvimento eco-

nômico equilibrado das diferentes regiões goianas.

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b) A ação da iniciativa privada na promoção da modernização da produção agríco-

la aproximou a produção agropecuária da indústria e estimulou o investimento de

empresas privadas em infraestrutura.

c) A pujança da produção agropecuária aqueceu o mercado de trabalho de ativi-

dades pouco especializadas no campo, gerando oportunidades de emprego direto a

imigrantes de diferentes regiões.

d) A modernização agrícola concentrou a posse de terra e estimulou a imigração

nos sentidos urbano-urbano e rural-urbano, tornando as cidades médias respon-

sáveis por suprir as unidades produtivas com equipamentos tecnológicos e mão de

obra especializada.

e) Criado e implementado durante o regime militar, o Programa de Desenvolvi-

mento dos Cerrados (POLOCENTRO) privilegiou pequenos produtores ao permitir

o emprego de novas técnicas e insumos, o que resultou na mudança de escala de

produção das unidades tradicionais, orientadas ao abastecimento do mercado re-

gional.

11. Concebidos sob o ponto de vista de mesorregiões e microrregiões, os atuais

critérios da nova divisão regional do Brasil (proposta pelo IBGE em 1990), no que

se refere ao estado de Goiás, são bem diferentes dos anteriores e enfatizam a op-

ção por regiões homogêneas e funcionais. Eles têm importância significativa para o

planejamento da administração pública estadual, porque propiciaram a reunião de

dados censitários seguindo os limites municipais.

Tadeu Pereira Alencar Arrais. Goiás: novas regiões, ou novas formas de olhar velhas regiões. In:
M. G. Almeida (Org.). Abordagens geográficas de Goiás: o natural e o social na contemporanei-
dade. Goiânia: UFG, 2002 (com adaptações).

Tendo o texto anterior como referência inicial, assinale a opção correta acerca das

transformações da população goiana nas últimas décadas e da divisão do estado

no atual modelo do IBGE.

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a) A microrregião sudoeste, que é uma das menos povoadas do estado, dedica-se

à produção de grãos para o mercado regional e à pecuária extensiva. Os grandes

incentivos governamentais aplicados nessa região tiveram resultados modestos.

b) As mesorregiões centro e leste acomodam mais de 60% da população do estado,

distribuída pelo eixo urbano Goiânia/Anápolis/Brasília. Os municípios adjacentes a

esse eixo apresentam taxas de crescimento superiores às dos municípios polos.

c) O último censo mostra o fortalecimento de duas tendências: o envelhecimento

da população e a predominância das mulheres em todas as mesorregiões do esta-

do.

d) A abertura de novas fronteiras agrícolas e a consequente demanda de mão de

obra no campo alterou o crescimento das mesorregiões leste e centro, transferindo

o crescimento populacional para as mesorregiões norte e noroeste do estado.

e) As altas taxas de natalidade explicam o crescimento populacional de Goiás, uma

vez que o estado apresentou saldo migratório negativo no início do presente século.

12. Tendo em vista que, na década de 80 do século XX, grandes conglomerados in-

dustriais se estabeleceram em Goiás, consolidando um longo processo de industria-

lização, fruto de investimentos em infraestrutura, incentivos fiscais e abertura de

linhas de crédito, assinale a opção correta acerca da industrialização desse estado.

a) O PRODUZIR tem investido especialmente nas mesorregiões norte e nordeste,

buscando potencializar os benefícios trazidos pela construção da rodovia Belém-

-Brasília para essas regiões, o que revela a tendência de melhoria da distribuição

da indústria no território goiano.

b) O LOGPRODUZIR foi o único subprograma do PRODUZIR a não apresentar resul-

tados positivos. O isolamento do estado e a precária rede de transportes e comuni-

cação apresentaram-se como os principais obstáculos para o referido subprograma.

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c) A escolha da cidade de Anápolis para sediar o primeiro dos distritos industriais

planejados pela Companhia de Distritos Industriais do Estado de Goiás, o Distrito

Agroindustrial de Anápolis (DAIA), foi influenciada por sua conexão com as demais

regiões do país por sólido sistema rodoferroviário.

d) Os estímulos dos governos estaduais voltaram-se para o desenvolvimento da

agroindústria, por meio, por exemplo, do amplo investimento em rodovias muni-

cipais para escoamento da produção; por isso, atualmente, o parque industrial de

Goiás é pouco diversificado.

e) A despeito dos bons resultados dos programas estaduais de estímulo à indus-

trialização (FOMENTAR e PRODUZIR), os índices de industrialização do estado não

apresentaram alterações significativas.

13. Aspectos físicos bem definidos quanto a vegetação, hidrografia, clima e relevo

conferem certa singularidade ao território de Goiás, o mais central dos estados bra-

sileiros. A incorporação dessa região à história do Brasil deu-se, essencialmente, a

partir do século XVIII, quando a busca de riquezas minerais impulsionou a ação dos

bandeirantes. Relativamente a esses aspectos geográficos e históricos de Goiás,

assinale a opção correta.

a) A comunidade Kalunga, palavra que significa lugar sagrado, é remanescente dos

primitivos habitantes do território goiano, os Goyá, e ocupa extensa área de cerra-

do no sudoeste do estado.

b) O clima goiano é preponderantemente subtropical, com duas estações sutilmen-

te diferenciadas: o verão seco e o inverno úmido, com temperaturas médias anuais

em torno de 30 ºC.

c) Encontram-se em Goiás as nascentes de rios formadores das três mais impor-

tantes bacias hidrográficas do Brasil: a Amazônica, a do São Francisco e a do Pa-

raná.

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d) Uma singularidade caracteriza o lago artificial da Usina de Serra da Mesa, lo-

calizado na porção meridional do território goiano: apesar de sua dimensão, ele é

formado por um conjunto de pequenos tributários, sem o concurso dos grandes rios

do estado.

e) A composição inicial da população goiana se deu pelo contato amistoso entre

os primitivos habitantes da região — os índios — e os bandeirantes vindos de São

Paulo: a ausência de europeus e a inexistência da escravidão africana na região

marcaram o processo de colonização de Goiás.

14. Tendo em vista que a independência do Brasil, proclamada em 1822, foi um

ato político fundamentalmente conduzido pelas elites do Vale do Paraíba (Rio de

Janeiro, São Paulo e Minas Gerais) e que, pelo país afora, a partir de então, mu-

danças ocorreram na esfera político-administrativa e, ainda que pouco profundas,

na esfera socioeconômica, assinale a opção correta no que concerne a aspectos

significativos da história política de Goiás.

a) Um movimento nacionalista explodiu em Goiás quando da abdicação de D. Pe-

dro I, em 1831: liderado por um bispo, um padre e um coronel, esse movimento

conseguiu depor os governantes portugueses da região.

b) Não foram formados em Goiás partidos políticos nos moldes do Liberal e do

Conservador, que se revezavam no controle do poder nacional, fato que demonstra

o isolamento desse estado em relação ao núcleo de poder imperial.

c) À época da independência do Brasil, o fato de a pecuária ainda não ter sido in-

troduzida em Goiás, somado às lutas regionais separatistas, justifica a inexistência

de correntes migratórias oriundas de outras partes do território brasileiro, o que

inibiu o aumento da população goiana.

d) Com a independência do Brasil, Goiás foi uma das poucas capitanias que não

se transformaram em províncias, tendo ficado subordinada administrativamente à

província de São Paulo.

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e) A partir da independência, a economia de subsistência goiana foi impulsionada

devido à redução da tributação devida ao Estado imperial, o que gerou um período

de crescente prosperidade em Goiás.

15. Muito do que o Brasil e Goiás são, na atualidade, resulta de um longo, com-

plexo e, não raro, tortuoso processo histórico que decorre, em larga medida, das

transformações trazidas pela Revolução de 1930. Em relação a esse processo, im-

pulsionado pelo ideal de modernização, assinale a opção correta.

a) Bulhões, Fleury e Jardim Caiado são sobrenomes importantes da história goia-

na, identificados com a tentativa frustrada de estabelecer um domínio oligárquico

no estado na Primeira República (até 1930).

b) Pedro Ludovico Teixeira inscreveu seu nome na história de Goiás ao ser alçado

ao poder estadual após a Revolução de 1930. Aliado do ditador Vargas, ele forta-

leceu o grupo político que liderava e impulsionou, posteriormente, personalidades

centrais da política goiana, como Mauro Borges.

c) A partir da década de 40 do século XX, Goiás cresceu e se urbanizou; todavia,

a ênfase dada à industrialização prejudicou seriamente o agronegócio goiano, que

passou a desempenhar papel secundário no conjunto da economia estadual, como

se constata na atualidade.

d) A divisão territorial que criou o estado do Tocantins, aprovada pela Assembleia

Constituinte que elaborou a Constituição ora vigente, gerou forte reação entre os

políticos goianos, tendo recebido a oposição de intelectuais, da sociedade em geral

e, por fim, do próprio governo de Goiás.

e) Embora sua pedra fundamental tenha sido lançada em 1933, a cidade de Goiâ-

nia foi alçada à condição de capital provisória do estado após a instituição do Esta-

do Novo, e, de maneira definitiva, no segundo governo de Getúlio Vargas.

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16. Com relação ao objeto, às funções, às características e aos métodos da crimi-

nologia, assinale a opção correta.

a) A criminologia caracteriza-se por ser uma ciência normativa e unidisciplinar.

b) O direito penal estabelece condutas vedadas, sob a cominação abstrata de uma

pena; a criminologia, por sua vez, busca observar cada conduta de infração da lei

penal como fenômeno humano, biopsicossocial.

c) A criminologia é disciplina que alimenta o direito penal, mas dele não depende.

d) Para que a vítima seja considerada como tal pela criminologia, é necessário que

ela não tenha qualquer tipo de responsabilidade em relação ao crime.

e) Os objetos da criminologia incluem: o delinquente, a vítima, o Poder Judiciário

e o controle social.

17. A respeito do conceito e das funções da criminologia, assinale a opção correta.

a) A criminologia tem como objetivo estudar os delinquentes, a fim de estabelecer

os melhores passos para sua ressocialização. A política criminal, ao contrário, tem

funções mais relacionadas à prevenção do crime.

b) A finalidade da criminologia em face do direito penal é de promover a eliminação

do crime.

c) A determinação da etimologia do crime é uma das finalidades da criminologia.

d) A criminologia é a ciência que, entre outros aspectos, estuda as causas e as

concausas da criminalidade e da periculosidade preparatória da criminalidade.

e) A criminologia é orientada pela política criminal na prevenção especial e direta

dos crimes socialmente relevantes, mediante intervenção nas manifestações e nos

efeitos graves desses crimes para determinados indivíduos e famílias.

18. Considerando que, para a criminologia, o delito é um grave problema social,

que deve ser enfrentado por meio de medidas preventivas, assinale a opção correta

acerca da prevenção do delito sob o aspecto criminológico.

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a) A transferência da administração das escolas públicas para organizações sociais

sem fins lucrativos, com a finalidade de melhorar o ensino público do Estado, é uma

das formas de prevenção terciária do delito.

b) O aumento do desemprego no Brasil incrementa o risco das atividades delitivas,

uma vez que o trabalho, como prevenção secundária do crime, é um elemento dis-

suasório, que opera no processo motivacional do infrator.

c) A prevenção primária do delito é a menos eficaz no combate à criminalidade,

uma vez que opera, etiologicamente, sobre pessoas determinadas por meio de me-

didas dissuasórias e a curto prazo, dispensando prestações sociais.

d) Em caso de a Força Nacional de Segurança Pública apoiar e supervisionar as

atividades policiais de investigação de determinado estado, devido ao grande nú-

mero de homicídios não solucionados na capital do referido estado, essa iniciativa

consistirá diretamente na prevenção terciária do delito.

e) A prevenção terciária do crime consiste no conjunto de ações reabilitadoras e

dissuasórias atuantes sobre o apenado encarcerado, na tentativa de se evitar a

reincidência.

19. Em busca do melhor sistema de enfrentamento à criminalidade, a criminologia

estuda os diversos modelos de reação ao delito. A respeito desses modelos, assi-

nale a opção correta.

a) De acordo com o modelo clássico de reação ao crime, os envolvidos devem re-

solver o conflito entre si, ainda que haja necessidade de inobservância das regras

técnicas estatais de resolução da criminalidade, flexibilizando-se leis para se chegar

ao consenso.

b) Conforme o modelo ressocializador de reação ao delito, a existência de leis que

recrudescem o sistema penal faz que se previna a reincidência, uma vez que o in-

frator racional irá sopesar o castigo com o eventual proveito obtido.

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c) Para a criminologia, as medidas despenalizadoras, com o viés reparador à víti-

ma, condizem com o modelo integrador de reação ao delito, de modo a inserir os

interessados como protagonistas na solução do conflito.

d) A fim de facilitar o retorno do infrator à sociedade, por meio de instrumentos

de reabilitação aptos a retirar o caráter aflitivo da pena, o modelo dissuasório de

reação ao crime propõe uma inserção positiva do apenado no seio social.

e) O modelo integrador de reação ao delito visa prevenir a criminalidade, conferin-

do especial relevância ao ius puniendi estatal, ao justo, rápido e necessário castigo

ao criminoso, como forma de intimidação e prevenção do crime na sociedade.

20. No que se refere às perícias e aos laudos médicos em medicina legal, assinale

a opção correta.

a) As perícias podem consistir em exames da vítima, do indiciado, de testemunhas

ou de jurado.

b) A perícia em antropologia forense permite estabelecer a identidade de crimino-

sos e de vítimas, por meio de exames de DNA, sem, no entanto, determinar a data

e a circunstância da morte.

c) A opção pela perícia antropológica deve ser conduta de rotina nos casos em que

a família da vítima manifestar suspeita de morte por envenenamento.

d) As perícias médico-legais são restritas aos processos penais e civis. E Laudo

médico-legal consiste em narração ditada a um escrivão durante o exame.

21. De acordo com Ottolenghi, um indivíduo de pele branca ou trigueira, com íris

azuis ou castanhas, cabelos lisos ou crespos, louros ou castanhos, com perfil de

face ortognata ou ligeiramente prognata e contorno anterior da cabeça ovoide é

classificado como

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a) indiano.

b) australoide.

c) caucásico.

d) negroide.

e) mongólico.

22. Um cadáver jovem, do sexo masculino, encontrado por moradores de uma

região ribeirinha, estava nas seguintes condições: vestido com calção de banho;

corpo apresentando dois orifícios, o primeiro deles medindo cerca de 1 cm, ligeira-

mente elíptico, na parte posterior do tórax, na altura da região escapular direita; o

segundo, de mesmo tamanho que o primeiro, circular, no pescoço, logo abaixo da

nuca. O primeiro orifício apresentava orla de enxugo, orla de escoriação e orla de

contusão; em torno do segundo orifício, foram observadas zonas de esfumaçamen-

to e de tatuagem.

Nessa situação hipotética, as lesões descritas

a) foram causadas por instrumentos perfurocontundentes empregados a longa dis-

tância e a curta distância, respectivamente.

b) decorreram de ação cortocontundente produzida a curta distância.

c) foram causadas por instrumentos perfurocortantes, e o instrumento que produ-

ziu o segundo orifício foi usado a curta distância.

d) foram, ambas, causadas por instrumentos perfurocontundentes empregados a

curta distância. E são compatíveis com a ação de projéteis de alta energia dispara-

dos a longa distância.

23. Em relação às asfixias, assinale a opção correta.

a) A projeção da língua e a exoftalmia são achados suficientes para concluir que

houve morte não natural.

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b) As equimoses das conjuntivas somente são encontradas nos casos de afoga-

mento.

c) Nas asfixias, as ocorrências de manchas de hipóstase são raras.

d) Na sufocação por compressão do tórax, observam-se pulmões congestos e com

hemorragias.

e) O cogumelo de espuma é uma característica exclusiva do afogamento.

24. Com relação ao desenvolvimento mental incompleto ou retardado, assinale a

opção correta.

a) A primeira manifestação do retardo mental é detectada na pré-escola e a crian-

ça apresenta dificuldades durante a alfabetização.

b) Os portadores de debilidade mental apresentam personalidade definida e per-

cepção ética.

c) O quociente intelectual abaixo de sessenta determina a incapacidade civil.

d) Indivíduos portadores de debilidade mental são imputáveis perante a lei.

e) Indivíduos portadores de imbecilidade ou retardo mental profundo são incapa-

zes de se defenderem e cuidarem de si mesmos.

25. Em relação aos aspectos médico-legais dos crimes contra a liberdade sexual,

assinale a opção correta.

a) A presença de escoriação em cotovelo e de esperma na cavidade vaginal são

suficientes para caracterizar o estupro.

b) Equimoses da margem do ânus, hemorragias por esgarçamento das paredes

anorretais e edemas das regiões circunvizinhas são características de coito anal

violento.

c) Em crianças com mudanças de comportamento, a presença de eritemas confir-

ma o diagnóstico de abuso sexual.

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d) A vasectomia feita no indivíduo antes de ele cometer um crime de estupro im-

pede a obtenção de dados objetivos desse crime.

e) A integridade do hímen invalida o diagnóstico de conjunção carnal.

26. Conforme expressamente previsto na Lei Orgânica da Polícia Civil do Estado de

Goiás, compete ao delegado titular

a) promover estudos e pesquisas com vistas a fornecer à administração contínuos

dados indicadores das necessidades futuras de recursos de pessoal, logísticos e

financeiros.

b) articular-se com as unidades de investigação, visando à difusão, à troca de in-

formações e ao auxílio operacional na prevenção e repressão de infrações penais.

c) supervisionar e coordenar as atividades de polícia judiciária e de investigações,

assim como acompanhar trabalhos administrativos de interesse da atividade de

investigação.

d) apresentar, mensal e anualmente, relatório de atividades, bem como dados es-

tatísticos dos trabalhos realizados pelas unidades a ele subordinadas e encaminhá-

-los para os devidos fins.

e) distribuir as atividades, conforme as atribuições relativas a cada cargo policial

civil, entre os servidores policiais sob sua direção, de acordo com o perfil desses

servidores.

27. A Lei Orgânica da Polícia Civil do Estado de Goiás prevê, entre as atribuições do

titular de cargo de delegado de polícia,

a) instaurar e presidir, em caráter subsidiário, inquérito policial, termo circuns-

tanciado de ocorrência e outros procedimentos policiais legais para a apuração de

infração penal ou ato infracional.

b) exercer atividades de formalização de procedimentos relacionados com investiga-

ções criminais e operações policiais, bem como a execução de serviços cartorários.

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c) participar e colaborar no planejamento e na execução de investigações criminais

e na produção de conhecimentos e informações relevantes à investigação criminal.

d) exercer atividades de identificação humana, por meio da realização de exame

papiloscópico e representação facial humana, bem como de identificação humana

civil e criminal.

e) fazer realizar diligências requisitadas pelo Ministério Público, bem como coorde-

nar, supervisionar e fiscalizar atividades logísticas e finalísticas da unidade sob sua

direção.

28. A Lei Estadual de Goiás n.º 16.901/2010 prevê expressamente como princípio

institucional da Polícia Civil a

a) delegabilidade das atribuições funcionais.

b) indivisibilidade da investigação policial.

c) proteção dos direitos e garantias fundamentais e interação comunitária.

d) atuação técnico-científica e imparcial no exercício da perícia oficial.

e) eficiência na prevenção e na repressão das infrações penais.

29. Considere que os motivos determinantes da aposentadoria de determinado

funcionário aposentado por invalidez tenham sido considerados insubsistentes e,

como havia vaga, ele tenha retornado à atividade. Conforme a Lei Estadual n.º

10.460/1988, essa situação configura hipótese de

a) readmissão.

b) recondução.

c) reversão.

d) aproveitamento.

e) reintegração.

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30. Álvaro e Samuel assaltaram um banco utilizando arma de fogo. Sem ter ferido

ninguém, Álvaro conseguiu fugir. Samuel, nervoso por ter ficado para trás, atirou

para cima e acabou atingindo uma cliente, que faleceu. Dias depois, enquanto ca-

minhava sozinho pela rua, Álvaro encontrou um dos funcionários do banco e, tendo

sido por ele reconhecido como um dos assaltantes, matou-o e escondeu seu corpo.

Acerca dessa situação hipotética, assinale a opção correta.

a) Álvaro cometeu os crimes de roubo qualificado e homicídio simples.

b) Samuel cometeu os crimes de roubo simples e homicídio culposo.

c) Álvaro cometeu os crimes de roubo e homicídio qualificados.

d) Álvaro cometeu o crime de homicídio qualificado e será responsabilizado pelo

resultado morte ocorrido durante o roubo.

e) Álvaro e Samuel cometeram o crime de roubo qualificado pelo resultado morte.

31. A respeito de crimes hediondos, assinale a opção correta.

a) Embora tortura, tráfico de drogas e terrorismo não sejam crimes hediondos,

também são insuscetíveis de fiança, anistia, graça e indulto.

b) Para que se considere o crime de homicídio hediondo, ele deve ser qualificado.

c) Considera-se hediondo o homicídio praticado em ação típica de grupo de exter-

mínio ou em ação de milícia privada.

d) O crime de roubo qualificado é tratado pela lei como hediondo.

e) Aquele que tiver cometido o crime de favorecimento da prostituição ou outra

forma de exploração sexual no período entre 2011 e 2015 não responderá pela

prática de crime hediondo.

32. Uma jovem de vinte e um anos de idade, moradora da região Sudeste, incon-

formada com o resultado das eleições presidenciais de 2014, proferiu, em redes

sociais na Internet, diversas ofensas contra nordestinos. Alertada de que estava

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cometendo um crime, a jovem apagou as mensagens e desculpou-se, tendo afir-

mado estar arrependida. Suas mensagens, porém, têm sido veiculadas por um sítio

eletrônico que promove discurso de ódio contra nordestinos.

No que se refere à situação hipotética precedente, assinale a opção correta, com

base no disposto na Lei n.º 7.716/1989, que define os crimes resultantes de pre-

conceito de raça e cor.

a) Independentemente de autorização judicial, a autoridade policial poderá deter-

minar a interdição das mensagens ou do sítio eletrônico que as veicula.

b) Configura-se o concurso de pessoas nessa situação, visto que o material produ-

zido pela jovem foi utilizado por outra pessoa no sítio eletrônico mencionado.

c) O crime praticado pela jovem não se confunde com o de injúria racial.

d) Como se arrependeu e apagou as mensagens, a jovem não responderá por

nenhum crime. E A conduta da jovem não configura crime tipificado na Lei n.º

7.716/1989

33. Desde os quinze anos de idade, Mariana, adolescente, vive maritalmente com

Alfredo, um médico respeitado de quarenta anos de idade. Inicialmente, ela fazia

trabalhos domésticos na casa de Alfredo, que tendo achado interessante ter uma

companheira nova, convenceu a família de Mariana de que seria melhor para ela

casar-se logo, com alguém de posses que pudesse cuidar dela. A família da menina,

então, concordou com Alfredo, tendo-a obrigado a ir morar com ele. Ambos casa-

ram-se formalmente quando Mariana completou dezesseis anos de idade. Desde o

início da convivência dos dois, Mariana era obrigada a fazer sexo com Alfredo, mes-

mo contra sua vontade, e era proibida de sair e ter amizades com pessoas de sua

idade, sob o argumento de que ela lhe devia obediência por ele ser seu responsável

legal, já que ela era menor de dezoito anos idade. Após várias tentativas de fuga,

Mariana, então com dezessete anos de idade, conseguiu pular a janela, depois de

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ter sido novamente violentada, e procurou uma delegacia em busca de ajuda. Na

delegacia, o agente recusou-se a registrar o boletim de ocorrência, por ter acha-

do que a adolescente não tinha cara de mulher séria e contava mentiras. Em vez

de encaminhar a menina ao Instituto Médico Legal ou ao hospital para exames, o

agente mandou-a de volta para casa, tendo oferecido a viatura para acompanhá-la.

No mesmo dia, Alfredo matou Mariana. Exumado o corpo da moça, encontraram-se

sinais de violência sexual e presença de material biológico nos órgãos genitais de

Mariana e embaixo de suas unhas.

Considerando a situação hipotética precedente e a respeito de crimes contra a ad-

ministração pública, contra a dignidade sexual e contra a pessoa, assinale a opção

correta.

a) Sendo Mariana menor de dezoito anos de idade e estando sob a responsabilida-

de de Alfredo, não se configurou o crime de cárcere privado.

b) Como Mariana era casada com Alfredo, o agente agiu corretamente ao mandá-

-la de volta para casa.

c) O agente cometeu o crime de concussão ao deixar de registrar o boletim de

ocorrência.

d) Como Mariana morreu, Alfredo não poderá ser responsabilizado por estupro se

nenhum dos parentes da vítima oferecer a representação em seu lugar.

e) Alfredo será indiciado pelos crimes de estupro com causa de aumento de pena,

homicídio qualificado e cárcere privado.

34. Assinale a opção correta, acerca de extinção da punibilidade.

a) Uma lei de anistia pode ser revogada por lei posterior, diante de mudança de

opinião do Congresso Nacional a respeito da extinção de punibilidade concedida.

b) Graça e indulto somente podem ser concedidos pelo presidente da República,

uma vez que tais prerrogativas são insuscetíveis de delegação.

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c) A punibilidade de qualquer crime pode ser extinta por meio de graça e indulto.

d) O instituto da prescrição atinge a pretensão de punir ou de executar a pena.

e) A anistia ou abolitio criminis é causa extintiva de punibilidade discutida no âm-

bito do Poder Legislativo.

35. Considerando o atual entendimento dos tribunais superiores quanto aos ins-

titutos do Código de Defesa do Consumidor, do Estatuto do Desarmamento e do

Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), assinale a opção correta.

a) Ao estabelecer prazo para a regularização dos registros pelos proprietários e

possuidores de armas de fogo, o Estatuto do Desarmamento criou situação peculiar

e temporária de atipicidade das condutas de posse e porte de arma de fogo de uso

permitido e restrito.

b) Aquele que fornece a adolescente, ainda que gratuitamente, arma de fogo,

acessório ou munição de uso restrito ou proibido fica sujeito à sanção penal previs-

ta no ECA, em decorrência do princípio da especialidade.

c) Pessoa jurídica não pode figurar como sujeito passivo de infração penal consu-

merista, porquanto não se enquadra no conceito de consumidor.

d) A conduta daquele que promove propaganda enganosa capaz de induzir o con-

sumidor a se comportar de maneira prejudicial à sua saúde somente é penalmente

punível diante da ocorrência de resultado danoso.

e) O porte ou a posse simultânea de duas ou mais armas de fogo de uso restrito ou

proibido não configura concurso formal, mas crime único, pois a situação de perigo

é uma só.

36. Considerando o disposto na Lei n.º 11.343/2006 e o posicionamento jurispru-

dencial e doutrinário dominantes sobre a matéria regida por essa lei, assinale a

opção correta.

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a) Em processo de tráfico internacional de drogas, basta a primariedade para a

aplicação da redução da pena. B Dado o instituto da delação premiada previsto

nessa lei, ao acusado que colaborar voluntariamente com a investigação policial

podem ser concedidos os benefícios da redução de pena, do perdão judicial ou da

aplicação de regime penitenciário mais brando.

b) É vedada à autoridade policial a destruição de plantações ilícitas de substâncias

entorpecentes antes da realização de laudo pericial definitivo, por perito oficial, no

local do plantio.

c) Para a configuração da transnacionalidade do delito de tráfico ilícito de drogas,

não se exige a efetiva transposição de fronteiras nem efetiva coautoria ou partici-

pação de agentes de estados diversos.

d) O crime de associação para o tráfico se consuma com a mera união dos envol-

vidos, ainda que de forma individual e ocasional.

37. Com base no disposto no ECA, assinale a opção correta.

a) Cabe à autoridade judiciária ou policial competente a aplicação das medidas es-

pecíficas de proteção relacionadas no ECA, mediante prévia notificação do conselho

tutelar.

b) É cabível a aplicação de medida socioeducativa de internação ao penalmente

imputável com idade entre dezoito e vinte e um anos e que era menor à época da

prática do ato infracional.

c) Não há prazo mínimo para o cumprimento da liberdade assistida fixada pelo

ECA, sendo o limite fixado de acordo com a gravidade do ato infracional e as cir-

cunstâncias de vida do adolescente.

d) O crime de corrupção de menores se consuma quando o infrator pratica infração

penal com o menor ou o induz a praticá-la, sendo imprescindível, para sua configu-

ração, a prova da efetiva corrupção do menor.

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e) O ECA prevê expressamente os prazos de prescrição das medidas socioeduca-


tivas.

38. À luz do posicionamento jurisprudencial e doutrinário dominantes acerca das


disposições da Lei n.º 11.340/2006 (Lei Maria da Penha), assinale a opção correta.
a) Caracteriza o crime de desobediência o reiterado descumprimento, pelo agressor,
de medida protetiva decretada no âmbito das disposições da Lei Maria da Penha.
b) Em se tratando dos crimes de lesão corporal leve e ameaça, pode o Ministério
Público dar início a ação penal sem necessidade de representação da vítima de vio-
lência doméstica.
c) No caso de condenação à pena de detenção em regime aberto pela prática do
crime de ameaça no âmbito doméstico e familiar, é possível a substituição da pena
pelo pagamento isolado de multa.
d) No âmbito de aplicação da referida lei, as medidas protetivas de urgência pode-
rão ser concedidas independentemente de audiência das partes e de manifestação
do Ministério Público, o qual deverá ser prontamente comunicado.
e) Afasta-se a incidência da Lei Maria da Penha na violência havida em relações
homoafetivas se o sujeito ativo é uma mulher.

39. Em relação às disposições expressas nas legislações referentes aos crimes de


trânsito, contra o meio ambiente e de lavagem de dinheiro, assinale a opção cor-
reta.
a) Em relação aos delitos ambientais, constitui crime omissivo impróprio a conduta
de terceiro que, conhecedor da conduta delituosa de outrem, se abstém de impedir
a sua prática.
b) Para a caracterização do delito de lavagem de dinheiro, a legislação de regência
prevê um rol taxativo de crimes antecedentes, geradores de ativos de origem ilíci-

ta, sem os quais o crime não subsiste.

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c) A colaboração premiada de que trata a Lei de Lavagem de Dinheiro poderá

operar a qualquer momento da persecução penal, até mesmo após o trânsito em

julgado da sentença.

d) É vedada a imposição de multa por infração administrativa ambiental cominada

com multa a título de sanção penal pelo mesmo fato motivador, por violação ao

princípio do non bis in idem.

e) A prática de homicídio culposo descrita no Código de Trânsito enseja a aplicação

da penalidade de suspensão da permissão para dirigir, pelo órgão administrativo

competente, mesmo antes do trânsito em julgado de eventual condenação.

40. Pedro, Joaquim e Sandra foram presos em flagrante delito. Pedro, por ter ofen-

dido a integridade corporal de Lucas, do que resultou debilidade permanente de

um de seus membros; Joaquim, por ter subtraído a bicicleta de Lúcio, de vinte e

cinco anos de idade, no período matutino — Lúcio a havia deixado em frente a uma

padaria; e Sandra, por ter subtraído o carro de Tomás mediante grave ameaça.

Considerando-se os crimes cometidos pelos presos, a autoridade policial poderá

conceder fiança a

a) Joaquim somente.

b) Pedro somente.

c) Pedro, Joaquim e Sandra.

d) Pedro e Sandra somente.

e) Joaquim e Sandra somente.

41. O Código de Processo Penal prevê a requisição, às empresas prestadoras de

serviço de telecomunicações, de disponibilização imediata de sinais que permitam

a localização da vítima ou dos suspeitos de delito em curso, se isso for necessário à

prevenção e à repressão de crimes relacionados ao tráfico de pessoas. Essa requi-

sição pode ser realizada pelo

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a) delegado de polícia, independentemente de autorização judicial e por prazo in-

determinado.

b) Ministério Público, independentemente de autorização judicial, por prazo não

superior a trinta dias, renovável por uma única vez, podendo incluir o acesso ao

conteúdo da comunicação.

c) delegado de polícia, mediante autorização judicial e por prazo indeterminado,

podendo incluir o acesso ao conteúdo da comunicação.

d) delegado de polícia, mediante autorização judicial, devendo o inquérito policial

ser instaurado no prazo máximo de setenta e duas horas do registro da respectiva

ocorrência policial.

e) Ministério Público, independentemente de autorização judicial e por prazo inde-

terminado.

42. Cláudio, maior e capaz, residente e domiciliado em Goiânia – GO, praticou de-

terminado crime, para o qual é prevista ação penal privada, em Anápolis – GO. A

vítima do crime, Artur, maior e capaz, é residente e domiciliada em Mineiros – GO.

Nessa situação hipotética, considerando-se o disposto no Código de Processo Penal,

o foro competente para processar e julgar eventual ação privada proposta por Artur

contra Cláudio será

a) Anápolis – GO ou Goiânia – GO.

b) Goiânia – GO ou Mineiros – GO.

c) Goiânia – GO, exclusivamente.

d) Anápolis – GO, exclusivamente.

e) Mineiros – GO, exclusivamente.

43. Suponha que o réu em determinado processo criminal tenha indicado como

testemunhas o presidente da República, o presidente do Senado Federal, o prefeito

de Goiânia – GO, um desembargador estadual aposentado, um vereador e um mili-

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tar das Forças Armadas. Nessa situação hipotética, conforme o Código de Processo

Penal, poderão optar pela prestação de depoimento por escrito

a) o presidente do Senado Federal e o desembargador estadual.

b) o prefeito de Goiânia – GO e o militar das Forças Armadas.

c) o desembargador estadual e o vereador.

d) o presidente da República e o presidente do Senado Federal.

e) o presidente da República e o vereador.

44. Com relação a questões e processos incidentes, assinale a opção correta.

a) Não poderá ser arguida a suspeição dos intérpretes.

b) Não poderá ser arguida a suspeição dos funcionários da justiça.

c) Não poderá ser arguida a suspeição do órgão do Ministério Público.

d) Não poderá ser arguida a suspeição das autoridades policiais nos atos do inqué-

rito.

e) Não poderá ser arguida a suspeição dos peritos.

45. Relativamente à aplicação da lei processual penal no tempo e no espaço e aos

princípios processuais penais constitucionais, assinale a opção correta.

a) O Código de Processo Penal normatiza o processamento das relações proces-

suais penais em curso perante todos os juízos e tribunais brasileiros, aplicando-se,

em caráter subsidiário, as normas procedimentais que versem sobre matérias es-

peciais.

b) Segundo entendimento expendido pelo STF, a atração por continência ou cone-

xão do processo do corréu ao foro por prerrogativa de função de um dos denuncia-

dos constitui violação das garantias do juiz natural e da ampla defesa.

c) A gravação ambiental por meio de fita magnética, de conversa entre presentes,

feita por um dos interlocutores sem o conhecimento do outro é considerada prova

ilícita, pois viola preceito constitucional.

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d) O princípio da extraterritorialidade adotado pelo direito processual penal brasi-

leiro não ofende a soberania de outros Estados, já que os ordenamentos jurídicos

de todas as nações convergem para o combate às condutas delitivas.

e) A lei processual penal tem aplicação imediata e é aplicável tanto nos processos

que se iniciarem após a sua vigência, quanto nos processos que já estiverem em

curso no ato da sua vigência, e até mesmo nos processos que apurarem condutas

delitivas ocorridas antes da sua vigência.

46. Acerca de jurisdição e competência em matéria criminal, assinale a opção cor-

reta.

a) Segundo entendimento do STJ, é de competência da justiça estadual processar

e julgar crime contra funcionário público federal, estando ou não este no exercício

da função.

b) A competência para julgar prefeito municipal por desvio de verba sujeita a pres-

tação de contas perante o órgão federal será dos juízes federais da seção judiciária

da localidade em que o prefeito exercer ou tiver exercido o mandato.

c) A competência para julgar governador de estado que, no exercício do mandato,

cometa crime doloso contra a vida será do tribunal do júri da unidade da Federação

na qual aquela autoridade tenha sido eleita para o exercício do cargo público.

d) A competência para processar e julgar crime de roubo que resulte em morte da

vítima será do tribunal do júri da localidade em que ocorrer o fato criminoso.

e) No Estado brasileiro, a jurisdição penal pode ser exercida pelo STF, e em todos

os graus de jurisdição das justiças militar e eleitoral, e das justiças comuns estadu-

al e federal, dentro do limite da competência fixada por lei

47. No que tange ao procedimento criminal e seus princípios e ao instituto da liber-

dade provisória, assinale a opção correta.

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a) O descumprimento de medida cautelar imposta ao acusado para não manter

contato com pessoa determinada é motivo suficiente para o juiz determinar a subs-

tituição da medida por prisão preventiva, já que a aplicação de outra medida re-

presentaria ofensa ao poder imperativo do Estado além de ser incompatível com o

instituto das medidas cautelares.

b) Concedida ao acusado a liberdade provisória mediante fiança, será inaplicável a

sua cumulação com outra medida cautelar tal como a proibição de ausentar-se da

comarca ou o monitoramento eletrônico.

c) Compete ao juiz e não ao delegado a concessão de liberdade provisória, me-

diante pagamento de fiança, a acusado de crime hediondo ou tráfico ilícito de en-

torpecente.

d) Caso, após sentença condenatória, advenha a prescrição da pretensão punitiva

e seja declarada extinta a punibilidade por essa razão, os valores recolhidos a título

de fiança serão integralmente restituídos àquele que a prestou.

e) Ofenderá o princípio constitucional da ampla defesa e do contraditório a defesa

que, firmada por advogado dativo, se apresentar deficiente e resultar em prejuízo

comprovado para o acusado

48. Com referência a citação e intimação no processo penal, assinale a opção cor-

reta.

a) A citação do réu preso poderá ser cumprida na pessoa do procurador por ele

constituído na fase policial.

b) As intimações dos defensores públicos nomeados pelo juízo devem ser realiza-

das mediante publicação nos órgãos incumbidos da publicidade dos atos judiciais

da comarca, e não os havendo, pelo escrivão, por mandado ou via postal.

c) Os prazos para a prática de atos processuais contam-se da data da intimação e

não da juntada aos autos do mandado ou da carta precatória ou de ordem.

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d) Em função dos princípios da simplicidade, informalidade e economia processual,

é admissível a citação por edital e por hora certa nos procedimentos sumaríssimos

perante juizado especial criminal.

e) No procedimento comum, não se admite a citação ficta nem tampouco a contu-

mácia do réu.

49. Acerca de investigação criminal e juizados especiais criminais, assinale a opção

correta.

a) No juizado especial criminal, é inadmissível a transação penal caso se comprove

que o autor da infração foi condenado em sentença definitiva por crime ou contra-

venção penal de caráter culposo ou doloso.

b) Para definição da competência do juizado especial criminal no concurso material

de crimes, a soma das penas máximas cominadas para cada crime não pode exce-

der a dois anos.

c) Não se admite a transação penal nem a composição civil dos danos nos proces-

sos de competência dos juizados especiais criminais que, por motivo de conexão ou

continência, tiverem sua competência deslocada para o tribunal do júri.

d) O delegado-geral de polícia civil, no âmbito estadual, ou o delegado regional, no

âmbito territorial, poderão, mediante despacho fundamentado, avocar ou determi-

nar a redistribuição de autos de inquérito policial, sempre que a infração penal a ser

apurada for de interesse do Poder Executivo da respectiva unidade da Federação.

e) Caberá recurso especial contra a decisão da turma recursal dos juizados espe-

ciais criminais que negue provimento a recurso interposto contra sentença penal

condenatória, caso seja demonstrada ofensa a dispositivo de norma infraconstitu-

cional

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50. Vantuir e Lúcio cometeram, em momentos distintos e sem associação, crimes

previstos na Lei de Drogas (Lei n.º 11.343/2006). No momento da ação, Vantuir,

em razão de dependência química e de estar sob influência de entorpecentes, era

inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato. Lúcio, ao agir, estava sob

efeito de droga, proveniente de caso fortuito, sendo também incapaz de entender

o caráter ilícito do fato.

Nessas situações hipotéticas, qualquer que tenha sido a infração penal praticada,

a) Vantuir terá direito à redução de pena de um a dois terços e Lúcio será isento

de pena.

b) somente Vantuir será isento de pena.

c) Lúcio e Vantuir serão isentos de pena.

d) somente Lúcio terá direito à redução de pena de um a dois terços.

e) Lúcio e Vantuir terão direito à redução de pena de um a dois terços

51. Júlio, durante discussão familiar com sua mulher no local onde ambos residem,

sem justo motivo, agrediu-a, causando-lhe lesão corporal leve.

Nessa situação hipotética, conforme a Lei n.º 11.340/2006 e o entendimento do

STJ,

a) a ofendida poderá renunciar à representação, desde que o faça perante o juiz.

b) a ação penal proposta pelo Ministério Público será pública incondicionada.

c) a autoridade policial, independentemente de haver necessidade, deverá acom-

panhar a vítima para assegurar a retirada de seus pertences do domicílio familiar.

d) Júlio poderá ser beneficiado com a suspensão condicional do processo, se pre-

sentes todos os requisitos que autorizam o referido ato.

e) Júlio poderá receber proposta de transação penal do Ministério Público, se hou-

ver anuência da vítima.

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52. Será cabível a concessão de liberdade provisória ao indivíduo que for preso em

flagrante devido ao cometimento do crime de

I – estelionato;

II – latrocínio;

III – estupro de vulnerável.

Assinale a opção correta.

a) Apenas os itens I e III estão certos.

b) Apenas os itens II e III estão certos.

c) Todos os itens estão certos.

d) Apenas o item I está certo.

e) Apenas os itens I e II estão certos.

53. O líder de determinada organização criminosa foi preso e, no curso do inquérito

policial, se prontificou a contribuir para coleta de provas mediante a prestação de

colaboração com o objetivo de, oportunamente, ser premiado por tal conduta.

Nessa situação hipotética, conforme a Lei n.º 12.850/2013, que dispõe sobre o

instituto da colaboração premiada,

a) o Ministério Público poderá deixar de oferecer denúncia contra o colaborador.

b) o prazo para o oferecimento de denúncia contra o colaborador poderá ser sus-

penso pelo prazo máximo de seis meses.

c) o delegado de polícia, nos autos do inquérito policial e com a manifestação do

Ministério Público, poderá requerer ao juiz a concessão de perdão judicial.

d) será obrigatória a participação de um juiz nas negociações entre as partes para

a formalização de acordo de colaboração.

e) será vedado ao juiz recusar a homologação da proposta de colaboração

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54. Considere os seguintes atos, praticados com o objetivo de suprimir tributo:

1) Marcelo prestou declaração falsa às autoridades fazendárias; 2) Hélio negou-se

a emitir, quando isso era obrigatório, nota fiscal relativa a venda de determinada

mercadoria; 3) Joel deixou de fornecer nota fiscal relativa a prestação de serviço

efetivamente realizado.

Nessas situações, conforme a Lei n.º 8.137/1990 e o entendimento do STF, para

que o ato praticado tipifique crime material contra a ordem tributária, será neces-

sário o prévio lançamento definitivo do tributo em relação a

a) Hélio e Joel.

b) Marcelo apenas.

c) Hélio apenas.

d) Joel apenas.

e) Hélio, Marcelo e Joel

55. Se uma pessoa, maior e capaz, representar contra um delegado de polícia por

ato de improbidade sabendo que ele é inocente, a sua conduta poderá ser conside-

rada, conforme o disposto na Lei n.º 8.429/1992,

a) crime, estando essa pessoa sujeita a detenção e multa.

b) ilícito administrativo, por atipicidade penal da conduta.

c) contravenção penal.

d) crime, estando essa pessoa sujeita apenas a multa.

e) crime, estando essa pessoa sujeita a reclusão e multa.

56. Considerando o entendimento dos tribunais superiores e o posicionamento dou-

trinário dominante quanto à matéria de que tratam a Lei de Delitos Informáticos e

os dispositivos legais que disciplinam a propriedade industrial, a propriedade inte-

lectual de programa de computador e os direitos autorais, assinale a opção correta.

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a) Embora o elemento subjetivo dos crimes de violação de direito autoral seja o


dolo, admite-se a modalidade culposa em relação a algumas figuras típicas.
b) Tratando-se de crime contra a propriedade imaterial com fundamento em apre-
ensão e em perícia, e sendo o caso de ação penal privativa do ofendido, a deca-
dência opera-se em seis meses, a contar da data da homologação do laudo pericial
pelo competente juízo.
c) Em se tratando de crimes contra a propriedade intelectual de programa de com-
putador, a ação penal é privativa do ofendido, mesmo em caso de prática de crime
tributário conexo.
d) As limitações aos direitos autorais previstas na legislação de regência consti-
tuem causas de exclusão de tipicidade.
e) A invasão de computador de instituição bancária mediante violação indevida de
senhas e mecanismos de segurança, com o fim de subtrair e transferir valores de
número indeterminado de correntistas, caracteriza o crime de invasão de dispositi-
vo informático em sua forma qualificada.

57. Com base no disposto na Lei n.º 11.101/2005 e no Decreto-Lei n.º 201/1967,
assinale a opção correta.
a) O princípio da bagatela aplica-se aos crimes de responsabilidade praticados por
prefeitos no exercício do mandato.
b) A Lei n.º 11.101/2005 aplica-se às sociedades de economia mista detentoras de
capital público e privado.
c) Findo o mandato de prefeito, veda-se a instauração de processo criminal com
base em conduta tipificada no Decreto-Lei n.º 201/1967, sendo incabível o ofere-
cimento de denúncia.
d) Em se tratando de recuperação judicial, extrajudicial e falência do empresário
e da sociedade empresária, aplicam-se as normas do Código de Processo Penal,

inexistindo fase de investigação judicial.

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e) Os vereadores, assim como os prefeitos municipais, respondem como autores

ou sujeitos ativos das condutas penais definidas no Decreto-Lei n.º 201/1967.

58. Com relação à prisão temporária, assinale a opção correta.

a) A prisão temporária poderá ser decretada pelo juiz de ofício ou mediante repre-

sentação da autoridade policial ou requerimento do Ministério Público.

b) Conforme o STJ, a prisão temporária não pode ser mantida após o recebimento

da denúncia pelo juiz.

c) São três os requisitos indispensáveis para a decretação da prisão temporária,

conforme a doutrina majoritária: imprescindibilidade para as investigações; exis-

tência de indícios de autoria ou participação; e indiciado sem residência fixa ou

identificação duvidosa.

d) É cabível a prisão temporária para a oitiva do indiciado acerca do delito sob apu-

ração, desde que a liberdade seja restituída logo após a ultimação do ato.

e) A prisão temporária poderá ser decretada tanto no curso da investigação quanto

no decorrer da fase instrutória do competente processo criminal.

59. Considerando o disposto na legislação referente às licitações e contratos da

administração pública e aos crimes contra a economia popular, bem como na Lei

n.º 12.846/2013, assinale a opção correta.

a) O servidor responsável que negligentemente dispensa processo licitatório exi-

gido por lei na contratação de obra ou serviço pela administração pública pratica

crime na modalidade culposa.

b) O acordo de leniência, previsto na Lei Anticorrupção, assegura à pessoa jurídica

que praticar atos lesivos à administração pública a redução de sanções pecuniárias

no âmbito administrativo e afasta a aplicação de sanções judiciais como, por exem-

plo, perdimento de bens.

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c) A Lei Anticorrupção aplica-se às condutas das pessoas jurídicas de direito priva-

do, abrangendo sociedades, associações, fundações, organizações religiosas, parti-

dos políticos e empresas individuais de responsabilidade limitada.

d) Aquele que, não sendo instituição financeira ou pessoa a esta equiparada, pra-

tica contrato de mútuo cobrando taxas de juros remuneratórios superiores àquelas

legalmente permitidas comete crime contra a economia popular, e não contra o

Sistema Financeiro Nacional.

e) Tratando-se dos crimes previstos na Lei de Licitações, equipara-se a servidor

público quem exerce mandato, cargo, emprego ou função em entidade privada que

receba subvenção, benefício ou incentivo fiscal ou creditício de órgão público

60. Com base no disposto nas legislações referentes ao Estatuto de Defesa do Tor-

cedor, à proteção às vítimas e testemunhas de crime e ao regramento que regula a

identificação no âmbito do processo criminal, assinale a opção correta.

a) Independentemente da identificação civil, deve-se proceder à identificação cri-

minal dos indiciados em crimes de homicídio doloso, crimes contra a liberdade

sexual, crimes contra o patrimônio praticados com violência ou grave ameaça à

pessoa e crimes de falsificação de documento público.

b) A identificação civil poderá ser atestada mediante a apresentação de carteira

de identidade, carteira de trabalho ou funcional, bem como do passaporte válido,

excluídos quaisquer outros documentos, porquanto não elencados taxativamente

na legislação de regência.

c) Aos condenados em cumprimento de pena e aos indiciados ou condenados sob

prisão cautelar aplicam-se as medidas de proteção a vítimas ou testemunhas de

crimes, desde que demonstrada sua relevância como garantia de produção de pro-

va.

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d) Compete, exclusivamente, ao Ministério Público a deliberação sobre o ingresso

ou a exclusão de beneficiado em programa de proteção a vítimas e testemunhas.

e) Sendo a entidade responsável pela organização de competição, bem como a en-

tidade de prática desportiva detentora do denominado mando de jogo, equiparada

à figura do fornecedor, a ela aplicam-se as sanções da legislação consumerista no

que se refere à responsabilidade objetiva do fornecedor por defeitos na prestação

de serviço.

61. À luz do disposto no Estatuto do Índio (Lei n.º 6.001/1973), na Lei de Parcela-

mento do Solo Urbano (Lei n.º 6.766/1979), na Lei de Definição de Crimes Contra

a Ordem Econômica (Lei n.º 8.176/1991) e na legislação que trata da investigação

criminal conduzida pelo delegado de polícia, assinale a opção correta.

a) A distribuição de panfletos anunciando a criação de loteamento irregular com

finalidade residencial e urbana caracteriza ato preparatório do crime de parcela-

mento ilegal, porquanto o tipo penal não prevê a figura tentada do delito.

b) O delegado de polícia, nos termos da legislação que disciplina a sua atividade,

pode indeferir diligências requeridas pelo indiciado, pela vítima ou pelo Ministério

Público.

c) Considera-se índio ou silvícola, para efeitos do Estatuto do Índio, todo indivíduo

de origem e ascendência sul-americana que se identifica como pertencente a um

grupo étnico cujas características culturais o distinguem da sociedade nacional.

d) Não caracteriza crime tipificado na Lei Federal n.º 6.766/1979 o parcelamento

irregular realizado em zona rural, dada a previsão da finalidade urbana do imóvel

na lei de regência.

e) Constitui crime contra a ordem econômica na modalidade de usurpação a explo-

ração de lavra, sem autorização ou em desacordo com as obrigações impostas pelo

título autorizativo, de matéria-prima pertencente à União.

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62. Considerando a jurisprudência do STF, assinale a opção correta com relação

aos remédios do direito constitucional.

a) É cabível habeas corpus contra decisão monocrática de ministro de tribunal.

b) Em habeas corpus é inadmissível a alegação do princípio da insignificância no

caso de delito de lesão corporal cometido em âmbito de violência doméstica contra

a mulher.

c) No mandado de segurança coletivo, o fato de haver o envolvimento de direito

apenas de certa parte do quadro social afasta a legitimação da associação.

d) O prazo para impetração do mandado de segurança é de cento e vinte dias, a

contar da data em que o interessado tiver conhecimento oficial do ato a ser impug-

nado, havendo decadência se o mandado tiver sido protocolado a tempo perante

juízo incompetente.

e) O habeas corpus é o instrumento adequado para pleitear trancamento de pro-

cesso de impeachment

63. No modelo de funcionamento da justiça montado no Brasil, entendeu-se ser

indispensável a existência de determinadas funções essenciais à justiça. Nesse

sentido, a CF considera como funções essenciais à justiça

a) o Poder Judiciário, o Ministério Público, a defensoria pública, a advocacia e as

polícias civil e militar.

b) o Ministério Público, a defensoria pública, a advocacia pública, a advocacia e as

polícias civil e militar.

c) o Poder Judiciário e o Ministério Público.

d) o Ministério Público, a defensoria pública, a advocacia pública e a advocacia.

e) o Poder Judiciário, o Ministério Público e a defensoria pública.

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64. Tendo em vista que a petição inicial de arguição de descumprimento de pre-

ceito fundamental (ADPF) dirigida ao STF deverá conter, entre outros requisitos, a

indicação do ato questionado, assinale a opção correta acerca do cabimento dessa

ação constitucional.

a) Não cabe ADPF sobre atos normativos já revogados.

b) Cabe ADPF sobre decisão judicial transitada em julgado.

c) Se uma norma pré-constitucional já fosse inconstitucional no regime constitu-

cional anterior e existisse um precedente do STF que reconhecesse essa inconsti-

tucionalidade, caberia ADPF contra essa norma pré-constitucional.

d) Não cabe ADPF sobre ato normativo municipal.

e) Cabe ADPF sobre ato de efeitos concretos como decisões judiciais.

65. No que se refere ao entendimento do STF sobre segurança pública e a sua

organização e sobre as atribuições constitucionais da polícia judiciária, assinale a

opção correta.

a) Uma vez que compete à Polícia Federal prevenir e reprimir o tráfico ilícito de

entorpecentes, o cumprimento de mandado de busca e apreensão emergencial e

preventivo pela polícia militar será ilegal e tornará a prova ilícita.

b) Ainda que, a requerimento do promotor de justiça, o inquérito policial tenha

sido arquivado por despacho do juiz, a ação penal poderá ser iniciada, mesmo sem

novas provas, caso o promotor, com base na sua independência funcional, assim

decidir.

c) A investigação criminal é atividade exclusiva da polícia e afasta os poderes de

investigação do Ministério Público.

d) É constitucional a exigência pelos estados-membros de que o indicado para

chefe de polícia, além de ser delegado de carreira, esteja na classe mais elevada

da carreira.

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e) A despeito do princípio federativo, os estados-membros possuem autonomia

para criar órgão de segurança pública diverso do previsto na CF.

66. Com relação aos tratados e convenções internacionais, assinale a opção corre-

ta à luz do direito constitucional brasileiro e da jurisprudência do Supremo Tribunal

Federal (STF).

a) Segundo o entendimento do STF, respaldado na teoria da supralegalidade, a

ratificação do Pacto de São José da Costa Rica revogou o inciso LXVII do art. 5.º da

CF, que prevê a prisão do depositário infiel.

b) O sistema constitucional brasileiro adotou, para efeito da executoriedade do-

méstica de um tratado internacional, a teoria dualista extremada, pois exige a edi-

ção de lei formal distinta para tal executoriedade. C O Pacto de São José da Costa

Rica influenciou diretamente a edição da súmula vinculante proferida pelo STF, a

qual veda a prisão do depositário infiel.

c) A Convenção de Palermo tem como objetivo a cooperação para a prevenção e o

combate do crime de feminicídio no âmbito das nações participantes.

d) Elaborada pelas Nações Unidas, a Convenção de Mérida, que trata da coopera-

ção internacional contra a corrupção, ainda não foi ratificada pelo Brasil

67. A respeito dos estados-membros da Federação brasileira, assinale a opção cor-

reta.

a) Denomina-se cisão o processo em que dois ou mais estados se unem geografi-

camente, formando um terceiro e novo estado, distinto dos estados anteriores, que

perdem a personalidade originária.

b) Para o STF, a consulta a ser feita em caso de desmembramento de estado-mem-

bro deve envolver a população de todo o estado-membro e não só a do território a

ser desmembrado.

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c) A CF dá ao estado-membro competência para instituir regiões metropolitanas e

microrregiões, mas não aglomerações urbanas: a competência de instituição des-

tas é dos municípios.

d) Conforme a CF, a incorporação, a subdivisão, o desmembramento ou a formação

de novos estados dependerá de referendo. Assim, o referendo é condição prévia,

essencial ou prejudicial à fase seguinte: a propositura de lei complementar.

e) Segundo o STF, os mecanismos de freios e contrapesos previstos em constitui-

ção estadual não precisam guardar estreita similaridade com aqueles previstos na

CF.

68. Assinale a opção correta a respeito da organização dos poderes e do sistema

de freios e contrapesos no direito constitucional pátrio.

a) Adotada por diversos países, entre eles o Brasil, a ideia de tripartição dos pode-

res do Estado em segmentos distintos e autônomos entre si — Legislativo, Execu-

tivo e Judiciário — foi concebida por Aristóteles.

b) A atividade legislativa e a de julgar o presidente da República nos crimes de

responsabilidade são funções típicas do Poder Legislativo.

c) Constitui exemplo de mecanismo de freios e contrapesos a possibilidade de re-

jeição, pelo Congresso Nacional, de medida provisória editada pelo presidente da

República.

d) As expressões poder, função e órgão são sinônimas.

e) A CF adotou o princípio da indelegabilidade de atribuições de forma absoluta,

inexistindo qualquer exceção a essa regra.

69. A respeito da administração pública, assinale a opção correta de acordo com a

CF.

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a) Desde a promulgação da CF, não houve, até o presente, inovação a respeito dos
princípios constitucionais da administração pública por meio de emenda constitu-
cional.
b) A previsão constitucional de que a investidura em cargo ou emprego público
depende de aprovação prévia em concurso público decorre exclusivamente do prin-
cípio da razoabilidade administrativa.
c) Em oposição ao que diz o texto constitucional, o STF já se posicionou contrário
à cobrança de contribuição previdenciária dos servidores públicos aposentados e
pensionistas.
d) Caso um deputado estadual nomeie sua tia materna como assessora de seu ga-
binete, não haverá violação à súmula vinculante que trata do nepotismo, pois esta
veda a nomeação de colaterais de até o segundo grau.
e) Segundo o STF, candidato aprovado em concurso público dentro do número de
vagas previsto no edital e dentro do prazo de validade do certame terá direito sub-
jetivo à nomeação.

70. À luz da CF, assinale a opção correta a respeito do Ministério Público.


a) Segundo a CF, são princípios institucionais aplicáveis ao Ministério Público: a
unidade, a indivisibilidade, a independência funcional e a inamovibilidade.
b) Foi com a CF que a atividade do Ministério Público adquiriu o status de função
essencial à justiça.
c) O STF, ao tratar das competências e prerrogativas do Ministério Público, estabe-
leceu o entendimento de que membro desse órgão pode presidir inquérito policial.
d) A CF descreve as carreiras abrangidas pelo Ministério Público e, entre elas, elen-
ca a do Ministério Público Eleitoral.
e) A exigência constitucional de que o chefe do Ministério Público da União, procu-
rador-geral da República, pertença à carreira significa que ele, para o exercício do

cargo, pode pertencer tanto ao Ministério Público Federal quanto ao estadual.

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71. Após o término de estágio probatório, a administração reprovou servidor públi-

co e editou ato de exoneração, no qual declarou que esta se dera por inassiduidade.

Posteriormente, o servidor demonstrou que nunca havia faltado ao serviço ou se

atrasado para nele chegar.

Nessa situação hipotética, o ato administrativo de exoneração é

a) nulo por ausência de finalidade.

b) anulável por ausência de objeto.

c) anulável por ausência de forma.

d) anulável por ausência de motivação.

e) nulo por ausência de motivo.

72. Um policial andava pela rua quando presenciou um assalto. Ao ver o assaltante

fugir, o policial parou um carro, identificou-se ao motorista, entrou no carro e pediu

que ele perseguisse o criminoso.

Nessa situação, conforme a CF e a doutrina pertinente, tem-se um exemplo típico

da modalidade de intervenção do Estado na propriedade privada denominada

a) limitação administrativa, cabendo indenização ao proprietário, se houver dano

ao bem deste.

b) requisição administrativa, cabendo indenização ao proprietário, se houver dano

ao bem deste.

c) desapropriação, não cabendo indenização ao proprietário, independentemente

de dano ao bem deste.

d) servidão administrativa, não cabendo indenização ao proprietário, independen-

temente de dano ao bem deste.

e) ocupação temporária, não cabendo indenização ao proprietário, mesmo que

haja dano ao bem deste.

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73. Determinado órgão público pretende dar publicidade a um instrumento convo-

catório com objetivo de comprar armas de fogo do tipo pistola, de calibre 380, usu-

almente vendidas no mercado brasileiro. O valor orçado da aquisição dos produtos

é de R$ 700.000.

Nessa situação, a compra poderá ser efetuada mediante licitação na modalidade

a) tomada de preço do tipo técnica e preço.

b) concorrência do tipo melhor técnica.

c) concorrência do tipo técnica e preço.

d) pregão do tipo menor preço.

e) tomada de preços do tipo menor preço.

74. De acordo com a legislação e a doutrina pertinentes, o poder de polícia admi-

nistrativa

a) pode manifestar-se com a edição de atos normativos como decretos do chefe do

Poder Executivo para a fiel regulamentação de leis.

b) é poder de natureza vinculada, uma vez que o administrador não pode valorar

a oportunidade e conveniência de sua prática, estabelecer o motivo e escolher seu

conteúdo.

c) pode ser exercido por órgão que também exerça o poder de polícia judiciária.

d) é de natureza preventiva, não se prestando o seu exercício, portanto, à esfera

repressiva.

e) é poder administrativo que consiste na possibilidade de a administração aplicar

punições a agentes públicos que cometam infrações funcionais.

75. Em relação aos princípios expressos e implícitos da administração pública, as-

sinale a opção correta.

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a) O princípio da legalidade, quando aplicável ao direito privado, institui um critério

de subordinação à lei, a denominada regra da reserva legal.

b) O princípio da legalidade, previsto na Constituição Federal de 1988 (CF), não

possui quaisquer restrições excepcionais.

c) Respeitado o que predispuser a intentio legis (vontade da lei), compete ao ór-

gão da administração pública a livre interpretação do que seja interesse público.

d) A proibição da atuação do administrado de forma despropositada ou tresloucada

é também conhecida doutrinariamente como princípio da proibição dos excessos.

e) A prerrogativa da administração pública de desapropriar ou estabelecer restri-

ção a alguma atividade individual decorre do princípio da autotutela.

76. Com base no disposto na Lei n.º 9.784/1999, assinale a opção correta, consi-

derando o entendimento dos tribunais superiores e da doutrina sobre o processo

administrativo.

a) Os processos de prestação de contas são exemplo de processos administrativos

de outorga, cuja finalidade é autorizar o exercício de determinado direito individual.

b) O Supremo Tribunal Federal entende que não é necessária a observância do

devido processo legal para a anulação de ato administrativo que tenha repercutido

no campo dos interesses individuais.

c) Por ser a ampla defesa um princípio do processo administrativo, a administração

não poderá definir a maneira como se realizará seu exercício, definindo, por exem-

plo, o local de vista aos autos.

d) A competência processante de órgão da administração pode ser delegada, em

parte, a outro órgão, ainda que não subordinado hierarquicamente ao órgão dele-

gante, desde que haja conveniência, razão e inexista impedimento legal.

e) Conforme o Supremo Tribunal Federal, é obrigatória a representação por advo-

gado para o exercício do direito à recorribilidade de decisão proferida em processo

administrativo.

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77. A respeito dos poderes e deveres da administração, assinale a opção correta,

considerando o disposto na CF.

a) A lei não pode criar instrumentos de fiscalização das finanças públicas, pois tais

instrumentos são taxativamente listados na CF.

b) A eficiência, um dever administrativo, não guarda relação com a realização de

supervisão ministerial dos atos praticados por unidades da administração indireta.

c) O abuso de poder consiste em conduta ilegítima do agente público, caracteri-

zada pela atuação fora dos objetivos explícitos ou implícitos estabelecidos pela lei.

d) A capacidade de inovar a ordem jurídica e criar obrigações caracteriza o poder

regulamentar da administração.

e) As consequências da condenação pela prática de ato de improbidade adminis-

trativa incluem a perda dos direitos políticos e a suspensão da função pública

78. No que se refere ao processo administrativo disciplinar (PAD), assinale a opção

correta.

a) A CF recepcionou o instituto da verdade sabida, viabilizando a sua aplicação no

PAD.

b) O Supremo Tribunal Federal entende ser ilegal a instauração de sindicância para

apurar a ocorrência de irregularidade no serviço público a partir de delação anôni-

ma.

c) Conforme o Supremo Tribunal Federal, militar, ainda que reformado, submete-se

à hierarquia e à disciplina, estando, consequentemente, sujeito à pena disciplinar.

d) Os princípios da ampla defesa e do contraditório no PAD não são absolutos, po-

dendo haver indeferimento de pedidos impertinentes ou protelatórios.

e) Uma sindicância preparatória só pode servir de subsídio para uma sindicância

contraditória, mas não para um PAD.

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79. Em relação à improbidade administrativa, assinale a opção correta.

a) A ação de improbidade administrativa apresenta prazo de proposição decenal,

qualquer que seja a tipicidade do ilícito praticado pelo agente público.

b) Se servidor público estável for condenado em ação de improbidade administra-

tiva por uso de maquinário da administração em seu sítio particular, poderá ser-lhe

aplicada pena de suspensão dos direitos políticos por período de cinco a oito anos.

c) O particular que praticar ato que enseje desvio de verbas públicas, sozinho ou

em conluio com agente público, responderá, nos termos da Lei de Improbidade Ad-

ministrativa, desde que tenha obtido alguma vantagem pessoal.

d) Enriquecimento ilícito configura ato de improbidade administrativa se o autor

auferir vantagem patrimonial indevida em razão do cargo, mandato, função, em-

prego ou atividade, mesmo que de forma culposa.

e) Caso um servidor público federal estável, de forma deliberada, sem justificativa

e reiterada, deixar de praticar ato de ofício, poderá ser-lhe aplicada multa civil de

até cem vezes o valor da sua remuneração, conforme a gravidade do fato

80. Depende do consentimento de todos os sócios ou acionistas — salvo em caso

de previsão no ato constitutivo, hipótese em que o dissidente poderá retirar-se da

sociedade — a operação societária denominada

a) incorporação.

b) fusão.

c) cisão.

d) liquidação.

e) transformação.

81. Assinale a opção correta no que se refere ao direito societário.

a) Compete ao poder público municipal do local da sede autorizar o funcionamento

de sociedades cujo funcionamento dependa de autorização do Poder Executivo.

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b) É nulo todo o contrato social de sociedade limitada que contenha cláusula que

exclua qualquer sócio da participação nos lucros e nas perdas.

c) A sociedade em comum e a sociedade de fato ou irregular são não personifica-

das, conforme classificação do Código Civil.

d) O sócio remisso pode ser excluído da sociedade pelos demais, caso em que deve

ser-lhe devolvido, com os abatimentos cabíveis, o montante com o qual tenha con-

tribuído para o capital social.

e) Os tipos societários previstos no Código Civil são exemplificativos, podendo as

sociedades organizar-se de formas distintas das expressamente listadas.

82. Durante a instrução de determinado processo judicial, foi comprovada falsifi-

cação da escrituração em um dos livros comerciais de uma sociedade limitada, em

decorrência da criação do chamado “caixa dois”. A sentença proferida condenou

pelo crime apenas o sócio com poderes de gerência.

A respeito dessa situação hipotética, assinale a opção correta.

a) A conduta praticada pelo sócio constitui crime falimentar.

b) Na situação, configura-se crime de falsificação de documento público.

c) Sendo o diário e o livro de registro de atas de assembleia livros obrigatórios da

sociedade citada, a referida falsificação pode ter ocorrido em qualquer um deles.

d) Em decorrência da condenação criminal, o sócio-gerente deverá ser excluído

definitivamente da sociedade.

e) O nome do condenado não pode ser excluído da firma social, que deve conter o

nome de todos os sócios, seguido da palavra “limitada”.

83. A Lei n.º XX/XXXX, composta por quinze artigos, elaborada pelo Congresso

Nacional, foi sancionada, promulgada e publicada.

A respeito dessa situação, assinale a opção correta, de acordo com a Lei de Intro-

dução às Normas do Direito Brasileiro.

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a) Se algum dos artigos da lei sofrer alteração antes de ela entrar em vigor, será

contado um novo período de vacância para o dispositivo alterado.

b) Caso essa lei tenha revogado dispositivo da legislação anterior, automaticamen-

te ocorrerá o efeito repristinatório se nela não houver disposição em contrário.

c) A lei irá revogar a legislação anterior caso estabeleça disposições gerais sobre

assunto tratado nessa legislação.

d) Não havendo referência ao período de vacância, a nova lei entra em vigor ime-

diatamente, sendo eventuais correções em seu texto consideradas nova lei.

e) Não havendo referência ao período de vacância, a lei entrará em vigor, em todo

o território nacional, três meses após sua publicação.

84. No que concerne à pessoa natural, à pessoa jurídica e ao domicílio, assinale a

opção correta.

a) Sendo o domicílio o local em que a pessoa permanece com ânimo definitivo ou

o decorrente de imposição normativa, como ocorre com os militares, o domicílio

contratual é incompatível com a ordem jurídica brasileira.

b) Conforme a teoria natalista, o nascituro é pessoa humana titular de direitos,

de modo que mesmo o natimorto possui proteção no que concerne aos direitos da

personalidade.

c) De acordo com o Código Civil, deve ser considerado absolutamente incapaz

aquele que, por enfermidade ou deficiência mental, não possuir discernimento para

a prática de seus atos.

d) A ocorrência de grave e injusta ofensa à dignidade da pessoa humana configura

o dano moral, sendo desnecessária a comprovação de dor e sofrimento para o re-

cebimento de indenização por esse tipo de dano.

e) Na hipótese de desaparecimento do corpo de pessoa em situação de grave risco

de morte, como, por exemplo, no caso de desastre marítimo, o reconhecimento do

óbito depende de prévia declaração de ausência.

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85. Em cada uma das opções seguintes, é apresentada uma situação hipotética,
seguida de uma assertiva a ser julgada, a respeito de posse, propriedade e direitos
reais sobre coisa alheia. Assinale a opção que apresenta assertiva correta conforme
a legislação e a doutrina pertinentes.
a) Durante o prazo de vigência de contrato de locação de imóvel urbano, o loca-
tário viajou e, ao retornar, percebeu que o imóvel havia sido invadido pelo próprio
proprietário. Nesse caso, o locatário não pode defender sua posse, uma vez que o
possuidor direto não tem proteção possessória em face do indireto.
b) Determinado indivíduo realizou, de boa-fé, construção em terreno que pertencia
a seu vizinho. O valor da construção excede consideravelmente o valor do terreno.
Nessa situação, não havendo acordo, o indivíduo que realizou a construção adquiri-
rá a propriedade do solo mediante pagamento da indenização fixada pelo juiz.
c) Caio realizou a doação de um bem para Fernando. No contrato celebrado entre
ambos, consta cláusula que determina que o bem doado volte para o patrimônio
do doador se ele sobreviver ao donatário. Nessa situação, a cláusula é nula, pois o
direito brasileiro não admite a denominada propriedade resolúvel.
d) Roberto possui direito real de superfície de bem imóvel e deseja hipotecar esse
direito pelo prazo de vigência do direito real. Nesse caso, a estipulação de direito
real de garantia é ilegal porque a hipoteca somente pode ser constituída pelo pro-
prietário do bem.
e) Determinado empregador cedeu bem imóvel de sua propriedade a seu empre-
gado, em razão de relação de confiança decorrente de contrato de trabalho. Nesse
caso, ainda que desfeito o vínculo trabalhista, é juridicamente impossível a conver-
são da detenção do empregado em posse.

86. Um oficial do corpo de bombeiros arrombou a porta de determinada residência


para ingressar no imóvel vizinho e salvar uma criança que corria grave perigo em

razão de um incêndio.

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A respeito dessa situação hipotética e conforme a doutrina dominante e o Código

Civil, assinale a opção correta.

a) O oficial tem o dever de indenizar o proprietário do imóvel danificado, devendo

o valor da indenização ser mitigado em razão da presença de culpa concorrente.

b) O ato praticado pelo oficial é ilícito porque causou prejuízo ao dono do imóvel,

inexistindo, entretanto, o dever de indenizar, dada a ausência de nexo causal.

c) Não se aplica ao referido oficial a regra do Código Civil segundo a qual o agen-

te que atua para remover perigo iminente pode ser chamado a indenizar terceiro

inocente.

d) Conforme disposição do Código Civil, o oficial teria o dever de indenizar o dono

do imóvel no valor integral dos prejuízos existentes, tendo direito de regresso con-

tra o responsável pelo incêndio.

e) Não se pode falar em responsabilidade civil nesse caso, pois, na hipótese de

estado de necessidade, o agente causador do dano nunca terá o dever de indenizar.

87. O estado de Goiás instituiu, por lei ordinária, um departamento de fiscalização

de postos de gasolina com objetivo de aferir permanentemente as condições de se-

gurança e vigilância de tais locais, estabelecendo um licenciamento especial e anual

para o funcionamento de tais estabelecimentos e instituindo uma taxa anual de R$

1.000 a ser paga pelos empresários, relacionada a tal atividade estatal.

A respeito dessa situação hipotética, assinale a opção correta.

a) A instituição do departamento de fiscalização de postos de gasolina como órgão

competente com funcionamento regular é suficiente para caracterizar o exercício

efetivo do poder de polícia.

b) É desnecessária, para justificar a cobrança de taxa, a criação de órgão específi-

co para o desempenho das atividades de fiscalização de postos de gasolina, por se

tratar de competências inerentes às autoridades de segurança pública.

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c) Para observar o princípio da capacidade contributiva, a taxa deveria ter corres-

pondência com o valor venal do imóvel a ser fiscalizado, sendo inconstitucional a

cobrança de valor fixo por estabelecimento.

d) A taxa em questão é inconstitucional, já que a segurança pública é um dever do

Estado, constituindo um serviço indivisível, a ser mantido apenas por impostos, o

que torna incabível a cobrança de taxa.

e) Por ter caráter contraprestacional, a taxa só será devida caso o departamento

de fiscalização de postos de gasolina faça visitas periódicas aos estabelecimentos,

certificando-se do cumprimento das normas de segurança e vigilância de tais lo-

cais, de acordo com a legislação.

88. Instrução normativa expedida em dezembro de 2015 pelo secretário de Fazen-

da do Estado de Goiás estabeleceu que, para ter acesso ao sistema de informática

de emissão de nota fiscal, relativa ao ICMS, o contribuinte deve estar em dia com

suas obrigações tributárias estaduais. Em janeiro de 2016, a empresa Alfa Ltda.,

com pagamento de tributos em atraso, requereu acesso ao sistema e teve o seu

pedido indeferido.

Nessa situação hipotética,

a) ainda que a emissão de notas fiscais seja obrigação acessória, o princípio da

legalidade estrita, vigente no direito tributário, impõe que tais deveres sejam pre-

vistos por lei ordinária, sendo inválida a restrição estabelecida por instrução nor-

mativa.

b) o ICMS é tributo sujeito à anterioridade nonagesimal, de modo que, embora

válida a instrução normativa, o indeferimento é ato insubsistente, por ter aplicado

a instrução normativa antes do prazo constitucional.

c) a interdição de emissão de notas fiscais é meio indireto de cobrança do tributo,

já que inibe a continuidade da atividade profissional do contribuinte, o que torna a

instrução normativa em questão inválida.

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d) o ICMS não é tributo sujeito à anterioridade nonagesimal, de modo que o inde-


ferimento é válido.
e) a emissão de notas fiscais é obrigação acessória, podendo ser regulada por ato
infralegal, sendo válida a restrição estabelecida.

89. Ricardo, com quinze anos de idade, traficou entorpecentes por três meses,
obtendo uma renda de R$ 20.000. Informado pela autoridade competente, um au-
ditor da Receita Federal do Brasil efetuou lançamento contra o menor.
Tendo como referência essa situação hipotética, assinale a opção correta.
a) O tráfico de entorpecente é ato ilícito, sendo responsáveis pelos prejuízos dele
decorrentes, nos termos da lei civil, os pais de Ricardo, que deverão recolher o tri-
buto a título de sanção cível.
b) A capacidade tributária independe da capacidade civil, de modo que é correto
o lançamento contra o menor que, no caso, percebeu remuneração que pode ser
considerada renda.
c) O tráfico de entorpecente é atividade que gera proveito econômico, o que justi-
fica torná-lo fato gerador de tributo, não podendo, no entanto, Ricardo, por ser in-
capaz, sofrer lançamento, devendo a renda percebida ser imputada aos seus pais.
d) O tráfico de entorpecente, por ser crime, não pode ser objeto de tributação, pois
o pagamento de imposto em tal hipótese significaria que o Estado estaria chance-
lando uma atividade ilícita, sendo, portanto, insubsistente o lançamento.
e) Ricardo, por ser incapaz, não pode sofrer lançamento, não constituindo renda
eventuais ganhos econômicos que ele venha a ter

90. São responsáveis pelos créditos tributários relativos a obrigação de terceiros,


quando não for possível exigir-lhes o cumprimento da obrigação principal, indepen-
dentemente de terem agido com excesso de poderes ou em desacordo com a lei,

estatuto ou contrato social,

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a) os empregados.

b) os diretores de pessoa jurídica.

c) os representantes legais de pessoas jurídicas de direito privado.

d) os administradores de bens de terceiros.

e) os mandatários

91. Sabendo que, por disposição constitucional expressa, em regra, os princípios

tributários e as limitações ao poder de tributar não se aplicam de forma idêntica a

todas as espécies tributárias, assinale a opção correta a respeito da aplicação des-

ses institutos.

a) Apenas aos impostos estaduais aplica-se o princípio que proíbe o estabeleci-

mento de diferença tributária entre bens e serviços de qualquer natureza em razão

de sua procedência ou seu destino.

b) A aplicação do princípio da não vinculação de receita a despesa específica é li-

mitada aos impostos.

c) Em regra, o princípio da anterioridade do exercício aplica-se da mesma forma

aos impostos e às contribuições sociais da seguridade social.

d) O princípio da capacidade contributiva aplica-se sempre e necessariamente aos

impostos.

e) O princípio da anterioridade do exercício atinge, de forma ampla, as hipóteses

de empréstimos compulsórios previstas no texto constitucional.

92. Se resultar em supressão ou redução de tributo, configurará crime contra a

ordem tributária a conduta consistente em

a) utilizar programa de processamento de dados que disponibilize ao sujeito pas-

sivo informação diversa daquela fornecida à fazenda pública.

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b) negar-se a fornecer nota fiscal relativa a venda de mercadoria ou a venda de

serviço.

c) exigir para si porcentagem sobre a parcela dedutível de imposto como incentivo

fiscal.

d) aplicar incentivo fiscal em desacordo com o estatuído.

e) deixar de pagar benefício a segurado quando valores já tiverem sido reembol-

sados à empresa pela previdência social.

93. No que concerne à Constituição Federal de 1988 (CF) e ao meio ambiente, as-

sinale a opção correta.

a) Entende-se a previsão constitucional de um meio ambiente ecologicamente

equilibrado tanto como um direito fundamental quanto como um princípio jurídico

fundamental que orienta a aplicação das regras legais.

b) O princípio da livre iniciativa impede que o poder público fiscalize entidades de-

dicadas à pesquisa e à manipulação de material genético.

c) O estudo prévio de impacto ambiental será dispensado nos casos de obras pú-

blicas potencialmente causadoras de significativa degradação ambiental quando

elas forem declaradas de utilidade pública ou de interesse social.

d) Os espaços territoriais especialmente protegidos, definidos e criados por lei am-

biental, poderão ser suprimidos por meio de decreto do chefe do Poder Executivo

municipal para permitir a moradia de população de baixa renda em área urbana.

e) A competência para proteger o meio ambiente e combater a poluição em todas

as suas formas é concorrente entre a União, os estados, o Distrito Federal (DF) e

os municípios, de modo que a ação administrativa do órgão ambiental da União

prevalece sobre a ação dos demais entes federativos.

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94. A respeito da legislação que trata da proteção das florestas e das unidades de
conservação, assinale a opção correta.
a) O imóvel rural pode tornar-se reserva particular do patrimônio natural a partir
do interesse do proprietário, mediante edição de lei municipal e após a concordân-
cia do órgão ambiental local.
b) Desde que haja autorização pelo órgão ambiental estadual, admite-se a explo-
ração econômica mediante o manejo sustentável dos recursos naturais do imóvel
rural ou urbano localizado em área de preservação permanente.
c) Com vistas à regularização ambiental, a reserva legal do imóvel rural localizado
na Amazônia Legal poderá ser reduzida para até 50% da propriedade mediante
autorização do órgão ambiental estadual, se o proprietário demonstrar a sustenta-
bilidade do seu projeto de uso alternativo do solo.
d) Devem constar no Cadastro Ambiental Rural a identificação do proprietário ou
possuidor do imóvel e a comprovação da propriedade ou posse, apesar de o cadas-
tramento não constituir título de reconhecimento de posse ou propriedade.
e) O Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza classifica essas
unidades em três grupos ou categorias, com características e objetivos específicos:
as unidades de proteção integral, as unidades de uso sustentável e as unidades de
preservação permanente.

95. Uma mineradora está respondendo por supostamente ter causado poluição
capaz de gerar danos à saúde dos moradores de área próxima ao local de suas
atividades. Alguns sócios com poderes de gerência foram apontados como corres-
ponsáveis na esfera criminal. Foram impostas duas multas administrativas eleva-
das, uma por ente estadual e outra por ente federal, com base na mesma conduta.
Na motivação, foi invocado o alto poder econômico da empresa como fator para
gradação das multas. Alguns moradores já ajuizaram ações cíveis de reparação de

danos.

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Com relação a essa situação hipotética, assinale a opção correta à luz da legislação

pertinente e das posições doutrinárias majoritariamente aceitas.

a) A situação econômica do infrator não poderia ser levada em consideração para

estabelecer o valor das multas impostas.

b) Ainda que tenha inexistido dolo na geração da poluição, poderá haver respon-

sabilização criminal no caso. C Ainda que seja a mesma hipótese de incidência, as

duas multas administrativas — federal e estadual — deverão ser pagas.

c) Como as esferas de responsabilização por infração ambiental são independen-

tes entre si, inexiste situação em que a decisão criminal repercutirá nas demais e

vice-versa.

d) Se a pessoa jurídica for condenada criminalmente, ficará excluída a responsabi-

lidade criminal dos seus sócios-gerentes.

96. Foi constatado que um fazendeiro estava impedindo a regeneração natural de

florestas em área de preservação permanente na sua propriedade rural, por pre-

tender manter a área como pasto.

Nessa situação hipotética, conforme a legislação pertinente,

a) a autoridade ambiental que constatou a infração deve promover sua apuração

imediata, sob pena de corresponsabilização.

b) a conduta configura infração administrativa, mas não configura crime.

c) a responsabilização será objetiva em todas as esferas cabíveis.

d) caberá à autoridade policial que constatou a conduta lavrar o auto de infração

ambiental e instaurar processo administrativo. E inexiste hipótese de reparação ci-

vil, haja vista que a terra da propriedade rural pertence ao próprio infrator.

97. Em ano eleitoral, na convenção estadual do partido Pdy, a direção apresentou

proposta de coligação e relação de candidatos a deputado federal.

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Com referência a essa situação hipotética, cada uma das próximas opções apre-

senta uma situação também hipotética, seguida de uma assertiva a ser julgada, de

acordo com o que prescreve a Lei n.º 9.504/1997, que estabelece normas para as

eleições. Assinale a opção que apresenta a assertiva correta.

a) A lista de candidatos a deputado federal do Pdy conta dois candidatos que en-

frentam processos, ainda não concluídos, de expulsão do partido. Nessa situação,

os nomes desses dois candidatos devem ser substituídos, pois a lei prevê o imedia-

to cancelamento do registro de candidatos submetidos a processo de expulsão do

partido a que pertençam.

b) Dos componentes da lista de candidatos do Pdy, 50% deles são do sexo femini-

no. Nessa situação, de acordo com a lei em apreço, a lista deverá ser recomposta,

de forma a conter, no máximo, 30% de candidatos desse sexo e 70%, no mínimo,

de candidatos do sexo masculino.

c) O Pdy estadual deliberou coligar-se com outros dois partidos, em afronta direta

às diretrizes estatutárias do órgão de direção nacional do Pdy. Nessa situação, o di-

retório nacional do Pdy poderá, nos termos do estatuto do partido, anular a referida

deliberação feita em convenção estadual e os atos dela decorrentes.

d) Na convenção, ficou decidido que seriam apresentados vinte e um candidatos

para concorrer às quatorze vagas de deputado federal reservadas para o estado.

Nessa situação, o número de candidatos a ser apresentado pelo partido ou pela

coligação deveria corresponder a 200% das respectivas vagas, ou seja, vinte e oito

candidatos.

e) A lista de candidatos a deputado federal do Pdy inclui um candidato que so-

mente completará vinte e um anos de idade no dia seis de outubro, um dia após a

data das eleições. Nessa situação, esse candidato terá de ser substituído por outro

candidato que complete a idade mínima de vinte e um anos até a data do certame

eleitoral

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98. A respeito de alistamento eleitoral, assinale a opção correta à luz da CF e da

Lei n.º 4.737/1965, que instituiu o Código Eleitoral.

a) O eleitor que não votar e não se justificar estará sujeito ao pagamento de mul-

ta, ao impedimento de inscrever-se em concurso público e à prestação de serviços

comunitários.

b) Todos os militares são alistáveis.

c) A CF recepcionou as disposições da Lei n.º 4.737/1965 relativas à elegibilidade

e ao alistamento eleitoral dos analfabetos.

d) Uma das condições para o alistamento eleitoral é que o eleitor saiba se exprimir

na língua nacional.

e) Será cancelada a inscrição do eleitor que não votar em três eleições consecuti-

vas, com ou sem justificativa.

99. Em cada uma das próximas opções, é apresentada uma situação hipotética,

seguida de uma assertiva a ser julgada conforme a Lei n.º 9.096/1995. Assinale a

opção que apresenta a assertiva correta.

a) Um grupo de eleitores encaminhou pedido de registro do estatuto do partido

político Y (PY) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Nessa situação, o TSE somente

poderá deferir o registro depois de publicadas as normas que regerão o PY, devido

ao fato de os partidos políticos serem pessoas jurídicas de direito público sujeitas

ao princípio da publicidade.

b) O partido político W (PW) estabeleceu em seu estatuto que somente poderiam

concorrer a cargos eletivos os candidatos que tivessem mais de dois anos de filia-

ção partidária. Nessa situação, os filiados do PW deverão cumprir o estabelecido na

referida determinação estatutária, uma vez que é facultado aos partidos estabele-

cer prazos de filiação superiores aos previstos em lei.

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c) O partido político Z (PZ) requereu o registro do seu estatuto no Tribunal Su-

perior Eleitoral (TSE), tendo juntado ao pedido documentos comprobatórios de

apoiamento de eleitores, todos filiados a partidos políticos e com representantes

das diversas unidades da Federação, inclusive do DF. Nessa situação, o TSE deverá

deferir o pedido de registro do estatuto do PZ em caráter nacional.

d) Um deputado federal pretende desfiliar-se do partido político A, em razão da

criação do partido político B, ao qual ele pretende filiar-se. Nessa situação, é possí-

vel a troca de partido sem perda do cargo parlamentar, pois a criação de um novo

partido político é justa causa para desfiliação partidária.

e) Um eleitor, já filiado ao partido político X, filiou-se também a outro partido. Tal

situação caracteriza dupla filiação, e ambas as filiações serão consideradas nulas

para todos os efeitos legais.

100. A respeito do alistamento eleitoral, assinale a opção correta à luz da Resolu-

ção TSE n.º 21.538/2003.

a) Apesar da facultatividade do alistamento eleitoral do analfabeto, a partir do mo-

mento em que se alfabetizar, o indivíduo deverá requerer a sua inscrição eleitoral,

mas, por se tratar de ato extemporâneo, ficará sujeito a multa eleitoral.

b) Contra decisão que indeferir pedido de inscrição eleitoral caberá recurso, a ser

interposto mediante a anuência de delegado de partido político.

c) Aplica-se multa ao brasileiro nato que não se alistar até os dezenove anos de

idade, caso ele não requeira a sua inscrição eleitoral até o centésimo quinquagé-

simo primeiro dia anterior à eleição subsequente à data em que completar citada

idade.

d) A carteira de identidade e a certidão de nascimento são os únicos documentos

válidos para fins de comprovação da nacionalidade no ato de alistamento eleitoral.

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e) A justiça eleitoral deverá, após a apresentação dos documentos pelo eleitor,

preencher ou digitar o requerimento de alistamento eleitoral, indicando o local de

votação, determinado automaticamente, sem direito de escolha, conforme o domi-

cílio do eleitor.

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GABARITO

1. C 27. E 53. ANULADA 79. E

2. C 28. B 54. B 80. E

3. D 29. C 55. A 81. D

4. B 30. D 56. D 82. B

5. A 31. A 57. D 83. A

6. C 32. C 58. B 84. D

7. A 33. E (ANULADA) 59. D 85. B

8. E 34. D 60. E 86. C

9. E 35. E 61. E 87. A

10. D 36. D 62. B 88. C

11. ANULADA 37. B 63. D 89. B

12. C 38. D 64. E 90. D

13. ANULADA 39. C 65. ANULADA 91. B

14. A 40. A 66. C 92. ANULADA

15. B 41. D 67. B 93. A

16. B (ANULADA) 42. A 68. E 94. D

17. A 43. D 69. E 95. B

18. E 44. D 70. B 96. A

19. C 45. E 71. E 97. C

20. A 46. E 72. B 98. ANULADA

21. C 47. E 73. D 99. B

22. A 48. C 74. C 100. C

23. D 49. B 75. ANULADA

24. ANULADA 50. C 76. D

25. 51. B 77. C

26. E 52. C 78. ANULADA

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QUESTÕES COMENTADAS

Texto CB1A1AAA

A diferença básica entre as polícias civil e militar é a essência de suas ativi-

dades, pois assim desenhou o constituinte original: a Constituição da República

Federativa do Brasil de 1988 (CF), em seu art. 144, atribui à polícia federal e às

polícias civis dos estados as funções de polícia judiciária — de natureza essencial-

mente investigatória, com vistas à colheita de provas e, assim, à viabilização do

transcorrer da ação penal — e a apuração de infrações penais. Enquanto a polícia

civil descobre, apura, colhe provas de crimes, propiciando a existência do proces-

so criminal e a eventual condenação do delinquente, a polícia militar, fardada, faz

o patrulhamento ostensivo, isto é, visível, claro e perceptível pelas ruas. Atua de

modo preventivo-repressivo, mas não é seu mister a investigação de crimes. Da

mesma forma, não cabe ao delegado de polícia de carreira e a seus agentes sair

pelas ruas ostensivamente em patrulhamento. A própria comunidade identifica na

farda a polícia repressiva; quando ocorre um crime, em regra, esta é a primeira a

ser chamada. Depois, havendo prisão em flagrante, por exemplo, atinge-se a fase

de persecução penal, e ocorre o ingresso da polícia civil, cuja identificação não se

dá necessariamente pelos trajes usados.

Guilherme de Souza Nucci. Direitos humanos versus segurança pública. Rio de Janeiro: Forense,
2016, p. 43 (com adaptações)

1. Infere-se das informações do texto CB1A1AAA que

a) o uso de fardamento pela polícia militar é o que a diferencia da polícia civil, que

prescinde dos trajes corporativos.

b) a essência da atividade do delegado de polícia civil reside no controle, na pre-

venção e na repressão de infrações penais.

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c) ao delegado de polícia cabem a condução da investigação criminal e a apuração

de infrações penais.

d) a tarefa precípua dos delegados de polícia civil e de seus agentes é o patrulha-

mento ostensivo nas ruas.

e) a função de polícia judiciária concretiza-se no policiamento ostensivo, preventi-

vo e repressivo.

O enunciado da questão solicita do candidato uma leitura inferencial. Inferir signi-

fica interpretar, ou seja, extrair do texto aquilo que está sendo afirmado nas entre-

linhas, não na superfície do discurso. Não se pode confundir, entretanto, inferência

com extrapolação. Esta é um erro grave de leitura, que deduz do texto o que ele

não é suficiente para validar. Toda inferência está no texto, não fora dela. Então,

a rigor, para o Cespe, não há o que diferencie um enunciado que solicite algo “de

acordo com o texto” daquele que pede “infere-se do texto” Em ambos os casos,

devemos estar atentos ao texto e nos fazer a seguinte questão: o texto, por si só,

valida essa afirmação? Se sim, o item estará correto, independentemente da forma

como é enunciado. Apenas lembre-se de que a afirmação não precisar estar pontu-

almente declarada no texto, pode estar nele diluída e exigir do leitor (no caso, do

candidato) uma leitura sistêmica.

A alternativa C (ao delegado de polícia cabem a condução da investigação criminal

e a apuração de infrações penais) pode ser confirmado pelo texto. Juntam-se dois

fragmentos para consolidar a afirmação, quais sejam: não cabe ao delegado de po-

lícia de carreira e a seus agentes sair pelas ruas ostensivamente em patrulhamento

e a polícia civil descobre, apura, colhe provas de crimes.

Vamos às demais alternativas:

A) Errada. Segundo o texto, o que diferencia a polícia militar da civil é a “essência

de suas atividades”.

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B) Errada. O texto contradiz essa interpretação, precisamente no trecho “não cabe

ao delegado de

polícia de carreira e a seus agentes sair pelas ruas ostensivamente em patrulha-

mento”.

D) Errada. O mesmo trecho que inviabiliza a B contradiz esta afirmação.

E) Errada. Conforme o texto, à polícia judiciária (assim como à federal e às civis)

cabe a “função investigatória, com vistas à colheita de provas e, assim, à viabiliza-

ção do transcorrer da ação penal — e a apuração de infrações penais”.

2. O texto CB1A1AAA é predominantemente

a) injuntivo.

b) narrativo.

c) dissertativo.

d) exortativo.

e) descritivo.

A questão cobra tipologias textuais, assunto bastante explorado nas questões de

interpretação de texto. Vamos recordar um pouco de teoria?

Texto injuntivo (também chamado de instrucional): tem por objetivo indicar o

procedimento para realizar algo, estabelecer comandos de ação. As receitas culiná-

rias são exemplo dessa tipologia

Texto dissertativo: objetiva discorrer sobre um tema, um dado da realidade,

apresentando apenas informações (dissertação expositiva) ou defendendo uma

tese sobre o tema (dissertação argumentativa).

Texto narrativo: tem por objetivo relatar uma sequência de acontecimentos ocor-

ridos ao longo do tempo. A principal marca da narração é a progressão temporal.

Texto exortativo: apresenta o objetivo de exortar (induzir, estimular) o leitor a

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praticar determinada ação ou adotar determinado comportamento. Uma das mar-

cas frequentes é o emprego do imperativo verbal.

Texto descritivo: visa descrever (reproduzir) dados de uma realidade estática,

ou seja, sem progressão temporal. Caracteriza-se por ser texto figurativo, isto é,

apoia-se em termos concretos, o que permite ao leitor a visualização mental da

cena.

Para saber a tipologia predominante em um texto (elas não se excluem necessaria-

mente), o leitor precisa, ao fim da leitura, perguntar-se: qual o objetivo do texto?

No caso deste texto, o objetivo do autor é discorrer sobre as diferenças entre a

polícia militar e as demais (federal, judiciária e civis, com destaque para esta).

Logo, o texto é dissertativo.

Texto CB1A1BBB

A principal finalidade da investigação criminal, materializada no inquérito poli-

cial (IP), é a de reunir elementos mínimos de materialidade e autoria delitiva antes

de se instaurar o processo criminal, de modo a evitarem-se, assim, ações infun-

dadas, as quais certamente implicam grande transtorno para quem se vê acusado

por um crime que não cometeu. Modernamente, o IP deixou de ser o procedimento

absolutamente inquisitorial e discricionário de outrora. A participação das partes,

pessoalmente ou por seus advogados ou defensores públicos, vem ganhando es-

paço a cada dia, com o objetivo de garantir que o IP seja um instrumento impar-

cial de investigação em busca da verdade dos fatos. Acrescente-se que o estigma

provocado por uma ação penal pode perdurar por toda a vida e, por isso, para ser

promovida, a acusação deve conter fundamentos fáticos e jurídicos suficientes, o

que, em regra, se consegue por meio do IP.

Carlos Alberto Marchi de Queiroz (Coord.). Manual de polícia judiciária: doutrina, modelos, legis-
lação. 6.ª ed. São Paulo: Delegacia Geral de Polícia, 2010 (com adaptações).

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3. Nas orações em que ocorrem no texto CB1A1BBB, os elementos “assim” (R.4) e

“por isso” (R.15) expressam, respectivamente, as ideias de

a) consequência e consequência.

b) finalidade e proporcionalidade.

c) causa e consequência.

d) conclusão e conclusão.

e) restrição e conformidade.

Caro aluno, esta é uma questão recorrente em provas de concursos públicos. O

examinador cobra aqui o uso das conjunções. Sempre digo aos meus alunos que,

para resolver a maioria destas abordagens, basta conhecer os grupos de conectivos

oracionais. Importante! Temos conjunções subordinativas e coordenativas. Elenco

as principais conjunções e locuções conjuntivas.

CONJUNÇÕES COORDENATIVAS

1 – Adversativas: mas, porém, entretanto, no entanto, contudo, não obstante, se-

não, todavia.

2 – Alternativas: ora (a única conjunção que pode aparecer apenas na última ora-

ção), ora...ora, já...já, quer...quer, seja...seja.

3 – Conclusivas: logo, portanto, então, assim, por isso, por conseguinte, pois

(posposta ao verbo), de modo que, em vista disso.

4 – Explicativas: porque, pois (anteposta ao verbo), porquanto, que.

5 – Aditivas: e, nem, não só...mas, mas (também).

CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS

1 – Causais (orações subordinadas adverbiais): porque, como (porque), pois, pois

que, por isso que, já que, uma vez que, visto que, visto como, que, porquanto.

2 – Concessivas (orações subordinadas adverbiais): embora, conquanto, bem que,

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se bem que, posto, posto que, sem que, apesar de que, nem que, por menos que,

por mais que, nem que, ainda que, em que pese, quando mesmo.

3 – Condicionais (orações subordinadas adverbiais): se, caso, contanto que, salvo

se, sem que, dado que, desde que, a menos que, a não ser que.

4 – Temporais (orações subordinadas adverbiais): quando, antes que, depois que,

até que, logo que, sempre que, assim que, desde que, todas as vezes que, cada

vez que, que (desde que), primeiro que, enquanto.

5 – Consecutivas (orações subordinadas adverbiais): que, de forma que, de modo

que, de sorte que, tanto que.

6 – Comparativas (orações subordinadas adverbiais): que, do que (depois de mais,

menos, maior, menor, melhor e pior), qual (depois de tal), quanto (depois de tan-

to), como, assim como, bem como, como se, que nem.

7 – Conformativas (orações subordinadas adverbiais): conforme, como (confor-

me), segundo, consoante.

8 – Proporcionais (orações subordinadas adverbiais): à medida que, ao passo que,

à proporção que, enquanto, quanto mais...mais, quanto mais...tanto mais, quanto

mais...menos, quanto mais...tanto menos.

9 – Finais (orações subordinadas adverbiais): para que (a fim de que, que, porque).

4. No texto CB1A1BBB, uma ação que se desenvolve gradualmente é introduzida

pela

a) forma verbal “implicam” (R.5).

b) locução “vem ganhando” (R.11).

c) forma verbal “garantir” (R.12).

d) locução “pode perdurar” (R.15).

e) forma verbal “reunir” (R.2).

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O emprego do gerúndio ("ganhando") como verbo principal corrobora a ideia de

continuidade da ação, ou seja, "desenvolvimento gradual", não abrupto, contínuo,

durativo.

Texto CB1A2AAA

O termo nude é do inglês e vem sendo utilizado na Internet por usuários de re-

des sociais para designar fotos íntimas que retratam a pessoa sem roupa. O envio

e a troca de nudes são facilitados em aplicativos de celular, o que torna essa prática

popular entre seus usuários, incluindo-se menores de idade, e facilita o comparti-

lhamento das fotos. Havendo vazamento de fotos íntimas, há violação do direito de

imagem da pessoa prejudicada, que, por isso, terá amparo do Estado. A pena para

o acusado de vazar as fotos ainda pode ser considerada branda, sendo um pouco

mais severa quando se trata de um crime contra a infância. “Quando se trata de

crianças e adolescentes, há um agravante, pois, no art. 241 do Estatuto da Criança

e do Adolescente, é qualificada como crime grave a divulgação de fotos, gravações

ou imagens de crianças ou adolescentes, sendo prevista a pena de três a seis anos

de prisão, além de pagamento de multa, para os que cometem esse crime”, diz a

advogada presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/AC. Para combater

o compartilhamento de fotos íntimas por terceiros, são necessárias ações preven-

tivas, afirma a advogada. Jovens e adolescentes devem ser educados, de forma

que tenham dimensão do problema que a divulgação desse tipo de imagem pode

acarretar.

Internet: <https://jornaldosdez.wordpress.com> (com adaptações).

5. Em cada uma das opções a seguir, é apresentada uma proposta de reescrita para

o primeiro período do texto CB1A2AAA. Assinale a opção que apresenta proposta

que mantém o sentido original e a correção gramatical do texto.

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a) O termo nude é do inglês e vem sendo utilizado na Internet por usuários de

redes sociais para designar fotos íntimas em que se retrata a pessoa sem roupa.

b) O termo nude é do inglês e vem sendo utilizado na Internet por usuários de re-

des sociais para designar fotos íntimas a qual retrata a pessoa sem roupa.

c) O termo nude vem do inglês e têm sido utilizado na Internet por usuários de

redes sociais para designar fotos íntimas onde retratam a pessoa sem roupa.

d) O termo nude é do inglês e vem sendo utilizado na Internet por usuários de re-

des sociais destinadas a designar fotos íntimas cuja imagem retrata a pessoa sem

roupa.

e) O termo nude é proveniente do inglês e foi utilizado na Internet por usuários de

redes sociais para designar fotos íntimas que aparece a pessoa sem roupa.

As questões de reescritura, como esta, são cada vez mais frequentes nas provas,

sobretudo nas do Cespe. Ao se deparar com esse tipo de questão, primeiro identi-

fique a finalidade da reescrita, que pode ser apenas a correção gramatical, apenas

o sentido ou os dois.

Neste caso, o examinador queria avaliar a correção e o sentido. Dica: comece pela

correção, avaliando todos os aspectos que dizem respeito à gramática: acentuação,

grafia, concordância, regência, flexão de palavras, pontuação, colocação gramati-

cal. Se houver erro da gramatical e o examinador afirmar (como fez aqui) que a

correção seria preservada, despreze o item. Se não houver erro, confronte com o

trecho original e veja se o sentido for preservado.

A) Tudo certo aqui: não há erro gramatical e o sentido do trecho original está pre-

servado.

B) Erro de concordância: “fotos íntimas a qual retrata” (o certo seria as quais retra-

tam). Como há erro gramatical, nem analisamos o conteúdo, combinado?

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C) Erro de concordância: “O termo nude vem do inglês e têm sido utilizado” (não

deveria haver acento em “têm” visto que o núcleo do sujeito simples é “termo”) e

de emprego de pronome (“onde” só deve ser utilizado em referência a lugar físico.

D) Não há erro gramatical, mas o sentido não é preservado, visto que a reescritura

afirma que as redes sociais são destinadas a designar fotos íntimas, o que não se

coaduna com o texto.

E) Erro de regência: “fotos íntimas que aparece a pessoa sem roupa” (deveria ter

sido usada a preposição em imediatamente após “íntimas”)

6. A correção gramatical e o sentido original do texto CB1A2AAA seriam preserva-

dos, se, no trecho ‘Quando se trata de crianças e adolescentes, há um agravante,

pois, no art. 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente, é qualificada como crime

grave a divulgação de fotos, gravações ou imagens de crianças ou adolescentes’

(R. 11 a 15),

a) fosse inserida uma vírgula imediatamente após a expressão ‘crime grave’.

b) a vírgula imediatamente após a expressão ‘crianças e adolescentes’ fosse elimi-

nada.

c) o trecho ‘Quando se trata (...) pois, no art. 241’ fosse reescrito da seguinte for-

ma: Há um agravante, quando se trata de crianças e adolescentes, pois, no artigo

241.

d) a vírgula imediatamente após o vocábulo ‘pois’ fosse eliminada.

e) o trecho ‘Quando se trata (...) pois, no art. 241’ fosse reescrito da seguinte

forma: Há um agravante quando se trata de crianças e adolescentes. Pois, no art.

241.

A) Não se separa o sujeito do verbo mesmo que o sujeito esteja posposto ao verbo.

Esclareço: “a divulgação de fotos” é sujeito da forma verbal “é qualificada”.

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B) A vírgula imediatamente antes da forma verbal “há” não pode ser omitida, visto

que ela foi empregada para marcar uma oração subordinada adverbial anteposta à

principal.

C) Alternativa correta.

D) A vírgula imediatamente após o conectivo “pois” não pode ser eliminada, porque

ela, juntamente com a vírgula após “Adolescente”, foi empregada para marcar o

termo intercalado “no art 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente”.

E) A construção ficou incoerente.

7. No texto CB1A2AAA, a oração “Para combater o compartilhamento de fotos ínti-

mas por terceiros” (R. 19 e 20) expressa ideia de

a) finalidade.

b) explicação.

c) consequência.

d) conformidade.

e) causa.

No trecho apresentado, observamos a ideia de finalidade. Para que você veja este

valor, faça a substituição da preposição “para” pela locução prepositiva “A fim de”.

Vejamos: A fim de combater o compartilhamento de fotos íntimas por terceiros,

são necessárias ações...

8. Mantendo-se a correção gramatical e o sentido original do texto CB1A2AAA, a

forma verbal “afirma” (R.20) poderia ser substituída por

a) prescreve.

b) propõe.

c) destaca.

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d) participa.
e) assevera.

Questão de significação vocabular. No trecho “Para combater o compartilhamento


de fotos íntimas por terceiros, são necessárias ações preventivas, afirma a advoga-
da”, o verbo afirmar foi usado no sentido de asseverar, ou seja, declarar algo com
segurança, garantir. Como a afirmação é da advogada presidente da Comissão de
Direitos Humanos da OAB/AC, isso dá ao contexto noção de credibilidade, o que faz
o verbo asseverar ser o adequado para substituir afirmar (fazer uma afirmação).

9. Tendo em vista que a história econômica goiana e a formação do atual estado de


Goiás são marcadas pela interdependência entre a atividade mineradora, a pecuá-
ria extensiva e a agricultura de subsistência, assinale a opção correta.
a) O despovoamento do território goiano constituiu obstáculo para a realização das
obras da rodovia Belém-Brasília, cuja concepção impulsionou o povoamento dos
municípios desse território.
b) O investimento estatal em infraestrutura para a construção de Goiânia e Brasília
impulsionou a economia da região Centro-Oeste, marcadamente o agronegócio,
fato que se refletiu no baixo índice de urbanização, inferior à média nacional.
c) O ouro de aluvião se exauriu dos rios goianos ainda no século XVIII; o reaque-
cimento da atividade mineradora se deu no período imperial, com o uso de novas
técnicas de mineração.
d) No século XIX, a economia de Goiás esteve integrada à nacional por meio dos
rios da região Norte e das estradas que conectavam o estado ao Triângulo Mineiro,
o que estimulou a produção de grandes excedentes de grãos.
e) A ocupação planejada e estratégica do território goiano foi uma das prioridades
da política de integração nacional (Marcha para Oeste) promovida nas décadas de

30 e 40 do século XX pelo governo Vargas, durante o qual Goiânia foi construída.

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O fato de o território goiano ser pouco povoado, nesta época, não constituiu obs-

táculo à realização da Rodovia BR – 153 (Belém Brasília). Aproveito também para

lembrar que a construção desta rodovia foi determinante para o surgimento de no-

vos municípios, sobretudo, na parte do atual estado do Tocantins. O Centro-Oeste

constitui-se como a segunda região mais urbanizada do Brasil, perdendo apenas

para a Região Sudeste. A principal explicação para as altas taxas de urbanização

reside principalmente no fato de as atividades rurais terem alto emprego de tecno-

logia. No período do Brasil império, a Província de Goiás enfrentou grande decadên-

cia econômica, voltando suas atividades sobretudo para a pecuária e agricultura de

subsistência. Não havendo registro do emprego de novas técnicas de mineração.

Concordo que Goiás se integrava à economia nacional a partir dos rios da região

Norte e das estradas que o ligavam ao Triângulo Mineiro, mas isso não estimulou

uma produção de grãos que gerasse grandes excedentes.

10. Nas últimas décadas, Goiás sofreu mudanças significativas em seu processo de

urbanização, muitas delas influenciadas pela modernização da produção agrícola

do estado. Com referência a essas mudanças e aos seus impactos tanto na urbani-

zação de Goiás quanto na modernização do agronegócio goiano, assinale a opção

correta.

a) A modernização e a ocupação territorial de Goiás têm sido influenciadas por

ações estatais fundamentadas em planejamentos estratégicos, o que permite a

distribuição dos recursos por todo o estado, promovendo o desenvolvimento eco-

nômico equilibrado das diferentes regiões goianas.

b) A ação da iniciativa privada na promoção da modernização da produção agríco-

la aproximou a produção agropecuária da indústria e estimulou o investimento de

empresas privadas em infraestrutura.

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c) A pujança da produção agropecuária aqueceu o mercado de trabalho de ativi-

dades pouco especializadas no campo, gerando oportunidades de emprego direto a

imigrantes de diferentes regiões.

d) A modernização agrícola concentrou a posse de terra e estimulou a imigração

nos sentidos urbano-urbano e rural-urbano, tornando as cidades médias respon-

sáveis por suprir as unidades produtivas com equipamentos tecnológicos e mão de

obra especializada.

e) Criado e implementado durante o regime militar, o Programa de Desenvolvi-

mento dos Cerrados (POLOCENTRO) privilegiou pequenos produtores ao permitir

o emprego de novas técnicas e insumos, o que resultou na mudança de escala de

produção das unidades tradicionais, orientadas ao abastecimento do mercado re-

gional.

Uma das grandes características do Estado de Goiás ao longo de sua história é a

presença de grande desigualdade em seu território. Prova disso, foi a criação do

Estado de Tocantins (1988) que sempre se queixou de ser uma região esquecida.

Portanto, o Estado de Goiás não apresenta desenvolvimento econômico equilibra-

do das distintas regiões, pelo contrário, o centro e o sul são mais desenvolvidos,

enquanto o noroeste e norte mais atrasados. Concordo que a modernização da

produção agrícola no estado está diretamente ligada à injeção de investimentos do

capital financeiro privado e que, hoje, a produção agrícola está intimamente ligada

à indústria, mas isso não estimulou investimentos de empresas privadas em in-

fraestrutura. Como já havia comentado, hoje o campo está altamente mecanizado

não gerando oportunidades de emprego direto.O POLOCENTRO privilegiou grandes

produtores, com produção voltada ao abastecimento do mercado nacional e inter-

nacional.

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11. Concebidos sob o ponto de vista de mesorregiões e microrregiões, os atuais

critérios da nova divisão regional do Brasil (proposta pelo IBGE em 1990), no que

se refere ao estado de Goiás, são bem diferentes dos anteriores e enfatizam a op-

ção por regiões homogêneas e funcionais. Eles têm importância significativa para o

planejamento da administração pública estadual, porque propiciaram a reunião de

dados censitários seguindo os limites municipais.

Tadeu Pereira Alencar Arrais. Goiás: novas regiões, ou novas formas de olhar velhas regiões. In:
M. G. Almeida (Org.). Abordagens geográficas de Goiás: o natural e o social na contemporanei-
dade. Goiânia: UFG, 2002 (com adaptações).

Tendo o texto anterior como referência inicial, assinale a opção correta acerca das

transformações da população goiana nas últimas décadas e da divisão do estado

no atual modelo do IBGE.

a) A microrregião sudoeste, que é uma das menos povoadas do estado, dedica-se

à produção de grãos para o mercado regional e à pecuária extensiva. Os grandes

incentivos governamentais aplicados nessa região tiveram resultados modestos.

b) As mesorregiões centro e leste acomodam mais de 60% da população do estado,

distribuída pelo eixo urbano Goiânia/Anápolis/Brasília. Os municípios adjacentes a

esse eixo apresentam taxas de crescimento superiores às dos municípios polos.

c) O último censo mostra o fortalecimento de duas tendências: o envelhecimento

da população e a predominância das mulheres em todas as mesorregiões do estado.

d) A abertura de novas fronteiras agrícolas e a consequente demanda de mão de

obra no campo alterou o crescimento das mesorregiões leste e centro, transferindo

o crescimento populacional para as mesorregiões norte e noroeste do estado.

e) As altas taxas de natalidade explicam o crescimento populacional de Goiás, uma

vez que o estado apresentou saldo migratório negativo no início do presente século.

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A microrregião sudoeste é considerada a que polariza importantes cidades e muni-

cípios bem populosos, como Rio Verde, com 217.048 habitantes, Jataí com 98.128

e Mineiros com 62.750 habitantes. Concordo que o somatório das mesorregiões

centro e leste acomodam mais de 60% da população do estado, mas, no caso do

Entorno do DF, não podemos dizer que estes municípios crescem a uma taxa su-

perior à de Brasília. Entre as mesorregiões, destaca se o Centro Goiano, que tem a

maior concentração da população feminina: em 2010 chegou a 70.794 mil mulhe-

res a mais que homens, enquanto, em todas as outras mesorregiões, o quantitativo

de homens é maior que o de mulheres, o que amortece um pouco a diferença no

total da população do Estado de Goiás. Apesar de ter ocorrido a abertura de novas

fronteiras agrícolas, não se verificou demanda de mão de obra no campo, por conta

de sua mecanização. As populações excedentes se transferiram para as zonas ur-

banas e não para o noroeste e norte. Goiás não vem apresentando altas taxas de

natalidade, nem mesmo saldo migratório negativo, bem pelo contrário.

12. Tendo em vista que, na década de 80 do século XX, grandes conglomerados in-

dustriais se estabeleceram em Goiás, consolidando um longo processo de industria-

lização, fruto de investimentos em infraestrutura, incentivos fiscais e abertura de

linhas de crédito, assinale a opção correta acerca da industrialização desse estado.

a) O PRODUZIR tem investido especialmente nas mesorregiões norte e nordeste,

buscando potencializar os benefícios trazidos pela construção da rodovia Belém-

-Brasília para essas regiões, o que revela a tendência de melhoria da distribuição

da indústria no território goiano.

b) O LOGPRODUZIR foi o único subprograma do PRODUZIR a não apresentar resul-

tados positivos. O isolamento do estado e a precária rede de transportes e comuni-

cação apresentaram-se como os principais obstáculos para o referido subprograma.

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c) A escolha da cidade de Anápolis para sediar o primeiro dos distritos industriais

planejados pela Companhia de Distritos Industriais do Estado de Goiás, o Distrito

Agroindustrial de Anápolis (DAIA), foi influenciada por sua conexão com as demais

regiões do país por sólido sistema rodoferroviário.

d) Os estímulos dos governos estaduais voltaram-se para o desenvolvimento da

agroindústria, por meio, por exemplo, do amplo investimento em rodovias muni-

cipais para escoamento da produção; por isso, atualmente, o parque industrial de

Goiás é pouco diversificado.

e) A despeito dos bons resultados dos programas estaduais de estímulo à indus-

trialização (FOMENTAR e PRODUZIR), os índices de industrialização do estado não

apresentaram alterações significativas.

Realmente, o Produzir é o Programa do Governo do Estado de Goiás que incentiva a

implantação, expansão ou revitalização de indústrias, estimulando a realização de

investimentos, a renovação tecnológica e o aumento da competitividade estadual

com ênfase na geração de emprego, renda e redução das desigualdades sociais e

regionais, mas esse programa tem influenciado a concentração de investimentos

na indústria de cana-de-açúcar no sul do estado de Goiás. O estado de Goiás não é

isolado e possui uma boa malha de transportes o interligando ao território nacional.

O parque industrial de Goiás é bastante diversificado. A consolidação da agroindús-

tria no município, em Goiás, ao longo da última década, impactou positivamente a

expansão da construção civil e do comércio, além de atrair novas empresas, geran-

do mais renda e emprego para a população da região. Esses programas governa-

mentais, principalmente através dos incentivos tributários e fiscais, foram decisivos

para o aumento dos investimentos industriais no estado de Goiás.

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13. Aspectos físicos bem definidos quanto a vegetação, hidrografia, clima e relevo

conferem certa singularidade ao território de Goiás, o mais central dos estados bra-

sileiros. A incorporação dessa região à história do Brasil deu-se, essencialmente, a

partir do século XVIII, quando a busca de riquezas minerais impulsionou a ação dos

bandeirantes. Relativamente a esses aspectos geográficos e históricos de Goiás,

assinale a opção correta.

a) A comunidade Kalunga, palavra que significa lugar sagrado, é remanescente dos

primitivos habitantes do território goiano, os Goyá, e ocupa extensa área de cerra-

do no sudoeste do estado.

b) O clima goiano é preponderantemente subtropical, com duas estações sutilmen-

te diferenciadas: o verão seco e o inverno úmido, com temperaturas médias anuais

em torno de 30 ºC.

c) Encontram-se em Goiás as nascentes de rios formadores das três mais impor-

tantes bacias hidrográficas do Brasil: a Amazônica, a do São Francisco e a do Pa-

raná.

d) Uma singularidade caracteriza o lago artificial da Usina de Serra da Mesa, lo-

calizado na porção meridional do território goiano: apesar de sua dimensão, ele é

formado por um conjunto de pequenos tributários, sem o concurso dos grandes rios

do estado.

e) A composição inicial da população goiana se deu pelo contato amistoso entre

os primitivos habitantes da região — os índios — e os bandeirantes vindos de São

Paulo: a ausência de europeus e a inexistência da escravidão africana na região

marcaram o processo de colonização de Goiás.

O território quilombola Kalunga está localizado no nordeste goiano, próximo de Ca-

valcante. O clima goiano é tropical semiúmido, e não subtropical. Encontram-se em

Goiás as nascentes de rios formadores de três importantes bacias hidrográficas do

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Brasil: a do Tocantins, a do São Francisco e a do Paraná. A Usina de Serra da Mesa

está localizada na porção setentrional (do norte) do território goiano, e é formado

pelos dois grandes rios Tocantins e Araguaia. O contato entre indígenas e bandei-

rantes não foi nada amistoso.

14. Tendo em vista que a independência do Brasil, proclamada em 1822, foi um

ato político fundamentalmente conduzido pelas elites do Vale do Paraíba (Rio de

Janeiro, São Paulo e Minas Gerais) e que, pelo país afora, a partir de então, mu-

danças ocorreram na esfera político-administrativa e, ainda que pouco profundas,

na esfera socioeconômica, assinale a opção correta no que concerne a aspectos

significativos da história política de Goiás.

a) Um movimento nacionalista explodiu em Goiás quando da abdicação de D. Pe-

dro I, em 1831: liderado por um bispo, um padre e um coronel, esse movimento

conseguiu depor os governantes portugueses da região.

b) Não foram formados em Goiás partidos políticos nos moldes do Liberal e do

Conservador, que se revezavam no controle do poder nacional, fato que demonstra

o isolamento desse estado em relação ao núcleo de poder imperial.

c) À época da independência do Brasil, o fato de a pecuária ainda não ter sido in-

troduzida em Goiás, somado às lutas regionais separatistas, justifica a inexistência

de correntes migratórias oriundas de outras partes do território brasileiro, o que

inibiu o aumento da população goiana.

d) Com a independência do Brasil, Goiás foi uma das poucas capitanias que não

se transformaram em províncias, tendo ficado subordinada administrativamente à

província de São Paulo.

e) A partir da independência, a economia de subsistência goiana foi impulsionada

devido à redução da tributação devida ao Estado imperial, o que gerou um período

de crescente prosperidade em Goiás.

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Em Goiás não foi diferente do resto do País. No cenário político do século XIX tí-

nhamos os liberais e conservadores formando os dois principais grupos políticos

da época. A pecuária está presente em Goiás desde o século XVI. Com a indepen-

dência do Brasil, todas as Capitanias foram transformadas em províncias. Assim

como, depois da Proclamação da República, as Províncias foram transformadas em

Estados. Os tributos cobrados pela coroa sempre foram pesados, dificultando o de-

senvolvimento econômico da região.

15. Muito do que o Brasil e Goiás são, na atualidade, resulta de um longo, com-

plexo e, não raro, tortuoso processo histórico que decorre, em larga medida, das

transformações trazidas pela Revolução de 1930. Em relação a esse processo, im-

pulsionado pelo ideal de modernização, assinale a opção correta.

a) Bulhões, Fleury e Jardim Caiado são sobrenomes importantes da história goia-

na, identificados com a tentativa frustrada de estabelecer um domínio oligárquico

no estado na Primeira República (até 1930).

b) Pedro Ludovico Teixeira inscreveu seu nome na história de Goiás ao ser alçado

ao poder estadual após a Revolução de 1930. Aliado do ditador Vargas, ele forta-

leceu o grupo político que liderava e impulsionou, posteriormente, personalidades

centrais da política goiana, como Mauro Borges.

c) A partir da década de 40 do século XX, Goiás cresceu e se urbanizou; todavia,

a ênfase dada à industrialização prejudicou seriamente o agronegócio goiano, que

passou a desempenhar papel secundário no conjunto da economia estadual, como

se constata na atualidade.

d) A divisão territorial que criou o estado do Tocantins, aprovada pela Assembleia

Constituinte que elaborou a Constituição ora vigente, gerou forte reação entre os

políticos goianos, tendo recebido a oposição de intelectuais, da sociedade em geral

e, por fim, do próprio governo de Goiás.

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e) Embora sua pedra fundamental tenha sido lançada em 1933, a cidade de Goiâ-

nia foi alçada à condição de capital provisória do estado após a instituição do Esta-

do Novo, e, de maneira definitiva, no segundo governo de Getúlio Vargas.

Essas famílias citadas (Bulhões, Fleury e Jardim Caiado) são sobrenomes impor-

tantes da história goiana, identificados com os principais nomes que mantiveram o

domínio oligárquico no estado na Primeira República (até 1930). O agronegócio e a

indústria acabaram trançando caminhos paralelos e apoiando-se uma na outra em

seu desenvolvimento. Concordo que alguns políticos foram contrários, mas a maio-

ria dos intelectuais, como Bernardo Élis, apoiou abertamente a criação do novo Es-

tado. A pedra fundamental de Goiânia foi lançada em 1933, a cidade foi inaugurada

em 1935 e a transferência da capital ocorreu em 1937.

16. Com relação ao objeto, às funções, às características e aos métodos da crimi-

nologia, assinale a opção correta.

a) A criminologia caracteriza-se por ser uma ciência normativa e unidisciplinar.

b) O direito penal estabelece condutas vedadas, sob a cominação abstrata de uma

pena; a criminologia, por sua vez, busca observar cada conduta de infração da lei

penal como fenômeno humano, biopsicossocial.

c) A criminologia é disciplina que alimenta o direito penal, mas dele não depende.

d) Para que a vítima seja considerada como tal pela criminologia, é necessário que

ela não tenha qualquer tipo de responsabilidade em relação ao crime.

e) Os objetos da criminologia incluem: o delinquente, a vítima, o Poder Judiciário

e o controle social.

a) A criminologia é ciência empírica, e não normativa;

c) Estaria incorreta em razão do fato da Criminologia ser uma ciência interdisci-

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plinar, valendo-se de outras ciências, dentre elas o Direito. Entretanto, o CESPE

anulou a questão.

d) A vítima é um dos objetos de estudo da Criminologia, não havendo que se falar

de condicionamento para ser considerada como tal;

e) A Criminologia tem por objeto: delito, deliquente, vítima e controle social.

17. A respeito do conceito e das funções da criminologia, assinale a opção correta.

a) A criminologia tem como objetivo estudar os delinquentes, a fim de estabelecer

os melhores passos para sua ressocialização. A política criminal, ao contrário, tem

funções mais relacionadas à prevenção do crime.

b) A finalidade da criminologia em face do direito penal é de promover a eliminação

do crime.

c) A determinação da etimologia do crime é uma das finalidades da criminologia.

d) A criminologia é a ciência que, entre outros aspectos, estuda as causas e as

concausas da criminalidade e da periculosidade preparatória da criminalidade.

e) A criminologia é orientada pela política criminal na prevenção especial e direta

dos crimes socialmente relevantes, mediante intervenção nas manifestações e nos

efeitos graves desses crimes para determinados indivíduos e famílias.

A criminologia é a ciência que, entre outros aspectos, estuda as causas e as con-

causas da criminalidade e da periculosidade preparatória da criminalidade. Não se

resume ao estudo dos delinquentes nem busca eliminar o crime, mas contribuir

com sua prevenção/redução. A determinação da etiologia do crime e não da etimo-

logia do crime é uma das finalidades da criminologia. Por fim, a criminologia orienta

a política criminal e não o contrário.

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18. Considerando que, para a criminologia, o delito é um grave problema social,

que deve ser enfrentado por meio de medidas preventivas, assinale a opção correta

acerca da prevenção do delito sob o aspecto criminológico.

a) A transferência da administração das escolas públicas para organizações sociais

sem fins lucrativos, com a finalidade de melhorar o ensino público do Estado, é uma

das formas de prevenção terciária do delito.

b) O aumento do desemprego no Brasil incrementa o risco das atividades delitivas,

uma vez que o trabalho, como prevenção secundária do crime, é um elemento dis-

suasório, que opera no processo motivacional do infrator.

c) A prevenção primária do delito é a menos eficaz no combate à criminalidade,

uma vez que opera, etiologicamente, sobre pessoas determinadas por meio de me-

didas dissuasórias e a curto prazo, dispensando prestações sociais.

d) Em caso de a Força Nacional de Segurança Pública apoiar e supervisionar as

atividades policiais de investigação de determinado estado, devido ao grande nú-

mero de homicídios não solucionados na capital do referido estado, essa iniciativa

consistirá diretamente na prevenção terciária do delito.

e) A prevenção terciária do crime consiste no conjunto de ações reabilitadoras e

dissuasórias atuantes sobre o apenado encarcerado, na tentativa de se evitar a

reincidência.

A prevenção primária é implementada através de programas focados em neutra-

lizar os fatores motivadores das práticas delitivas, buscando promover a educação,

melhoria da qualidade de vida, saúde, moradia. Tais políticas públicas levadas a

efeito visam a concretizar os direitos fundamentais, reduzindo a desigualdade e

prevenindo a prática de crimes. Ocorre, portanto em momento anterior ao crime.

Caráter de longo prazo.

A prevenção secundária ocorre em momento posterior ao crime ou na sua imi-

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nência. Vai ser implementada em um local ou grupo previamente estudado e defini-

do, tendo em vista a análise quanto a ocorrências específicas de delito ou de maior

risco de práticas delitivas. Caráter de médio e curto prazo. Tem o foco voltado para

setores determinados mais propensos a sofrer os efeitos da criminalidade e não em

toda a sociedade. Efetiva-se por meio de ações policiais específicas, programas de

apoio, políticas para grupos de risco ou vulneráveis e controle de comunicações.

Por fim, a prevenção terciária, tem como objeto de incidência os detentos, con-

denados e a população carcerária. É focada em programas que evitem a reincidên-

cia. É implementada, por exemplo, através de medidas alternativas como serviços

comunitários e liberdade assistida). Vai ocorrer em momento posterior à prática do

crime.

Assim,a) ERRADA, é primária;

b) ERRADA, é primária;

c) ERRADA, a prevenção primária é a mais eficaz. Além disso, a prevenção primária

NÃO atua sobre pessoas determinadas por meio de medidas dissuasórias e a curto

prazo, dispensando prestações sociais.

d) ERRADA, é secundária;

19. Em busca do melhor sistema de enfrentamento à criminalidade, a criminologia

estuda os diversos modelos de reação ao delito. A respeito desses modelos, assi-

nale a opção correta.

a) De acordo com o modelo clássico de reação ao crime, os envolvidos devem re-

solver o conflito entre si, ainda que haja necessidade de inobservância das regras

técnicas estatais de resolução da criminalidade, flexibilizando-se leis para se chegar

ao consenso.

b) Conforme o modelo ressocializador de reação ao delito, a existência de leis que

recrudescem o sistema penal faz que se previna a reincidência, uma vez que o in-

frator racional irá sopesar o castigo com o eventual proveito obtido.

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c) Para a criminologia, as medidas despenalizadoras, com o viés reparador à víti-


ma, condizem com o modelo integrador de reação ao delito, de modo a inserir os
interessados como protagonistas na solução do conflito.
d) A fim de facilitar o retorno do infrator à sociedade, por meio de instrumentos
de reabilitação aptos a retirar o caráter aflitivo da pena, o modelo dissuasório de
reação ao crime propõe uma inserção positiva do apenado no seio social.
e) O modelo integrador de reação ao delito visa prevenir a criminalidade, conferin-
do especial relevância ao ius puniendi estatal, ao justo, rápido e necessário castigo
ao criminoso, como forma de intimidação e prevenção do crime na sociedade.

a) Modelo dissuasório – também chamado de modelo retributivo ou clássico, tem


como base a punição do delinquente e deve ser intimidatória e proporcional ao
dano causado.
Os protagonistas nesse modelo são o Estado e o Delinquente, não havendo inge-
rência nem da vítima nem da Sociedade> razão de críticas devido à importância
desses dois elementos na etiologia do crime + potencialização dos conflitos.
b) Modelo Ressocializador – intervém na vida e na pessoa do delinquente. A puni-
ção aplicada não se limita ao castigo, indo além, na direção da reinserção social.
Aqui a participação da sociedade é muito importante no processo de forma a pre-
venir e afastar estigmas. Modelo humanista objetivando tornar possível a volta do
condenado com dignidade ao meio social. Há uma preocupação com a utilidade do
castigo para o delinquente.
c)Modelo Restaurador (Integrador) - Também conhecido como Justiça Restaurativa.
Visa ao restabelecimento do status quo dos protagonistas antes do conflito crimi-
nal.
Escopo amplo: visa a recuperar o delinquente, proporcionar assistência à vítima e
restabelecer o controle social abalado pela prática do delito. A reparação do dano

gera sua restauração.

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Vamos, então, às assertivas:

a) ERRADA, o modelo clássico foca na punição ao infrator;

b) ERRADA, no modelo ressocializador a punição, para além do castigo, visa à rein-

serção do criminoso na Sociedade;

c) CORRETA;

d) ERRADA, modelo dissuasório é sinônimo de modelo clássico e a descrição na

assertiva refere-se ao modelo ressocializador;

e) ERRADA, as características descritas na assertiva referem-se ao modelo clássico

ou retributivo e não ao modelo integrador, como constante no enunciado.

20. No que se refere às perícias e aos laudos médicos em medicina legal, assinale

a opção correta.

a) As perícias podem consistir em exames da vítima, do indiciado, de testemunhas

ou de jurado.

b) A perícia em antropologia forense permite estabelecer a identidade de crimino-

sos e de vítimas, por meio de exames de DNA, sem, no entanto, determinar a data

e a circunstância da morte.

c) A opção pela perícia antropológica deve ser conduta de rotina nos casos em que

a família da vítima manifestar suspeita de morte por envenenamento.

d) As perícias médico-legais são restritas aos processos penais e civis.

e) Laudo médico-legal consiste em narração ditada a um escrivão durante o exa-

me.

(B) a assertiva se refere às perícias em genética forense e não em antropologia

forense.

(C) a assertiva se refere às perícias em toxicologia e não em antropologia forense.

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(D) as perícias médico-legais podem apoiar quaisquer ramos do direito, sendo os

principais deles, de acordo com frança (2015): direito penal, direito civil, direito

canônico, direito trabalhista e direito administrativo.

(E) a assertiva se refere ao auto médico-legal e não ao laudo, que deve ser redigido

pelo próprio perito.

21. De acordo com Ottolenghi, um indivíduo de pele branca ou trigueira, com íris

azuis ou castanhas, cabelos lisos ou crespos, louros ou castanhos, com perfil de

face ortognata ou ligeiramente prognata e contorno anterior da cabeça ovoide é

classificado como

a) indiano.

b) australoide.

c) caucásico.

d) negroide.

e) mongólico.

O “tipo indiano” não se afigura como um tipo racial definido. Possui estatura alta;

pele amarelo trigueira, tendente ao avermelhado; cabelos pretos, lisos, espessos e

luzidios; íris castanhas; crânio mesocéfalo; supercílios espessos; orelhas pequenas;

nariz saliente, estreito e longo; barba escassa; fronte vertical: zigomas salientes

e largos. O “tipo australoide” é caracterizado por ter estatura alta; pele trigueira;

nariz curto e largo; arcadas zigomáticas largas e volumosas; prognatismo maxilar

e alveolar; cinturas escapular larga e pélvica estreita; dentes fortes; mento retraí-

do; arcadas superciliares salientes e crânio dolicocéfalo. o “tipo negroide” é carac-

terizado por pele negra; cabelos crespos, em tufos; crânio pequeno; perfil facial

prognata; fronte alta e saliente; íris castanhas; nariz pequeno, largo e achatado;

perfil côncavo e curto; narinas espessas e afastadas, visíveis de frente e circulares.

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O “tipo mongólico” é caracterizado por pele amarela; cabelos lisos; face achatada

de diante para trás; fronte larga e baixa; espaço interorbital largo; maxilares pe-

quenos e mento saliente.

22. Um cadáver jovem, do sexo masculino, encontrado por moradores de uma

região ribeirinha, estava nas seguintes condições: vestido com calção de banho;

corpo apresentando dois orifícios, o primeiro deles medindo cerca de 1 cm, ligeira-

mente elíptico, na parte posterior do tórax, na altura da região escapular direita; o

segundo, de mesmo tamanho que o primeiro, circular, no pescoço, logo abaixo da

nuca. O primeiro orifício apresentava orla de enxugo, orla de escoriação e orla de

contusão; em torno do segundo orifício, foram observadas zonas de esfumaçamen-

to e de tatuagem.

Nessa situação hipotética, as lesões descritas

a) foram causadas por instrumentos perfurocontundentes empregados a longa dis-

tância e a curta distância, respectivamente.

b) decorreram de ação cortocontundente produzida a curta distância.

c) foram causadas por instrumentos perfurocortantes, e o instrumento que produ-

ziu o segundo orifício foi usado a curta distância.

d) foram, ambas, causadas por instrumentos perfurocontundentes empregados a

curta distância. E são compatíveis com a ação de projéteis de alta energia dispara-

dos a longa distância.

As lesões foram causadas por projéteis de arma de fogo, que possuem ação per-

furocontundente. Além disso, zonas de esfumaçamento e tatuagem são caracterís-

ticas de disparos à curta distância (sinônimo de queima roupa). Apesar das lesões

de entrada de projéteis de alta energia disparados a longa distância, em regra,

apresentarem orla de enxugo, orla de escoriação e orla de contusão, elas não apre-

sentam zonas de esfumaçamento e tatuagem.

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23. Em relação às asfixias, assinale a opção correta.

a) A projeção da língua e a exoftalmia são achados suficientes para concluir que

houve morte não natural.

b) As equimoses das conjuntivas somente são encontradas nos casos de afoga-

mento.

c) Nas asfixias, as ocorrências de manchas de hipóstase são raras.

d) Na sufocação por compressão do tórax, observam-se pulmões congestos e com

hemorragias.

e) O cogumelo de espuma é uma característica exclusiva do afogamento.

A projeção da língua e a exoftalmia, de fato, são sinais externos gerais das asfixias

mecânicas, contudo não são exclusivos de morte não natural. As equimoses con-

juntivais são características gerais das asfixias mecânicas (não apenas no afoga-

mento). Além disso, podem estar associados a traumas causados por energias de

ordem mecânica. As asfixias, em geral, levam ao aparecimento de livores precoces,

abundantes e em tonalidades escuras. Em alguns casos de asfixia, como por exem-

plo a intoxicação por monóxido de carbono, os livores se apresentam mais claros,

de coloração rosada. O cogumelo de espuma é considerado sinal externo geral das

asfixias mecânicas (não ocorrendo apenas nos casos de afogamento).

24. Com relação ao desenvolvimento mental incompleto ou retardado, assinale a

opção correta.

a) A primeira manifestação do retardo mental é detectada na pré-escola e a crian-

ça apresenta dificuldades durante a alfabetização.

b) Os portadores de debilidade mental apresentam personalidade definida e per-

cepção ética.

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c) O quociente intelectual abaixo de sessenta determina a incapacidade civil.

d) Indivíduos portadores de debilidade mental são imputáveis perante a lei.

e) Indivíduos portadores de imbecilidade ou retardo mental profundo são incapa-

zes de se defenderem e cuidarem de si mesmos.

25. Em relação aos aspectos médico-legais dos crimes contra a liberdade sexual,

assinale a opção correta.

a) A presença de escoriação em cotovelo e de esperma na cavidade vaginal são

suficientes para caracterizar o estupro.

b) Equimoses da margem do ânus, hemorragias por esgarçamento das paredes

anorretais e edemas das regiões circunvizinhas são características de coito anal

violento.

c) Em crianças com mudanças de comportamento, a presença de eritemas confir-

ma o diagnóstico de abuso sexual.

d) A vasectomia feita no indivíduo antes de ele cometer um crime de estupro im-

pede a obtenção de dados objetivos desse crime.

e) A integridade do hímen invalida o diagnóstico de conjunção carnal.

A presença de esperma na cavidade vaginal é mero sinal de “conjunção carnal”,

não sendo suficiente para caracterizar estupro (a não ser no caso de estupro de

vulneráveis). Eritemas (vermelhidões) podem ser causadas por diversos fatores,

entre eles, pruridos (coceiras) ou patologias, não sendo suficientes para, de forma

isolada, conduzir ao diagnóstico de abuso sexual. A dosagem da fosfatase ácida e

da glicoproteína P30 pode ser feita em situações de violência sexual, mesmo quan-

do os autores são vasectomizados. Os hímens complacentes podem permanecer

íntegros após conjunção carnal.

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26. Conforme expressamente previsto na Lei Orgânica da Polícia Civil do Estado de

Goiás, compete ao delegado titular

a) promover estudos e pesquisas com vistas a fornecer à administração contínuos

dados indicadores das necessidades futuras de recursos de pessoal, logísticos e

financeiros.

b) articular-se com as unidades de investigação, visando à difusão, à troca de in-

formações e ao auxílio operacional na prevenção e repressão de infrações penais.

c) supervisionar e coordenar as atividades de polícia judiciária e de investigações,

assim como acompanhar trabalhos administrativos de interesse da atividade de

investigação.

d) apresentar, mensal e anualmente, relatório de atividades, bem como dados es-

tatísticos dos trabalhos realizados pelas unidades a ele subordinadas e encaminhá-

-los para os devidos fins.

e) distribuir as atividades, conforme as atribuições relativas a cada cargo policial

civil, entre os servidores policiais sob sua direção, de acordo com o perfil desses

servidores.

Conforme Art. 46. § 3º, inciso VI, da Lei Estadual n.º 16.901/2010 - Compete ao

Delegado Titular, além das atribuições pertinentes ao cargo efetivo: VI – distribuir

as atividades, dentre as atribuições relativas ao cargo de que trata esta Lei, entre

os servidores policiais sob sua direção, de acordo com o perfil por eles demonstra-

do.

27. A Lei Orgânica da Polícia Civil do Estado de Goiás prevê, entre as atribuições do

titular de cargo de delegado de polícia,

a) instaurar e presidir, em caráter subsidiário, inquérito policial, termo circuns-

tanciado de ocorrência e outros procedimentos policiais legais para a apuração de

infração penal ou ato infracional.

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b) exercer atividades de formalização de procedimentos relacionados com investi-


gações criminais e operações policiais, bem como a execução de serviços cartorá-
rios.
c) participar e colaborar no planejamento e na execução de investigações criminais
e na produção de conhecimentos e informações relevantes à investigação criminal.
d) exercer atividades de identificação humana, por meio da realização de exame
papiloscópico e representação facial humana, bem como de identificação humana
civil e criminal.
e) fazer realizar diligências requisitadas pelo Ministério Público, bem como coorde-
nar, supervisionar e fiscalizar atividades logísticas e finalísticas da unidade sob sua
direção.

Conforme Art. 49, incisos III e VII, da Lei Estadual n.º 16.901/2010: Art. 49. São
atribuições dos titulares dos cargos de Delegado de Polícia: III – dirigir, coordenar,
supervisionar e fiscalizar as atividades logísticas e finalísticas da unidade sob sua
direção; VII – fazer realizar as diligências requisitadas pelo Juízo Penal ou pelo re-
presentante do Ministério Público

28. A Lei Estadual de Goiás n.º 16.901/2010 prevê expressamente como princípio
institucional da Polícia Civil a
a) delegabilidade das atribuições funcionais.
b) indivisibilidade da investigação policial.
c) proteção dos direitos e garantias fundamentais e interação comunitária.
d) atuação técnico-científica e imparcial no exercício da perícia oficial.
e) eficiência na prevenção e na repressão das infrações penais.

Conforme Art. 3, inciso VI, da Lei Estadual n.º 16.901/2010, são princípios institu-

cionais da Polícia Civil: VI – indivisibilidade da investigação policial.

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29. Considere que os motivos determinantes da aposentadoria de determinado

funcionário aposentado por invalidez tenham sido considerados insubsistentes e,

como havia vaga, ele tenha retornado à atividade. Conforme a Lei Estadual n.º

10.460/1988, essa situação configura hipótese de

a) readmissão.

b) recondução.

c) reversão.

d) aproveitamento.

e) reintegração.

Reversão é o retorno à atividade do funcionário aposentado por invalidez, quando

insubsistentes os motivos determinantes da aposentadoria, dependendo sempre da

existência de vaga.

30. Álvaro e Samuel assaltaram um banco utilizando arma de fogo. Sem ter ferido

ninguém, Álvaro conseguiu fugir. Samuel, nervoso por ter ficado para trás, atirou

para cima e acabou atingindo uma cliente, que faleceu. Dias depois, enquanto ca-

minhava sozinho pela rua, Álvaro encontrou um dos funcionários do banco e, tendo

sido por ele reconhecido como um dos assaltantes, matou-o e escondeu seu corpo.

Acerca dessa situação hipotética, assinale a opção correta.

a) Alvaro cometeu os crimes de roubo qualificado e homicídio simples.

b) Samuel cometeu os crimes de roubo simples e homicídio culposo.

c) Álvaro cometeu os crimes de roubo e homicídio qualificados.

d) Álvaro cometeu o crime de homicídio qualificado e será responsabilizado pelo

resultado morte ocorrido durante o roubo.

e) Álvaro e Samuel cometeram o crime de roubo qualificado pelo resultado morte.

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No roubo em questão, Álvaro atuou em concurso de pessoas com Samuel e por

isso deve haver identidade de crime para ambos. Assim, Álvaro também será res-

ponsabilizado pela morte, que ocorreu durante e em razão do assalto. Álvaro ainda

responderá por homicídio qualificado, porque matou testemunha para garantir a

impunidade do roubo (art. 121, §2º, inc. V, do CP).

31. A respeito de crimes hediondos, assinale a opção correta.

a) Embora tortura, tráfico de drogas e terrorismo não sejam crimes hediondos,

também são insuscetíveis de fiança, anistia, graça e indulto.

b) Para que se considere o crime de homicídio hediondo, ele deve ser qualificado.

c) Considera-se hediondo o homicídio praticado em ação típica de grupo de exter-

mínio ou em ação de milícia privada.

d) O crime de roubo qualificado é tratado pela lei como hediondo.

e) Aquele que tiver cometido o crime de favorecimento da prostituição ou outra

forma de exploração sexual no período entre 2011 e 2015 não responderá pela

prática de crime hediondo.

Tráfico de drogas, terrorismo e tortura são crimes equiparados a hediondos e insus-

cetíveis de fiança, graça, anistia e indulto (art. 2º, inc. I e II, da Lei n. 8.072/1990).

O crime de favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual é

hediondo desde a entrada em vigor da Lei n. 12.978, de 2014. No tocante ao roubo,

apenas o latrocínio é hediondo. Homicídio praticado em atividade típica de milícia

não foi contemplado no rol taxativo de crimes hediondos. O homicídio simples, em

atividade típica de grupo de extermínio, é hediondo.

32. Uma jovem de vinte e um anos de idade, moradora da região Sudeste, incon-

formada com o resultado das eleições presidenciais de 2014, proferiu, em redes

sociais na Internet, diversas ofensas contra nordestinos. Alertada de que estava

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cometendo um crime, a jovem apagou as mensagens e desculpou-se, tendo afir-

mado estar arrependida. Suas mensagens, porém, têm sido veiculadas por um sítio

eletrônico que promove discurso de ódio contra nordestinos.

No que se refere à situação hipotética precedente, assinale a opção correta, com

base no disposto na Lei n.º 7.716/1989, que define os crimes resultantes de pre-

conceito de raça e cor.

a) Independentemente de autorização judicial, a autoridade policial poderá deter-

minar a interdição das mensagens ou do sítio eletrônico que as veicula.

b) Configura-se o concurso de pessoas nessa situação, visto que o material produ-

zido pela jovem foi utilizado por outra pessoa no sítio eletrônico mencionado.

c) O crime praticado pela jovem não se confunde com o de injúria racial.

d) Como se arrependeu e apagou as mensagens, a jovem não responderá por

nenhum crime. E A conduta da jovem não configura crime tipificado na Lei n.º

7.716/1989

Trata-se de crime de racismo, previsto no art. 20 da Lei n. 7.716/1989, que não se

confunde com a injúria racial (art. 140, §3º, do CP). Naquele, o dolo do agente é

fazer a distinção da pessoa em razão da sua raça, cor, etnia, religião ou procedên-

cia nacional, não havendo sujeito passivo determinado; neste, é apenas ofender a

pessoa, emitindo conceitos depreciativos ou qualidades negativas, havendo vítima

determinada.

33. Desde os quinze anos de idade, Mariana, adolescente, vive maritalmente com

Alfredo, um médico respeitado de quarenta anos de idade. Inicialmente, ela fazia

trabalhos domésticos na casa de Alfredo, que tendo achado interessante ter uma

companheira nova, convenceu a família de Mariana de que seria melhor para ela

casar-se logo, com alguém de posses que pudesse cuidar dela. A família da menina,

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então, concordou com Alfredo, tendo-a obrigado a ir morar com ele. Ambos casa-

ram-se formalmente quando Mariana completou dezesseis anos de idade. Desde o

início da convivência dos dois, Mariana era obrigada a fazer sexo com Alfredo, mes-

mo contra sua vontade, e era proibida de sair e ter amizades com pessoas de sua

idade, sob o argumento de que ela lhe devia obediência por ele ser seu responsável

legal, já que ela era menor de dezoito anos idade. Após várias tentativas de fuga,

Mariana, então com dezessete anos de idade, conseguiu pular a janela, depois de

ter sido novamente violentada, e procurou uma delegacia em busca de ajuda. Na

delegacia, o agente recusou-se a registrar o boletim de ocorrência, por ter acha-

do que a adolescente não tinha cara de mulher séria e contava mentiras. Em vez

de encaminhar a menina ao Instituto Médico Legal ou ao hospital para exames, o

agente mandou-a de volta para casa, tendo oferecido a viatura para acompanhá-la.

No mesmo dia, Alfredo matou Mariana. Exumado o corpo da moça, encontraram-se

sinais de violência sexual e presença de material biológico nos órgãos genitais de

Mariana e embaixo de suas unhas.

Considerando a situação hipotética precedente e a respeito de crimes contra a ad-

ministração pública, contra a dignidade sexual e contra a pessoa, assinale a opção

correta.

a) Sendo Mariana menor de dezoito anos de idade e estando sob a responsabilida-

de de Alfredo, não se configurou o crime de cárcere privado.

b) Como Mariana era casada com Alfredo, o agente agiu corretamente ao mandá-

-la de volta para casa.

c) O agente cometeu o crime de concussão ao deixar de registrar o boletim de

ocorrência.

d) Como Mariana morreu, Alfredo não poderá ser responsabilizado por estupro se

nenhum dos parentes da vítima oferecer a representação em seu lugar.

e) Alfredo será indiciado pelos crimes de estupro com causa de aumento de pena,

homicídio qualificado e cárcere privado.

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Somente caracteriza cárcere privado quando a vítima fica impossibilitada de ir e

vir, ter contato com a sociedade ou for impedida de escolher o lugar onde pretende

ficar. A questão evidencia ser esse o caso em várias passagens (Mariana foi obri-

gada a morar com Alfredo, tentou fugir várias vezes, não podia manter contato

com pessoas da sua idade). O fato de ser menor de idade não é empecilho para o

delito (ao contrário é hipótese qualificadora – Art. 148, § 1º, IV), bem como não

modifica o panorama legal o fato de Alfredo ser seu responsável legal (é comum

pais serem acusados de cárcere privado em relação aos filhos). O agente deveria

encaminhar Mariana no sentido da obtenção de medidas protetivas da Lei Maria da

Penha (fazendo exame de corpo de delito e tomando seu depoimento). Responde-

rá por prevaricação (art. 319 – Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato

de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse

ou sentimento pessoal – o “sentimento pessoal” in casu são as considerações do

investigador sobre o semblante da vítima como fator de verossimilhança das alega-

ções e pudores na vida privada). Estupro com vítima menor de 18 anos é de ação

penal pública incondicionada (vide art. 225, parágrafo único do CP). Estupro com

causa de aumento é estupro majorado. E no fato realmente existe uma causa de

aumento (art. 226, II do CP). Mas a questão fala estupro, e quando falamos estu-

pro, tecnicamente, estamos falando de estupro simples (modalidade do caput do

art. 213 do CP), e o caso na verdade é de estupro qualificado do §1º do CP (vítima

maior de 14 e menor de 18).

34. Assinale a opção correta, acerca de extinção da punibilidade.

a) Uma lei de anistia pode ser revogada por lei posterior, diante de mudança de

opinião do Congresso Nacional a respeito da extinção de punibilidade concedida.

b) Graça e indulto somente podem ser concedidos pelo presidente da República,

uma vez que tais prerrogativas são insuscetíveis de delegação.

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c) A punibilidade de qualquer crime pode ser extinta por meio de graça e indulto.

d) O instituto da prescrição atinge a pretensão de punir ou de executar a pena.

e) A anistia ou abolitio criminis é causa extintiva de punibilidade discutida no âm-

bito do Poder Legislativo.

A anistia é causa extintiva da punibilidade concedida pelo Congresso Nacional, por

lei, que deve ser sancionada pelo Presidente da República. Sendo uma lei penal

benéfica, é retroativa e não pode ser revogada. Caso fosse, não eliminaria a anistia

concedida anteriormente. A lei revogatória, sendo prejudicial, não teria retroativi-

dade.

O indulto é a indulgência soberana concedida pelo Poder Executivo. Pode ser co-

letivo ou individual. Este último chama-se também graça. Ambos são causas ex-

tintivas da punibilidade concreta e perdoam total ou parcialmente a pena do réu.

Obedecendo-se a característica do Poder que às subjazem, o indulto é concedido

para pessoas (hipóteses concretas), enquanto a anistia é concedida para fatos (hi-

póteses abstratas). O indulto individual precisa ser solicitado ao Presidente da Re-

pública (o pedido tem tramitação pelo Ministério da Justiça); o coletivo é concedido

de ofício, pelo Presidente da República (ou pessoa delegada: Ministro de Estado,

Procurador-Geral da República ou Advogado-Geral da União, conforme possibilida-

de do parágrafo único do art. 84 da CF), por decreto (isso vem ocorrendo todos os

anos com o chamado indulto natalino).

Não podem ser concedidas anistia e graça aos crimes hediondos e equiparados,

conforme o art. 5ª, XLIII da CF (“a lei considerará crimes inafiançáveis e insusce-

tíveis de graça ou anistia a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e

drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles respon-

dendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem”). A

Constituição vedou apenas a anistia e a graça nada falando sobre o indulto. A Lei

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n. 8.072/1990 mencionou as três formas de indulgência soberana. Com isso surgi-

ram duas posições: 1) A lei não poderia ampliar o rol de vedações da CF, e incluir o

indulto, ou seja, pode o Presidente concedê-lo apesar da vedação legal. O STJ vem

decidindo dessa forma (STJ 6ª turma – HC 334923/RJ – Rel Ericson Maranhão); 2)

O indulto é modalidade de graça, é a sua versão coletiva, logo a lei não exorbitou

os dizeres constitucionais. O STF assim entende, inclusive para crimes praticados

antes da Lei n. 8.072/1990 (RHC 84572/RJ, rel. orig. Min. Marco Aurélio, rel. p/

acórdão Min. Sepúlveda Pertence, 21.09.2004) (RHC-84572)

Prescrição é a perda do direito de punir do Estado em virtude do transcurso do

tempo. O direito do Estado de aplicar a pena (pretensão punitiva) ou de executar a

pena concretizada na sentença (pretensão executória) não pode ser exercido eter-

namente. Depois do transcurso de um certo lapso temporal, ele se extingue, por

força da prescrição (que só não acontece em poucas exceções, previstas na Cons-

tituição Federal). Existe portanto a prescrição da pretensão punitiva, que atinge o

direito de aplicar a pena da sentença, e a prescrição da pretensão executória, que

atinge o direito de executar a pena aplicada na sentença.

A anistia não é sinônimo de abolitio criminis, uma vez que o comportamento proi-

bido não deixa de ser crime (deixa de ser aplicado a um fato apenas).

35. Considerando o atual entendimento dos tribunais superiores quanto aos ins-

titutos do Código de Defesa do Consumidor, do Estatuto do Desarmamento e do

Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), assinale a opção correta.

a) Ao estabelecer prazo para a regularização dos registros pelos proprietários e

possuidores de armas de fogo, o Estatuto do Desarmamento criou situação peculiar

e temporária de atipicidade das condutas de posse e porte de arma de fogo de uso

permitido e restrito.

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b) Aquele que fornece a adolescente, ainda que gratuitamente, arma de fogo,

acessório ou munição de uso restrito ou proibido fica sujeito à sanção penal previs-

ta no ECA, em decorrência do princípio da especialidade.

c) Pessoa jurídica não pode figurar como sujeito passivo de infração penal consu-

merista, porquanto não se enquadra no conceito de consumidor.

d) A conduta daquele que promove propaganda enganosa capaz de induzir o con-

sumidor a se comportar de maneira prejudicial à sua saúde somente é penalmente

punível diante da ocorrência de resultado danoso.

e) O porte ou a posse simultânea de duas ou mais armas de fogo de uso restrito ou

proibido não configura concurso formal, mas crime único, pois a situação de perigo

é uma só.

Conforme o relatório do REXT com repercussão geral sobre o assunto: “1. O Esta-

tuto do Desarmamento (Lei nº 10.826/03) favoreceu os possuidores e proprietá-

rios de arma de fogo com duas medidas: (i) permitiu o registro da arma de fogo

(art. 30) ou a sua renovação (art. 5º, § 3º); e (ii) facultou a entrega espontânea

da arma de fogo à autoridade competente (art. 32). 2. A sucessão legislativa pror-

rogou diversas vezes o prazo para as referidas medidas, a saber: (i) o Estatuto do

Desarmamento, cuja publicação ocorreu em 23 de dezembro de 2003, permitiu aos

proprietários e possuidores de armas de fogo tanto a solicitação do registro quanto

a entrega das armas no prazo de 180 (cento e oitenta) dias, após a publicação do

diploma; (ii) após a edição das leis 10.884/2004, 11.119/2005 e 11.191/2005, o

prazo final para solicitação do registro de arma de fogo foi prorrogado para 23 de

junho de 2005, enquanto o termo final para entrega das armas foi fixado em 23

de outubro de 2005; (iii) a Medida Provisória nº 417 (convertida, posteriormente,

na Lei nº 11.706/08), cuja publicação ocorreu em 31 de janeiro de 2008, alargou

o prazo para registro da arma de fogo até a data de 31 de dezembro de 2008,

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bem como permitiu, sine die, a entrega espontânea da arma de fogo como causa

de extinção da punibilidade; (iv) por fim, a Lei nº 11.922/2009, cuja vigência se

deu a partir de 14 de abril de 2009, tornou a prolongar o prazo para registro, até

31 de dezembro de 2009. 3. A construção jurisprudencial e doutrinária, conquanto

inexistente previsão explícita de abolitio criminis, ou mesmo de que a eficácia do

delito previsto no art. 12 do Estatuto do Desarmamento estaria suspensa tem-

porariamente, formou-se no sentido de que, durante o prazo assinalado em lei,

haveria presunção de que o possuidor de arma de fogo irregular providenciaria a

normalização do seu registro (art. 30). 4. O art. 12 do Estatuto do Desarmamento,

que prevê o crime de posse de arma de fogo de uso permitido, passou a ter plena

vigência ao encerrar-se o interstício no qual o legislador permitiu a regularização

das armas (até 23 de junho de 2005, conforme disposto na Medida Provisória nº

253, convertida na Lei nº 11.191/2005), mas a Medida Provisória nº 417, em 31 de

janeiro de 2008, reabriu o prazo para regularização até 31 de dezembro do mesmo

ano. 5. No caso sub judice, a vexata quaestio gira em torno da aplicabilidade retro-

ativa da Medida Provisória nº 417 aos fatos anteriores a 31 de janeiro de 2008, à

luz do art. 5º, XL, da Constituição, que consagra a retroatividade da lex mitior, ca-

bendo idêntico questionamento sobre a retroeficácia da Lei nº 11.922/2009 em re-

lação aos fatos ocorridos entre 1º de janeiro de 2009 e 13 de abril do mesmo ano.

6. Consectariamente, é preciso definir se a novel legislação deve ser considerada

abolitio criminis temporária do delito previsto no art. 12 da Lei nº 10.826/03, caso

em que impor-se-ia a sua eficácia retro-operante. 7. O possuidor de arma de fogo,

no período em que vedada a regularização do registro desta, pratica conduta típica,

ilícita e culpável, porquanto cogitável a atipicidade apenas quando possível presu-

mir que o agente providenciaria em tempo hábil a referida regularização, à míngua

de referência expressa, no Estatuto do Desarmamento e nas normas que o altera-

ram, da configuração de abolitio criminis. 8. A jurisprudência desta Corte é assente

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no sentido de que, verbis: “I - A vacatio legis de 180 dias prevista nos artigos 30 e

32 da Lei 10.826/2003, com a redação conferida pela Lei 11.706/2008, não tornou

atípica a conduta de posse ilegal de arma de uso restrito. II – Assim, não há falar

em abolitio criminis, pois a nova lei apenas estabeleceu um período de vacatio legis

para que os possuidores de armas de fogo de uso permitido pudessem proceder à

sua regularização ou à sua entrega mediante indenização. III – Ainda que assim

não fosse, a referida vacatio legis não tem o condão de retroagir, justamente por

conta de sua eficácia temporária” (RHC 111637, Relator(a): Min. RICARDO LEWA-

NDOWSKI, Segunda Turma, julgado em 05/06/2012). Em idêntico sentido: HC

96168, Relator(a): Min. EROS GRAU, Segunda Turma, julgado em 09/12/2008. 9.

O Pretório Excelso, pelos mesmos fundamentos, também fixou entendimento pela

irretroatividade do Estatuto do Desarmamento em relação aos delitos de posse de

arma de fogo cometidos antes da sua vigência”

A atipicidade era relativa a arma de uso permitido e não abrangia o porte.

Aquele que fornece a adolescente, ainda que gratuitamente, arma de fogo, aces-

sório ou munição de uso restrito ou proibido fica sujeito à sanção do art. 16, pará-

grafo único, V do Estatuto do Desarmamento.

O Superior Tribunal de Justiça tem aplicado o Código de Defesa do Consumidor em

discussões envolvendo apenas empresas. A ampliação do conceito de consumidor

final, alcançando a pessoa jurídica, é possível se a empresa for vulnerável (hipos-

suficiente técnico ou econômica) na relação, mesmo que o produto seja usado

como insumo.

O delito do art. 64 do CDC é delito de mera conduta (sob o ponto de vista do resul-

tado natural) e de perigo abstrato (sob o ponto de vista do resultado jurídico), não

havendo que se falar em necessidade da ocorrência de resultado danoso (seja do

ponto de vista do objeto material ou do objeto jurídico do delito) para a sua con-

sumação: a consumação do delito descrito no art. 68 exaure-se na conduta hábil

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a induzir o consumidor a comportar-se de maneira perigosa ou prejudicial à sua

saúde e segurança, não se exigindo a observância de um resultado danoso efetivo.

(Art. 68. Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser capaz de

induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa a sua saúde

ou segurança).

O porte ou a posse simultânea de duas ou mais armas de fogo de uso restrito ou

proibido não podem caracterizar vários violações ao tipo penal de enquadramento

(12, 14 ou 16 do Estatuto do Desarmamento) uma vez que as figuras de adequação

são de perigo e não de dano. Figuras delitivas de dano podem caracterizar con-

curso formal uma vez que se podem constatar vários danos a partir de uma única

conduta, mas o contexto da situação de perigo é sempre único – existir mais de

uma “fonte” do perigo não muda o status da conjuntura perigosa já que ou existe

a situação de perigo ou não, e uma vez que essa se caracteriza não existe como

divisar “perigos autônomos”, cada um como um resultado típico concreto distinto.

Obs.: o STJ (RECURSO ESPECIAL Nº 1.624.295-GO 2016/0234348-9) já entendeu

em sentido diverso quando dentre as armas possuídas ou portadas estavam arte-

fatos de uso restrito e permitido, sustentando a impossibilidade do reconhecimento

do crime único nesta hipótese, visto que o bem jurídico protegido pelo artigo 12 é

a paz e a segurança pública, enquanto tipo penal previsto no artigo 16 da Lei nº

10.826/2003 tutela, além da paz e da segurança pública, a confiabilidade no ca-

dastro do Sistema Nacional de Armas, in verbis:  “somente pode ser reconhecido

o crime único quando são apreendidos, no mesmo contexto fático, mais de uma

arma ou munição capitulado no mesmo tipo penal, tendo em vista a ocorrência de

uma única lesão ao bem jurídico protegido, situação que não ocorre na hipótese

dos autos, porquanto a conduta praticada pelo recorrido se amolda a tipos penais

diversos, (...).”

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36. Considerando o disposto na Lei n.º 11.343/2006 e o posicionamento jurispru-

dencial e doutrinário dominantes sobre a matéria regida por essa lei, assinale a

opção correta.

a) Em processo de tráfico internacional de drogas, basta a primariedade para a

aplicação da redução da pena.

b) Dado o instituto da delação premiada previsto nessa lei, ao acusado que colabo-

rar voluntariamente com a investigação policial podem ser concedidos os benefícios

da redução de pena, do perdão judicial ou da aplicação de regime penitenciário

mais brando.

c) É vedada à autoridade policial a destruição de plantações ilícitas de substâncias

entorpecentes antes da realização de laudo pericial definitivo, por perito oficial, no

local do plantio.

d) Para a configuração da transnacionalidade do delito de tráfico ilícito de drogas,

não se exige a efetiva transposição de fronteiras nem efetiva coautoria ou partici-

pação de agentes de estados diversos.

e) O crime de associação para o tráfico se consuma com a mera união dos envol-

vidos, ainda que de forma individual e ocasional.

Os requisitos legais para que o agente faça jus à causa de diminuição da pena do

art. 33, §4º são cumulativos, exigindo, além da primariedade do agente, bons an-

tecedentes, não dedicação às atividades criminosas e nem integração de organiza-

ção criminosa. Vide (STF, HC 98.803/MS, 94.655/MT, HC 111.954/DF).

Conforme o Art. 41: “O indiciado ou acusado que colaborar voluntariamente com a

investigação policial e o processo criminal na identificação dos demais coautores ou

partícipes do crime e na recuperação total ou parcial do produto do crime, no caso

de condenação, terá pena reduzida de um terço a dois terços”. Logo os demais efei-

tos trazidos pela questão (perdão judicial ou da aplicação de regime penitenciário

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mais brando) não estão presentes na legislação de drogas. É bastante questionável


se este dispositivo permanece em vigor: prevalece na melhor doutrina o entendi-
mento que todo regramento sobre delação premiada hoje estão na lei de Proteção
à Testemunha (que estipula as hipóteses de cabimento) e na Lei do Crime Organi-
zado (que estipula o procedimento).
Conforme a Lei n. 11.343/2006 que em seu art. 32 aduz:“As plantações ilícitas
serão imediatamente destruídas pelo delegado de polícia na forma do art. 50-A,
que recolherá quantidade suficiente para exame pericial, de tudo lavrando auto de
levantamento das condições encontradas, com a delimitação do local, asseguradas
as medidas necessárias para a preservação da prova”. (Art. 50-A. A destruição de
drogas apreendidas sem a ocorrência de prisão em flagrante será feita por incine-
ração, no prazo máximo de 30 (trinta) dias contados da data da apreensão, guar-
dando-se amostra necessária à realização do laudo definitivo, aplicando-se, no que
couber, o procedimento dos §§ 3o a 5o do art. 50).
Para se reconhecer a transnacionalidade do delito, não é preciso o concurso de
agentes de Estados diversos. A Lei n.11.343/2006 substituiu a expressão inter-
nacional, que constava da Lei n. 6.368/1976, por transnacional, não se exigindo,
para a incidência da causa de aumento, a presença de agentes brasileiros e estran-
geiros, ou de conluio entre eles (STJ, Resp. 593297, Laurita Vaz, 5ª T., u., 9.3.04).
Para o inciso I art. 40 da Lei n. 11.343/2006 basta, para a caracterização do tráfico
transnacional, a natureza ou procedência da substância ou produto, bem como as
circunstâncias do fato, afastando a tese da necessidade da cooperação interna-
cional para incidência da majorante. É também desnecessário comprovar que a
droga efetivamente tocou dois Estados diversos, bastando demonstrar a intenção
do infrator em remetê-la para país diverso (STJ, Habeas Corpus 123761, Arnaldo
de Lima, 5ª T., 16.3.10), sendo apreendida a substância em vias de ser exportada.
É um crime autônomo. Exige estabilidade e permanência apesar de a lei tratar que

os crimes que se desejam praticar possam ser reiterados ou não.

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37. Com base no disposto no ECA, assinale a opção correta.

a) Cabe à autoridade judiciária ou policial competente a aplicação das medidas es-

pecíficas de proteção relacionadas no ECA, mediante prévia notificação do conselho

tutelar.

b) É cabível a aplicação de medida socioeducativa de internação ao penalmente

imputável com idade entre dezoito e vinte e um anos e que era menor à época da

prática do ato infracional.

c) Não há prazo mínimo para o cumprimento da liberdade assistida fixada pelo

ECA, sendo o limite fixado de acordo com a gravidade do ato infracional e as cir-

cunstâncias de vida do adolescente.

d) O crime de corrupção de menores se consuma quando o infrator pratica infração

penal com o menor ou o induz a praticá-la, sendo imprescindível, para sua configu-

ração, a prova da efetiva corrupção do menor.

e) O ECA prevê expressamente os prazos de prescrição das medidas socioeduca-

tivas.

A questão 37 é considerada uma questão de nível médio pois depende de conheci-

mento da lei seca e posicionamento majoritário da jurisprudência. Com base na Lei

n. 8.069/1990, podemos identificar as seguintes justificativas para as alternativas

da questão:

A alternativa “a” está errada em razão da ausência no ECA de atribuição para apli-

cação das medidas de proteção elencadas no Título II pelo Delegado de Polícia. A

autoridade competente de que trata o art. 101 é somente o Juiz ou o Conselho Tu-

telar, já as medidas elencadas no art. 112, que dizem respeito aos atos infracionais

são da competência do Juiz. Outras atribuições no ECA, como a apuração de infra-

ção administrativa às normas de proteção à criança, prevista no art. 194, também

é realizado pelo Juiz, não obstante ter início por representação do Ministério Público

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ou lavratura de auto de infração elaborado por servidor efetivo ou voluntário cre-

denciado, onde poderá haver em cada Estado a previsão, do Comissário da Infância

e Juventude.

Em suma, o ECA é totalmente silente quanto ao estabelecimento de atribuições

para o Delegado de Polícia para aplicação de medidas protetivas, socioeducativas

ou administrativas.

A alternativa “b” está correta em razão do que dispõe o art. 2º, parágrafo único

combinado com o art. 121, §5º, inserido na seção da internação, que por sua vez,

compõe o rol do capítulo das medidas socioeducativas, donde se deduz plenamente

possível que a pessoa maior de 18 anos e menor de 21 anos possa ser submetida

à medida prevista no ECA, que assim dispõem:

“Art. 2º Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de

idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade.

Parágrafo único. Nos casos expressos em lei, aplica-se excepcionalmente este Es-

tatuto às pessoas entre dezoito e vinte e um anos de idade”.

Art. 121. A internação constitui medida privativa da liberdade, sujeita aos princí-

pios de brevidade, excepcionalidade e respeito à condição peculiar de pessoa em

desenvolvimento.

§ 5º A liberação será compulsória aos vinte e um anos de idade.

A alternativa “c” está errada pois o art. 118, §2º do ECA fixa um prazo mínimo para

a medida da semiliberdade, que é de 6 (seis) meses.

A alternativa “d” está errada pois o entendimento majoritário na doutrina e na ju-

risprudência é de que o crime de corrupção de menores previsto no art. 244-B do

ECA é formal, não havendo necessidade de resultado naturalístico para que o crime

seja considerado consumado, conforme verbete de súmula 500 do STJ, oriundo

do julgado da 3ª seção, em 23/10/2013, DJe 28/10/2013, por força dos prece-

dentes AgRg no REsp 1342923/PR, Rel. Min. Jorge Mussi, Quinta Turma, julgado

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em 05/02/2013; HC 182.805/DF, Rel. Min. Laurita Vaz, Quinta Turma, julgado em

18/12/2012; HC 164.359/DF, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, julga-

do em 10/04/2012: “A configuração do crime do art. 244-B do ECA independe da

prova da efetiva corrupção do menor, por se tratar de delito formal.” Isto significa

dizer que, segundo o Min. Sebastião Reis Júnior, a simples participação do menor

no ato delitivo é suficiente para a sua consumação, sendo irrelevante seu grau pré-

vio de corrupção, tendo em vista que cada repetição de prática criminosa na qual

é inserido contribui para aumentar sua degradação moral do menor (bem jurídico

tutelado). Segue o mesmo entendimento o STF, conforme RHC 111.434, Rel. Min.

Cármen Lúcia, Primeira Turma, julgado em 03/04/2012: “(...) O crime de corrup-

ção de menores é formal, não havendo necessidade de prova efetiva da corrupção

ou da idoneidade moral anterior da vítima, bastando indicativos do envolvimento

de menor na companhia do agente imputável.”

A alternativa “e” está errada porque o ECA não prevê prazos prescricionais para as

medidas socioeducativas. Desta forma o STJ, através da súmula 338, previu que “a

prescrição penal é aplicável nas medidas socioeducativas.”, em razão da aplicação

subsidiária das “normas da Parte Geral do Código Penal e, quanto ao processo, as

pertinentes ao Código de Processo Penal.”, conforme dispõe o art. 226 do ECA.

38. À luz do posicionamento jurisprudencial e doutrinário dominantes acerca das

disposições da Lei n.º 11.340/2006 (Lei Maria da Penha), assinale a opção correta.

a) Caracteriza o crime de desobediência o reiterado descumprimento, pelo agres-

sor, de medida protetiva decretada no âmbito das disposições da Lei Maria da Pe-

nha.

b) Em se tratando dos crimes de lesão corporal leve e ameaça, pode o Ministério

Público dar início a ação penal sem necessidade de representação da vítima de vio-

lência doméstica.

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c) No caso de condenação à pena de detenção em regime aberto pela prática do

crime de ameaça no âmbito doméstico e familiar, é possível a substituição da pena

pelo pagamento isolado de multa.

d) No âmbito de aplicação da referida lei, as medidas protetivas de urgência pode-

rão ser concedidas independentemente de audiência das partes e de manifestação

do Ministério Público, o qual deverá ser prontamente comunicado.

e) Afasta-se a incidência da Lei Maria da Penha na violência havida em relações

homoafetivas se o sujeito ativo é uma mulher.

A questão 38 é considerada de nível médio, porque exige conhecimento da legisla-

ção e da jurisprudência.

A alternativa “a” está errada, porque vem prevalecendo o entendimento no âmbito

do STJ de que o não atendimento das medidas protetivas por parte do agressor não

configura crime de desobediência em razão da possibilidade de outra medida em

seu lugar, qual seja a prisão preventiva, prevista no art. 313, III do CPP, seguindo

a orientação majoritária na doutrina de se aplicar qualquer outra medida prevista

para que se dê efetividade à medida judicial descumprida, sendo cabível somente o

crime, se houver previsão expressa em lei para se sancionar com este crime o re-

calcitrante, conforme ficou exposto no HC 394.567/SC, Rel. Ministra Maria Thereza

de Assis Moura, Sexta Turma, julgado em 09/05/2017, DJe 15/05/2017:

“(....)Na espécie, o descumprimento de medida protetiva, no âmbito da Lei Maria

da Penha, não enseja o delito de desobediência, porquanto, além de não existir

cominação legal a respeito do crime do artigo 330 do Código Penal, há previsão

expressa, no Código de Processo Penal, de prisão preventiva, caso a medida judicial

não seja cumprida.(....)”

A alternativa “b” está errada, porque o debate em torno da natureza da ação pe-

nal que se deu na ADI 4424 e a ADC 19 disse respeito ao crime de lesão corporal

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de natureza leve e não ao crime de ameaça, consequentemente, quanto ao crime

de lesão corporal leve, a ação penal é pública incondicionada, por força da consti-

tucionalidade do art. 41 da Lei n. 11.340/2006, na qual exclui a incidência da Lei

n. 9.099/1995, consequentemente, retirou a possibilidade de aplicação do art. 88

da Lei n. 9.099/1995, que transformou em ação penal pública condicionada a re-

presentação o crime de lesão corporal leve. Contudo em nada afetou a redação do

art. 147, parágrafo único do Código Penal, que continua exigindo a representação

como condição específica da ação, ou condição objetiva de punibilidade, ou, sim-

plesmente, condição da ação para que o legitimado ordinário (MP) possa demandar

em juízo em face do autor da ameaça, restando, portanto pública condicionada a

representação o crime de ameaça, mesmo no âmbito da violência contra o gênero

feminino.

A alternativa “c” está errada, porquanto há previsão em sentido oposto a essa as-

sertiva no disposto do art. 17 da LMP:

“É vedada a aplicação, nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher,

de penas de cesta básica ou outras de prestação pecuniária, bem como a substitui-

ção de pena que implique o pagamento isolado de multa.”

A alternativa “d” está correta porquanto há previsão neste exato sentido no 19, §1º

da LMP:

“Art. 19. As medidas protetivas de urgência poderão ser concedidas pelo juiz, a

requerimento do Ministério Público ou a pedido da ofendida.

§ 1º As medidas protetivas de urgência poderão ser concedidas de imediato, inde-

pendentemente de audiência das partes e de manifestação do Ministério Público,

devendo este ser prontamente comunicado”.

A questão não possui maiores dificuldades, tendo em vista que se trata de uma

medida de urgência, consequentemente, em qualquer estudo sobre medidas cau-

telares de urgência é comum em nosso ordenamento o contraditório diferido no

tempo em fatos sob essas circunstâncias de cunho emergencial.

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A alternativa “e” está errada porquanto além de haver previsão expressa na lei em

sentido oposto a essa assertiva, é também o entendimento da doutrina e jurispru-

dência de incidência da lei Maria da Penha, independente da orientação sexual,

conforme art. 5º, parágrafo único da LMP:

“Art. 5º ......

Parágrafo único. As relações pessoais enunciadas neste artigo independem de

orientação sexual”.

39. Em relação às disposições expressas nas legislações referentes aos crimes de

trânsito, contra o meio ambiente e de lavagem de dinheiro, assinale a opção cor-

reta.

a) Em relação aos delitos ambientais, constitui crime omissivo impróprio a conduta

de terceiro que, conhecedor da conduta delituosa de outrem, se abstém de impedir

a sua prática.

b) Para a caracterização do delito de lavagem de dinheiro, a legislação de regência

prevê um rol taxativo de crimes antecedentes, geradores de ativos de origem ilíci-

ta, sem os quais o crime não subsiste.

c) A colaboração premiada de que trata a Lei de Lavagem de Dinheiro poderá

operar a qualquer momento da persecução penal, até mesmo após o trânsito em

julgado da sentença.

d) É vedada a imposição de multa por infração administrativa ambiental cominada

com multa a título de sanção penal pelo mesmo fato motivador, por violação ao

princípio do non bis in idem.

e) A prática de homicídio culposo descrita no Código de Trânsito enseja a aplicação

da penalidade de suspensão da permissão para dirigir, pelo órgão administrativo

competente, mesmo antes do trânsito em julgado de eventual condenação.

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A questão 39 é de dificuldade média porque exige do aluno conhecimento da legis-

lação e da doutrina.

A alternativa “a” está errada, porque nos crimes omissivos impróprios ou comis-

sivos por omissão, para assim se configurarem, é necessário que o agente esteja

imerso nas circunstâncias previstas no art. 13, §2º do Código Penal, segundo os

quais desenha-se a relevância causal para as omissões provocadas pelos denomi-

nados “agentes garantidores”, que nos crimes ambientais também foram previstos

no art. 2º da Lei 9.605/98:

“Art. 2º Quem, de qualquer forma, concorre para a prática dos crimes previstos

nesta Lei, incide nas penas a estes cominadas, na medida da sua culpabilidade,

bem como o diretor, o administrador, o membro de conselho e de órgão técnico, o

auditor, o gerente, o preposto ou mandatário de pessoa jurídica, que, sabendo da

conduta criminosa de outrem, deixar de impedir a sua prática, quando podia agir

para evitá-la.”

Como se percebe, o referido artigo 2º da LA, seguindo a lógica do art. 13, §2º do

CP, elenca as pessoas denominadas como agentes garantidores para efeitos dos

crimes comissivos ambientais e a questão da prova generalizou a figura, configu-

rando-se uma afirmativa equivocada a respeito do tema.

A alternativa “b” está errada, porque a Lei 9.613/98, após alteração dada pela

Lei 12.683/12, empreendeu extinção do rol taxativo de crimes antecedentes para

caracterização do crime de lavagem de dinheiro, que era previsto em seu artigo

primeiro, configurando assim, o que a doutrina denomina de legislação de lavagem

de dinheiro de 3ª geração, pelos quais, ao contrário de outrora, não se exige um

crime específico na qual a lavagem deva estar relacionada, bastando se tratar a

lavagem, conforme tipicidade do atual art. 1º, a conduta de ocultar ou dissimular a

natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens,

direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de “infração penal”,

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incluindo-se assim, no rol de ilícitos antecedentes, os crimes e as contravenções

penais, outra inovação trazida pela nova redação. Antes da Lei 12.683/12 de fato

havia um rol taxativo e limitado de “crimes” antecedentes onde não se dispunha

das contravenções penais, deixando a lavagem de dinheiro, por exemplo, oriunda

da contravenção do jogo do bicho, impune.

A alternativa “c” está correta, tendo em vista o entendimento da doutrina de que a

nova redação ao art. 1º, §5º, alterada pela Lei 12.683/12, inovou na expressão “a

qualquer tempo”, na qual não existia na anterior, conforme destacamos:

“Art.1º .....

§ 5º. A pena poderá ser reduzida de um a dois terços e ser cumprida em regime

aberto ou semiaberto, facultando-se ao juiz deixar de aplicá-la ou substituí-la, a

qualquer tempo, por pena restritiva de direitos, se o autor, coautor ou partícipe

colaborar espontaneamente com as autoridades, prestando esclarecimentos que

conduzam à apuração das infrações penais, à identificação dos autores, coautores

e partícipes, ou à localização dos bens, direitos ou valores objeto do crime.”

Neste sentido, podemos citar a doutrina de Marcos Paulo Dutra, em sua obra Co-

laboração (Delação) Premiada, 2ª Ed. Salvador: Juspodvm, 2017, p. 125, na qual,

citando outros autores, como Gustavo Badaró, Pierpaolo Bottini e Renato Brasileiro,

entende que a expressão “a qualquer tempo” autoriza que a delação premiada seja

realizada em qualquer fase processual, inclusive após a sentença, sem ou com o

trânsito em julgado.

A alternativa “d” está errada, tendo em vista que não há vedação na legislação

ambiental de se vedar a cumulação da sanção administrativa com a sanção penal

quando a natureza delas for pecuniária. O art. 3º da LA disciplina que as sanções

poderão ser de natureza administrativa, civil e penal, sem excepcionar essa auto-

nomia dos ramos do Direito e seus consectários sancionatórios, consequentemente

não poderiam ser consideradas hipóteses de violação ao princípio do non bis in

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idem, princípio que norteia a aplicação da pena, restando resguardadas as referias

autonomias entre as sanções.

A alternativa “e” está errada, porque a questão traz como consequência de uma

decisão condenatória de homicídio culposo, sem se importar com o trânsito em

julgado, a aplicação da suspensão do direito de dirigir pela autoridade adminis-

trativa. Em outras palavras, sendo o sujeito condenado por homicídio culposo a

pena privativa e restritiva, conforme preconiza o preceito secundário do art. 302

da Lei 9.503/97, a autoridade administrativa, diante desta circunstância, já pode-

ria sancionar o réu, como se fosse uma consequência automática da decisão penal

condenatória, contrariando o art. 293, §§1º e 2º, que não somente condiciona o

cumprimento da suspensão ao trânsito em julgado, como também atribui condição

suspensiva de cumprimento da pena privativa de liberdade, e, somente após cum-

prida a privação da liberdade , se iniciaria a pena restritiva de suspensão do direito

de dirigir.

40. Pedro, Joaquim e Sandra foram presos em flagrante delito. Pedro, por ter ofen-

dido a integridade corporal de Lucas, do que resultou debilidade permanente de

um de seus membros; Joaquim, por ter subtraído a bicicleta de Lúcio, de vinte e

cinco anos de idade, no período matutino — Lúcio a havia deixado em frente a uma

padaria; e Sandra, por ter subtraído o carro de Tomás mediante grave ameaça.

Considerando-se os crimes cometidos pelos presos, a autoridade policial poderá

conceder fiança a

a) Joaquim somente.

b) Pedro somente.

c) Pedro, Joaquim e Sandra.

d) Pedro e Sandra somente.

e) Joaquim e Sandra somente.

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Considerando que o crime cometido por Joaquim foi de furto simples, ex vi art. 155,

caput, CP, tem pena de 1 a 4 anos de reclusão e multa e, conforme o art. 322 do

CPP, literis, “A autoridade policial somente poderá conceder fiança nos ca-

sos de infração cuja pena privativa de liberdade máxima não seja superior

a 4 ( quatro) anos”.

41. O Código de Processo Penal prevê a requisição, às empresas prestadoras de

serviço de telecomunicações, de disponibilização imediata de sinais que permitam

a localização da vítima ou dos suspeitos de delito em curso, se isso for necessário à

prevenção e à repressão de crimes relacionados ao tráfico de pessoas. Essa requi-

sição pode ser realizada pelo

a) delegado de polícia, independentemente de autorização judicial e por prazo in-

determinado.

b) Ministério Público, independentemente de autorização judicial, por prazo não

superior a trinta dias, renovável por uma única vez, podendo incluir o acesso ao

conteúdo da comunicação.

c) delegado de polícia, mediante autorização judicial e por prazo indeterminado,

podendo incluir o acesso ao conteúdo da comunicação.

d) delegado de polícia, mediante autorização judicial, devendo o inquérito policial

ser instaurado no prazo máximo de setenta e duas horas do registro da respectiva

ocorrência policial.

e) Ministério Público, independentemente de autorização judicial e por prazo inde-

terminado.

Tendo em vista o que ordena o art. 13-B caput e seu 3º, in verbis: art. 13-B – Se ne-

cessário à prevenção e à repressão dos crimes relacionados ao tráfico de pessoas, o

membro do Ministério Público ou o Delegado de Polícia poderão requisitar, mediante

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autorização judicial, às empresas prestadoras de serviço de telecomunicações e/

ou telemática que disponibilizem imediatamente os meios técnicos adequados –

como sinais, informações e outros – que permitam a localização da vítima ou dos

suspeitos do delito em curso. (...) §3º – Na hipótese prevista neste artigo, o

inquérito policial deverá ser instaurado no prazo máximo de 72 (setenta e

duas) horas, contado do registro da respectiva ocorrência policial.

42. Cláudio, maior e capaz, residente e domiciliado em Goiânia – GO, praticou de-

terminado crime, para o qual é prevista ação penal privada, em Anápolis – GO. A

vítima do crime, Artur, maior e capaz, é residente e domiciliada em Mineiros – GO.

Nessa situação hipotética, considerando-se o disposto no Código de Processo Penal,

o foro competente para processar e julgar eventual ação privada proposta por Artur

contra Cláudio será

a) Anápolis – GO ou Goiânia – GO.

b) Goiânia – GO ou Mineiros – GO.

c) Goiânia – GO, exclusivamente.

d) Anápolis – GO, exclusivamente.

e) Mineiros – GO, exclusivamente.

Levando-se em conta o que, no caso de ação penal exclusivamente privada, mesmo

que conhecido o local da infração, o querelante pode optar pelo foro do domicílio ou

residência do réu, vide o que prescreve o CPP no seu art. 73, literis: “Nos casos de

exclusiva ação privada, o querelante poderá preferir o foro de domicílio ou

da residência do réu, ainda quando conhecido o lugar da infração”.

43. Suponha que o réu em determinado processo criminal tenha indicado como

testemunhas o presidente da República, o presidente do Senado Federal, o prefeito

de Goiânia – GO, um desembargador estadual aposentado, um vereador e um mili-

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tar das Forças Armadas. Nessa situação hipotética, conforme o Código de Processo

Penal, poderão optar pela prestação de depoimento por escrito

a) o presidente do Senado Federal e o desembargador estadual.

b) o prefeito de Goiânia – GO e o militar das Forças Armadas.

c) o desembargador estadual e o vereador.

d) o presidente da República e o presidente do Senado Federal.

e) o presidente da República e o vereador.

Considerando-se o que ordena o CPP no seu art. 221, §1º, in verbis: O Presiden-

te e o Vice-Presidente da República, os presidentes do Senado Federal, da

Câmara dos Deputados e do Supremo Tribunal Federal poderão optar pela

prestação de depoimento por escrito, caso em que as perguntas, formuladas

pelas partes e deferidas pelo juiz, lhes serão transmitidas por ofício.

44. Com relação a questões e processos incidentes, assinale a opção correta.

a) Não poderá ser arguida a suspeição dos intérpretes.

b) Não poderá ser arguida a suspeição dos funcionários da justiça.

c) Não poderá ser arguida a suspeição do órgão do Ministério Público.

d) Não poderá ser arguida a suspeição das autoridades policiais nos atos do inquérito.

e) Não poderá ser arguida a suspeição dos peritos.

Tendo em vista o que determina o CPP no seu art. 107, literis: “Não se poderá

opor suspeição às autoridades policiais nos atos do inquérito, mas deverão

elas declarar-se suspeitas, quando ocorrer motivo legal.”

45. Relativamente à aplicação da lei processual penal no tempo e no espaço e aos

princípios processuais penais constitucionais, assinale a opção correta.

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a) O Código de Processo Penal normatiza o processamento das relações proces-

suais penais em curso perante todos os juízos e tribunais brasileiros, aplicando-se,

em caráter subsidiário, as normas procedimentais que versem sobre matérias es-

peciais.

b) Segundo entendimento expendido pelo STF, a atração por continência ou cone-

xão do processo do corréu ao foro por prerrogativa de função de um dos denuncia-

dos constitui violação das garantias do juiz natural e da ampla defesa.

c) A gravação ambiental por meio de fita magnética, de conversa entre presentes,

feita por um dos interlocutores sem o conhecimento do outro é considerada prova

ilícita, pois viola preceito constitucional.

d) O princípio da extraterritorialidade adotado pelo direito processual penal brasi-

leiro não ofende a soberania de outros Estados, já que os ordenamentos jurídicos

de todas as nações convergem para o combate às condutas delitivas.

e) A lei processual penal tem aplicação imediata e é aplicável tanto nos processos

que se iniciarem após a sua vigência, quanto nos processos que já estiverem em

curso no ato da sua vigência, e até mesmo nos processos que apurarem condutas

delitivas ocorridas antes da sua vigência.

Levando-se em conta o que determina o CPP no seu art. 2º, in literis: “A lei pro-

cessual penal aplicar-se-á desde logo, sem prejuízo da validade dos atos realizados

sob a vigência da lei anterior”.

46. Acerca de jurisdição e competência em matéria criminal, assinale a opção cor-

reta.

a) Segundo entendimento do STJ, é de competência da justiça estadual processar

e julgar crime contra funcionário público federal, estando ou não este no exercício

da função.

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b) A competência para julgar prefeito municipal por desvio de verba sujeita a pres-

tação de contas perante o órgão federal será dos juízes federais da seção judiciária

da localidade em que o prefeito exercer ou tiver exercido o mandato.

c) A competência para julgar governador de estado que, no exercício do mandato,

cometa crime doloso contra a vida será do tribunal do júri da unidade da Federação

na qual aquela autoridade tenha sido eleita para o exercício do cargo público.

d) A competência para processar e julgar crime de roubo que resulte em morte da

vítima será do tribunal do júri da localidade em que ocorrer o fato criminoso.

e) No Estado brasileiro, a jurisdição penal pode ser exercida pelo STF, e em todos

os graus de jurisdição das justiças militar e eleitoral, e das justiças comuns estadu-

al e federal, dentro do limite da competência fixada por lei

Considerando-se que, no ordenamento jurídico pátrio, tanto o STF quanto as jus-

tiças “especiais” (eleitoral e militar), bem como as justiças comuns (estadual e

federal), exercem jurisdição criminal.

47. No que tange ao procedimento criminal e seus princípios e ao instituto da liber-

dade provisória, assinale a opção correta.

a) O descumprimento de medida cautelar imposta ao acusado para não manter

contato com pessoa determinada é motivo suficiente para o juiz determinar a subs-

tituição da medida por prisão preventiva, já que a aplicação de outra medida re-

presentaria ofensa ao poder imperativo do Estado além de ser incompatível com o

instituto das medidas cautelares.

b) Concedida ao acusado a liberdade provisória mediante fiança, será inaplicável a

sua cumulação com outra medida cautelar tal como a proibição de ausentar-se da

comarca ou o monitoramento eletrônico.

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c) Compete ao juiz e não ao delegado a concessão de liberdade provisória, me-

diante pagamento de fiança, a acusado de crime hediondo ou tráfico ilícito de en-

torpecente.

d) Caso, após sentença condenatória, advenha a prescrição da pretensão punitiva

e seja declarada extinta a punibilidade por essa razão, os valores recolhidos a título

de fiança serão integralmente restituídos àquele que a prestou.

e) Ofenderá o princípio constitucional da ampla defesa e do contraditório a defesa

que, firmada por advogado dativo, se apresentar deficiente e resultar em prejuízo

comprovado para o acusado

Tendo em vista o que a Corte Excelsa já consolidou na Súmula 523 STF: “No pro-

cesso penal, a falta da defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só

o anulará se houver prova de prejuízo para o réu”.

48. Com referência a citação e intimação no processo penal, assinale a opção cor-

reta.

a) A citação do réu preso poderá ser cumprida na pessoa do procurador por ele

constituído na fase policial.

b) As intimações dos defensores públicos nomeados pelo juízo devem ser realiza-

das mediante publicação nos órgãos incumbidos da publicidade dos atos judiciais

da comarca, e não os havendo, pelo escrivão, por mandado ou via postal.

c) Os prazos para a prática de atos processuais contam-se da data da intimação e

não da juntada aos autos do mandado ou da carta precatória ou de ordem.

d) Em função dos princípios da simplicidade, informalidade e economia processual,

é admissível a citação por edital e por hora certa nos procedimentos sumaríssimos

perante juizado especial criminal.

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e) No procedimento comum, não se admite a citação ficta nem tampouco a contu-

mácia do réu.

Levando-se em conta o entendimento consolidado na Suprema Corte, no bojo da

Súmula 710 STF: “No processo penal, contam-se os prazos da data da intimação, e

não da juntada aos autos do mandado ou da carta precatória ou de ordem”.

49. Acerca de investigação criminal e juizados especiais criminais, assinale a opção

correta.

a) No juizado especial criminal, é inadmissível a transação penal caso se comprove

que o autor da infração foi condenado em sentença definitiva por crime ou contra-

venção penal de caráter culposo ou doloso.

b) Para definição da competência do juizado especial criminal no concurso material

de crimes, a soma das penas máximas cominadas para cada crime não pode exce-

der a dois anos.

c) Não se admite a transação penal nem a composição civil dos danos nos proces-

sos de competência dos juizados especiais criminais que, por motivo de conexão ou

continência, tiverem sua competência deslocada para o tribunal do júri.

d) O delegado-geral de polícia civil, no âmbito estadual, ou o delegado regional, no

âmbito territorial, poderão, mediante despacho fundamentado, avocar ou determi-

nar a redistribuição de autos de inquérito policial, sempre que a infração penal a ser

apurada for de interesse do Poder Executivo da respectiva unidade da Federação.

e) Caberá recurso especial contra a decisão da turma recursal dos juizados espe-

ciais criminais que negue provimento a recurso interposto contra sentença penal

condenatória, caso seja demonstrada ofensa a dispositivo de norma infraconstitu-

cional.

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Considerando-se que a competência do Juizado Especial criminal (JECRIM) é fir-

mado em face da pena de alçada de 2 anos, vide art. 61 da Lei 9099/1995, literis:

“Consideram-se infrações penais de menor potencial ofensivo, para os efeitos desta

Lei, as contravenções penais e os crimes a que a lei comine pena máxima não su-

perior a 2 (dois) anos, cumulada ou não com multa”. Logo, para o estabelecimento

da competência do JECRIM, no caso de concurso material de crimes, o somatório

das penas não pode ultrapassar o teto de 2 anos.

50. Vantuir e Lúcio cometeram, em momentos distintos e sem associação, crimes

previstos na Lei de Drogas (Lei n.º 11.343/2006). No momento da ação, Vantuir,

em razão de dependência química e de estar sob influência de entorpecentes, era

inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato. Lúcio, ao agir, estava sob

efeito de droga, proveniente de caso fortuito, sendo também incapaz de entender

o caráter ilícito do fato.

Nessas situações hipotéticas, qualquer que tenha sido a infração penal praticada,

a) Vantuir terá direito à redução de pena de um a dois terços e Lúcio será isento

de pena.

b) somente Vantuir será isento de pena.

c) Lúcio e Vantuir serão isentos de pena.

d) somente Lúcio terá direito à redução de pena de um a dois terços.

e) Lúcio e Vantuir terão direito à redução de pena de um a dois terços

Tanto Lúcio quanto Vantuir terão direito à isenção de pena em virtude do artigo 45

da Lei n. 11.343/06 (Lei de drogas), pois praticaram as condutas, sob o efeito de

droga, sendo um por dependência e o outro proveniente de caso fortuito ou força

maior, assim os dois eram, ao tempo da ação ou omissão, inteiramente incapazes

de entender o caráter ilícito do fato.

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51. Júlio, durante discussão familiar com sua mulher no local onde ambos residem,

sem justo motivo, agrediu-a, causando-lhe lesão corporal leve.

Nessa situação hipotética, conforme a Lei n.º 11.340/2006 e o entendimento do

STJ,

a) a ofendida poderá renunciar à representação, desde que o faça perante o juiz.

b) a ação penal proposta pelo Ministério Público será pública incondicionada.

c) a autoridade policial, independentemente de haver necessidade, deverá acom-

panhar a vítima para assegurar a retirada de seus pertences do domicílio familiar.

d) Júlio poderá ser beneficiado com a suspensão condicional do processo, se pre-

sentes todos os requisitos que autorizam o referido ato.

e) Júlio poderá receber proposta de transação penal do Ministério Público, se hou-

ver anuência da vítima.

Ação penal nos crimes de lesão em ambiente doméstico e familiar contra a mulher

(casos de lei maria da penha) é pública incondicionada (súmula 542 STJ). Além

disso, não se aplicam os institutos da lei dos juizados especiais criminais aos crimes

no âmbito da Maria da Penha (súmula 536 STJ).

Súmula 542-STJ: A ação penal relativa ao crime de lesão corporal resultante de

violência doméstica contra a mulher é pública incondicionada.

Súmula 536-STJ: A suspensão condicional do processo e a transação penal não se

aplicam na hipótese de delitos sujeitos ao rito da Lei Maria da Penha.

52. Será cabível a concessão de liberdade provisória ao indivíduo que for preso em

flagrante devido ao cometimento do crime de

I – estelionato;

II – latrocínio;

III – estupro de vulnerável.

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Assinale a opção correta.


a) Apenas os itens I e III estão certos.
b) Apenas os itens II e III estão certos.
c) Todos os itens estão certos.
d) Apenas o item I está certo.
e) Apenas os itens I e II estão certos.

Tendo em vista que, em nosso ordenamento jurídico, a regra é a liberdade e, em


face da perpetração de todos os delitos, é possível a concessão de liberdade provi-
sória, seja com fiança, seja sem fiança. Este é o entendimento pacífico do STF, vide
HC 92824/SC, e o que se extrai da exegese do CPP no seu art. 321: “Ausentes os
requisitos que autorizam a decretação da prisão preventiva, o juiz deverá conceder
liberdade provisória, impondo, se for o caso, as medidas cautelares previstas no
art. 319 deste Código e observados os critérios constantes do art. 282 deste Códi-
go”.

53. O líder de determinada organização criminosa foi preso e, no curso do inquérito


policial, se prontificou a contribuir para coleta de provas mediante a prestação de
colaboração com o objetivo de, oportunamente, ser premiado por tal conduta.
Nessa situação hipotética, conforme a Lei n.º 12.850/2013, que dispõe sobre o
instituto da colaboração premiada,
a) o Ministério Público poderá deixar de oferecer denúncia contra o colaborador.
b) o prazo para o oferecimento de denúncia contra o colaborador poderá ser sus-
penso pelo prazo máximo de seis meses.
c) o delegado de polícia, nos autos do inquérito policial e com a manifestação do
Ministério Público, poderá requerer ao juiz a concessão de perdão judicial.
d) será obrigatória a participação de um juiz nas negociações entre as partes para
a formalização de acordo de colaboração.

e) será vedado ao juiz recusar a homologação da proposta de colaboração.

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54. Considere os seguintes atos, praticados com o objetivo de suprimir tributo:

1) Marcelo prestou declaração falsa às autoridades fazendárias; 2) Hélio negou-se

a emitir, quando isso era obrigatório, nota fiscal relativa a venda de determinada

mercadoria; 3) Joel deixou de fornecer nota fiscal relativa a prestação de serviço

efetivamente realizado.

Nessas situações, conforme a Lei n.º 8.137/1990 e o entendimento do STF, para

que o ato praticado tipifique crime material contra a ordem tributária, será neces-

sário o prévio lançamento definitivo do tributo em relação a

a) Hélio e Joel.

b) Marcelo apenas.

c) Hélio apenas.

d) Joel apenas.

e) Hélio, Marcelo e Joel

Apenas a conduta de Marcelo está prevista no art. 1º, inciso I, da Lei 8.137/1990

(crime material): Art. 1° Constitui crime contra a ordem tributária suprimir ou re-

duzir tributo, ou contribuição social e qualquer acessório, mediante as seguintes

condutas: I - omitir informação, ou prestar declaração falsa às autoridades fazen-

dárias.

As condutas de Hélio e Joel estão previstas no inciso V do mesmo artigo (crimes

formais).

55. Se uma pessoa, maior e capaz, representar contra um delegado de polícia por

ato de improbidade sabendo que ele é inocente, a sua conduta poderá ser conside-

rada, conforme o disposto na Lei n.º 8.429/1992,

a) crime, estando essa pessoa sujeita a detenção e multa.

b) ilícito administrativo, por atipicidade penal da conduta.

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c) contravenção penal.

d) crime, estando essa pessoa sujeita apenas a multa.

e) crime, estando essa pessoa sujeita a reclusão e multa.

Conforme art. 19 da Lei n. 8.429/1992, aplicado neste caso pelo princípio da es-

pecialidade, constitui crime a representação por ato de improbidade contra agente

público ou terceiro beneficiário, quando o autor da denúncia o sabe inocente. Pena:

detenção de seis a dez meses e multa. Parágrafo único. Além da sanção penal, o

denunciante está sujeito a indenizar o denunciado pelos danos materiais, morais ou

à imagem que houver provocado.

56. Considerando o entendimento dos tribunais superiores e o posicionamento dou-

trinário dominante quanto à matéria de que tratam a Lei de Delitos Informáticos e

os dispositivos legais que disciplinam a propriedade industrial, a propriedade inte-

lectual de programa de computador e os direitos autorais, assinale a opção correta.

a) Embora o elemento subjetivo dos crimes de violação de direito autoral seja o

dolo, admite-se a modalidade culposa em relação a algumas figuras típicas.

b) Tratando-se de crime contra a propriedade imaterial com fundamento em apre-

ensão e em perícia, e sendo o caso de ação penal privativa do ofendido, a deca-

dência opera-se em seis meses, a contar da data da homologação do laudo pericial

pelo competente juízo.

c) Em se tratando de crimes contra a propriedade intelectual de programa de com-

putador, a ação penal é privativa do ofendido, mesmo em caso de prática de crime

tributário conexo.

d) As limitações aos direitos autorais previstas na legislação de regência consti-

tuem causas de exclusão de tipicidade.

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e) A invasão de computador de instituição bancária mediante violação indevida de

senhas e mecanismos de segurança, com o fim de subtrair e transferir valores de

número indeterminado de correntistas, caracteriza o crime de invasão de dispositi-

vo informático em sua forma qualificada.

A só se admite o Dolo.

B o prazo se encerra em 30 dias. Art. 529 do CPP. Nos crimes de ação privativa do

ofendido, não será admitida queixa com fundamento em apreensão e em perícia,

se decorrido o prazo de 30 dias, após a homologação do laudo.

C Considerando-se a conexão com o crime tributário, a ação penal será pública

incondicionada.

Art. 12, §3º, inciso II, da Lei 9.609/1988.

§ 3º Nos crimes previstos neste artigo, somente se procede mediante queixa, sal-

vo:

I - quando praticados em prejuízo de entidade de direito público, autarquia, empre-

sa pública, sociedade de economia mista ou fundação instituída pelo poder público;

II - quando, em decorrência de ato delituoso, resultar sonegação fiscal, perda de

arrecadação tributária ou prática de quaisquer dos crimes contra a ordem tributária

ou contra as relações de consumo.

D O art. 6º da Lei n. 9.609/1988 elenca causas consideradas como exclusão de

tipicidade:

Art. 6º Não constituem ofensa aos direitos do titular de programa de computador:

I - a reprodução, em um só exemplar, de cópia legitimamente adquirida, desde que

se destine à cópia de salvaguarda ou armazenamento eletrônico, hipótese em que

o exemplar original servirá de salvaguarda;

II - a citação parcial do programa, para fins didáticos, desde que identificados o

programa e o titular dos direitos respectivos;

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III - a ocorrência de semelhança de programa a outro, preexistente, quando se

der por força das características funcionais de sua aplicação, da observância de

preceitos normativos e técnicos, ou de limitação de forma alternativa para a sua

expressão;

IV - a integração de um programa, mantendo-se suas características essenciais, a

um sistema aplicativo ou operacional, tecnicamente indispensável às necessidades

do usuário, desde que para o uso exclusivo de quem a promoveu.

E Considerando a ofensa ao patrimônio, seria furto mediante fraude.

57. Com base no disposto na Lei n.º 11.101/2005 e no Decreto-Lei n.º 201/1967,

assinale a opção correta.

a) O princípio da bagatela aplica-se aos crimes de responsabilidade praticados por

prefeitos no exercício do mandato.

b) A Lei n.º 11.101/2005 aplica-se às sociedades de economia mista detentoras de

capital público e privado.

c) Findo o mandato de prefeito, veda-se a instauração de processo criminal com

base em conduta tipificada no Decreto-Lei n.º 201/1967, sendo incabível o ofere-

cimento de denúncia.

d) Em se tratando de recuperação judicial, extrajudicial e falência do empresário

e da sociedade empresária, aplicam-se as normas do Código de Processo Penal,

inexistindo fase de investigação judicial.

e) Os vereadores, assim como os prefeitos municipais, respondem como autores

ou sujeitos ativos das condutas penais definidas no Decreto-Lei n.º 201/1967.

A Há divergências sobre o assunto entre o STF (que admite) e o STJ (que não ad-

mite). Questão, pois, mal elaborada.

B Não se aplica, conforme Art. 2 da Lei n. 11.101/2005:

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Art. 2.º Esta Lei não se aplica a:

I – empresa pública e sociedade de economia mista;

II – instituição financeira pública ou privada, cooperativa de crédito, consórcio, en-

tidade de previdência complementar, sociedade operadora de plano de assistência

à saúde, sociedade seguradora, sociedade de capitalização e outras entidades le-

galmente equiparadas às anteriores

C Súmula 703 - STF: A extinção do mandato do prefeito não impede a instauração

de processo pela prática dos crimes previstos no art. 1º do DL 201/1967.

D Diferentemente da norma anterior, a Lei n.º 11.101/2005 não possui previsão de

inquérito judicial.

E O Dec. 201/1967 somente se aplica aos Prefeitos. Embora tenhamos a possibi-

lidade de terceiros figurarem em concurso de agentes (art. 30 do CPB), a questão

apresenta os vereadores como sujeito ativo ordinário. Não é o caso.

58. Com relação à prisão temporária, assinale a opção correta.

a) A prisão temporária poderá ser decretada pelo juiz de ofício ou mediante repre-

sentação da autoridade policial ou requerimento do Ministério Público.

b) Conforme o STJ, a prisão temporária não pode ser mantida após o recebimento

da denúncia pelo juiz.

c) São três os requisitos indispensáveis para a decretação da prisão temporária,

conforme a doutrina majoritária: imprescindibilidade para as investigações; exis-

tência de indícios de autoria ou participação; e indiciado sem residência fixa ou

identificação duvidosa.

d) É cabível a prisão temporária para a oitiva do indiciado acerca do delito sob apu-

ração, desde que a liberdade seja restituída logo após a ultimação do ato.

e) A prisão temporária poderá ser decretada tanto no curso da investigação quanto

no decorrer da fase instrutória do competente processo criminal.

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Levando-se em conta que a prisão temporária é somente instrumentalizada em

prol do deslinde do Inquérito Policial, visto que, uma vez oferecida a ação penal, a

medida cautelar perde o seu objeto. Este é o entendimento do STJ no bojo do HC

78437/SP que sustenta que, uma vez oferecida a denúncia, não mais subsiste o

decreto de prisão temporária, que visa resguardar, tão somente, a integridade das

investigações. Deste modo, deve ser decretada a prisão preventiva e não mais a

custódia temporária.

59. Considerando o disposto na legislação referente às licitações e contratos da

administração pública e aos crimes contra a economia popular, bem como na Lei

n.º 12.846/2013, assinale a opção correta.

a) O servidor responsável que negligentemente dispensa processo licitatório exi-

gido por lei na contratação de obra ou serviço pela administração pública pratica

crime na modalidade culposa.

b) O acordo de leniência, previsto na Lei Anticorrupção, assegura à pessoa jurídica

que praticar atos lesivos à administração pública a redução de sanções pecuniárias

no âmbito administrativo e afasta a aplicação de sanções judiciais como, por exem-

plo, perdimento de bens.

c) A Lei Anticorrupção aplica-se às condutas das pessoas jurídicas de direito priva-

do, abrangendo sociedades, associações, fundações, organizações religiosas, parti-

dos políticos e empresas individuais de responsabilidade limitada.

d) Aquele que, não sendo instituição financeira ou pessoa a esta equiparada, pra-

tica contrato de mútuo cobrando taxas de juros remuneratórios superiores àquelas

legalmente permitidas comete crime contra a economia popular, e não contra o

Sistema Financeiro Nacional.

e) Tratando-se dos crimes previstos na Lei de Licitações, equipara-se a servidor

público quem exerce mandato, cargo, emprego ou função em entidade privada que

receba subvenção, benefício ou incentivo fiscal ou creditício de órgão público.

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Conforme entendimento do STJ, aquele que comente a prática de agiotagem, não

sendo instituição financeira ou entidade equiparada, pratica crime contra a econo-

mia popular (atigo 1º, §4° da Lei 1.521/51) e não crime contra o sistema financeiro

nacional. (STJ - CONFLITO DE COMPETENCIA CC 36011 RS 2002/0075491-3)

60. Com base no disposto nas legislações referentes ao Estatuto de Defesa do Tor-

cedor, à proteção às vítimas e testemunhas de crime e ao regramento que regula a

identificação no âmbito do processo criminal, assinale a opção correta.

a) Independentemente da identificação civil, deve-se proceder à identificação cri-

minal dos indiciados em crimes de homicídio doloso, crimes contra a liberdade

sexual, crimes contra o patrimônio praticados com violência ou grave ameaça à

pessoa e crimes de falsificação de documento público.

b) A identificação civil poderá ser atestada mediante a apresentação de carteira

de identidade, carteira de trabalho ou funcional, bem como do passaporte válido,

excluídos quaisquer outros documentos, porquanto não elencados taxativamente

na legislação de regência.

c) Aos condenados em cumprimento de pena e aos indiciados ou condenados sob

prisão cautelar aplicam-se as medidas de proteção a vítimas ou testemunhas de cri-

mes, desde que demonstrada sua relevância como garantia de produção de prova.

d) Compete, exclusivamente, ao Ministério Público a deliberação sobre o ingresso

ou a exclusão de beneficiado em programa de proteção a vítimas e testemunhas.

e) Sendo a entidade responsável pela organização de competição, bem como a en-

tidade de prática desportiva detentora do denominado mando de jogo, equiparada

à figura do fornecedor, a ela aplicam-se as sanções da legislação consumerista no

que se refere à responsabilidade objetiva do fornecedor por defeitos na prestação

de serviço.

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As entidades responsáveis pela organização da competição e a entidade de prática

desportiva detentora do mando do jogo são equiparadas a fornecedor, conforme ar-

tigo 3º da Lei n. 10.671/2003 (Estatuto do Torcedor) e, sendo assim, aplicam-se a

elas as disposições do Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990), inclusive

no que trata da responsabilidade objetiva do fornecedor por defeitos na prestação

do serviço.

61. À luz do disposto no Estatuto do Índio (Lei n.º 6.001/1973), na Lei de Parcela-

mento do Solo Urbano (Lei n.º 6.766/1979), na Lei de Definição de Crimes Contra

a Ordem Econômica (Lei n.º 8.176/1991) e na legislação que trata da investigação

criminal conduzida pelo delegado de polícia, assinale a opção correta.

a) A distribuição de panfletos anunciando a criação de loteamento irregular com

finalidade residencial e urbana caracteriza ato preparatório do crime de parcela-

mento ilegal, porquanto o tipo penal não prevê a figura tentada do delito.

b) O delegado de polícia, nos termos da legislação que disciplina a sua atividade,

pode indeferir diligências requeridas pelo indiciado, pela vítima ou pelo Ministério

Público.

c) Considera-se índio ou silvícola, para efeitos do Estatuto do Índio, todo indivíduo

de origem e ascendência sul-americana que se identifica como pertencente a um

grupo étnico cujas características culturais o distinguem da sociedade nacional.

d) Não caracteriza crime tipificado na Lei Federal n.º 6.766/1979 o parcelamento

irregular realizado em zona rural, dada a previsão da finalidade urbana do imóvel

na lei de regência.

e) Constitui crime contra a ordem econômica na modalidade de usurpação a explo-

ração de lavra, sem autorização ou em desacordo com as obrigações impostas pelo

título autorizativo, de matéria-prima pertencente à União.

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Constitui crime contra a ordem econômica, previsto no artigo 2º da Lei n. 8176/1991,

na modalidade usurpação, a exploração de lavra de matéria-prima pertencente à

União, sem autorização legal ou em desacordo com as obrigações impostas pelo

título autorizativo. Art. 2° Constitui crime contra o patrimônio, na modalidade de

usurpacão, produzir bens ou explorar matéria-prima pertencentes à União, sem

autorização legal ou em desacordo com as obrigações impostas pelo título autori-

zativo.

62. Considerando a jurisprudência do STF, assinale a opção correta com relação

aos remédios do direito constitucional.

a) É cabível habeas corpus contra decisão monocrática de ministro de tribunal.

b) Em habeas corpus é inadmissível a alegação do princípio da insignificância no

caso de delito de lesão corporal cometido em âmbito de violência doméstica contra

a mulher.

c) No mandado de segurança coletivo, o fato de haver o envolvimento de direito

apenas de certa parte do quadro social afasta a legitimação da associação.

d) O prazo para impetração do mandado de segurança é de cento e vinte dias, a

contar da data em que o interessado tiver conhecimento oficial do ato a ser impug-

nado, havendo decadência se o mandado tiver sido protocolado a tempo perante

juízo incompetente.

e) O habeas corpus é o instrumento adequado para pleitear trancamento de pro-

cesso de impeachment

Letra "A" está incorreta. O recurso cabível seria agravo interno. Sobre o assunto,

segundo Súmula 691 do STF, não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer

de habeas corpus impetrado contra decisão do relator que, em habeas corpus re-

querido a tribunal superior, indefere a liminar. Tal entendimento, inclusive, já tem

sido aplicado por analogia:

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“Trata-se de habeas corpus impetrado contra decisão do Ministro ANTONIO SAL-

DANHA PALHEIRO, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu pedido de liminar

formulado na Reclamação 25.823/RJ, negando efeito suspensivo ao recurso espe-

cial interposto pelo paciente e, por consequência, manteve a execução provisória

da pena. Embora a decisão impugnada não tenha sido proferida em habeas corpus,

toda fundamentação leva a fazer incidir, por analogia, a Súmula 691 desta Corte.

Isso porque, tal como nos casos de incidência do mencionado verbete, não houve

no particular o julgamento definitivo da matéria perante o Superior Tribunal de

Justiça, circunstância apta a inaugurar a competência deste Supremo Tribunal.

Assim, qualquer pronunciamento desta Corte a respeito da controvérsia implicaria

igualmente supressão de instância. De outro lado, não me parece que a decisão

impugnada apresenta quadro de teratologia ou manifesta ilegalidade a justificar a

intervenção antecipada desta Primeira Turma.” (HC 138633, Redator do acórdão

Ministro Alexandre de Moraes, julgamento em 8.8.2017, DJe de 22.9.2017)

Letra "B" está correta. Ao apreciar o HC 369.673, o STJ entendeu por não ser pos-

sível admitir a aplicação do princípio da insignificância ou da bagatela imprópria

aos crimes ou às contravenções penais praticados contra mulher no âmbito das re-

lações domésticas. A respeito, importante o(a) candidato(a) ter ciência da Súmula

n. 589 STJ: É inaplicável o princípio da insignificância nos crimes ou contravenções

penais praticados contra a mulher no âmbito das relações domésticas

Letra "C" está incorreta. De acordo com a Súmula 630 STF, a entidade de classe

tem legitimação para o mandado de segurança ainda quando a pretensão veiculada

interesse apenas a uma parte da respectiva categoria.

Letra "D" está incorreta. Ao analisar o MS 11957-DF (DJ 27.11.2006), o Superior

Tribunal de Justiça entendeu que: “Não se configura a decadência quando o manda-

do de segurança é impetrado no prazo de 120 dias, contados da data da intimação

do ato impugnado, ainda que protocolizada a inicial perante juízo absolutamente

incompetente”.

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Letra "E" está incorreta O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal

(STF), não conheceu (julgou inviável) do Habeas Corpus (HC) 136067 impetrado

por Luiz Carlos dos Santos Justo em favor da presidente afastada Dilma Rousseff

com o objetivo de trancar o processo de impeachment em tramitação no Senado.

Segundo o relator, o processo de impeachment não autoriza a imposição, con-

tra presidente da República, de sanção de índole penal, muito menos de medida

que envolva privação de sua liberdade, pois a única sanção constitucionalmente

aplicável ao chefe do Poder Executivo da União, no caso, consiste em sua desti-

tuição funcional, além da inabilitação por oito anos para o exercício de qualquer

função pública, eletiva ou de nomeação, conforme o artigo 52, parágrafo único, da

Constituição Federal (CF).

63. No modelo de funcionamento da justiça montado no Brasil, entendeu-se ser

indispensável a existência de determinadas funções essenciais à justiça. Nesse

sentido, a CF considera como funções essenciais à justiça

a) o Poder Judiciário, o Ministério Público, a defensoria pública, a advocacia e as

polícias civil e militar.

b) o Ministério Público, a defensoria pública, a advocacia pública, a advocacia e as

polícias civil e militar.

c) o Poder Judiciário e o Ministério Público.

d) o Ministério Público, a defensoria pública, a advocacia pública e a advocacia.

e) o Poder Judiciário, o Ministério Público e a defensoria pública.

As Funções Essenciais à Justiça estão previstas no Capítulo IV da Constituição Fe-

deral. Podemos resumir com a dica D.A.M.A: Defensoria Pública(art. 134 e 135),

Advocacia Pública(arts. 131 e 132), Ministério Público (arts. 127 a 130-A) e Advo-

cacia(art. 133).

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64. Tendo em vista que a petição inicial de arguição de descumprimento de pre-

ceito fundamental (ADPF) dirigida ao STF deverá conter, entre outros requisitos, a

indicação do ato questionado, assinale a opção correta acerca do cabimento dessa

ação constitucional.

a) Não cabe ADPF sobre atos normativos já revogados.

b) Cabe ADPF sobre decisão judicial transitada em julgado.

c) Se uma norma pré-constitucional já fosse inconstitucional no regime constitu-

cional anterior e existisse um precedente do STF que reconhecesse essa inconsti-

tucionalidade, caberia ADPF contra essa norma pré-constitucional.

d) Não cabe ADPF sobre ato normativo municipal.

e) Cabe ADPF sobre ato de efeitos concretos como decisões judiciais.

Letra "A" está incorreta. Ao julgar a ADPF de n. 33, de relatoria do min. Gilmar

Mendes, DJ de 27.10.2006, o STF entendeu que a revogação da lei ou ato normati-

vo não impede o exame da matéria em sede de ADPF, porque o que se postula nes-

sa ação é a declaração de ilegitimidade ou de não recepção da norma pela ordem

constitucional superveniente.

Letra "B" está incorreta. Consoante Informativo 810 STF, há possibilidade de im-

pugnação, mediante ADPF, de decisões judiciais, desde que não transitadas em

julgado.

Letra "C" está incorreta. Caberia Reclamação por descumprimento de decisão (pre-

cedente) do STF.

Letra "D" está incorreta. Art. 1º, parágrafo único, inciso I, da Lei 9.882/1999:

quando for relevante o fundamento da controvérsia constitucional sobre lei ou ato

normativo federal, estadual ou municipal, incluídos os anteriores à Constituição.

Letra "E" está correta. Segundo, art. 1º da Lei 9.882/1999, a arguição prevista no

§ 1º do art. 102 da Constituição Federal será proposta perante o Supremo Tribunal

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Federal, e terá por objeto evitar ou reparar lesão a preceito fundamental, resul-

tante de ato do Poder Público. Decisões judiciais são considerados atos do poder

público. Nesse sentido, o art. 5, §3º, da norma ora comento prevê a possibilidade

de o Supremo Tribunal Federal, por decisão da maioria absoluta de seus membros,

deferir pedido de medida liminar na arguição de descumprimento de preceito fun-

damental. A liminar poderá consistir na determinação de que juízes e tribunais

suspendam o andamento de processo ou os efeitos de decisões judiciais, ou de

qualquer outra medida que apresente relação com a matéria objeto da arguição de

descumprimento de preceito fundamental, salvo se decorrentes da coisa julgada

65. No que se refere ao entendimento do STF sobre segurança pública e a sua

organização e sobre as atribuições constitucionais da polícia judiciária, assinale a

opção correta.

a) Uma vez que compete à Polícia Federal prevenir e reprimir o tráfico ilícito de

entorpecentes, o cumprimento de mandado de busca e apreensão emergencial e

preventivo pela polícia militar será ilegal e tornará a prova ilícita.

b) Ainda que, a requerimento do promotor de justiça, o inquérito policial tenha

sido arquivado por despacho do juiz, a ação penal poderá ser iniciada, mesmo sem

novas provas, caso o promotor, com base na sua independência funcional, assim

decidir.

c) A investigação criminal é atividade exclusiva da polícia e afasta os poderes de

investigação do Ministério Público.

d) É constitucional a exigência pelos estados-membros de que o indicado para

chefe de polícia, além de ser delegado de carreira, esteja na classe mais elevada

da carreira.

e) A despeito do princípio federativo, os estados-membros possuem autonomia

para criar órgão de segurança pública diverso do previsto na CF.

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QUESTÃO ANULADA

66. Com relação aos tratados e convenções internacionais, assinale a opção corre-

ta à luz do direito constitucional brasileiro e da jurisprudência do Supremo Tribunal

Federal (STF).

a) Segundo o entendimento do STF, respaldado na teoria da supralegalidade, a

ratificação do Pacto de São José da Costa Rica revogou o inciso LXVII do art. 5.º da

CF, que prevê a prisão do depositário infiel.

b) O sistema constitucional brasileiro adotou, para efeito da executoriedade do-

méstica de um tratado internacional, a teoria dualista extremada, pois exige a edi-

ção de lei formal distinta para tal executoriedade. C O Pacto de São José da Costa

Rica influenciou diretamente a edição da súmula vinculante proferida pelo STF, a

qual veda a prisão do depositário infiel.

c) A Convenção de Palermo tem como objetivo a cooperação para a prevenção e o

combate do crime de feminicídio no âmbito das nações participantes.

d) Elaborada pelas Nações Unidas, a Convenção de Mérida, que trata da coopera-

ção internacional contra a corrupção, ainda não foi ratificada pelo Brasil

Letra "A" está incorreta. Um Pacto Internacional não possui essa força normativa

de revogação.

Letra "B" está incorreta. O Brasil adota a Teoria do Dualismo Moderado.

Letra "C" correta. Súmula Vinculante 25 do STF: É ilícita a prisão civil de depositário

infiel, qualquer que seja a modalidade de depósito. No precedente representativo,

consta que

Se não existem maiores controvérsias sobre a legitimidade constitucional da prisão

civil do devedor de alimentos, assim não ocorre em relação à prisão do depositário

infiel. As legislações mais avançadas em matérias de direitos humanos proíbem ex-

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pressamente qualquer tipo de prisão civil decorrente do descumprimento de obri-

gações contratuais, excepcionando apenas o caso do alimentante inadimplente. O

art. 7º (n.º 7) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos 'Pacto de San José

da Costa Rica, de 1969, dispõe desta forma: 'Ninguém deve ser detido por dívidas.

Este princípio não limita os mandados de autoridade judiciária competente expedi-

dos em virtude de inadimplemento de obrigação alimentar.'

Letra "D" está incorreta. Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado

Transnacional.

Letra "E" está incorreta. O Decreto 5.687/2006 promulgou a Convenção.

67. A respeito dos estados-membros da Federação brasileira, assinale a opção cor-

reta.

a) Denomina-se cisão o processo em que dois ou mais estados se unem geografi-

camente, formando um terceiro e novo estado, distinto dos estados anteriores, que

perdem a personalidade originária.

b) Para o STF, a consulta a ser feita em caso de desmembramento de estado-mem-

bro deve envolver a população de todo o estado-membro e não só a do território a

ser desmembrado.

c) A CF dá ao estado-membro competência para instituir regiões metropolitanas e

microrregiões, mas não aglomerações urbanas: a competência de instituição des-

tas é dos municípios.

d) Conforme a CF, a incorporação, a subdivisão, o desmembramento ou a formação

de novos estados dependerá de referendo. Assim, o referendo é condição prévia,

essencial ou prejudicial à fase seguinte: a propositura de lei complementar.

e) Segundo o STF, os mecanismos de freios e contrapesos previstos em constitui-

ção estadual não precisam guardar estreita similaridade com aqueles previstos na

CF.

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Art. 7 da Lei 9.709/1998 Nas consultas plebiscitárias previstas nos arts. 4o e 5o en-

tende-se por população diretamente interessada tanto a do território que se pre-

tende desmembrar, quanto a do que sofrerá desmembramento; em caso de fusão

ou anexação, tanto a população da área que se quer anexar quanto a da que rece-

berá o acréscimo; e a vontade popular se aferirá pelo percentual que se manifestar

em relação ao total da população consultada.

Sobre o assunto, o STF invocou tal norma no julgamento da ADI 2650 DF.

68. Assinale a opção correta a respeito da organização dos poderes e do sistema

de freios e contrapesos no direito constitucional pátrio.

a) Adotada por diversos países, entre eles o Brasil, a ideia de tripartição dos pode-

res do Estado em segmentos distintos e autônomos entre si — Legislativo, Execu-

tivo e Judiciário — foi concebida por Aristóteles.

b) A atividade legislativa e a de julgar o presidente da República nos crimes de

responsabilidade são funções típicas do Poder Legislativo.

c) Constitui exemplo de mecanismo de freios e contrapesos a possibilidade de re-

jeição, pelo Congresso Nacional, de medida provisória editada pelo presidente da

República.

d) As expressões poder, função e órgão são sinônimas.

e) A CF adotou o princípio da indelegabilidade de atribuições de forma absoluta,

inexistindo qualquer exceção a essa regra.

Letra "A" está incorreta. Montesquieu

Letra "B" está incorreta. A atividade de julgar não é típica do Legislativo.

Letra "C" está correta. Trata-se da essência do mecanismo de separação de pode-

res por Montesquieu.

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Letra "D" está incorreta. Não são expressões sinônimas. Cada qual com significados

próprios e elementos diferenciadores.

Letra "E" está incorreta. Como exemplo, pode haver delegação quando houver pre-

visão pelo Poder Constituinte.

69. A respeito da administração pública, assinale a opção correta de acordo com a

CF.

a) Desde a promulgação da CF, não houve, até o presente, inovação a respeito dos

princípios constitucionais da administração pública por meio de emenda constitu-

cional.

b) A previsão constitucional de que a investidura em cargo ou emprego público

depende de aprovação prévia em concurso público decorre exclusivamente do prin-

cípio da razoabilidade administrativa.

c) Em oposição ao que diz o texto constitucional, o STF já se posicionou contrário

à cobrança de contribuição previdenciária dos servidores públicos aposentados e

pensionistas.

d) Caso um deputado estadual nomeie sua tia materna como assessora de seu ga-

binete, não haverá violação à súmula vinculante que trata do nepotismo, pois esta

veda a nomeação de colaterais de até o segundo grau.

e) Segundo o STF, candidato aprovado em concurso público dentro do número de

vagas previsto no edital e dentro do prazo de validade do certame terá direito sub-

jetivo à nomeação.

Súmula 15 do STF: Dentro do prazo de validade do concurso, o candidato aprovado

tem direito à nomeação, quando o cargo for preenchido sem observância da clas-

sificação.

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70. À luz da CF, assinale a opção correta a respeito do Ministério Público.

a) Segundo a CF, são princípios institucionais aplicáveis ao Ministério Público: a

unidade, a indivisibilidade, a independência funcional e a inamovibilidade.

b) Foi com a CF que a atividade do Ministério Público adquiriu o status de função

essencial à justiça.

c) O STF, ao tratar das competências e prerrogativas do Ministério Público, estabe-

leceu o entendimento de que membro desse órgão pode presidir inquérito policial.

d) A CF descreve as carreiras abrangidas pelo Ministério Público e, entre elas, elen-

ca a do Ministério Público Eleitoral.

e) A exigência constitucional de que o chefe do Ministério Público da União, procu-

rador-geral da República, pertença à carreira significa que ele, para o exercício do

cargo, pode pertencer tanto ao Ministério Público Federal quanto ao estadual.

Foi com a CF de 1988 que o MP passou a ser considerado função essencial à Jus-

tiça (Capítulo IV da Constituição Federal). Podemos resumir com a dica D.A.M.A:

Defensoria Pública(art. 134 e 135), Advocacia Pública(arts. 131 e 132), Ministério

Público (arts. 127 a 130-A) e Advocacia(art. 133).

71. Após o término de estágio probatório, a administração reprovou servidor públi-

co e editou ato de exoneração, no qual declarou que esta se dera por inassiduidade.

Posteriormente, o servidor demonstrou que nunca havia faltado ao serviço ou se

atrasado para nele chegar.

Nessa situação hipotética, o ato administrativo de exoneração é

a) nulo por ausência de finalidade.

b) anulável por ausência de objeto.

c) anulável por ausência de forma.

d) anulável por ausência de motivação.

e) nulo por ausência de motivo.

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O motivo para a exoneração seria a inassiduidade (ausências intercalas). Porém, o

servidor mostrou que esse motivo (inassiduidade) não ocorreu. Assim, o ato é nulo

pois o motivo não estava presente. Cabe lembrar que é ato nulo que não admite

sequer convalidação.

72. Um policial andava pela rua quando presenciou um assalto. Ao ver o assaltante

fugir, o policial parou um carro, identificou-se ao motorista, entrou no carro e pediu

que ele perseguisse o criminoso.

Nessa situação, conforme a CF e a doutrina pertinente, tem-se um exemplo típico

da modalidade de intervenção do Estado na propriedade privada denominada

a) limitação administrativa, cabendo indenização ao proprietário, se houver dano

ao bem deste.

b) requisição administrativa, cabendo indenização ao proprietário, se houver dano

ao bem deste.

c) desapropriação, não cabendo indenização ao proprietário, independentemente

de dano ao bem deste.

d) servidão administrativa, não cabendo indenização ao proprietário, independen-

temente de dano ao bem deste.

e) ocupação temporária, não cabendo indenização ao proprietário, mesmo que

haja dano ao bem deste.

Trata-se de requisição administrativa, pois decorre de iminente perigo público.

Veja abaixo as formas de intervenção restritiva no direito de propriedade.

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Direito real que autoriza o Poder Público a usar a propriedade imóvel para permitir a
execução de obras e serviços de interesse coletivo. Ex.: instalação de redes elétricas
e a implementação de gasodutos.
Pode incidir sobre bens públicos e particulares.
Servidão
administrativa Instituída por acordo ou sentença judicial. Não há autoexecutoriedade.
Em regra, é permanente. Pode ser extinta, por exemplo, se a coisa gravada desapa-
rece.
Em regra, não há indenização.
O Estado utiliza bens móveis, imóveis e serviços particulares em situação de perigo
público iminente. Ex.: requisita carro de particular para captura de quadrilha em fuga.
Fundamento constitucional: arts. 5º, XXIII, e 170, III, da CF e também o inciso XXV
Requisição do art. 5º da CF.
Se houver direito à indenização, será posterior.
Possui autoexecutoriedade, dispensando autorização prévia do Poder Judiciário.
É extinta depois que a situação de perigo desaparece.
Ocorre quando o Poder Público deixa alocados, em algum terreno desocupado, máqui-
Ocupação nas, equipamentos, barracões de operários etc.
temporária Pode haver indenização quando a ocupação decorre de obras e serviços vinculados a
processo de desapropriação.
São determinações de caráter geral que o Poder Público impõe a pessoas indetermi-
nadas. Pode consistir em obrigações positivas (imposição da limpeza de terreno),
negativas (impedimento de construir além de determinado número de pavimentos)
ou permissivas (ingresso de agentes da vigilância sanitária), para o fim de condicio-
Limitação nar as propriedades ao atendimento da função social.
administrativa
Instituída por leis ou por atos normativos.
Fundamento constitucional: arts. 5º, XXIII, e 170, III, da CF.
Em regra, não há indenização.
É a forma de intervenção na propriedade, em que o Poder Público protege o patrimô-
nio cultural brasileiro, com a finalidade de preservar a memória nacional. Regula-
mentado pelo Decreto-Lei nº 25/1937.
Incide sobre bens móveis e imóveis.
Quanto à vontade o tombamento pode ser:
a) voluntário: quando o proprietário consente o tombamento, seja este por meio de
pedido que ele mesmo formula ou se concorda com a notificação que lhe é dirigida pelo
Poder Público no sentido de tombamento do bem.
b) compulsório: quando o Poder Público inscreve o bem como tombado, apesar da
Tombamento resistência e do inconformismo do proprietário.
Quanto à eficácia:
a) provisório: quando estiver em curso o processo administrativo, instaurado pela
notificação.
b) definitivo: depois de concluído o processo administrativo de inscrição no livro do
tombo.
É possível ser desfeito, mediante manifestação do Poder Público de ofício ou em razão
de solicitação do proprietário ou de outro interessado.
– Tem que haver inscrição no registro de imóveis.
– Proprietário deve conservar o bem tombado.
– Em regra, não há indenização.

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73. Determinado órgão público pretende dar publicidade a um instrumento convo-


catório com objetivo de comprar armas de fogo do tipo pistola, de calibre 380, usu-
almente vendidas no mercado brasileiro. O valor orçado da aquisição dos produtos
é de R$ 700.000.
Nessa situação, a compra poderá ser efetuada mediante licitação na modalidade
a) tomada de preço do tipo técnica e preço.
b) concorrência do tipo melhor técnica.
c) concorrência do tipo técnica e preço.
d) pregão do tipo menor preço.
e) tomada de preços do tipo menor preço.

A modalidade cabível é o pregão, pois se trata de uma compra (aquisição) de bens


e serviços considerados comuns.
Resumo das MODALIDADES de licitação.

TOMADA
CONCORRÊNCIA CONVITE CONCURSO LEILÃO PREGÃO – Lei n. 10.520/02
DE PREÇOS

modalidade de lici-
modalidade de
tação entre inte-
licitação entre
ressados do ramo modalidade de
pertinente ao seu quaisquer inte-
modalidade de lici- licitação entre
objeto, cadastrados ressados para a
tação entre inte- quaisquer interes-
modalidade de licita- ou não, escolhidos venda de bens
ressados devida- sados para escolha
e convidados em móveis inser-
ção entre quaisquer Modalidade para aquisição de
mente cadastrados número mínimo de 3 de trabalho técnico,
interessados que, na víveis para a bens e serviços comuns.
ou que atenderem (três) pela unidade científico ou artís-
administração
fase inicial de habi- administrativa, a tico, mediante a
a todas as condi- ou de produ-
litação preliminar, qual afixará, em local Bens e serviços comuns são
instituição de prê-
Conceito – ções exigidas para apropriado, cópia do tos legalmente
comprovem possuir mios ou remune- aqueles cujos padrões de desem-
art 22. cadastramento instrumento convo- apreendidos ou
os requisitos míni- ração aos vence- penho e qualidade possam ser
catório e o estenderá penhorados, ou
até o terceiro dia
mos de qualificação aos demais cadas- dores, conforme objetivamente definidos pelo
para a alienação
anterior à data do trados na correspon- critérios constantes
exigidos no edital de bens imóveis edital, por meio de especificações
recebimento das dente especialidade de edital publicado
para execução de prevista no art. usuais no mercado.
que manifesta-
propostas, obser- na imprensa oficial
seu objeto. rem seu interesse 19, a quem
vada a necessária com antecedência
com antecedência oferecer o maior
qualificação. mínima de 45 (qua-
de até 24 (vinte e lance, igual ou
quatro) horas da renta e cinco) dias.
superior ao valor
apresentação das
da avaliação.
propostas.

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- cadastrados ou;
- demais inte- - convidados(cadas-
trados ou não) no
Aberta a todos que ressados que
mínimo 3
atenderem
Participan- comprovarem pos- - demais cadastrados Em regra, aberto a Em regra, aberto
condições para Aberto a todos.
tes suir os requisitos do que manifestarem todos. a todos.
cadastramento até
interessem até 24 hs
edital. o 3 dias antes do
antes da apresenta-
recebimento das ção das propostas.
propostas
Possui fase de Pode ou não Após a fase de classificação ou
Habilitação Em regra é prévia Prévia Pode ou não exigir
habilitação. exigir julgamento.
- obra e serviço - obra e serviço
de engenharia de - obra e serviço de - Venda de bens
de engenharia
valor superior a RS engenharia de valor móveis inser-
de valor ATÉ RS
1.500.000,00 ATÉ a RS 150.000,00 víveis para a
1.500.000,00
- compra e serviço - compra e serviço administração
- compra e serviço
que não seja de ou de produ-
que não seja de que não seja de
engenharia de valor Escolha do melhor
engenharia de tos legalmente
superior a engenharia de valor
valor ATÉ RS apreendidos ou
RS 650.000,00 ATÉ RS 80.000,00 trabalho técnico, Aquisição de bens e serviços
Hipóteses 650.000,00 penhorados ou;
- adquirir ou alienar - Licitações interna- científico ou artís- comuns de qualquer valor.
- licitações inter- - alienação de
imóveis cionais, quando não
nacionais desde tico. bens imóveis
- Concessão de
que órgão tenha houver fornecedor do adquiridos por
direito real de uso
cadastro interna- bem ou serviço no procedimentos
- Concessão de ser-
cional de fornece- País, observados os judiciais ou de
viços públicos Lei .
dores, observados dação em paga-
8.987/95/95 valores do convite.
os valores da TP mento.(art. 18)
- Licitações interna- (art. 23, §3º)
cionais (art. 23, §3º)
Tipo de Critérios conforme Maior lance ou
Qualquer um Qualquer um Qualquer um Menor preço (sempre)
licitação edital. oferta
- 45 dias: emprei- - 30 dias: melhor
Prazo
tada integral ou técnica ou técnica
mínimo
melhor técnica ou
para recebi- e preço 5 dias úteis 45 dias 15 dias 8 dias úteis
técnica e preço
mento das - 15 dias: demais
- 30 dias: demais
propostas
casos casos

TOMADA PREGÃO
CONCORRÊNCIA CONVITE CONCURSO LEILÃO
DE PREÇOS Lei n. 10.520/02
Art. 51 – Regra
geral, comis-
são permanente
ou especial de,
no mínimo, 3
Art. 51 - comis- (três) membros,
são permanente sendo pelo menos
Art. 51 - comissão 2 (dois) deles Art. 3º, IV – 10.520/02 - a autori-
ou especial de,
permanente ou espe- servidores qualifi- dade competente designará, dentre
no mínimo, 3 cados pertencen-
cial de, no mínimo, Art. 51, § 5º - comis- Art. 53 - leiloeiro os servidores do órgão ou entidade
(três) membros, tes aos quadros
3 (três) membros, são especial inte- oficial ou a ser- promotora da licitação, o pregoeiro
sendo pelo menos permanentes
sendo pelo menos 2 dos órgãos da grada por pessoas de vidor designado e respectiva equipe de apoio.
2 (dois) deles
(dois) deles servi- Administração reputação ilibada e pela Administra- OBS! A equipe de apoio deverá
Comissão servidores qualifi-
dores qualificados responsáveis pela reconhecido conheci- ção, proceden- ser integrada em sua maioria por
cados pertencen- licitação.
pertencentes aos mento da matéria em do-se na forma servidores ocupantes de cargo efe-
tes aos quadros OBS! excepcio-
quadros permanentes nalmente, nas exame, servidores da legislação tivo ou emprego da administração,
permanentes
dos órgãos da Admi- pequenas unidades públicos ou não. pertinente. preferencialmente pertencentes ao
dos órgãos da
nistração responsá- administrativas e quadro permanente do órgão ou
Administração em face da exigui-
veis pela licitação. entidade promotora do evento.
responsáveis pela dade de pessoal
licitação. disponível, poderá
ser substituída por
servidor formal-
mente designado
pela autoridade
competente.

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74. De acordo com a legislação e a doutrina pertinentes, o poder de polícia admi-

nistrativa

a) pode manifestar-se com a edição de atos normativos como decretos do chefe do

Poder Executivo para a fiel regulamentação de leis.

b) é poder de natureza vinculada, uma vez que o administrador não pode valorar

a oportunidade e conveniência de sua prática, estabelecer o motivo e escolher seu

conteúdo.

c) pode ser exercido por órgão que também exerça o poder de polícia judiciária.

d) é de natureza preventiva, não se prestando o seu exercício, portanto, à esfera

repressiva.

e) é poder administrativo que consiste na possibilidade de a administração aplicar

punições a agentes públicos que cometam infrações funcionais.

A questão foi tirada de um julgado do STF sobre a competência das guardas mu-

nicipais. No julgado foi dito que o poder de polícia não é exclusivo de órgãos de

segurança pública, bem como que os órgãos de segurança pública também podem

exercer o poder de polícia. Vejamos:

É constitucional a atribuição às guardas municipais do exercício de poder de po-

lícia de trânsito, inclusive para imposição de sanções administrativas legalmente

previstas. Com base nessa orientação, o Plenário, por maioria e em conclusão de

julgamento, desproveu recurso extraordinário em que se discutia a possibilidade

de lei local designar a guarda municipal para atuar na fiscalização, no controle e

na orientação do trânsito e do tráfego, em face dos limites funcionais dispostos no

art. 144, § 8º, da CF (“§ 8º – Os Municípios poderão constituir guardas municipais

destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações, conforme dispuser a

lei”) — v. Informativo 785. A Corte destacou que o poder de polícia não se confun-

diria com a segurança pública. O exercício daquele não seria prerrogativa exclusiva

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das entidades policiais, a quem a Constituição outorgara, com exclusividade, no

art. 144, apenas as funções de promoção da segurança pública. Ademais, a fiscali-

zação do trânsito com aplicação das sanções administrativas legalmente previstas,

embora pudesse se dar ostensivamente, constituiria mero exercício de poder de

polícia. Não haveria, portanto, óbice ao seu exercício por entidades não policiais.

O CTB, observando os parâmetros constitucionais, estabelecera a competência co-

mum dos entes da Federação para o exercício da fiscalização de trânsito. Dentro

de sua esfera de atuação, delimitada pelo CTB, os Municípios poderiam determinar

que o poder de polícia que lhes compete fosse exercido pela guarda municipal.

O art. 144, § 8º, da CF, não impediria que a guarda municipal exercesse funções

adicionais à de proteção de bens, serviços e instalações do Município. Até mesmo

instituições policiais poderiam cumular funções típicas de segurança pú-

blica com o exercício do poder de polícia. Vencidos os Ministros Marco Aurélio

(relator), Teori Zavascki, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski (Presidente) e Cármen

Lúcia, que davam parcial provimento ao recurso. Entendiam ser constitucional a

lei local que conferisse à guarda municipal a atribuição de fiscalizar e controlar o

trânsito, inclusive com a possibilidade de imposição de multas, porém, desde que

observada a finalidade constitucional da instituição de proteger bens, serviços e

equipamentos públicos (CF, art. 144, § 8º) e os limites da competência munici-

pal em matéria de trânsito, estabelecidos pela legislação federal (CF, art. 22, XI).

RE 658570/MG, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o acórdão Min. Roberto Barro-

so, 6.8.2015. (RE-658570)

No entanto, ressalte-se que a letra A, também, está correta pois o poder de polícia

pode se manifestar mediante atos normativos como resoluções, decretos entre ou-

tros. Porém, entre a letra A e a C, a melhor opção, uma vez que se trata de questão

de múltipla escolha é a letra C.

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75. Em relação aos princípios expressos e implícitos da administração pública, as-

sinale a opção correta.

a) O princípio da legalidade, quando aplicável ao direito privado, institui um critério

de subordinação à lei, a denominada regra da reserva legal.

b) O princípio da legalidade, previsto na Constituição Federal de 1988 (CF), não

possui quaisquer restrições excepcionais.

c) Respeitado o que predispuser a intentio legis (vontade da lei), compete ao ór-

gão da administração pública a livre interpretação do que seja interesse público.

d) A proibição da atuação do administrado de forma despropositada ou tresloucada

é também conhecida doutrinariamente como princípio da proibição dos excessos.

e) A prerrogativa da administração pública de desapropriar ou estabelecer restri-

ção a alguma atividade individual decorre do princípio da autotutela.

QUESTÃO ANULADA

Justificativa: A utilização do termo “administrado”, em vez de administrador, na op-

ção apontada como gabarito prejudicou o julgamento objetivo da questão. Gabarito

inicial D. Gabarito Oficial: deferido com anulação.

76. Com base no disposto na Lei n.º 9.784/1999, assinale a opção correta, consi-

derando o entendimento dos tribunais superiores e da doutrina sobre o processo

administrativo.

a) Os processos de prestação de contas são exemplo de processos administrativos

de outorga, cuja finalidade é autorizar o exercício de determinado direito individual.

b) O Supremo Tribunal Federal entende que não é necessária a observância do

devido processo legal para a anulação de ato administrativo que tenha repercutido

no campo dos interesses individuais.

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c) Por ser a ampla defesa um princípio do processo administrativo, a administração

não poderá definir a maneira como se realizará seu exercício, definindo, por exem-

plo, o local de vista aos autos.

d) A competência processante de órgão da administração pode ser delegada, em

parte, a outro órgão, ainda que não subordinado hierarquicamente ao órgão dele-

gante, desde que haja conveniência, razão e inexista impedimento legal.

e) Conforme o Supremo Tribunal Federal, é obrigatória a representação por advo-

gado para o exercício do direito à recorribilidade de decisão proferida em processo

administrativo.

Art. 12. Um órgão administrativo e seu titular poderão, se não houver impedimen-

to legal, delegar parte de sua competência a outros órgãos ou titulares, ainda que

estes não lhe sejam hierarquicamente subordinados, quando for conveniente, em

razão de circunstâncias de índole técnica, social, econômica, jurídica ou territorial."

O processo administrativo de outorga é o que contém um pedido de algum direito

ou situação individual diante da Administração Pública, como os processos de con-

cessão de licença ou autorização. Os processos de prestação de contas enquadram-

-se nos processos de controle administrativo.

Segundo o STF (RE 776.662 PE), a anulação dos atos administrativos que reper-

cutam no campo de interesses individuais do cidadão deverá ser precedida de

procedimento em que se assegure ao interessado o efetivo exercício do direito ao

contraditório e à ampla defesa

Os atos do processo serão realizados preferencialmente na sede do órgão, podendo

outro local ser definido desde que tenha a ciência do interessado.

O direito de defesa é assegurado ao administrado, porém em determinadas hipó-

teses a Administração poderá definir como esse exercício ocorrerá, especialmente

para defender o interesse público. Assim, a Administração pode, por exemplo, de-

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finir o local para vista (consulta) dos autos do processo. Essa escolha não viola o

direito de defesa.

De acordo com a Súmula Vinculante 5 do STF, “a falta de defesa técnica por advo-

gado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição”. Ademais,

a Lei 9.784/1999 o administrado pode, facultativamente, fazer-se assistir por ad-

vogado, salvo quando obrigatória a representação, por força de lei. Portanto, em

regra, a presença de advogado não é obrigatória, mas sim uma escolha do admi-

nistrado

77. A respeito dos poderes e deveres da administração, assinale a opção correta,

considerando o disposto na CF.

a) A lei não pode criar instrumentos de fiscalização das finanças públicas, pois tais

instrumentos são taxativamente listados na CF.

b) A eficiência, um dever administrativo, não guarda relação com a realização de

supervisão ministerial dos atos praticados por unidades da administração indireta.

c) O abuso de poder consiste em conduta ilegítima do agente público, caracteri-

zada pela atuação fora dos objetivos explícitos ou implícitos estabelecidos pela lei.

d) A capacidade de inovar a ordem jurídica e criar obrigações caracteriza o poder

regulamentar da administração.

e) As consequências da condenação pela prática de ato de improbidade adminis-

trativa incluem a perda dos direitos políticos e a suspensão da função pública

O exercício dos poderes administrativos deve ser utilizado de modo correto, para

que o agente público não cometa o abuso de poder.

O abuso de poder ocorre de duas formas: (i) quando a autoridade, embora compe-

tente para praticar o ato, ultrapassa os limites de suas atribuições; (ii) pratica ato

visando ao interesse próprio ou utiliza atos para finalidades não previstas em lei. O

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abuso de poder pode ocorrer de forma comissiva (=ação) ou omissiva. Na omissão,

pode, por exemplo, deixar de praticar um ato visando interesse próprio. Excesso

de poder: ocorre quando a autoridade, embora competente para praticar o ato, vai

além do permitido e exorbita no uso de suas faculdades administrativas.

A lei pode criar instrumentos de fiscalização das finanças públicas, pois os instru-

mentos de fiscalização não são taxativamente listados na CF. O controle de tutela

ou supervisão ministerial decorre também da eficiência administrativa, pois visa

evitar que a entidade atue fora dos fins de sua criação. O poder regulamentar não

pode inovar na ordem jurídica, somente a lei pode fazer isso. As consequências da

condenação pela prática de ato de improbidade administrativa incluem a suspen-

são dos direitos políticos e a perda da função pública.

78. No que se refere ao processo administrativo disciplinar (PAD), assinale a opção

correta.

a) A CF recepcionou o instituto da verdade sabida, viabilizando a sua aplicação no

PAD.

b) O Supremo Tribunal Federal entende ser ilegal a instauração de sindicância para

apurar a ocorrência de irregularidade no serviço público a partir de delação anôni-

ma.

c) Conforme o Supremo Tribunal Federal, militar, ainda que reformado, submete-se

à hierarquia e à disciplina, estando, consequentemente, sujeito à pena disciplinar.

d) Os princípios da ampla defesa e do contraditório no PAD não são absolutos, po-

dendo haver indeferimento de pedidos impertinentes ou protelatórios.

e) Uma sindicância preparatória só pode servir de subsídio para uma sindicância

contraditória, mas não para um PAD.

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QUESTÃO ANULADA

Além da opção preliminarmente apontada como gabarito (D), a opção em que se

afirma que, conforme o Supremo Tribunal Federal, militar, ainda que reformado,

submete-se à hierarquia e à disciplina, estando, consequentemente, sujeito à pena

disciplinar também está correta.

79. Em relação à improbidade administrativa, assinale a opção correta.

a) A ação de improbidade administrativa apresenta prazo de proposição decenal,

qualquer que seja a tipicidade do ilícito praticado pelo agente público.

b) Se servidor público estável for condenado em ação de improbidade administra-

tiva por uso de maquinário da administração em seu sítio particular, poderá ser-lhe

aplicada pena de suspensão dos direitos políticos por período de cinco a oito anos.

c) O particular que praticar ato que enseje desvio de verbas públicas, sozinho ou

em conluio com agente público, responderá, nos termos da Lei de Improbidade Ad-

ministrativa, desde que tenha obtido alguma vantagem pessoal.

d) Enriquecimento ilícito configura ato de improbidade administrativa se o autor

auferir vantagem patrimonial indevida em razão do cargo, mandato, função, em-

prego ou atividade, mesmo que de forma culposa.

e) Caso um servidor público federal estável, de forma deliberada, sem justificativa

e reiterada, deixar de praticar ato de ofício, poderá ser-lhe aplicada multa civil de

até cem vezes o valor da sua remuneração, conforme a gravidade do fato

Letra E correta. Art. 11, lei de Improbidade administrativa.

Letra A. Art 23 - As ações destinadas a levar a efeito as sanções previstas nesta

lei podem ser propostas : I - até 5 ( CINCO) anos após o término do exercício de

mandato, de cargo em comissão ou de função de confiança.

Letra B errada. Trata-se de Ato de Improbidade que Importam Enriquecimento

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Ilícito : Art 9º , IV "Utilizar, em obra ou serviço particular, veículos, máquinas,

equipamentos ou material de qualquer natureza, de propriedade ou à disposição

de qualquer das entidades mencionadas no Art 1º.; Art 12 , I - Na hipótese do art

9º, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, ressarcimento

integral do dano, quando houver, perda da função pública, suspensão dos direitos

políticos de 8 a 10 anos.

Letra C errado. O particular que praticar ato que enseje desvio de verbas públicas

responderá, nos termos da Lei de Improbidade Administrativa, independente-

mente de ter obtido alguma vantagem pessoal. Ademais, para o STJ particular só

pratica ato de improbidade se estiver em concurso com algum agente público.

Letra D. Por se tratar de ato que gera enriquecimento ilícito, só se admite a forma

DOLOSA.

Revisando improbidade administrativa.

CONSEQUÊNCIAS:

É a incapacidade temporária de se exercer os direitos políticos previstos na Cons-


Suspensão tituição.
dos direitos Cuidado! Não pode haver cassação dos direitos políticos (art. 15, CF).
políticos Os prazos de suspensão estão previstos no art. 12, da Lei de Improbidade Adminis-
trativa (LIA) que veremos mais adiante.
A perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos só se efetivam com o
Perda da trânsito em julgado da sentença condenatória.
função pública Trânsito em julgado é quando o processo acaba.
É possível o afastamento preventivo, sem prejuízo da remuneração.

Ocorrendo lesão ao patrimônio público por ação ou omissão, dolosa ou culposa,


do agente ou de terceiro, dar-se-á o integral ressarcimento do dano.
O sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se enriquecer ilici-
Ressarci-
tamente está sujeito às medidas da lei de improbidade até o limite do valor da
mento ao
herança.
erário
A lei não exige a ocorrência do dano para que esteja tipificado o ato de improbidade.
Mas para o ressarcimento ao erário, necessariamente exige-se a efetiva ocorrência
do dano; o ato deve afetar o patrimônio no sentido econômico (art. 21).

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Quando o ato de improbidade causar lesão ao patrimônio público ou ensejar enri-


quecimento ilícito, caberá a autoridade administrativa responsável pelo inquérito
representar ao Ministério Público, para a indisponibilidade dos bens do indiciado.
A indisponibilidade recairá sobre bens que assegurem o integral ressarcimento do
dano, ou sobre o acréscimo patrimonial resultante do enriquecimento ilícito.
Indisponibili- Indisponibilidade significa que os bens ficam “bloqueados” e a pessoa não pode
dade dos bens vender, doar, trocar. O bem fica com a pessoa, mas ele não pode ser alienado.
Isso visa garantir o resultado final do processo, já que o agente público responderá
com todo o seu patrimônio.
Assim, se evita que o agente público se desfaça de bens com valor patrimonial.
Um cuidado! Não é o MP que decreta a indisponibilidade. Ele apenas propõe, judi-
cialmente, e o juiz fará a decretação se assim entender que é necessário.
Para não esquecer as sanções previstas na CF, lembre-se:
RISP

ATOS E SANÇÕES:

Suspensão dos
Atos de Proibição de contratar/receber benefício ou incenti-
direitos políti- Multa
improbidade vos do Poder Público
cos
Até 3 vezes
Enriquecimento
8 a 10 anos o valor acres- dez anos
ilícito (art. 9º)
cido
Até duas
Prejuízo ao erário
5 a 8 anos vezes o valor cinco anos
– (art. 10)
do prejuízo
Atenta contra Até 100
princípio adminis- 3 a 5 anos vezes a remu- três anos
trativo (art. 11) neração
Concessão ou Aplicação Indevida de Benefício Financeiro ou Tributário – art. 10-A (Novo ato
de improbidade criado em 2016) Atenção!
Suspensão dos direitos políticos de 5 (cinco) a 8 (oito) anos e multa civil de até 3 (três) vezes o valor
do benefício financeiro ou tributário concedido.
- Proibição de contratar/receber benefício ou incentivos do Poder Público – não há.

80. Depende do consentimento de todos os sócios ou acionistas — salvo em caso

de previsão no ato constitutivo, hipótese em que o dissidente poderá retirar-se da

sociedade — a operação societária denominada

a) incorporação.

b) fusão.

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c) cisão.

d) liquidação.

e) transformação.

O art. 1.114 do CC dispõe que:

“A transformação depende do consentimento de todos os sócios, salvo se prevista

no ato constitutivo, caso em que o dissidente poderá retirar-se da sociedade, apli-

cando-se, no silêncio do estatuto ou do contrato social, o disposto no art. 1.031.”

No entanto, vejamos os demais conceito dos termos usados na questão:

O Art. 1.116 do CC dispõe que “Na incorporação, uma ou várias sociedades são

absorvidas por outra, que lhes sucede em todos os direitos e obrigações, devendo

todas aprová-la, na forma estabelecida para os respectivos tipos.”

O art. 1.119 dispõe que. “A fusão determina a extinção das sociedades que se

unem, para formar sociedade nova, que a elas sucederá nos direitos e obrigações.”

O instituto cisão não há conceito no CC, mas o art 229 da Lei 6.404/76 disciplina

que “cisão é a operação pela qual a companhia transfere parcelas do seu patri-

mônio para uma ou mais sociedades, constituídas para esse fim ou já existentes,

extinguindo-se a companhia cindida, se houver versão de todo o seu patrimônio,

ou dividindo-se o seu capital, se parcial a versão.”

Já o instituto da liquidação da sociedade corresponde ao procedimento administra-

tivo ou judicial que analisa o ativo e o passivo da sociedade, ou seja, são as ope-

rações que consistem na realização (venda, afetação externa e cobrança) do ativo

e pagamento do passivo, com o objetivo de reduzir a dinheiro ou bens facilmente

realizáveis para serem partilhados.

81. Assinale a opção correta no que se refere ao direito societário.

a) Compete ao poder público municipal do local da sede autorizar o funcionamento

de sociedades cujo funcionamento dependa de autorização do Poder Executivo.

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b) É nulo todo o contrato social de sociedade limitada que contenha cláusula que

exclua qualquer sócio da participação nos lucros e nas perdas.

c) A sociedade em comum e a sociedade de fato ou irregular são não personifica-

das, conforme classificação do Código Civil.

d) O sócio remisso pode ser excluído da sociedade pelos demais, caso em que deve

ser-lhe devolvido, com os abatimentos cabíveis, o montante com o qual tenha con-

tribuído para o capital social.

e) Os tipos societários previstos no Código Civil são exemplificativos, podendo as

sociedades organizar-se de formas distintas das expressamente listadas.

A letra “A” está incorreta, da análise dos artigos 1.123 e 1.134 do CC que dispõe

respectivamente: “Art. 1.123. A sociedade que dependa de autorização do Poder

Executivo para funcionar reger-se-á por este título, sem prejuízo do disposto em lei

especial.” E o “Art. 1.134. A sociedade estrangeira, qualquer que seja o seu objeto,

não pode, sem autorização do Poder Executivo, funcionar no País, ainda que por

estabelecimentos subordinados, podendo, todavia, ressalvados os casos expressos

em lei, ser acionista de sociedade anônima brasileira.” Assim, é necessário autori-

zação do Poder Executivo Federal. (AQUINO, 2015)

A letra “B” está incorreta, porque a nulidade é da cláusula e não do contrato, na

forma do “Art. 1.008. É nula a estipulação contratual que exclua qualquer sócio de

participar dos lucros e das perdas.”

A letra “C” está incorreta, porque o CC disciplina que as únicas sociedades não per-

sonificadas são as sociedades em comum e a sociedade em conta de participação

(artigos 986 a 996 do CC). A classificação proposta na questão em sociedade de

fato ou irregular são classificações doutrinárias e não legais.

A letra “d” está correta, porque corresponde à interpretação aos artigos 1.058 e

1.004 do CC que dispõe respetivamente:

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“Art. 1.004. Os sócios são obrigados, na forma e prazo previstos, às contribuições


estabelecidas no contrato social, e aquele que deixar de fazê-lo, nos trinta dias
seguintes ao da notificação pela sociedade, responderá perante esta pelo dano
emergente da mora.
Parágrafo único. Verificada a mora, poderá a maioria dos demais sócios preferir, à
indenização, a exclusão do sócio remisso, ou reduzir-lhe a quota ao montante já
realizado, aplicando-se, em ambos os casos, o disposto no § 1o do art. 1.031.“
Art. 1.058. Não integralizada a quota de sócio remisso, os outros sócios podem,
sem prejuízo do disposto no art. 1.004 e seu parágrafo único, tomá-la para si ou
transferi-la a terceiros, excluindo o primitivo titular e devolvendo-lhe o que houver
pago, deduzidos os juros da mora, as prestações estabelecidas no contrato mais as
despesas.
A letra “e” está incorreta porque o direito societário brasileiro adota o sistema ta-
xativo dos regimes jurídicos, ou seja, a sociedade empresária ou simples somente
podem adotar os regimes jurídicos previamente previsto na legislação, bastando
para isto analisar os artigos 982 e 983 do CC quês dispõem respectivamente:
“Art. 982. Salvo as exceções expressas, considera-se empresária a sociedade que
tem por objeto o exercício de atividade própria de empresário sujeito a registro
(art. 967); e, simples, as demais.
Parágrafo único. Independentemente de seu objeto, considera-se empresária a so-
ciedade por ações; e, simples, a cooperativa.”
“Art. 983. A sociedade empresária deve constituir-se segundo um dos tipos regu-
lados nos arts. 1.039 a 1.092; a sociedade simples pode constituir-se de conformi-
dade com um desses tipos, e, não o fazendo, subordina-se às normas que lhe são
próprias.
Parágrafo único. Ressalvam-se as disposições concernentes à sociedade em conta
de participação e à cooperativa, bem como as constantes de leis especiais que,
para o exercício de certas atividades, imponham a constituição da sociedade se-

gundo determinado tipo.“

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82. Durante a instrução de determinado processo judicial, foi comprovada falsifi-

cação da escrituração em um dos livros comerciais de uma sociedade limitada, em

decorrência da criação do chamado “caixa dois”. A sentença proferida condenou

pelo crime apenas o sócio com poderes de gerência.

A respeito dessa situação hipotética, assinale a opção correta.

a) A conduta praticada pelo sócio constitui crime falimentar.

b) Na situação, configura-se crime de falsificação de documento público.

c) Sendo o diário e o livro de registro de atas de assembleia livros obrigatórios da

sociedade citada, a referida falsificação pode ter ocorrido em qualquer um deles.

d) Em decorrência da condenação criminal, o sócio-gerente deverá ser excluído

definitivamente da sociedade.

e) O nome do condenado não pode ser excluído da firma social, que deve conter o

nome de todos os sócios, seguido da palavra “limitada”.

A letra “a” está incorreta porque não há tipificação específica na LFRR, visto que,

para configurar crime pela lei de falência, deveria conter na questão as informa-

ções acerca do prejuízo para os credores e a finalidade de vantagem indevida. Em

acréscimo, exclui-se também a tipificação do art. 178 da mesma lei, uma vez que

a conduta do sócio foi comissiva, e não omissiva.

A letra “b” está correta porque se trata do Art. 297 - Falsificar, no todo ou em parte,

documento público, ou alterar documento público verdadeiro: (...) § 2º - Para os

efeitos penais, equiparam-se a documento público o emanado de entidade para-

estatal, o título ao portador ou transmissível por endosso, as ações de sociedade

comercial, os livros mercantis e o testamento particular. § 3o Nas mesmas

penas incorre quem insere ou faz inserir: (...) III – em documento contábil ou em

qualquer outro documento relacionado com as obrigações da empresa perante a

previdência social, declaração falsa ou diversa da que deveria ter constado.”

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A letra “C” está incorreta, visto que o livro obrigatário e o diário e não os livros de

atas, por isso a questão está incorreta, na análise do art. 1.180 do CC.

A letra “d” está incorreta, porque a condenação criminal não acarreta a exclusão ou

exclusão do sócio da sociedade, mas apenas impede a continuidade do exercício da

administração da sociedade, ou seja, na condenação criminal, o sócio não poderá

mais exercer poderes de administração, conforme exposto no artigo 1011, §1º,

conforme segue: Não podem ser administradores, além das pessoas impedidas por

lei especial, os condenados a pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso

a cargos públicos; ou por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, con-

cussão, peculato; ou contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacio-

nal, contra as normas de defesa da concorrência, contra as relações de consumo, a

fé pública ou a propriedade, enquanto perdurarem os efeitos da condenação

A letra “e” está incorreta, porque, segundo o art. 1.158, pode a sociedade limita-

da adotar firma ou denominação, integradas pela palavra final "limitada" ou a sua

abreviatura.

§ 1º A firma será composta com o nome de um ou mais sócios, desde que pessoas

físicas, de modo indicativo da relação social.

§ 2º A denominação deve designar o objeto da sociedade, sendo permitido nela

figurar o nome de um ou mais sócios.

§ 3º A omissão da palavra “limitada” determina a responsabilidade solidária e ili-

mitada dos administradores que assim empregarem a firma ou a denominação da

sociedade.

83. A Lei n.º XX/XXXX, composta por quinze artigos, elaborada pelo Congresso

Nacional, foi sancionada, promulgada e publicada.

A respeito dessa situação, assinale a opção correta, de acordo com a Lei de Intro-

dução às Normas do Direito Brasileiro.

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a) Se algum dos artigos da lei sofrer alteração antes de ela entrar em vigor, será

contado um novo período de vacância para o dispositivo alterado.

b) Caso essa lei tenha revogado dispositivo da legislação anterior, automaticamen-

te ocorrerá o efeito repristinatório se nela não houver disposição em contrário.

c) A lei irá revogar a legislação anterior caso estabeleça disposições gerais sobre

assunto tratado nessa legislação.

d) Não havendo referência ao período de vacância, a nova lei entra em vigor ime-

diatamente, sendo eventuais correções em seu texto consideradas nova lei.

e) Não havendo referência ao período de vacância, a lei entrará em vigor, em todo

o território nacional, três meses após sua publicação.

A Alternativa correta, pois o § 3º do art. 1º da LINDB diz que “Se, antes de entrar

a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada a correção, o prazo

deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a correr da nova publicação”.

B Alternativa errada, pois o § 3º do art. 2º da LINDB estabelece o contrário do que

afirmado, ou seja, para que haja represtinação, deve haver disposição expressa.

C Alternativa errada, pois, em virtude do princípio da especialidade (LINDB, art.

2º, § 2º), “A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já

existentes, não revoga nem modifica a lei anterior”.

D Alternativa errada, pois, de acordo com o art. 1º, caput da LINDB, “Salvo dispo-

sição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois

de oficialmente publicada”.

E Alternativa errada, pois, de acordo com o art. 1º, caput da LINDB, “Salvo dispo-

sição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois

de oficialmente publicada”.

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84. No que concerne à pessoa natural, à pessoa jurídica e ao domicílio, assinale a

opção correta.

a) Sendo o domicílio o local em que a pessoa permanece com ânimo definitivo ou

o decorrente de imposição normativa, como ocorre com os militares, o domicílio

contratual é incompatível com a ordem jurídica brasileira.

b) Conforme a teoria natalista, o nascituro é pessoa humana titular de direitos,

de modo que mesmo o natimorto possui proteção no que concerne aos direitos da

personalidade.

c) De acordo com o Código Civil, deve ser considerado absolutamente incapaz

aquele que, por enfermidade ou deficiência mental, não possuir discernimento para

a prática de seus atos.

d) A ocorrência de grave e injusta ofensa à dignidade da pessoa humana configura

o dano moral, sendo desnecessária a comprovação de dor e sofrimento para o re-

cebimento de indenização por esse tipo de dano.

e) Na hipótese de desaparecimento do corpo de pessoa em situação de grave risco

de morte, como, por exemplo, no caso de desastre marítimo, o reconhecimento do

óbito depende de prévia declaração de ausência

A Alternativa errada, pois o art. 78 do Código Civil prevê o domicílio contratual, ao

dispor que “Nos contratos escritos, poderão os contratantes especificar domicílio

onde se exercitem e cumpram os direitos e obrigações deles resultantes”.

B Alternativa errada, pois a teoria natalista propugna que a personalidade civil da

pessoa começa do nascimento com vida, conforme art. 2º, primeira parte do Códi-

go Civil. Obs.: é necessário lembrar, no entanto, o que diz o Enunciado 1 da I Jorna-

da do CJF: “A proteção que o Código defere ao nascituro alcança o natimorto no que

concerne aos direitos da personalidade, tais como: nome, imagem e sepultura”.

C Alternativa errada, pois, a partir da Lei 13.146⁄2015, os enfermos ou deficientes

mentais passaram a ser considerados relativamente incapazes (CC, art. 4º, III).

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D Alternativa correta, pois, com relação ao dano moral, a jurisprudência consagrou

o entendimento de que se trata de dano “in re ipsa”, ou seja, cuja comprovação

decorre da simples demonstração do ato que, por sua natureza, ofende os direitos

da personalidade.

E Alternativa errada, pois, de acordo com o art. 7º do Código Civil, “Pode ser de-

clarada a morte presumida, sem decretação de ausência: I – se for extremamente

provável a morte de quem estava em perigo de vida”.

85. Em cada uma das opções seguintes, é apresentada uma situação hipotética,

seguida de uma assertiva a ser julgada, a respeito de posse, propriedade e direitos

reais sobre coisa alheia. Assinale a opção que apresenta assertiva correta conforme

a legislação e a doutrina pertinentes.

a) Durante o prazo de vigência de contrato de locação de imóvel urbano, o loca-

tário viajou e, ao retornar, percebeu que o imóvel havia sido invadido pelo próprio

proprietário. Nesse caso, o locatário não pode defender sua posse, uma vez que o

possuidor direto não tem proteção possessória em face do indireto.

b) Determinado indivíduo realizou, de boa-fé, construção em terreno que pertencia

a seu vizinho. O valor da construção excede consideravelmente o valor do terreno.

Nessa situação, não havendo acordo, o indivíduo que realizou a construção adquiri-

rá a propriedade do solo mediante pagamento da indenização fixada pelo juiz.

c) Caio realizou a doação de um bem para Fernando. No contrato celebrado entre

ambos, consta cláusula que determina que o bem doado volte para o patrimônio

do doador se ele sobreviver ao donatário. Nessa situação, a cláusula é nula, pois o

direito brasileiro não admite a denominada propriedade resolúvel.

d) Roberto possui direito real de superfície de bem imóvel e deseja hipotecar esse

direito pelo prazo de vigência do direito real. Nesse caso, a estipulação de direito

real de garantia é ilegal porque a hipoteca somente pode ser constituída pelo pro-

prietário do bem.

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e) Determinado empregador cedeu bem imóvel de sua propriedade a seu empre-

gado, em razão de relação de confiança decorrente de contrato de trabalho. Nesse

caso, ainda que desfeito o vínculo trabalhista, é juridicamente impossível a conver-

são da detenção do empregado em posse.

A Alternativa errada, pois o art. 1.197 do Código Civil reza que pode “o possuidor

direto defender a sua posse contra o indireto”.

B Alternativa correta, de acordo com o texto do art. 1.255, parágrafo único do Có-

digo Civil: “Se a construção ou a plantação exceder consideravelmente o valor do

terreno, aquele que, de boa-fé, plantou ou edificou, adquirirá a propriedade do solo,

mediante pagamento da indenização fixada judicialmente, se não houver acordo”.

C Alternativa errada, pois além da propriedade resolúvel estar expressamente pre-

vista nos arts. 1.359 e 1.360 do Código Civil, o art. 547 ainda prevê também que

“O doador pode estipular que os bens doados voltem ao seu patrimônio, se sobre-

viver ao donatário”.

D Alternativa errada, pois o art. 1.473, X do Código Civil permite a hipoteca da

propriedade superficiária.

E Alternativa errada, pois se o empregado, após a extinção do vínculo trabalhista,

não restitui o imóvel, configura-se, a partir daí, que detém a sua posse precária

(CC, art. 1.200). Também o parágrafo único do art. 1.198 permite a inversão da

detenção em posse, ao permitir a prova em contrário da presunção de detenção.

86. Um oficial do corpo de bombeiros arrombou a porta de determinada residência

para ingressar no imóvel vizinho e salvar uma criança que corria grave perigo em

razão de um incêndio.

A respeito dessa situação hipotética e conforme a doutrina dominante e o Código

Civil, assinale a opção correta.

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a) O oficial tem o dever de indenizar o proprietário do imóvel danificado, devendo


o valor da indenização ser mitigado em razão da presença de culpa concorrente.
b) O ato praticado pelo oficial é ilícito porque causou prejuízo ao dono do imóvel,
inexistindo, entretanto, o dever de indenizar, dada a ausência de nexo causal.
c) Não se aplica ao referido oficial a regra do Código Civil segundo a qual o agen-
te que atua para remover perigo iminente pode ser chamado a indenizar terceiro
inocente.
d) Conforme disposição do Código Civil, o oficial teria o dever de indenizar o dono
do imóvel no valor integral dos prejuízos existentes, tendo direito de regresso con-
tra o responsável pelo incêndio.
e) Não se pode falar em responsabilidade civil nesse caso, pois, na hipótese de
estado de necessidade, o agente causador do dano nunca terá o dever de indenizar.

A Alternativa errada, pois o enunciado da questão não aponta culpa do proprietário


do imóvel pelo incêndio para que se possa inferir culpa concorrente.
B Alternativa errada, pois o exercício regular de direito e a remoção de perigo ex-
cluem a ilicitude do ato (CC, art. 188)
C Alternativa correta. Se o agente que causou o dano ao remover o perigo estiver
no exercício de função pública destinada ao ato a ilicitude do ato se exclui não só
pela remoção de perigo, mas também pelo exercício regular de direito, razão pela
qual não há falar em dever de indenizar do referido agente.
D Alternativa errada, pois, embora o Código Civil (arts. 929 e 930) contenha dis-
positivos que prevejam a responsabilidade civil daquele que causa dano para pro-
mover a remoção de perigo, o caso está albergado também pelo exercício regular
de direito.
E Alternativa errada, pois não se pode dizer que o agente causador nunca terá o de-
ver de indenizar, conforme se verifica dos arts. 929 e 930 do Código Civil, afastados

neste caso por se tratar de agente público que estava no exercício de sua função.

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87. O estado de Goiás instituiu, por lei ordinária, um departamento de fiscalização

de postos de gasolina com objetivo de aferir permanentemente as condições de se-

gurança e vigilância de tais locais, estabelecendo um licenciamento especial e anual

para o funcionamento de tais estabelecimentos e instituindo uma taxa anual de R$

1.000 a ser paga pelos empresários, relacionada a tal atividade estatal.

A respeito dessa situação hipotética, assinale a opção correta.

a) A instituição do departamento de fiscalização de postos de gasolina como órgão

competente com funcionamento regular é suficiente para caracterizar o exercício

efetivo do poder de polícia.

b) É desnecessária, para justificar a cobrança de taxa, a criação de órgão específi-

co para o desempenho das atividades de fiscalização de postos de gasolina, por se

tratar de competências inerentes às autoridades de segurança pública.

c) Para observar o princípio da capacidade contributiva, a taxa deveria ter corres-

pondência com o valor venal do imóvel a ser fiscalizado, sendo inconstitucional a

cobrança de valor fixo por estabelecimento.

d) A taxa em questão é inconstitucional, já que a segurança pública é um dever do

Estado, constituindo um serviço indivisível, a ser mantido apenas por impostos, o

que torna incabível a cobrança de taxa.

e) Por ter caráter contraprestacional, a taxa só será devida caso o departamento

de fiscalização de postos de gasolina faça visitas periódicas aos estabelecimentos,

certificando-se do cumprimento das normas de segurança e vigilância de tais lo-

cais, de acordo com a legislação.

A alternativa A foi a apontada como a correta, pois julgados anteriores do STF da-

vam conta que bastava a existência de aparato e estrutura de fiscalização para a

cobrança de taxa de fiscalização (poder de polícia). Entretanto, desde 2010, esse

entendimento da Suprema Corte alterou para os seguintes termos:

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“À luz da jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, a existência do órgão

administrativo não é condição para o reconhecimento da constitucionalidade da

cobrança da taxa de localização e fiscalização, mas constitui um dos elementos

admitidos para se inferir o efetivo exercício do poder de polícia, exigido constitucio-

nalmente”. RE nº 588.322/RO.

No referido julgado, propugnou-se, ainda, que, para configuração do efetivo exer-

cício do poder de polícia, a existência de aparato administrativo fiscalizatório na

estrutura municipal é prova hábil (mas não a única e suficiente) a essa efetividade,

sem prejuízo de outras formas que demonstrem a efetiva fiscalização dos sujeitos

passivos da exação, sob pena de se desvirtuar a natureza jurídica das taxas esta-

belecidas pelo texto constitucional.

Com efeito, aduziu o Ministro Relator Gilmar Mendes nos debates: “Daí a minha

proposta de deixarmos definido que, claro, se houver órgão fiscalizador, já é uma

prova de que o Município exerce. Mas ele também pode provar o exercício de poder

de polícia pelo fato de exercer o poder de polícia”.

88. Instrução normativa expedida em dezembro de 2015 pelo secretário de Fazen-

da do Estado de Goiás estabeleceu que, para ter acesso ao sistema de informática

de emissão de nota fiscal, relativa ao ICMS, o contribuinte deve estar em dia com

suas obrigações tributárias estaduais. Em janeiro de 2016, a empresa Alfa Ltda.,

com pagamento de tributos em atraso, requereu acesso ao sistema e teve o seu

pedido indeferido.

Nessa situação hipotética,

a) ainda que a emissão de notas fiscais seja obrigação acessória, o princípio da

legalidade estrita, vigente no direito tributário, impõe que tais deveres sejam pre-

vistos por lei ordinária, sendo inválida a restrição estabelecida por instrução nor-

mativa.

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b) o ICMS é tributo sujeito à anterioridade nonagesimal, de modo que, embora

válida a instrução normativa, o indeferimento é ato insubsistente, por ter aplicado

a instrução normativa antes do prazo constitucional.

c) a interdição de emissão de notas fiscais é meio indireto de cobrança do tributo,

já que inibe a continuidade da atividade profissional do contribuinte, o que torna a

instrução normativa em questão inválida.

d) o ICMS não é tributo sujeito à anterioridade nonagesimal, de modo que o inde-

ferimento é válido.

e) a emissão de notas fiscais é obrigação acessória, podendo ser regulada por ato

infralegal, sendo válida a restrição estabelecida.

A resposta correta é a alternativa C, em face da proibição de sanção política, com

meio coercitivo utilizado pelo Fisco para recebimento de tributos devidos por contri-

buintes. Os Tribunais repelem a prática, inclusive por meio de Súmulas do STF (323

e 547) – MC nº 1454-4 -, por não poder haver coação do contribuinte (apreensão

de mercadorias, interdição de estabelecimentos, regime especial de fiscalização,

inscrição no CADIN, impedimento de obtenção do CNPJ, impedimento de acesso a

sistemas fiscais de controle e expedição de notas fiscais etc) para que não regu-

larmente exerça suas atividades pelo fato de ser inadimplente de tributo. A Cons-

tituição Federal em seu artigo 5º, inciso XII, elenca o livre exercício de qualquer

trabalho, ofício ou profissão e, o artigo 170 da Carta Maior diz que é assegurado

a todos o livre exercício de qualquer atividade econômica, independentemente de

autorização de órgãos públicos, salvo os casos previstos em lei. Tais atos são nulos

e desvestidos de validade.

A alternativa A está errada, pois multas devem ser reguladas por lei, mas os tipos

de obrigações tributárias acessórias a cumprir podem vir veiculadas por lei ou por

atos do Poder Executivo (decreto, Instruções Normativas, portarias etc). O artigo

97 do CTN é claro em dizer que a lei tributária ordinária vai regular:

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A alternativa B está errada, pois embora o ICMS seja tributo que deva obedecer ao

princípio da anterioridade tributaria, como regra, observando-se a não surpresa,

para alterações e criações legais próximos do ano, aplicando-se, quando o caso,

também a anterioridade nonagesimal, tal instituto constitucional vale para o tributo

devido e não instituições de meras obrigações acessórias. O erro é dizer que para

o ICMS aplica-se a anterioridade nonagesimal. A aplicação é da regra, observada a

noventena se a data da lei estiver depois de 03 de outubro do ano em específico.

Como a norma tributária do problema é uma IN, não se trata de aplicação de qual-

quer princípio de anterioridade, visto ser imposição de cumprimento de obrigações

acessórias.

A alternativa D está errada, pois se a lei de ICMS, por exemplo, for alterada depois

de 03 de outubro, em relação ao tributo em si, observa-se a conjugação de dois

princípios, anterioridade anual + anterioridade nonagesimal (artigo 150, III, alíe-

nas b e c da CF/88).

A alternativa E está errada pelo que foi exposto acima, sendo que o correto seria

dizer “sendo inválida” a restrição acima.

89. Ricardo, com quinze anos de idade, traficou entorpecentes por três meses,

obtendo uma renda de R$ 20.000. Informado pela autoridade competente, um au-

ditor da Receita Federal do Brasil efetuou lançamento contra o menor.

Tendo como referência essa situação hipotética, assinale a opção correta.

a) O tráfico de entorpecente é ato ilícito, sendo responsáveis pelos prejuízos dele

decorrentes, nos termos da lei civil, os pais de Ricardo, que deverão recolher o tri-

buto a título de sanção cível.

b) A capacidade tributária independe da capacidade civil, de modo que é correto

o lançamento contra o menor que, no caso, percebeu remuneração que pode ser

considerada renda.

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c) O tráfico de entorpecente é atividade que gera proveito econômico, o que justi-

fica torná-lo fato gerador de tributo, não podendo, no entanto, Ricardo, por ser in-

capaz, sofrer lançamento, devendo a renda percebida ser imputada aos seus pais.

d) O tráfico de entorpecente, por ser crime, não pode ser objeto de tributação, pois

o pagamento de imposto em tal hipótese significaria que o Estado estaria chance-

lando uma atividade ilícita, sendo, portanto, insubsistente o lançamento.

e) Ricardo, por ser incapaz, não pode sofrer lançamento, não constituindo renda

eventuais ganhos econômicos que ele venha a ter

A alternativa correta é a B, pois não importa a capacidade civil do contribuinte para

efeitos de capacidade tributária passiva. Pode um menor de idade ser contribuinte

tributário. No caso, mesmo em face de renda pelo delito de tráfico de drogas (pecu-

nia non olet), o menor será tributado. O Art. 126, I, do CTN esclarece que a capaci-

dade civil não se confunde com a capacidade tributária, de modo que a condição de

menor incapaz não é suficiente para se escusar do cumprimento das obrigações tri-

butárias. Logo, existe a obrigação do menor no recolhimento do imposto de renda.

Pecunia non olet é princípio consagrado em Direito Tributário que o tributo deve

incidir sobre as atividades lícitas e, da mesma forma, sobre aquelas consideradas

ilícitas ou imorais. Isso ocorre de acordo com o princípio pecunia non olet, segundo

o qual, para o Estado, o dinheiro não tem cheiro que se traduz na conhecida ex-

pressão pecunia non olet. Aliomar Baleeiro lembra que a cláusula surgiu a partir do

diálogo ocorrido entre o Imperador Vespasiano e seu filho Tito, quando este se pôs

a indagar o pai sobre a razão pela qual se decidiu tributar os usuários de banhei-

ros públicos na Roma Antiga. Assim, o Imperador justificou a incidência do tributo

respondendo que o dinheiro não tem cheiro, não importando para o Estado a fonte

de que provenha. Em outras palavras, pouco importa para o Fisco, desde tempos

antigos, se a atividade praticada pelo contribuinte é "limpa" ou "suja".

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A alternativa A está errada, pois o contribuinte é o menor flagrado. A alternativa

C está errada, pois não importa a capacidade civil do infrator. A alternativa D está

errada em face do princípio pecunia no olet. A alternativa E está errada pelos mo-

tivos anteriores.

90. São responsáveis pelos créditos tributários relativos a obrigação de terceiros,

quando não for possível exigir-lhes o cumprimento da obrigação principal, indepen-

dentemente de terem agido com excesso de poderes ou em desacordo com a lei,

estatuto ou contrato social,

a) os empregados.

b) os diretores de pessoa jurídica.

c) os representantes legais de pessoas jurídicas de direito privado.

d) os administradores de bens de terceiros.

e) os mandatários

A resposta correta é a alternativa D, conforme prevê os artigos 135 (pessoal) e 134

do CTN (responsabilidade tributária de terceiros). A questão pede a responsabilida-

de de terceiros, independente de os terceiros terem agido com excesso de poderes

ou em desacordo com as normas. Portanto, o candidato deveria fazer uma com-

paração entre os artigos 134 e 135 do CTN e extrair deles aqueles que respondem

apenas quando do excesso de poder ou infrações às normas: são eles mandatá-

rios, prepostos e empregados. Estão fora, neste momento, as alternativas A, B, C

e E. Sobrou o administrador de bens de terceiros. Todos os incisos do artigo 134

também respondem quando do excesso ou infração (veja inciso I do artigo 135 do

CTN), mas também respondem por ato de terceiro, que é o que o problema quer.

Resta, então, a alternativa D.

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91. Sabendo que, por disposição constitucional expressa, em regra, os princípios

tributários e as limitações ao poder de tributar não se aplicam de forma idêntica a

todas as espécies tributárias, assinale a opção correta a respeito da aplicação des-

ses institutos.

a) Apenas aos impostos estaduais aplica-se o princípio que proíbe o estabeleci-

mento de diferença tributária entre bens e serviços de qualquer natureza em razão

de sua procedência ou seu destino.

b) A aplicação do princípio da não vinculação de receita a despesa específica é li-

mitada aos impostos.

c) Em regra, o princípio da anterioridade do exercício aplica-se da mesma forma

aos impostos e às contribuições sociais da seguridade social.

d) O princípio da capacidade contributiva aplica-se sempre e necessariamente aos

impostos.

e) O princípio da anterioridade do exercício atinge, de forma ampla, as hipóteses

de empréstimos compulsórios previstas no texto constitucional.

A alternativa correta é a B. Os limites constitucionais ao poder de tributar, esclare-

cidos no artigo 146, II da CF, são traduzidos em princípios e imunidades tributárias.

A alternativa A está errada, pois vai contra o princípio esculpido no artigo 152 da CF

(É vedado aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer diferença

tributária entre bens e serviços, de qualquer natureza, em razão de sua procedên-

cia ou destino).

A alternativa C está errada, pois nem todos os impostos têm aplicação do princípio

da anterioridade (anual, regra geral ou nonagesimal). Os Impostos de Importação

e Exportação e IOF, por exemplo, têm aplicação imediata, sem respeitar anteriori-

dade. É o tal do “pague já”: criou, pode cobrar. As contribuições sociais do artigo

149 e 195 da CF tem com aplicável o princípio da anterioridade nonagesimal ape-

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nas, em qualquer momento do ano. Apenas respeitam-se 90 dias da data da publi-

cação da lei (artigo 195, § 6º da CF/88) ou da medida provisória (STF).

A alternativa D está errada porque o artigo 145, § 1º da CF diz que: “Sempre que

possível, os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacida-

de econômica do contribuinte, facultado à administração tributária, especialmente

para conferir efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os direitos in-

dividuais e nos termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades eco-

nômicas do contribuinte”. Portanto, ligar os impostos à capacidade contributiva do

sujeito passivo será sempre que possível e, não, obrigatoriamente.

Para a alternativa E, no empréstimo compulsório, aplica-se nos casos de guerra

externa e calamidade pública a aplicação imediata, ou seja, o “pague já”, em face

da urgência. A guerra e a calamidade não esperam. Portanto, não há aplicação da

anterioridade (nenhuma delas). Só se aplica a regra (de exercício + Noventena –

artigo 150, III, b e c) se for o empréstimo compulsório para investimento público

de interesse nacional relevante.

92. Se resultar em supressão ou redução de tributo, configurará crime contra a

ordem tributária a conduta consistente em

a) utilizar programa de processamento de dados que disponibilize ao sujeito pas-

sivo informação diversa daquela fornecida à fazenda pública.

b) negar-se a fornecer nota fiscal relativa a venda de mercadoria ou a venda de

serviço.

c) exigir para si porcentagem sobre a parcela dedutível de imposto como incentivo

fiscal.

d) aplicar incentivo fiscal em desacordo com o estatuído.

e) deixar de pagar benefício a segurado quando valores já tiverem sido reembol-

sados à empresa pela previdência social.

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QUESTÃO ANULADA.

A questão foi anulada pela banca. Mas é que crime de sonegação tributária o delito

que tem como fulcro principal a omissão de informações ao fisco que leve a su-

pressão ou redução do pagamento de tributos. Veja que o delito é de omissão de

informações, sendo que o não pagamento é apenas decorrência. Então, a alterna-

tiva clara e correta seria a B, pois o fato de negar nota fiscal, é negar a produção

de informações em obrigações acessórias. Emitir nota fiscal é obrigação acessória.

93. No que concerne à Constituição Federal de 1988 (CF) e ao meio ambiente, as-

sinale a opção correta.

a) Entende-se a previsão constitucional de um meio ambiente ecologicamente

equilibrado tanto como um direito fundamental quanto como um princípio jurídico

fundamental que orienta a aplicação das regras legais.

b) O princípio da livre iniciativa impede que o poder público fiscalize entidades de-

dicadas à pesquisa e à manipulação de material genético.

c) O estudo prévio de impacto ambiental será dispensado nos casos de obras pú-

blicas potencialmente causadoras de significativa degradação ambiental quando

elas forem declaradas de utilidade pública ou de interesse social.

d) Os espaços territoriais especialmente protegidos, definidos e criados por lei am-

biental, poderão ser suprimidos por meio de decreto do chefe do Poder Executivo

municipal para permitir a moradia de população de baixa renda em área urbana.

e) A competência para proteger o meio ambiente e combater a poluição em todas

as suas formas é concorrente entre a União, os estados, o Distrito Federal (DF) e

os municípios, de modo que a ação administrativa do órgão ambiental da União

prevalece sobre a ação dos demais entes federativos.

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A Art. 225 da CF (Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado,

bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao

Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presen-

tes e futuras gerações.) – meio ambiente ecologicamente equilibrado é tanto prin-

cípio orientador quanto direito fundamental

B Art. 225, § 1º, II, da CF (§ 1º Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe

ao Poder Público: II - preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genéti-

co do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material

genético);

C Art. 225, § 1º, IV, da CF - exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou ati-

vidade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente,

estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade

D Art. 225, § 1º, III da CF (III - definir, em todas as unidades da Federação, es-

paços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos, sendo a

alteração e a supressão permitidas somente através de lei, vedada qualquer utili-

zação que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção)

E Competência constitucional legislativa é concorrente. Competência constitucional

administrativa é comum. A competência administrativa comum ambiental encon-

tra-se regulada pelo art. 23 da CF (Art. 23. É competência comum da União, dos

Estados, do Distrito Federal e dos Municípios: VI - proteger o meio ambiente e

combater a poluição em qualquer de suas formas;). As ações administrativas dos

entes federativos devem ser de cooperação, como determina o parágrafo único

do art. 23 da CF, que foi regulamentado pela LC 410/2011 (Parágrafo único. Leis

complementares fixarão normas para a cooperação entre a União e os Estados, o

Distrito Federal e os Municípios, tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e

do bem-estar em âmbito nacional.)

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94. A respeito da legislação que trata da proteção das florestas e das unidades de

conservação, assinale a opção correta.

a) O imóvel rural pode tornar-se reserva particular do patrimônio natural a partir

do interesse do proprietário, mediante edição de lei municipal e após a concordân-

cia do órgão ambiental local.

b) Desde que haja autorização pelo órgão ambiental estadual, admite-se a explo-

ração econômica mediante o manejo sustentável dos recursos naturais do imóvel

rural ou urbano localizado em área de preservação permanente.

c) Com vistas à regularização ambiental, a reserva legal do imóvel rural localizado

na Amazônia Legal poderá ser reduzida para até 50% da propriedade mediante

autorização do órgão ambiental estadual, se o proprietário demonstrar a sustenta-

bilidade do seu projeto de uso alternativo do solo.

d) Devem constar no Cadastro Ambiental Rural a identificação do proprietário ou

possuidor do imóvel e a comprovação da propriedade ou posse, apesar de o cadas-

tramento não constituir título de reconhecimento de posse ou propriedade.

e) O Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza classifica essas

unidades em três grupos ou categorias, com características e objetivos específicos:

as unidades de proteção integral, as unidades de uso sustentável e as unidades de

preservação permanente.

(A) A Lei nº 9.985/200 (Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação –

SNUC), ao tratar das RPPNs estabelece que: Art. 21. A Reserva Particular do Patri-

mônio Natural é uma área privada, gravada com perpetuidade, com o objetivo de

conservar a diversidade biológica. § 1º O gravame de que trata este artigo constará

de termo de compromisso assinado perante o órgão ambiental, que verificará a

existência de interesse público, e será averbado à margem da inscrição no Regis-

tro Público de Imóveis. Ou seja, não é criada por lei municipal, e sim por termo de

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compromisso do proprietário com o órgão ambiental, a ser averbado à margem da

inscrição do imóvel no Registro Público.

(B) O “novo” Código Florestal (Lei nº 12.651/2012) ao estabelecer o regime de pro-

teção das áreas de preservação permanente (arts. 7º a 9º) não reconhece a pos-

sibilidade de exploração mediante manejo sustentável dos recursos naturais. Essa

previsão consta para as áreas de reserva legal (art. 17 § 1º Admite-se a exploração

econômica da Reserva Legal mediante manejo sustentável, previamente aprovado

pelo órgão competente do Sisnama, de acordo com as modalidades previstas no

art. 20.).

(C) Estabelece o Código Florestal (Lei nº 12.651/2012) que:Art. 13. Quando in-

dicado pelo Zoneamento Ecológico-Econômico - ZEE estadual, realizado segundo

metodologia unificada, o poder público federal poderá: I - reduzir, exclusivamente

para fins de regularização, mediante recomposição, regeneração ou compensação

da Reserva Legal de imóveis com área rural consolidada, situados em área de flo-

resta localizada na Amazônia Legal, para até 50% (cinquenta por cento) da pro-

priedade, excluídas as áreas prioritárias para conservação da biodiversidade e dos

recursos hídricos e os corredores ecológicos.

(D) O “novo” Código Florestal (Lei nº 12.651/2012), estabelece que: Art. 29. É

criado o Cadastro Ambiental Rural - CAR, no âmbito do Sistema Nacional de Infor-

mação sobre Meio Ambiente - SINIMA, registro público eletrônico de âmbito na-

cional, obrigatório para todos os imóveis rurais, com a finalidade de integrar as in-

formações ambientais das propriedades e posses rurais, compondo base de dados

para controle, monitoramento, planejamento ambiental e econômico e combate ao

desmatamento. § 1º  A inscrição do imóvel rural no CAR deverá ser feita, preferen-

cialmente, no órgão ambiental municipal ou estadual, que, nos termos do regula-

mento, exigirá do proprietário ou possuidor rural: I - identificação do proprietário

ou possuidor rural; II - comprovação da propriedade ou posse; III - identificação

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do imóvel por meio de planta e memorial descritivo, contendo a indicação das co-

ordenadas geográficas com pelo menos um ponto de amarração do perímetro do

imóvel, informando a localização dos remanescentes de vegetação nativa, das Áre-

as de Preservação Permanente, das Áreas de Uso Restrito, das áreas consolidadas

e, caso existente, também da localização da Reserva Legal. § 2º O cadastramento

não será considerado título para fins de reconhecimento do direito de propriedade

ou posse, tampouco elimina a necessidade de cumprimento do disposto no art. 2º

da Lei nº 10.267, de 28 de agosto de 2001.

(E) A Lei do SNUC divide as unidades de conservação em somente duas catego-

rias: de proteção integral e de uso sustentável. Áreas de Preservação Permanente

– APPs são espécie de espaços territoriais especialmente protegidos, mas não são

unidades de conservação, e encontram-se reguladas no Código Florestal.

95. Uma mineradora está respondendo por supostamente ter causado poluição

capaz de gerar danos à saúde dos moradores de área próxima ao local de suas

atividades. Alguns sócios com poderes de gerência foram apontados como corres-

ponsáveis na esfera criminal. Foram impostas duas multas administrativas eleva-

das, uma por ente estadual e outra por ente federal, com base na mesma conduta.

Na motivação, foi invocado o alto poder econômico da empresa como fator para

gradação das multas. Alguns moradores já ajuizaram ações cíveis de reparação de

danos.

Com relação a essa situação hipotética, assinale a opção correta à luz da legislação

pertinente e das posições doutrinárias majoritariamente aceitas.

a) A situação econômica do infrator não poderia ser levada em consideração para

estabelecer o valor das multas impostas.

b) Ainda que tenha inexistido dolo na geração da poluição, poderá haver respon-

sabilização criminal no caso. C Ainda que seja a mesma hipótese de incidência, as

duas multas administrativas — federal e estadual — deverão ser pagas.

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c) Como as esferas de responsabilização por infração ambiental são independen-

tes entre si, inexiste situação em que a decisão criminal repercutirá nas demais e

vice-versa.

d) Se a pessoa jurídica for condenada criminalmente, ficará excluída a responsabi-

lidade criminal dos seus sócios-gerentes.

(A) A Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998) estabelece que para a imposi-

ção e gradação da penalidade de multa, a autoridade competente deve observar a

situação econômica do infrator (art. 6º, III).

(B) A Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998) prevê a existência de vários

crimes na modalidade culposa e comissivos por omissão. Para o crime de poluição

existe a previsão expressa de crime culposo (art. 54, § 1º).

(C) Questão cobrou a literalidade do art. 76 da Lei de Crimes Ambientais (Art. 76.

O pagamento de multa imposta pelos Estados, Municípios, Distrito Federal ou Ter-

ritórios substitui a multa federal na mesma hipótese de incidência.)

(D) As responsabilidades civil, administrativa e criminal são, de fato, independen-

tes entre si para o direito ambiental. Contudo, existe situação em que a decisão

criminal pode repercutir: é a prevista no art. 66 do CPP (Não obstante a sentença

absolutória no juízo criminal, a ação civil poderá ser proposta quando não tiver sido,

categoricamente, reconhecida a inexistência material do fato.). Lembrem, ainda,

que a Lei de Crimes Ambientais traz, expressamente, a previsão de aplicação sub-

sidiária das disposições do Código Penal e do Código de Processo Penal (art.79).

(E) A Lei de Crimes Ambientais estabelece que: Art. 3º As pessoas jurídicas serão

responsabilizadas administrativa, civil e penalmente conforme o disposto nesta Lei,

nos casos em que a infração seja cometida por decisão de seu representante legal

ou contratual, ou de seu órgão colegiado, no interesse ou benefício da sua entida-

de. Parágrafo único. A responsabilidade das pessoas jurídicas não exclui a das pes-

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soas físicas, autoras, coautoras ou partícipes do mesmo fato. Além disso, lembre-se

que o STJ, seguindo o STF, abandonou a chamada “teoria da dupla imputação”, que

exigia a persecução penal simultânea da pessoa jurídica e da pessoa física, ou seja,

não é mais necessária a dupla imputação.

96. Foi constatado que um fazendeiro estava impedindo a regeneração natural de

florestas em área de preservação permanente na sua propriedade rural, por pre-

tender manter a área como pasto.

Nessa situação hipotética, conforme a legislação pertinente,

a) a autoridade ambiental que constatou a infração deve promover sua apuração

imediata, sob pena de corresponsabilização.

b) a conduta configura infração administrativa, mas não configura crime.

c) a responsabilização será objetiva em todas as esferas cabíveis.

d) caberá à autoridade policial que constatou a conduta lavrar o auto de infração

ambiental e instaurar processo administrativo. E inexiste hipótese de reparação ci-

vil, haja vista que a terra da propriedade rural pertence ao próprio infrator.

(A) A Lei de Crimes Ambientais, ao tratar das infrações administrativas, estabele-

ce que: ART. 70. § 3º A autoridade ambiental que tiver conhecimento de infração

ambiental é obrigada a promover a sua apuração imediata, mediante processo ad-

ministrativo próprio, sob pena de corresponsabilidade.

(B) A conduta configura tanto crime como infração administrativa. O crime consta

do art. 48 da Lei de Crimes Ambientais e do art. de mesmo número (48) do Decreto

nº 6.514/2008, que trata das infrações administrativas ambientais.

C A responsabilidade civil ambiental é objetiva. A responsabilidade ambiental penal

é sempre por culpa ou dolo. Já quanto a responsabilidade administrativa ambiental

existe divergência doutrinária e jurisprudencial, pendendo para o lado de não ser

objetiva.

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(D) A Lei de Crimes Ambientais, determina que: art. 70 § 1º São autoridades com-

petentes para lavrar auto de infração ambiental e instaurar processo administrati-

vo os funcionários de órgãos ambientais integrantes do Sistema Nacional de Meio

Ambiente – SISNAMA, designados para as atividades de fiscalização, bem como os

agentes das Capitanias dos Portos, do Ministério da Marinha. Ou seja, não é atri-

buição que caiba à autoridade policial.

(E)A responsabilidade civil por dano ambiental é objetiva e tem natureza propter

rem. Sempre haverá a obrigação de reparar o dano, não importa se quem o prati-

cou foi o próprio proprietário.

97. Em ano eleitoral, na convenção estadual do partido Pdy, a direção apresentou

proposta de coligação e relação de candidatos a deputado federal.

Com referência a essa situação hipotética, cada uma das próximas opções apre-

senta uma situação também hipotética, seguida de uma assertiva a ser julgada, de

acordo com o que prescreve a Lei n.º 9.504/1997, que estabelece normas para as

eleições. Assinale a opção que apresenta a assertiva correta.

a) A lista de candidatos a deputado federal do Pdy conta dois candidatos que en-

frentam processos, ainda não concluídos, de expulsão do partido. Nessa situação,

os nomes desses dois candidatos devem ser substituídos, pois a lei prevê o imedia-

to cancelamento do registro de candidatos submetidos a processo de expulsão do

partido a que pertençam.

b) Dos componentes da lista de candidatos do Pdy, 50% deles são do sexo femini-

no. Nessa situação, de acordo com a lei em apreço, a lista deverá ser recomposta,

de forma a conter, no máximo, 30% de candidatos desse sexo e 70%, no mínimo,

de candidatos do sexo masculino.

c) O Pdy estadual deliberou coligar-se com outros dois partidos, em afronta direta

às diretrizes estatutárias do órgão de direção nacional do Pdy. Nessa situação, o di-

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retório nacional do Pdy poderá, nos termos do estatuto do partido, anular a referida

deliberação feita em convenção estadual e os atos dela decorrentes.

d) Na convenção, ficou decidido que seriam apresentados vinte e um candidatos

para concorrer às quatorze vagas de deputado federal reservadas para o estado.

Nessa situação, o número de candidatos a ser apresentado pelo partido ou pela

coligação deveria corresponder a 200% das respectivas vagas, ou seja, vinte e oito

candidatos.

e) A lista de candidatos a deputado federal do Pdy inclui um candidato que so-

mente completará vinte e um anos de idade no dia seis de outubro, um dia após a

data das eleições. Nessa situação, esse candidato terá de ser substituído por outro

candidato que complete a idade mínima de vinte e um anos até a data do certame

eleitoral

A – ERRADA: O cancelamento do registro só ocorre após concluído o processo de

expulsão. No caso, o processo de expulsão está “ainda não concluído”

Lei 9.504/97 – Art. 14. Estão sujeitos ao cancelamento do registro os candidatos

que, até a data da eleição, forem expulsos do partido, em processo no qual seja

assegurada ampla defesa e sejam observadas as normas estatutárias.

B – ERRADA: o percentual mínimo independe do gênero.

Lei 9.504/97, Art. 10, § 3º Do número de vagas resultante das regras previstas

neste artigo, cada partido ou coligação preencherá o mínimo de 30% (trinta por

cento) e o máximo de 70% (setenta por cento) para candidaturas de cada sexo.

C – CORRETA: exatamente o que está previsto art. 7º, §2º da Lei 9.504/97 [“§ 2º

Se a convenção partidária de nível inferior se opuser, na deliberação sobre coliga-

ções, às diretrizes legitimamente estabelecidas pelo órgão de direção nacional, nos

termos do respectivo estatuto, poderá esse órgão anular a deliberação e os atos

dela decorrentes.

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D – ERRADA: como a câmara de deputados possui mais de 12 deputados, o total

de candidatos será de 150%.

Lei 9.504/97, Art. 10. Cada partido ou coligação poderá registrar candidatos para

a Câmara dos Deputados, a Câmara Legislativa, as Assembleias Legislativas e as

Câmaras Municipais no total de até 150% (cento e cinquenta por cento) do número

de lugares a preencher, salvo: (Redação dada pela Lei nº 13.165, de 2015)

I – nas unidades da Federação em que o número de lugares a preencher para a

Câmara dos Deputados não exceder a doze, nas quais cada partido ou coligação

poderá registrar candidatos a Deputado Federal e a Deputado Estadual ou Distrital

no total de até 200% (duzentos por cento) das respectivas vagas; (Incluído pela

Lei nº 13.165, de 2015)

E – ERRADA: salvo para vereador, a idade mínima é verificada na data da posse.

Art. 10, §2º A idade mínima constitucionalmente estabelecida como condição de

elegibilidade é verificada tendo por referência a data da posse, salvo quando fixa-

da em dezoito anos, hipótese em que será aferida na data-limite para o pedido de

registro. (Redação dada pela Lei nº 13.165, de 2015).

98. A respeito de alistamento eleitoral, assinale a opção correta à luz da CF e da

Lei n.º 4.737/1965, que instituiu o Código Eleitoral.

a) O eleitor que não votar e não se justificar estará sujeito ao pagamento de mul-

ta, ao impedimento de inscrever-se em concurso público e à prestação de serviços

comunitários.

b) Todos os militares são alistáveis.

c) A CF recepcionou as disposições da Lei n.º 4.737/1965 relativas à elegibilidade

e ao alistamento eleitoral dos analfabetos.

d) Uma das condições para o alistamento eleitoral é que o eleitor saiba se exprimir

na língua nacional.

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e) Será cancelada a inscrição do eleitor que não votar em três eleições consecuti-

vas, com ou sem justificativa.

QUESTÃO ANULADA

99. Em cada uma das próximas opções, é apresentada uma situação hipotética,

seguida de uma assertiva a ser julgada conforme a Lei n.º 9.096/1995. Assinale a

opção que apresenta a assertiva correta.

a) Um grupo de eleitores encaminhou pedido de registro do estatuto do partido

político Y (PY) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Nessa situação, o TSE somente

poderá deferir o registro depois de publicadas as normas que regerão o PY, devido

ao fato de os partidos políticos serem pessoas jurídicas de direito público sujeitas

ao princípio da publicidade.

b) O partido político W (PW) estabeleceu em seu estatuto que somente poderiam

concorrer a cargos eletivos os candidatos que tivessem mais de dois anos de filia-

ção partidária. Nessa situação, os filiados do PW deverão cumprir o estabelecido na

referida determinação estatutária, uma vez que é facultado aos partidos estabele-

cer prazos de filiação superiores aos previstos em lei.

c) O partido político Z (PZ) requereu o registro do seu estatuto no Tribunal Su-

perior Eleitoral (TSE), tendo juntado ao pedido documentos comprobatórios de

apoiamento de eleitores, todos filiados a partidos políticos e com representantes

das diversas unidades da Federação, inclusive do DF. Nessa situação, o TSE deverá

deferir o pedido de registro do estatuto do PZ em caráter nacional.

d) Um deputado federal pretende desfiliar-se do partido político A, em razão da

criação do partido político B, ao qual ele pretende filiar-se. Nessa situação, é possí-

vel a troca de partido sem perda do cargo parlamentar, pois a criação de um novo

partido político é justa causa para desfiliação partidária.

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e) Um eleitor, já filiado ao partido político X, filiou-se também a outro partido. Tal

situação caracteriza dupla filiação, e ambas as filiações serão consideradas nulas

para todos os efeitos legais.

A – ERRADA: partidos são pessoas jurídicas de direito privado.

Lei 9.096/97, Art. 1º O partido político, pessoa jurídica de direito privado, destina-

-se a assegurar, no interesse do regime democrático, a autenticidade do sistema

representativo e a defender os direitos fundamentais definidos na Constituição Fe-

deral.

B – CORRETA: o prazo legal de filiação pode ser ampliado pelo estatuto partidário.

Lei 9.96/97, art. 20, Parágrafo único. Os prazos de filiação partidária, fixados no

estatuto do partido, com vistas a candidatura a cargos eletivos, não podem ser al-

terados no ano da eleição.

C – ERRADA: filiados a partidos políticos não podem apoiar a criação de novo par-

tido.

Lei 9.09695, art. 7º, 1º Só é admitido o registro do estatuto de partido político

que tenha caráter nacional, considerando-se como tal aquele que comprove, no

período de dois anos, o apoiamento de eleitores não filiados a partido político,

correspondente a, pelo menos, 0,5% (cinco décimos por cento) dos votos dados na

última eleição geral para a Câmara dos Deputados, não computados os votos em

branco e os nulos, distribuídos por um terço, ou mais, dos Estados, com um mínimo

de 0,1% (um décimo por cento) do eleitorado que haja votado em cada um deles.

(Redação dada pela Lei nº 13.165, de 2015)

D – ERRADA: desde a reforma de 2015, criação de novo partido não é justa causa

para desfiliação partidária.

Lei 9.9096/95, art. 22-A, Parágrafo único. Consideram-se justa causa para a desfi-

liação partidária somente as seguintes hipóteses: (Incluído pela Lei nº 13.165, de

2015)

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I – mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário;

II – grave discriminação política pessoal; e

III – mudança de partido efetuada durante o período de trinta dias que antecede o

prazo de filiação exigido em lei para concorrer à eleição, majoritária ou proporcio-

nal, ao término do mandato vigente.

E – ERRADA: desde a reforma de 2013 não mais se anulam ambas as filiações;

prevalece a mais recente.

Lei 9.096/95, art. 22, Parágrafo único. Havendo coexistência de filiações partidá-

rias, prevalecerá a mais recente, devendo a Justiça Eleitoral determinar o cancela-

mento das demais. (Redação dada pela Lei nº 12.891, de 2013)

100. A respeito do alistamento eleitoral, assinale a opção correta à luz da Resolu-

ção TSE n.º 21.538/2003.

a) Apesar da facultatividade do alistamento eleitoral do analfabeto, a partir do mo-

mento em que se alfabetizar, o indivíduo deverá requerer a sua inscrição eleitoral,

mas, por se tratar de ato extemporâneo, ficará sujeito a multa eleitoral.

b) Contra decisão que indeferir pedido de inscrição eleitoral caberá recurso, a ser

interposto mediante a anuência de delegado de partido político.

c) Aplica-se multa ao brasileiro nato que não se alistar até os dezenove anos de

idade, caso ele não requeira a sua inscrição eleitoral até o centésimo quinquagé-

simo primeiro dia anterior à eleição subsequente à data em que completar citada

idade.

d) A carteira de identidade e a certidão de nascimento são os únicos documentos

válidos para fins de comprovação da nacionalidade no ato de alistamento eleitoral.

e) A justiça eleitoral deverá, após a apresentação dos documentos pelo eleitor,

preencher ou digitar o requerimento de alistamento eleitoral, indicando o local de

votação, determinado automaticamente, sem direito de escolha, conforme o domi-

cílio do eleitor.

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A – ERRADA: não se sujeita à multa.

Res./TSE 21.538/2003, Art. 16. O alistamento eleitoral do analfabeto é facultativo

(Constituição Federal, art. 14, § 1º, II, a).

Parágrafo único. Se o analfabeto deixar de sê-lo, deverá requerer sua inscrição

eleitoral, não ficando sujeito à multa prevista no art. 15 (Código Eleitoral, art. 8º).

B – ERRADA: da decisão que indefere pedido de alistamento cabe recurso de quem

pediu o alistamento: a mão.

Res./TSE 21.538/2003, art. 17, § 1º Do despacho que indeferir o requerimento de

inscrição, caberá recurso interposto pelo alistando no prazo de cinco dias e, do que

o deferir, poderá recorrer qualquer delegado de partido político no prazo de dez

dias, contados da colocação da respectiva listagem à disposição dos partidos, o que

deverá ocorrer nos dias 1º e 15 de cada mês, ou no primeiro dia útil seguinte, ainda

que tenham sido exibidas ao alistando antes dessas datas e mesmo que os partidos

não as consultem (Lei nº 6.996/1982, art. 7º).

C – CORRETA: não se aplica a multa se o alistamento for requerido até o 151 dias

antes das eleições.

Res./TSE 21.538/2003, Art. 15. O brasileiro nato que não se alistar até os 19 anos

ou o naturalizado que não se alistar até um ano depois de adquirida a nacionali-

dade brasileira incorrerá em multa imposta pelo juiz eleitoral e cobrada no ato da

inscrição.

Parágrafo único. Não se aplicará a pena ao não alistado que requerer sua inscri-

ção eleitoral até o centésimo quinquagésimo primeiro dia anterior à eleição sub-

sequente à data em que completar 19 anos (Código Eleitoral, art. 8º c.c. a Lei nº

9.504/1997, art. 91).

D – ERRADA: não são apenas esses documentos.

Res./TSE 23.399/2003, § 3º São documentos oficiais para comprovação da identi-

dade do eleitor:

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Delegado de Polícia - GO (DP-1/2013)

I – carteira de identidade, passaporte ou outro documento oficial com foto de valor

legal equivalente, inclusive carteira de categoria profissional reconhecida por lei;

II – certificado de reservista;

III – carteira de trabalho;

IV – carteira nacional de habilitação.

E – ERRADA: há direito de escolha quanto ao local de votação.

Res./TSE 21.538/2003, art. 9º, §2º No momento da formalização do pedido, o

requerente manifestará sua preferência sobre local de votação, entre os estabele-

cidos para a zona eleitoral.

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