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Panorama geral dos status dos

Acordos Setoriais

Compreenda o Panorama Geral de status dos acordos setoriais e os tipos de resíduos


da logística reversa

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Lei nº 12.305, de 2 de agosto


de 2010, instituiu vários princípios e instrumentos regulamentadores. Entre
estes princípios temos a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida
do produto e alguns dos instrumentos são a logística reversa e o acordo
setorial.

Princípio da responsabilidade compartilhada

Pela definição da PNRS, entende-se responsabilidade compartilhada


pelo ciclo de vida dos produtoscomo o “conjunto de atribuições
individualizadas e encadeadas dos fabricantes, importadores, distribuidores e
comerciantes, dos consumidores e dos titulares dos serviços públicos de
limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos. O intuito é minimizar o
volume de resíduos sólidos e rejeitos gerados, bem como para reduzir os
impactos causados à saúde humana e à qualidade ambiental decorrentes do
ciclo de vida dos produtos”.

Foi este princípio que impulsionou muitas empresas a melhorar a gestão


ambiental a partir das normas ISO 14001:2015. Isso porque a normas ISO já
traziam uma visão holística da gestão ambiental, incluindo a gestão de
resíduos sólidos.

Instrumento da Logística Reversa

Segundo a PNRS, a logística reversa é um “instrumento de desenvolvimento


econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e
meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao
setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos
produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada”.

A implantação da logística reversa no Brasil ocorre por meio de um Comitê


Orientador para Implantação de Sistemas de Logística Reversa, que foi criado
pelo Decreto Nº 7.404, de 23 de dezembro de 2010.

Este comitê é presidido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e por outros
onze ministérios. Sua estrutura também inclui o Grupo Técnico de
Assessoramento (GTA) e, a função do Comitê Orientador é conduzir a
implantação da logística reversa, por meio de estudos de viabilidade técnica e
econômica.
Quais Resíduos Sólidos precisa ter o Sistema de Logística Reversa?

A PNRS institui que tem que haver um sistema de logística reserva, de forma
independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos
sólidos, para os seguintes resíduos sólidos:

“I – agrotóxicos, os resíduos e embalagens, assim como outros produtos cuja


embalagem, após o uso, constitua resíduo perigoso, observadas as regras de
gerenciamento de resíduos perigosos previstas em lei ou regulamento, em
normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama, do SNVS e do Suasa, ou em
normas técnicas;

II – pilhas e baterias;

III – pneus;

IV – óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens;

V – lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista;

VI – produtos eletroeletrônicos e seus componentes.”

Todos os envolvidos no processo produtivo e de comercialização destes


produtos devem ser responsáveis pela implantação procedimentos de compra
de produtos ou embalagens usados; criação de posto de coleta; e atuar
em parceria com cooperativas ou outras formas de associação de
catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis.

Deve se destacar que sistema de logística reversa de agrotóxicos, os


resíduos e embalagens seguem diretrizes específicas; dispostas na Lei no
7.802, de 11 de julho de 1989, e no Decreto no 4.074, de 4 de janeiro de 2002.

O que é o Acordo Setorial?

O acordo setorial é instrumento instituído pela PNRS, que permite acordos de


cooperação entre poder público e privado para facilitar e potencializar o
alcance do sistema de logística reversa.

Ao firmar acordos setoriais, o serviço público de limpeza urbana e de manejo


de resíduos sólidos, pode ser encarregado de atividades de responsabilidade
dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes nos sistemas de
logística reversa dos produtos e embalagens. Em contrapartida deve ocorrer a
devida remuneração por este serviço, previamente estabelecida no acordo.

O Decreto Nº 7.404, de 23 de dezembro de 2010, que regulamenta a PNRS,


estabelece que os acordos setoriais podem ter a abrangência nacional,
regional, estadual ou municipal. Quando iniciados pelos fabricantes,
importadores, distribuidores ou comerciantes, os acordos setoriais serão
precedidos da apresentação de proposta formal pelos interessados ao
Ministério de Meio Ambiente.
Quando iniciados pelo Poder Público, os acordos setoriais serão precedidos de
editais de chamamento.

A PNRS estabelece que poderão participar da elaboração dos acordos


setoriais representantes do Poder Público, dos fabricantes, importadores,
comerciantes e distribuidores dos produtos e embalagens referidos no art. 33
da Lei nº 12.305, de 2010, das cooperativas ou outras formas de associações
de catadores de materiais recicláveis ou reutilizáveis, das indústrias e
entidades dedicadas à reutilização, ao tratamento e à reciclagem de resíduos
sólidos, bem como das entidades de representação dos consumidores, entre
outros.

Para estudar e buscar soluções de modelagem e governança para cada uma


das cadeias de produtos escolhidas como prioritárias pelo COMITÊ
ORIENTADOR foi criado cinco Grupos de Trabalho Temáticos – GTTs:

 embalagens plásticas de óleos lubrificantes;


 lâmpadas fluorescentes de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista;
 produtos eletroeletrônicos e seus componentes;
 embalagens em geral;
 resíduos de medicamentos e suas embalagens;

Estes grupos temáticos têm como objetivo principal elaborar o edital de


chamamento para a realização de acordos setoriais, bem como a coleta de
subsídios para a realização de estudos de viabilidade técnica e econômica para
implantação de sistemas de logística reversa – EVTE.

Somente após a aprovação da viabilidade técnica e econômica para


implantação de sistema de logística reversa de uma determinada cadeia pelo
COMITÊ ORIENTADOR, é que o edital de chamamento das propostas para
acordo setorial torna-se público; para dar início aos trabalhos de elaboração
destes acordos.

Qual o status dos acordos setoriais vigentes no Brasil?

Atualmente todos os grupos já concluíram seus trabalhos. A situação da


implantação da logística reversa dessas cadeias é demostrada na tabela
abaixo:

É possível notar que, atualmente, estão em vigor apenas os acordos setoriais


das cadeias de embalagem plástica de óleos e lubrificantes; lâmpadas
fluorescentes de vapor de sódios e mercúrio e de luz mista; e embalagens em
geral.

As propostas de acordos setoriais para cadeias de medicamentos e


de produtos eletroeletrônicos e seus componente ainda serão submetidas à
consulta pública.
Desafios para a assinatura do acordo setorial

Alguns dos desafios para o estabelecimento de acordos setoriais são: o estudo


com o reconhecimento de não periculosidade dos produtos descartados
durante a fase de coleta, triagem e transporte; a renúncia da propriedade sobre
o produto descartado; regulamentação no custeio da logística reversa
(ecovalor); e regulamentação para que os não signatários do acordo setorial
tenham as mesmas responsabilidades dos signatários.

Se sua empresa participa da cadeia produtivas de produtos que exigem a


implantação de um sistema de logística reversa, recomendamos que
busque consultaria especializada e certificação ISO 14001:20015.

Essas iniciativas facilitam a instalação e operação da sua empresa, bem como


facilitam o acesso a crédito, reduzem valores de seguros, aumentam
competitividade no mercado interno e externo. Para saber como participar de
todas essas vantagens ou fazer uma proposta de acordo setorial, entre em
contato com a Consultoria Online Verde Ghaia.
Postado em julho 17, 2017 por

Tags: acordo setorial, assinatura acordo setorial, controle de resíduos


sólidos, logística reversa, panorama, PNRS, residuos sólidos, tratamento de
resíduos sólidos

Como a Gestão de Resíduos Auxilia


Sua Empresa a Afastar Passivos
Ambientais?
Uma gestão de resíduos regular e bem feita é muito importante para evitar ao
seu negócio geração de passivos ambientais e problemas com órgãos de
fiscalização

Empresas com processos organizados praticam a gestão adequada de todos


os seus passivos, os financeiros, jurídicos, trabalhistas, operacionais e também
os passivos ambientais. Estes últimos devem receber atenção especial, uma
vez que a legislação a seu respeito vem sendo incrementada a cada ano.

A fiscalização das empresas quanto ao cumprimento das leis ambientais vem


crescendo muito no Brasil, governos municipais, estaduais e a união estão
agindo no sentido de fechar o cerco às empresas que, de alguma forma,
descumprem a legislação aplicável.

O problema é que as leis são complexas e seu atendimento é burocrático.


Além do mais, não existe um padrão legal para todo o país, pode ser que as
regras a serem seguidas variem até de município para município, torando a
vida do empreendedor muito difícil, uma vez que ele já precisa se preocupar
com seus negócios, ainda tem que gastar tempo entendendo as diversas leis
de meio ambiente se policiando para não gerar passivos ambientais.

O que são passivos ambientais?

Os passivos ambientais são todas as ações executadas pela empresa, que


podem gerar algum tipo de sanção no futuro, ou seja, ações que deixam aberto
um possível “passivo financeiro” para a companhia, uma vez que, em caso de
aplicação da sanção, haverá um custo de reparação.

Os passivos ambientais são exatamente iguais ao operacionais (causados por


execuções incorretas ou imprecisas), trabalhistas (causados por
descumprimento às leis do trabalho) e financeiros (causados pela geração de
obrigações futuras). A diferença básica, é que os passivos ambientais são
causados unicamente pelo relacionamento da empresa com o meio ambiente,
o que amplia muito a sua possibilidade de ocorrência.

Desde caminhões desregulados que poluem excessivamente, até a


contaminação de rios e mananciais, há uma infinidade de possibilidades de
descumprimento da legislação ambiental vigente, contudo, há uma categoria
especial de passivos ambientais que deve ser considerada, a que trata da
gestão inadequada de resíduos, uma vez que todas as organizações geram
estes materiais, em maior ou menor grau.

Passivos ambientais causados por má gestão de resíduos

A principal lei ambiental brasileira é a de nº 12.305/2010 que estabelece a


política nacional de resíduos sólidos. Ela conserva a Lei nº 9.605/1998, que
determina as sanções penais e administrativas às condutas ilegais em relação
ao meio ambiente.

Pessoas físicas podem ter que arcar com multas que variam de R$50,00 a
R$500,00, dependendo da gravidade da infração. Tais multas são aplicáveis a
casos como não separação do lixo, descarte de resíduos em vias, rios, lagos e
etc.

Já as pessoas jurídicas, podem sofrer com multas que variam de R$500,00 a


R$2 milhões, além do mais, pode haver responsabilização penal dos
responsáveis pela ação criminosa, sendo que a lei considera a reclusão de seis
meses a um ano para crimes não intencionais e de um a seis anos para crimes
intencionais.

A política nacional de resíduos sólidos considera que o passivo ambiental se


distribui à toda cadeia logística, por exemplo, se a empresa envia para um
centro de reciclagem, um material que deveria ser incinerado e este centro não
retorna o material ao gerador para a destinação correta, ele passa a sofrer
responsabilização solidária pelo feito, ou seja, acumula para si um passivo
ambiental.
Saiba mais: 100 Open Startups: qual importância para uma startup como a VG
Resíduos?

Otimizando a gestão de resíduos

A acumulação de passivos ambientais é inevitável para empresas que


desconhecem a legislação, muitas vezes as companhias acabam
descumprindo as leis sem intenção alguma de cometer infrações ou
negligenciar as normas.

A solução mais usada no mercado vem sendo a contratação de consultorias


ambientais que possam auxiliar a empresa na interpretação da lei e na
adequação de seus processos à conformidade legal.

Contudo, nos últimos anos, com o avanço das tecnologias, alternativas mais
baratas e produtivas têm surgido, especialmente no caso dos passivos
ambientais causados por gestão inadequada de resíduos.

Softwares que ajudam a empresa a gerenciar e destinar corretamente seus


materiais tem ganhado espaço e reduzindo os custos deste tipo de atividade
para as organizações.

Um exemplo destes softwares é o VG Resíduos, um sistema online que realiza


de forma automática toda a gestão de resíduos da empresa, desde o cadastro
da geração de rotina até a emissão de todos os documentos e registros
obrigatórios. O sistema faz tudo sozinho.

Há também a rastreabilidade dos registros, o que permite que todos os


resíduos gerados ao longo dos anos sejam cadastrados e documentados,
gerando provas de destinação adequada e evitando que a empresa seja alvo
de multas aplicadas por fiscalização repentina.

Destinando corretamente os resíduos para evitar sanções

Grande parte das infrações relacionadas à gestão inadequada de resíduos se


dá na fase do descarte, assim, o ponto crítico para as empresas é a realização
da destinação adequada.

Softwares como o VG Resíduos permitem que o descarte seja realizado de


maneira adequada. A plataforma trabalha em conjunto com o Mercado de
Resíduos, que é um outro sistema encarregado de encontrar tratadores com
licenças regulares e preços baixos.

O Mercado de Resíduos realiza leilões com os materiais a serem descartados


pela empresa. Desta forma, todas as vezes que em há um novo resíduo
cadastrado, os tratadores mais próximos à organização recebem alertas para
darem seus lances, ou seja, quanto cobrariam ou pagariam pelo material
ofertado.
Após o término do leilão, a empresa recebe o contato do tratador vencedor e
este recebe os dados da organização geradora. O mais importante é que
apenas tratadores licenciados para o resíduo cadastrado podem participar do
leilão, eliminando qualquer possibilidade de geração de passivo ambiental.

Todas as organizações precisam realizar corretamente a gestão de seus


passivos, uma vez que estes representam todas as saídas de caixa possíveis.

Dentre eles, um dos mais importantes é o passivo ambiental, uma vez que o
descumprimento da legislação pode gerar multas de valores muito expressivos.

Por isso, uma gestão de resíduos regular, apoiada em ferramentas de última


geração é fundamental para evitar surpresas indesejadas junto aos órgãos de
fiscalização.

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Mas quer se aprofundar um pouco mais a respeito? Leia outro artigo do nosso
blog: Gestão de Resíduos: como controlar toda documentação da sua
empresa?