Você está na página 1de 15

   

 
 

Mensagem 
que roubaram 
de você 

 
Baseado na transcrição do vídeo A Mensagem Roubada 
do Pastor Paulo Júnior 
Introdução
 
Porque  todos  pecaram  e  destituídos  estão  da  glória  de  Deus;  Sendo 
justificados  gratuitamente  pela  sua  graça,  pela  redenção  que  há  em  Cristo 
Jesus.  Ao  qual  Deus  propôs  para  propiciação  pela  fé  no  seu  sangue,  para 
demonstrar  a  sua  justiça  pela  remissão  dos  pecados  dantes  cometidos,  sob  a 
paciência  de  Deus;  Para  demonstração  da  sua  justiça  neste  tempo  presente, 
para  que  ele  seja  justo  e  justificador  daquele  que  tem  fé em Jesus. Onde está 
logo  a  jactância?  É  excluída.  Por  qual  lei?  Das  obras?  Não;  mas  pela  lei  da 
fé.  
Romanos 3:23-27 
 
Através  deste  texto  iremos  abordar  o  principal  tema  da  Bíblia  que 
é  o  grande  tema  da  escritura,  a  gloriosa  mensagem  do  evangelho,  tendo 
em  vista  que  todos  que  se  dizem  cristão  e  porém  não  domina  a 
mensagem  central  do  Evangelho  podemos  considerar  este  cristão  como 
um  cristão  deficiente,  débil  e  fraco.  Pois  ainda que dominemos qualquer 
outra  doutrina  ou  sejamos versados no Grego, Hebraico ou Aramaico ou 
qualquer  outra  língua  escrita,  ter  um  enorme  conhecimento  nas  cartas 
Paulinas,  destrinchar  toda  a  história  dos  Hebreus  ou  ainda  que 
dominemos  os  conhecimentos  deixados  por  grandes  historiadores  como 
Flávio  Josefo  ou  Finley  ou qualquer outro, podemos conhecer cada jota e 
til  da  lei,  porém  se  não  dominamos  e  conhecemos  a  mensagem  do 
Evangelho  então  dominamos  pouca  coisa  e  podemos  considerar  que 
nosso conhecimento cristão é deficiente, pois encontramos o tema central 
do  evangelho  desde  o  início  até  o  final  das  escrituras,  em cada folha das 
escrituras possui a mensagem do Evangelho pois é o tema central.  
Um  exemplo  disso  é  que  no  capítulo  1  de  Gênesis  vemos  o  relato 
da  criação  e  logo no capítulo 3:15 quando lemos '​esta te ferirá a cabeça, e tu 
lhe  ferirás  o  calcanhar',  outro  exemplo  que  podemos  dar  é  com  a  própria 
queda  de  Adão  que  quando  peca  ele  vê  que  está  nu  e  se  esconde  e 
cobre-se  com folhas, porém Deus mata um animal e com sua pele faz um 
roupa  para  o  homem  e  o  cobre,  neste  ato  vemos  mais  uma  vez  o 
evangelho  pois  através  da  morte  e  do  derramamento  do  sangue  do 
animal  cobriu-se  a  vergonha  e  o  pecado  do  homem,  uma  tipologia  de 
Cristo  que  derramou  seu  sangue  na  cruz  do  calvário  e  cobriu  nossos 
pecados.  E  com  estes  pequenos  exemplos  já  no  início  das  escrituras 
podemos ver que o Evangelho é seu tema central. 
E  nós  temos  a  necessidade  e  a  responsabilidade  como  cristãos  de 
dominar  a  mensagem  do  evangelho.  Se  alguém  te  perguntasse  hoje  o 
que  é  o  evangelho  o  que  você  responderia?  Infelizmente  até  hoje  e 
mesmo  com  todos  os  recursos  e  acessos  a  estudos  e  textos  bíblicos  nos 
deparamos  com  uma  enorme  porcentagem  de  cristão  que  não 
conseguem  falar  sobre  este  tema  que  é  a  base  que  todo  cristão  deveria 
saber  e dominar. Muitos não sabem explicar o que é o evangelho e sendo 
assim  é  de  se  admirar como pode uma pessoa que se intitula Cristão não 
sabe  falar  e  se  quer  explicar  sobre  o  Evangelho,  o coração da escritura, o 
propósito  da  nossa  existência  pois  nosso  início,  meio  e  fim  passa  pelo 
Evangelho.  O  Evangelho  não  é  somente  mais  um  tema,  somente  mais 
uma  história  ou  somente  mais  uma  mensagem  pois  tudo  converge  no 
evangelho  pois  desde  a  eternidade  já  havia  um  plano  de  redenção  e 
salvação,  antes  da  criação  do  mundo.  E  a  solução  dos  problemas  do 
mundo,  a  fonte  da  felicidade  do  homem,  a  forma  de  se  ter  uma  vida 
fundamentada em Deus é o evangelho. 
   
O que é Evangelho?
 
Sem  dúvida, “evangelho” é uma das palavras mais utilizadas entre 
os  cristãos.  Apesar  disso,  muitas  pessoas  não  sabem  exatamente  o  seu 
conceito, aplicação e significado. 
 
O que significa evangelho? 
Evangelho  significa  “boas-novas”  ou  “boas-notícias”.  Sua  origem 
vem  do  grego  euangelion.  Apesar  do  termo  “evangelho”  poder  ser 
aplicado  em  outros  contextos,  como  em  seu  sentido  clássico  e  original 
para  se  referir  a  recompensa  dada  pela  entrega  de  boas  notícias, 
obviamente  sua  aplicação  mais  conhecida  é  o  sentido  que  possui  na 
literatura cristã, no caso, referente à mensagem essencial da salvação. 
Vale  ressaltar  que  a  palavra  “evangelho”  é  usada  somente  no 
Novo  Testamento.  Mesmo  na  Septuaginta  (versão  grega  do  Antigo 
Testamento),  a  palavra  “evangelho”  ocorre  apenas  uma  única  vez  (2 Sm 
4:10),  porém  em  sua  aplicação  clássica,  como  já  explicamos.  Na  ocasião, 
o termo “evangelho” foi aplicado para se referir às notícias sobre a morte 
de Saul. 
 
O que é o Evangelho de fato? 
Sabendo  então  qual  o  significado  da  palavra  evangelho,  resta-nos 
entender  o  que  realmente  é  o  Evangelho.  Talvez  a  definição mais clara e 
objetiva  sobre  o  que  é  o  Evangelho,  foi  registrada  pelo  Apóstolo  Paulo, 
escrevendo  sua  Carta  aos  Romanos,  ao  dizer  que  o  Evangelho  “​é  o  poder 
de Deus para salvar” (Rm 1:16). 
Em  outras  palavras,  o  que  Paulo  está  dizendo  é que o Evangelho é 
o  próprio  evento  de  Cristo,  ou  seja,  o  Cristo  crucificado,  Sua  obra 
completa na cruz. Sobre isso, o mesmo Paulo dá mais detalhes, dessa vez 
escrevendo  aos  Coríntios.  Paulo  fala  que  é  pelo  Evangelho  que  somos 
salvos,  pois  o  Evangelho  é  a  mensagem  de  que  “Cristo  morreu  por 
nossos  pecados,  segundo  as  Escrituras,  e  que  foi  sepultado,  e  que 
ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras” (1Co 15:1-6). 
Prosperidade,  curas  de  caroços,  porta  aberta, chaves nas mãos, um 
pouco  de  paz  para  dormir  ou  um  arrepio  no  final  do  culto,  isso  não  é 
evangelho.  Evangelho  é  um  tratado  de  reconciliação  de  um  Deus  santo 
com  um  pecador  injusto  mediante  a  Cruz  de  Cristo,  é  ter  a  comunhão 
refeita  com  Deus,  é  ter  nossos  pecados  apagados  e  cancelados,  é  ter  paz 
com  Deus  e  ver  quebrado  o  muro  que  faz  separação  entre  Deus  e  o 
homem  e  ser  livres  do  castigo  eterno  e  sermos  transformados  em  novos 
corpos  glorificados  em  uma  nova  terra  e  um  novo  céu.  Nisto  consiste  a 
vida Cristã ou seja, nisto consiste o evangelho. 
Após  mencionarmos  isso  responda  o  que  é  o  evangelho,  como 
você  vive  o  evangelho,  como  você  crê  no  evangelho, como você ensina e 
prega o evangelho, quanto tempo você gasta lidando com o evangelho? 
No  perÍodo  atual  vivemos  uma  cultura  de  profecias,  milagres, 
revelações,  visões,  teologia  de  auto-ajuda,  confissão  positiva  e  tantas 
outros  ensinos,  porém  devemos  nos  perguntar  onde  está  o  evangelho 
neste bojo doutrinário, nesta salada evangelicalista? 
O  evangelho  em  uma  explicação  de  forma  resumida  é  uma 
mensagem,  derivada  do  termo  grego  ​"euaggelion" ( ευαγγέλιον 
)  ​que significa 'Boa notícia', ou seja fala de uma boa mensagem e esta boa 
mensagem  consiste  em  um  Deus  Grandioso e justo que perdoa o pecado 
dos  homens,  salvando-os.  E  a  mensagem  nos  conta  que  este  Deus, 
perdoa  os  pecadores  que  merecem  a  ira  de  Deus,  apaga  suas 
transgressões  e  os  leva  para  o  céu  para  gozarem  da  eternidade  com 
Cristo,  tendo  em  vista  que  o  ser  humano  é constituído de corpo, espírito 
e  alma  ou  seja  uma  tricotomia,  e  após  nossa  morte  nosso  corpo  volta  ao 
pó,  o  espírito  volta  a  Deus  que  o  deu  e  nossa  alma  que  é  eterna 
permanecerá  para  sempre  no  castigo  eterno  no  inferno  ou  gozará  a 
glória  nos  céus  e  esta  definição  se  dará  dependendo  da  escolha  que  o 
homem  fizer,  se  creram  no  evangelho  e  com  o  arrependimento 
mostrarem obras ou se desprezaram a verdade do evangelho. 
 
 
   
O Coração do Evangelho
E  o  Senhor  desceu  numa  nuvem  e  se  pôs  ali  junto  a  ele;  e  ele  proclamou  o 
nome  do  Senhor.  Passando,  pois,  o  Senhor  perante  ele, clamou: O Senhor, o 
Senhor  Deus,  misericordioso  e  piedoso,  tardio  em  irar-se  e  grande  em 
beneficência  e  verdade; Que guarda a beneficência em milhares; que perdoa a 
iniqüidade,  e  a  transgressão  e  o  pecado;  que  ao  culpado  não  tem  por 
inocente;  que  visita  a  iniqüidade  dos  pais  sobre os filhos e sobre os filhos dos 
filhos até a terceira e quarta geração.  
Êxodo 34:5-7 
 
Ao  iniciarmos  a  análise  deste  texto  e  mais precisamente no verso 7 
vemos  uma  sequência  de  adjetivos  como  ​iniqüidade,  e  a  transgressão  e  o 
pecado,  chamamos  esta  expressão  de  hebraísmo  sendo  que  o  autor  está 
querendo  dizer  que  independente  da  quantidade,  número  ou forma não 
há  pecados  que  Deus  não  possa  perdoar,  porém  na  sequência  do  texto 
nos  deparamos  com  algo  que  soa  como  uma  incoerência  ou  contradição 
quando  lemos  que  ​“que  ao  culpado  não  tem  por  inocente”,  pois  como  pode 
Deus perdoar qualquer tipo de pecado e não inocentar o culpado? 
 
Por  hebraísmos  entendemos  certas  expressões  e  maneiras 
peculiares  do  idioma  hebreu  que  ocorrem  em  nossas  traduções  da 
Bíblia,  que  originalmente  foi  escrita  em  hebraico  e  em  grego. 
Alguns  conhecimentos  destes  hebraísmos  são  necessários  para 
poder fazer uso devido das regras de interpretação. 
 
Bom  e  para  ter  maior  base  nisto  devemos  nos  lembrar  que  o 
pecador  não  merece  o  perdão  pois  ele  é  culpado  merecidamente  e 
merece  ser  punido ou seja ele é culpado, porém o texto diz que Deus não 
tem  o  culpado  por  inocente  ou  seja  o  culpado  tem  que  pagar  pela  sua 
culpa  ou  seja  pelo  seu  pecado.  Então  sendo  assim  como  pode  Deus 
perdoar o pecador? 
Podemos  ainda  dando  sequência  a  este  questionamento 
acrescentar dois versos de Salmos 32. 
 
Bem-aventurado  aquele  cuja  transgressão  é  perdoada,  e  cujo  pecado  é 
coberto. Salmos 32:1 
 
Após  a  leitura  deste  texto  pode-se  gerar  em  nós  leitores  a  imagem 
de  um  Juiz  injusto,  um  Juiz  desonesto  pois  como  pode  alguém  Justo 
cobrir  ou  encobrir  pecados,  em  outras  palavras  encobrir  um  culpado 
pois  a  própria  escritura  diz  que  ele  não  tem  o  culpado  por  inocente, 
sendo  assim  se  Deus  é um Justo Juiz ele não pode fazer vista grossa para 
o pecado. 
 
Bem-aventurado  o  homem  a  quem  o  Senhor  não  atribui  pecado,  e  em  cujo 
espírito não há engano. Salmos 32:2 
 
Lendo  este  segundo  verso  podemos  reafirmar  nosso 
questionamento  de  como  Deus  pode  não  atribuir  um  pecado  a  um 
homem  sabendo  que  somos  pecadores  e  não  somos  inocentes  e  sim 
culpados  e  sendo  merecemos  pagar  pelos  nossos  pecados  e  merece  a 
condenação  e  para  compreender  melhor  isso  podemos  usar  o  seguinte 
cenário: 
 
Um  Serial  Killer  matou  15  crianças  em  uma  cidade  sem nenhum motivo, 
simplesmente  porque  decidiu  praticar  este  ato  e  quando  ele  estava  praticando  o 
16º assassinato foi pego pela polícia e levado até um Juiz. 
 
Analisando  esta  ilustração  entendemos  que  se  este  Juiz  que 
recebeu  este  homem  culpado  dos  assassinatos  for  justo  ele  deve 
condenar  expô-lo  publicamente  e  em  um  julgamento  rigoroso  e 
sentenciá-lo  a  prisão  perpétua  ou  a  cadeira  elétrica.  Porém  o  texto  que 
lemos  nos afirma que Deus encobre o pecado do assassino, da prostituta, 
do  bêbado,  do  mentiroso.  E  o  texto  diz  também  que  Ele  não  atribui  a 
culpa  ao  devido  pecador,  isso  soa  como  se  o  assassino  confessasse  ao 
Juiz  que  matou  porém  o  Juiz  mesmo  assim  não  atribuísse o pecado a ele 
e  lhe  dissesse  que  pode  ir  embora  para  sua  casa.  Isto  não  soaria 
estranho? 
 
Vamos dar sequência analisando mais um texto bíblico: 
 
Quem  é  Deus  semelhante a ti, que perdoa a iniqüidade, e que passa por cima 
da  rebelião  do  restante da sua herança? Ele não retém a sua ira para sempre, 
porque  tem  prazer  na  sua  benignidade.  Tornará  a  apiedar-se  de  nós;  pisará 
as  nossas  iniqüidades,  e  tu  lançarás  todos  os  seus  pecados  nas  profundezas 
do mar. Miquéias 7:18,19 
 
Como  pode  um  Deus  justo  perdoar  a  iniquidade  e  esquecer  a 
nossa  transgressão?  Como  Ele  pode  pisar  em  nossas  iniquidades,  juntar 
com  nossos  pecados  e  lançá-los  no  mar?  Como  pode  Deus  fazer  tudo 
isso  e  permanecer  justo?  Pois  Deus  sendo  justo  não  poderia 
simplesmente  abrir  os portões do inferno e falar para os pecadores sejam 
eles,  ladrões,  assassinos,  estupradores,  prostitutas,  blasfemos,  idólatras 
para  que  eles  saíssem,  pois  se  assim  o  fizesse  Ele  estaria  ferindo  um  de 
seus  mais  excelentes  atributos  que  é  a  sua  Justiça,  pois  a  justiça  de Deus 
ordena  que  pague  a  cada  pecador  o  que  lhe  é  devido  e  sabemos  que  o 
pecador  deve  receber  a  punição,  condenação,  mas  o texto que lemos nos 
diz que ele pega e lança no mar do esquecimento. 
 
O grande dilema 
Acrescentaremos  mais  um  texto  das  escrituras  para  nos 
mantermos sempre na base das escrituras: 
 
O  que  justifica  o  ímpio,  e o que condena o justo, são abomináveis ao Senhor, 
tanto um como o outro. Provérbios 17:15 
 
Bom,  com  isto  estamos  trazendo  a  tona  o  cerne,  o  coração,  o 
grande  dilema  do  evangelho,  pois  os  textos  das  escrituras  que lemos até 
o  momento  vimos  que  Deus  perdoa  a  iniquidade,  a  transgressão,  o 
pecado  até  mil  gerações  e  Miquéias  enfatiza  dizendo  que  Deus  esquece 
dos  pecados,  pisa  nas  iniquidades  e  lança-os  no  mar  e  o  Salmista  nos 
informou  que  Deus  não  atribui  o  pecado  e  que  encobre  a  iniquidade. 
Mas  neste  texto  de  Provérbios  temos  um  grande  dilema  pois  o texto nos 
diz  que  aquele  que  justifica  o  ímpio  é  uma  abominação.  Bom  sendo 
assim  Deus  não  pode  apenas  perdoar  o  pecador  pois  eles  são  de  fato 
culpados  e  sendo  assim  Deus  não  pode  simplesmente  justificá-los  e 
salvá-los  pois  se  assim  o  fizer  Ele  se  tornaria  uma  abominação.  Então 
como  Deus  pode  justificar,  perdoar  e  apagar  as  iniquidades  dos  ímpio  e 
não se tornar uma abominação? 
Para  compreender  melhor  este  dilema  é  necessário  que  se entenda 
e  temos  que  ver  este  cenário  como  um  tribunal  com  um  Justo  Juiz  que é 
Deus  e  assim  voltamos  na  ilustração  que  mencionamos  anteriormente 
sobre  o  Serial  Killer,  ou  seja  um  assassino  em  série  e  para  isso  vamos 
repetir a ilustração: 
 
Um  Serial  Killer  matou  15  crianças  em  uma  cidade  sem nenhum motivo, 
simplesmente  porque  decidiu  praticar  este  ato  e  quando  ele  estava  praticando  o 
16º  assassinato  foi  pego  pela  polícia  e  levado  até  um  Juiz  no  tribunal  e  confessa 
que matou as 15 crianças. 
 
Levemos  em  consideração  que  por  este  crime  a  justiça  do  estado 
ordena  e  exige  que  este  Serial  Killer  (​Assassino  em Série) seja punido com 
a morte na Cadeira Elétrica e pague com a própria vida, porém no dia do 
julgamento  está  o  assassino  no  banco  dos  réus  diante  do  Juiz  porém  o 
Juiz  bate  o  martelo,  pede  para o assassino se levantar e ir para sua casa e 
não  lhe  aplica  a  punição  devida,  segundo  o  texto  de  Provérbios  que 
lemos  este  Juiz  não  seria  justo  mas  seria  uma  abominação  pois  se  este 
Juiz for justo ele deve condenar o assassino e não absolvê-lo. 
Logo  esta  é  nosso  figura  e  devemos  nos  colocar  no  lugar  deste 
Serial  Killer  pois  se  somos  pecadores  logo  somos  culpados  e  nos 
consideremos  Serial  Sinners  (Pecador  em  série),  e  se  não  formos 
condenados  Deus  se  tornará  um  abominação  segundo  a  escritura,  pois 
nos  perdoar  e  nos  absolver  do  inferno  é  um  ato  de  injustiça  tendo  em 
vista  que  somos  culpados,  pois  blasfemamos,  murmuramos,  quebramos 
os  mandamentos  mais  vezes  que  podemos  contar  e  agora  Deus  nos 
coloca  no  banco  dos  réus e diz que nos perdoa? Isto seria uma injustiça e 
Deus se tornaria uma abominação. 
Então  como  podemos  ir  para  o  céu?  Pois  se  respondermos  que  ele 
nos  perdoa  porque  nos  ama, mesmo assim Deus seria um Deus amoroso 
porém  injusto  e  injustiça  não  é  um  atributo  de  Deus.  Sendo  assim 
retornamos  para  o  nosso  grande  dilema.  Como  Deus  perdoa  e  encobre 
pecados, se esquece das transgressões e não deixa de ser justo? 
 
 
A resposta do dilema 
A Cruz de Cristo.. 
Sim, está é a resposta, este é o coração do evangelho. 
A  cruz de Cristo; A encarnação de Filho; O crescimento do Filho; A 
completa  obediência  e  a  Lei  do  Filho;  O  sofrimento  do  Filho  na  Cruz;  A 
flagelação  do  Filho;  A  morte  do  filho  na  Cruz  e  a  Ressurreição  do  Filho 
no terceiro dia. Isto é o evangelho. 
 
O  texto  abaixo  expõe  esta  verdade  de  como  Deus  pode  nos 
perdoar, justificar e permanecer justo. 
 
Àquele  que  não  conheceu  pecado,  Deus  o  fez  pecado  por  nós;  para  que  nele 
fôssemos feitos justiça de Deus. 2 Coríntios 5:21 
 
Ou  seja  Deus  enviou  seu  filho  como  sacrifício  substitutivo, 
propiciatório  ou  seja  Cristo  tomou  o  nosso  lugar  na  Cruz.  O  filho 
imaculado,  santo,  justo,  divino  que  não  conheceu  o  pecado  na  Cruz  por 
nós se fez pecado. 
Para  Deus  salvar  o  pecador  o  pecado  dos  pecadores  tinha  que  ser 
punidos  pois  a  justiça  pelos  pecados  dos  homens requer punição e tinha 
que  ser  satisfeita  e  de  uma  forma  gloriosa  Jesus  assume  nossos  pecados 
ou  seja  voltando  ao  cenário  do  tribunal  Cristo  assumiu  todos  os 
assassinatos, a cobiça, a mentira, a inveja e Jesus se faz pecado. 
 
 
A doutrina da imputação 
Devemos  nos  atentar  que  cometemos  uma  blasfêmia  se 
disséssemos  que  Cristo  pecou,  pois  o  que  Ele  fez  foi  assumir  nossos 
pecados  em  seu  corpo, em sua humanidade e carrega sobre Ele as culpas 
e transgressões dos homens. 
Denominamos este ato de Cruz como a doutrina da imputação. 
Entendendo  que  quando  amputados  um  braço  nós  estamos  o 
retirando  do  corpo,  cortando,  porém  o  ato  de  imputar  é  o  sentido 
inverso  ou  seja  estaríamos  colocando  no  corpo,  inserindo,  creditar. 
Sendo  assim  Deus  colocou,  imputou,  lançou,  inseriu  nossos  pecados  em 
Cristo. 
O  pecado  traz  sobre nós culpa, a culpa requer uma punição e 
a  punição  vem  em  forma  de  ira,  mas  nós  ficamos  livres  da  punição,  da 
culpa,do  pecado  e  da  ira  pois  Jesus  que  assumiu  o  pecado  também 
assumiu  a  nossa  culpa,  nosso  crime,  punição  e  a  ira  que  era  pra  cair 
sobre  nós,  cai  sobre  ele  na  Cruz  ou  seja  a  cadeira  elétrica  foi  ligada  não 
com  eletrecidade  mas  com  a  ira  de Deus mas não era nós que estávamos 
na cadeira e sim Jesus. 
Então  na  Cruz  Cristo  paga  pelos  nossos  pecados  e  satisfaz  a 
Justiça  de  Deus  recebendo  a  ira  sobre  Ele,  então  se  fazendo  pecado  por 
nós,  recebendo  a  culpa por nós, sofrendo a punição por nós em forma de 
Ira,  morrendo  e  assim  Deus  através  de  Cristo  pode  então  nos  perdoar, 
nos justificar e assim nos considerar justos. 
 
 
A doutrina da dupla imputação 
Para  que  um  pecador  possa  ir  para  o  céu  ele  tem  que  ser 
considerado  justo.  Mas  como  poderíamos  ser  considerados  justos  se  o 
que  fazemos  constantemente  é  quebrar  a  lei  e  para  ir  para  o  céu  temos 
que  nos  tornar  justos.  Aqui  entenderemos  a  doutrina  da  Dupla 
imputação  pois  se  somente  nossos  pecados  fossem  atribuídos  a  Cristo 
estaríamos  livres  da  culpa  do  pecado  mas  também  não  poderíamos 
entrar  no  céu  pois  não  há  em  nós  mérito  para  que  mereçamos  ir pra lá e 
somente  pode  ir  para  o  céu  aquele  que  cumprir  toda  a  lei  e  nós  não 
cumprimos toda a Lei. 
Porém  cristo  se  fez  pecado  por  nós  e  assumiu  a  nossa  culpa,  e 
Cristo  cumpriu  toda  lei,  toda  justiça,  inclusive  ele  fala  para  João  Batista 
que  convinha que Ele cumprisse toda Justiça, e na Cruz o mérito Dele ter 
cumprido  toda  a  Lei  e  toda  justiça  foi  imputado,  inserido,  dada  e 
colocada  sobre  nós  ou  seja  ocorre  uma  dupla  imputação,  o  meu  vil 
pecado  que  me  condena  é  lançado  sobre  Ele  e  o  mérito  de  Cristo  ter 
cumprido  toda  lei  é  lançado  sobre  nós,  recebemos  o  pagamento  pela  lei 
que  Ele  cumpriu  e  não  nós,  então  naquele  momento  na  cruz  nos 
tornamos justo em Cristo. 
Então  quando  um  pecador  crê  o  martelo  é  batido  e  uma  sentença 
favorável  é  dada  a  ele,  quando  um  pecador  se  arrepende Cristo recebe a 
sua culpa e o pecador recebe a justiça de Cristo sobre ele. 
 
Pois  todos  quantos  são  das  obras  da  lei  estão  debaixo  da  maldição;  porque 
escrito  está:  Maldito  todo  aquele  que  não  permanece  em  todas  as  coisas  que 
estão escritas no livro da lei, para fazê-las. Gálatas 3:10 
 
Cristo  nos  resgatou  da  maldição  da  lei,  fazendo-se maldição por nós; porque 
está  escrito:  Maldito  todo  aquele  que  for  pendurado  no  madeiro;  Gálatas 
3:13 
 
A  Lei  de  Moisés  é  clara  e  afirma  que  era  maldito  todo  aquele  que 
não  permanecesse  em  todas  a  coisas  escrita  no  livro  da  lei  para 
praticá-las.  Quem  quebrasse  sequer  um  princípio  da  lei  era  considerado 
como  maldito,  e  nós  quebramos  todas  as  leis  e  sendo  assim  diante  de 
Deus  éramos  malditos,  e  sendo  assim  como  poderia  pessoas  malditas se 
tornarem  benditas,  pessoas  malditas  herdarem  a  vida  eterna,  pessoas 
malditas  que  não  permaneceram  na  lei  de  Moisés  não  irem  para  o 
inferno?  A  resposta  lemos  em  ​Gálatas  3:13  que  Cristo  nos  resgatou  da 
maldição  da  lei,  nos  protegeu  dela,  fazendo-se  maldição  por  nós em sua 
morte de cruz. 
Entendemos  então  após  esta  breve  análise  que  dizer  que:  Jesus 
ama,  Jesus  tem  um  plano  na  sua  vida,  vai  para  Igreja  para  você  ter  paz, 
Deus  vai  restaurar  seu  casamento,  Deus  vai  prosperar  a  sua  vida....  Isto 
não é o verdadeiro evangelho. 
O  verdadeiro  evangelho  consiste  em  dizer  o  que  Deus  fez  pelo 
pecador através de cristo na cruz, este é o coração DO EVANGELHO. 
Nesta  pequena  análise  de  um  assunto  tão  abrangente  vemos  se 
realçar  os  atributos  de  Deus  como  sua  santidade  e  justiça  que  são  tão 
elevadas  a  ponto  de  que  Deus  teve  que matar seu próprio filho, pois sua 
santidade  havia  sido  ofendido  de  tal  forma  que  Ele  tinha  que  julgar  e 
sentenciar  em  forma  de  ira  e  como  Cristo  levou nossos pecados e nossas 
ofensas  sobre  si,  Deus  descarregou  toda  sua  ira  em  seu  próprio  filho  na 
cruz. Isto é o evangelho. 
A  justiça  de  Deus  não  pode  tolerar  pecados,  não  pode  inocentar  o 
culpado. 
Deus  sendo  justiça  descarregou  sua  ira  e  como  nossos  pecados 
estava  sobre  Cristo  Deus  satisfazendo sua justiça o sentenciou a morte, o 
executou,  descarregando  sobre  Cristo  na  cruz  sua  ira  para  salvar  o 
pecador. Matando seu Filho. 
Billy  Graham  menciona  que  a  Justiça  de  Deus  é  tão  elevada  que 
nem seu filho poupou. 
E  diante  de uma obra tão sublime e de uma demonstração de amor 
incomparável  vemos  pessoas  na  Igreja  preocupadas  com  carros,  casas, 
empregos  novos  e  bens  materiais  não  conseguindo  enxergar  a  beleza da 
obra  da  salvação,  a  riqueza  da  glória  e  não  conseguindo  adorar  ao 
criador  pelo  que  fez.  As  pessoas  não  conseguem  enxergar  o  que 
realmente  a  cruz  veio  fazer,  quando  Deus  se  faz  homem,  se  fazendo 
culpado  por  um  pecado  que  Ele  não  cometeu  para  que  nós  tivemos  o 
direito de ser salvo. 
Entendendo  isso  poderemos  compreender  com  maior 
profundidade  por  Romanos  3:26,  pois  entendemos  que  Ele  é  justo,  Ele 
Justifica  o  pecador,  Ele  cobre  pecado,  Ele  perdoa,  Ele  salva  e  tudo  isso 
sem  deixar  de  ser  santo  através  da  Cruz,  da  encarnação  do  verbo,  o 
sofrimento  do  verbo,  a  imputação de nosso pecado nEle, a imputação da 
Justiça  dEle  em  nós,  o  despejar  da  ira  de  Deus  em  Cristo  satisfazendo  a 
Justiça de Deus. 
 
  
   
A ressurreição
Porém  se  a  história  tivesse  terminado  em  sua  morte  isso  não  seria 
Evangelho,  pois  o  Evangelho  se  completa  na  ressurreição,  pois  se  Cristo 
estivesse morto vã seria nossa fé e não poderíamos herdar a vida eterna. 
Mas no terceiro dia Cristo ressuscitou do mortos em Glória: 
 
Ao  qual  Deus  ressuscitou,  soltas  as  ânsias  da  morte,  pois  não  era  possível 
que fosse retido por ela; Atos 2:24 
 
E  por  ele  credes  em  Deus,  que  o  ressuscitou  dos  mortos,  e  lhe  deu  glória, 
para que a vossa fé e esperança estivessem em Deus; 1 Pedro 1:21 
 
 
Cristo  ressuscita  pois  a  morte  não  poderia  retê-lo  e  porque  Ele 
estava obedecendo princípios e sombras da lei Mosaica: 
 
E  quase  todas  as  coisas,  segundo  a  lei,  se  purificam  com  sangue;  e  sem 
derramamento de sangue não há remissão. Hebreus 9:22 
 
Pois  se  a  palavra  falada  pelos  anjos  permaneceu  firme, e toda transgressão e 
desobediência recebeu justa retribuição, Hebreus 2:2 
 
No  ano  da  Expiação  o  Sumo  Sacerdote  oferecia  um  animal  em 
sacrifício,  borrifava  o  sangue  no  propiciatório  para  cobrir  o  pecado  dos 
homens.  Cristo  veio  como  uma  propiciação,  como  sacrifício  vicário,  na 
forma de homem para salvar homens e se ofereceu como sacrifício. 
 
Por  isso  Cristo  é  chamado  do  Cordeiro  de  Deus  que  tira  o pecado, 
que  encobre,  que  perdoa,  que  apaga  o  pecado  do  mundo.  E  na  cruz que 
é  uma espécie de altar Ele é oferecido como sacrifício e como propiciação 
ou seja um sacrifício que aplaca a ira de Deus. 
 
Usaremos  um  exemplo  bem  simples  para  ilustrar  este  cenário, 
lembrando  que  nada  que  mencionarmos  aqui  não  se  compara  com  sua 
verdade plena. 
 
Imaginemos  que  a  ira  de  Deus  é  um  cometa  flamejante  milhões  de  vezes 
maior  que  o  tamanho  da  terra  e  este  cometa  viria  em  direção  da  terra  e  quando 
se  chocasse,  este  cometa (a ira de  Deus) iria fulminar, trucidar, exterminar toda 
raça humana. 
Então  imaginemos  que  este  cometa  estava  vindo  sobre  você,  porém  antes 
que  ele  se  chocasse  com  você  Cristo  faz  a  propiciação  ou  seja  ele  aplaca  a  ira  de 
Deus.  É  como  se  Cristo  na cruz estivesse se virado de costa para este cometa e te 
cobrisse,  recebendo  toda  ira  de  Deus  em  si,  não  permitindo  que  nenhuma 
fagulha, nenhum estilhaço desta ira te atingisse. 
 
 
Seu  grande  capitão,  teu  Senhor,  seu  general  se  colocou  em  sua 
frente entre você e a ira de Deus na  Cruz e no madeiro suportou toda ira 
dizendo, ESTÁ CONSUMADO, está pago. 
E  qual  é  a  prova  que  Deus  aceitou  o  sacrifício?  A  resposta  é  a 
ressurreição  de  Cristo  no  terceiro  dia,  a  ressurreição  é  uma  confirmação 
que Deus aceito o sacrifício. É como se Deus dissesse: 
- Eu aceito este sacrifício. 
- Estão  pagos  os  pecados  dos  homens,  eles  não  me  devem 
mais nada. 
- Minha justiça foi satisfeita e minha ira apaziguada. 
Este  é  o  verdadeiro,  o  estupendo,  o  glorioso  Evangelho,  e  por  ele 
você deve louvar a Deus.